quinta-feira, 26 de abril de 2018

GUEST POST: SOU A ÚNICA FEMINISTA DA FAMÍLIA

Publico aqui o guest post da S., que pediu para não ter seu nome divulgado. 

Eu confesso que nem sempre fui feminista; isso é algo que veio de uns tempos pra cá, após certas observações e frustrações sobre a mulher ter que ser algo que não se sente confortável para agradar homens e outras mulheres, criando uma competição eterna entre nós. A afirmação de que as crianças não nascem preconceituosas é verdade. A família é um laço muito forte, mas hoje eu questiono atitudes que não fazia antes. 
Eu cresci em uma família conservadora -- não politicamente liberal, apenas conservadora, algo que algumas pessoas confundem. Até aí, normal. Afinal, quem nunca esteve em uma família conservadora? Eu cresci ouvindo o quanto uma mulher é diferente de um homem -- sendo minha família, em sua maioria, mulheres --, mas só. Na verdade, eu vi o machismo mais do que ouvi. 
Coisas simples do dia-a-dia como, por exemplo, as mulheres serem chamadas para lavar a louça enquanto os homens se esparramam no sofá, assistem a filmes e conversam sobre política. Não tenho problema algum em lavar a louça nem limpar a casa; faço questão até, mas sempre me incomodou esse comportamento. E não importa a idade que a pessoa tem: seis anos? Já pode lavar a louça. É menino? Deixa ele brincar, é moleque. 
Inclusive, me irrita essa conclusão de que as mulheres amadurecem mais cedo que os homens. Eu posso afirmar categoricamente que os meninos têm uma grande oportunidade de evoluírem emocionalmente, assim como as meninas. Acontece que as meninas são cobradas mais cedo. Os meninos parecem não ter essas responsabilidades básicas como recolher a cueca suja do quarto ao invés de fazer a mãe colocar no cesto de roupas, tirar o prato da mesa e -- pasmem! -- estudar... Eu não sei, acho que ninguém morre no meio do caminho por conta de fazer coisas que seus pais (e principalmente as mães) não podem -- nem devem -- fazer por você. 
Eu não sei qual sua descendência, Lola [Minha família é toda argentina e veio pro Brasil quando eu tinha 4 anos], mas minha família não é somente conservadora -- ela é italiana. Uma família tradicional italiana é conhecida como orgulhosa de sua gente, como histérica, que fala alto e educa os filhos com a famosa psicologia da palmada. É um convívio diário difícil, pois as discussões sempre chegam em um patamar de gritos. A minha geração é mais tranquila, então me assusto com certas coisas, embora já me acostumei. 
Certa vez, fomos visitar um velho amigo da família, também descendente de italianos. Entre recordações da infância, o homem começou a contar uma história sobre a filha dele, que tinha um ar de rebeldia, quando ela era adolescente. Após algumas brigas e expulsões, a moça retornou um dia e passou reto pelo pai, que a pegou pelos cabelos e bateu nela diversas vezes. Entre os risos da história muito engraçada, meu estômago embrulhou. Isso é normal? Eu perdi a piada? O pai arrebentou a filha e ainda a ameaçou dentro de casa por conta de ela ter saído sem avisar!
Volta e meia eu ouço sobre as namoradas de um parente de vinte e poucos anos. Ele é um rapaz namorador, desde pequeno. Eu nem sei contar quantas namoradas ele teve desde os onze anos, mas as consideradas “vadias”, talvez. As coisas mais absurdas que eu ouço é “que as meninas hoje em dia estão muito assanhadas”. Mas, e seu filho? “Elas pegam todos os homens que veem”. Mas, e seu filho? “Que aquela ali, no futuro, vai ser uma prostituta”. Mas, e seu filho? 
Eu sou uma mulher e eu tenho que ouvir essas coisas da minha família! Eu tenho que estar em uma reunião familiar e, logo depois de um divertimento, algo light, onde todos nós rimos, alguém fala algo machista. Onde eu tenho que ouvir uma piadinha de um parente logo de manhã, afirmando como é um estorvo uma mulher na vida de um homem e ainda finalizar com: “O mais ignorante dos homens chega a matar a mulher, de tão insuportável", seguido por risos. 
Eu sou a única feminista na família. Nem mesmo uma prima mais nova que eu pensa da mesma forma. Eu me sinto em uma ilha, onde eu vejo diversas atitudes grotescas. Sou o tipo de pessoa que não bate de frente em circunstância alguma. Eu apenas ouço e fico mal, remoendo, me desanimando quanto às poucas influências feministas que eu tenho ao meu redor. Infelizmente, Lola, eu estou me afastando deles cada vez mais. 
Eu não consigo conviver com pessoas que, amanhã ou depois, se eu ficar com vários homens, me vestir como quero, ter uma liberdade sexual, não vão aceitar nada disso em mim. Sinceramente, para os homens que acham quão horrível a mulher é na vida de um homem, eles não são um terço, pois quem ainda lava as roupas e decide as contas de casa somos nós. 

