sábado, 4 de janeiro de 2014

GUEST POST: O ESTATUTO DO NASCITURO NÃO PODE COMPRAR CONSCIÊNCIAS

R. me enviou este relato.

O assunto Estatuto do Nascituro chegou até mim pelas redes sociais e mexeu mais comigo do que eu gostaria.
Eu já havia assinado as petições contra o projeto há tempos. Eu não acreditava que ele iria muito pra frente. Acreditei na opinião de um amigo estudante de direito, que dizia para eu ficar tranquila, porque o projeto ia contra tudo o que o governo federal defende sobre saúde da mulher. E caí do cavalo em junho, ao ver que o projeto foi aprovado por uma comissão.
Comecei a postar e reblogar inúmeros textos de repúdio nas redes sociais, e assim atraí a atenção de um amigo. Uma pessoa geralmente muito sensível, conhece minha história. Também e favorável à legalização do aborto. Sobre a cláusula da "bolsa-estupro", ele me disse: "Sou contra obrigarem a prosseguir com a gravidez. Mas acho bom que haja um projeto que ajude financeiramente a vítima. Acharia certo até se ela nem mesmo chegasse a engravidar. É uma forma de apoio psicológico, acho."
Bom, aí meu mundo caiu de vez. Eu não me senti nem um pouco representada e acolhida por aquelas palavras, por melhores que fossem suas intenções. Ele percebeu claramente que eu não gostei daquilo. Pediu desculpas, e disse que eu nem precisava explicar porquê, que ele apenas sentia muito por ter me ofendido. Mas eu quis explicar.
Imagine ser alvo de uma violência brutal, que atente contra seu corpo e sua dignidade. Vítima de um crime como esses, e não se pode nem ao menos contar com o apoio da família, ou de amigos, com medo de ser julgada. De acharem que a culpa foi sua, que você mereceu, ou que só esqueceu que na verdade consentiu. Ter medo de ir à polícia, e receber as mesmas críticas, as mesmas dúvidas, passar pelo corpo de delito. 
Ter que reviver o drama mil vezes até um julgamento. Ver seu corpo mudar, sua barriga crescer, conviver com a lembrança daquilo durante nove meses. E depois de toda essa humilhação, o governo -- governo de uma sociedade que só dificulta a vida das vítimas de estupro -- te oferecer como "apoio" um salário mínimo.
Eu disse a ele: "O governo que enfie esse dinheiro no c*."
Pelo que eu entendi, porque o Estatuto está mal redigido e é ambíguo, o projeto não obriga a grávida em decorrência de estupro a manter o feto, mas o auxílio financeiro serve para estimulá-la a não abortar. Porque eles querem a todo custo salvar o feto e sua alma.
E eu me vi naquela situação. Eu fui estuprada, mesmo sem ter consciência daquilo na época. Minha menstruação atrasou três semanas, mesmo eu tomando pílula. Eu não estava grávida, mas com certeza teria abortado se estivesse.
Hoje, tendo consciência de que fui vítima de um crime, a simples sugestão de reparação financeira (de um ridículo salário mínimo) me enoja. Aliás, a preocupação do projeto não é comigo, mas com o sagrado feto, que não pode "morrer" só porque a mãe não tem dinheiro.
Mesmo a visão do meu amigo, de que seria apoio psicológico, me traz ojeriza. Como se fosse questão de dinheiro. Como se o apoio que eu esperasse da sociedade estivesse ligado ao lado financeiro, e não a minha dignidade como ser humano.
Eu gostaria de viver em uma sociedade em que eu não precisasse ter vergonha de falar sobre isso, em uma sociedade que não tivesse os dedos sempre apontados pra mim. Que promovesse campanhas de conscientização, que punisse exemplarmente os estupradores. Um lugar onde Rafinha Bastos não tivesse moral para fazer piadas cretinas com a dor das outras.
Nada disso pode ser comprado com dinheiro.
Eu fiquei triste, porque se esse meu amigo, que geralmente é tão compreensivo, pensava assim, imagine os outros. Me dei conta que as pessoas não levam essas questões a sério porque enxergam esses casos como muito distantes. Acham que estupros so acontecem na Índia, ou em becos escuros à noite com mulheres que tomaram pouco cuidado. Todo o resto não foi bem estupro, elas só se arrependeram depois de transar. E acham que só quem faz aborto são mulheres desumanas, ou fora de si, como as viciadas na cracolândia.
Penso que se as pessoas tivessem noção que ao menos uma conhecida deles já abortou ou foi vítima de violência sexual (o que, estatisticamente falando, é bastante provável) talvez elas passassem a refletir sobre essas questões com mais humanidade. 
Nessas horas eu tenho uma vontade imensa de gritar: "Parem com tanta crueldade! Vocês estão atingindo a mim também! Eu sou uma delas!" Tenho vontade de fazer com que todos os que me amam saibam do que eu passei, e se juntem a mim nessa luta.
Um dia, Lola, minha raiva e indignação serão maiores que o medo e a vergonha. Esse dia quase foi em junho, quando o Estatuto do Nascituro foi aprovado pela comissão.

