terça-feira, 28 de janeiro de 2014

GUEST POST: A MÃE-CADÁVER

Manifestante em favor da família: "Deixem Marlise descansar em paz"

Em abril de 2012, tivemos que lutar
para que o Supremo permitisse o
aborto de fetos anencéfalos
Renata me enviou um email sobre um caso que mobilizou os EUA. O caso traz uma importante reflexão sobre eutanásia (morte cerebral não seria suficiente para desligar aparelhos?) e, mais ainda, sobre o corpo de uma mulher ser visto como nada além de um receptáculo para um feto. 

Eu me interesso bastante pelas questões da bioética que envolvem as mulheres. Embora muita gente acredite que se trata de um universo restrito à experiência de poucas, cada vez mais tenho percebido que estas questões invadem o cotidiano de cidadãs e cidadãos comuns. 
Ainda é ficção
Uma dessas reflexões é o útero artificial. Ficção ou realidade? Ficção, se a gente pensar no útero artificial sendo usado pelas mulheres com o objetivo declarado de reprodução (seja por opção de ser mãe biológica sem passar pela gravidez ou por problemas que impeçam a manutenção intra-útero do bebê). Não é a mesma coisa de barriga de aluguel (ou maternidade de substituição, ou ainda gestação para outrem). Realidade, se a gente pensar nas incubadoras que permitem a sobrevivência das crianças extremo-prematuras. Crianças viáveis, que nascem após 27 semanas de gestação e antes das 32 semanas, devido a complicações na gestação e que podem “continuar” sua vida fetal até atingir a autonomia de uma nascida a termo.
Como os "pró-vida" veem a mulher:
receptáculos de bebês
Recentemente, duas notícias me chocaram. As duas tratam da mesma questão: uma mulher grávida teve morte cerebral diagnosticada, com menos de 20 semanas de gestação. E a equipe médica decidiu manter o corpo “vivo”, ligado a aparelhos para extração do feto por volta da 27a semana (ainda que sua família quisesse que os aparelhos fossem desligados). Seria uma nova forma de útero artificial? Tratar uma mulher como meio de cultura, receptáculo, incubadora, estufa? Aos que afirmam que é pela criança, alguém já pensou que poderia haver consequências graves psíquicas, biológicas, sociais, para o bebê?
Família Muñoz
Os jornais abordaram este tema, mas pelo viés da eutanásia. Ou pior ainda, através do velho debate “o que é morte cerebral?”. Ora, alguém com morte cerebral é alguém sem vida, portanto, um cadáver. Eutanásia tem relação com abreviar o fim da vida, obviamente de quem ainda vive! O primeiro caso que se noticiou aconteceu na Hungria ano passado. O segundo caso aconteceu agora no Texas. 
Marlise quando viva
Marlise Muñoz, 33 anos, tinha se levantado à noite para cuidar do filho de um ano, quando teve uma embolia pulmonar. O marido a encontrou caída na cozinha e tentou a reanimação, mas ela foi declarada em estado de morte cerebral. Estava grávida de 14 semanas. A família queria que a lei reconhecesse a morte de Marlise. O Estado texano obriga a manutenção dos aparelhos se a mulher estiver grávida. O tempo passou, sem que a família obtivesse ganho. Só no domingo, acatando uma ordem judicial, o hospital desligou os aparelhos
A dor do pai e marido Erick
Se os aparelhos não tivessem sido desligados, em fevereiro o feto teria entre 24 e 28 semanas e seria extraído via cesariana. Quantas violências cometidas em nome de uma defesa cega da “vida”! O marido de Marlise teve que esforçar-se para convencer a lei e a medicina de que este feto ficou sem oxigenação todo o tempo em que a mãe esteve desmaiada no chão (ele não a encontrou imediatamente), que o feto ingeriu toda a medicação agressiva que a mãe ingeriu, que tinha 14 semanas (a contagem da gravidez sempre é aproximativa) quando a mãe faleceu e por isso, seria um feto inviável. E que era uma criança gerada num corpo morto de uma mulher. 
Erick, filho e Marlise, antes da tragédia
O nascimento deste feto iria ainda afetar a vida familiar, pois para continuar o seu desenvolvimento incerto, ele iria para uma incubadora por tempo indeterminado. Que consequências isso teria para o primeiro filho, este sim vivinho da silva, e que poderia ficar ainda mais desamparado? Como esta criança viveria a situação de que sua mãe morreu, mas não foi cremada nem enterrada e ainda gestava "um/a irmã/o"?
E que direito a sociedade tem de instrumentalizar o corpo morto de uma mulher? Os familiares afirmaram que Marlise acompanhou a lenta morte do irmão e que era contra qualquer forma de continuação artificial de uma vida que se esvai. Vale relembrar, a vida dela já tido acabado! A Folha de São Paulo traduziu um artigo do New York Times que ignora completamente a condição feminina de Marlise. 
"Apoiamos [a decisão da] família"
As vozes silenciam ou focalizam no desgastado debate do “valor da vida”, em detrimento do sofrimento dos que já estão neste mundo. Mais do que isso, essas vozes corroboram a representação da mulher como objeto manipulável. Ferem a dignidade de todas nós.

101 comentários:

Elaine Telles disse...

Eu havia visto esse caso e fiquei revoltada. Aí está a visão real que a sociedade tem da mulher como encubadora. Nem a decisão da família importou nesse caso, apenas de algum lunático. Felizmente esse caso teve um desfecho bom: após tanto tempo, começou-se a perceber que a criança tinha graves problemas, pelo fato de a mãe ter ficado sem oxigênio, e que sua vida era inviável. Um juíz disse: "Um corpo morto é apenas isso, um corpo morto". Porém, acredito fortemente que se a criança tivesse sobrevivido a tudo, teriam deixado a "encubadora" funcionando até o nascimento da criança.
**PS: "mimimi" "não quer, dê pra adoção, mas não mate". Não vou me dar ao trabalho de me alongar sobre isso, mas há notícias recentes de uma mulher que decidiu doar o filho e enfrentou forte críticas, teve a justiça, assistente social querendo obrigar a mãe a ficar com a criança.

Anônimo disse...

Pelo que eu entendi dessa história, no Texas existe uma lei que proibiria desligar o aparelho de mulheres grávidas. O que a família conseguiu "provar" é que a lei se aplicaria a casos de coma ou estado vegetativo (o que não é a mesma coisa de morte cerebral). De fato, você não doa coração de quem está em coma. Enfim, o que eu acho que é um ponto interessante nesse caso - e que deve confundir muito a cabeça da turma "a mulher é sempre uma bruxa culpada" - é que a decisão do desligamento dos aparelhos - e, portanto, da terminação da gravidez - foi de um homem. De fato, a mulher teve zero opinião no caso, porque, bem, ela estava morta. E aí, faz como? Caso que dá margem para muito debate.

Julia disse...

Nossa, que horrível!
Me entristece muito ver como os EUA tem regredido muito na questão da autonomia do corpo da mulher e como o estado quer cada vez mais controlar tudo isso.
Pelo menos o pai conseguiu que desligassem as máquinas...

Anônimo disse...

Quanta apelação,o filho dela é um bebe e ele vai sofrer muito sabendo que a mãe esta nessa situação?kkkk ele ainda nem sabe onde esta,quem é,provavelmente nem fala ,por favor né
e mais do mesmo, quem n for abortada vai ter uma vida horrível.feministas são videntes...

Luiza disse...

Não tem essa de doação. Assistente social faz o inferno até que a mãe ou alguém da família aceite o bebê, usando de tudo como argumento e vencendo pela culpa.

"As vozes silenciam ou focalizam no desgastado debate do “valor da vida”, em detrimento do sofrimento dos que já estão neste mundo."

THIS. Quem se importa com os pequenininhos que ficam pra trás, sem as mães?

Anônimo disse...

A mulher já havia expressado em vida a vontade de não ser mantida por aparelhos caso algo lhe acontecesse. Ela queria morrer com dignidade.

Helen Pinho disse...

Que absurdo! Como o Estado tem mais direito sobre o corpo morto de uma mulher do que sua própria família?

Anônimo disse...

"quem n for abortada vai ter uma vida horrível.feministas são videntes..."

Você tem problemas mentais ou só dificuldade de interpretar textos mesmo?

Thalita

Guilherme disse...

lola,certa vez em um comentario voce disse que vida humana so começa no nascimento,voce usou o argumento de que comemoramos aniversario a partir desse dia,ora lola isso nao tem logica,se a partir dos tres meses a criança tem um consideravel desenvolvimento cerebral entao ela deve ser considerada um ser humano,logo ela tem direito a vida.lola por favor,peço que responda a essa questao, pois nao se trata aqui de querer regular o corpo das mulheres,mas sim de proteger uma criança de ser morta pela propria mãe.

Anônimo disse...

"Que absurdo! Como o Estado tem mais direito sobre o corpo morto de uma mulher do que sua própria família?"

