sábado, 14 de dezembro de 2013

GUEST POST: AGRESSÃO FÍSICA POR PARTE DO PAI

C. me enviou este relato. Não tenho resposta.

Resolvi escrever este e-mail de hoje porque passei essa última noite em claro, pensando a respeito de uma coisa que aconteceu comigo há poucos anos, em 2010. Embora eu já tenha falado a respeito disso com algumas pessoas mais próximas, eu nunca consegui superar totalmente. Sei que, pra isso, preciso de terapia. Mas gostaria de compartilhar essa história com você, porque sei que muitxs leitorxs do seu blog passaram por situações semelhantes.
Meu pai sempre foi um homem machista, autoritário, desses que se irritam demais quando sentem que tiveram a autoridade questionada. E ele sentia isso de mim o tempo todo. Quando eu era criança, eu sentia medo dele, embora ele nunca tivesse chegado a me bater (não quando eu era criança). Mas, na minha adolescência, isso mudou. Então comecei a confrontá-lo e as brigas eram constantes. 
Ele gritava muito comigo, me xingava de nomes horríveis e constantemente tirava o cinto e batia em algum objeto próximo, pra fazer barulho e me aterrorizar. Em 2009, ele me deu um tapa na cara. O meu namorado da época (hoje ex), por impulso, entrou na minha frente e meu pai o ameaçou. Após o ocorrido, porém, meu pai me pediu desculpa, chorou, jurou que nunca mais me agrediria, que estava se sentindo péssimo. Em abril de 2010, porém, fui agredida fisicamente por ele por causa de uma roupa que eu estava usando.
Eu estava me preparando para ir a uma festa à fantasia com o meu irmão. Eu estava fantasiada de Lady Gaga, vestia um collant, um corset, meia arrastão, sapatos de salto, além da peruca loira.  Meu pai se irritou, disse que eu estava parecendo uma puta e me mandou trocar de roupa. É claro que não troquei. Ele começou a falar muitas besteiras. Chegou a dizer pro meu irmão: "se alguém passar a mão na bunda dela lá, não defenda, porque ela tá pedindo isso, vestida desse jeito". Quer dizer, se eu tivesse sido estuprada naquele dia, o estuprador seria aplaudido pelo meu  próprio pai. 
Eu não cedia às humilhações dele, e foi isso o que o irritou. Eu não ouvia as asneiras calada. Eu devolvia. Não aceitei ser desrespeitada. Até que ele ficou bem irritado e me bateu. Mas dessa vez, o tapa na cara virou dois tapas, depois 3, 4, 5... E os tapas viraram murros. Ele me jogou no chão e começou a me esmurrar. Não só no rosto, mas no corpo todo. Na hora, eu não senti absolutamente dor alguma. Acho que a adrenalina já estava tão alta e eu estava com tanta raiva, tanto ódio dele que nem senti. Cada vez que ele me esmurrava, eu gritava coisas que sabia que o feriam. Isso foi um tiro no pé, eu sei, porque embora eu o ferisse, isso fazia com que a força dos golpes aumentassem. Precisou que minha mãe e meu irmão interferissem para que ele parasse de me bater. Depois de tudo isso, é claro que não fui à festa.
