quarta-feira, 5 de agosto de 2015

EXCLUIR MULHERES TRANS DO FEMINISMO NÃO É SÓ TRANSFÓBICO

Outro dia encontrei um texto muito bom que explica por um viés acadêmico a briga eterna entre transfeministas e feministas radicais.
O artigo de Haline Santiago e Júlia Moita (apresentado no Seminário Internacional Desfazendo Gênero de 2013, em Natal; a segunda edição do evento será em Salvador, em setembro) é bem abrangente e traz várias posições, embora esteja restrito ao cenário dos EUA, que é onde essa briga toda começou. O principal motivo de disputa entre feministas radicais e feministas queer, ou transfeministas, está na questão de gênero. Gênero, para as radfems, é um sistema de relações de poder estruturadas no modelo binário (homens/mulheres). 
"Preciso de um feminismo inclusivo"
Para as transfem, a rigidez do sistema binário gera a opressão. A identidade social é atribuída no momento do nascimento, também baseado no modelo binário. Debbie Cameron resume que, para as radfems, o número ideal de gêneros seria nenhum. Já para a perspectiva queer, o número ideal seria o infinito (2010).
A radfem Cathy Brennan sendo
transfóbica só pra variar
Se tanto radfems quanto transfems veem gênero como uma construção social e se opõem ao sistema binário que reconhece apenas dois gêneros, não entendo por que essa birra não acaba nunca. Não seria possível ter uma discussão saudável, sem transfobia, a partir dessas concordâncias? Ou realmente importamos pro Brasil uma guerra raivosa que não permite qualquer diálogo?
No artigo de 2013 as autoras citam um trecho de Emi Koyama, ativista feminista e intersex lésbica e autora de um manifesto transfeminista publicado em 2001. Decidi traduzir o trecho:
"Falando da perspectiva e da tradição das lésbicas de cor, a maioria se não todas as razões para excluir mulheres transexuais não é apenas transfóbica, como também racista. Argumentar que mulheres trans não deveriam entrar na Terra Prometida porque suas experiências são diferentes seria assumir que as experiências de todas as outras mulheres são as mesmas, e este é um pressuposto racista. Até o argumento que mulheres trans vivenciaram algum grau de privilégio masculino não deveria barrá-las de nossas comunidades pois aceitamos que nem todas as mulheres são igualmente privilegiadas ou oprimidas. 
Confundindo radfems com
direitistas cristãos conservadores
"Sugerir que a segurança da Terra estaria comprometida oculta, talvez de propósito, as maneiras em que mulheres podem cometer atos de violência e discriminação contra outras. Até o argumento de que 'a presença de um pênis poderia servir de gatilho para as mulheres' é equivocado porque neglicencia o fato que a pele branca é tanto uma lembrança da violência quanto um pênis. A história racista do feminismo lésbico nos ensinou que qualquer mulher branca dando essas desculpas para uma opressão já deu e vai dar a mesma desculpa para outras opressões como racismo, classismo e capacitismo".
É também desolador que radfems só aceitem homens trans no seu feminismo por acreditarem que eles não são homens, mas mulheres. Ou seja, por negarem-lhes a identidade que escolheram.

138 comentários:

Anônimo disse...
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Anônimo disse...

Aqui na minha cidade me recordo de um caso de um grupo de travestis que estuprou uma moradora de uma rua onde eles faziam ponto, e ai, devemos dividir mesmo espaço com quem tem uma ferramenta de opressão constante a nos ameaçar?

Anônimo disse...

As pessoas tem mania de achar que pq somos mulheres, devemos acolher todas as minorias, e isso tá errado. Esse pensamento faz parte da socialização patriarcal que nos ensina a colocar os problemas dos outros acima dos nossos.
Feminismo é pra mulheres. Gente que nasce com vagina, que sofre misoginia.
Muito homem sai falando por aí que é feminista só pq é gay. Muita gente diz que devemos aceitar mulheres trans, pq "ah mas feminismo que não acolhe as minorias mimimi".
Isso não existe.
Militamos pelas mulheres. Se a mulher for lésbica ou bissexual, os recortes necessários serão feitos sim.
Mas feminismo é política, não é bagunça. Já existe o transativismo, já existe o movimento LGBT

Rosangela disse...

Tenho visto tanta misoginia destilada por mulheres trans que não sei não, viu... E também to ficando assustada com o tanto de homem barbudo que coloca uma saia, passa um batom e resolve se assumir como transgênero - e lésbica! - depois de uma vida inteira de privilégio masculino.

Anônimo disse...

Lola. o texto funciona bem mesmo de um ponto de vista acadêmico. Interessante mesmo. No entanto, na prática, o que se tem não é essa disputa "nenhum gênero x gêneros infinitos".

A pessoa trans na esmagadora maioria das vezes quer um gênero no qual se abrigar. A pessoa trans na esmagadora maioria das vezes não deseja para si um não-gênero ou um gênero fluido. O discurso não acadêmico (e não raras vezes acadêmico) reforça que existe um ser mulher, um pensar mulher uma identidade universal de mulher (falando em mulher trans pois entendi que é o foco).

Eu acho uma pena essa guerra pois no fim das contas tem um universo inteiro de opressão lá fora enquanto as pessoas focam em política interna da militância. Ainda assim, acho que não funciona colocar panos quentes na discussão.

camila santos disse...

Nossa fiquei um tempo sem comentar e já apareceu vários trolls e o português dos comentaristas piorou... Lola acho que você deveria botar a versão dos fatos das radicais também! sei que o blog é seu mas se for pra botar só a versão que você concorda e acha certo não deveria nem deixar as radicais comentar.

Jacmãe disse...

Lesbofobia: nada de novo sob o sol.

Anônimo disse...

Off topic - não entendo como uma citação do Eclesiastes se tornou tão popular na web. :p

No mais, eu até entendo a posição das Rads, o problema é a transfobia e crueldade delas em relação a trans. Vejam como as mulheres trans são tratadas nas páginas do face. É desumano.

Palavras ferem, sabem?

Anônimo disse...

Feminista tem fixaçäo por estupro disse o homem.

Jonas Klein disse...

Olá Lola.

Embora não me sinta muito a vontade para comentar este assunto, vou dizer o que penso igual.

Eu penso que todas as pessoas dentro do movimento feminista, seguissem as ideias que as ideias base da criação do feminismo, que segundo os meus estudos são:

1 - destruir a opressão de gênero contras mulheres.

2 - o empoderamento das mulheres.

3 - destruir os estereótipos de masculinidade feminilidade que existem.

Não haveria quase que divergência nenhuma dentro do movimento.


Quanto questão identidade de gênero, acho que forma mais racional de lidar com isso seria separar identidade de gênero primaria e biológica, fazendo a definição quando nesse a criança, e ai na adolescência a pessoa vai fazer uma definição social do seu gênero, e esse será tratada como definição real do gênero da pessoa.

Em fim acho que usando essa abordagem já seria possível evitar muitas discussões inúteis dentro do feminismo.

André disse...

Acho que a anônima de 30 de julho de 2015 00:51 colocou pontos bem interessantes.

donadio disse...

"Debbie Cameron resume que, para as radfems, o número ideal de gêneros seria nenhum. Já para a perspectiva queer, o número ideal seria o infinito (2010)."

Acho que isso é uma simplificação. É verdade que as radfems são pela desconstrução do conceito de gênero (ou o que elas provavelmente chamariam "abolição do gênero"). Mas essa não é uma perspectiva exclusivamente das radfems. E, por outro lado, há algumas radfems pelo menos que parecem querer o conteúdo do binário, mas não o fato de ser binário (caricaturando, parecem querer que o "gênero" feminino seja todo homossexual, e o "gênero" masculino seja todo assexual).

Por outro lado, se os gêneros são "infinitos" (ou, como também já ouvi, "um gênero para cada indivíduo") então também não há gênero. Queiramos ou não, o conceito de "gênero" é classificatório; se não há gênero nenhum, não há possibilidade de classificar as pessoas por gênero, mas se há infinitos gêneros, essa possibilidade também não existe. No fim, é a mesma coisa: a abolição do gênero.

Na prática, porém, o que a gente vê é o movimento transativista aceitar o binário, embora recusando a identidade entre gênero e sexo biológico. Infelizmente, para muita gente, o "gênero" é o estereótipo. Embora a radfem do quadrinho faça papel de tola ao confundir uma fundamentalista cristã com outra radfem, ela tem razão ao afirmar que "there is much more to being a woman than wearing a dress".

donadio disse...

"querer o conteúdo do binário" -> deveria ser, "querer destruir o conteúdo do binário"

Anônimo disse...

Eu acho que especialmente aqui no blog estão pintando uma imagem das rads que não corresponde a realidade.

Esse papo mesmo de lesbianismo como ferramenta de luta, erotizar a sua própria opressão e toda essa balela. Nunca vi nenhuma rad (a não ser anonima aqui no blog) defender isso. E eu estou fazendo parte de grupos rad.

Atualmente inclusive ando me identificando com a teoria rad no geral. Especialmente no aspecto do gênero e sobre a prostituição.

Não acredito na ideia que uma pessoa é aquilo que ela "sente" ser. Mas ainda que seja, o impacto pra a sociedade do "pensar" é nulo. Então não é interesse do feminismo isso.

Oque impacta a sociedade não é ""se sentir mulher"". Se um homem (cis) se ""sente mulher"" mas mantém TODOS os caracteres de gênero masculinos a sociedade caga e anda pra isso. A problemática está no momento que as pessoas trans resolvem desafiar os papeis de gênero. É isso que a sociedade não permite e luta contra ferrenhamente. Um homem de vestido portanto sofrerá incomensurável preconceito. Uma lésbica bucht sofre muito infinitamente mais que uma mulher que se indentifique como homem mas que se use todos os caracteres femininos (vestido, cabelo comprido e etc)

É esse o cerne da questão. O feminismo intersec acha que o individuo é o ápice. O que importa é oque o individuo sente. E o feminismo radical acha que oque importa é a maneira que a sociedade te trata. O coletivo é o ponto nevrálgico.

Ao aceitarmos que apenas "se sentir" mulher essa pessoa é mulher e pronto. Igual a mim ou qualquer outra pessoa sobrepomos a experiencia do individuo versus a experiencia da sociedade.

