sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

QUANDO AS MENINAS COMEÇARAM A USAR A COR ROSA

Uma tradução do meu querido Flávio de um artigo de Jeanne Maglaty para o Smithsonian sobre um tema que pouca gente conhece, e que faz desmoronar a ideia de que divisões por gênero são naturais. Então é isso, amiguinhxs: menina não nasce gostando de rosa

Cada geração traz consigo uma nova definição de masculinidade e feminilidade que se manifesta nas roupas das crianças.
Rosa e azul surgiram como cores para bebês em meados do século 19; ainda assim, as duas cores não carregavam conotação de gênero, o que veio a acontecer um pouco antes da Primeira Guerra. 


Franklin Roosevelt bem antes
de se tornar um dos mais
 importantes presidentes da
história dos EUA (entre 1933
e 45). O quê Bolsonaro diria?
O pequeno Franklin Delano Roosevelt está sentado de forma empertigada em um banquinho, sua saia branca harmoniosamente arrumada sobre suas pernas, suas mãos seguram firmemente um chapéu adornado com uma pena de marabu. Cabelo na altura dos ombros e sapatos de festa feitos de couro envernizado completam o conjunto.
Hoje achamos esse visual perturbador, embora a convenção social de 1884, quando FDR foi fotografado aos dois anos e meio, determinasse que meninos usassem vestidos até a idade de 6 ou 7 anos, que era também a idade do primeiro corte de cabelo. O traje de Roosevelt era considerado de gênero neutro.
Mas atualmente as pessoas simplesmente têm que saber o sexo de um bebê ou criancinha à primeira vista, diz Jo B. Paoletti, historiadora da Universidade de Maryland e autora de Rosa e Azul: Diferenciando Meninas de Meninos na América, publicado em 2011. Assim vemos, por exemplo, uma faixa rosa circulando a cabeça sem cabelos de uma menina recém-nascida.
Por que os estilos das roupas para crianças mudaram tão drasticamente? Como acabamos em dois “times” — meninos de azul e meninas de rosa?
“Na verdade, é a história do que aconteceu com as roupas neutras”, diz Paoletti, que vem explorando o significado das roupas infantis há 30 anos. Por séculos, diz ela, as crianças usaram vestidos brancos delicados até a idade de 6 anos. “O que antes era uma questão de praticidade — você põe roupas e fraldas brancas no bebê porque o algodão branco pode ser alvejado — tornou-se uma questão de ‘Ai, meu Deus, se eu vestir meu bebê com a roupa errada, ele vai virar um pervertido quando crescer’”, diz Paoletti.
A marcha para as roupas específicas para cada gênero não foi linear, nem rápida. O rosa e o azul, junto com outras cores pasteis, se tornaram cores para bebês em meados do século 19, embora as duas cores não simbolizassem um gênero específico até um pouco antes da Primeira Guerra Mundial — e mesmo assim levou tempo para a cultura popular organizar as coisas.
Antes da 1a Guerra Mundial
Por exemplo, um artigo de 18 de junho de 1918 da revista Earnshaw’s Infants’ Department dizia: “A regra geralmente aceita é rosa para os meninos e azul para as meninas. A razão é que o rosa, por ser uma cor mais forte e assertiva, é mais adequada para meninos, enquanto o azul, que é mais delicado e gracioso, fica mais bonito em meninas”. Outras fontes diziam que azul ficava melhor em loiras, e o rosa, nas morenas; ou que azul era para bebês de olhos azuis, rosa para bebês de olhos castanhos, de acordo com Paoletti.
Em 1927 a revista Time imprimiu uma tabela que mostrava as cores apropriadas para meninas e meninos de acordo com as principais lojas dos EUA. Em Boston, a [loja] Filene dizia aos pais para vestirem os meninos de rosa. O mesmo ocorria na Best and Co. em Nova York, na Halle em Cleveland e na Marshal Field em Chicago.
A determinação atual das cores não foi estabelecida até os anos 1940, como resultado das interpretações que os fabricantes e varejistas faziam das preferências dos americanos. “Poderia ter sido o oposto”, diz Paoletti.
Assim, a geração do pós-guerra [baby boomers] foi criada com roupas específicas para cada gênero. Os meninos se vestiam como seus pais e as meninas como suas mães. As meninas tinham que usar vestido para ir à escola, embora roupas sem enfeites, para brincar [estilo tomboy] fossem aceitas.
Quando o movimento de liberação das mulheres chegou, em meados da década de 60, com sua mensagem anti-feminina, anti-moda, o visual unissex virou mania — mas de forma completamente inversa à do tempo de Roosevelt. Agora as meninas se vestiam em estilo masculino — ou pelo menos não-feminino —, destituído de sinais de gênero. Paoletti descobriu que nos anos 70 o catálogo da Sears não mostrou fotos de roupas cor de rosa para bebê por dois anos.
“Uma das formas pelas quais as feministas acreditam que as mulheres são atraídas para papéis femininos subservientes é através da roupa”, diz Paoletti. “Se vestirmos nossas meninas mais como meninos e menos como garotas cheias de babados... elas terão mais opções e se sentirão mais livres para serem mais ativas”.
John Money, pesquisador de identidade sexual do Hospital John Hopkins em Baltimore, afirma que o gênero foi primariamente aprendido através de pistas sociais e ambientais. “Esse foi um dos propulsores, nos anos 60, do argumento de que é ‘a criação [a construção social], não a natureza’”, diz Paoletti.
Anúncio da Lego em 1981
Roupas de gênero neutro permaneceram populares até aproximadamente 1985. Paoletti lembra o ano claramente porque foi entre os nascimentos de seus filhos, uma menina em 1982 e um menino em 1986. “De repente não era só um macacão azul: era um macacão azul com um ursinho segurando uma bola”, diz ela. Fraldas descartáveis eram fabricadas nas cores rosa e azul.
O exame pré-natal foi uma grande razão para essa mudança. 
Adivinha de quem é esse quarto?
De menina ou menino?
Um menino "perderia sua masculi-
nidade" se crescesse num
ambiente desses? A masculinidade
é tão frágil assim?
Pais grávidos passaram a saber o sexo de seu bebê antes dele nascer e daí iam comprar produtos “de menina” ou “de menino” (“Quanto mais individualizada a roupa, maiores as vendas”, diz Paoletti). A mania de rosa se espalhou dos pijamas e lençóis de berço para os itens mais caros, como carrinhos de bebê, bebês-conforto e andadores. Pais abastados podiam, como era de se esperar, fazer a decoração para o bebê número um, uma menina, e começar tudo de novo se o bebê seguinte fosse um menino.
Paoletti afirma que algumas mães jovens que cresceram na década de 80 privadas de coisas cor de rosa, rendas, cabelos longos e Barbies, rejeitaram o visual unissex para suas próprias filhas. “Ainda que sejam feministas, elas percebem essas coisas sob uma ótica diferente das feministas do pós-guerra”, diz ela. “Elas acreditam que mesmo que sua filha queira ser uma cirurgiã, não há nada errado de em ser uma cirurgiã bem feminina”.
Outro fator importante foi o aumento do consumismo entre as crianças nas últimas décadas. De acordo com especialistas em desenvolvimento infantil, as crianças estão começando a tomar consciência de seu gênero entre os três e quatro anos e não percebem que isso é permanente até a idade de seis ou sete anos. Ao mesmo tempo, entretanto, elas são submetidas a anúncios sofisticados e generalizados que tendem a reforçar convenções sociais. “Aí elas acham que, por exemplo, o que identifica alguém como mulher é ter cabelos longos e usar vestidos”, diz Paoletti. “Elas são muito curiosas — e muito inflexíveis em relação ao que gostam e o que não gostam”.
Paoletti diz que durante a pesquisa para o livro não deixava de pensar nos pais de filhos que não se conformam com os papéis de gênero: eles deveriam vestir seus filhos para se conformarem [com seu gênero] ou permitir que eles se expressassem através de suas roupas? “Uma coisa que posso dizer agora é que o binarismo de gênero não me entusiasma — a ideia de que você tem coisas muito masculinas e coisas muito femininas. A perda da neutralidade das roupas é algo para ser mais pensado. E também há uma demanda crescente por roupas neutras para bebês e crianças de colo hoje.”
"Há toda uma comunidade de pais e filhos por aí que estão enfrentando [a questão de que] 'Meu filho não quer mesmo usar roupas de menino e prefere usar roupas de menina’”. Paoletti espera que os leitores de seu livro sejam pessoas que estudam gênero do ponto de vista clínico. O mundo da moda pode ter sido divido em rosa e azul, mas no mundo de pessoas reais, nem tudo é branco e preto.

