sábado, 12 de abril de 2014

GUEST POST: TROTES EM QUE ALUNAS SÃO ESTUPRADAS

Faz uma semana que estou me comunicando com o Genis, o coletivo feminista da Unesp de Botucatu. O que elas me contam sobre os trotes violentos realizados na cidade é impressionante.
Botucatu é famosa pelos trotes. Esta notícia é de 1997. As coisas parecem não ter mudado muito nesses últimos dezessete anos. Em 2012, quando publiquei um post contra trotes, uma aluna da Unesp de Botucatu narrou sua experiência nos comentários. Ela diz que, depois do que passou, largou a faculdade "sem olhar pra trás". 
No entanto, a Unesp tem uma resolução de 1999 que proíbe os trotes. Esta é a resolução no. 86, artigo terceiro: "não será tolerado qualquer tipo de ato estudantil que cause, a quem quer que seja, agressão física, moral ou outras formas de constrangimento, dentro ou fora do espaço físico da Universidade". Mas os trotes vem ocorrendo sem a menor punição.
Há também um disque-trote (14 3815-9000), mas o Genis testou o telefone e constatou que é o da guarda do campus, que só atende casos de trote dentro da faculdade. O coletivo reclamou disso numa reunião com a congregação da Unesp. Parece que nenhum dos diretores sabia, e prometeram mudar o número. Até agora, não aconteceu. 
Este é o texto que as corajosas guerreiras do Genis escreveram a meu convite. Não entendo como até agora os principais jornais do país não noticiaram este verdadeiro escândalo.

Nosso Coletivo Genis surgiu em agosto do ano passado, como o primeiro coletivo feminista de Botucatu [cidade de 135 mil habitantes, a 235 km de SP capital]. Nasceu do encontro de várias alunas da Unesp que queriam um espaço para poder conversar e trocar ideias.
No começo o Genis era apenas um grupo de discussão sobre opressão, machismo e questões que achávamos relevantes de serem discutidas entre homens e mulheres da faculdade.
Agora, em 2014, com menos de um ano de atividade, nosso coletivo tem enfrentado muitos problemas. A Unesp de Botucatu é famosa por seus trotes pesados, que não ocorrem no próprio campus, e sim em festas e repúblicas.
Alguns trotes são considerados "leves", como a "mastiguinha", onde o primeiro aluno de uma fila mastiga um determinado alimento, cospe, e o outro calouro é obrigado a remastigar o cuspe da pessoa anterior a ele na fila, e o último aluno geralmente engole o cuspe da fila inteira.
Uma prática considerada engraçada em Botucatu é o "Pascu", onde alunos homens do primeiro ano têm pasta de dente inserida no ânus por veteranos mais velhos.
Temos também trotes mais violentos como os ocorridos no ano passado, em que um aluno do primeiro ano foi marcado a ferro como gado durante uma festa da faculdade. 
Mais de um caso de agressão aconteceu naquele ano, mas nenhum deles foi denunciado até onde sabemos, nem à polícia, nem a diretoria do campus da universidade. 
Nosso coletivo tem uma aversão forte à qualquer tipo de trote, especialmente ao trote machista, que é muito forte e é com ele que estamos tendo problemas, Lola.
Trote de 2011, Unesp Botucatu
Por aqui é comum ocorrer o que se chama de "sequestro", em que alunxs de primeiro ano pegam caronas com veteranos (já que a faculdade fica fora da cidade e o transporte público é precário e caro), e ao invés de serem levadxs pra casa, são levados a repúblicas, onde sofrem trotes variados na hora do almoço.
É costume que os alunxs sejam embebedados a ponto de não conseguirem voltar sóbrios para as aulas da tarde. 
Muitas alunas são obrigadas a fazer o que é chamado de "performance", onde são obrigadas por veteranos homens a simular sexo oral em garrafas, cabos de vassouras e outros objetos fálicos.
Foi contra este contexto que decidimos fazer uma intervenção na faculdade: pintamos a escada da biblioteca, com autorização da administração do campus, com frases contra o trote machista dentro da universidade. Colamos cartazes por todo o campus e os alunos começaram a se interessar pelo Genis. 
Nessa mesma semana soubemos de quatro casos de estupro que aconteceram com alunas do primeiro ano da nossa faculdade.
Até onde se comenta, essas alunas foram sequestradas para uma república masculina, embebedadas, e perderam a consciência. Quando acordaram tinham dores e sangramento vaginal. Algumas tinham uma vaga lembrança de ter visto um rapaz sobre elas. A única vítima que conversou com uma de nós se recusou a prestar queixa na polícia, se recusou a denunciar à universidade o agressor, que ela se lembra quem foi, e não está disposta a conversar novamente sobre isso. Ela está em estado de negação. 
Estávamos pensando em como lidar com a situação e como abordar as vítimas, quando o jornal da cidade recebeu uma denúncia anônima contando todo o caso [clique para ampliar]. 
Acreditamos que uma colega das vítimas fez a denúncia ao jornal local como forma de pedir socorro sobre a situação que estamos vivendo.
Os trotes machistas continuam, e esta semana soubemos de quatro outras alunas que foram sequestradas e obrigadas a fazer "performance" em uma república masculina. 
O trote machista impera em Botucatu. Na semana passada, quando muitas mulheres, após a notícia do Ipea, se mobilizaram na campanha do "Eu não mereço ser estuprada", uma caloura de uma república feminina da cidade foi embebedada e obrigada por veteranos homens a segurar uma plaquinha escrito "Eu mereço ser estuprada". Eles fotografaram a garota com a placa, e mandaram a foto como provocação para a república na qual a caloura estava morando. Sabemos que houve uma discussão entre as duas repúblicas, que terminou quando a foto foi excluída. 
Quando essa história chegou até nós, a foto já havia sido apagada e ficamos sem provas para poder denunciar o caso. Ontem, na nossa reunião do almoço, outro caso de estupro chegou até nós: cinco rapazes estupraram uma aluna do primeiro ano em uma república durante um trote.
Ao contrário dos outros casos que tivemos conhecimento, esse caso foi levado à polícia. Não somos ingênuas de achar que os casos de estupro aconteceram apenas este ano, sabemos que há anos isso tem acontecido, mas agora essas histórias estão sendo narradas nos corredores.
O Genis é um coletivo jovem, e nos sentimos impotentes diante de tamanhos acontecimentos inaceitáveis na nossa faculdade. Estamos perdidas, sem saber como agir nessa situação. Tentamos criar um ambiente seguro onde as vítimas se sintam confortáveis para nos contar seus casos e serem confortadas, para saberem que não estão sozinhas. Sabemos que a existência do nosso coletivo é importante,  mas ao mesmo tempo sentimos que estamos lutando contra um sistema caduco e doente.
Ficamos frustadas a cada nova denúncia que recebemos e mais frustradas com nossa aparente impotência diante dos fatos, que são considerados comuns em nosso meio estudantil.

190 comentários:

Anônimo disse...

Estupro de novo ? puts que blog pesado, só fala disto.
Feminista tem fixação em estupro, credo, isto e doença.

Aninha disse...

Esse texto é muito assustador.

Uma das coisas que mais me chamaram a atenção foi a co-participação da administração pública (tanto da faculdade quanto da cidade) nesses atos.

Pois o sistema de caronas é amplamente difundido em faculdades no interior, já que ela ficam muito afastadas de qualquer coisa e os ônibus são raros.

Uma primeira atitude por conta dos administradores deve ser a implementação de mais ônibus, possibilitando aos alunos e alunas transitarem sem estarem sujeitas à pegar caronas.

Igor Pedras disse...

http://nerderudito.blogspot.com.br/2014/04/sobre-objetificacao-masculina.html

Fernando disse...

Concordo com muita coisa no texto, menos com esse negócio de "trotes machistas" trote é ruim seja ele qual for. Não sei pq raios os calouros aceitam participar dessa coisa escrota, mas lembrando que trote é opcional. Se a mulher acha o negócio Machista, não participa e pronto. Caso seja como alguns aí do texto em que as mulheres foram SEQUESTRADAS e depois ESTUPRADAS, aí cabe a elas procurarem a delegacia e tomar as medidas cabíveis. não acho certo de maneira nenhuma punir as instituições pelo que seus "alunos" cometem. é aquela velha história que "aahhh virou ladrão pq a sociedade isso, isso e isso..." o culpado é o INDIVÍDUO. eles fez merda? ele paga pela merda e não a instituição

Anônimo disse...

é muito mimimi com esses trotes,vai quem quer,acho q todo mundo ja ouviu o que acontece lá.
não ir nem passa pela cabeça do povo? depois quer reclamar?

Luiz Prata disse...

Anônimo das 11:05,
não é evitando o tema que ele desaparecerá (por mágica?).
Casos como estes devem ser denunciados para que este crime seja combatido.
Não é o blog que é pesado, é a realidade, infelizmente.
Ao abrir espaço para que se fale sobre/denuncie, o blog contribui justamente para combater esta realidade pesada.

Anônimo disse...

Nossa, quanto comentário escroto... Pra mim são todos tipinhos que já devem ter praticado trote violento e se "ofenderam" com o texto. Basta de trote nas universidades!

NAZGUL disse...

desda adolescencia a sobressocialização é incentivada, aí desde adolescente as pessoas ouvem ''vai ter que passar pelo trote'', eu lembro que aos 17 anos era comum pessoas da mesma escola me encherem o saco com o assunto, como se fosse minha obrigação ter que aturar isso. com o contato com coisas superiores, que não aprendo na escola, como filosofia misantropia, niilista, anti-human e ate mesmo satanista, aos 20 e poucos anos de idade, eu obviamente, saí dessa ''matrix'', que é a sobressocialização. não entrei na faculdade aos 18 anos, quando fui fazer uma faculdade publica ja tinha 22 anos, e obviamente, não participei do trote.

os caras da ''real'' vivem falando numa tal de ''matrix''. eu digo que essa ''matrix'' são as coisas que a sociedade incentiva, o modismo, o incentivo ao amor, à amizade, À filantropia etc sair da matrix é ver que a humanidade não passa de lixo e simplesmente seguir o caminho sozinho.

Musicista Feminista disse...

Estudantes "podem ter sido estupradas"...nunca vi "estudantes podem ter sido assaltados".

Anônimos retardados que vem aqui falar que só falamos de estupro, é pra vcs verem como o problema é grave.
Ou querem que ignoramos só "pra não falar de estupro de novo???

Julia disse...

É porque há muitas mulheres sendo estupradas, anon. E estupro é um assunto seriíssimo. Mas se você não se importa com isso deveria parar de ler blogs feministas e ser o primeiro a comentar..

Julia disse...

Fernando, trote machista é pior pirque há um componente de discriminação contra mulheres. Geralmente com conotação sexual pra deixar a coisa bem mais humilhante.

Sara disse...

Mulheres sendo estupradas como forma de trote, mulheres sendo dadas de presente de aniversário para serem estupradas e mortas, fora todas as outras modalidades q existem, as vezes me pergunto, como ainda tem gente q vem falar q NÃO existe cultura de estupro.

Sabrina Bandeira disse...

Minha irmã abandonou o curso de Medicina da Unesp Botucatu depois dos trotes violentos.

Foi obrigada, junto com outras calouras, a ficarem num porta mala aberto durante uma espécie de racha entre veteranos. Na festa a fantasia do trote, passou por um corredor polonês onde foi humilhada e agredida fisicamente.

Ela não queria participar de nenhuma festa ou tipo de trote, mas veteranas tinham aconselhado que ela participasse para não ser excluída pelos alunos mais velhos.

Foi, participou e abandonou a faculdade na mesma semana. Depois de todo investimento financeiro e emocional de uma mudança como essas, voltou para casa. Chegou deprimida e sem querer falar direito sobre o que aconteceu. Aos poucos foi contando.

O diretor da faculdade chegou a ligar para nossos pais dizendo que ela poderia voltar para a faculdade. Que o tal aluno (do último ano de medicina) seria punido e que logo sairia da faculdade (formando, obviamente).

Ela não voltou. Minha família não tinha condições para entrar com ação na justiça e nada foi feito.
Com mais um ano de cursinho e tratamento psicológico, minha irmã passou em outra faculdade. Um ano de atraso na vida dela. Sem contar os traumas.

Absurdo!!!

Anônimo disse...

Anonimos de mimimi,

Acho que nao sabem ler. As moças estao sendo sequestradas (sim, isso é SEQUESTRO) e são levadas para republicas masculinas onde sao humilhadas e até mesmo estupradas.

SEQUESTRO e ESTUPRO, seus antas.

Fora as AMEAÇAS depois, caso denunciem a polícia.

Temos aí TRES CRIMES.

Depois ficam de mimimi reclamando que direitos humanos só defende bandidos, mas vcs não estão fazendo igualzinho?

Bando de acéfalos.

Anônimo disse...

Nossa... onde eu me formei foi muito tranquilo nessa questão de trote, talvez por ser no interior. A única coisa que passaram pra gente quando calouros foi de ir pedir dinheiro no sinaleiro pra arrecadar pra uma festa.. daí depois quem participou ganhava ingressos da festa.
Eu participei mais pela brincadeira porque era uma forma de comemorar minha entrada na universidade... se viessem com essas palhaçadas de trotes pesados eu não participaria de jeito nenhum.

Anônimo disse...

O texto relata três crimes ou mais, e tcharan, quem nós vemos defendendo os bandidos? Seriam os tais de "direitos humanos", dos quais os reaças tanto reclamam?

Que nada! Quem ta defendendo bandido sao os proprios reaças anti-feministas.

Reaças defensores de bandidos. Porque não me surpreende?

Anônimo disse...

Essas pichações na escada do IB é uma depredação de propiedade pública.

Anônimo disse...

pascu eh pasta inserida dentro do cu pelos veteranos?????? hahahahhahaha valeu veterano alcantara!

Anônimo disse...

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Outro analfabeto funcional. Nao leu que elas tiveram autorização da universidade pra fazer isso?

André disse...

Mas o que a Unesp pode fazer se as próprias vítimas se recusam a denunciar os casos para a polícia?

Anônimo disse...

Eu passei na Unesp com 17 anos. Nossa, todas as pessoas acharam o máximo, inclusive eu! Mas quando cheguei em Botucatu me deparei com a realidade de ser uma "bixete" e ainda por cima a mais nova.. Foram três meses de humilhação e sofrimento. Eu era muito jovem na época e não estava acostumada com aquele tipo de situação. Os veteranos diziam que se não quisesse passar pelo trote era para não irmos as festas, mas para não ir a festa você teria que faltar na aula, pois eles te pegavam na saída da aula ou no caminho para casa, que boa parte era feito a pé porque não haviam muitas opções para voltar do Lageado. E se você usasse qualquer meio para fugir da festa no dia seguinte era hostilizada no Campus, o sonho da faculdade se tornou um pesadelo. Eu não saía de casa, me excluía sempre que possível, mas eu vi muitas coisas e fui obrigada a participar de algumas. A "mastiguinha" era comum e também enfiar a cabeça das meninas na privada e dar descarga depois que elas já estavam completamente bêbadas. Não sei quais trotes estão "na moda" atualmente mas acredito que não sejam menos humilhantes. Eu, depois de três meses do sonho da Universidade Pública, desisti de tudo e voltei para casa, mudei totalmente os meus planos para o futuro por causa de uma "tradição" que existe dentro desse Campus. Algumas pessoas podem achar que estamos dramatizando e que nada é tão grave assim, mas é aí que está a questão, as pessoas são diferentes o que para alguns é superável, para outros não é, e ninguém na minha época sabia respeitar os limites dos outros. Apoio completamente a atitude de vocês, atuais estudantes, lutem por mudanças, ninguém precisa passar por esse tipo de situação.

Gel Pink disse...

Que terrível!!!
Estes casos devem ser denunciados e apurados para que estes crimes deixem de acontecer.
O pior é isso estar acontecendo por falta de transporte público. Porque não tomam loga uma providência em relação a isso???

Maria Valéria disse...

