quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

GUEST POST: MACHISMO PERMANENTE NO CANTEIRO DE OBRAS

Angélica me escreveu primeiro em 2011. Um ano depois, ela me mandou outro email, revoltada com o assédio que sofria no trabalho, um canteiro de obras, um grande empreendimento (ela narra algumas dessas coisas abaixo).
Na época, mandei o email dela pro Nelson, um leitor também antigo, professor universitário, que já numa das primeiras vezes que reclamei das grosserias na rua, sugeriu a leitoras que são alvo das chamadas "cantadas de pedreiro": peçam pra falar com o engenheiro responsável e exijam um curso de capacitação para eles, para que esses profissionais aprendam que tal comportamento não é aceitável. 
Ainda vou publicar as excelentes sugestões do Nelson.
Angélica tentou de tudo para que seu local de trabalho se tornasse menos opressor. Não conseguiu. O que segue abaixo é o seu relato, do final do ano passado.
Mas, antes, gostaria de tocar em mais dois pontos. Primeiro, que há cada vez mais mulheres na construção civil. Dos 3 milhões de operários no Brasil, 240 mil já são mulheres. É pouco, mas é um número que cresce a cada ano, e é uma nova opção de emprego para pessoas de pouca escolaridade (porque, adivinhe: quem ganha mais, pedreiro ou empregada doméstica?).
O outro ponto é que precisamos tomar cuidado com o preconceito de cor e de classe quando nos indignamos com as grosserias na rua. "Cantadas de pedreiro" são um clássico, toda mulher que já passou diante de uma obra sabe como é isso, e a enorme maioria não gosta. Mas obviamente o pedreiro não é nem de longe o único profissional que se vê no direito de assediar desconhecidas
E eu já cansei de ver machista dizendo "Ain, se fosse um executivo te cantando você não ia reclamar!". Ia, sim! Quando é um executivo de terno e gravata que diz "Vou chupar você todinha", pode ter certeza que a mulher se incomoda! Ou você realmente acha que ela diz: "Opa, só se for agora?!", só porque o sujeito tá carregando uma pasta?
Mas o que Angélica conta não aconteceu na rua. Aconteceu no trabalho. Ela mostra como é algo institucionalizado mesmo.

Desde que me formei em direito, a primeira boa oportunidade de trabalho que tive foi em um canteiro de obras. Eu tinha 24 anos na época, minha OAB estava saindo do forno, e a proposta era de um desafio: me inserir na promissora área de engenharia no Brasil para tratar desses grandes contratos. 
Por quase cinco anos trabalhei em obras civis industriais. Esse ambiente é, geralmente, em áreas rurais, onde não há transporte público que atenda, não há opções para alimentação fora do canteiro de obras –- recursos providos pelas partes contratantes do empreendimento. Existe um “quase confinamento” das pessoas que ali trabalham, porque estas vêm de diversas partes do país, sejam gerentes, superintendentes, operárixs ou técnicxs em segurança do trabalho, com a missão de iniciar e concluir as obras dentro do prazo estipulado. Dessa forma, a vida no “trecho” (como é chamado esse ambiente de obras pelo Brasil e mundo afora) é como carregar a trupe do circo: todos se conhecem, estão longe de casa e de suas famílias. É um desafio. 
A grande maioria das pessoas desse ambiente é de colaboradores diretos, mais conhecidos como “peões de obra”. O vocábulo não é o melhor, mas é a forma como elxs são tratados. O peão de obra é geralmente homem, jovem, negro ou pardo, nordestino, de qualificação educacional restrita, com baixa possibilidade de ascensão profissional, com raras exceções. 
Eles são recrutados em suas cidades de origem e viajam por dias até chegarem ao local de obras, onde devem viver em alojamentos com outros milhares na mesma condição. Pelo fato de os salários serem baixos, muitos trabalham em turnos, finais de semana e feriados, não têm muito tempo para lazer. Quando têm, eles vão para os botecos e zonas da cidade mais próxima.
Agora, imagine um peixe em um aquário, que, de repente, é jogado em outro aquário. Essa era eu, chegando alienígena: mulher branca, com curso superior, jovem, advogada, solteira, argumentativa, inquieta. Era o oposto da regra: obra para homens, engenheiros ou peões, entre os dois extremos do autoritarismo e da subserviência (existe algo de militarizado na construção civil).
Aos poucos fui compreendendo melhor o ambiente. Mas uma situação era perene: o machismo. Apesar de as relações de gênero terem evoluído nos últimos anos, a questão em ambientes extremos como os da construção civil caminha lentamente, justamente por haver poucas mulheres inseridas e pelo veto à reflexividade. Poucas mulheres trabalham em canteiros de obra, em relação à quantidade de homens. Durante meu tempo em obras, vi esse número crescer muito, mas o preconceito é vencido timidamente.
As mulheres que trabalham em obras são, em sua maioria, cargos de serviços gerais e administrativos. Existem operárias, engenheiras, geólogas, médicas, advogadas, administradoras, biólogas, psicólogas, assistentes sociais. Essas mulheres exercem papéis importantes no canteiro, mas nunca em cargos de direção.
É importante lembrar que o canteiro de obras é uma “mini empresa” com “mega efetivo”. A equipe de gestão do empreendimento irá priorizar os programas que garantirão algum certificado ISO ao projeto, fazendo campanhas de meio ambiente, de combate às drogas ou de prevenção de DSTs. Obviamente, é excelente que haja tais campanhas, mesmo que seja pelo lucro do patrão. Mas tratar de gênero é uma barreira complexa, visto que, nesse ambiente, machista na origem, debater essa questão não tem nada a ver com obra e muito menos com o lucro do empreendimento. 
Algo que sempre me incomodou foi que peão de obra mexe com mulher.
Eu, assim como qualquer mulher que já passou na frente de alguma obra (que seja desde uma pequena reforma na pavimentação em uma rua de bairro, até um empreendimento industrial que dispõe de um efetivo de mais de 3 mil trabalhadores), sempre soube que “peão de obra mexe com mulher”.
Na última obra em que trabalhei, comecei a me incomodar de verdade com essa situação. A hora do almoço, em que era necessário caminhar para ir ao refeitório, tornou-se o horário mais crítico para mim. Eram diversos tipos de ofensas/ cantadas nojentas/ apelos de sexo explícito que escutávamos por sermos mulheres e querermos ir almoçar no refeitório. Nesse caminho comecei a mobilizar alguns colegas de trabalho para que reparassem na quantidade de grosserias que todas as mulheres recebiam naquele trajeto.
Foram mais de dois meses atentando todas as mulheres e homens do meu meio de trabalho acerca dessas grosserias, tentando explicar que aquilo era uma violência, sem êxito. Pessoas chegavam a me dizer que eu estava fazendo uma tempestade num copo d’água, que os homens estavam apenas “elogiando”, e que nada daquilo que eles estavam falando era ofensivo o suficiente para eu considerar violência.
A situação que me desmontou aconteceu em uma semana de novembro de 2012, na qual centenas de trabalhadores estavam no processo de admissão, devendo cumprir todos os treinamentos exigidos pela empresa. Os treinamentos eram ministrados em um contêiner na área dos contêineres dos escritórios administrativos. Ao longo dessa semana, todos os dias, havia uma multidão de colaboradores entre os contêineres, aguardando em fila a chamada. 
Nesses contêineres trabalhavam todas as pessoas da administração, onde se concentrava a maioria das mulheres. Todas as vezes que eu precisava ir até a impressora pegar um documento, eu recebia “cantadas”. Cantadas porque eram várias, de vários deles ao mesmo tempo. 
Às sete e meia da manhã, no trabalho, eu ouvia palavras nojentas: “nossa, que gostosinha... merece uma chupadinha” e por aí vai. Como eu não era a única mulher impossibilitada de sair da sala naquela semana, fui até as outras mulheres para saber o que elas pensavam disso. Todas achavam ruim e muito desgastante. Então, eu que sou mais despachada, respirei fundo e tomei a iniciativa de ir até o gerente da obra para abrir a discussão.
- Fulano, não ta fácil trabalhar desse jeito não. Toda hora que qualquer mulher passa entre as salas, escuta algo deplorável.
- Angélica, você não acha que está exagerando?
- Não estou, todas as mulheres compartilham da minha opinião, estamos todas ofendidas com esses abusos.
- Você já foi manipular as outras mulheres para que passem a se incomodar com algo que não incomoda ninguém?
- Não, Fulano, eu simplesmente estou relatando insatisfações gerais, só isso. Não precisa ser gênio para perceber que a incidência dessas ofensas é grande e que são ofensas sexuais. É impossível trabalhar aqui dessa forma, isso é violência e eu tenho certeza que você, na condição de chefe de todo mundo aqui, pode exigir que isso acabe, pelo menos aqui no escritório onde é mais fácil de identificar quem faz.
- Angélica, minha filha. Isso aqui é uma obra, não é uma biblioteca. Você já deveria estar acostumada. Ou deve repensar onde quer trabalhar...
Não respondi, não argumentei, não tive mais nenhuma reação. A violência (e isso eu descobri muito antes, mas naquele momento foi o flagrante delito) partia de todos os lados. E eu estava sozinha nessa guerra, teria que convencer até quem era violentada de que essas coisas poderiam acabar. 
“O opressor não seria tão forte se não tivesse cúmplices entre os próprios oprimidos”. Simone nunca esteve tão certa.
Depois desse episódio, comecei a perceber de forma muito sutil que aquelas situações estavam me desgastando muito, emocionalmente. Fiz algumas tentativas buscando o setor de gestão de pessoas da empresa, o psicólogo, a assistente social.
Eu realmente comecei a repensar onde eu queria trabalhar. Fui percebendo que, o que importava ali passava longe de tratar essas relações de gênero, até que chegou um novo chefe da obra.
Esse novo chefe já chegou afirmando, no primeiro almoço que tivemos para que ele conhecesse a equipe da obra: “Ah, você é uma dessas feministas?! Ha ha ha! Toda feminista é chata pra c*ralho! Você deve ser uma chata! Tá querendo casar!”. Em uma outra situação ele me chamou de feminista babaca em uma reunião formal, porque eu corrigi um documento que era destinado a uma mulher e iniciava com a frase “Prezado Sr.”, e eu alterei para “Prezada Sra.” – “Ah, essas feministas babacas!” Todos riram. Eu lacrimejei.
Eu durei mais uns dois meses no canteiro de obras após o advento do novo chefe. Ele me odiava. E eu o odiava. Implorei uma transferência para a sede da empresa. Consegui. Na sede eu tinha tudo que facilitava, não morava na obra, poderia crescer e estudar com mais facilidade.
Refletindo sobre isso, saí da empresa no meio do ano de 2013 e decidi direcionar meu trabalho e a minha carreira dentro da mesma área de contratos de construção, mas no âmbito de soluções pacíficas de controvérsias, já na área pública.
Eu não abandonei essa luta. Saí sem processar a empresa por qualquer tipo de assédio nesse sentido. Eu saí com o desejo de nunca mais ter que passar por aquela condição de novo, de nunca mais ter que argumentar o óbvio com aquelas pessoas. 
Eu só não quis mais me expor em um ambiente que não tem cognição e reflexão suficientes para atenuar a hostilidade. Mas acredito que, lentamente, tende a melhorar. Quanto mais se falar sobre feminismo na sociedade, nas escolas, empresas, instituições no geral, mais cresce a reflexividade sobre o tema. Um dia a opressão será vista como chata pra c*ralho, e não a feminista que denuncia essa opressão.