A dor emocional veio logo depois que tudo isso cessou, mas a dor física só apareceu no dia seguinte. Olhei-me no espelho e vi: as partes brancas dos meus dois olhos haviam ficado completamente vermelhas; eu tinha hematomas no rosto todo (ao redor dos olhos, no queixo, nas bochechas) e nos meus ombros; minhas costelas doíam. Chorei muito. Abracei minha mãe e chorei. Ela, coitada, chorou junto comigo e me pedia desculpas por ter escolhido um homem tão violento para ser meu pai. 
E ele? Claro que agiu como todo agressor: me olhou, fez cara de arrependimento, providenciou lágrimas de crocodilo e pediu perdão, perdão, perdão, mas "você mereceu, filha, você desafiou minha autoridade de homem da casa, você me desobedeceu". Tudo que eu sentia era nojo dele. Não consegui denunciá-lo. Tinha medo que ele punisse minha mãe e meus irmãos para me atingir, já que eles dependem financeiramente do meu pai. 
Fiquei com medo de bagunçar mais ainda a cabeça do meu irmãozinho, que já tinha tido graves problemas de fundo emocional (como convulsão e desmaios) por causa da agressividade do meu pai. Engoli a agressão. Fui ao médico para checar se não havia nada quebrado e fui a um oftalmologista para checar se estava tudo bem com os meus olhos depois das pancadas. Esse oftalmologista era amigo do meu pai. Ele ficou horrorizado com aquilo tudo.
Depois de muitos dias sem falar com meu pai, evitando sair do meu quarto (eu não ia pra faculdade por vergonha de como estava o meu rosto), ele forçou uma conversa. E aí, como eu já tinha apanhado mesmo, não tive medo. Gritei. Falei que ele era um doente, um psicopata, que meu maior desgosto era carregar o nome dele. Falei ainda que eu só voltaria a falar com ele se ele fizesse terapia e tomasse remédios, porque ele era um doente psiquiátrico que deveria ser privado da convivência com as pessoas normais, que ele era uma ameaça. 
Dessa vez, porém, houve uma reação diferente dele: ele ouviu tudo. Ouviu e concordou. No dia seguinte, ele procurou terapia, e se trata até hoje. Não sei se foi meu irmão, minha mãe ou o oftalmologista amigo dele, ou todos os três que conversaram com ele, mas ele ouviu. Ele melhorou muito e é visível o quanto ele tenta melhorar ainda mais. Mas eu ainda não consegui superar a agressão. Desde então, não consigo abraçá-lo. Só o abraço em ocasiões como dia dos pais, natal ou o aniversário dele, e ainda assim,é um abraço mecânico, frio, rápido, que eu torço pra acabar logo, que dura um segundo, mas que me parece durar uma eternidade. 
Desde então, não assino o sobrenome dele. Só o da minha mãe. Apresento-me sempre só com o sobrenome da minha mãe e quando me chamam apenas pelo último nome, eu digo claramente: "não gosto, me chame somente pelo meu segundo nome ou pelos dois". Sei que isso não me faz menos filha dele, mas é uma forma que eu tenho de me sentir mais livre. 
O feminismo me ajudou a melhorar minha autoestima e muito mais, mas ainda não consegui superar essa agressão. O homem que deveria me proteger foi meu algoz. Acho que, na verdade, vou sempre carregar em mim a certeza de que um dia serei agredida por ele de novo, ainda que não seja.
Obrigada por escrever, Lola. Você é uma luz no caminho de muita gente.