Eu sou formada pela faculdade de medicina da UNESP de Botucatu,
Fui vítima do ' sequestro' ,alunos do 5 ano de medicina levaram eu e mais duas ou três meninas pra uma casa onde a gente nem sabia onde ficava,
Tentaram me obrigar a beber pinga pura ( eu nunca tinha bebido) , cuspi tudo, e espirrou nos meus olhos .eu usava lentes de contato e tive que tirar,alem de ter perdido as lentes,
Tinha menina que tava junto comigo e achou tudo muito engraçado , eu nao achei graça nenhuma.
Fora isso nao recebi nenhum outro trote desagradável,mas porque evitei - no segundo dia ia ter o tradicional ' banho de lama ' nos calouros da faculdade de agronomia , numa fazenda.eu ja tinha ouvido horrores sobre o que ia rolar lá,, e nao fui.
Teve um menino que desistiu da agronomia da UNESP por causa do trote no mesma ano que entrei( 93) , ele passou na UFSCAR em Araras ( nossa cidade ) e ficou por lá.
O ' Pascu' existe mesmo, mas como nao sou homem nao passei por isso ( UFAAA)
Agora essa mastigadinha e novidade, no meu tempo nao existia....ahfff

Gel Pink disse...

Fico indignada quando leio notícias como esta. será que esta onde de violência contra as mulheres nunca terá fim? POrque as autoridades locais não tomam uma providencia tanto em relação aos criminosos quanto ao transporte?

Paola disse...

Lolínha linda, eu sou a pessoa q abandonou a Unesp Botucatu sem olhar para trás!
Agradeço vc ter se lembrado do meu comentário e ter relacionado com esse post, fiquei mto feliz, obrigada!
Gente, eu abandonei o curso de Engenharia Florestal conquistado com tantas horas de estudo por causa dos trotes violentos...
Isso foi em 2001, e pelo visto, pouca coisa mudou....
Lá, fiquei aterrorizada qdo me contaram q uns anos antes uma menina foi estuprada em uma república após um "boa noite Cinderela", e pior, ela engravidou após o estupro...
Ela decidiu ter a criança e deu para adoção e anos mais tarde (por motivos religiosos)e depois tentando se reerguer psicologicamente, conseguiu terminar a faculdade...
A sensação de vc estar fora de casa (eu deixei a casa dos meus pais em São Paulo para ir estudar em Botucatu), de vc ainda não ter amigos e de vc passar por situações humilhantes é horrível... Não me arrependo de jeito nenhum da minha decisão...

Carlos Eduardo disse...

Não tiro o mérito da crítica feminista, mas o trote é um problema essencialmente ligado à compulsão social.

Essa idolatria por veteranos, turmas e festas idiotiza e submete qualquer jovem. Quando fui calouro eu passei o semestre retrucando e boicotando veteranos folgados, e não sofri nenhuma represália ou exclusão por isso.

Agora, o que é essencialmente machista é o próprio sistema das repúblicas de cidades do interior. Pra começar, elas são divididas por gênero, não me lembro de ter visto uma república mista (o que seria engraçado em qualquer país desenvolvido). As masculinas promovem festas em que somente repúblicas femininas são convidadas, para que cada homem tenha 20x de chances de "se dar bem" naquela noite (e por isso bebida barata a rodo não é por acaso). As garotas que se recusam a ir nessas festas podem ser boicotadas pelas colegas porque se não levarem o time completo à república masculina, não serão mais convidadas para festas futuras.

Nas festas abertas, mulheres não pagam para entrar e homens de fora pagam uma boa grana. É como se os caras da república estivessem operando um projeto de bordel.

Não quero dizer que todas as cidades universitárias são sempre assim, eu sei que existem repúblicas que criam ambientes incríveis, mas os exemplos que dei já se tornaram bem comuns, e hoje para quem vive em uma capital o estereótipo dos alunos de república do interior costuma ser "cachaceiro" para os homens, e "fácil" para as mulheres. Isso é bem desgastante, principalmente para os familiares que precisam confiar nas universidades públicas para ver suas filhas trilhar um caminho que escape das faltas de oportunidades do interior.

Anna Milani disse...


Notícias como essa me fazem perder a fé na humanidade e querer ser alienígena.

A-ham... Respondendo ao anon das 11:30... Tá irritadinho, meu bem [SÓQNÃO]? Primeiro, não haveria tantos posts sobre estupro se não acontecesse. Então por que não enfia os seus dedos no seu orifício anal em vez de usá-los para escrever merda? [Desculpe o palavreado, é que é irritante esses machistinhas que vem aqui encher o saco]. O blog serve justamente para alertar que acontecem essas coisas, que não é coisa da 'mente feminista'.

Quanto ao post em si, a Musicista Feminista falou tudo! Nunca é posto nos jornais 'Fulano pode ter sido assaltado', é sempre 'Fulano é assaltado'. Sentiu a diferença?

Eu tenho nojo de quem faz esse tipo de trote. Contra homem ou mulher e me admira que nada seja feito a respeito desses trotes! Falem o que quiserem, mas esse post é a prova de que essas 'brincadeiras' de mal gosto estão indo cada vez mais longe. Quer dizer, esses bostinhas estupraram as garotas e tem comentário aqui dizendo que o que tem que fazer é 'não participar' em vez de parar com essa baderna? Isso já virou um crime, no momento que os estupros e humilhações começaram.

Na minha opinião, a luta maior em vez de dizer para os alunos 'não participe, ué' é acabar com essa droga toda. Não é uma brincadeira inocente... Quer dizer, qualquer um com bom senso saberia que passou a linha de brincadeira quando começou a humilhar a pessoa, fisicamente ou psicologicamente.

Ou tem alguém aqui que acha que é fácil simular sexo para os outros se divertirem, na frente de outras pessoas e não sair com a mente ferrada?

Só uma palavra: Deprimente.

Fernando disse...

Opa!! Calma lá. reaça nenhum defende bandido não. tirando o carinha que falou "estupro de novo?" a afirmação foi que trote é opcional. se não quer participar, não participa. Aí se mesmo sabendo oq acontece, resolve continuar, não venha reclamar depois.
Já nos casos onde houver esse tipo de crime como sequestro, abuso sexual e afins, aí mete na cadeia. lembrem que reaça é a galera do "bandido bom é bandido morto" (não todos é claro)a gente não defende bandido de jeito nenhum.

Raven~ disse...

Credo quanto anônimo burro. Mas pro de 14 e 21: elas pediram autorização boçal. Não sabe ler não?

Gente, não tá fácil. Como, aonde, esses caras aprendem q é legal, bacaninha e maneiro humilhar mulheres dessas maneira? Cadê aquele mané do post anterior pra perguntar qual é o drama? Porra, esse é o drama.

Anônimo disse...

Estudo nesse campus, e isso acontece sim, mas só com o consentimento das pessoas. Só é "sequestrado" quem quer(sempre perguntam se o bixo quer ir visitar a república), só bebe quem quer, só faz performance quem quer(as próprias garotas pedem para fazer e pedem para outras garotas fazerem), ninguém é obrigado a nada. E quanto à garota ter sido "estuprada", não foi. Ela quis ter relações com o veterano da agronomia, e se arrependeu depois, e aí falou que foi "estuprada", todo mundo aqui sabe disso, e quem confirma isso são as outras bixetes que moram com ela. Mentira tem perna curta.

Não quer, não participa, simples assim. Ninguém é obrigado a nada.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Parabéns ao coletivo. A luta de vocês é muito importante. Ainda que ás vezes se sintam impotentes, no mínimo as atitudes de vocês dá força pra quem quer denunciar.
E ainda tem gente achando que estupro é crime cometido só por doentes, psicopatas à espreita em um beco escuro e não por pessoas que vivem em uma cultura que incentiva e acoberta esse tipo de coisa, estupro sendo visto como trote, como brincadeirinha inocente, como curtição. Um absurdo.

lola aronovich disse...

Paola querida, devo dizer que não fui eu que me lembrei do seu comentário sobre ter deixado a Unesp. Foi uma das meninas do coletivo, que inclusive me mandou o link direto pro seu comentário.
Muito horrível tudo isso que vcs estão contando. Só história de horror mesmo.
Ainda que a Unesp proíba o trote, ela é omissa. Porque eles seguem acontecendo. Ninguém é punido. Lembro do Rodeio de Gordas na Unesp de Araraquara, alguns anos atrás. A diretoria deu apenas 5 dias de suspensão aos organizadores. Putz, vc faz uma coisa horrível dessas e pega 5 dias de suspensão?! Como é que pode? E é desse jeito que a universidade quer coibir os trotes? Felizmente, naquela ocasião o Ministério Público decidiu processar os organizadores, e eles acabaram sendo punidos, tendo pelo menos que pagar indenização bem alta. Mas se dependesse só da Unesp... Espero que a polícia investigue e o Ministério Público processe os responsáveis pelos trotes na Unesp de Botucatu. A situação é inadmissível!

Anônimo disse...

a galera já não consegue diferenciar o trote como uma forma de conhecer o bixo/bixete e introduzí-los no ambiente da universidade e os CRIMES que estão acontecendo aqui em Botucatu!

Yas disse...

Estou indo para outra cidade muito longe da minha, completamente sozinha, para cursar faculdade, embora me considere feminista, tenho muito medo de ceder aos trotes machistas e pressões psicológicas para participar disso. Por isso peço, NÃO JULGUEM QUEM PARTICIPOU E SOFREU OU SE ARREPENDEU , existe muita lavagem cerebral para q isso ocorra, muita pressão psicológica e muito medo de julgamento depois. Tenham empatia e parem de culpar as vítimas, cansada de ler "fez porque quis".

Anônimo disse...

que absurdo alguns fatos do texto !! sou caloura da unesp botucatu e tenho vários colegas que nao se submetem a trotes e nem por isso sao coagidos a algo !! Fui varias vezes almoçar em republicas masculinas e nao fui obrigada a fazer o que eu nao queria !! Se teve caso de estupro eu nao sei, mas essa noticia esta cheirando a sensacionalismo !! Como alguém denuncia um estupro para um jornal ao invés de denunciar para a policia ???? ABSURDO

Anônimo disse...

Trote machista? Metade desses trotes são feitos por garotas, tanto em bixos como bixetes, inclusive os mais pesados, como levar banho de vômito, merda, mijo e etc. Mas só leva quem quer, não tem essa de ser obrigado".
Inrível, todos os que falam mal, são os que nunca participaram. Quem prticipae n~gsta n~faz mais. Simples assim.

Marcelo Miranda disse...

Eu fiz Botucatu... Fui um dos que mais tomou trote no meu ano e pelo que eu saiba só fiz isso porque eu aceite, qualquer trote mais desconfortável qualquer um poderia sair ou se negar a fazer... Aliás o trote nada mais é do que uma reflexão sobre você mesmo perante a sociedade, se você sabe ser subordinado respeitar os mais velhos, organização, finanças... Hj as pessoas que mais me deram trotes são há 10 anos meus melhores amigos... Sou extremamente contra o trote quando este acaba por ferir a moral do próximo de forma que isso seja traumatizante... Portanto é só falar NÃO....

Anônimo disse...

Concordo com você, Julia, principalmente nos atos criminosos de estupro. Mas não podemos nos esquecer dos homens que também sofrem humilhação de sentido sexual como o caso da pasta de dente. Acho que esses trotes simplesmente deveriam acabar de vez, não só o "trote machista".

Talt disse...

Faço Unesp em Bauru e estou horrorizada. Pelo menos até onde o meu conhecimento vai, os trotes aqui não passam de rolar na tinta em uma noite e fazer pedágio. Nunca vi nada extremo assim por aqui e os veteranos costumam ser super prestativos com os bixos. Passei por dois trotes (troquei de curso) e foi uma experiência legal.

Acho complicado discutir sobre trote, porque ele pode sim ser uma coisa legal desde que os veteranos saibam respeitar limites e tenham o mínimo de noção. Muita gente chega na faculdade querendo trote, querendo essa "passagem" na vida delas, é muito triste ter que proibir tudo por causa de alguns idiotas que não sabem respeitar o próximo.

Maria Valéria disse...

"Estudo nesse campus, e isso acontece sim, mas só com o consentimento das pessoas. Só é "sequestrado" quem quer(sempre perguntam se o bixo quer ir visitar a república), só bebe quem quer, só faz performance quem quer(as próprias garotas pedem para fazer e pedem para outras garotas fazerem),"

Oooo!!!
Pararam no ponto de carona e ofereceram nos levar ate a avenida d lucio, que você deve bem conhecer.
Ninguém avisou nem perguntou que a parada nao ia ser na avenida, e sim na casa dos veteranos,numa rua onde ninguém sabia onde ficava ( primeira semana de curso), muito menos perguntou se a gente preferia ir lá em vez de parar na avenida,
Um marmanjo mais velho,mais alto e mais forte que você enfiar um copo de pinga pura na sua boca e dizer ' bebe ai, senao você vai ver ' , nao e violência , imagina !!! Tudo gente boa quem faz isso,.
Eu nao bebi, nao ,cuspi tudo, ( mesmo morrendo de medo )entre outras coisas porque nunca tinha bebido na vida, ainda mais pinga pura.
A solução teria sido ' nao pegar carona com ninguém porque a gente deveria saber que era perigoso' , ou dar um soco no idiota que quis enfiar pinga a força na minha boca,
Ou ter descido e saído correndo numa rua onde a gente nem sabia onde ficava em vez de ter entrado na casa daqueles caras, ( numa época onde nao tinha celular pra se comunicar )sim , poderíamos ter feito isso, mas nao fizemos,
Sinceramente,a culpa e das vítimas,



Anônimo disse...

Sou aluno da Unesp de Botucatu e moro em república. Proibir o trote não deve ser a questão, o trote integra os alunos, as republicas fazem um rodizio onde trocam seus "bixos" na hora do almoço com outras repúblicas para que eles conheçam todo mundo na faculdade, coisa que só acontece em faculdades onde há o trote. Onde não há trote os alunos se fecham em grupinhos de poucas pessoas da sua própria sala, ninguém se conhece, as vezes não conhecem nem pessoas da própria sala, por isso acho o trote uma ação importante e se fizer uma pesquisa na faculdade, pode ter certeza que a maioria aprova a existência do trote (aliás, fica a sugestão, façam uma pesquisa e comprovem). Porem concordo que agressão física e brincadeiras sem o consentimento da pessoa devem sim ser punidas. É um ou outro babaca que não sabe respeitar o limite do outro e acaba obrigando a pessoa a fazer algo que não quer.
Na nossa república e na maioria das que frequento (são muitas) não é assim que funciona. É claro que fazemos uma pressãozinha pro "bixo" aceitar a brincadeira, faz parte do trote, mas se ele insistir no não, não faz e ponto.
Fazemos também a "performance" com as bixetes que vem almoçar e não tem nada de sequestro, elas vem almoçar nesse rodizio que já comentei, assim como toda república faz, inclusive repúblicas femininas fazem com os bixos homens e é só uma brincadeira e é totalmente opcional!! Essa semana mesmo vieram duas bixetes almoçar em casa e só uma quis fazer, a outra não fez e preferiu fazer uma dança, pq ela é dançarina. Tudo na brincadeira!!
Acho que a generalização não é boa, estão colocando como se todos os moradores de republica de Botucatu fossem estupradores. O que pensam nossas mães ao ler isso?
Que se puna quem passa do limite, mas que o trote responsável continue vivo e integrando sempre os alunos!!

Joao disse...

Lola e pessoal

Cursei engenharia em uma universidade pública. Apesar de ela estar localizada em uma capital, seus trotes não perdem(?) em nada para as faculdades do interior.

Acho engraçado - para não dizer bizarro - como as brincadeiras com teor sexual pautam toda a confraternização dos calouros. Lembro-me que as meninas da sala foram todas obrigadas a simular sexo oral como bananas e outros objetos fálicos. Assim como os meninos eram obrigados a passar por "corredores poloneses" e a simular sexo com uma boneca desenhada no chão.

O que mais me chama a atenção é que a temática sempre permeia (camufla) misoginia e homofobia. Lembro-me de ser "obrigado" (hoje não faria isso de forma alguma) a hostilizar calouros de outros cursos tradicionalmente femininos - como letras e artes - com insultos homofóbicos. Um dos casos foi encaminhado a reitoria, mas como sempre a impunidade prevaleceu.

Acredito que a divulgação dessas práticas é o primeiro passo para combatê-las. Muitas vezes, as universidades - ironicamente - são ambientes fechados e seus problemas não são discutidos com a sociedade (muitas vezes nem mesmo dentro das próprias universidades). Após uma ampla discussão, será possível criar regras para evitar a impunidade.

Anônimo disse...

Estudantes "podem ter sido estupradas"...nunca vi "estudantes podem ter sido assaltados".

a denuncia foi anônima,eles tem que publicar como se fosse verdade,sem prova nenhuma?

Anônimo disse...

