sexta-feira, 12 de setembro de 2014

"VOCÊ NÃO SE ARREPENDE POR NÃO TER SIDO MÃE?"

A R. me enviou este email:

Escrevo, pois estou a ponto de explodir e acredito que aqui seja um espaço para que eu possa buscar um pouco de luz para a maior dúvida da minha vida: devo ou não ser mãe?
Bom, tenho 38 anos, vivo um casamento cheio de amor há mais de dez anos, sou bem sucedida na minha profissão e até ontem acordava feliz todos os dias e cheia de sonhos na cabeça. Contudo, de dois/três anos para cá, não penso em outra coisa que não essa questão que vem dilacerando a minha alma.
Sei que você optou pela não maternidade e gostaria de saber como isso funcionou ou funciona para você, se foi ou se ainda é um fator de conflito ou se demandou muita reflexão.
Sabe, não consigo encontrar motivos para ter filhos, a não ser os motivos que povoam o senso comum: ter a minha família, ter companhia nos próximos anos, “amar incondicionalmente”,  participar de outros círculos familiares, etc.  Na verdade o que eu mais gostaria nessa vida era poder ter nascido com esse desejo da maioria das mulheres que conheço, ou seja, de parir por parir, de parir por um querer mais “natural” que racional -– se pensarmos racionalmente é um absurdo trazer alguém para esse mundo pelos nossos motivos.
Gostaria de poder conhecer mais pessoas, de encontrar espaços onde eu pudesse partilhar esse sentimento sem me sentir uma pessoa tão estranha e tão sozinha -– me sinto cada vez mais numa caverna, pois todas as minhas amigas já tiveram ou estão se preparando para ter filhos, não temos nem mais assunto ou o que compartilhar sem cair na tecla de sempre.
Recentemente descobri um blog que me deixou surpresa, um espaço onde mulheres deixam os seus desabafos sobre como odeiam ser mães, e de como gostariam que as mulheres não silenciassem sobre esse sentimento, pois poupariam muitas de entrar nesse caminho sem volta, nesse universo por vezes bem sombrio.
Mas, mesmo lendo esses desabafos, fico na dúvida se no futuro ficarei arrependida, aliás, o que me faz achar que devo ser mãe é justamente o futuro, um futuro que tem deixado o meu presente tão angustiante.
Sei que tudo isso parece uma questão banal, tão boba perto de tantos conflitos que leio por aqui, mas, enfim, já que a terapia não tem me ajudado, nem as medicações, nem terapias alternativas (não consigo encontrar uma profissional que não seja mãe para criar uma empatia nesse aspecto, pois quase todas dizem que eu devo ser mãe por ser o natural da vida), talvez trocando experiências com quem passou dos 40/50 sem conhecer a maternidade possa ser um caminho para que eu encontre um pouco de paz.

Minha resposta: Acho que é um caminho sem volta. Quando você é mãe, você é mãe, ué. Não dá pra desistir no meio, não dá pra voltar atrás e dizer "Que droga, não quero mais ser mãe!" Pelo menos enquanto o filhote morar com você, você é mãe. Depois, vocês podem até se afastar. Por isso, não sei o que pensar de um blog em que mães expõem como odeiam ser mães. Parece um sofrimento desnecessário, já que elas não podem deixar de ser mães. 
Podem, óbvio, diminuir a importância da maternidade em suas vidas, empenharem-se em outras atividades, mas, sei lá, ficar falando de arrependimento? Entendo que até pode ser válido um blog falar sobre isso, já que é um grande tabu, assim como a depressão pós-parto (é incrível como pouca gente fala de depressão pós-parto, que é tão comum -- aliás, se alguém quiser enviar um guest post sobre isso, publico).
Não conheço as histórias dessas mães que se arrependem. Se eu tivesse filhos que dessem muito problema, acho que me arrependeria também. Porque a vida é tão simples sem filhos! Sei que é mesquinho da minha parte pensar assim, mas às vezes vejo crianças e adolescentes problemáticos, que gritam em casa, que ameaçam os pais, que praticam bullying com os coleguinhas, que maltratam animais, que têm mil e um preconceitos que você não sabe de onde vieram, já que os pais são gente boa -- e aí eu agradeço muito não ter filhos.
Sinceramente, não foi uma decisão difícil pra mim. Eu nunca sonhei em ter filhos, nunca fez parte do meu projeto de vida. Nunca tive "instinto maternal", se é que isso existe. Quando eu brincava de boneca, na minha infância, não trocava fralda ou dava papinha. Minhas bonecas tinham carreiras. Uma era dona de banca de jornal (ou era jornalista?) e eu desenhava um monte de capa de revista, com chamada e tudo, pra ela vender. Era muito mais interessante que ficar desenhando modelitos de roupa.
Isso não me faz melhor ou pior que ninguém. Só estou querendo dizer que nunca tive o desejo de ser mãe. E tive a sorte de me apaixonar por um homem que também nunca teve desejo de ser pai. Estamos juntos há 24 anos, e nunca nos arrependemos dessa escolha. Teria sido horrível, e duvido que nosso casamento tivesse durado, se um de nós quisesse filhos, e o outro não. Mas nunca aconteceu. 
Houve uma vez, uma vez apenas nesses 24 anos, que minha menstruação atrasou e eu fiquei com medo de estar grávida. Foi há uns 6 ou 7 anos, antes de viajarmos pro meu doutorado-sanduíche. Até fiz um teste de farmácia, mas no fundo eu sabia que não estava grávida. Na época, eu e o maridão chegamos a falar sobre o que faríamos se eu estivesse mesmo grávida. Teríamos o filho, mas falamos nisso sem nenhum entusiasmo com a ideia. Porque nunca foi nosso projeto. A gente planejou não ter filhos, e a gente não teve filhos. Conseguimos! Missão cumprida.
Porém, eu vejo crianças lindas, eu vejo mães e pais super felizes com suas escolhas de terem filhos. Acredito mesmo que pode ser ótimo pra algumas pessoas. Outro dia conversei com uma senhora de 86 anos numa clínica onde fui fazer exame de sangue, e ela estava muito bem de saúde e disposição. No final, ela contou que tem dez filhos (teve todos de parto natural) e que se arrepende de não ter tido mais, porque são todos maravilhosos.
Não digo que meu coração já balançou alguma vez, mas meu convívio mais próximo com duas crianças foi muito lindo. O primeiro foi o Jimmy, filho da Ju. Era fantástico jogar pôquer com ele, dançar com ele, conversar com ele sobre mil e um assuntos, ele pulando na minha barriga... Mas só estou lembrando do lado bom, né? A Ju sofria pra fazer com que ele comesse. E uma vez, uma vez só, ela me pediu pra que eu o ajudasse a fazer a lição de casa, e foi um inferno, porque ele simplesmente não queria estudar coisa alguma.
Mais recentemente, conheci a Juh, filha da Kah e do Bruno. Passei belos dias com eles em João Pessoa no ano passado. A Juh também pulava na minha barriga (parece que é passatempo infantil número 1), tentava arrebentar meu maiô, me forçava a jogar bola com ela e ler historinhas antes d'ela dormir (não que ela tivesse a menor intenção de dormir). 
E acho que sempre vou amar essas duas crianças, Jimmy e Juh, que tocaram tanto a minha vida. Mas uma coisa é passar uns dias com eles, outro é ser mãe deles. Isso eu não quis.
A gente tem substitutos (pobres) pra isso. Temos dois gatos queridos (sinto falta de cachorro). Lógico, nunca vou ensinar os gatos a jogar pôquer, o que não deixa de ser frustrante. Mas também nunca vou ter que forçá-los a fazer lição de casa.
Depois de ler seu email, fiquei pensando no que me arrependo na minha vida. E é muito pouca coisa, sabe? Não ter tido filhos definitivamente não é uma delas. Mas me arrependo de ter largado a faculdade quando tinha 20 anos. Teria sido muito melhor mudar de curso. Isso teria me poupado anos de graduação no futuro. (Não façam isso, crianças, não abandonem a faculdade. Troquem de curso, se não estiverem gostando, mas não desistam).
Será que me arrependo de não ter aproveitado a chance de ter ido pros EUA quando eu era jovem, e ter cursado a faculdade lá? Hmm, acho que não. Eu não queria ficar anos longe do meu amado pai. Foi por isso que não fui. Se tivesse viajado, não teria estado com ele em seus últimos anos de vida. Aliás, um dos motivos pra não ter filhos é que eles nunca iriam conhecer um avô fenomenal.
Ah sim, me arrependo de não ter começado o blog antes, lá por 2000 e pouco. 
E fim dos arrependimentos.
Creio que ter filhos pra que no futuro alguém tome conta de você pode trazer grandes frustrações. Porque, né, o que mais tem é filho que não faz isso. E é incrível como tem gente que tem filho pensando nessa "garantia". Filho como uma apólice de seguro: não recomendo. De resto, eu não preciso de filhos pra ter tudo isso que você aponta. Tenho a minha família (maridão, gatos, mãe, que mora com a gente). Sinto muito amor. Não sei se é incondicional, talvez eu nunca saiba. Mas não sinto falta de ter que organizar festinhas de aniversário ou ir a festas infantis (se bem que tem os brigadeiros. Muito melhor que casamentos).
Mascu fez um dossiê completo contra
mim. Segundo ele, isso vai me render
10 anos de cadeia. Um dos meus
crimes: não ter filhos. Ele até tirou
prints do meu blog como provas.
Mas querida, essas coisas todas só se referem a mim. Não posso te dizer o que fazer. Se você não quer ter filhos, por que se forçar a tê-los? Só porque todas as suas amigas têm? Só porque você acha que, no futuro, pode sentir falta? (Se for o caso, você pode adotar). Só nos sentimos "estranhas" porque a sociedade faz o que pode pra gente se sentir assim. Eu, honestamente, não vejo nada de estranho na minha decisão (que também foi a decisão do meu marido, e, no entanto, sou muito mais cobrada do que ele). Mas muito mais estranho, pra mim, é seguir um roteiro pré-fabricado que nunca foi meu.
Portanto, escolha seu caminho baseado nos seus interesses, não nos dos outros. E não olhe pra trás.

Resposta da R.: Nossa, você não imagina como é bom conversar com alguém, que não seja um terapeuta, sobre isso. 
Entendo absolutamente tudo isso que você falou, também nunca tive esse sonho, sempre sonhei em ter uma bela carreira e viver um grande amor, filhos eu até imaginei que teria um dia, algo como consequência, mas nunca foi algo sonhado ou desejado. 
Sempre fui adiando e dando desculpas a todos: primeiro a graduação, depois o mestrado, depois o doutorado, enfim, etapas formacionais concluídas (já tô no pós-doc). Não me restam mais desculpas, e o tempo me pegou na esquina. Sofro pressão de todos os lados (menos do maridão, que é maravilhoso), mas acho que sofro mais ainda com a minha pressão interna.
Ano passado estava tentando tomar pílula (só uso camisinha) devido a meu problema com acne e passei por umas três médicas. Todas me disseram que não passariam remédios para mim pois eu deveria mesmo era engravidar. Uma delas (procurei pelo lattes a melhor profissional da cidade) me disse que eu nunca conheceria o amor de verdade se não fosse mãe de três como ela; saí dessa maratona com uma bateria de exames pré-gravíticos e me sentindo uma ET, uma transtornada mental por não desejar gerar. 
Sabe, sei que sou rodeada de amor: maridão, mamis linda, irmãos, meus gatos, minha profissão, e ainda assim fico com essa tortura, e me sinto ridícula sentindo e falando sobre isso enquanto o mundo tá cheio de problemas, mas é que estou mesmo sufocada, depressiva e precisando absurdamente desabafar. 
Grata por ter esse espaço de alento para nós mulheres, grata por compartilhar suas experiências, grata por nos ouvir.

138 comentários:

Raven Deschain disse...

Eu conheço esse blog. Justamente pelo arrependimento de ser mãe. Mas é muito ódio e sofrimento lá. Amo meu filho. Só não gosto de ser mãe dele. Nos parecemos e nos tratamos como irmãos.

Minha opinião é que se vc não quer, vc não deve ter. Simples assim.

*esse post atrairá mães doidonas falando do único amor verdadeiro, quer ver?*

Raquel disse...

Alguém pode passar o endereço desse bloq? Quero ler.

Anônimo disse...

Olá Lola.Tenho 41 anos, 12 de casada e optei, desde sempre, a não ter filhos, o marido soube desde o primeiro dia de namoro, ele tem uma filha do primeiro casamento e nunca pressionou para outra criança. Ufa, pois não mudei de opinião e amo a liberdade de não ter alguém sob minha responsabilidade eterna.As pessoas perguntam, se chocam, tem até raiva de queeu nnão sofra as ~delícias~ de ser mãe. ..eu passo e sigo bem.

Anônimo disse...

Como diz minha avó: não existe ex-filho.

Estou entrando nos 30 e começando a pensar se quero realmente... ok, problemas de saúde pessoais requerem uma atenção redobrada se eu decidir pelo sim e me inclinam ao não, mas... não sei, ainda estou em cima do muro.

Fim do ano estava visitando a família quando encontrei com uma tia que não teve filhos, preferiu investir na carreira, virou professora universitária etc.
Não lembro como chegou ao assunto, mas perguntaram se ela não se arrependia, ela disse que no fundo, sim, mas as amigas dela de faculdade que deixaram oq queriam para serem mães tbs e arrependiam.

Então... é algo muito pessoal.
Talvez independente da sua decisão vc não fique satisfeita...

Elaine Pinto disse...

Nunca desejei ter filho. Eu me sentia mais cobrada quando era mais nova, mas agora, que passei dos 30, curiosamente ninguém fala mais nada sobre o assunto. Não sei se isso tem relação com o fato de que sempre deixei muito claro, para todo mundo, que não quero ter filhos e as pessoas cansaram de perguntar. Ou talvez tive apenas sorte.

P.S.: Essas médicas deveriam ter seus registros cassados. Um absurdo o que elas fizeram.

Juba disse...

Lola, não conheço o tal blog, mas acho válido um espaço onde se possa falar a respeito. Tem dias em que amo ser mãe e tem dias em que odeio.

Não acho falar a respeito um sofrimento desnecessário e inútil, pelo contrário. Acho que pode ser bem canalizado. Pensa, a gente falar sobre viver em um mundo machista não faz ele se tornar feminista magicamente, da mesma forma que não deixamos de ser mães magicamente, mas traz compreensão, esclarecimento, empoderamento, enfrentamento. Não sei se o tal blog traz alguma coisa assim útil, mas entendo que um espaço com o tema tem esse potencial, o que depende principalmente da abordagem.

A Raven fala em ódio e sofrimento, talvez seja um primeiro momento de se reconhecer o problema. Quem sabe a coisa evolui? E. Lola, acho que muito do que é ruim em se ter filhos é consequência do sexismo. Em uma sociedade diferente, muitos dos problemas seriam minimizados.

Eu gosto da maternidade, apesar dos dias ruins. Mas não acho que é para todo mundo, e não vai mérito ou demérito nenhum nisso.

Anônimo disse...

A. R., seguinte, vou te falar o que eu pensei lendo o seu relato. Espero que te ajude um pouco, como um apoio mesmo.

Parece muito simplista dizer isso, mas algumas coisas são para umas pessoas, outras não.
Para essas médicas, especialistas que dizem que você nunca vai ser plena se não engravidar, etc. etc., apenas mande um foda-se mentalmente para elas. Isso pode ter trazido felicidade à vida delas, mas não significa que aconteça com todo mundo. É ridículo medir a vida alheia com base apenas nos nossos próprios esquadros, nossas próprias experiências.

Você não deve sentir culpa por não ter desejo de ser mãe. Não é defeito de fabricação, não é nada. Acho que o errado é só você fazer algo que não quer, ou que sente grande conflito ao faze-lo.
Há igual mérito em ter um filho, criar e vê-lo crescer, e se dedicar na carreira (pós-doc é incrível, espero chegar lá um dia), pois ambos exigem esforço, dedicação e vontade e ao final (acho que final não é bem a expressão certa, mas fica essa na falta de algo melhor) de ambos nós sempre evoluímos em algum aspecto.

Não sei se um dia você será mãe ou não, mas sei que a decisão - sim ou não - não deve te machucar. Acho que dúvidas, questionamentos a gente sempre tem, porque isso faz parte do ser humano que sempre pensa e analisa e critica suas ações, mas espero que você tenha a paz de espírito de perceber que você tomou a decisão certa, que é a que te trás paz de espírito.