Meu comentário: Vai ser muito difícil superar isso, C. Talvez daqui a muitos anos você consiga. Talvez, quando você estiver morando em outro lugar, sem depender do seu pai pra nada, e sem ter que conviver diariamente com ele, você consiga. 
Ou talvez algo tenha se rompido de vez, e você nunca mais volte a confiar nele. É difícil dizer. Mas o importante é que ele esteja se tratando e que você tem muita consciência de tudo que se passou, e de tudo que está sentindo. Parabéns pela sua lucidez. 

64 comentários:

Larissa Petra disse...

Ser agredida por um estranho na rua já deve ser horrível, imagine por uma pessoa que teoricamente te ama, como um marido, irmão, tio, namorado, ou pior, aquele que vc devia receber amor incondicional, seu próprio pai.
Querida, eu particularmente não acredito que família seja esse fardo todo que por pior q seja vc tem que carregar para a vida e aparentar (pois o importante é aparentar) ser feliz com eles, como a Lola disse é difícil dizer como será sua relação com seu pai, se um dia vc achar q deve manter contato com ele, mantenha, mas se vc sentir que isso te faz infeliz, corte relações sem dó, pense em vc e na sua felicidade, afinal você só tem uma vida e ninguém vai vivê-la por vc!
Beijos e força linda <3

NECROMAYHEM DEMOGORGON disse...

uma coisa que concordo com voces esquerdistas, é o ódio de voces pela família. sou contra o esquerdismo porque sou egoísta, individualista, mas eu tambem odeio família. a agressão de pai nem sempre é só contra filhas, mas com filhos homens tambem acontece. se o cara ou a garota não consegue sua independencia financeira desde cedo, ele ta ferrado, e vai ter qeu aturar a merda escrota do pai pelo resto da vida. no meu caso, meus pais agiram contra mim desda adolescencia, me forçando a tratamento psiquiatrico desda aquela época, somando com o bullying que sofri na escola e vida social na fase adulta, se tornou pra mim impossívle consegur minha independencia financeira, e infelizmente terei que conviver com meu pai ate quando ele morrer, eu acho compensa mais eu tentar viver de renda de aluguel na terceira idade, do que fazer concurso pra trabalhar como gari por exemplo. quanot mais eu convivo com meu pai, mas eu lembro que alem da opressão sofrida em casa, eu sofria opressão dos ''amigos'' quando eu tinha vida social, a opressão esta na sociedade como um todo, e voces mulheres deveriam saber que muitos dos caras que voces escolhem pra namorar são opressivos tambem, e vão oprimir voces caso voces escolham eles pelo status de porradeiro, cafajeste, alfa etc. por isos hoje em dia eu vejo que a soluçaõ é NÃO TER MAIS AMIGOS E NÃO CONVIVER COM MAIS NINGUEM, ja basta a opressão aqui em casa, meu ódio é tão grande que não vou conviver com mais ninguem pelo resto da vida. hoje em dia eu sou egoísta ao extremo e odeio a humanidade, odeio todas as pessoas que conheci na minha vida e quero que todos morram, com exceção da minha mae.

Beatriz disse...

Não é só porque ele é seu pai que você tem a obrigação de amá-lo.
Elimine esse cara da sua vida. Você pode conseguir isso ainda morando com ele e dependendo dele. É só abstrair a presença dele para todo sempre até ele cair morto.
Leve sua vida adiante e esqueça que esse verme é seu pai. Odeie ele, e reforce cada vez mais seu feminismo. Esse é o caminha para você vencer.

Fábio Henrique disse...

Histórias como esta são a prova de quanto a machismo patriarcal esta impregnado na sociedade, isto só se muda com uma educação.
neste vídeo, uma menina de 14 anos e arrastada pelo pai machista em plena via publica, absurdo.

http://www.youtube.com/watch?v=62cv3xvhCqE

Aline disse...

Sabe C. eu odiei meu pai durante muito tempo, ele é alcoólatra,fez muita coisa ruim, me bateu muitas vezes e em meus irmãos também. Nunca tão sério como foi com vc. Mas doía, machucava, mais a alma que o corpo.
Hoje, depois de 8 anos morando longe do meu pai aprendi a aceitá-lo, mas não tenho um sentimento profundo por ele como pela minha mãe.
Mas hoje eu sei que as pessoas não podem dar o amor que não tiveram.
=(

Força
bjs
Aline

Felipe disse...

Fábio, vc esqueceu de postar esse video aqui: http://m.youtube.com/watch?v=1ikxGnoAsWs

Viva à família tradicional!!

Felipe disse...

Ou esse: http://m.youtube.com/watch?v=TWXWrEoNqLc
Ou esse: http://m.youtube.com/watch?v=A_Tm2V5FB2M

Felipe disse...

Vários vídeos provando que o coletivismo não está com nada. O ideal é manter os abusos na privacidade do lar, não é mesmo?

Adna Rosa disse...