26 comentários:

Sthefany Feminista disse...

eu entendo a revolta da leitoura,tambem já entrei em muita discusão quando falam de estupro. Acho que agente precisa de mais mulher no governo pra melhorar isso ae,e tem que informa mais o povo tambem,pq tem muita mulher que não sabe dos seus direitos. FORÇA pra todas.

Anônimo disse...

É fácil para alguém como você, que teve uma vida privilegiada na classe média, dizer que o auxílio finançeiro do governo "lhe enoja".

Sara disse...

Este estatuto não passa de mais uma violência contra a mulher.
É uma estupidez sem tamanho e um claro retrocesso para as mulheres.

Beatriz Lugano disse...

Isso é para deixar claro que o PT não está nem aí para as causas sociais. Os gays, por exemplo, só conseguiram algum avanço pela ação do STF (o mesmo que, felizmente, mandou os mensaleiros para a cadeia). Militante pensa que p PT está preocupado com o direito da mulher? HAHAHA Eles apenas querem votos para a sua perpetuação no poder e, assim, roubar, desviar e e enriquecer através dos parentes (lulinha?). Fico REVOLTADA!

Maria Fernanda Lamim disse...

Pior e que eu entendo o que o amigo da autora quis dizer: esse auxilio financeiro, ainda que pouco, pode ajudar a vitima a procurar ajuda medica ou psicologica. Claro que nao "apaga" o trauma, mas de fato pode fazer a diferenca para algumas pessoas. Sem falar que as autoridaded pouco ou nada fazem pra evitar esses casos de violencia, entao que ao menos facam algo pra ajudar, ne... Por outro lado, entendo a dor e a indignacao dela tb....tudo isso e muito triste! E esse Estatuto e um equivoco gigante, do inicio ao fim. Deve ser derrubado de qq jeito!

Anônimo disse...

Ti ammiro molto, le tue parole mi ispiro. Voglio appena ringraziarti.

Camila disse...

Quer fuder a minha paciência? É eu ouvi nesse Estatuto do Nascituro, eu brigo com deus e o mundo. Cara, até onde pode chegar a misoginia nesse país? Até no Oriente Médio o aborto é legalizado em alguns casos (podem acreditar!).

Anônimo disse...

Concordo com a Beatriz, na verdade nem a esquerda nem a direita estao preocupados com os direitos das mulheres. E no caso da bolsa, acho uma proposta valida. Se a mulher nao quiser abortar eh um direito dela, por que nao contar com um auxilio?
Maria Lia

Anônimo disse...

Não só o PT, Beatriz... quantos governos até agora fizeram grande progressos,ou colocaram em prática políticas de auxílio às mulheres no que diz respeito aos direitos reprodutivos??

Não estou tirando a culpa do governo pela sua inação, mas o estatuto do nascituro só vai adiante por que tem gente, dentro e fora do governo - ELEITORES - que concorda com essa aberração. Nós colocamos essa gente lá. Essa gente faz o que faz pois eles tem o respaldo da maioria da população.