Mais uma vez a incompetência da nossa justiça pune o todo por causa de 1 ou outro.
No futebol, quando há uma briga no estádio, ao invés de prender e punir os 10 ou 20 baderneiros, eles simplesmente interditam o estádio. Impedem que 50, 60 mil pessoas possam ver seu time, por causa de 10 ou 20 babacas.
A situação se repete nessa caso. Por causa de 5 idiotas que estupraram uma garota, vão impedir centenas de alunos de se divertir e se integrar.
Punam os estupradores e nos deixem em paz!!

Roberta disse...

POxa, sensacional, hein anônima das 16:05.
Ainda bem que você é veterano super legal e só "faz pressãozinha" pras suas bixetes simularem sexo oral ou fazerem danças eróticas.
Ainda bem que você é super legal, já pensou se você não fosse e não dissesse pra ela fazer nada?
Nossa, ia ser terrível, né?

Pra uma garota de 17 anos virgem, que nunca teve um namorado ou algo assim você acha que não é traumatizante ter que fazer esse tipo de coisa na frente de desconhecidos?
Você é tão burro e hipócrita que chega a me dar pena?
Se um bando de desconhecidos obrigasse a sua irmã a fazer um boquete em uma garrafa só pra eles verem você ia achar legal? Ia dizer pra ela com certeza fazer?
Você acha que todo mundo respeita as alunas?
Várias delas quando dizem que não querem fazer levam tapa na cara, já vi bixo da agronomia ter o nariz quebrado por não querer tomar pinga.
E você vem dizer que o trote é parte importante de integração?
Trote SOLIDÁRIO é integrativo. Pintar eles de guache, levar eles pra conhecer o campus, isso é bacana e faz com que eles se lembrem bem de você.
Agora humilhar eles da forma como é feito em Botucatu não é trote, é um crime.
É coisa de gente sem um pingo de noção, que acha que fazer uma menina comer com a mão, se ajoelhar na frente de 7 homens é engraçado.
Sua mãe deve ter um super orgulho de você por você não estuprar, mas fazer todas as outras coisas que você faz né?
Tenho certeza que se sua mãe fosse obrigada à ajoelhar na frente de 8 homens desconhecidos você ia ficar super feliz.

Botucatu não sabe integrar os bixos de forma saudável, então eu sou totalmente a favor do fim do trote por aqui.
O trote é um privilégio que Botucatu não soube usar, e usou para humilhar bixos e bixetes, acho muito válido acabar com essa graça de veterano sem noção, tipo você, que acha engraçado humilhar alunas fazendo elas simularem sexo só pra vocÊ achar engraçado.
Você precisa é de tratamento psicológico.
Contra pra sua mãe o que você faz com as bixetes na sua república, e aí vamos ver se ela concorda com esse seu orgulho de "não estuprador".
Você é um babaca hipócrita, tentando fingir que o que faz não é errado. Tenho pena.

Dani disse...

Tem que ter muita paciência com essa galera do "mas é só dizer não, ué"... ou vcs são muito alienados ou falam essas coisas de má-fé mesmo!!
Com 17, 18 anos, entrando em uma fase totalmente nova, num ambiente diferente onde não se conhece ninguém, muitas vezes indo morar longe dos pais pela primeira vez na vida... quer dizer, já existe um nível de ansiedade enorme aí, ainda tem toda uma pressão psicológica de que "ou você participa com a gente e se enturma ou vai ficar excluído pra sempre"... porra, vcs nunca tiveram 17 anos na vida e sentiram aquela necessidade de se encaixar em um grupo?? depois a gente percebe que é idiotice, mas na época isso significa tudo!
E MAIS: quem vai participar do trote não sabe exatamente o que lhe espera, por mais que já teha ouvido falar de outra histórias, agente sempre acha que é exagero, que não vai acontecer com a gente, que aquelas pessoas parecem tão legais... NADA justifica qualquer violência que se venha a sofrer depois!!! Isso sem contar as situações narradas, onde as meninas foram SEQUESTRADAS e OBRIGADAS a beber todas...e muitas ainda foram ESTUPRADAS! mas com certeza, vcs tem alguma justificativa que termine por culpá-las não é mesmo??
A lógica do "é só dizer não" é a mesma lógica que vcs aplicam p/ qualquer tipo de violência machista... "é só não provocar", "é só se comportar direitinho", "é só não usar tal roupa".
Bom, quem sabe se vc SÓ me respeitasse né!!
AI, COMO CANSA!!!

Anônimo disse...

Todo ano tem trote na minha universidade, e NUNCA é violento, pelo menos entre os cursos de humanas.
Tem música, pintura no rosto, e uma aula de mentirinha onde um veterano fala um monte de bobagem.
Os coletivos feministas estão sempre de olho, então nunca tem machismo e homofobia no trote.
Como é só dentro da universidade, ninguém precisa ir se não quiser. E pronto. Muita gente se diverte, dá risada, faz amigos, e depois vai pro bar - onde alguns se excedem, mas ninguém é obrigado a beber. Pronto.
Os trotes mais "polêmicos" da minha universidade envolvem ter que dar dinheiro, ou algumas musiquinhas que dizem que todos os alunos do curso seriam homossexuais. É a coisa mais "grave" que acontece. Sem sujeira, sem constrangimento sexual, sem violência.

Trote pode ser uma ferramenta de integração muito legal, mas graças a esses idiotas a gente vai ter que parar de festejar e se unir. Se não vão acolher os calouros direito, não terá trote algum. Fim.

Julia disse...

Anon, esse trote de enfiar pasta de dentes no ânus tem conotação sexual homofóbica, o que é machismo também.

Paola disse...

Lola, mas mesmo assim agradeço a lembrança das meninas do coletivo, achei mto legal!
Bom, ao menos na minha época, quem falava não era visto como chato e sofria pressão q não ia fazer amizade e afins... E isso pode pesar bastante para uma pessoa jovem e longe de casa...
Além disso, eu tive um colega q foi sequestrado e fizeram ele fazer uma faxina e lavar os banheiros da república...
Não vi nada de brincadeira qdo eu estava assistindo aula e os veteranos passavam do lado de fora nos apontando (especialmente as meninas) e nos aguardando.... Até o professor ficou incomodado e fechou a porta!
Isso na Fazenda Lajeado, um absurdo!
A melhor coisa q eu fiz foi voltar, enfrentar outro ano de cursinho e eu quis mudar de área, me formei na Eca - Usp e foi ótimo...

Mariana disse...

Sou formada pela unesp Botucatu, fico feliz de saber do coletivo, parabéns pela iniciativa, mas assustada com as denúncias.

Ingressei em 2007, com 17 anos (como muitos outros bixos e bixetes) e estes trotes descritos já eram comuns na época. Fiz a mudança de São Paulo para Botucatu ansiosa e feliz pelo curso, mas morrendo de medo, pois já sabia de parte do q acontecia nos trotes.

Eu sempre fugi de tudo que pude, mas mesmo assim fui levada para uma festa sem nem saber direito pra onde ia (primeira semana, te esperam na saída das aulas, e te dão as caronas). Para fugir do batizado (festa onde os bixos do sexo masculino tinham q correr pelados e as bixetes levavam uma mistura nojenta de vomito, comida estragada, urina e o q mais achassem na cabeça, eu e outros amigos matamos 4 horas de aula, pois sabiamos q na saida os veteranos estariam esperando e seria mais dificil fugir.

Passei por tudo isso ilesa e amo essa cidade e a unesp de todo meu coração, foi onde passei os melhores anos da minha vida, mas sei q a experiencia nao é a mesma pra todos. Nao sou hipocrita para dizer q se eu consegui fugir de tudo todos vão conseguir tb... me sensibilizo mto com essas denúncias e torço para q sejam encaminhadas a policia e alguma providencia séria seja tomada pela universidade.

Anônimo disse...

Wow, pintaram a escada de outra cor. Deve ter ajudado bastante a evitar a violência.

Anônimo disse...

Por que olhar pra o que pode estar acontecendo pra outra pessoa se a pessoa pode olhar só pra seu próprio umbigo né?
Se tem gente dando depoimento que passou por essa faculdade e nunca sofreu trote violento, que ótimo pra vocês.
Mas só porque nunca aconteceu com vocês ou com alguém próximo, ficar falando que não acontece ou que se aconteceu com alguém foi culpa da pessoa e não de quem aplicou o trote, é no mínimo egocentrismo, falta de empatia e muita ignorância.

lola aronovich disse...

Wow, ano das 16:52, comentou num blog feminista pra desmerecer o trabalho de quem luta. Deve ter ajudado bastante a evitar a violência.

Anônimo disse...

A verdade eh simples...participa do trote quem quer....as pessoas que vão aos almoços de república vão por vontade própria, ninguém eh forçado a entrar em nenhum carro e ir para lugar nenhum, ninguém eh sequestrado nas aulas para ir nas festas, o trote acontece sim, mas só sofre o trote quem esta disposto. Existem muitas mentiras que são criadas em relação ao trote e pessoas que só lêem essas mentiras acabam acreditam em tudo que lêem. Por exemplo a 2 anos uma caloura inventou uma história mirabolante para a mae dela que haviam deixado ela pelado e lambido seu corpo...houve uma enorme repercussão, mas o que a caloura admitiu para seus pais depois de muito rolo eh que era tudo uma mentira, simplesmente pq ela não queria cursar o curso q havia passado e não queria falar para a mae, então inventou tudo isso para sair da faculdade...não se deve acreditar em noticias geradas por fofoca e não por fatos.

Paola disse...

Mariana, é mesmo, o batizado!!!
No meu ano foi uma mistura de água e pinga, com a camiseta branca e o sutiã pra fora da camiseta... Uma maravilha!
Só não me fizeram beber pinga tb pq eu inventei q estava tomando antibiótico pra infecção na garganta...
E para o último anônimo, em Botucatu quase não tem ônibus, e se vc ficar esperando o ônibus, perde a aula...
Se vc não tem carro, pode ser sequestrado sim ao aceitar a carona de alguém....

Paola disse...

Roberta, vc foi incrível em sua colocação, maravilhosa...

Anônimo disse...

Engraçado que as pessoas sempre focam no "ah, ele ou ela quis participar, já sabia o que rolava lá então aguenta" em vez de focar nas atitudes que os vetereanos NÃO deveriam ter. Parece que ser babaca é tão comum no Brasil que ngm mais liga ou se importa. E depois ainda querem reclamar de polítcia, de PT, de Dilma...

Anônimo disse...

Só acho que tudo tem que ser apurado e não causar todo esse alvoroço por algo que eh uma fofoca que pode ou não ser verdade, e no batizado fazem 4 anos que os veteranos não esperam os calouros nas aulas, e quem não queria ir podia simplesmente dizer não. A questão eh as pessoas aumentam tudo que ouvem em Botucatu e tiram tudo de proporção

Maria Valéria disse...

Paola,

Ja conversamos antes em outro post, ne?

Sim, em Botucatu as linhas de ônibus eram uma lástima.

O ' ponto de carona ' era comum,portanto nao era nada absurdo aceitar a carona de alguém.

So tive carro no ultimo ano de faculdade, os outros cinco fui de ônibus ou carona,

E ja peguei carona com vários desconhecidos, vários: com gente legal, com amigos, com gente chata / inconveniente que puxava assunto nada a ver, com gente que me cantou e eu disfarcei e fiz que nao entendi...etcetc.

Mas a ÚNICA carona que me deu problema foi essa,do sequestro , na primeira semana de aula : dada por colegas de curso mais velhos que eu, que iriam se formar MÉDICOS no ano seguinte , que poderiam ter sido solidários, ajudarem, mas que nao tiveram um pingo de respeito pela gente..

Nao lembro o nome de todos eles, mas de um infeliz em particular eu lembro e JAMAIS deixaria ele examinar meus olhos ( ele se tornou oftalmologista )

,

Anônimo disse...

Roberta, que parte você não entendeu do "faz se quiser"?
Como eu disse, se tiver veterano que mesmo após a negação force a barra, tem que denunciar e punir. É simples! Mas que se punam esses, não simplifiquem o problema punindo todos.
Eu vejo bixete fazendo "performance" dando risada, brincando com o objeto, algumas pedindo mais e vai vir você me falar que eu obrigo? Nunca vi bixete chorando fazendo isso, ja teve bixete que almoçou em casa e só teve que descobrir os nomes dos moradores, não tomou nada de trote porque não quis.
Não tem graça ver uma menina dançando e chorando por não fazer aquilo, pode acreditar, não acho isso legal e nunca faria. Se não quer, não faz, é simples. Pergunte pros bixos das republicas, porque com certeza você não deve morar em uma.
E vai se tratar você sua enrustida, você não tem o poder de falar por todo mundo de uma universidade. Tem bixo e bixete que gosta e quer o trote, eu quis quando sai da casa dos meus pais e fui morar numa republica, sabendo do trote e querendo participar..
E já que você quer saber, minha mãe sabe do trote, ela fez Esalq, tomou trote e sabe o que acontece. Minha irmã fez faculdade também e eu não ligo se ela quis fazer isso, o problema e a vida são dela, ela faz o que quiser da vida dela.
Quanto as pessoas que se acham obrigadas a fazer alguma coisa ou que sejam agredidas, é simples, vocês sabem o nome do veterano que fez isso, vá na delegacia e faça uma denuncia ao invés de impedir que os outros se divirtam só porque você não quer se divertir!

ana disse...

acho que seria muito mais eficaz,as pessoas terem vergonha na cara e n aparecerem em trote nenhum(para depois n ficar reclamando que foi "obrigado" a participar)do que esperar que os babacas inventem uma brincadeira decente.

pq tirando os crimes e a violência,as pessoas aceitam a humilhação em troca de supostamente ser adorado por todos,ser convidado para festas,é ridículo demais.

n vai ninguém,n tem trote,fim da história.

Karina disse...

Fiz UNESP mas outro campus. Isto que foi falado nao se resume a UNESP nem a faculdades do interior, públicas ou de outros estados.

Lembro que quando entrei era famosa a estória da ROLETA RUSSA e um menino que tinha morrido com isso. No caso, bixos que tinham carro eram obrigados a ser motoristas de veteranos. Uma vez, o veterano mandou o baixo cruzar uma avenida sem parar na faixa obrigatória. Ele cruzou e só sobreviveu o mandante da coisa...

Para mim o ÚNICO trote aceitável eh doar sangue. Ponto. Sou velha, chata? Sou o que quiserem. Mas nao eh apenas "quem nao quer nao participa..."

Ser obrigado a enfiar cabeça em balde cheio de urina, beber até desmaiar, andar sobre o capo do carro, ser amarrado em poste e ficar lá sob o sol (e com frases escritas com substâncias que queimam em seu corpo durante este período), fazer meninas menstruadas andarem com a calcinha e o absorvente por cima da roupa... Isto foi coisa que EU VI! Ninguém me contou!

Todos os semestre há problemas relacionados a trote. Sempre... Casos de pessoas que morrem afogados, outros que caem de grandes alturas (eh famosa a estória do irmão do mion)...

E eh a tal coisa: já que "nao sabem brincar", que a coisa seja vetada. Uns fazem merda e todos pagam...

E mesmo quem nao passou por trote já ouviu estórias. Ficaremos cegos e surdos as coisas até quando?

Dani disse...

Ai, cara, é tanta falta de empatia em alguns comentários, que chega a doer!! Parem de desqualificar vivências alheias... pode ser que com vocês não tenha chegado acontecer nada de ruim, que ÓTIMO, mas significa que as experiências de absolutamente todo o resto tenha que ter sido igual a de vcs?? Tem muitas outra pessoas contando sobre os traumas que passaram nos seus trotes... aprendam a ouvir (no caso, ler) e entender que não é porque um problema não atinge vcs diretamente que este deixa de ser um problema.... e isso vale pra tanta coisa na vida, né!!

Anônimo disse...

Eu acho que ficar falando no facebook é uma merda.
Por que vocês não se fingem de bixete e vão numa republica ver como é? Assim vocês param de falar sem saber!
Estão "endomoniando" alunos da UNESP, quem é de fora e lê tem a impressão que somos monstros.
Vai nas republicas e pergunta pros bixos o que eles acham do trote... os 3 que moram em casa estão adorando, dizem que é a melhor época da vida deles.. nunca conheceram tanta gente..
Se não quer trote, diga não.. se acha que não adianta dizer não, não vá nas republicas.. será que é tão difícil entender?

Anônimo disse...

Só pro conhecimento de vocês, os homens também simulam sexo oral em republicas femininas.
No caso utilizam uma boneca ou algum objeto que simule uma vagina. Esse trote é dado por MULHERES. Seria machismo também?

