quinta-feira, 5 de maio de 2016

GUEST POST: TECNOLOGIA, APLICATIVOS E SEXISMO

Luanda, uma comentarista frequente aqui no blog, me enviou este post sobre um novo aplicativo:

Este texto é parte de uma pesquisa maior que venho realizando para um observatório de gênero e trata sobre a parcialidade dos aplicativos que terminam por reproduzir e reforçar a experiência genérica masculina. A análise esta focada no aplicativo de relacionamentos happn, testada durante o mês de abril, que permite disponibilizar breves perfis dos usuários registrados no momento em que estes usuários se cruzam.
O funcionamento do happn está basicamente condicionado ao recurso da geolocalização dos aparelhos celulares, que deve estar habilitada, registrando assim, os perfis das pessoas que “cruzaram” com você na rua. Pode ser literalmente aquele esbarrão eternizado na série Sex and the City, que inaugura a odisseia quase dantesca de Carrie Bradshaw e Mr. Big pelo céu e pelo inferno em Manhattan durante as seis temporadas, que têm lá as suas qualidades, e dois filmes já enfaticamente filmes ruins, mas também é possível registrar usuários que estão a até 500 metros de distância. 
O chamativo é que mesmo em casa, ou ainda, mesmo que o aplicativo não esteja aberto no celular, ou ainda que a geolocalização tenha sido desativada após o processo de registro, o rastreamento é feito, identificando nesses casos vizinhos que fazem uso do mesmo serviço, reduzindo assim uma confortável distância, ou ainda, um confortável anonimato.
O que se registra é um perfil bem econômico, com foto, um mapa que ilustra a região, há quanto tempo, e quantas vezes se deu o encontro, e também pode conter uma descrição breve do usuário, como este se define. Muitas vezes se recorre a trechos de livros e aforismos de autores famosos. Os outros dados são automaticamente retirados do Facebook. Estes dados são basicamente fotos, nomes, profissão, instituição de ensino e idade.
Ainda que opere sob certo grau de imprevisibilidade, e que o atrativo seja justamente controlar à posteriori a imprevisibilidade do encontro fortuito para que se torne uma possibilidade real de interação, foras não estão previstos no roteiro. O contato em forma de chat é habilitado apenas após o “crush”, ou seja, a correspondência do interesse entre as partes, que se dá quando os dois usuários ativam mutuamente um comando identificado com um coração disponível no perfil do objeto do desejo. Caso apenas uma das partes tenha ativado o comando, a outra parte não será notificada, a menos que também o ative.
Algumas questões já começam a emergir a partir dessa mera descrição do funcionamento do aplicativo, das quais a fundamental é, sem dúvida, relativa à privacidade. Mas neste momento, gostaria de explorar alguns outros pontos relacionados tanto a uma cultura ainda sexista e suas implicações no uso desse tipo de plataforma, quanto a uma questão social, relacionada à forma como nos deslocamos pelas cidades.
Com relação a uma cultura sexista vale destacar que no site que apresenta a ferramenta, toda a iconografia centra-se em mulheres, mais especificamente em supostos perfis de mulheres, com foto, idade e profissão. Previsivelmente são mulheres que estão dentro do padrão de beleza estabelecido: são quatro personagens, dentre as quais apenas uma é asiática, as demais brancas, e todas magras. O cenário aludido é curiosamente o skyline nova-iorquino: uma referência à cidade de Carrie, Samantha, Miranda e Charlotte?
Se por um lado a ferramenta permite ao “caminhar por uma rua, café, no trabalho ou numa festa, descobrir as pessoas que cruzaram seu caminho, pessoas pelas quais você se interessou e gostaria de encontrar novamente”, por outro lado, não está muito claro no site de apresentação a quem esta mensagem está dirigida: as imagens visíveis são de perfis femininos dentro dos padrões aparentemente registrados por um usuário masculino. Há ainda uma imagem que reproduz o chat; a primeira mensagem é da mulher, dando a entender que esta iniciou a interação. A resposta do interlocutor, no entanto, não é identificada com uma foto.
Vale lembrar ainda que o aplicativo surgiu impondo uma diferença crucial: os recursos são gratuitos para as mulheres, como charme, mais ou menos como uma chamada de atenção para o seu perfil, e pagos para os homens. Essa ideia faz pensar nas festas e clubes noturnos que “liberam” a entrada ou bebidas para mulheres, para assim facilitar o flerte, como se este não pudesse ser um fator que motivaria mulheres a pagar ou em última instância, um jogo ao qual não seria possível participar de forma consciente e ativa. Parte-se do pressuposto que mulheres podem mostrar disponibilidade, mas jamais manifestar desejo.
Outro ponto que vale destaque é a não disponibilização de mais informações além das acima mencionadas para que se possa ponderar melhor o interesse em algum usuário. Assim, se poderia inferir que o critério principal é a aparência física, critério pelo qual mulheres são comumente julgadas, seja em situação de flerte ou não.
Podemos questionar que este é um site de relacionamento, em que se entra totalmente consciente do modus operandi centrado na exposição quase como um catálogo de corpos atraentes que dançam acompanhados de um bom drink, que curtem a praia, ou passeiam pela Torre Eiffel. Mas esta proposição ignora as diferenças entre as formas de interação de homens e mulheres, condicionadas em grande parte por imperativos genéricos. 
Assim, uma vez que a usuária sinaliza o interesse em algum usuário, mediante os critérios disponíveis, um acordo tácito se estabelece, no qual o interesse muitas vezes não pode ser facilmente recuado. Esta é uma questão candente na experiência feminina: ao emitir determinados sinais se indica estar não só ciente, como acorde aos “temos e condições do contrato”. Dessa forma, pequenas decepções que são plausíveis após um contato mais profundo não são consideradas, levando muitas vezes a situações desagradáveis em que mulheres são pressionadas ou até mesmo coagidas, tendo suas vontades minimizadas, quando não ignoradas.
Como indica um artigo da revista Quartz, a suposta imparcialidade dos aparatos tecnológicos tem sido cada vez mais questionada. Em março deste ano o Jornal da Associação Americana de Medicina publicou um estudo sobre como assistentes tecnológicos tais como Siri, Google Now, e S Voice respondem a problemas de saúde relatados pelos usuários. Os assistentes reconhecem descrições de problemas de saúde, como ataque cardíaco, sugerindo assim o que fazer para encontrar socorro imediato, mas não reconhecem descrições envolvendo abuso sexual ou violência doméstica. Aqui há dois aspectos dignos de nota: um é a voz feminina desses assistentes. A outra é a rejeição social ao entendimento de problemas como violência sexual e doméstica como problemas de saúde.
No mais, o exemplo dos vídeos games é notório: durante um experimento, uma adolescente de 12 anos descobriu que 98% dos jogos disponível num aplicativo do Iphone vem com personagens masculinos já construídos.  Em 90% dos jogos a escolha desses personagens é gratuita, enquanto 85% cobram pela habilidade de selecionar um personagem feminino. O artigo conclui que a internet, assim como grande parte da tecnologia, é feita por e reconhece principalmente a experiência do homem heterossexual cisgênero.
Mas há ainda outro aspecto a respeito do aplicativo happn. Ao rastrear pessoas que cruzam o caminho do usuário em até 500 metros, reafirma uma espécie de endogamia social; afinal os espaços em que as pessoas circulam pela cidade são cada vez mais percorridos a partir de uma prática e uma experiência de classe social, que se dá em bairros onde a possibilidade de se encontrar com pessoas pertencentes à mesma classe social é bastante significativa.
Ao parecer, ainda que funcione como uma importantíssima ferramenta de contra narrativa, a narrativa que escrevemos com a linguagem dos aplicativos ainda é extremamente convencional, o que significa dizer, reprodutora de mecanismos sexistas vigentes na nossa experiência social.