Por que ninguém desenvolve e põe em prática políticas voltadas à educação sexual? Por que planejamento familiar no Brasil é tão difícil? Sexo é tabu na casa da maioria das pessoas. Se alguém na escola tenta ensinar algo nesse sentido, pai e mãe bate na porta do diretor pois estão ensinado indecência" para crianças.E se algum político ousa tomar alguma atitude, ele ganha a inimizade das igrejas. As igrejas tem poder sobre as pessoas, que tem o poder de escolher seus governantes.
É um ciclo maldito, quase impossível de quebrar.
O Brasil não está muito longe de uma ditadura teocrática e o poder das religiões só cresce.
O que precisamos é uma mudança profunda na sociedade. Sem isso, não esperem que o governo faca milagre.

Jane Doe

Jackellyne disse...

Antes eu axava que essa bolsa era bom. Mas depois eu via Lola falando mau, ai eu mudei de ideia. Se ela axa ruim então é por que deve ser algo ruim pra mulher.
Eu moro num lugar bem machista, aqui o povo ninguem liga pras coisas da mulher, homem é tudo canalha, bate em mulher. Sempre que eu começo a falar nos direito da mulher o povo axa que eu to loca, mas eu nem ligo.
Pra quem fica revoltada, não liga pro povo, segue a vida, segue os conselho da Lola e da tudo certo.

Anônimo disse...

Acho q a mulher deve ter o direito de decidir.

E o governo, a obrigação de dar a mulher o suporte necessário.

Já conheci um mulher q mesmo tendo condições de fazer um aborto, decidiu não fazê-lo e entregou a criança para adoção.

Rebeca disse...

Eles vem com esse papo de que são pró-vida, achando que vão nos enganar, mas são visivelmente misóginos .Querem ter poder de vida e de morte sobre nós.

Anônimo disse...

Puxa, eu não quero ofender ninguém, mas não acho a idéia do auxilio 100% ruim. Sempre penso naquela mulher que não quer abortar um feto de estupro e acho realmente que o Estado deve apóia-lá.

Incentivar a não abortar êh nojento, mas auxiliar quem não quer não parece tão errado.

Eu também fui violentada, não tomava pílula e decidi não abortar caso engravidasse. Nao acho que essa e a decisão certa para todo mundo, mas para mim era.

Mari R disse...

O tal auxílio financeiro seria mais uma arma para desacreditar um estupro.Até imagino a horda de imbecis dizendo que mulheres mentem sobre o estupro para receber dinheiro. É um absurdo completo! Se querem oferecer ajuda ás vítimas é só criar um programa que forneça ajuda psicologica e médica de graça.

Rê_Ayla disse...

Li em uma discussão sobre o tal estatuto: "Aborto é um assunto difícil porque envolve religião". NOT. Não queridos. Aborto não envolve religião. União civil homossexual também não. E, a bem da verdade, nenhum assunto, fora das igrejas e templos, envolve religião. Os religiosos é que insistem em envolver religião em todos os assuntos, a despeito das crenças (ou falta delas) alheias. Desse modo, parem de dizer que religião não se discute. SE DISCUTE SIM! Quando uma crença começa a interferir na vida de pessoas que sequer a professam, é para ser questionada e discutida sim.
http://dozeeum.blogspot.com.br/2013/06/eu-vadia.html

Rê_Ayla disse...

Queridos que justificam a existência do Estatuto com as desculpas de cuidados com as mulheres: exceto o que apelidaram como “bolsa estupro”, todo o resto já está previsto em nossa legislação. Mas como em toda república democrática com leis para inglês ver, existe apenas no papel. E sim, entendam a última sentença com dubiedade, já que essa nossa democracia de nação deseducada e ignorante é para inglês rir.
http://dozeeum.blogspot.com.br/2013/06/direito-vida.html

Rê_Ayla disse...

Nossos políticos - assim como grande parte da população - estão cagando e andando para os direitos das mulheres. Essa é a realidade.