76 comentários:

Anônimo disse...

Ué querida, mas você não defende gênero? Não defende "alma feminina"? Não tem que fazer mimimi com gênero, com rosa, azul. Decida-se: Ou você é feminista ou trans-gender-queer ativista. As duas coisas não dá pra ser.

Anônimo disse...

Cores neutras (branco, cinza e preto) fica legal em homens, nas loiras o rosa e nas morenas o amarelo!

Anônimo disse...

Eu acho lindo homens de rosa. Meu noivo tem camisas cor de rosa. Nosso filho vai usar rosa também. E azul, e amarelo, verde, vermelho, todas as cores que ele quiser.

Marcia disse...

Vixe, o primeiro anônimo tá com a caderneta da caça as 'falsas feministas', cuidado!
Se você não sabe, a Lola publica aqui qualquer tipo de debate feminista interessante (segundo os critérios dela, porque o blog, obviamente, é dela), pode ser queer, trans, rad, lib, comunitarista, islâmico, indigenista, negro, nerd, etc, etc...
Tá incomodado com a diversidade do mundo? Procura um canto coeso da internet (guetos é o que não faltam) e para de encher o saco.

Eu acho legal dar opção de vestimenta fora dos padrões estabelecidos para as crianças, para eles começarem a perceber que podem desconstruir padrões sociais. No mais, respeitar a individualidade é importante, lembrando sempre que a nossa individualidade é produzida no contexto social onde vivemos. Incentive sua criança a sair da caixinha, faz bem.