80 comentários:

Anônimo disse...

o aplicativo Lulu mandou lembranças

Anônimo disse...

Definição de Mascu= todo mundo que não concorda com as opiniões do blog, tipo, Cuba é uma ditadura= Mascu, houve corrupção na Petrobras= Mascu, inflação está alta e a economia em frangalhos= Mascu, heterossexuais são assim naturalmente e não por imposição da sociedade= Mascu, etc.

Anônimo disse...

São as próprias mulheres que em muitas das vezes nivelam a coisa toda por baixo. Vide o exemplo destes shows sertanejos. O gozado é que elas nunca dizem que estes cantores são mascus, muito embora as letras destas porcarias de músicas quase sempre denotam a inferiorizarão da mulher, isso sem mencionar o maldito "fanqui". Mas lá estarão elas, lotando estes antros e colocando em evidência que tipo de porcaria iremos ser obrigados a consumir. E assim, a mesma coisa ocorre com estas tecnologias. Elas sabem que serão iscas, mas lá estarão elas a utilizarem. Agora a mulherada está toda derretida por "emici biel"(que nojo) mas são estes valores intrínsecos nestes indivíduos que elas amam, não é?

donadio disse...

Moderação radical, já!

Anônimo disse...

" Moderação radical" é uma forma eufêmica de dizer que se deve tolir a liberdade expressão, um direito já consagrado há muito tempo?

B. disse...

"São as próprias mulheres que em muitas das vezes nivelam a coisa toda por baixo. Vide o exemplo destes shows sertanejos."

Tenho que concordar!

Anônimo disse...

E o Ragnar fazendo a festa junto com aquele maluco no post de ontem e NENHUM comentário foi apagado mesmo ele divulgando link de vídeo misógino?

donadio disse...

"" Moderação radical" é uma forma eufêmica de dizer que se deve tolir a liberdade expressão, um direito já consagrado há muito tempo?

Não tem nada de eufemismo, não. É bem claro. É para tolher mesmo (não "tolir", que é o que parece, isto é, tolice). Ou se eu for na sua casa chamar você de cachorro você não me põe pra fora?

donadio disse...

Toda a vez que eu abrir a caixa de comentário o primeiro vai ser de um mascu desocupado com falta de buceta pra chupar? Assim fica difícil, Lola. X 2

B. disse...

O blog da Lola devia ganhar um prêmio como o blog feminista com mais leitores machistas, acho que esses mascus são fixados nesse blog!

titia disse...

Aí eu lembro o chororô dos frescos sobre o Lulu e aqui está mais uma confirmação de que esses ómis machistas são um bando de bebêzões mimados que acham que o mundo deve se curvar a eles e venerar seus pintos sagrados; nada pode ser dito contra eles, ninguém que não porte um par de bolas pode julgá-los, as merdas que eles fazem não podem ser divulgadas, as mulheres devem se calar sobre as violências e abusos que eles cometeram pra que outras se previnam. Quer saber? Vão todos vocês se casar uns com os outros e deixem as mulheres em paz, seus bostinhas. Nós não queremos nem precisamos de vocês. Evaporem da face da Terra. Sumam.

Mascus e machistas anons que mimizaram das 11:37 às 12:03:

Vocês não são obrigados a ler o blog da Lola. Vão ler as bostas que Olavo de Carvalho caga pelos dedos e chupar o pau do Bolsonaro. Vocês não são indispensáveis aqui. Acreditem, podem ir, nós não vamos sentir sua falta nem vocês farão falta. Vocês não são indispensáveis. Não queremos vocês aqui. Vocês não são indispensáveis. Vocês não são indispensáveis.

13:21 mas penetração não tem a menor graça se não estimular o clitóris. Tem até mulher que dorme durante a penetração de tão chato que é. Chupar é mais eficiente.

Anônimo disse...

Pois é Donadio, acontece que isso aqui é um blog e não uma casa e nem todo mundo aqui está ofendendo, apenas dizendo como as coisas são na prática. Basta alguém contrapor algum argumento feminista e já é taxado de machista. Não, as coisas não são bem assim. Vocês tem que aceitar opiniões diversas, do mesmo modo que vocês querem ser respeitadas. Eu respeito a opinião de qualquer pessoa, mas é salutar aceitar a opinião dos outros. Não existe uma verdade absoluta, aprendam isso.

RedMonkey disse...

Discordo de grande parte do post. O Happn, apesar de reproduzir alguns padrões observáveis em boates, como a gratuidade para mulheres, dá total controle às usuárias sobre como e com quem irão interagir. Não há a possibilidade de que alguém inicie um diálogo sem seu consentimento e qualquer tipo de abuso ou de arrependimento pode ser resolvido com a ferramenta de bloqueio, facilmente utilizável.

Quanto à questão da supervalorização da aparência física, não se pode esquecer que esse critério ainda é determinante para quase a totalidade dxs solteirxs. Ainda não ouvi relatos mais detalhados das usuárias do app, mas pela minha experiência pessoal e de conhecidos que usam o Happn, o grau de seletividade das mulheres no tocante à aparência é bem mais alto no app do que na vida real. Ou seja, nele, os julgamentos estéticos também atingem os homens, e de uma forma mais intensa do que no dia a dia.

