terça-feira, 26 de janeiro de 2016

GUEST POST: CARTA ABERTA AOS MEUS ABUSADORES

Este post da V. foi publicado neste final de semana no blog Nada Disso é Normal. Aí ela mandou pra cá.

Caro leitor, cara leitora, inicio esta carta aberta avisando que talvez ela se mostre mais confusa do que eu, com talvez algumas referências que apenas eu ou pessoas específicas entenderiam. Peço desculpa anteriormente pela crueza de alguns relatos. Por que escrevê-la, então? Porque existem algumas coisas das quais não se pode fugir por tanto tempo –- por quase 15 anos, no caso. Também como forma de convite para que todos olhemos para o nosso passado e finalmente nos resolvamos com algumas pendências, ao invés de continuarmos correndo incessantemente. 
Eu te entendo. Vai ter uma hora que esse algo sempre vai aparecer ali, esperando para ser dito em voz alta pra alguém, e estragar um momento especial como já estragou o seu passado. E o seu ano. E o seu mês. E o seu dia.
Enfim.
Voltemos aos meus dois –- ou três, ou quatro; essa lembrança é tão confusa que às vezes me pergunto se ela é real e se você, aos 18, seria capaz disso. Quem diria que você, sangue do meu sangue, meu primo, um dia seria capaz de abusar sexualmente de mim, praticamente um bebê? Não lembro quanto tempo durou, não lembro o que você fazia, além de perguntar se você abusaria de mim aquele dia, já que “era gostoso”, de perguntar o que era aquilo depois que você gozava. O pior de tudo foi perceber depois de entendida que aquilo que você fazia comigo não era gostoso ou muito menos certo. Foi ruim ter que brigar com a nossa avó que te acobertou sob a desculpa de que você fazia aquilo por estar utilizando drogas na época. 
Nada, NADA justifica o fato de eu ter que conviver com você hoje em dia como se eu não me lembrasse de nada; o fato de você ter marcado o meu subconsciente tão profundamente a ponto de eu encarar o sexo apaticamente e sentir dor ao invés de prazer. Espero que isso te atormente tanto quanto me atormenta. A necessidade de explicar o que aconteceu toda vez que eu me envolvo com alguém nunca será perdoada.
Agora caminhemos para os meus seis anos, na descoberta do que era sexo, onde a meu ver prostituta era a melhor profissão do mundo, já que causava a “sensação gostosa” -– sim, graças a você minha infância foi tomada por sexo, mesmo sem eu ter a mínima noção do que era.
Caminhemos para os meus doze ou treze anos, quando ao conhecer minha primeira praia brasileira, você, meu tio, dessa vez “do outro lado” da família, achou que seria de bom tom abusar de mim também. 
Já tinha sido por um, por que não por outro? Ainda consigo me visualizar sentada na parte rasa do mar e você, atrás de mim, de bruços apoiado nos cotovelos e rindo, enquanto punha uma mão na minha coxa e o seu dedo menor discretamente me acariciava por cima da calcinha do biquíni. Felizmente, por poucos segundos. Infelizmente, na frente dos meus pais, o suficiente para me mostrar que não, eles não vão te proteger de todo mal do mundo. Indescritível a minha sensação de terror e impotência. Quem diria que essa era a sua intenção com aquela menina que você carregava no colo, a “Lolita do titio”?
Não culpo vocês, meninos de nove a onze anos, que aos meus catorze anos passaram quinze minutos me seguindo e se alternando para passar a mão no meu corpo enquanto eu, desesperada, andava o mais rápido que eu podia e procurava alguém que pudesse me ajudar. O medo de bater e apanhar. O medo de chamar o meu pai e ele fazer algo ruim. O medo de correr e vocês correrem atrás. Ainda lembro o meu alívio quando vi aquela moça que perguntou por que vocês não estavam na escola e novamente a sensação de impotência quando um de vocês respondeu “Que escola? Escola pra gente é cama”. Culpo o garoto de maior, que certamente influenciou vocês a fazer isso, o único a não tentar me tocar, o voyeur. Crianças são seres tão fáceis de se influenciar.
E você, o primeiro a entrar no meu corpo com permissão, que se aproveitou da minha carência -– não tive meu pai por 7 anos, um péssimo relacionamento com a minha mãe e agora com a minha avó por não acreditar que ela escondeu o meu abuso –- e logo em seguida me mostrando a próxima garota com quem você transaria, dizendo que eu não podia reclamar, pois não “sou dessas”. De você, não guardo boas lembranças.
Aproveito e desde já peço desculpas aos que virão -– ou aos que já vieram. Pela minha carência, pela minha insegurança, pela minha dor, pelo meu medo de amar, pela minha dificuldade em me abrir, pelo meu medo de que vocês não queiram nada comigo, afinal, quem quer alguém com problemas? Pelo “V., você pula fora de relacionamento antes que dê merda”. Pelo meu orgulho, que não aceita a ideia de que as pessoas tenham pena de mim -– mas o que sentir além de pena?
Ao leitor/a que me acompanhou até aqui, o meu mais sincero obrigada. Se você tem algum problema não resolvido no passado, pare de evitá-lo e converse com alguém. Pode ser um amigo, pode ser com você mesmo, pode ser até comigo. Não deixe pra depois. Esse é um texto que eu venho planejando desde novembro de 2015 e nunca me senti tão aliviada. Mais uma vez, obrigada.