Minha querida, se um parente seu morrer você não pode enterrar no quintal nem usar o corpo como decoração né? Ele não é propriedade da família, você tem que dispor dele de acordo com a Lei.

lola aronovich disse...

Guilherme, há várias interpretações sobre quando começa a vida humana. Não há verdade absoluta. Para os religiosos, ela começa na concepção. Assim, eles são contra até a pílula do dia seguinte. Há também os que são contra anticoncepcionais, pois eles estariam proibindo uma vida de começar. Sabia que tem gente que considera a masturbação um assassinato, né? Porque vc estaria impedindo todos aqueles espermatozóides de se encontrarem com um óvulo e se desenvolverem...
Mas, tirando a visão religiosa, não se pode chamar quem não nasceu de criança. É um embrião (até o terceiro mês da gravidez), um feto (da oitava semana pra frente). Dê uma olhada na foto da Wikipedia de um embrião de 5 semanas de gestação. Bem diferente das imagens que os "pró-vida" mostram (eles só mostram abortos de fetos de 6 meses). Um embrião é um projeto de vida que, se se desenvolver (e em um quarto das gestações eles não se desenvolvem -- abortos espontâneos ocorrem em mais de 25% dos casos), passara a ser um feto, e, depois de nascer, um bebê. A formação do sistema nervoso central começa com 12 semanas. Isso é fato. Para a sociedade como um todo, sem vida cerebral não há vida. Quando alguém sofre um acidente e os médicos constatam morte cerebral, órgãos já podem ser doados, porque se considera o fim da vida. Então por que considerar o início da vida um óvulo fecundado?
É claro que se trata de regular o corpo da mulher. Te falta contexto histórico se vc não sabe que toda a discussão sobre o aborto se passa sobre quem manda no corpo da mulher. Sua última frase, "proteger uma criança de ser morta pela própria mãe", já mostra quem deve ter autonomia.

guilherme disse...

lola,desculpe nao entendi o que voce quis dizer quando disse que minha ultima frase mostra quem deve ter autonomia.pelo que eu estudei a partir dos tres meses o feto praticamente so cresce,não havendo muita diferença entre ele e um recem nascido.não se pode falar sobre autonomia para tirar a vida do proprio filho,a mulher tem direito sobre o seu corpo,mas o corpo da mulher e formado de cabeça,tronco e membros,o feto ou a criança nao faz parte do corpo da mulher.desculpe a falta de acento e possiveis erros de portugues,mas e que e a primeira vez que posto alguma coisa na internet.

Anônimo disse...

E o hospital ainda agiu de má fé. A lei texana proíbe que a gestação seja interrompida em caso de coma ou estado vegetativo. Quando ainda há esperança que a mãe possa acordar. Não em caso de MORTE cerebral. Realmente, mãe-caixão.

Giovanna

Anônimo disse...

Acho sim, que o estado deve ter um controle sobre as coisas. Mas, nesse tipo de caso, a família deve decidir.

Julia disse...

Anon 11:07,
A mulher já havia comunicado a família que não queria ser mantida viva por aparelhos. Não respeitaram a decisão DELA.

Julia disse...

"mas e que e a primeira vez que posto alguma coisa na internet"

Porque tiveste essa ideia estúpida?
Antes não postasse.

Mirella disse...

Guilherme,


Na verdade, o desenvolvimento de um bebê durante a gestação tem diversas fases, não é somente crescer depois dos três meses. O próprio sistema respiratório só vai se desenvolver por completo no oitavo mês.
Isso não significa, obviamente, que o direito ao aborto deve ser estendido até os 8 meses. é só um exemplo de como o desenvolvimento de um feto tem diversas etapas. outro exemplo: a maioria das pessoas que engravidam esperam passar os primeiros três meses para anunciar as notícias a família, amigos, etc. A razão? Porque é durante o primeiro trimestre que ocorrem a maioria dos abortos espontâneos (a % varia, mas é algo entre 20 e 30%, às vezes mais), ou seja, é muito comum que a gravidez se interrompa sozinha até este período.
Um outro ponto que acho interessante levantar é: quando uma pessoa morre, há o atestado de óbito. Quando ocorre um aborto espontâneo, não há registro dessa vida que morreu, porque ela não nasceu. Não significa que o bebê não seja humano, mas ainda não é uma pessoa, entende? Um embrião de três meses não vai sobreviver fora do corpo da mãe. Este bebê não ocupa um lugar social, não tem certidão de nascimento, ele não é reconhecido como uma vida estabelecida, e sim como uma possibilidade de vida.
Um aborto não pode ser comparado a um assassinato justamente por estas razões. Você consegue ver se um bebê foi assassinado, mas duvido que consiga ver a diferença entre um aborto de um embrião de 3 meses e uma menstruação (inclusive muitas mulheres abortam espontaneamente sem saberem que estavam grávidas, e acham que o aborto é a menstruação). A atividade cerebral de um embrião de 3 meses é a mesma que a de uma pessoa com morte cerebral: não existe.
Enfim, as pessoas tem suas opiniões e crenças e não me interessa dizer como as pessoas devem viver. Mas minha empatia estará sempre com esta mulher. Eu não humanizo este feto em detrimento de desumanizar esta mulher. Essa é a minha opinião.

Anônimo disse...

Eutanasia é o mesmo que suicidio

Anônimo disse...

Guilherme, ninguém tem direito de usar os orgãos de outra pessoa sem que essa pessoa dê consentimento para isso. Não importa se você precisa disso pra viver. Dá ao feto o direito de usar um orgão de outra pessoa para sobreviver mesmo que essa pessoa não concorde com isso, é dar mais direitos a ele do que se dá a qualquer outra pessoa já nascida.

Maria disse...

Os aparelhos foram desligados pq o feto tinha anencefalia e má-formação. Por isso o juiz autorizou que os aparelhos fossem desligados. Não acho que o bebê deveria ser considerado como coisa, nem obrigatoriamente teria transtornos psicológicos pq veio ao mundo quando a mãe já estava declarada morta. Não há determinismo. Um feto de 20 semanas não é um amontado de células. Defender o aborto é uma coisa, tratar o feto como algo descartável mesmo com 20 semanas é algo triste, na minha sincera opinião, mesmo respeitando as opiniões em contrário. Se fosse eu no lugar da mãe, ficaria feliz se mesmo depois de declara morta pudesse trazer ao mundo uma vida.
No caso específico, como o feto era inviável, também concordo com a decisão do juiz.

Anna Clara disse...

Mais um caso que me deixa com preguiça eterna da humanidade!

Por que esse povo "pró-vida" não deixam as pessoas morrerem em paz também? Não são a favor da vida? A morte faz parte! Todo mundo aqui vai querer morrer com dignidade....

:/

Anônimo disse...

Existe sim verdade absoluta... pode ser que os humanos não queiram ser razoáveis e aceitar o óbvio, mas bastaria um pingo de honestidade intelectual.

"Vida" é um fato bem concreto. Essa história de que "há várias interpretações pra quando ela começa" é uma muleta bem conveniente para alguns interesses.

Quando a Lola diz que a vida da mulher formada vale mais do que a vida do bebê em formação,OK!! nisso cabe debate e está aberto a interpretações.

Nos EUA me parece que eles ao menos são coerentes. Decidiram que a vida da mulher formada (ou a saúde psicológica) vale mais e assumem as consequências disso. Até porque um aborto provocado por uma terceira pessoa (contra vontade da mãe) é julgado como homicídio. OK também.

É essa hipocrisia de "não é vida" que me ataca a gastrite...

Anônimo disse...

Engraçado que se fosse uma questão de doacão de orgãoes por exemplo, seriam respeitados os desejos da mulher e da familia, de deixar os orgãos serem usados ou não, independente do fato de que alguém poderia vir a morrer pela falta desses orgãos. Mas quando envolve o útero e um feto, um monte de gente começa a achar mil e umas justificativas para a utilização do corpo da mulher desrespeitando os desejos dela.

E ainda tem gente feito essa Maria que tem coragem de dizer coisas como "Se fosse eu no lugar da mãe, ficaria feliz...", completamente ignorando os desejos da mulher em questão, e tratando do assunto como se a melhor escolha para ela, fosse a melhor escolha para todas as mulheres.

Juba disse...

Se o marido fosse favorável à manutenção do funcionamento dos equipamentos, como isso ficaria?

Alguém comentou sobre o direito de morrer em paz, mas como isso perturbaria a paz de quem já está morto? A da família, certamente, mas não a do cadáver.

Quanto ao sofrimento do filho bebê, ele existirá pela ausência da mãe, de qualquer forma. Se a opção da família fosse manter os aparelhos ligados, eles encontrariam uma forma de fazer a despedida; ele não tem idade para sentir falta de um enterro. Se esse feto fosse viável e desejado, o garotinho não ficaria necessariamente "mais desamparado"; poderia recebr menos atenção do pai durante algum tempo, assim como tantas outras crianças, quando nasce um irmãozinho, que ficam sob os cuidados de outros parentes. Se é apelação usar o feto para justificar o controle sobre o corpo feminino, nesse caso também houve apelação e exarcebação usando o filho mais velho.

