terça-feira, 8 de abril de 2014

GUEST POST: MACHISMO E HOMOFOBIA NA PROGRAMAÇÃO

Ao publicar o guest post da MayogaX sobre como o ambiente da programação é machista, um rapaz que é professor de TI comentou, revoltado, que nada daquilo acontecia, e que a experiência dele era a única que importava. 
Várias pessoas, eu inclusa, responderam que ele não era o centro do universo, e que era machista querer deslegitimar vozes e experiências femininas. Mas não adiantou. 
Ele me mandou um email revoltado dizendo como foi desrespeitado aqui no blog e que, por conta disso, eu havia perdido todos os pontos positivos que tinha com ele. As pessoas são muito esquisitas... 
Felizmente, não todas.
Marcos também trabalha com programação, e me enviou este relato. Semanas atrás, ele ganhou meu livro de amigos, que tiraram uma foto dele ao ler a dedicatória. Ha ha, que gracinha! E ele tem um blog sobre feminismo. 

Tenho uma contribuição a fazer acerca do guest post sobre o ambiente machista da programação. Sou homem, homossexual, tenho voz afetada, gestos exagerados e um cabelo enorme. Sou programador há 7 anos e posso seguramente dizer que a autora está assustadoramente com razão.
Fiz curso técnico, obtive meu destaque por ser um aluno atento e aplicado, e até mesmo apoio do pessoal eu tive. Infelizmente no mercado de trabalho eu vivenciei situações de preconceito quanto a tudo: aparência, voz e "jeito de falar". Inicialmente eu não quis acreditar nisso e pensei que eu, uma pessoa que conseguia tirar 10 em quase todas as avaliações não arranjava emprego decente por falta de experiência ou por conta do curso que era de nível médio. Consegui uma bolsa de estudos muito sofrida e tirei minha graduação sem perder uma matéria sequer.
Durante meu curso eu tentei alguns estágios e senti o machismo me empurrando pra fora da área. Em uma empresa eu fui submetido a várias etapas de seleção sendo que amigos meus só precisaram de uma entrevista. Foi aí que eu passei a entender que havia machismo. Eu tinha tudo: experiência (de estágios, mas era um diferencial se comparado a quem nunca trabalhou), um curso técnico, bom desempenho nas provas de seleção, recomendação de professores e ex-colegas de classe, e ainda assim eu perdia a vaga para alguém que apenas estudava para sobreviver.
Essa situação ocorreu em outros lugares onde deliberadamente o dono de uma empresa me disse que se eu quisesse trabalhar lá eu precisava cortar o cabelo e mudar o jeito de falar. Como sempre vi meu cabelo e meu jeito de falar como parte de minha personalidade eu preferi nem aparecer novamente naquela empresa (que por um tempo, por mágoa, chamava de espelunca). Um dia eu arranjei um emprego numa empresa pequena. Lá eu fui até bem recebido, já que eles precisavam de um profissional de verdade. Entretanto, o salário pago era só um pouco maior que um salário mínimo.
Havia mais alguém no setor de programação além do próprio dono e vejam só, era uma mulher que além de carregar os preconceitos de seu gênero recebia também a carga de ser negra e gorda. Ela sem sombra de dúvidas era aquilo que eu almejava ser quando ingressei na área de informática: competente e dedicada. Nunca vi ninguém trabalhar tão bem como ela. 
Com o passar do tempo eu pensava que o salário era baixo por conta da receita da empresa e nem me sentia diminuído, afinal, nunca me trataram mal. Até que, quase dois anos depois, apareceu um programador que era hétero e só tinha o curso técnico. Pois bem Lola, se juntasse o meu salário com o de minha amiga, não dava metade do salário deste novo programador. Um absurdo, visto que minha colega estava na empresa há quase 10 anos. 
Se havia alguma dúvida de preconceito, ela foi tirada neste momento. Naquele ponto eu parei de mandar currículos para outras empresas, parei de procurar cursos de certificação e passei a estudar mais para prestar um concurso público na área. Prova de que eu tinha capacidade foi ter sido aprovado no segundo concurso ao qual me dediquei a estudar. No caso só meu conhecimento foi avaliado (nada de aparência, nada de voz, nada de jeitinho).
Passaram-se alguns meses. Logo que saí da empresa e fui para a área pública, minha amiga percebeu que ali ela nunca seria valorizada. Ela mudou de emprego a convite, com um salário bem maior, além de também passar em um concurso público.
Eu quero deixar claro que muitos profissionais de informática não gostam da área pública por vários motivos. A depender do órgão nossas certificações, eventos e certificados não valem de nada, sendo que nosso diploma seco é o que importa. Aliado à burocracia, que é diferente da área privada, eu posso garantir que eu não cogitava trabalhar no serviço público. Mas para mim, que sofri esse isolamento profissional por não me encaixar no padrão de homem hétero programador, tive que recorrer à esse segmento para poder pagar minhas contas com dignidade.
Mercado privado vê TI
como abacaxi e gostaria
de terceirizar tudo
Pelo menos em meu setor, das cinco mulheres que trabalham comigo, três são chefes, sendo uma delas a chefe de todos respondendo por todo o setor de tecnologia, o que infelizmente me dá uma visão feia do mercado de trabalho privado. Obviamente esta é a minha realidade e com certeza devem haver outros pontos de vista diferentes do meu. Mas por mais nojento e absurdo que seja, essa é a minha realidade, onde um gay que não quer fingir ser hétero, formado em tecnologia da informação, tem seu espaço no mercado de trabalho reduzido a um nicho muitas vezes indesejado.
O mais absurdo de tudo isso é que é eu sinto como se a TI inteira fosse confiscada igual a território de índio em 1500. Homens programadores que fazem questão de dizer que mulher não deveria programar esquecem que foi uma mulher, Ada Lovelace, a primeira pessoa a programar na história. 
Assim como esses mesmo homens esquecem que a arquitetura de computador usada há anos foi idealizada pelo mesmo cara pioneiro no ramo de inteligência artificial e ciência da computação: Alan Turing, que era assumidamente homossexual. 