90 comentários:

Ana Carolina disse...

Tem tantas coisas a dizer sobre o post...

Minha experiência como advogada em construção civil, apesar de nunca ter trabalhado diretamente com a obra, e saber que as coisas caminham por aí no que diz respeito ao RH (contratação lenta e gradual de mais mulheres, etc).

Me lembrar de minha cunhada engenheira que tem de responder com frequência a "ah, você é arquiteta, né?".

Lembrar-me de minha mãe e avó, quando comentei que me sentia ofendida por cantadas de rua, dizer que sou uma imbecil, que deveria ficar feliz porque estou agradando e pior seria não receber nenhuma.

Ou pensar que o caminho é longo e árduo...

Ana disse...

Revoltante, seriamente revoltante. Sinto muito pelo calvário dessa moça :/

O machismo é um droga, está em todo o lugar. O que era aquele chefe falando em "feminista babaca"?!?! Um tipo desses merecia ter a cara num outdoor, com a frase "eu acho igualdade entre os sexos é coisa pra babaca haha". Maravilha de marketing pra empresa.

Desculpem-me, estou com raiva. E sim sou péssima pra bolar revanches.

--

Cantadas são uma das piores coisas no mundo e ao mesmo tempo uma das coisas mais difíceis de se lutar contra, porque ninguém leva a sério. "São só elogios".

Mas ninguém gosta que a filha leve cantada né? Ninguém gosta de levar cantada de outro homem né? Puxa, que coisa...

--

Olha, pedir pra falar com @ engenheir@ responsável é uma ótima idéia. Vou fazer isso da próxima vez, nem que seja pra ver se dá um tiquinho de pânico nos caras... Só que, sinceramente, eu tenho medo de ficar cara a cara com o engenheiro e ele me dizer uma coisa tipo, "e tu estás gastando meu tempo com isso?". Eu desconfio que esse tipo de coisa só funcionaria se MUITAS MULHERES começassem a reclamar e chegasse ao ponto de a empresa se preocupar...

E sinceramente, uns 70% da população mundial (pra ser boazinha) podia ganhar um curso de capacitação sobre comportamentos aceitáveis. Não ia fazer mal nenhum.

lola aronovich disse...

Aviso a comentários não publicados neste post:


"Peão de obra", se vc não for um mascu, tire os insultos do seu comentário que talvez eu o publique. Ou vc acha que vai chamar mulher de mal amada e ser publicado num blog feminista?


Raquel, querida, sei que suas intenções são boas, mas tire o link e o lugar que o publicou, porque essas meninas estão sendo super perseguidas e ameaçadas por mascus por causa desse vídeo. Não quero aumentar isso. Pode fazer o comentário, mas sem links, ok?

Anônimo disse...

Está bom então Lola, eu não ofendi ninguem mas eu vou falar de novo o q eu escrevi só q de um jeito diferente.


Eu sou um desses "peão de obra" que a doutora ai disse do post, que ela deixou de modo bem claro que é "ignorante" e que precisamos urgetemente dos ensinamento dela, que é universitaria e tem mais estudos.

Só que o problema que essa moça não encherga é que a gente temos prazo para entregar as obra e não dá tempo para ficar ouvindo conversa mole de doutora sobre generos ou coisas do tipo, pq se não a massa seca, o muro cai, o esquadro saí do lugar, o tempo é curto e os patrão não quer saber q vc foi obrigado a ficar 2 horas escutano conversa mole, eles querem o prédio pronto na data.


Ela tem que aprender que só estamos ali querendo o nosso espaço respeitado, na obra é assim, quem chegou ontem que fique na humildade, ela não pode querer impor as regra que ela aprendeu na faculdade pra gente que estamos lá fazendo o verdadeiro trabalho, pq psicologia não é um trabalho concreto (desculpem a "liberdade póeticcas).

Sabe, esses avidos consumidores de Cannibis (isso não é ofensa né?escrito assim?) chegam e já querem que tudo mundo pensem em igual eles, isso não tá correto, se a gente mexe com as mulher é pq a gente gosta da fruta, se eles não gosta, é só eles ficar quietos.

Toda mulher gosta de um elogio, menos as que tem problema pra entender (agora não tou ofendeno ne),

então, fala pra doutora ai que enquanto ela fica com as teorias de relatividades dela, conta pra ela que a casa dela não foi o Freu, o Neltons, o Ainstens, que fez pra ela, foi um pedreito ignorante como ela mesma disse que a gente somos.

Nanoverso disse...

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Anônimo disse...

Será que esses bate-bocas com seu chefe aconteceram mesmo? Não estou dizendo que você está mentindo, querida. Acho que você acredita que isso é verdade. Mas ás vezes, nos fixamos tanto em certa crença que parece verdade absoluta para nós, mesmo nunca tendo acontecido. Dá uma olhada no post da Lola sobre o Woody que você entende. Não estou lhe desacreditando, mas creio que todos são inocentes até que se prove o contrário, e seu depoimento não prova nada.

Anônimo disse...

Lola está falando do vídeo do Pagu Funk? Você não vai postar nada sobre isso?

vera disse...

que coisa,o peão ali n tem tempo de ouvir a conversa mole da advogada mas tem tempo de ficar parado olhando as mulheres passarem e falar suas nojeiras para elas.
o patrão n reclama disso? como é que fica a merda da obra,com um bando de babaca sem trabalhar passando cantada nas mulheres?

tem mulher que gosta mas muitas não ,então, por via das duvidas cale a boca,até pq o que falam n é elogio é nojento mesmo.
"quero comer sua buceta","gostosa" esses são os "elogios" que eu ja ouvi e garanto q só senti nojo e raiva.

dona de casa feminista disse...