O marido optar por desligar as máquinas também é um controle do corpo feminino. Diferente da questão do aborto sim/aborto não, mas ainda assim é um controle, visto que a usuária do corpo não mais estava lá para manifestar seus próprios desejos.

Acho super estranho que pessoas que não acreditam em vida após a morte se preocupem tanto com as vontades expressadas em vida, com o destino dos restos mortais. Se a vida e a morte forem definidas em função de se ter um cérebro e um sistema nervoso funcionando, não vejo por que um cadáver deveria ter mais direitos que um feto. Um cadáver também não é um ser humano. Se fosse uma pessoa em coma, seria diferente.

Isso não invalida a questão da "coisificação" do corpo feminino, mas acho que é necessária mais coerência no debate.

Anônimo disse...

Anna clara
com a eutanasia medicos são obrigados a matar uma pessoa,quer morrer que se mate sozinho

Guilherme disse...

mirella,o sistema respiratorio se desenvolver apenas no 8° mes e irrelevante, ate porque o pulmao so passa a funcionar depois do nascimento.ora,a diferença de um feto para um recem nascido e a mesma diferença de 100 para 102 ou seja,irrelevante.a ciencia desde o seculo 19°ja afirmava que a vida começa na concepçao,conheci pessoas que aprenderam na faculdade de medicina que a vida começa no zigoto.o pai da genetica moderna Dr. Jérôme Lejeune afirmava o mesmo,o zigoto nao e uma pessoa mas e um ser humano, o fato de não ter cosciencia não significa nada,e possivel uma pessoa nascer com uma deficiencia mental e jamais ter tido uma consciencia plena.

Anônimo disse...

Não existe eutanásia aí, parem de usar esse termo. Ela teve morte cerebral, ou seja, estava MORTA.

Não existe eutanásia em MORTO!

Guilherme disse...

recentemente o conselho federal de medicina afirmou ser favoravel ao aborto nos tres primeiros meses,mas a justificativa que ele da para essa afirmação alem do numero de morte de mulheres por aborto clandestino e que nessa fase não ha sinais de dor.em nenhum momento o conselho diz que ele nao e um ser humano.

Anônimo disse...

"Anna clara
com a eutanásia médicos são obrigados a matar uma pessoa,quer morrer que se mate sozinho "

O raciocínio não é tão simplório assim...

Anônimo disse...

O juiz que ordenou que as máquinas fossem desligadas usou uma frase que consegue responder todos que são contra o que foi feito: "Um corpo morto não é capaz de gerar vida. Mortos não geram vida"

Luíza disse...

"Anônimo disse...
Anna clara
com a eutanasia medicos são obrigados a matar uma pessoa,quer morrer que se mate sozinho"

MEUS OLHINHOS!

Não. Não. Nopeville.

Não me darei ao trabalho de responder. Não sou obrigada, já fiz meu trabalho extenso sobre o assunto na faculdade. Quem quiser que vá honrar a evolução e aprender sozinho.

Guilherme disse...

Anonimo das 17:06, mas o corpo estava vivo,estava mantido vivo por aparelhos.O marido disse que ela costumava dizer que não queria ser mantida viva por aparelhos,mas nao falou nada sobre o caso dela estar gravida,e bem possivel que ela quisesse preservar a vida do filho.Nesse caso quem não se importou com a vontade da mãe foram o marido e o filho.

Marina P disse...

Eu nunca tinha sequer pensado nessa possibilidade, de uma mulher ligada a máquinas estar grávida e de existir um impasse judicial desse tipo. Acho pouco provável (mas não impossível) que a maior parte das mulheres que pedem para não serem mantidas "vivas" tenha pensado nessa possibilidade também. Eu sempre disse a toda minha família para desligar os aparelhos se eu um dia estiver nessa situação, mas gostaria que mantivessem meu corpo funcionando se eu estivesse grávida. Agora, isso sou EU.

Uma coisa que eu sinto falta nesse debate sobre desligar ou não desligar os aparelhos é de saber o que ela decidiria caso tivesse pensado na possibilidade de gravidez. Será que ela aceditava que o feto não é um ser humano, uma vida, que é só um feto mesmo? Será que acreditava que o feto tinha um valor mais do que uma amontoado de células, que já era uma pessoa? Uma coisa é a gente ser a favor do direito de abortar e outra é a gente achar que um aborto é algo que faríamos ou não, mesmo que nossa opinião possa vir a mudar com o tempo. Como não dá pra saber o que ela gostaria realmente que fosse feito porque não sabemos como ela encarava essa questão eu me torturo ao pensar nessa situação, tento me colocar no lugar da família, do marido, etc., mas principalmente dela.

Me pergunto até que ponto a decisão foi mesmo dela... um juiz, um marido e familiares decidiram por ela, no fim das contas. É assim que eu vejo a situação. Seria absurdo mantê-la ligada em máquinas até o bebê ser "extraído" mas também é meio absurdo (pra mim, pelo menos) deduzir que ela tinha resolvido que deviam desligar as máquinas mesmo se estivesse grávida. Sei lá. Talvez seja interessante, de agora em diante, isso ficar especificado nesse tipo de documentação ou ser pelo menos explicado para os familiares por cada mulher. Porque por mais que eu não concorde com os pró-vida, entenderia completamente se uma mulher tivesse restrições pessoais com desligar os equipamentos em uma situação assim.

Outra coisa que não faz muito sentido pra mim é que, se o juiz decidiu que ela está morta e toda a medicina afirma que ela está morta, parece que o feto se torna descartável. Quem tem mais direito: um cadáver ou um feto? Até que ponto uma decisão que tomamos em vida sem ter um informação importantíssima é uma decisão que deve ser mantida? Também estou com uma pulga atrás da orelha pensando no marido... uma parte de mim acha que ele só quis uma morte digna para a esposa, que defendeu a decisão dela e outra acha que ele não queria ter o ônus de criar um filho e cuidar dele sozinho (o que seria compreensível, mas significaria que ele decidiu o que ELE quis e não que defendeu o que ela queria). No fim das contas quem decidiu o que seria feito foi um homem, mas se fosse uma juíza no lugar de um juiz, daria na mesma, eu acho. A decisão foi de outra pessoa e de qualquer forma a paciente ficaria numa posição de objeto.

Anônimo disse...

A doação de órgãos parte da mesma premissa: da morte cerebral, em que a pessoa é mantida viva artificialmente para o propósito de os órgãos continuarem viáveis até o momento da retirada para doação, você chama isso de quê, de mulher objeto/máquina para uso de outrem ou algo assim?. Ao que parece, a moça em questão não sabia da gravidez e, talvez, se soubesse, não teria pedido para desligar os aparelhos. Eu não pediria. Tanto para doar meus órgãos quanto para que meu filho terminasse seu desenvolvimento e pudesse nascer. Eu já estaria morta mesmo, não faria diferença alguma para mim, mas quanta diferença para outros! PS sou doadora de órgãos.

Beatriz Correa disse...

Anônimo das 18:41, uma coisa é manter uma pessoa "viva" por mais algumas horas, que é mais ou menos o tempo de retirarem para a doação.
Outra é manter dias, semanas, MESES para isso.
Isso é doentio, sério!!

E eu tbm sou doadora de órgãos.

Julia disse...

"Engraçado que se fosse uma questão de doacão de orgãoes por exemplo, seriam respeitados os desejos da mulher e da familia, de deixar os orgãos serem usados ou não, independente do fato de que alguém poderia vir a morrer pela falta desses orgãos. Mas quando envolve o útero e um feto, um monte de gente começa a achar mil e umas justificativas para a utilização do corpo da mulher desrespeitando os desejos dela."

Isso faz muito sentido.

Valéria Fernandes disse...

Bem, eu acompanhei o caso pelos jornais. A questão da instrumentalização do corpo feminino nunca foi abordada no material que li em inglês e português. Agora, o que determinou o fim da disputa foi um laudo do hospital afirmando que o feto não era viável MESMO, ou seja, não adiantava esperar e que, portanto, a legislação do Estado não se aplicava.

Eu realmente não consigo ver o Estado como elemento a determinar se uma gravidez de uma mulher com morte cerebral deve, ou não, prosseguir. Cabe à família, se o feto for viável, decidir. Não vejo como profanação, ou nada do gênero. Mas há uma exceção, caso a mulher tenha expressado sua vontade com antecedência. Este é o caso desta mulher.

De resto, a família sempre pediu que os aparelhos fossem desligados e a gravidez era muito inicial. A política Texana contra os direitos das mulheres é mais que conhecida e foi aplicada de uma forma muito insana neste caso, mais do que de costume, eu digo.

