terça-feira, 9 de agosto de 2016

GUEST POST: RAFAELA SILVA, UMA MULHER DE OURO

Não tem jeito, eu adoro Olimpíada. Espero que montes de crianças se sintam motivadas para praticar esportes. E que haja toda uma estrutura para acolhê-las.
Carla, do Rio, escreveu este lindo texto:

Ontem escrevi para Lola sobre a linda vitória de Rafaela Silva, medalha de ouro olímpica.
Pois bem, respondo ao convite de escrever um guest post sobre isto, embora não me sinta à altura. Vou me permitir apenas um olhar, impreciso, talvez.
Fiquei feliz e torci por ela. Infelizmente, como costumo ver redes de notícias, não consegui evitar notar com tristeza, ainda que seja um caso isolado, de gente que consegue, nos comentários e redes sociais, desqualificar uma vitória tão bonita como a dela.
Como se diz aqui no blog, deve ser caso prosaico: mulheres sofrem ataques e desqualificações de vários tipos, mas o mais curioso é quando têm sucesso.
Em resumo, quis acompanhar o contraste das reações ao feito da moça, em relação à Olimpíada de 2012, em Londres. Na ocasião, após ser desclassificada por usar a mão de uma forma não permitida, Rafaela foi duramente criticada e sofreu ataques racistas. Pensou em desistir. Familiares, amigos e treinadores ajudaram e foi feito um trabalho árduo, com muitos tipos de colaboradores e patrocinadores, para que ela pudesse superar as críticas, focar no trabalho e obter o belo resultado que vemos hoje.
Logo após a vitória, a maioria dos comentários em geral é de apoio e reconhecimento. Mas em tempos que motivos não faltam para discussões, vi com surpresa o comentário de um internauta. Ele a criticava, em tom inquisitório e de cobrança, dizendo que ela era uma mal agradecida por não lembrar instantaneamente do patrocínio militar e que apenas este fator permitiu a vitória dela.
Evidente que o comentário destinava-se também a marcar um posicionamento político e a criticar a imprensa por não evidenciar o programa militar que apoia atletas brasileiros.
Sim, há muitas brigas políticas cruciais nesse momento; sim, deve-se dar todos os méritos às forças armadas (parte do Governo Federal, diga-se de passagem) ao apoiar e fomentar ótimos programas de apoio ao esporte.
Entretanto, me chamou a atenção este posicionamento pela gritante falta de humanidade, para não dizer crueldade, em não conseguir reconhecer o outro. RECONHECER O OUTRO. Um ser humano com uma história positiva, de superação. Deixar que o outro exprima sua alegria espontaneamente, que possa celebrar sua vitória em paz. 
Pareceu uma extrema má vontade com a moça, minimizando sua conquista, numa cegueira em só aceitar seus próprios pontos de vista sobre a realidade. Com tal postura, mesmo que o internauta não reconheça, ele redige outra história, apagando e negando o brilho da vitória dela.
Acredito que esta história me afetou muito, a ponto de ter tentado conversar com a pessoa e vir aqui escrever, porque ilustra uma realidade em muitas camadas.
Há a camada tão humanamente negativa: a da inveja, da mesquinharia. A da escolha em sobressair a si mesmo precisando para isto diminuir o outro. Sim, o mundo é cruel, uma velha notícia.
A camada da política, em que tudo é usado para conquistar espaços e vantagens na sociedade. Muita agressividade, intransigência, cegueira. Disputa pelo poder.
E por que não nomear a camada do machismo e racismo?
A realidade pode ser escrita e vista de várias maneiras. Orwell observou que a história é escrita pelos vencedores. Quem são os vencedores? Quem fala por eles?
Penso que cada um de nós de tem sua própria escrita, sua visão. Não escrever, ou redigir a história minimizando feitos do oponente, constroem “verdades” de todos os tipos, inclusive falsas verdades, maniqueísmos, apagamentos e distorções.
Familiares de Rafaela assistem às
lutas da judoca
Não sei qual “caminho do meio” seria prezado pela bela cultura oriental que produziu o judô, mas penso que pelo menos prestar atenção, desenvolver consciência das falas que se produzem pode ser uma arma para se defender de ataques que, se não derrubam o corpo, podem derrubar o espírito. Mesmo que seja uma arma que não apareça, é uma força mental e espiritual que pode ser construída dentro de nós. E transformar vidas.
Acredito que conhecer o oponente significa também conhecer-se. Analisar o que o outro faz. Conhecimento de si e do outro para saber dirigir-se no mundo. Ter consciência e respeito por si e pelo outro, ainda que pareça tão difícil. Por isto tenho visto com mais positividade encarar críticas.
Rafaela com a irmã Raquel
Pode ser a oportunidade de crescer, aprender, mudar, em nossa visão e atuação no mundo, mas sabendo também desviar de ataques gratuitos e inconsequentes. Investir nas atitudes pensadas, estudadas, com propósito, muito mais de auto defesa e sobrevivência que qualquer outra coisa.
Significa também poder ver, na realidade, as camadas de machismo e racismo que atuam mesmo inconscientemente, mesmo que as pessoas não aceitem que agem assim. Os atos falam mais que palavras, em minha opinião. Hoje compreendo mais que tentativas de apagamento e diminuição da história do outro podem também ter esta nuance.
Por isso, admiro e tomo como lição o que a cultura oriental e as artes marciais ensinam: prestar atenção. Estar atento. Consciência. Para ter condições de se defender do oponente e sobreviver a ele. O oponente pode ser a gente mesmo, machistas, racistas... são muitas as armadilhas.
Por isso, vejo como saída criar e permitir-se a outras falas e pontos de vista. Direcionar a agressividade, a sua própria energia, como no caso da Rafaela, para construir e ser a autora de uma história muito bonita. Ela está sendo um exemplo para mim também. Quero crer que vale para a vida e para as mulheres.
E finalmente, só resta registrar os parabéns para Rafaela Silva, mulher, negra, uma bela e magnífica lutadora, Ouro Olímpico! Um exemplo de mulher! Obrigada!