Minha mãe me vestia de azul (nasci em 1982), vermelho, laranja elétrico e verde limão (ah a psicodelia dos anos 80). Todavia, eu lembro de ter ganhado um famigerado 'conjuntinho rosa com saia balonê', eita treco que pinicava e nem dava para brincar direito. Sempre preferi shorts e calças. Já adulta, e mais gorda voltei a preferir saias e vestidos (mais frescos e bonitos, para o meu gosto estético), mas não gosto nem um pouco de rosa, sou ainda fã dos azuis, vermelhos e verdes vibrantes.

Kittsu disse...

Eu já li que o azul já foi de meninas por ser esta a cor do manto da virgem Maria, e rosa de meninos pre ser esta a versão infantil do vermelho, símbolo da guerra e dos guerreiros vitoriosos. A coisa foi subvertida após resolverem que rosa era sim coisa de menina também, aí passaram a vestir meninos de azul porque é constrangedor ter seu menino confundido com uma menina e cousa e tal, como acontece com qualquer coisa que cai no gosto das mulheres e passa a ser rejeitada veementemente por homens porque fere a masculinidade e tal.

Ezco Musaos disse...

Eu já sabia que antigamente não havia esse verdadeiro "apartheid" absurdo que existe atualmente em relação aos estereótipos de gênero para crianças (parece que até salgadinhos já estão sendo padronizados por gênero), mas não sabia que até o século 19 essa padronização danosa e inútil nas roupas das crianças praticamente não existia. Muito interessante.

Anônimo disse...

Para aqueles que acham que os casos de abuso sexual ocorridos na Alemanha eram apenas "preconceito de neonazistas", vai aí o link:
http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2016-01-22/ataques-levam-finlandia-a-oferecer-aulas-a-imigrantes-sobre-como-tratar-mulheres.html

Anônimo disse...

Não repararam que a Raven, a "Death" e a Bordosa sumiram? As três? Juntas?

Depois sou eu que sou louca.Acordem!

Anônimo disse...

E eu tô desconfiado que o Ezco Musaos é o Jonas...

Anônimo disse...

e a ingrid tbm

Anônimo disse...

Aqui no Brasil tem nome de menina de menina nos EUA é tudo misturado tipo jessie pode ser homem ou mulher, teve uma época que taylor swift namorou com taylor lautner.

Não sei pq aqui no BR isso não pegou

Anônimo disse...

Não acho que tudo que é de mulher homem rejeita, teve uma época que era moda homem usar brinco, e eu achava sexy. E hoje tem mt homem que usa rosa.

Eu acho que os homens iam gostar de usar vestidos e saias, porque como mostra a imagem os gêneros mudam com o passar do tempo, talvez daqui há alguns anos os homens voltem a usar saias.

Anônimo disse...

Tem uma coisa que eu acho que homem devia usar era maquiagem, impressionante como dá um up no visual. Se eu fosse homem não sei como ia conviver com minhas olheiras enormes.

Anônimo disse...

Tamires podia ser nome de homem também, eu acho que poderia ter muito mais nomes unissex.

Ezco Musaos disse...

Anon 14:48, essa trolladinha básica da suspeita de identidade secreta é "tão 2014".

Camila Bezerra disse...

Tudo que tem a ver com produtos diferenciados pra meninos e meninas eu acho errado. Brinquedos, roupas, cores, desenhos animados (minha maior birra é com os brinquedos mesmo).

Tenho vontade de lançar uma linha de roupas neutras pra crianças de todas as idades, com cores fortes, estampas chamativas, pra exaltar e energia desses pequenos seres! #sonhando

Adorei a pesquisa, quero saber mais.

Alexandre disse...

Eu confesso que estes debates sobre machismo são difíceis de se analisar. Ao ler o texto, fica a impressão de que estas convenções sociais são definidas pela própria sociedade como um todo e não por força de uma imposição masculina. Percebam que os objetos usados, são vendidos conforme a tendência da época ou costumes. Eu comentei em outro post sobre brinquedos e crianças. Alguns responderam que não são só os pais quem as estimulam, mas a mídia, os parentes, os amigos. Mas eu pergunto: quem estimula quem afinal? Somos nós mesmos quem produzimos estes comportamentos e o sistema capitalista segue nossas tendências ou somos nós quem somos influenciados?

Anônimo disse...

A sociedade definiu o que homens e mulheres iriam fazer, quem manda na sociedade é a religião e o homem, que é tudo a mesma coisa.

Anônimo disse...

Mesmo em novelas que o público geral é feminino a nudez feminina é maior que a masculina, prova de que quem manda são os machistas, durrubando a falácia de que filme porno só expõe a mulher pq é feito pra homem aliás poderia ser feito para os dois, mas toda a indústria é feita para homens, até as femininas, e por homens machistas, e quando há mulheres elas tem que se adaptar a eles.

Alexandre disse...