No mais, não há nenhum fator que seja em comum com todas as mulheres do mundo a não ser ter vagina. Ter nascido fêmea. Pode pensar e procurar. Nada faz uma mulher. Não é o ser delicada, não é ter cabelo grande, não é ser mãe, não é ser sensível...o único ponto que junta todas as mulheres é ter vagina e portanto ter crescido e ter sido socializada como mulher. Ter sido ensinada a ser oprimida. (obviamente pessoas emafroditas e/ ou com deficiências genéticas são socializadas de acordo com seu sexo aparente então a situação vale pras mesmas).

Alice



Anônimo disse...

Pq os homens trans sempre são excluídos nessa discussão? Ah esqueci, as rads os consideram mulheres compulsoriamente. Elas dividem o mundo baseando em aparelho genital. Tá Serto.

Anônimo disse...

Transmisoginia já correndo solta na caixa de comentários. Vergolha alheia dessas "feministas".

Mila disse...

Já vi que esse é um post que vai gerar polêmica, mas vamos lá.

Gênero é algo que particularmente me divide muito. Por um lado, dou razão aos argumentos radfem quando elas falam que muito da socialização que a mulher recebe vem de ser biologicamente do sexo feminino. Por outro lado, acredito que com essa restrição, não estamos desconstruindo gênero, que é um objetivo comum de ambos os segmentos.
Tem também a questão de alguns assuntos como gravidez, aborto, menstruação que devem ser discutidas no feminismo para quem tem aparelho reprodutor feminino. Assim como assuntos referentes à vivência das mulheres trans também devem ter seu momento de reflexão.
No mais, eu acharia bacana um post radfem propositivo sobre o assunto, creio que é importante que tenhamos contato com outros pontos de vista (lembro que a Death e Anon A se comprometeram a escrever sobre algo da perspectiva rad, não sei se elas conseguiram propor o guest à Lola).

Anônimo disse...

A Radfem genérica é uma pessoa com disforia de gênero que não tem coragem de transitar, e por isso fica atacando quem quer ser feliz. É o pior tipo de ser humano, aquele que inveja a coragem.

Anônimo disse...

"E também to ficando assustada com o tanto de homem barbudo que coloca uma saia, passa um batom e resolve se assumir como transgênero - e lésbica! - depois de uma vida inteira de privilégio masculino."

Moça, onde você vive? Nunca vi isso que você tá descrevendo, só ouvi falar do tal indivíduo do EME.

@vbfri disse...

Nessas horas eu realmente acho que não há solução para a humanidade.

Empatia zero vocês.

Vai conviver dois anos com pessoas trans e vejam como é a vida dessa galera.

Ser gay/trans/negro/minoria não é escolha. Ser babaca, sim.

Anônimo disse...

Se gênero e construção social, porque homens e mulheres trans usam padrões pré estabelecidos para se afirmarem? exemplo, homem trans tira os seios, raspa a cabeça, anda todo duro de roupas masculinas, e mulher trans cabelo comprido, silicone...

D Stoffel disse...

Tô adotando uma postura mais radical, mas não devemos discriminar, elas também sofrem preconceito temos que ser contra isso.

E não entendi, acolhem trans homem por acharem que são mulheres. Mas elas não sabem que eles vão gozar de privilégios masculinos. Já foi até comprovado que quando uma mulher se transforma em homem ela passa a ganhar mais, ter mais reconhecimento. Isso não faz sentido algum.

Ontem mesmo eu soube, que a lutadora Ronda ganha menos que os lutares homens de segunda categoria, parece que a mulher só ganha mais que homem, se ela expor sua imagem como produto, de resto ela que se foda, que triste.

Mila disse...

@D. Stoffel, um caso recente de mulheres que ganham menos no esporte é o das jogadores de futebol dos Estados Unidos. Segundo uma matéria do brasil post, elas ganham abaixo da linha da pobreza. Isso num país onde futebol é coisa de "mulher". Isso num país que o futebol feminino tem público (contrariando os machistas de plantão que dizem que não se pode investir no futebol feminino pq não há público). O futebol masculino lá não chega nem aos pés em títulos e notoriedade, mas a MLS paga salários milionários. É uma coisa a se pensar.

Anônimo disse...

As radicais não querem aceitar trans no feminismo por um motivo de purificação teoria-prática. Como a Roxy colocou em comentários no post de domingo: não sabem dialogar com o contraditório e a autonomia, muito menos atualizar o discurso a um status quo transformável/em transformação.

Anônimo disse...

Eu me considero feminista desde o ÚTERO, já que venho de um lar feminista típico da segunda geração. Hoje, estou na casa dos 40 anos. Conceitos que se teorizam por aí eu basicamente vivi eles na prática minha vida toda. Os assuntos e principalmente, a sistemática da teoria feminista, bibliográfica, são extremamente familiares para mim e, literalmente, desde muito criança aqui, nos EUA e na Inglaterra, os 3 lugares em que cresci.

Isso posto, aqui vai a minha crítica.

Eu to muito cansada da demonização, da polarização, da briga da turma da rua de cima versus a turma da rua de baixo. Então antes, o inimigo era (e ainda é) o patriarcado. Propostas eram feitas e debatidas, o movimento se organizava politicamente para poder brigar em pé de igualdade (porque só o bate-boca nunca resolveu nada) e existia também um trabalho de educação, para formar ideias.

O que eu vejo hoje em dia no Brasil, tirando iniciativas bastante isoladas (como o #partidA), não é bem assim.

Então espaços que poderiam ser usados para dar continuidade a esse grande trabalho cultural e sociológico por uma sociedade caminhando para a equidade estão sendo ocupados não para propor soluções mas para apenas e tão somente divulgar problemas. Gasta-se uma energia imensa com tudo aquilo que deveríamos estar odiando e querendo mudar para apenas fazer propaganda da violência e de seus perpetradores. Dá-se um espaço gigante para machistas, divulgando diligentemente o "trabalho" deles e agora, com uns 30 anos de atraso mais ou menos, o demônio da vez são as RadFem.

É muito fácil você subir em um pedestal e falar "olha essas demônias, vejam que feio" e não fazer absolutamente nenhuma proposta positiva de transformação.

E é muito fácil também as "demônias" gritarem lá embaixo "olha lá as opressoras!" no lugar de simplesmente divulgarem e construirem suas ideias, coisa que lhes é de direito já que o pensamento, felizmente, ainda é livre.

E nessa briguinha mais atual, que não tem nada de atual, o que acontece é mulher brigando contra mulher e homem dando risada de ambas. Apenas e tão somente o patriarcado ganha com isso e muito, mas muito mesmo me admira que supostas feministas renomadas estejam participando disso e achando que estão fazendo grande coisa. Não, não estão.

A falta de reflexão chega a ser muito constrangedora e as consequências já estão aparecendo.

Vicky_ disse...

Anônima acima, eu concordo com várias pontos, a questão é: Radicais 'começaram' a tal "briga"(não considero isso de forma alguma) por que, principalmente, iniciavam debates e argumentos baseados em temas como aborto, a visão que a sociedade tem da vulva e de mamas, violência obstétrica e semelhanças, mas as tais ativistas Trans estão BARANDO isso! Por que o que nos faz mulher é usar saia e muito rimel...
Falar sobre o sistema reprodutor femino não é o único tema que o Feminismo Radical expõe, mas é parte essencial!

Como podemos avançar tanta na esfera social quanto jurídica se ficarmos nessa de "Mimimi Coloque uma aviso dizendo que esse texto/debate poderá causar trauma em mulheres Trans"?

Eu ainda acho Trans não binárias/os mais coerentes que os tais trans binários. É uma contradição que em algum ponto terá de ser concluída.

Anônimo disse...

E a Caitlyn Jenner o que vcs acham?Gozou de vários privilégios masculinos principalmente no esporte, ficou velha e para manter-se na mídia declarou-se mulher trans.

anon A. (radfem) disse...

A primeira parte do post foi muito boa, a análise da diferença entre o radfem e o transfem está correta. A segunda parte usou mulheres lésbicas e negras como props. Foi mal, mas existe uma penca de mulheres negras e/ou lésbicas radfems, e elas reclamam de coisas bastante semelhantes, mas do ponto de vista radfem. Uma radfem negra, por exemplo, reclamou que o termo TERF era tática de silenciamento, e que isso a lembrava de quando usavam ofensas racistas, como a N-word, para calá-la. Ou radfems lésbicas que constantemente reclamam de como o transfeminismo é homofóbico, pois insiste que elas devem aceitar se relacionar e transar com mulheres trans, mesmo que elas tenham pênis ainda.

Sobre o porque não podemos nos dar bem: Radfems consideram que a opressão por sexo é relevante, e que redefinir essa opressão como "opressão por gênero" remove a capacidade das mulheres nomearem e lutarem contra a própria opressão. Nem toda radfem considera homens trans como mulheres, mas com certeza consideramos que o sexo deles é feminino, e que eles sofreram opressão e socialização por causa disso. E por isso são bem-vindos no feminismo radical. E vice-versa em relação a mulheres trans.

Mulheres não são oprimidas por se "identificarem como mulheres", nossa opressão começou e se mantém com base no nosso sexo reprodutivo. A maioria das mulheres não tem o luxo de parar para pensar se se identificam como mulheres ou não, mas elas são oprimidas pelo sistema capitalista e patriarcal do mesmo jeito.

Outro problema é que há muito tempo que o movimento trans deixou de considerar disforia sexual como algo necessário para ser trans (ie. desconforto com os próprios genitais, que levaria a querer mudar de sexo). As pessoas trans que ainda consideram disforia algo essencial para alguém ser trans são chamadas pejorativamente de 'truscum' pelo próprio movimento trans. O que o movimento trans se baseia, hoje, é em esteriótipos de gênero e teorias de sexo do cérebro (e eu espeor que eu não tenha que explicar, em um blog feminista, porque ambas essas coisas são abomináveis e prejudicam a luta pelos direitos das mulheres).

Mais um problema, é que o movimento trans não vê a menor necessidade de definir 'mulher' como algo além de 'quem se identifica como mulher'. Está cheio de casos nos EUA e no Canadá tanto de homens invadindo e assediando mulheres em banheiros e vestiários femininos e alegando se identificar como mulher, como de homens inclusive usufruindo de bolsas de estudo e participando de competições femininas. Ou de homens completamente gender-conforming se dizendo mulher trans e tentando controlar as direções do movimento feminista, ou pelo que deveríamos lutar. Putz, é só lembrar daquele caso da 'Luiza' recentemente! Mas o movimento trans não faz a menor questão de diferenciar esses caras, ou de impedir que isso ocorra. O interesse deles é em flexibilizar os esteriótipos de gênero, e foda-se os direitos das mulheres.

anon A. (radfem) disse...

Concordo completamente com a Alice as 12:29, principalmente a parte entre focar no individual ou no coletivo.

