quarta-feira, 29 de julho de 2015

"NÃO QUERO ME SEPARAR, MAS NÃO SUPORTO O MACHISMO DO MEU MARIDO"

A C. me enviou este relato:

Desculpe-me pela intimidade, mas te acompanho há tanto tempo que sinto que você é minha amiga. Te escrevo pra pedir um conselho sobre algo que vem me incomodando no meu casamento. 
Meu pai amado segura uma
Lola bebê
Antes de começar minha história gostaria de falar um pouco sobre como cresci, só pra contextualizar: meu pai, assim como o seu, é o melhor pai do mundo, um homem sábio, devotado, ótimo marido. E veja bem, meu pai é militar, e foi militar na época da ditadura, mas ainda assim pense numa pessoa sem preconceitos e a favor da liberdade pessoal de cada um, incluindo aí suas filhas e seu filho. Dito isso, me casei muito cedo, tive uma linda filha, esse relacionamento não deu certo, e há quatro anos me casei novamente.
E é aí onde começa o meu dilema. Meu marido também e militar e, até onde eu achava, uma pessoa sem preconceitos. Porém, Lola, acho que me enganei. Quando vieram a público os casos de estupro nas faculdades de São Paulo, assistindo ao jornal começamos o debates sobre a questão da falta de apoio às vítimas e a falta de punição dos culpados. Teria sido um debate normal, se não fosse a seguinte frase: se fosse minha filha, eu diria para ela não ir a esse tipo de festa, pois é isso que vai se encontrar lá. 
Ora, eu estudo em uma universidade federal, e perguntei: e se fosse eu? E a resposta foi que eu não bebo e não ando de roupa curta, então a probabilidade de isso acontecer comigo era quase zero. E se mesmo assim eu for estuprada, a culpa vai ser minha? Ou eu estou previamente desculpada, por não fazer nada de "errado"? E se for minha filha, a culpa vai ser dela? As mulheres não têm direito de se divertir, sem estar o tempo todo acompanhada de alguém que zele por sua vida? Quer dizer que só porque as mulheres bebem e usam roupa curta elas merecem ser estupradas? 
A resposta pra última pergunta foi que merecer não merecem, mas estavam procurando problema, então que arquem com as consequências.
A questão, Lola, é que passei a notar diversas outras atitudes no meu marido, que antes para mim eram absolutamente normais, como claros sinais de machismo violento, por exemplo: nós moramos durante um tempo em outro estado, e nesse tempo eu fiquei sem trabalhar. É óbvio que o trabalho da casa ficava todo pra mim, afinal eu estava em casa, não me custava fazer o trabalho. Entretanto, depois que nós voltamos, e eu voltei a trabalhar e estudar, todas as tarefas continuaram sendo minhas, sendo que eu passo muito mais tempo fora de casa. 
Não é só nesse âmbito. Por exemplo: eu não consigo encerrar uma discussão, a palavra final é sempre dele. Eu acabava deixando pra lá, só pra não ficar naqueles loopings de discussões que não acabam nunca, até que, depois desse episódio das estudantes, passei a sustentar minha opinião, e adivinhe só? Ouvi que estava falando demais, e que aquele assunto (seja ele qual for) não me compete, não sou especialista e a minha opinião não vale de nada.
Lola, antes de conhecer seu blog, eu já me considerava uma pessoa a favor da liberdade das pessoas. Eu não gosto de roupa curta, mas quem gostar que use, eu não julgo ninguém por isso. Eu também não bebo, mas quem quiser beber, beba, eu simplesmente não tenho nada a ver com a vida alheia. Mas agora sei que sou feminista, e sempre fui. Eu luto por igualdade, e isso nada mais é do que feminismo.
A minha questão, Lola, é que tenho medo de não ter enxergado esse lado antes e fico me perguntando se sempre foi assim, e eu é que nunca reparei. Tenho pensado muito nisso e até já cogitei me separar, por que machismo comigo não dá, mas amo meu marido e acho que todos merecem aprender e ter segundas chances. Já tentei colocar essas questões e não obtive sucesso. O que te peço é uma luz, uma maneira de lidar com isso sem precisar de extremos, algo que eu possa fazer para tentar mostrar o erro nessas atitudes com as quais estou sendo obrigada a conviver.