Só pra diferenciar às pessoas que nunca passaram por isso e não entendem, o trote é uma brincadeira, que é opcional, não tem nada de machismo, feminismo ou qualquer ismo.
Já o estupro é crime e quem faz tem que ir pra cadeia, não tem absolutamente nada a ver com trote.

Anônimo disse...

TEM GENTE QUE VEM AQUI E DIZ: DE NOVO ESTUPRO? SIM ANÔNIMO ESTÚPIDO DE NOVO E SEMPRE. OS ESTUPROS NÃO ACABAM, A IGNORÂNCIA E VIOLÊNCIA CONTINUAM VITIMANDO MULHERES. NINGUÉM AQUI VAI SE CALAR PARA ISTO. BASTA O TERROR QUE SILENCIA A VÍTIMA . SE NÃO QUER LER SOBRE ESTUPRO POIS ACABE COM ELE A GENTE SÓ FALA DAQUILO QUE VIVEMOS. VIVO ISSO FUI ESTUPRADA E POR MIM FALARIA DISSO TODO DIA ATÉ O ÚLTIMO ESTUPRADOR DESAPARECER DA FACE DA TERRA. NÃO TENHO O DIREITO DE DIZER MEU NOME PORQUE TEM GENTE AQUI QUE ME CONHECE, GENTE QUE CULPA A MULHER, GENTE QUE INOCENTA O ESTUPRADOR E ME DAR VERGONHA EM DIZER QUE É MEU PARENTE.

Roberta disse...

Poxa, querido amigo do comentário das 18:07
Você podia ler os comentários anteriores ao seu pra evitar de comentar merda, né?
Vários ex alunos apareceram aqui contanto a experiência que eles tiveram nas republicas da UNESP.
Não seja burro.
Elas não precisam se fingir de bixetes pra saber como é, porque elas foram bixetes e sentiram como era.
Ninguém está endemoniando aluno, estamos contando o que acontece.
Você que é idiota, e não consegue ver o quão ridículo são as coisas que acontecem nesse campus.
É a verdade nua e crua. Acho que vocÊ nunca parou pra pensar o quão endemoniados são os alunos, né?
O mais curioso é que de todos os alunos de Botucatu que comentaram nenhum deles negou o que foi escrito no post. Nenhum negou os casos de abuso e os trotes machistas que acontecem lá.
Só de acontecerem já está errado, querido.
Então desiste de tentar defender seu trote, dizendo que tem 3 bixos malucos na sua casa que gosta de trote, porque eles são realmente uma minoria.
Quem mora em Botucatu sabe muito bem que os bixos estão evitando de morar em república esse ano, e as reps estão tendo que rebolar pra segurar os que fazem estágios nas reps porque eles não estão as situações que estão sendo submetidos.
Não é porque você conhece dois ou trÊs bixos que gostam de trote que você tem que obrigar a todos à aceitarem o trote da forma que você acha correto, amiguinho.
E você sabe muito bem que as república da Agro adoram sequestrar alunos, então não vem com esse mimimi de "não vá em república".
Errado é quem dá o trote, não quem leva, seu ridículo.

Mari R disse...

Chocada com essa história... Pq a grande mídia não está falando disso?

Maria Valéria disse...

Para quem diz aqui que trata os bixos bem, que so tiveram experiências boas , etc etc....

...ok, a gente ja entendeu !!!

Eu tambem tive veteranos bonzinhos,alias, a veterana que me pos o apelido ( todos em Botucatu tem apelido ) sempre me ajudou quando precisei...


Porém, entendam aquela frase que ja cansaram de repetir :"esse post nao é sobre vocês..."

Sacaram ??

Anônimo disse...

Roberta, você ainda não entendeu. Eu não neguei em nenhum momento que ocorra isso que você disse, eu só disse que não se pode punir o todo, por causa de alguns idiotas.
Que se denunciem os que fazem isso e deixem os outros se divertirem.
Você nem me conhece pra ficar me difamando e xingando assim, imagine o quão inteligente você deve ser pra usar tanta palavra de baixo nível.
Eu sei que tem trote violento, que tem abuso. Eu vivo aqui, não sou cego. Só acho que quando acontecer isso, e a pessoa se sentir obrigada a fazer algo que não queria, devem denunciar. E pronto!
O trote nunca vai acabar, quem gosta de trote vai continuar indo nas reps e tomando, não são só os 3 da minha rep, se você conhece as rep você deve saber quanto bixo mora em rep.. Cabe a quem não gosta, quando for forçado, denunciar. Pra mim é uma questão simples!
E quanto ao estupro, é outra conversa. Isso é crime, não tem nada a ver com trote.

Anna disse...

Posts de trote são sempre a mesma coisa (SEMPRE!), pessoal que só vê o mundo a partir do próprio umbigo. Já ouviram falar em pressão psicológica? Se sentir obrigado a fazer algo não envolve uma arma apontada na sua direção, acordem. Nem todo mundo tem cabeça pra dizer não pra um grupo de veteranos quando entra na faculdade.

Como o post que circulou dizia: ''senão fossem as vítimas viveríamos sem violência.'' Talvez em vez de ficar focando nas meninas jovens vcs deveriam focar nos veteranos, homens adultos, q fazem essas merdas (ou no caso crimes) Porque percebam que repetir que ~não participa quem não quer!!! Sou veterano e trato caloura que nem gente!11!~ nunca levou a lugar nenhum. Machismo na faculdade não é um probleminha pessoal de fulaninho, é algo que acontece a rodo. Empurrar pra debaixo do tapete não é a solução

Aline disse...

Cara vc não entendeu ainda que muitas vezes a pessoa não tem opção de nao participar????

Anônimo disse...

Fernando, é difícil entender como os próprios alunos se submetem à essas situações, só quem já esteve lá sabe a pressão psicológica que estes jovens sofrem. Eu fui aluna da UNESP de Botucatu e cheguei ao ponto de desistir da faculdade por causa dos trotes. Fiquei um período afastada e depois voltei. Os trotes pesados são efetuados por pessoas de ambos os sexos que se julgam no direito de humilhar os "bixos". Esses veteranos se sentem poderosos uma vez que o "bixo" não tem amigos (a maioria vem de outras cidades) e não tem família para buscar proteção. Os veteranos mandam na cidade e excluem do grupo aquele que não concorda em tomar trote. Além disso, são inúmeras repúblicas, algumas delas completamente isoladas da cidade. Tomei diversos tipos de trote, posso dizer que gostei de alguns, que me fizeram conhecer os meus amigos, trotes divertidos, que não humilham nem machucam ninguém. Porém infelizmente os pesados são mais comuns. Te garanto que não tem como escolher, pois as brincadeiras mudam em questão de minutos, dependendo somente do veterano que a conduz. Eu não cheguei a tomar nenhum trote que houvesse alguma conotação sexual, porém fui humilhada sim. Em relação aos pontos de carona, não é isso que nos faz tomar trote. A carona é uma excelente forma de se economizar. Todos sabem que os estudantes vivem com o dinheiro contado! Eu ia de bicicleta nos últimos anos, porém são 5 km de estrada precária, sem acostamento.
Não tem como acabar com as repúblicas... na minha opinião falta um órgão competente que fiscalize, que investigue, que esteja disposto a mudar as cabeças desses indivíduos desequilibrados que contam com um poder que não é real.

Anna disse...

Por causa de 5 idiotas que estupraram uma garota, vão impedir centenas de alunos de se divertir e se integrar.


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Pqp, pessoal passa na faculdade mas o cérebro não vai junto. Ô santa falta de empatia.. Contanto que os estupros e a violência contra o próximo não pausem a sua diversão, tá tudo Ok!

Todo santo ano é a mesma coisa com os trotes, tem sempre casos de meninas humilhadas, molestadas, estupradas, entenda que não são só 5 aluninhos. Só o fato de vc ler o post e vim defender quem não precisa já diz muito

José Francisco Bijou disse...

Entrei em Botucatu com 18 anos, em 1995, me achava suuuuper independente pois praticava esportes que me levavam para competições por todo o Brasil sem a presença dos meus pais desde os 12 anos de idade. Na primeira semana de aula, voltei pra minha cidade chorando de SAUDADE de casa... E não por causa dos trotes...

Tomei muito trote, dei muito trote... Mas sempre fui amigo daqueles com quem interagia... Aliás, se eu não fosse com a cara de algum Bixo, nem perto dele eu chegava...

Certa vez, achei que o veterano estava indo longe demais, e não foi por causa de mastiguinhas ou pascus, foi porque ele queria que eu lhe pagasse uma cerveja, disse a ele que dali pra frente não eram Bixo e veterano, era homem X homem, e que se ele continuasse me atazanando teríamos que resolver na mão...

Assim eh a vida... Conflitos acontecem... Gente ruim tem em todo lugar... Mas lá na Gloriosa, todo conflito eh por causa da relação Bixo X Veterano...
Parem com esse mimimi... Nunca vi em 7 anos de convivência, um Bixo tomar um trote que não quisesse...

Certa vez, um FRACO da medicina, que não conseguia viver longe da sua mamãe, inventou que os trotes eram muito violentos e pediu pra largar a faculdade... Como ele ia dizer em casa que queria voltar por causa da distância da família? Inventou a desculpa perfeita e se foi... Abriram até uma sindicância para apurar o caso, saiu até no Estadão o caso, mas todo mundo que la estava, sabia que o havia ocorrido...

Houveram abusos? Claro! Mas não foram casos de sindicância, foram casos de polícia... Como acontece em todo lugar... Assédio sexual em multinacionais, brigas em quase todos os bares todas as noites quando a bebedeira rola solta, e não tem calouro e veterano nesses lugares, tem seres humanos, e os conflitos são recorrentes entre eles desde que o mundo eh mundo...

Biju - Bixo 95 com muito orgulho e saudosismo...

Anônimo disse...

Como não tem opção, Aline??
É só dizer não.
Se insistirem e a pessoas se sentir mal, é só ir embora.
Se não deixarem ir embora, é carcere privado, liga pra polícia.
Tem várias opções.

nadiaschenker disse...

Sei lá gente. Os veteranos fazem "pressãozinha" mesmo??? Quem passou sabe. A gente se sente imensamente coagido. A graça do trote, para quem pratica, é exatamente essa coação, o medo dos outros. É assim que vejo. E tem determinados alunos que são "alvos preferenciais" de coações mais violentas, inclusive físicas. Meu marido cursou Unicamp. Ele tem cabelos bem compridos e cacheados. No primeiro dia de aula, 6 alunos de medicina cercaram ele para cortar seu cabelo. Só recuaram porque ele puxou uma faca que tinha levado na mochila e os ameaçou seriamente. Todo mundo parou pra ver e os alunos acharam melhor partir para o próximo. Isso é mesmo uma "pressãozinha"? Isso é socialização? Esse é um comportamento de exceção dos veteranos??? Sinto muito, mas não é.

Anônimo disse...

Boa noite Lola,
Nós já conversamos em um evento da Unesp Franca, isso faz um certo tempo já. Mas venho falar desse campus, onde formei-me.
Sem dúvida nenhuma, os trotes de Botucatu são tenebrosos, conhecidos por todas os campi da Unesp. Mas os problemas de violência contra a mulher não se restringem ao mesmo. No campus de Franca sabíamos de inúmeras histórias de mulheres que sofriam diversos tipos de violência, principalmente sexual. Infelizmente todos eram abafados, a própria administração contribuía com isso. Frequento muito a Unicamp, e vejo os mesmos problemas... É algo generalizado em nossas universidades, e não se restringe apenas a trotes, sejam calouras ou veteranas, todas sofrem, conheço casos até de homens estuprados... Infelizmente o ambiente universitário é extremamente hostil, e isso não vem de agora... Vejo, tanto jovens que acabam de entrar, quanto pessoas com mais de 60 anos, contando casos praticamente iguais... O poder público abafa, não é interessante sair na mídia que ocorre esse tipo de coisa em universidades tão conceituadas... Isso pq estamos falando de uma face da coisa, se entrarmos nos casos de suicídio, e outros problemas, fico até amanhã digitando...
Parabéns por expor esse problema que assola nossas universidades a anos.
Abraços.

Munir Abboud disse...

Eu acho que não seu mexer direito com esse negócio de comentário. Acho q mandei como anônimo.
Sou eu o ex aluno de Franca que comentou que conversamos por lá.
Abraços.

Anônimo disse...

Bixos sendo obrigados a fazer algo que não queriam num almoço em rep... pode-se notar que estão quase chorando, implorando para não fazer, absurdo:

https://www.facebook.com/photo.php?v=285548481531511&set=vb.100002290845399&type=3&theater

https://www.facebook.com/photo.php?v=603508489735507&set=vb.100002290845399&type=3&theater

Anônimo disse...

As feministas tem fixação por estupro? Você está enganado ou é um tremendo idiota...quem tem fixação por estupro são esses homens, se é que podemos chamá-los assim.

LOVE GÓTIC disse...

Quando cheguei na faculdade fizeram um trote pintaram a gente com tinta guache. Isso sim é um trote. Mas agredir, humilhar, coagir, violentar é coisa de bandido só porque é universitário quer estar acima da lei? Cresça!

LOVE GÓTIC disse...

Na UEMA do estado do Maranhão também foi totalmente tranquilo pintaram a gente com tinta guache atóxica sai com água. Foi legal e engraçado. O objetivo dum trote é animar os que chegam.

LOVE GÓTIC disse...

Com tantos relatos de que estão sendo forçados você axa que eu acredito? A Lola acredita? Que as meninas que aqui comentam acredita? Não estamos na masmorra que você chama de universidade e obriga as mulheres a se sujeitar a violência. Estamos na Lola otário aqui a mulher é livre e não cai em teu trote.

Anônimo disse...

Só não entendi duas coisas do texto, o que é "alunxs" e "levadxs"?

Dani disse...

Caro Anônimo das 18:22.... ai, ai, vamos lá... esses trotes que vc citou em que veteranas de repúblicas femininas fazem com que os calouros simulem sexo oral em bonecas ou em algum objeto até podem existir, muito embora eu duvide que sejam tão frequentes que aqueles em que as meninas é que tem que fazer estas "performances".... e sabe porquÊ?? porque existe um senso comum na sociedade em que vivemos que diz que sexo só é humilhante para a mulher, para o o homem o ato sexual só terá o conceito de ser humilhante se tiver um conotação homessexual... (por exemplo o trote em que veteranos passam pasta de dente no ânus dos calouros)
Ou seja, anon, vc precisa entender o conceito de falsa simetria.

Anônimo disse...

Apesar de não ter sofrido um trote humilhante (tirando um mané que queria enfiar o pincel cheio de tinta no ouvidas DAS MENINAS), entendo o que outras pessoas passam nesses trotes humilhantes: na hora H você arrega e cede. Nem todo mundo é phodão/phodona pra dizer um simples não.

Dani disse...

José Francisco Bijou, tá bem certinho, amigo.... se com você não aconteceu nada de ruim, então desqualifique todo e qualquer relato de quem sofreu algum tipo de abuso. Tenho até medo de perguntar em que vc é formado, deviam ensinar em todos os cursos a ter EMPATIA.
E que bom que pra vc é super fácil resolver um conflito de homem x homem, agora pra uma menina adolescente deve ser super fácil tb se impor diante de um cara mais velho que tá lhe empurrando bebida guela abaixo (e olha que usei um exemplo "light") não é mesmo??
mas aí o pessoal sem noção aqui tá comentando que nesses casos é só denunciar o cara pra polícia né... ahh, tá, super fácil, pq a gente sabe que aí vai acontecer o que mesmo?? N-A-D-A... justamente pq existe todo um senso comum (do qual vc faz parte) dizendo que no fundo a culpa é dela, pq aceitou participar, pq deve ter provocado, pq deve estar inventando... e na maioria das vezes, por saber que enfrentaremos este tipo de "tribunal informal" que não vai dar em nada nem temos força pra denunciar!
Mas, ok, eu não espero que vc entenda porra nenhuma do que eu e tantas outras falaram aqui, estar em uma situação de privilégio pode cegar a este ponto mesmo. Afinal, se um problema não me afeta diretamente, então não deve ser um problema não é mesmo??

Carlos Eduardo disse...

Raven


Tá aqui o cara que perguntou "Qual é o drama ?"