L. disse...

Lola, gostaria de abrir um parênteses: você disse que achava mesquinho da sua parte ficar feliz por não ter filhos quando vê crianças problemáticas e cruéis. Por quê? O que há de errado em não desejar ser responsável por criança ou adolescente pentelho? Não aponto isso para pegar no seu pé, eu também não tive nem pretendo ter filhos e também estou muito satisfeita com minha escolha. Só acho curioso que em muitos textos sobre o assunto apareça alguma frase com tom desculpador, como se querer priorizar a si mesma, a profissão, o casamento, os animais de estimação ou qualquer outra coisa fosse algo "menor" e portanto condenável de certa forma.
Em um outro texto que li, a autora falava que ser mãe é ser altruísta. No sentido de que em alguns momentos é preciso priorizar o filho, até concordo. O que tenho dificuldades de compreender é o delírio coletivo que faz as pessoas acharem que essa escolha (nem sempre uma escolha consciente, eu sei - ainda mais com nossa legislação sobre aborto) de ser mãe é algo divino que nada tem de narcisista.

D Stoffel disse...

Também não quero ser mãe não, criar um filho no mundo desses e desanimador, só por isso mesmo, não quero a criatura que amo neste mundo.

Anônimo disse...

Eu tenho TANTAS dúvidas sobre isso :(

Já resolvi viver pela minha carreira, então só vou decidir depois dos 30 (que é quando vou terminar o doutorado), mas até lá... Eu fico imaginando se a criança não vai nascer com nenhuma doença grave, se eu vou gostar dela mesmo, se eu vou poder viver minha vida sem virar aquelas madames que jogam o filho em cima da babá e somem...

Por outro lado, eu queria tanto saber como é! Mas não tem como dar Ctrl + Z caso não funcione, né. E agora que não é obrigatório... Como faz?

D Stoffel disse...

Lola você conhece a história de Lilith
a suposta primeira mulher de Adão, conta a lenda que ela era feminista e se recusava a deitar-se por baixo de Adão durante as relações sexuais. Ela era formada da mesma matéria que Adão e se recusava a submeter-se a ele, já Eva veio da costela de Adão seria a mulher que Adão queria a submissa.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lilith

Ana Nazaré disse...

Tem um livro mto bom que se chama Separating Motherhood from Female Identity da Mardy Ireland. Ela fala que a maternidade na sociedade patriarcal é mais um aspecto q confirma q a mulher é um ser sem vida própria.segundo a autora é mais um artefato em cima da construcao da feminilidade - espera-se da mulher a disponibilidade, atençao total, a mulher é mãe não pela necessidade ou escolha em si mas para fortalecer oq esperam dela ; . A mulher precisaria aprender fazer suas proprias escolhas e o ato de ser mãe só encontraria sua plenitude numa sociedade pós patriarcal , Eu concordo totalmente.

Anônimo disse...

Lolinha, desculpe o off, mas tá cansando manchete no caderno de política de que "mulheres serão decisivas" nisso ou naquilo.
Oi? Se somos pelo menos 50% da população, é claro q somos decisivas nessas porcarias!!!

Anônimo disse...

Discordo da Lola num ponto - que essas maes nao deveriam falar sobre seu arrependimento, ja que nao tem volta. A maternidade e algo tao sacralizado, tao mistificado que qualquer coisa que pe pelo menos balance esse pedestal, e valido. Por que digo isso? Por que uma das poucas coisa que ainda prendem as mulheres e esse maldito mito do amor materno... Deixar que maes arrependidas ou honestas sobre seus sentimentos falem, e como um grito de libertacao para todas as mulheres - maes ou nao.

E aqui concordo com a Lola - so tenha filhos se for SEU desejo. Nao va cair na besteira de te-los para satisfazer ou dar explicacoes aos outros. Nao caia no conto da "maternidade encantada", pois assim que aparecer o primeiro problema, a primeira dificuldade com o filho, essa gente que te importuna vao ser os primeiros a desaparecer e os primeiros a te julgarbebte culpar...

PS: nao tenho filhos, nao vou te-los e nao täcarrego um so pinguinho de culpa, duvida ou medo.

Jane Doe
(escrevendo do tablet)

Juliana Casciatori disse...

Só acho que nada traz a felicidade, se a felicidade não estiver dentro da gente mesmo.
Sou casada, tenho uma filha e essas foram as minhas escolhas, sou muito feliz com essa escolha.
Mas casamento e filhos, não deve, nem pode ser obrigação, você tem que seguir o seu coração e ser feliz do seu jeito.
Conheço mulheres que optaram pela não maternidade (por incrível que pareça. várias da minha família) e são muito felizes. E conheço algumas que diziam que não ia ter filhos e do nada mudaram de ideia (por escolha própria, acredito que nem tenha sido por pressão, por todos levaram um susto quando souberam da gravidez rs). A vida é assim, não existe uma única "lei"de amor e felicidade, somos tão diferentes e há tanta diversidade, que não é possível que exista só um tipo de "amor verdadeiro e incondicional".

Seja feliz com a sua escolha e não dê ouvidos a pressão, siga seu coração :)

Anônimo disse...

Eu acho até engraçado essa cobrança de que nós devemos ser mães... Eu tenho 30 e não quero ser mãe, não desejo, e isso não significa que eu não tenha sentimentos (geralmente nos julgam sem coração , egoístas e etc...)
Escutei milhares de vezes pessoas falando desse amor incondicional, já ouvi da minha vó que já faleceu (70 e tantos anos) que se naquela época soubesse como evitar não teria filhos. Ela os amava, se davam bem ela cuidou deles e eles dela.
Não tem nada demais não querer ser mãe, embora todos falem que precisamos de filhos e etc. tudo é escolha , tenho tios que optaram por não se casar e não ter filhos estão na casa dos 60 e saem conosco tomamos cerveja, almoçamos e sim eles são felizes!!!
Eu tenho uma enteada, não a vejo como filha (é uma criança que sim eu gosto, mas para por aí), as vezes ajudo fazer lição, as vezes dou comida e para por aí. Com meu sobrinho eu posso ser até mais próxima, mas é bem verdade que fico feliz quando ele está com os pais dele e morro de saudades quando não o vejo... Mas ainda assim isso não me credencia a ter um filho.

Ter um filho pra não morrer sozinho é a pior atitude que pode ter...

Camila Gois disse...

Adorei o assunto!
Eu tb não gostava de bonecas, não pensava em filhos, nunca tinha me imaginado mãe. Não tinha essa vontade que muitas mulheres tem. Mas, eu sou curiosa, e gostava de imaginar como seria engravidar, como seria sentir o bebê mexer, o parto... achava que seria uma experiência bem diferente e interessante.
Até que, do nada, do nada mesmo, eu senti! Senti uma vontade imensa de ter um filho, desejei isso do fundo da minha alma, e para minha surpresa, meu marido tb estava sentido a mesma coisa, sem eu nem sequer falar no assunto. Então, pesquisei essas tabelas de fertilidade e engravidei, no primeiro mês. Ficamos MUITO felizes e toda a família tb. Mas, a gravidez não foi nada do que imaginei, foi muito complicada, passei muito mal, quase morri. Fiquei bem decepcionada, confesso...rsrs. Jurei que nao teria mais filhos jamais.
Amo ser mãe, mas é muito dificil, parece que virei meio bipolar... tem horas que me sinto a mulher mais feliz desse mundo e tem horas que penso: Onde eu estava com a cabeça? Meu filho é uma criança HN (High Need), quer dizer, ele é uma criança que dá muito trabalho, desde bebê. Tive depressão pós-parto, e depois de recuperada tive um surto de querer ser a melhor mãe do mundo, passsei a me cobrar o tempo todo, até que fiquei doente e percebi como isso era bobagem... enfim, os últimos 3 anos da minha vida, que era muito tranquila, virou agitadíssima, e cheia de grandes emoções (algumas boas, outras nem tanto).
Acho que desde que meu filho completou 1 ano, começaram as cobranças para ter outro, e eu sempre pensava: NEM PENSAR!! Até que, novamente, há algumas semanas atrás, o sentimento voltou, e muito forte novamente. Meu marido quer outro desde sempre, mas como eu fico com a parte mais trabalhosa, ele nunca pressionou. Agora, somos novamente "tentantes", e espero engravidar rápido, como na primeira vez (não vejo a hora!).

Minha opinião, é que se você tem alguma dúvida, não deveria engravidar. Eu só engravidei depois de ter certeza absoluta que era isso que queria (e mesmo assim tem hora que gostaria de voltar no tempo e não ter tido... mas logo passa...rs)
Abraço

Elisane Santos disse...

Me identifiquei muito com o texto. É uma decisão muito difícil, mesmo quando não é para ser, porque as pessoas não entendem que simplismente a ausência de vontade de querer filhos. Tenho 32 anos e nunca quis ter filhos, as pessoas falavam que quando ficasse mais velha surgiria a vontade. Isso nunca aconteceu. Hoje tenho plena convicção de não querer ter filhos por vários motivos e acredito que seria uma mãe infeliz, já que não tenho afinidade com crianças. O meu namorado quer ter filhos (ainda bem que ele ja tem um de um relacionamento anterior), e isto sera um problema futuramente pois jamais me imaginei sendo mãe.

Camila disse...

Sempre acompanho o blog, hoje resolvi comentar.

Acho que a autora já respondeu no desabafo que não quer, a questão é se ela irá se arrepender. Acredito que, sendo uma decisão dela e do esposo, ninguém tem nada a ver com isso. Se for para ter filhos pra "lhe cuidarem" ou fazerem companhia na velhice, acho até egoísmo, vejo isso na minha mãe (que sempre me tratou mal, me fazendo ver cedo o mito do amor materno) e, sinceramente, não apoio a ideia de se ter filhos esperando uma "recompensa" no futuro. Assim como vc fez sua vida, eles vão querer fazer a deles e o cuidado precisa vir do amor, não da obrigação.
Por fim, achei esse texto, que traz algumas ideias também:

http://sempre-o-mai.blogspot.com.br/2014/08/filhos-decisao-pessoal-ou-convencao.html

Acho que, se mais gente pensasse antes de ter filhos, até mesmo a sociedade estaria melhor.
Tem um vídeo circulando no youtube que mostra também como as cesáreas são invasivas (isso já é outra questão, parto humanizado e tal, mas acho válido)

https://www.facebook.com/maiara.cadini/posts/561609620609870

Beijos, Lolinha, e um beijo também à autora!

lola aronovich disse...

Eu não conheço esse blog de mães arrependidas, não sei qual é. Se vcs tiverem o endereço, podem deixar aqui. Mas duvido que seja um blog feminista. Tipo, já veio um mascu babaca que agora nós feministas estamos querendo criar arrependimento por ser mãe. O cara não sabe que tem muita mãe não-feminista que se arrepende de ser mãe. É como achar que feminista inventou o aborto, sabe? Sendo que aborto existe sei lá quantos mil anos antes do feminismo.
Não estou censurando o tal blog, cada uma fala do que quiser. Eu só acho assim... what's the point? Qual o ponto de se arrepender de ser mãe, se não dá pra voltar atrás?


D. Stoffel, sim, conheço o mito de Lilith, super interessante por sinal. Já o citei em um ou dois posts. Mas se alguém quiser escrever um guest post sobre ele, seria ótimo.

Mauricio disse...

Tenham filhos aqueles que querem tê-los e pronto. Sem mais papo furado.
Se ninguém mais quiser ter filhos e a humanidade se extinguir, "so be it". Pelo menos 1 bilhão de espécies se extinguiram ao longo da história. Porque a nossa deveria ser perpétua?
Arrependimentos? Todos temos algum na vida. É absolutamente normal. E daí? Porque justamente esse de não ter filhos deveria nos assombrar mais que outros?
Ser mãe ou pai não torna ninguém melhor nem pior. Você não aprende a "amar mais" ou "amar melhor", nem nada.
E acredite: a humanidade não foi concebida por um desejo consciente. A maioria de nós nasceu simplesmente porque é assim que a coisa funciona: transou, não se protegeu, filhos nascem. Não é necessário nenhum desejo especial para isso. É tão fácil que qualquer ser vivo sexuado consegue fazer (tirando talvez os pandas, que não parecem muito interessados nisso).
Pela primeira vez na história há uma espécie no planeta que pode conscientemente tomar a decisão de se reproduzir ou não. Portanto, pense, tome sua decisão, viva com ela e deixe os babacas de plantão reclamarem do que quiserem. Eles farão isso com você decidindo ser mãe ou não. Aliás, se você optar por ser mãe, eles começarão a te criticar por você não ser uma boa mãe (na opinião deles, claro).

lola aronovich disse...

L., pois é, talvez eu não tenha me expressado muito bem. Não acho que é mesquinho ver uma criança-problema e pensar: "Ufa, ainda bem que não sou mãe, ainda bem que não é comigo". Mas EXPRESSAR algo assim não me parece legal. Afinal, quem tem filho (que é a maior parte das mulheres, disparado) está se arriscando. É muito mais fácil errar ou, vá lá, que dê algo errado, se vc tiver filho do que se vc não tiver filho. O que pode dar errado no caso de mulheres sem filho é se arrepender da sua escolha, só. E mesmo assim acho que dá pra remediar, dá pra adotar.


O que deveria nos deixar indignada é essa pressão pra ter filho, essa imposição. Esse preconceito de que sem filho vc não é uma mulher completa (uma acusação bem dolorosa pra mulheres estéreis, que não podem ter filhos). Ou, segundo mascus, que mulher sem filho é uma criminosa (ok, mascu não conta). É isso que a Ana Nazaré escreveu citando Mary Ireland. Mas nós mulheres temos escolha, e cada vez mais mulheres estão escolhendo ter filhos mais tarde ou não tê-los. E o mundo não vai acabar por causa disso.
Aliás, é ridículo, né? A sociedade diz que mulher sem filho não é completa, mas também discrimina mães solteiras... Aí também não pode. Danem-se as pressões.

Gle disse...

Eu sou mãe de uma gata (siamesa tigrada, liiiindaaaaaa) e de quatro cães (uma York Shire, um Pitbull, um Pincher e um Beagle misturado com Cocker).
Desde que me conheço por gente, não tive vontade de ter filhos. Não tenho, até hoje! Não consigo me imaginar como mãe. Assim como a Lola, eu também acho muito mais leve não ter filhos, não ter obrigação com nada, horários, etc.
Pode parecer grotesco, mas eu não gosto de crianças, mesmo! Eu as tolero, mas não consigo passar mais de 1h perto de uma sem me irritar. Principalmente quando a mãe delas é daquela que BERRA pra criança parar de falar/fazer isso ou aquilo. Tenho pavor!
E não tem essa história de que "quando você tiver o seu, vai entender." Não vou! Não vou porque eu não quero e infelizmente esse ser já seria gerado dentro de mim sem que eu quisesse. Na real, acho que eu abortaria, enfim.

Querida, não se preocupe que somos muitas! Não são todas as mulheres que nascem com este desejo não. Acalma teu coração! Se essas amizades estão te deixando desconfortável, procure outras pessoas para sair, outros casais. E quando te perguntarem, diga: EU E MEU MARIDO OPTAMOS POR NÃO TER FILHOS, PORQUE NÃO QUEREMOS. Divide as responsabilidades, afinal, um relacionamento serve para isso também! Espero que os comentários te ajudem :)

Claudia disse...

Eu tenho 41 anos e nunca quis ser mãe, tive a certeza c uns 17 anos, não saia por ai falando, claro, p não ouvir o papo q mudaria de ideia, sou muito nova, isso e aquilo, qdo fiz 25 anos e me apaixonei de verdade por um homem, comecei a espalhar minha decisão, não me importava e não me importo com as opiniões dos outros, e não me arrependo nem um pouco e até hj continuo tendo pavor de engravidar, e sou gente não sou bicho p vir c esse papo de natureza, aliás as pessoas só falam de natureza qdo lhes convêm, mas sabem muito bem destruir a natureza, até falta de água potável estamos tendo, esse mundo não comporta mais gente mesmo.

Mauricio disse...

"Ter um filho pra não morrer sozinho é a pior atitude que pode ter..."

Acho importante pontuar que, da mesma forma que não devemos aceitar cobranças e críticas pela escolha pessoal de alguém em não ter filhos, o mesmo vale para as escolhas de quem optou por tê-los, seja por que motivo for.
Cada um sabe de si e cuida da sua vida, assumindo as responsabilidades por suas escolhas.

Raven Deschain disse...