Minha resposta: C., querida, obrigada pelo carinho e pela lucidez. Você identificou vários problemas no seu relacionamento que antes passavam batidos, e hoje te aborrecem. E você está tentando resolvê-los.
Ridícula essa imagem? Mas a gente
aceita o inverso sem pestanejar
Concordo totalmente contigo que todos merecem ter a oportunidade de aprender. Seu marido recebeu a educação machista padrão que tantxs de nós recebem (e dão): acreditar que o homem deve ter a última palavra, achar que tarefas domésticas são dever da mulher, crer que, no fundo, alguma coisa uma mulher aprontou pra ser estuprada. Seu marido não é exceção. Infelizmente, esses valores e opiniões ainda são a regra na sociedade machista e patriarcal em que vivemos. 
Claro que, mesmo dentro de uma sociedade machista, a gente pode fazer o melhor possível para se cercar de gente tolerante e inteligente. Casar com um machista realmente complica a vida pessoal de uma mulher. 
Eu e Silvinho em junho
Acho que já disse algumas vezes que Silvinho, vulgo maridão, é a pessoa mais sem preconceitos que já conheci. Sem dúvida essa parte de sua personalidade foi algo que muito me atraiu nele, e que explica porque ele continua tão apaixonante pra mim depois de 25 anos (que vamos comemorar agora em agosto). Mas ele também teve uma educação conservadora e machista.
Quando comecei o blog, 7,5 anos atrás, era bem comum que, nas nossas brigas (quase todo mundo briga, discute, se desentende), ele ficasse muito nervoso e levantasse a voz. Às vezes ele gritava. Óbvio que nunca me xingava (palavrões não fazem parte do seu vocabulário, nem do meu), mas eu não gostava daquela gritaria. Afinal, eu não grito. Sou capaz de discutir calmamente, e nunca apelo pra respostas de menino mimado do tipo "Porque sim!". Comentei algo no blog, e foi uma leitora, não lembro qual, que me alertou que gritar também era um tipo de violência. 
Eu pensei: putz, é mesmo. Faz sentido. E sentei pra conversar com o maridão (claro que não foi no meio de uma discussão!). E coloquei aquilo que minha leitora havia dito, e por que a gritaria me incomodava, e como eu não merecia aquilo, e como eu via isso como uma falha que ele conseguiria corrigir. Ele concordou comigo. A partir daí, ele mudou. E nossas discordâncias passaram a ser muito mais civilizadas. 
Certo, a pessoa tem que estar aberta a críticas e a mudanças. Mas acho que o diálogo sempre vale a pena. Sente-se com seu marido e ponha essas cartas na mesa. O pensamento retrógrado do "essa pediu pra ser estuprada" será confrontado aos poucos, mas você tem que exigir mudanças imediatas, como na participação das tarefas domésticas e no costume ditatorial de querer ter a última palavra. Se ele for uma pessoa sensata, refletirá sobre o assunto. E verá que você não está pedindo nada de mais. 

83 comentários:

Anônimo disse...

Tu nao vai te separar do seu marido pois o machismo do seu marido é mais vantajoso do que prejudicial.

Ingrid Bezerra disse...

Querida C. lamento pelo seu triste problema, imagino o quanto deve ser frustrante. Mas permita-me sugerir o que eu tentaria fazer se eu estivesse em sua situação:

Diga a ele que você é uma mulher, e por ser mulher você se sente ofendida e magoada quando ele fala essas coisas sobre estupro. Pergunte a ele se ele não consegue nem um pouco tentar se pôr em seu lugar, se colocar no lugar de uma mulher para tentar enxergar o quanto isso que ele diz é ofensivo.

Olhe nos olhos dele com firmeza e pergunte se ele te considera mesmo inferior a ele para sempre achar que tem razão em tudo, ignorar o que você diz e se sentir no direito de te sobrecarregar de tarefas.

Isso pode levar tempos. Mas se ele realmente se importa com você, creio que ele vá pensar em um modo de tentar adotar um novo pensamento para mudar essa realidade a fim de te fazer feliz e não te magoar e te inferiorizar como ele vem fazendo...

Eu faria e faço isso (com homens machistas do meu convívio), as vezes dá certo as vezes não. Eu não sei se eu suportaria viver com alguém machista, mas a separação no seu caso eu não me sinto no direito de opinar. É uma decisão que só cabe a você.

Beijos. :*

Anônimo disse...

Jox

Nada prezado anônimo das 17:20

Saiba que o sr não passa de um grande misógino fracassado que só sabe defecar pelos dedos.
Sem mais.

Anônimo disse...

Pq a Ingrid Bezerra tira foto ao lado de verduras!? Véih! pra que!!!! aff, táloko!

Anônimo disse...

C, de fato a sua situação e meio complicada, como a Lola disse você precisa dialogar com o seu marido, e se não adiantar, bom você ai você vai precisar escolher entre, aturar as escrotices machistas dele ou se divorciar.

Agora acho que vai ser difícil você mudar cabeça do seu marido, pois ate agora foram muito poucos os relatos que vi de caras machistas que mudaram a sua forma de pensar depois de ter contato com as ideias do feminismo, ai caso ele não mude acho melhor você se separar mesmo.


Por fim e uma pena que você não tenha dito contato com feminismo desde a sua infância, pois se tivesse tido, provavelmente você teria selecionado melhor antes de casar, ai provavelmente você nunca precisaria passar por esta experiência chata que o divorcio.

Boa sorte


Jonas Klein

Anônimo disse...

Tu acusa qualquer homem que limite os lucros machistas femininos de 'misogino'. Fique a vontade.

Anônimo disse...

Querida C. eu também passo pela mesma situação e tambem nao sei o que fazer,meu parceiro é um machista e eu gosto muito dele,as vezes tento conversar mas é um dialogo perdido e frustante.Minha irma tb é uma pessoa boa eu gosto muito dela mas ela é machista e me chama de ignorante qdo tento discutir,essa situação é muito dificil pra mim...

Anônimo disse...

Jonas eu até achava vc um cara legal que fala algumas bobagens de vez em quando,mas hj vc se superou.

Anônimo disse...

Depois que a gente afirma que em uma sociedade pensada feminista, não há espaço para erotizar a própria opressão, dizem que estado radicalizando
Todo homem e machista em algum grau, e tolerar machismo não pode ser mais socialmente aceitável em nenhum grau.

Ainda mais militar? Mew, sai fora, o meio militar e onde se concentra o pior tipo de escrotos, onde o machismo e elevado ao quadrado .

Anônimo disse...

Anon 17:50

Eu não entendi ao certo que você quis dizer, você acha que disse alguma bobagem, no meu comentário das 17:43?

E se disse o que eu disse que esta errado?

Jonas Klein

Anônimo disse...

O que significa erotizar a própria opressão?

Anônimo disse...