41 comentários:

Anônimo disse...

Marcos, você é um fofo! Adorei o seu post. Mas sabe, acho que é isso, o preconceito é tão internalizado que quem acaba pedendo são as proprias empresas, porque veja bem: o seu chefe idiota perdeu dois profissionais de qualidade.

Tem ul livro que se chama futuro Perfeito que o escritor fala que com a economia de mercado, os preconceitos vão acabar, porque nenhum chefe de empresa vai poder dispensar um bom empregado.

Estou esperando esse dia...

Beijo enorme, vo começar a acompanhar o seu blog.

Links

Nane disse...

Esses casos precisam ser denunciados. A empresa costuma ser multada se ficar comprovado a diferença salarial por discriminação.

Agora fora do tópico. Me desculpem. Mas fiquei enojada com uma página no facebook chamada Bananal. Denunciei, mas não sei se haverá algum efeito. Quem sabe mais pessoas denunciando? Tem um post com sua foto, Lola; lhe comparando com a Sherazade.Na certa é perfil de mascu.

Anônimo disse...

Lola,
Cadê o caso de Adelir no blog? Não sei como algo tão grave e que fere tão claramente a autonomia da mulher sobre seu próprio corpo pode passar em branco num dos principais blogs feministas do país...

lola aronovich disse...

Estou completamente sem tempo. Estou divulgando o ato #SomosTodxsAdelir no Twitter. Considero importantíssimo, mas eu sou uma só, daqui a pouco saio pro trabalho, volto, vou pra Curitiba, volto, tenho que preparar um curso pra dar na sexta, aí sábado também trabalharei o dia todo... Todos os posts desta semana, de hoje até sexta, eu consegui terminar ontem. Eu queria escrever alguma coisa sobre o caso de violência obstétrica contra a Adelir, mas não me senti suficientemente capaz. Pedi um guest post a uma especialista super conceituada, mas, infelizmente, ela também está sem tempo. Ainda estou aguardando um guest post de outra especialista, mas, antes de sexta à tarde, eu não terei tempo nem de olhar pro blog.
Seja mais gentil nas cobranças. Pra começar, coloque o nome. E tente entender que nem todo mundo tem tempo, que autorxs de blog podem ter uma vida super corrida fora do blog...

