terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

"NÃO ACEITO MEU NOME"

A L. me mandou este email:

Vim aqui expor meu caso porque não sei como proceder pra resolvê-lo (se é que há um jeito, já que vejo o pessoal trans* que teoricamente tem motivo pra mudar o registro civil apanhando do patriarcado e da burocracia): desde que lembro de existir, não me identifico com o meu primeiro nome civil. E, apesar de externar isso desde os quatro anos, ninguém parece dar a mínima (exceto alguns poucos amigos e a minha chefe -- mas até eles, que dizem compreender, só usam o nome que eu escolhi na minha frente ou dentro do nosso nicho, quando não "erram"). 
Há um ano adotei um nome com o qual me identifico imensamente, e o adotei nas redes sociais como primeiro nome e passei a pedir (na verdade implorar) que me chamassem por ele -- claro, tendo plena consciência de que uma mudança desse tamanho demora um tempo pra ser aceita pelas pessoas. 
Apesar de me sentir oprimida cada vez que alguém usa meu registro civil, tentei ser compreensiva com a dificuldade do pessoal de fazer a substituição, porém isso chegou ao fim nos últimos dias. Não só porque me sinto pregando para as paredes ("Aham", "Ah, mas teu NOME DE VERDADE™ é esse, aceita", "Não vou te chamar disso, vai te tratar, é o teu NOME™", "Ah, mas teu NOME™ é tão lindo", "Tu combina com teu NOME™") como também porque creio que já passou tempo suficiente pra maioria ter feito a substituição. 
A questão é que não vejo quiçá vontade dxs meus/minhas amigxs pra mudar. Felizmente fiz novas amizades, ou seja, já tenho a identidade respeitada dentro de certos ambientes, o que me faz sentir finalmente livre. Infelizmente minha família jamais vai aceitar a mudança.
O mais triste de tudo é que pesquisei N maneiras de mudar o registro civil e infelizmente é impossível, porque já passei dos 19 anos. Pensei em entrar com um processo por stress pós-traumático, mas fui orientada pela minha médica a não fazê-lo porque o perito jamais aceitaria. Conheço uma menina que conseguiu, mas o nome dela tinha a fonética parecida à de um aparelho de colonoscopia e esse argumento foi aceito (pois ela sofria bullying -- gostaria que a violência psicológica que eu sofro se configurasse na categoria). 
Já aceitei que serei obrigada a responder até o fim da vida pelo meu registro civil, que não me representa, que me soa como xingamento, que me faz sentir envergonhada toda a vez que sou obrigada a dizer "Sim?" quando alguém usa. 
Entretanto acho que tenho o direito de cobrar esse respeito das pessoas próximas a mim. É triste ver que a mudança verdadeira parece impossível até para aqueles que dizem compreender (uma minoria). Não vejo outra solução a não ser filtrar meu ambiente e me aproximar mais de quem aceita.
Sei que, quando meu relato for publicado, vou ouvir todos os clichês pra minha situação ("Isso é PrObLeMa PsIcOlÓgIcO", "Trate-se", "Baixa autoestima"), então incluo: sim, eu me trato desde sempre. Cursava e continuarei cursando em breve psicologia e além da profissional faço auto-análise há anos e não, não tem nada de não-saudável em adotar minha identidade.

Minha resposta: Me identifico com seu sofrimento. Meu nome oficial é Dolores, mas não me reconheço como Dolores. Isso foi culpa dos meus pais, que queriam colocar Lola, mas ao chegar no cartório, em Buenos Aires, em 1967, foram impedidos. Disseram pra eles que Lola era apelido de Dolores e que era espanhol, e, como era época de uma das ditaduras argentinas, isso não era permitido. Então, em vez de mudarem de nome (eu quase fui chamada de Gloria, o que acho bem bacana), colocaram Dolores, e só me chamaram por Lola. Nunca façam isso. É muito ruim ter um nome e só ser chamada por outro.
Mas tem seu lado bom. Quando recebo um telefonema pedindo pra falar com Dolores, sempre sei que é telemarketing, ou alguém que não me conhece direito. Aqui me chamo Lola. Na faculdade, na placa que tem no meu escri, está escrito Lola. Quase sempre assino meus artigos acadêmicos como Lola (tem vezes que não pode, e meu currículo Lattes está como Dolores). Tem um colega meu que me chama de Dolores de propósito. Ele sabe que eu não gosto e faz isso porque não gosta de mim (nem de ninguém).
Um amigo meu de infância quase sempre me chamava de Dolores, só pra me provocar. Eu o chamava de Bestinho. Uma chefa muito querida que tive me chamava de Dolly, e eu achava bonitinho. Tem mascu que me chama de Dolores. Não ligo a mínima pro que mascus me chamam (geralmente de coisas bem piores que Dolores).
Já pensei em trocar de nome, mas dá muito trabalho. Eu acho que eu teria justificativa se pudesse provar ser uma pessoa famosa (existem graus de fama? Eu estaria na categoria z), e provar que as pessoas que me conhecem me conhecem por Lola, não Dolores.
Acho que tem muita gente que não gosta do seu primeiro nome. Pra começo de conversa, porque não o escolheu. Li hoje que 95% das pessoas detestam o som de sua voz gravada. Claro que não deve haver 95% de gente que odeie o próprio nome, mas deve ter um montão.
Claro que isso não se compara ao sofrimento real que passam as pessoas trans. Porque o nome de registro serve para lembrar à sociedade (e à própria pessoa) de quando ela não se sentia adequada. Ano passado, na UFC, conseguiu-se o direito de que alunxs trans aparecessem já no sistema (e, principalmente, na chamada) com o nome social, não o de registro. É um avanço, pois impede que essas pessoas tenham que negociar serem chamadas por um nome que não as agride. Mas os certificados ainda vem com o nome de registro.
E a ironia é que é possível trocar de nome se ele tiver "ambiguidade de gênero" (se ele não vencer nossa ansiedade pra responder a primeira pergunta de todas: é menino ou menina?), mas pra travesti ou transexual mudar de nome, é um sufoco. Muitos juristas ainda veem esse direito como um "mero capricho", e 30% dos pedidos são indeferidos. Bom, vamos só reconhecer que, comparado à necessidade que trans têm pra mudar de nome, nosso problema de "não gosto do meu nome" é bem pequeno.
A realidade é que a sociedade dá importância demais ao nome. Fica sendo a nossa principal identidade.
Como você apontou -- e isso é incrível! -- é possível mudar de nome quando se chega aos 18 anos. Pelo que este consultor escreveu, "Dos 18 aos 19 anos há uma janela legal em que se permite a alteração do nome diretamente em cartório, sem necessidade de ingresso com ação judicial, desde que preservado o sobrenome de família já existente e comprovando nome limpo na praça, CPF e tributos pessoais em dia. A partir dos 19 anos, só permitindo-se a alteração mediante ação própria, por intermédio de advogado, apresentando um dos motivos excepcionadores considerados pela jurisprudência como juridicamente relevantes".
Também se pode trocar de nome se ele for incomum demais e for considerado grafado errado. Aí é uma ação de retificação de registro civil (mudar Maiquel ou Maicon para Michael, por exemplo, ou mesmo Cleonardo para Leonardo). Ou quando o nome causa constrangimento (e existem muitos pais cruéis ou sem noção que decidem que seu filho se chamará Adolf Hitler ou Umdoistrêsquatro ou Graciosa Rodela d'Alho). 
Os outros casos em que se pode mudar de nome são para proteção judicial (mudança de identidade em programa de testemunhas após presenciar um crime), e para incluir um apelido no nome de pessoas famosas (Luís Inácio Lula da Silva e Mara da Graça Xuxa Meneghel são os casos mais conhecidos).
Se seu caso não estiver entre essas possibilidades, como você já passou dos 19, não pode mudar de nome. Sei que estou falando igual aos seus amigos, mas você tem que aceitar seu nome. Não há algum apelido que vc goste? (eu, por exemplo, tenho justificativa para pedir que as pessoas me chamem de Lola, que é apelido de Dolores --- e, aparentemente, de vários outros nomes também). Mas se eu quisesse pedir pras pessoas me chamarem de Glória, iria ser bem mais difícil.
Agora, claro, nada impede que você peça, como você já faz, pros seus amigos te chamarem por esse nome que vc quer. Você pode dizer "meu nome é x, mas todo mundo me chama de y, e gostaria que você me chamasse assim também". E pronto. Mas procure ser compreensiva se as pessoas esquecerem. É complicado. Imagino que, dependendo da sua área de atuação profissional, pode ser difícil pedir pra colegas e clientes te chamarem pelo nome que vc quer.
Mas, nas redes sociais, que constituem grande parte dos nossos relacionamentos hoje em dia, você pode ter o nome que quiser, não?
Ou talvez vc possa adotar como plano B se tornar famosa usando seu novo nome e aí pedir pra trocar. 

Resposta da L.: Lola, acho que você não entendeu o que eu quis expressar.
Não é que eu "não goste" do meu nome. Ele me oprime desde que eu me lembro de existir. Ele é uma identidade que eu sou forçada a assumir, exatamente como uma pessoa trans*. 
Eu ABSOLUTAMENTE não estou dizendo que sofri tanta violência do patriarcado quanto uma pessoa trans*, mas que a questão de nome é questão de identidade, ou seja, deve ser tão levada a sério quanto alguém que não se identifica com o próprio gênero. Imagina quantas vezes uma pessoa transgênera teve que responder por um gênero que não era o seu, julgada por ele, cobrada por ele. Eu pass(o)ei por isso. O tempo todo. 
Com certeza seu caso é como você descreveu, mas acho que eu não me encaixo na categoria de quem "não gosta" do nome -- e, claro, você tem esse maravilhoso presente de se identificar com um apelido e creio que por isso a maioria das pessoas respeite, o que tá longe de ser a minha realidade. Mas muito obrigada pela resposta ainda assim. E acho que você já está num grau M de fama, viu?
Eu penso muito em ficar famosa usando meu nome, talvez na política? Adoro o PSOL. Um dia...

Minha resposta: Pois é, querida, não entendi mesmo, desculpe. Mas por que vc não se identifica com seu nome de registro? Será que, se vc puder provar na justiça que ele é um nome que só te traz más lembranças (que vc já foi humilhada e perseguida com esse nome), vc não pode mudar? Como vc falou, por stress pós-traumático mesmo? Será que não seria possível? 
Acho que vale a pena tentar. Fica muito caro esse processo, vc já se informou?
Putz, como é que vc foi deixar passar seus 18 anos pra tentar mudar de nome?! Sabe que eu nunca tinha ouvido falar nessa brecha jurídica dos 18 aos 19 anos? Quando eu publicar o post, o que vai ter de jovem querendo mudar de nome não vai estar no gibi!

Resposta da L.: Minha psiquiatra disse que iam requisitar perito e eu ia gastar horrores. Eu JAMAIS saberia dessa regra dos 18 anos, juro, descobri faz pouco tempo, sempre tinha lido em todos os lugares que ninguém podia e ponto, inclusive quando contei isso pra minha psiquiatra ela não acreditou (nem ela conhecia essa coisa absurda). Que bom que lendo o post muitxs saberão a tempo! 
Acho que vai lotar os cartórios do Brasil! Isso vai te dar o necessário pra se configurar famosa! Dedos cruzados.

141 comentários:

MCarolina disse...

Mesmo entendendo que a autora se sente mal e oprimida pelo nome, não dá para entender o porquê. Ainda mais porque aparentemente não é um nome que causa constrangimento, é só um nome que ela não gosta. Ainda sem saber o nome, meio que nem dá para opinar.Achei a história meio confusa.

Anônimo disse...

Supondo que o nome civil e convencional qual a diferença entre "não gostar" do nome e se sentir oprimida por ele? Não seria só uma diferença quantitativa mas não qualitativa?

Vivi disse...

Como ela não diz que nome é esse eu fiquei aqui imaginando.. Será que é um nome tido como masculino? Ou ambíguo?..

Anônimo disse...

Lola, querida, como eh mesmo essa historia dos 18 aos 19 anos? A pessoa perde o direito de mudar quando completa os 19, ou so quando completa os 20?

Anônimo disse...

É, entendo que pra compreender melhor a história dela a moça teria que explicar mais detalhadamente.

Mas em termos sociais, não vejo porque teus amigos e familiares não respeitariam o nome com que tu te identifica, parece mais babaquice deles mesmo. Se tu já explicou como te sente e etc., querer continuar te chamando de um nome que te faz sentir mal é muita falta de empatia.

No meio profissional com certeza deve ser mais complicado, dependendo do teu grau de liberdade e "oficialidade".

Meu avô se chamava Guiomar, mas não fiquei sabendo porque ele não gostava do nome dele, e gostava muito do nome Fernando, então era assim que ele se apresentava para as pessoas. No geral, todos os amigos e clientes dele chamavam ele pelo nome com o qual ele se identificava, não sei porque foi sempre tranquilo isso pra ele e pras pessoas a sua volta. Agora me veio a dúvida em saber como ele assinava documentos.

Certamente tu já tentou implementar o teu nome no teu espaço profissional e não deu certo. Acho interessante se questionar por que não? Por que teus colegas não aceitariam uma mudança (na minha visão, simples) na maneira de te tratar para tu te sentir melhor?

Anônimo disse...

Alguém q entende de Direito para confirmar essa brecha dos 18-19 anos? Porque no link postado não foi citada nenhuma fonte para comprovar a afirmação.

Aguardo confirmação.

Helen Pinho disse...

concordo com os comentários anteriores que a história ficou meio confusa, não dá pra entender bem o porque o nome causa tanto sofrimento.

--

minha mãe é (re)conhecida pelo apelido > neca, que não tem qualquer relação com o nome de registro > iracema. ela se apresenta assim, todos chamam ela pelo "apelido", acredito que quase todos acham que é o nome mesmo. daí é aquela coisa quando chamam ela de iracema sabemos que é encrenca hahahaha nunca vi ela tendo dificuldade nesse campo, também acho desnecessário as pessoas se apegarem tanto no nome e registro do outro.

Cyberia disse...

Sou servidora e uma vez atendi uma pessoa que mudou o nome de Sebastiana para Tania. Apelido pode? Ou sera que ela comprovou só ser conhecida como Tania? Pq Sebastiana não eh vexatorio nem nada...

Anônimo disse...

O nome é nosso mas n fomos nós que escolhemos,então,todo mundo deveria poder mudar de nome se quiser,sem esse limite ridiculo dos 18 aos 19 anos,depois disso n pode pq? Palhaçada demais.
Tive sorte pq eu gosto do meu nome mas tem muita gente sem noção que coloca nomes horriveis nos filhos,nomes tirados sei lá de onde,uns pegam metade dos nomes dos pais e juntam,imagina a beleza que deve ficar.

Anônimo disse...

No meu caso a culpa foi do meu pai, o meu nome seria Michelle ou Gabriela mas o meu pai foi na frente e colocou Itamara para combinar com o nome dele que é Itamar, quando eu tiver 18 anos vou tentar mudar o meu nome para Samara que é um nome que eu sempre gostei.

Patty Kirsche disse...

Bem interessante, é a mesma situação pela qual eu passo. Parece que meu pai está exercendo poder sobre mim quando me chama pelo nome que ele escolheu, pois faz questão de deixar claro que não dá a mínima pra como eu me sinto.

Mas essa é a cultura do Brasil. O povo brasileiro é muito apegado ao primeiro nome. Mesmo pessoas com nome duplo, a galera quer chamar só pelo primeiro, é incrível. Até personagens; vejo gente escrevendo pela net Isabella Swan ou Clarissa Fray. É ridículo.

Mas, na maioria dos países, o importante é o nome de família. Quem não tem intimidade se dirige a nós por ele. Por isso ninguém dá a mínima pra chamar por nome dado inteiro. Nos EUA até existe o termo "short", para apelidos mais comuns de determinados nomes. Vc já se apresenta dizendo "I prefer ___" e pronto.

Meu conselho pra vc é o seguinte: selecione melhor suas amizades. A gente separa o joio do trigo pelo respeito que as pessoas demonstram. Se uma pessoa não consegue respeitar uma questão tão básica quanto essa, deve ser pq ela realmente não presta muita atenção em vc, né?

Vai ter gente que vc vai precisar tolerar por questões profissionais. Aí tente encarar como um obstáculo, depois siga em frente. Como eu tb sigo carreira acadêmica, sei bem do que a Lola fala. Vou apresentar trabalho em congresso, vc acha que adianta falar que sou conhecida por tal nome? Nem... é situação "formal". O Brasil tem uma fantasia cultural que entende "apelido" como demonstração de intimidade, o que nem sempre é verdade.