Não acho ridícula a imagem da mulher lendo jornal e o homem com o aspirador de pó. Acho o certo. Os homens não são os primeiros a dizerem que têm mais vigor e força física que as mulheres? Então... Os homens devem fazer os serviços domésticos, de limpeza e outros trabalhos braçais e mecânicos. As mulheres ficam com os os trabalhos intelectuais e outros trabalhos que exigem tomadas de decisões para o bem comum, já que as mulheres são mais aptas a pensar no coletivo e são intelectualmente mais dinâmicas, inovadoras, mais racionais e possuem maior percepção de nuances e detalhes.

Acho isso certo e o melhor para a humanidade.

Eu-lírico disse...

Querida C., espero que você tenha coragem para o depois da proposição da conversa. Quando confrontei meu namorado sobre estas mesmíssimas coisas me preparei psicologicamente tanto para a recepção da minha perspectiva quanto para a repulsão que ele poderia ter a ela. Felizmente ele tem mudado e se mostrou compreensivo com as várias conversas que temos sobre esse assunto, acho que valorizar a mudança de pensamento, o esforço para nos entender e apoiar nossa luta deve ser celebrado. Este foi um ótimo momento para que ele pudesse se manifestar e conversarmos sobre algumas dúvidas que nos dois tínhamos e finalmente acertar as arestas. Assim como qualquer conversa mais delicada, procure o melhor momento, mas sem demora, a vida de vocês dois não espera, seja para ficarem juntos ou não. Desejo muita sabedoria, serenidade e sorte na sua jornada.

Anônimo disse...

Ser mulher heterossexual, segundo as Rads

Eu-lírico disse...

Anônimo das 18h, amigue, vem cá pensar um bocadinho comigo. Numa família so de meninos ou só de meninas, como faz!? E de transgeneros!? Fica complicado né!? Mas veja só, tudo se soluciona ao se dividir as responsabilidades, é a melhor maneira de um entender e ajudar o outro, não importa o tipo de família.

D Stoffel disse...

A maioria tenta minimizar estupro porque não é algo que eles não temem tanto, veja como eles falam de assalto, veja como eles falam de estupro, empatia não tá tendo.
Mulheres que abusam do álcool têm 3 vezes mais chances de serem vítimas de estupro isso quer dizer que tem muito homem achando que cu de bêbada tem dono...

Isso quer dizer que tem muito namorado bom moço que acha que não estupra, mas força sexo, acham que é só insistir... e muitos acreditam que estupro não é estupro, é tenso.

Mulheres não podem confiar em homens no geral, não é só porque uma mulher tem um pai legal, um irmão e um namorado. Todo homem tem poder para ser um agressor tem uma cultura que favorece, não tô falando só de agressão física, tem a verbal, as piadinhas machistas, um olhar. Se as mulheres perceberem no fundo elas não confiam, mas isso é um problema que o gênero masculino não quer entender nem fazer sua parte.

Anônimo disse...

A tolerância com machismo deve ser zero, ao primeiro sinal de preconceito, homofobia, reacionarismo e ciúmes machista o ominho deve ser convidado a pegar a estrada e já era

Anônimo disse...

Você disse que tem uma filha do primeiro casamento, e que o atual padrasto dela e machista, militar autoritário e não vê nada demais em estupro
As vezes que está de fora vê melhor a situação para aconselhar, muito cuidado em deixar ela sozinha com ele.

Fábio disse...

E se o seu namorado dissesse que tem coisas no seu comportamento que o incomoda, no sentido dos valores dele, você mudaria por ele? Ou seria machista demais da parte dele querer moldar seu comportamento?

Fernanda disse...

Querida C,

Eu passo pela mesma situação. Não sou oficialmente casada, mas vivo com meu namorado. E ele é o típico filhinho da mamãe: nunca lavou um copo, porque a mãe - pasme - o probía, dizia que isso não era tarefa de homem. Mesmo com o machismo f*dido herdado dos pais (especialmente da mãe, que tristeza), eu sempre trago alguns assuntos sobre igualdade de gênero pra conversar com ele. O grande segredo, pelo menos no meu caso, é conversar numa boa, com tranquilidade, sem se revoltar, (é foda, mas é um exercício). Ouvir as ideias machistas e falar, tranquilamente: "Mas vc não acha que (daí mostrar outra perspectiva)?".

Eu sei, não é fácil, alguns homens são mais receptivos do que outros. Mas eu acredito DE VERDADE que é possível fazê-los enxergar as coisas sob outra ótica. Isso requer paciência. E como você não quer se separar por este motivo (eu também não o faria), penso que este é o melhor caminho. A jornada é longa!

Além disso, uma coisa que eu fiz e que incrivelmente deu certo, foi trazer alguns textos sobre igualdade de gênero pra casa e dar pra ele ler. Sempre ofereci esses materiais com carinho, deixando claro que ele não era obrigado a ler, mas que seria legal conhecer um poucos mais desse assunto. Alguns ele lê e a gente conversa sobre o assunto, outros ele nem passa perto. Mas já está no caminho!

Aos poucos, as coisas vão mudando, tenha paciência. Acredite.

E o namorado que nunca lavou um copo na casa da mãe agora divide todas as tarefas domésticas comigo, simplesmente porque ele entende que nós dois somos moradores daquela casa (inclusive dividimos todas as despesas) e por isso, nós dois temos a obrigação de cuidar do nosso lar.

Desejo sorte e paciência pra você!


Fernanda

Antonella Franzon disse...

Sei bem como é. Não sou casada e nem namoro, mas gosto de um amigo machista.

O lado bom é que ele vem melhorando, ficando menos escroto.

Fernanda disse...