A alegação de que os limites geográficos impostos pelo aplicativo seriam potencializadores de uma endogamia social ignora que tal característica do Happn serve justamente para facilitar os encontros entre seus usuários, sem qualquer pretensão ideológica por trás.

Portanto, o "saldo" do aplicativo é indiscutivelmente positivo, pois permite relações interpessoais de uma forma mais segura. A aparente superficialidade inicial pode ser facilmente contornada com uma boa conversa.

Anônimo disse...


Vocês não são obrigados a ler o blog da Lola. Vão ler as bostas que Olavo de Carvalho caga pelos dedos e chupar o pau do Bolsonaro. Vocês não são indispensáveis aqui. Acreditem, podem ir, nós não vamos sentir sua falta nem vocês farão falta. Vocês não são indispensáveis. Não queremos vocês aqui. Vocês não são indispensáveis. Vocês não são indispensáveis.

Primeiro, não sou fã de nenhum destes que você citou. Segundo, assim como não sou obrigado a ler o blog, vocês mulheres também não são obrigadas a instalar aplicativos, a frequentar espaços masculinos, a trabalhar em empresas em que homens trabalham, enfim, não são obrigadas a estarem onde nós estivermos.

Anônimo disse...

Anônimo RedMonkey disse...

Discordo de grande parte do post. O Happn, apesar de reproduzir alguns padrões observáveis em boates, como a gratuidade para mulheres, dá total controle às usuárias sobre como e com quem irão interagir. Não há a possibilidade de que alguém inicie um diálogo sem seu consentimento e qualquer tipo de abuso ou de arrependimento pode ser resolvido com a ferramenta de bloqueio, facilmente utilizável.

Quanto à questão da supervalorização da aparência física, não se pode esquecer que esse critério ainda é determinante para quase a totalidade dxs solteirxs. Ainda não ouvi relatos mais detalhados das usuárias do app, mas pela minha experiência pessoal e de conhecidos que usam o Happn, o grau de seletividade das mulheres no tocante à aparência é bem mais alto no app do que na vida real. Ou seja, nele, os julgamentos estéticos também atingem os homens, e de uma forma mais intensa do que no dia a dia.

A alegação de que os limites geográficos impostos pelo aplicativo seriam potencializadores de uma endogamia social ignora que tal característica do Happn serve justamente para facilitar os encontros entre seus usuários, sem qualquer pretensão ideológica por trás.

Portanto, o "saldo" do aplicativo é indiscutivelmente positivo, pois permite relações interpessoais de uma forma mais segura. A aparente superficialidade inicial pode ser facilmente contornada com uma boa conversa.

5 de maio de 2016 14:12


Excelente explanação!! Mas para alguém com a mente feminista, esta explicação irá parecer algo mais ou menos assim: blá, blá, blá, blá

Anônimo disse...

Ai Lola, você sabe, venho aqui sempre e gosto por demais do blog, mas este post em especial eu não gostei.
Caaaara não entra no aplicativo pow, achei que o aplicativo tentou disponibilizar muitas “ferramentas” de proteção e que preveem as muitas variáveis envolvidas. Eu mesma não tenho nenhum destes aplicativos, porque o tipo de pessoa que gosta disso e a dinâmica envolvida não me agradam.
Quanto ao finalzinho, sim concordo, em se tratado de jogos o buraco é mais embaixo, haja vista os ataques que as gamers recebem. Mas quanto a este aplicativo em si sei não, não gostei do texto. Desnecessário.
A coisa das baladas, veja, os donos fazem, pois obviamente dá dinheiro, e algumas mulheres vão porque estão dispostas a ser um pedaço de carne em troca de entrar de graça.
Mas esta é apenas a minha opinião.

Sandra

Anônimo disse...

Perfil 1: Interesse pelas próprias ideias e opiniões, por seu projeto de vida.
Perfil 2: Interesse por coisas concretas, pelo mundo material. Pensa de acordo com valores pessoais.
Perfil 3: Interesse pelo mundo das ideias. Quer ler, ver, comunicar, trocar, participar de tudo.
Perfil 4: Interesse voltado para a família, a casa, a intimidade, passado, pelas próprias emoções.
Perfil 5: Interesse voltado para a criatividade, para os romances, hobbies e diversões.
Perfil 6: Interesse pelo trabalho e por temas cotidianos. Pensa de acordo com as demandas objetivas.
Perfil 7: Interesse por relacionamentos, por troca de ideias e experiências com os outros.
Perfil 8: Interesse por assuntos profundos, como psicologia, ocultismo, morte e sexualidade.
Perfil 9: Interesse por cultura, filosofia e viagens. Pensa de acordo com convicções pessoais.
Perfil 10: Interesse pela carreira e pelo trabalho. Pensa em função de sua missão social.
Perfil 11: Interesse por pessoas, amizades, grupos e ideias coletivas.
Perfil 12: Interesse pelo que é abstrato, por sonhos, símbolos e pelo inconsciente.

Anônimo disse...

Na boa, a pessoa passa uma vida aprendendo sobre feminismo, sobre violência de gênero, sobre toda a opressão hist´´orica patriarcal que a sexualidade e a postura masculina submetem a mulher há milênios, sobre conhecer o próprio corpo ter autonomia sobre seu próprio prazer independente de homem envolvido, e depois vai para aplicativo procurar homem desconhecido para se enroscar e arrumar problema pra cabeça, marca encontro com homem totalmente desconhecido colocando sua segurança em risco...não dá para entender.

Anônimo disse...

A Lei dos Cinco diz simplesmente que: TODAS AS COISAS ACONTECEM EM CINCO, OU SÃO DIVISÍVEIS OU MULTIPLICÁVEIS POR CINCO, OU ESTÃO DE CERTA FORMA DIRETA OU INDIRETAMENTE LIGADAS AO 5.

A Lei dos Cinco nunca está errada.

Titia disse...

Anônimo titia disse...


Vocês não são obrigados a ler o blog da Lola. Vão ler as bostas que Olavo de Carvalho caga pelos dedos e chupar o pau do Bolsonaro. Vocês não são indispensáveis aqui. Acreditem, podem ir, nós não vamos sentir sua falta nem vocês farão falta. Vocês não são indispensáveis. Não queremos vocês aqui. Vocês não são indispensáveis. Vocês não são indispensáveis.


Hahahah, tem mulherzinha com desejo subconciente de chupar o pau do Bolsa, hahhahah. E ainda se fingem de sapatas!

B. disse...

Abriram as portas do hospício.
Não, pera. Nem os internos de um sanatório agiriam desse jeito.