C. sei como é ser agredida fisica e psicologicamente pelo pai. No meu caso, meu pai bati em mim e em minha mãe, nunca chegou ame deixar marcas onde as pessoas pudessem ve-las pois ele é uma pessoa conhecida na cidade onde viviamos. Fiquei mais de um ano sem falar com meu pai e o que mais doeu realmente não foi a violencia fisica, o que doeu e doi até hoje é que durante toda a minha infancia era ele quem mais me dava carinho, era mais atencioso, mas quando cresci (e talvez antes disto) me via como sua posse, me batia por eu ter um namorado (eu tinha 15 anos). Nunca senti tanto medo, tão sozinha como quando ele me bateu. Mas ao contrario do que aconteceu com você, minha mãe não me defendeu tanto, ela me bateu também, arrumou desculpas para a violencia dele. Toda a minha familia soube que meu pai era violento, ninguem fez nada. Assim como você, nunca cedi a violencia de meu pai sempre respondi aos absurdos que ele dizia e sai de casa os 17 só pra ficar longe dele, foi a melhor coisa que fiz. Hoje me dou bem com meu pai, não sei se o perdoei, contato fisico é algo muito dificil e também tenho medo de apanhar de novo. C., são muitas as meninas que passam pelo que passamos, desejo a elas e a você muita, muita força!

Adna Rosa

DOMME ÍNDIA disse...

Se você fazia faculdade e tudo, porque não saiu de casa ao invés de aturar as humilhações e agressões dele? Ter que trabalhar é pior que ser agredida e humilhada?

DOMME ÍNDIA disse...

NECROMAYHEM,


Dou toda a força para ti, espero que você consiga superar tudo. Aqui tem uma amiga para você!

Fernanda disse...

Queria fazer uma pergunta ao pessoal dos coments aqui.

Não convivi com agressão fisica, como a C., mas hoje, adulta, percebo que a minha casa era praticamente a Faixa de Gaza, com o patriarca doente mental e seus dois filhos também, além de serem, os filhos, toxicômanos. Presenciei alguns episodios de violência fisica, mas não em mim. Porém, moralmente era um campo minado. Hoje consigo perceber como a mulher do patriarca, as duas filhas e eu sofriamos nas mãos desses três loucos. Nossa vida foi simplesmente devastada pelas suas doenças e seus efeitos. A policia vinha em casa pelo menos duas vezes por semana. Um caos.

Bom, acho que meu exemplo é extremo, mas eu gostaria de perguntar pra vocês o seguinte: como nossa cultura é muito machista, alguém aqui cresceu em uma casa SEM abuso??? Isso é comum?

Juro que isso se tornou uma duvida pra mim.

Sara disse...

A Familia tradicional é uma instituição falida a começar pela base do casal monogâmico, é muito raro ver um exemplo desse tipo que não cause sofrimento em seus integrantes, isso quando não se tem que viver com a hipocrisia descarada e imposta.
A humanidade precisa arranjar outras formas de se organizar e viver, porque esse modelo já deu o q tinha dar de desgraças e sofrimentos.

Botan Souza disse...

Este Fábio do Mingau sempre se aproveita quando a Lola não está moderando os comentários para vim aqui postar merda. Desencana, seu looser.


Felipe, vc já reparou como o estupro é sempre relacionado a sexo? No vídeo em que o pai tenta estuprar a própria filha, veja os outros vídeos recomendados: a maioria sobre sexo. Até o youtube, hein???

Anônimo disse...

Lola quando tiver tempo, por favor, faz uma crítica sobre o filme brasileiro indicado ao Oscar, "O som ao redor" :) Eu assisti e adorei! É impressão minha ou o estilo é parecido com o de alguns filmes iranianos recentes? (ou sou eu que não entendo nada de cinema? hehe) Sem dúvida é bem diferente do cinema brasileiro comum, sem interpretações forçadas, todas muito naturais, como se aquele ali na tela pudesse ser seu amigo ou seu vizinho (coisa que percebo nos filmes iranianos). Talvez por ter um estilo diferente faça mais sucesso no exterior do que aqui.