Fábio,

Eu penso que quando alguém entra num relacionamento, tem que estar disposto sim a fazer vários ajustes. Mas eu acredito de verdade que as mudanças devem ser feitas para a própria pessoa e não para o(a) companheiro(a). Ninguém - nem homem, nem mulher - deve exigir que o outro mude apenas para lhe agradar. Mas a pessoa pode sim mudar aquilo, se ela acreditar que vai ser o melhor pra ela, e não simplesmente porque o outro quer.

D Stoffel disse...

O que significa erotizar a própria opressão?

Uma mulher que dança um funk que chama ela de cachorra entre outras coisas, pra mim seria isso.
eu ia falar de mulher que assiste porno mainstream, mas tem gente que acha que isso não é opressão, já eu acho , vai de cada um.
Eu entendi assim, mas pode ter outro significado que eu não tenha entendido.

Anônimo disse...

Babaca das 18:51

Não tem como reclamar do que não existe, no caso da C, cada um deve contribuir com a manutenção da casa e etc. na medida das suas possibilidades, seja com pagando de tudo a nada, pagar as contas não e machismo, logo não tem porque ela reclamar disso.

A pergunta não foi para mim, mas não resisti, pois da nojo ler tanta besteira assim.


Jonas Klein

Anônimo disse...

Machista escroto como você não se recicla e lixo orgânico, volta pró bueiro de onde saiu masculino
Não acredito que vão dar algum crédito pra pergunta deste cara, por favor ne gente?!

Anônimo disse...

Jonas responde ate anonimo que já nem ta mais nos comentários a vontade de causar e tamanha, deve ser pra compensar o tamanho do piru.

Vicky_ disse...

"Mais vantajoso para ela"
Tipo, limpar toda a sujeira e fazer todas as tatefas e ele ainda querer mexer na grana do salário dela é uma baita vantagem que toda mulher quer.

Podiam fazer uma fralda geriatrica específica pra quem defeca pelo dedos (e boca), não, Jox?

Donna Nyckynha disse...

o dificil pra eles é dividir o palco com mulher.
Ele é como aqueles hieroglifos de farao e sua esposa.
eles tem de entenderem q democracia é a soluçao e nem todos vao pensar igual a eles.


Ao mesmo tempo nao devemos xinga-los pq muitos ainda nao se desenvolveram por completo,muitos sao sensiveis.devemos nos policiar tbm sobre isso.
devemos chama-los nao de machistas mas sim,vc esta sendo machista com tal atitude
com isso ha uma diferença enorme

lola disse...

Fabio, pra cada comentário sem ofensas ou provocações ridículas que vc faz, vc faz uns 10 comentários ofensivos. Por isso, a Samantha está certa quando opta por deletar TODOS os seus comentários. Uma vez otário, sempre otário, Fabio do Mingau. Vai comentar em algum blog mascu e deixa a gente em paz.

Jéssica disse...

Erotizar a opressão n é ser hétero, é ficar com quem te oprime e é o que essa mulher faz. Já reconheceu que ele é fdp machista que caga e anda para os direitos dela mas mesmo assim n quer separar! Porque ama ele embora já esteja mais do que provado que ele n ama ela.
Não tem essa de conversar, o cara já diz que a opinião dela n vale nada, ele vai aceitar numa boa ela falando sobre os defeitos e machismo dele e ele vai tentar mudar? É ruim hein. Vai ficar como muitas aturando ser tratada como lixo pra ver se o traste muda algum dia, o que raramente acontece.
Lola comparou o marido dela com o dessa mulher, tem nem comparação, o da Lola n é machista por isso reconheceu seu erro e tentou mudar, o da moça do post pode até agredir ela se ousar falar das merdas q ele faz, n duvido nada.

Anônimo disse...

Lola mas pq publicaram aquele post elogiando o Fabio não entendo isso e como dar asas a cobras

Caio Marinho disse...

A esposa quer, sim, mudar o marido, mas -- este detalhe é essencial -- ela não quer força essa mudança sobre ele. Ela quer que, refletindo sobre o assunto, ele perceba como isso é danoso e escolha, por si próprio, mudar.

Mas ele não parece disposto nem a ouví-la. O relato diz:

Ouvi que estava falando demais, e que aquele assunto (seja ele qual for) não me compete, não sou especialista e a minha opinião não vale de nada.

Mudar por um companheiro não é algo simples. Nós trazemos uma bagagem enorme pras nossas relações e, muitas vezes, é difícil jogar algo fora. Nós temos hábitos que trazemos desde muito tempo e, de repente, chega alguém dizendo que assim não pode, assim não dá? E devemos simplesmente aceitar?

Óbvio que não.

Contudo, também não podemos fechar os ouvidos para o que o outro fala e destratá-lo. Para um relacionamento funcionar, deve haver cooperação. Isto significa que nenhum dos dois (ou três ou quantos forem) pode "moldar" o comportamento do outro, pois nenhum manda no outro. Como a Fernanda falou, é preciso paciência. Paciência e generosidade, eu acrescentaria.

até já cogitei me separar, por que machismo comigo não dá, mas amo meu marido e acho que todos merecem aprender e ter segundas chances.

Vamos esperar que amor vença o machismo. Boa sorte, C.!

Dona Sancha disse...

O anônimo que me perdoe, mas eu não consegui entender o contexto do "erotizar a própria opressão", na verdade eu não consegui entender a primeira parte do comentário, mas achei o sucesso da expressão engraçado :P

Cara C.
Gostei muito do comentário da Fernanda, se você gosta da pessoa, mas ela tem opiniões contrárias das suas, o segredo é dialogar, e nesse caso, mostrar aos poucos o outro lado da história.
Particularmente acho separação deve ser o ultimo dos recursos, e digo isso não por moralidade, mas sim pela exaustão emocional que o processo provoca, além do mais relacionamentos longos demandam um investimento emocional que nem sempre vale a pena perder por um momento de baixa do relacionamento.