Ah sei lá Lola. Mas o sentimento fica. Em mim, não é integral. Não sinto isso o tempo todo. Mas às vezes fico pensando como seria diferente se eu não tivesse filho. ^^

Anônimo disse...

link para o blog com o post:
ODEIO SER MÃE

é preciso clicar em comentários recentes e mais recentes para ver todos os desabafos das mães.

http://domingodechuva.blogspot.com.br/2013/01/odeio-ser-mae.html

Lidiany CS disse...

Não tenho, nunca tive nem terei vontade de ter filho@s. Só penso no lado ruim, ñ tenho paciência, nem sinto nenhum instinto materno por crianças.
Me identifiquei totalmente com a sua opinião Lola. =]

Anônimo disse...

Não sei o motivo de tanto caso. Não quer ter filho, não tenha. Mudou de ideia? Adota um grande. Pronto, resolvidíssmo.

Tenho 40 anos, sou casada desde os 23, zero filhos e vou continuar assim por opção.

Maria Fernanda Lamim disse...

hm, algumas coisas.
eu sempre quis ser mae e sou ha dois meses (e zero arrependimento). mas tem muita coisa a ser pensada ai.
primeiro, ser mae e de fato uma escolha: so deve ser quem realmente quer. ate pq, como ja foi dito, e uma decisao irreversivel. vc pide desistir de uma carreira, um casamento, um pais. mas nao de ser mae.
nao acho que exista "instinto maternal" ou "relogio biologico". muitas mulheres nao tem e jamais terao esse desejo, e nao ha nada de errado com elas.
por isso, eu nao gosto muito qd leio coisas tipo "um desejo natural, parir por parir", como a autora disse.
olha, pra mulheres que planejsm a maternidade, que nao fora maes por acidente,.essa decisao nao tem nada de "natural" ou " instintivo". ela e racional e amadurecida! ng se mete em algo definitivo por "instinto".
e outra, ser mae nao exclui ser profissional, mulher, ativista...a maternidade e so um dos meus muitos lados, nao e o unico nem o principal.
sobre o.blog de maes arrependidas, eu conheco. acho que e mais um espaco de desabafo, ate pq,. elas nao podem mesmo revertrr isso. agora ,.qd eu li os depoimentos, fiquei com a seguinte impressao: elas nao odeiam os filhos, odeiam o entorno da maternidafe: a pressao familiar, a omissao do marido,.a idealizacao da figura da mae...a maioria ali sao mulheres oprimidas,.nao "pessimas maes".

Danilo "aeghavitabkoik" disse...

Resposta: Se for jogar no campo filosófico o humano que têm filhos é um animal irracional.

Anônimo disse...

Não se sintam culpadas por isso, ser mãe é bom mas dá trabalho, até porque na sociedade machista a mulher é praticamente quem carrega os filhos nas costas.

Anônimo disse...

Ser mãe é para quem quer e pronto.

Eu adoro. E chega uma hora em que tudo aquilo que você não queria abrir mão para ser mãe (liberdade, não ter que cuidar de alguém, não ter experiência etc..) vai embora, quando sua juventude se esvai no rio tempo e começam a vir as doenças e a velhice. Nessas horas é importante ter alguém com amor incondicional para cuidar de você (quando muitas vezes nossos companheiros se vão, e nossas amigas vão ficando pra trás na morte).

Mas cada um tem seus jeitos de lidar com esses problemas, amigos, parentes próximos, afilhados, empregados etc.. é só para quem quer.

Anônimo disse...

A Bíblia não dá a passagem de lilit tanto que em uma passagem que tinha seu nome lhe foi retirado, recolocando como animal noturno. Porque a cultura PATRIARCAL MACHISTA da igreja católica não quer uma mulher ainda rebelde que não aceita submissão citada na bíblia

Anônimo disse...

ACHO ENGRAÇADO O POVO ADORA SE METER NA VIDA DOS OUTROS AS VEZES A PESSOA NÃO TEM NEM COMO CUIDAR DE SI AFFF

Anônimo disse...

O problema se o homem quiser e a mulher não. vice-versa, por isso casamento é pra pensar muito

Anônimo disse...

DETESTO ESSAS IMPOSIÇÕES
Hoje mesmo eu vi um texto americano do que os querem numa mulher e fiquei pasma com tanta baboseira: não pode ser um saco de ossos , tem que ser feminina submissa, e com poucos parceiros ainda falou aceite a realidade é assim!

Eu achei aquilo de uma enorme burrice e tiver certeza de que um homem havia escrito um tal de jhon.

Anônimo disse...

Eu fiz o teste que aparece em uma das imagens e deu que eu devo ter filhos.

Acontece que não tenho muitas ambições na vida e criar um ser humano seria um bom projeto pra mim.

Anônimo disse...

ADÃO MACHISTA A CULPA É DELE.

Danilo "aeghavitabkoik" disse...

Resposta: Algumas poucas coisas na qual eu dou razão para o feminismo. É o combate da pressão social pela a mulher ter uma vida afetiva feliz a qualquer custo e a aniquilação da ideologia social que imputa as mulheres para procriação. Para os intelectuais, pensadores livres e filósofos a mulher que não têm filhos é visto como uma mulher atraente.

Na verdade, uma mulher que não têm filhos é uma mulher excêntrica e digamos que bastante secular. Pode até ser coisa da minha cabeça, mas as mulheres que não têm filhos são atéias.

Anônimo disse...

Eu era uma filha super boa. Não chorava, não pedia nada insistentemente, não fazia birra... Aprendi a falar cedo, sempre fui de conversar ao invés de chorar e gritar... Mas e se meu filho for diferente? E se ele for escandaloso, difícil, e se ele me odiar? Crianças podem ser ótimas ou horríveis, e eu não escondo que eu não perdôo criança com mau comportamento, acho ruim mesmo. E nem sei se ser "mal educado" é culpa dos pais. Às vezes nem deve ser, ou deve? Já criança legal é uma delícia, conversar, ouvir as bobagenzinhas divertidas, levar pra passear, ensinar as coisas... Sei lá, tenho medo de parir um monstro.

Anônimo disse...

Eu tenho 49 anos e nenhum arrependimento de não ter tido filhos, nunca senti muita cobrança também, já ouvi asneiras de um ou outro médico, mas entrou num ouvido e saiu pelo outro.
Leila

Anônimo disse...

Pois é já viram a frase quem pariu matheus que balance então, se não quiser balançar é melhor não telos sabemos das dificuldades cada um sabe onde o sapato aperta...

Sobre a mitologia biblica me encantou saber que uma mulher se rebelou contra o patriarcado mesmo que possa ser lenda, não me estranha só ter a respeito disso na internet até porque todas as mulheres que se rebelaram antigamente foram silenciadas de algum modo.
Mas dá pelo menos pra zuar nem na bíblia aceitamos o machismo


PRINCESA

Anônimo disse...

Mama mia, li alguns cometários no blog citado, das mães arrependidas, é muito triste. Eu acho que é interessante sim, até para as mulheres pensarem bem antes, pobres crianças e pobres mães. Acho que na dúvida é melhor não ter, há gente suficiente nesse mundo. Fiquei com muita pensa daquelas mulheres e as crianças delas. Leila

Anônimo disse...

Tem um programa no hoje em dia quero ser mãe casais que não podem ter filhos desesperados, pqp não adotam, não querem ter os genes, dai-me paência tanta criança querendo amor.

Juba disse...

Maria Fernanda, concordo com você.

Lola, acho que o ponto é o mesmo de tantos outros. A vítima da violência, e o perpetrador dela (lembra do estuprador arrependido?) também não têm como desfazer o que foi feito. A pessoa que odeia os parentes que têm filhos também não. Todos procuram espaços para desabafar, reconhecerem-se humanos, procuram crescer, procuram solidariedade, ou sororidade.

Eu não me sinto arrependida (por enquanto), mas acho ótimo que as que se sentem assim possam compartilhar suas experiências.

Anônimo disse...


OFF TÓPIC SÓ ENTROU NA BÍBLIA O QUE O HOMEM QUIS, PERCEBA QUE NA CRIAÇÃO PARECE QUE DEUS CRIOU ADÃO E EVA DUAS VEZES REZA LENDA QUE NA VERDADE ERA ESPOSA DE ADÃO, COMO NÃO ESTAVA SATISFEITA COM AS IMPOSIÇÕES DO MACHO "ALFABABACA" ELA SE PICOU, E AÍ VEIO A EVA. TAMBÉM EU ACHO QUE MUDARAM PALAVRAS NA BÍBLIA TEM MUITA COISA QUE ESCONDERAM .
POR ISSO NÃO CURTO BIBLIA MUITO MUITA COISA NÃO EXPLICADA ESCONDIDA.
PRA MOLDAS A IGREJA CAÓTICA COMO ELES QUEREM!!!!!!!!!!!

lola aronovich disse...

Ah tá, gente, agora entendi: não é um blog inteiro dedicado ao arrependimento de ser mãe. Foi UM post num blog, que rendeu muitos comentários. Pensei que fosse um fórum permanente ou algo assim. Aliás, se alguém (Raven querida?) quiser escrever um post sobre não gostar de ser mãe, eu publico com prazer. Afinal, já publiquei vários sobre como é legal ser mãe. Ok, talvez não tenham sido vários, mas alguns. É que geralmente as mães falam mais de ativismo.


Mais uma do Danilo: mães que não têm filhos são todas ateias!
Eu até esqueci as outras dele: nenhuma feminista é mãe, não existe feminista casada, e o que mais?

Gle disse...

Eu não tenho filhos e sou Espírita! Como faz? Kkkkkkkkk, Danilo e suas piadas boas!!!

Queria escrever sobre adoção de crianças envolvendo casais homossexuais, mas não tenho nenhum caso próximo ou que eu tenha acompanhado. Será que alguém aqui tem uma história dessas pra contar? Acho um desafio enorme pro casal, na educação da criança, etc. Se a Lola abrisse para esse assunto, acho que seria bacana :)

Thomas disse...

Eu sou da opinião que uma mulher deveria ter um excelente motivo para NÃO abortar. Sejamos honestos; se você não vive numa pequena tribo cuja existência depende de cada novo bebê gerado, você não precisa gerar um filho. Qualquer motivo que você pensar pra ter um filho, é um motivo inteiramente egoísta.

Quando você gera um filho, você muito provavelmente estará dando origem a um futuro cidadão medíocre, sem nada de muito especial, cujas únicas coisas realmente notáveis que vai fazer durante toda a vida são: produzir quantidades obscenas de lixo, lotar metrôs, ônibus, ruas, dirigir carros e contribuir para a destruição da camada de ozônio e para o crescimento de cânceres de pulmão em pobres indivíduos obrigados a respirar essa poluição.

Pensem em outra coisa também. Quando vocês engravidam, vocês estão condenando uma criatura que nunca pediu pra ser gerada a uma vida de inevitável sofrimento. Sim, sim, eu sei que tem coisas boas na vida, prazeres até, mas a quantidade de coisas boas da vida é enterrada facilmente pela montanha de coisas ruins.

Não preciso nem ser dramático e falar das chances do seu filho um dia desenvolver uma doença grave, ser atropelado, sequestrado, tomar um tiro na cara, ter seu corpo aberto numa cirurgia ou qualquer outro tipo de morte ou trauma físico violento cuja probabilidade de acontecer não é pequena.

Pensem em cada desejo que seu filho nunca poderá saciar. Cada desconforto físico que ele não poderá confortar no momento em que senti-lo. Cada coração partido, cada briga, amizade desfeita que ele inevitavelmente terá que passar. Pensem que seu filho terá que ver os próprios pais morrerem, os avós, outros parentes. Pensem que ele terá que lidar com o maior drama, a maior maldição do ser humano: a mortalidade. Eu poderia continuar listando coisas aqui ad infinitum, mas acho que vocês já entenderam o recado. Gerar um filho é uma das atitudes mais imorais, senão a mais imoral, que um ser humano pode tomar. É não só garantir o sofrimento inevitável de um novo ser humano, mas a perpetuação de um ciclo de sofrimento que sabe-se lá quando vai parar. Um ciclo sem sentido, sem objetivo final, que continuará até a natureza decidir jogar um asteroide sobre as nossas cabeças ou tornar o clima da terra insustentável para os nossos corpos.

Se você realmente quer ter um filho com a tranquilidade de não carregar esse fardo de imoralidade, adote uma criança. E nem me venha com essa frescura de "ain, burocracia". Dá seu jeito. Adotar um filho é uma atitude moral, nobre e que deve ser incentivada.

Se você engravidar, aborte.

Anônimo disse...

Oi Lola!
Tenho 26 anos e nem cogito ter filhos. Vejo amigas ficando grávidas sem ao menos ter terminado a faculdade ou o curso de inglês e só penso o quanto não quero ter filhos. Preciso estudar, quero viajar e desde criança sempre falei 'ou caso ou tenho filhos, os dois não dá'. Meu namorado quer ser pai um dia e às vezes acho que ele pensa sobre o futuro do nosso relacionamento baseado nisso. Acho uma pena nos perdermos por esse ponto, mas pretendo manter minha escolha. Não quero ceder em uma decisão tão grande só para agradá-lo.
Tenho uma irmã deficiente (ela tem 22 anos) e sempre cuidei dela. Às vezes me sinto como uma mãe mesmo. Acredito que isso interfira no meu desejo de não ter filhos. Primeiro porque vejo o quanto minha mãe (e eu também) fica presa por ter que pensar nela, cuidar e etc e outra porque já cumpri minha missão de criar alguém hahah! Não sei como vai ser daqui uns anos. Meus pais estão envelhecendo e alguém vai ter que continuar com ela, não é mesmo? Essa pessoa serei eu. Isso me angustia.

Gle disse...

Não precisa aprovar este comentário, só pra falar, escrevi sobre "Fé X Razão: Aborto" lá no meu bloguinho. Beijos.

Anônimo disse...

Não gosto de nenhum homem que comenta aqui tods são trolls esse danilo então é chato d+

Danilo "aeghavitabkoik" disse...

Resposta: Lola, mas um adendo. Não sei se reparou mas a maioria dos "mascus" são cristãos e não ateus. Não faz sentido ateu ser contra o feminismo. Doutrinador é cristão, Mó humirde era católico, The Truth era ou ainda é religioso, Silvio Koerich acreditava em Deus e Mineirinho era cristão. Enfim, eu disse estes porque eles são os "gurus" que a Real toda conhece.

Doutrinador dizia que a mulher que não pretende ter filhos é eternamente promíscua. Enfim...

Anônimo disse...

Sou a autora do relato e quero agradecer aos comentários e ao espaço cedido pela Lola, muito bom poder partilhar.

Só alguns comentários... Maria falou sobre a parte do parir por parir e da não reflexão. Realmente, dei ênfase a isso e ficou parecendo que as mulheres não refletem na hora da decisão de ter filhos. Na verdade o que eu quis dizer é que quando pergunto as mulheres porque escolheram ter filhos (mulheres que planejaram, pensaram) a maioria me diz que se fossem mesmo usar a razão não teriam tido filhos (devido ao mundo como está , aos motivos mais pessoais que da existência do filho, etc). Nesse sentido, ressaltam sempre um tipo de sentimento profundo, da ordem mais do emotivo que da razão, uma voz do coração, algo que não sabem muito explicar.

Outro ponto, no blog que acompanho sobre o desabafo das mães (existem outros posts no blog sobre a mesma temática), muitas delas planejaram os filhos, tem estrutura familiar, apoio do marido, mas se sentem profundamente infelizes, não foram invadidas pelo tal amor profundo. Muitas sabiam dos inúmeros desafios da maternidade, mas não esperavam não sentir o tal amor maior. Acho que a Lola tem razão quando diz que não adianta ficar reclamando e tal, por outro lado, posso entender essas mulheres, pois inexiste espaço na nossa sociedade, a não ser em divãs, onde a mulher possa fazer esse desabafo. Muitas ali se sentem aliviadas, não só por poderem desabafar, mas por saberem que não estão sozinhas, que não são monstros; acho que me vi um pouco nelas também.

No meu caso, se decidisse por ser mãe acho que adotaria, na minha razão faz mais sentido, mas é o meu caso.

Fui em um homeopata esse dias, que olhando o meu histórico, concluiu que sou muito compassiva, que tenho dó de todos e do mundo (de pequena cuidava de animais, refletia e sofria com as dores de outros, trazia moradores de rua para casa (minha mãe quase enlouquecia), hoje minha profissão é minha militância profunda, etc). Ela analisa que essa minha compaixão e sofrimento pela causa alheia, inclusive com um filho que nem veio, me impede de exercer meu papel de mãe. Bom, ela quer me dar algo para resolver isso e depois passaremos para a parte de planejar a gravidez(!) mesmo eu tendo ido lá por outros motivos de saúde e dito que ter filhos nunca esteve nos meus planos.