Penso que as grandes empresas produzem seus bens de consumo mediante uma análise criteriosa de mercado. Na minha concepção, não seria possível criar um produto que não atenda esta análise. Mesmo que eu não considere vestir uma saia algo aterrador(eu usaria) a maioria da sociedade ainda considera um tabu, então, neste contexto, não vamos ter esta vestimenta sendo comercializada para homens em larga escala, porque não seria viável sob o ponto de vista econômico.

Anônimo disse...

Eu vi essa aulas de como respeitar mulheres na finlandia, mas eles não vão obedecer, eles obedecem a ALÁ, ou seja a eles mesmos.

Eu postei um vídeo de uma moça brasileira que mora na Arábia saudita, e ela tem que vestir aquele saco de lixo que eles chamam de vestimenta, toda mulher que entra lá mesmo sem ser mulçumana é obrigada a fazer isso. Mas na europa é tudo aceito.

Se você quiser aqui o link dos videos dela https://www.youtube.com/user/revistadeviagem.

Alexandre disse...

Acredito que o fato de não haver pornografia voltada para o público feminino, na mesma proporção que para homens, reside no fato deste público, TALVEZ, não ser tão ávido por este "produto" como os homens. Sob outro prisma, a indústria da moda, de cosméticos, e, porque não dizer, a maior parte da programação televisa, é voltada para as mulheres em sua maior parte. Ou seja, são produtos que não são muito direcionados aos homens, se bem que está havendo um acréscimo na busca por produtos cosméticos por homens, um crescimento de 35%, aproximadamente em 2015. Eu costumo brincar com minha filhinha, quando entramos em lojas de produtos de beleza e vemos dezenas de prateleiras com produtos para mulheres e, no máximo, 01 para produtos masculinos, e só com desodorantes e cremes para barbas. Ela ri muito.rsrsrsrs

Anônimo disse...

Bem interessante o artigo. É tão estranho perceber o quanto essas regras culturais que ditam que "tem que ser assim" são tão contingentes... E, ainda sim, tantas vezes tão difíceis de quebrar.
Esse post me lembrou daquela música da Madonna What it feels like a girl (julguem-me). Ela fala que pra uma menina usar roupa de menino tudo bem, mas pra um menino parecer uma menina é degradante, porque se pensa que ser uma menina é algo degradante...

Anônimo disse...

12:08 assistiu power ranger demais.

Ezco Musaos disse...

Anon 14:59, concordo plenamente. O que está por trás dessas padronizações não é apenas a simples separação entre "coisa de menino" e "coisa de menina", é bem mais que isso, é a noção perversa da inferiozação das coisas que o patriarcado considera femininas, e, consequentemente, da mulher, mantendo-a assim "no lugar dela".

Anônimo disse...

Pelo texto é uma mera convenção social,com componente machista, mas apenas isso, daqui a pco trocam as cores de nvo.

Rafaella Britto disse...

Este foi sem dúvidas um dos melhores artigos que li acerca do tema roupa versus identidade de gênero. Segundo a psicologia das cores, o rosa evoca o espírito maternal, enquanto o azul evoca tranquilidade. O rosa em excesso simboliza utopia, fantasia, e o azul em excesso representa falta de controle emocional. As cores exercem um impacto que, imperceptivelmente, transcende o aspecto visual e contribui para a formação de valores.

- Rafaella (http://imperioretro.blogspot.com)

Anônimo disse...

O público não é ávido pq nunca foi ensinado a ser ávido, assim como as revistas femininas sempre ensinando como a mulher deve ficar em forma e não coisas normais.

Tudo é direcionado para como eles querem, e eu acho que pode até não ser ávido, mas poderia dar mais lucro a indústria já que seria mais um público, porém não investem nisso já que só se pensam em dinheiro... E É a mesma coisa da propaganda de cerveja mulher também toma, mas é voltada para um outro publico.

anon A. (radfem) disse...

"pode ser queer, trans, rad, lib, comunitarista, islâmico, indigenista, negro, nerd, etc, etc... Tá incomodado com a diversidade do mundo?"

Engraçado isso, tem vários posts sobre queer, trans, e lib, mas post sobre rads ou islamismo sem ser para falar mal? Nenhum (esse post não conta, afinal embora a maior parte do conteúdo dele seja defendido por radfems, não por libs, em nenhum momento isso foi falado, nem como nota de rodapé). E existe um post sobre indígenas e olhe lá. Favor usar o argumento 'o blog é da Lola e ela fala o que ela quiser', que 'diversidade' tá pegando mal.


Anyway, ótimo post.

Anônimo disse...

É estranho mesmo, seria mais um público para eles lucrarem mesmo que pouco, Além disso o público feminino costuma ver mais filmes homossexuais porque elas se sentem mais representadas. E se tem tantas atrizes assim poderia ter diretoras e roteiristas que fariam isso.

Anônimo disse...

Alexandre acha que sabe tudo, mas ele está sendo muito simplista a acreditar que toda mulher usa maquiagem porque quer, tem mulher que nem arruma emprego se não tiver maquiada.

Anônimo disse...

Quanto maior o nível de testosterona, mais frio e calculista é o psicopata

http://super.abril.com.br/ciencia/testosterona

OUTRA LEITURA

Camila Gois disse...