34 comentários:

Anônimo disse...

lola, a suposta estuprada pelo feliciano desmente tudo, vc viu?

https://www.youtube.com/watch?v=7wOt8ECBri8

Anônimo disse...

Lola sou sua fã Rafaela foi beneficiada por um programa social mas os conservadores querem que o crédito da vitoria seja somente pelo fato dela ser uma militar. Mas a verdade é que Rafaela joga a meritocracia no chão

Anônimo disse...

Lola esta história do Feliciano está ficando confusa daqui a pouco esta moça não terá credibilidade infelizmente eu particularmente jamais votaria nele

Anônimo disse...

Essa moça foi infiltrada na direita pela esquerda.

Anônimo disse...

16:18. Joga nada, ela é um exemplo vivo, claro e óbvio da meritocracia. ACORDA!

Anônimo disse...

Lola esta história do Feliciano está ficando confusa daqui a pouco esta moça não terá credibilidade infelizmente eu particularmente jamais votaria nele

Anônimo disse...

Anonimo 16:18. Ela tem seus méritos próprios! mas veja que desde pequena ela recebeu apoio de ONGs, pessoas ligadas ao esporte e projetos sociais e da MARINHA DO BRASIL como falado no post.
Essas ajudas são como as cotas, que pretendem apoiar quem não tem apoio sozinho, nasceu na comunidade, não é branco, não tem dinheiro!!! Acorda você!

Anônimo disse...

Meritocracia não é contra ONGs e projetos socias deixa der ser otário!

Anônimo disse...

Lola, vc viu que o comentário no post do Feliciano? Alguém alega ter prints de cvs da sara winter e da prsticia e quer falar c vc.

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Rafaela é uma vencedora em todos os sentidos, so achei feio a forma com que a entrevistadora da globo falou com a mãe dela, que por ser negra e pobre ela "tinha tudo para dar errado".

Anônimo disse...

Anonimo 17:09, argumente, não insulte, seja inteligente e educado, se é que você tem mérito para conseguir isto.
Ah, então meritocracia não é contra projetos sociais e ongs? Então não devia ser contra cotas também porque a idéia é equivalente.
Até mesmo o sr Jorge Paulo Lemman, que cansa de falar em meritocracia, distribuiu muitas bolsas de estudo para ter hoje em suas empresas funcionários altamente qualificados trabalhando para ele. Mas a sociedade só quer saber dos poucos que podem se destacar. E os milhões que não podem, até porque não há vagas para todos? Devem ser demitidos? exterminados?
O que deixa muitos aqui desconfiados com a Meritocracia é que ela é um lindo conceito, mas muito usado e distorcido para segregar e atacar pessoas. Como já aconteceu com a Rafaela, que ontem era atacada e crucificada. Infelizmente não vai demorar novos ataques, a raça humana é muito cruel. E claro, machista e racista...

lola aronovich disse...

