quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O MENINO QUE CONHECI NO AVIÃO

Semana passada fui à Brasília para poder assistir à audiência sobre a legalização do aborto no Senado, como contei aqui e aqui
No voo de ida, sentei ao lado de uma mulher negra e de seu filho, também negro. O menininho de 6 anos logo de cara foi perguntando pra comissária de bordo (não se fala mais aeromoça, é desrespeitoso) se ela conhecia o pai dele, que trabalhava na mesma companhia aérea que ela, no aeroporto de Brasília. Ela respondeu que não. A mãe explicou: 
- É que ele acha que todo mundo que trabalha na [companhia área, não vou citar qual, não vem ao caso] conhece o pai dele.
Fazendo o possível para ser simpática, a comissária, branca, perguntou pro garoto: 
- Ah, seu pai é um que se parece muito com você? 
E o menino:
- Ele é branco. 
A comissária até que se saiu bem. Sem pestanejar, ela disse:
- Acho que sei quem é. É um homem bem alto que tem um filho lindo, que mais parece um príncipe?
O guri, um pouco encabulado, fez que sim, e fim da conversa. Pelo menos com a comissária. Daí ele passou grande parte das duas horas e meia seguintes falando comigo. 
Ele e sua mãe, professora, eram muito simpáticos. Claro que era o menino que guiava a conversa, que girava em torno dele, do que ele queria contar. E ia tudo bem. Concordamos em nossa admiração às nuvens e na vontade de um dia poder tocar nelas e experimentá-las ("só um pedacinho"). Também falamos bastante sobre comida (ou falta de comida) no avião. Compartilhei com ele todo meu vasto conhecimento em viagens domésticas. Contei que ele podia pedir pra repetir o (ridículo) lanche, porque as pessoas não negam coisas a uma criança. Ele pediu o repeteco.
O problema foi quando ele começou a falar da sua escola. Ele e três de seus amigos haviam batido numa menina. Ele descrevia fisicamente, muito feliz, como tinham socado a garota. Eu fiquei incrédula; a mãe deu bronca nele. Ele tentou se justificar:
- Mas essa menina é muito chata, ela fala coisas erradas, cospe na gente. 
- Não importa, -- disse eu. - Você não pode bater em ninguém, muito menos numa menina, menos ainda quatro contra um. Super covardia. 
Ele narrou outros casos de violência. Tinha um menino que batia em todo mundo, que outro dia havia dado uma chave de pescoço nele, pelas costas. O pai do menino (o que trabalhava no aeroporto) até tinha recomendado que ele fizesse kung fu. 
- Eu quero fazer kung fu pra pegar ele de surpresa!
- Mas artes marciais não são pra isso, -- disse eu, - não são pra pegar de surpresa. É só pra se defender. 
E o menino continuou narrando vários outros atos de violência que aconteciam na escola dele. Eu só conseguia falar:
- Nossa, que horror! Eu não gosto de pessoas que batem. Gosto de pessoas que abraçam. 
Quando o avião chegou em Brasília e já estávamos no corredor, esperando a porta abrir, o garoto me perguntou:
- Você é crente?
- Não.
- Mas você tem que ser, senão a pessoa não vive muito.
A mãe interpelou:
- Respeita, filho.
- Ahn, eu não sou. -- respondi.
- Mas você não vai a igreja?, quis saber o menino.
- Não.
- Você fuma?
- Não, odeio cigarro. 
- Então você é crente. 
- Não sou não.
Não lembro exatamente como acabou esse diálogo. Porém, como a porta já estava pra abrir, decidi falar com ele baixinho pra ver se ele levava algo de positivo daquela viagem. Eu disse:
- Você é um fofo, mas não fica dando pontapés e socos nos seus colegas. Substitua por abraços. Sabe, paz e amor.
- Amor entre homens? -- o menino praticamente gritou. - Não pode!
Eu fiquei surpresa. Todo mundo olhando, e o menino repetiu o que havia aprendido tão bem. Eu insisti:
- Não só pode como deve: paz e amor.
- Homem tem que fazer guerra. -- concluiu o garotinho lindo de 6 anos.
Na saída, conheci seu pai, que já estava aguardando a família. Ele era muito amável e também era negro; o guri era a cara dele. Apertamos as mãos e eu fui embora, que já estava atrasada. 
No dia seguinte assisti a um debate no Senado em que um padre e vários deputados federais católicos e evangélicos vociferaram contra a legalização do aborto, aproveitando pra pregar sobre a necessidade da família tradicional, sobre a importância da maternidade e da manutenção do papel da mulher.
Tenho certeza que todos eles são contra a "ideologia de gênero" nas escolas, que eles consideram um projeto comunista/ feminazi/ gayzista para acabar com a família. 
Como se o menininho fofo que conheci no avião já não tivesse aulas de ideologia de gênero há anos. 
Desde seu nascimento, aliás. E ele foi um bom aluno, aprendeu direitinho. 
Deus proíba que a masculinidade violenta seja desconstruída!

149 comentários:

Anônimo disse...

Só porque o menino é negro. Lola com o racismo de sempre.

Tinúviel disse...

Que isso, anônimo, endoidou? Eu hein...

Odara disse...

Que tristeza!
E ele respondeu que o pai era branco? Ele também deve ter aprendido que é "melhor" ser branco! Aí imagina o adulto que ele vai se tornar:
baixa auto estima+preconceito+ violência!
Que tristeza!

Anônimo disse...

Se for ensinar ideologia de gênero na escola, o Estado tem que ser imparcial, que se ensine o masculinismo junto com o feminismo. Caso contrário, estará ensinando feminismo e não ideologia de gênero.

Marina Bueno disse...

Infelizmente crianças aprendem desde muito cedo, fiquei chocada quando o meu filho (4 anos) chegou em casa dizendo que haviam pintado o banheiro dos meninos azul e das meninas rosa, antes era um banheiro Só, na cor amarelo, se não me engano, ele me disse "mamãe pintaram um banheiro de azul e outro de rosa, e nos só podemos usar o azul" triste né? Enfim, hoje ele tem 12 anos, e infelizmente mudou totalmente de opinião, é muito influenciavel, menino de rosa é gay e menina de azul, é só uma menina de azul, porque meu marido adora azul e veste a irmãzinha dele de azul, mas ele não aceita ser vestido de rosa, sem contar que a alguns anos atrás obrigavq minha filha mais nova brincar de carrinho dizendo que meninas também dirigem mas nao brincava de boneca com a desculpas que meninos nao precisam disso pra nada (???????????) Educar é realmente muito difícil!

Zrs disse...

Infelizmente assim caminha a humanidade.Mesmo mães que tentam dar uma boa e instrutiva educação para os filhos hoje também estão penando.Como dizem: filhos, loteria!

Anônimo disse...

Está no DNA deles, e já acreditei na desconstrução da masculinidade como ferramenta de libertação, mas hoje não ceio mais, a masculinidade e uma doença causada pela testosterona, a palavra correta não e desconstrução mas sim CURA. Ou no minimo contenção.

O conceito de família tradicional e o maior inimigo das mulheres, em uma sociedade igualitária mãesfeministas criam seus filhxs longe de padrões e modelos de masculinidade, somente assim podemos ter exito no combate ao machismo. Não adianta muito aulas de igualdade de gênero se em casa eles aprendem a "serem homens" com as porcarias dos pais omis.
L.

Anônimo disse...

Me digam somente uma coisa boa proveniente da dita masculinidade? Eu não consigo pensar em nada positivo vindo da dita "natureza masculina"

Jonas Klein disse...

Olá Lola.

E complicado isso, a formação educacional do molequinho esse ta bem deficiente e equivocada, se ele continuar agindo assim esse e outro que vai cedo para o cemitério.

Triste isso.

Fernando P disse...

Lola, acompanho teu blog há algum tempo e nunca comento. Mas hoje não vou conseguir me conter: gosto bastante dos teus textos, especialmente destas crônicas. Acho que elas ajudam demais a explicar conceitos atávicos da nossa sociedade para quem não acompanha os movimentos de justiça social. Obrigado! :-)

Jonas Klein disse...

L

Acho que assim que você quer que te identifiquem, no seu primeiro paragrafo VOCE VIAJO DIRETO, já no segundo você acerto na mosca.

Marina Bueno e Zrs.


A questão e que e muito difícil educar uma criança direito hoje em dia, pois você educa bem em casa, mas na escola e em outro lugares a criança e deseducada, ai as coisas se tornam muito difíceis mesmo.

Eu penso que o caminho e se focar em educar as meninas a para não se tornarem mulheres machistas, pois assim no futuro elas estando em grande proporção vão poder educar seus filhos com mais facilidade, além de evitarem se relacionar com homens machistas, o que também e muito importante, no combate ao machismo.

Detalhe a educação no que se refere as questões de gênero, tem e começar muito cedo, pois quem ensina primeiro normalmente leva vantagem.

Anônimo disse...

Projeto de ominho machistinha escroto.

Anônimo disse...

Mulher não quer ter filho machista Jonas, mas o que elas menos querem também e ter filho de um frouxo como você.

Anônimo disse...

Que dor esse relato... :(

Zrs disse...

Sério que tem mulher que acha que criando filho sozinha e longe dos machos alfa vai criar algo menos machistinha? Gente, ninguém vive em uma bolha, sorry, podemos dar a melhor instrução e ainda sim sair cagada, aceitem a loteria. Nem todo mundo criado em um ambiente escroto vira escroto, nem todo mundo criado em um ambiente feminista e libertário se torno alguém feminista e libertário. As vezes o filhos querem mesmo se contrapor ao pai e a mãe, seja o que forem.