Anônimo disse...

marina p, o feto ficou sem oxigênio e tomou todos os medicamentos pesados da mãe logo no início da gravidez.. Vc acha mesmo viável continuarem com a gestação? Fica ainda pior quando se leva em conta q a mãe estava com morte cerebral e tinha deixado claro q não queria viver..

se ela queria desligar as máquinas mesmo grávida não se aplica pq isso nunca foi discutido. O q era certo era q ela queria q elas fossem desligadas e isso não foi imediatamente respeitado

Anônimo disse...

Lola juro, foi o ultimo guest post que li no seu blog! Juro, cansei de curiosos caga regras nesses guest posts! Juro! So leio suas brilhantes criticas sobre cinema e post que VC escrever fora isso mais nada! Fiquei CHOCADA! Grd abraço.

lola aronovich disse...

Adeus, anon das 19:09. Como vc é anon e ninguém sabe quem vc é, nem posso dizer "Vc será lembradx". Não tem caga-regra nenhum neste guest post! A Renata narrou um caso que sensibilizou o mundo inteiro (principalmente os EUA), e chamou a atenção para o fato de que a mídia não falou da autonomia da mulher. Isso é cagar regra pra vc?


Guilherme, o corpo de Marlise não estava vivo. Ser mantido artificialmente através de aparelhos não é estar vivo. Qual parte de "morte cerebral" vc não entendeu?

Anônimo disse...

Ué, Juba, onde está a coerencia de dizer que "não vejo por que um cadáver deveria ter mais direitos que um feto" quando nós não colocamos as outras vidas acima do cadaver? Para esse discurso ser coerente, todos deveriamos ser doadores quando morressemos, independete das nossas crenças, já que por essa logica uma pessoa viva deveria ter mais direitos que um cadaver.

Nesse caso especifico, o marido estava repassando os desejos da esposa, assim como muitas vezes é a familia que tem que dá a palavra final na questão da doação de orgãos, geralmente respeitando os desejos da pessoa em questão.

Não vejo coerencia em dar direitos aos fetos que nem pessoas já nascidas tem.

Anônimo disse...

Vc nao te m respeito nenhum por ninguem, nem por quem acompanha seu blog ha anos e mesmo nao concordando com as merdas que a pessoa narrou, pq ela nao transcreveu a noticia, ela deu a versao dela com varios comentarios nojentos, vc manda seus leitores que nao concordam as favas, nem sei o que pensar. É estranho.

Marina P disse...

Anônimo das 19:06, eu não sugeri que continuassem com a gestação, achei melhor que não tivessem continuado, porque isso é o que mais se aproxima da decisão dela até onde podemos saber. Realmente não acho que o feto era viável; acho que eu acabei pensando não necessariamente só nessa situação específica, mas sim nessa possibilidade em geral e acabei usando o caso que foi discutido como forma de levantar algumas questõesme provavelmente não deixei isso claro. Eu não sou a favor do estado controlar o corpo de ninguém, mas isso não significa que eu ache que todas as situações são pretas ou brancas...

Agora, talvez seja o caso das pessoas discutirem mais essa possibilidade, até para tomarem decisões mais informadas. Eu nunca tinha pensado e agora vou pensar. Eu não sei se terei filhos e, se um dia os tiver, provavelmente serão adotados, mas mesmo assim vou falar sobre esse assunto com a minha família.

Sei que o fato da gravidez não ter sido discutida quando ela expressou seu desejo de que as máquinas fossem desligadas caso se encontrasse em uma situação assim é determinante (ou deberia ser) para que as máquinas sejam desligadas. Acho certo, o que não quer dizer que eu não possa me perguntar o que ela faria se tivesse discutido esse tema mais à fundo, etc.

Eu não tenho medo de ter dúvidas, de ser contraditória enquanto estou debatendo e buscando aprender e construir uma opinião mais sólida e tenho certeza de que isso incomoda e pode tornar a minha argumentação super caótica. E estou aqui pra mudar de ideia se eu peceber que estou errada, inclusive. Mas não se engane, eu sou a favor do aborto, acho que todas deveríamos ter acesso seguro e facilitado ao aborto só que isso não me impede de fazer perguntas e achar que algumas soluções são imperfeitas embora me pareçam ser as melhores.

No mais, agradeço por me chamar atenção para alguns aspectos que não tinham sido o foco do meu raciocínio!

lola aronovich disse...

Como muitxs de vcs são jovens, talvez não se lembrem do caso TERRI SCHIAVO, que ano que vem completa dez anos. Também foi um caso que aconteceu nos EUA. Em 1990 Terri teve um ataque cardíaco, e basicamente morreu. Mas foi mantida em estado vegetativo. É diferente do caso de Marlise, porque Terri (além de não estar grávida), também não tinha sofrido MORTE cerebral. Estava "só" em coma irreversível. Seu marido queria que o tubo que a alimentava fosse desligado, para que ela pudesse morrer. Mas os pais de Terri eram contra, acreditavam que ela estava consciente. O marido só conseguiu "vencer o caso" em 2005, quinze anos depois, e o tubo foi finalmente desligado. E Terri morreu alguns dias depois. Imagina o drama que foi tudo isso.
As pessoas que são "pró-vida" costumam ser religiosas e crer em milagres. A galera que se opôs (se opõe ainda) à autorização do Supremo pra aborto de feto anencéfalo fica citando UM caso de um bebê (que nem é anencéfalo) pra "provar" que um feto anencéfalo pode nascer e viver mais que algumas horas. E que deus quis assim. Por isso que eu repito: a questão do aborto É uma questão religiosa. É hipocrisia fingir que não é. Sempre é. Todos os argumentos contra a legalização do aborto (e da eutanásia) cedo ou tarde esbarram em conceitos religiosos.
Alguém em cima perguntou: mas e se o marido de Marlise quisesse o bebê? Não seria também uma interferência no corpo da mulher? Acho que seria sim. E é uma boa pergunta. Mas há dois fatores: a vontade de Marlise (ela já havia falado que não queria ser mantida "viva" artificialmente), e o laudo médico, que determinou que o feto não era viável, além de, como lembrou a Valéria, a gravidez ainda ser muito inicial. Mesmo assim, Marlise foi mantida "viva" (com morte cerebral) durante DOIS MESES.

Anônimo disse...

Beatriz Correa, para a pessoa com morte cerebral tanto faz ser mantida viva por horas ou por meses, não fará diferença. A diferença que ela faz é para os vivos, os receptores de seus órgãos e o seu bebê.

lola aronovich disse...

Anon das 19:25, vc está muito nervosx e agressivx. Eu não fui desrespeitosa contigo, só falei que não posso dizer "você será lembradx" porque NÃO FAÇO A MENOR IDEIA DE QUEM VC SEJA, porque vc é anônimx. Daí vc deduz, através do meu comentário, que eu não tenho respeito POR NINGUÉM (isso, pra mim, é um insulto). E diz que a Renata (ela assina o nome, ao contrário de vc) escreveu m*rda. E vc acha que EU estou sendo desrespeitosa? Eu só disse ADEUS. Vc quer que eu diga o quê? FIQUE? Por que vc ficaria, se vc odeia os guest posts e concluiu que eu não respeito nem vc, nem ninguém? Eu não sei quem vc é. Só sei que vc deveria relaxar um pouco.

Guilherme disse...

Lola,o que eu entendi e que houve morte cerebral mas que o corpo ainda poderia continuar a gestaçao,caso contrario por que o hospital manteria o corpo artificialmente vivo.Repito,quando o marido disse que a sua esposa dizia que não queria ser mantida viva por aparelhos ela talvez não tenha cogitado uma gravidez,assim quem estaria desrespeitando a vontade da mulher seriam o marido e a familia.Eu sei que esse tipo de situaçao causa sofrimento para os familiares mas em todas as situaçoes da vida e nescessario refletir sobre o que seria moralmente correto,se voce acha que isso e uma vontade sadica que os pro-vidas tem de fazer as pessoas sofrerem acho que voce deveria rever seus conceitos.

Anônimo disse...

Bom, o que posso dizer? Não sabia desta história, e nunca pensei numa possibilidade como essa, e só posso dizer que fiquei horrorizada. Mesmo. É a radicalização da noção de que a gente tem só como função ser incubadora de bebê, de que seu status de sujeito, sumiu.
Em minhas conversas com pessoas que conheço, é isto que costumo dizer, sobre as minhas impressões sobre a maneira que são vistas e tratadas as mulheres grávidas: elas deixam de ser sujeitos. Sujeito é só o bebê, que está no útero da mulher. E como assim comparar com doação de órgãos gente? Como a Beatriz Correa descreveu, uma coisa é manter um corpo vivo algumas horas (no caso da doação de órgãos). Outra coisa, é manter um corpo (morto, peloamordeDeus) vivo (?) para que um bebê possa ser extraído cirurgicamente, contra a vontade até da família da mulher e do bebê! Qual a dificuldade de sacar o quão BIZARRO isso é? Doentio, como disse a Beatriz, e que concordo muito.
E é muito triste também. E nem precisa dizer, que esse debate todo esbarra mesmo é em questões religiosas. E daí a tristeza de a gente perceber que a laicidade do Estado é uma coisa bem distante, em vários lugares.