Anônimo disse...

E olhe que nem é preciso ser gay ou falar fino para passar por isso. Mas imagino que sê-lo torna as coisas piores.

Eu mesmo sou branco, homem, hétero, formado em TI, com certificação, experiência e indicações de ex-colegas, ex-professores e ex-clientes ainda assim tive muitas dificuldades para encontrar emprego em TI e também trabalhei por merreca e também tive de apelar para o setor público e também já vi cara que nem sabia programar direito trabalhando em empresa grande recebendo 4K+ (e eu ralando por 800).

Quer dizer, não vejo que ser homem seja condição suficiente para ter acesso aos altos salários da área. Até porque eu vi mulheres (algumas qualificadas, outras nem tanto) atuando na área por um bom salário. O que as mulheres não qualificadas tinham em comum com os caras não qualificados? Todos tinham algum conhecido influente em alguma empresa.

É claro que para essas mulheres o machismo se apresenta de outras formas, mas a mim parece que a empregabilidade na área de TI é muito sensível a QI (quem indica). E é aí que entram os preconceitos (machismo, racismo, homofobia, intolerância religiosa, etc).

Marina disse...

Ótimo post! Parabéns pela sensibilidade.
Mas o problema é que é tudo 1 bola de neve: A TV coloca machismo e homofobia no ar, porque dá audiência e o público, movido pelo que a TV mostra, busca, na Internet, o conteúdo machista e homofóbico dos ídolos da TV. Vejam (se já não viram) esse vídeo do Youtube feito para ser de humor e com quase 2 milhões de visualizações. Vejam como o humorista é cruel, mas todos riem, o público ri muito, todos estão felizes, até a vítima ri. Só eu não ri?
http://www.youtube.com/watch?v=M38xJ2BHJjw

Gleica Reinert disse...

Oi, Lola! Não vou ficar elogiando cada novo post seu, pois se torna desnecessário, sendo que toda vez que entro aqui e leio um post novo, a admiro cada vez mais!
Vamos ao conteúdo.
Sou Analista de Qualidade em uma empresa de Software. Aqui eu trabalho com mais dois rapazes no meu setor. Na programação existe apenas uma mulher , muito competente por sinal. Os rapazes, programadores, vivem fazendo piadinha "de gênero" com ela, mesmo sabendo que ela é hétero e vive/mora com um homem. Eu sinceramente acho grotesca essa atitude deles. Ela já trabalha aqui a uns 8 anos e não liga pra isso, nunca ligou. Inclusive entra na brincadeira e deixa eles falarem. Apesar de rolarem essas "gracinhas" aqui com a moça, eu não sinto esse preconceito de gêneros, nem de raça, nem de gordo/magro, nem de piercings ou tatuagens. Eles nunca faltaram com respeito comigo! Eu AMO trabalhar aqui! Existe um certo machismo por parte dos integrantes da equipe SIM, mas só o fato de isso não partir da diretoria da empresa perante as contratações, acho que já é excelente! Tenho certeza que se alguma dessas duas pessoas que sofreram preconceitos por serem negrxs/gays/gordxs, aqui, não teriam problemas em ser contratadxs.
Esta é a segunda empresa de Software que trabalho, na primeira também existia apenas uma mulher na programação e o relacionamento dos rapazes com ela era bom também. Acredito que de fato existam muitas empresas preconceituosas a ponto de não contratarem mulheres, inclusive conheço uma aqui na região que não contrata programadorAs e usa a desculpa de que é porque as mulheres podem engravidar e terão de se afastar por conta disso (que é um DIREITO ADQUIRIDO), um ABSURDO! Eu JAMAIS trabalharia nesta empresa, em qualquer setor. ABOMINO esses preconceitos.
Aqui na região (Blumenau-SC), ainda existe muita questão cultural (alemã e italiana) que são "por natureza" machistas. Ainda torço para que um dia todos sejam conscientizados... Eu tento plantar minha sementinha para que um dia isso seja possível.