Até q enfim, excelente post!
E por coincidencia estou construindo bem ao lado da minha casa, todo dia tem quase 1 dúzia de pedreiros e mesmo eu sendo uma senhora de meia idade tem um q para de fazer seu trabalho pra me ver jogando o lixo organico na composteira, dá pra perceber aquele olhar nojento avaliando pedaço de carne. Gosto de jogar conversa fora com qq pessoa mas me contenho nesta situação, mas claro q alguns já acham q estou me engraçando, pois sabem q sou "mulher sem homem" affs. E tem o tradicional churrasco depois de telhar q deverei providenciar. Mas to de boa pq o chefe da obra e seu irmão, mestre dos azulejos, q tb fizeram minha primeira casa 17 anos atras, são super gente fina.
Deprimente o relato, me deu vontade de dar um chute no saco desses chefes.

RAQUEL LINK - me falaram que ia ter bolo disse...

Ai lola, me senti até mal, realmente não sabia da polemica. Desculpa, a questão mesmo era pra saber sua opinião porque ao mesmo tempo que concordei com a mensagem, não exatamente concordei com a maneira que foi passada. Não só pelo fato de ser forte, chocante, mais por ser tao chocante que acaba tirando o foco da mensagem, que devia ser o principal.

o que você acha?

Luiza disse...

Aí depois vem um analfabeto funcional com mimimimi que mulher não pode trabalhar em ambiente masculino, que mimimimimi não nasceu pra isso, que mimimimi feminista não quer direitos iguais e mais mimimimi.

Que que adianta tentar, se no final é escorraçada?

"“Ah, você é uma dessas feministas?! Ha ha ha! Toda feminista é chata pra c*ralho! Você deve ser uma chata! Tá querendo casar!”.

Ma ma ma ma... mas não é feminista que NÃO quer casar, porque não gosta de homem, na mente dessas criaturas? Para de bipolaridade e se decide.

dona de casa feminista disse...

Anonimo das 16:49:
Sei mto bem q o trabalho de vcs é um trabalho duro e de grande importancia, estou vendo isso de perto por conta da obra aqui do lado da minha casa.

Só peço q reflita um pouco: elogiar é diferente de ofender.
Ou vc acha q dizer pra mulher, q tu chamou de "fruta", algo do tipo q a moça do post relatou, entre outras frases grotescas e, sim, ofensivas, são elogios pra ti?
SE TU GOSTA DE MULHER PRA VALER, RESPEITA PQ MULHER TB É GENTE simples assim

RavenClaw~ disse...

Opa Peão! E enquanto vc fala merda pras meninas na rua o esquadro não sai do lugar não? Prioridades, prioridades....

Ana disse...

Como as cantadas partiram de pedreiros o texto defende a mulher,mas se partissem do Woody Allen,claro que essa moça estaria inventando coisas.Esse blog não tem credibilidade nenhuma.
Ana

Anônimo disse...

Só rindo mesmo. Eles não tem tempo pra conversa de gênero porque a massa seca, o muro cai, tem prazo de entrega, mas tempo pra desrespeitar as próprias colegas de trabalho com "elogios" não solicitados eles tem. É muita arrogância achar que tem importância na vida de uma mulher que nem os conhece, achar que faz alguma diferença na vida delas a opinião de um desconhecido.
O tempo que gastam tendo que provar uns pros outros que gostam da fruta, talvez se fosse empregado em algum tipo de estudo ou capacitação, estariam com salários melhores ou serviços menos cansativos.
Queria ver se fosse a esposa ou filha de algum deles se iriam gostar que ela fosse tratada assim.

Marcia Baratto disse...

Ai quanto troll mané...
Primeiro um tentando se passar por 'peão de obra'.
Depois outro usando outro post da Lola para comentar esse... Mas é muita falta de argumento querer juntar duas situações que não se parecem em nada, francamente.

Educação e respeito é algo que todo homem é capaz de ter, independente do quanto o trabalho o oprime.

Homens na minha família não tem nem o primeiro grau completo, trabalham ou trabalharam com obras, e acham uma tremenda falta de respeito gritar ofensas para mulheres na rua.

Machista, não há desculpa para o seu atraso moral. Parar de cantar mulher na rua, não atrapalha o trabalho de ninguém.

Dizer para um homem: não ofenda, também é barato, simples, rápido e aposto que todos são capazes de entender.

A questão é: quantos querem realmente não ofender mulheres?

Lub disse...

E depois dizem que ad feministas não lutam pra que as mulheres possam trabalhar "no pesado", só lutam pra que obtenham cargos de chefia. Mas quando as feministas denunciam a opressão de gênero nesses lugares - que com certeza afasta as mulheres do trabalho na construção civil - aí reclamam tbm... Quem será que é contraditório msm?

Luh disse...

Claro que a situação relatada é igual a do woody allen. A moça que conta a história a vivenciou há 21 anos atrás quando ela tinha 7 anos, e após haver uma ampla investigação foi concluído que nada ocorreu

Anônimo disse...

Marcia Baratto

Voces feministas tb não tem muita criatividades nas hora de argumentar não viu?

Cantar mulheres não leva nem um minuto, já uma palestra chata sobre generos leva horas.

Raven Claw

Não sou esquadro mas senti q temos um certo alinhamento, vem levantar o muro lá em casa gata.

;D

Peão da Obra

Anônimo disse...

onde eu disse "irmão", entenda-se "irmã".

Anônimo disse...

"Peão", primeiro, acho que você é um fake, e pelo visto não sou a única aqui...

Segundo: como bem disse o anônimo das 19:06, se isso que você chama de "elogio" fosse falado pra sua mulher, irmã ou filha? Elas deveriam ficar quietas se não gostassem? Até parece...

Terceiro: Não aja como se fosse mais importante só porque sua profissão é construir casas, isso não te dá o direito de pensar que a "doutora",ou, seja quem for, tenha que aceitar todos os seus comportamentos.

Todas as profissões são importantes, e na verdade pessoas sensatas avaliam o ser humano por seus comportamentos e não por sua profissão ou status social.

Por fim, o fato de vc ter chegado primeiro em determinado ambiente não te dá o direito de impor as regras que quiser e nem de desrespeitar as pessoas.

Denise disse...

Muito esquisito esse anônimo “peão de obra”, total jeito de troll fake.

Triste o relato do post, me solidarizo com a autora e com todas as mulheres que tem que passar diariamente por essa opressão machista.

Felizmente não moro mais no Brasil, e por aqui peão de obra é muito bem remunerado, muitos tem nível superior, não é visto com essa segregação/preconceito de classes do Brasil, e o mais importante: não passam cantada em mulher na rua! Aliás, sequer olham ostensivamente, falar alguma coisa então, nem pensar!

Aliás, outro dia saiu no jornal o caso de um rapaz que foi falar uma gracinha pra uma mulher na rua a noite, já meio embriagado, e todo mundo em volta se revoltou, logo apareceu a polícia que estava por perto e o “galanteador” foi algemado e levado preso. Ah, esses países desenvolvidos onde mulher é respeitada...

P.S.: Não digo que aqui não haja machismo, há sim, mas não de forma tão ostensiva e, mais importante, não é visto como uma coisa normal.

lola aronovich disse...

Gente, tenho quase certeza que esse peão de obra é o Fábio do Mingau. Não deem bola. Nem li o que ele escreveu. Só não entendo como não dá pra trabalhar sem falar besteira pras mulheres (que inclusive, no caso da Angélica, trabalham junto com vc). Concordo o que algumas comentaristas disseram: é só pra afirmar pros colegas homens que o cara "gosta da fruta". Incrível como a heterossexualidade desse povo é fraca, se precisa ser provada a toda hora! E, se vc não assediar mulheres, se vc tratar mulheres com o mesmo respeito que trata os homens, não precisará ouvir nenhuma palestra. As palestras são pra tentar consertar o que vcs fazem de errado. Aliás, não sei se o peão leu o post, mas não tem palestra sobre gênero na construção civil. São raríssimas! E obviamente são necessárias.