63 comentários:

Jonas Klein disse...

Pois é V situações como a sua quem e feminista já a algum tempo já viu varias, na verdade o seu e só mais um caso de uma garota que teve uma família em parte omissa e em parte abusadora, e que não te preparou para lida com situações de abuso contra você e abusou de você, ai você acabou se tornando uma pessoa mais veraneável do que seria a principio.

Você não relatou isso no seu texto, você já procurou um psicologo para te ajudar lidar melhor com os seus traumas? se não procurou ainda seria bom que procurasse, pois a psicoterapia pode te ajudar muito na sua recuperação.

Espero que você ainda consiga ter uma vida normal e Bjs

Anônimo disse...

Não consegui ler o texto completo, pq fiquei me imaginando na sua pele, e me deu vontade de vomitar. Eu sempre pensei que pior que morrer é ser estuprada e morrer, é como tirar sua vida duas vezes, é tirar sua dignidade seu direito de dizer não.

Morgana Sinestro disse...

Passei por vários tipos de abuso desde a infância, assim como a autora do post.
Pessoas muito próximas, pessoas que eu nutria carinho e afeto, e que abusaram da minha natureza amorosa para me machucar, de inúmeras maneiras.
Os vermes que abusaram de mim gozam de uma vida tranquila e pacífica, enquanto eu me entupo de remédios psiquiátricos e conto cada hora minha nesse mundo como um milagre, perante a vontade de suicídio que me acomete desde os oito anos.
Hoje, quando aponto minhas percepções acerca do que sofri, me chamam de ''feminista histérica, vadia suja, puta mentirosa'' e incitam o meu suicídio.
Nice world, sis.

cassioserafim.com disse...

Fictício ou real, o texto vale como alerta para a necessidade de buscar ajuda especializada, como o Jonas Klein apontou anteriormente, e como denúncia de como garotos são educados a não receber um não, a ter sempre permissão de invadir o espaço e o corpo alheios, a violentar o outro para esconder a sua insegurança consequente do modo como foi ensinado a ser homem.

Entretanto, como o texto sugere ao leitor já de início, eu fiquei confuso em alguns pontos. No blogue "Nada Disso é Normal", o texto é assinado por Lola e aqui por V. Ainda percebo a falta de detalhes em relação a algumas situações mencionadas, como aquela sucedida na frente dos pais, quando a Lola ou V. tinha doze ou treze anos. Qual foi a reação dos pais em relação à garota e aos parentes envolvidos? A autora aponta um distanciamento do seu pai por sete anos devido a "um péssimo relacionamento com a minha mãe e agora com a minha avó por não acreditar que ela escondeu o meu abuso". E a mãe também não tinha conhecimento desses abusos sofridos pela filha? Penso que - talvez injustamente - algumas dessas lacunas possam contribuir para culpabilizar as mulheres (a mãe e a avó) pelo abuso do tio. Fiquei, de facto, confuso, mas, como disso, vale pela denúncia e pelo alerta de como vítimas de abuso e violência são condenadas a encerrarem-se em si mesmas.

Anônimo disse...