André disse...

Eu acho bonitinho.

Anônimo disse...

Dialogar com machistas, e o mesmo que dialogar com terroristas. Sem chances. Mulheres tão bobas ate parece que um cara vai deixar de achar que a mina de short curto não e puta, que o corpo de uma mulher não e publico, e muito comodo achar pq todo mundo acha.

lola disse...

Anon das 19:50, o post da Roxy começava dizendo que o Fabio era doido, mas pelo menos tinha senso de humor. Se vc chama isso de elogiar... Antes mesmo de colocar o texto da Roxy, eu disse que nunca diria "Tô com o Fabio". Eu vi que, enquanto eu estava na China, vieram umas pessoas comentar que EU elogiei o Fabio. É meio desonesto isso, não acha? O post da Roxy nem era sobre o Fabio, pô! E eu digo que não concordo com ela nisso, porque pra mim o Fabio é um completo inútil mesmo. O Fabio é mascutroll e persegue este blog há pelo menos 4 anos. De verdade.

Anônimo disse...

Erotiza a própria opressão não sei o que e, mas tem muita poliana aqui achando que feminismo e aquela cena fofa do manifestante entregando a flor pro policial, acorda parece que não conhecem machista se tem uma coisa que eles odeiam mais que mulher é feminismo. Sabe aqueles cara da postagem de ontem pois e tem um montão desses por ai.

Anônimo disse...

Mesmo assim Lola uma gracinha so pra esse cara ele ja se achou , isso aqui começou a encher de trolls anonimos. Dao bam mas ele sempre volta nem vou falar do Jonas querendo tirar onda com a nossa cara.

Mila disse...

Todos incorporamos o machismo, em diferentes graus. Às vezes eu e meu namorado policiamos um ao outro sobre, embora, é claro, ele cometa mais deslizes que eu.
Mas o problema é que para a pessoa mudar, precisa partir de dentro dela. Você pode ajudar esclarecendo alguns comportamentos, como eu faço com a minha família. Com o tempo, algumas mudanças você pode conseguir.

Anônimo disse...

O mal das mulheres sempre foi tentar transformar um sapo em príncipe.

Fábio disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fábio disse...

Quando foi isso? Que post foi esse?
Pô professora, quando forem falar mau de mim ne chamem, eu sei coisas horríveis sobre mim mesmo :)

Anônimo disse...

Na sociedade patriarcal o relacionamento homem mulher deveria ser baseado somente em reparação da parte deles e retaliação de nossa parte, simples assim
Uma melgwr amando um opressor e tão coerente quando uma índia amando um bandeirante.

Anônimo disse...

Viu a pesquisa dizendo que porno diminui estupros oi? Alem de ser uma mentira ta vendo o tipo de alento que querem nos dar nos somos desumanizadas nos filmes mas pelo menos diminuem estupros pq homes saciam vendo nossos corpos estuprados na frente de um pc.

Anônimo disse...

erotizar a propria opressao,me sinto mal pacas quando venho aqui aprender mais sobre o feminismo e leio esse tipo de coisas,não sei pra voces mas divorcio é uma coisa muito dificil e envolve filhos entre outras coisas,pois entao nao chame a situação complicada que algumas mulheres passam de erotização de opressão pq não se trata disso.
puxa vida é assim mesmo que voces orientam as mulheres que nao conhecem o feminismo?

Anônimo disse...

Ai miga, como você pode aguentar um escroto desses? Peça divórcio!

Anônimo disse...

Homens estupram mulheres na frente do pc, ao vivo, homens estupram. São coniventes com isso.

Anônimo disse...

Pornografia e estupro glamurizado pensem bem antes de ver.

Dona Sancha disse...

"E se o seu namorado dissesse que tem coisas no seu comportamento que o incomoda, no sentido dos valores dele, você mudaria por ele? Ou seria machista demais da parte dele querer moldar seu comportamento?"

Todo relacionamento envolve abrir mão algumas coisas mutuamente, é um jogo de equilíbrio que mantém o casal unido. Mas existe uma diferença muito grande entre respeitar as diferenças do outro e se sucumbir à elas. E isso é valido para os dois lados: não dá pra criar o marido perfeito assim como não dá pra criar a mulher perfeita, no fim o parceiro perfeito te aceita como você é.

No entanto isso não significa que nós não podemos mudar ou nos transformar, com o tempo é natural incorporarmos mudanças através da experiência de vida acumulamos, assim como devido a própria necessidade de mudança.

No caso referido, a questão do machismo aparece como um problema, tanto na esfera pública como domiciliar, a questão aqui não é impor um modelo de comportamento ao parceiro, mas faze-lo entender que os costumes tradicionais arraigados em nossa sociedade não são mais funcionais na sociedade atual, é simples: não dá pra trabalhar e cuidar da casa sozinha, e é ingênuo dizer que mulher é estuprada porque estava de roupa curta ou bêbada.

Só pra finalizar, a questão do estupro como culpa da vítima só se apoia no senso comum, na minha cidade, por exemplo, tinha um estuprador só abusava de moças evangélicas, simplesmente porque elas usavam saia, e o cabelo longo facilitava na hora de agarrá-las.

Anônimo disse...

Acho que ver porno a mulher erotiza o estupro e a própria opressao, sem exageros.

Anônimo disse...

PARA TUDO LOLA BEBE JOHNSONS ESTOU APAIXONADA! Agora voltando ao assunto, meu namorado não é machista mas muito menos feminista, quero dizer, ele acha que mulheres devem sim trabalhar, estudar, ter liberdade, beber, sair etc mas acha feministas muito chatas, enfim, nada que eu uma não feminista me incomode, mas há quem diga que ele quando casarmos vai mudar e blablabls

Julia disse...