Anônimo disse...

É como dizem, quando é bom ninguém elogia, quando é ruim, todo mundo reclama... a área de TI é a mais inclusiva que existe,basta o talento, temos "n" exemplos de programadores que nem ensino médio tem, e são reconhecidos por sua habilidade...você conhece alguma outra área assim? Certamente, Letras é muito mais elitista.
Eu encaro programação como um ofício,um carpinteiro excelente tem seu trabalho para provar, é um fato a sua obra,o software é a mesma coisa.
Acho natural que feministas ataquem um setor cheio de homens, ainda mais com o setor de TI crescendo tanto no Brasil.Mas, para dar crédito onde é devido,minha mãe foi programadora e me passou o fascínio pela área, ela era do tempo do cartão perfurado, do COBOL e não teve NENHUM problema de machismo na área... e isso na década de 70!
O problema é que quem está bem de vida na área não vai ficar enviando carta triste para páginas feministas ficarem crucificando os coitados dos nerds.

André disse...

Creio que o autor está enganado. Essa semana mesmo eu li o Constantino falando que o setor privado meritocrático é tudo de bom.

Junior disse...

Sou gay e trabalho numa empresa de TI. E sim, existe muito machismo. Aqui, não é algo como descrito nesse e no outro post, mas existe. Tem muitas mulheres em cargos de chefia de baixo nível, mas não existem mulheres em cargos de Vice-presidência, por exemplo. Mesmo com a grande quantidade de mulheres em cargo de chefia, ainda assim ouve-se muito pelos corredores piadinhas e preconceitos com mulheres e gays. Coisas do tipo: "nossa equipe deveria contratar uma gostosa só pra enfeitar a bancada. não precisa saber programar nem nada, só para ficar ali, de enfeite". Ouvi isso essa semana. Tem uma quantidade razoável de gays também na empresa, uns mais óbvios, outros menos, porém não em cargos de chefia (que eu saiba). O que acontece muito não é necessariamente homophobia explícita, mas é algo um pouco mais abrangente, que é o apadrinhamento. Puxa-saquismo mesmo. Então acontece muito de apenas aqueles que são próximos do gestor receberem as oportunidades, enquanto os que não são próximos não tem oportunidade alguma. E os que são próximos são aqueles que vão no futebol, que bebem/fumam junto com o gestor, que vão na zona (sério) com ele, etc... De certa forma, os gays são naturalmente excluídos desse circuito.

Anônimo disse...

Gente, que texto! Os dois últimos parágrafos me deixaram totalmente arrepiada.

Gleica Reinert disse...

Coitados dos nerds? Kkkkkkk... Engraçado como "us zômi" são sempre os "coitados". Aiai, aqui na empresa em que eu trabalho não tem nenhum coitado não, são todos ótimos profissionais e muito bem pagos, independente do sexo/gênero! Talvez você veja dessa forma porque nunca sofreu nenhum tipo de Preconceito, né, Anônimo??? Aí é normal julgar, quando não se põe no lugar do próximo.

Mila disse...

Mesma decisão que a minha. Apesar de possuir méritos, a minha área ainda é fortemente regida pela questão da aparência.
Presto concurso, pq pelo menos os meus conhecimentos serão avaliados.
Há meritocracia num país preconceituoso? Acho que não.

Larissa Domingos disse...

Gente, um relato de que existe machismo na área não significa que todas as empresas e pessoas se comportem assim. Eu também sou da área e penso que se tem uma empresa não me contrata por causa do meu gênero eu dou graças a deus. Não quero trabalhar num lugar desses, não preciso disso. Sou boa profissional (e pessoa) e sei o meu valor.

EllenG disse...