Naturalizaram o estupro, com a necessidade do homem ter sempre sexo, com a pornografia e com o machismo.
E naturalizaram as mulheres acharem que podem ser violadas, e que esse é o preço que se paga por ser mulher.

Anônimo disse...

Obrigada você, V, pelas palavras, pela coragem, pelo desprendimento... Não sinto pena de você não, sinto admiração pois passei por situações na infância que me atormentam até hoje e ao contrário de você, não consigo falar sobre isso nem com a psiquiatra. Mas observando o teu trajeto de vida e teu amadurecimento me deu esperança de ser uma pessoa melhor, mais humana, de deixar as pessoas me inspirarem com suas histórias e seus sentimentos. Afinal "não há bem que sempre dure, nem mal que nunca se acabe", não é mesmo?

Marcia disse...

V., não senti pena de você. Senti orgulho pela sua coragem, senti tristeza pelo que lhe aconteceu, raiva de quem lhe abusou e lhe feriu. Cuide-se e sinta-se abraçada. Mais de uma irmã vai levantar e lutar por conta das suas palavras, e eu espero que você siga lutando e seja muito feliz.

Um abraço e dois beijos carinhosos.

Morgana Sinestro disse...

Incrível que nós, mulheres, somos afastadas umas das outras desde cedo para que não possamos compartilhar nossas histórias de abusos e evitar o revide, que é o que pedófilos, estupradores, acobertadores e machistas merecem.
Não existe ''rivalidade feminina'', existe sim uma cultura de jogar mulheres contra elas mesmas, por meio de religiões e costumes execráveis.

O lado mais sincero do Feminismo é essa rede de apoio e de amor incondicional a pessoas que sofreram esses crimes horrendos, mesmo que com todas as suas complexas interações e divergências, seguem nesse caminho em comum, que é a sobrevivência durante e depois dos abusos.

Anônimo disse...

É impressionante como em todos relatos de abuso sempre tem um macharedo com pinta de investigador de polícia querendo encontrar "lacunas nos depoimentos". Se não tem nada de bom pra dizer, faz um favor ficando calado.
Fabi.

Guidi Vieira disse...

V., estamos todas vivendo um momento muito importante (no país, no mundo) graças a ações como a sua: falar, relatar. Falar sobre o que doeu, relatar situações que permaneceram por muito tempo encobertas. Obrigada por engrossar o coro. Que bom que te trouxe alívio.

Anônimo disse...

"É impressionante como em todos relatos de abuso sempre tem um macharedo com pinta de investigador de polícia querendo encontrar "lacunas nos depoimentos". Se não tem nada de bom pra dizer, faz um favor ficando calado."[2]

E sempre uns que nunca comentam (se comentam é como anônimo).

Já que ninguém disse ainda eu vou dizer:

VAI SE FODER, CASSIO.

Anônimo disse...

Minha querida V,

Tenho um tesouro, uma filhinha de 8 anos...
seu relato me fez chorar copiosamente, pois me coloquei no seu lugar e pensei em minha pequena.
Que tristeza, que dor...
Estou com você. Aqui você tem amparo, empatia, amor.
Você encontrou o lugar certo.
Sinta-se abraçada. SUA DOR É MINHA DOR.
TENHA FORÇA QUERIDA, com esse relato você ajuda milhares de meninas que lêem esse blog.

Acredite, estamos do deu lado.

FERNANDA

Mari disse...

Eles destruíram a sua vida, destrua a deles também.

Anônimo disse...

*do SEU lado!
FERNANDA

Anônimo disse...

Um abraço pra você, V., e pra todas que sofreram essas atrocidades. Minha empatia e minha admiração pela força de vocês e obrigada pela coragem que vocês tiveram pra falar sobre a violência sexual que sofreram nessa sociedade machista asquerosa onde o homem é sempre inocente. Obrigada por estarem na luta, e quero apenas dizer que terão em cada uma de nós aqui do blog uma aliada. V. reforço a sugestão de que procure por ajuda psicológica, eu mesma fui paciente psicoterápica por anos por outras violências que não sexuais e me fez um bem enorme.

Cassio, no outro site provavelmente tem um link pro blog da Lola, não a assinatura dela. A Lola já contou a história de terror dela no blog, essa é a da V. E mesmo que as mulheres da família dela tenham sido omissas (você convenientemente esqueceu a omissão do pai dela) isso NÃO é desculpa pra justificar a culpabilização das mulheres-que só acontece pra livrar a cara do estuprador e não adianta você negar. Fica calado, ok? Só fica bem caladinho.

lola aronovich disse...