Ma.

Marina P disse...

Guilherme :"é nescessario refletir sobre o que seria moralmente correto"

Cada pessoa tem suas crenças e valores. Se cada pessoa desejar que o mundo seja regido segundo o que ela acha moralmente correto, nunca vai dar certo. O estado é laico! Se você acha moralmente correto fazer x ou y, faça, mas deixe os outros fazerem o que eles consideram correto. Existem tantas discussões e debates acerca desses temas porque eles são polêmicos, eles não são unanimidade mas tem sempre uma turminha querendo que a lei reflita suas crenças pessoais. E aí, vamos seguir a "moral" de qual religião? Da sua? Da minha? Acredite, eu sei o que é acreditar em algo e defender o direito das pessoas de fazerem exatamente o oposto, se elas acreditarem no oposto. Não é fácil. Exige empatia, capacidade de ouvir críticas, de se indispor com a grande maioria das pessoas de sua própria religião sem ser compreendidx e um bocado de desapego. Alem disso, sempre estamos em posição de não sermos levados a sério, sempre tem alguém que questiona absolutamente toda opinião que temos simplesmente por termos um sistema de crenças pessoal. Faz parte e é um preço minúsculo a pagar.

Sobre sua colocação, não acredito que o marido tenha necessariamente desrespeitado o desejo da esposa. Acho pouco provável. A gente pode considerar a possibilidade de que ela se posicionasse a favor de manter as máquinas ligadas caso tivesse considerado o cenário de uma gravide mas afirmar isso é leviano. Quee dizer que toda mulher que soubesse dessa possibilidade escolheria manter as máquinas ligadas? DUVIDO! Não transforme uma possibilidade, uma conjectura numa regra pois esse argumento não se sustenta. Como vc, entendo que algumas mulheres decidiriam manter as máquinas ligadas e que nesse caso a insistência do marido de manter as máquinas ligadas seria a vontade DELE e não dela. Eu mesma falei sobre isso, mas como uma reflexão, afinal tem um monte de homens pró-vida que apontam dedos para as mulheres que abortam, mas na hora do "vamos ver" muitos deles escolheriam pelo aborto.

Anônimo disse...

Posa, Guilherme!
Pra menos de meia dúzias de portagens vc está se saindo muito bem!
Até já manja de conceitos tipo pró-vida e tals...
Fala sério, vc é um, desde começo manja dos paranauês e só quis um pouco de atenção, né?

Guilherme disse...

Sobre fetos anencefalos,ha um interessante artigo do site da Associaçao Montfort com Dalton Luiz de Paula Ramos,professor associado de Bioética da Universidade de São Paulo que desfaz alguns mitos sobre este assunto.Ha muita desinformaçao intencional sobre essa questão.

Marina P disse...

"Como vc, entendo que algumas mulheres decidiriam manter as máquinas ligadas e que nesse caso a insistência do marido de manter as máquinas ligadas seria a vontade DELE e não dela."

Substituir "manter as máquinas ligadas" por "desligar as máquinas".

Guilherme disse...

Anonimo das 20:31,que nada,para voce ter ideia,eu fiz um face book 2 anos mais ou menos e so o usei duas vezes,demoro um tempao para digitar alguma coisa nesse teclado,isso nao siginifica que eu nao leia e nao saiba o que e pro vida,ate por que eu sou radicalmente um.

Marina P disse...

O Felipe tem o manual do jeito certo de fazer paranauê! Quer debater como pró-vida, debata, mas fale que é pró-vida, ué!

Marina P disse...

Ok, obrigada por explicar que é pró-vida. Teria sido bom se dissesse isso deadd o primeiro comentário, no entanto.

Guilherme disse...

Marina,e quando foi que eu disse que nao era? Se eu estou defendendo ate agora a vida do nascituro e claro que eu sou.Quanto ao seu conceito de moralidade,a verdade e a moral sao objetivas,independem do que nos pensamos,um gato e um gato mesmo que voce diga que ele e um cachorro.Sou catolico apostolico romano,mas a religiao catolica apenas legitima um direito natural que ja existe que e o direito a vida.Quanto ao seu argumento de que dificilmente uma mulher iria preferir ser mantida viva por aparelhos todas as pesquisas indicam que a maioria da populaçao e contraria ao aborto,incluindo mulheres.

Marisa Trentin disse...

No caso da Marlise, a decisão do desligamento do aparelho não foi do marido ou da família... Ela era profissional da saúde e tinha um problema neurológico, inclusive, acredita-se que a embolia foi consequência desse problema. Ciente do seu quadro gravíssimo, Marlise deixou um documento com um pedido de "não ressuscitação". Portanto, o marido e sua família estavam lutando para que sua vontade prevalecesse.

"Erick diz não concordar com a lei, porque ela impede que ele honre a promessa feita à sua mulher. Após a morte trágica do irmão de Marlise, os dois haviam conversado sobre o que fazer se o pior acontecesse. Na ocasião, de acordo com Erick, ela disse que nunca queria ser mantida viva por máquinas."

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2013/12/homem-pede-retirada-de-aparelhos-que-mantem-sua-mulher-gravida-viva.html

E aqui:

http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2014/01/hospital-desliga-aparelhos-de-gravida-com-morte-cerebral-apos-acao-judicial.html

Renata disse...

Obrigada Lola, por ter postado meu texto sobre "a morte e a morte" de Marlize. Queria aproveitar para tecer alguns comentários:
1. Muita gente confunde o conceito de vida com o conceito de pessoa. Nem tudo que é uma vida humana, é uma pessoa. A começar pelas nossas células.... E no caso específico dos fetos, no Brasil, se ele nascer com menos de 500g e falecer é descartado como lixo hospitalar....
2. Para quem gosta de debater em função da viabilidade, o feto de Marlise tinha 14 semanas quando ela MORREU. Era INVIÁVEL já naquele momento.
3. São inúmeras as trocas afetivas, fisiológicas, auditivas entre o feto e a mulher. Como imaginar o desenvolvimento intra-uterino de um feto dentro de um cadaver? Tem pro-life que acha que coisificamos o feto. Pelo contrário! Eu acho que ele é muito mais do um amontoado de células, é expressão de um desejo humano! Se não existe mais desejo, se ele não é investido de desejo, sendo gerado por um cadáver, aí sim, é coisificado.
4. Se o hospital não tivesse agido de má-fé como bem já colocaram, não seria sequer aborto. Aborto é um ato reservado a um corpo vivo! Se a mulher morreu, se o feto é inviável, ele pertence ao corpo dela....

Marisa Trentin disse...

Lola, como complemento, assista ao vídeo que explica direitinho o que se passava com Marlise:

http://globotv.globo.com/globo-news/estudio-i/t/todos-os-videos/v/familia-de-mulher-mantida-viva-por-causa-de-gestacao-quer-que-aparelhos-sejam-desligados/3100789/

Anônimo disse...

Ficou muito claro que o pai nao queria o bebe. E sobre o caso Therry, foi morta de fome e sede por desligamento dos aparelhos de alimentacao, terrivel morrer assim... e ha varios casos de maes que morte cerebral em que a mae eh mantida viva para se salvar o bebe, inclusive no BR, vitima de bala perdida!

Renata disse...

Juba,
não acho apelação levar em consideração o filho mais velho. Simplesmente porque ele está de fato vivo e precisava fazer o luto da mãe que perdeu!
Nem irmão/a ele tinha de fato, mas tinha uma mãe para chorar... quanto mais esta situação se arrastava, mais exposta a risco psicossocial esta criança ficava....

Anônimo disse...

Concordo. Vejo aqui muitos comentàrios leigos totalmente sem noção. Como pessoas que não conhecem a BIOÉTICA, ÉTICA MÉDICA, BIODIREITO, DIREITOS HUMANOS, DIREITO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE vem falar que a lei ta errada?

Anônimo disse...

Mãe-caixão?
se o bebê estivesse morto dentro dum caixão que supõe-se que é o útero ele já teria apodrecido lá dentro afinal quando um ser vivo morre a decomposição cadavérica inia imediatamente. Ele não tava morto e nem a mãe. As funções vitais que mantinham o bebê estavam estabilizadas.

Anônimo disse...

Suicidio é quando alguên finaliza a prôpria vida
. Eutanasia ê quando uma outra pessoa finaliza a vida de alguém de maneira legalizada não implicando em homicidio.

Anônimo disse...

Pode doar sim. Há pessoas que tem a morte cerebral decretada e a familia é quem decide doas mesmo se o falecido nunca tenha falado em doar a familia pode sim autorizar. Como é que eu to morta e vou dizer se tira ou não???