Deixa só eu fazer uma correção, Lola. A gente não precisa ter fama pra alterar os nomes dados por apelidos. Basta que o apelido seja "notório". Ou seja, é só levar as provas de que a gente é conhecida assim e pronto.

Anônimo disse...

Sem as explicações do pq ela não gostar do nome. Parece muito um post "Classe média sofre".

Mariana de Lacerda disse...

Quando casamos podemos mudar de sobrenome. Será que não podemos mudar o primeiro nome também? Eu conheço duas pessoas que tinham nome duplo (tipo Flávia Alessandra) e odiavam, e quando casaram, tiraram o segundo prenome, ficando um nome simples (só Flávia). É a outra janela que temos para mudar, e talvez dê para mudar o prenome, sim, ou pelo menos acrescentar. Tipo, se você se chama Epaminondas, e odeia, acrescenta outro nome quando casar, e vira Mário Epaminondas, e faz todos te chamarem só por Mário. Se eu estivesse tão desesperada quanto você, eu apelaria para isso. Casava, nem que fosse para me divorciar em seguida (e, óbvio, com separação total de bens para não dar treta nenhuma). Espero ter ajudado.

Fabi disse...

Este artigo que parece bem fundamentado em lei explica bem as possibilidades de alteração de nome
http://www.recivil.com.br/preciviladm/modulos/artigos/documentos/Artigo%20-%20Do%20princ%C3%ADpio%20da%20imutabilidade%20do%20nome.pdf

Anônimo disse...

Aaah eu não sabia dessa brecha dos 18 aos 19, agora eu já tenho 20.

Gedai disse...

Bom, acho que é a primeira vez que comento, mas estou sempre por aqui! Meu nome é muito diferente, afinal quantas Gedaiany`s vocês conhecem??
Apesar de não querer mudar por estar muito acostumada eu tive de desenvolver um certo jogo de cintura para me apresentar e aguentar as piadinhas.
Acho que essa questão de aceitação é muito complicada e que as pessoas em volta não fazem nem ideia de como é conviver com algo assim, no meu caso pra melhorar eu tenho um leve problema de dicção - acho que já causado pelos anos de vergonha que senti até aceitar o nome - e as vezes o G não sai, então a pessoa nao entende, me chama de Daiany e eu fico brava rs. Outra coisa péssima é quando as pessoas perguntam: mas vc não tem um apelido? ou, Posso te chamar de Ge? - A vontade que dá é responder: não você não pode! Eu nem te conheço!
Enfim, só um desabafo mesmo. À amiga do guestpost, como você é relativamente nova, pode ser que um dia não ligue mais, e que aprenda como eu a conviver com isso, OU então a corrigir as pessoas na tora em relação ao nome que você quer ser chamada.

Fernanda disse...

Também achei que ficou dificil criar empatia porque ta tudo no terreno do imaginario (para os leitores)... Não é muito facil imaginar como um nome pode oprimir uma pessoa (se ele esta dentro do considerado "normal", ou seja, se não é do gênero oposto, ou ofensivo, ou ambiguo).

Enfim, de toda forma, autora do post, tomara que seu novo nome cole de vez! E, se for o caso, continue explicando para as pessoas (acho que a maneira delicada pode ser eficaz) que você prefere ser chamada deste novo nome. No final, você vence pelo cansaço. Eu sei porque sou professora de linguas e às vezes corrijo quatro mil vezes a mesma palavra, até que o aluno acaba aprendendo. Descondiciona uma coisa e condiciona outra. Basta ter paciência.

Anônimo disse...

Conheço uma história bem parecida (quem sabe não é a mesma?), recentemente encontrei uma ex-colega de escola que pediu para chamá-la por um nome diferente do com o qual a conheci, aceitei de boa. Não entendo pq essas pessoas que convivem com ela não podem aceitar sua escolha...

Andréia disse...

Se a autora não dispõe de recursos financeiros para arcar com o processo judicial, pode solicitar AJG - assistência judiciária gratuita. Assim, estaria livre de todas as custas processuais, pagando apenas pelo advogado.
Se não puder pagar por um advogado, pode procurar a defensoria pública, onde não terá custo algum.

Nelia disse...

Nesse outro link alguém que comenta cita a Lei que dispõe sobre essa "janela" dos 18 aos 19 anos: http://jus.com.br/forum/12637/troca-de-nome-improprio-como-mudar-meu-nome/.
Aqui um trecho do comentário:"De acordo com a redação do art. 56 da Lei nº 6.015/73 da LRP, relata que a pessoa que quiser mudar o seu prenome poderá alterar desde que,essa alteração seja feita no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil (dos 18 aos 19 anos). Esse artigo tem prazo de validade e só é válido naquele espaço de tempo, caso ocorra a perda de prazo, perderá para sempre. Ou seja, após completados os 19 anos, o artigo 56 não será mais válido. Caso tenha 18 anos, não será preciso argumentar dizendo o motivo pelo qual irá alterar, só terá que provar a boa-fé."

vbfri disse...

art. 56, L. 6015/1973: O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família...

O detalhe é que o que a gente chama de nome, a lei chama de prenome. o nome, na verdade, é o que chamamos de sobrenome.

Se você, ainda que não seja famosa, for conhecida por outro nome, você pode acrescentá-lo ao seu nome. Ex. a Lola, ainda que não seja famosa, pode acrescentar o Lola. Ficaria Dolores Lola. Se você se chama Maria e é conhecida como Mara, pode colocad Maria Mara. Em regra, que eu saiba, pode-se acrescentar o nome, não MUDAR o nome (exceto em casos excepcionais, de exposição ao ridículo, etc).
Se você acha o seu nome feio, pode incluir outro e solicitar ser chamada por esse nome... É o que o Pele, a Xuxa, o Lula fizeram... e nenhum tem nome feio. E eles não ganharam isso por serem famosos, mas por serem comhecidos por aquele nome.
Minha irmã se chama Beatriz, mas todo mundo a conhece por Bia. Difícil ver alguém chamando ela de Beatriz (que é um nome lindo). Se ela NUNCA usasse o Beatriz (só usasse Bia) e fosse conhecida pelos amigos por Bia, apenas, poderia incluir esse apelido ao nome, entende? Mesmo sem ser famosa.
A facilidade maior é dos 18 aos 19, pq vc faz no cartório. Depois só na justiça.
E não precisa ser tão bem fundamentado assim... Basta pegar um juiz mais gentil, que compreenda que o nome, ainda que socialmente aceitável, pode ser uma violência contra a pessoa.
Eu não gosto do meu primeiro nome. Gosto ainda menos do segundo nome... mas tb nunca me esforcei pra ir lá mudar, pq meus dois nomes são homenagens a bisavós e eu geraria um tremendo alvoroço familiar se mudasse alguma coisa... Então preferi manter tudo... mas super dou apoio a quem quiser mudar de nome...
bjs

RAQUEL LINK - me falaram que ia ter bolo disse...

Uma coisa que eu não entendo é como essa janela dos 18 aos 19 não é mais divulgada.

É um direito da pessoa ao atingir a maioridade mudar se quiser. Afinal, se eu posso mudar de sexo, porque não posso mudar de nome mais facilmente?

Sem tem que provar mil vergonhas. É um direito meu, não gostar do q meus pais escolheram.

Acho errado inclusive a obrigação social que existe do batismo. A pessoa deveria poder crescer e escolher também.

Enfim, sociedade e suas obrigações.

Ana Carolina disse...

A janela para mudar de nome sem maiores justificativas é de 18 a 19 anos mesmo e só. Ou "no período de um ano após a maioridade". É justamente para casos como o da autora, de gente com sérios problemas com o nome, possa mudar quando se torna maior de idade.

(po, Lola, quando falou de revolução nos cartórios pensei que fosse algo para a situação das pessoas trans*, mas é minha visão de quem trabalha com isso e sabia que se podia mudar o nome. Aliás, tem é de divulgar mesmo. Tem de falar nas escolas. Porque as pessoas podem fazer isso da maneira fácil e não fazem porque NÃO SABE POIS NINGUÉM CONTA. Enfim).

L:
É possível mudar de nome pela via judicial se você comprovar o constrangimento com seu nome. Não vai ser fácil nem garantido, mas é possível. Conheço alguns casos, inclusive de gente conhecida pelo nome A mas registrada com o nome B, ou de nomes ambíguos. Mas é batalha judicial, né, com resultados incertos...

Bruno disse...

Anônimo de 13:31, esta previsão citada no post consta da Lei de Registros Públicos (lei federal 6.015/73), em seu art. 56:

"Art. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa."

Sobre as hipóteses de mudança de nome é de se acrescentar uma coisa, sobre a alteração dos nomes por apelidos famosos, não se mede grau de fama. O fato do apelido ser notório - como no seu caso Lola, em que todos te chamam assim e até a placa do escritório está grafada assim - já se autoriza não só que você incorpore no nome o apelido mas também que substitua o seu nome "Dolores" por "Lola".

As decisões dos tribunais (papo técnico: jurisprudência) têm abrandado a regra e permitido a mudança foras das hipóteses que a lei trata, quando se considere que há um motivo relevante para a mudança e que ela não é um mero capricho. Uma decisão recente permitiu a mudança de nome de um rapaz que tinha o mesmo nome do pai, porque este pai tinha sido afastado do lar por violência doméstica e depois abandonou a família.

O processo normalmente é simples. Eventualmente se a autora do guest post alegar motivos psicológicos o juiz pode sim requerer uma perícia, mas pode ser que baste um laudo da sua própria terapeuta. Ainda assim, se você não tiver boas condições financeiras pode pedir os benefícios da justiça gratuita e não terá que pagar a perícia.

Ana Carolina disse...

Aliás, um adendo ao comentário, se a L comprovar que o nome a causa dor, danos psicológicos, que ela não se identifica, fica razoavelmente mais simples o processo. Claro que depende na mão de quem cair o processo, mas não é causa perdida não. E se não puder contratar advogado, a defensoria pública poderia representá-la. Enfim.

Anônimo disse...

Dizer que o problema é de fundo psicológico não significa que a melhor solução seja necessariamente a psicoterapia. Nem tudo dá para arrumar dentro da nossa cabeça, muito menos em tempo hábil para se começar a viver direito... então, se dá para arrumar o que está fora da cabeça sem prejuízo para ninguém, por que não, né? Espero que você consiga vencer a burocracia um dia.

Anônimo disse...

Acho que ela não se sente bem com o nome porque o nome não se identifica com o gênero com o qual essa se identifica. Cyberia, Tania é um nome, geralmente escrito como Tânia, e não um redutivo de Sebastiana. Se fosse, seria Tiana, e não Tânia. E se a pessoa passou por situação vexatória com esse nome, ela tem direito e ninguém deveria/precisa questionar.

Anônimo disse...

Para quem ficou com dúvidas, o prazo é de 1 ano, dos 18 aos 19. Depois disso só por via judicial.

Lei Nº 6.015/73, Art. 56.

http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6015.htm

Anônimo disse...

Em relação ao texto, apenas para esclarecer, o artigo 56 da lei 6.015/73 prevê: O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa.

Então, pela interpretação do artigo após decorrido um ano da maioridade civil, isto é dos 18 aos 19 anos, não seria mais possível a troca do nome.

Mas o art. 57 da mesma Lei prevê a possibilidade de troca do nome fora desse período, desde que seja feita audiência com o Ministério Público e que a troca seja motivada, ficando a critério do juiz deferir ou não.

Dessa forma, é possível a troca do nome desde que se comprove o constrangimento após os 19 anos, tanto que os transsexuais que conseguem o direito à mudança do nome em geral já ultrapassaram essa idade.

Então, no caso da autora do guest post, se o nome a incomoda tanto acho que o melhor seria ao menos tentar a mudança na Justiça, comprovando para tanto o constrangimento que o nome traz a ela em relação à própria identidade.

Drica disse...

Lolinha, Ri demais das imagens que colocaste para ilustrar o post. Foram bem oportunas. Te adoro! Drica

Anônimo disse...

gostaria de opinar e até indicar advogado, mas nao entendi a historia.

ermenegilda.

Lígia disse...

Para os que pediram fontes, aí vai um link para uma página do Senado Federal.

http://www.senado.gov.br/noticias/jornal/cidadania/mudardenome/index.html

Acho que se fosse provado que a pessoa não está tentando fugir de compromissos financeiros ou jurídicos, mudar de nome deveria ser uma coisa mais simples.

Afinal, como falaram por aí, o nome é nosso, é uma marca da nossa identidade, mas quem escolheu não fomos nós.

Fica difícil mesmo entender o caso da moça... sem saber qual é o nome dela ou pelo menos o porque dele causar tanto sofrimento.

Boa sorte!

Livia Siqueira disse...

Gente, essas regras estão na Lei de Registros Públicos:

"Art. 56. O interessado, no primeiro ano após ter atingido a maioridade civil, poderá, pessoalmente ou por procurador bastante, alterar o nome, desde que não prejudique os apelidos de família, averbando-se a alteração que será publicada pela imprensa.

Art. 57. A alteração posterior de nome, somente por exceção e motivadamente, após audiência do Ministério Público, será permitida por sentença do juiz a que estiver sujeito o registro, arquivando-se o mandado e publicando-se a alteração pela imprensa, ressalvada a hipótese do art. 110 desta Lei.
§ 1º Poderá, também, ser averbado, nos mesmos termos, o nome abreviado, usado como firma comercial registrada ou em qualquer atividade profissional. (...)

Art. 58. O prenome será definitivo, admitindo-se, todavia, a sua substituição por apelidos públicos notórios.
Parágrafo único. A substituição do prenome será ainda admitida em razão de fundada coação ou ameaça decorrente da colaboração com a apuração de crime, por determinação, em sentença, de juiz competente, ouvido o Ministério Público."

Só que essa história de que vc pode fazer o que quiser com seu nome aos 18 anos não é verdade. Tem um outro artigo na LRP, que agora me foge e estou sem tempo para ficar procurando, que estabelece que todas as mudanças no registro têm que ser fundamentadas.
Na prática, posso dizer que a única coisa que já vi foi gente conseguir ACRESCENTAR nome, não excluir (independente da idade). A menos que o nome a expusesse ao ridículo, claro.

Confesso que achei esse guest post muito curioso. O nome da autora não a expõe ao ridículo, é isso? Tipo, ela se chama Laura e se identifica como Bruna, algo assim?

Caroles disse...

Achei estranha essa história. Me parece que ela simplesmente não gosta do nome dela, não que é um nome "ofensivo" ou sei lá. Creio que se é esse o caso, trocar de nome não é tão difícil. Minha mãe conheceu uma mulher que até ter dinheiro para pagar advogado e tal se chamou oficialmente AVAGINA. Sim, e quando ela entrou com o processo de troca foi bem rápido, porque não foi difícil para ela provar que o nome causava constrangimento. Sei lá, não que eu não me sinta mal pelo sofrimento da moça, mas acho que esse é um caso de superar e aceitar o máximo possível.
Lola, eu gosto de Dolores, me lembra Lolita :) e acredite se quiser, eu sempre pensei que se tivesse uma filha colocaria o nome de Lola, mesmo antes de conhecer o bloguinho!

Anônimo disse...

O que tem de errado com Graciosa Rodela d'Alho???
Não saquei a malícia....

Anônimo disse...

Também sofro com o meu nome, sempre quando alguém me pergunta, tenho que repetir varias vezes e ainda assim a pessoa não entendi. Achava ruim, mas agora nem ligo. Sou a única da minha cidade, tenho certeza.

Anônimo disse...

Por algum acaso vc tem albinismo e se chama Albina? Pq sério, fiquei imaginando aqui N situações, e só consegui pensar nessa.

Anônimo disse...

Não entendi direito. Ela nnão gosta do nome ou o nome causa vexame?

Pareceu q só ela não gosta do nome...

Anônimo disse...

Também não entendi qual o problema da moça com o nome dela?
Se o nome dela não é feio,não é constrangedor, ela não sofreu bulliyng por causa dele, o que rolou então??

Um nome não tem uma 'carga' embutida que você deve carregar automaticamente... ok, alguns remetem a personalidades famosas, em geral a santos e anjos, sei lá... mas se for um nome relativamente comum, ninguém tem expectativa que você seja igual a, sei lá, o anjo Gabriel...

As pessoas trans são oprimidas por seus nomes porque eles carregam a carga do gênero que esse nome remete, então é mais complicado.

Já pensou se as pessoas pudessem mudar de nome indiscriminadamente? Como seria para a ordem social? Registros de imoveis, de casamento, de vagas em universidades, de responder por crimes? Acho que teríamos que ter um mega sistema biométrico no mundo, sincronizado... daí vc coloca sua digital e aparece seu 'nome mais recente'...