21 comentários:

Anônimo disse...

A Lola, apesar de ser mestiça, é de origem argentina.

Anônimo disse...

" ...Eu não consigo conviver com pessoas que, amanhã ou depois, se eu ficar com vários homens, me vestir como quero, ter uma liberdade sexual, não vão aceitar nada disso em mim..."

Se você liga ou dá importância para que os outros pensam de você, pare e pense melhor!!!

" ...para os homens que acham quão horrível a mulher é na vida de um homem, eles não são um terço, pois quem ainda lava as roupas e decide as contas de casa somos nós..."

Esse pensamento antiguado, é do tempo do EPA. Você disse que é feminista, então você é empoderada. Tem o destino de sua vida nas mãos. Não dê o direito de sua vida pra outrem.

Anônimo disse...

Estuda, arruma um emprego e sai de casa. No momento que vc parar de depender da sua família, o que eles pensam vai deixar de ter a menor importância pra você.

Kasturba disse...

Meus pais também são conservadores, apesar de não tanto como os seus.
Acho que a melhor coisa que você pode fazer é se preservar. Sua família sempre será sua família, mas você nao precisa contar toda sua vida e intimidade pra eles. Talvez por serem descendentes de italianos, tenham esse hábito de todos saberem tudo sobre a vida de todos, dar pitacos e fazer críticas. Mas essa não é a única dinâmica familiar que existe.
Frequente o ambiente familiar, se divirta com o que for divertido, nao finja gostar do que nao aprova, mas guarde suas experiências só pra você. Eles nao precisam saber com quantos caras você sai, que tipos de ambientes frequenta, nem nada disso. Guarde isso pra conversar com pessoas que você confia e que sabe que nao vão te julgar.
Com pessoas que já têm pensamentos firmes e ideias preconcebidas e nao estão dispostas a pensar fora de sua visão limitada, nao adianta querer conversar sobre certos assuntos.
É assim que eu ajo com meus pais, e sempre dá certo.

Anônimo disse...

Olha, no meu Facebook eu vivo curtindo postagens feministas, ou com determinado conteúdo político.

Daí aparece pra todos os meus tios e primos "Ana Paula curtiu tal postagem".
Evito eu mesma postar algumas coisas pra evitar que venham comentar no meu perfil, eu confesso...

Enfim que desde então a família cuida do que vai falar perto de mim, ou então fala, e logo emenda "ishi, nem da da falar isso perto da Ana, né?".

Adoro ter a fama da chata da família, assim as pessoas em geral evitam certos assuntos perto de mim ou no grupo de whatz.

Recomendo a técnica!

Anônimo disse...

Masculinista é tão demente que jura que está descobrindo alguma verdade profunda e secreta, que está tendo uma grande compreensão ou revelação, quando leem qualquer idiotice bastante misógina/homofóbica/racista e tão velha, decrépita, caquética, esclerosada, ultrapassada e difundida socialmente quanto a bíblia.

Anônimo disse...