@anon das 12:41
Na verdade, pergunte isso as libfems e ao movimento trans. Quem vive esquecendo os homens trans são elas. Elas estão muito mais interessadas em dar voz a mulheres trans, e a maioria das mulheres trans não tem o menor pudor de sair passando por cima dos homens trans. Não importa o inferno que a maioria das homens trans tenha passado por ter nascido mulher, eles semrpe são vistos como de alguma forma tendo mais privilégios que uma mulher trans, mesmo que ela se apresente 100% como homem, ou só tenha transicionado depois de uma vida de privilégios.

Se querem usar homens trans como props, você pelo menos deveriam aceitá-los de verdade nos seus movimentos, e dar-lhes voz.

@anon 13:18
"Transmisoginia já correndo solta na caixa de comentários. Vergolha alheia dessas "feministas"."
É exatamente disso que as radfems reclamam quando dizem que estão falando 'transfobia' para silenciá-las. Tudo que teve nos comentários até esse ponto foram análises e críticas do movimento trans, o mais próximo de 'ódio' foi a anon lá no início ter usado o termo 'travesti', que frequentemente é usado pelo próprio movimento trans, anyway. Cadê o ódio? Criticar é ódio? Analisar é ódio? Tudo que não for aceitar de cabeça baixa é ódio, pelo visto.

Anônimo disse...

"Mulheres não são oprimidas por se "identificarem como mulheres", nossa opressão começou e se mantém com base no nosso sexo reprodutivo."

Se assim fosse o índice de violência e prostituição "compulsória" (dá pra virar cabeleireira às vezes, né) sofrida por mulheres trans não seria muito maior que a sofrida por homens trans. A experiência de ser/estar mulher é uma avalanche independente ter "nascido fêmea", que também tem seu próprio peso de opressão a ser observado.

anon A. (radfem) disse...

@Mila as 13:23
Eu não tinha me comprometido, eu falei que ia ver se dava. Mas desculpe, eu acho que vai ser difícil, estou com muita coisa para entregar no trabalho. Eu cheguei a fazer um rascunho do post, mas a Death também não entrou em contato. Então por hora eu vou engavetar.

anon A. (radfem) disse...

@anon 13:31
Com certeza as radfems tem disforia de gênero, porque diabos abraçariamos o que nos oprime? Porque diabos vou me submiter a cirurgias e gastos com hormonios pelo resto da minha vida só para que a sociedade me considere um ser humano adequado? Coragem é querer mudar o mundo, e não mudar a si mesmo apenas para ser aceito por um mundo injusto.

Anônimo disse...

A mais nova misandria :)

anon A. (radfem) disse...

@D Stoffel
É que levamos mais em conta a violência e opressão que um homem trans sofreu por nascer mulher, do que os privilégios que ele pode, ou não, vir a ter se passar a ser lido como homem. O primeiro é algo definido, enquanto o segundo é algo que tem chance de ocorrer (e uma chance mais baixa que alta...).

@anon 15:07
Ué? Mas nós divulgamos as nossas idéias. Nós estamos fazendo isso nesse exato momento nesse post. E as radfems que atuam em conferências na vida real frequentemente estão sendo banidas de eventos feministas, mesmo quando for para discussar sobre coisas não relacionadas com pessoas trans (como violência doméstica). É complicado nos acusar de não falarmos, se nos silenciam.

@anon 15:54
O detalhe nessa equação é que a esmagadora maioria das mulheres trans em situação de prostituição são negras e/ou pobres. As brancas estão de boas, com seus empregos ou aposentadorias nas áreas de esporte, STEM, ou militar (e usando as trans negras e/ou pobres como props). A maioria das mulheres que está em situação de prostituição são negras e/ou pobres também. O seu ponto é que, em comparação com homens negros e/ou pobres, elas são tão prostituidas quanto mulheres não-trans? Mas mesmo nesse ângulo, esse ainda não é um problema do feminismo, mas do movimento trans (e deveria ser da esquerda, já que afeta pessoas pobres), e que faz insersecção com a homofobia. E de qualquer forma, radfems são contra a prostituição e lutam por condições de vida melhores para as mulheres que estão nessa situação. (ou, em resumo, não entendi o seu ponto)



Anyway, parei de floodar, malz o flood, fui.

Wellington Fernando disse...

Boa tarde.

Eu não sei qual é o conceito que as radicais usam para definir o que é "ser mulher de verdade". Seria a presença de genitais femininos congênitos (sem pseudo hermafroditismo)? Seria a presença do corpúsculo de barr? Será que pessoas submetidas a neocolpovulvoplastia poderiam ser consideradas mulheres? Ou seria apenas o tipo de socialização diferenciada do gênero masculino recebida?
Em contrapartida, há radicais que alegam que não é permitido que mulheres transexuais participem de modalidades esportivas diversas por questões fisiológicas - e que essas mesmas razões se aplicam à sua causa ideológica.

Na minha opinião, discussões sobre identidade de gênero precisam deixar de ter esse enfoque subjetivo e ginasial para serem tratadas de forma coerente e ampla. Por mais que fobias ligadas a traumas e injustiças tirem a imparcialidade do julgamento de certas pessoas, temos que alicerçar as nossas decisões políticas sobre a ética, e não sobre a moral individual.

Paz para todos.

D Stoffel disse...

Mila,
E o soccer lá só tá ganhando notoriedade agora, isso com atletas estrangeiros como Kaká. Já as mulheres fizeram nome, ganharam 3 copas e os homens 0, não tem desculpa, tá mais que escancarado na nossa cara o motivo.


15:07
Se uma não aceita trans as outras aceitam e ponto final, cada uma com seus motivos, parece até uma rivalidade.
Enquanto eles se uniram e se unem direitinho pra nos ferrar. Com sua ideias diferentes, até mesmo a religião, que tem várias diferentes mas com intuito claro de nos fuder. Ficamos aqui, achando qual feminista tá mais certa ou errada.

Anônimo disse...

As pessoas tem mania de achar que pq somos mulheres, devemos acolher todas as minorias, e isso tá errado. Esse pensamento faz parte da socialização patriarcal que nos ensina a colocar os problemas dos outros acima dos nossos. (2)


D Stoffel disse...

anon A. (radfem)
É isso, eu também entendo vocês cada uma com seus motivos. Tô mais no lado radical que liberal em vários pontos. Você acha que eles não vão ter privilégios por se tornarem homens? é sempre bom ouvir os dois lados.

Anônimo disse...

mulheres são glbt , negras ,trans.

E devem apoiar todos movimentos

Anônimo disse...

Também tenho lá minhas dúvidas sobre se performar gênero tem a ver com ser lido pela sociedade de acordo com o que se quer. O que mais se vê é homem chamando de "traveco" a não operada. Para os homens trans, cujos avanços cirúrgicos não chegaram no nível da redesignação sexual homem-mulher, não é garantia de serem considerados e socializados como homem por não ter o falo entre as pernas. Basta ver os comentários de quando a Tammy Gretchen disse que iria retirar as mamas, duvido que ter a aparÊncia mais masculinizada possível vá garantir que elas não sejam lidas como "lésbicas com inveja do pinto" pela sociedade.

Sandra disse...

mulheres devem apoiar todos os movimentos dos machos? que piada velha e sem graça!!!

mulheres, se unam em seus próprios movimentos (criados por mulheres e para mulheres)!

parem de servir os homens e o patriarcado, não sejam mais escravas!!

Anônimo disse...

Anônimo 2015 16:46

tem transsex que parece homem não com lésbica
ninguém desconfia

Carol Pirlo disse...

Da mesma forma Wellington, o que seria ser mulher para as transativistas? Sem apelar para teorias de funcionamento cerebral, sem apelar para estereótipos de gênero. Em várias situações, usa-se o termo cis para designar alguém que se identifica com o gênero compatível ao sexo biológico. Taí. Ninguém tem esse livre-arbítrio para se identificar. Logo ao nascer, meninos e meninas já tem comportamentos e tendências roteirizadas, sistematizadas na opressão do homem sobre a mulher.
- "Olha, já nasceu com o saco roxo"
- "Vai ser uma princesinha"
- "Roupa rosa para o menino não! Vão pensar que é bicha"
- "Short para a menina não! Quer que vire sapatona?"

Daí para frente é só o pior. Com brinquedos, com brincadeiras, com vestimentas, até com os amiguinhos (os clubes do Bolinha e da Luluzinha). O feminismo radical quer destruir esse sistema de gênero que gera opressão À mulher desde quando nasce até os últimos suspiros. Só que a gente não vê essa tentativa de desconstrução de gênero do outro lado e sim uma reafirmação.

Jonas Klein disse...

Anon 16:29

Olha eu não sei se a primeira pessoa que falou algo nesse tom aqui neste blog não fui eu, eu só me lembro que primeira vês que disse algo neste tom, eu sem querer quase monopolizei a discussão naquele post.


De qualquer forma, o que eu sei e que feminismo e um movimento que foi criado originalmente para resolver problemas de pessoa que nasceram com um corpo feminino, e sempre viveram como alguém que tem um corpo feminino, e por isso deve continuar tratando apenas dos problemas das mulheres.


E para quem for trans, bom eu acho melhor que recorra ao movimento GLBT para tratar dos seus problemas, pois quem e trans tende a enfrentar, mais são os problemas ligados a homofobia, que não são os mesmos problemas de quem nasceu com um corpo feminino e hetero, e não são os mesmo problemas de quem sofre com o racismo.

Logo para evitar misturar problemas e interesses que não são iguais, penso ser melhor que feminismo cuide dos problemas de quem nasceu vive como mulher, o movimento GLBT de quem não e heterossexual, e o movimento negro de quem e negro, e embora existam pessoas que se enquadram nestes três grupos, e melhor para todos que os problemas sejam tratados por movimentos específicos, uma vez que cada grupo de forma inevitável tende priorizar os seus interesses, sendo assim sem misturar interesses sem desentendimento.

Anônimo disse...

Anônimo 16 59

Até que essa pessoa diga que é transex ninguém desconfia. Tenho uma amiga que é e vários paqueras se afastaram depois que ela contou que era. Outro colocou como condição para ficar com ela se ela fosse operada "pq não ia transar com homem, pq era macho". A mina era tratada como mulher, falou que era transex, virou "homem". Acredito que ocorre o mesmo com homens trans.

Anônimo disse...

não transsex é sexo trocado, não quem se traveste. ela não tinha buça mas as outras tem, nem precisa falar que se operou elas e eles tem seu nome trocado até no RG.