O que sei da legislação é que mesmo quando o nome é constrangedor, você não pode escolher um novo nome aleatoriamente... tem que ser algum pelo qual você seja notoriamente reconhecido. Uma vez lidei com o caso de uma mulher que chamava Hellmans (como a maionese), e ai ela estava entrando com um pedido para chamar alguma coisa como "Reuma", porque era como ela era conhecida.

Espero que você tenha algum êxito na sua tentativa de mudar de nome, ao menos com os seus colegas.
E se você conseguir explicar melhor o porque vocêe se sente oprimida por seu nome, eu gostaria de ouvir!

Abraços

Aninha disse...

Acho que ninguém deve sair por aí menosprezando a dor de alguém.

Se entrar com uma ação é complicado e ela tem que carregar o fardo do nome oficialmente, paciência, mas as pessoas ao seu redor que se importam com ela deveriam pelo menos abolir o nome de registro. Muita sacanagem continuar usando.

Anônimo disse...

"porque eu me chamo isso e não me chamo aquilo? Porque é que o jacaré não se chama crocodilo?

Eu não gosto de meu nome, não fui eu quem escolheu. Eu não sei porque se metem com um nome que é só meu.

O neném que vai nascer vai chamar como o padrinho, vai chamar como o vovô, mas ninguém vai perguntar o que pensa o coitadinho.

Foi meu pai quem escolheu, que meu nome fosse aquele. Mas isso só seria justo, se eu escolhesse o nome dele.

Quando eu tiver um filho, não vou por nome nenhum. Quando ele for bem grande, ele que procure um."

Decorei na 4ª série.

Anônimo disse...

Sou advogado. O caso descrito está vago demais para que eu possa opinar, mas é certo que o seu nome pode ser alterado se te causa qualquer situação vexatória. Aliás, nos registros de nascimento qualquer nome que exponha a pessoa ao ridículo deve ser barrado. Porém, você alega que "não se identifica" com o seu nome. Você NÃO pode mudar ele por esse motivo.

Com todo respeito a você, sou forçado a concordar com a lei nesse ponto. "Não se identificar" com o nome, sem uma situação concreta, torna subjetiva demais a mudança, e isso pode ser um perigo para o ordenamento jurídico. Imagine quantas pessoas mal intencionadas se aproveitariam disso para "sumir"?

Não vislumbro ser possível alterar o nome desse jeito, ao menos que você consiga de fato comprovar que seu nome gera efeitos negativos na sua vida e na sua imagem.

donadio disse...

"Alguém q entende de Direito para confirmar essa brecha dos 18-19 anos? Porque no link postado não foi citada nenhuma fonte para comprovar a afirmação."

Eu não "entendo de direito", mas acho que o site do Senado entende:

http://www.senado.gov.br/noticias/jornal/cidadania/mudardenome/index.html

"todo mundo deveria poder mudar de nome se quiser,sem esse limite ridiculo dos 18 aos 19 anos,depois disso n pode pq? Palhaçada demais."

Se não houvesse estelionatários e outros tipos de pilantra no mundo, seria mais fácil.

"Tive sorte pq eu gosto do meu nome mas tem muita gente sem noção que coloca nomes horriveis nos filhos,nomes tirados sei lá de onde,uns pegam metade dos nomes dos pais e juntam,imagina a beleza que deve ficar."

O problema é que gosto é gosto. Houve época em que os cartórios impediam esse tipo de coisa, o que significava menos Roberlaines ou Maicossuels no mundo. Mas também significava que você não podia batizar sua filha de, por exemplo, Anamaria. Uma situação assim perdura em Portugal, onde não se pode colocar nos filhos nomes como Taís ou Ivan... tenho lá minhas dúvidas se isso é melhor (ainda mais considerando que temos uma população vinte vezes maior que a de Portugal, portanto precisamos de fato de mais nomes).

Renata R. Soares disse...

Meu nome é Renata e eu odeio meu nome. Meus amigos só me chamam de Lori, minha família me chama de Nini, algumas pessoas me chamam de Erre (R), q eu gosto.

Qdo me chamam de Renata a pessoa tem q persistir umas 18 vezes até q eu perceba pq eu desacostumei tanto q nem sinto q estão falando comigo. Mas não me incomoda tanto assim, atendo da mesma forma q atendo qdo me chamam de Fernanda ou Roberta.

O q eu tenho a dizer pra autora do texto é q se não for possível mesmo mudar, vc pode parar de responder qdo te chamam pelo nome errado. Eu não fiz isso intencionalmente, mas já percebi q as pessoas perdem a paciência e passam a te chamar pelo nome q vc atende em pouco tempo.

Julia disse...

Impliquei com o meu nome até quando eu tinha uns 8 anos. Tudo porque não conhecia nenhuma criança com o mesmo nome que eu. Daí deduzi que meu nome era estranho. Só quando cresci mais descobri que não era, só estava fora de moda na época. "Juliana", uma derivação de Julia é que estava bombando do nos anos 80. .

Hoje em dia AMO meu nome. Tanto é que se um dia tiver uma filha ela se chamará Julia também. Tanto menino que tem o mesmo nome do pai, por que não o da mãe?

Anônimo disse...

Eu tenho um nome diferente, que causa curiosidade nas pessoas e essa "curiosidade" me incomodava quando era criança, mas, depois, na adolescência e na vida adulta acabei aprendendo a lidar com isso.

Quando a reação ao meu nome é positiva (elogio, sorrisos, etc) eu sempre sou simpática e explico a origem.

Quando a reação é negativa (piadinhas, estranheza, etc) sempre faço a minha típica cara de c* e a pessoa se toca que está sendo mal educada e intrometida. E nem me dou ao trabalho de explicar a origem dele.

Eu um nome composto por 4 (sim, quatro) e tem um deles que eu realmente não gosto e me recuso a atender por ele. E é o que a minha mãe mais gosta, hahahahahaha. Uma vez eu falei que não gostava e ela ficou ofendida, mas eu disse que quem tem que gostar sou eu, porque sou eu que convive com ele, hahahahha. Ela ficou triste, mas fazer o quê, né.

Walison Douglas disse...

Pra quem não entendeu.
Como ela é uma mulher trans, provavelmente, seu nome no RG é masculino e as pessoas a chamam por esse nome. Isso a constrange e a oprime sobre seu gênero, uma vez que ela é uma MULHER e não deveria ser chamada com nome masculino.

Ana (nome ficticio) disse...

Vou aproveitar o gancho e contar minha história.

Tenho 2 nomes. O primeiro é um nome em inglês, bonito. O segundo é um nome italiano mas razoavelmente comum no Brasil.
SEMPRE fui chamada, desde bebê pelos meus familiares pelo meu segundo nome.

Quando na escola, a partir dos 11 anos eu me lembro de ter me tornado uma menina extremamente tímida. O que significa que pronunciar e posteriormente soletrar o meu nome em alto e bom som pra toda a sala ouvir e os professores entenderem a pronúncia, era um suplício pra mim.

Meus colegas meninos e meninas) perceberam essa minha insegurança em relação à meu primeiro nome e passaram a tirar sarro de mim. Eu sempre pedia a meus colegas pra me chamarem pelo segundo nome e até mesmo escrevia meu segundo nome nas provas e trabalhos, já que o professor sempre se guiava pelo número do aluno nas correções.

Esse bullying dos colegas, era diário, semanal, mensal, durou até os 15 anos, quando TIVE que mudar de escola por causa dos efeitos de anos desse bulliyng (na época não se falava desse termo). Eu simplesmente não conseguia ficar em paz na sala de aula, prestar atenção e minhas notas eram péssimas. Tais alunos riam de mim à qualquer hora, me cutucavam, mexiam nas minhas coisas e me ameaçavam me chamar pelo nome que eu não gostava e assim chamavam fazendo gozação. Num dado momento (na fase dos 14 anos) eu simplesmente cansei e passei a responder grosseiramente aos meus "bullynadores". Fui à diretoria várias vezes por isso. A diretora achava que era frescura Ela pegou raiva de mim (aquela aluna com notas ruins e agressiva!). Meus pais foram à escola diversas vezes porque num dado momento meu comportamento ficou rebelde demais! Sempre me perguntava: "falar grosseria a quem me ofende é proibido mas perseguir os outros não? Claro, meus "inimiguinhos" tinham notas ótimas, eram lindos, filhos de "tal pessoa" e " super educados" aos olhos da diretora, elesnunca me fariam mal.

Resumindo: Só fiquei em paz qdo mudei de escola (meus pais tiveram que me trocar de escola porque eu simplesmente me recusava a voltar lá!) na nova escola, na facul, nos meus jobs e quando me inscrevo num curso, uso sempre meu segundo nome.
Meus pais nunca souberam que sofri bullying pelo nome e acho que nunca entenderiam, mas foram anos negros na minha vida, tudo por causa de um nome!!

Nunca fui chamada pelo primeiro nome pelos meus parentes e amigos, quando PRECISO dizê-lo, é necessário soletrar ao atendente, o que demora um tempo.
Eu adoraria RETIRAR esse nome dos meus documentos. Mas tantos anos depois do bullying, como vou provar que ele afetou negativamente minha vida? Como vou provar que ninguém me chama por ele? Como vou provar que esse nome me deixou feridas?
Repito: não é um nome feio, é um nome difícil de pronunciar e escrever. Mas que eu preferia não tê-lo.
Não entendo como em nosso país não há uma lei pra casos como o meu...

Anônimo disse...

Classe média sofre.

Pâmela disse...

Vc é daquelas que se chama Shana, né?

Anônimo disse...

Quando eu era pequena também odiava meu nome (Gabriela). Assim como a Júlia eu achava que era um nome inventado e atormentei minha mae por isso (ainda mais quando eu descobri que meu pai queria que eu chamasse Marina). Mas depois eu cresci e passou. Também não entendi muito o caso. Pelo que ela conta fiquei achando que no mínimo ela se chama Adolfa Hitler ou algo muito vexatório. Se for esse o caso, dá para mudar e, se não der, pelo menos seus amigos deveriam respeitar. Conheci uma moça chamada Escolástica, mas todos a conheciam por Tuca, inclusive no trabalho. Também trabalhei num escritório em que a secretária era conhecida por todos como Daniela mas esse não era seu nome verdadeiro (que eu nem sei qual era porque ela não contava pra ninguém e eu jamais tive curiosidade de fuçar em algum documento dela pra saber). Se vc prefere ser chamada por outro nome, não vejo problema nisso.

Anônimo disse...

Eu acho q ela se chama Linda, pq eu sempre achei esse nome bemmmm opressor, e como começa com L...

E tbém tenho nome estranho. Na verdade muda uma letra de um nome comum, mas é incrível como as pessoas conseguem entender tantas outras opções. Eu até pensei em entrar na justiça pra trocar pelo mais comum, mas como sou chamada pelo apelido por todo mundo q importa e o nome comum rimaria com o sobrenome, ficando estranho também, deixei pra lá.

Mas eu se fosse a autora iria atras de qq meio q me desse esperança de mudar algo q me incomoda tanto.

lola aronovich disse...

Pessoas queridas, obrigada por darem algumas informações. Então, pelo que entendi, qualquer pessoa que não tenha ficha criminal ou ficha suja pode mudar de nome sem grandes burocracias entre os 18 e 19 anos. É algo muito importante e que pouquíssima gente conhece. Eu, por exemplo, nunca tinha ouvido falar nisso. Espalhem, porque acho que tem muita gente insatisfeita com o nome, que também não sabe dessa possibilidade de mudança. Depois que a pessoa faz 19 anos, só pode mudar em alguns casos (que eu coloquei no texto). Eu incluí vários links no texto, é só clicar. E aqui nos comentários as pessoas complementaram.
Sobre o email da L., fiquei mais tranquila ao notar que não fui a única que não o entendi. Ele está meio abstrato mesmo. Mas não, L. não é uma pessoa trans (a gente fala nisso só pra pontuar que trans têm motivos mais importantes pra querer mudar de nome). O nome de registro da L. é completamente comum (e muito bonito). Digamos, sei lá, Tatiana. E ela quer mudar pra, por exemplo, Laura. Não é um nome incomum ou que cause constrangimento nem nada. Só que, pelo que entendi, é um nome triggering pra ela, um nome que ela associa com experiências ruins. Por isso ela gostaria de mudar de nome. Bom, eu acho que deveria ser permitido. Entendo que a gente não possa mudar de nome o tempo todo, mas pelo menos uma vez na vida, por que não?

Mari R disse...

Eu sou muito ligada em nomes. Gosto de saber o significado, pesquisando histórias e fico escolhendo nomes para os 15 filhos que provavelmente nunca terei.

Eu realmente não entendo todas essas regras para mudar o nome. Se estiver tudo ok com a justiça e esperando um tempo mínimo para ver se não aparece nada relativo à isso, pq a pessoa não poderia mudar o primeiro nome? Essa questão não é algo que o estado devia controlar. Aliás, questiono até a tal lei que proíbe nomes vexatórios. Até pq têm muito cartório que, na onda, proibem tb nomes exóticos. Padronizar os nomes de um país inteiro é realmente necessário?

Elaine Pinto disse...

Acho que é um pouco confuso mesmo, para quem já conhece a pessoa por um nome, passar a chamá-la por outro. Mas se a pessoa faz questão, acho que eu faria um esforço para chamá-la do nome que ela preferir.

Estou com um pouco de dificuldade de compreender o problema do nome pois ele é omitido do relato.

Anônimo disse...

L querida, não sei se ajuda, mas não fale o seu nome de registro para as pessoas, comece a se apresentar sempre com o nome que você escolheu. Eu faço isso e poucos amigos antigos sabem meu nome registrado. Até mesmo no trabalho, só a chefe sabe o meu nome, mas disse que gosto mais de usar o outro, e ela entendeu, e já me apresentou ao resto da equipe com o nome que escolhi.

Anônimo disse...

Como já foi dito em um comentário anterior, a questão da alteração do nome vem sendo tratada de forma mais flexível pela jurisprudência.

Eu já "ganhei" uma ação judicial em que a pessoa pedia para modificar o nome porque achava que ele era muito extenso (eu não achava isso, mas o nome não era meu, enfim...).

O fundamento da minha ação era que o nome compõe os direitos da personalidade e deve refletir a identidade da pessoa.

Existe um certo interesse público em que as pessoas não fiquem trocando de nome porque isso poderia servir para tentar escapar de responsabilidades (civis ou penais).

Então, no fundo, é uma questão de demonstrar que o pedido não é leviano e não tem por objetivo fugir de obrigações.

No caso da autora do post, não sei se ela já procurou um advogado ou uma Defensoria Pública para tentar resolver a questão.

Mas, se ela detesta tanto o nome, me parece que ela deve tentar.


Mônica disse...

Não sei se já teve algum post falando de mulher adotar o nome do marido e vice-versa.

Ia adorar ver um post assim. Acho que daria uma boa discussão. Bem melhor que esta daqui.

Eu particularmente acho que colocar o nome do marido aceitar uma marca de propriedade. Me incomodaria muito. Só colocaria se ele colocasse o meu. Mas prefiro não porque não gosto de nomes longos.

Acho que no Brasil as pessoas têm mania de nomes compridos. Mas agora já estou fugindo do assunto.

Enfim, gostaria de saber o que as pessoas pensam a respeito.

lola aronovich disse...

Monica, tô devendo um post sobre isso faz séculos. Sério mesmo, pelo menos 5 anos. Tenho tudo anotadinho, só falta escrever. Vou escrever! Obrigada por lembrar. É um tema importante sim.

Livia Siqueira disse...

Como eu disse no meu comentário anterior, Lola, o nome NÃO pode ser mudado da forma como a pessoa bem entender aos 18 anos.
Essa regra dos 18 anos serve mais para alguém que queira acrescentar o sobrenome da mãe ou mudar um nome claramente vexatório com menos burocracia. Mas ninguém muda o nome "só porque quer".

A Lei de Registros Públicos é meio vaga, então o que rege essa questão são as normas das corregedorias dos tribunais estaduais. Puxei as de São Paulo para vc (e outros interessados) terem uma ideia:

"33. O Oficial deverá evitar os registros suscetíveis de expor a ridículo seus portadores, e, se houver insistência do interessado, submeter o caso ao Juiz Corregedor Permanente, independente da cobrança de quaisquer emolumentos. (...)

34. Qualquer alteração posterior do nome somente será feita por ordem judicial, arquivando-se o mandado e publicando-se a alteração pela imprensa.
34.1. Entende-se como publicação pela imprensa aquela feita da própria sentença, nela devendo ser mencionados o nome constante do registro e aquele que passa a ser adotado por força da decisão.