Gente, a V. me mandou a história dela ontem à noite mesmo (antes ela já tinha me contactado no Twitter) e, como eu estava sem guest post programado pra publicar aqui hoje, disse que iria publicar o dela. Ela avisou que já havia publicado o post no dia 24/1 no blog Nada Disso é Normal, que não é dela (o blog; o post é dela!). Eu fui lá e vi que estava publicado como "Lola". Entendam que é normal que posts sobre estupro e aborto são publicados anonimamente, porque a pessoa não quer se expor. Então é muito comum a pessoa colocar um pseudônimo. De qualquer jeito, como eu me chamo Lola, e pra evitar confusões, eu pus o nome do guest post de V. (inicial do nome dela), e pedi pra ela modificar a assinatura e colocar também V. no blog Nada Disso é Normal. Ela ainda não trocou, pelo jeito. De qualquer modo, esta obviamente não é a minha história. Como disse a anon em cima, eu já contei as minhas histórias de horror (nem de longe tão graves quanto as da V., já que eu nunca fui abusada ou estuprada, e ela foi) aqui e aqui.

cassioserafim.com disse...

Valeu, Lola. Obrigado pelo esclarecimento.

Para aquelas/es que não me entenderam, gostaria de esclarecer que, em nenhum momento, eu estive a defender o pai e culpabilizar a mãe e a avó. Eu tentei, sim, alertar para que as lacunas da carta não culpabilizassem as mulheres, uma vez que o trecho sobre o relacionamento entre o pai e a mãe e o intervalo de sete anos entre pai e filha não está claro para mim e acredito para outras/os possíveis leitoras/es. Pareceu-me que a própria V. não cobrou a responsabilidade do seu pai.

Tentei alertar para isso, mas parece-me que algumas/ns comentaristas acima não o perceberam. A linguagem prega-nos essas peças. E, dessa maneira, as vítimas são facilmente transformadas em algozes. Daí, a necessidade de buscarmos o diálogo crítico aqui e em outros sítios. A crítica construtiva é imprescindível, principalmente quando lidamos com blogues e outras redes sociais em que a língua nos é primordial. Apontar lacunas do texto é tentar contribuir para o melhoramento do mesmo e para um combate mais eficiente dos ataques anti-feministas, racistas, classistas e de outras ordens que sofremos gratuitamente.

Como a Lola já sabe que eu muito admiro o seu trabalho, acreditei que eu poderia contribuir de outro modo que não se limitasse a elogios. Apenas elogios não nos preparam para enfrentar os vários ataques que recebemos quotidianamente.

Valeu, Lola. Mais uma vez, obrigado pelo esclarecimento acima e pelo bom trabalho que desenvolve.

Anônimo disse...

Cassio, vê-se que és bem intencionado, mas não serás tu a apontar-nos ensinamentos. Explico. Teu comentário inicial tem vários equívocos, a começar pelo início dele questionando se o relato é "fictício ou real". Esse questionamento é muito grave porque nossas denúncias são cotidianamente colocadas em dúvida pelas instituições que deveriam nos defender. Quem vai a uma delegacia relatar um ato de violência sexual (ou até mesmo aos seus familiares) sabe. Ou está mentindo, ou tem culpa, ou é tão constrangida que teme levar a denúncia a diante. Teu comentário corrobora isso. Se estás tão preocupado com o debate, questionar a veracidade do relato não agrega em nada à discussão, porque se fosse fictício como dizes, a ninguém atingiria. Mas, em contrapartida, sendo o relato verdadeiro (como a Lola teve que esclarecer e só aí acreditou ), estás descredibilizando uma vítima mais uma vez das tantas outras vezes que ela foi descredibilizada. Isso é falta de empatia. Outro equívoco é mencionar que o relato serve "como denúncia de como garotos são educados a não receber um não". V. tinha 2,3,4 anos!!! O propósito do relato não é o direito de uma mulher adulta dizer "não", pois estamos lendo uma história de um bebê que sequer fazia ideia do que é dar limites a um homem. Falta de empatia 2 + responsabilização da vítima. Outra questão é mandar V. procurar terapia. Enfim, como se psicanálise fosse uma varinha mágica a curar milagrosamente os traumas que uma criança que sofreu reiteradamente abusos por homens que deveriam ser de sua confiança, com o aval de seus familiares.
V. é uma irmã guerreira, que fez o que pôde e está fazendo mais do que a maioria de nós é capaz de fazer, merece nosso aplauso e não um julgamento superficial.
O que quero dizer com isso Cassio, é que se pretende vir a um site feminista para mostrar tuas opiniões feministas, primeiro nos ouça.
Fabi.