Achei muito estranhas as respostas de vcs (exceto as da Julia).
.
10=> Não são vcs que adoram falar em falsa simetria ? Eu falo de uma situação em que minha mulher diz que faz sexo comigo enquanto estou dormindo, sem meu consentimento, e vcs me vem com um estrupo com agressão física brutal ? Não é uma falsa simetria ? Por que não me compararam com uma mulher EM IGUAL SITUAÇÃO A MINHA, aí sim seria mais simétrico.
2o=> São vcs que dizem que é tudo igualmente estupro, não eu. Logo, segundo vcs, eu estou sendo estuprado. Mas, clarooooo, sobre isso ninguém comentou. Afinal, é uma mulher que tá fazendo.
3o=> Muito boa e racional a resposta da Julia, apesar do ad hominen desnecessário. Foi esclarecedor. A questão central é só uma: SER PENETRADO. O que é normal sexo hetero feminino, é inadmissivel na psique da mulher em outro contexto. O que absolutamente não acontece com o homem numa situação identica (sexo hetero não consensual). No fundo nós nem discordamos tanto assim.

E não Lola, eu não sou um apoiador do estupro.

Julia disse...

Anon, depredação de propriedade pública mais linda que eu já vi. Parabéns a quem depredou.

Julia disse...

Mas gente. Esse campus é um antro de psicopatas, que merda é essa?

J.M. disse...

Vários relatos de pessoas que sofreram abusos nesse tipo de "socialização" acadêmica e esse bando de analfabetos funcionais continuam insistindo no "vai quem quer" e defendendo estupro. Às vezes ler a caixa de comentários da Lola parece tomada por gente que fugiu do hospício.

Julia disse...

Hahahaha Reacinha, vocês não defendem bandidos, vocês são os bandidos.

@dddrocha disse...

Não aguento gente falando que trote é bacana, que faz parte da integração, que é necessário... é necessário o caramba!
Trote é totalmente desnecessário e proibido. As pessoas estão indo pra faculdade pra estudar e os laços vão se estreitar depois de forma natural.
Só gente que vê o mundo colorido acredita nessa bobagem.

Julia disse...

Anon 14:09 defensor de estuprador. Vc tava lá, seu fdp? O estuprador é seu amiguinho? Vai ver você mesmo já estuprou alguém, né? Depois é só dizer que a mulher que se arrependeu. Qualquer mulher se arrependeria de transar com um otário como você mesmo.

Julia disse...


Anon 16:10
kkkkkkkkkkk
"O que pensam nossas mães ao ler isso?"
Ai gente, alguém podia filmar essas idiotices e mandar pra mãe deles mesmo. Fica a ideia aí. Não sei se vocês todos são estupradores, só a maioria, mas idiotas vocês com certeza são. Quer dizer que a bixete - que nome ridículo - tem que fazer performance? Vocês pagam cachê?

A comida é boa pelo menos pra elas terem que aturar a companhia de idiotas como vcs nesses almoços?

Julia disse...

Anon 16:45, isso nos cursos de humanas onde somos na maioria civilizados..

Izabela F. disse...

Então, estou no meu último ano de curso em uma universidade federal e felizmente no meu curso nunca teve nada disso. os calouros são convidados pelo pessoal do D.A para conhecer o espaço e interagir com os veteranos. Todo mundo conversa, se conhece, toma uma cerveja e, no máximo, fazem umas manchinhas de tinta guache em quem deixa e pronto. Em outros cursos, existem até uns trotes engraçadinhos, em que algum aluno mais velho entra na sala se fingindo de professor carrasco pra assustar os calouros e também tem o tradicional ter que pedir dinheiro no sinal todo lambuzado para recuperar as mochilas que ficam com os veteranos. No fim, acaba todo mundo indo pro bar tomar umas... Já houveram MUITOS casos de trotes racistas e homofóbicos, sendo que um deles repercutiu no país inteiro e acho que depois desse caso, o pessoal começou a pegar mais leve.

Eu até consigo entender os alunos que aceitam participar dessas brincadeiras. Eu entrei na faculdade aos 22 anos, já com um pouco de maturidade, mas muitos entram ainda adolescentes, recém saídos do colégio e muitos também estão passando pela experiência de morar fora da casa dos pais pela primeira vez. É um mundo completamente novo pra essa meninada e o desejo de ser aceito e bem recebido pelo grupo é muito grande. Muitos tem medo de se recusarem a participar dos trotes e depois serem excluídos ou alvo de bulling dos colegas pelo resto do curso. Pode parecer uma bobagem, mas já vi isso acontecer e o calouro que se recusou a participar dos trotes depois ficou com fama de chato, fresco, etc. Ele, com 17 anos, acabou abandonando o curso pois não aguentou a rejeição dos colegas. Se fosse comigo, eu teria ido procurar a minha turma e estaria ca-gan-do pra esse povo, mas entendo que pra um menino de 17 anos a rejeição pesa. O que mais me choca, é que muitos alunos encaram esses trotes brutais como uma espécie de iniciação, acham que é normal, que PRECISAM passar por essas humilhações e que no ano seguinte eles é que estarão fazendo essas coisas com os calouros, perpetuando um ciclo vicioso de violência e ignorância, coisas que em hipótese alguma deveria existir dentro que qualquer instituição de ensino.

Julia disse...

"eh famosa a estória do irmão do mion"
Não foi suicídio? O irmão do Marcos Mion morreu num trote? Dessa eu não sabia.

Anônimo disse...

é frescura demais, quem é obrigado a ir na faculdade no dia do trote??
os veteranos vão na casa de cada um e obrigam a ir,fazem pressão psicológica ?
e n é possível que ninguém saiba que esses casos de abuso acontecem, com tanta informação.
então,se a pessoa vai assim mesmo,ela esta assumindo o risco,já que ela n sabe que tipo de trote vai ser.

e fala sério,falar "n quero participar dessa merda" é difícil demais?
a n ser que usem de violência,n tem esse mimimi de que foi obrigado.

Julia disse...

Exatamente, Dani. É uma comparação completamente idiota. Eu estou assistindo a série da Porta dos Fundos sobre Aids e chega a ser irritante como o personagem que está com a doença se gaba tanto de quantas mulheres ele transou. Isso porque foi sem camisinha e ele contraiu Aids por isso. É ridículo.

Izabela F. disse...

Gente, pra quem tá dizendo que "participa quem quer", eu até concordo, mas em termos... Duvido que algum veterano chegue para os calouros e diz "Oi, quer participar do trote? Vamos enfiar um tubo de pasta de dente no seu c* e espremer!" ou "Depois que você estiver bêbada, vamos te obrigar a simular sexo oral e te estuprar!". Ah, façam- me o favor! Realmente, muitos calouros topam achando que vão participar de uma brincadeira em que vão, no máximo, ter seus corpos pintados de tinta guache e ter que pedir dinheiro no sinal... Duvido que algum calouro toparia participar desses trotes se soubessem que iam sofrer humilhações e violência. Em alguns comentários por aqui, parece que os calouros são todos um bando de masoquistas que estão pedindo para serem violentados e os veteranos babacas fazem esse favor a eles...

Ana Eufrázio disse...

Ainda me vem André Forastiere dizer "Dizer que estupro é coisa de monstro é violentar a razão. É crime com causas claras, estatisticamente identificadas e facilmente combatíveis, se a sociedade assim decide. As razões que se repetem em todas as pesquisas sobre estupro, nos quatro cantos do planeta: miséria, violência, cultura patriarcal.
Meninos que crescem sem nada, levando porrada, e aprendendo que mulher é inferior ao homem, entendem que a força é ótima (talvez única) maneira de conquistar o que querem, inclusive sexo. Sociedades mais igualitárias, pacíficas e tolerantes têm muito menos estupros que suas contrárias. Simples e complicado assim."

Onde estão os meninos que crescem sem nada? Associar o estupro a miséria é mais uma forma de marginalizar o pobre. Enquanto os estupros ocorrem nos interiores dos carros e condomínios de luxo, nas universidades, nas danceterias badaladas e outros redutos dos meninos de classe média e alta também.

Julia disse...

A sua pergunta foi esclarecedora também, Carlos. O primeiro anon que não sabe porque falamos tanto sobre estupro deveria ler a minha resposta no outro post. Quem sabe assim ele entenda.
Há coisas que achamos que são óbvias mas parece que nem sempre são para todo mundo.
Quanto aos ad hominem (foram 3), você mereceu.

carol disse...

Lendo esses comentários me senti orgulhosa e feliz pela minha universidade onde os trotes são levar comida, brinquedo ou roupa para doação e usar meias de cores diferentes. E onde nas festas bebe quem quer, todos conversam numa boa e é só isso.
Tomara que essa realidade na Unesp não demore a mudar. Muita força e muita luta pro movimento.

Renatta disse...

Sou uma das membros do Coletivo e realmente não me surpreende essa quantidade de comentários dizendo "trote só toma quem quer".
Acho muito engraçado porque no campus,na frente dos professores, nenhum veterano tem coragem de dizer que dá trote, que trote é integração, né?
Defender em caixa de comentário anônimo é muito fácil, mas deixar o nome e sua república escritos aqui ninguém quer porque morre de medo de ser descobertos por professores.
Se o trote de Botucatu fosse tão maravilhoso assim, vocês estariam de peito gritando em alto e bom som na faculdade dizendo que dão trote. Não fazem isso porque sabem o quão humilhante isso é.

Acho muita graça dizer que ninguém é sequestrado porque quer, que é só chamar a polícia que tudo se resolve.
Todo mundo sabe que em Botucatu, calouro "não acha nada".
No batizado do IB do ano passado o que teve de aluno de primeiro ano levando porrada na cara porque não queria tomar pinga não estava escrito.
Todo mundo que estava lá viu e ninguém fez nada. Deixaram os bixos apanhando e continuaram bebendo.
Aí aparece meia dúzia de defensores de trote em república dizendo que "é só denunciar quem se excede e não estragar a integração com os bixos nas reps".
Os calouros SEMPRE são coagidos a não denunciar, morrem de medo de terem o nome expostos, dos pais os tirarem da faculdade, de ficarem marcados por toda a graduação, então eles nunca denunciam. Agora os outros veteranos sabem quem são os veteranos que se excedem e não denunciam.
Então se você não faz nada para mudar o trote violento, você está sendo conivente e sendo cúmplice dele.
Se você da "rep tranquila" denunciasse as "reps pesadas" nada disso aconteceria. VOcê tem sua parcela de culpa sim, então não venha querer tirar o seu da reta dizendo "culpe só os que dão trote violento".

E me desculpe: é só os bixos irem embora da rep que estão recebendo trote?
No ano passado um bixo apanhou no meio da rua porque foi embora da república em que ele estava, depois de ter se recusado a receber trote.
Os veteranos entraram no carro e encontraram ele no meio do caminho da república que ele morava, e desceram porrada nele.
Então não venham me dizer que é "só ir embora", porque em Botucatu bixo não tem opção.

E pra quem diz que o trote pra calouro é tranquilo nas repúblicas, por que não chamam a presidente do GAC pra ir visitar a república de vocês na hora do almoço, quando estiverem dando trote em alunos?
Se tudo é tão tranquilo, integrativo e consentido, tenho certeza que ela não vai ver problema nenhum no "trote integrativo" que vocês dão.
Fica aí a sugestão.

Carlos Eduardo disse...

O post atraiu os comentários de muita gente que não conhecia o blog. Estão irritados porque a pequena diversão deles está sendo sabatinada em um contexto bem maior, que é o feminismo.

Hahahahahaha...

HAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHAHA...

Renatta disse...

E mais, como já disseram muito bem dito, a grande maioria dos bixos não conhece a cidade. Eles não sabem voltar pra casa das repúblicas onde estão.

E quanto ao anônimo das 23:58.
Não existe "dia do trote" em Botucatu, porque os alunos sofrem trotes até o dia 13 de maio. Está sugerindo que os calouros faltem por dois meses pra não levarem trote algum? Eles são sim obrigados à irem nas aulas ou reprovam por faltas. Bastante ignorante o seu comentário.

E MUITOS alunos não sabem o que acontecem nas repúblicas.
Eles vão às republicas com o pretexto de "conhecer os veteranos em um almoço".
Eu mesma, quando estava no meu primeiro ano fui à uma república porque me disseram que "os veteranos te ofereciam um almoço porque queriam te conhecer".
Eu NUNCA imaginei que o verdadeiro sentido dos almoços era o calouro tomar trote.
Se eu soubesse disse nunca teria ido, e depois que fui coagida, porque eu realmente não queria tomar trote algum, a tomar trote nunca mais almocei em república alguma.
Eu tive a sorte de nunca ter sido sequestrada porque pegava muito ônibus e tinha uma carona fixa com uma colega de sala, mas uma das minhas colegas precisou pular do carro no meio da avenida no dia de uma prova, porque veteranos da veterinária queria sequestrar ela, ao invés de levá-la para a faculdade.

E quando se é bixo, você não tem escolha de tomar ou não trote.
Você é coagido e pressionado até ceder.
Quando se tem três pessoas gritando na sua orelha, te olhando de cara feia na casa dela, é muito difícil dizer não ao que ela quer.
Esses alunos de primeiro ano chegam totalmente perdidos e assustados na faculdade, alguns mal fizeram 17 anos, como você espera que eles possam se impor diante de ameaças em um ambiente desconhecido?
É muita ingenuidade achar que a maioria dos veteranos respeita a opinião deles.
Se um bixo diz que não quer beber e você insiste que ele beba,você jã não está respeitando a vontade dele.
Os veteranos não entendem isso e acham que, quando o bixo concorda depois da milésima insistida do veterano, ele não está sendo coagido nem forçado.
Esse é o maior problema desse argumento de "só toma trote quem quer".

Anônimo disse...

Imagina o que vai sair dessas universidades...

Anônimo disse...

BANDO DE ANIMAIS.

Um absurdo.

Anônimo disse...

Nao é bem assim, toma trote quem quer...estudei na Unesp e nunca me permiti a qualquer tipo de trote, seja ele leve ou pesado...os bixos entram com uma ideia fixa, se eu nao for as festas tomar trote e beber não vou conhecer ninguem, com o tempo vc faz amizades verdadeiras e continua sua vida normalmente. Bebe quem quer, toma trote quem quer, ninguem é obrigado a mana e qdo for sequestrato vá embora, como fiz mtas vezes e nao se deixe influenciar!!!

Francis França disse...

Não, pera, você acaba de ler que estudantes SOFREM ESTUPRO COLETIVO EM TROTES na universidade e o que te incomoda é um blog falar sobre isso? Cara, doente é você.

Paulo disse...

Entrei na Unesp em 2002, e pelo jeito pouca coisa mudou. Apesar de ter 2 primos aí e eles me relatarem que pelo menos dentro do campus a coisa está mais tranquila. O trote sempre foi pesado, apesar de que no meu curso (VET), talvez por ser predominantemente feminino (cerca de 80% de mulheres), o trote machista não era tão evidente. Participei pouco dos trotes, pois achava uma humilhação desnecessária, e só participava (tanto como bixo quanto como veterano) de trotes que visavam a integração das pessoas. Para isso é necessário impor limites claros. E por conta disso nunca fui obrigado a fazer nada que me soasse como agressão. Por ser homem? Talvez sim... Infelizmente as mulheres se sentem mais coagidas e intimidadas pelos veteranos e muitas vezes deixam exceder esses limites por medo de represálias. Mas sem denúncias, não há como fazer justiça contra os agressores. Coação, cárcere privado, ameaça, estupro... são CRIMES e são INADMISSÍVEIS, não só no ambiente universitário como em qualquer lugar.
Mas é necessário lembrar que drogas e álcool só facilitam essas ações: se a pessoa quer se manter em segurança, o primeiro passo é não perder o próprio controle.

Maria Valéria disse...

Nao é bem assim, toma trote quem quer...estudei na Unesp e nunca me permiti a qualquer tipo de trote, seja ele leve ou pesado...os bixos entram com uma ideia fixa, se eu nao for as festas tomar trote e beber não vou conhecer ninguem, com o tempo vc faz amizades verdadeiras e continua sua vida normalmente. Bebe quem quer, toma trote quem quer, ninguem é obrigado a mana e qdo for sequestrato vá embora, como fiz mtas vezes e nao se deixe influenciar!!!



Que sorte sua que quando você foi sequestrado você foi embora.
Deve ser muito fácil mesmo ir embora de uma república que vc nao tem a mínima idéia de onde fica,depois das 18h, numa cidade em que você nem sabe o nome das ruas ainda,
Como eu nao pensei nisso antes??