Anônimo disse...

É verdade. Serà que alguém ai vai responder isso?
UMA MULHER GRÀVIDA LEVA UM TIRO NA BARRIGA E O BEBÊ MORRE.
O CARA QUE ATIROU NÃO PODE SER PRESO PORQUE MATOU UMA COISA QUE NÃO SE SABE SE É VIDA?
OU O CARA QUE ATIROU VAI PRESO PORQUE O BEBÊ ERAD FILHO DUMA MÃE QUE O ALIMENTAVA E O QUERIA ?

Anônimo disse...

LOla, o caso da Terri não é, na minha opinião, sequer parecido com este. O marido da Terri lutou para desligar os aparelhos que a alimentavam (!!). Acho que são coisas bem distintas morte cerebral e eutanásia. O marido dela lutou para realizar uma eutanásia, sendo que os pais dela era contra e gostariam de cuidar da mesma. No estado vegetativo há uma possibilidade (muito remota, mas há!) da pessoa obter alguma melhora clínica; enquanto na morte cerebral não há nenhuma possibilidade. O marido dela obteve amparo legal para fazer com ela o que ele quisesse; em detrimento da vontade de todo o resto da família. Não permitiu, inclusive, que os pais da Terri e demais familiares se despedissem dela!Acho extremamente desumano retirar a alimentação de alguém. Lívia

Elaine Telles disse...

Engraçado né. As pessoas vêem ter um filho como algo não-humano. Algo sublime, Que dura nove meses. Depois que saiu da barriga é sujo, pecador, quem mandou a mãe abrir as pernas se não tinha saúde/dinheiro para cuidar. Não pode por pra doação, não pode abortar. Vai ter o filho sim e cuidar dele (como, não importa pros pro-feto, não é problema deles depois que nasceu). "Ah, mas muita família quer adotar". Por que será que tanta gente vai pra orfanato, faz 18 anos e sai? Cadê o monte de família afoita pela adoção? A situação dessa mulher é horrível, tanto para ela como para a família. "Ah, mas se ela soubesse que está grávida com certeza iria querer ser mantida artificialmente até o filho nascer". Ela própria expressou não querer ser mantida, a família (marido, avós) não queriam levar a gravidez da morta adiante. Imagino a tortura de saber que alguém que amo morreu, e eu nem posso me despedir, porque ela estará presa até que consigam fazer o filho viver fora do útero. Depois disso ela é descartada, como uma embalagem de plástico que só serviu para proteger o que tem dentro. Aí sim eu vou ter que lidar novamente com a morte da pessoa. É desumano. É ridículo. "Ah, mas eu não me importo com o que façam comigo quando eu morrer". Que bom que você deixa claro, assim se acontecer com você, será sua escolha. Mas não venha querer escolher pelos outros. Novamente, para os pró-feto, só tem valor o que não nasceu. Depois que nasceu, vai cumprir o destino dele, seja esse morrer de fome, ser abandonado, ser abusado, afinal, já está escrito.É muita bondade....

Renata disse...

Anônimo da meia-noite,
Feto não é pessoa, por isso não pode ser vítima de lesão corporal. Não sou eu quem diz isso, é a constituição brasileira. Feto não tem vida, mais uma vez, não sou eu quem diz, é a legislação. O feto tem uma EXPECTATIVA de vida.
Se uma grávida leva um tiro e o bebê em gestação morre, o atirador responde por aborto. Não responde por homicídio (tentou ou conseguiu matar a mulher grávida).
Ah, ele só responde por aborto se confessar que sabia que a mulher estava grávida e que queria matar o feto.
http://direito.folha.uol.com.br/1/post/2013/01/que-crime-comete-quem-atira-em-uma-grvida.html

Renata disse...

Anônimo das 23h48... mãe-caixão é uma forma simbólica de expressar o que significa ser gestado por uma mulher com MORTE CEREBRAL.
Eu espero muito mais para uma criança do que ser gestada por uma mulher MORTA, mantida artificial com as funções "vitais".
Funções vitais = útero artificial?
Porque se é apenas para manter o PH, as trocas de oxigênio, de nutrientes, não estamos falando do mesmo processo.
Uma gravidez é muito mais do "funções vitais".
Aliás, funções vitais de uma mulher grávida é muito mais do controle dos batimentos cardíacos.
Nunca vi tanta coisificação da mulher e de um feto!

Renata disse...

Gente falando que a morte de Terri Schiavo foi trágica...
E a vida dela? Foi supimpa? Ficar 15 anos sem poder fazer absolutamente NADA é maravilhoso, né?
Acho que ela teve alívio, no final das contas. Enfim livre dessa desgraça.

Anônimo disse...

Alguém postou aí links que tratavam Marlise apenas como "grávida". Ela deixa de ter nome, identidade, inclusive deixa de estar morta porque está grávida. Essa denominação é indício de quem foi mais importante na divulgação da notícia. O feto, claro, sempre.

Mas tenho uma reflexão mais polêmica. Se eu vivesse essa situação, depois de morta, gostaria que minha opinião sobre meu corpo sem vida valesse menos que a das pessoas vivas que sofrem com a situação. Sério, se meu marido quisesse manter o cadáver ali tal qual uma máquina e a possibilidade do filho fosse confortável a ele, ok. E isso não o tornaria um crápula machista, mas uma pessoa em sofrimento em busca de conforto do seu jeito e não do dos outros. Gente morta não sofre, assim como fetos.
Acho bem esquisito quando alguém pede algo tipo desligue os aparelhos porque impõe a vontade de um morto. Mas essa sou eu. Que minha família decida o que é melhor para a vida deles.

Fabio B disse...

Elaine Telles
A adoção no Brasil é burocrática pois estamos tratando de seres humanos e não coisas.

Não sei de onde vem sua magoa dizendo que o recém nascido é sujo ou pecador. Claro que tem pessoas preconceituosas em todo lugar, mas TEM MUITA GENTE querendo ajudar, tenha certaza disso.

http://www.apacampinas.org.br/Grupos_de_apoio.html

Seguem algumas dúvidas do portal de adoção:

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Eu posso dar meu filho para a adoção?

Sim, você pode. Para bebês a fila é grande e eles são adotados rapidamente.

Vá para a Vara da Infância de sua cidade e diga suas intenções, é lá que você irá resolver isso. Você pode ir mesmo antes do parto.


Uma amiga quer me dar seu filho. Como eu faço para legalizar?

Pela lei atual esse procedimento, a adoção direta, é ilegal e pode implicar em punição tanto para a mãe (trafico de pessoas e abandono de incapaz) como da mãe adotante ( trafico de pessoas). Se a mãe deseja que seu filho seja adotado, deve ir para a Vara da Infância e a criança irá para a fila de adoção da cidade. Sendo um bebê, a adoção é quase imediata.

A única exceção para este caso é quando a candidata a mãe adotiva já possui um relacionamento COM A CRIANÇA, não é com a mãe biológica. Isso exclui recém nascidos. Neste caso deve-se procurar a Defensoria Pública, ou a Vara da Infância.

http://portaldaadocao.com.br/perguntas-faq#a106a

Fabio B disse...

A contextualização deste noticia está bem tendenciosa. Existem dezenas de casos onde, infelizmente a mãe morre e os médicos, como deve ser feito, tentam salvar o bebê.

http://www.dailymail.co.uk/news/article-2367370/Pregnant-Olympian-Meskerem-Legesse-dies-restaurant-baby-saved.html

Poderia postar aqui dezenas de casos semelhantes.

O que deve ser entendido ali é que existem duas vidas ali. Se uma morre a outra ainda pode ser salva. Da mesma maneira quando o bebe morre em complicações no parto e os médicos salvam a mãe.

São duas vidas distintas.
Isto é ÉTICA.

Valéria Fernandes disse...

Para a questão do atirador que mata o feto/bebê no ventre materno, já responderam que o sujeito seria julgado por aborto. Agora, se alguém pegar a Bíblia, e pró-vidas adoram citá-la seletivamente, verá que, se a mulher sobrevive, é lesão corporal e cabe ao agressor indenizar o pai (*dono do bebê e da mulher*): "Se alguns homens pelejarem, e um ferir uma mulher grávida, e for causa de que aborte, porém não havendo outro dano, certamente será multado, conforme o que lhe impuser o marido da mulher, e julgarem os juízes.
Êxodo 21:22" Está no ventre, não é homicídio. O Judaísmo mantém a linha de que o status de pessoa só se dá no nascimento. E isso não tem nada a ver com apoiar o aborto, mas que a vida da mãe vem antes, ela é o ser humano integral.

De resto, eu só não apoio que em caso de assassinato de feto no último trimestre o enquadramento seja de homicídio, porque sei que isso seria usado principalmente contra as mulheres. Acusariam de homicírio e tentativa de homicídio, algo mais pesado que aborto. Os companheiros e ex-companheiros que cansam de matar a mulher e @ filh@ que não querem sairiam livres. A Susan Faludi discute bem esse questão em Backlash, porque nos EUA a discussão vem dos anos 1980.