Anônimo disse...

Você continua sendo um babaca, Cassio. De boas intenções o inferno está cheio.
Além do mais, eu não acredito nas suas boas intenções.

VÁ SE FODER[2]

Anônimo disse...

Morgana

" enquanto eu me entupo de remédios psiquiátricos e conto cada hora minha nesse mundo como um milagre, perante a vontade de suicídio que me acomete desde os oito anos."

Isso e muito preocupante, aparentemente o seu tratamento não esta funcionando como deveria, já penso em procurar outro psicólogo, sugiro que procure.

Deixa eu te pergunta uma coisa, você faz atividade física? talvez seja isso que esta faltando para você, pois atividade física faz o organismo produzir naturalmente uma substancia que faz você se sentir psicologicamente melhor, sugiro que leia a matéria abaixo onde explica os benefícios psicológicos e físicos da atividade física.

http://opsicologoonline.com.br/saude-mental-10-beneficios-psicologicos-da-pratica-de-exercicios-fisicos/

Anônimo disse...

Assim, sem querer ser mto hater, por mais que sua intenção tenha sido ajudar... Mas deteeesto quando vêm com sugestão "mas vc já tentou fazer atividade física, olha os benefícios das endorfinas!" "mas vc já tentou sair mais, olha os benefícios de ter amigos!" "mas você já tentou uma dieta mais saudável, olha os benefícios dos alimentos!". Porque já, já tentamos. Continuamos tentando, mas depressão suga a gente. Não é preguiça, não é sono, não é falta de disciplina, é vc não conseguir levantar nem pra fazer as coisas que você adora. Enfim, acho que você tentou ajudar, fica mais como desabafo.

Anônimo disse...

BERNIE SANDERS 2016 A LUCIANA GENRO DOS EUA

Anônimo disse...

(COM A DIFERENÇA DE QUE VAI SER PRESIDENTE)

Anônimo disse...

Bernie sanders presidente? kkkkkkkkkkk duvido mto, pode ter crescido mas n vai durar

Anônimo disse...

a próxima presidente já tem nome: Hillary Rhodam Clinton ;) aliás lola, vamos dedicar um posto às eleições nos EUA? acho q seria uma boa eu adoraria saber oq vc pensa

Anônimo disse...

Que coisa horrorosa os comentários que os homens fizeram nesse post!
Interessante que detonaram o Cassio (com razão!) mas não falaram nada do Jonas que começou o comentário assim:
"Pois é V situações como a sua quem e feminista já a algum tempo já viu varias, na verdade o seu e só mais um caso de uma garota "
"Só mais um" seu cu Jonas!
Eu não vou nem explicar a grosseira e a falta de sensibilidade e respeito do Jonas pra ele que não tenho paciência.

Fantomas disse...

Acho que a intenção do Jonas não foi banalizar o caso da V., mas sim mostrar que esse tipo de coisa é, infelizmente, muito comum...

Anônimo disse...

Querida espero que vc consiga deixar isso realmente pra trás, que não tenha mais contato com essa qualidade de gente, apesar de infelizmente serem da sua familia, que vc se torne uma mulher realizada e cada vez mais forte!E que continuemos espalhando o bem, tentando mudar o pensamento machista que vê uma mulher, independente da idade, como objeto!Boa sorte, tudo de bom e de melhor pra vc!Não se torne amarga ou infeliz, seja um exemplo de mulher porque vc é o que vc quiser ser e não o que quiseram fazer de vc!Um abraço!

Anônimo disse...

Talvez porque a criança com síndrome de Down não quis escrever um guest post pra Lola? E não era síndrome de Down e sim paralisia cerebral.

Anônimo disse...