35. A mudança de nome, após o decurso do prazo de 1 (um) ano da maioridade civil, está sujeita à apreciação judicial, sem que fique vedada sua concessão, DESDE QUE OCORRA POR MOTIVO JUSTO.
35.1. O pedido a que se refere o art. 56 da Lei 6.015/73 tem natureza administrativa e poderá ser deduzido diretamente no Registro Civil das Pessoas Naturais, que o remeterá à apreciação do Juiz Corregedor Permanente.

36. OS PRENOMES SÃO DEFINITIVOS e somente serão admitidas retificações e alterações em caso de evidente erro gráfico, exposição de seus portadores ao ridículo, substituições ou acréscimos de apelidos públicos notórios ou alterações em razão de proteção à testemunha.
36.1. Em qualquer dessas hipóteses será imprescindível ordem judicial."

Leila disse...

Ah eu também gosto de Dolores por causa da Lolita, acho. É um nome meio dramático, mas é bonito. Gosto da sonoridade de Lola também.

Bom, quanto ao guest post eu concordo que é difícil de entender, nunca vi algo parecido. Conheço uma Carmem que é chamada por todos de Isabel porque o pai enganou a mãe, foi lá e registrou com o nome que ele quis, mas ficou só no papel e nas coisas oficiais. E também não há nada de errado com nenhum, é só o emocional mesmo, a raiva do pai ter passado por cima da vontade da mãe.
Leila

Anônimo disse...

O problema é que gosto é gosto.

o problema mesmo é que o nosso nome é do gosto dos nossos pais,não do nosso.

Cristina disse...

Eu entendo perfeitamente como a autora do post se sente, porque também odeio meu nome.
Eu tenho nome composto e o primeiro nome foi uma homenagem à minha avó e o segundo, de acordo com a minha própria mãe, é para "aliviar o primeiro nome que é feio". Porque a minha mãe resolveu me dar um nome que ela mesma acha feio é um mistério para mim...
Eu fui criada sendo chamada pelo segundo nome e nem sabia meu nome de verdade até entrar na escolinha, e aí começou um padrão que se repetiu até a faculdade: eu me apresentava com meu primeiro nome, mas quando vinha a primeira chamada e os professores me chamavam pelo primeiro nome, ninguém respeitava meus pedidos e me chamava pelo primeiro nome.
E acho que realmente é uma violência que as pessoas não te chamam pelo nome que você se identifica - eu simplesmente não me sinto representada pelo nome que as pessoas me chamam.
A minha irmã passa por uma situação semelhante à minha (eu tenho o nome da avó materna e ela, da avó paterna) e simplesmente NINGUÉM a chama pelo primeiro nome. Não sei se é porque realmente o nome dela é mais feio que o meu ou se porque ela é bem mais assertiva, mas é prova de que as pessoas podem te chamar pelo nome que você quiser sim, mas não o fazem por desrespeito!

lola aronovich disse...

Mas Lívia, os artigos que vc cita não especificam de forma alguma que pra mudar de nome entre os 18 e 19 anos é preciso um motivo especial. O motivo justo só aparece depois dos 19 anos, como vc colocou: "35. A mudança de nome, após o decurso do prazo de 1 (um) ano da maioridade civil, está sujeita à apreciação judicial, sem que fique vedada sua concessão, DESDE QUE OCORRA POR MOTIVO JUSTO." Pra mim está subentendido que só é preciso um motivo justo após os 19 anos. Dos 18 aos 19, não. Isto é o que eu li no WikiHow (linkado no post): "Ao atingir a maioridade, todo brasileiro tem o prazo de um ano para mudar legalmente seu nome, de forma livre. Entende-se que, agora que já possui 18 anos, possa alterar sua identificação por uma mais agradável do que a concedida por seus pais. Depois deste prazo, porém, a mudança só é permitida nos casos citados acima."
DE FORMA LIVRE. Ou seja, Lívia, não é preciso motivo "justo". O que o consultor diz é a mesma coisa, que existe essa "janela legal" em que se pode mudar de nome sem entrar com ação judicial, e sem que a justificativa se encaixe nas permitidas. Isso que eu interpretei.

Denise disse...

Acho que isso é cultural, aqui na Austrália na maioria dos formulários, inclusive os oficiais, tem um campo para “o nome que vc quer ser chamado”, se for diferente do de batismo. No meu trabalho mesmo tem uma menina com o nome de Elizabeth, mas odeia e só usa Abby. Também é muito comum imigrantes (principalmente asiáticos) trocarem de nome (ainda que não formalmente no registro civil) pra outro mais adequado ao sotaque inglês.

Sei que em outros países também é permitido a qualquer um mudar o nome no registro civil, mesmo que seja de um nome comum para um esdrúxulo. Pra mim não faz muito sentido essa proibição no Brasil, é mais um efeito do patriarcado e da burocracia...

Julia disse...

Anon 19:33, tava pensado nisso quando vi seu comentário! E nem tinha lembrado que a inicial dela era L!

É isso mesmo, gente. Ela se chama LINDA.
Imagina as expectativas que uma mulher com esse nome desperta??

E não precisa nem ser feia pra detestar o nome, basta não ser linda. É super constrangedor mesmo!

lola aronovich disse...

Queridonas, parem de especular com o nome da guria! Juro que ela não se chama Linda! Aliás, L. é a inicial do nome que ela gostaria de ter, não do nome que ela tem. Ambos os nomes são comuns, bem tradicionais, mas eu prefiro o nome de registro dela, acho mais bonito. Não tem nada de mais nem com o nome que ela tem, nem com o nome que ela gostaria de ter. O problema é que o nome de registro é triggering pra ela, só isso (e aí eu não sei os detalhes -- por que é triggering?).

Feminista capitalista disse...


ABSOLUTAMENTE OFF/TOPIC total

Oi gente,desculpa invadir assim, pra falar uma coisa que nada tem a ver com o assunto,mas alguém aqui tem assistido o bbb desse ano?
Se sim, já deve ter percebido que esse é o bbb da MISOGINIA, hoje é noite de paredão e ao que tudo indica a participante Letícia,que é minha favorita, e também a mais odiada pelo público brasileiro vai ser eliminada por conta do ÓDIO MACHISTA que a sociedade tem da mulher livre e de sua sexualidade.

Por onde começar?


Foi assim, o big brother desse ano começou e logo no primeiríssimo dia, Letícia,considerada a mais bonita da casa foi “atacada” por 3 homens diferentes (até hoje foram 5) que se sentiram no direito de flertar com ela e paquerar a moça, como se ela estivesse lá pra ser disputada a tapas até arranjar namorado e não ganhar o milhão e meio de reais.
Só que assim, já no primeiro momento os homens foram que nem uns nojentos pra cima dela, quase um estupro, um português nojento ficou beijando ela enquanto ela chorava de saudades do ex e totalmente forçando a barra,querendo bancar o machão pegador, ele ficou em cima dela, dizendo bobagens,que a amava,que estava apaixonado, sendo que ele nem era capaz de lembrar o nome dela, enquanto isso os outros dois que a paqueravam foram de pronto dispensados.
Como a população brasileira interpretou isso? Com frases do tipo:

“Essa aí é santinha do pau oco”
“Essa daí é sedutora”
“Essa daí quer fazer o jogo da sedução”

Assim,como se Letícia fosse capaz de exercer alguma mágica sobre os homens que os tornasse incapazes de dizer não.

O público ficou com mais raiva ainda,quando Letícia finalmente,após muita insistência decidiu ir para debaixo do edredom com esse moço,Rodrigo, e supostamente o masturbou (pelo menos foi o que ele espalhou pela casa) a partir daí ,toda a revolta que o população tem da sexualidade feminina veio a tona e Letícia passou a ser muito criticada por ser ‘a santinha do pau oco’; porque aparentemente é natural um homem querer ir pra debaixo dos lençóis com uma mulher,mas o contrário não é verdade, e pelo visto também não temos o direito de mudar de idéia.

Enquanto isso, os homens da casa são uns boçais machistas ultrapassados e mesmo assim são tratados como exemplo de caráter e muito admirados.

Tem um Diego,que hoje a Letícia enfrenta no paredão,e que foi um dos rejeitados por ela,muito nojento, se referiu a ela como ‘vagabunda’ ou termo parecido,porque ela estava rebolando de biquíni branco a beira da piscina, dizendo que ela se fazia de santinha mas queria se mostrar pros homens,como se Letícia dependesse da aprovação masculina pra poder usar um biquíni, ou como se mulheres rebolassem,dançassem e fizessem o que bem entendessem apenas para atrair o olhar masculino e serem desejadas e não por livre e espontânea vontade.

Feminista capitalista disse...

Os homens desse ano do bbb são assim, nojentos, enxergam as mulheres de lá,não como competidoras, ou adversárias,mas sim como ‘peguetes’ que entraram no programa apenas pra que eles pudessem se divertir enquanto jogam, apenas pra ‘animar’ os verdadeiros jogadores ‘masculinos’. Prova disso é que esse Diego simplesmente saiu para as mulheres da casa dizendo Letícia era minha ‘primeira opção’ você é minha opção número tal, até que ele arranjou uma namorada,Franciele, a qual ele simplesmente disse: “Você era minha terceira opção na casa”.

Bem assim mesmo, como se as mulheres fossem um produto numa prateleira de supermercado , a qual você sai por aí pesquisando o preço, num tom mais ou menos assim:

‘Essa é minha primeira opção,aquela é minha segunda opção,tenho uma terceira opção...’

Simplesmente achei revoltante, pois outros homens da casa também foram no embalo e fizeram comentários semelhantes.

Franciele,a namorada de Diego, é bem maltratada por ele,que já a chamou de ‘Rodada’ dentre outras coisas, esse cara é agressivo, entrou numa discussão com a feminista Bella, a qual foi eliminada pela torcida dele,não tem um pingo de respeito por ninguém, quase agrediu o amigo dele lá dentro por conta de uma brincadeira idiota,não tem auto-controle, se acha o dono da casa, é chato e folgado e ainda assim tem grande admiração de boa parte da população brasileira,fico perplexa!


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Além dele tem um tal de Marcelo, que também foi rejeitado pela Letícia até agora e que é um horror de tão machista, quase agrediu uma moça que não quis ficar com ele, a Ângela e é tratado pelo público (incluindo mulheres!) como um príncipe educado,é assim que muita gente se refere a ele.

Acontece que a primeira frase desse cara no programa foi que ele não acredita em amizade entre homem e mulher e pra ele “É ou não é”.
Por aí vocês já podem medir a escroteza do cara ,que só enxerga as mulheres como transas em potencial e futuras namoradas e não como plenos seres humanos. Pra se ter uma idéia ele é incapaz de se aproximar ou manter um vínculo próximo e sadio com qualquer mulher da casa que não seja aquelas na qual ele está investindo/paquerando.
Simplesmente grudento,chato, não sabe ouvir não, fica que nem um cão no cio se esfregando nas mulheres de maneira nojenta,tenta ‘roubar’ beijos, e não entende porque só toma foras lá dentro,se acha irresistível.
O cúmulo do machismo foi quando ele se sentiu no direito de sentir ciúmes da Letícia,que nunca nem tinha beijado ele e armar cenas de barraco, querendo bater em outro participante,o Júnior, por este ter flertado com a garota.

Ele agiu como se fosse dono da Letícia, sendo que a todo momento ela se esquivava dele e deixou claro que não estava afim, dando um fora educado, o que pro público brasileiro aparentemente não foi suficiente, que justificou o ataque de fúria do machistóide dizendo que “Letícia tinha dado esperanças a ele”, COMO se alguém nesse mundo fosse obrigado a dizer sim só porque disse “talvez”.

Além disso, Júnior o outro garoto que ficou com Letícia era outro machista, que tinha uma namorada aqui fora, mas falava dela na maior frieza,como se tivesse falando de um colega de trabalho,traiu a garota, beijando a participante Ângela e depois tentando esconder e negar o ocorrido e vivia se gabando dizendo pela casa que teve na vida,todas as mulheres as quais desejou,sem um pingo de modéstia,ele foi o gatilho de boa parte do ódio que o povo sente de Letícia, pois vivia flertando com ela, mesmo após ter beijado Ângela e deixado claro pra essa que foi só uma ficada, e não tinha assumido compromisso nenhum com ela.

Feminista capitalista disse...

Ele e Letícia obviamente estavam atraídos um pelo outro e acabaram numa festa,um dia, se beijando e namorando, Letícia comunicou imediatamente a colega Ângela e ainda perguntou se por ela tudo bem isso ter acontecido, Ângela disse que sim e fez que não ligou, e boa parte de suas colegas simplesmente tinha botado pilha e incentivado o beijo entre os dois.
Pronto, bastou isso pra muita gente sair por aí dizendo que Letícia era falsa, que tinha traído a amiga (OI??? A garota simplesmente já tinha tomado um fora de Junior, nunca foi namorada nem nada dele, só rolou um beijo e ele supostamente já era ‘dela’ só porque ela olhou pra ele e gostou,ficou afim???!!!!!)
Enfim, todos dizendo que Letícia é uma traíra,fura-olho,que ninguém merece uma amiga dessas, no melhor estilo do patriarcado.

Pois bem,a fúria contra Letícia se transferiu também pra dentro da casa e assim que Júnior foi eliminado, muitos lhe viraram as costas, ela passou a ser ignorada por muitas pessoas, e Ângela passou a se fazer de coitadinha e viúva traída sem nunca ter sido.

Várias mulheres passaram a falar mal de Letícia pelas costas todos os dias, a dizer que ela era falsa e contraditória, a apontar o dedo na cara dela,a provocá-la,enfim uma fofocada vil e ridícula, Ângela arranjou desculpas pra votar em Letícia, botar a casa quase toda contra ela e fica se fazendo de coitada.

O que está acontecendo com Letícia é puro SLUT-SHAMING e ela foi inclusive ferozmente julgada e condenada pelo casal lésbico da casa,que raramente se beijam fora das festas e sem bebida, que fazem uma pegação num estilo meio filme pornográfico e que gostam de julgar e falar mal de todos na casa, mas detestam que falem delas, entrando em várias contradições; uma delas inclusive é casada e tem filhinha pequena, vivia agarrada com Junior,o namorado de Letícia na casa e agora aponta o dedo pra Letícia e a colocou no paredão,dizendo que ela é hipócrita, porque diz ter vergonha do corpo mas usa roupas reveladoras.

Será que agora seremos proibidas de usarmos roupas que gostamos e achamos bonitas só porque temos vergonha disso ou daquilo em nosso corpo? O que uma coisa tem a ver com a outra?

Será que pra Letícia não ser ‘santinha’ (só fato de existir um adjetivo desses em nossa língua e dessa postura ser cobrada das mulheres já mostra o quanto nossa sociedade é machista) e poder namorar e beijar em paz ela teria que sair por aí gritando,tirando a roupa e se fazendo de louca?

As ‘lésbicas’ da casa dizem que Letícia é periguete hipócrita, mas elas mesmas vivem simulando sexo nas festas,mostrando os seios por qualquer razão, dando beijos querendo chamar a atenção, não entendo como elas se sentem em posição de fazer slut-shaming com alguém,bem contraditório.

Feminista capitalista disse...

Fora isso,ainda tem o rapper Valter Slim, o qual se sentiu rejeitado por Letícia vivia falando mal dela pelas costas dizendo que ela não tinha autenticidade e que nada do que ela fazia era autêntico, até que um dia cansada de ser difamada pelas costas Letícia jogou bebida na cara de Valter, disse que ele a tratava como prostituta, como vagabunda e que viva fazendo brincadeirinhas abusadas as quais ele não fazia com outras garotas da casa e vivia passando a mão pelo corpo dela sem autorização e intimidade nenhuma pra isso,como se ela o corpo da garota fosse propriedade pública.

Valter então simplesmente apontou o dedo na cara de Letícia ,disse que queria quebrar a cara dela e que era isso que ele faria se ela fosse um homem,disse gritando que a única coisa que o impedia era o fato dela ser mulher e ele lamentava isso.


Reação do público?

Metade simplesmente aplaudiu Valter, dizendo que Letícia era ‘santinho do pau oco’ uma ‘cobra venenosa’ e que a culpa de tudo isso era dela que ‘não se dava o respeito’ e por isso ‘mereceu’ e agora estava de frescura.

Letícia é odiada por homens e mulheres, e eu fico perplexa de me deparar com tanta maldade e esses tipos de comentários condenando tanto a moça com tanto ódio machista em PLENO ANO DE 2014, é muito atraso pra minha casa, espero que Letícia fique hoje e vença esse programa, e que as feministas ajudem a desinfetar os machistas da casa.