Putz, anon das 16:02, vc não leu nenhum dos dois posts que escrevi sobre o caso Marco Feliciano, né? Leia, quem sabe vc aprenda alguma coisa.



Respondi o email da pessoa. E agora vi que me mandaram alguma coisa por email. Vou ver.

Anônimo disse...

"Mas a verdade é que Rafaela joga a meritocracia no chão"

gente, vocês realmente acham que meritocracia é algo essencialmente ruim?

Só pra refrescar a memória de vocês, antigamente as pessoas eram contempladas com algo por ter um sobrenome de peso, por ter nascido em berço de ouro, por ser rei, rainha, simplesmente por ter nascido.

Foi a meritocracia que premiou o merecimento independente da estirpe que a pessoa pertença.
Isso é, no mínimo, maravilhoso.

No mais, meus sinceros parabéns para a Rafaela!!!

Alícia

Anônimo disse...

Oi Alicia

Não acho que meritocracia ruim, claro que é algo bom.

Mas é um conceito que canso de ver um monte por aí usar de forma distorcida para atacar outras pessoas. Para justificar por exemplo, que cotas ou programas sociais não são úteis e bons.

Nem todos são gênios ou excelência no que fazem ou são... mas merecem respeito pelo fato de serem humanos. Que bom seria se todos fossem super humanos, mas geralmente temos que fazer uma longa jornada para superar nossas próprias limitações. Achar nosso lugar no mundo.

E jogar pedras em quem já está caído ou derrotado não ajuda. Piora! Veja a história da Rafaela! Vejo muita gente achando que pobre é pobre porque quer. Ou que mulher é limitada. Ao invés de ver que as condições são diferentes e claro que os resultados acompanham: A pobreza exclui as pessoas das oportunidades de enriquecimento e a cultura fomenta crenças auto limitantes às mulheres e por aí vai.

Sei lá, acho que meritocracia é bom mas ser inclusivo também é. Nunca se sabe o dia de amanhã. Somos humanos, frágeis, envelhecemos, todos vamos morrer um dia. Vale pra todos, homens e mulheres. Quando pode acontecer um acidente, uma agressão ou um problema de saúde. Nossas fraquezas não devem servir para ninguém se aproveitar disso. A não ser que sirva para nós mesmas encarar e superar o que nos prende.

Carla

Anônimo disse...

A meritocracia está sendo distorcida pela direita que deseja cortar projetos sociais alegando que as pessoas devem se esforçar mas esquecem que somos um país racista machista e homofobico.

Anônimo disse...

Oi Alícia !

De fato, como vc falou, a meritocracia não é algo ruim. Pois parte de aferições voltadas a estabelecer um estabelecimento (um ranking ?) de “bons e maus profissionais”, de “bons e maus alunos”, de “boas e más” escolas, por exemplo. Isso não é ruim. Sério. Pois é a realidade, não ?

Porém, vc deve saber que ela (no exemplo) desconsidera por completo a diversidade socioeconômica e cultural de cada comunidade escolar.

Ah, e a meritocracia também rotularia os profissionais entre os que são garantidores e os que não são garantidores da qualidade, certo ?

Ou seja, voltando ao exemplo, os alunos seriam classificados entre os que conseguem e os que não conseguem aprender. Nestes casos, desconsidera-se por completo o processo de construção do conhecimento. (Acho que é uma forma de justificar as demissões de servidores públicos concursados).

Sabe, o trabalho do educador tem de ser avaliado pelo cidadão e não por burocratas encastelados em órgãos públicos. E, como já temos um processo de avaliação, quem precisa ser avaliado é o Estado, que teoricamente é o responsável pela oferta de um serviço público de qualidade. Essas são premissas básicas.

A qualidade da educação, que jamais se conseguirá com o pagamento por mérito, deveria passar por investimentos na qualificação profissional, na infraestrutura das escolas, em materiais pedagógicos, no pleno funcionamento de bibliotecas e laboratórios - para (aí sim !) haver essa concorrência baseada em méritos.

É preciso, por exemplo, que o Estado cumpra a lei que determina a instalação (e funcionamento) de bibliotecas em todas as escolas da rede. Sem estas condições, é difícil garantir uma educação com um mínimo de qualidade. A meritocracia insere-se na visão de que a única ferramenta capaz de avaliar o aluno é o estabelecimento de provas padronizadas, um equívoco em relação ao que realmente significa a construção do conhecimento.