Anônimo disse...

17:09
ATÉ onde eu sei 98% dos homens que pegam travesti descobrem e mesmo assim fazem sexo tenho uma amiga que é trava e eles não negam fogo até gostam.

Anônimo disse...

Não, vc não entendeu. Ela já era operada, documento e tudo. o problema deu quando ela contou que tinha sido operada, que era menino antes. Aí o tratamento mudou. O que eu tô problematizando é isso, que mts mesmo depois de cirurgia, documento e tudo ainda passam por esse constrangimento de falar seu nome "verdadeiro" e continuam a serem tratados com o genero do sexo biologico, até mesmo na própria família.

Anônimo disse...

Olha só esses papos... /smh

Val disse...

Enquanto não se chegar numa definição do que é ser Mulher, sem atribuir nada do que foi imposto pelo patriarcado, essa discussão nunca vai acabar.

Anônimo disse...

Eu fico animada em saber que existe um feminismo que luta pelas, para e com as mulheres, que não se rendeu ao liberalismo, nem ao individualismo e muito menos ao pós-modernismo, que não passa pano pra pedofilia, prostituição, bdsm, pronografia e pros homens que querem invadir o nosso espaço.


Anônimo disse...

#somostodasradfens

Anônimo disse...

No Brasil, 90% das mulheres trans não tem acesso à emprego ou educação, e são forçosamente postas a trabalhar em prostituição. Ainda assim, TERFs desviam o assunto. Uma inclusive veio falando dentro do contexto estadunidense de STEM e sei lá mais o que, Parece claro que essas pessoas, as TERFs, são mal intencionadas.

Anônimo disse...

não é radfeN, é radfeM, de RADical FEMinist, anon burro das 17:46!

mas pra que falar radfem se pode falar feminista radical em português mesmo? ¬¬

Anônimo disse...

Não só no futebol no MMA como na medicina, reparem
mulheres são a maioria como enfermeiras relegadas a cargos de baixíssimos salários e cirurgião é homem esmagadoramente.

Anônimo disse...

Você que é mal intencionado, Anônimo 17:51, para de se projetar! Travesti é forçado a se prostituir, mas mulher se prostitui por que quer? Por que você fala em uma porcentagem tirada da sua manga e não dos números reais de mulheres na prostituição e travestis na prostituição? Se fizer essa comparação não dá pros travestis ganharem essa sua competição patética de quem é mais oprimido e sexualmente explorado, não é? E por que você fica cobrando seja lá o que você esteja cobrando de mulheres que lutam pela abolição da prostituição? Vai reclamar e lutar contra os homens que se utilizam e sustentam essa exploração sexual! Para de parasitar as mulheres que já têm muito trabalho pra fazer e na verdade já estão fazendo alguma coisa pra acabar com essa exploração/opressão, porque a gente sabe muito bem que trans ativistas não querem abolir a prostituição, não é verdade?

Anônimo disse...

Travesti nenhum tem a possibilidade de engravidar do seu estuprador (esteja ele pagando para estuprar ou não) e nunca vai precisar recorrer ao aborto e até mesmo acabar morrendo em decorrência disso. Mas tudo é pior quando acontece com os homens...

Anônimo disse...

Anon 18:14

Seguindo o seu pensamento, se a pessoa não engravidar de um estupro, está tudo bem?

Anônimo disse...

Clitóris, vulva, vagina, útero e ovários não são impostos pelo patriarcado. O que é imposto pelo patriarcado é toda a pressão e o peso negativo colocado sobre quem nasce com esses órgãos e o controle sobre quem os possui exercido por aqueles que não possuem esses órgãos - quem nasce com pênis e testículos - que aliás, são quem criou o patriarcado, o sustentam hoje e se beneficiam dele, em primeiro e lugar.

Anônimo disse...

(Viviane)
Aos anônimos de 18h04 e 18h14 (são a mesma pessoa?):
O que o outro anônimo quis dizer é que trans (homens E MULHERES) sofrem tanta discriminação na maioria das escolas que não conseguem completar os estudos e, consequentemente, não têm acesso a empregos mais qualificados. Por isso, grande parte das trans se prostitui (e aqui não entro no mérito de ser favorável ou contrária à prostituição). Mas o comentário das 18h14, para mim, é um grande exemplo do porquê de muita gente discordar das rads: quer dizer que, se a pessoa não engravida, é aceitável estuprar? Então pode-se estuprar crianças e senhoras idosas com base nesse seu raciocínio?

Anônimo disse...

Agora viram que o preconceito é inerente ao ser vivo? Quem sofre preconceito é preconceituoso(a)!

Anônimo disse...

Tem mulheres trans que perdem os privilégios masculinos assim que assumem o gênero com que se identificam. Conheço uma engenheira que perdeu sua profissão. Pode ter recebido mais atenção das professoras de matemática, quando era criança e identificada como menino, mas ao se assumir mulher trans, ficou mais difícil pra ela se manter no trabalho do que seria para uma mulher cis.
Por outro lado, se a pessoa traz os privilégios masculinos para sua vida como mulher, isso não é estratégico? Não é uma ferramenta de sobrevivência? A Folha de São Paulo só permite quadrinhistas mulheres no dia de folga dos homens (e a única que se aproxima de visões feministas é a alexandra moraes, de "o pintinho"). A Laerte, tendo conseguido um espaço diário quando era identificada como homem, não o perdeu, talvez por ser um caso público, talvez por ser a melhor tirinha da Folha -- que duvido que contratasse uma trans hj. Acabou que hj tem uma mulher, com uma tirinha diária, falando abertamente sobre feminismo num dos maiores jornais do país. Nesse caso, ela subverteu o privilégio, uma coisa que qualquer uma de nós faria na nossa luta política. É ganho, não perda pros feminismos.

Anônimo disse...

Gente, interpretação de texto tá fazendo falta...

Onde tem escrito aqui que é aceitável estuprar sob qualquer circunstância?

Pelo que eu entendi foi questionado que tudo é pior quando acontece contra homens, inclusive estupro (uma noção bastante comum na nossa sociedade patriarcal). Mas homens jamais engravidarão de um estupro nem nunca vão precisar fazer um aborto. Concordam que acabar engravidando e precisando abortar só piora a situação de uma pessoa que foi estuprada? Quanta confusão a troco de nada...

Dona Sancha disse...

É completamente contraprodutivo o Feminismo brigar contra os movimentos de outras minorias, essas mobilizações deveriam se completar, e não lutar entre si. Perpetuar essas brigas é uma forma de segregação, ou seja, apenas uma forma nova de promover o preconceito. Além disso os únicos que ganham com isso são os conservadores que usam essas "picuinhas" para desviar a atenção deles, e para desmoralizar o feminismo e outros movimentos.
E que me desculpem as feministas sérias, mas essas vertentes extremas são equiparáveis aos mascu.

Anônimo disse...

Privilégio masculino não é só o direito a melhores salários e cargos superiores. Ninguém perde o privilégio de ter nascido com pênis e ser considerado um ser humano completo, digno, pleno, desde o momento que foi constatado que tem um pênis, sendo criado como superior às fêmeas e tendo poder sobre elas. Mesmo cortar fora o pênis não remove esses privilégios e essa socialização que recebeu desde o começo. As coisas são muito mais profundas do que liberais querem fazer parecer que são...

Anônimo disse...

é lógico que trans masculinas conseguem privilégios se ninguém souber que são trans. E a feminina perde se não souberem qual sexo é. Se souberem já entra outro tipo de preconceito transfobia. Mas se ninguém souber um sexo sempre vai ser mais privilegiado que o outro.

Anônimo disse...

Outro colocou como condição para ficar com ela se ela fosse operada "pq não ia transar com homem, pq era macho". A mina era tratada como mulher, falou que era transex, virou "homem". Acredito que ocorre o mesmo com homens trans.

Só falta falar que isso é preconceito, quem gosta de mulher quer uma mulher, não uma que pareça com mulher mas que venha com um pinto de brinde.
Eu n ficaria com homem trans porque para mim se tem vagina é mulher.

Bruno disse...

Eu sou gay e concordo plenamente com o comentário anterior (19:21). Também não ficaria com homem trans porque se nasceu com vagina é mulher. Isso não é preconceito, é bom senso. Sexo importa!

Anônimo disse...

Falar que radfem é mascu de saia é tão idiota quanto segregar.

Anônimo disse...

Infelizmente vejo poucas feministas radicais (uma exceção é a anonA) dispostas a trazer um debate construtivo.
Essa postura infantil "a opressão que você sofre não é nada comparado à opressão que eu sofro" não acrescenta nada à discussão. Fica tudo nivelado por baixo. Sobram ofensas, clichês do tipo "feminismo de mulher para mulher", e faltam argumentos.

Acho totalmente válido que mulheres se preocupem de ter seus espaços invadidos por homens mal intencionados, que queiram discutir abertamente dentro do feminismo questões relativas à anatomia e fisiologia feminina.

Mas usar uma ideologia que se propõe a ser libertadora para oprimir outro grupo marginalizado na sociedade (como as trans e travestis) é no mínimo uma contradição.

Dizer que a luta feminista não deve ser ampla a ponto de apoiar outros grupos oprimidos é algo que não se sustenta. Provavelmente, nenhum grupo oprimido é mais heterogêneo que as mulheres. Como existem mulheres negras, o feminismo deve lutar contra o racismo. Como existem mulheres homossexuais, não dá para ignorar a homofobia.

Dá para entender perfeitamente que mulheres que sofreram traumas não confiem em homens e evitem a sua companhia. Mas, como já disseram, não se pode tomar experiências traumáticas individuais para justificar posturas do tipo "todas as mulheres são boas e todos os homens são maus".




Anônimo disse...

se tem vagina é mulher nada, nojo de vagina a gente vê por aqui.

Anônimo disse...

Em que mundo essa gente vive pra achar que nessa sociedade trans são considerados "ser humano completo", que é privilégio ser estuprada (analmente na maior parte das situações) porque não engravida, que o 90% de trans prostituídas o são por serem negras e pobres (sério, matemática e estatística básica gente) porque tem algumas trans brancas que conseguiram escapar desse destino?

Sério, vocês são podres.

Anônimo disse...

Eu sou gay, e teria sim um relacionamento com um homem trans. Mas entendendo quem não queira.

Anônimo disse...

gays falam de vagina com um nojo, como se intestino reto e pênis fosse a 8tava maravilha do mundo. E não adiantam esconder esse seu nojo falando que é por quê é mulher.

Anônimo disse...