Rafael Cherem disse...

Deus proíba que a masculinidade violenta seja desconstruída!

Não seria, permita?

Anônimo disse...

Pois é, né, olha aí como a masculinidade é uma maravilha, cheia de homem preconceituoso, covarde, violento... é incrível, os caras criam os filhos pra serem covardes e violentos depois não entendem porque os homens morrem mais cedo e são a maioria dos assassinatos. É como mergulhar na fosse e não querer sair fedendo a bosta. Mas fazer o quê né, pedir que esses imbecis pensem é como pedir que uma pedra dance a Macarena.

Anon das 11:43 masculinismo não movimento, é mimimi de machinho doído porque não tem a panicat virgem do furico rosa, o Camaro, a conta bancária de um milhão de dólares e o harém de novinhas loiras marombeiras que tinham que ter caído do céu pra eles.

Ora, o papel da mulher é importante pra esses cretinos? Eles podem fazer um rolinho e enfiá-lo no rabo então, porque nem pra papel higiênico esse tal "papel de mulher" me serve. Aqui, ó machistas, pode ficar pra vocês e façam bom proveito. Se quiserem podem colocar capa de borracha e lubrificante e dividi-lo seus amiguinhos.

Eu decidi não ter filhos e não há nada que vocês possam fazer a respeito disso.

Julia disse...

Não seria ironia?

Julia disse...

Você aqui em cima, quero ser sua amiga.

Julia disse...

err, meu primo anunciou que a esposa tava grávida e há pouco tempo descobriram que é uma menina. Eu fiquei tão feliz.

Anônimo disse...

Graças as deusas a engenharia genética tem evoluído no campo reprodutivo :)

Anônimo disse...

O machismo aqui em casa, ao contrário dos que as fadfems propagam, sempre foi muito mais forte através das mulheres do que dos homens, e os homens obviamente tiravam proveito disso. Eu sempre fui a única que não concordava com isso e sempre apanhava dos dois lados sem que as mulheres me defendessem, até porque elas as vezes me atacavam até mais.

Existem homens negros que são machistas e homofóbicos, por coincidência muitos destes são evangélicos. Naquele forum dos mascus de 1 real por exemplo tinha alguns mascus negros. Muito triste ver isso, mas acontece. Coitadas dessas crianças que o machismo sempre quis transformar em máquinas de agredir e matar.

Jonas Klein disse...

Anon 13:00


Obrigado por assina embaixo que eu disse, sim pois quando ataque vai para argumentador, mas o argumento passa batido, porque ele esta certo, você quem leu e não gostou.

Por fim, inveja faz mais mal a quem tem, não a quem e alvo dela.

Quer aprender com quem sabe das coisas aprende, não quer, a dor e sofrimento e contigo.

Taty disse...

E POR QUE ninguém comenta sobre o que o menino falou :A MENINA COSPE NA GENTE,
Se vamos ensinar os meninos a não serem escritos,vamos ensinar as meninas também a não serem escritas.
Antes que alguém queira deturpar o meu raciocínio eu quero dizer,na minha opinião,que também é falta de educação uma criança cuspir na outra, não conheço o convívio dessas crianças para afirmar nada ou não sei também se ele falou isso pra justificar a violência.
SOU totalmente contra qualquer tipo de violência,inclusive contra os animais.
Tento criar minha filha da forma mais livre e empoderada possível,mas eu sempre digo se baterem em você,bata de volta não deixe ninguém pisar encima de VC.
Muitos país hj em dia,são permissivos não põem nos limites nos filhos e na escola eles praticam bullyng com as crianças mais fracas.
Procuro aprender e melhorar a educação dos meus filhos a cada dia mas tem horas que nem a supernanny resolve.

Anônimo disse...

Taty para que ta feio miga, existe uma grande diferença entre uma menina que dizem cuspir em menino(Alguma coisa eles fizeram), do que um bando de menininhos machistinhas se juntarem para agredi-la.
Me lembro quando eu trabalhei como cordenadora de limpeza em uma escolinha, eu observava sempre as crianças e notava que as meninas ficavam na delas, ignoravam completamente os meninos, os meninos por sua vez faziam de tudo para chamar a atenção das meninas, e quando não conseguiam partiam para agressões e perseguições.
Eu notei que a misoginia parece estar no sangue deles, infelizmente.

Mila disse...

Tenho dois primos mais jovens (10 e 7 anos) e é neles que eu foco, afinal, dos velhos, eu já desisti.
Na maioria das vezes, as crianças repetem o discurso dos adultos. Não necessariamente dos pais, mas de outras referências.
Ontem, eu peguei minha priminha repetindo um discurso desrespeitoso que eu sei que veio da mãe dela. Aí fui explicar, com paciência, fazer com que ela criasse empatia, e então ela prometeu que não ia pensar assim de novo.
Eu e ela temos uma ligação muito forte e eu sei que sou referência para ela. Ela está entrando numa fase de cobrança de aparências, que, assim como eu, começou em casa. Então, aos 7 anos já escuta como está gorda dos próprios familiares, sendo que a culpa da alimentação errada dela vem dos pais. Então, tento desconstruir todos os preconceitos que vão tentar enfiar na cabecinha dela.
Com meu primo, a mesma coisa. Ele reclama que a professora favorece as meninas da sala em detrimento dos meninos. Eu já fui aluna e sei que várias vezes as professoras preferem as meninas, que, em geral, são mais calmas que os meninos. Então, eu fui explicar que não é se rebelando e agindo em desacordo que eles vão conseguir alguma coisa.

Jonas Klein disse...

Taty

"mas eu sempre digo se baterem em você,bata de volta não deixe ninguém pisar encima de VC."

Calma ai, se você não sabe qualquer revide a uma agressão física pode facilmente virar em tiros ou facadas nela, ou um espancamento ate a morte, mulher precisa aprender a se defender adequadamente, aprendendo artes marciais, Krav maga ou algo do tipo, e dentro do possível anda com alguma arma, antes de começar reagir a agressões.


Anon 14:17

"Eu notei que a misoginia parece estar no sangue deles, infelizmente."


Bobagem isso e só má educação mesmo, outra coisa as escolas também precisam impor respeito as regras de boa convivência dentro dela, pois muitas pessoas só respeita regras de conduta, quando estas são impostas com mão de ferro.

B. disse...

Escola é a antessala do inferno.

Anônimo disse...

Taty para que ta feio miga, existe uma grande diferença entre uma menina que dizem cuspir em menino(Alguma coisa eles fizeram),

Ah tá. ... a menina teve motivos para cuspir nos outros e os meninos bateram de graça ? Fala sério, se o menino n pode bater seja lá o q a menina faça, a menina tb n tem direito de sair cuspindo nos outros. É tudo agressão.

B. disse...

[...] "entre uma menina que dizem cuspir em menino(Alguma coisa eles fizeram),
"

Alguma coisa eles fizeram...pode ser mesmo! Mas esse argumento me lembra aquele outro "alguma coisa ela deve ter feito pra ter apanhado"...

Podem discordar, mas eu não tenho saco com criança mal educada. Zero paciência. Fico espantada com amigos e colegas meus que dão aula na rede pública e dizem "ai, amo meus aluninhos!". Eu fico pensando onde essa gente dá aula. Pra mim, escola foi experiência torturante, colegas de aula desgraçados, podres, fizeram coisas horríveis, deboches, ameaçavam professores...aí no face tenho que ler "ainn, licenciatura é tudo de bom"

(desabafo)

Anônimo disse...

Não sabemos o motivo pelo qual a menina cuspiu no garoto...mas a reação dele foi completamente desproporcional, só é pra defender uma reação, que ele tivesse cuspido de volta.O ato de juntar um grupo de meninos pra bater em uma menina sozinha é indefensável.

Bizzys disse...

Concordo com o Anon das 14:52.

E pelo que a Lola descreveu do garoto, é muito provável que ele e os amiguinhos estivessem enchendo o saco da garota por muito tempo, na hora que ela resolveu revidar, apanhou.

Digo por experiência própria. Comigo não foi tão grave quanto com a menina, mas na minha escola tinha um pivete metido a valentão que passava o recreio todo passeando pelo pátio perturbando as pessoas, puxando o cabelo das meninas, batendo, etc. Um dia eu xinguei o garoto, ele voltou, me deu um empurrão e me jogou no chão, e saiu pra procurar outras vítimas. É assim que esses machinhos agem, se sentem no direito de hostilizar e agredir todo mundo (principalmente mulheres), mas ai de quem revidar.

Só tenho pena das mulheres que vão conviver com esse menino. Tudo indica que ele vai virar um desses "homens de bem", "defensor da moral e dos bons costumes", ou seja: um péssimo ser humano.

Armouropoulos disse...

A comissária é branca, então LOGICAMENTE ela é racista. Troféu joinha, Lola!

Anônimo disse...

Antes da invasão rad ninguém se pronunciava com esses discursos de ódio aos homens, dai começaram a invadir aqui e chegarm uns mascus também e boom a maioria colocou as garrinhas pra fora mostrando que não passam de odiadoras misândricas sendo que uma boa parte das rads que comentavam aqui eram mascus disfarçados e criaram um efeito manada, tenho dó apenas.

Pri Leone

Odara disse...

Mila, adorei. Acho que os seus sobrinhos vão se beneficiar muito da sua participação na educação deles.

Jonas, que viagem! São justamente os meninos quem mais precisa de educação feminista e de igualdade! As meninas também, claro, mas não vamos ficar esperando até os nossos netos pra melhorar as coisas....

lola disse...

Bebeu, Armoropoulos? Onde que eu disse que a comissária branca foi racista?