Na escola do meu filho, as meninas sentam em cadeiras rosas, e meninos em cadeiras azuis. Os pratos, talheres, copos, tb são rosas e azuis... E eu fui a única mãe que achou isso um absurdo! Todas acharam lindo!! Sempre em datas comemorativas as crianças ganham uma lembrancinha, e sempre é diferente para meninas e meninos... A lista de material é diferente, os uniformes são diferentes... e eles só tem 4 anos! Na reunião de pais falei que não estava gostando muito dessa diferenciação, que poderia induzir as crianças á pensarem que meninos são diferentes de meninas e tal... Todas as mães e pais acharam que era exagero.

Camila Gois disse...

Em um grupo do facebook, uma pessoa pediu doações de roupas de bebê MENINA, assim em letras maiúsculas. Ela disse que estava grávida de 7 meses e ainda não tinha nada, que estava desempregada e passando muitas necessidades. Pediu doação de qualquer coisa, roupinhas, meias, toalhas, fraldas... tudo de MENINA. Eu respondi que tinha algumas coisas do meu filho, que poderia doar para ela, mas não eram rosa, nem com estampas "femininas". Ela perguntou se meu filho era menino, e eu respondi que sim... e ela agradeceu, mas tinha que ser coisas de menina!! Gente, a pessoa não tem nada, está pedindo na internet, e não quer por causa da cor!

Anônimo disse...

Vi e Amei essa frase combina com o tema.

Tome muito cuidado com os rótulos, pois já vi:
Mulher mais valente que homem,
Homem mais sensível que criança,
Criança mais sofrida que idoso,
Idoso mais rápido que jovem,
E jovem mais sábio que idoso.
Já vi graduados darem aula de ignorância
E analfabetos ensinando a vida!
E assim segue a estrada,
Ler o rótulo de um vinho, nunca será igual a sentir seu gosto.
E, nem sempre a primeira impressão é a que fica...

Ezco Musaos disse...

"Pelo texto é uma mera convenção social,com componente machista, mas apenas isso, daqui a pco trocam as cores de nvo."

---> Qualquer convenção com elemento machista é danosa e deve ser combatida. O ideal não é a troca de cores, e sim que todas as cores possam ser usadas por todas as pessoas.

Anônimo disse...

Ontem eu estava pensando sobre o conceito de feminilidade, e que nós poderíamos mudar os conceitos machistas e transformar no nosso próprio conceito.

Eu pensei que feminilidade deveria ter um outro conceito: como força,resiliência, resistência, sagacidade, intuição. Poderíamos construir outros conceitos de acordo com a nossa visão e não com o que acham de nós.

Anônimo disse...

Dolores, pode apagar o quanto quiser, mas é fato. Do jeito que você anda mal-dizendo a polícia civil do Ceará a última coisa que eles irão fazer é investigar algo que fizerem contra você. Na real, eles vão é ficar felizes que alguém está enfiando a mão na sua cara, coisa que eles querem fazer e não podem.
O salário deles não vai diminuir, nada irá mudar. Apenas você que irá aparecer com a cara moída.
Nego vai te pegar com um pedaço de madeira quando você estiver saindo deste seu casebre fodido, vão te arrebentar a cara e depois sumir.
Uma fatalidade do destino.
Continua indo nesta fita, hahahaha.

Anônimo disse...

LOLA
Poderíamos propor projetos de lei para serem aprovados. Eu pensei em um projeto para criminalizar a homofobia e misóginia, como incitação ao ódio.

Anônimo disse...

Lola aquele video Tudo o que você precisa saber sobre Bolsonaro!
está com vários hates está com mais hates do likes, pq será né...

os nazistas se uniram...

Anônimo disse...

Qual o problema de diferenciar menina de menino?

Júlia disse...

Lola, todo post agora tem essa loucura de visibilidade? Hahahahahahahaha

lola aronovich disse...

Anon das das 18:09, vou deixar seu comentário. Mas gostaria que vc o assinasse. Vai, assina, Marcelo Valle Silveira Mello! Vc não é o Rambo dos Teclados? Não mata BO no peito? Não mandou a polícia tomar no c*? Não foi pra cima de jornalista no Profissão Repórter? (é, lá todo mundo viu como vc é articulado e viril). Então faz a ameaça com seu nome! Vamulá, covardão! Eu te desafio. Vc é tão covarde que precisa se organizar em bando pra bater numa mulher. É tão covarde que precisa encomendar a minha morte, em vez de fazer vc mesmo! Quem vc acha que é o pária da sociedade, Marcelo: eu ou vc?
Deve doer muito vc não me amedrontar. Não é o ódio que te move, é o medo das mulheres. Isso fica evidente em cada palavra escrota que vc escreve. Agora vai lá no cantinho e morre, que ninguém no mundo sentirá sua falta. Nem sua mãe, que fez BO contra vc por vc bater nela!

Anônimo disse...

Anon 18:27, porque são crianças, não tem motivo colocar na cabeça deles que são diferentes. Crianças são crianças independente do sexo.

Kittsu disse...

Wow.

Anônimo disse...