Rê_Ayla disse...

Pessoas pró-vida que defendem o direito dos fetos acima dos direitos de qualquer outra pessoa, incluindo os da chocadeira que está carregando o amontoado de células, são contraditórias. Se não, vejamos:

- se o feto crescer e se descobrir homossexual, geralmente perde a simpatia destas pessoas;
- se o feto crescer e cometer algum crime, geralmente perde a simpatia destas pessoas;
- se o feto crescer e precisar de qualquer ajuda psicológica ou financeira, perde a simpatia dessas pessoas.

Os desonestos pró-vida, que tratam as mulheres como chocadeiras, diversas vezes também defendem a pena de morte, pois “bandido bom é bandido morto”. Estas pessoas defendem que desde o momento da concepção o feto é um ser humano, mas querem a redução da maioridade penal jogando o tal ser humano em um sistema desumano.

Pró-vida? De quem? Até que idade? Saiu da barriga, a mãe que se vire e o ex-feto que se foda né...

Que tal serem honestos e denominarem-se pró-feto?

Leila disse...

Rê_Ayla

vcs que são bastante desonestas com esses argumentos nada a ver com nada,sou contra aborto e n vejo nada de errado no homossexualismo.

acho que qualquer um que cometer crime deve ir preso,não entendo como podem achar absurdo alguém pagar por um crime que cometeu,o vitimismo de vcs já está chegando a extremo,até bandido é vítima,coitadinho,eles que matam,estupram,de uma forma cruel,torturam,sequestram,sem piedade nenhuma,o bandido vai roubar,muitas vezes a vítima nem tenta revidar e é assassinada assim mesmo e nós é que somos desumanos?

qual é o problema de alguém precisar de psicólogo?
o que diabos isso tudo tem a ver com aborto?

argumento mais furado,querendo prever como será a vida de quem n foi abortado e sempre a previsão é um futuro de merda ,bem conveniente,para tentar apoiar esse crime contra a vida, que é o aborto.

Anônimo disse...

mulher:lute para nunca ser estuprada,não para ter o direito a sofrer mais uma agressão,que é o aborto - agressão física e psicológica!

Cintia Diedrich disse...

Te compreendo perfeitamente. A garota foi violentada, é obrigada então a gerar e criar o filho de uma violência por um misero salário minimo. Concordo que o aborto no caso de estupro pode ser realizado, só quem passa por isso tem o direito de opinar...

Marcia disse...

Mas eu me pergunto: se um salário mínimo não cria uma criança é apoio para mulher estuprada, por que não oferecer o auxílio para quem não seguir com a gravidez?

Ou mulher que faz aborto não tem dano psicológico para ser reparado? Ela merece sofrer sem 'apoio' da sociedade?

Nesse sentido acho que o auxílio mais criar estigmas do que resolve. Sem falar do projeto original que previa direitos de visita do estuprador... (ok, num processo amplo de perdão, onde o sujeito cumpre pena, pede desculpas, é perdoado, faz tratamento de reabilitação -e nessa ordem, por favor - até seria possível).

Um salário mínimo ajuda a criar uma criança? Certamente. Mas ele deveria ser oferecido para toda e qualquer mãe em condições de merecê-lo, não apenas aquelas que passam pelo crime de estupro.

E sim, é completamente compreensível que alguém sinta ojeriza de tal política e nem precisa ser de classe média. Nem todo mundo acha que receber dinheiro por um sofrimento melhora a sua dignidade.

E continuo sustentando: as que decidem abortar também precisam de auxílio.

especuladerodinha disse...

Acho que estão confundindo (deliberadamente) culpa com responsabilidade pessoal e bom senso.

Quando criticam o ideário de que uma mulher é culpada por ser abusada ao se vestir de modo provocante, ou quando alguém é roubado, que a culpa é da pessoa por ostentar, há implicação dum julgamento moral aí. Como se para uma parcela da sociedade, a pessoa incorresse num erro de natureza moral ao "ostentar" ou "seduzir" (lembrando que o "seduzir" é feminista, então pode, o "ostentar" é burguês, então é feio).