Desculpem desabafar por aqui,mas é que todos os blogs de bbb que pesquisei repetem o mesmo mantra machista : “Letícia faz mesmo o jogo da sedução”


Agora que ela decidiu beijar Marcelo então,o ódio contra ela só aumentou, será que se ela fosse homem e fosse pra debaixo do edredom com três mulheres seria tão odiada?

COM CERTEZA NÃO,pois ninguém detesta o machista do Marcelo por ele ter dado em cima de duas.

BRASIL MUITO HIPÓCRITA,esse bbb está revelando isso.

Anônimo disse...

Na minha infancia tambem passei por situaçoes assim, me chamo Agnes Larissa, mas desde criança nunca gostei de Agnes, achava feio, estranho, nunca tinha visto ninguém com esse nome, e meu pai me deu ele escondido da minha mãe quando foi me registrar no cartório, então sempre no primeiro dia de aula durante a chamada que a professora fazia, eu dizia que preferia ser chamada de Larissa, nunca sofri bullying por isso, na verdade sofria bullying por ser muito tímida e chorona e me deixava levar pelas provocações devido a baixa estima, porém pedir que me chamassem por outro nome nunca foi problema, em casa e na rua sempre me chamavam de Larissa ou pelo apelido Lala, quando mudei de Estado passei a ser chamada por Agnes, quando dizia que preferia ser chamada de Larissa, sempre diziam que era bonito, então larguei de mão e hoje muitas pessoas me conhecem por Agnes e me chamam assim principalmente na faculdade, mas sempre gostei mais de Larissa, depois que entrei no serviço militar e meu nome de guerra passou a ser Larissa no trabalho e meu esposo que também é militar me chamam por Larissa, já não me sinto tão bem sendo chamada de Agnes em outros lugares e talvez volte a pedir que me chamem de Larissa, tanto que não dou nem chance do meu pai me chamar de Agnes, não permito. rsrs

Felipe disse...

Nossa, essa mania de defender e vitimizar toda e qualquer mulher já está beirando o ridículo.

Patty Kirsche disse...

Gente, ninguém tem que entender por que ela não gosta do prenome. Ela quer trocar e pronto. Direito dela como pessoa humana, decisão de mulher adulta. Eu mesma odeio vários nomes que as pessoas idolatram por aí, mas é questão de gosto. Não adianta ficar especulando razões. Principalmente porque nomes tradicionais costumam ser mais escolhidos por pessoas brancas e ricas, por isso tendem a ser mais respeitados. (Tem pesquisa sobre isso naquele livro "Freakonomics", não estou inventando.) Quem não se lembra da Calabresa e do Adnet ridicularizando "nome de pobre"? É bastante inconsciente o que leva as pessoas a apreciarem nomes.

Mas eu já me informei sobre isso, pode alterar mesmo após os 19 desde que se comprove que é conhecida por outro nome. Imprime as páginas das redes sociais, guarda as correspondências, leva umas testemunhas e pronto. O bacana de fazer aos 18 é que é só ir ao cartório. O chato é que é muito cedo pra decidir.

Anônimo disse...

Pois é! Cada um tem lá seus motivos para não gostar do próprio nome.Só temos que respeitar.Eu por exemplo não entendo como a Lola não gosta de Dolores, pois eu acho lindo!

lola aronovich disse...

Ô Felipe, vc não é muito perspicaz, é? Quem falou que o assunto "mudar de nome" se restringe à mulher? Em algum momento no post a L. (ou eu) dizemos que não gostar do nome e querer mudá-lo é exclusividade feminina? Não, né?
Então permita-me refazer seu comentário: "Nossa, essa mania de ofender e vilanizar toda e qualquer mulher (principalmente as feministas) já está beirando o ridículo".
Grata.

Felipe disse...

me referi aos comentários da feminista capitalista. Defender a tal da Letícia não é defender uma mulher, é defender um ser humano execrável.

lola aronovich disse...

Eu não gosto de Dolores, gente. Acho feio. "Das Dores". Pô, eu gosto de alegria, não de dores e sacrifícios. Preferiria ser chamada de Felicidade que de Dolores (em inglês os nomes Felicity e Joy não são tão incomuns, e são bonitos).
Mas, mais do que não gostar de Dolores, eu acho que não tem nada a ver comigo. É um nome muito católico, muito religioso. E eu sou ateia.

Susana disse...

L.,
Sou advogada, e minha experiencia profissional me mostrou que juízes nem sempre são tão apegados à letra das normas.
Já consegui alteração do nome de um cliente em um caso bem diferente dos citados nos textos daqui.
Acho que se vc apresentar um laudo da sua psiquiatra relatando o mal que a sua convivencia com o tal nome vem lhe causando, pode ser que consiga a alteração.
Seu pedido pode ser recusado, claro, mas pelo menos vc vai ter tentado. Procure a defensoria pública da sua cidade e vc nem precisará pagar pelo processo.

Julia disse...

Concordo com a visão da feminista capitalista. Não sou exatamente fã da Letícia, mas não a vejo como "execrável", Felipe. Acho ela sonsa mas há gente com defeitos muito piores lá como a capitalista apontou nos comentários dela. Capitalista, temos que admitir que a Letícia tinha sim (quase) todos os homens da casa na mão dela. E ela jogou com isso. E apesar de todo o machismo nojento nesse BBB essa edição é das mulheres. Aposto que uma vai ganhar esse ano.

Feminista capitalista disse...

Felipe, execrável aqui é sua misoginia,Leticia acabou sendo eliminada por conta do ódio machista desse nossa sociedade primitiva, eu a acho maravilhosa.
Qual o crime tão grave que ela cometeu, ter ido pro edredom com três caras?

Pois esse costuma ser o argumento número dos babacas e das validadoras que a atacam.



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Comentando sobre o post, bom eu acho que a autora tá certa, o nosso nome nos confere uma identidade, nos representa e sendo assim eu acho que todo e qualquer ser humano tem o direito de ser chamado como quiser e como preferir, por mais inusitado que seja o nome,não entendo porque a justiça dificulta tanto isso, é uma questão de direito, é óbvio que deve ter limites,pra que claro, uma pessoa não mude de nome 36 vezes na vida rsrsrs,porém não vejo porque dificultar tanto pra que um maior de 19 anos altere seu nome.

Não é porque nossos pais escolheram nosso nome que somos obrigados a carregá-lo como uma cruz e temos que engolí-lo como se fosse uma espécie de ofensa detestar o próprio nome, a única razão pelo nosso nome ser escolhido pelos pais é que aos 0 meses e zero anos nós não falamos nada, nem temos noção de muita coisa.

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Agora,apesar disso eu sou a defensora número um dos números esquisitos, acho que há espaço pra todos os tipos de nome e que a criatividade deve mesmo rolar solta, o nosso problema com nomes muito 'diferentes' é que vivemos numa sociedade rídicula robotizadora e cheia dos padrões.

Que cria expectativas de que uma pessoa tenha esse ou aquele nome, sempre 'nomes comuns', esperados, sem nenhuma surpresa e com isso muitos nomes acabam sendo estigmatizados,é por isso que muita gente detesta o próprio nome em minha opinião.
Porque crescem ouvindo que é 'nome de pobre', 'nome rídiculo' ou então simplesmente ouvem aqueles comentários:

"Como"?
"Por favor repita"
"Como é que escreve isso?"
"Onde seus pais foram arranjar um nome desses?"

Portanto o problema não é o nome, mas sim a mediocridade humana em rotularmos tudo,até os nomes como bonitos ou não, horroroso ou não,aceitáveis ou não e por aí vai...




Enfim, toda sorte do mundo pra L. e que ela consiga mudar o nome dela e se impor, vão ter que engolí-la,pois pra mim quem manda na vida dela e no próprio nome é ela mesma.
É mais que uma questão de desejo,ao meu ver é uma questão de direito, que se ela não tem, pelo menos DEVERIA ter!

lara disse...

tem dó né gente! eu não vejo mais BBB e n sei como essa porcaria dura até hoje,mas as mulheres que entram lá sempre querem exibir o corpo para chamar atenção e tentar ficar lá dentro,várias saem de lá e posam nuas,esse é o único jeito de ficarem na midia,vcs falam como se nenhuma mulher fizesse isso.
esses romances e amizades é tudo falsidade também.
e quanto aos homens pelo que falaram ai são uns escrotos mesmo.

quanto ao nome,acho que todo mundo deveria poder trocar se quiser,eu gosto do meu.

Feminista capitalista disse...

Julia

Eu não consigo ver a Leticia como essa 'sedutora' toda,maliciosa que usou os homens a seu favor, a vejo apenas como uma garota bem boba que nem sabia se defender.

Acho que ela realemnte nem planejava,nem queria ficar com ninguém,já que estava chorando por conta de ex-namorado na primiera festa, mas acabou se deixando levar em nome da insistência e talvez até pra esquecer os homens aqui de fora.

Agora,o que me deixou doida foi ver gente falando por ai que ela era uma sedutora fatal, quando na verdade foram os homens que voaram em cima dela,por vontade própria, como se fossem urubus e ela um pedaço de carne dando sopa,só por ela ser considerada a mais bonita.

E pior de tudo foi Marcelo machista ter ficado como coitadinho e ter uma grande torcida feminina, quando foi ele próprio que botou na cabeça que Leticia era propriedade dele, mesmo a garota não querendo nada e nem dando muita bola pra ele.

Um simples abraço de bom dia já era visto com malícia pelo público.

Muito slutshaming ela sofreu,por conta da beleza,das roupas, dos homens que ela pegou, foi isso que a eliminou.

Infelizmente a sociedade ainda divide as mulheres em santas e putas e Leticia foi apredejada por ser timida,quieta,mansa,na dela por tanto 'parecer uma santa',mas no fundo 'ser puta' ; porque beijou três lá dentro.


E mesmo assim a gente ainda é obrigada a ouvir que a mulher perfeita é aquela que é :
Dama na sociedade e puta na cama.

Bem hipócrita esse mundo machista.

O lado bom disso tudo??

Eu senti que pelo menos uns 35-40% do público ficou do lado da Leticia o que mostra que nem tudo está perdido, e a garota era a número 1 em popularidade na enquete do Uol, o que mostra que boa parte da população brasileira sacou que os supostos 'pecados' dela não eram nem um pouco mais graves que os 'pecados' alheios.


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Quanto a esse ano a vitória ser feminina,acho que não, visto que de 13 edições,apenas 4 tiveram vitórias femininas, o que pra mim a muitos anos é um indício do machismo da população brasileira, quando criança eu ficava indignada de três edições não terem nenhuma mulher com a 'medalha de ouro'.
Mulheres infelizmente são sempre encaradas como coadjuvantes,lá dentro e aqui fora.

Mas espero que a Tatiele ganhe, ela é a única que realmente gosto,apesar do Diego ter uma torcida forte e já ter eliminado a Bella e a Letícia, além de olta e meia ser comparado ao terrível Marcelo Dourado,acho que justamente por essa razão ele vem sendo tão adorado, credo,não o suporto!

Marina P disse...

Quando eu estava na favuldade uma das minhas colegas de turma estava em processo de mudar o nome. Ela se chamava Tânia, que é o mesmo nome de sua mae biológica. A mãe biológica que a jogou em ummvaso sanitário assim que ela nasceu.

L. pode ter um nome comum e considerado bonito, mas que tenha um péssimo signidicado na vida dela. Se for essemo caso, acho que deve ser relativamente fácil conseguir a mudança.

Feminista capitalista disse...

''mas as mulheres que entram lá sempre querem exibir o corpo para chamar atenção ''

E isso por acaso justifica slutshaming,e o fato do corpo de uma mulher ser encarado como propriedade pública onde qualquer um pode meter a mão?
Isso dá o direito das pessoas comentarem e darem tanto pitaco em nossa sexualidade?


No mais, depois de terem sido educadas a vida inteira pra aprenderem que essa é a melhor, se não a única forma de uma mulher chamar a atenção e obter destaque em nossa sociedade,como você esperava que elas agissem?

O fato delas posarem nuas as diminuem como seres humanos?
E a naturalidade da nudez onde fica? reprimida pela sociedade patriarcal?


Se quisermos acabar com o machismo, não podemos passar a mão na cabeça de machistas, muito menos concordarmos com ele, caso contrário ele nunca acaba!

Todas as futuras gerações continuarão a ser condenadas pelas mesmas bobagens e irrelevâncias.

Feminista capitalista disse...

''apesar disso eu sou a defensora número um dos números esquisitos''


*OXE,que números??? eu quis dizer NOMES,perdão.

Felipe disse...

Hahaha misoginia virou uma etiqueta agora: discorde da atitude de uma mulher e vc automaticamente ganha uma, igual aquelas estrelinhas que as tias do prézinho colocavam nas nossas testas.
Não mudo minha opinião, desse tipo de gente (fria e manipuladora) eu quero distância, seja homem ou mulher.

Anônimo disse...

Sabe pq torci muito pra Leticia sair? Pq ela é falsa e furou o olho da amiga dela, que depois veio falar que não é amiga. Nojentíssima por isso. Sororidade é a pqp, né? Uma traíra não pode ser rejeitada pq é machismo, mas e a amiga que ela sacaneou?

Sororidade é até a pagina 2. Ela nao existe na hora que outra mulher tá chorando pq foi sacaneada pela amiga cobra.

Anônimo disse...

Outra coisa, angela falou pra leticia que estava muito a fim do CUnior. Leticia que veio com o papo "amizade em 1° lugar. Nao vou ficar com ele". Nao bastando ter furado o olho da angela, ainda saiu dizendo q nao era amiga dela. Sacanagem o q leticia fez. Ela e o tipo de patricinha q fica promovendo competiçao entre as mulheres. Ela esta CAGANDO para as outras mulheres. Por mais platonico q fosse o meu sentimento por um carinha, se chega uma cobra travestida de amiga e fura o meu olho eu mando mais é se foder mesmo!!! Pq nao vao cobrar a porra sororidade dela, e nao da Angela? Me poupe!

Feminista capitalista disse...

KKKKKK faz-me rir Felipe, os homens que avançaram em cima dela como se ela fosse um troféu a ser roubado, e ela manipulou alguém?

Fail total! a garota mal era capaz de defender a si mesma, mal falava em sua própria defesa e agora virou uma manipuladroa espertinha?

Hahahaa, conta outra, pelo menos adorei que ela saiu sem querer abraço daqueles que a perseguiram.


E enxergue você ou não, todo ódio voltado contra ela foi misógino,basta você procurar os comentários dos sistes que noticiam o bbb ou então os blogs de opinião a respeito do programa e ficará bem claro pra qualquer feminista, a verdadeira razão por trás da caça a Letícia.

Uma pena que a pessoa que mais movimentava o jogo foi colocada pra fora.

Anônimo disse...

"Oi amiga, entao, pode furar meu olho, desmentir nossa amizade, se esfregar na minha cara com o rapaz que eu amo, que eu nao me importo. A sororidade vem primeiro. Tudo bem q vc nao teve sororidade cmg, mas como nao quero ser chamada de machista por te odiar, estou ao seu lado. Só pra te avisar, o olho direito vc ainda nao furou, quer furar agora ou mais tarde?"

Aqui ó pra sororidade: _|_

Anônimo disse...

Costumo ter empatia pelas autoras dos seus guest posts, Lola... mas qdo ela disse que sofre tanto quanto uma mulher trans por causa do nome... putz... dizer que forçou é pouco - quero dizer, pelo menos com relação ao pouco que ela disse sobre não se identificar com o nome... Será que não entendi direito o que ela quis dizer?

Anônimo disse...

O post ficou mesmo um tanto confuso. Eu entendi que a L detesta o nome, mas nao entendo se tem motivo. Embora eu concorde que eu nao posso julgar a dor dela, confesso que acho mais facil sentir empatia por alguem que tenha um problema concreto com o nome.

Conheco uma pessoa que chama Maria Natal, e nasceu no dia 25/12. Ela odeia o nome. Usa Natalia e todo mundo chama assim (tirando, claro, questoes mais "formais"). O nome nao eh ofensivo, ela podia simplesmente usar Maria... Mas eu fico pensando, vai ver quando crianca ela aguentou piadinhas, brincadeiras de mau gosto, e ficou essa aversao, ne? Conheco tambem um rapaz que tem o nome do pai, e Junior. So que o homem abandonou a mae quando ele era pequeno e desde entao fez muito pouco ou quase nada por ele. Recusa a ajudar financeiramente, mal convive com o rapaz... No fim, foi a mae que criou sozinha, dando muito duro. Ele nao gosta do nome, nem do Junior, porque remete ao pai. Compreensivel, ne?