Tudo bem, Raquel, sem problemas. Eu vi o vídeo, mas não sei o contexto. Pelo que entendi, é empoderamento da mulher numa favela, certo? Algo muito necessário. Mas eu não gostaria de cantar uma música dessas. Aliás, não sei como o vídeo vazou, porque duvido que elas quisessem divulgá-lo (ainda mais sabendo o que tem de machista louco à solta por aí). Preciso de mais informações. A moça que canta a música na favela é a Lidi, um amor de pessoa que foi a todas as três palestras que dei no Rio. Ela e a Ima me deram um belo desenho. A última vez que a vi foi em abril do ano passado, acho, e ela me encheu de orgulho: disse que estava trabalhando com empoderamento de mulheres pobres na Baixada Fluminense. Tenho grande orgulho dessa menina, uma moça humilde, inteligente, guerreira, politizada, e ainda por cima muito doce (pelo menos foi tudo isso que captei nas vezes que a vi). Por isso, antes de emitir opinião, gostaria de ouvi-la. Mas não tenho contato com ela.

RavenClaw~ disse...

Pfff. Hahahahaha

Lola, me salva.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Mas acho que vale a gente fazer uma reflexão mais profunda a respeito desse assunto.
Como já foi dito, não que outros profissionais não façam isso, mas quando se envolve um canteiro de obras na história, já acaba até sendo esperado, já existe até o estereótipo do pedreiro mexendo com mulheres o dia todo.
Por que nesse tipo de ambiente é mais comum e até mais esperado o assédio?
Baixa escolaridade, menos acesso a discursos e ambientes mais feministas por parte desses profissionais, baixos salários, sensação de que já que são excluídos em várias outras situações então vale avacalhar com as mulheres, uma espécie de demonstração de poder que não conseguem ter de outra forma?
Sei lá, só ampliando a discussão...

Anônimo disse...

Oi, Lola, queria um post sobre a Maconha!

Julia disse...

Ter chefe mascu é de lascar...
Devo imaginar o desgaste emocional que deve ser trabalhar num lugar desses. Depois quando tem pouco mulher nessas áreas não sabem porquê.



Ana (16h32), que bom que você voltou! Adorava seus comentários.





Anônimo disse...

Lola

Eu não sou o Fábio Mingau, eu sou mais experto do que ele.

Raven Claw

Não te amo mais, vc gosta de textos que falem de bebês que foram comidos, vc é uma monstra

Peão da Obra

Kittsu disse...

rs...
Se certa profissão é braçal e predominantemente masculina, o discurso desses doidos é "AAAAHH MAH LUTÁ PRA SÊ PREDREIRO/INCANADÔ/ETC ESSAS FEMINISTA NUM KEEEEH NEEEAHM!"

Aí quando na referida profissão as mulheres tentam trabalhar, encontram um ambiente desrespeitoso e hostil e os doidos falam "AAAAH MAH NESSES LUAGH AS MUIEH NUM TEM KI CE RESPEITADA NAAAUM NEEEEEEAHM".

Como esses doidos conseguem contaminar ramos inteiros do conhecimento humano?

Fábio Henrique disse...

Que absurdo um peão de obra olhar para uma mulher, quem ele pensa que e? um principe dentro de uma BMW?!

Anônimo disse...

Se um cara que mal me conhece chega na minha cara, me chama de chata pra caralho e diz que eu quero casar, sei não, mas acho que eu ia quebrar uns dedos de tanto socar a fuça de um lixo desse. e dane-se se iam chamar a polícia. u_u


ps: não, não to dizendo que o cara merece apanhar, apesar de falar bobagens. apenas que ia ficar tremendamente irritada.

lola aronovich disse...

OLHAR, Fábio do Mingau?! OLHAR?! Quem falou em olhar? A gente está falando de ofender com palavras. É bem ofensivo ouvir um "Quer tomar sua menstruação de colherzinha", ainda mais de um cara que vc não conhece (na rua) ou com quem vc mais ou menos trabalha junto (o que configura assédio sexual no trabalho).
Talvez vcs queiram explicar como ficam xingando as mulheres por não fazerem o mesmo trabalho de homem (operária numa construção civil, por exemplo). Aí, quando elas fazem (e parece que fazem melhor que os homens -- são mais cuidadosas e detalhistas, desperdiçam menos material, geralmente não sofrem o problema do alcoolismo --, segundo os próprios chefes), vcs acham tudo bem que os colegas delas tornem o trabalho insuportável.
O que vcs querem é apenas xingar as mulheres, em qualquer circunstância.

MrDissidiaFan disse...

Aliás, a minha mãe é engenheira. Mas ela as pessoas respeitavam.

Hoje nós dois moramos juntos, só nós, e dividimos as tarefas de casa.

Bruno Damazo disse...

O que acha deste post do Luiz Zanin criticando a filha de Mia Farrow por dizer que foi abusada por um gênio do cinema? No caso, Woody Allen:

http://blogs.estadao.com.br/luiz-zanin/woody-allen-o-homem-e-a-obra/comment-page-1/#comment-26240

Anônimo disse...

Ahhh o Fábio do Mingau... isso explica tudo! Por onde será que anda o Thomas Toddynho?

Juliana disse...

Complicado, a situação da moça.
O que eu percebi é que ela estava totalmente sozinha nas sua reivindicações, nem as outras mulheres se mobilizaram para reclamar.
Que povo mais sem empatia, talvez se ela conversasse com o mestre de obra surtisse mais efeito do que com esses chefes sem empatia.
É o tipo de estória que mostra que também falta sororidade.

MrDissidiaFan disse...

Lola, sobre um de seus comentários:

Aí, quando elas fazem (e parece que fazem melhor que os homens -- são mais cuidadosas e detalhistas, desperdiçam menos material, geralmente não sofrem o problema do alcoolismo --, segundo os próprios chefes), vcs acham tudo bem que os colegas delas tornem o trabalho insuportável.

Assim como sou contra achar que homem é mais capaz que mulher(Que não é bem assim), sou contra achar que mulher é mais capaz que homem. Pra mim, ambos são IGUAIS, não um melhor que o outro.

Sou mais feminista que você.

Adriana disse...

" mulher branca, com curso superior, jovem, advogada, solteira, argumentativa, inquieta."

Não entendi porque usar esses adjetivos. Você é especial por possuir essas características? Por estar numa posição hierarquicamente superior aos peões de obra, você deveria ser menos assediada? O "branca" me incomodou bastante. Se você fosse negra, seria menos assediada ou merecia menos respeito por isso? Que diferença faz na sua cor?

Não me recordo de alguma pesquisa que relacione menor grau de escolaridade com o aumento do machismo.
Homens pobres são mais opressores que os demais? Não está sendo segregacionista?

Se uma mulher passar em frente a uma mesa somente de homens localizada na Barra da Tijuca, terá as mesmas chances de receber uma cantada ao passar por um canteiro de obra. É a lógica do machismo. Obviamente não é regra, porém como é relatado, é o mais esperado e comum.

Machismo não escolhe o indivíduo. A sociedade o impõe. O cara menos machista não será o sujeito que tem PHD em Harvard ou um QI elevado. É muito mais complexo que um canteiro de obras. Pq essa conclusão é colocar homens pobres numa categoria mais desfavorecida, sem questionar o histórico de cada um.

Eu queria da um exemplo de dois homens não-machistas de classes distintas para ilustrar que isso não é fator determinante. Mas infelizmente, não conheço homem imune ao patriarcado. Todos nós somos afetados.

Sara disse...

Angelica só se um dia vivêssemos uma realidade como nesse video,

https://www.youtube.com/watch?v=V4UWxlVvT1A

que os homens entenderiam como nós mulheres nos sentimos.
Esperar cooperação da parte deles é ilusão, ninguém quer perder seus privilégios..

Anônimo disse...

"Saí sem processar a empresa por qualquer tipo de assédio nesse sentido."

Não só desistiu da luta como não processou a empresa, perdendo uma indenização altamente pedagógica para o modo em que os homens funcionam na sociedade: fazendo doer no bolso. Ou seja, validou todo o machismo ali sofrido. Ninguém precisa ser mártir, eu concordo, mas deixar barato só reforça tudo de nojento que existe no mundo e a justiça estaria perfeitamente ao lado dela. Lamento por todas as mulheres que um dia vão se arriscar a trabalhar em ambiente tão hostilizador.

Anastasia disse...