Eu não conseguiria lidar.
Nem que eu quisesse eu conseguiria.. homem machista seca todas as mucosas do meu corpo.
Não fico nem perto porque começa a sentir engulho.
Não tenho vontade, nem paciência para ensinar macho a deixar de ser escroto.

Dito isto, já que não tenho nenhum conselho válido para dizer a C. além de "chuta essa macumba" vou aproveitar o espaço para elogiar os comentários da D. Stoffel e da Vicky.
Vocês me representaram nesse looooongo período que fiquei sem comentar no blog lindo da Lola.

E Raven - outra maravilhosa - eu vi que você me citou no outro post. Obrigada por lembrar de mim nos momentos de misandria :D

Julia disse...

Aliás, D Stoffel, você viu o vídeo novo que a Danny postou ontem?
O caso é mais grave porque o cara bate na mulher, né? Mas a negação é a mesma e a tentativa de querer consertar o traste é igualzinha.

Anônimo disse...

Cara C,

Acho que a pior maneira de começar um diálogo é adotando um discurso acadêmico ou professoral. Isso porque pode parecer arrogante, uma tentativa de converter o outro sem um significado mais forte. Sem dúvida, o mais importante, como a Lola comentou, é trazer o quanto esse machismo e angustiante pra você, tentar sensibilizá-lo, mostrar relatos de mulheres que sofrem com isso etc. Para mim nem se trata de converter, mas de conviver com alteridade – você já fez sua parte de entender a criação machista e o modo como pensa. Agora também é hora da parte dele de procurar compreendê-la.

Joseph K

Panthro disse...

Não entendi a lógica. Ou se abandona o marido ou se suporta o marido. Não existe meio termo nesse caso. Entendo que não se queira as duas coisas, mas a vida não é feita só de coisas que a gente quer. Aí tem que pesar se existem coisas que compensem o fato dele ser machista ou se não tem. Mas só existem dois caminhos, suportar ou separar.

Anônimo disse...

Oprimindo a própria erotização.

lola disse...

Publiquei sem querer ontem um post que estava agendado pra segunda. Desculpem! Vamos voltar à discussão para este post, que depois vou publicar outro que estou acabando de escrever sobre Cecil the Lion. Obrigada!

Anônimo disse...

Eu acredito muito no trabalho de conscientização. Não sei se é porque eu e meu noivo namoramos desde a adolescência, então logicamente a cabeça muda, mas ele é completamente diferente do que era no início do namoro!E para bemmm melhor! Acho que tenho grande parcela de responsabilidade nessa mudança. Ele também acha que tenho. Não foi da noite para o dia, mas nossas conversas ajudaram que ele mudasse opiniões, revisse conceitos em relação ao machismo e a outras causas sociais.Tem hora que ele é quem me corrige: você está sendo machista...Ano passado fiquei chocada positivamente quando ele discutiu com amigos no trabalho em prol dos sem-teto, quando houve uma ocupação de um prédio em SP!Isso era inimaginável antigamente...

Anônimo disse...

Joseph K

O seu comentário ate foi legal, mas tem uma questão que merece uma observação:

"é trazer o quanto esse machismo e angustiante pra você, tentar sensibilizá-lo, mostrar relatos de mulheres que sofrem com isso etc."

Aqui tem um problema, que e o fato do poder adotar um discurso de acordo com o que e certo quando esta perto de dela, para não comprometer a relação com ela, mas as ideias dele continuarem sendo a merda machista que sempre foi, por isso e bom a C não acreditar em qualquer mudança da parte dele, enquanto não provar ao longo do tempo que ele mudou mesmo.

E caso o marido da C, não mude mesmo ela deve realmente providenciar a separação por uma questão de precaução, pois ela mesma já declarou que sujeito tem abito de tratar a vitima como culpada por ter sofrido violência sexual em certas situações, e isso para quem conhece realidade sabe que um sinal de perigo eminente.

Jonas Klein

Anônimo disse...

Você compreende o quanto mulher se considera superior a homem em relacionamentos, quando elas naturalizam o fato de que "para estar a sutura delas" o homem precisa se adequar, já que estão fazendo o favor de lhe darem a honra de sua companhia, mas não mudariam uma palha por homem algum.

Anônimo disse...

Existe uma diferença fundamental entre discordar de você e acreditar que a sua opinião não vale nada.... Tá na hora de deixar ele pra trás.

Anônimo disse...

Gente, saudades da Ana Clara e da Radfem.

Anônimo disse...

Pra que gosta de malucas, deve dar saudades mesmo.

Samantha disse...

Tive um ex que tinha a exata mesma opinião que o homem do post. E ele detestava quando eu rebatia, e dizia que eu não sabia discutir.

Resultado? Virou ex rapidinho. Mas assim, bem rapidinho.

O problema desse tipo de homem não é "apenas" o pensamento altamente machista e conservador, mas a forma como ele vê a opinião da parceira. Para o marido do post, ela fala demais, para meu ex, eu não sabia discutir. E isso porque, na verdade, eles não se interessam e nem querem saber o que temos para dizer.

Imagino que desfazer um casamento seja muito mais difícil. Mas no caso, não acho que uma pessoa dessas se emende. Esse tipo de limite deve ser estabelecido no namoro. Após o casamento, fica muito mais difícil.