Primeiro alguém aí em cima diz que eu sou racista, agora dizem que eu disse que a comissária é racista... Em vez de ficar chamando pessoas de racistas, tentem explicar por que aquilo seria racista. É mais instrutivo.

Anônimo disse...

Eu também quero ser sua amiga Julia.:)

Taty, eu vou fazer coro com a anon das 14:17 porque eu sofri bullying na escola. Depois que saí do primeiro ano do ensino fundamental, comecei a ser perseguida por um bando de babacas que não sabiam aceitar alguém diferente. As únicas vezes em que fui grossa ou agredi alguém (já dei um tapa na cara de um bullie, depois disso todos os outros me deixaram em paz) foi reagindo a agressões que me fizeram antes. A verdade é que, por mais que gostem de falar que meninas são problemáticas, elas ainda são criadas pra serem passivas e aceitarem absurdos. Pra uma menina tomar uma atitude contra alguém em geral é porque foi atormentada até o limite. Foi assim comigo e com a colega que me disse pra reagir contra meus bullies nem que fosse na porrada. Nós duas fomos agredidas até não dar mais, e então, reagimos.

Armouropoulos de onde você tirou que a Lola disse que a comissária era racista? Ela só disse que a comissária lidou com a questão da cor naturalmente, de forma tranquila, coisa que muito metido a politicamente correto não faz. Mesmo quem não é racista às vezes não consegue lidar muito bem com essa questão e a comissária se saiu bem.

Ainda bem que decidi não ter filhos. Me sentiria péssima colocando uma menina num mundo que vai odiá-la só por causa do seu genital, ou colocando aqui um menino que aprenderia a ser opressor e, por mais que eu me esforçasse, poderia acabar estragado e se tornando um "homem de bem" como esses lixos da câmara e esses mascus doentes.

Anônimo disse...

"Bebeu, Armoropoulos? Onde que eu disse que a comissária branca foi racista?"


Então qual a importância deste fato para a história, porque citar a cor da comissária?
Quis de forma subliminar apanta-la como naturalmente opressora sim.

Anônimo disse...

"tem uma série de grandes e respeitosos pesquisadores mostrando os males que a criação crescente de animais tem para o nosso meio ambiente"

Ah sim, ótimos argumentos desses veganos. É mostrado que ILP é a melhor forma de produzir alimentos, são citados muitos artigos científicos e mostrado que o Greenpeace e o WWF são a favor dessa prática e i que eles respondem?

Ou ignoram completamente os argumentos, ou usam o apelo à pedra (falando mal do Greenpeace e o WWF) sem mostrar nenhum dado concreto, ou usam o apelo à autoridade anônima.

Ah, e a ONU defende que todos deviam comer insetos, ou seja, não é uma organização vegana (lembrando que eles são um grupo com interesse político, por isso não é do interesse deles defender uma prática criada no Brasil):

http://g1.globo.com/natureza/noticia/2013/05/agencia-da-onu-sugere-dieta-base-de-insetos-contra-fome-no-mundo.html

E como eu já disse, e não vi nenhuma refutação séria, como dar direitos a quem não pode fazer o contrato social, ou seja, escolher cumprir as leis.

Odara disse...

Anon 15:41,
Teve tudo a ver descrever a cor da comissária pra tentar entender a reação do menino! Ele respondeu que o pai era branco e o pai é negro!

Jonas Klein disse...

Odara

Você ate tem razão, mas eu não disse que os meninos devem ser esquecidos, eu disse que as meninas devem ser o foco principal de uma educação feminista, pois com elas isso tende a funcionar melhor, pois acho que você mesma já percebeu que, as mulheres quando sabem fazer isso, elas ensinam os homens a não serem machistas...


Lola

Eu acho que a Armoropoulos, fez e partir do ponto de vista que comissária só por ser branca e racista, ela faz algo semelhante, a dizer que todo homem e um estuprador em potencial, só por ser homem.

Pelo menos e o que me parece.

Mari disse...

Tá complicado criar filhos neste mundo, por isso que eu prefiro os gatos.

Lembrei de um caso de um priminho meu que empurrou uma menina (um pouco mais nova que ele), porque ela não lhe dava atenção. Por pouco ela não cai no chão, sorte que a mãe estava atrás para segurá-la.

E o pior é que as pessoas ao redor acharam super fofo este ato de violência, ao invés de corrigi-lo. Minha tia (avó do menino), mesmo se passando anos, conta esta história rindo.

Infelizmente a humanidade ainda é muito violenta. Não só os homens.

Minha irmã e minha mãe foram visitar uma amiga que tem um filho pequeno e o garoto dizia que minha irmã era namorada dele. Para demonstrar que gostava dela queria bater nela, morder e beliscar. E ele ainda dizia que quando crescer vai comprar uma arma e matar o avô paterno.

Detalhe: Ele apanha muito dos pais, por qualquer coisa e a mãe dele também apanhou muito. Lembro de quando morávamos em Alagoas, teve um dia em que ela entrou correndo dentro da nossa casa fugindo do pai, porque ele queria bater nela. Uma família religiosa (evangélica), violenta... Viva a família tradicional. #SQN

Anônimo disse...

Qual a relevancia de descrever a cor do menino e de sua familia? A historia contada seria a mesma independente da cor deles? Se sim, não entendi essa descrição, uma vez q se fossem brancos não haveria menção alguma sobre a cor.

lola disse...

É verdade, anon, é irrelevante a cor do menino e de sua família. É que eu quis contar a história toda, vamos dizer, e foi assim que ela começou -- com a conversa entre o menino negro e a comissária branca.
Mas também acho interessante que o menino não veja seu pai como ele. Quero dizer, esse não é o ponto central do meu texto, que é a ideologia de gênero a que as crianças já são submetidas. Mas, como eu disse, quis contar grande parte da nossa interação, e isso inclui como o vi da primeira vez, antes mesmo d'ele falar comigo.

Odara disse...

Gente!!!!
A relevância é que o pai do menino é negro (o menino também) e ele disse pra comissária que o pai era branco (e ela só perguntou se eles eram parecidos, não falou diretamente de cor!).
Mostra mais um lado maravilhoso da educação que ele está tendo (além de machista e violento).
É preguiça de ler?

lola disse...

Anon das 15:41 perguntou:
"Então qual a importância deste fato para a história, porque citar a cor da comissária?
Quis de forma subliminar apanta-la como naturalmente opressora sim."

Eu achei que, já que coloquei a cor do menino e sua mãe, nada mais sensato que colocar a cor da comissária de bordo também. Aliás, quando a gente não fala a cor, assume-se que a pessoa é branca. Assim como, se não se fala a orientação sexual de alguém, assume-se que é hétero, e por aí vai.
E que forma subliiminar o quê! Eu elogiei a comissária, disse que ela se saiu bastante bem. Achei que ela foi simpática naquele momento.

Odara disse...

Lola,
Eu achei importante descrever a cor do menino e da comissária porque achei complicado ele dizer que o pai era branco.
Beijo

Zrs disse...

Fora do tópico, mas já que foi citado aqui...

Para o fã do WWF e Greepeace como referência para as questões climáticas... veja um doc recente e bem didático explicando como funcionam/respondem certas ongs quando questionadas sobre os males da criação bovina para o meio ambiente: doc "Cowspiracy"

E fique tranquilo, o mundo não deixará de comer carne, a indústria continuará longamente sua exploração.

Donatien Alphonse François disse...

‘Não me sinto segura para voltar à escola. Colegas dizem que mereci agressão’

Casos de meninas agredidas por serem “bonitas demais” se espalham. Aluna de Sorocaba teme mais violência

"http://oglobo.globo.com/sociedade/nao-me-sinto-segura-para-voltar-escola-colegas-dizem-que-mereci-agressao-13957046#ixzz3Dg0ESp2z"

Para quem acredita que violência é um traço exclusivo da masculinidade, saiba que não é, isso se aprende e não se nasce sabendo, da mesma forma pode-se aprender a não violentar. Eu sou um bom exemplo disso, quando criança apanhei muito na rua e em casa também, aprendi a bater e um dia me dei conta que não precisava mais ser assim. Quando me tornei pai ensinei todos os meus filhos/filhas a se defenderem de pessoas agressivas, mas sempre fazendo o possivel para fugir de uma briga, ensinei que a violência não vale a pena nunca.

Anônimo disse...

E claro e evidente que o a testosteroa estimula comportamentos agressivos, não e determinante mas estimula sim, mesmo em meninos onde não e totalmente desenvolvido ainda, e notório o comportamento anti social na maioria deles

Anônimo disse...

Não entendo porque muitas mulheres ainda insistem em reproduzir.Ainda mais nesses tempos de ira que estamos enfrentando.Duvido se algum ser gostaria de vir nesse "moedor de carne".Parem com esse sonho de Alice.Parir menino deve ser um desafio imenso.Criá-los para que não sejam um machistão escroto vai ser mais interesse das mães que dos pais.

Anônimo disse...

Meninas realmente ignoram meninos, não estão nem aí para eles, por sua vez meninos tem uma necessidade mórbida de ter a atenção das meninas, até violenta mesmo. Isto reflete muito em comportamentos adultos. Ache muitos não tocam no assunto por questões politicamente corretas e tals, mas já e hora de começarmos a ver a masculinidade/testosterona/machismo como uma patologia social

Raven Deschain disse...

Mas Lola, meldels e a reação da mãe nisso tudo? Oo

Porque se fosse o meu, eu sei lá.. . Abria a porta de emergência e me jogava. Dizia que eu tinha uma bomba e era pro piloto levar o avião pro Palácio do Planalto, sei lá. Nossa, que vergonha.