Bom com risco de parecer machista acho que nao é tão fácil assim pro gerente de obras acatar com o pedido da autora de mandar que os obreiros parem com as cantadas nojentas por 3 razões principais acho:
1. Como chefe ele tem que tentar agradar a todas as partes, mas principalmente aquela que mais ele depende, no caso os obreiros já que sao em maior quantidade e ele necessita mais do trabalho deles do que os das poucas mulheres que ali trabalham. Por mais que doa é assim. Assim ele nao vai querer ser o "chato" que proíba os obreiros de se "divertirem"
2. Os homens em geral principalmente de uma certa geração mais velha realmente ACREDITAM que "cantadas" sao elogios. Eu vejo isso no meu pai, toso, sempre que tento argumentar que é cansativo, meu pai mesmo sabe que eu no calor nao tenho coragem de usar uma blusa de alcinha pra nao escutar "cantadas" mas mesmo assim ele é dos que dizem "e essa moça liiiinda? Vai me oferecer um café" (por ex para uma garçonete) ele REALMENTE ACHA que nos mulheres adoramos, já tentei argumentar e parece que nao entende. Ele tem 70 anos, mas vejo que homens de mais de 50-60 anos pensam assim.
3. E o gerente claro, é machista, ele realmente acha que canteiro de obras nao é lugar de mulher, mesmo que tenha estudado, na faculdade o machismo numa sala de aula de engenharia é igualzinho ao de um canteiro de obras.

As cantadas sao grosseiras eu quando tinha 12 anos tinha medo de ir pra escola porque tinha que passar por um canteiro de obras e escutava "ô rabão delicia pra meter meu pauzão melado" logicamente tinha medo....
Dizer que esse tipo de """""cantada""""" é elogio é espeluznante,
Mais: outro dia sim que tive coragem de sair com uma blusa de alcinha e saia com uma amiga que esta gordinha. Talvez o mais chato nao foram as cantadas mas sim "comparações " como se fossemos dois pedaços de carne : a macharada ficava me """""cantando"""""" e a minha amiga como se fosse invisível, logicamente isso é humilhante pra ambas, pois faz-se uma comparação,

Desculpe o comentário longo,
Obrigada,

Fernanda disse...

Lola,

Acabei de medir no meu feminômetro e sinto informá-la que o seu índice está a 3,8 percentuais por neurotransmissores, o que me leva à conclusão que... sim, o ou a MimiMiMrsWhateverFan É mais feminista que você.

Recomendo duas cápsulas diárias de Beauvoir.

Amanhã a gente mede de novo. Aparelho formidável, esse.

Anônimo disse...

Gente, o que foi aquele cara escrevendo como acha que fala um peão de obra? Fake demais!!! E fala como se todo mundo relamente fosse acreditar. Esses comentários estão ficando bem engraçados...kkkk

oi disse...

Só faria uma indagação:

Isso é culpa do machismo ou falta de educação ?

Observo isso vindo do caso do meu avô, ele é claramente uma pessoa machista, porém em nenhum momento fazia as atitudes comentadas nesse post. Na minha opinião isso não é problema da sociedade machista, patriarcal e etc..., é só falta de educação mesmo.

Marcia Baratto disse...

Aff... se criatividade é argumentar com fatos não citados no post... Dispenso essa 'inteligência toda'.

E, na boa, uma chamada da chefia, 'Para de gritar besteira para mulheres', não dura uma eternidade. Mas o problema é que muito machista não tem maturidade para ouvir nenhuma crítica sobre nada. Ainda mais se é para exigir respeito pelos outros.

Anônimo disse...

É um problema de machismo e de falta de educação sim. As duas coisas. Não é possível que alguém que tenha lido o texto inteiro não tenha notado que ele relata um situação de machismo gritante.

Thalita.

Anônimo disse...

agora eu não existo pra voces, nossa que desagradavel.


kkkkkkk


Peão de Obra

Anônimo disse...

Que tal colocarem homossexuais para cantarem os pedreiros a cada abaixadinha que eles derem? Elogia a bundinha, elogia o peitoral, só com elogios super legais, tipo "te chupo hein", "Te comia dois dias seguidos" "Vou te furar" "Lambo seu cu". Tenho certeza de que eles vão gostar, afinal, é só um elogio :-)

Juliana disse...

Lola nada a ver com post (irei lê-lo com mais calma), é que eu tive umpesadelo esquisito: Sonhei que vc se separava do maridão, e desiludida dizia no bloguinho que vinha pra cá (Manaus) e daria História na UFAM (onde eu fazia facu. Vc fazia um post imenso contando tudo, e até citava o caso da luneta!
Acordei com os olhos marejados! É que antes de dormir eu tava lendo os posts antigos, e a maldita luneta era citada.
Foi tão real...

lola aronovich disse...

Ha ha, quanto amor, Juliana! Obrigada pelo carinho. Agora fiquei procurando pra ver se já escrevi sobre a luneta, mas não encontrei quase nada, só este. Onde vc leu sobre a luneta?
Aquilo era causa pra divórcio mesmo: o maridão me importunou durante 6 meses, enquanto morávamos em Detroit, pra comprar uma luneta de uns 15 dólares que estava à venda numa farmácia que íamos sempre. Todo dia ele dizia como sua vida seria completa se ele tivesse aquela luneta. Eu até me preocupava e dizia pra ele que, se a gente comprasse a luneta, ele ficaria sem ambições na vida, pois já teria tudo. Mas ele encheu tanto que finalmente compramos a luneta. Foi uma complicação trazê-la pro Brasil -- ela mal cabia na mala. Mas tá, luneta no Brasil. O maridão nunca a usou! Minto: usou uma única vez, quando teve um eclipse ou sei lá o quê e eu o forcei, perguntando: vc não vai usar a luneta pra ver este fenômeno? Foi a única vez. Na hora de se mudar pra Fortaleza, lógico que ele queria trazer a luneta pra cá, e eu tive que dizer nananinanão, vc não vai levar pra conhecer Fortaleza uma luneta que vc usou uma única vez durante 2 anos, e muito a contragosto. Ele nem chiou muito, e deu a luneta prum vizinho amigo nosso.
Mas Ju, só muito fã pra se lembrar do episódio da luneta! Obrigada.
Eu também tive um pesadelo hoje à noite: sonhei que havia 3 baratas mortas na cozinha, e aí eu vi outra, viva, e tentei matar com uma vassoura, e não consegui, e aí ela (a barata, não a vassoura, não eu) começou a voar. Então eu acordei suando.


Anon das 10:51, pois é, como é só "elogio", lógico que os homens vão adorar!

Ana disse...

@Julia
Ain, obrigada! Voltei, mas não sei se por muito tempo haha. Parei de comentar por causa da rotina corrida.

@Adriana
“Não entendi porque usar esses adjetivos. Você é especial por possuir essas características?”

Adriana, eu entendo a sua preocupação e acho válida, mas quando eu li o texto, realmente não fiz essa interpretação que você tem. Me parece que a autora estava simplesmente delimitando dois backgrounds diferentes.
Tanto que, no texto, o início do parágrafo é: “Agora, imagine um peixe em um aquário, que, de repente, é jogado em outro aquário. Essa era eu, chegando alienígena”.

Perceba o uso da palavra “Alienígena”. Diferente, estranho. Me pareceu que ela queria apenas dizer que a realidade dela era /diferente/ da dos pedreiros, não necessariamente melhor, ou diferente da realidade de outras mulheres.

E achei a caracterização dela relevante, porque, gostemos ou não, é parte da realidade. Uma moça como ela é imediatamente percebida como diferente num canteiro, principalmente por ser uma moça, mas não /só/ por isso.

Em hipótese alguma ela deve ser considerada como superior a alguém. EM HIPÓTESE ALGUMA. Mas como o texto fala do tratamento recebido pela “intrusa” na obra por parte dos trabalhadores, considera-se também os outros aspectos dessa intrusa – além de ser mulher, ela é diferente deles em muitas outras áreas. E essa diferença faz parte do estranhamento entre os pedreiros e ela. Então acho relevante.

Perceba que além de falar em curso superior em ser branca, ela também coloca “solteira” e “argumentativa”. Relevante, super relevante. Estão aí duas coisas que os machistas mais adoram usar como alvo: uma mulher “sem homem”, que pode ser tratada como “disponível” ou “mal-amada” conforme eles acharem melhor; e uma mulher que fala. Um dos clichês mais usados é o da mulher que não cala a boca nunca, e não é por acaso. Machista não gosta de mulher que responde. Machista não gosta de mulher que tem voz. Tanto que existem 293284 argumentos machistas pra que a mulher não responda a cantadas – “ah é só um elogio se você não entendeu você tem um problema/você é mal amada/você é uma feminista babaca”.

Se ela tivesse ficado quieta, ela nunca teria ouvido que ela era “chata pra c*ralho”. Ela ouviu isso porque até hoje não gostam de mulher que tem opinião, mulher que tem opinião é “chata” - não um semelhante com uma opinião. E qual foi a outra coisa que ela ouviu? “Você deve estar querendo casar” – Típico ataque à solteirice. É isso, ganhei o bingo.