A autora do texto parece que está me descrevendo quando diz:
"Eu me sinto em uma ilha, onde eu vejo diversas atitudes grotescas. Sou o tipo de pessoa que não bate de frente em circunstância alguma. Eu apenas ouço e fico mal, remoendo, me desanimando quanto às poucas influências feministas que eu tenho ao meu redor. Infelizmente, Lola, eu estou me afastando deles cada vez mais".
Exatamente isso que vem acontecendo comigo há muitos anos. Não sei muito bem como lidar.

Camila disse...

Meu cunhado é absolutamente todos os estereótipos de homem hétero reunidos: machista, homofóbico, preguiçoso, folgado, adora comer de graça as custas do meu pai e da minha mãe, se acha o dono da razão, não tem uma gota de respeito e acha que é o próprio lorde inglês, não o suporto... e minha irmã é tudo de bom que uma pessoa pode ser, além de ser super bonita e inteligente, não faz o menor sentido ela gostar dele, não consigo me conformar.

O que me dá mais raiva é QUE TODO MUNDO PASSA A MAO NA CABEÇA E EU QUE SAIO DE CHATA. EU FICO PRA MORRER.

Não posso nem jogar as verdades na cara, porque se eu disser qualquer coisa depois brigam comigo... tenho que aturar desaforo ainda e depois eu que sou chata tô errada que homem é assim mesmo

Anônimo disse...

Lola, por que apagou o meu comentário expondo verdades sobre os mascus? Afff, o que tinha de errado com ele? Não vai inventar de proteger os mascus agora né? Eu hein...

Anônimo disse...

Eu tbm sou a única feminista da minha família, mas o machismo da minha família, principalmente o das mulheres, não é o machismo recatado, mas sim um machismo recreativo e esse tipo de machismo costuma ser ignorando pelas feministas e até mesmo em alguns momentos, confundido até mesmo com algum ''feminismo'' por envolver bebedeira e pegação.

Tem muita gente procurando emprego, mas não está fácil e mesmo assim as vezes a pessoa até consegue um emprego, mas não ganha bem o suficiente para alugar uma kitnet em um bairro que não seja violento e nem sempre tem alguém querendo sair de casa tbm para poder dividir o aluguel e pagar um bom plano de saúde que está cada vez mais caro.

Infelizmente sair da casa dos pais sem se casar ainda é exceção no Brasil, principalmente entre as classes c/d e cidade interiorana, não uma regra e muita gente boa, mente aberta e descolada costuma hostilizar quem é vítima de uma família tóxica, pois para a maioria dessa gente boa, o errado é sempre a/o filha/o ou irmã rejeitada/o e ''diferente'' de todos.

Eu percebi que essa militância, quando se trata de vítimas de família tóxicas, se torna muito egoísta, individualista, autoritária, apática, do tipo ''se joga fulana'' e viram as costas, tbm cheia de clichês de auto-ajuda e até mesmo de meritocracia. Ainda mais pq é feita por muita gente que nasceu em famílias de classes a/b, intelectualizada e em grandes capitais e percebi que quem foge desse padrão são exceções.

Anônimo disse...

Cara S.:

Engraçado, andei tendo a mesma percepção desde o último domingo, aniversário de minha avó. Depois deste dia decidi que não irei mais a nenhuma comemoração de família, porque não dá mais, e já tive minha conta de ouvir preconceitos - é uma vida inteira. E entendi que sempre poderei ver as pessoas da família com quem tenho diálogo: minha mãe, avó, irmã etc. Como? Bem, eu poderia, por exemplo, ter ido tomar café com a minha avó e depois ter ido embora, comemoraríamos só nós duas, sem machismos e futilidades à nossa volta (como acabou sendo, no almoço). Sempre poderei ver minha mãe e irmã sem a família toda em volta também. Digo isso para que você não sinta culpa caso queira se afastar: você sempre poderá ter contato com as pessoas que são importantes para você.
Sei que para você, que ainda mora com a família (certo?), deve ser mil vezes mais difícil poder escolher dia e hora para ver quem quer, e só se quiser. Mas em breve isso pode acontecer, você conquistará sua autonomia, não irá mais morar com eles (quem sabe irá estudar em outro lugar, ou trabalhar em outra cidade, ou morar com uma amiga etc.) e poderá parar de ouvir este tipo de conversa constantemente. Um grande beijo

Anônimo disse...