Depois que eu mande meu ex andar, fiquei anos solteira até achar um cara que fosse legal, não machista e não votasse no PSDB. Agora nós temos nossos problemas: ele, mesmo trabalhando 1/4 do que eu trabalho, acha que a maior parte das tarefas domésticas deve ficar no meu colo ou pelo menos meio a meio. Não aceito isso. Brigamos, brigamos, brigamos mais um pouco até que ele entendeu que sim, ele vai fazer mais serviço doméstico do que eu porque eu trabalho fora, cerca de 10 horas por dia e ainda faço pós a noite, enquanto ele dá aulas particulares em casa e trabalha numa margem de uma ou duas horas diárias.

Se você consegue lidar com o machismo do seu marido amiga, boa sorte. Eu particularmente mandaria andar. E nem cogitaria ter filhos, exatamente pelo ponto que você colocou: pobre da sua filha com um pai desses que ou a trancara em casa ou a não deixará sair porque quem sai está procurando problemas.

Anônimo disse...

Fontes seguras me revelaram que a Radfem era o Arnold

Raven Deschain disse...

Oi Julia. Bate aqui o/\o

Cara C: larga que ainda dá tempo.

E olha, como nem todo mundo está errado o tempo todo. Concordo com o Jonas. Se ela tivesse tido contato com o feminismo antes, saberia reconhecer os sinais de escrotice antes.

Anônimo disse...

Eu entendo que tem muita coisa que é dificil de mudar. Mas tem uma que eu não entendo: como alguém pode fazer todas as tarefas domésticas? Ou ainda: como alguém pode morar numa casa e ter a ousadia de não participar?

Se meu namorido não faz a parte dele, é simples: não come. Não tem uma cueca limpa. Não tem um sabonete pra tomar banho. Etc etc...


Se ele te falar alguma coisa, que não vai dividir o trabalho, eu agiria com naturlidade: "você está louco, querido."

Olha, não sei se sou eu quem escolho meus parceiros muito bem, ou se comigo eles entram nos trilhos rapidinho, mas esse foi um problema que eu nunca tive. E espero que em breve, será um problema que ninguém mais terá.

E quanto ao seu marido. Um paspalho. Fale para ele as coisas que te incomodam. Se ele nem ouvir, é pq não está lá muito procupado com você.

yara

Ilka disse...

É muito difícil opinar no relacionamento dos outros, mas pelo que a autora do guest post fala não vejo solução...

E também não entendo essa vontade de consertar e salvar homens "com carinho", somos tão condicionadas a ter um relacionamento a todo custo que muitas mulheres preferem se manter em uma situação com um cara machista e que não dá valor a opinião dela a se separar. Esse tal de amor romântico idealizado só nos faz mal.

Thai-chan disse...

Vc o ama mesmo ou acredita depender(economica ou mentalmente) dele? Por que sinceramente não acredito que de pra amar alguem que faz as coisas que ele faz! O que eu vi ai, e me desculpe pelo pre julgamento, é que ele deve estar te manipulando pra vc crer que precisa dele, nem toda violencia é fisica, tentar te fazer acreditar que sua opinião não vale nada é violencia também (em casos mais graves se configura gaslighting)! Agora, realmente não tem nada de errado em expor as suas ideias e tentar convece-lo de forma civilizada, só que acredito que vc ao fazer isso corre o risco que a situação piore, esteja preparada pra ouvir que feministas são umas loucas que estão fazendo sua cabeça e outras coisas... Muitas vezes expor o problema o aumenta, o que não significa que não deve ser feito, pelo contrario, é até melhor pois ai vc vai ter certeza se quer manter mesmo o casamento.

Panthro disse...

Eu acredito em mudança e conscientização pessoa anônima das 09:03. Mas isso depende da pessoa querer mudar. Se a pessoa não quiser, não rola. Então nunca parto desse pressuposto. Até porque ela parece que já disse que está incomodada e o homem não quis saber de conversa. Então não dá pra contar com ele pra resolver o problema. Aí se tem que resolver sozinha, a questão é separar ou aturar.

Ligia Colares disse...

Não vou ler tudo porque quero so falar minha experiência: Meu namorado começou muito machista, e eu antes nao percebia. Ciúmes, controle, chantagem, foi vem complicado. Mas eu era feminista antes mesmo de saber disso, e com o tempo fui conversando. Muita coisa consegui mostrar que ele me menosprezava, outras que nao fazia sentido, e ate, na parte domestica, simplesmente nao fazer, alem das brigas, claro. São quase oito anos juntos, e ele admite que mudou muito, e concorda mt mais comigo sobre o feminismo. Nao foi fácil, ainda existem coisas a se debater,mas eu ainda o amo, e se um relacionamento eh uma forma de melhorar e crescer, tento fazer a minha parte, assim como ele me ensina muitas outras coisas. E, so para animar a moça, meu namorado eh a pessoa maia teimosa do mundo, sempre tem razão de tudo, entao não foi fácil, mas n foi impossível tb

Ligia Colares disse...

Sou o contrario de romantismo, mas por gostar mt de meu namorado, me dei um *prazo* em q ele deveria ser convencido a mudar, ou ser deixado. Sou feliz hj, com ele, e apenas resquícios de um ciúmes q ja existiu :) so acho q cada pessoa eh diferente, e ela n parece fraca a ponto de se submeter a um relacionamento abusivo

MaMan disse...

Oi, Fernanda, gostei da ideia do textos. Converso com ele bastante sobre isso, mas queria uma indicaçao de quais textos posso sugerir. Bjs

Verô! disse...

Converse, se ele não mudar se separe. Manter um relacionamento com um machista é ser conivente com o machismo. Chegamos a um ponto que devemos ter tolerância zero. Que os machistas amarguem a mais profunda solidão!

Maria Fernanda Lamim disse...