Algumas pessoas quando leem "Jonas" já ativam aquela vozinha automática no cérebro delas dizendo "omi, omice, machista, conservador, só escreve merda, analfabeto, quer pautar o feminismo" sem nem sequer ler os argumentos do cara. Estão igual a reaçada do "petralha, comunista, feminazi, tá com pena leva pra casa"

Anônimo disse...

Anônimo 11:57

E pq esse blog e feminista e o assunto que você propôs não contribui em nada com o feminismo, e simples assim.

Outra coisa cada e link pra a gente checar ver se verdade que esse crime aconteceu mesmo?

Anônimo disse...

PESSOA DE ESQUERDA TORCENDO PELA HILLARY??? Não li isso kkkkk Tá aí alguém que precisa estudar a biografia dela URGENTE

Anônimo disse...

Os EUA precisam de uma presidente MULHER sim, mas não a Hillary!

Anônimo disse...

Anônima das 12:13

Na parte do conservador calma ai, tem conservador e conservador, e deixa eu te fazer uma pergunta, você e contra pedofilia? se sua resposta for sim, e se ser conservador(a) for um problema para você, sinto muito, mas você esta sendo conservadora(o) com essa posição.

Suellen

Anônimo disse...

Na real eu também torcia pela Hillary, até assistir "Sicko" do Michael Moore e ver que ela já se vendeu pros podero$o$ antes, pode se vender de novo, isso não é integridade pra mim. Ela é aquele tipo de político que joga pro lado que estiver ganhando na mídia, mídia que por sinal não é nada imparcial.

Anônimo disse...

Leiam isso pra dar boas risadas:

"Questionado por que a relação dos protagonistas e da personagem feminina é tão superficial, Core [diretor do filme] respondeu que a personagem feminina foi mudada, de vítima e objeto de disputa, para governanta da gangue, que mal participa das sequências de ação.

"A outra personagem [de 1991] era uma vítima, era sequestrada… Não era uma personagem forte como queríamos. Agora ela é um tipo de personagem que é a mais esperta de todos. Ela vê o grupo, atende as necessidades deles, cozinha para eles. É uma personagem mais forte ", diz o diretor.

Para a atriz Tereza Palmer, sua personagem não parece tão espetacular, já que disse à reportagem que "sentia muito" pelo fato de não participar das principais cenas de ação. E disse, ainda, que as cenas do triângulo amoroso chegaram a ser gravadas, mas não entraram na edição final."

http://cinema.uol.com.br/noticias/redacao/2016/01/27/com-foco-no-visual-novo-cacadores-de-emocao-esculhamba-historia-original.htm

Omi fazendo omice na direção.

Anônimo disse...

NOSSA, 5% DOS ESTUPROS EM BAURU (SP) SÃO FALSOS!!!!!!! DESMASCAROU A CULTURA DO ESTUPRO AGORA HEIN AMIGO

Anônimo disse...

12:21 SUELLEN WTF? Ser contra a pedofilia é exclusividade de conservador? Todo não conservador é a favor da pedofilia?

Já sei, vc também acha o PT comunista e curte "Revoltados ON LINE"

Anônimo disse...

NOSSA, 5% DOS ESTUPROS EM BAURU (SP) SÃO FALSOS!!!!!!! DESMASCAROU A CULTURA DO ESTUPRO AGORA HEIN AMIGO

27 de janeiro de 2016 12:38

E daí? Vocês acreditam em uma história contada por alguém denominada "V."

Anônimo disse...

Bem o fato e que um erro não justifica outro erro, mas nenhuma mulher registra uma falso caso de estupro por nada, por tanto que querem acabar com isso, primeiro não deem motivos que levem algumas mulheres registra estupros que não aconteceram.

E se estas historias são verdadeiras cadê os links de fontes confiáveis anônimos das 12:29, 12:33, 12:34, 12:35 ?????????

Além disso existem casos que mulheres vitimas de estupro são obrigadas a retirar a denuncia por sofrerem ameaças, só que isso fica registrado como denuncia falsa.

Suellen

Anônimo disse...

Suellen, de fato esqueci de colocar alguns links,perdoe-me, mas foram pesquisas na internet sim. Estas pesquisas são para embasar um estudo meu.

Anônimo disse...