Sao motivos que podem parecer bobos num primeiro momento, mas eu acho validos. Agora, a pessoa so "detestar" um nome, sem motivo... Dificil de entender porque eu nao consigo me sentir assim em relacao a nenhum nome. Claro, talvez se eu chamasse Sebastiana, Eulalia ou Tomasia eu nao gostaria, mas porque sao nomes que hoje em dia se tornaram incomuns e soam antiquados, estranhos aos nossos ouvidos. Ou se eu tivesse um nome vexatorio, como Shana, Ava Gina. Nao gostaria de me chamar Margaret Thatcher. Mas nenhuma dessas situacos e simplesmente nao gostar, existe um motivo, mesmo que seja pequeno. Tambem consigo imaginar a situacao em que a pessoa nao gosta do nome por causa de quem escolheu. Vamos supor que a mae escolheu, mas ela e uma pessima mae (como o pai ausente do caso que eu falei) e por isso a pessoa o detesta. Compreensivel.

Tem outra situacao, so que ja entra no campo da espiritualidade. Eu sou espirita e tendo convivido por anos com algumas "lembrancas" de uma outra epoca na minha cabeca, inexplicaveis, procurei ajuda de um pscicologo para resolver a questao. Eu sei que nem todo mundo acredita nisso, mas para mim e muito real e importante. Resumindo, eu sempre me "lembrei" de nomes, lugares, pessoas de uma outra vida, e a terapia com base na regressao me ajudou a entender melhor isso. Eu lembro do meu nome, e se alguem chama na rua por ele eu ate olho, mas acho que me sentiria muito desconfortavel se meus pais tivessem me colocado o mesmo nome, ou parecido. Apesar de ser um nome lindo, e de eu me identificar com ele (tanto quanto meu proprio nome, se nao mais), sempre me faz pensar nessas lembrancas da outra vida, na saudade que eu sinto de pessoas que nao existem mais, de coisas ruins que aconteceram naquela epoca. Pode ser um motivo estupido para algumas pessoas, mas se fosse comigo, realmente me incomodaria e acho que eu iria querer mudar.

Telma disse...

Tive a sorte de.conhecer um garotinho de um ano muito lindo e cheio de.vontade chamado Leonardo. Estava.começando a falar e a mãe dizia "Leo, vem aqui, mamãe está chamando, Leonardo!" e ele respondia.com um sotaque espanico que não sei de o de tirava "é Ferrrnando!". Um dia o chamei de Fernando, ele veio a mim todo sorridente. A mãe não gostou, pediu que eu não incentivasse.
Não sei como a história termina, mudei do prédio, perdemos contato. Mas narro a historia para ilustrar.
Fernando não tinha consciência de classe, de ser cis ou trans, de ter ou não um no.e vexatório. Mas sabia muito bem que sua pessoinha não era um Leo, mas um Nando.

tatiana disse...

olha L essa tua história me lembrou muito um episódio de uma série sobre cirurgias plásticas onde uma mulher queria operar o nariz porque era igual ao do seu pai abusador e quando ela ia fazer reparou que seus pés também eram iguais assim como outras partes e viu que como não conseguia resolver demônios internos procurava externos pra exorcizar,pense nisso
se o seu trauma não está resolvido mesmo que você consiga mudar seu nome você vai achar outro problema e perseguir ele e nunca vai se sentir bem
de qualquer forma boa sorte e se for continuar tentando faça como alguém aqui disse, pare de atender quando te chamarem que logo o povo cansa

Anônimo disse...

Não aceito minha data de nascimento.

Verô! disse...

Pois é Lola, como você e muitas outras pessoas eu fiquei aqui sem entender o problema da autora do post. Não quero menosprezar o incômodo dela, mas se o nome é bonito, comum e de acordo com a identidade de gênero dela fiquei na dúvida porque ela está tão incomodada.

Agora, eu li alguns comentários que considerei bem razoáveis para explicar os motivos que tornam a mudança de nome sem um motivo concreto difícil. Se fosse fácil um monte de picareta mudaria de nome para escapar da justiça, imaginem a bagunça que seria! Assim eu concordo com a lei, sem um bom motivo acho sensato que o processo de mudança de nome não seja simples mesmo. Mas se a moça está tão infeliz acho que vale a pena investir para mudar de nome, procurar assistência jurídica gratuita e correr atrás. Eu sei que no Rio de Janeiro algumas universidades particulares ofereciam assistência jurídica gratuita, não sei se ainda é assim, mas a Universidade Estácio de Sá com certeza tinha esse programa, era bem legal antigamente, minha mãe usou e foi bem atendida e deu tudo certo. Acho que vale a pena a autora do post se informar sobre isso.
No mais, desejo sorte à ela.

donadio disse...

"Ela e o tipo de patricinha q fica promovendo competiçao entre as mulheres."

Me explica como é que alguém vai participar de um troço como o BBB sem promover a competição entre mulheres, entre homens, entre homens e mulheres.

O problema não são os participantes individuais, por mais escrotos que sejam. O problema é formato todo, que é o de um concurso de escrotidão.

A única coisa coerente em relação a todos esses "jogos vorazes" é não assistir. Assistir e ficar torcendo pelos participantes menos desumanos? Nunca!

lara disse...

como tem gente aqui que gosta de distorcer o que os outros falam né feminista capitalista?

eu só falei que o seu comentário foi mentiroso,mulheres que entram no bbb usam sim o corpo para tentar ficar mais tempo lá,pq vc acha q eles só escolhem mulheres no padrão "gostosa,panicat"? elas sabem que podem usar isso e usam.
e só por isso já sou a favor de slutshaming e sei lá mais o que?
só rindo mesmo.

lembrei da mulher melancia quando estava no programa a fazenda,dizendo que seus fãs n deixariam ela sair para poderem ficar olhando para sua bunda.

eu não vejo a nudez da mulher como algo bom,já que sempre é pra explorar nosso corpo,nossa sexualidade,que eu me lembre ,os homens q saem de lá n ficam com a bunda e o pinto estampados numa revista.

"No mais, depois de terem sido educadas a vida inteira pra aprenderem que essa é a melhor, se não a única forma de uma mulher chamar a atenção e obter destaque em nossa sociedade,como você esperava que elas agissem? "

isso é apelar demais,desculpe mas eu não compartilho de tanto vitimismo para achar que qualquer ação minha é culpa do machismo,vivo na mesma sociedade patriarcal e nem por isso fico explorando meu corpo para conseguir alguma coisa e outras mulheres também n usam isso e nem feministas são.
ás vezes,parece que algumas feministas esquecem que apesar de tudo temos cérebro.
e fica contraditório,vc diz que n tem nada demais exibir a nudez ,depois fica arrumando desculpas para o pq de uma mulher querer explorar o próprio corpo.

RavenClaw~ disse...

Ah pelo amor de deus. Eu me chamo Nahdinnye Chrystinnye. Nada podeira ser pior doq isso, poderia? Oo

N. disse...

"Sororidade é a pqp, né? Uma traíra não pode ser rejeitada pq é machismo, mas e a amiga que ela sacaneou? "

Concordo com a Iara e com o anônimo das 2h45(algo assim).

Ao falar da Leticia cobra, não estamos tirando a culpa dos idiotas machistas do jogo, tipo Marcelo, Junior sei lá. E sim, eu defendo a liberdade da mulher e tal, mas as vezes esse papo de sororidade cansa, como se todas as mulheres fossem amigas e liberais, nã fossem cobras. Gente, as mulheres do BBB tão CAGANDO pra feminismo, só querem sair nuas na revista não para se empoderarem, e sim para ganhar mais uma mídia. É o que acho.
Por mais que tenha achado uó o tom do comentário do Felipe falando "tá ficando ridículo", mas concordei com ele. Criticar a atitude de uma mulher te faz uma pessoa misógina? Não pode criticar não? E o anônimo que falou "sororidade até a página 2" é bem assim mesmo. Vamos ter sororidade com a Leticia coitadinha, que já revelou uma vez "que é um fardo ser bonita" e "não tem culpa de ser tão bonita" ahhh vá pra pqp dizer isso! Os caras da casa foram escrotos tb, não to aliviando pro lado deles, não!]

lola aronovich disse...

RavenClaw, sério isso? Que droga, hein? Imagino o que vc deve levar pra soletrar seu nome cada vez. Mas, no seu caso, mudar de nome não é difícil, pelo que entendi. Vc tem que chegar num cartório e pedir pra mudar pra Nadine Cristine (o mais simples possível). O chato depois é ter que mudar toda a documentação (RG, CPF, carteira de trabalho, cart de motorista, passaporte, título de eleitor etc). Mas vc se livra do problema pro resto da vida...
E qual foi a ideia dos seus pais? Algo relacionado à numerologia?

MCarolina disse...

Olha Raven Claw: Veja os outros casos possíveis para mudança de nome ou sobrenome
Erro de grafia

A correção de erros de grafia (letras trocadas ou repetidas), segundo a Lei de Registros Públicos, poderá ser feita no próprio cartório onde o interessado foi registrado, por meio de petição assinada por ele próprio ou procurador. Alguns exemplos de nomes que podem ser corrigidos são Creusa, que tem Cleusa como grafia correta, e nomes estrangeiros, como Washington, difíceis de serem grafados corretamente nos cartórios. - O seu entra nessa categoria. Pode mudar sim para uma forma simples sem esse monte de letra. Infelizmente é algo muito comum os pais fazerem isso achando que estão deixando o nome dos filhos chique. Quando trabalhei na prefeitura e recebia listas com nomes dos alunos dos CEUs, pessoas baixa renda, às vezes tinha tanto Y, H, N, W e outras consoantes no nome que eu desistia de tentar entender. Os pais não sabem os estresse futuro que estão causando.

Juliana disse...

Quando meu irmão nasceu, meus pais o registraram como Eric Bruno. Eu nasci e pra "combinar" eles colocaram Érica...Juliana, mas só nos chamam de Bruno e Juliana. Ambos odiamos nosso primeiro nome.Com apenas um ano de diferença, sempre estudamos na mesma série e mesma sala, a vida toda foi "Olha só: o Eric e a Érica",afff
Ao entrar na faculdade me esforcei para me chamarem de Juliana, mas não deu certo, o primeiro nome sempre vence. Eu odeio e muito ser chamada de Érica.
Agora, falta de respeito extrema é chamar alguém de um nome que ela não gosta, só para irritá-la. No ensino médio tinha uma colega de classe chamada Lílian Francisca. Ela odiava o "Francisca". Certa vez um professor estava chamando os nomes dos alunos, e na vez dela, ele falou "Lílian Francisca",ela rebateu "é só Lilian", aí explicou que odiava o Francisca. Então o sábio educador, como se soubesse tudo sobre a vida, disse: "pois de agora em diante só vou te chamar assim, garanto que até o fim do ano eu FAÇO vc gostar do seu nome". Tipo,empatia zero, arrogância mil.

Acho que o auê que se faz em torno do nome é pelo fato dele ser considerado quase sagrado. Não aceitar o nome que seus pais religiosamente lhe deram é meio que um pecado, imagina só que desacato! Há quem diga que Deus só nos reconhece pelo nosso nome de batismo, então apelidos ou trocas de nomes vai contra a ordem das coisas, ou que o nome tem poder, enfim.

Ah sim, no meu caso poderia ser pior: meu sábio pai queria homenagear minha bisavó, e eu teria o nome dela: Ana América, ou para os intimos, Meriquinha, olha só que beleza! Minha mãe interviu e veio a parte que tenho orgulho: ficou Juliana, Júlia, minha avó, e Ana, minha bisavó. É esse sentido que me faz gostar ainda mais do meu nome.

Anônimo disse...

eu também estou sofrendo com isso, tive uma bebe, só que ela foi prematura, e o pai registro sozinho e com outro nome enquanto estávamos na UTI, sofro muito com isso,só a chamo pelo nome desejado, ja entrei com uma ação de retificação de registros, mas a promotora indeferiu meu pedido, alegando ser mero capricho. Mas e o meu desejo? eu esperei, bordei, fiz tudo pra minha menininha...e agora por causa de 5 minutos e uma assinatura, pronto, já era! um criminoso, mata, abusa...e tem perdão, tem volta...e eu? vou ter que passar dias deprimidas, ofendendo meu esposo!

RavenClaw~ disse...

Huashua aham Lola. Puxa obrigada MCarolina, mas nunca fui atrás mesmo. Sempte assino Nahdinnye Bueno, que é o meu último e já me incomodei por causa do alfabeto inteiro no nome, mas hoje em dia nem penso mais nisso. Se o nome reflete a personalidade, o meu é a minha cara. Claro que, quandouma professora de português comentou q gostava do meu nome e ia por na neta dela pensei 'oh god why'? Huahua smas nem esquento muito não.

Anônimo disse...

Li ali em cima alguém que não concorda com a data de nascimento...pois comigo aconteceu algo quase surreal. Minha mãe faleceu há alguns anos, sempre comemoramos seu aniversário em 12 de setembro , sempre foi assim, e era como todos os irmãos achavam...pois há algumas semanas, fui comprar um chip de telefone, e, sei lá por qual motivo, ao pedir os dados, pediram a data de nascimento da minha mãe... e eu disse 12 de setembro...aí me disseram que não conferia, e recusaram o cadastro ( logo eu, que já tive mais de uma dúzia de telefones !!!). Pois então fui atrás da certidão de óbito dela, e a data de nascimento que constava era outra...vai entender.
E tem também o "mea culpa"...deixei de namorar uma moça linda por causa do nome dela. Ela sempre era chamada por um nome bonito , como o de uma personagem de filme, até que descobri que era apenas parte do nome , que aí ficava esquisito. Como Tiana , mas o nome seria Sebastiana... sei que é terrível, mas eu era bem mais jovem e completamente idiota ( aliás, idiota é pouco, porque ela era inteligente além de bonita, e uma artista excepcional )...me arrependo até hoje.

RavenClaw~ disse...

O que eu queria mesmo era arrancar o monte de sobrenome. Tenho cinco. Tipo Dom Pedro. ISSO dá pra fazer?

Priscila disse...

Mais um caso de pai que registra a criança com outro nome que não foi acordado por ambos, pai e mãe.
Anon 14:16, toda a minha solidariedade pra você que gerou e pariu, no mínimo deveria ter sua opinião sobre o nome da criança respeitada.

Anônimo disse...

Eu não consigo encontrar informações concretas sobre nome artístico. Se eu começar a colocar um nome completamente diferente do meu pra assinar um trabalho artístico, não corro o risco de ser acusada de falsidade ideológica?

Quanto ao meu nome, eu tenho sentimentos muito ambíguos em relação a ele. Lembro que desde criança queria mudar, mas nunca encontrei um nome com o qual eu me identificasse, realmente. Só que também não me identifico com o nome que eu tenho.
É uma curiosidade que eu tenho. Como artistas, trans* e outros escolhem o nome?
Odeio mesmo é o meu apelido. O nome até gosto (nos outros). Meu nome é Karoline e eu odeio ser chamada de Karol. Não gosto, não me identifico. Agora que eu mudei de país sempre me apresento como Lini. Também não gosto, mas se já não gosto de Karol, com a pronúncia da lingua inglesa gosto menos ainda.

Livia Siqueira disse...

Lola, eu me expressei mal no meu último comentário. Destaquei o item 35 para mostrar que dá para fazer a alteração mesmo depois da maioridade, mas o que comprova que não dá para modificar o prenome é o item 36 - "os prenomes são definitivos".

Aliás, bom fazer a ressalva de que o que a gente chama popularmente de "nome" (eu mesma chamei assim nos meus comentários) é, para a lei, o prenome.

Enfim, eu sou advogada e trabalho em um cartório. Só que é de registro de imóveis, não registro civil. De qq forma, perguntei sobre isso para o meu chefe (que fez o mesmo concurso que os oficiais de registro civil) e um colega de trabalho que é concurseiro dessa área. Ambos me disseram que o prenome é definitivo e essa regra se sobrepõe à da maioridade.
Meu colega tbm disse que, aqui em SP, os juízes têm admitido que o prenome seja modificado no primeiro ano da maioridade, sem necessidade de entrar com ação, SE houver justificação. Mas, mesmo assim, o Ministério Público pode "vetar". E aí já era, tem que partir para a via judicial.
Ainda de acordo com as decisões daqui, após o primeiro ano da maioridade, mesmo com "motivo justo" fica quase impossível. Só se for vexatório mesmo (ou caiba nas outras regras do item 36).

Outra coisa que é bom ressaltar é que, mesmo que o pedido feito no primeiro ano da maioridade seja entregue ao cartório, isso não quer dizer que não vai passar pelo juiz - o próprio oficial do cartório que encaminha. Todos os pedidos de alteração de nome precisam de autorização judicial.