Peço desculpa, mas vc parece ter uma ótima família

Jane Doe disse...

Bah... sei bem como é. É uma tia recitando em verso e prosa o manual da "boa moça de família", é prima fiscalizando pra ver se tem algum fiapo de cabelo crescendo no lugar errado, é mãe te tratando igual a cadela no cio e no "intervalo comercial" esfrega panela, fogão, passa roupa, limpa janela, lava calçada, varre o jardim, estende a roupa, cozinha por que tem que aprender a a servir o marido.
O tempo passa, a conversa muda levemente mas o machismo não - mas onde já se viu - tu tens obrigação de ter filho!!! Tu foi feita pra parir! E o teu marido?

A véio... tinha tempos eu esquentava a cabeça... hoje em dia eu digo que eu tenho mais o que fazer com o meu tempo do que esfregar panela, boas moças morrem cedo nas mãos de feminicidas e que meu marido não é meu proprietário, eu não sou gado (aquelas pobres e santas criaturas) pra ser inseminada e produzir cria quando os outros tem vontade.

Felipe Roberto Martins disse...

Não podemos deixar a opinião alheia interferir em nossas decisões, só se de fato, estas pessoas forem importantes para nós.

titia disse...

S. quando a gente faz parte de uma família que vive grudada, em que a vida de um se mistura com a de outro e isso parece totalmente natural, leva tempo e algum esforço pra você se separar deles, se ver como alguém único, com vida própria e não parte de um mecanismo simbiótico. A minha família não é italiana, mas também é um grude sinistro, a tal ponto que até os 40 anos minha mãe não saía pra fazer NADA sozinha. Um show, um cinema, uma apresentação, uma peça de teatro, minha mãe-com CNH desde os 19 anos, três filhos criados, 20 anos administrando sozinha uma casa e suas finanças-mas simplesmente não saía pra se divertir se um grupinho de irmãs, amigas ou primas não quisesse/pudesse ir com ela, dá pra imaginar isso?

Eu mesma ouvi alguns choramingos e fui chamada de rebelde pela velha guarda quando comecei a me recusar a ir em reuniões de família chatíssimas e pegar busu pra ir a shopping, cinema e parque sozinha. Mas passa. Eles acabam se acostumando, e de qualquer forma vão fazer o quê? Te amarrar no porta malas? Entenda primeiro que você não é a sua família, que você é você, e você não tem a menor obrigação de ser como eles, de contar tudo pra eles, de centrar sua vida ao redor deles. A partir daí é que você pode construir uma dinâmica que te permita evitar situações ruins e talvez até expor seus pontos de vista numa discussão. Fiz isso com o meu pai; quando menina eu mal podia dizer um 'não' pra ele sem me borrar de medo e, ano passado, bati boca com ele por causa do vandalismo no Queer Museum. Mais ainda, eu o derrotei no debate! Sem gritar, sem discurso, sem violência, apenas mostrando os fatos de forma calma e lógica. É possível, sim, mas pra isso a gente tem que se trabalhar um pouco.

Primeiro você precisa se entender como indivíduo e se separar emocional e psicologicamente da sua família; as pessoas costumam ter medo disso, mas é um rompimento perfeitamente natural e saudável, tanto quanto o do bebê que deixa de mamar no peito. Você precisa fazer essa separação e então começar a investir em você mesma. Daí você vai poder desenvolver as melhores dinâmicas pra lidar com sua família. Não desista, parece difícil, mas você via chegar lá. Boa sorte.