Anônimo das 13:04

E dai, se fosse uma relação aberta a deles, a mulher neste caso não precisaria inventar uma falsa denuncia de estupro para acobertar nada.


Suellen

Rafael Cherem disse...

Existem sim falsos relatos de estupro e pedofilia, existe sim a busca por vingança contra pais, mas nada disso invalida os outros casos,alias a discussão presente não são os relatos falsos, mas os verdadeiros, vou repetir, sobre os verdadeiros.

Esse é o tema: Relatos verdadeiros.

Verdadeiros.

Verdadeiros.

Anônimo disse...

O importante é que o movimento feminista tenha um foco. Alardear uma cultura do estupro pode não ser o ponto certo para se conseguir os objetivos. Não estou dizendo que o estupro não exista, mas usar esta tática para legitimar o movimento e desconstruir o machismo(nenhum homem de verdade aceita um crime bárbaro destes)pode ser um viés errôneo. Repito, a maioria de nós, homens não coaduna com estupro!

Anônimo disse...

Anônimo 27 de janeiro de 2016 12:42


Sim, e dai? você pode ser conservador(a) pra umas coisa e não ser para outras, agora se você não consegue compreender algo tão simples assim, só lamento.


Suellen

Anônimo disse...

Anônimo disse...

12:21 SUELLEN WTF? Ser contra a pedofilia é exclusividade de conservador? Todo não conservador é a favor da pedofilia?

Já sei, vc também acha o PT comunista e curte "Revoltados ON LINE"

27 de janeiro de 2016 12:42

Não me surpreendo. Estas pessoas que visitam este blog não se decidem. São um paradoxo ambulante.

lola aronovich disse...

Eu deleto links pra blogs e sites reaças aqui no meu blog.
Outra: encher os comentários num post sobre estupro com notícias sobre "falsas acusações de estupro" é uma tática muito batida e conhecida mundialmente. Sabe, eu tenho um blog faz 8 anos. Deixe-me te dar uma estatística. Pergunta: em quantos posts com relatos de estupro aparece um monte de cara pra dizer que a mulher tá inventando a história e mentindo? Resposta: em todos. 100%.
Então vc ñ tá sendo exatamente original, cara.

Anônimo disse...

Eu não coaduno com violência, seja ela praticada por quem for. Apenas acho importante questionarmos.

Anônimo disse...

lola aronovich disse...

Eu deleto links pra blogs e sites reaças aqui no meu blog.
Outra: encher os comentários num post sobre estupro com notícias sobre "falsas acusações de estupro" é uma tática muito batida e conhecida mundialmente. Sabe, eu tenho um blog faz 8 anos. Deixe-me te dar uma estatística. Pergunta: em quantos posts com relatos de estupro aparece um monte de cara pra dizer que a mulher tá inventando a história e mentindo? Resposta: em todos. 100%.
Então vc ñ tá sendo exatamente original, cara.

27 de janeiro de 2016 13:24

Não, Lola, definitivamente. Você é uma pessoa extremamente inteligente e te admiro. Não me entenda mal. Eu disse que não estou desconsiderando as ocorrências de estupro, que sim, existem. Só que devemos analisar outros fatos.

Anônimo disse...

Lola, não me interprete mal. Você é extremamente inteligente e não tenho dúvidas. Mas devemos ter humildade para analisar os fatos sobre diversos pontos de vista. Isso é metodologia científica. Eu não estou dizendo que estupros não existam, apenas que em vários casos há sim um falso relato.

Anônimo disse...

Anônimo das 13 e 18

"Repito, a maioria de nós, homens não coaduna com estupro!"

Só uma observação meu cara, a maioria dos homens sequer consegue diferenciar adequadamente um estupro de uma relação sexual perfeitamente consentida.

Você já ouviu falar em estupro dentro do casamento? isso e uma forma de estupro que não reconhecida por muitos homens como estupro.

Suellen

Anônimo disse...

Faltou o das 12:33, Lola.

Anônimo disse...

Incrível. Tem coisa mais detestável que mascu mimadinho vir num post em que a autora fala sobre os abusos que sofre desde bebê e fazer mimimi sobre as "falsas acusações de estupro que as vadias fazem só pra destruir a vida duspobriszómis"? Por que essa gente simplesmente não vai pra merda logo e para de desperdiçar oxigênio, água e comida existindo?