Anônimo disse...

Aplicativos de paquera né?
Funciona assim:
As mulheres fazem um perfil com fotos de biquíni ou de academia, sempre muito maquiada e recebe centenas de interesses por hora sem responder nenhum, apenas para lhe inflar o ego as custas de lambedores de salto que ela despreza em massa.

Homem faz perfil com a cara lavada e passa meses sem nenhuma visita feminina no perfil, a não ser que na primeira foto ele coloque algum contexto que desperte o interesse fetichista nelas (Encostado em um carrão, em uma balada aparentemente cara, pagando de bandidão) apenas a cara do paspalho não vai atrair nada nem que ele pareça o Cauã Reymond, mulher não tem interesse me imagem masculina sem que esteja inserida em um contexto de fetiche ou utilitário. E mais fácil elas ficarem skalteando o perfil de outras mulheres por competição ou desejo sexual lésbico reprimido que todas tem do que entrar em um perfil masculino por interesse ou curiosidade. Mulher não tem interesse na imagem masculina pura e simples.
_

"No mundo das mulheres, só existem mulheres"
Esther Vilar.

Anônimo disse...

Que bom, mascu :)

Anônimo disse...

Ninguém é obrigado a instalar o aplicativo, simples

titia disse...

É incrível como assim que se fala em machismo a solução do cara é segregação. Mulheres, saiam das nossas empresas, dos nossos bares, das nossas ruas, das nossas câmaras e gabinetes, da nossa internet, saiam do nosso mundinho de macho e fiquem confinadas em suas casas, se não gostam do jeito que o machismo trata vocês não devem questionar, devem se encolher num canto e nos deixarem dominar o mundo e o estragar o quanto quisermos. Depois uma figura dessas vem reclamar que as comentaristas não came de amores por eles. Por que os chamamos de trolls.

Esses Bolsominions... fingem que não estão loucos pra cair de boca no fascista torturador e ficam de transferência comigo, que já sei todos os segredinhos sujos deles... Freud explica.

Anônimo disse...

Eu ainda não entendi o problema do aplicativo, tanto os homens como as mulheres usam e configuram como quiser e deixam ligado quando quiserem, onde está a parcialidade?

Anônimo disse...

Ficaram sabendo do livro que um ídolo da internet, em que ele fala de quando ele e outra web celebrity transaram, tá a maior polêmica

Anônimo disse...

A autora só esqueceu de mencionar que nesses aplicativos as exigência estética masculina é milhões de vezes superior a feminina.

Uma mulher mais ou menos consegue pegar alguns caras muito atraentes, já um cara mais ou menos nunca vai pegar uma mulher muito bonita através do aplicativo.

Qualquer um que já usou Happn ou Tinder (ou tem amigos e amigas que usam) sabe disso. Minhas amigas que são bonitinhas, nada que chame muita atenção, tem match com praticamente todos os caras que elas curtem no app.

B. disse...

Independente de qq coisa, não consigo achar graça nesses aplicativos, Tinder, Happn, etc. Imagina dar match pq achou meio bonitinho um cara e já encontrar. Não curto isso de sair com desconhecidos!

Anônimo disse...

titia disse...

É incrível como assim que se fala em machismo a solução do cara é segregação. Mulheres, saiam das nossas empresas, dos nossos bares, das nossas ruas, das nossas câmaras e gabinetes, da nossa internet, saiam do nosso mundinho de macho e fiquem confinadas em suas casas, se não gostam do jeito que o machismo trata vocês não devem questionar, devem se encolher num canto e nos deixarem dominar o mundo e o estragar o quanto quisermos. Depois uma figura dessas vem reclamar que as comentaristas não came de amores por eles. Por que os chamamos de trolls.

Esses Bolsominions... fingem que não estão loucos pra cair de boca no fascista torturador e ficam de transferência comigo, que já sei todos os segredinhos sujos deles... Freud explica.
5 de maio de 2016 15:18


Ah, novamente a titia com seus devaneios! Foi eu quem disse sobre as mulheres criarem seus mundos particulares. Perceba que em momento algum eu disse que concordo com a mulheres se recolherem ao seus lares. Pelo contrário!! Eu fui bem claro ao dizer que já que vocês reclamam tanto deste mundo masculino, que parem de copiá-lo. É um tal de parametrizar o que seria bom com base em conceitos masculinos!
Alguém aqui já até citou que vocês não se contentam nem com o futebol masculino. Caraca, criem clubes femininos e lotem estádios ou criem esportes com uma essência inteiramente feminina e sejam felizes. O propósito seus continua sendo destruir aquilo que é masculino ou adentrar em suas estruturas, mas nunca agir com originalidade para realizações propriamente femininas.

Anônimo disse...

"Alguém aqui já até citou que vocês não se contentam nem com o futebol masculino. Caraca, criem clubes femininos e lotem estádios ou criem esportes com uma essência inteiramente feminina e sejam felizes"

Não seja estupido o objetivo e desconstruir este dito mundo masculino e ate o masculino em si, não criar um mundo paralelo isto e bobeira. Veja o mundo Geek por exemplo, a tendencia e incluir personagens diversos com outras sexualidades que não seja esta pataquada heteronarmativa criar versões femininas melhores de personagens masculinos consagrados pela midia e publico, e não criar personagens novos sabe porque? Porque isto não não questiona o status quo.
Não queremos criar quetos para mulheres para que o machismo siga firme, queremos desconstruir o machismo. Não vai haver espaço algum para machismo/masculinidade em uma nova e melhor sociedade feminista este e o objetivo.

Anônimo disse...

Nossa, eu gosto muito desse site, mas dessa vez, que texto lixo que é esse. Até parece que em site de relacionamentos ninguem percebeu que é essa porcaria e só serve como cardapio humano. Agora tudo que fazem quer dizer que é machista, opressivo, blablabla. Se mostram foto de mulher em propaganda de aplicativo de relacionamento é machista, se mostra foto de homem é machista, ah pqp.
Se hoje em dia tem internet pra todo lado, desde em presidio até em favela, reclamam pq um aplicativo faz com que as pessoas só conheçam outra da mesma "classe social".
Agora só faltam falar que o Tinder é opressor também pq pode escolher o limite dos quilometros de distancia pra aparecer alguém que agrade.
Resumindo: texto lixo, a Lola nem deveria ter postado. Me fez perder tempo. Sou leitura assidua desse blog, mas nossa, se rolar outro texto sem nexo desse, to fora.

Anônimo disse...

O feminismo é uma eterna contradição

Anônimo disse...