Anônimo disse...

ahhhhhh, eu adorei Nahdinnye Chrystinnye !!!!!!!!!!

Tá vendo só, gosto é gosto, eu adoraria ter este nome aí !!

Julia disse...

Existe um ramo da linguística que estuda os nomes próprios - a Onomástica. Sempre achei esse assunto muito interessante. Estudei um pouco sobre isso na faculdade, mas não me aprofundei sobre prenomes, tinha interesse maior nos sobrenomes.

Mariana. disse...

tem um episódio de friends, quando a pheebe vai se casar, em que ela vai no cartório para acrescentar o nome do futuro marido e, pedindo informações, descobre que pode mudar seu nome completamente: sobrenome e primeiro nome. Enfim, dá uma história engraçada, pq ela acaba escolhendo nomes mirabolantes (lá também não tem limite: você pode fazer isso o quanto quiser).

Isso exemplifica o que disseram aí em cima, sobre americanos serem muito menos apegados aos próprios nomes.

Roberto Vercelino disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Francamente, que frescura... como se o nome fosse definir que voce é...

Feminista capitalista disse...

Iara

Vc é parente de mascutroll ou apenas doida mesmo?

Se você não assiste o big brother e nem sabe quem é Leticia então como você pode dizer que meu comentário foi mentiroso??

E o pior justifica sim o slutshmaing, porque foi isso que Leticia sofreu e você tenta justificar com argumentos pra lá de machistas.

Só pra você ter uma idéia uma bailarina do Faustão se sentiu no direito de chamá-la de a mulher mais safada da casa ao vivo e foi aplaudida pelo público.
Um leitor, dentre vários na Uol,acabou de escrever isso aqui numa reportagem sobre a Leticia:

''Mudar de parceiros como quem muda de roupa não é saudável e correto,por mais que estejamos no sec. XXI.''

É por isso que Leticia foi tão condenada e odiada, e se isso não é slutshaming não sei mais o que é.

------

''eu não vejo a nudez da mulher como algo bom''


Hahahahaha, se você acha isso então fica claro porque você se incomoda tanto com as participantes do bbb.

Vá se desfazer de seus sentimentos patriarcais e depois venha querer debater.

Nudez é a coisa mais natural do mundo, quem a condena é a moral religiosa e não o feminismo e OUTRA as outras mulheres não devem se cobrir ou deixar de se cobrir conforme a sua conveniência, mas conforme A VONTADE DELAS, afinal a vida é delas,elas são livres e o feminismo defende a liberdade.


Liberdade inclusive de poder ''balançar o rabão de biquini'' e não serem taxadas de vagabundas e outras coisas mais as quais os homens jamais foram e jamais seriam chamados.

Os seus argumentos estão parecidos com o do Diego,participante machistão escroque e queridinho do público, que o chama de ''pessoa maravilhosa'' enquanto Leticia é apedrejada com argumentos do tipo

'safada'
'santinha do pau oco'


O machismo da situação é tão explicito que até o próprio Pedro Bial citou Adão e Eva na eliminação da garota, entrou na defesa por ela e sugeriu que ela só foi eliminada por ser mulher o que é óbvio.


Antes que eu me esqueça, a culpa do corpo feminino ser tratatdo como objeto, produto e como algo que serve apenas pra agradar aos homens enquanto o corpo masculino é tratado com todo respeito e dignidade NÃO É das panicats, nem das bbbs,nem das funkeiras,nem das feministas e SIM DO PATRIARCADO que já estava muito bem estruturado e preparado pra ser assim muito antes da avó da bisavó de qualquer uma dessas mulheres citadas nascer.

Sempre foi assim e mirar no alvo errado e justamente no lado mais fraco da situação(que são essas mulheres) NÃO VAI RESOLVER A SITUAÇÃO MUITO MENOS DIMINUIR O MACHISMO,apenas colaborar pra ele.


----------

''ás vezes,parece que algumas feministas esquecem que apesar de tudo temos cérebro''

Aham, claro, porque acreditar firmemente na velha dicotomia machista que separa as mulheres em bonitas VS. inteligentes e a partir da aí achar que beleza/senusalidade/nudez e inteligência são antagonistas e nunca vão juntas na mesma frase é um super sinal de ter cérebro e usá-lo bem;tenha a santa paciência.


¬¬

Feminista capitalista disse...

Anônimo das 02:34 e 02:45


Minha esperança é que você tenha no máximo uns dezessete anos pra ter um ponto de vista tão imaturo e injusto desses.

Fora que achei uma baixaria de sua parte usar o argumento da sororidade pra tentar,em vão, justificar o ódio machista do qual Letícia foi vítima; isso não se justifica, se lamenta,se condena.


Sororidade é não apoiar misoginia,injustiças e ter compaixão, coisa que pelo visto você não tem já que acha justo Letícia ser massacrada por conta de ter beijado os HOMENS QUE PARTIRAM PRA CIMA DELA, por livre e espontanea vontade, eles não foram vítimas,nem refém de nada, afinal a cabeça deles, igual a nossa também tem um cérebro muito capaz de pensar e tomar decições.
Esse discurso de que Leticia ''os enfeitiçou'' é rídiculo, e o que aconteceu nesse big brother pra mim foi a perfeita metáfora da cultura de estupro, onde uma mulher é assediada por vários homens e ainda é apontada como culpada e responsável pela situação ao invés de encontrar compreensão.


Não é atoa que nos perguntam imediatamente o que estávamos vestindo quando contamos que fomos assediadas na rua.








Feminista capitalista disse...

Anônimo das 02:34 e 02:45


Minha esperança é que você tenha no máximo uns dezessete anos pra ter um ponto de vista tão imaturo e injusto desses.

Fora que achei uma baixaria de sua parte usar o argumento da sororidade pra tentar,em vão, justificar o ódio machista do qual Letícia foi vítima; isso não se justifica, se lamenta,se condena.


Sororidade é não apoiar misoginia,injustiças e ter compaixão, coisa que pelo visto você não tem já que acha justo Letícia ser massacrada por conta de ter beijado os HOMENS QUE PARTIRAM PRA CIMA DELA, por livre e espontanea vontade, eles não foram vítimas,nem refém de nada, afinal a cabeça deles, igual a nossa também tem um cérebro muito capaz de pensar e tomar decições.
Esse discurso de que Leticia ''os enfeitiçou'' é rídiculo, e o que aconteceu nesse big brother pra mim foi a perfeita metáfora da cultura de estupro, onde uma mulher é assediada por vários homens e ainda é apontada como culpada e responsável pela situação ao invés de encontrar compreensão.


Não é atoa que nos perguntam imediatamente o que estávamos vestindo quando contamos que fomos assediadas na rua.

------
Nossa,bela amiga você hein?

É capaz de arranjar briga e se desfazer de uma amiga por conta de um qualquer que daqui a 3 meses você nem vai se lembrar mais?

RSRSRS, só lamento não é a toa que todo mundo acredita e repete por aí que os homens são mais unidos que mulheres.
É o tal ''Desunir pra conquistar''.

E que paixão avassalodora toda é essa que a Angela sentiu por um rapaz que conheceu a menos de um mês?
KKKKKK,história pra boi dormir, isso é no máximo atração,
pseudo-paixonite.
A Angela tem quantos anos mesmo, tipo quatro? ah não 27, mas agiu feito uma criança,uma criança venenosa ainda por cima e saiu difamando Leticia que foi a única que a acolheu na casa,quando ela não tinha ninguém na primeira semana.

Ângela simplesmente quis bancar a 'viúva traída' sem nunquinha ter sido,pro público machista comprar a versão dela da história e deu certo.

Feminista capitalista disse...

{continuando}

FORA que ela traiu o namorado ao beijar a boca do´Júnior lá dentro e ninguém comenta, ainda quer pagar de coitadinha depois disso e pensa que tem moral pra chamar a Letícia de biscate, como ela fez hoje.

Hipócrita até o fim essa garota, só sabe falar mal de todo mundo.


------
Outro detalhe, os olhos da Angela estão perfeitamente intactos no lugar de sempre... ela se interessou pelo Júnior e aí?

O que que Leticia e Júnior que se atraíram mutuamente tem a ver com isso?

Eu respondo:

NADA! ABSOLUTAMENTE NADA


Não é porque você gostou de um garoto,que automaticamente ele é seu, como se fosse um objeto numa prateleria,um pertence seu que pudesse ser roubado.
O ser humano é livre e o sentimento tem que ser reciproco,não adianta nada espernear por conta de um cara de que não te quer.

Júnior foi bem claro ao dizer pra Angela que não assumiu compromisso absolutamente nenhum com ela e que até se arrependeu tê-la beijado,pois o beijo os afastou e estragou a amizade deles.
Sou da opinião de que 1927 já acabou faz um tempinho, estamos em 2014 e um beijo não representa compromisso muito menos pedido de casamento.

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Sobre o que Leticia disse, ela está certinha, mas a frase foi simplesmente retirada de seu contexto original pra ser usada contra a mesma de maneira vil e calculada.

NINGUÉM,absolutamente ninguém nesse mundo é amigo de alguém em questão de duas semanas, amizade verdadeira é construída solidamente dia-após-dia com o passar do tempo;detesto essa gente desesperada que se diz super amiga,amigos eternos de alguém que conhecem a 20 dias e depois de 6 meses, no primeiro conflito já nem se falam mais e nunca mais querem olhar na cara da pessoa, isso sim é falsidade.

Eu não fiquei amiga de nenhuma das minhas melhores amigas em duas semanas, levou bem mais tempo que isso e foi natural,simplesmente fomos conversando,descobrindo afinidades,passando mais tempo juntas até que quando vimos já nos falavamos há vários meses e tinhamos construido uma amizade que ficava cada dia mais intensa e iria se solidificar mais ainda com o passar do tempo,só isso.

E Angela rasteira foi sim bem falsa ao usar o argumento da 'empatia' pra votar em Leticia sendo que antes disso ela já estava queimando a garota por aí e tendo a certeza de que votaria nela, agora ela já está queimando o Cássio e preparando o terreno pra votar nele e convencer suas amiguinhas fofqueiras a fazer o mesmo, aguarde e verá.

Feminista capitalista disse...

N. e demais pessoas



vocês estão loucos se acham que me dou bem com todas as mulheres do mundo,que nunca xinguei mulheres e que nunca briguei com uma mulher.
Estão redondamente enganados se acham que defendo toda e qualquer mulher.


EU NÃO DEFENDO MULHERES, eu defendo pessoas de situações que eu considero injustas, e o machismo é uma grande injustiça na vida de todos.


O problema não é a Leticia ser criticada, que seja, todo mundo é criticado.
O MEU PROBLEMA é que Leticia JAMAIS neste planeta seria tão odiada e critica assim pelas coisas que fez se ela simplesmente fosse homem.

A falsa simetria reside aí,em achar que ela merece ser defendida só por ser mulher, e realmente um homem nunca precisaria ser defendido por mim porque essa é uma situação que ocorreu exclusivamente por Leticia ser uma mulher.


PRA quem não entendeu ainda; eu desenho:
Se a Leticia fosse um cara,um rapaz, ela NUNCA seria chamada de periguete e outros adjetivos machistas como 'dona do jogo da sedução',ninguém falaria sobre a 'safadeza' dela e principalmente ninguém estaria chamando ela por aí em todos os sites de coisas como:

''Santinho do pau oco''
''Falso puritano''
"puto que se faz de santinho''

Pros homens isso simplesmente não existe, e se existe é numa escala minúscula, sem ódio.
É pra isso que eu quero atentar, pelo fato de Leticia ter sido condenada por SER MULHER, por ser humana, porque a população brasileira ultrapassada e pseudo-liberal ainda não consegue lidar bem com a sexualidade feminina, muito menos digerir o fato de que uma mulher que no primeiro momento disse não simplesmente tenha mudado de idéia e topado ir pra debaixo do edredom com um cara, e depois tenha namorado outro e ficado com mais um terceiro.
Todos estão agindo como se ela tivesse cometido um terrível crime, quando se ela fosse um homem todos estariam com cara de paisagem ou no máximo elogiando dizendo coisas como:

''Nossa esse cara é foda''
''Esse cara pegou 3, queria estar no lugar dele''.

A liberdade sexual feminina é uma bandeira muito importante pro feminismo,crucial, e a qual infelizmente me parece subestimada e um pouquinho desvalorizada.

Acho SUPER importante debater isso e mudar o panorama da situação, pois me parece que boa parte do ódio que sofremos da sociedade vem justamente da repressão sexual da mulher e dos conceitos moralistas
judaicos-cristãos de sexuliadade e 'descência'.



Termos como ''Piranha'' e similares tem mais poder de levantar e espalhar o ódio por aí do que vocês imaginam!

----

E que desgraça de feminismo é esse de vocês que só defende e interessa as feministas???
O meu feminismo é pra todos,pra sociedade inteira usá-lo e refletir, se não nunca teremos uma cultura totalmente feminista e machismo-free.

Não tenho porque ficar defendendo as feministas que de maneira geral já se defendem muito bem e até melhor do que eu, e sim defender justamente as mulheres mais vulneráveis ao machismo como a Letícia e demais bbbs.


''''''''''''''

Pra quem jura que Leticia não foi leal,bem, ela foi tão Leal a Angela que a primeira coisa que fez foi contar a Angela que tinha sido beijada pelo Júnior e perguntou se essa se importava,se estava tudo bem ou se era muito incomodo, quee ela não faria mais.

Angela apenas consetiu e disse tudo bem, que o Júnior não exercia nenhum fascínio sobre ela.
Parece que depois ela mudou de idéia,aproveitando o gancho de coitadinha e difamando a Leticia por sua sexualidade pra todas as câmeras.

Feminista capitalista disse...

E estou espantada com a falta de empatia a autora do guest-post aqui nos comentários.


Qual a dificuldade de entender que ela se sente incomodada,diminuida,humilhada,
constrangida e ofendida pelo próprio nome?

É tão dificil assim imaginar que ela possa ter um nome esquisito,muito vexátório?

Vir aqui e dizer ''Ah eu também não gosto do meu nome'' relativizando a dor da garota não vai ajudá-la em muita coisa.
Apenas deixá-la com uma sensação ruim de incompreensão.


A ela todo meu apoio, e que ela lute,lute,lute e lute até conseguir o nome que ela tanto deseja.
Quem acredita chega lá.

Anônimo disse...

Pois é, eu entraria, sim com a ação. Acho graça médicx opinando sobre viabilidade de ação judicial... se fosse umx advogadx fazendo o inverso, iam reclamar.
É viável, sim.Mais fácil ainda é incluir um segundo nome (o que vc preferir) no registro). Mas poucos juízxs serão tão idiotas quanto a isso. Levam em consideração que, se vc se abalou a ponto de processar, é porque realmente lhe machuca. Ponto.

lara disse...


realmente tenho sérios problemas com nudez,tanto é que tomo banho de roupa e nunca me vi nua...
não,não tenho problemas com isso e sim com o uso que se faz da nudez,não vejo nada de errado em mulher fazendo topless,em praia de nudismo,agora isso é bem diferente
da mulher ficar explorando o corpo para conseguir alguma coisa na mídia.

e a culpa é do patriarcado mesmo,mas panicats e afins,sabem que serão usadas e aceitam,quer que eu acredite que elas n sabem de nada do que fazem?
elas contribuem com o patriarcado.

e mais uma vez você inventou coisas que eu não disse.
eu não disse que são burras,mas sem talento é óbvio que são,não são atrizes,não cantam,mas querem fama a tudo custo e o corpo é o único jeito de aparecer.

várias mulheres entram no bbb e de repente querem ser atrizes,mas nunca fizeram aula de teatro na vida,ai é mais um rostinho e uma bunda bonita sem talento na tv.

e enxergar a realidade,não quer dizer que a mulher mereça tudo de ruim,ser apedrejada ,mas não vou fingir que elas são coitadinhas,que não sabem o que fazem.

Luzia disse...

Queria agradecer a todo mundo que postou informações a respeito da legislação (que não me ajuda, pra variar). Muito muito obrigada mesmo! E um abraço aos comentaristas compreensivos. <3

Pra começar, achei o título que a Lola pôs no guest post um pouco preconceituoso. Se fosse "não aceito meu gênero" não soaria transfóbico? Pois é.