Morgana Sinestro disse...

Annon do dia 26 DE JANEIRO DE 2016 - 21:01

Pratico esportes diariamente desde a infância.
Isso não me ajudou em nada, o que me ajudaria mesmo é pessoas como você e os outros que abusaram de mim morressem :)

Sim, morra.

Anônimo disse...

Do mesmo jeito que existe falso sequestro, existe falso estupro, mas isso não vai mudar o fato de que isso ocorre.Quando falam de sequestro já pensou se uma pessoa viesse com dados de falso sequestro, isso é ridiculo.

Anônimo disse...

Vocês não acham importante questionar... acham que devem duvidar de todo estupro e que tudo não passa de coisa das nossas cabeças, que estuprador é um maluco, e que não existe a cultura do homem poder tudo.

Anônimo disse...

Não é vc quem decide isso. Não é você que sofre com a cultura do estupro para dizer que este não é o foco certo de um movimento do qual vc não faz parte.

Anônimo disse...

Vá analisar os fatos pra lá e deixem as pessoas que sofreram abuso desabafar em paz. Parece que não tem o mínimo de noção e empatia. Babaca.

Anônimo disse...

Vontade que um imbecil desses duvide de um relato de estupro na minha frente só pra quebrar a cara dele todinha.
E se vier com cinismo apanha mais.

fernanda melo disse...

Uma menina de 13 anos discute com os pais e sai de casa. Nove homens a encontram e a estupram. Filmam levam ela pra peço menos dois lugares para estupra la. Então compartilham as imagens. Nove homens concordaram com este ato. Se nove mulheres encontrassem um menino de 13 anos na rua elas o estuprariam? Ou elas iriam procurar os pais dele e leva lo pra casa? Ja sabemos a resposta. Nao cultura do estupro nao existe(ironia)

Anônimo disse...

A maioria dos homens (prestem a atenção na palavra " MAIORIA" antes de começarem a chorar generalização)só fica horrorizada com aquele estupro que acontece com a mocinha "direita" (leia-se: casada, com filhos e com poucos parceiros durante a vida), atacada por um cara que pula do mato durante o dia. Também fica horrorizada com estupro cometido contra crianças de até 10 anos (a partir desta idade, já começam a dizer que de alguma forma a menina provocou). Os outros estupros são vistos por muitos homens como "menos graves" e dá-lhe dúvidas quanto a verdade do depoimento da vítima e "justificativas" para a violência sexual: "também, com roupas deste tamanho", "Nesta idade e não é mais virgem?", "Mas era marido/namorado/ficante da moça, não foi estupro", "andando na rua a esta hora da noite?" etc. Nem é necessário falar que para estes caras não existe estupro de prostitutas, atrizes pornô e mulheres consideradas por eles promíscuas. Falam que repudiam o estupro, mas soltam piadinhas sobre o assunto na rodinha de amigos e riem muito das que são contadas pelos outros. Defendem humoristas que fazem troça da violência sexual ("liberdade de expressão!", berram). Entram em blogs feministas e relativizam depoimentos de vítimas, duvidando do que elas dizem e citando notícias de falsas denúncias (inclusive, desconfio MUITO dos homens que fazem isso...). Desculpem, mas isso não é repudiar. Vocês são só peças da engrenagem da cultura do estupro. Lamento.

Tati

Anônimo disse...

Tati falou tudo. Não é raro que o cidadão de bem assista o telejornal à noite e deseja a morte, a castração ou que o estuprador de criancinha "vire mocinha" na cadeia. Mas ele distribui "fiu-fiu" e gostosa para estranhas na rua, inclusive meninas e adolescentes em uniforme escolar.
Ele se indigna e sente horror quando a mocinha direita da classe média é estuprada pelo estranho na rua. Mas se for pobre e funkeira, ela pediu. Universitária bêbada em balada? Quem mandou beber? C* de bêbado não tem dono. Meninas estupradas dentro de casa por pais, padrastos? "Se não denunciou antes, tava gostando". Enfim, são muitos os casos de "mas" que o cidadão de bem usa para justificar o estupro, então não é bem verdade que estupro é um crime que a sociedade fica indignada.

Anônimo disse...

É mesmo, anônimo! No meu comentário ainda faltou o recorte de classe social e cor da pele.

Tati