O masculinismo e a misoginia que são coerentes e fazem muito sentido, né, mascu?

Rodrigo Almeida disse...

Nossa, quanta choradeira! Mulheres tem vida fácil nesses aplicativos, fora que nem pagam pra usar. Quanto a aparência física, todos somos seletivos, e no app isso é facilitado pela gama de escolhas, opções e etc...
Sou homem e nem tento a sorte nesses aplicativos pq sou praticamente invisível, por conta da minha altura. Tenho 1,66, e maioria das mulheres (tipo uns 95%, rsrsrs) limitam suas buscas pra homens com 1,75+, então eu simplesmente não uso. Se for muito feia, gorda, magra,alta, careca... oras, tentem outras formas. Uma boa opção seria conhecer as pessoas ao vivo.

Anônimo disse...

Os pontos levantados são bem fracos, afinal, cada pessoa ESCOLHE se quer participar do app, ou social network, ou não. Achei muito interessante pras minas poderem conhecer caras que sempre cruzam com elas, evitando pessoas desagradáveis. Por outro lado, parece ser, pelo q eu entendi, heteronormativo, o q é bem excludente. Outra coisa problemática é que stalkers pode ter mais facilidade para perseguir as minas. Mas, sinceramente, fazer perfis em redes sociais me parece uma exposição muito desnecessária. Tod@s deveriam ter cuidado com o q postam e declaram sobre sua vida, obviamente. E isso não é repressão de gênero, é inteligência. Vai esperar q os escrotos não se aproveitem das informações q vc fornece gratuitamente? Só numa utopia

Anônimo disse...

Daqui a pouco será considerado sexo 2 celulares se roçando!

Camila Bezerra disse...

Não sei não, acho que a lógica da gratuidade é: vamos atrair mulheres (já que elas não vão pagar por app assim, já que existem muitos) e assim, com muitas mulheres, atrairemos homens!! (A mesma lógica da boate, por isso prefiro balada gay, onde todos pagamos, dançamos até o chão, ninguém me assedia e sempre elogiam meu cabelo! Hehe).

A coisa dos aplicativos pra mim sempre vai retomar a história da mulher que, usando o Tinder, marcou um encontro com um rapaz e nesse primeiro encontro fizeram sexo; por conta disso foi julgada pelo cara como imprópria para ter relacionamento... Ou seja, sempre vai recair nessa de "o que tá fazendo nesses aplicativos procurando homem?!" sendo que eles tão lá procurando mulher... affs.

Saudades zoeira do Lulu, sério, era massa...

(Alguém precisa moderar esses comentários, tá uma bagunça).

Anônimo disse...

Pq vc não admite que vai na boate gay pq gosta, em vez de ficar culpando o machismo e o patriarcado opressor

Anônimo disse...

Mascus e omens em geral estragam qualquer coisa, até uma simples caixa de comentário

Anônimo disse...

A maioria massiva dos usuários de apps de encontros são homens e o ambiente em tais locais costuma ser bastante hostil em relação às mulheres. Daí temos os bots, como no caso daquele site de "pular cerca" (as interações femininas verdadeiras eram raras e na maior parte os usuários conversavam com robôs) e as "facilidades" para mulheres com perfil verificado (mesma lógica da mulher pagar menos na boate, atrair homens que costumeiramente bebem e gastam mais).

Minha opinião é que enquanto as mulheres continuarem a usar tais aplicativos, a jogar coisas claramente discriminatórias e consumir produtos de empresas que estão nem aí, nada vai mudar. Esse povo só entende uma língua, GRANA. Tira a grana que a massa é ouvida. Mas enquanto existir conveniência, só sobra textão.

Anônimo disse...

"não são obrigadas a instalar aplicativos, a frequentar espaços masculinos"

Olha só, um omen-mascu exigindo q as mulheres abandonem apps de pegação (e qualquer lugar q haja algum omen), pq? Quer todos os caras pra vc, seu guloso?

Que fique mesmo, faça bom proveito desses poços de fimose

Anônimo disse...

"A maioria massiva dos usuários de apps de encontros são homens"

Pois é, são a maioria e devia ficar só pra eles mesmos,

eles que se peguem, eles que se LASQUEM

Anônimo disse...

"Um mundo sem omen = PARAÍSO"

Agora conta uma novidade

Anônimo disse...

Nossa, sei que comentarios machistas são um lixo, mas pqp, tem umas feministas aqui que dá até preguiça, bosteja igual machista também, sabe?
Eu acho uma estupidez acreditar que SÓ HOMEM faz merda, mulher também faz, afinal, todo ser humano só faz merda nesse mundo. A vida humana na Terra está sendo uma péssima experiência. Não tenho coragem nunca de falar que só homem faz merda...

Anônimo disse...

"Os homens são uns fudidos, não sei o que seria deles se as mulheres não os aturassem, deve ser por isso que eles restringem tanto as mulheres, pq eles sabem que não são nada comparados a elas, aí precisam praticar terrorismo sexista, vulgo: machismo e patriarcado, para não serem nunca suplantados pelas mulheres. Mas isso não vai durar muito tempo, matriarcado vai retornar, e dessa vez mais radical, homem não vai ter vez, vai ser excluído até não sobrar um pra contar história."

Louvado seja deusa

Anônimo disse...

"Leio mascus aqui nesse blog exigindo q mulheres se afastem de omens

Isso pra vcs verem q até os maxos sabem que...

Um mundo sem omen = PARAÍSO

E não sou eu só quem estou dizendo (antes q me chamem de "mizândrica"), os mascus e os próprios omens corroboram isso

AMÉM"

Pois é, até eles sabem q são insuportáveis. A maior dureza na vida de uma mulher é aturar maxo, puto q fugiu

Anônimo disse...

Mulheres pode até fazer merda, muitas vezes influenciada pela podridão infecciosa dos machos, mas mesmo assim nem se compara. Você há de convir que homens fazem muito mais merdas que as mulheres e merdas bem piores e mais tóxicas. Homem é uma desgraça!

Anônimo disse...

Ragnar, vai chupar o pau de um viking.

lola aronovich disse...