Curiosamente, esses dois insultos NÃO VIERAM DOS PEDREIROS. Vieram DO CHEFE! E isso prova, mais do que qualquer coisa, quer ser peão não te torna mais machista! É exatamente o ponto que você queria provar, Adriana. Está aí. A própria autora teve que lidar com machismo que veio de posições SUPERIORES. Então realmente não acho que ela usaria qualquer argumento pra dizer que os peões são piores porque não são como ela. Não faria sentido e não condiz com o que ela mesma viveu.

Eu achei o seu comentário muito importante, de qualquer maneira, mas fiz outra leitura :)

Anônimo disse...

O peão de obra está respondendo comentário, olha o cimento secando, o muro que não fica pronto, e até deixou uma mulher passar sem um "elogio" que ela está "louca para ouvir".

Anônimo disse...

Anastasia, o seu pai entende sim. Homens não são tão burros assim. São idiotas, mas isso é outra história. Eles apenas não se importam com o desconforto que causam. Empatia com mulheres é 0.

Anônimo disse...

Sou engenheira mecânica e nunca fui desrespeitada pelos mais de 40 mecânicos da manutenção de uma fábrica que trabalhei. Pra mim, o grande responsável por isso era o gerente, que me respeitava muitíssimo, jamais seria ouvido fazendo piadas assim perante o grupo, e selecionava trabalhadores na mesma linha.

Em compensação, ouvi piadas e assovios durante os 3 primeiros anos da faculdade, TODAS as vezes que levantava da minha carteira pra ir até o lixo ou sair da sala.

Apesar da alta incidência das cantadas em frente a obras de construção civil, ela não é maior do que as cantadas em frente a barzinhos universitários, cantadas de motoqueiros, cantadas na recepcionista e etc. Acho que propagamos um baita estigma com essa de 'cantadas de pedreiro' e de 'pião de chão de fábrica'.

Ana disse...

@MrDissidianFan
“Assim como sou contra achar que homem é mais capaz que mulher(Que não é bem assim), sou contra achar que mulher é mais capaz que homem. Pra mim, ambos são IGUAIS, não um melhor que o outro.”

Pesquisa de 2 segundos no google:

“Construtoras contratam mulheres para fazer acabamentos. As empresas dizem que elas são mais organizadas e desperdiçam menos”

"A questão dos vestiários é um custo a mais, por outro lado as mulheres são mais dedicadas e utilizam corretamente os EPI''s e ferramentas"

(http://equipedeobra.pini.com.br/construcao-reforma/18/artigo96944-1.aspx)

Mais dois segundos, e achei um engenheiro civil que disse que mulheres são ideais como serventes porque “são mais organizadas, disciplinadas e trazem mais respeito ao ambiente de trabalho”.

(http://www.graunaconstrucoes.com.br/midia/28/10/2013/construtora-londrinense-contrata-mulheres-para-trabalhar-como-serventes-de-pedreiro/)

Achei o máximo, ainda nem tinha pensado nisso: Empresas procurando mulheres porque, guess what, quando as mulheres trabalham TEM MAIS RESPEITO NA OBRA. Não tem palavrões e discussões o tempo todo! Sim, outras pessoas além das mulheres assediadas valorizam o respeito! Não é engraçado, gente? Quem diria!!

Mr., eu também não acho correto dizer que mulheres são superiores a homens, tanto quanto não é correto dizer que homens são superiores a mulheres. Mas o fato é que boa parte do preconceito em relação às mulheres em certos cargos é a falácia de que não seríamos capazes. E coisas assim provam que não só somos capazes, como podemos fazer melhor.

Com isso, cai por terra o mito de que não podemos ter as mesmas profissões. Uma mulher pode não ter exatamente as mesmas características que um homem, mas isso não significa que ela não é capaz. Pelo contrário, certas características diferenciadas podem contribuir para o trabalho. Dessa maneira, podemos pedir que parem de usar capacidade e características femininas como desculpa pra nos manterem longe de certos empregos. Somos tão capazes quanto homens e nossas características não nos impedem de sermos o que quisermos.

“Aí, quando elas fazem (e parece que fazem melhor que os homens -- são mais cuidadosas e detalhistas, desperdiçam menos material, geralmente não sofrem o problema do alcoolismo --, segundo os próprios chefes), vcs acham tudo bem que os colegas delas tornem o trabalho insuportável.”

A meu ver o que a Lola quis dizer aqui foi justamente que esses argumentos são falsos, porque uma mulher pode fazer uma trabalho masculino ainda melhor do que um homem faria, e continuar sendo renegada. Quando dizem, “ah mas mulher não sabe fazer isso” é balela, e tanto é balela que quando uma mulher faz bem feito, nada muda. Tudo é desculpa esfarrapada pra ser machista.

Anônimo disse...

Se eu decidisse sair, bateria de frente e daria de dedo na cara do chefe até ele me mandar embora.

Ana disse...

@Anastasia
“Os homens em geral principalmente de uma certa geração mais velha realmente ACREDITAM que "cantadas" sao elogios.”

Infelizmente, tenho que concordar contigo.

Isso dito, MÃES E PAIS, POR FAVOR, EDUQUEM BEM OS SEUS FILHOS.

Eu sei que esse tipo de aprendizado vem da rua, mas sinceramente, se todos os meninos ouvissem certas verdades em casa desde cedo nós não teríamos 99% dos problemas que temos. Os caras são ensinados que “mulher gosta” e depois não interessa quantas mulheres neguem isso, eles não se convencem.

...Porque aparentemente eles sabem melhor do que qualquer mulher do que é que as mulheres gostam... (uma das coisas que mais me incomoda no machismo é a completa falta de lógica, eu já disse isso?).

@Fernanda

Eu vou imprimir o seu comentário e mandar emoldurar.

@Oi
Oi, Oi (hahahaha vocês viram só a piada que eu fiz?! Hein hein hein? Ta parei)

“Na minha opinião isso não é problema da sociedade machista, patriarcal e etc..., é só falta de educação mesmo.”

Eu vejo o seu ponto. Alguns homens foram educados pra não cantar mulher porque é “falta de educação”, outros jamais verão assim porque algum@ idiota colocou na cabeça deles que “é elogio”.

Mas não diria que cantada é /só/ falta de educação.

Independentemente de existirem caras bem educados ou não, a cantada é uma coisa inerentemente machista. É uma coisa que causa desconforto às mulheres, que literalmente não precisam fazer nada pra ser alvo – só existir. Quer coisa mais machista do que uma agressão gratuita só por que você é mulher? E se você diz que não gosta, automaticamente ignoram sua opinião – quer algo mais machista do que um homem fazer o que bem entende e atropelar a vontade de uma mulher?

@11:41

“Homens não são tão burros assim”? “Homens são idiotas”? Era mesmo necessário isso?

Juliana disse...

Lola eu tava lendo esses posts ak:http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2008/06/os-tchecos-tambm-bebem-cerveja.html, http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2008/07/as-coisas-pegajosas-que-coloco-no-rosto.html, e http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2008/05/tv-parada-recebe-mais-ateno-que-eu.html
Vc é muito rígida com o maridão, tadinho rsrs

Anônimo disse...

Pensando mais sobre o 'estigma dos pedreiros', concluo que o maior gatilho pra esse comportamento é o cara estar em grupo.

Acho que é para mostrar uns pros outros como eles são 'macho'. E também numa situação clara de intimidação. Porque quando são muitos homens juntos e estamos sozinhas, nos sentimos acuadas.

Anônimo disse...

Uma coisa que me ajuda é olhar para os operários, por exemplo, e cumprimentar com a cabeça, dar bom dia com cara séria.

Acho que o que eles querem mesmo é marcar território, e não tem coragem de fazer isso com você olhando no olho, sendo educada...

Ana Carolina Serrao disse...

Respeito a todos no ambiente de trabalho é fundamental.
Deveria haver palestras sobre ética e comportamento coletivo no ambiente corportativo. Quaisquer que sejam eles (de obras à escritórios e multinacionais). Os gestores,diretores,gerentes e afins deveriam se responsabilizar.

Agora...sobre cantadas no geral, umas das piores cantadas para mim são aquelas feitas por motoristas tanto de carro quanto de moto ou caminhão.

Porque além de me irritarem podem provocar acidentes com eles mesmos e com pessoas inocentes que circulam pela rua.