Mila disse...

Donatien,
Vejo com preocupação o fato de violência entre as meninas. Quando fui para uma escola pública, antes de eu chegar, soube da história de uma meninas que tinham saído no tapa a ponto do pai de uma delas intervir e agredir as agressoras da filha. Respondeu um processo por isso.
Só que os homens estão entre as principais razões para despertar a rivalidade das mulheres, senão, o maior. Dependendo do que ocorre, o negócio pode evoluir para a porrada.
É triste ver meninas cada vez mais jovens se colocando umas contra as outras por "beleza" ou por algum namorado. Creio que o feminismo poderia também atuar nesse campo.

Anônimo disse...

Ou duas das alternativas anteriores, ou todas elas?

lola disse...

Raven, a mãe do menino tava do nosso lado o tempo todo. Ela acompanhou e opinou na conversa. Deu várias broncas no menino, principalmente quando ele contou sobre ter batido na menina. Ele contou várias outras histórias de violência na escola. Pra algumas a mãe fazia que "não" com a cabeça pra mim, como se ele estivesse exagerando. A mãe foi pedir satisfações com os pais de um garoto que tinha batido nele, e aquele menino teve que pedir desculpas. Chegou uma hora que a mãe disse: "Assim a tia Lola vai ficar com medo de desembarcar em Brasília".
Ela não estava encorajando o que o menino dizia. Só teve uma vez que o menino disse que estava com medo de alguma coisa, não lembro o que, não prestei atenção porque ele não falou pra mim, e sim pra ela, e ela respondeu: "Mas você não pode sentir medo, vc é homem!"
Ela também contou que havia sofrido um aborto espontâneo há alguns meses, que o menino queria um irmão, e que ele não iria deixar ninguém por a mão nele. Ela respondeu: "Mas as pessoas tocaram em vc quando vc era bebê".
Reafirmo que ela, o menino, o pai, todos pareciam ser pessoas muito bacanas. Mas até pessoas bacanas podem ser preconceituosas. Sem sequer repararem!

camila santos disse...

Machismo não tem cor 13:57 mas é triste ver tantos negros machistas porque são pessoas que ja sofrem preconceito, vai entender! Mila eu posso dizer que quase sempre as brigas das meninas são por causa de meninos, também lembro de um caso de duas meninas brigarem só porque o garoto disse que a outra era mais bonita bizarro. Da pra ver como isso é problemático acho que o feminismo deveria pensar também nesse assunto porque ajuda muito, eu posso dizer porque já fui uma dessas que via as meninas como inimigas e os meninos sempre como os certos.

@vbfri disse...

Depois de um relato desses, ninguém sabe o porquê de eu defender homeschooling.

Sério. Vcs acham que eu mandaria a minha filha de volta pra escola depois dela apanhar de QUATRO COLEGAS AO MESMO TEMPO?????

Tirava a minha filha da escola, tacava um processo na escola e, sei lá, ia viver numa comunidade hippie fazendo pulseira.

Porque, olha... Tá difícil.

Graças a todas as deidades, eu não tenho filhos.

Camila D disse...

Ninguém ia ganhar nada te convencendo a ter filhos mesmo haha (mas sempre tem um pulha enchendo o saco). E olha, tamo junto.
Esse tipo de relato me faz querer manter distância da maternidade, e nada contra quem quer ter filhos, mas particularmente, é algo que na fantasia pode até parecer bonitinho, mas na real me dá medo. É só prestar atenção nesse menino falando. Olha a idade, olha a percepção de mundo dele... bah.

Bela Campoi disse...

Sim, eu me estristece desse jeito quando uma garotinha de 9 anos da passou um vídeo de no grupo de whatsp da família, em que um moço, portando bíblia na mão, oferece a palavra de Jesus a um jovem na rua e diante da recusa, parte pra cima dele, o joga no chão com violência e depois de imobilizá-lo, pergunta: "Agora vc aceita Jesus?" O cara disse que sim, e tudo ficou bem... violência cristã a uma meinina de 9 anos?! Muito triste....

Camila D disse...

HAHAHAHAHA
Raven, tu é uma peça kkkkkkkkkkk

E pior é que isso é muito comum, mães e pais que acham um amor a criança ser violenta com colegas, entre outras coisas. Eu rio mas é de chorar, principalmente quando penso na minha sobrinha mais nova, que reproduz fielmente o comportamento dos pais.

Anônimo disse...

Depois a Valerie Solanas tava errada em querer eliminar o sexo masculino, porque ela era uma "feminazi", "femista", "misândrica", "malvada", "lunática", "traumatizada" "recalcada", "vingativa" e tudo mais que tolas que se recusam a encarar a realidade e conservadores patriarquistas aduladores de machos falam dela. Leiam o Scum Manifesto, de vez em quando eu leio de novo e sempre vejo algo novo que não tinha percebido antes ou vejo de uma maneira mais afiada. Se souberem inglês procurem também pelo roteiro da peça de teatro dela, "Up your ass", que tem também na internet. Tchau!

Camila D disse...

A gente nunca sabe como é a vida das pessoas dentro de casa. Isso me lembra aquele episódio em que a personagem da Laverne Cox no OITNB instrui o filho a se relacionar com meninas inseguras pra "treinar", e depois correr atrás da que ele realmente "queria pra ele".
Foi uma cena triste de ver.

E concordo com vc, @vbfri. Quem me dera ter podido estudar em casa.

Anônimo disse...

Feministas, decidam-se.

Primeiro dizem que gênero é construção social, que homens e mulheres se comportam de determinada forma porque foram socializados assim.
Depois, dizem que o homem é naturalmente agressivo por conta da testosterona, que está no seu DNA.

Não dá para defender duas teorias opostas ao mesmo tempo.

Anônimo disse...

Sim, L. O machismo e a misoginia está no DNA dos homens, por assim dizer. Não entendo quem não consegue notar isso. De onde essas pessoas acham que veio o machismo, a misoginia e o patriarcado? De outro planeta? Caiu do céu nas nossas cabeças de presente pros homens?

A misoginia, o machismo e o patriarcado vem dos machos, eles que idealizaram, planejaram e o criaram, em primeiro lugar. Também são eles que o "atualizam", replanejam e recriam todos os dias.

São os machos que se beneficiam com a opressão, a exploração, a degradação e o ódio às mulheres e são eles que dão forma, sustentação e perpetuam o patriarcado para as próximas gerações. Não tem mistério, a história mostra e tá acontecendo aí todo dia pra quem quiser ver. O planeta Terra precisa urgentemente de uma CURA para essa doença chamada homem.

Anônimo disse...

Interessante.

Já aprendi uma coisa nesse site:

O machismo é uma característica inata dos homens. Homens são naturalmente violentos e misóginos.

Homens são geneticamente programados para serem opressores.

Toda a teoria de construção social de papeis de gênero está errada.

Anônimo disse...

18:12,

O macho não é naturalmente agressivo, a agressão é um recurso que os homens usam para dominar, já que a dominação masculina é tão não natural. Mas parece que o desejo de dominação é natural nos machos, e eles sempre querem mais, o que explica muito... todos os homens querem ser o centro do universo, querem ser venerados, bajulados, idolatrados, respeitados, mesmo quando não merecem nada disso, pelo contrário...

Anônimo disse...

Se o desejo de dominação dos machos é natural, isso significa que ser dominador é uma característica intrínseca de seu cérebro?

Anônimo disse...

Feministas não dizem que gênero não é construção social?
Então gênero é inato da espécie humana?

Anônimo disse...

Aliás, é por isso que os homens matam uns aos outros, porque é impossível todos serem o centro do universo ao mesmo tempo. Tão fúteis e tão burros... mal sabem que nenhum deles é, nem nunca será.

Anônimo disse...

Não, Anon idiota 18:40. Significa que ser dominador é algo que o macho realmente, naturalmente, não é, mas quer muito ser (exatamente porque não é), tanto que faz de tudo pra tentar alcançar isso, tenta acreditar piamente nisso, vive pra isso, inventa crenças, religiões, instituições e um sistema inteiro pra sustentar essa mentira.

camila santos disse...

Larga de ser burro 18:42 as feministas não dizem que GÊNERO é construção social e sim que certos comportamentos são ensinados pra meninos e meninas qual é a dificuldade de entender isso? Meu deus! E SIM os homens são mais agressivos que as mulheres mas não são naturalmente machistas.

Anônimo disse...

Camila Santos, se gênero não é uma construção social, como vc diz, ele é uma condição natural da espécie humana?

Anônimo disse...

Então o desejo de dominação é uma característica natural do homem. Interessante.

Anônimo disse...

Esqueçam essa palavra escrota gênero e digam o que realmente querem dizer, caralho!

Anônimo disse...

Pior, um outro lá nos primeiros comentários acha que a escola tem que ensinar não o feminismo, mas sim ensinar ideologia de gênero, ensinar o masculinismo, como se já não fizessem isso...

Anônimo disse...

Os próprios homens dizem isso, e melhor, o próprio comportamento masculino mostra isso, Anônimo 18:58. Só que eu não sei se você sabe, mas desejo é carência, é o que te falta, o que você realmente não tem, se deseja o que não se tem. Quando você realmente tem, você não deseja ter, você só aproveita.

camila santos disse...

Sim 18:55 e 18:59 A gente ta usando gênero por necessidade e não porque tem algo que realmente queremos dizer.

camila santos disse...

As "feminazi" não precisam fazer isso a sociedade já faz isso a muito tempo 19:14

Anônimo disse...

Não foi pra você, Camila. Foi pra esses babacas que ficam querendo "pegar feminista" com essas perguntas imbecis e obscuras:

"Feministas não dizem que gênero não é construção social?
Então gênero é inato da espécie humana?"