De explicações médicas já ouvi de tudo um pouco e as piores são sempre das gineco. Uma delas, ao olhar com uma mini câmera o meu, disse que tudo era tão lindo internamente, tudo tão perfeito (inclusive ovulava no dia), que era um desperdício imenso aquele vazio e que eu deveria engravidar justamente porque eu não queria (segundo ela é mais fácil quando não se quer)!

Enfim, esse é um tema que dá muito pano pra manga. Grata novamente pelo espaço Lola.

Anônimo disse...

Tava tão bom... Sério que vão voltar as verdades desse cara e atualizações sobre a vida dos coleguinhas da real dele?
Aff...

Anônimo disse...

Assunto muito importante....

Tenho a mesma idade da R., situação profissional semelhante e digo: não ter filhos não foi uma escolha, pois jamais esteve entre as opções. A maternidade não faz parte da pessoa que sou e jamais se encaixaria na vida que escolhi ter. Nunca senti o tal "chamado" e, portanto, creio que ele seja social, não uma " exigência do corpo da mulher". Jamais tive dúvidas a respeito e nunca consegui me ver no papel de mãe.
Tive os mesmos problemas com médicxs. Se recusavam a receitar a pílula alegando que eu faria mal uso, era muito jovem e iria querer filhos no futuro, etc e tal.
O resultado e que deixei de procurar os médicxs e acabei descobrindo um problema de saúde quando a situação já era critica (não teria acontecido se, durante mais de dez anos, os médicxs tivessem dado atenção aos meus incômodos físicos e a minha certeza absoluta de que não iria ter filhos...). Enfim, acabei tendo que tirar o útero e o pesadelo que foi ficar doente terminou por melhorar absurdamente a minha qualidade de vida... Parece que eu vivi doente dos doze anos até aquela cirurgia.
Também passei pelo mesmo com as terapeutas: quando descobriam que eu não queria ter filhos elegiam este "o" problema a ser tratado, deixando de lado o que era realmente importante para mim.
Me assusta a super valorização atual da maternidade...

Anônimo disse...

"Eu odeio a maternidade" (em inglês): http://www.cafemom.com/journals/read/694465/I_hate_motherhood?next=1#comments

alguns comentários (livre tradução):

"It is just a burden I don't want to deal with at this point of my life(...) I decided to breastfeed him and still do and regret every day I decided to do this. It has been 14mo since he was born and I still have no ownership of my body. (...)"
"É um fardo que eu não quero carregar nesse momento da minha vida.Eu decidi amamenta-lo e me arrependo todos os dias.Ele nasceu há 14 meses e desde então meu corpo não me pertence mais"

"Now I'm filled with regrets, morn the loss of the life and the person that I was (which I really liked) and feel all alone in life. I hate being a mother(...)"
"Eu estou muito arrependida, estou de luto pela vida que eu perdi e pela pessoa que eu fui e me sinto muito sozinha.Eu odeio ser mãe.

"I so understand you all. I love my kids... and it makes me really, really sad that they have me for a mother. I had a really good life going before I had the kids.(...)
Eu entendo vocês.Eu amo meus filhos... e me deixa triste que eles me tenham como mãe.... Eu tinha uma vida maravilhosa antes de ter filhos.

Eu sinceramente acredito que muitas mulheres amam ser mães, mas tenho certeza absoluta que existe a mesma proporção de mães que se pudessem, voltariam no tempo e nunca teriam tido filhos (a minha mãe entre elas)...

Jane Doe

Anônimo disse...

Não tenho filhos. Nunca senti este desejo enorme de tê-los. Mas já refleti muitas vezes sobre o assunto. Sou casada há 7 anos e tenho duas gatas. Me sinto feliz assim. Somos uma família kkkkk...
Quanto à pressão, eu acho isso uma tremenda de uma sacanagem...
As pessoas cobram e quando cedemos, elas inventam novas cobranças e estas seguem sucessivamente.
Quando eu trabalhava, sofri uma cobrança torturante por não cursar uma faculdade. Era em todos os lugares. Depois que voltei a estudar e escolhi um curso que tinha tudo a ver comigo e contei a novidade...ninguém deu bola...ficaram indiferentes...E chegaram até a me perguntar se o meu curso era chato rs...É como uma pessoa escreveu em um dos comentários..."Estas mesmas pessoas que te cobram serão as primeiras a desaparecerem quando você precisar de ajuda, caso tenha um filho..." E é verdade...
Se você ler os comentários do Post sobre as mães ...vai perceber que muitas delas cederam à pressão da "maternidade encantada" e que no fundo sentem-se completamente enganadas. Muitas histórias chocantes mesmo. Ler me fez refletir e ficar de uma vez por todas com a minha decisão. Nunca mais tive dúvidas rs.

Anônimo disse...

Danilo de novo, LOLA?
ZZZZzzzzzzzzzz

Julia disse...

Thomas, seu merdinha, quem você pensa que é pra dizer o que mulheres devem fazer com suas gravidezes?

Vai fazer supino ao invés de vir em blog feminista cagar regra.

VSF

Julia disse...

Danilo, VSF também.

Não cansar de comentar merda?

Julia disse...

Eu não se vou ter filhxs, mas tenho vontade. Mas se não rolar acredito que não vai me fazer falta.
Dá pra notar que ainda não tenho uma resposta definitiva sobre esse assunto ainda..

Ia gostar de ser mãe de uma menina.

Anônimo disse...

Acho que não deveria ter filhos. Na sua idade a probabilidade de que seu filho tenha alguma síndrome é enorme. E agora imagine, ter um filho sem ter certeza e ele ser dependente de vc e do seu parceiro para o resto da vida.

Anônimo disse...

Eu sou filha única, sem parentes. Quando meus pais me deixarem, serei eu com eu mesma, e acabou. E aí, isso de "morrer sozinho" vai ser bem, bem literal pra mim. Se eu chegar a uma idade avançada as chances de encontrarem meu corpo só decomposto vai ser grande. Isso ou ir voluntariamente pra um asilo e esperar que cumpram meu testamento e o desejo de um enterro digno à risca.

Luiza Original disse...

"Tenho 25 anos e minha filha tem 6. Não sei o porquê de me sentir... Mas desde o início que odiei ser mãe, e como vc mesma disse resolvi passar por cima e acreditar que com o tempo melhoraria, na verdade, piorou.... Agora escuto frases todos os dias como "Eu sei que a senhora não gosta de mim." Me parte o coração ouvir isso, mas é a pura verdade."

Foda... tenho pena das crianças.

Anônimo disse...

sr. danilo, os mascus costumam ser cristãos, mas têm ateus machistas. Tem ateus contra o aborto. Danilin se fica querendo determinar o que é o que não é. vc fica tentando separar as coisas, isso é assim, isso é assim assado.

eu entendo o q vc fala faz um sentido,sim, mas existe as diferenças das pessoas.

Anônimo disse...

"Não faz sentido ateu ser contra o feminismo."

Na verdade, tem mascu babacão em todo canto. Há uma página de ateus que "zoa" (Pra mim zoeira devia ser algo que diverte, não tira sarro da desgraça dos outros) feministas, negros, homossexuais, a desgraça do 11 de setembro, os judeus com o Holocausto no meio e por aí vai.

Por mais que eu desejasse que ser ateia é só flores, não é.

Anônimo disse...

Alguém mencionou antes, e eu gostaria reiterar: grande parte das dificuldades da maternidade se devem ao modelo patriarcal ao qual somos submetidas. Acho que a maioria.
Sou mãe, amo minha filha, e, apesar de achar que eu era bastante consciente do que significava ter um filho quando tomei essa decisão, eu não imaginava que meu companheiro seria um escroto e me deixaria com todas as responsabilidades. Então, há dias sim em que me arrependo de ter tomado essa decisão.
Para resumir: acho que na dúvida, não tenha. Já com muita certeza, a coisa não é fácil. Imagina sem ela.

Anônimo disse...

Lilith nunca existe! Idiota!
Nem nos originais da bíblia tem a história dela, nem no tanach

Anônimo disse...

Acredito que mesmo que você se arrependa de não ter filhos, nunca vai ser um grande arrependimento, você não vai ser infeliz por isso. Se algum dia você optou por não ter filhos é porque você sabia que a maternidade não era pra você. Mesmo que bata aquele arrependimento "puxa.. se eu tivesse tido filhos...", mas duvido que alguém que optou por não ter vai sofrer muito por arrependimento.

Eu sempre tive horror à ideia de ficar grávida. Já fantasiei muito sobre como seria ficar grávida e como seria ter filhos. Até tive uma fase em que achei que no futuro eu os teria, mas foi uma fase muito difícil, em que eu sofria de depressão, despersonalização e outras coisas. Hoje eu vejo que a ideia de ter filhos era um misto de falta de identidade e pressões sociais. Se eu tivesse engravidado teria sido sem querer. Se eu tivesse mantido a gravidez, teria me arrependido amargamente.
Hoje tenho 28 anos e nenhuma vontade de ter filhos. Mal posso esperar pra fazer laqueadura, mas já vi que vou ter que fazer particular, pois o plano de saúde exige até certidão de casamento com o marido que eu não tenho e não pretendo ter.

Anônimo disse...

Raven, me identifico muito com o seu brevíssimo relato.

Amo meus filhos demais, são pessoas incríveis. Eles tem seus dias difíceis, do contra, de cú virado, e também seus dias de plena fofura e parceria, assim como eu tenho os meus.

O "ser mãe" é que pega. A sociedade e família nos cobram muito. Imaginem todas vocês, queridas colegas comentaristas, terem que, de uma hora pra outra, virar um ser perfeito e imaculado. Serena, assertiva, sempre com um sorriso no rosto, ter autoridade sem ser autoritária, 100% eficiente, acertar sempre, tudo isso enquanto é privada do sono, da alimentação e da higiene (as vezes simplesmente não dá tempo de comer e tomar banho. não dá.).

Eu tive depressão pós parto e não pude falar sobre isso com ninguém. Simplesmente a sociedade não aceita outro sentimento das mães que não seja plena felicidade e satisfação. Daí vem uma frustração absurda de não conseguir ser perfeita.

É muto complexo. Entendo perfeitamente o desabafo das mães que odeiam ser mães. Tem dias maravilhosos e dias que eu sento e choro, choro muito. Mas eu lembro de ter dias assim quando não tinha filhos também.

É um grande desafio, ainda mais quando se tem a responsabilidade de educar outro ser nesta sociedade onde as mães devem abraçar tal responsabilidade sozinhas, e sem reclamar.

Daí resolvi desencanar de ser "a mãe". Sou a mãe que eu posso ser, desse meu jeito meio destrambelhado, meio bipolar, muito afetiva, muito louca. Se eu fico chateada, demonstro. Se fico brava, demonstro. Se fico feliz, demonstro. Sou muito sincera, não fico me policiando. Isso ajuda.

Porém as críticas são duras, minha vizinha, com a qual não tenho a menor intimidade, já me chamou no portão e disse na caruda: olha, pega mais leve com eles. Porque as vezes eu grito, grito sim, não sou perfeita. Mas ela não viu as outras 99 vezes em que fui amorosa e incrivelmente paciente.

A família também cobra. Todo mundo dá pitaco e sabe educar seus filhos melhor que você, que está sempre se esforçando para ser a melhor mãe/pessoa que pode.

É difícil e é maravilhoso. Sobretudo, é (ou deveria ser) uma escolha pessoal. Quando a gente escolhe conscientemente é mais fácil de encarar a jornada, com ou sem filhos.

Abraços.


Anônimo disse...

Ok, poderiam até falar mesmo que foi a Igreja que tirou da bíblia a parte de lilith... Mas nem nos origininas, na bíblia hebraica... no Tanach está escrito algo sobre lilth ter sido mulher de adão, e os judeus eu sei que jamais modificariam algo no livro sagrado deles.
E mesmo se ela existisse, na tal lenda, ela virou um demônio.
Ja que gostam de acreditar em lendas, mitos... Então jesus teve uma esposa e uma filha chamada sara tbm?

Jonas Klein disse...

Ola Lola, sei que talvez o meu comentário de home aqui não seja levado em conta na decisão de alguém, sobre maternidade, mas eu vou dizer o que penso a respeito.

eu acho que se a nossa amiga esta na duvida e melhor ela não ter filhos, pois se ela tiver e se arrepender são dois problemas que ela vai ter que enfrenta um e o arrependimento e o outro e criar uma criança que ela não desejaria esta criando, o que vai ser péssimo para a criança, ai se ela não tiver filhos e se arrepender pelo menos e só um problema que ela vai ter, e que pode resolver adotando uma criança.

Agora sabe eu particularmente nem sei se vou ter filhos algum dia, eu não tenho o sonho de ser pai, e se tiver vai ser dentro de um casamento já bem consolidado (se e que eu vou casa algum dia), pois acho errado a pessoa ter filhos sem casa primeiro.

Atualmente apesar de ser bem complicado criar uma criança no mundo de hoje, eu ate topo ter um filho se minha futura esposa quiser muito ser mãe algum dia (se ela nunca quiser eu nunca vou reclama disso). Sabe se um dia eu for pai eu gostaria de ter uma menina, pois vejo que as meninas quando você um bom pai para elas (que não significa dar tudo nem deixa ela faze tudo que possa querer, e alguns erroneamente acreditam que é), as meninas tem um apego e uma admiração pelo pai delas que chega a ser emocionante dizer, agora independente do que venha a nascer mas especialmente se for uma menina, eu não crio ela no brasil de jeito nenhum, eu não quero ver uma criança que eu gerei se criar num pais tão bagunçado e machista como esse aqui, vou leva para criar lá pelo canada, Alemanha quem sabe Austrália, EUA atualmente fora de cogitação.

Boa noite

Maiary Rodrigues disse...

Tenho 19 anos e já deixei bem claro para todo mundo que não pretendo ter filhos. Minha irmã mais velha por parte de pai acha que eu falo isso porque "sou muito nova", mas se as coisas são ~fáceis~ agora, imagina quando eu estiver trabalhando e pagando as minhas contas?! Minha mãe resolveu parir de novo quando eu já estava com 12 anos e ter uma criança dentro de casa não é fácil, ainda mais morando só eu e minha mãe. Foi aí que eu decidi não tê-los.

Maria Valéria disse...

Eu acho que tenho sorte.
Tenho 40 anos e nao lembro de ter sido pressionada pelos amigos,parentes, etc para ter filhos.
Minha mãe acha que so deve ser mãe quem tem vocação pra coisa, e eu definitivamente não tenho.
Nao morro de amores por crianças nao, mas dos filhos das minhas amigas eu gosto muito , quero brincar, etc,
Somente UMA mala sem alça que ja virou pra minha mãe e disse que nao era natural ela nao ter netos.( minha irmã e casada mas nao tem filhos ) . Minha mãe fez de conta que nao ouviu e mudou de assunto, mas se ela tivesse falado direto pra mim, eu teria sido mais grossa e teria mandando ela prestar atenção nas " crias " dela pra ver se eles tem a vida de comercial de margarina que ela imagina, ( duvido!)
Eu sou solteira,as vezes me relaciono com alguém , as vezes nao. Mas , nunca me passou pela cabeça : casar, morar junto ou ter filho.
Minha ginecologista e ótima., respeita minha opção.nunca sofri na mão de nenhuma Gineco a pressão pra ter filhos ou recusa em me prescrever anticoncepcional.mas , eu sou medica e se ninguém me prescrever eu compro eu mesma se quiser, sei efeitos colaterais, sei a hora de parar se tiver algum problema, enfim, difícil um medico montar em cima de outro, porque sabe que nao esta atendendo nenhuma desinformada no assunto,
O que mais me irrita são as coisas tipo " mas um dia, quando chegar a hora,você vai mudar de idéia, quando você encontrar o cara certo pra constituir família vc vai mudar de idéia ....você tem que pensar na sua velhice, quem vai cuidar de vc " ( ouvi essa ultima de um estranho durante uma viagem !)
Eu nao vou mudar de idéia,po.
Nao quero morar com ninguém , nao quero casar, nao quero filhos.
E conheço, alias tenho muito paciente que e idoso e esta abandonado pelos filhos que " iam ser a garantia de apoio e cuidado na velhice "
Conta outra, ne, filho nao e garantia de nada.
Pra mim, filho e ato de amor , vc tem pq vc quer, pq vc ama, ate mesmo antes de ele nascer ( os filhos planejados, evidentemente )
Nao tenho instinto maternal, nao senti meu relógio biológico me chamando, nao sinto nenhum pavor de daqui a cinco anos nao poder mais ENGRAVIDAR , alias nao vejo a hora de nao poder mais e viver aliviada , sem esse medo de gravidez indesejada num pais com leis atrasadas que nem o Brasil.
Enfim, acho que a própria autora do post sabe a resposta,
;))

Teresa Silva RJ disse...