Concordo com ele. Eu trabalho com TI e muitas vezes já me senti impotente com o machismo... Há alguns anos, ouvia coisas como: você conseguiu fazer porque o cara explicou melhor pra você, de um cara que não sabia nada e me diminuia pra se sentir melhor. Isso doia porque tenho muito orgulho da minha capacidade e competência...Hoje, não ouveria isso calada.
Agora, trabalho como chefe e sócia, porém ainda enfrento dificuldades para ser respeitada por alguns colaboradores homens, que insistem em "passar por cima" das minhas decisões,sempre se referindo ao meu sócio e "marido" (o que torna o preconceito pior ainda). Se eu sou legal e tento manter um ambiente agradável, sou "mole, sem liderança", se sou rispida e muito exigente, é pq sou "histérica, descontrolada". Com alguns ex-colaboradores, descobri que todas as correções e observações eram ignoradas porque tudo aquilo, segundo eles, era por eu estar descontrolada ou de TPM e "por isso eles nao gostavam de trabalhar com mulher, já que não tem perfil para TI". Agora, as coisas estão melhores mas, às vezes, é desanimador lidar com tudo isso.

Julia disse...

Anon 13:49, Feministas criticam porque há machismo. Não há "ataque" nenhum a área de TI "porque é cheia de homens". Mas você acha que não existe machismo na área, que feministas são oportunistas que estão atacando a TI porque tem muito homem..
Deixa de ser ridículo. Se você não consegue enxergar o machismo significa que não exista.

"os programadores são reconhecidos pela habilidade" Menos mulheres e homossexuais que são vistos como naturalmente menos habilidosos/competentes. E, portanto, tem ainda que ultrapassar a barreira do preconceito/machismo, coisa que um homem hétero não precisa fazer. Entendeu?

Anna Milani disse...

Legal. Impedir uma pessoa de agir como ela realmente é. Ter de se portar como machão, porque é isso que importa, o que você é por fora, a impressão que vai causar. Um "viado" não pode trazer boa impressão e nem ser competente o bastante.

Parece que cada dia, o ser humano regride mais.

Anônimo disse...

É mesmo!!!! Certamente o branco hetero na verdade era MUITO MUITO MUITO mais produtivo que ele e a colega!!! O que mais justificaria um empresário racional a pagar um salário melhor!???

Constantino é um cara que não merece paciência.

Anônimo disse...

OFF TOPIC sobre o caso da querida Adelir!


Aposto que a especialista em violência obstétrica é a Lígia Moreiras Sena... acertei Lolinha??


gente pra quem quer saber mais, informação de qualidade mesmo, é só acompanhar a fan page

https://www.facebook.com/cientistaqueviroumae?ref=ts&fref=ts

Durante a semana passada todinha houveram diversos debates e links para reportagens relevantes sobre o caso!

bjão a todxs, e força na peruca pra nós, minorias, que ainda temos que derrubar as barreiras do preconceito pra ganhar o pão de cada dia dignamente!

Pamela Moreli Benoni disse...

Tenho 10 anos em TI.
Nada a reclamar. Onde trabalho é muito bom. Meu chefe é bem feminista e confia na gente. Temos varias mulheres no time. Nao que lá nao tenha machismo... machismo tem em todo lugar.
Sinto que sou muito bem vinda lá. Tive e tenho muitas oportunidades. Isso já conta muito.

Julia disse...

Só corrigindo

Se você não consegue enxergar o machismo NÃO ignifica que não exista.

Anônimo disse...

Quem não contrataria essa simpatia de pessoa!! Meu Deusss!!!! O sorriso dele na foto me fez sorrir daqui!! Quanto amor emana dessa pessoa!Gente, eu não entendo mesmo como pode existir homofobia... aliás, todos esses ódios e preconceitos... as pessoas são tão lindas! Se a gente se amasse, sem amarras, sem barreiras, tudo seria mais fácil!

Sistema patriarcal burro doente!

Elke di Barros disse...

Lola, tudo bem ? Te escrevi mais cedo no Twitter. O Emerson, (Homem Sanctos) está de volta na net, cometendo os mesmos crimes. Tenho uma série de prints e sei que ele é um fake do Twitter que vem te importunando, um tal de Kyo.

HEADBANGER ZETA MGTOW disse...