"buáaaaa buáaaaaaa buáaaaaaaaaaa vocês não concordam comigo, vocês não prestam buáaaaaaaaaaaa buáaaaaaaaaaaaaaaaa"

Anônimo disse...

Então você não é gay, é bissexual.

Anônimo disse...

Anon 19:38, me fale mais sobre esse tal de intestino reto aí kkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Em que mundo essa gente vive pra achar que nessa sociedade trans são considerados "ser humano completo"

se ninguém souber do seu passado e se for homem é ser humano completo, se for mulher não.
feminista chamando outra de podre zzz, acabam de falar que essa picuinha entre feministas não é saudável e tem gente que adora alimentar

Anônimo disse...

Anon 19:40

Homem trans é mulher? O fato dele ter uma vagina não impede que tenhamos prazer de todas as formas. Já ouviu falar em dildos e cintas?

Sou gay porque tenho atração por homens e não porque procuro por pênis. Se fosse assim, poderia me relacionar com travestis ou mulheres trans que não fizeram a cirurgia.

Mas como disse, isso é algo individual, e não espero que outras pessoas pensem da mesma forma.

Anônimo disse...

é difícil não "oprimir" trans e travestis quando reconhecer o sexo, a biologia, a materialidade, a realidade da opressão feminina, reconhecer tudo isso é considerado opressivo por eles. assim qualquer coisa é opressão...

Anônimo disse...

Oxe,tem homem que se pudesse nem fazia oral e vaginal na namorada, so faz pra nao dizer que é gay. E são muitos, é so a mulher falar que nao curte anal e eles verem que nao conseguem insistindo que eles pulam fora.

Anônimo disse...

Verdade. Tem muito disso. Muito mesmo.

Anônimo disse...

Para os trans, transativismo ( no l...GGGGGGGGG...btt, no movimento transgênero...)

Para mulheres, feminismo. Para mulheres negras, feminismo negro. Para mulheres lésbicas, feminismo lésbico.

Num blog feminista liberal, um transativista escreveu que estava para nascer a mulher que iria definir o que ele era, mas essas pessoas que não representam nem 0,5% da população se dão ao direito de definir o que é ser mulher para as 3 bilhões de mulheres do planeta. E ainda disse que o feminismo que não aceita as pessoas trans pode e deve ser combatido. Estranho que o movimento l...GGGGGGG...btt NUNCA foi combatido por essas pessoas. Nunca vi criarem expressões depreciativas contra os gays que dominam e excluem e invisibilizam as lésbicas; que excluem e invisibilizam as pessoas trans. Não, o alvo da misoginia do transativismo são as feministas que discordam das suas teorias trans.

Querem impor sua presença, querem invadir o feminismo, querem criar divisões dentro do feminismo. Querem implodir o feminismo. Nos EUA e Inglaterra, graças aos transativistas, eventos que eram relacionados ás mulheres estão sendo cancelados. Por exemplo, uma universidade encenou durante 20 anos os Monólogos da Vagina. Ano passado foi cancelado, porque falar de V A G I N A, ÚTERO, VULVA, OVÁRIOS é ofensivo aos trans. Mulheres feministas estão sendo perseguidas, caladas e impedidas de participar de eventos pelo transativismo porque cometeram o crime de não concordar com suas teorias.

Como disse no começo, para os trans, transativismo. Para as MULHERES, o Feminismo.

Anônimo disse...

Gênero... se essas babaquices de "Homem é assim, mulher é assado" não existissem, provavelmente todo mundo seria mais feliz. Eu sempre me pergunto, por que essa necessidade estúpida de colocar as pessoas em caixinhas? E ainda usar essas caixinhas ridiculamente limitadas e insignificantes na prática pra segregar e oprimir? Não saímos da idade das trevas, é isso? E o pior é que, na prática, não saímos não.

Anônimo disse...

Então vão ter que existir centenas de feminismos diferentes para atender a diversidade feminina.

O feminismo negro, o feminismo indígena, o feminismo lésbico, o feminismo bissexual, o feminismo para mães, o feminismo para crianças, o feminismo para idosas, o feminismo para gordinhas, o feminismo para anoréxicas, o feminismo para cadeirantes, o para umbandistas, o para casadas, o das solteiras, e por aí vai.

Anônimo disse...

Na verdade não existe realmente esse negócio de cis nem de trans.

Porque não existe identidade de gênero, o que existe é a opressão de gênero que nos enfiam goela abaixo pela socialização que recebemos desde o momento que identificam que somos do sexo feminino.

Já os machos são socializados para dominar e serem servidos, respeitados e obedecidos. Por isso que todo mundo deve acreditar (principalmente as mulheres, que são criadas para se submeter, agradar e aceitar) qualquer coisas que eles dizem, até que eles são mulheres.

Raven Deschain disse...

Pois eu acho muito bonitinho esse feminismo branquinho, de classe média e que não me acrescenta em merda nenhuma.

Enquanto isso tem preta sendo prostituída. Tem lésbica sendo estuprada pra gostar de homem. Tem trans morrendo na porrada.

Sinceramente? Peguem o terfismo de vcs e sumam. Seu feminismo não me representa.

Exceto a Anon A. É sempre um prazer ouvi-la.

Agora: inteetino reto. Tou rolando de rir. Huahuahua

Anônimo disse...

Amon 20:25

Estranho vc falar em dogmas e tabus, e ao mesmo tempo adotar um discurso de dona da verdade.

Anônimo disse...

Eu concordo com a Raven.

Até parece que é a questão da vida das mulheres negras e pobres se trans são ou não mulheres.

Mulheres pobres estão muito ocupadas em sobreviver para se preocupar com questões tão classe média tipo se mulher deve ou não usar maquiagem, se brancas da classe alta vão competir em igualdade por posições de destaque em grandes corporações multinacionais, se uma relação sexual hétero é essencialmente opressiva.

Anônimo disse...

Situação atual: Feministas dizem há décadas (incluindo Simone de Beauvoir) que gênero é construção social, que o que determina uma mulher não são as características tradicionalmente atribuídas a nós. Lola mesma já escreveu no passado vários posts relacionados a isso. Não sei se ela mudou de ideia...

Pois bem, ativistas transexuais dizem exatamente o contrário do que feministas dizem. Dizem que gênero existe, que a mulher tem certas características psicológicas, neurológicas, que fazem dela uma mulher e por possuírem essas características é que são mulheres.

São dois tipos de pensamentos exatamente opostos. Não tem como uma pessoa concordar com as duas ao mesmo tempo. É a mesma coisa que se declarar vegetariano e dizer que é importante comer carne.

Mas coitadas das mulheres pra em pleno século XXI achar que já tem direito de terem suas crenças, suas teorias, sem serem hostilizadas, muitas vezes pelas próprias companheiras... Atualmente, se não conseguem te enfiar goela abaixo a teoria dos gêneros (feministas incluídas nessa luta!!!), absurdo!, você é transfóbica, preconceituosa, ignorante, queima na fogueira...
Foda-se a sua teoria, foda-se o que você acredita, foda-se o feminismo, foda-se a construção social, foda-se Simone de Beauvoir. Foda-se o fato de que é óbvio, evidente, que você não quer que trans sejam agredidas, prostituídas, mal-tratadas.

Se uma pessoa batizada João quer ser chamada de Maria e tratada pelo artigo feminino, direito dela, vou fazê-lo, mas se ela me perguntar se eu acho que ela é mulher, vou ter que dizer: "Não, não acho. Não acredito em ideologia de gênero. Feministas lutam há décadas pela abolição do que você defende. Te respeito, mas discordo totalmente de você."

E se isso pra vocês é ser transfóbica ou o que for, então, ok, sou e serei. Não é uma ofensa que vai me fazer mudar de ideia ou me calar. Já fomos silenciadas muito tempo pelo patriarcado pra agora aceitarmos sermos silenciadas pelas nossas próprias companheiras feministas.

Se vocês veem transfobia na minha fala, eu do meu lado vejo é um traço de misoginia em quem se declara feminista, mas quer enfiar goela abaixo de feministas exatamente o contrário do que elas acreditam.

Anônimo disse...

Anon 20:50

Existe uma diferença abissal entre trazer argumentos com base em teorias consagradas, e de forma educada, como vc fez, e sair chamando outras pessoas de "pirocos", "macho de peruca", ou querer tomar para si a exclusividade de sofrer opressão.

Discordâncias de opiniões são naturais. Mas intolerância é duro de engolir.

Vivian S. disse...

Pois é, gente. Acho que já deu disso tudo. Cada feminismo é um feminismo e cada um pensa como quer. Da minha parte, vou apoiar todas as iniciativas em prol da dignidade das pessoas trans* porque é óbvio ululante o preconceito e a discriminação que sofrem - absolutamente relacionadas à sua identidade de gênero. Como não apoiá-las? Como não lutar para que elas possam ser o que querem ser e não terem suas perspectivas de vida reduzidas devido a isto?
Agora, que tal seguir em frente? Que tal deixar pra lá aqueles que discordam sem a intenção de construir junto? Que discordam só para manterem posições fundamentalistas que não aceitam coexistir com outras posições e acabam por atrasar a porra toda? Discordar é saudável, e é preciso ouvir as críticas justas com a consciência de que nenhuma de nós é dona da verdade. Só assim dá pra avançar. Ou então criaremos guetos feministas e nenhum projeto de poder feminista (amplo, horizontal e democrático) jamais se efetivará. Minha sugestão é: pulemos a polêmica pela polêmica, abracemos a auto-crítica e vamos em busca dos consensos possíveis.
Beijos!