Na na ni nã não, vocês estão pouco se lixando para roupas e tradições sociais, afinal este negocio de rosa para menina e azul para menino não passa disto, tradição. Eu vestia minha filha com camisas pretas do Nirvana e do Metallica.
Na verdade o que vocês querem e usam deste academicismo barato todo deste post para isto e androginar toda uma geração, acabar com referências masculinas e femininas, principalmente masculinas na verdade.
Engraçado que quando um homem se traveste de mulher e usa rosa choque vocês não vêem nada de "errado nesta "construção social" acham e super empoderador e prafrentex.

Anônimo disse...

Muito bem mulheres deem o primeiro passo então abandonem o tal conceito de feminilidade, abandonem cabelos compridos, maquiagem, roupas de moda feminina, esmalte, larguem tudo isto para la, virem todas versões da Sigourney Weaver em Alien 2, olha que revolucionário não.

Anônimo disse...

E se abandonar e daí, vc não tem nada com isso, tem países que as pessoas se vestem até de animes pelas ruas e ninguém fica metendo o bedelho.

Povo careta de mente fechada da nisso, se eu quiser usar calça larga e vestido eu vou usar. Além disso tem pessoas que acham mais confortável usar roupas largas.


O mal das pessoas é querer se meter na vida dos outros, se não tivesse tanto fiscal de tudo no Brasil, aqui na minha cidade gente que pinta o cabelo de qqr cor diferente já é roqueiro ou poser, parece que todo mundo tem que ser da mesma trobo aff!

Anônimo disse...

tribo!

lola aronovich disse...

Anon das 21:21, recomendo que vc leia o mínimo do mínimo desse "academicismo barato" porque o que vc fala não faz o menor sentido. Sabe, só pra não passar vergonha em público. Na vida real talvez vc não possa se esconder por trás do anonimato pra sempre e aí, quando abrir a boca, já viu... Vai ser tachado de retrógrado ignorante.

Ezco Musaos disse...

"Na na ni nã não, vocês estão pouco se lixando para roupas e tradições sociais, afinal este negocio de rosa para menina e azul para menino não passa disto, tradição."

---> Tradição machista inútil igual a você, por isso será cada vez mais questionada e combatida, pode chorar à vontade.

"Eu vestia minha filha com camisas pretas do Nirvana e do Metallica."

---> Nossa, o mundo desabou. O nobre anônimo vestia a suposta filha com roupas de bandas de rock, tragam o Nobel pra ele, acabou a misoginia estrutural da sociedade.

"Na verdade o que vocês querem e usam deste academicismo barato todo deste post para isto e androginar toda uma geração, acabar com referências masculinas e femininas, principalmente masculinas na verdade."

---> Se essas referências masculinas são baseadas no machismo, sim, elas serão combatidas sim. Durma com isso.

Anônimo disse...

Offtopic total, mas to em momento de extase aqui. E quando vc descobre que uma simples doença (no caso síndrome) explica 90% da sua vida e 90% das escolhas que vc já fez até hoje? Quando vc começa a ligar todos os pontinhos da sua vida e vê que absolutamente tudo faz sentido e está tudo correlacionado? Quando vc entende como uma síndrome afetou sua sexualidade, que por sua vez afetou o modo como vc se relacionava com as pessoas, que por sua vez afetou seu psicológico na infância e adolescência, que por sua vez trouxe cicatrizes de feridas distantes pra sua vida adulta, que por sua vez influenciou nas escolhas que te fizeram ser o que vc é hoje... Ok deve ser comum as pessoas passarem por esse momento por aí, mas ainda assim não deixa de ser arrebatador pra mim! To escrevendo aqui porque precisava compartilhar com alguém e não tenho amigos íntimos o suficiente pra isso, e me sinto acolhida nesse blog

Anônimo disse...

23:42
como assim? vc está triste pq está doente?

Anônimo disse...

(Viviane)
O que já está pegando mal, Anon A., é o fato de você já ter sido convidada várias vezes (pelo menos no ano passado) a expor seu ponto de vista com um post aqui no blog e, até agora, nada! Só sabe desfiar essa empáfia nos comentários, dizendo como a Lola deve agir, mas contribuir que é bom...
Desculpe, durante um tempo cheguei a acreditar que você queria debater a sério, mas fica difícil crer nas boas intenções de quem só sabe criticar.

Anônimo disse...

Anônimo babaca das 21:25

Não tem problems nenhum mulheres parecerem a Oficial Ripley de Alien é fodona, o problema é os homens quiserem parecer com vc que é um MERDA!

Anônimo disse...

O mais interessante de tudo era q os meninos (talvez só os de classe alta) usavam vestidos, como o próprio post relata, até os 6/7 anos, eu queria q houvesse uma galeria de imagens assim, de vários meninos q usaram vestidos até antes do século 19, eu já vi algumas imagens espalhadas por aí, a do Rei Luis ou do Pedro II se não me engano

Muito interessante este costume do passado

Anônimo disse...

O único nome neutro/unissex em português q eu conheço é "Darci"

As línguas latinas não nos dão esse privilégio de "neutralizar" os nomes, como é na língua inglesa por exemplo

Anônimo disse...