''Lola, tudo bem ? Te escrevi mais cedo no Twitter. O Emerson, (Homem Sanctos) está de volta na net, cometendo os mesmos crimes. Tenho uma série de prints e sei que ele é um fake do Twitter que vem te importunando, um tal de Kyo.''

o EMERSON pode ser inteligente pra lidar com coisas técnicas, mas não é esperto pra lidar com a humanidade. agora que ele saiu da prisão, o melhor que ele poderia fazer é desaparecer das redes sociais, mas ele fica nas redes socais, culpando o marcelo valle pelo blog silvio koerich(eu vi tudo de perto em 2011 pois sou misógino da época, eu tenho minhas duvidas se o marcelo tinah alguma relação com esse blog), alem disso o emerson fica se expondo no facebook, youtube etc expondo toda sua família, sua filha, sua esposa, querendo provar pro mundo que mudou, que é uma nova pessoa, porque essa necessidade toda de ostentar? eu vejo que hoje em dia existe muita gente que gosta de ficar ostentando no facebook, mas o emerson aidna vai pagar caro por isso, to vendo que ele ta sofrendo uma verdadeira perseguição novamente, se ele fosse mais esperto, ja teria sumido das redes sociais a muito tempo

eu digo uma coisa, eu acho que esse mundo é completamente louco e não existe justiça nessa merda. entao o ideal pra mim é cagar e andar mesmo pra tudo. é cada um por si nessa porra. é misantropia mesmo.

vivian disse...

Julia,

escrevi pra vc lá no post do livro da mulher que se disfarça de homem... beijos!

vivian disse...

Lolinha!

Você escreve sobre o que quiser! Nós sabemos que você é uma pessoa normal, com trabalho e contas pra pagar! O caso Adelir está fazendo um barulho tremendo na web, está se encaminhando bem, está amplo o debate! Legal ver a população interagindo e tomando partido, fico feliz, parece que as pessoas estão sendo picadas pelo mosquitinho da consciência =)

Beijos bons afazeres!

Claudia Labriola disse...

Antes de casar com um programador, eu pensava que a área de TI era muito moderna e tinha espaço para aquelas pessoas que usam piercings, roupas diferentes, tatuagens, cabelos loucos, etc. Mas conversando com ele, vi que não era nada disso. Na verdade, vi que tinham questões muito parecidas com minha área (sou enfermeira) que é muito conservadora onde você tem que esconder tatuagens, usar roupas brancas que escondem o corpo, cabelos presos, etc.
Ele me explicou que as exigências do empregador quanto à aparência é para satisfazer as exigências muitas vezes conservadoras do cliente. Nem todos os clientes de TI são profissionais de TI, como por exemplo, pode ser o dono de uma manufatura antiga que a diretoria passa de pai pra filho ou até um diretor de unidade de saúde e por assim vai...
A empresa que ele trabalha tem mais mulheres do que homens na programação, mas não tem homossexuais, pelo menos aqueles que seguem o estereótipo de um.
Mas assim como na minha área, há uma exigência quanto à roupa, barba estar sempre feita, acessórios discretos, etc...

kittsukissu disse...

mayonnaigs, como você acha que a filha desse criaturo será criada, com essa apologia que ele faz de que mulheres devem sofrer todo tipo de violência?
E você, se viesse a ter uma filha, a criaria para ser subserviente à sociedade e suas regras, as mesmas que você despreza, ou para ser livre?

HEADBANGER ZETA MGTOW disse...

''como você acha que a filha desse criaturo será criada, com essa apologia que ele faz de que mulheres devem sofrer todo tipo de violência?
E você, se viesse a ter uma filha, a criaria para ser subserviente à sociedade e suas regras, as mesmas que você despreza, ou para ser livre?''

o eng emerson não tava por tras daquele blog, embora ele tenha contribuído com o blog com o texto ''manifesto da terra arrasada'', o unico texto que ele escreveu pro blog. porem pra alguem como eu e outros masculinistas que acompanharam tudo de perto na época, dava pra ver que o eng emerson soava comico porque ele tava só num momento de ódio e frustração, e não realmente acreditava no que ele falava. tem que ser psicopata pra levar a sério as coisas que eram postadas no blog do silvio. agora a misoginia não é apenas violencia e estupro, existe a indiferença, a frieza sentimental, o modo como BUDA via as mulheres(ele mesmo as chamava de saco de merda) e esse tipo de pensamento não tem nada a ver com a violencia.