L. disse...

Nós, mulheres, sofremos gravemente com a misoginia internalizada. Desde que nascemos somos ensinadas que é errado conhecermos nossas vaginas, que isso é impuro e pecaminoso. Somos ensinadas a não conhecermos o que nos faz bem e agrada, e sim o que agrada o outro. Somos ensinadas a odiarmos umas as outras, e assim aprendemos a também nos odiar, uma vez que esse ódio entre mulheres é estimulado. E temos como um aprisionamento a mais, o padrão de beleza, que também nos faz rivalizar. Este nos ensina que a outra sempre será melhor do que você e por isso é uma ameaça, e isso nos faz sentir inferiores à outra e logo nos sentimos péssimas conosco. Olhamo-nos no espelho e não sentimos que fazemos parte daquele corpo, sentimos que ele não nos pertence, que é errado. Odiamos o que vimos, pois fomos ensinadas a odiar, odiamos o que sentimos, pois fomos ensinadas que somos seres frágeis e passivos. Desejamos ser como o homem, que é um ser confiante, coerente e racional. Desejamos ter as qualidades dele, que nos ensinaram que é do homem, e não nossa. Odiamos o que vimos, pois percebemos que não somos femininas, e vemos que quem não é como nós é o homem. Este, por sua vez, retrata tudo aquilo que nos ensinaram que não temos, e por isso o veneramos. Por isso nos odiamos, porque nos foi ensinado que tudo o que somos é negativo, errado e supérfluo, e que tudo que vale a pena está no homem. Então nós começamos a querer ser como o homem, nos espelhamos nele, e acreditamos que já que não condizemos com o que nos foi ensinado, é porque não estamos no corpo certo. Acreditamos que o fato de odiarmos nossas vaginas, de querermos ter um pênis, é normal. É aí que a teoria queer entra e te diz que isso é disforia e nos mostra a solução para isso reforçando ainda mais os estereótipos de gênero. Nós não cogitamos o fato de que somos mulheres que rejeitam a feminilidade, que rejeitam a passabilidade hetero, que rejeitam o que nos foi ensinado como certo, que estamos questionando o que a sociedade tem ensinado às mulheres como certo ou errado. Não percebemos que sentimos vergonha de termos uma vagina porque nos foi ensinado a termos vergonha de nossa vagina, não percebemos que admiramos o falo porque nos foi ensinado que aquele é o órgão a ser venerado, e também porque a ele foi dado poder, pois é com o falo que os homens conquistam o que querem. Ligamos o falo a tudo aquilo que nos foi ensinado como sendo características do homem, que são características de poder e dominância, e ligamos a vagina a todas as características que nos foram ensinadas como sendo da mulher, que são características que nos ensinaram que são fracas, sem sucesso, que não levam a lugar nenhum.

Isso nada mais é do que a reafirmação de estereótipos de gênero. Para existir um transexual, é necessário que exista também um estereótipo de gênero que o permita imitar e, assim, dizer-se daquele gênero. Isso valida a existência de mulheres trans, pois estas performam a perfeita feminilidade, reforçam o mais concreto estereótipo de gênero. Isso faz com que mais lésbicas, principalmente as butches, se sintam incoerentes com o seu gênero simplesmente por não performarem a feminilidade, por terem misoginia internalizada.

L. disse...


Isso também dá margem para o apagamento lésbico. Uma vez que esteja confirmada a existência de mulheres com pênis, vulgo mulheres trans, também se exige de lésbicas que se relacionem com tais mulheres. Entretanto, um relacionamento lésbico é composto de duas mulheres com vagina, cujo sexo não inclui um pênis, e cujo afeto é de mulher para mulher. Um relacionamento entre mulheres difere-se de um com homens não só no âmbito sexual, mas também no emocional e afetivo. Homens são socializados para dominar, para fazerem de tudo para conquistar, não aceitar um não como resposta, para convencer, enganar, para acreditarem que podem ter tudo o que querem. Ou seja, homens agem de acordo com o que querem sem pensar na companheira, e é exatamente isso que homens fazem no queer. Estes se dizem mulheres e aproveitam dessa nomeação para coagirem lésbicas a se relacionarem com eles, e caso elas neguem, não tachadas de transfóbicas e genitalizadoras. Mas, afinal, ser lésbica não é se relacionar com outra mulher? Porque então uma lésbica deveria desejar relacionar-se com alguém que é “mulher” e possui pênis?

“Mas existem mulheres trans que foram operadas... E agora, hein?”

Essas pessoas foram socializadas como homens, e elas (essas pessoas) continuarão a ser homens. Tendo ou não mais o falo, a socialização continuará existindo. O fato de não terem mais o falo não muda o fato de que essas pessoas ainda possuem poder sobre a mulher, que ainda possuem privilégios na sociedade, pois até uma “mulher trans” é mais respeitada do que uma mulher, mulher mesmo. Basta ver o quanto é falado de mulheres trans, o quanto elas têm voz no movimento feminista, mais voz até do que as próprias mulheres, mulheres mesmo. Inclusive elas possuem o poder de reivindicar que uma lésbica fique com elas. Deve ser porque foram pessoas socializadas como homens e ensinadas que um não nunca é não e nunca deve ser respeitado. Ou seja: são homens, tendo um falo ou não.

http://paporetonobrejo.blogspot.com.br/2015/08/porque-teoria-queer-apaga-as-lesbicas-e.html?m=1

Anônimo disse...

É, L., esse discurso do primeiro post faria sentido se não tivessem tanta mulher trans no mundo.

E quantas mulheres trans lésbicas vocês conhecem? Eu não conheço nenhuma, vocês tão importando treta americana como se cotton ceiling fosse um problema real no Brasil.

Anônimo disse...

E quem já é mulher trans desde criança?

Anônimo disse...

Eu que falei que se nasce com vagina é mulher, não sei de onde tiraram que eu era gay, sou mulher.
Eu sou hetero, sinto atração por homem, não adianta uma mulher se vestir de homem e falar que é homem, porque ainda é mulher e eu não vou sentir atração mesmo, vontade zero de experimentar vaginas.
Para a pessoa ficar com qualquer um deve ser bi.

MrDissidiaFan disse...

Anon das 00:46, só porque algumas travestis fizeram coisa errada, não significa que todas as travestis sejam más.

Travestis também sofrem preconceito.

Anônimo disse...

Se uma mulher não se declara feminista ela é xingada pelas feministas, se ela se declara feminista ela precisa seguir o padrão das feministas e se não seguir é xingada do mesmo jeito. Muitas feministas trollam as mulheres e quando estas perdem a paciência essas mesmas feministas trolls falam que estão sendo vítimas da falta de "sororidade". Isso é muita falta de caráter. Induzem as mulheres a sentir ódio de todos os homens do mundo, falam que todo homem é estuprador e quando uma mulher não concorda com a generalização essas feministas falam que só estavam discutindo sobre estupros e que estão sendo acusadas injustamente de serem misândricas. Tem aquelas que confundem homossexualidade com ódio ao sexo oposto. Tem as que acham que mulher se resume a um buraco no meio das pernas e sentem ódio por mulheres trans.

Se uma mulher não concorda com alguma coisa que essas feministas dizem (mesmo sem nunca ter feito mal a alguém), essa mulher é sentenciada como uma criminosa por essas feministas, mas se uma mulher comete realmente um crime grave e um abuso (até mesmo contra outra mulher ou uma criança), ela não é criminosa pelas feministas, é uma "vítima reprodutora passiva do machismo".

Não é toda mulher quer quer se unir a psicopatas como essas e muito menos precisa da aprovação dessas psicopatas.

Roxy Carmichael disse...

Resumiu meses e meses de conversa de doido nessa caixa de comentários desde que ela foi repossuída pelas radtroll linda blair.

Anônimo disse...

Achei interessante Lola https://versoando.wordpress.com/2014/10/01/sobre-aquela-mesma-coisa-de-sempre-disfarcada-de-amor-livre/comment-page-1/#comments

Anônimo disse...

Quanta misoginia! Nem tentam disfarçar mais... Melhorem!

Anônimo disse...

Vagina não é um buraco no meio das pernas.

Raven Deschain disse...

Ahn...

Eu não odeio minha vagina, nem venero pau nenhum e nem quero tê-lo. Meça suas generalizações, parça.

Anônimo disse...

Roxy e Lola

Vamos pedir pra Lola nos colocar em contato ? To aproveitando que vc ta comentando agora. Mandando meu mail agora pra Lola
Queria contar uma história pra vc, em privado.
Bj.
Maria Valéria

Anônimo disse...

Um monte de gente falando que as rads usam palavras como "piroco" e coisas do tipo. Talvez UMA usou, e nem sei onde. Ai já vira "coisa de rad". O que vejo aqui é um monte de libfem simplemente decidindo que as rads são transfobicas e seres humanos deprezíveis. E olha, estou achando as rads muitissimo mais educadas do que as lib, nessa caixa de comentarios.

Ai vem a Raven falando que o o feminismo branco fofinho não acrescenta em nada. Ah, não? Porque concorodo que temos que lutar pelos negros pobres - mas temos sim que continuar lutando a "luta de dondoca" como por exemplo: salarios iguais, direito de ser respeitada no parto, "direito" de assinar um livro com nosso nome e não precisar colocar só a inicial para não nos identificarem como mulheres. Eh isso femnismo branco? Que luta por causas "menores"? Precisamos dessa luta também.

Olha, precisamos de todos os feminismos. TODOS.

Respeito as trans, e espero de coração que um dia saiam da margem da sociedade, mas também acho estranho que para que elas sejam identificads como mulheres precisem ter cabelo comprido, unha pintada, usar salto. Eu me identifico como mulher, mas como dises alguém ai, eu nunca parei para pensar nisso. Alias, o que é se identificar como mulher?

As libs aí, sob pretexto que tem que aceitar todo mundo, aceitam tudo. Menos as rads. Essas não merecem nada, porque uma rad, um algum dia, em alguma galaxia, usou o termo piroco.

Bonito isso ai.

Anônimo disse...

Concordo com vc anom das 8:12, pq feminismo radical é o demônio que preguiça, nao sou radical mas tô achando tudo um exagero, como disseram ali em cima briga pra ver qual feminismo é melhor, sério para.

Anônimo disse...

Eu falei que a Roxy tava errada na outra caixa e a Lola nem quis saber, não acho a Roxy coerente assim principalmente pra escrever posts, ela confundiu muita gente aqui, pensaram que era a Lola, essa mina manda muito mal.

Anônimo disse...

Eu acho enervante essa briga interna do feminismo pra ver que luta é mais importante. Feminismo é para mulheres, certo? TODAS as mulheres, certo? Então por que desfazer das lutas das brancas como se fossem menos importantes que as das negras só porque você é negra? O contrário também se aplica. E o mesmo vale para todas as vertentes, lésbicas, trans, cis, TODAS.

Uma luta não anula a outra e todas as lutas servem, de alguma maneira, a todas as mulheres. "Ah, mas a branca só quer saber de buscar o salário igual no cargo de CEO da multinacional". Ei, luta pelos salários iguais beneficia a todas, sabiam? Porque todas as mulheres são descriminadas nesse ponto, independente de ser em uma grande corporação ou no supermercado do bairro.

Existem pontos que são mais específicos para um grupo, sim, como a questão do racismo, por exemplo, mas a luta contra o racismo pertence a todos os negros, sejam homens, mulheres, etc. É importante problematizar o tema dentro do feminismo, mas não precisa querer se sobressair aos demais. Todas as mulheres têm suas lutas.