Eu vou opinar pelo lado cotidiano. Imagine o fim de semana chegando e você planejando o que vai fazer. Imagine como é agora sem filhos e imagine como seria com filhos. Sem filhos, você pode pensar aonde ir para se divertir ou aproveitar o tempo livre para ler, fazer exercício etc. Com filhos, você vai se ocupar em atender às suas necessidades: acordar cedo, dormir até mais tarde nem pensar; preparar e servir café, almoço, lanche, jantar; dar banho e vestir; fazer programas infantis como parquinho, festa de aniversário, filme infantil; voltar cedo pra casa pra por na cama. E se eu falar nas necessidades a serem atendidas durante a semana, vou escrever um parágrafo enorme. Você está disposta a mudar a sua rotina para cuidar de uma criança? Não? Então a maternidade não é mesmo pra você. Quanto a arrependimento, aí entra assumir as escolhas que você faz na vida.

Patty Kirsche disse...

Bom, eu realmente não quero ser mãe. É meio chato ver as colegas de escola casando e tendo filhos, porque elas vão sumindo com o tempo; nunca mais a gente consegue agendar um café. Mas eu realmente não consigo me imaginar grávida. Satisfaço meu desejo de geratividade de outras formas... rs

A cobrança que a gente sofre é por causa do mito do instinto materno. Mulher que recusa esse papel é severamente julgada. É esse o problema do aborto até hoje. A mulher que aborta não absorve esse desejo social da maternidade. Agora me lembrei daquela música da Marisa Monte: "para a mulher que aborta repouso..."

Engraçado, Lola, quando eu era criança brincava que minhas bonecas (e bonecos) eram artistas em shows! Fazia até set-list com as músicas que seriam tocadas no palco. Minha irmã e eu adorávamos essa brincadeira. Eu também gostava de construir casas para as bonecas; usava lego e livros tecnirama pra fazer prédios... haha

Rachel disse...

Eu vivi essa dúvida por alguns anos, ter ou não ter filhos. Sofri preconceito por estar com mais de 30 anos e não ter tido nenhum filho. Sofri muita pressão. Minha mãe infernizou a minha vida. Me distanciei de amigas que tiveram filhos. Realmente não sabia se queria ter. Nunca me achei incompleta, mas tinha medo de me arrepender pq o meu casamento de 8 anos na época era muito bom e a minha vida (pessoal e profissional) melhor ainda. Eu compartilho da angústia da autora do texto. Meu marido sempre quis filhos mas nunca me pressionou. Até que um dia decidi tentar engravidar.

Hoje minha filha tem 1 ano de idade e fico feliz ao perceber que não me arrependo de ter tido apesar da extrema dificuldade que este ano trouxe. Também percebo que se não a tivesse tido, não conheceria esse universo e portanto não teria como saber o que estaria perdendo. Acredito de verdade que a maternidade é um grande risco. Não temos como prever como nossos filhos serão nem como nós vamos reagir. Sorte que hoje podemos escolher arriscar ou não. Eu escolhi abraçar os desafios que a maternidade me trouxe. Sofri depressão pós parto. Meu feminismo se chocou fortemente com as funções de mãe. Surtei. Meu casamento quase acabou pq as nossas diferenças vieram à tona. Mas entendi que tudo era consequência do risco que escolhi correr. E como para mim não existe a alternativa de ser ex-mãe, não vi outra opção a não ser fazer a minha nova vida funcionar, dar certo. Meu marido tbm pensou igual.

Hoje existe um amor muito forte e muito diferente na minha vida. Existe uma alegria incomparável. Uma vontade de trabalhar as minhas faltas como pessoa para ser melhor para ela. Nada antes me fez querer tanto ser melhor pq antes nunca tive tanta influencia na vida de uma pessoa como hj na vida da minha filha. Nenhuma dificuldade despiu o meu relacionamento com o meu marido a níveis tão profundos. Nos desconstruímos para nos construírmos de novo. Nos aproximamos como nunca achei que fosse possível. E olha que sempre fomos muito proximos. Mas sempre lembro que arriscamos.

E para terminar, queria dizer q nunca entendia o tom condescente de pais que diziam que vc só conhece o amor verdadeiro depois q tem filhos. Amor verdadeiro não é exclusividade de quem tem filhos. Mas os filhos são uma boa oportunidade para se exercitar um amor transformador para aqueles que se propõem a se deixar transformar. Como toda mudança dá trabalho, a função pode não ser boa para alguns. E tudo bem, né gente? Ninguém precisa querer passar por isso. E ninguém deveria ser criticado por não querer passar por isso. Porque ter filhos é um risco muito grande.

Boa sorte na sua escolha, autora! Vc não está sozinha nessa dúvida. Não é fácil. Te desejo paz de espírito em qualquer caminho que vc escolher.

Thais B. disse...

Bem, vamos lá. Tenho apenas 21 anos e assim como muitas meninas/mulheres, ainda não sei se quero ter filhos.

Sou uma quase pedagoga (último semestre). Me interesso muito pelas crianças, amei aprender sobre elas e, por incrível que pareça, foi pelas pequeninas que mais me identifiquei.

Todas as pessoas que me conheciam falavam que era impossível eu, que mal segurava um bebê, cursar Pedagogia. As amigas do meu curso até hoje riem de mim porque não me empolgo em ver uma barriga de grávida, em não ansiar por ter uma criança ou simplesmente ficar indiferente quando o assunto é gravidez.

Em casa eu digo que não terei filhos, outras vezes digo que sim. Namoro há quase 4 anos, meu namorado tem o sonho de ter filhos (ele é adotado, acho que isso influência bastante o desejo de ser pai). Por vezes me pego fazendo planos e brinco falando sempre que quero parir meninas e já até tenho o nome delas. Se as crianças vierem, vou gostar, se não vierem, não acho que vou sofrer também.

Família em casa é grande. Minha mãe teve 4 meninas. Uma de minhas irmãs já passou dos 30 há algum tempo e não tem filhos, nem namorada (o). Ela é feliz assim.

Eu sempre li os blogs sobre maternagem, amo ler essas coisas, porque acho que aprendo muita para a minha profissão. Tenho uma curiosidade imensa sobre partos. Me encanto pelo que as crianças são e por aquilo que elas podem ser, se tiverem gente com o mínimo de bom senso ao lado delas.

Diante disso eu digo: quero ser mãe? NÃO SEI. Não me interessa saber no momento.

Por que falei isso? Porque gostar de crianças é diferente de querer tê-las. A moça está sim numa confusão, porque a idade está cobrando isso e sabemos que em dado momento, ela não poderá gerar um filho. Mas isso em nenhum momento significa que ela não poderá dar amor a uma criança.

Moça, se está na dúvida, talvez seja melhor não ter. Eu acredito sim que se foi arrumando desculpas para evitar, é porque não teve certeza e acho que nunca terá. Pode ser audacioso falar assim? Pode, mas é o que penso. Você já viveu um tempo e saberia se quisesse. Como disseram, a doação é sempre uma opção. Mesmo eu, sem nem saber o que quero, sempre aderi a possibilidade da adoção, pelo simples fato de cuidar de uma pessoa para tentar fazer o mundo melhor, não pelo desejo de uma companhia.

Infelizmente a vida tem escolhas e só saberemos dos resultados quando elas forem feitas.

E sabe mais uma coisa? Ser mãe ou não ser, não te definirá enquanto mulher e ambas as coisas são construções sociais. Não é só ser mãe que é uma construção, mas não ser também. Temos nossa individualidade nessa loucura toda, mas influências sempre existirão.

Se um dia tomar sua decisão, venha nos contar. Só não pire com isso, porque eu acredito que tem uma vida feliz e não ponha isso a risco com uma pressão sufocadora. Como disseram, nenhuma escolha terá voltar, ter ou não ter? Sei lá. Talvez seja algo que nunca venha a descobrir hahaha Mas quem disse que precisamos ter certezas?

Bjos!

P.s. Mas essa sou eu e não quis falar por você em nenhum momento, ok?

Anônimo disse...

Com 37 anos já ouvi de tudo sobre o fato de eu não querer ser mãe, uma das piores foi "para que serve uma mulher que não quer ser mãe?". Desde criança eu já dizia que não queria filhos, nunca houve dúvida. Separei-me há 2 anos e cheguei a ouvir que "está vendo? Se tivesse tido filho não estaria sozinha, teria alguém para lhe fazer companhia".

Felizmente minha ginecologista nunca se negou a prescrever pílulas, quando falei que não queria filhos partimos para a escolha do anticoncepcional e fim de papo.

Minha mãe nunca cobrou netos, ela sofreu muito para criar a mim e a minha irmã, pois meu pai se foi e... surpresa, ficou tudo nas costas dela. A coitada só conseguiu terminar a faculdade depois dos 40 anos e com muita dificuldade, trabalhava em 3 turnos como professora para que não passássemos dificuldade e sempre nos dizia para construirmos nossa vida antes de termos filhos, pois não é uma tarefa fácil.

Jane C. disse...

Tenho 32 anos, e desde os 17 tenho a consciência de que não desejo ser mãe -consciência esta que só aumenta. Acho que se uma pessoa não tem vontade de ter filho e não se vê como mãe, não tem por que ter. Acho muito mais digno a mulher assumir que não quer ser mãe e não ter filho algum do que parir por parir, e ter filhos vivendo à base da negligência parental (sou profissional da educação infantil,sei bem do que estou falando...).
E recomendo às mulheres que não querem ser mães que procurem no Facebook a página Mulher Childfree. Vão ver que de ETs não têm nada: tem muitas mulheres que não querem ser mães e assumem isto.

Cláudio disse...

Lola, ser mãe para muitas mulheres é a realização de um sonho. Existe amor verdadeiro entre a mãe seu filho, certamente você conhece muitos casos felizes, talvez seja o seu próprio.

A mulher que puder cumprir seu ciclo natural tendo um filho até uns 32 anos no máximo(sou médico e é importante para a saúde do bebê que haja óvulos fortes) em uma relação feliz e estável que o faça.
As que não conseguirem as condições que preencham esta vocação com viagens, compras, trabalho, etc...

Sei que pode ficar um pouco tocada com o comentário, mas é assim.
A estrutura moderna de sociedade com seus prós e contras acaba sendo cruel com os sonhos de muitas mulheres que gostariam de ter um grande amor e depois constituir família e envelhecer com alegria e paz, cumprindo bem todas as etapas de amadurecimento.

Ao mesmo tempo que se consegue liberdade e participação a mudança de costumes também cria muitas vezes um vazio espiritual e sentimental pois os instintos profundos falam muito forte e mulheres - revolução cultural à parte - sempre serão mulheres e mães.

Anônimo disse...

Lilith não existiu? F-O-D-A-SE.

Lilith Rainha,
Eva nadinha

<3

Anônimo disse...

22:09, desculpe meu querido, mas a sua bíblia é uma lenda pra mim também. Jesus não passa de um personagem, tão real quanto o Homem Aranha.

E daí que ela virou demônio? Eles são a parte mais interessante do livro de contos de fada.porque todo mundo que OUSOU sair do que deus achava certo, ele desgraçou depois. Principalmente as mulheres. Ah, que surpresa...

Jezabel é um ótimo exemplo. Não quis seguir o que deus mandou? Então é pecadora. Aliás, ninguém podia seguir outro deus.
Tinha autoridade, então é pecadora. Mulher nenhuma podia mandar no marido, só o contrário.

Vasti se recusou a atender o pedido do rei e marido de entreter idiotas bêbados. O rei ficou putinho e Vasti nunca mais poderia entrar na presença do rei Assuero, e sendo deposta outra mulher deveria ocupar seu lugar.

Na boa... As personagens mais interessantes pra mim são justamente aquelas denominadas "pecadoras".

Depois me vem alguém falar que é o caos uma mulher governar (citam a Dilma). Só que eles não lembram que Hitler, Sadam Hussein, Stalin, Osama Bin Laden e tantos outros merdas eram HOMENS. Querer definir "Maldade" ou incapacidade de governar pelo sexo? SÉRIO, gente? Fazer merda não é uma característica do sexo feminino, é uma característica humana.

Alex disse...

Off topic, mas interessante, quem foi o primeiro mascu famoso:

Um exame de DNA concluiu que a verdadeira identidade do criminoso conhecido como "Jack, o estripador", um serial killer que matava prostitutas na Londres Vitoriana era um imigrante polonês de 23 anos chamado Aaron Kosminski. O mais interessante dessa história é a descrição de Kosminski, que bate com a de um típico mascu dos dias de hoje:

"tinha um grande ódio de mulheres… com fortes tendências homicidas".
Um imigrante judeu nascido na Polônia, o suspeito fugiu da perseguição religiosa em sua terra natal, na época em que o país se encontrava sob o controle da Rússia. Ele teria chegado a Inglaterra em 1881, acompanhado de sua família que se estabeleceu na Mile End, no leste de Londres, uma região pobre com cortiços ocupados em sua maioria por outros imigrantes empobrecidos.
Segundo documentos oficiais, Kosminski exercia o ofício de barbeiro em Whitechapel, mas há indícios que ele tenha também trabalhado em um abatedouro e num curtume. Pouco se sabe a respeito de sua família, mas os registros de imigração mencionam que ele chegou à Inglaterra acompanhado de pai, mãe, duas irmãs, um cunhado e um número ignorado de crianças (suas sobrinhas). Nos primeiros anos na Capital ele teria dividido um apartamento de quarto e sala com os demais, mas posteriormente passou a alugar quartos em pensões na vizinhança. Kosminski tinha um "gênio ruim", era violento - tendo brigado com o cunhado e com vizinhos, e a partir de então, andava armado com uma faca, que mostrava a quem o ameaçasse. Ele não chegou a ser preso, mas alguns policiais que o abordaram após uma bebedeira o tinham como baderneiro e criador de confusão. Seus desentendimentos com prostitutas, muito comuns na vizinhança e
m que ele residia, eram frequentes.

O matador teria assassinado pelo menos cinco mulheres, cortando suas gargantas, removendo seus órgãos internos e deixando corpos mutilados em becos escuros.

Ele morreu meses depois do último e mais aterrador crime atribuído ao matador de Whitechapel ocorrer. O homem que pode ter sido o mais terrível matador do século XIX, teve um fim inglório. Depois de ser internado em um sanatório para tratar de um ferimento na perna, Kosminski morreu por complicações decorrentes de uma simples infecção.
Ele foi enterrado como indigente em local ignorado.


Fontes:
http://mundotentacular.blogspot.com.br/2014/09/identidade-confirmada-sera-que-jack-o.html


http://zh.clicrbs.com.br/rs/noticias/noticia/2014/09/identidade-de-jack-o-estripador-e-descoberta-com-exame-de-dna-4593455.html

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/dna-revela-identidade-de-jack-o-estripador-garante-novo-livro.html

Anônimo disse...

O curioso é que eu sou homem, e passo pela experiência contrária. Tenho muita vontade de ter filhos! Talvez pela relação difícil com meu pai e saber que eu posso fazer melhor. Acho que eu tenho esse "instinto maternal" aê, viu!

Sempre tive jeito com crianças. Uma vizinha da minha idade, que foi mãe solteira, costumava me pedir pra tomar conta do filho quando não tinha com quem deixar. Isso acontecia só de vez em quando e por poucas horas, mas eu trocava fralda, dava mamadeira, colocava pra dormir. A gente tinha amigas mulheres no prédio, mas ela preferia deixar comigo, porque o filho dela (na época bebê de colo, ou com 1, 2 anos) gostava de ficar comigo e ela confiava mais em mim. Eu tinha 18, 19 anos.

Fiz estágio em um lugar onde às vezes a gente recebia visitas escolares. Vocês sabem como eles tratam estagiário... Era para cada dupla pegar uma turma de 20, mas em geral a gente ficava com 30, 40. Isso quando era uma dupla, às vezes você tinha que fazer a visita sozinho. Sem professores! Essa parte não era meu trabalho, mas tinha dias que me mandavam fazer as visitas. Cara, eu nunca tive problemas com os meninos. Vi colegas terem problemas sérios, já rolou até briga na turma, crianças que se machucaram, fizeram uma colega nossa chorar. Eu só tenho histórias bonitas pra contar. Como a da menininha que disse que queria me dar um presente, mas só tinha uma pulseira rosa e meninos não usam rosa. Aí eu disse que tudo bem, porque era um presente e não tinha importância se era rosa. Era uma pulseirinha dessas de plástico, quase não cabia em mim, mas eu coloquei e ela ficou toda feliz.