Fora que é assustador um cara dentro de um carro parado, te observando e buzinando.

lola aronovich disse...

Pois é, Ana, não é que eu inventei na minha cabecinha feminista que as operárias na construção civil estão se dando muito bem e sendo disputadíssimas pelas empreiteiras. Tem várias matérias na mídia que falam isso. É só procurar rapidinho no Google. E também, se vc falar com pedreiros e empreiteiros, verá que o alcoolismo é um grande problema. Dizem que segundas-feiras tem muito pedreiro que falta ao serviço, porque bebem muito no final de semana. E parece que isso não acontece com as pedreiras. E nem com os pedreiros evangélicos. Daí tem gente que prefere contratar mulheres e evangélicos.
Eu não falei no post porque não cabia, mas digo nos comentários: foi o máximo participar do I Encontro do Movimento Mulheres em Luta, em MG, e ver que cem (100!) pedreiras cearenses foram pra lá participar também. Era a primeira vez que a maior parte delas viajava de avião. Muito legal ver mulheres invadindo a construção civil, um espaço tradicionalmente masculino. Ainda mais se elas vem com uma consciência feminista e de classe!
Mas adorei o termômetro de medição do feminismo sugerido pela Fernanda. MrDissidianFan, vc acordou bem feminista hoje? Senão, é Simone na veia! (ou no bumbum. Dói menos).


Juliana, eu pareço rígida, mas nossa casa é um ambiente muito democrático. Ninguém manda em ninguém. Quer dizer, só os gatos. Esses mandam. E antes a gente tinha o Hamlet, um cachorrinho lindo que era um verdadeiro déspota.


Musicista Feminista disse...

Se esse diretor da empresa defende essas cantadas é pq também tem coragem de fazer! Queria ver se fosse com a propriedade, que dizer mulher dele. Pq pra esses caras mulher na obra é propriedade coletiva.E até parece que eles não tem nada da pra fazer, perdendo tempo incomodando os outros.

Musicista Feminista disse...

Anônimo desgraçado, se vcs pedreiros não tem tempo para ouvir discuros de doutoras sobre gêneros pq a obra tem prazo, como tem tempo para assediar as mulheres?????
Foda-se se vc gosta da fruta, não quero saber, não preciso que me incomode para provar o tempo todo que é homem. É o que eu escrevi antes, se fosse com a sua mulher ficaria incomodado.
O mesmo cara que "elogia" a minha bunda na rua não elogia a mãe, a irmã, o amigo que trabalha com ele ou o boletim dos filhos. Só faz isso pq é abusado, o "elogio" pras mulheres é uma relação de poder.

Anônimo disse...

Quem dera fosse só no ambiente de trabalho (sim, eu também sou mulher e trabalho na construção civil) que eu encontrasse o machismo permanente. Infelizmente o que eu mais vejo é o machismo dentro das amizades, até nos pequenos detalhes, e dentro dos relacionamentos. Mulher, abre o olho. O homem te chamar de "gostosa" no trabalho ou na cama não é elogio, é machismo, sim! E muita imaturidade também. Reflexo de uma sociedade em que pensamentos machistas estão enraizados profundamente e que a televisão continua incentivando. Tenho nojo disso tudo.

sergio disse...

esse é o famoso ku doce,fingem que n querem,que n gostam mas no fundo adoram.
talvez n gostem de cantadas no trabalho mas fora dele gostam sim.
senão n fosse assim,n sairam quase peladas na rua,n usariam micro vestidos,micro shorts, tudo é para chamar a nossa atenção,para se sentirem desejadas,querem dizer q uma mulher q sai com aqueles vestidos colados tipo piriguete n esta esperando uma cantada?
ou será q é verdade q mulher se arruma pra provocar inveja em outras mulheres?

André disse...

Mulheres operárias são mais caprichosas e tem menos problemas com bebidas (evangélicos também). Isso é um fato que qualquer pessoa da área pode comprovar. A única vantagem dos operários homens está nas pequenas construções (que não contam com elevadores, gruas e carrinhos adequados) onde um pouco mais de força física pode ser necessária para superar a precariedade dos equipamentos. Porém, nesses casos o problema do alcoolismo tende a piorar (empreiteiros costuma ter semana de deputado: segunda é dia de curar a ressaca que começou a ser construída na quinta de noite).
Provavelmente o temo "cantada de pedreiro" é devido ao fato dos pedreiros trabalharem em andaimes, com vista privilegiada e maior probabilidade de cantar e serem identificados, não creio que haja um preconceito de classe embutido.

Anônimo disse...

Só gostaria de lembrar os "Cantadores":

Mulheres não são luas para orbitar ao redor do seu Planeta-Pau!!!

Não viemos ao mundo para satisfazer suas vontades, nossa idas e vindas nos ambientes públicos NÃO TEM NADA A VER COM VOCÊS, a nossa roupa, cabelo, sapato - NADA disso tem a ver com vocês!!
Cantada é coisa de gente machista, ignorante, sem educação e sem a mínima noção de civilidade...

Tá com tesão??? Vá se masturbar no buraco da fechadora e nos deixem em paz!!!!


Jane Doe

Anônimo disse...

Em falar em machismo... Lola tá sabendo da página "Musas Olavettes"? Eu mijei de tanto rir. Os guerreiros de 1 real estão metendo o pau na página falando que só sabem inflar o ego da mulher, etc. E olha que aquelas mulheres são conservadoras e misóginas, iguais a eles.

Ana Carolina disse...

sergio

As mulheres usam roupas curtas talvez porque esteja fazendo um calor medonho e elas são mais confortáveis?

Para com esse complexo de centro do universo. Você não é. Homens não são.

R. Mart's.Lva disse...

Tudo dito no post é de uma desgraça sem fim. O ambiente de trabalho é um local em que o respeito deve estar sobre qualquer diferença biológica/ideológica. E mesmo concordando com o chefe da Angelica, sobre feministas serem um porre, a atitude do mesmo foi de uma covardia abissal.

Sobre cantadas, pasmem, mas tem que goste! Esta é outra construção social, igual as semi-nuas na tv, que as mulheres tem uma certa parcela de culpa, mas que jamais admitem. Diga-se de passagem e as mulheres do meu bairro se amarram numa buzinada de carro.

Arnold Sincero disse...

Lola sua cretina,

Vc acha q seu blogue (so vc escreve assim) é alguma especie de democracia fora da realidade das pessoas de bem que vc manda e desmanda na vida das pessoa, só pq vc fica ai brincando de moderar comentários.

Eu vou soltar na internet no dia do seu aniversário um dossiê com todos os dados dos seus 37 Fakes q vc construiu ào longo destes seus 6 ano de blog.

Sei que vc não aprovar este comentarío mas eu mesmo assim fico satrisfeito de saber q vou me vingar de vc de alguma forma, por caausa sua eu estou sofrendo muito nestes ultimas semanas.

cordialmente,

Arnold.

Anônimo disse...

Oi Lolinha, td bem?

Eu sei que o texto esta falando de assedio sexual na obra, mas eu queria resaltar outro ponto, a mulher sempre é tratada como se não soubesse nada de obra.
Sou arquiteta, mas trabalho com obras residenciais. Como a escala da obra é menor, e os clientes são meus (e não da construtora) e sempre trabalho com empresas que eu ja conheço, eu não tenho problema com assédio.
Entretanto sou constantemente tratada como uma pessoa sem conhecimento no assunto e muitas vezes ridicularizada.
Josi

Dri Caldeira disse...

Arnold, loiro lindo, vc esqueceu de mim, são 38 os fakes da Lolita ;)

Acervo Café Frio disse...

Arnold sincero, um dos fakes que a lola cretina usa sou eu.

na verdade, odiamos mulheres e achamos que sim, a vida não é o que se passa aqui neste blogue, mas sim dentro de sua casa.

abraços

Adriana disse...

Ana, obrigada pela réplica. Sempre estou aberta a novas argumentações. Li e Reli meu comentário e percebo que de certa forma, eu escrevi envolvida na emoção, e talvez por isso, tenha julgado características que até então eram apenas para ilustrar as diferenças no ambiente de trabalho. Digamos que eu separei o trigo do joio.


Eu, particularmente, recebo mais cantada por motorista. É mais comodo pro sujeito. É só gritar qualquer coisa e acelerar. Na maioria das vezes, não da tempo de reação.

Seria interessante uma pesquisa (se alguém souber, me avise) a respeito do local onde as mulheres são mais assediadas.
Partindo por mim, o locais que eu recebi mais cantada são:
1 - Motoristas de qualquer espécie. Principalmente se eu tiver parada(tipo ponto de ônibus) em algum local, pode ter certeza que a buzina vai ser prolongada.