o eng emerson nunca levou a sério o que ele falava, e o que realmente fez ele ficar famoso foi o vídeo que ele fez na índia, falando que a mulher branca trai a raça branca dando para negros. os sanctos mesmo nunca levaram a sério o eng emerson, tanto que ele foi expulso da irmandade masculina na metade de 2011.

resumindo: o eng emerson nunca falou sério, eu não acho que ele seja perigoso pra filha dele. acontece que, ele corre grande risco de perder a guarda da filha, porque ele continua aí se expondo na internet, postando fotos da filha, da esposa, etc e obviamnete, ta sendo perseguido novamente. ele é meio inocente mesmo, o cara ficar mostrando pra meio mundo que tem uma filha e uma esposa, na situação que ele ta obviamente ta pedindo pra perder a guarda da filha.

como falei, eu acompanhei tudo de perto em 2011, acho que o emerson nunca falou sério mesmo, é engraçado pra caralho as coisas que ele costumava falar pois não era sério.

masculinismo sério com the truth, silvio original antes do sancto aparecer, eu tive a chance de conhecer o blog do silvio original 2 meses antes dele ser fechado. aquilo contribuiu e muito pra minha misantropia. outro masculinista sério é o zeta warrior, que trouxe o ideal da masculinidade zeta para o brasil.

HEADBANGER ZETA MGTOW disse...

''E você, se viesse a ter uma filha, a criaria para ser subserviente à sociedade e suas regras, as mesmas que você despreza, ou para ser livre?''''

nem penso nisso. não tenho condiçaõ nenhuma pra ter filhos, não é minha preocupaçaõ, não tenho dinheiro pra isso.

kittsukissu disse...

mas tratar com frieza, indiferença, fazer sentir como um "saco de merda"... isso é uma violência. fazer uma pessoa se sentir diminuida ou humilhada por uma caracteristica de nascença ou profundamente enraizada: você não acha isso ruim? digo, aconteceu com você. imagine-se criança, sendo obrigada a internalizar que você não vale nada e nunca poderá mudar isso. Além de ser cruel, com certeza pode deixar cicatrizes pro resto da vida.

ok, vamos supor que você não *queira* ter um filho, mas aconteceu e agora é um fato na sua vida. e aí? é uma menininha, tem o seu jeitinho, o seu nariz (que espero que não seja feio! tadinha! haha) e não sabe nada sobre o mundo. você iria ensinar que ela é um saco de merda porquê está atrapalhando a sociedade ou iria ensinar que o mundo pertence a ela e ela tem o direito de ser feliz?
você gostaria de ter o direito de ser feliz, sem ressalvas?

HEADBANGER ZETA MGTOW disse...

''mas tratar com frieza, indiferença, fazer sentir como um "saco de merda"... isso é uma violência. fazer uma pessoa se sentir diminuida ou humilhada por uma caracteristica de nascença ou profundamente enraizada: você não acha isso ruim? digo, aconteceu com você. imagine-se criança, sendo obrigada a internalizar que você não vale nada e nunca poderá mudar isso. Além de ser cruel, com certeza pode deixar cicatrizes pro resto da vida.

da mesma forma que toda mulher me despreza, eu retribuo com o mesmo desprezo

ok, vamos supor que você não *queira* ter um filho, mas aconteceu e agora é um fato na sua vida. e aí? é uma menininha, tem o seu jeitinho, o seu nariz (que espero que não seja feio! tadinha! haha) e não sabe nada sobre o mundo. você iria ensinar que ela é um saco de merda porquê está atrapalhando a sociedade ou iria ensinar que o mundo pertence a ela e ela tem o direito de ser feliz?
você gostaria de ter o direito de ser feliz, sem ressalvas?''

eu iria ensinar tudo que sei pra ela. o dificil mesmo seria na questão dos relacionamentos que ela teria com homens. uma vez que 4% dos homens são sociopatas, eu iria ensinar pra ela isso, iria ensinar todas as característas psicologicas de sociopatas e homens com transtorno borderline, psicoticos(eu sou umo) etc ensinaria a ela a não confiar nas instituições do país como a policia e a justiça pois só devemos confiar é em nós mesmos. ensinaria a naõ sair pra baladas, festas, noitadas porque ela poderia ser sequestrada e terminar ate mesmo no trafico humano, ensinaria ela a ser caseira e ensinaria a misantropia a ela.