Sei que posso ser um bom pai, sei que eu faria o melhor pelos meus filhos. Mas eu sou gay, e as coisas são complicadas. Não sou assumido para família e não sei se algum dia eu vou ser, e na profissão que eu escolhi a gente tem que manter uma fachada heterossexual para ser respeitado. Ainda tenho 22 anos, mas meus primos mais velhos já estão casados e começando a ter filhos agora. Quando a gente se encontra eu brinco com os meninos e fico pensando que poderia ser eu, né? Fico pensando se um dia eu vou ter filhos também.

Eu tive um lance rápido com um dos meus primos uns três anos atrás. A gente sempre se gostou, mas sempre fomos muito amigos, nunca rolou nada. Ele também adora criança. Tem o maior jeito com os sobrinhos, filhos do irmão mais velho dele. São dois meninos, e todo mundo diz que o bebê é a minha cara!

A gente mora em lugares diferentes, então não se vê sempre. Mas esse ano teve um jantar lá em casa, só a minha família e a família dele... Nós dois ficamos tomando conta dos sobrinhos dele, eu dando mamadeira e colocando o bebê pra dormir, ele brincando de super-herói com o outro (3 anos). Depois levamos o carrinho do bebê pro quarto dos meus pais e colocamos o mais velho para dormir na cama deles, também. Aí teve esse momento que nós dois ficamos em silêncio olhando os meninos dormirem, e acho que ele estava pensando o mesmo que eu: podia ser nossos filhos. Eu sei que eu e ele seriamos pais incríveis! Mas isso nunca vai acontecer, porque nenhum de nós dois vai enfrentar a família. Ele tem uma namorada agora e eu decidi respeitar isso.

Desculpa pelo desabafo... Mas é que isso é tão frustrante. Eu penso muito em adotar. Já conversei com um casal de amigas lésbicas sobre termos filhos juntos... E até com uma amiga, que é o contrário, quer sim ter filhos, mas não quer abrir mão da carreira por isso, nem gosta muito da parte de cuidar. Quando eu converso com ela, a gente planeja que podemos ter os filhos juntos, e ela brinca que eu que vou ser "a mãe" e ela "o pai" (ironizando os papéis de gênero na criação dos filhos).

Anônimo disse...

Olá. Lola que resposta incrível a sua. Eu quis ser mãe, planejei e engravidei. Minha experiência foi muito difícil por problemas de saúde graves com a criança, mesmo assim nunca me arrependi. Entendo perfeitamente a cobrança social que existe e quero deixar meu recado pras mulheres que ainda tem dúvidas: se tem dúvidas, não engravide. Não projete seus sonhos num filho, a realidade pode ser totalmente diferente do que vc planejou. Só tenha filhos se tiver certeza absoluta que quer realmente. Ignore as cobranças sociais, crianças requerem muito cuidado e precisam de alguém que esteja 100% disposto a dar tudo por ela. Deve ser terrível a sensação de arrependimento de ser mãe, espero junca passar por isso. Apoio totalmente quem opta em não ter filho, afinal, cada um faz o que quer da sua própria vida. Somos livres, ou pelo menos deveríamos ser!

Camila Gois disse...

Rachel, que lindo seu comentário!!!

A Rachel disse:

"Hoje existe um amor muito forte e muito diferente na minha vida. Existe uma alegria incomparável. Uma vontade de trabalhar as minhas faltas como pessoa para ser melhor para ela. Nada antes me fez querer tanto ser melhor pq antes nunca tive tanta influencia na vida de uma pessoa como hj na vida da minha filha. Nenhuma dificuldade despiu o meu relacionamento com o meu marido a níveis tão profundos. Nos desconstruímos para nos construírmos de novo. Nos aproximamos como nunca achei que fosse possível. E olha que sempre fomos muito proximos. Mas sempre lembro que arriscamos.

E para terminar, queria dizer q nunca entendia o tom condescente de pais que diziam que vc só conhece o amor verdadeiro depois q tem filhos. Amor verdadeiro não é exclusividade de quem tem filhos. Mas os filhos são uma boa oportunidade para se exercitar um amor transformador para aqueles que se propõem a se deixar transformar. Como toda mudança dá trabalho, a função pode não ser boa para alguns. E tudo bem, né gente?"

Aqui em casa tb foi exatamente assim!
Muito obrigada por expressar isso em palavras!! :)
Abraço

Bárbara Diniz disse...

Oi, Lola. Leio seu blog há 4 anos, mas nunca escrevi. Hj decidi pq a história tem um pouco a ver comigo. Nunca quis ser mãe. Não mesmo. E eu vivia muito bem com essa decisão. Se havia pressão qt a isso, eu não sei, pq não me interessava nem um pouco. Até que... fiquei grávida... Por medo, eu acho, acabei aceitando a gravidez. Mas confesso que minha vida teria sido muito mais minha se, àquela época, tivesse feito um aborto. Não que hoje não viva bem com minha filha. Hoje, eu amo a situação que tenho. Mas as vezes acho que é meio sindrome de estocolmo. Sei que estou sendo má, agora. Ainda mais com essa questão de "amor incondicional". Não me arrependo da decisão, mas tudo (acordar milhares de vezes à noite, não conseguir tomar banho direito, preocupações com doenças bobas, as mudanças bruscas no corpo e as próprias questões da educação de uma criança) teria sido menos sofrido se eu achasse que essa "era minha função no mundo", se esse fosse um desejo interno. Hoje, o que eu sei é que, se alguém não quer se mãe, por favor, não seja e seja feliz com isso. Ter filhos é muito bom. Mas só se vc gosta e quer isso. Podem falar que "vc nunca vai saber se não experimentar". É verdade. Mas tb tais pessoas nunca vão saber como é não os ter. Não vão passar pelas experiências que só surgem quando não há a responsabilidade de se educar e cuidar de outra pessoa (um bebe, uma criança, um adolescente). Além disso, ter um filho é um tiro no escuro, sim. Vc não sabe quem vai ser essa pessoa. Então, eu digo para a autora: vai ser feliz. Se vc quiser MESMO ter um filho, tenha. Se estiver mais velha, adote. Mas apenas faça o que o seu coração desejar. Não vale a pena ser diferente.

Anônimo disse...

Eu tenho 21 anose sempre, sempre, sempre quis ter filhos. Por isso, quando penso na possibilidade de não te-los (por eventuais problemas de saude, impossibilidade fisica, etc) me sinto mal e triste por isso. Deve ser a mesma forma que quem não quer filhos se sente, quando se vê forçado pela sociedade a tef filhos.
Casamento, filhos, carreira são opções que fazemos. Não é questão de mérito: cada um sabe o que é melhor para si. Pirque no fim das contas, quem tem que lidar com as consequências (boas ou ruins) das escolhas que fazemos, somos nós, individuos, e não a sociedade.
Boa sorte para a autora do post e lembre-se que esta é uma escolha só sua e do seu marido, e de mais ninguém!

Anônimo disse...

Sou mãe há de a meses. E posso garantir que essa é a experiênciaais extrema da minha vida. Minha filha é fruto de um relacionamento feliz e tranquilo e foi ingenuamente esperada e planejada. Jamais imaginei o quão difícil é cuidar de um bebê em seus primeiros meses. O choro, a privação de sono, a angústia por garantir o bem estar daquele ser que não se comunica. É doação sem fim sem nenhuma contrapartida. É exaustão e dor. E ao mesmo tempo eu sentia/sinto uma necessidade física de estar perto dela, de cuidar, de atender cada choro.

Com o tempo, o nenê começa a interagir e as recompensas vão aumentando. É bom ver aquele ser começar a se conectar com a vida, a compreender o mundo, a reconhecer as pessoas. É bom sentir o amor e o apego dela por mim. A alegria quando eu chego em casa.

Mas ainda dói e muito. Cada noite insone, cada lugar que eu não posso frequentar, cada projeto profissional abandonado e negligenciado, as mil preocupações...

Ainda não sei se vale a pena, mas pra mim tem sido uma experiência profunda, intensa e transformadora. Me sinto maior, mais forte e também frágil e muitas vezes fracassada.

O tal amor incondicional, pra mim, é uma coisa muito louca e muito física, instintiva. Dolorida e diferente de tudo o que eu já tinha vivido.

Jonas Klein disse...

Esqueci de dizer isso no meu ultimo comentário, Eu para mim isso essa questão de ter filhos não chega a ser um grande problema, pois eu não tenho uma rejeição total a ideia de ser pai.

Agora eu acho independente de ser homem ou mulher, se você for namora e especialmente casa, você deve procurar uma pessoa compartilhe do mesmo projeto de vida que você, no que se refere a ter ou não filhos, pois se você quer ter filhos e a pessoa que namora ou casou com você não quer, essa incompatibilidade no que se refere ao uma coisa tão importante pode ate destruir um relacionamento, e também a sua vontade no que se refere a ter filhos ou não, deve ser deixada bem claro já na fase inicial do relacionamento.

E recomento a Lola e todos que forem escrever sobre o assunto ter ou não filhos que façam essa observação.

Anônimo disse...

"(...) mudança de costumes também cria muitas vezes um vazio espiritual e sentimental pois os instintos profundos falam muito forte e mulheres - revolução cultural à parte - sempre serão mulheres e mães"

Mas tava demorando aparecer alguém pra dizer como as mulheres são vazias sem filhos...

Meu caro... o único vazio que existe em mim acabei de preencher comendo um prato bem cheio de feijoada...

Jane Doe

Sara disse...

Já me perguntei se meu desejo de ser mãe foi construído, ou se é meu de fato.
Lembro q aos 11 anos de idade escolhi o nome da minha filha, e como gosto de desenhar fiz vários retratinhos de como seria um filho ou filha q eu tivesse, tenho esses desenhos até hje.
Mas nunca consegui me identificar com a imagem sacralizada e idealizada de mãe q nossa sociedade transmite.
Já sofri muito por conta dessa imagem, pois a pobre da minha mãe nunca correspondeu a ela, e eu achava q ela estava me roubando algo, por não ser aquele ser de luz e perfeito que aprendemos desde q nascemos.
Com minhas filhas procurei quebrar essa imagem de todas as formas, fiz questão de contar pra elas até os detalhes mais sórdidos de todas as burradas pregressas e atuais, que eu fiz na vida.
Pra q elas nunca criassem expectativas irreais sobre o q eu sou como pessoa.
Talvez nesse processo eu tenha ferido a sensibilidade delas, pois lembro q eu detestava as festinhas de escola, ainda mais a do dia das mães, e acho q isso as magoava um pouco, mas tentava amenizar fazendo brincadeiras a esse respeito com elas.
Não creio q tenha me tornado outra pessoa, apenas por ser mãe, nem acredito nessas balelas, a única coisa q eu considero "mágica"na maternidade, foi algo q eu descobri, e que nunca consegui encontrar explicação lógica, não é nada emocional, mas sim um processo físico, durante todo o período da amamentação, eu percebi q meu organismo entrou em sincronia com o do bebe.
Nunca ouvi as orientações dos médicos q devia amamentar em horários regulares, e amamentava quando a criança tinha fome, e as vezes eu dormia profundamente com o bebe em um bercinho do lado, ai do nada no meio da noite eu acordava com uma sensação de q meu peito estava para explodir, e imediatamente meu leite começava a jorrar, e ao mesmo tempo a criança q tb dormia ao lado, sem q eu fizesse barulho nenhum acordava gritando de fome, sempre achei essa simbiose muito estranha.
Essa foi a única mágica q achei na maternidade, mas tenho q dizer, q apesar de eu ser tão imperfeita como mãe e como pessoa, estou pra lá de satisfeita com o q minhas filhas se tornaram, não me julgo responsável por isso, acho apenas q tive muita sorte.

Anônimo disse...

Na dúvida, opte por não ter filho... Dá trabalho pra cacete! Mas, é muito muito trabalho mesmo, não é fácil criar/educar um ser humano.

Anônimo disse...

"Acho que não deveria ter filhos. Na sua idade a probabilidade de que seu filho tenha alguma síndrome é enorme. E agora imagine, ter um filho sem ter certeza e ele ser dependente de vc e do seu parceiro para o resto da vida."

Idiota, é PAI VELHO que dá problema e não mulher de quarenta. Estude mais antes de falar asneira.

Anônimo disse...

"A mulher que puder cumprir seu ciclo natural tendo um filho até uns 32 anos no máximo(sou médico e é importante para a saúde do bebê que haja óvulos fortes)"

Se fosse médico mesmo saberia que isso não é verdade. Termina o Ensino Médio e volta aqui.

Anônimo disse...

To com 39 anos e maior que a minha vontade de não ter filhos é a de fazer uma laqueadura, que até agora eu não consegui. Meu marido, pagando 300 reais, faz a vasectomia em vinte minutos mas mulher não né? Mulher se não parir não serve pra nada........... te falar viu.

Meu arrependimento de não ter filhos é zero, até porque é uma coisa super fácil de resolver né? Se você se arrepende de não ter filhos, é só arrumar um. Não falta criança pra adotar. Já adota grande, com irmãos, sua família Doriana completinha (é só não ser racista, gente que fala que ficou dez anos em fila de adoção é RACISTA, quis menininha de olho azul e branca). Mas e se você se arrepende de ser mãe, como fica? kkkkkkkkkkkkkkkkkk

No mundo em que vivemos eu acho altamente empoderador não ter filhos. Especialmente pra mulher, que acaba virando escrava social da prole (indo além da função de mãe, tendo que atender a um papel de mãe tb que determina abnegação total e assexualização). Homem faz filho em cada canto, paga aí um salário mínimo dividido em três e pronto, já fez a parte dele. Mulher não. Por isso que pra gente, o mais negócio é não ter mesmo e ser livre de verdade.

Obrigação de ter filho nada mais é que ranço religioso da legitimação do sexo, eis que com finalidade reprodutiva. Só isso. Se for pra ter dúvida na maternidade, leve isso em consideração antes de se sentir mal com suas escolhas.

Camila Gois disse...

Li o post e alguns comentários... é muito triste mesmo, fiquei arrasada com alguns, tanto pelas mães quanto pelos filhos... Algumas ali é depressão pós-parto, tb me senti mal no puerpério. Ficar sem dormir e viver de acordo com aqueles ciclos de 3 horas dos recém-nascidos (acordar-mamar-trocar-dormir) é de enlouquecer mesmo... mas isso passa.
Gostei do blog, li vários posts mais recentes e achei interessante. O filho dela é lindo demais, coisa mais fofa!

Anônimo disse...

Fiquei curioso e li um pouco o blog Domingo de chuva. No caso da autora, me pareceu que ela não gosta da maternidade por imauridade. E ela parece ser muito pessimista também, sempre focando nos aspectos negativos e não nos positivos. Posso estar equivocado, mas é a minha opinião.

Anônimo disse...

ainda sobre o blog...
A autora no inicio (2009) dizia estar infeliz por não conseguir engravidar e depois ela estava infeliz por odiar ser mãe...

Maria Valéria disse...

Sobre não ser mãe, eu tenho que dizer uma coisa.
Ha um único aspecto na minha vida que nao e legal : acaba acontecendo um afastamento natural entre você e as amigas que tem filhos,
Quando eram casadas, ainda era tranquilo, porque tenho amizade com os maridos das minhas amigas,
Mas quando tem filhos , acaba o tempo pra se encontrarem, ou ainda, as mulheres com filhos acabam optando por programas com outras que tambem tem filhos , para incluírem as crianças,
Claro que tenho outros amigas que nao tem filhos e que tem mais liberdade para sair, conversar, mas duas ou três dessas que tiveram filhos são amigas íntimas e de longa data, sinto falta,
Uma delas teve a segunda filha recentemente, fui visitar, brinquei com a mais velha ( de cinco anos ) ; fui super bem recebida e bem tratada , mas o pique da sua amiga pra te receber acaba, lógico,
Ou entao ,você está desabafando, conversando no telefone ou internet e a amiga diz que tem que desligar porque o bebe ta chorando , com febre, etc.
Nesses casos, eu sigo o que ja li sobre esse assunto " mesmo que você fique triste, procure entender , que gostar da outra nao inclui necessariamente a convivência , e que se vocês se gostam mesmo, poderão se encontrar mais pra frente, sem cobranças do tempo em que nao se viram e nao se procuraram " ( li isso no livro na sala com Danuza , e amei !)