2- Show de axé(é famoso pela suprema gentileza dos frequentadores. Puxão pela blusa, beijo forcado...Me senti num jogo em que objetivo era me desviar do maior número de inconvenientes. E por ironia, a intenção dos mesmo é contabilizar, e por essa tratam as mesmas como cabeça de gado.

3- Grupo de homens. Talvez seja por isso que os peões de obra sintam-se confortáveis em assediar. Eles estão protegidos por outros homens de mesmo hábito. Pode ser grupos em shows, em frente a padaria, na calcada da praia, não importa, sempre haverá olhares intrusos e comentários avaliativos. Evito passar no meio.

Anônimo disse...

Ja teve pedreiro que se recusou a corrigir o que ele estava fazendo (no projeto estsva correto) por que o mestre de obra tinha passado aquela instrução (errada) e que mulher (segundo ele) não devia ir na obra pq muda de ideia toda hora.
Tem um mestre que tenta a todo momento me desqualificar. Falando coisas tipo: obra não adianta estudar, meus xx anos de obra me qualificam mais... arquiteta mulher tem dificuldade para entender... Enfim, é muito complicado. Tem momentos em que eu preciso ser dura e lembra-los que a obra é minha. Mas é muito desagradavel, eu gosto de tratar e ser tratada com educação.
Josi

Arnold Sincero disse...

Lola usando seus fakes para me atacar para tentar disfarçar. Hahaha que piada. Vc sabe Lola que vc usa seus fakes pare brigarem entre si mesmas para todos pensar que não são a mesma pessoa. só que vc não mem engana, pq sou espero demais pra isso.


Não adianta vc fazer conspirações no Twitter e similares pq eu vigio tudo com meus olhos de águia. Estou monitorando a internet e coletando provas que vc opera essa rede de fakes.

Vc some com alguns, aparece com outros, é sempre assim, essa "Ana" por exemplo não me enganou nunca, conheço seus estilo de digitação, todos.

Agora estou morendo numa casa mal trapilha na Zona Bosta de são paulo mas eu juro q vou ressugir, Deus está comigo.

Publique isso se tiver coragem sua balofa. Dona do "blogue" mais carniça da internet.

MrDissidiaFan disse...

Bem, vim pedir desculpas por um dos comentários de ontem. Não faço mais.

Anônimo disse...

Pois é, uma mulher que sai com uma roupa curta é porque está esperando ouvir coisas nojentas de todos os homens que passam por ela. Eu ri do "fazem tudo pra chamar nossa atenção".
O mundo não gira em torno do pinto de vcs.
A pessoa se veste de tal jeito porque acha bonito, ou mesmo pra outra mulher, ou porque está calor, ou porque é mais confortável, ou porque quer ficar bonita pra determinado homem que não necessariamente vá ser você.
Mas isso não dá passe livre pra vocês fazerem o que quiserem.

Julia disse...

Fica aí a Filarmônica de Pasárgada para servir de trilha sonora pra todas:

https://www.youtube.com/watch?v=4zNY3ErJNms

"Quando eu passo você olha
Assovia faz fiu fiu
Todo dia toda hora
Vai pra puta que pariu"

Anônimo disse...

Interessante, sou arquiteta, mas nunca fui desrespeitada por peão em 12 anos de profissão. E olha que, qd eu tinha a mesma idade da autora, trabalhava em construtora e era única mulher na equipe técnica. Acho que a autora, embora conte uma experiência pessoal, acaba por generalizar. Ela diz que há mulheres em obras, mas elas NUNCA exercem cargo de direção. Não é bem assim. Concordo que o ambiente continua masculino, mas as coisas estão mudando. Existem tanto mulheres operárias, qto na direção. Conheço inclusive uma engenheira que foi responsável pela obra de um grande presídio estadual comandando centenas de peões e era imensamente respeitada. Ou seja, acho que o poder impõe respeito e coíbe esse tipo de assédio. Seja poder hierárquico, seja de quem detem o conhecimento, “doutora” (assim que nos chamam em obra). Interessante que fora do ambiente de obra, ou seja, na rua, qdo estou transitando em frente a uma obra qualquer sofro o mesmo tipo de assédio que todas nós conhecemos. Mais uma prova de que esse tipo de assédio não é cantada e sim reflexo do machismo.

Anônimo disse...

No texto tem algo interessante: frequentam zona.Isso já explica muita coisa.Mas aí,as feminstas aqui defendem prostituição,acham que uma cultura que aceita prostituição é igualitária e tal( como se nos reduzir á mercadorias sexuais fosse algum tipo de poder)....depois reclamam que os homens nos veem como pedaços de carne.Por essa e mais outras,não sinto a menor empatia pela colega assediada.Na hora de ficarmos peladas e nos vestirmos feito puta,é um direito;na hora da consequência vem o mimimi,o vitimismo.
Clarice

Luh disse...

Clarice nem todas as mulheres são prostitutas. Vc está dizendo que os homens têm alguma deficiência de percepção já que por conhecerem algumas prostitutas acham que todas as mulheres são. Duvido que eles achem que a mãe deles é puta.

A autora do post nem diz com que roupa vai ao trabalho... E mesmo que estivesse inadequada isso não seria motivo pra cantadas e grisserias. Muitos homens andam sem camisa na rua e eu nunca vi qlq um deles sofrer assédio.

Anônimo disse...

Sawl

Quanto à moça do texto, felizmente está em uma posição melhor na empresa e longe do chefe misógino e imbecil!
Uma coisa é certa.
Independente de classe social, todo homem que canta de forma grosseira e ofensivas as mulheres(e muitas vezes MENINAS, o que é ainda mais revoltante!) não passa de um grande inseguro com sua masculinidade e é um ser digno de pena por ser tão ridículo e imbecil pra NÃO perceber que mulher também é um ser humano que merece respeito, afinal TODOS nós, homens e mulheres viemos á este Mundo através de uma mulher!
Todo machista escroto e babaca devia ter uma filha pra aprender a ser homem de verdade!


Sawl - Always the Rebel

Anônimo disse...

Sai fora troll mascu.

Maria Valéria disse...

Anônimo disse...
Pois é, uma mulher que sai com uma roupa curta é porque está esperando ouvir coisas nojentas de todos os homens que passam por ela. Eu ri do "fazem tudo pra chamar nossa atenção".
O mundo não gira em torno do pinto de vcs.
A pessoa se veste de tal jeito porque acha bonito, ou mesmo pra outra mulher, ou porque está calor, ou porque é mais confortável, ou porque quer ficar bonita pra determinado homem que não necessariamente vá ser você.
Mas isso não dá passe livre pra vocês fazerem o que quiserem.



Haahahahah !!! Morri de rir, concordo com tudo.
Assino embaixo .

Nathália disse...

Eu sou estudante de engenharia civil e de tecnologia em construção de edifícios, este curso mais voltado para o gerenciamento da obra propriamente dito, e irei estagiar obrigatoriamente no próximo período. Estava eu conversando sobre o estágio com um colega de faculdade semana passada, de repente ele me diz que eu deveria estagiar no escritório ao invés de ir pra obra, com a justificativa de que eu sou menina e muito branca e sofreria com o sol, como quem dissesse que não sirvo pra profissão ou até mesmo que eu não teria competência pra resolver os problemas de uma obra. Sei que vou enfrentar muitas barras na minha profissão, mas é o meu sonho, é o que quero pra minha vida, então tenho que lutar. Ai ai ai...

Anônimo disse...

Como empoderar mulheres soa ofensivo pra alguns.. o que é esse arnold?? Que obsessão, cara, vai viver!!!

Samuel disse...

Esse é um assunto bastante preocupante, porque mostra como em alguns ambientes a opressão contra a mulher é ainda mais escancarada e institucional do que na sociedade como um todo. Outras áreas profissionais dominadas por homens não parecem muito menos sufocantes, independentemente de tratar-se de serviço manual ou não. Há relatos angustiantes de mulheres que trabalham em TI, por exemplo.

Acho interessante ler esse quadrinho da canadense Kate Beaton sobre sua experiência trabalhando numa empresa de mineração (em inglês), pois me lembrou muito o relato do post.
http://www.harkavagrant.com/images/nightshift.png

(A autora faz um breve comentário em seu blog:
http://beatonna.tumblr.com/post/72982031947/last-night-i-was-up-late-and-this-was-on-my-mind )