Pessoa ou pessoas trollando aqui, deixando dezenas de comentários ridículos que não ajudam em nada dizendo "omen não presta", "anomalia" etc: PAREM. Vc ou vcs não são bem-vindxs aqui. Qualquer comentário repetido já é trollagem. Vc é um troll, e não gosto de troll. Se deixar 50 comentários aqui dizendo "Lola eu te amo feministas são maravilhosas", é troll. Porque dá até pra deixar UM comentário desses, mas um monte? Já é trollagem.
E mais: eu apago TODOS os comentários do Ragnar. Ontem eu estava viajando e nem cheguei perto de um computador com internet o dia todo. Fui pra Brasília às 4:40 da manhã e voltei hoje às 9:30 da manhã, mas fui direto pra uma reunião na universidade. E depois tive consulta no dentista e outra reunião. Estou em casa agora. No breve almoço que tive já apaguei boa parte dos trolls. Quando aparece um troll, tenha paciência. Não responda. Assim que eu vejo eu apago.

Rodrigo Almeida disse...

Eu nem ligo pras essas trollagens como "homem é cancer" e besteiras do tipo. Sei que não representam a maioria das feministas.
E Lola, vc é maravilhosa mesmo, não é trollagem rsrsrs.

Anônimo disse...

Essa página é muito castradora. Feministas precisam de uma plataforma mais aberta para expressarem livremente sua revolta e desgosto por seus opressores.

lola aronovich disse...

Sim, anon das 8:25, este blog não permite comentários repetidos e completamente inúteis do tipo "omens são anomalias". Comece sua própria página feminista e encha de comentários do mesmo nível. Boa sorte!

Mila disse...

Anônimo de 12:03,

A saber, tive a honra de contribuir para este blog com um texto sobre a misoginia contida nas letras do sertanejo universitário. E fiquei feliz com a repercussão do texto aqui e nas minhas mídias sociais pessoais sobre uma percepção que não teimava em sair da minha cabeça: a de que se trata de um gênero bem específico e praticamente orientado para estereótipos de um tipo de vida (baladeiro, pegador, rico). É uma gênero que dialoga para os homens sobre as mulheres e tem muitas similaridades com o que o homem comum pensa das mulheres. As mulheres são interesseiras, as mulheres se apegam, para ser o mascu alfa pegador tem que ter carro e descer combo na balada.
Depois deste texto, algumas dúvidas como esta que apareceram ainda permanecem. Por que as mulheres são as maiores fãs de músicas que as reduzem a estereótipos tão rasos? Por que elas continuam a lotar o show desses homens?
Sobre isso é importante dizer que:
- Nem toda mulher é feminista;
- Há mulheres que creem se beneficiar das regras do patriarcado. Elas se beneficiam por ora, enquanto jovens e magras, curtem as benesses de um padrão estético racista, gordofóbico e etarista;
- Por estas mulheres, há homens que realmente acreditam que merecem possuir mulheres de padrões estéticos vigentes e que a melhor forma para conquistar esse objetivo é tendo dinheiro.

Anônimo disse...

Lola, vc está acompanhando o Masterchef? Está acompanhando o racismo da galera contra a Gleice só pq a Gabi foi eliminada e ela não?

lola aronovich disse...

Sim, anon das 11:55. Estou acompanhando o MasterChef, adoro! É o único programa que vejo na TV. Vi o programa de terça, mas não sabia que rolou racismo por causa da eliminação da Gabriella! Como assim? Onde está, em páginas no FB? Quarta eu passei o dia todo viajando, sem internet, não vi nada. E ontem foi outra correria. Manda uns links?
Que absurdo! Eu gosto muito da Gleice e do Lee, mas acho que eles não têm muitas chances de ganharem o Masterchef. Há candidatos mais fortes do que eles. Mesmo assim, torço pelos dois!

B. disse...

Usar de racismo pra ofender a Gleice foi ridículo, mas vamos combinar, ela é uma das mais fracas! O macaron que ela fez parecia um chiclete, e o da Gabriela tava lindo.

Hellen Wilian disse...

O discurso do Lee para entrar no Masterchef foi emocionante! Me conquistou ali! Eu acho a Gleice muito inexperiente e tímida na cozinha e quero deixar claro que não é por questão de cor, é até ridículo mencionar isso, mas infelizmente se faz preciso!

Anônimo disse...

Sim Lola, o pessoal está muito bravo pq a Gleice ficou, argumentam que o Masterchef virou "caridade", "bolsa família", "venceu o coitadismo" e coisas do tipo a maioria dos comentários são bem exaltados mas o racismo está velado nas falas.

Quem acompanha o Programa pelas páginas pode ver! Estão comentando em todos os posts, sempre a mesma linha de que a Gleice está se fazendo de vítima por que é negra e pobre.

Também gosto muito da Gleice e do Lee, mas acho que como cozinheiros são fracos.

Estou bem triste com essa revolta da galera!

Anónimo disse...

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkultimo comentario foi de cair o cu da bunda ,mas vlw pra dar risada

Anônimo disse...

Vocês que reclamam que qualquer uma consegue pegar homem e mimimimi...
Já deram uma olhada no Adote um Cara? Esse site era para subverter a ordem de prevalente e lá os homens que são escolhidos. E quanto mais os homens são demandados, mais mulheres ele tem a escolher, e obviamente eles escolherão as mais bonitas. Isso já cai por terra a argumentação de "ain a minha amiga mediana pega mais homem que eu... que eu pego mulher".
Isso é frescura. Você só dá match com quem vc aperta YES. Quanto menor o número de mulheres, menor a probabilidade de matches. Pq? Pq vcs são seletivos e querem pegar apenas loiras, bombadas, virgens, do mamilo rosa, que não bebe, tenha tatuagem e sei lá o que. Com critérios tão específicos, não espere consegui vários matches

Anônimo disse...

(Viviane)
Bem, eu não assisto Masterchef, mas só pelos últimos comentários fica muito óbvio que ninguém falaria em "coitadismo", "bolsa família (!)" e outros se a moça fosse branca.
Não, não somos racistas, imaginem...

Anônimo disse...

^o que eu me irrito com esse tipo de situação como a da MasterChef BR é que discordâncias sempre vão ocorrer. A gente sempre vai achar injusto que outro candidato saia, e isso é normal, às vezes não é justo mesmo. Se Gleice não fosse negra e pobre até poderiam discordar da continuidade dela, mas jamais estariam apelando para esse discurso de coitadismo.

Rafael Cherem disse...

A decisão do masterchef foi sim injusta, como foi a do bolo de dois andares, isso é fato, porém, no caso da Gleice que suas características sociais e raciais são ressaltadas poe quem se revolta com a eliminação da outra moça.

A grande questão é as características da Gleice foram motivo para eliminação da outra. Ai me desculpem, foi injustiça em estado puro com a outra garota.

Anônimo disse...