Mas vejamos, não se pode recriminar o raciocínio que brota d'alguém: "não entre na favela x, você corre o risco de levar um tiro". Idealmente, podemos compreender que uma favela é um bairro como outro qualquer. Que tem ruas públicas. Que não é um lugar restrito per se. Mas na prática, evitamos desafiar o "senso comum" por uma boa razão (quem já entrou numa favela por acidente e teve uma arma apontada para a cabeça, sabe do que falo) e por meio da experiência empírica coletiva opinada compreende-se que não há preconceito por trás do conselho de um pai que pede à filha para não usar roupas curtas, ou por trás daquele que diz ao amigo para evitar chamar atenção desnecessária com posses em locais tidos como perigosos. Não é diferente, por exemplo, de dizer que não se deve cruzar a linha amarela do metrô. Você sabe que um trem vai passar por ali. Do mesmo modo, todos sabemos, quando saímos à noite, que alguém será roubado, ou que alguém será estuprado(a). E que isso é mais provável sob certas circunstâncias.

No caso específico do estupro, o conselho das roupas me soa até como inócuo. Nunca vi nenhum estudo que co-relacione roupas com estupro, mas chuto que se houvesse, não encontraria co-relação entre o quão provocante é a roupa com casos de estupro. Entretanto, não se pode culpar as pessoas por tomarem ou incitarem medidas preventivas, mesmo que sejam galho de arruda ou sal grosso (e mesmo que elas tenham algum moralismo intrínseco, não me parece razoável tanto stress com gente bronca).

Toda essa celeuma, ao que me parece, tem como função apenas a criação de "cisões de classe social". No caso da ostentação, o bandido violento, invariavelmente é de origem "pobre, sem oportunidades", logo é preciso justificar sua classe "proletária" na violência que comete, e transfere-se a culpa para o burguês que ostenta, afinal, o burguês é a classe a ser batida, então, ele não pode ser vítima. Já no caso das roupas provocantes, o objetivo é desestabilizar a família e o sistema patriarcal, removendo a autoridade do pai (que é aquele que põe rédeas na filha). Essa reação exagerada com o sujeito que vai no fórum de internet e diz que a "vadia mereceu" ou com o vizinho que diz que ela "andava que nem puta" não deveria ser diferente nos casos do escroto que faz piada com "avião que caiu", ou com tragédias (apesar que esses casos já estão ferindo sensibilidades por aí, de repente, todo mundo passa a ter ego de cristal). É muita correição política e encheção de saco pra pouca merda.

A cretinice, então, é que estão a confundir (deliberadamente) escrotidão humana com preocupação genuína, só para criar celeuma proveitosa na guerra ideológica. A opinião de um pai sobre a roupa curta de uma filha, ou de um namorado mesmo, têm essência bem diferente da de um qualquer que caga pela boca. Tratar ambas posições como se fosse machismo me parece bastante desonesto.

Anônimo disse...

Offtopic:
Masculinismo in a nutshell:
http://www.youtube.com/watch?v=abZmFCs-ltY&sns=em

Anônimo disse...

Devemos sim lutar contra a cultura do estupro, mas também não custa previnir enquanto isso não acontece. Se sou assaltadx, eu sou a vítima, o errado é o ladrão. Mas enquanto o Brasil não se transforma em uma Suiça, devo ser prudente nos locais em que ando, com as companhias, com a moderação na bebida, em não deixar copo longe da vista, em não ostentar demais em lugares perigosos, em evitar passar por certos lugares. Isso não é nada mais que prudência. O errado é tornar a vítima uma culpada, é deixar de combater a cultura do estupro. Devemos sim combater a cultura do estupro, sem deixar a prudência, sem tirar os pés do chão.

Anônimo disse...

Essa grana é para a mulher se sentir mais humilhada e comprar uma passagem para bem longe e o canalha ser liberado porque a denunciante não comparece as audiencias.