To morrendo de rir de quem falou " foi sequestrado, liga pra policia"
Agora, 2014 , pode ate ser que funcione pois todo mundo tem celular.
Em 93 ninguém tinha celular e quase nenhuma república tinha telefone fixo,caso nao saibam.
Mesmo que tivesse um telefone fixo ou celular ia ser muito fácil ligar pra policia, informar que foi sequestrado por veteranos,e que nem sabe o nome da rua onde você está, sequer sabe o bairro....facílimo, ou a policia faz rastreio ou tem GPS pra esse tipo de ligação ??

Talita disse...

Bom dia, pessoal!

Prezado Anônimo do dia 12 às 11:05: não é fixação por estupro no blog, é a fixação por estupro da sociedade machista em que vivemos, e vc não deve achar o mesmo, ou pq é um mascu desses que passam aqui pra desqualificar o blog, ou porque é um desinformado mesmo.

Eu estudei na Unesp Rio Claro, e no ano que eu entrei todo muito foi trotado, tipo pintar o rosto e a unha, nada mais que isso (embora eu ache tudo uma chatice, não gosto do trote em nenhum formato). Naquela época, em 2002, o pessoal de lá já achava o trote de Botucatu muito pesado, em que "a bixarada" era submetida a situações vexatórias e humilhantes, mas nunca ouvi falar de estupro no trote. Parece que a coisa piorou de lá pra cá, o que é algo que entristece muito.
Por outro lado, fico muito feliz com o fato de que o movimento está ganhando força num lugar como esse, que me parece ser um deserto de machismo. Parabéns pela iniciativa ao pessoal que organiza o coletivo! Não desanimem, porque tem muita gente que precisa do apoio de vcs!

André disse...

Maria Valéria,

Concordo contigo, a pressão para participar é muito grande e uma vez tendo cedido não é fácil escapar do trote. Mas acho que proibir o trote não dá bons resultados, a UNESP fez isso e só transferiu o problema para locais onde o controle ficou muito mais difícil. Creio que a melhor solução é permitir o trote dentro do campus, aumentar a vigilância para evitar abusos e fazer um trabalho de conscientização muito forte (com apoio dos veteranos contrários ao trote) para explicar para os bixos que quem não participa do trote não fica isolado e consegue SIM fazer amizades.

Claramc disse...

Você leu o texto? Foi autorizado, anta!

Anônimo disse...

Oh, céus, como ousam questionar a minha diversãozinha com os outros brother amiguinhos só pq alguns alunos são espancados, só pq alguns são coagidos, só pq algumas alunas são estupradas...E pensar que destes comentários totalmente desprovidos de empatia pelo próximo sairão médicos, advogados, engenheiros, etc, etc...
vão pra faculdade, se formam pra mostrar o diploma bonitinho (e se sentr superior) mas não aprendem nada da vida.

Claramc disse...

Isso.
A pessoa comete crime e depois culpa a vítima.
Quase como se um assaltante se defendesse dizendo:
"Eu sei que apontei a arma pra cabeça dele, mas ele entregou a carteira porque quis."
Eu hein.

Maria Valéria disse...

André,

Nao se trata de " pressão para participar do trote"
Eu fui a alguns dias de " integração" e foi gostoso. Nao achei ruim não.
Deixei de ir no dia do " banho de lama" na fazenda Lajeado, porque ja tinham me dito o que rolava ali.sem contar que era março, chovia quase todo dia e o " banho de lama" ( que eu nao queria ) ia ser fatal!!!
Fui a festas , normal , ninguém me obrigou a nada nas festas.
O único incidente que tive foi o " sequestro", no ponto de carona, - colegas do 5 ano " oi tudo bom, somos seu colegas e vamos te levar pra Av. D lucio" - eu jamais ia imaginar que eles iam me levar pra outro lugar.nao tava escrito na testa deles.
E ja peguei carona com tanto desconhecido , o único incidente que tive com carona foi de " colegas " de curso,vc imagina,
Nao to entrando nem no mérito se deve proibir o trote ou nao .so acho que violência, coação tem que acabar.
E nao,nunca deixei de fazer ou fiz algo por " medo de ser excluída," , mas infelizmente durante os outros anos da faculdade a " exclusão " que todos temem aconteceu comigo sim, por outras razoes que prefiro nao comentar aqui.
Numa sala de 90 alunos e so uma menina era minha amiga e falava comigo( Renata, muito querida, minha amiga ate hoje!!)
Entao,eu nao tenho lembrança boa da UNESP,nem do pessoal da minha sala : na minha sala tinha : a Minha amiga, os que nao falavam comigo e os que muito de vez em quando falavam comigo , mas por medo de serem excluídos pelos outros, evitavam.
Falando serio, um período do qual nao guardo saudade e quero esquecer que existiu.a faculdade eu fiz pra,pegar meu diploma,me formar , e ir viver minha vida, que alias hoje vivo muito bem
Mas " pessoal legal da UNESP"? Ahh esquece,nao vou generalizar, mas minha experiência nao foi boa.
Mantenho contato com alguns no Facebook, por educação, porque sei que as pessoas amadurecem, etcetc.
Piadas escrotas eu ja ouvia ate de colega de classe no primeiro mês de aula,
Nao e o trote, entende ?
E sim a educação das pessoas, a empatia, conceitos que muitos nao receberam dos seus pais em casa.
Mas enfim, to me desviando do assunto do post.
Abraço

Raven~ disse...

Mas Carlos vc está sendo burro. Sério. Está sim. Oq vc disse no seu comentário anterior é SIM muitas das situações relatadas aqui. Vc está sendo abusado (se é que sua mulher está mesmo fazendo isso). E sim, foi falado. E sim, várias situações de abuso SÃO estupro, havendo ou não penetração. Havendo ou não violência. Eu não vou pesquisar porra nenhuma pra vc pq não faço lição de casa de vagabundo, mas sugiro fortemente que vc pesquise, sobre abuso sexual incestuoso, por exemplo. Na imensa maioria das vezes não há penetração, muito menos violência. E o seu caso é sim, falsa simetria, pq por mais que esteja acontecendo com vc (e o mundo não gira em torno do seu pau), a imensa, a grotesca maioria das vítimas de abuso são mulheres.

Maria Valéria disse...

Claramc


Ao ler seu comentário,lembrei de um incidente com meu pai, que era delegado de policia.
Em 89 , ele foi assaltado em Campinas a mão armada.
Levaram o carro dele e largaram ele e minha mãe a pé,
O carro nao tinha seguro.
Os comentários que escutei na época
" como seu pai nao reagiu ? Ele nao falou que era delegado de policia pra assustar o bandido"?
Ooo
Bom avisar que se o banido descobre que o cara a delegado de policia,mete bala NA HORA .
Meu pai ainda teve o cuidado de perguntar se poderia pegar a bolsa ( onde estavam os documentos dele), por medo que o bandido olhasse depois,descobrisse que era delegado e fizesse coisa pior.por sorte, o bandido deu a bolsa pro meu pai, e nada mais grave aconteceu ( alem de termos nos virado por um ano sem carro )
Eta bando de gente ignorante, viu.

Anônimo disse...

Os que vocês respei0am a opinião de não querer o trote são os que tem parente importante dentro ou fora da universidade. Fulaninho que tem parente juíz vocês nem olham, quem é parente dum reitor é tratado com toda cordialidade. A menina do interior é humilhada o rapaz da periferia, o filho da doméstica vocês massacram. VAGABUNDOS, TORTURADORES, ESTUPRADORES SE ESCONDEM ATRAZ DUMA INSTITUIÇÃO SÃO IGUAIS A QUALQUER PRESIDIÁRIOG

Anônimo disse...

a resposta é tão óbvia que eu me pergunto se vc é mesmo uma mulher

Anônimo disse...

Não sou de Botucatu, mas qdo li a notícia do estupro no diário da cidade fiquei indignado e procurei vozes dentro da universidade que se opunham. Convivo com meninas de 16 a 20 anos que se esforçam diariamente para serem aprovadas no vestibular e depositam nessa conquista sua vida. Transformar isso em estupros e humilhação é inaceitável, demonstra a herança cultural, machista e ditatorial, além da aceitação da sociedade provinciana. Fiquei feliz por descobrir que um coletivo luta contra isso. Uma sugestão para evitar a ação dos maus é a organização dos bons, busquem promover trotes paralelos solidários, cadastrar voluntários para caronas e distribuir muita informação e apoio aos calouros. A divulgação de problemas constrange e obriga as autoridades, e a organização ameaça e inibe aqueles que oprimem através de portas fechadas e cárceres privados. Saibam que os novos calouros irão agradecer por tê-las encontrado.

Julia disse...

Só é sequestrado quem quer também, não? Sendo que a própria definição de sequestro já diz que não é voluntário.. Vamos focar nos sequestradores e não no que os sequestrados deveriam ou não fazer. Pode ser?

Anônimo disse...

Isso o que acontece quando as mulheres vão contra a ordem natural das coisas, e ao invés de ficarem em casa para cuidar dos filhos, das roupas e da cozinha, querem sair para (sei lá o que) o mundo, sem ser para casarem, por isso sim, merecem ser estupradas e sofrerem esses trotes que ainda são leves na minha opinião, pois seres que vão contra a ordem natural das coisas e a vontade de Deus merecem punição bem pior.
Se não quisesse se insurgir contra um sistema que já funciona, não sofreriam essas violências, afinal não ouvi falar de nenhum "calouro" estuprado, apenas "calouras".
Toda vez que há a luta contra um sistema corrente, há um preço a se pagar, esse é o preço que vocês mulheres estão pagando, e que (novamente) afirmo, é pouco.
Deveriam ficar em casa, tranquilas, cuidando da família e do lar. Se não são a favor, não reclamem de pagar o preço de suas próprias aclamações, afinal, se estivessem em casa aguardando como boas e descentes mulheres, estariam sofrendo isso??

Juliana disse...

Caramba, ainda tem uns comentários aqui falando " que vai no trote quem quer" realmente vai no trote quem quer, mas o trote deveria ser uma coisa saudável né. Acho muito legal a ideia de ter trotes, se fosse algo do bem, que respeitasse as pessoas. Não uma situação chata em que as pessoas ficam loucas de tanto beber e depois são levadas para republicas para serem estupradas e fora outros tipos de trotes idiotas em que os veteranos ficam colocando pressão para os bixos fazerem. Ainda dizem que não é machismo? por favor, essa atitude é totalmente machista e desumana...Se tivesse leis mais severas nesse país com certeza esses idiotas pensariam bem antes de fazer esses tipos de coisas.

Marina P disse...

Concordo com anônimo das 15:42: cadastrar pessoas que não são coniventes com os trotes e abusos é uma ótima ideia e é algo que um coletivo pode fazer, nem que seja numa escala pequena no início. Se cada membro do coletivo que tem carro der carona sempre para as mesmas pessoas e tentar conseguir outros que também façam o mesmo, pode ser que aos poucos se crie uma cultura de ir procurar caronas entre os membros do coletivo, o que tornaria o grupo uma referência para xs novxs alunxs que chegam à Unesp.

Nós que estamos aqui comentando nesse post também podemos escrever à UNESP e reclamar do que vem acontecendo. Eu acabei de enviar um e-mail pra lá. Muitas vezes é só sentindo a pressão e as cobranças da sociedade que essas instituições começam a se mexer. Vamos inundar a UNESP de e-mails e reclamações! Se alguém tiver o e-mail da reitoria, divulga aqui, por favor!!!!

Carla Rocha disse...

Impressionante como existem universidades que admitem esse tipo de recepção aos seus futuros alunos, temos que pontuar que isto não acontece somente em repúblicas e considerando que o estupro não é o único abuso que acontece, existem diversos tipos de abusos contra a integridade humana.

lola aronovich disse...

Anon das 16:37, se vc realmente acredita nas aberrações que diz, se vc é tão corajoso, por que não deixa seu nome, ô covardão? Afinal, vc defende que pessoas que se insurjam devem ser atacadas. Vc não está se insurgindo? E não, o trote do Pascu não se parece em nada com um estupro, né mesmo? Vc sabe que a maior parte dos estupros acontece EM CASA, ô idiota?
Deixe aqui seu nominho, foto, lugar onde trabalha... EU faço isso. Vc tem culhões, eu tenho coragem.

Anônimo disse...

Estudei na unesp. Sim tem uns trotes malucos, mas nao vi estupro... vi muita coisa relacionada com humilhação. Sim... eu fugi de trotes. E sim... rolou uma discriminação por isso.. mas sobrevivi - sofri um pouco pq fui um pouco prejudicada, mas fiz amizades que duraram. E com um olhar mais maduro hoje acho mesmo que a administração da faculdade deixa as coisas acontecerem sem nenhuma interferência... mesmo que seja externo a universidade... parte das coisas começam la... afinal.. como é que eles reunem todos os alunos para irem praa repúblicas???

Maria Valéria disse...

Lola ,
Eu achei que o comentário do anônimo 16:37 era " modo irônico on"
???
Será que isso foi escrito a serio ??
De qualquer forma, ha trotes agressivos contra homem SIM, tanto que relatei o amigo de Araras que desistiu de agronomia em Botucatu por causa do trote.
Porém, não são estupros contra homens,são " só " trotes agressivos,
Nao sei o que e pior...
Bjs

Julia disse...

Anon 16:37. Deus não existe. E se existir ele que se foda.
O preço que você paga por ser um perdedor é vir em blog feminista como anônimo mostrar como você é fraco e covarde.
Beijinho no ombro pra vc e pra "deus".

Julia disse...

Lola, ele acredita sim. Tanto quanto acredita em deus. No fim, a razão de muitas das violências cometidas contra mulheres é essa mesmo. Medo.
Muitas religiões foram inventadas com esse objetivo. Nunca foi fácil manter mulheres submissas afinal. Foi sempre necessário muita ameaça (estupro, morte, violência, inferno). E até um conceito inventado de deus como uma figura masculina, que não faz sentido nenhum.

Anônimo disse...

Gente oq vcs tem q entender, eh que isso se realmente aconteceu isso eh um crime e não trote, tenho certeza que todos os alunos inclusive os que dão e participam do trote estão indignados e TB querem que os culpados sejam achados. Esse assunto não eh trote mais sim crime, e tenham certeza as pessoas do trote TB querem q seja feita justiça pelas vitimas

Anônimo disse...

Meu deus eu só não sei da onde que surgem essa historias que baixos são espancados no meio da rua por saírem das republicas, isso eh irreal nada disso aconteceu, em Botucatu tantas coisas a respeito do trote são inventadas.

Anônimo disse...

Ah cara, não sou exatamente contra trote. acho q depende mto de como é feito. estudo na unesp em bauru e aqui tbm tem trote, mas nem de longe é igual a botucatu. essas brincadeiras de passar pasta de dente no cu, mastiguinha, cara, q loucura, as brincadeiras daqui são super mais leves, te pintam, raspam seu cabelo se vc for homem, insistem pra vc beber mas se vc não quiser eles não obrigam, e no pedágio os veteranos super cuidam dos bixos, tem sempre água e comida pra galera. enfim, não considero isso trote violento, o de botucatu sim, é ridculo, mas não sei se concordo em generalizar q todo trote é violento e cruel, aqui pelo menos só serve pra integrar a galera

Domingas disse...

Diante do texto apresentado é realmente inaceitável que em pleno século XXI ainda haja atos violentos contra calouros em grandes universidades.
Isso tudo ocasiona grande revolta entre os estudantes que muitas vezes desistem do tão sonhando curso superior.
O ato de divulgar em grupos como Genis (criado pelas estudantes)é muito interessante para consola-las e divulgar os atos,porém se as mesmas sabem que esta ocorrendo tudo, devem se dirigir para fazer denúncia para que os verdadeiros culpados sejam punidos.

Domingas Maria

Erika Cristina disse...

Coletivo, Lola,
Vim parar nesse post por causa da postagem de uma amiga, e porque minha prima estudou em Botucatu. Ela contou alguma coisa sobre os trotes, o banho de lama, o corredor polonês, mas sempre achei que não contou tudo... Agora faço uma ideia do porquê.

Eu acredito que a linha que separa violência e não violência não é nada tênue, só não percebe quem não quer, ou quem pratica a violência e pretende, ao dizer o contrário, se justificar a todos, o tempo todo.

Aos Anônimos de 18:03 e 18:07, ninguém está "endemoniando" ninguém, até porque a palavra não existe, e muito menos demonizado nada, os fatos falam por si.

E machismo não é uma atitude masculina somente, é feminina também, tanto é que várias narrativas contam que veteranas intimidavam as calouras - tem gente que acha normal submeter os outros às mesmas humilhações que sofreu, deve ser por isso que machismo não tem gênero, e não acaba facilmente.