LOVE GOTIC disse...

É um relato aterrador. Apanhar de alguém que a gente convive diariamente dentro de casa é constrangedor. Apanhei do meu irmão mais velho e ele nunca me pediu perdão. A minha mãe dar razão a ele diz que tenho que obedecer jà que meu pai faleceu. E a agressão foi por motivo torpe ele bêbado não concorda em eu ter um estilo gôtico me vestir de preto e usar maquiagem forte. E se repetiu várias vezes. Não guardo mágoa, mas ta um vazio falta algo falta ele se arrepender. E por mais que eu exija respeito não me dão atenção. Afinal a filha mais jovem, a mais nova é subordinada aos mais velhos. Uma ditadura desagradável. Meu pai nunca me bateu, sempre foi a favor da conversa. O melhor que você faz é tentar superar, esquecer é impossível a dor e a vergonha persitem como espinhos na alma. Coragem C.

LOVE GOTIC disse...

Que grotesco seu comentário. Não leu que ela aguentou o máximo que pode porque tinha um irmão menor que precisava da família unida? E para quem ta na situação nâo é só arrumar a mala e sair de casa. Tinha a mãe que precisava dela, o irmãozinho que tinha problemas e outras coisas que ela não axou necessário compartikhar. E o fato de estar na faculdade não a tornava independente. Cada um ou uma que aparece.

Leila disse...

C, eu sofri violência física do meu pai quando era menina. Não foi tão horrível quanto você, mas ele me bateu duas vezes, fiquei com muitos hematomas, e, como vc, não senti dor física nenhuma na hora, só dor no coração. Ao contrário de vc, ninguém me ajudou, ninguém me defendeu, ninguém sequer falou do ocorrido depois. Nenhum pedido de perdão, nada. Só o silêncio. Passei mais de um ano acordando sobressaltada no meio da noite, eu acordava chorando, tinha pesadelos horríveis com ele. A dor foi muito grande, e eu só consegui comentar sobre ela uns 10 anos mais tarde, quando comecei a fazer terapia.
Saí de casa cedo e fiz minha vida sem depender dele. Os anos passaram, e sabe, C., eu perdoei. Fez mais bem para mim do que para ele, pode ter certeza. Guardei essa mágoa durante anos (como outras tão graves ou até mais. Mas a vida é curta, e a gente precisa viver bem, pacificar os fantasmas do jeito que pode. Então, eu só queria dizer para você que não há regras, mas que o que você sente não será necessariamente o mesmo daqui há algum tempo. O melhor caminho é a independência. Depois, o tempo e a vida vão fazer o seu trabalho. Talvez você o odeio para sempre, mas talvez não. Ele é um homem doente, reconhece isso e está se tratando. Então, essa relação talvez não esteja obrigatoriamente falida. Talvez vocês possam se reencontrar mais tarde.
Força pra você.

Larissa disse...

Discordo de alguns comentários aqui. Às pessoas que pregam que o ódio é o único caminho pra lidar com as coisas do passado: só consigo sentir muita pena de vcs.
Raiva e mágoa só te afundam cada vez mais num poço de tristeza; e não ajudam em nada a superar ou lidar melhor com o que aconteceu.
Querida C., não consigo nem mensurar sua dor. Apanhei uma vez do meu padrasto, de quem nunca gostei, e que ainda por cima recebeu apoio da minha mãe. Mas não consigo imaginar o quanto deve ser péssimo sofrer agressão paterna, de alguém que deveria, acima de tudo, te proteger, te dar cuidado e compreensão.
Óbvio que a relação de vcs nunca mais será a mesma ): mas o ódio nunca vai te fazer superar de verdade o que te aconteceu. Sinta pena do seu pai, pelas ignorâncias e limitações dele, mas não sinta ódio... É um sentimento pequeno demais, mesquinho demais pra vc.
Sinta-se abraçada! realmente espero que vc fique bem (:

Anônimo disse...

o unico erro do pai foi ter batido nela,de resto estava certo,impedindo sua filha de sair vestida como prostituta pela rua.