C, querida, sobre as opinioes machistas dele eu nao sei o que dizer, mas sobre a divisao se tarefas domesticas tenho uma dica que funcionou comigo.
Eu sempre detestei a ideia de me casar, mas por outro ladosempre quis ser mae. Estava namorando ha 5 anos e apos uma conversa decidimos engravidar, mas a principio manteriamos as casas separadas.
So que depois que o Arthur (nosso filhote que agora tem 1 ano) nasceu, o meu namorado me disse que era importante pra ele estar o mais proximo possivel. Entao rediscutimos o tema e acabamos morando juntos experimentalmente.
Ele nao e um mau pai e como namorado nao e dos piores. Mas foi criado por mae dona de casa e pai "sentado no sofa de pe pra cima",saca? Entao tinha um certo machismo internalizado. Ele nunca disse com todas as letras que o trabalho domestico deveria ser todo meu, mas era o que acabava rolando pq ele nao se tocava de fazer. Isso estava me desgastando e cheguei a pensar em separar novamente as casas.
Ai eu fiz o seguinte: uma tabela, no melhor estilo Supernanny, com todas as tarefas (cozinhar, lavar louca, limpar banheiro, lavar roupa, etc) e dividi pra mim e pra ele igualmente. Preguei a tabela na porta da geladeira e o lembrava de olhar diariamente.
Foi um processo, mas aos poucos as coisas mudaram. E foi bem menos desgastante assim.
Pode soar meio ridiculo tratar seu marido feito crianca do jardim da infancia, mas infelizmente qd se trata de descinstruir machismo internalizado a naioria esta nesse estagio mesmo!
Beijo e boa sorte no "aprendizado" ai, rsrse

Anônimo disse...

Eu não consigo manter nem amizade com um homem absurdamente machista/misógino, quanto mais casamento. Homem assim não seve nem pra sexo, pois em geral são egoístas demais até pra fazerem um oral protocolar. Tô fora. Imagina investir recursos femininos tendo filho com um idiota desses? Nem louca eu o faria.

Anônimo disse...

Sem contar que o futuro te reserva chifres em profusão e uma solidão a dois na velhice, já que o machista/misógino tá cagando pra esposa.

pavlvs disse...

Eu visitei esse Blog por curiosidade após ler uma matéria no R7 sob um grupo que espalha intolerância na Internet. Como curioso que sou visitei o site dos autores e fiquei impressionado com o que li.No caso da boate Kiss em que inúmeros jovens perderam a vida e os autores desses Blog escreveram coisas absurdas desrespeitando a dor de inúmeras famílias que perderam seus filhos. Sinceramente é inexplicável esse ódio gratuito.
Mas uma coisa que me surpreendeu nesse Blog especificamente é que a matéria acima é sugestiva e carente de credibilidade. Outra questão é que as pessoas que se dizem "combater" tais facínoras nas redes sociais são pessoas imbuídas de ódio e no final das contas não são diferentes de quem afirmam combater. É só ler os comentários. Me parece um ódio vingativo daquelas que assim como os "machistas"precisam submeter alguém a sua sanha inquisitorial.

Na minha concepção esse Blog não é diferente das páginas misoginas e a diferença é que somente um lado é incriminado, acusado e difamado enquanto o outro lado recebe suporte e apoio do Estado para propagar seus ódios e complexos. São pessoas frustradas que fazem o mal imagindo estarem fazendo o bem e outras tem ódio e complexos que somente um psicólogo poderia desvendar.

Em relação as denúncias creio que qualquer cidadão deve denunciar esses propagadores de ódio mas a questão é que essa moeda tem dois lados e se combate apenas a coroa.

lola disse...

Pavlvs, se vc acha que este blog prega o estupro ou assassinato de homens (assim como os sites de ódio fazem em relação às mulheres), não sei que blog você leu. Este é um blog feminista que luta por direitos iguais e pelo fim das opressões. É o oposto dos sites de ódio, que lutam para manter e espalhar as opressões. Se vc realmente acha que machismo e feminismo são a mesma coisa, você realmente não sabe do que está falando. Recomendo que tente aprender um pouco antes de repetir besteiras.
Diga aqui qual ódio meu blog está promovendo. E agradeço também se puder me dizer qual apoio e suporte do Estado eu recebo.
Ah, e eu não sou frustrada. Tenho uma vida plena e feliz cheia de amor.

lola disse...

Aliás, Pavlvs, incrível que vc tenha vindo parar bem num post em que uma mulher diz que ama seu marido mas que não suporta o machismo dele, e por isso não quer se separar. Em algum momento eu falei pra ela se separar? Falei pra ela matar o marido? Pense como um email desses seria recebido num site de ódio mascu. Quer dizer, nenhum homem escreveria pra um site mascu pedindo conselhos. Mas pense o que um site mascu recomendaria fazer com a esposa. Ou como trataria o cara só por ser casado.

Anônimo disse...

O fato de você não ver diferença entre este blog e aquele blog que ensina a estuprar e agredir mulheres diz mais sobre você (e os homens) do que sobre este blog (e as mulheres).

Tá vendo o que eu digo, Lola? Homens jamais serão solidários às mulheres. Olha só o teor do comentário masculino. Quem precisa abrir os olhos pra realidade, com urgência, são as mulheres, que precisam enxergar os homens como eles são realmente. Tirar esses óculos ilusórios que só empurram as mulheres pra relacionamentos insatisfatórios e infelizes.

mara disse...

Realmente é difícil mudar um machista tô separando do meu que é misogino

Anônimo disse...

Preconceito com militar pode, né!? Põe qualquer outra coisa no lugar da palavra militar pra vc ver se não é preconceito. Feio demais