Fabio B disse...

Lola diz:
Para a sociedade como um todo, sem vida cerebral não há vida. Quando alguém sofre um acidente e os médicos constatam morte cerebral, órgãos já podem ser doados, porque se considera o fim da vida. Então por que considerar o início da vida um óvulo fecundado?


A ciência avança. Apenas quatro meses atrás foi publicado um artigo tratando sobre ondas cerebrais em coma profundo que pode mudar e até trazer novos tratamentos no futuro.

Recomendo ler o artigo original ou as noticias relacionadas. Claro que ainda é diferente de morte cerebral, mas já chego lá.

http://www.plosone.org/article/info%3Adoi%2F10.1371%2Fjournal.pone.0075257

http://www.ciencia-online.net/2013/09/nova-atividade-cerebral-coma.html


Comparar um individuo que sofreu morte cerebral com um feto é uma injustiça sem tamanho. Explico:

O médico, como todos sabemos, é uma profissão ao qual sua responsabilidade é salvar vidas.

E ele só deve parar de tentar salvar uma vida quando não existem mais meios dele, em seu alcance, em fazer isto.

Caso um dia, com o avanço da medicina, alguns tipos do que hoje conhecemos como morte cerebral pudesse ressurgir através de alguma medicamento, como o caso do coma profundo do artigo acima, e demorasse uma semana, duas, três meses ou mais, o médico, sem dúvidas proporia este tratamento.
Pois o que importa é sua vida.

Um feto saudável ainda não tem atividades cerebrais como de um individuo. (nem um bebê recém nascido tem). Dentro de pouquíssimas semanas terá.

Ou até dias, pode ser até horas minutos, ou seja: corram e matem a criança antes que ela crie atividade cerebral!!!??? É isso???

O individuo adulto sem atividade cerebral não tem mais chances de vida. O feto tem todas as chances de vida. E bota vida nisso, pelo menos uns 70 anos pela média brasileira?

Discutir ética. O aborto perde em todas as questões de ética possíveis e o que as estatísticas dizem.

Uma historinha básica que gera um conceito básico de se pensar em ética.

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Imagine-se dirigindo um trem. De repente em sua frente cinco pessoas presas no trilho. Você não pode frear e nem elas saírem. O que fazer? De repente você nota que pode virar a esquerda para outro trilho, mas ali, na esquerda, ao invés de cinco pessoas existe apenas uma presa ao trilho. Qual sua escolha rápida deixar morrer cinco ou deixar morrer apenas uma?

Pense e responda para si.

Agora em outro caso você é um médico e chega cinco pacientes, que sofreram um acidente de trem?
Bem não importa. Cada um tem um problema. Um precisa de um coração o outro de pulmão etc. Cada um precisa de um órgão diferente.E na outra sala um paciente saudável. Mas caso você tirar o coração dele, o pulmão etc as outras cinco pessoas vivem e apenas ele morre.

Pense, novamente e responda para si.


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Na maioria dos paises onde o aborto é legalizado o motivo do aborto em quase 90% dos casos é de financeiro (se tivessem mais dinheiro teriam o bebê?) de não poder cuidar da criança. (Mesmo tendo uma fila enorme para adoção). Entre problemas muitas vezes estéticos de modificação de seu próprio corpo.

Fico com a frase de Madre Teresa de Calcutá.
É uma pobreza decidir que uma criança deve morrer para que você possa viver como deseja


E este clipe:
do Rap Nick Cannon contando sua história real do seu nascimento, e de como a sua mãe desistiu de o abortar à última hora.

http://www.youtube.com/watch?v=1YDh2aLtEwk#t=78







donadio disse...

"É essa hipocrisia de "não é vida" que me ataca a gastrite..."

A questão não é se se trata de uma vida, a questão é se se trata de uma pessoa. Por que somente pessoas tem direitos, não tudo que é vivo.

donadio disse...

"É verdade. Serà que alguém ai vai responder isso?
UMA MULHER GRÀVIDA LEVA UM TIRO NA BARRIGA E O BEBÊ MORRE.
O CARA QUE ATIROU NÃO PODE SER PRESO PORQUE MATOU UMA COISA QUE NÃO SE SABE SE É VIDA?
OU O CARA QUE ATIROU VAI PRESO PORQUE O BEBÊ ERAD FILHO DUMA MÃE QUE O ALIMENTAVA E O QUERIA ?
"

VOCÊ NÃO PRECISA GRITAR.

Essa é uma pergunta facílima de responder. Sim, o cara que atirou pode e deve ser preso. Matar alguém não é o único motivo pelo qual alguém pode ser preso. No caso, ele seria preso por que atirou numa mulher, que todo mundo sabe que é uma pessoa viva (ou você acha que não é?)

Aí depende do que ele realmente fez; se atirou para matar, é tentativa de homicídio; se atirou para machucar, é lesão corporal; se atirou para matar o feto, é aborto praticado por terceiro e lesão corporal.

E, aliás, se ele atirou em legítima defesa, ele é em princípio inocente, e não será preso. O que você sugere? Que ele seja preso por homicídio, quando estava estava apenas se defendendo (e seria inocentado com certeza se o agressor fosse homem, ou uma mulher que não estava grávida)?

Maria Carolina S, disse...

Realmente um caso polêmico.
No momento que os médicos diagnosticassem a criança como não saudável ok,aparelhos desligados. Mas se ainda não se tinha certeza que a criança não fosse nascer saudável, por que não tentar?
Por que perder duas vidas podendo perder só uma?
Querendo ou não o corpo da mulher serve sim de incubadora ao feto ate que ele nasça sendo um parasita dentro de nós .É a vida...

Cora disse...


o atirador deveria ser acusado, julgado e condenado por tentativa de homicídio com agravante por ter induzido o aborto. tentativa de homicídio da mulher, que fique claro.

Renata disse...

Fábio B:
feto não é uma pessoa. Tem que nascer vivo para poder ser uma pessoa. Se nascer morto, com menos de 500g, é lixo hospitalar. Vai estudar lei ao invés de ler madre teresa.
E comparar salvar um bebê de oito meses (que vive fora do útero!) cuja mãe morreu de um feto de 14semanas que não tem vida se não dentro de um corpo VIVO, é pra lascar!!!!!!!!!!

Renata disse...

Fábio B:
E ética não é apresentar a sua visão dos fatos. Ética é pluralidade, num constante exercício de equilíbrio. Muito mais do que fé atroz que não te permite sequer conhecer as leis do teu país.

Anônimo disse...

É óbvio que precisamos discutir o que é moral ou imoral do ponto de vista da sociedade..

Se fosse como a Marina falou não existiriam leis.

"O estado é laico! Se você acha moralmente correto fazer x ou y, faça, mas deixe os outros fazerem o que eles consideram correto."

Já pensou o caos que seria viver numa sociedade assim?? Salve-se quem puder!

Cora disse...


a morte de Terri Schiavo foi trágica porque a deixaram morrer de sede e fome. nem mesmo a humanidade de abreviar seu sofrimento foi escolhida.

a luta pela manutenção da vida não pode se transformar num fim em si mesma. fim que justifica a utilização de meios desumanos para que seja alcançado.

nós estamos desumanizando pessoas em nome da manutenção da vida humana.

Anônimo disse...

Para quem citou o comentário do juiz "Um corpo morto não é capaz de gerar vida. Mortos não geram vida", essa frase prova exatamente o contrário do que ele quis dizer...

Nesse caso ele tá dizendo o seguinte: se a mulher é capaz de continuar a gestação estando morta (mas mantida por aparelhos), então ela está viva.

O que é um contra-senso com a própria decisão dele.

Anônimo disse...

Donadio

Concordo com você que podemos discutir se o feto é uma Pessoa. Neste caso, deixaríamos o campo da medicina/biologia para um debate filosófico. Acho que é por aí mesmo que esse assunto deveria ser conduzido.

Mas eu escrevi em relação ao seguinte comentário da Lola: "há várias interpretações sobre quando começa a vida humana".

Não há várias interpretações. A vida humana começa na concepção, quando ocorre a geração de toda a informação genética que o indivíduo precisa para se desenvolver e que ele terá por toda a vida (biólogos podem me corrigir se eu estiver errada aqui). Até onde eu sei, o que defini vida humana ou não, é a quantidade de cromossomos.

Cora disse...