Anônimo disse...

Também não quero ter filhos. Como não tenho a menor paciência pra ficar ouvindo besteira não contei a ninguém da minha decisão de não ser mãe, até porque se ouvir o mesmo blábláblá estúpido que eu escuto desde sempre vou perder as estribeiras de um jeito que o indivíduo nunca mais volta a falar comigo. A minha sorte é que na minha família tem muitas mulheres que não casam e/ou não tem filhos, e isso diminui a pressão. E eu decidi não ter filhos justamente vendo a vida da minha mãe, que perdeu tanto e como ela sofre por coisas que estão além do controle dela. Cara, imagina que droga deve ser morrer de medo cada vez q seu filho sai de casa? Se apavorar pq ele não atende o telefone nem chegou na hora de sempre? Sofrer horrores por ver seu filho angustiado ou em dificuldades qdo você não pode ajudar (e esse momento sempre chega, pq é o natural da vida)? Entrar em pânico qdo elx sofre um acidente, ou fica bêbadx, ou é assaltadx, ou qqer coisa do tipo sobre a qual vc não tem nenhum controle? E pior, e se vc perder seu filho? Pelo que já ouvi de gente que sofreu essa perda, sua vida simplesmente acaba. E a maldita da culpa, que anda abraçadinha com a maternidade quase 24h por dia? Agora alguém me diga, por que raios eu ia querer isso? Por que eu ia querer uma existência presa a sentimentos ruins e com minha própria vida e bem estar emocional, mental e psicológico dependendo do que acontece com um terceiro? Pra sentir "o maior amor do mundo"? Desculpa, meu amigo, mas pra mim não há amor que pague uma vida presa ao medo, à angústia, à culpa e à cobrança. E quem quiser pode me chamar de monstro, de egoísta, do que você bem quiser; no final não vou ser eu quem vai estar se lascando com um moleque debaixo do braço.

Anônimo disse...

" tenho de fingir que a maternidade é a melhor coisa do mundo, pois se eu disser o contrário, meio mundo cai matando em cima de mim. "

Olha o que eu achei escrito nesse post

Erres Errantes disse...

Filhos, ter ou não ter? Eis a questão.
Acho tão complicada essa questão para nós, mulheres. Sempre nos impõem o arrependimento, caso nos decidamos por não ter. Sobretudo porque, para os homens, é muito fácil: terão filhos enquanto tiverem ereção. Terão, portanto, muito tempo para decidir sobre qual é o melhor momento. Mas no nosso caso, somos limitadas pela própria natureza: a partir dos 40, não vai ter como voltar atrás.
No nosso caso é muito mais difícil porque somos infinitamente cobradas, até porque até hoje, a função das mulheres na sociedade é a de procriar; uma mulher que não procria, é como se não tivesse função no mundo. Ok, sabemos que isso é uma falácia machista, mas é um discurso tão arraigado que é preciso uma espinha muito dura para não se deixar levar por ele.
Tenho 28 anos e hoje, não quero filhos. Mas quando o prazo estiver se esgotando, tenho medo de não aguentar essa pressão.

Anônimo disse...

A maioria das mulheres que quer ter filhos, tem. A maioria das mulheres que não quer ter filhos, não tem.
O que se discute aqui são mulheres que não querem ser mães ou que foram mães e se pudessem voltar atrás não teriam sido.
Um assunto assim vai incomodar demais os machistas que não conseguem pensar fora dos clichês e claro que vão aparecer comentários que não tem nada a ver com nada, principalmente de homens que não se conformam com a verdade, nem todas querem ser mães, assim como nem todo homem quer ser pai.

Maria Valéria disse...

Lá vem õs ditadores de regra da vida alheia de plantão :

" nao ser mãe é uma escolha egoísta "

So what?? Quem paga minhas contas sou eu , portanto se sou egoísta ou não , não é da conta de ninguém!!

Quem quiser me chamar disso ou daquilo, vem aqui na minha casa, tem uma pilha de contas fresquinha chegando todo mês, faço uma mega promoção : pegue minhas contas, pague, e dai sim você ganha o direito de falar da minha vida,
E ponto final.###. Cansei,###

Tiamat disse...

Arrepender-se jamais.. não soa justo. afinal falamos da vida de outro ser que nos é totalmente dependente ( ao menos nos primeiros 15 anos) - se ja é desumano fazer isso com um animalzinho, imagina com filho?... Como ja disseram antes,, é uma decisão pra vida toda.
Mas também sou da opinião que mulheres deve ter e se sentir tranquilas em optar por não ser mãe.

Anônimo disse...

No mundo em que vivemos eu acho altamente empoderador não ter filhos. Especialmente pra mulher, que acaba virando escrava social da prole (indo além da função de mãe, tendo que atender a um papel de mãe tb que determina abnegação total e assexualização). Homem faz filho em cada canto, paga aí um salário mínimo dividido em três e pronto, já fez a parte dele. Mulher não. Por isso que pra gente, o mais negócio é não ter mesmo e ser livre de verdade.

Também acho. Não é exatamente por essa razão que dispensei a maternidade, meu caso é total falta de interesse na coisa, já tenho 43 anos e sem arrependimento algum aqui. Contudo é inevitável comparar a vida de quem tem filhos e quem não tem. Se eu precisasse de alguma afirmação sobre a positividade da minha escolha, bastaria observar os "procriadores" em volta de mim, especialmente na minha faixa etária, onde o povo geralmente já casou, teve filhos, tá separando e fazendo mais rebentos com novas relações. Na questão financeira por exemplo a diferença costuma ser gritante e quem tem melhor renda obviamente pode mais em um sentido muito abrangente na vida.

Não ter filhos liberta mesmo. Tudo fica mais fácil: casar, separar, viajar, mudar de cidade, mudar de vida, de relacionamento ou simplesmente não mudar nada, sem pressões.

Meus amigos e amigas que procriaram basicamente só deixam de ter o assunto filho na pauta quando as "crianças" estão já quase entrando na vida adulta. Antes disso é só filho, filho, filho, bem limitado mesmo, uma auto-alienação voluntária. Até porque é o que a sociedade cobra, em especial das mulheres e as pessoas introjetam isso e tomam como verdade, cumprindo esse papelzinho determinado sem a menor emoção. Conheço pessoas que agem de forma diferente mas são raríssimas as que aguentam a pressão de serem elas mesmas.

Obrigação de ter filho nada mais é que ranço religioso da legitimação do sexo, eis que com finalidade reprodutiva. Só isso. Se for pra ter dúvida na maternidade, leve isso em consideração antes de se sentir mal com suas escolhas.

Colocação inteligentíssima, concordo plenamente. A obrigação de parir anda de mãos dadas com a obrigação do sexo por amor, resquício de um tempo em que a religião é que determinava as ordens políticas e sociais das culturas, como ainda é hoje em alguns lugares. Argumentos biológicos perdem completamente a força quando lembramos que a humanidade é uma espécie longe de estar evolutivamente ameaçada.

Anônimo disse...

Então...sempre leio o blog e até hoje nunca comentei...mas como o tema abordado me toca profundamente senti a necessidade de compartilhar minha experiência com vocês (por ter o nome muito exótico, escreverei anonimamente, pois caso contrário bastará dar um "Google" no meu nome e aparecerá até a cor da minha calcinha...rs).
Estou com meu marido há 12 anos e desde o começo ele sempre quis filhos e eu nunca fui muito animada com esta ideia (por isto SEMPRE usei anticoncepcional E camisinha desde a minha primeira vez aos 16 anos). Na realidade, só o fato de pensar nesta hipótese me causava desespero.
Quando em uma de nossas conversas, ele me contou chorando que era estéril, "menina" boba que era acreditei, pois em minha cabeça não haveria motivo para alguém mentir a respeito de algo tão sério e daí baixei a guarda...resultado? Um mês depois o teste do beta HCG dava positivo!
Como tinha certeza a respeito de minhas convicções apenas comuniquei a ele que minha decisão estava tomada e providenciei tudo para o aborto. Resolvido o "problema" nos afastamos devido a mágoa que havia ficado por ter sido enganada/manipulada.
Tempos depois voltamos a nos relacionar e eu sempre deixando claro que filhos para mim, era assunto fora de cogitação. Sempre achei que para a mulher se sentir realizada não era preciso botar filho no mundo.
Continuei me dedicando a profissão/estudo e ele me pressionando por filhos...até que recebi um ultimato: ou engravidava ou nos separaríamos!
E acabei me dobrando a pressão dele. Você deve imaginar que devo ser uma pobre coitada, sem instrução e dependente financeiramente do marido para se sujeitar a isto...baita engano! Tenho doutorado, falo francês e inglês, sou funcionária pública concursada e ganho mutíssimo bem.
Contei tudo isto para finalmente chegar ao cerne da questão. Devo ou não ser mãe? Por motivos óbvios digo que só tenha filhos se o desejo for SEU! Hoje consigo dizer que amo meu filho...mas quando penso em maternidade associo diretamente ao sentimento de INJUSTIÇA já que, inevitavelmente, toda a carga fica sobre os ombros da mulher.


Anônimo disse...

Eu sou mãe. Duas meninas. Acredito que faço parte das mães que tem dias bons e alguns não tão bons assim. Mas acredito que isso seja normal. Não planejei, nem calculei dia fértil. Não me arrependo. Amo minhas filhas. Por elas "mataria ou morreria" O que rola é alguns dias pensar E SE? O que eu estaria fazendo? Onde estaria indo? Minha vida seria mais fácil? Essa é fácil: muuuito mais fácil.
Mas eu estaria feliz? Não sei. Talvez não. Não que eu esteja feliz todo tempo só por ter filhos, como também não estaria feliz sempre por não tê-las. Diria que é um E SE inocente tipo aqueles e se eu tivesse ficado com fulano. E se eu tivesse feito aquele intercâmbio sabe...
Claro que sofremos uma pressão diferente por ser MÃE diferente da pressão que os pais sofrem. Sabe aquela pergunta: Cadê a mãe dessa criança? Raro ouviirmos: cadê os PAIS dessa criança? Quando a coisa desanda sobre cai muito mais nos nossos ombros. Por isso outro dia alguém me falando sobre ter mais filhos eu respondi: olha não quero ter mais filhos não, mas se tiver, dessa vez quero ser o pai!

Anônimo disse...

13 de setembro de 2014 13:21
Anônimo disse...

ainda sobre o blog...
A autora no inicio (2009) dizia estar infeliz por não conseguir engravidar e depois ela estava infeliz por odiar ser mãe...



Eu resolvi dar uma conferida e realmente...me surpreendi...na verdade o post sobre as mães eu já tinha lido no dia das mães deste ano. Mas não imaginava que ela tinha um post de 2009 no qual falava sobre o desejo de ser mãe...e li hoje...e achei as motivações dela um tanto quanto "românticas"...quanta loucura meu povo!!!
Mais loucura ainda é saber que ela foi estudante de psicologia rs. Ela disse ter uma verdadeira inclinação para o pessimismo em outro post. Desvendar a psique humana é um verdadeiro desafio, melhor, um verdadeiro MISTÉRIO rs.

Anônimo disse...

À autora do questionamento: Além de tudo que já disseram, só queria acrescentar um comentário. Pode ser perigoso fazer qualquer coisa, ainda mais uma tão definitiva, por medo de se arrepender depois. Suas decisões devem ser tomadas baseadas no que você quer agora, não no que você talvez quem sabe pode vir a querer no futuro.

@dddrocha disse...

Também não quero ter filhos e a cada vez que alguém me cobra isso, sinto arrepios de medo de engravidar.

Amo crianças, mas amo devolvê-las aos pais sãs e salvas. Trabalho com crianças e as amo incondicionalmente, mas não quero ter filhos.

Vejo amigas desesperadas porque não conseguem engravidar e já estão com 30 e vejo crianças passando necessidade nas ruas. Esse contraste ultrapassa meu entendimento de ser humano.

Anônimo disse...

Já vi várias crianças fofinhas e lindinhas, mas, no geral, não gosto delas e não as quero ter. Mas ainda me vejo obrigada a dar risadinhas e elogiar os filhos alheios, porque se eu não fizer isso, as pessoas me olham como se eu fosse uma megera de contos de fada. Vivemos numa sociedade que endeusa a maternidade de um modo até doentio.

Camila Bezerra disse...

Excelente post.

Eu já passei por muitas fases de querer ou não ter filhos. Na adolescência eu pensava muito em adoção, depois tive sim um desejo de gestar e ter uma criança bem novinha pra cuidar, mas esse desejo foi diminuindo muito. Quanto mais minhas amigas engravidavam e tinham filhos, mais eu me afastava da ideia ao ver as dificuldades e os problemas que vinham junto. Recentemente uma amiga minha teve uma bebê linda, com todos os cuidados de ter tido acompanhamento responsável e parto humanizado, achei adorável, mas me vi sem nenhuma vontade de passar pelo processo.

Recentemente decidi que não queria engravidar, se voltar o desejo de ter filhos, vou adotar, mas ainda acho muita responsabilidade (mal consigo cuidar dos meus gatos). Voltei a ter o pensamento de adolescente de que o mundo já está cheio demais pra colocar mais gente, e que tem criança demais precisando de ajuda pra gente ignorar e 'espalhar os genes' (como tanta gente me enche o saco pra fazer).

Pressão eu recebo de todo lado, gente que não tem nada a ver com a minha vida dizendo que eu vou sim, engravidar e ter meus rebentos. Eu só tenho 30 anos (5 de casada) e é um saco, imagina para quem já está no 'limite' da idade. Parece que eu ainda vou enfrentar muita insistência externa.

Anônimo disse...

Eu não sei. Nunca tive vontade de ter filhos. Mas hoje ao 28 ela tem surgido.
Minha mãe teve 3. E nunca se arrependeu. Minha avó teve 5 e odiou, sempre diz que se pudesse nunca teria tido.
Não sei, acho que pela forma que fui criada e pelo de eu e minha irmãs termos sido crianças muito fáceis eu veja desta forma.Minha mãe diz que nunca passou noites em claro e desde muito pequenas viajamos, tem foto de eu na praia com 1,5 mês. Por outro lado, eu tenho medo.
Tenho medo de perder tudo que acredito, de ser difícil e tals. Apesar disso eu não me retrato como egoísta o suficiente para não amar outro ser humano.
Eu fui naquele blog e é extremamente doloroso ler aquilo.Nunca me imaginaria odiando alguém da forma que foi apresentado em alguns comentários. Nunca mesmo.

Zrs disse...

Tem um livro muito interessante, fruto de uma excelente pesquisa da Antropóloga Miriam Goldenberg, que desmistifica o mito de quem está conosco na velhice são os filhos.

Na pesquisa ela descobre que é o círculo de contatos e amigos, que criamos ao longo da vida, que nos dá suporte nas últimas décadas de vida. Também, que são os sonhos e as atividades desenvolvidas que realizam muitos idosos (principalmente as mulheres), e não propriamente as crias ou netos. Vale a pena a leitura.

Livro: A Bela Velhice.

Anônimo disse...

Eu já li aquele blog, inteiro. Ele não pode ser usado como referência de mães arrependidas, de forma alguma... a autora é problemática demais, e isso não tem nada haver com a maternidade.

No incio do blog, o que ela mais queria nessa vida era ter um filho, fez tratamento duas vezes, e toda vez que ficava menstruada era um drama. Se sentia infeliz porque não conseguia engravidar. Agora ela acha que não é feliz porque odeia ser mãe (e o filho também ela deve odiar, pelo jeito que fala dele)

Ela começou a faculdade de psicologia toda eufórica, e desistiu no comecinho porque ODEIA tabalhos em grupo. Ela pesquisou que teria em todos os semestres (sério, ela escreveu com essas palavras).

Ela pensou até em se matar porque estava se sentindo gorda, só reclamava que o corpo tinha mudado, que a barriga estava flácida, que queria o corpo de antes de engravidar.

Acompanhei por tanto tempo, sempre na esperança dela acordar, e mudar, mas não... ela tem sérios problemas :(

Anônimo disse...