Parece até uma competição de quem é mais oprimida, quem sofre mais, ficam brigando entre si e esquecer de lutar contra o verdadeiro inimigo: o patriarcado, que não está nem aí se nós somos brancas, negras ou cor de rosa. Somos mulheres, e isso basta.

Anônimo disse...

**** discriminadas

Death disse...

Anon A.

Tentei te mandar um email mas me parece que não chegou para você.

Estou com o tempo super apertado também, mas verei se consigo escrever alguma coisa.Caso a Lola aceite...ela publica.

Deixarei um contato no meu perfil mais tarde.

Mel disse...

Muitas mulheres trans não foram privilegiadas na vida enquanto lidas pela sociedade como homem porque essa mesma sociedade cobra o tempo todo agressividade e dominância e se isso não é dado sofremos violência física e psicológica. Quando eu estava na escola os garotos cobravam o tempo todo que eu me comportasse como eles e como eu não agia como queriam me faziam de saco de pancadas de todas as formas. Queriam que eu reagisse. Qualquer brincadeirinha ridícula que eles faziam eu era o alvo principal e se denunciasse pra algum professor recebia ameaças de morte. Hoje tenho 22 e dificuldades em formar amizades porque às vezes tenho medo de me aproximar das pessoas.

Em casa minha mãe fazia de tudo para que eu fosse o filho homem que ela sempre quis. Quando tinha em torno de quatro anos adorava me vestir com as roupas dela, me identifica com ela, mas ela sempre brigava comigo falando que eu tinha que ser como meu pai, me vestir como ele, mas desde aquela época tenho nojo desse mundo masculino, nunca me vi como tal. Meu pai nunca foi muito presente e na única vez que ele conversou comigo sobre como ia a vida praticamente me questionou porque eu ainda não namorava enquanto os filhos dos colegas dele já eram "pegadores" e eu de saco cheio daquilo apenas discuti e disse que não tinha interesse. Minha mãe ficou meio triste por isso porque ela falava em casamento pra mim sempre.

Quando cansei de viver uma fantasia masculina e fui contra todos aqueles estereótipos que me enfiaram guela abaixo a vida toda e mostrei que eu sou mulher, parte das poucas pessoas que eu tinha conseguido formar uma amizade me excluiu de suas vidas, assim como minha família. Meus pais não me veem como mulher, me veem como doente e só não me descartaram porque sou filha deles.

Por mais que hoje eu use roupas, sapatos, bolsas e coisas consideradas femininas, se algum dia eu for adotar uma criança eu a criaria fora dos padrões de gênero. Muitas pessoas trans pensam da mesma forma. Se adotamos certos estereótipos é porque é a forma da sociedade nos ler como somos. Imagine que eu não tomasse hormônios e nem usasse coisas que são consideradas femininas, a sociedade me veria como mulher? Não.

Mel disse...

Acho cansativo essa briga rad x trans que não leva a lugar nenhum. Muitas páginas feministas no face abordam apenas assuntos que diz respeito apenas as mulheres cis, muitas abordam assuntos cis e trans e algumas são exclusivas para trans e muitas exclusivas não desrespeitarem o outro lado, apenas ignoram.
Sou trans mas não concordo com algumas coisas no transfeminismo assim como já vi rad que não concorda com algumas coisas no feminismo radical. Na minha opinião acho que ambos os lados poderiam ter algo a aprender com o outro. Por mais que eu não tenha útero e às vezes me sinta mal por não ter, não signifique que não vou ler sobre menstruação e gravidez e nem vou conversar sobre isso com mulheres cis. Assim como pessoas cis que falam comigo e se interessam em saber sobre a vivência trans. Essa troca de experiências e conhecimento futuramente pode acabar ajudando alguém.

Roxy Carmichael disse...

Anon 9h16.
Quando você fala em salários iguais, você fala em salarios iguais aos dos homens? Você acha que as mulheres devem ter direitos iguais aos homens? Se sim, quais homens?porque na nossa sociedade os homens não são iguais e não tem direitos iguais. Você usou um exemplo correto: ceos e caixas de supermecado. Se o feminismo for fazer o corte de genero apenas eu não acredito que vai chegar muito longe, especialmente no brasil que a maior parte das mulheres são negras. Sabe pq? Pq vc tera mulheres brancas privilegiadas emulheres negras desprivilegiadas do mesmo jeito. Vc pode dizer que uma luta marxista resolve o problema de classe. E uma antiracista o do racismo. Mas eu vejo mil problemas nessa leitura. Primeiro que ela explicita: advogamos em causa própria. Segundo que as opressões são cruzadas. O racismo que as mulheres negras sofrem traz consequências muito especificas tanto pra questão racial quanto pra questão de genero de forma que é muito necessário fazer essa leitura combinada pra entender o problema. Eusei que vc disse que o feminismo pode também tratar isso. Eu não concordo. Pq sao as duas questões mais estruturais no nosso país, interligadissima com a opressão de classe. Somos todas mulheres sim mas existe uma hierarquia no coletivo mulheres. porque umas chegaram como colonas, outras como escravas. E a sociedade foi fundada nessa diferença. Imagino que temos algumas opções, dentre elas a separação, cada uma pro seu lado. Outra entender a diferença e descobrir como mudar um montede coisa a partir daí,da diferença. Colocar brancas como diretoras das empresas e negras como caixas de supermercado é sair muito, muito pouco do lugar.
e ja que vc falou em parto, você ja viu uma citação que diz:
mulheres brancas tem medo que seus filhos quando cresçam se juntem ao patriarcado e testemunhem contra elas. Mulheres negras tem medo que arranquem os filhos delas,jjoguem num carro de policia e eles desapareçam. Vc quer viver numa sociedade em que seu filho possa vir ao mundo de forma humana? Mulheres negras querem que os filhos sejam tratados como humanos.
Maria Valeria, legal que vc surgiu, vou mandar um mail pra Lola, um beijo!!

Anônimo disse...

Então ta, Rose. Vamos parar de lutar luta de sinhazinha, como você citou "de ter medo que nossos filhos se juntem ao patriarcado".

E que as mulheres devem ter salarios iguais a qual homem? Que pergunta! Ao homem que exerce a mesma profissão que ela, com a mesma carga horaria.

E não venha a senhorita falar que temos "entender como lutar com essas diferenças", pois até onde eu entendo, eu e mais algumas estamos falando que qualquer feminismo é bom, enquanto você e outras estão desqualificando o "feminismo branco burguês". Então essa historia de lutar com diferenças é somente as diferenças dos outros? Porque quando é para falar de lutar por salario igual sendo CEO da empresa, aí não.

Qualquer mulher quer que os filhos sejam tratados como humanos. E tenho certeza que as negras querem também que os filhos não se juntem ao patriarcado.


luluzinha

Roxy Carmichael disse...

errata quem falou do parto foi uma anonima anterior, mas enfim, vale pro seu comentario e pro comentario da anonima anterior.

Roxy Carmichael disse...

pra mim especificamente a luta dos e das ceos nao é uma luta justa que me estimula a lutar, e eu nao tenho o menor problema em afirmar isso, portanto nao há nenhuma contradicao. porque eu deixo bem claro que eu só acredito e luto num feminismo anti racista e anti economia de mercado.
a pergunta nao era obvia porque se assim fosse vc teria entendido, e nao entendeu: quando falamos em direitos iguais, nao estamos falando em direitos iguais para caixas de supermercado homens e mulheres, e direitos iguais para diretores de empresa e diretoras de empresa.
insisto igualar salarios em categorias extremamente desiguais nao é sair de um lugar e chegar a outro lugar, é ficar parado no mesmo lugar, na luta de classes, na desigualdade, e no racismo.
e o racismo nao é um problema de homens e mulheres negras. é um problema da sociedade brasileira. trata-se da forma que nós, brasileiros, queremos viver.
eu sei que me repito, mas as mulheres negras estao lutando para que os filhos sejam tratados de forma digna, existem associacoes de maes que querem garantir a integridade dos filhos indignamente abordados pela policia, dos filhos indigamente expostos como bode expiatorio na imprensa. e isso É uma questao feminista. entao me parece que vc ta sabendo muito pouco da luta das mulheres negras.

Roxy Carmichael disse...

só mais uma coisa: me parece que voce tb nao tá entendendo o conceito de diferenca que eu uso
branco: norma
preto: diferenca
homem: norma
mulher: diferenca
entender a diferenca: entender um sistema hierarquico dentro de uma sociedade ou de um coletivo que nao é homogeneo.

Anônimo disse...

Caramba, o fato é que uam CEO ganhar menos que um CEO mostra que o machismo atinge a todos. Que é a norma. E sabe, cada um luta as lutas que nos atingem. Ou você ta la, lutando pelas crianças do Tibete?

Não sejamos hipocritas. Eu apoio totalmetne a luta negra, mas não vou falar que lutar pelo tratamento da policia nas favelas seja a minah luta,porque não é. A minha luta é para que a mãe deixe a menina dormir com o namorado em casa. feminismo branco burguês? Talvez, mas é o que tem pra hoje.

Se você acha que isso não traz nada de bom, I stand up e digo que você está enganada. Combatendo esses pequnos machismos "brancos burgueses" estamos combatendo toda uma estrutura. Estrutura essa que vai acabar fazendo o cara da favela matar a namorada porque ela não quis lavar a louça.

luluzinha

Roxy Carmichael disse...