"Camila Santos, se gênero não é uma construção social, como vc diz, ele é uma condição natural da espécie humana?"

Preta disse...

É realmente importante essas denúncias sociais, porém me incomoda muitíssimo que a população preta (e em especial os homens negros) sejam sempre representada como violenta, um perigo à sociedade. E isso desde a infância (e não é à toa que 77% dos jovens negros hoje sejam mortos pela polícia, por serem vistos como uma ameaça à sociedade pautada em uma branquitude e diferença de classe associada à cor de pele)!

O que me questiono é o porquê, em tantos anos que eu leio esse blog, foi escolhido a exposição da imagem de uma criança negra para essa história. Não é nenhuma novidade, já é esperado que o homem negro se comporte dessa forma pela sociedade. Você sabia que uma das justificativas para o assassinato de homens negros é que eles sejam uma grande ameaça à mulher branca em específico? (inclusive, se não me engano, um desses rapazes que a grande mídia norte estadunidense noticiou acerca de assassinatos em massa de pessoas negras em igrejas, teve como motivação "proteger nossas mulheres brancas")

Aqui no Brasil, é possível observar que essa associação do homem negro com a violência é tão forte, que com a possibilidade de aprovação da redução da maioridade penal, não vamos ter só um número enorme de corpos pretos abatidos pela polícia, mas uma população negra encarcerada. Enquanto a luta (totalmente válida e necessária) pelo aborto é fonte de discussão e preocupação, a mulher negra nunca pôde ser mãe. Seus filhos eram desde cedo relegados à escravidão, ao tronco; enquanto a mulher negra cuidava dos filhos brancos das sinhás. Isso quando nossa gravidez não era forçadamente interrompida para não revelar a "desgraça" de homens brancos que procuravam nossos corpos somente para seu prazer sexual.

Até hoje as mães negras têm que ver seus filhos serem brutalmente assassinados todos os dias. Você sabia que há até uma campanha da anistia internacional aqui no Brasil sobre isso?

O que eu quero dizer com tudo isso é que a denúncia do machismo é extremamente importante, que a pauta do aborto é muito necessária, que o retrocesso é absurdo e indesejável, mas que é preciso fazer um recorte racial em todas essas análises, porque é bem problemático expor a história de um garoto negro que já carrega nas costas todo um peso histórico que o associa à violência e só corrobora com a imagem que a polícia e sociedade tem sobre sua figura, não só nas ruas, mas em cargos de poder, salas de aula e em ambientes de privilégio, como um avião. Proponho realmente que seja feita a problematização de como se escolhe contar uma história sobre o ensino do machismo desde a infância (do qual os homens negros não estão isentos), mas que é necessário muito mais delicadeza com o que se escolhe expor ao fazer tal denúncia e contribuir ainda mais com essa imagem tão prejudicial pro nosso povo.

Anônimo disse...

Lola, um site criminoso que voltou a ativa (desnecessário dizer o nome) está usando montagens asquerosas com fotos suas.

Tem que ser muito baixo e sem escrúpulos para apelar desse jeito.

Anônimo disse...

Gente, mas estamos falando de uma criança. Vejo um ataque moralista contra o "machistinha". Uma imensa raiva, ressentimento, irracionalidade. Um cruzamento de arrogância, descaso e prepotência. Quem é que vamos educar dessa maneira? É uma criança! Ele está aprendendo direitinho como o mundo funciona. A Lola encaminhou bem a discussão, mostrando a necessidade de as escolas tratarem de certas questões. Eu esperava encontrar aqui nos comentários uma discussão sobre nossas escolas (cada vez mais conservadoras), sobre a mídia, sobre as igrejas (principalmente as neopentecostais). Essas são as três grandes instituições que procuram educar crianças de acordo com seus valores. As esquerdas desistiram completamente dessa questão. Quem é que está subindo as favelas? As igrejas e a mídia. Numa situação como essa, vamos ficar xingando e avacalhando um menino de seis anos?? Vocês não têm vergonha na cara?? Em que mundo vocês vivem?

Anônimo disse...

Por falar em gênero, acho que uma coisa que atualmente precisa ser explicada é a diferença entre gênero e feminismo. Isso virou uma bagunça tão grande, uma total confusão entre coisas tão opostas como o generismo e o feminismo, ao ponto de dizerem que gênero e feminismo são a mesma coisa ou que um faz parte do outro. Não tem como você ser ao mesmo tempo feminista e generista, em qualquer das suas vertentes. É a ideologia de gênero e quem a defende que diz através de palavras e de ações que os homens são melhores, superiores, mais importantes, mais valiosos que as mulheres; que os homens são os seres humanos e as mulheres são o outro, sua contraparte ou o seu complemento; que azul, bola, expansão, atividade são coisas de menino e rosa, boneca, introversão, passividade são coisas de menino; que os homens são naturalmente dominadores e as mulheres são naturalmente submissas. E tudo isso é totalmente incompatível com o feminismo, é a oposição do feminismo, não tem como se misturar ou se confundir. Generismo dentro do feminismo faz parte da guerra contra o feminismo, é uma tática de invasão para destruir o feminismo por dentro.

Anônimo disse...

Isso, tentem educar, conscientizar e melhorar seus senhores, seus agressores, seus opressores, gastem toda sua energia com eles. Muito bem! Vão longe assim, já estamos bem longe nesse caminho, aliás.

Anônimo disse...

Que dó dos homens, tadinhos, tão indefesos, tão oprimidos, tão vítimas das instituições que eles mesmos criaram e que existem para beneficiá-los. Tô chorando muito aqui por todos esses lindos sofredores injustiçados :(

camila santos disse...

19:42 Foi escolhido pelas coisas chocantes que saiu da boca de uma criança e não porque ele é negro anónima "preta" tudo isso que você disse existe sim mas ninguém deve ser vitimizado pela cor da pele o fato de ser sofrer racismo e ser oprimido não deve ser motivo pra oprimir! 19:56 Que raiva? a maioria das pessoas que comentaram ficaram chocadas porque é uma criança que disse isso tudo e por favor quando comentar algo prove o que diz! Mostre quem xingou o menino?

La Mamacita disse...

Oi, Lola,
eu te amo.

Anônimo disse...

Humanismo. Teoristas dos papéis sexuais como a causa da opressão das mulheres caem uns sobre os outros nos dizendo como Homens São Oprimidos Também pelos papéis sexuais. Tanto os homens e as mulheres são presos e mortificados em seus papéis, eles dizem. Ao tornar duas posições de poder diferentes semanticamente iguais, eles estão negando que qualquer opressão existe. (...)

Reformismo. Reformismo é olhar para os sintomas ao invés da doença. A doença é a supremacia masculina. Se podemos falar de papéis sexuais de qualquer maneira, só pode ser como sintomas da supremacia masculina, e não como a causa ou cura. Em suma, declarar os papéis sexuais como a base da opressão das mulheres é análise rasa, sem mencionar que é muito conveniente para os homens (!).

(Redstockings, O Que Há de Errado com a Teoria do Papel Sexual)

lola disse...

Preta, eu não expus criança alguma. Não digo a companhia aérea, o nome do menino, o nome da mãe, o voo, o horário do voo, nem de onde o voo saiu. A única coisa que eu falei foi aeroporto de Brasília. Deve ter muita gente que trabalha no aeroporto de Brasília. Não creio que essas pessoas leiam meu blog. Eu narrei o diálogo que tive, sem necessariamente criticá-los, porque o que me interessa é mostrar como crianças tão pequenas (6 anos!), e sem aulas de gênero nas escolas, já aprenderam tudo que precisavam aprender sobre gênero para viver numa sociedade machista como a nossa. É óbvio ululante que meninos brancos aprendem "a ser homens" e a adotar a violência da mesma forma. Eu não quis dizer que meninos negros são mais violentos. A cor do menino não é importante nessa história, não mudaria muito se eu não tivesse falado sua cor e todo mundo imaginasse que ele fosse branco, mas, como eu disse em outro comentário, eu quis contar a história toda, e a primeira vez que eu o vi falar foi nesse diálogo que ele teve com a comissária. E me chamou a atenção ele achar que seu pai, que é igualzinho a ele, fosse branco. E tem muito pouca análise nessa minha crônica. Eu só quis contar a história que eu vivi e deixar a análise pro pessoal nos comentários. Mas o principal, eu acho, é evidente: já temos ideologia de gênero nas escolas. Que tal desconstruí-la?
Concordo com tudo que vc disse, e conheço a campanha da Anistia Internacional. Não há nenhuma dúvida que homens negros são criminalizados no Brasil. Falei um pouquinho sobre homens negros e feministas aqui e <a href="http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/03/por-que-sou-um-homem-feminista.html>aqui.</a> Adoro essa história do Byron Hurt, que trabalha com prevenção à violência doméstica dentro da comunidade negra nos EUA.

Anônimo disse...

Homens negros podem serem machistas, claro que sim, mas em grande maioria são muito menos que brancos, por estarem em uma situação de hierarquia social desprivilegiada também, noto que homens negros tem muito mais empatia por mulheres que os brancos no contato comas pautas feministas.
Além do que são maravilhosos na cama, e não sem sal como brancos, mas tem gosto pra tudo

André disse...

É evidente que o cromossomo y deve ter algum efeito, mas basta olhar o mundo para ver a influência da cultura no comportamento humano.

Anônimo disse...