E uma questão pra esses machistas babacas que reclamam que a mulher estraga a vida deles: se mulher é tão ruim assim, por que vocês correm atrás delas e choram quando elas não querem nada com vocês? Ou essa história de que "mulher estraga a vida" é só uma auto projeção, como tudo de ruim que homem machista diz de mulher? Porque é só abrir um jornal pra ver que 90% de quem tá estragando a vida alheia por aí porta um pênis, viu, macharada covarde e hipócrita?

Anônimo disse...

Eu concordo com o anon das 18h21

Alicia

Anônimo disse...

20:52 - "ótima" só se for pra vc

Anônimo disse...

Porque não falamos mais do machismo recreativo que trata as mulheres como prostitutas e é algo que ocorre com maior força nos tempos atuais?

Anônimo disse...

Eu, 10 anos atrás:

"Minha família é uma bosta, só tem machista, não aguento mais pregação religiosa, vou embora e fazer a minha vida!"

Eu, hj, depois de ter saído de casa (há 10 anos) e ter feito a vida:

"Eles não são tão ruins assim".

De qualquer modo, a solução ética para esse problema continua a mesma: sair de casa e não aceitar a conveniência financeira de continuar com pessoas que dão tudo pra gente e que, ainda assim, não nos cansamos de falar mal deles pelas costas inclusive para desconhecidos.

Isabella disse...

É EXATAMENTE A MINHA FAMILIA! Tambem de descendencia italiana... realmente um reflexo.

Antigamente eu ate me posicionava em casa, todos sabem que sou feminista e de esquerda, mas hoje eu dia eu ja nao comento mais nos assuntos de domingo. Só escuto coisas do tipo "La vem a petralha falar", sendo que nao necessariamente sou petista, "pode falar feministinha" ou entao qualquer coisa que eu falo, sem nem mesmo sem algo politico ouço um "ta na hora de lavar a louça" e alguem no canto solta um "BOLSOMITO 2018".

Serio, ja me esgotei. Sei que falam que deve ser uma luta diaria, sempre tentar mostrar para as outras pessoas seu lado, tentar ter uma conversa seria e explicar as razoes de ser feminista e esquerdista, mas eu cansei. Ja nao aguento mais tentar debater e ouvir insultos desnecessarios.

titia disse...

Isabella, se você quer debater a sério e sua família quer agir como criança, não perca tempo com eles nem gaste sua paciência tratando-os como se fossem adultos. Na hora que um disser "hora de lavar louça" e ouvir "tá esperando o quê então pra ir lá lavar?" eles aprendem rapidinho a fechar a boca se não quiserem crescer. Aos eleitores do Bolsonaro, recomendo apenas que apresente esse site aqui a eles: http://bolsonazi.tumblr.com/. Olha as pérolas que os seus parentes bolsominions vão achar lá:

Votou em Lula e fez lobby para Aldo Rebelo – prova que o nobre deputado apoia quem lhe convém. Cadê seu Deus agora? (Arquivo FSP - Matéria de 19/12/2002)

Nepotismo - FSP revela que Bolsonaro nomeou o filho para um cargo VIP e não concursado, o chamado “Cargo de Natureza Especial”. (Arquivo da FSP - 31/08/2003)

Bolsonaro xinga o arcebispo de São Paulo – Para quem acha que essa criatura respeita alguém, taí a prova que nem a Igreja Católica é perdoada. (Arquivo da FSP 20/03/98)

Bolsonaro faz ameaças de morte - como se não bastasse um discurso defendendo o fechamento do Congresso, o digníssimo criminoso enviou ameaças por telefone e por carta ao deputado Vital do Rego. (Clique nas imagens para ler as matérias - arquivo da FSP 27/07/93)

E tudo notícia da mídia conservadora, os patos não podem sequer rebater que é tudo mídia golpista petralha esquerdista. Na hora que eles passarem dos limites responda à altura, não tenha medo de ser chamada de mal educada. Não é porque são sua família que você tem obrigação de aceitar insultos e humilhações deles. Já aturei muita merda de familiar babaca e, acredite, não vale nada a pena. Só faz com que eles te pisem ainda mais.