Eu tb acho q alguns nomes indígenas (mesmo q para os índios não), para nós dá impressão de ser unissex: "Juraci" e "Alcimar" por exemplo

donadio disse...

"Aqui no Brasil tem nome de menina de menina nos EUA é tudo misturado tipo jessie pode ser homem ou mulher, teve uma época que taylor swift namorou com taylor lautner.

Não sei pq aqui no BR isso não pegou
"

Jesse é nome de homem, Jessie é apelido de Jessica - que é um nome de mulher. E a maioria dos nomes próprios em inglês tem gênero: John é masculino, Mary é feminino.

Há nomes ambíguos em português: Darci, Nair, Íris (a esposa do político goiano Íris Rezende também se chama Íris), Irani, etc.

Se há uma diferença, é de grau, não de qualidade: em ambas as línguas a grande maioria dos nomes tem gênero, e há uma minoria que é ambígua. Nos Estados Unidos, é verdade, houve uma onda meio hippy de dar nomes como Cloud, Summer, etc., e esses nomes são ambíguos - mas nunca foi um fenômeno mainstream.

Onde nomes ambíguos predominam, possivelmente, é em países de línguas sem gênero, tipo Turquia, Finlândia ou Estônia. Mas estou chutando.

Thai-chan disse...

Meus pais me vestiam tanto como menina, tanto quanto menino. E nem era por uma questão de genero não, pra eles eram simplesmente roupas! Eu não acho que isso tenha me influenciado, minha visão de roupas foi mudando conforme eu crescia,mas sempre manteve um padrão que era, eu gostava de roupas femininas mas não usava pq era desconfortavel, depois pq meus pais não achavam adequado e na adolescencia achava que não ficaria bem em mim. Até que eu finalmente comecei a comprar e usar o que eu qchava bonito e hj em dia meu guarda-roupa é muito feminino, a peça que menos gosto é calça comprida e mesmo assim eu não tenho personalidade feminina padrão

Fantomas disse...

Quando uma pessoa transex decide assumir a sua identidade de gênero, por que ela recorre aos estereótipo de gênero? Para um homem que diz "sentir -se mulher", é necessário vestir -se como mulher para se sentir mulher? Se não houvesse estereótipos de gênero na nossa sociedade, haveria transexuais? Por que muitas (a maioria, na verdade) mulheres que dizem sentir-se homem, recorrem aos estereótipos de gênero masculino (cabelo curto, calças folgadas, e até mesmo retirada dos seios)? Se não houvesse estereótipos, em que as pessoas transex teriam referência para se identificarem como homem ou mulher?

Fantomas disse...

Anon das 19:01, não é bem assim... Se um menino resolvesse bater numa menina você certamente interviria alegando que "menino não bate em menina", não é mesmo?

Anônimo disse...

É verdade,meu amigo que é travesti e está na transição já colocou silicone,usa maquiagem,quer fazer sessões de raio laser pra acabar com marca de barba,toma hormônio feminino,tem cabelão e usa bunda falsa!!
Elé é mais mulher do que eu,que não gosto muito de maquiagem e não gosto de me depilar!

Anônimo disse...

(Viviane)
É uma questão interessante, que já "deu pano pra manga" aqui no blog ano passado. Vou tentar responder: realmente, se não houvesse os estereótipos de gênero de nossa cultura (outras culturas, obviamente, têm estereótipos diferentes), pessoas trans não teriam de recorrer a eles. Se fazem isso, é porque precisam "provar" aos outros seu gênero de identificação. O problema é que algumas pessoas criticam xs trans justamente por isso: como se fosse culpa delxs ter de reforçar padrões de gênero para obter aceitação social, esquecendo que esses padrões são, ainda hoje, usados como critério diagnóstico para pleitear procedimentos de redesignação (cirúrgicos ou não) em serviços de saúde. Ou seja, a maioria das pessoas trans não têm, socialmente, a escolha de se portar ou não de acordo com padrões de gênero.
Essa é minha opinião de leiga. Será que alguém com mais conhecimento sobre esse tema pode contribuir?

Anônimo disse...

15:53
Concordo com você, existe homem de cabelo grande e mulher de cabelo curto, existe homem mais vaidoso que mulher, mesmo com as imposições de gênero as pessoas são diferentes, se não houvesse esse padrão teríamos pessoas mais diversas e mais confortáveis. E talvez não fosse necessário mudanças de modelito para se enquadrar em um genero.

RedMonkey disse...

O texto traz explicações válidas e interessantes, mas é bem claro que essa questão de cor e estilo de vestimenta é algo socialmente construído, mutável e relativamente superficial na discussão acerca dos estereótipos de gênero.

O cerne da questão dos padrões de gênero passa necessariamente pela diferença comportamental entre homens e mulheres. Seria essa discrepância um desdobramento das diferenças biológicas entre cada gênero, incluindo aqui uma ou outra influência social, ou foi ela uma mera invenção humana em algum momento da história?

Anônimo disse...

Nem os estereótipos nem a sexualidade são normais.