As mulheres, inclusive muitas feministas, querem seguir acreditando que seus homens são exceções, são diferentes dos outros homens, não são misóginos, opressores, agressores, estupradores, etc. Pois assim elas podem ver a si mesmas como diferentes das outras, exceções entre as mulheres, não vítimas dos homens, não são inferiorizadas, oprimidas, exploradas por eles. As mulheres querem acreditar que os homens as respeitam e as amam, contra todas as evidências.

camila santos disse...

21:56 Os negros são mais machistas que os
brancos digo isso porque os negros são mais
pobres e quanto mais pobres mais precária a
educação é. Mas isso não quer dizer que brancos
não são machistas talvez sejam mais bem
educados, a maioria dos machistas que conheci na
vida infelizmente eram negros/pardos.

Anônimo disse...

André, quem inventou e deu forma à cultura machista? Quem vem se beneficiando dessa "cultura" ao longo da história? Quem a sustenta, quem se alimenta dela e a retroalimenta hoje?

Anônimo disse...

Tenho percebido que quanto mais poder um homem tem, pior ele é. Portanto os brancos geralmente são piores que os negros, mas estes não estão muito atrás não. Mais fácil os homens se unirem entre eles numa broderagem misógina contra as mulheres do que reconhecer e conter sua própria a misoginia e auxiliar as mulheres combatendo a misoginia dos camaradas do seu mesmo sexo.

Anônimo disse...

Gente, ultimamente tá uma história louca nos comentários desse blog de que pobre é mais machista, mais preconceituoso, mais isso e aquilo. Sério, se ter mais dinheiro fosse sinônimo de menos preconceito vocês nem viriam aqui escrever essas coisas.

Donatien Alphonse François disse...

Mila

Eu acho o cumulo do absurdo ver garotas brigando, seja pelo motivo que for, uma vizinha que conheço desde que era criancinha, vivia brigando depois da aula, perguntei o por quê dela fazer isso, me deu uma desculpa tão esfarrapada e sem sentido, não lembro mais o que era.

Anônimo disse...

Geneticamente o cromossomo y e sim um defeito,um acidente evolucionário, uma resposta da evolução genética a uma necessidade de reprodução
Socialmente falando...bem, os fatos machistas e toda história do patriarcado, guerras, musserias, violência, estupros, , opressão estão aí para

12 de agosto de 2015 22:22


Pode concluir o que você tava dizendo?

Anônimo disse...

Tive um relacionamento com uma ex-aeromoça no início desse ano. Tudo ia bem até ela me contar como aconteciam os, digamos, "intercursos sexuais casuais" durante os pernoites em hotéis pelo Brasil a fora. Desde comandantes, pilotos, e comissários, até funcionários dos hotéis e mesmo passageiros já haviam passado por ela. Depois disso li uma tese de mestrado em que a autora entrevistou diversas aeromoças, e mesmo as casadas comentavam (anonimamente) que tinham de 2 a 7 "parceiros" por ano (fora o marido). Desisti do namoro.

Raven Deschain disse...

Camila, vc está sendo racista.

Raven Deschain disse...

E classista.

Anônimo disse...

Verdade.

Alguém disse...

As pessoas estiveram erradas todos esses séculos a respeito dos homens e das mulheres. Nós erramos sobre os homens serem os verdadeiros seres humanos, os seres humanos importantes, os seres humanos superiores. Quando nós aprendemos que a Terra é uma esfera girando em torno do sol, contrariamente à forma como as coisas pareciam, a nossa visão de mundo virou de cabeça para baixo e tivemos que reconfigurar radicalmente nosso pensamento. Agora a genética transformou a nossa visão de mundo sobre os homens e as mulheres de cabeça para baixo, e nós temos que reconfigurar radicalmente o nosso pensamento: Homens são acessórios, bancos de esperma ambulantes, que estão em queda livre à extinção. As mulheres são os verdadeiros seres humanos, os seres humanos importantes, os seres humanos superiores. As mulheres são o centro da espécie. As mulheres são quem importam...

Anônimo disse...

Quase vomitei lendo o comentário da camila santos, meu pai é negro e pobre, e o cara menos machista que conheci na vida, nao é nem um pouco feminista mas tbm não é machista,no tipo de cara que ate os meus 8 anos ate me incentiva a a andar sem camiseta pela casa, jogar bola, andar de skate, me levava pra surfar, assim como meu irmão, um ano mais velho ;)

camila santos disse...

"Raven Deschain" Não acho que estou sendo racista na verdade acho que seria racista se eu dissesse que muitos negros são machistas só porque são negros e não foi isso que eu disse. Quase vomitou sem motivos se soubesse ler pelo menos 00:39.

Anônimo disse...

Você é classista, Camila. Nem tenta remendar que só tá piorando. Aceita que dói menos.





PS: você disfarça muito mal seu racismo.

Thai-chan disse...

Concordo que a vontade de oprimir esta no dna do homem, mas vou alem, acredito que esta no dna humano. A questão é que por algum motivo, que eu acredito ter haver com força fisica, os homens ganharam essa disputa e dai começaram a doutrinar as mulheres, fazer uma verdadeira lavagem cerebral. Se a mulher estivesse no poder a situação dela seria sim melhor, mas a do planeta não seria tão diferente.

Anônimo disse...

Não pode-se afirmar a sua última afirmativa com certeza, Thai-chan, pois ainda não sabemos disso. Vamos tentar descobrir?

Anônimo disse...

Sobre homens negros, pobres e sem instrução serem mais machistas, a verdade é que os homens rebaixados socialmente e emasculados tendem geralmente a ser mais ostensivos em sua misoginia, não por não terem educação ou serem mal instruídos, mas por não possuírem outros meios de se mostrarem superiores e dominantes às mulheres, como dinheiro, prestígio, posição social, diplomas, conhecimento, etc. Daí eles obviamente se utilizam do que têm à mão: agressividade, força física e outras formas mais grosseiras de misoginia. Mas acho igualmente nojenta a misoginia de homens brancos e ricos "mais refinados", com toda suas bajulações e condescendências escrotas que nem de longe disfarçam seu ódio às mulheres. Talvez seja ainda pior esse machismo "mais sutil", pois socialmente é considerado mais aceitável e é mais difícil de ser combatido, até por ser menos reconhecido como machismo.

Valéria Fernandes disse...

Sabe, Lola, concordo com você quanto ao fato de uma criança tão pequena já estar plenamente doutrinada em questões de gênero, isto é, nos papéis socialmente aceitáveis para homens e mulheres, em uma sociedade - ainda que a dele, do menino, seja deveras restrita ainda - patriarcal. Agora, conhecendo crianças pequenas e tagarelas (*o menino interagiu com você o tempo inteiro, sem timidez*), daria um desconto. Muito das histórias deve ter algo de exagero, inclusive os quatro meninos batendo em uma menina só.

camila santos disse...

Haha "disfarço" tão mal que só você e "raven
Deschain" estão reclamando 1:13 Cadê todo mundo
me xingando? Me chamando de racista? Ta tão
explícito e mesmo assim esse pessoal não
enxerga? Pra mim existem pessoas negras
estúpidas e eu não defendê -las só porque são
negras.

Anônimo disse...

Por que as mulheres são tão céticas em acreditar no que os próprios machos dizem sobre eles serem uns merdas e sobre as merdas que eles fazem, mas acreditam cegamente na bondade inerente deles, contra todas as evidências do contrário? Acreditar que os homens são essencialmente bons não é parte do essencialismo patriarcal? Essa fé cega é totalmente prejudicial e uma das principais razões do patriarcado ainda estar de pé e as mulheres continuarem nesse buraco imundo de misoginia.

Anônimo disse...

SOU MULHER
E ODEIO HOMI VOCES
HOMEM É FEDIDO E FEIO
VOCES GOSTA DE BOLSONARO
VOCES GOSTA DE BATER HUMILHAR ESTUPRAR
KADU DADO AÉCIO NETINHO CAMELO CAETANO FROTA ESTUPRADOR
CHRIS BROWN EMINEM MEL GIBSON BILL COSBY WOODY ALLEN LENNON CHAPLIN...
HOMIS SÃO VIOLENTO TARADO MISÓGINO ESTUPRADOR PEDÓFILO NOJENTO
AGRESSÃO MISOGINIA COLONIZAÇÃO NADA ACONTECE BOLSONARO

Nina disse...

Percebi o quanto sou azarada quando lembrei que o mundo tem 4,54 bilhões de anos e acabei existindo na mesma época que Danilo Gentili... e junto com o Rafinha Bastos também! Os dois ao mesmo tempo... não dá!

Anônimo disse...

A revolução esta a caminho
http://www.bbc.com/portuguese/noticias/2001/010710_fertilidade.shtml

Anônimo disse...

DEZ COISAS QUE TODA MULHER ODEIA NOS HOMENS:

1) NÃO AJUDAM NAS TAREFAS DOMÉSTICAS
2) DÃO CANTADAS, BUZINADAS & AFINS
3) SE ORGULHAM DE SER ~POLITICAMENTE INCORRETOS~
4) PAGAM DE ENGAJADOS (OU “A CASA CAIU, FEMINISTO”)
5) RECUSAM O USO DO PRESERVATIVO
6) SÃO PAI-QUANDO-DÁ
7) ESTUPRAM
8) PRATICAM VIOLÊNCIA DOMÉSTICA
9) PEDOFILIA E OUTRAS PARAFILIAS
10) COMETEM FEMICÍDIO

https://vulvarevolucao.wordpress.com/2014/11/26/dez-coisas-que-toda-mulher-odeia-nos-homens/

Anônimo disse...

"Meninas realmente ignoram meninos, não estão nem aí para eles, por sua vez meninos tem uma necessidade mórbida de ter a atenção das meninas, até violenta mesmo. Isto reflete muito em comportamentos adultos."