O processo educacional exige que se leve em consideração a realidade local, as experiências e a bagagem de cada aluno. A escola cumpre um importante papel social no desenvolvimento de valores, sendo responsável pela elaboração de um pensamento crítico e pela formação plena para a cidadania. Portanto, ao estabelecer disputas dentro de um espaço que deve ser de construção de valores, a meritocracia anda na contramão do que se entende por uma educação que liberte e desperte para o desenvolvimento de consciências críticas.

Embora a noção de mérito tenha sido usurpada e corrompida dentro da nossa sociedade, ainda existem lampejos que apontam tentativas de reaver o modelo que faz jus aos esforços individuais. Esperamos que a futura elite intelectual, que hoje luta por vagas e espaço nas universidades (graças a esse sistema), contribua para essa reconquista. Assim, nessa esperança, ainda não enterramos, de feito, a meritocracia. Digamos apenas que a estamos velando enquanto ainda perdura a era da iniquidade; certos de que o mais puro e verdadeiro ósculo de intelectualidade venha despertar o rei dos reis...

donadio disse...

"dizendo que ela era uma mal agradecida por não lembrar instantaneamente do patrocínio militar e que apenas este fator permitiu a vitória dela"

É curioso. Se se trata de um coxinha que passa em concurso público, é puro mérito. Nada tem a ver com estrutura familiar, escolas privilegiadas, redes de amigos, bons professores, boas condições de vida. Quando se trata de uma mulher como Rafaela, o mérito é nada, e as condições que a sociedade deu a ela são tudo.

Bando de invejosos...

Anônimo disse...

Lola gostaria de sugerir que vc faça um post sobre Joana Maranhão estou estarrecida com a violência virtual que ela está sofrendo

Rodrigo Almeida disse...

Acho q se não pegaram leve com o Biel por conta dos twitters antigos, não tem q pegar leve tb com a Joanna, né?

Anônimo disse...

É, Rodrigo, porque apologia ao estupro é a mesma coisa que posicionamento político... Jênio.

Rodrigo Almeida disse...

Não anonimo, ela só disse pra Ariadna se matar pra na próxima tentar nascer mulher.
Só isso...

Anônimo disse...

numa cegueira em só aceitar seus próprios pontos de vista sobre a realidade


Que diga a esquerda ao ignorar a tirania venezuelana

Anônimo disse...

Lola fale sobre o "di menor " que estuprou uma criança de 1 ano no Piauí e sobre seu posicionamento contra a redução da maioridade penal.
Faça a ligação entre a falta de educação e condição econômica com o crime de estupro, bem como o motivo de alguém de 17 ñ poder responder por seu crime
http://g1.globo.com/pi/piaui/noticia/2016/08/suspeito-de-estuprar-bebe-em-pedro-ii-confessou-o-crime-diz-delegado.html

Anônimo disse...

É só os homens participarem que o nível de maturidade cai

Anônimo disse...

Gente, a Carla fez um texto belíssimo, cheio de reflexões, sentimental mas realista. Aí vem o povo merdar, enchendo o saco da Lola pra falar de Venezuela, de maioridade penal, de Infeliciano... Posso estar equivocada, mas acho que o apagamento da história do outro do qual a autora falou se manifesta desse jeito também. No facebook vi uma postagem canalha e cínica dos racistas/elitistas/iludidos de plantão usando a Rafaela pra propagar mais uma vez que "quem quer vai atrás".

Dan

Ma Gato disse...

Como bem disse a Dan apagamento da história do outro a gente vê por aqui. Vem cá, só por quê a moça negra é desinteressante debater a história dela? É tão simples ignorar o racismo e pedir para discutir outra coisa? Qualquer outra dor é mesmo mais importante do que essa aqui?
Sem falar que parece que o mérito da vitória da Rafaela é de todo tipo de incentivo e instituição, especialmente da 'meritocracia' em si, mas a perspectiva dela só pode ser ignorada, por que Deus nos livre de considerar os sentimentos e as conquistas de uma negra como relevantes para qualquer debate político. É nesse contexto o da meritocracia fica, no mínimo, cruel. Por que de pouco importa os obstáculos que ela superou, eles não deveriam ser debatidos, pouco importa o resultado positivo, já que a vitória não é dela mesmo...
Tá triste isso aqui.