A heterossexualidade não é normal:

Não é “natural e normal” porque a sociedade obriga que todos sejamos heterossexuais e, para isso, desenvolve o que alguns pesquisadores/as, como Guacira Lopes Louro, chama de “pedagogia da sexualidade”. O que é isso? Mesmo antes de nascermos, a nossa heterossexualidade já é imposta sobre nós. Vários instrumentos são usados nesse processo, em especial as normas relativas aos gêneros (percebem que nas minhas reflexões eu nunca desvinculo as orientações sexuais das identidades de gênero). A escolha do nome e das roupas do bebê precisam atender aquilo que a sociedade determinou como nomes e coisas de menino ou de menina.

Assim, começamos a ser criados/educados e violentados para nos comportar ou como meninos ou como meninas. Caso não sigamos as normas, começamos a sofrer violências verbais e/ou físicas. Ou seja, a violência sofrida por aqueles que não seguem as normas comprova que a norma não é natural e normal. Se assim o fosse, a violência não seria necessária, pois todos e todas nasceriam heterossexuais! A violência é o modus operandi com o qual a heterossexualidade sobrevive inabalável. Temos esse modelo hegemônico de heterossexualidade a custa de muito sangue e dor.

Texto completo:http://www.ibahia.com/a/blogs/sexualidade/2012/07/18/por-que-a-heterossexualidade-nao-e-natural/

Flavio Moreira disse...

Oi, Camila Bezerra.
Acho essa sua ideia muito legal. Sabe quem fez isso? A Ellen DeGeneres. Cansada da imposição de estilos de roupas para meninos e para meninas, ela lançou sua própria linha de roupas. Chama-se ED by Ellen.
Creio que seria bem bacana se alguém fizesse algo similar por aqui. Fica a ideia para você.

Abraços

Anônimo disse...

Tá serto! E quando meu priminho de 6 anos puxar o cabelo da amiguinha dele o que eu vou falar em vez de:
Pára com isso MENINO!Você não pode bater em MENINA!

Fantomas disse...

Anon das 28:12, muito simples... Diga para o seu priminho de 6 anos que ele não deve usar de violência com NINGUÉM. A partir do momento em que você diz que ele não pode bater em MENINA, dá a entender que, se for com menino, não tem problema se ele partir pra porrada.

Fantomas disse...

Viviane, a minha dúvida é: se não houvesse os estereótipos de gênero, pessoas trans teriam consciência de que são trans?

donadio disse...

"Tá serto! E quando meu priminho de 6 anos puxar o cabelo da amiguinha dele o que eu vou falar em vez de:
Pára com isso MENINO!Você não pode bater em MENINA!
"

Pára com isso, você não pode bater em ninguém!
Pára com isso, você não pode bater em ninguém menor que você!
Pára com isso, você não pode bater em seus amigos!

Que tal?

donadio disse...

"Viviane, a minha dúvida é: se não houvesse os estereótipos de gênero, pessoas trans teriam consciência de que são trans?"

Olha, essa é uma proposta interessante: para acabar com a transsexualidade, podemos tentar acabar com os estereótipos de gênero. Talvez eles tenham a ver com o aumento da transsexualidade; afinal, nos bons tempos em que todas as crianças usavam vestido ou camisola, ninguém ouvia falar em transsexuais. (Na verdade, provavelmente tem mais a ver com a repressão mais intensa à transsexualidade; afinal, estereótipos de gênero sempre estiveram disponíveis para a auto-identificação das crianças, mesmo quando não eram diretamente impostos a elas pela ditadura da moda).

Agora, falando sério, se a transsexualidade é alguma coisa mais profunda do que a identificação com os estereótipos do gênero oposto, então provavelmente ela se manifestaria de outra forma, não relacionada a esses estereótipos.

A gente teria de experimentar para ver.

Anônimo disse...

Rosa é uma cor, como qualquer outra, nunca entendi porque é vista como algo feminina. Nada contra a cor, mas eu prefiro um vermelho forte. É uma questão de gosto, não tem nada a ver com gênero, mas muitos pais (até minha mãe) acham que brinquedos cor-de-rosa (mesmo que seja só um detalhezinho rosa) são proibidos para meninos.

Anônimo disse...

Interessante o post. Odeio só ter a opcao rosa e azul para qualquer coisa infantil. O que aconteceu com as outras cores?
Agora um assunto mais polêmico ainda. O colocar brinco em bebês meninas. Quanto mais eu penso mais eu chego a conclusao que é tortura/mutilacao socialmente aceita em nome de um enquadramento feminino.
Ah, quem vier com um "é melhor furar logo porque bebê nao sente dor" é porque nunca viu um recém nascido levando vacina. Bebês sentem dor mesmo se nao choram.

Anônimo disse...

(Viviane)
Anon 04h33, acho que esse argumento de que "bebês não sentem dor" caiu por terra lá pela década de 1980 (e pasmem, até então, cirurgias em bebês eram feitas sem anestesia, com base nesse equívoco). Tanto é que hoje em dia é proibido furar orelha de bebê em hospital. Quem quer pôr um brinco na criança tem de procurar outro lugar que faça o serviço (e se responsabilizar, claro).