Existem exceções, sem dúvida, mas da mesma forma que a pressão social e psicológica faz calour@s aceitarem os trotes, também há pressão para que muitos veteran@s que ainda não cresceram também os pratiquem, ou vão dizer que não, que veteran@s nenhuns se preocupam em ficar mal com o cara mais descolado da medicina, com a menina mais famosa da engenharia, e assim por diante?

Claro que essa pressão não justifica que se cometam crimes, mas não há como negar que ela tem muito mais força (inclusive força física) para submeter os calour@s do que os veteran@s - ou veterano que se preza passa por trote mais de uma vez?!

Podiam ao menos se informar: Uma pessoa pode até ter concordado em beber até cair, mas disso não se conclui que ela pode ou queira ser violentada sexualmente, ou de qualquer maneira.

Perguntem a si mesm@s por que isso é constante com mulheres, mas muito raro com homens, ou toda vez que vocês, meninos, enchem a cara, são violentados? Em caso positivo, saibam que isso é estupro de vulnerável (se duvidam, confiram: http://www.pragmatismopolitico.com.br/2013/11/de-bebado-tem-dono-diz-monografia-sobre-mulheres-estupradas.html). Homem também pode ser ou estar vulnerável, queiram os machos de plantão, ou não.

Dizer que alguém aceitou uma carona e, portanto, concordou em lavar banheiro/beber até cair/fazer sexo, é ver lógica onde sequer há raciocínio; o mesmo vale para quem diz que uma pessoa que usa roupa justa provoca que a estuprem.

Seria o caso, então, de sair por aí espancando criaturas que são ou babacas, ou egoístas, ou machistas, ou veteran@as indistintamente, ou sem noção alguma de respeito ao próximo? O raciocínio, ou a falta dele, é o mesmo, e se não se aplica aqui, também não se aplica aos casos anteriores.

Parabéns ao Coletivo, certamente vocês terão muito trabalho pela frente, ainda mais se optarem por participar de outros coletivos, de outras universidades.

Parabéns ao blog, por divulgar o debate de outros grupos com os guest posts. Precisamos parar de correr, e enfrentar todo tipo de violência, nem que seja escrevendo. Escreva, Lola, escreva!

Renatta disse...

Querido Domingas,
O Genis sabe o que acontece e denuncia os casos de abusoem que nomes são citados,mas a denuncia só é efetivada se a vítima for depor na diretoria contra o acusado, e isso não ocorre.
As vítimas de estupro não querem denunciar e se denunciamos, elas não aparecem para efetivar a denuncia e a reitoria não faz nada.
Então não pense que estamos alheias a situação e apenas estamos espalhando os rumores.
Nós estamos nos articulando da forma que podemos, e fazemos muito mais do que os outros alunos no campus que simplesmente ouvem falar disso e não movem um dedo pra mudar a situação

Anônimo disse...

Se a menina estiver inconsciente e foi estruprada é ação penal pública incondicionada. Isso significa que não é necessária a representação da vítima, não é necessário um BO da vítima para denunciar o crime.
A polícia pode ir atrás de testemunha e provas. Alguém que viu o sangramento pode ser testemunha por exemplo.
Em um caso de estupro em que a vítima estava consciente, se ela não concorda em denunciar o crime, a ação não procede porque a ação é condicionada a representação da vítima.

Anônimo disse...

A maioria dos casos de estupro nunca chegarão a público. A vítima sabe que se expõe muito denunciando (ninguém quer ter o estigma de "a menina que foi estuprada" na sua faculdade, ou na sua família, ainda mais considerando como se culpabiliza a vítima, vide vários comentários aqui) e dificilmente os agressores chegam a juízo. Se a denúncia foi feita a público anonimamente, com certeza, foi pra alertar a comunidade academica e futuras possíveis vítimas. Pessoalmente, como mulher e universitária, eu agradeço a coragem e a solidariedade do aviso. Só lamentando muito que pouco ou nada pode ser feito pra reparar o dano físico e emocional que essas meninas devem estar sofrendo.

Anônimo disse...

Aiaiaia Quando dizem - é simples! - Minha vontade é mandar ser simples na casa do caraio.

Anônimo disse...

"É claro que fazemos uma pressaozinha para o bixo aceitar a brincadeira". Cara so com essa fala seu post, sua rep e sua atitude perde toda moral. Nao deve fazer pressao alguma.

Anônimo disse...

Me formei na Unesp de Marília, não levei trote e sempre fui "integrado" com todos. Bem American Pie esse argumento de que trote "integra".

Expulsão é o mínimo que esses vagabundos merecem.

Denunciem, apurem os fatos e divulguem os nomes desses animais. Precisamos saber quem são essas pessoas. Vamos queimá-los publicamente!

Anônimo disse...

Não gosto de muita coisa da ideologia feminista, mas devo admitir que essa postagem é assustadora.

tiago carneiro disse...

Por que será que esses trotes têm tanta força em SP?

Sempre me pergunto isso...

Natália disse...

A UNESP por ser uma Universidade fragmentada (cada campus fica numa cidade) dificulta em muito uma luta unificada contra esse tipo de absurdo. Sou da UNESP de Marília e aqui nos cursos de humanas não temos trote. Tá na hora da gente fazer um segundo festival InterUNESP contra as opressões como o que aconteceu na época do rodeio das gordas. Detalhe que UNESP de Prudente teve problemas com racismo.

A sindicância na UNESP tá correndo solta pra quem luta por melhorias na faculdade, mas pra quem comete estes abusos ela se cega.
Nós temos que pressionar as nossas diretorias e nosso REItor Durigan a ver melhor estes casos. Tá na hora de unir os campi outra vez.

Anônimo disse...

Isso não eh trote eh crime...não se deve pensar que isso eh trote, isso não nada de trote eh crime e deve ser tratado como tal

Anônimo disse...

No pascu em nenhum momento emfiam u. Tubo de pas no cu e espremem, parem de pensar q oq aconteceu foi trote, isso não eh trote eh um crime e um caso isolado, parem de tentar transformar esse caso em um caso de trote, poderia muito bem ter sido alguem da cidade que deu carona e fez isso, esse tipo de coisa não eh trote eh um crime de alguem doente, e deve ser tratado como tal

Anônimo disse...

Meus deus Julia de vc falar q a maioria eh estupradores isso só mostra sua ignorância em deneralizar as pessoas

Anônimo disse...

Infelizmente ainda vivemos num país extremamente machista, em que mulheres são tratadas de forma vil e desrespeitosa. Cabe divulgar, como estão fazendo, para que todas procurem se proteger, não entrando no mimimi dos veteranos e ficando na sua. Cabe, também, denunciar à polícia para que os culpados sejam devidamente punidos. Continuem a lutar pelos direitos femininos, aliás, lutar pelos direitos humanos, como estão fazendo. Lutem por mais ônibus em horários estratégicos e condizentes com a entrada e saída das aulas e ponham na geladeira os veteranos que vcs saibam que comentem esses trotes. Unam-se como estão fazendo e partam pra cima desses animais.

Gorete Teixeira disse...

Sou ex-aluna da UNESP-Botucatu e minto se disser que não tenho orgulho da "Gloriosa", pois a formação que recebi lá é sim, de qualidade. Além disso fiz amizades para a vida.

Mas me decepcionei demais no meio acadêmico, convivi com o machismo durante toda a pós-graduação.
O machismo e o assédio começam pelos docentes (já passei pelo constrangimento de um professor conversar comigo olhando para meu "decotinho v"), passam por funcionários (tive o desprazer de ouvir uma vez um técnico de laboratório que olhou para uma pos graduanda grávida e disse que a comeria) e chegam até aos alunos (que tentam de tudo para tirar uma lasquinha).

Existe sim assédio moral e físico dentro da universidade. Ser complacente com isso é doença.

Anônimo disse...

Sem diminuir um, em função do outro: Mas também existem estupros masculinos...

Eduardo disse...

Tudo bem, nada justifica atos de violência seja la qual for. Mais ai entra o bom senso de cada um, se a universidade já tem um histórico de trotes violentos e coisas do gênero porque esses calouros insistem em participar dessas festas/encontros?

Anônimo disse...

Nossa, isso e' muito grave. Espalha esse texxto pela universidade e pronto, especialmente para as calouras.

Paola disse...

Maria Valéria
Sim, claro, conversamos já naquela ocasião em q relatei o q passei durante o trote....
Sinto mto pelo o q vc passou, deve ter sido mto difícil estar longe de casa e ter q passar por isso...
Hoje, percebo claramente mta imaturidade de grande parte dos alunos, não apenas no trote, mas tb pelo o q vc relatou....
A Unesp Botucatu mais me parece uma "extensão do colégio ou do cursinho"....
Há exceções, claro...
Na Usp, já senti um pessoal mais despojado e mais light, mtos trabalhavam e vinham de mto longe, até de outras cidades próximas...

Daniel disse...

Que situação terrível e simplesmente inaceitável. Estou tentando conter minha indignação ao escrever esse comentário. Espanta o descaso da diretoria e dos docentes. Não é a primeira vez que vemos a Unesp ser palco desse tipo de violência. Fico imaginando quanta coisa nem vem à tona. Acho que é preciso divulgar isso internacionalmente inclusive, para que a diretoria sinta os efeitos negativos de sua leniência com práticas criminosas como essa. Não dá para chamar de universidade um lugar onde esse tipo de coisa ocorre. Acho que seria sim o caso de tentar conseguir represálias jurídicas contra a "soi-disant" universidade. Acho, inclusive, que os alunos que conheçam o caso mais de perto devam produzir artigos acadêmicos (em inglês, de preferência) para pressionar a Unesp. Acho, inclusive, que a tal universidade deveria sofrer um arroxo fiscal das agências financiadoras que também são corresponsáveis. É assustador. Vamos divulgar os crimes dessa instituição corrompida!

Julia disse...

Oi Eduardo. Boa pergunta. Eu só vou inverte-la, tá?
Por que os veteranos insistem em praticar esses trotes que eles só podem ter aprendido com o capiroto na sala da casa deles?
Por que não são punidos? Por que não são jubilados? Por que não são tacados pra fora e são impedidos de voltar àquela universidade mesmo que façam outro vestibular? Por que não são presos?

Coisas pra se pensar...

Anônimo disse...

Eu tive a infelicidade de fazer meu mestrado nessa cidade em 2011/2012 e sempre reclameo do ambiente machista e hostil da UNESP Botucatu.
É horrível msm e sempre achei que isso acontecia. Muito triste saber que eu estava certa :(

Nadia disse...

Sou aluna do 3º ano de zootecnia, moro numa república com outras 7 meninas, entre elas 2 bixetes.
Aqui em Botucatu realmente existe o rodizio de bixos nas republicas, onde os bixos almoçam cada dia numa republica. Eu fiz isso qdo era bixete, conheci muita gente, ia almoçar nas reps sabendo que ia levar trote, se eu não quisesse levar trote, não iria.. mas nunca me obrigaram a fazer nada, eu fazia pq queria participar.. claro que ninguem gosta de colocar o cabelo na privada e dar descarga, mas na hora do trote fica engraçado, vc sabe que td mundo que ta ali ja fez isso, ninguem morreu por isso, no fim td mundo leva na brincadeira e ri pra caramba..
a performance eu sempre me recusei a fazer e nunca tive problemas.. eles insistiam, mas sempre desistiam..
as 2 bixetes de casa estão adorando tudo, estão indo em todas as festas, conhecendo um monte de gente, estão sempre rindo, dizendo que querem morar na rep mesmo...
sinceramente, eu não vejo esse inferno que vocês acham que é... se teve caso de sequestro ou estupro, que se apuro e prenda os responsáveis, mas garanto que 99% dos estudantes da Unesp não são assim..

Anônimo disse...

Fui aluna da unesp-botucatu, realmente cada um lida de forma diferente em relação ao trote, participei de vários, fui a várias festas e repúblicas e o trote existe sim, mas nunca fui obrigada a tomar estes trotes descritos aqui.. quando eu achava q era hora de parar eu saía, isso em repúblicas de vários cursos... portanto como disse cada um sente e age de formas diferentes. ..

Maria Valéria disse...

Paola,

Eu fiz colégio e nem de longe meus amigos do colégio se pareciam com o povo que estava na minha turma de medicina,..que diferença, meu deus...
Nao sei afirmar com certeza, mas me parece que o trote so mostrava ali quem as pessoas realmente eram...
...os mesmos alunos que são capazes de praticar violência , de xingamentos grotescos, são eles os caras capazes de dizer que um colega de classe deve ser ' isolado', como fizeram comigo,
E são esses os futuros médicos , biólogos,veterinários, etc...( nao conheci muito o povo de outros cursos, mas o trote e a mania de isolar e rotular um colega e pegar pra cristo era generalizada )
Ao contrario de muita gente , nao tenho orgulho nenhum da " gloriosa" ( nem lembrava desse nome ), nem saudade daquela época,
O ambiente era tão hostil que ate na residência medica sofri assédio moral do meu preceptor( sim, quem deveria me ensinar e orientar passou 3 anos me dizendo, entre outras coisas, que um aluno de 5 ano raciocinava mais que eu )
Nao levava cantadas e assédios do tipo porque na época nao era uma mulher considerada bonita ...kkk mas so por isso , se fosse com certeza teria sofrido assédio.
Enfim , terminei a residência medica, peguei meu certificado de especialista e enfiei na gaveta , me especializei em outra area e fui viver minha vida,
Querem promover um encontro de ex - residentes da minha especialidade e me convidaram, pergunta se eu vou?? To fora, menti que ja tinha compromisso,quero saber desse povo nao,
Tinha a minha amiga da sala , a Renata, e de resto umas duas ou três pessoas de outros cursos que tambem eram amigas.na residência,fiz outra amiga, a Viviane,porque..de resto...
Enfim, minha experiência na UNESP nao foi legal, mas nao vou generalizar, outros amaram e acham que foram seus " anos dourados,"
De boas recordações da UNESP, so a amizade da Renata e o ensino que era bom, apesar de alguns professores grossos e babacas,
O resto, esquece.l.passado.l.kkk
Bj e vamos em frente,


Anônimo disse...

Maria mas nós unespianos nos sentimos no direito de dar nosso depoimento.... amamos esta instituição, é claro que este tipo dw trote deve ser banido e os culpados devem pagar pelo crime, mas não podemos generalizar....cada lida de forma diferente ao trote.

Ney Lemke disse...

Oi Pessoal,

Muito impressionante esse texto e lamentável. Realmente é necessário muita coragem para realizar esse passo e expor parte desse delírio coletivo que invade a nossa Universidade. Como docente muito me envergonha saber que no nosso meio seres humanos são sujeitados a tamanhas humilhações e degradações. O que mais me aterroriza é a motivação: diversão. Seria melhor se fosse a fome, o desespero ou outra dessas situações extremas onde nossa racionalidade é colocada em risco, mas não, é apenas um exercício de pura futilidade. O que mesmo em nosso frágil sistema judicial é um agravante penal.

O que pode ser feito para convencer as pessoas a cruzarem a terceira margem do rio? Gostaria de ter uma resposta clara, direta e efetiva, o que tenho para lhes oferecer é bem menos que isso. Sugiro que escrevam esse relato e o municiem com informaçoes mesmo que vagas, como os locais e datas onde esses tristes espetáculos de barbárie ocorrem e encaminhem para as congregações das três unidades do Campus de Botucatu.

No sistema brasileiro, as coisas só passam a existir quando protocoladas. Uma vez protocolado deverá ser respondido. Ninguém pode ser punido por generalidades, os crimes só são passíveis de punição se forem precisados.

Se fizerem isso talvez em 2015, essa barbárie fique apenas em nossas lembranças.

Anônimo disse...

!!Nossa até parece que na unesp botucatu só tem criminoso.... tenho pena destes profissionais!

Graziele disse...

AS pessoas são muito insensíveis, pensam em si mesmas, não conseguem se colocar no lugar do próximo. Como assim "feminista tem fixação por estrupo". Eu nunca passei por isso...mas a cada dia vejo as mulheres sendo desvalorizadas...desprotegidas...

Maria Valéria disse...

Claro que quem teve uma experiência boa na UNESP, na gloriosa,tem o direito de dar seu depoimento aqui.

Assim como estou dando o meu e estou dizendo que a minha NAO foi legal.

Agora, se perguntar pra 99% dos alunos da minha sala , irao dizer que foram os anos dourados das vidas deles, que tem saudades, que fizeram amizades pra toda a vida, etc etc

Eu nao vivi isso. Com exceção da minha única amiga que fiz ali,...