HEADBANGER ZETA MGTOW disse...

o meu nariz é feio então? bonito é o nariz de batata dos negros e pardos não é? mulherada hoje em dia ta exigente pra caralho, cobra padrões completamente fora do normal. é mais um motivo pra ser zeta e focar no isolamento social, mulherada que terminem frustradas mesmo por tanto exigir dos homens a perfeição e naõ ter homem suficiente pra elas. ja que elas consideram homens de verdade os alfas marginais assassinos.

Gleica Reinert disse...

Desculpe o comentário idiota, mas esses comentários do Headbanger Zeta Mgtow me lembraram uma música do Metallica: "Searchiiiiiiiiiiing, seek and destroooyyyyy" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk, aiai. Só espero numa próxima encarnação não nascer filha dele.

kittsukissu disse...

eu disse "eu *espero* que o seu nariz *não seja* feio"... porquê eu não sei como é o seu nariz.
eu sei como você descreve o seu cabelo, dizendo que é terrível, mas eu não acho que seu cabelo deva ser feio. deve ser bem bonito.

sim, o nariz dos negros e pardos também é bonito, o que não significa que o seu não seja também. não são prerrogativas mutuamente excludentes.

Que papo doido.
Ah: um dos caras mais bonitos que já conheci tem um encurtamento nos tendões (ou algo assim) e anda na ponta dos pés sem apoiar os calcanhares. é um pitéuzinho (rs).
como é ter psicose?

Raven~ disse...

Ah Kittsu. O Maionese é gatinho. Pena q é chato desse jeito... =)

Julia disse...

"Ele me mandou um email revoltado dizendo como foi desrespeitado aqui no blog e que, por conta disso, eu havia perdido todos os pontos positivos que tinha com ele."

Confesso que fiquei curiosa pra ler este email. Deve ter sido muito engraçado :D

Anônimo disse...

"Head"-não-sei-o-que-lá de 09/4/14 12h34
Ah, meu, vai ser racista assim no inferno!
Beleza afro não é "normal"?
Os negros e pardos são "marginais assassinos"?
Você escreve muito mais sobre você mesmo que sobre outrxs.
Não sei como ainda te aguentam aqui, pois só vem vomitar sua misoginia, seu racismo e todos os outros preconceitos.
Sério, pessoas, vcs acham que os "comentários" desse "ser" são produtivos?
Ele só precisa de plateia pra exercitar o egocentrismo, se não ele não se aguenta em pé.
Thata

Silvia Lins disse...

Amei teu post cara! Bonus por ter citado a Ada hahah melhor argumento contra machismo, sempre.

Sou engenheira da computação cursando doutorado e de fato já soube de muita coisa do tipo também na nossa área em empresa privada (pior ainda se vc for mulher bonita, pq ainda rola o assédio).

José Eduardo disse...

Trabalho à 4 anos numa empresa da área que tem uma política clara contra preconceitos e explicita claramente no seu código de conduta que todos os comportamentos preconceitos são passíveis de desligamento da empresa.

Temos mulheres e gays no comitê diretor e na gerência geral.

Temos uma equipe de RH formada exclusivamente por mulheres (o que ajuda muito na hora de entrar na empresa)

Temos gerentes pitosos (e lindos) e mesmo assim, mesmo com esse cenário "wonderland" presenciamos machismo e misoginia todo dia (rimou).

É um leão por dia! Mas já estou a 4 anos matando leões com rajadas de purpurina e a ajuda das amigas.

OBS: Mulheres unidas conseguem bloquear e se proteger de forma sólida contra misóginos. Tenho visto o impacto positivo dessa união no meu dia-dia.

Julia disse...

José Eduardo, que comentário massa!
Melhorou meu dia :)