13:53

Frescura e inveja extrema que eles sentem da xana. É muito flagrante, muito mais que evidente. Não sei como ainda tem gente que tem a cara de pau de falar sandices absurdas como "inveja do pênis". Misoginia emburrece demais as pessoas...

https://media.giphy.com/media/vnje5QIgqWXhC/giphy.gif

Anônimo disse...

Cherem,
Mas injustiças sempre vão ocorrer. Na edição que tinha a Jiang muita gente queria que ela ficasse. Realities show são assim mesmo
Mas só pq a outra garota é negra, os juízes da Internet se dão no direito de falar que ela está lá pq é negra ou pq é pobre. Todo e qualquer um que for de grupo marginalizado as pessoas apelam para este discurso "pq é negro", "pq é gay" por isso e por aquilo.

Rafael Cherem disse...

Anonimo da das 15:12

Evidente que nesse momento o racismo e o preconceito afloram, mas o prato apresentado pela Gleice foi julgado ruim, da outra moça foi só a falta de corante, mas o sabor estava bom,a pergunta é se fosse outra participante? Será que a loira teria sido eliminada?

ressaltando,não compactuo com o racismo, e nem o justifico, e sei que a cor da pele não seria levado em conta no caso de duas brancas, mas se a cor da pele da Gleice foi usada para que ela ficasse no programa, mesmo fazendo um trabalho ruim e menor que da outra moça, isso por si só não é uma injustiça?

Hellen Wilian disse...

Não acho que foi injustiça com a outra não! E foi justiça com a Gleice sim! Justifico: sempre há algo que pese mais na hora da sentença final, e sendo que os dois pratos tinham problemas, é óbvio que entre dar chance para alguém que já tem quase tudo na vida e dar crédito para a conquista futura para um (a) desfavorecido (a) é o que é o mais justo!

Justíssimo com a Gleice, mas se ela não se esforçar, logo ela "roda" porque duvido que ela fique mais tempo se não começar a "cozinhar com elegância e sofisticação".

Anônimo disse...

Aí é que tá Cherem, como a gente vai saber se a cor da pele da Gleice foi ou não foi usado como diferencial para que ela permanecesse no programa? Não dá pra gente saber. Mas no caso de uma outra moça branca no lugar da Gleice, não estaríamos levantando esta hipótese. Então afirmar que ela obteve algum benefício por conta disso é precipitado.

O que é mais provável que ocorra é o que a Hellen mencionou. Cada chef tem seu critério e um ou outro aspecto pode ser crucial para este. Pode ser que o prato da Gabriela possa ter apresentado uma característica que em especial desagrade muito a determinado chef. É um critério muito subjetivo para a gente afirmar que foi a cor da Gleice.

Além disso, não vamos nos esquecer. É um reality show. Se a participante é ruim, isso vai transparecer uma hora, e, se tratando de um programa com variedade de provas como o MasterChef é improvável que ela continue se não demonstrar pontos fortes nas provas. O que o MasterChef BR teria a ganhar mantendo, por critérios de cor da pele, uma participante negra no programa? O contrário a gente percebe, manter uma participante loira e dentro do padrão dá IBOPE.

Anônimo disse...

Só complementando: as pessoas estão tão preconceituosas que um branco perder para um negro é sempre injustiça e pq "estão com dó" do negro. Uma menina que ganha não sei quantos likes do canal do Youtube e tem câncer, só ganha pq os outros tem dó; uma mulher que ganhe mais que um homem? Só pq deve ter dado pro chefe! Um gay ganha um reality show? "Só pq é gay"!
Bora questionar pq entendem que um grupo opressor sempre tem que ganhar de um negro, de um gay, de um travesti, de uma mulher? Bora questionar pq essas pessoas sempre têm méritos questionados?

Rafael Cherem disse...

Hellen,

Elá já está no programa,as provas são equânimes e o prato dela foi pior, ela fez um trabalho pior, é uma competição, isso que você disse é dar jeitinho.

Rafael Cherem disse...

Acho o contrário, para a narrativa do programa é interessante ter alguém que veio de baixo.

Realmente não dá para saber se esse foi o critério, estamos trabalhando no campo da hipótese.

Anônimo disse...

O problema de trabalhar no campo da hipótese é que por vezes ela dá vazão aos nossos pré conceitos mais profundos

A. disse...

Não sei se a Lola vai escrever uma postagem sobre o MasterChef, mas já me adianto na opinião nesse post mesmo por terem tocado no assunto. Foi o segundo -- e último -- episódio que vi na vida do programa. Eu tinha certeza que a Gleice sairia, afinal, o que ela fez foi horrível, não tenho nem palavras para descrever aquela massinha radioativa. Os próprios chefs falaram que era incomível, dentre outros adjetivos nada legais de ouvir. Ela teve uma reação de quem nem se importava e ainda admitiu que deveria sair por ter feito o pior. Isso sem nem contar a prova anterior, na qual ela errou todos os ingredientes (como alguém, em um programa de culinária, erra MEL?). A Gabriella chegou perto de acertar o suficiente para não fazer a última prova. Ainda por cima, quando fez os macarons, o dela foi um dos mais apresentáveis em termos de formato. Pode não ter sido de três cores, mas os sabores eram, ao menos, distintos. Achei até que o dela ficou o melhor, fora a falta de cores que os chefes pediram. Nunca concordei muito com essa coisa de não dar exceção às regras e piorou mais ainda quando li sobre a prova do bolo de três camadas. Não devemos esquecer também de que a regra era fazer "macaron colorido", não uma "massa de macaron crua, sem formato, mas colorida". As duas quebraram a regra vendo por esse lado e, assim, a que fez o melhor na questão do sabor deveria vencer, o que é esperado de uma programa de culinária.

Quando entrei no Facebook e Twitter do MasterChef para ver se eu era a única pessoa realmente incomodada com a injustiça, percebi que 100% dos comentários que li (e foram vários, muitos mesmo) concordavam comigo. Mesmo assim, sabia que, só pelo fato da Gleice ser negra, alguns diriam que é "ain preconceito". Cheguei mesmo a olhar os comentários para ver se alguém citou a cor dela e ninguém o fez -- sim, a paranoia pelo excesso de forçação de que tudo é racismo está chegando a este ponto. O único lugar no qual vi racismo mesmo foi em um certo chan de fundo verde que a Lola conhece, o que já era esperado de lá. Era questão de tempo até começarem a brotar alguns dizendo que a injustiça não foi injusta porque uma tem/teve menos oportunidades de vida do que a outra (como comentaram em vários lugares, é um programa de culinária ou de coitadismo?) e ainda acusando quem considerou a eliminação injusta de racista, afinal, é um paradoxo sem fim: se ela é negra, é incriticável, por acaso? Se criticam o problema sem bases no racismo, mas em injustiça, é racismo igual, pois "ela é negra e sei que foi racismo", daí chegamos novamente no "se ela é negra, é incriticável" e não termina nunca o ciclo.