Machos são parasitas emocionais.

Anônimo disse...

A situação em que chegou a violência e o desrespeito dos alunos nas escolas começou com a falta de educação e limites dentro de casa. Não acredito que os pais tenham 100% de controle sobre o comportamento dos filhos e creio que o meio tenha uma influência enorme sobre o comportamento das crianças. Além disso, reconheço a que a tarefa de educar é hercúlea. Mas hoje em dia os genitores não se dão ao trabalho nem de ensinar o MÍNIMO de civilidade que é "por favor, com licença, obrigado". Filhos são, para uma grande parte das pessoas, como um bonequinho que eles "brincam" quando tem vontade e quando cansam jogam no canto. E com essa (des)educação os pais mandam essas crianças pra escola achando que é obrigação dos professores "consertar o brinquedo quebrado".

Eu tenho amigos e parentes professores. As histórias são horripilantes, como p. ex.: moleque de 7 anos empurra professora escadaria abaixo, ela fica meses afastada tentando se recuperar das fraturas. Adolescentes tentaram incendiar a escola duas vezes durante o horário de aula. Professores com síndrome de stress pós traumático de tanto serem coagidos e ameaçados.

Junte tudo isso ao recorte de gênero - meninos/ homens jovens e adultos tem o sacrossanto direito de tomar a força as mulheres que quiserem. Afinal elas estão aí pra isso. Com 6 anos começa com um empurrão, um puxão de cabelo. Então o ciclo não vai ser quebrado pelos pais (por que bater na menina é engraçadinho, veja como meu filho é macho) e na escola - quando muito raramente há vontade pra tanto - não é permitido. E o fim da história já sabemos qual é.


Jane Doe

José Tarcísio Costa disse...

Eu acho tão complicada essa historia da "origem" desse tipo de pensamentos e atitudes porque me baseio na minha própria experiência e família. Tenho 4 irmãs e dois irmãos, crescemos numa cidade pequena, família católica e etc.. todos estudamos na mesma escola até o ensino médio e, no final das contas, eu não me pareço em nada com eles.

Meus irmãos são machistas, inclusive as irmas, homofóbicos, conservadores do tipo "querem destruir a família tradicional" e etc, contra o aborto, legalização das drogas e etc. Exatamente o contrario de mim e eu não tenho a menor ideia do porquê.

Mila disse...

Camila Santos,

Concordo com a Raven e o outro anônimo. Seu comentário foi racista e elitista. Pq falaram isso? Vamos ao seu comentário:

"Os negros são mais machistas que os
brancos digo isso porque os negros são mais
pobres"

Você está atribuindo o machismo aos negros dizendo que são mais machistas que brancos. Aqui você está criando graus de machismo. Bem, já discutimos isso em posts anteriores. O machismo do homem negro sobre a mulher branca é diferente pois esta tem o racismo institucional a seu favor. Basta ver que em casos de violência sexual, por exemplo, de um homem negro sobre uma mulher branca terá muito mais apelo emocional que se a vítima fosse negra. Ambas situações machistas, porém tratadas de maneiras diferentes. Então, ao dizer que negros são mais machistas que brancos, você está desconsiderando que o racismo institucional está do lado da branca.



e quanto mais pobres mais precária a
educação é. Mas isso não quer dizer que brancos
não são machistas talvez sejam mais bem
educados, a maioria dos machistas que conheci na
vida infelizmente eram negros/pardos.

De certo, a pobreza favorece a educação. Mas, como já desconstruímos em outro post, machismo realmente não se trata de educação formal. Ou não teríamos professores universitários, médicos, advogados sendo machistas. Não sei se você sabe, mas no Direito casos de abuso sexual de menores de 13 anos anos (portanto estupro de vulnerável) tem um tipo de presunção se a menina se prostituir. Em vários casos do Direito, apela-se à vida sexual da mulher para justificar crimes (ex. Bruno/Eliza Samúdio). Ou seja, não é questão de educação. E os playboyzinhos que compartilham revenge porn, estarão eles sendo mais ou menos machistas?
Em muitos pontos, mulheres pobres e pretas são mais empoderadas que as brancas, mas não por fatores políticos e sim pq a vida cobrou esse empoderamento. Basta lembrarmos que enquanto mulheres brancas comemoravam o acesso à vida pública (me refiro à circulação pública, fora de ambientes não privatizantes), as negras e pobres já o faziam há anos. Sempre trabalharam, criaram seus filhos sozinhas. Isso não quer dizer que não encontraram outros aspectos que o machismo não as afetou.
Sim, você relatou pela vida que a maioria dos machistas que você conheceu eram negros/pardos. Mas me pergunto o quanto a cor deles influenciou a pessoa ser ou não machista e em que tipos de comportamento. Considerando que você vive no Brasil e que a maioria da população é negra/parda, realmente, a maioria dos machistas que você irá conhecer são negros e pardos. Se estivesse no Japão, provavelmente a maioria dos machistas que seriam japoneses. Sacou?


Anônimo disse...

Outro dia estava na casa do meu namorado, jantamos e ele começou a lavar a louça e eu fiquei sentada na mesa conversando com ele. Nisso meu sogro entrou na cozinha olhou pra mim e soltou o seu famoso "ÉÉÉÉÉ os tempos mudaram, enquanto as mulheres ficam sentadas, os 'trouxas' lavam as louças".
Não consegui esboçar o que eu senti e pensei na hora, mas fiquei boba de alguns homens ainda ter esses pensamentos tão primitivos, em que somente a mulher tem que cuidar da casa.
Tirando o meu namorado que não pensa assim e nem age, o restante dos homens da família são bem machistas, incluindo os meninos (ainda criança), o mais novo que tem 9 anos toda vez que vê a irmã lavando louça fica ao lado dela fazendo várias piadinhas, como: "lava bem direitinho" ou "Vai levar bronca se não acabar logo".
Quando vejo esta cena tento corrigir e mostrar que não é assim que as coisas funcionam, mas já percebi que isto está enraizado neles, eles gostam de ser assim, falam com as mulheres da familia com ar de superioridade, e isso é passado de geração para geração.

E acredito muito que o machismo não está ligado a gênero nenhum, nem cor, nem etnia. A familia toda do meu namorado é descendente de nordestino, são de classe média alta, eles e os irmãos estudaram em bons colégios, mas isso não mudou em nada o "ensinamento" passado pelos mais velhos.

Fico triste em ver que até algumas mulheres pensam como os homens desta familia, e as outras parecem não se importar, nem ligam para a forma como os homens falam, ou se ligam não demonstram.

Teremos "bons adultos" com o exemplo do menininho do relato.


E Fábio (10:09), o seu vídeo nada tem a ver com o relato no post, estamos falando de um menino de 6 anos que já mostra suas garras machistas, que já está infestado com isso, e não de criancinhas fazendo careta.

Cinthia

Anônimo disse...

Anônimo de 13 de agosto de 2015 01:40:

Excelente análise. São machismos que se manifestam de forma diferente, mas são tudo a mesma merda.
Na escola era exatamente assim: os meninos queriam a nossa atenção, ás vezes conseguiam, ás vezes não, como tudo na vida. Nesse "ás vezes não", partiam pro bullying, físico ou psicológico.
E essa Taty, não sei qual é a dela. Todo post ela vem achar controvérsias ou atacar as rads, tudo menos focar na problemática do post, que é o maldito, velho e institucionalizado machismo.
Quanto ao garoto, queria mesmo que alguém o educasse direito, porque ele só tem 6 anos, ainda tem chance de virar um homem que preste.

Dan

camila santos disse...

Mila eu disse que negros são mais machistas por causa da pobreza e não por causa da cor e eu disse bem claro que brancos também são machistas. E mesmo assim mila não defendo homem nenhum independente da cor que agride uma mulher acho sim que uma branca causa mais comoção que uma negra mas não acho certo transformar a mulher branca nesses casos como "inimiga" isso me parece até defender o cara só porque era negro, "ela é branca causa mais comoção que uma negra então não tem problema que seja agredida e foi agredida por um negro? tadinho"

Anônimo disse...

Com 6 anos já percebia inúmeras atitudes preconceituosas nos meus coleguinhas que iam do machismo ao racismo.
Notava que todo mundo que não era branco e com cabelo liso, era considerado feio. Eu por ser negra e ter cabelo cacheado ou crespo, vivia com ele preso em penteados ridículos que minha mãe exigia fazer tudo pra evitar que eu sofresse preconceito com o cabelo na escola, mas não adiantou. Todos os meninos me achavam feia e ou me excluíam ou faziam questão de jogar isso na minha cara! Por conta disso comecei a desenvolver baixa auto-estima que me persegue até hoje 21 anos depois. Porém estranhamente todo mundo de fora da escola dizia(como ainda diz)o quanto que sou linda e tal e aí com isso comecei a perceber que havia alguma coisa de podre naqueles coleguinhas. Por que como pra eles eu era feia e pros demais linda sendo que minha cara é a mesma?
E por ser magra e baixa, sentia também que os meninos se aproveitavam disso pra me sacanear que iam desde a me bater até a impedir com que eu saísse de determinado lugar só porque o coleguinha alto e forte queria provar que era machão, abusando de mim. Isto sem contar com a rivalidade de algumas meninas que passaram a me ver como rival em potencial. Cheguei até uma vez a voltar pra casa com o braço roxo porque uma invejosa(do que não sei) me empurrou com força no chão. O que fiz pra merecer isso? Nascer mulher que nem ela. E eu nem ligava pra ela, alias, nunca via as outras meninas como inimigas, mas já com 7 anos já rolava disputa.
Com 11, me colocaram numa carteira do lado de um menino franzino com ar de doente. Mas por ser menino, começou do nada a me bater e eu por ser menina, achava que tinha que ficar quieta, passiva porque menina não briga. Porém sempre fui educada a nunca ser passiva e até que sou briguenta quando pisam no meu pé. Mas mesmo sendo educada assim, aprendi fora de casa que não devo atacar. Mas um dia me cansei e dei um puta soco no menino que, assustado, nunca mais encheu o saco.
Sempre contei e ainda conto esses casos a minha mãe que até hoje fica espantada por ver crianças tão novinhas já cheias de preconceitos e atitudes erradas.

donadio disse...