André Regis disse...

Sara disse:

A Familia tradicional é uma instituição falida a começar pela base do casal monogâmico, é muito raro ver um exemplo desse tipo que não cause sofrimento em seus integrantes, isso quando não se tem que viver com a hipocrisia descarada e imposta.
A humanidade precisa arranjar outras formas de se organizar e viver, porque esse modelo já deu o q tinha dar de desgraças e sofrimentos.

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Penso quase igual. Nossa sociedade engarrafou o tipo de relação aceitável como sendo a hetero-monogâmica e enfiou goela abaixo de todo mundo. Sendo que poderia haver outros ajustes que trouxessem mais felicidade. Na literatura, cinema e outras formas de arte o amor valorizado quase que exclusivamente é o "romântico só eu e vc até que a morte nos separe".
Não diria que o problema está na família tradicional, e sim no fato de apenas ela ser vista como correta. Ela poderia ainda existir num mundo em que o amor fosse mais livre e outras formas fossem socialmente aceitas.

André Regis disse...

Só complementando meu raciocínio, ontem mesmo no post da menina, do ex-namorado e da amiga, pelos comentários dá pra perceber como as pessoas estão presas no esquema ciúme-posse-traição.

Anônimo disse...

É off topic, mas...

"por isos hoje em dia eu vejo que a soluçaõ é NÃO TER MAIS AMIGOS E NÃO CONVIVER COM MAIS NINGUEM, ja basta a opressão aqui em casa, meu ódio é tão grande que não vou conviver com mais ninguem pelo resto da vida. hoje em dia eu sou egoísta ao extremo e odeio a humanidade, odeio todas as pessoas que conheci na minha vida e quero que todos morram, com exceção da minha mae."

Por favor colega... continue seu tratamento psiquiátrico e conte essas coisas pro seu psiquiatra, pq vc não tá bem...

Anônimo disse...

Meu pai nunca me pediu perdão por me agredir. Ainda bem que o seu abriu os olhos...

Já agrediu minha mãe tbm.

Não consigo nem olhar na cara dele, muito menos ficar sob o mesmo cômodo que ele.

Anônimo disse...

Meu pai foi próximo da minha irmã na infância, quando ela ficou mais velha, ele ficou mais grosseiro, mais cruel com ela. Começou a trata-la por termos maldosos. Bem, um dia, quando já éramos jovens adultas (sou mais velha que minha irmã), ela e meu pai discutiram. Eu levantei para ver o que estava acontecendo, e vi que minha irmã estava deitada, em posição de defesa e meu pai estava indo pra cima dela. Entrei no meio, dei um empurrão nele, ele foi pra trás e bateu a cabeça na quina de uma porta, não caiu, mas ficou chocado, ainda lembro da surpresa estampada na cara dele. Gritei na cara dele que ele nunca mais bateria em ninguém dentro daquela casa na minha frente. Tirei minha irmã de lá em segurança e fiquei morrendo de medo de retaliação.
Não me arrependo de ter feito isso. Acho que a partir daí, a violência dele aumentaria. Com isso ele viu que alguém não teria medo de intervir. Mas fico triste de ter tido que fazer isso. O machismo destrói famílias, acaba com a inocência e trás insegurança para o lugar que deveria ser mais seguro do mundo: sua própria casa.