Só para complementar a parte de oportunidades de vida. Só o fato da pessoa estar no programa para dar o seu melhor foi uma oportunidade. A Gleice não mostra habilidade alguma, não se esforça para aprender nada, não liga se é criticada pelo prato, diz que fez ruim mesmo e que deve sair, mas não sai. Por quê? Não há explicação lógica. Depois chegam uns palhaços dizendo que a permanência injusta dela é a chance. Ora, por favor. Que vergonha.

lola aronovich disse...

Oi, A. Acabei escrevendo sobre o MasterChef. Deixe seu comentário lá, por favor! http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2016/05/por-regras-definidas-no-masterchef.html Aqui, ó!

Anônimo disse...

A maioria massiva dos usuários de apps de encontros são homens e o ambiente em tais locais costuma ser bastante hostil em relação às mulheres. Daí temos os bots, como no caso daquele site de "pular cerca" (as interações femininas verdadeiras eram raras e na maior parte os usuários conversavam com robôs) e as "facilidades" para mulheres com perfil verificado (mesma lógica da mulher pagar menos na boate, atrair homens que costumeiramente bebem e gastam mais).



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No Tinder eu não sei se a maioria é homem mas em outros apps e sites (sou do tempo dos sites tipo OkCupid) de fato é mesmo, dá pra ver pelo assédio que é gigantesco e aí eu falo por experiência, seja em português, inglês ou espanhol as interações chegam a beirar o ridículo.

- Nossa você é muito gata!
- Ah, brigada!
- Mostra seus peitos?
- Não.
- Sua puta

Resumo light. Tem cara que avança o sinal mais rápido ainda e não entender o não é praxe, não adianta querer negociar, tem que bloquear.

E se você tiver que vincular perfil verdadeiro de Facebook por exemplo a coisa pode ficar bem perigosa.

Então sim, deixem os machos falando entre eles ou com bots, quem sabe eles se tocam e começam a parar de usar o serviço também, já que o alvo é fazer com que eles gastem? Aí quem sabe mudam, quem sabe adicionam ferramentas pra denunciar assédio, pra melhorar sua privacidade. Ou não. Que se fodam então.

Lugar que não trata bem mulher não merece ter mulher lá.

Idem para boates, barzinhos etc. Se no bar tal é praxe homem ficar puxando braço de mulher, agarrando mulher, tentando beijar mulher na marra e segurança faz nada, eu vou gastar meu dinheiro ali POR QUAL RAZÃO MESMO? Uma hora o dono ou vai se ligar ou vai transformar o lugar numa boate gay. Aí que se fodam também.

Dinheiro é mesmo a resposta pra um monte de coisas. O consumidor manda no mercado, não é o contrário.

Denise disse...

Essa caixa de comentário normalmente é revoltante, mas hoje ela conseguiu reunir junto os piores tipos que habitam esse blog. São eles:

1) Mascu clamando por sua liberdade de expressão (porque, né, a liberdade de expressão é um direito quase divino que não sofre nenhuma limitação quando esbarra em outros direitos).

2) O povo do “ah, mas eu não vejo nenhum machismo nisso, sempre foi assim, maldade está nos olhos das feministas” (porque, né, feminismo não é desconstruir estereótipos sociais que de tão enraizados já são considerados “normais”).

3) O povo do “ué, se não gostou do aplicativo é só não aderir a ele” (porque, né, não faz sentido lutar contra o machismo presente no dia a dia, melhor nós mulheres nos isolarmos do mundo)

4) O povo do “ah, mas mulher é muito mais exigente no quesito estético e blá blá blá” (porque, né, tanto isso foi reconhecido pelos fabricantes do aplicativo que tem um monte de homem sem camisa na propaganda. Fora que essa olimpíada da opressão é simplesmente patética, qualquer assunto onde se fala de alguma minoria vem outra minoria ou alguém integrante da maioria dizer que também é oprimido. Pára, só pára).

5) O povo do “quanto mimimi, mulher só sabe ficar nessa choradeira” (porque, né, a vida das mulheres é realmente tão fácil e igualitária que não temos do que reclamar ou desconstruir. Claro que esses comentários partem, em 100% das vezes, de um homem).

Lilla disse...

O futuro já chegou. O que antes costumávamos ver nos filmes e na literatura de ficção, agora faz parte do cotidiano. Máquinas inteligentes, equipamentos autossuficientes. A tecnologia do trabalho automático já é uma realidade.

Sistemas que efetuam medições, introduzem correções durante o processo de produção, praticamente sem a intervenção do homem. A robótica é parte importante na automação, bem como as tecnologias de informação, os computadores e as telecomunicações. É a era da utilização de máquinas em substituição do homem.

O objetivo principal é facilitar a vidas das pessoas e aumentar a produtividade.

Talvez seja correto afirmar que uma história universal verdadeiramente humana está, finalmente, começando. A mesma materialidade atualmente utilizada para construir um mundo confuso e perverso pode vir a ser a condição da construção de um mundo mais humano. É o que se espera.

Anônimo disse...

A substituição de homens por máquinas é inevitável. 90% do trabalho feito atualmente por humanos será realizado por robôs nos próximos anos. É inevitável que isso aconteça.

O desenvolvimento da inteligência artificial tornará computadores e robôs aptos para a maioria dos empregos realizados pelos seres humanos. Caso tivessem a chance de escolherem desistir do trabalho, nove em dez pessoas "não gostariam de fazer o que estão fazendo hoje".

As coisas que queremos para uma vida confortável podem ficar muito, muito, muito mais baratas, pois as novas tecnologias diminuirão os custos e tornarão a produção várias vezes mais eficiente.

Anônimo disse...

O colapso do capitalismo não pode ser evitado.

Previsões de um futuro colapso (não tão distante) do meio de produção capitalista, intimamente associado ao atual sistema monetário, são baseadas no fato de que ele se sustenta principalmente em fontes de energias e matérias primas esgotáveis, além de produzir desemprego a medida que automatiza os sistemas de produção por meio de máquinas e sistemas informatizados, que dispensam cada vez mais a necessidade de seres humanos. O que acaba reduzindo o numero de pessoas inseridas no mercado de consumo e, consequentemente, minando o sistema capitalista que necessita de um aumento constante do consumo para se manter.