"fadfems"

Não sei se isso foi ironia ou erro de digitação, mas ficou perfeito.

donadio disse...

"Pra mim, escola foi experiência torturante, colegas de aula desgraçados, podres, fizeram coisas horríveis, deboches, ameaçavam professores...aí no face tenho que ler "ainn, licenciatura é tudo de bom""

Olha, pra mim a escola também foi uma experiência complicadíssima - e não só por causa dos colegas - mas essa é a minha experiência. Quem acha licenciatura tudo de bom tem seus motivos, suas experiências, sua história de vida, que não é igual à minha ou a sua. Então, mais paciência com que expressa esse tipo de opinião. Até por que você não "tem" que ler nada, nem "tem" que ter facebook. Não curte, não leia. Facebook te incomoda, exclua da sua vida. E deixe quem gosta de criança e tem paciência com elas gostar e ter paciência.

donadio disse...

"no Direito casos de abuso sexual de menores de 13 anos anos (portanto estupro de vulnerável) tem um tipo de presunção se a menina se prostituir"

Em geral a presunção é de que o crime é ainda pior. Pelo menos é assim que é na lei.

Raven Deschain disse...

Camila, primeiro: vai te foder. Não precisa usar a porra do meu nome com aspas.

Segundo: a anônima aí encima te explicou perfeitamente bem o porquê de vc estar sendo preconceituosa. Quer continuar sendo? Ótimo pra vc. Mas não sou e ninguém é obrigado a aguentar comentário racista e classista de branquinha classe média que usa o feminismo como desculpa pra ser preconceituosa.

Então cada vez que vc abrir a boca para sê-lo eu irei contestá-la.

B. disse...

"Homens negros podem serem machistas, claro que sim, mas em grande maioria são muito menos que brancos, por estarem em uma situação de hierarquia social desprivilegiada também, noto que homens negros tem muito mais empatia por mulheres que os brancos no contato comas pautas feministas.
Além do que são maravilhosos na cama, e não sem sal como brancos, mas tem gosto pra tudo
"

Não acredito que li isso aqui. Ah, homens negros são menos machistas? aham senta lá!

Mila disse...

Camila Santos,

Mas mesmo classe média ou ricos também são machistas. O machismo se manifesta nas diferentes formas, e para cada problema, um remédio. Não dá para combater o machismo sem fazer recortes de gênero, classe social, etnia, cada um desses exige uma abordagem diferente. Então, considero até mais incompreensível como alguém que recebeu educação e tem acesso À informação pode se tornar machista escroto, assim como acho incompreensível a forma como alguns negros tratam diferente a mulher branca e a mulher negra.
Falar de racismo institucionalizado não significa perdoar o negro que seja machista com a branca. Jamais. Significa justamente fazer esse recorte e ajudar entender as estratégias de enfrentamento ao machismo.

Mila disse...

Donadio, eu não me lembrava do termo técnico. Sei que era presunção de alguma coisa e que o crime de estupro de vulnerável não era absoluto. O caso que eu vi era esse aqui: http://www.estadao.com.br/noticias/geral,tj-considera-adolescente-prostituta-e-absolve-fazendeiro,1523095

Achei absurdo a Justiça entender isso e perguntei a um advogado sobre a jurisdição. Ele me falou que há casos que a doutrina entende como atenuante o "passado" da vítima, no caso, ela como prostituída.

Gente, vamos parar de atrelar machismo com raça ou classe social. Isso tá impregnado em todos os ambientes.

camila santos disse...

Usei aspas porque não sei qual é seu nome! E já tinha visto você dar fora em um anónimo que te chamou de raven e mila me desculpe mas continuo achando mesmo que tem negros estúpidos e não posso defendê-los só porque são negros.

Ilka disse...

Valéria,

Concordo que possa haver exagero na fala do menino. Minha mãe foi por 30 anos professora de crianças até 8 anos e minha irmã ainda o é, então estou bem acostumada a essas histórias.
Entretanto, o que impressiona é que o garotinho aumenta a história justamente porque a agressividade é bem vista quando provem de meninos, mesmo tão pequeno ele já percebe isso e tende a exagerar seus "feitos". Então não acho que o fato de ele estar exagerando possa ser um atenuante.
Minha mãe relatava que em casos de briga na escola a atitude dos pais, ao serem chamados para saber do ocorrido, era completamente diferente quando os participantes eram meninos ou meninas.
Quando eram meninos que brigavam os pais se sentiam até orgulhosos e tendiam a minimizar toda a situação tratando-a como "coisa de macho", enquanto que as meninas eram reprimidas porque "deviam ser boazinhas", o fato de a violência ser um mal em si não era abordado em nenhum dos casos, e assim só se reforça o estereótipo de meninos agressivos e meninas agredidas.
O garoto que vê o orgulho de seu pai depois que ele se mete em uma briga só vai ser cada vez mais violento, é um ciclo que muito me assusta e para o qual não consigo ver saída.

Anônimo disse...

A Camila se mostrou sim racista e elitista naqueles comentários, e também muito ingênua em acreditar que educação acaba com o machismo dos homens, mas concordo totalmente com isso que ela disse: "não defendo homem nenhum independente da cor que agride uma mulher acho sim que uma branca causa mais comoção que uma negra mas não acho certo transformar a mulher branca nesses casos como "inimiga" isso me parece até defender o cara só porque era negro, "ela é branca causa mais comoção que uma negra então não tem problema que seja agredida e foi agredida por um negro? tadinho"

Anônimo disse...

Raven reclama de aspas no nome fantasia que usa mas chama quem assina com o nome de anônima, super coerente...

Anônimo disse...

Não defendem o cara só por ser negro, Camila e Anônima, os estupradores/agressores de mulheres são defendidos por vários segmentos diferentes da sociedade por serem homens.

Anônimo disse...

O Post é muito interessante por mostrar o "nascimento" e primeiros passos de mais um "machistinha". Mas o que vcs. queriam? Isso acontece toda hora! Sou um homem de mais de 40 anos e somente depois de ler muito, apanhar,observar e ser convencido é que consegui ( ainda não totalmente!) rever a "educação" que me deram, mudando pensamentos e atitudes machistas.Como disse, ainda falta bastante para ficar livre. Hoje vejo que machismo não está no DNA mas está bem entranhado em nossas mentes! Será dificil tira-lo dali e muitas mulheres também são machistas em maior ou menor grau! Muitas vezes, mesmo algumas que não se acham machistas deixam escapar atitudes ou frases incrivelmente machistas. às vezes usam argumentos machistas para atacar homens! É claro que o machismo destruidor,doentio e guerrilheiro é masculino e, sinceramente, o clima de guerra não ajuda muito em sua desconstrução. A Lola fez muito bem ao falar paz e amor, mas Lola, faço uma mera sugestão: não misturar duas coisas complicadas como o racismo e o machismo no mesmo texto!

Raven Deschain disse...

Oras foi mal. Nem vi que a Mila quem tinha comentado. Desculpe Mila.

E Camila, pode bater nesse espantalho de "não defendo homem agressor independente da cor", pq vc já mostrou seu racismo, fia.

camila santos disse...

Não sou ingênua. A educação acaba com machismo sim mas só funciona se todos a receberem, não da pra juntar um menino que aprendeu a respeitar as pessoas com um bando de marmanjos machistas 16:00

camila santos disse...

Entendo 16:49 mas você também entende que o ataque de algumas mulheres a homens é por causa de ataques de homens contra mulheres? Não acho certo não concordo mas ela não existe sem motivo mas se acalme homens de bem dificilmente são atacados por essas.

Anônimo disse...

Camila: jovem criada, serva de cerimoniais, menina de coro.

Anônimo disse...

"homens de bem" essa camila é uma piada... kkkkkkk

camila santos disse...

"Homens de bem" ficou ridículo mesmo mas não vi graça nenhuma vai ver tu é retardado 18:52

Anônimo disse...

ficou ridículo mas não viu graça, você sabe o que significa ridículo? quem que é retardada mesmo, hein camilinha?

camila santos disse...

Você continua sendo retardado meu bem 21:40 não sabe que ridículo não significa só digno de riso?

Anônimo disse...

eu acho que voces poderiam parar de usar ofensa capacitista cretinos

Anônimo disse...

Galera confundindo racismo institucional com defender homem. O racismo é uma esfera onde uma mulher pode se tornar opressora da outra, mas apontar isso é defender os omi negro.

Evandne da Silva disse...

A menina cospe nos meninos, eles se organizam para fechar a roda na menina. E onde estava a professora? Escolinha de m*""a. Brigas entre crianças acontecem mas nesse caso sobrou relacho. A priori achei o relato caricato demais para ser verossímil. Mas lembrei de um caso pior e infelizmente real. Um menininho de seis surgiu porque um colega o descreveu como mulato. A professora tentando desatar o nó descobriu que a mãe, também mulata, não aceita o fato de ser afro e bagunçou a cabeça do pirralho. O pai da criança, também negro, foi na escola e praticamente colocou a esposa como surtada. O mundo tem gente pancada.