Entao, cada um com sua história e com sua vida e todos seguem em frente ;)

Abraços !!

Paola disse...

Maria Valéria
Mto lamentável, q situação horrível a q vc passou, mas tenho q te parabenizar por ter sido psicologicamente forte... Vc ainda fez a residência, ficou vários anos por lá... Vc venceu!
Sabe, às vezes penso, q a minha atitude, apesar de corajosa, não foi tão forte como a sua...
Quase sempre tenho 90% de certeza de q fiz o certo, mas às vezes penso no q teria acontecido se eu tivesse continuado...
Foi sofrido, pq sofri assédio tb nos trotes... Nada como ameaças de estupro, nada disso, mas piadinhas e comentários idiotas...
Ninguém ainda falou aqui sobre os apelidos humilhantes dados aos bixos, e especialmente às meninas?
Ney Lenke
Me alegra muito a opinião de um docente por aqui, e ainda mais q não pensa q esse problema é uma "frescura", e sim q deve ser debatido e combatido...

Maria Valéria disse...

Paola,

Nao fique pensando que vc nao deveria ter saído,
Você nao foi a única,
Mencionei o amigo que desistiu de agronomia no primeiro mês por causa do trote,...
Todos tomamos decisões que por fim acabam sendo as melhores, a minha foi de ficar porque aquele ditado " se vc cair vc nao levanta mais " kkkk
E eu nao era exatamente de levar desaforo pra casa,era orgulhosa, etc,
Mas ouvi muita piada machista , muito insulto grosseiro, e muitos pondo em duvida a minha capacidade.
Dentre estes, o mais grave : o docente que foi meu preceptor,aquele que deveria me orientar e me servir de exemplo,tenho nojo desde cara.
Na época eu nao sabia que isso tinha nome ( assédio moral) nem que poderia ser denunciado a ouvidoria da faculdade.se bem que eu devia e ter largado aquela residência , porque por fim enchi o saco , terminei e joguei meu certificado na gaveta, de tanta raiva daquela época.deveria ter perdido meu tempo com outra coisa mais útil,como fiz em 2004 ( minha pos graduação )
Ate pensei em escrever um post sobre o assédio moral. Um guest post aqui....ou no meu blog.mas sabe ... deixa pra lá.
Se eu começo a falar, a pessoa pode ficar sabendo e se identificar.eu nao tenho provas,so a palavra dele contra a minha,
E tambem vai remexer em feridas que ja estão quietas lá no passado.
Todo mundo diz que medico('minha profissão ) deve saber lidar com gente, mas o mais grave e que ninguém percebe que um preceptor de universidade tambem tem que saber fazer isso muito bem, e a maioria nao sabe , e grosso , estúpido,
Com o meu pior ainda, porque juntou os dois : preceptor e medico , ja viu ne .
Felizmente o jogo virou, e muitos anos depois encontrei pessoas que acreditaram no meu potencial, e na minha capacidade.

Bjs

Laura disse...

Boa noite colegas.
Sou advogada formada em universidade pública, e, como vocês, tenho completa aversão ao trote. Acho que ele serve somente para desagregar e humilhar, e essa não é a maneira correta de recepcionar calouros. Fiquei perplexa com alguns exemplos de trotes que não tinha conhecimento.
Quero parabenizar as meninas do coletivo, e a autora do blog, o que vocês fazem é um serviço de utilidade pública. Deve haver conhecimento pela comunidade dessas desvios sociais que estão acontecendo.
Só tenho duas considerações para fazer:
- Primeiro, pra vocês respeitarem a opção das vítimas que não querem ser expostas (tanto de trote quanto de abuso). Já vivenciei dois casos de abuso (um familiar) em que tentei intervir mas as vítimas optaram por superar no anonimato, e assim sucedeu-se. É importante para elas terem a individualidade respeitada depois de um trauma (meu irmão, psicólogo, corrobora isso que escrevi).
- Segundo, pela legitimidade do trabalho que fazem, e por atingirem muitas pessoas, é necessário tomar cuidado com queixas de calúnias contra vocês, pois se alguém sentir-se lesado particularmente (me pareceu que algumas pessoas se sentiram atacadas particularmente acima, mas não se preocupem, não houve citação de nomes particulares por ninguém, nem nada que pude-se indicar que estão se referindo a um indivíduo ou grupo, muito menos algum tipo de violência ou intimidação por parte de vocês) pode fazer queixa direta na polícia, o que pode acarretar em 1 até 3 anos de reclusão, e a pena pode ser estendida se houver divulgação da calúnia por meios comunicativos, ou associação de pessoas. Infelizmente se a queixa do abuso não foi feita no dia a prova valorativa perde-se muito e são raríssimas exceções em que o caso é levado pra frente, mesmo com provas (eu também discordo veementemente disso). Geralmente ele é arquivado, o que desfavorece o acusado por calúnia.
Portanto, pode haver tal queixa de calúnia, o que pode deslegitimar o coletivo de vocês.

Continuem trabalhando, sempre atentas, porque apesar de ser um trabalho muito complexo ele realmente tem uma importância ímpar na conscientização dos novos calouros que deixam os pais para viverem outra esfera de relacionamentos todos os anos.

Abraços fraternais, e minha sincera admiração.

Anônimo disse...

Oi lola e julia.
Antes de mais nada gostaria de deixar bem claro que sou o anônimo Das 16h37 de 13 de abril, e sou mulher, de 32 anos, moradora de São Paulo, capital e dependente do meu marido, como deveria de ser.
Tenho que escrever como anônima porque eu sei que minha opinião iria gerar animosidade.

não annimo disse...

SIMPLeS...Estupro é crime, é só a vítima fazer o B.O. o Infrator irá pagar dentro da cadeia.
Agora próximo assunto!

Anônimo disse...

Sou aluno (calouro) da UNESP Bauru, que é o campus mais próximo do de Botucatu, com cerca de uma hora de viagem, e posso afirmar que o trote aonde estou estudando é muito diferente do da cidade onde os estupros aconteceram.

A começar, eu sou aluno de Jornalismo, um curso onde a grande maioria dos veteranos tem uma maior consciência sobre as questões sociais modernas. Antes de ingressar aqui, fui aluno de uma outra UNESP, a de Ilha Solteira, onde cursei Engenharia, e nem mesmo o maior número de homens dos cursos gerava qualquer tipo de comportamento machista nos trotes.

A questão da UNESP Botucatu (e as duas outras conhecidas pelo seu trote pesado: Jaboticabal e Guaratinguetá) está muito mais relacionada a uma conivência dos estudantes "comuns" (isso é, aqueles que não são criminosos nem vítimas), que evitam combater a violência do trote. Em Bauru, eu fui avisado pelos próprios veteranos que qualquer um que quisesse se ausentar de qualquer uma das brincadeiras do trote poderia fazê-lo sem represálias. Mas não me ausentei pq a brincadeira consistia basicamente de nos sujarem de tinta, o que já tinha sido avisado antes.

Por outro lado, conheço relatos de quem em Botucatu acontecem festas em períodos de frio em que os bixos são obrigados a ficar entrando e saindo de uma piscina, ou que por lá os veteranos "combinam entre eles" as bixetes que estarão com eles.

O trote em si não é um problema, uma vez que serve como rito de passagem e criação de um vínculo entre o aluno recém-ingressante com os veteranos, que são de grande ajuda nessa nova etapa. O problema são esses veteranos que não compreendem que a relação entre veteranos e bixos tem de ser de amizade e auxílio, e não de hierarquia estamental.

Julia disse...

A anon de 14 de abril 1:09 deixou um recadinho pra você. Vai lá ler vai.

Julia disse...

Oi anon, dá o meu recadinho pra deus nas suas orações? Diz que foi A esquerda Raivosa que mandou.
Ele vai saber quem é.

Anônimo disse...

Sou caloura da UNESP Assis, aqui o trote foi super tranquilo só participou quem queria, e a galera é bem acolhedora, mas eu sou de botucatu e conheço bem o campus de lá, principalmente as agronomicas, não duvido de nada disso que tenha acontecido, é realmente uma pressão psicologica muito forte pra se participar do trote se não voce é "excluido" e zuado eternamente '-' bem triste a situação

Anônimo disse...

Se alguém estuprou alguém, isso é crime e deve ser denunciado à polícia. Agora, estudei em Botucatu, tomei trote, dei trote, nunca fiz nada que não queria, falei não quando necessário, participei de tudo o que me era confortável, continuo com amizades maravilhosas e acho esse sensacionalismo patético. E mais uma coisa, faça sua pesquisa corretamente: no Pasku, só se passa um pouco de pasta de dente no rego, ninguém enfia nada no ânus de ninguém. E fui a todas as festas e nunca soube de ninguém que foi estuprada. Essa matéria é por demais sensacionalista.

Anônimo disse...

Enquanto tiver gente idiota participando de trotes idiotas, esse tipo de coisa vai continuar acontecendo. Aceitar carona de estranhos? É sério isso? De onde esse povo veio, do interior de Jururu do Leste pra não saber que tem coisa que não se faz? Tenha dó viu e ainda não denunciam os estupradores, significa que ano que vem eles estarão lá estuprando de novo. TUDO ERRADO.

Anônimo disse...

"Sem diminuir um, em função do outro: Mas também existem estupros masculinos..."

tadinhos duzómi

Maria Valéria disse...

Aceitar carona de estranhos? É sério isso? De onde esse povo veio, do interior de Jururu do Leste pra não saber que tem coisa que não se faz

Ai meus sais

Em Botucatu sempre existiu PONTO DE CARONA, querido,o pessoal da cidade e os alunos ou professores da faculdade estão muito habituados a dar carona,
Peguei muita carona com estranhos ,e nunca tive problema,tive problema somente com UMA carona, oferecida por COLEGAS DE CURSO que fizeram o sequestro e tudo o mais,
Nunca soube de ninguém que morreu ou que foi estuprada em Botucatu por ter aceitado carona no ponto,somente de sequestros feitos pelos próprios alunos da universidade,o que em si ja e sintomático, nao acha ?
Mas ok, a culpa e de quem aceitou a carona,.. A culpa e da minissaia,...a culpa e de ter corpo bonito, de ser. Mulher....de ter ido a festa....etcetc.

André Bergamo disse...

Olá a todos. Sou Eng Forestal formado em Botucatu, sinto muitas saudades da minha época de faculdade. Mas o tema é sério. Hoje tenho 35 anos, e o amadurecimento chega mais cedo pra uns e mais tarde pra outros. O trote pode e integra sim, mas os casos de violência estúpida devem ser combatidos. Se houve caso de violência sexual, estupro, o mesmo deve ser colocado na mesa e os responsáveis punidos. Eu levei muito trote, mas era do tipo bixo biscate, gostava da farra, mas alguns trotes me deixavam com medo e não foram agradáveis, mas eu também dei muitos trotes e fiz coisas que também deve ter deixado outra pessoa triste e agredida psicológicamente. Ocorre por vezes uma cultura na qual se insere e depois repete ela, e isso não é tentar diminuir nada, isso é fato, e a imaturidade, o querer ser do grupo, um pessoa pop acabam por vezes levando a cometer coisas que com mais maturidade vê que não foi legal. Bom, torço para que o trote continue, mas que continue sem qualquer tipo de agressão física, e psicológica, pois ele integra. Ser estuprado é muito grave, e não há espaço para meio termo aqui neste caso, então se alguém ler oque estou dizendo aqui, um ex aluno que ama muito esse campus e que foi muito feliz nele, por favor, tratem a coisa sem o extremismo de quererem exterminar o troe, lutem para exterminar os abusos, denunciem sim os casos de violência, os de estupro então..., isso é muito triste e lutem pela conscientização de todos. Solidariedade as meninas que foram violentadas, e que os responsáveis sejam identificados, só assim pode melhorar.

Cristiano Alves disse...

Olá gente,

Venho produzindo reportagem sobre os casos de trotes em Botucatu pelo jornal e vamos fazer na tevê.

Preciso muito que as pessoas, mesmo que não mostrem o rosto na reportagem, nos procurem, pois assim poderemos ter mais elementos para mostrar fielmente os casos.

Quem puder me procurar estou no face: https://www.facebook.com/cristiano.alves.9 - e no WhatsApp 14 991207000. Contem comigo. Garanto o anonimato.

Obrigado, Cristiano.

Anônimo disse...

Ok, li o texto e realmente é pesado o que acontece nesses trotes. Mas discordo qndo chamam de "machista" e falam apenas do estupro feminino (q é um abuso imensurável, por certo). O tal "pascu" é igualmente violentador e é sofrido pelos homens. Ou apenas por serem homens eles não merecem tbm nossa atenção e nossa repulsa aos atos cometidos contra eles? O que vcs chamam de machista eu chamo de sadista. Vamos parar com essas rotulações, julgando que somos nós contra todos os homens do mundo. Mto homem por aí é violentado das maneiras mais absurdas, mas poucas vezes acolhido, inclusive por nós, mulheres. Como se eles tbm não sofressem...Já reivindiquei a alcunha "feminista" mas hj prefiro ser chamada de humanista mesmo. Homens e mulheres em todo mundo abusam de seus semelhantes, seja pela força bruta, seja pela emocional. Pensem nisso.

Anônimo disse...

Quem fala que trote só leva quem quer não sabe o que se passa na Unesp Botucatu (cujo lema é Botucatu, pau no seu cu!)
Fui aluna lá, não concordava com os trotes, mas era coagia a participar... me xingavam, gritavam, ameaçavam. Uma vez me disseram que eu ia ficar sem apelido e ser conhecida pelo meno nome de batismo, o que é uma exclusão, já que lá todos possuem apelidos, ninguém é conhecido pelo nome social. Enfim, cursei a faculdade e na minha formatura alguém se passou por mim e retirou um wisky e um convite de gala em meu nome. Ou seja fiquei sem, mas como minha família ameaçou chamar a polícia, a comissão de formatura deu um jeito e ressarciu os meus prejuízos.
Como a Maria Valéria, não tenho saudade nenhuma da "Gloriosa". É triste, pois era para ser uma das melhores fases da minha vida...

Anônimo disse...

Quem fala que trote só leva quem quer não sabe o que se passa na Unesp Botucatu (cujo lema é Botucatu, pau no seu cu!)
Fui aluna lá, não concordava com os trotes, mas era coagia a participar... me xingavam, gritavam, ameaçavam. Uma vez me disseram que eu ia ficar sem apelido e ser conhecida pelo meno nome de batismo, o que é uma exclusão, já que lá todos possuem apelidos, ninguém é conhecido pelo nome social. Enfim, cursei a faculdade e na minha formatura alguém se passou por mim e retirou um wisky e um convite de gala em meu nome. Ou seja fiquei sem, mas como minha família ameaçou chamar a polícia, a comissão de formatura deu um jeito e ressarciu os meus prejuízos.
Como a Maria Valéria, não tenho saudade nenhuma da "Gloriosa". É triste, pois era para ser uma das melhores fases da minha vida...

Cristiano Alves disse...

Unesp de Botucatu cria Comissão Central de Sindicância

O objetivo é aprimorar processos de apuração

Com objetivo de aprimorar o processo de apuração de trotes violentos envolvendo alunas do câmpus da Unesp, em Botucatu, o Grupo Administrativo do Câmpus (GAC) criou, nesta sexta-feira, 30 de abril, uma Comissão Central de Sindicância. As denúncias que já estavam sob investigação administrativa por comissões formadas nas unidades, a partir de agora, serão acompanhadas por um único grupo composto por representantes das quatro faculdades instaladas no câmpus de Botucatu.

Assessoria da FMB.

Cristiano Alves disse...

Não existem mais denúncias ou postagens? O que aconteceu? Tudo resolvido?

Anônimo disse...


Aqui na Unesp de Guaratinguetá tbm existem trotes e na maioria deles violentos, e não existe essa de participa quem quer, pelo amor de Deus vamos parar de ser hipócritas o bixo/bixete é sim pressionado a participar meio q obrigado eu mesmo fui quase q arrastado para o pedágio esse foi o de menos q sofri, conheço pessoas foram OBRIGADAS a se embriagarem a ponto de ficar em coma alcoólico dps desfilarem nus para lindos travestis, não fiz isso pq fugi, mas dps sofri as consequências . Agora vem um lindo veterano dizer q participa quem quer, quanta hipocrisia. Temos que parar com essa cultura idiota de gente idiota q tipo de pessoas estamos formando, na verdade eu acho que estamos formando monstros, profissionais já deixamos de formar faz tempo...