Segundo, os mil "não entendo pq ela naum goxta du nohmy": vcs não tem que entender. Alguém "entende" poque alguém -> não se identifica <- com o gênero que lhe foi designado de maneira forçada? R.: Não. Cês não em que entender. Só respeitar. É horrível, é opressor. É óbvio que não tem como "evitar" isso. Não culpo meus pais, assim como uma pessoa trans* não pode culpar a genética. Só pedimos respeito à nossa identidade. Como a Lola disse, meu registro civil é comum, ela até acha ~mais bonito~ do que a identidade que eu "escolhi", mas desde que eu me lembro de existir (como desenvolvi no post) externo que me machuca. Da mesma maneira que algumas pessoas se sentem quanto a ser "mulher" ou "homem". Perguntem pra deus.

Terceiro, quero que quem comentou "classe média sofre" enfie o comentário no olho do cu. Nem mais pra esquerda nem mais pra direita, no MEIO.

É triste ver gente que aponta pra homofóbicxs, machistas, transfóbicxs e afins tratando um caso opressivo com tanta displicência. De qualquer forma agradeço à Lola pelo espaço, significou bastante pra mim e talvez seja positivo pra alguém que passe pela mesma situação. :)

Feminista capitalista disse...

Iara


Discordo, quem contribui pro patriarcado com este tipo de argumento é você,que basicamente está batendo palmas pra ele.


As panicats precisam trabalhar, ganhar dinheiro e exploram a própria imagem pra isso, decisão delas, a qual deve ser respeitada, visto que qualquer celebridade masculina também faz exatamente o mesmo, vive da imagem, do corpo,de carisma e da personalidade, mas eles não são rebaixado,nem tratados como menos humanos por aí, nem se aponta pra eles e diz que eles atrapalham o feminismo, ao contrário das mulheresque fazem o mesmo,pois vivemos em uma socieddade onde o homem pode tudo e a mulher pode nada, a mulher sempre é criticada por fazer o mesmo que o homem.


E mesmo que as panicats ficassem vestidas de burca, ainda sim seriam exploradas na tv como um simples enfeite, uma decoração, exatamente da maneira que acontece, não é culpa delas, nem do comprimento da roupa delas o fato de mulheres serem encaradas como objetos, como troféus.
Mudar a roupa não mudará automaticamente a mentalidade de uma nação.


E francamente talento é uma coisa subjetiva, acho a lady gaga um lixo, mas muita gente a adora e idolatra considerando-a talento puro.
Fora que a falta dele não é um privilégio feminino, também existem vários homens 'sem talento' por aí ocupando espaço na mídia e que saem do bbb querendo ser famosos e nem por isso são chamados de vazios,burros,aproveitadores e todas as coisas que as mulheres são chamadas;pelo contrário, o discurso muda e todos passam a dizer que 'Tem mais é que aproveitar as oportunidades mesmo'

Grazi Massafera saiu do bbb e virou atriz, ela pode ser ruinzinha, mas ela estuda e se esforça pra ser uma profissional, faz o possível, Juliana ALves tbm saiu do BBB e virou atriz e estuda muito pra isso, pra se manter na profissão, Thalita Lippi já era atriz antes de participar do bbb, assim como a Aline da atual edição também é atriz.
Sabrina Sato é muito criticada por supostamente não ter talento,mas ela é divertida, tem talento,carisma e tudo isso conta.


ALÉM DO MAIS, o que diabos tem a ver a suposta falta de talento e vida de subcelebridade das ex-bbbs com o pesado slutshaming que a Leticia sofreu?
Afinal,meus posts originais eram sobre isso, sobre a moralidade religiosa e sua guerra contra a liberdade da mulher e sobre os duplos padrões hipócritas perante a sexualidade humana, onde é visto como natural um homem falar pras mulheres ''Você é minha primeira opção,fulana é segunda, beltrana é terceira, e a quarta é a cilcana''
dar em cima de todas mulheres possíveis,querer se enfiar embaixo do edredom ao passo que uma mulher ficar com três rapazes,ou então fazer sexo lá dentro é visto como inadmissivel,pouca vergonha e cretinice.

Tanto que a Franciele fez sexo com o Diego e pediu desculpas ao pai por isso,pergunta se o Diego teve que pedir desculpas a alguém?



Sinceramente, te aconselho a revisar suas idéias, afinal você nem assiste o bbb,nem sabe quem a Letícia é e o que ela passou, mas já veio com um discurso pronto a respeito da mulher que entra no bbb, querendo justificar que é ridículo defendê-las por que elas ficam de biquini o dia todo na piscina (coisa que os homens também fazem, visto que isolados lá dentro não há muito o que fazer)


O que diabos tem demais elas ficarem de biquini na beira da piscina e exibir o corpo?
Elas deveriam entrar no 'modo invisível' antes de se bronzearem?

Leticia mereceu o slutshaming por conta disso?

Esse seu tipo de raciocínio abre margem pra que um dia você mesma seja mal interpretada e importunada ao usar um biquini num clube qualquer, afinal algum moralista vai pensar que 'mulher decente' não usa um 'biquini desses' e se usa é pra 'se exibir' e portanto vai sentir no direito de invadir o seu espaço e te assediar.


AH, e você não tão diferente da Leticia assim como você imagina, ou de qualquer outra bbb, nem você,nem eu, nem ninguém, somos TODAS HUMANAS.

Julia disse...

Capitalista, a que você atribui o Junior ter sido eliminado? Você acha que ter ficado com duas, ou ter ficado com a Ângela e não ter assumido, contribuiu? A Ângela esta fazendo o jogo dela muito bem, ela coloca no paredão quem ela quer mesmo não sendo líder. Ela vai acabar ganhando o programa. O fato da Letícia ter ficado e não ter assumido, não ter uma postura firme pode ter contribuído pra eliminação dela? Slutshaming por slutshaming já teriam eliminado a Clara e a Vanessa.

Roberto Vercelino disse...

Para a Mônica e para a Lola, que comentaram sobre o marido adotar o sobrenome da esposa:

http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2013/10/1352493-adotar-sobrenome-da-mulher-ja-e-escolha-de-25-dos-homens-ao-casar.shtml

Há um mês li uma matéria sobre o assunto no portal do iG. Fui procurar e não encontrei, mas achei matéria da Folha.

Anônimo disse...

Tenho duas amigas que têm nomes compostos e ficam injuriadas porque insistem em chamá-las somente por um deles. Pessoas desconhecidas em consultorios ou qualquer coisa que seja obrigada a
dar o nome completo. Elas se chamam Maria Luiza e Maria Lúcia, mas o povo é muito burro e só as chamam de Maria. Não entendem nome composto.

Anônimo disse...

Um nome faz toda a diferença. Tenho um nome feio, mas tomei coragem de querer mudar muito tarde, somente aos 19 anos. aí acabei nem tentando porque os próprios advogados disseram que a chance de conseguir era mínima. Com um nome feio vc acaba destinado a ser uma pessoa infeliz, pois vc acabará passando quase que diariamente diariamente por situações desagradáveis. Como nossos pais podem brincar com uma coisa tão séria?

Anônimo disse...

Me identifique com tantas pessoas que assim como eu tb teem uma rejeição ou dificuldade de aceitar o nome ou mesmo seu primeiro nome, no meu caso é nome composto, e automaticamente todo mundo te chama pelo primeiro. Nossa, é dificil vc tem que pedir sempre pra te chamarem pelo outro nome, e os insuportáveis que quando sabem disso ficam te irritando aí que chamam mesmo pelo nome que vc acabou de pedir pra não ser chamada....Nossa e aí vai, eu só me apresento pelo segundo nome, que amo, e realmente não entendo o porque não respeitar o nome que a pessoa escolhe ser chamada, afinal o nome é dela! é uma questão de respeito...

Anônimo disse...

Eu entendi perfeitamente o que a autora quis dizer. Identifiquei-me tanto com sua história que pareceu ser minha. DETESTO meu primeiro nome e AMO meu segundo nome. Desde sempre tenho que ficar doutrinando as pessoas a me chamarem pelo segundo. Mas o pior é quando surge algo formal e só me chamam pelo primeiro nome. Tenho tanta ira que é como se estivessem me dizendo um palavrão. Como dizem, "surge sangue nos olhos"...rsrs...de tanta raiva que sinto. O pior de tudo é que ele não é tão feio...mas é algo que me causa profunda ozerija!! O nome que detesto é Sandra. O nome que amo é Raquel. Queria poder deletar o primeiro.

Anônimo disse...

Eu me identifiquei bastante com isso, pois também não gosto de ser chamada pelo meu primeiro nome, que por acaso é bonito e aceito por todos, mas eu não gosto! Sentimento é sentimento, é a pessoa que não gosta de ser chamada pelo nome que tem e pronto, não está no campo na lógica, as pessoas deveriam respeitar isso. Como alternativa, gosto de ser chamada pelo segundo nome. Também gosto de ser chamada pelo meu nome composto, mas, nossa, como é difícil! Sério, as pessoas tem preguiça de chamar pelo nome composto, e chamam somente pelo primeiro ou porque “é mais fácil”, ou porque “dá na mesma”, ou porque “acham que o segundo nome é sobrenome” (NÃO, NÃO É, É NOME MESMO), enfim, é uma dificuldade!!! A menos que o primeiro nome seja Maria ou Ana, esquece, é o primeiro que prevalece, isso dá uma raiva. Daí, como alternativa, peço para ser chamada pelo meu segundo nome, é mais fácil de respeitarem e me dá menos trabalho.
Nossa, eu entendo perfeitamente, é horrível ser chamada por um nome que a gente não se identifica, a gente se sente ofendida e, SIM, é quase o mesmo sentimento que um trans sofre por ser chamado pelo seu nome verdadeiro. Concordo que foi um avanço enorme os trans poderem serem chamados pelo "nome social" na lista de chamada, isso é maravilhoso, e deveria se estender para toda a população. Qual o problema???? Eu sempre pedi para meus professores me chamarem pelo meu segundo nome na chamada, não seria mais fácil se já tivesse o nome que queremos ser chamados na lista??!! Muda no que o ensino???!!! Esse é só o nome social, o real continua no RG, pra satisfação da burocracia, pronto. Pra mim isso já seria um avanço enorme, facilitaria muito a vida social.
Nossa, passei e ainda passo por tudo isso, sei exatamente como é. A justiça brasileira é muito burocrática, muito atrasada, para trocar de nome, colocar outro ou simplesmente inverter a ordem do nome duplo, vish, é uma mão-de-obra, uma burocracia do cão, você gasta uma fortuna e, pior, às vezes nem consegue. E sim, eles acham que é charme da pessoa. Nos EUA não tem essa frescura não, eles trocam e pronto! Agora, só pode trocar de nome caso se encaixe nas regras acima!!! Ah, por favor, quer dizer que não gostar do nome não envolve sofrimento também?!
Essa regra dos 18 anos também fiquei sabendo só quando tinha 20, daí não dava mais. Agora, sinceramente, acho que uma pessoa de 18 anos ainda é um pouco nova, deveria poder mudar o nome em qualquer idade, daí a pessoa poderia decidir se realmente quer mudar com mais idade e maturidade, né. Eu acho!
Acho que enquanto a justiça não “abre a cabeça” e vê esse problema com mais seriedade (pois, sim, existe milhares de pessoas nessa mesma situação), o jeito é tentar adaptar. Fazer o que, se a justiça não ajuda, nós é que temos que nos ajudar.
Indico esta página de advogados que trata muito bem sobre isso, daí dá para fazer essa pergunta (Mudança de Prenome) no setor do FÓRUM: http://jus.com.br/forum

Anônimo disse...

Me identifiquei bastante a L., a entendo perfeitamente e, na minha opinião, achei a Lola meio fria e insensível na resposta. Poxa, ninguém está comparando o sofrimento dos trans com o de quem não gosta do primeiro nome, apenas a L. disse que sofre ao ser chamada pelo nome dela, pronto! Não tem nada a ver com o sofrimento deles serem maior ou não, a L. não entrou nesse território. Só quem tem um nome que não gosta de ser chamada é que entende perfeitamente esse sentimento que ela está falando.

Anônimo disse...

Tem um site que fala sobre isso, é possível mudar sim: http://www.origemdosobrenome.com.br/nao-gosto-do-meu-nome-e-possivel-troca-lo/

Esse outro site também fala disso: http://jus.com.br/forum

Bem que alguém poderia criar um abaixo-assinado para qualquer pessoa poder, de fato, mudar de nome mais facilmente e espalahr pela internet para muita assinar. Eu assinaria, com certeza.

Guilherme disse...

Aqui é ao contrário, AMO meu nome, me identifico muito com ele e o que me traz mais indignação é as pessoas me chamarem por apelidos, sabe os escrotos da vida... então sempre tem uns assim

Fernanda Namah disse...

Finalmente encontrei alguem igual a mim. Odeio meu nome. Não me identifico com ele.
Esse nome "não sou eu". eu não me sinto sendo xxxxxxxx. Eu NÃO SOU xxxxxxx. NÃO É MINHA IDENTIDADE, droga. E te entendo muito nem. As pessoas ficam dizendo um monte de besteiras, que tem que aceitar...etc. Elas não entendem o que a gente sente!
Há pouco tempo tomei a decisão de mudar meu nome por conta própria, já que não dá pra mudar no registro. Nunca mais disse meu nome verdadeiro pra ninguém, e pedi pras pessoas conhecidas me chamarem de outro nome que escolhi. Coloquei esse novo nome no meu e-mail, nas redes sociais, e não quero mais que ninguém me chame por essa coisa feia que me registraram. Já que os juízes não deixam trocar, EU MESMA TROCO e PRONTO!
Afinal só vou precisar do nome de registro quando for assinar alguma coisa... fora isso no dia a dia posso ser quem eu quiser. Acho que tenho o direito de ser quem eu quiser, não são os outros que vão dizer como eu me chamo. De agora endiante sou Fernanda. E quero te dizer que te entendo muito bem.

Waldemar G. Cambauva disse...

ADVOCACIA ESPECIALIZADA EM ALTERAÇÃO DE NOMES E SOBRENOMES .

ESCRITÓRIO CENTRO SP : (11) 3228 3083 / (11) 98644 5117

PELA VIA JUDICIAL É POSSÍVEL A ALTERAÇÃO DE NOME E SOBRENOMES VEJA OS CASOS ABAIXO :


ALTERAÇÃO DE NOME OU SOBRENOME RIDÍCULOS OU CONSTRANGEDOR
ALTERAÇÃO DE NOME POR ORIENTAÇÃO DE GÊNERO
ALTERAÇÃO DE NOME OU SOBRENOME DE CRIANÇAS
ALTERAÇÃO DE NOME OU PRENOME UNISEX
ALTERAÇÃO DE NOME OU PRENOME NO DIMINUTIVO
ALTERAÇÃO DE NOME OU PRENOME
INCLUSÃO DE APELIDO PÚBLICO E NOTÓRIO AO REGISTRO CIVIL
INCLUSÃO DE SOBRENOMES DE AVÓS OU BISAVÓS
INCLUSÃO DE SOBRENOMES MATERNOS OU PATERNOS
INCLUSÃO DE SOBRENOME DE MADRASTA/PADRASTO
SUBSTITUIÇÃO DE NOME DO ESTRANGEIRO

HERBERT C. TURBUK disse...

HERBERT C. TURBUK
OAB/SP 138.496
Advogado Especilizado em Aletração de Nomes, Prenomes, Sobrenomes
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RY disse...

Quando criança detestava meu primeiro nome “Maria”, minha mãe escolheu esse nome por ser uma católica muito devota, mas eu sempre achei feio. Sempre busquei ser independente, mesmo quando criança, por isso sentia que esse nome que eu não gostava era uma imposição injusta sobre a qual eu não tinha nenhum poder. Foi importantíssimo para mim quando, ao mudar de escola aos dez anos de idade, a professora perguntou “como você prefere ser chamada? Pelo primeiro ou pelo segundo nome?” e eu respondi que preferia pelo segundo, Heloisa. Assim a partir desse momento todo mundo que eu vim a conhecer me conheceu por Heloisa (algumas pessoas mais sensíveis da minha família até passaram a me tratar por esse nome). Isso fez muita diferença para mim, se tivesse só o primeiro nome acho que me sentiria péssima. Por outro lado descobri também que é possível mudar como vemos um nome – afinal gostarmos ou não de certo nome tem muita relação com pessoas que conhecemos, personagens, e figuras históricas que possuem aquele nome… Conforme cresci e fui descobrindo que “Maria” é um nome comum em várias partes do mundo – e não só na america latina, portugal, e espanha - passei a gostar, até encontrei uma personagem da Jane Austen chamada Maria (Mansfield Park). Então se mudar de nome não é uma alternativa pode ser interessante buscar conhecer outras pessoas com o mesmo nome, bem como personagens fictícios e figuras históricas.

Anônimo disse...

Tbm não gosto do meu nome...