Mafalda disse...

Acho que vi falarem sobre isso em outro tópico, mas não lembro em qual (nem tenho certeza se foi aqui mesmo). De qualquer maneira, envio a dúvida. Se alguém souber me responder, agradeço:

Atletas trans podem participar das olimpíadas??

Se não me engano, tinha visto alguém comentando que mulher cis, após ter feito cirurgia pra retirada do saco escrotal e fazer reposição hormonal por X anos, poderia competir nas modalidades femininas...
Existe essas regras? Onde posso ter acesso a elas??

Obrigada!

Mafalda disse...

Corrigindo, mulher TRANS, após ter feito cirurgia pra retirada do saco escrotal e fazer reposição hormonal por X anos, etc, etc...

Anônimo disse...

Com certeza se tiver é puro roubo. Nao importa quanto tempo tenha ficado em hormonio e ter cortado o bilau fora, o atleta sempre vai ter vantagem física sobre outras mulheres pornter nascido homem

Mikaela T. disse...

Alguém mais anda achando estranho o que está acontecendo aqui no blog da Lola, incluindo esse último podt misterioso?

donadio disse...

O único posicionamento político público da Rafaela Silva que conheço é o seguinte:

"Ela incentivou bastante o apoio a nossos atletas. A gente tem o bolsa atleta e para mim e meus companheiros ela fez muita diferença para a gente buscar nossos sonhos"

"Ela", no caso, é a presidente ilegalmente afastada, Dilma Roussef.

Não sei se isso quer dizer que ela é de esquerda. Nem me interessa. Essa moça - negra, homossexual, de origem humilde, beneficiária do Bolsa Pódium - merece plenamente o ouro que ganhou, e com certeza não é bela recatada e do lar.

Anônimo disse...

Então.
Vou fazer uma confissão aqui. Eu preciso dizer q essa menina, com essa história dela, mexeu por demais comigo.
Simplesmente porque ela enfrentou os demônios dela. Esses demônios do mundo, esses fdps espalhados por aí, herdados, publicados, decretados. Pior: que ficam dentro da gente, azucrinando atormentando. Querendo fuder com a gente. mas a gente resiste. Ela deu um puta foda-se. Um ippon. É tudo que eu queria fazer minha vida toda e eu ainda to lutando pra isso.
De tudo, o q importa, sabe? É nunca baixar a cabeça. E sigamos em frente.

Resistir!!!!!

Mais uma vez, obrigada, obrigada, Rafaela, se algum dia vc ler isso aqui.
Nunca recatada do lar mas bela sim, daquela beleza que só quem ama a liberdade e sabe a alma que isso tem sabe o que é.
Carla

Anônimo disse...

Ele é suspeito de fazer o mesmo com duas adolescentes.

Anônimo disse...

"Acho que vi falarem sobre isso em outro tópico, mas não lembro em qual (nem tenho certeza se foi aqui mesmo). De qualquer maneira, envio a dúvida. Se alguém souber me responder, agradeço:

Atletas trans podem participar das olimpíadas??"

Podem.

Pessoas do sexo feminino podem participar em modalidades masculinas, desde que autodesignada como trans, sem restrições.

Pessoas do sexo masculino podiam participar de modalidades femininas determinadas se tivessem feito a redesignação sexual completa e anterior a certo período, além do monitoramento da testosterona, agora essa restrição primeira não existe mais e a segunda se mantém.

http://www.brasilpost.com.br/2016/01/26/transexuais-olimpiadas-rio_n_9076202.html

Francamente, acho absurdo permitir que pessoas do sexo masculino estejam competindo "em igualdade" com pessoas do sexo feminino. A desvantagem é clara para qualquer competidora e o mesmo simplesmente não ocorre com os homens por motivos óbvios. Tanto que nem restrição tem.

Não vamos nos esquecer qual a maior consequência dessa permissibilidade: lembram da "lutadora" de MMA que quase matou a outra lutadora, essa do sexo feminino? Se não lembram, é bom começar a pensar nisso.

Vai ser muito fácil para um atleta de baixo desempenho como homem se destacar como mulher. Mas na era do politicamente irracional, é o que temos.

Anônimo disse...

Um homem nunca vai ser uma mulher, e como feministas, devemos aceitar isso. Uma "trans" nunca vai ser mulher.