Minha mãe se casou no finalzinho dos anos 60. Nunca foi muito a fim de ter filhos, mas ficou 6 anos sem engravidar e fazendo tudo quanto é tratamento maluco porque não aguentava mais ouvir cobranças da família do meu pai: "e aí,nada?" (apontando pra barriga dela), "se não tiver um filho vai perder o marido" e outras asneiras do tipo.
Desde os 15 anos nunca tive vontade de ser mãe. Hoje estou com quase 43 a ainda não deu vontade. Grandes chances de que eu não mude mais de opinião, rss.
Vejo meu irmão e minha cunhada, eles estão muito felizes com a chegada do meu sobrinho. Acho superlegal, amo aquele moleque, mas maternidade não é algo que eu quero pra mim.
Felizmente, meus pais nunca me cobraram de nada. Ouvi também alguns comentários isolados: "egoísta!", "toda mulher temque ter pelo menos UM filho"; "se não quer ter filhos, por que precisa (?) se casar?", mas nunca me afetaram, porque eu sempre tive certeza do que eu queria.
Resumindo: não tem porque ficar pesando os prós e contras. Se você quer ter um filho,a condição necessária e suficiente é "eu quero". Se não quer, a condição necessária e suficiente é "eu não quero". Simples, assim...

ANA

Daniele Benedito disse...

Essa é a questão da minha vida mas a minha situação é um pouco diferente. Eu sempre quis ser mãe, sempre, desde quando brincava de bonecas isso sempre foi uma constante na minha vida. Falava que queria ter 6 filhos, depois com a idade diminui para 3, tenho até os nomes escolhidos e gostaria que todos fossem de parto normal para sentir aquela coisa naturalista de que é dar a luz a um ser humano. Além disso, tenho aquele instinto materno, tomo conta de todo mundo ao meu redor, já fui babá e sei como é ter crianças aos meus cuidados desde a hora que eles acordam até a hora de dormir, passando por brigas pra se vestir, pra comer, colocar o sapato e fazer a lição de casa. Sempre tirei de letra.
No entanto de uns meses pra cá toda essa minha certeza desapareceu, caso daqui 7 meses e eu e meu noivo já moramos juntos a 2 anos. Costumava a pensar que começaria a tentar engravidar aos 30 (daqui 1 ano) e agora que estou na cara do gol tudo mudou. Fico pensando que esse mundo não é de maneira alguma um bom lugar pra alguém viver, penso também que é extremamente egoísta ter um filho por que EU quero, porque EU tenho uma ideia que fiz para MINHA vida quando EU era criança, entende? Esse outro ser não tem nada a ver com isso, a vida dele pode ser terrível por diversos motivos ou ele pode ser alguém detestável por diversos outros, afinal, nem sempre uma boa educação faz um bom ser humano. Acho extremamente egoísta colocar uma outra vida no mundo porque eu quero me sentir desse ou daquele jeito, porque eu quero sentir amor incondicional ou algo assim.
Ao mesmo tempo minha vida com meu noivo é maravilhosa, sonhamos em conhecer o mundo, viajar e nossa primeira grande aventura será na nossa lua-de-mel além disso adoramos nossa rotina, coisas bobas como passar fins de semana em casa assistindo séries no sofá, sairmos de madrugada para comer sobremesa em um bistrot, escapar até a praia quando dá na telha, acordar cedo e dormir no meio da tarde . Sei que filhos mudariam completamente essa dinâmica então racionalmente não faz sentido termos ele, por todas as questões que enumerei no entanto tenho muito medo de me arrepender daqui 10 ou 15 anos, de não ver razão pra ter agora mas ver razão para ter quando não for mais possível. Lógico que posso adotar mas ainda assim me sentiria muito velha e acho que acompanharia pouco tempo da vida dos meus filhos.
Essa é uma duvida que não sai da minha cabeça e ainda coloquei ela na cabeça do meu noivo, agora ambos estamos com pé atras e o medo de se arrepender está presente em qualquer um dos caminhos. =(

Denise Marinho disse...

Ai, são tantas opressões que nós temos que sofrer nessa vidinha, né? Hoje eu consigo falar alto "não ter filho É MUITO BOM!" já preparada p ignorar os comentários das "pessoas de bem" (ignoro pq tenho preguiça). Como L em 12 de setembro disse, ñ há nada de errado em ficar feliz por n ter q passar por situações da maternidade, já que tem muita gente mesquinha que tem filhos!

Tenho 34. Lola, minhas bonecas também tinham carreira, estudavam, saíam à noite. Chegou num ponto que minha mãe me deu aquela boneca que ficava grávida, sabe? Me fez batizar o bebe com o nome do pai dela e tudo. Semanas depois ele "sumiu" e minha boneca já estava vivendo a vidaloka, linda, loira (era oq tinha!) e rica!

Olha, pelo que vejo nos asilos que visito, filho não significa ter companhia, amor, ou mesmo os bens que a gente trabalha para ter.

Eu e meu marido conversamos pouco a respeito disso, pq nenhum dos dois quer, então é ponto pacífico.

Uma vida sem filhos pode sim ser infinitamente rica, sempre se renovando, cheia de aventuras de todos os tipos ou simplesmente pra ficar em casa assistindo filme com os gatos (o meus são muito lindos, gente).

Anônimo disse...

O "perigo" de não querer ter filhos é a possibilidade de mudar de ideia?
E se a pessoa tem um filho e muda de ideia, ela faz o quê?

Anônimo disse...

“Ninguém nasce mulher: torna-se mulher”
Ninguém nasce mãe, torna-se mãe e nunca estamos preparados até sermos. Eu amo, mesmo nos dias difíceis.

Kleber Mendez disse...

Gerar um filho, é o maior egoísmo que um ser "racional" pode cometer...

Patricia L disse...

Que pena que autora do e-mail não vai ler isto que vou escrever aqui... eu tenho 33 anos e aos 24 decidi que nunca teria filhos. Todo mundo sempre me disse que eu ainda mudaria de ideia... bom, não mudei. Se já pensei em mudar? Sim, já me perguntei "será que não vou me arrepender?". Mas, francamente, ter filho é uma decisão muito séria para ser tomada só por precaução. Muita gente acha que sou egoísta... oras, eu seria muito mais egoísta se resolvesse ter um filho por medo de passar a velhice sozinha.
Não que eu ache impossível me arrepender disso um dia... mas se eu tiver 60 anos e me arrepender, tem tanta criança "pronta" por aí precisando de uma família... não preciso fazer uma só pra mim, não é? Então, é isso, resolvi esperar o tempo passar e, se um dia eu resolver ter filho(s) e for muito tarde, biologicamente falando, eu adoto uma criança de uns 10 anos e nunca precisarei trocar suas fraldas.
Os motivos que me levam a optar por não ter filhos podem até ser egoístas, mas se eu optar mais tarde pela adoção, estarei sendo muito mais altruísta do que esses pais que têm filhos para ter quem os cuide quando envelhecerem ou que insistem em espalhar sua semente pela Terra...

Rosana disse...

Tenho quase 33 anos de idade, fui casada e meu ex queria muito ser pai, mas ainda não tinha um teto em cima da cabeça... Eu não trabalhava e morávamos com minha mãe...Eu pensava, se ainda não tenho um teto vou oferecer? Fora que sair da casa de minha mãe depois de dela ter vido crescer com certeza adoeceria sem velo todos os dias, por que conheço a mãe que tenho... Bom separamos não por esse motivo... Estou preste a me casar de novo, agora tenho minha casa e infelizmente não trabalho, sei que não me falta nada pois sou grata a Deus por tudo que tenho... Mas ainda penso se quero ser mãe, não porque me falta amor ao pros cimo ou não seria uma boa mãe... Mas sei que hoje não estou pronta, não porque eu penso que não teria mais tempo de me forma ou viveria a vida dele por um longo tempo... Mas sim porque não é a hora... O mundo seria muito melhor se as pessoas pensassem por elas e não por cabeça de outras pessoas... Tenho a benção de ter dois sobrinhos de sangue e duas sobrinhas do meu noivo... Mas sei que não são meus... Não adotaria animais pra substituir filhos e se um dia ter sera porque meus futuros filhos os quiseram, e eu os amarei, mas jamais como um filho...Mas uma coisa eu posso lhe garantir... Se um dia optar por ser mãe não quero apenas um, quero dois... Porque cresci sem muitas condições na vida, tive um tenes que teve que durar 7 anos, mas o melhor presente que meus pais me deram foi dois irmãos... Sou grata a Deus por tudo o que tenho e pelo que nem sei que tenho mais tenho e tudo o que tenho é de dele... E se a minha caminhada terminasse sem filhos não poderia dizer que faltou algo, porque tudo tem um porque... Viver a nossa vida da melhor maneira estando em paz de consciência é o que realmente importa... Não tem como saber se realmente que opta a não ter é mais feliz do que, quem teve 10 filhos a casos e casos... Eu nasci deficiente auditiva unilateral, não tenho medo dele nascer assim, mas sera que ele me cobrara se nascer? Bom meu pai era, mas foi a melhor pessoa que conheci... Esse mundo esta minado por pessoas ruim, e se deixaria de ter filhos por conta disso? Claro que não... Desejo a você boa sorte, e não espere tapinha nas costa se você agradar ou elogios por pensar diferente... Abraço.

Anônimo disse...

Ao invés de sofrer pensando em ser ou não ser mãe, tente descobrir "O QUE EU QUERO SER", "COMO QUERO VIVER OS PRÓXIMOS ANOS DE MINHA VIDA", as pessoas que cobram sua "maternidade" provavelmente não estarão vivendo com você 24h, te ajudando, dando de mama, trocando fraldas, fazendo papinha, levando ao médico, depois ao longo dos anos, sustentando, escolhendo escola, cuidados dos afazeres teus e da possível criança, etc. Na maternidade nada é certo, pois você terá que lidar com incertezas, VOCE SUPORTA BEM ISTO, a criança pode ser uma benção, você poderá participar de momentos felizes ou tristes com ela, porém você precisa estar disposta a abrir mão de algumas coisas, mas não precisa abrir mão de tudo, se a criança for saudável, e você tiver condições financeiras ou familiares, poderá deixar com alguém, ou pagar creche, escolinha e seguir uma vida quase normal, mas tudo isto é incerto, ao aceitar a maternidade, você terá que estar preparada para lidar com uma criança saudável ou não. Se não estiver preparada ainda, procure se preparar se mesmo assim, para você o mais importante é curtir a vida com o maridão que é uma benção e não te cobra filhos, viajar sem filhos, vida profissional, cumprir a missão que Deus te deu, creio que e será feliz mesmo sem filhos. Pois quem garante que teu filho ou filha estará com você, te amará e apoiará, afinal você não deve cobrar isto dele, ele sera uma pessoa com livre arbítrio. Resuminho se não tiver filhos tente ser feliz assim, tenho certeza que é possível veja o exemplo do apostolo Paulo na Biblia, o proprio Jesus não casaram e nem tiveram filhos porém cumpriram sua missão neste mundo e foram felizes, só porque você é mulher não quer dizer que é obrigada a se casar e ter filhos. Leia a Biblia e veja que nem Deus que nos criou nos cobra isto, a sociedade é que nos pressiona! Tente ser feliz com suas escolhas, isto é totalmente possível, com certeza ser mãe tem seu lado ruim e bom, algumas focam no lado bom outras no ruim. Da mesma maneira não ser mão tem seu lado bom e outro nem tanto, basta focar sempre no lado positivo, e ser feliz, isto vale para aquelas que por motivos alheios a suas escolhas nunca serão mães naturais, mas nada impede ser ser mães de coração que as vezes valem muito mais, procriar não é ser mãe! Torço pela sua Felicidade seja qual for sua escolha! P.S tenho 31 anos e ainda não sou mãe, por enquanto sou muito feliz e completa assim. Amo crianças e gosto de levar o amor de Deus à elas. CREIA SER FELIZ É UMA ESCOLHA SUA E NÃO TEM NADA A VER COM SER OU NÃO MÃE. EU NÃO SOU MÃE E SOU FELIZ! sE eu For Mae continuarei feliz pois eu decidi, escolhi ser feliz de qualquer maneira! bjs

Silvio disse...

Tenho 26 anos. Ainda estou em dúvida, porém a tempos acredito que ter um filho é a maior decisão que tomamos na vida, também não consigo ver motivos racionais para ter um filho, só os do senso comum. Agradeço este espaço, eu e minha mulher estaremos lendo todos os comentários, mas de cara posso dizer que grande parte das pessoas que tem filhos não deveriam ser pais, pois não tem preparo e acabam colocando no mundo um problema para a sociedade, se houvesse alguma forma de controle de natalidade (condições, planejamento familiar, provar que tem condição psicossocial , financeira etc) o Brasil seria bem melhor. Acredito que tenho quase todos os requisitos para ser pai, porém, sou muito egoísta, daí minha insegurança, por isso resolvemos no momento ter um cachorro, enquanto isso vamos estudando o assunto.

este disse...

Caracas! Forte isso...e real.

Cantora Daniela Rodrigues disse...

Gostei de mais de ler os comentários. Tenho 26 anos e 6 anos de casada. A princípio achei que em pouco tempo teria filhos, além do mais é isso que os padrões esperam de nós mulheres casadas. Mas os anos foram se passando e falo com toda certeza que filhos não estão nos meus planos e meu marido concorda. Não falo sobre esse assunto com ninguém porque sempre quando chega nesse assunto vem a cobrança. Já cheguei a ouvir : se você não quer ter filhos então porque casou? O quê? Como assim? Filhos não significa felicidade, pelo menos pra mim, e gostaria muito de não parecer um ET quando falo isso. Estou muito feliz com minha vida, faço o que quero a hora que quero sem ter alguém sobre minha responsabilidade. Fora que o mundo do jeito que está dá até dó de por uma criança aqui. Estou pensando em adotar um peludinho...amo cachorro mas ainda estou analisando também.

Anônimo disse...

Caramba, vc disse tudo exatamente como eu penso, por esses motivos é que acredito que a adoção é de fato a atitude mais nobre que um ser humano pode ter! Eu jamais irei parir na minha vida, nunca foi algo que desejei e nunca será, se eu pudesse escolher também não teria nascido, o mundo ta ficando cada vez mais um lugar difícil, e só vejo pessoas que quando se preocupam com isso, pensam justamente em deixar o mundo um lugar melhor para seus filhos, mas nunca pensam que deixar filhos melhores para o mundo é o que de fato vai ajudar a mudá-lo para melhor.

Bárbara. disse...

Pode me passar o endereço deste blog?

Unknown disse...

ME identifico plenamente com o depoimento da Lola,a dúvida as vezes me persegue,mas no final,a balança sempre se inclina para o não ter filho.

Claudio Elias Do Nascimento disse...

Não preocupe se voce casou e as pessoas
Te pergunta cade o bebe ou ainda voce ja
Tentou de tudo e não consegue ter uma
Criança,
Eu conheço um casal que passou por isso
Eu falei tem um tempo pra todas as coisas
Hoje eles tem um lindo bebe é a alegria do
Casal parece que a casa fica mais animada.

Anônimo disse...

Oi Lola. Pois eu me arrependo mesmo é de SER mãe. Tive uma gravidez não planejada, e mesmo me prevenindo, aconteceu, para minha infelicidade, pois eu NUNCA quis ter filhos na minha vida. Lá se foram 15 anos, e até agora não gosto do que venho passando ao longo desse período.Faço tudo, sou responsável pelo ser que coloquei no mundo, dou educação e apoio, tento criá-lo da melhor maneira possível, mas não gosto da maternidade e nunca irei gostar, não adianta. Sofro calada por viver uma situação que nunca mais poderei mudar. Não me importo se me criticam, só eu sei o que vivo dia após dia. Não tenho vida própria há muito tempo. Já nem sei mais quem eu sou. Hoje, com 36 anos, e com uma depressão terrível, pois criei meu filho sem apoio familiar, vivendo uma maternidade bastante solitária, me vejo aqui, com a vida estagnada. Me sinto morta por dentro. NUNCA MAIS quero ter outro filho, e hoje em dia, sou até paranoica quando o assunto é prevenção. Não quero e não vou passar por tudo isso novamente. Então Lola, não critico quem não quer ter filhos, muito pelo contrário, eu respeito essa decisão, pois criar outro ser humano é uma tarefa árdua e cansativa, em que temos de abrir mão de muitas coisas. Na dúvida, melhor não tê-los, pois a vida nunca mais será a mesma...

Pensamentos Perdidos disse...

Que sorte a sua que seu marido tbem concorda com a decisão de não ter filhos. O meu casamento de 11 anos acabou pelo motivo de eu não querer filhos, mesmo eu afirmando esse tempo todo que não queria. Mas eu cheguei aos 40 anos e ele me pressionou dizendo que precisava urgentemente ter filhos (não sabia que homens tinham esses faniquitos biológicos). Eu bati o pé e disse não, mesmo amando ele demais. Então o casamento terminou. Ainda sinto muita falta dele, mas não deu... Sigo tentando seguir minha vida. E ainda sem vontade de ter filhos.