Mas por que tibet?
no brasil temos muitas questões pra refletir e pra mudar. olha eu até sou pós-modeerna e tal, mas nao compro essa do fim dos estados nacionais. Estamos muito atravessados por questões transnacionais no ambito da cultura e especialmente da economia, mas a questão do estado nacional é muito forte e eu particularmente quero melhorar o meu. Que teve um passado de mais de 300 anos de escravidão e deixou um legado nefasto. Eu penso que de acordo com a sua logica estou redondamente enganada. Mas o problema é que vc quer encaixar meu discurso na sua logica. Sem parar pra pensar na logica que eu to propondo. Sabe qual é a minha logica? Te explico: não é novidade o feminismo branco querer universalizar uma demanda muito especifica das mulheres brancas. Quando as brancas lutavam pra entrar no mercado de trabalho, aspretas ja estavam. As brancas foram la e lutaram pelo fim da divisao sexual do trabalho? essa e uma luta muito legitima, mas uma das mais dificeis, entao as brancas usaram um privilegio outorgado a elas pela escravidão e recorreram ao trabalho domestico das negras. Dai que elas entraram pra universidade, conseguiram em algyma medida ocupar um lugar enquanto se caminhou muito pouco pra garantir os mesmos direitos as negras. que alias sao maioria no brasil. só se combate a estrutura se se combate o racismo e a desigualdade. Não existe outra forma. Porque essa é a estrutura na qual a nossa sociedade foi moldada. Quando você fala que as mães brancas querem que seus filhos sejam tratados como humanos eu te pergunto: por acaso os brancos são desumanizados? Os brancos são torturados pela policia? as brancas morrem em clinicas clandestinas de aborto? Nao. Porqueos brancos chegaram como colonos. lute pelo feminismo burguês, só não me chame. Hehehe

Anônimo disse...

uma lista de desculpas masculinas:

. é apenas uma piada
. você está sendo muito emocional
. mas eu sou um homem, eu tenho necessidades viris!
. mas (tipo X, Y ou Z de assédio contra as mulheres) é apenas expressão masculina!
. mulheres realmente gostam do que eu faço!
. é culpa das próprias mulheres se eu as trato como merda!
. outra garota me disse que está tudo bem tratá-la como merda, então eu vou presumir que o mesmo se aplica a você
. você precisa ouvir a lógica (ele acha que os sentimentos dele são lógicos)
. você me entendeu completamente errado, deixe-me reformular a mesma coisa, mas com uma linguagem mais floreada para que isso não soe tão ruim
. quando as ações dos homens contradizem o que eles dizem, mas eles agem como se você fosse obrigada a considerá-los pelas palavras deles de qualquer maneira
. quando afirmam que as intenções deles importam mais do que as consequências dos atos deles
. quando minimizam as consequências dos atos deles
. quando lhe dizem como você "deveria" sentir ou reagir
. "deixe-me explicar isso para você"
. quando pensam que compreendê-los significa a mesma coisa que concordar com eles e discordar significa que você não entende
. "mas eu posso dizer isso porque você sabe que eu não quero realmente dizer isso" ou outras reivindicações de status especial só para eles
. "você me conhece, você sabe que eu não diria isso dessa maneira"
. quando eles pulam para a uma conclusão extrema que não tem nada a ver com o que você disse
. quando eles afirmam que é opressivo responsabilizá-los pelas ações deles
. "essa é apenas a forma como as coisas são" ou qualquer variação disso

Laila disse...

Esse fake "Roxy" é tão zzzzzzzz... roinc

Anônimo disse...

(sou a anon das 9:16)

Roxy, eu sei muito bem que existem diferenças entre mulheres e entre homens e sei que alguns são mais privilegiados do que outros. Tenho plena consciência disso, inclusive, só para você saber, eu nem faço parte da turma das mais privilegiadas. Não estou falando para justificar meu suposto "feminismo branco", até porque nem branca eu sou. O que eu disse, e que pelo visto você não entendeu, é que essa picuinha dentro do feminismo, essa eterna comparação entre lutas, pra ver qual é mais importante não vai levar a nada. Não acrescenta em nada.

Que cada um lute em causa própria e que deixe o outro lutar também. Sem essa de menosprezar a luta da colega só porque as prioridades dela são diferentes das suas. Faça a sua parte, ela faz a dela, e no final tudo vai somar no combate ao patriarcado.

E me mostre onde eu falei de parto, porque eu não sei de onde você tirou isso.

Anônimo disse...

Quem dá risada dessa briga de feministas liberais (que de liberais têm nada praticamente) e feministas radicais (segunda onda, ganhando um "radical" perjorativo aí porque né, mulher não pode ser amiga de mulher, temos que ser inimigas) são os machos que fazem de conta que são mulheres e jogam a teoria ativista na cara das neofeministas de terceira onda, verdes ainda e desacostumadas a impor com firmeza sua visão.

Acho completamente bizarro reconhecer que o gênero é a maior fonte de opressão e reforçar esse mesmo gênero se fantasiando de fêmea com batom e saltinho. Afinal, o gênero é ou não importante? Ele é determinado compulsoriamente com base no sexo biológico, é uma agressão, por que então devemos reforçar e apoiar essa agressão?

Só da cabeça de macho que isso poderia ter saído mesmo, usar a mulheridade cosplay contra as verdadeiras mulheres.

Vai falar de aborto, de gravidez, de misoginia dentro de comunidades que abraçam trans para ver o que acontece.

Anônimo disse...

Aliás, só o fato das Santas Trans se tornarem autoridades supremas em comunidades feministas "inclusivas" mostra o papel da socialização que faz as mulheres estarem sempre curvadas e reféns de machos. Sendo que na vida real elas estão é se lixando pro feminismo, usando dele apenas quando convém para não lutarem por si mesmas, já que é mulher quem tem que fazer o serviço sujo do mundo.

Mulher consegue ser machista até sendo feminista, incrível.

Engraçado como essa conversa muda completamente quando se fala de homens trans. Esses sim, solenemente ignorados pelos 2 movimentos. Depois falam que socialização não quer dizer nada... tá aí.

Anônimo disse...

A pessoa diz que é pós-moderna e ao mesmo tempo anti economia de mercado...
Dá nem pra rir dessa doença, apenas olho isso e balanço minha cabeça pros lados /facepalm

Anônimo disse...

(sou a anon das 9:16 e 14:28)

Roxy, vi agora que você confundiu o comentário sobre parto. Ok.

Na questão dos salários, eu citei apenas como exemplo de tema que algumas feministas "desprezam" porque supostamente não é uma luta dela. Li isso em algum comentário acima e por isso usei como exemplo. Novamente: o que quero dizer é que condenar a outra porque ela está lutando por salários iguais enquanto você está lutando contra a violência policial na favela (por exemplo, de novo) não leva a nada. Na hora que você estiver exercendo uma função, seja ela de caixa de supermercado ou de CEO de uma grande empresa, você não vai achar justo receber menos que o seu colega homem apenas porque você é mulher. Essa é uma luta de todas, não há porque menosprezar.

Você disse "pra mim especificamente a luta dos e das ceos nao é uma luta justa que me estimula a lutar"... Mas não se trata somente de CEO. Esse problema envolve qualquer posição no mercado de trabalho, não são só as CEOs que sofrem com isso. São as mulheres em geral.

E você disse "insisto igualar salarios em categorias extremamente desiguais nao é sair de um lugar e chegar a outro lugar"... Não tenho certeza se entendi, mas só para esclarecer, não estou dizendo que caixa de supermercado deve ganhar o mesmo que CEO, mas sim que >>O<< caixa e >>A<< caixa devem ganhar o mesmo, assim como >>O<< CEO e >>A<< CEO.

Anônimo disse...

Pelo que entendi do comentário da Roxy, existe um grande problema quando o feminismo diz "abraçar a todas as mulheres", mas coloca no topo de suas prioridades as demandas das mulheres brancas de classe média, e negras e pobres ficam no final da fila.

Isso é a reprodução de tudo o que já conhecemos na sociedade brasileira. Não há nada de revolucionário nisso.

É apenas individualismo disfarçado de coletivismo.

Anônimo disse...

Detesto esse discurso "feminista" de executiva que reclama que não consegue ser promovida a CEO por ser mulher, mas acha um absurdo ter que pagar fundo de garantia para a sua empregada doméstica.

Joane Farias Nogueira disse...

Não tá td se engravidar de estupro, mas é mais devastador P uma mulher em uma série de fatores q os trans não vão nem sentir na pele. Entre uma mulher e um mulher trans, quem tem mais chance d ser estuprada de pq?

Roxy Carmichael disse...

doença? é mesmo? interessante, porque eu particularmente vejo zero conflito. até entenderia se essa critica fosse direcionada ao binômio camille paglia-judith butler (que eu adoro!), mas ainda assim continuaria te achando caretíssima.

Roxy Carmichael disse...

anônima das 9:16 e 14:28
eu entendi que você disse isso. e a minha crítica foi exatamente a isso.

Raven Deschain disse...

"Detesto esse discurso "feminista" de executiva que reclama que não consegue ser promovida a CEO por ser mulher, mas acha um absurdo ter que pagar fundo de garantia para a sua empregada doméstica."

Exato.

Anônimo disse...

Viu anononima dda 9:16? Enquanto um caixa de mercado não ganhar tanto quanto um CEO - ou seja, enquanto o capitalismo existir- não pense em lutar pelo direitos dA advogadA ganhar tanto quanto o advogadO, pois é coisa de burguês, tá?

Raven, você fala de CEO mas isso afeta todas as areas e todas as profissões. Mulher cretina tem em todo lugar bem como homem cretino. Agora vocês estão falando que tem CEO que não paga direito para dometica e por isso elas mercem ganhar menos que os pares masculinos? Qual a logica?

Alyne AG disse...

O problema desse tipo de texto é que, como a maioria, demoniza as radfem. Assim como existe radfem transfóbica existe trans misógina. A teoria rad em si não é transfóbica, e dizer que todas as rafa o são pq existem algumas feministas que agem assim é muito reduzicionista e só tempera ainda mais essa "guerra" que você tanto critica

Jac disse...

Gente, existem duas evoluções que tem que acontecer:

-Mulheres terem as mesmas oportunidades (salários, cargos, acesso à determinadas profissões) que homens;
-Negrxs terem as mesmas oportunidades (salários, cargos, acesso à determinadas profissões) que brancxs;

As duas evoluções tem que acontecer e não dá para uma evolução ficar esperando a outra ser concluída.

E temos que aceitar que estamos no capitalismo e que isso não vai mudar - o que podemos fazer é tornar o capitalismo mais igualitário.

Raven Deschain disse...

Lógica nenhuma, sua anta, porque vc entendeu tudo errado. Leia novamente.

Anônimo disse...

Uma das diferenças entre feministas e transfeministas, é que (além das primeiras não serem um paradoxo) as primeiras sabem que mulher é força e as segundas acham que mulher é choro. Daí, ficam o dia todo de mimimi, chororô, na internet.
"Ai, estou sentindo cólicas psicológicas".
"Ai, minhas costas encurvadas por causa da época em que eu tinha seios imaginários pesados".
"Minha namorada insiste em penetração e só machuca meu pênis lésbico".
Só que feministas são, como toda mulher, resistentes, e não se iludem com esse discurso de male tears só porque você está usando batonzinho. Ser mulher não é usar baton, ter cabelo comprido, ter prótese de silicone, ou desmunhecar. O nome disso é gênero e é justamente disso que queremos nos livrar. Antes de culpar feministas pelos seus problemas, entenda que você colabora com o próprio sistema que te oprime quando acha que ser mulher é todo esse estereótipo de gênero que você apoia e reivindica pra si. - ass: mais uma heroína.