"Muita gente confunde o conceito de vida com o conceito de pessoa. Nem tudo que é uma vida humana, é uma pessoa."

esta é a questão.

em relação a quando começa a vida, ela não começa em cada ser vivo. ela é ininterrupta. tudo está vivo. células humanas, gametas, zigoto, embrião, feto, bebê, criança, jovem, adulto, idoso. não há dúvidas sobre isso. só que o ser humano, a pessoa individualizada, sujeito de direitos, existirá apenas a partir do seu nascimento. nós podemos até subverter esta realidade e dar status de pessoa humana ao que é apenas expectativa de pessoa humana, mas o fato é que a pessoa só passa a existir de fato no momento em que nasce, em que lhe é dado à luz. e dizer isso não é cruel ou desumano. é apenas reconhecer o evidente. enquanto não nascemos, enquanto não somos postos no mundo, não existimos (como individualidade) para o mundo. é por isso que fetos prematuros se tornam pessoas quando nascem. não importa se passaram menos tempo em gestação. não é o tempo de gestação, mas o fato de vir à luz que marca o surgimento de uma pessoa.

e a questão da adoção e dos cuidados com a vida são interessantes, não? bebês são valorizados, não por serem pessoas, não por serem seres humanos, mas por serem bebês. isso sem contar que os bebês mais valorizados são os... brancos! a valorização da vida, como se vê, é bastante relativa.

e percebam que gestar e doar para a adoção continuam sendo procedimentos possíveis mesmo mantendo-se o direito ao aborto. aquelas que não optarem pela interrupção, podem optar pela doação se não puderem ou quiserem criar o bebê. o caso que ninguém quer reconhecer e enfrentar é que simplesmente mulheres nem sempre estão dispostas a levarem uma gestação não desejada adiante. é esse o problema. o que não se quer admitir é o fim da sacralização da maternidade. mas essa sacralização só existe para um certo tipo de mulher. lembrem-se que existem muitas mulheres que as pessoas não gostariam de ver sendo mães.

Renata disse...

Mais um outro equívoco comum: confundir moral com lei. Não, o direito não é a tradução da moral em leis. Se assim fosse, deveríamos traduzir em leis princípios morais por vezes antagônicos, porque se ancoram em tradições religiosas, culturais diversas.
Quando a lei se confunde com a moral, normalmente estamos diante de uma teocracia ou de uma ditadura.

Marina P disse...

Renata, obrigada por esclarecer esse ponto para o anônimo das 12:41. Muita gente não entende essa diferença.

Sara Cerq disse...

"Nesse caso ele tá dizendo o seguinte: se a mulher é capaz de continuar a gestação estando morta (mas mantida por aparelhos), então ela está viva."

não está.

um coração é capaz de continuar batendo após a morte cerebral com a ajuda de aparelhos externos.

mas uma vez que esses aparelhos externos não trabalhem mais, o corpo entra no processo de decomposição, como a natureza manda.

mas a pessoa não está mais viva. tudo tem um limite, até essas ideias bobas e infantis que só serviriam em wonderland. a realidade é fria e não tem magia nenhuma, mas é a realidade.

a morte cerebral é a morte da pessoa.tudo o que conhecemos dela morre com o cérebro. e o corpo só não ''parou'' de funcionar de vez porque determinados aparelhos ficam lá presos ao corpo morto, mantendo determinadas atividades básicas sem precisar do cérebro.

mas, uma vez que o cérebro morra, já era.

parem de confundir pessoas em coma e/ou em estado vegetativo (onde o cérebro ainda funciona, de alguma forma) com pessoas MORTAS.

Erres Errantes disse...

Delicadas essas questões que envolvem vida e ética... Sobre o aborto eu tenho uma opinião formada e consolidada. Mas nunca pensei seriamente sobre a eutanásia.
Bem, como a pessoa diagnosticada com morte cerebral não pode decidir por si mesma, acho que a família é quem deve responder por ela. E se a família queria que fossem desligados os aparelhos que desligassem. Afinal, mesmo que a gestação fosse levada ao fim, quem iria criar a criança seria a família dela. Se a família considerou que não seria viável criar a criança naquelas condições, então a decisão da família deve ser respeitada.
Ainda bem que por fim a vontade da família foi feita. Se fosse no Brasil, obrigariam a levar a gestação até o fim.

Juba disse...

Para quem me perguntou, desculpe, esqueci os nomes:

Sobre se levar o filho mais velho em consideração, eu não disse que discordava, e sim que os argumentos atribuíam a ele emoções e ideias incompatíveis com a idade, apelando para a emotividade. Eu não disse que ele era incapaz de luto, e sim que há mais de uma maneira de fazer isso, sem apelar para enterros. O texto apela como se fosse indispensável ele ver o enterro.

Sobre o feto ter primazia sobre o cadáver: amontoado de células por amontoado de células, a prioridade deveria ser, na minha opinião, do amontoado com potencial de vida. Se nesse caso era inviável, ok. Mas um cadáver não passa de um amontoado de células, que não está sofrendo e nem pode tomar decisões. Se a premissa fosse respeitar a vontade dos familiares - e não a do cadáver - eu poderia concordar com você.

Renata disse...

Juba,
eu não disse que o primogênito precisava ver o enterro ou a cremação. Isso é da ordem da família, se permite ou não. Eu disse que esta criança precisava de uma resposta SOCIAL à morte da mãe.
A morte tem uma dimensão social inegável. E no caso do filho de Marlise, ele estava impedido de acessar esta dimensão.
E isto pode gerar problemas futuros sim.
O grande problema da nossa forma atual de ver as crianças é negligenciar e subestimar suas capacidades. Um bebê de 15 meses sabe quem é a mãe, sofre se ela não está do lado e é capaz de compreender que há um hiato, um não-dito, um tabu, um segredo, ou algo errado com a sua morte.

Anônimo disse...

Renata, me explica então, como a sociedade chega a conclusão de que é ilícito roubar, escravizar pessoas, fazer sexo com menores de idade e etc?

A lei, assim como a moral pode e muda conforme a sociedade muda.

Nem tudo o que é considerado imoral pela maioria da sociedade deve ser considerado ilícito. No entanto, pra que algo seja considerado ilícito, em algum momento ela acabará passando por uma análise sobre a moralidade/imoralidade do ato.

Anônimo disse...

Sara

Não é que eu discordo de você. Só acho que o médico foi infeliz na colocação dele ao atrelar a definição de morte/vida com a capacidade de gerar outra vida. Se mortos não geram vida e a mulher em questão estava gerando uma vida (supondo que o feto fosse viável), a conclusão lógica da frase seria a de que a mulher não está morta (quando na verdade ela estava sim, em morte cerebral)

Renata disse...

Anônimo das 12:10

Uma coisa é a condenação moral de um ato. A outra é pensar como se arbitra e se pune. Nem tudo o que é moralmente condenado vira lei. E as vezes, quando vira, se torna uma grande injustiça. Por exemplo, em países que criminalizam a homoafetividade porque a condenam moralmente como prática.
Então, a gente não pode simplesmente esperar, especialmente no campo da bioética, que a lei cristalize o pensamento moral de uma corrente.
A lei traduz uma arbitragem no exercício do poder, que se faz no jogo político.

Juba disse...

Renata, eu concordo que as crianças são enormemente subestimadas. Tenho duas filhas, fui educadora, enfim, entendo perfeitamente isso.

Acredito, porém, que possa existir uma resposta social adequada, mesmo no caso. Não, eu não estou defendendo que o corpo da moça ficasse ligado às máquinas, e sim que a resposta social depende mais de como a família lida com o caso. Poderiam fazer uma longa despedida, ou ainda explicarem que não veria mais a mãe (e aí entra a crença, descrença ou histórias que cada família cria para explicar a morte às crianças), o que achassem melhor. Eu não acredito que exista risco psicossocial necessariamente. ;)

Anônimo disse...

Se a gravidez estivesse mais avançada eu acho que até poderia justificar, sem danos para o bebê. Mas quando ela teve a morte cerebral, a gravidez estava começando, aí não tem porque realmente.

Luiz disse...

Estou chocado. Vocês sequer cogitam a possibilidade de ela querer que o filho nascesse. Afinal, quando disse que não queria ser mantida por aparelhos, ela estava falando apenas de si mesma. Mas, nesse caso, já estando morta, mantê-la viva poderia ter salvado o filho. Uma criança que é parte daquilo que ela deixou no mundo. Esse marido me choca. Se minha esposa falecesse (toc, toc), grávida, e houvesse uma chance de salvar a criança, eu faria de tudo para isso acontecer. Tenho certeza que ela iria querer isso, pois quando você decide engravidar, deseja que a criança nasça. Ainda mais nesse caso, em que ele seria uma parte dela que sobreviveria a toda essa desgraça.

Anônimo disse...

"Ainda mais nesse caso, em que ele seria uma parte dela que sobreviveria a toda essa desgraça."

Criar um filho deficiente sem mãe? Melhor não, convenhamos. Ela tava morta fazia tempo e o feto já estava com um sem-número de problemas por estar sendo mantido mal e porcamente nessa incubadora humana, informe-se sobre os fatos.

E não, não tenho problema com aborto de fetos deficientes, porque não ligo nem quando fetos saudáveis são abortados desde que por vontade da mulher.

Anônimo disse...

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