Anônimo disse...

ave, como vcs confundem as coisas. nao tem a ver com monogamia, tem a ver com machismo, um machismo arraigado em sociedades desiguais socialmente. ha MUITO MENOS relatos de abusos domesticos em paises desenvolvidos, onde ha educacao, saude, qualidade de vida (e respeito à mulher). quando a relacao monogamica nao da certo, as pessoas se separam, e pronto. o que leva um homem a se comportar como se as mulheres de sua familia fossem sua propriedade eh o machismo, nao a existencia da familia. tanto eh que o homem nao bate so na sua esposa, bate na amante, as vezes na mae, bate em outros caras no bar, eh uma coisa descontrolada de autoafirmacao doentia. nao ponham chifre em cabeca de cavalo, a culpa nao eh da monogamia (embora eu defenda a legitimidade de QUALQUER relacao amorosa consensual de qualquer tipo entre maiores de idade)

juliana

clarice disse...


esse cara é um monstro,para o bem da sua saúde mental e fisica,acho que quando conseguir viver sozinha é melhor nem procurar mais essa criatura,nem de pai dá para chamar.


Nossa sociedade engarrafou o tipo de relação aceitável como sendo a hetero-monogâmica e enfiou goela abaixo de todo mundo.


e o que isso tem a ver com filhos sendo maltratados?o problema é do "pai" dela.
tb há violência entre casais homossexuais e em qualquer outro tipo de relacionamento.
que mania de jogar toda a culpa da desgraça do mundo na monogamia.


Se você fazia faculdade e tudo, porque não saiu de casa ao invés de aturar as humilhações e agressões dele? Ter que trabalhar é pior que ser agredida e humilhada?

pq vc n arruma um emprego para ela,arruma uma casa e tudo mais? falar é fácil né querida.

Anônimo disse...

E qdo quem te agredia era a tua própria mãe? No meu caso era ela q me batia, uma vez me espancou tanto q a minha profa queria me lavar na delegacia. Me arrependo até hj, se tivesse feito tenho certeza q as coisas seriam de outro jeito aqui. Meu pai me batia tb, mas menos, por simples falta de tempo. Meu irmão mais velho me bateu tb... A ultima vez q me bateu foi qdo eu tinha 26 anos, de cabo de vassoura, só não mais me bateu pq a ameaço de denuncia-la... Hj só mora eu e minha mãe... é um inferno, uma chantagista emocional do caramba. Eu não sei como tenho um pouco de cabeça pra estudar e trabalhar... Meu irmão é o filho preferido e agora tem a minha cunhada pra dar razão a tudo q minha mãe faz e fala. Eu odeio ela (cunhada) e tenho q fingir q gosto... Morar sozinha não é tão simples assim como vcs dizem, especialmente em São Paulo, onde a moradia é carissima e o salário mal dá pra condução...

Anônimo disse...

Eu cresci em uma casa sem abusos físicos. Meu pai nunca foi um homem violento, nunca nos agrediu. Mas cresci numa família machista, e com um pai q se achava dono das filhas.

Anônimo disse...

Você precisa estudar mais. Há formação da família patriarcal é elemento chave pra entender o machismo. Família patriarcal igual monogâmica para mulheres

Maria Fernanda Lamim disse...

Fernanda, de fato dificil ver uma familia nis moldes tradicionais sem pelo menos uma historia de abuso ou machismo. Mas olha, a minha familia era muito tranquila. Tinhamos algumas brigas e desentendimentos, mas nada demais. Agora, minha familia nao era nada "tradicional": minha mae era militante feminista, meu pai sempre foi de esquerda. E eu e minha irma tivemos plena liberdade para fazermos nossas escolhas: profissao, religiao, atividades....o que nao quer dizer que nao tivemos limites. E eu concordo em parte com a galera que critica o modelo monogamico imposto: meus pais nao eram monogamicos (era consensual) e isso sempre
me deu a impressao de que eles nao estavam ali "obrigados" (por moralismo, dependencia financeira,etc). No fim, acho que isso fez a difereca:todos estavam ali pq queriam! :)
Agora,te falo: meus pais foram duramente criticados por tios, avos e demais "agrgados". Todos diziam que eles nao estavam "educando direito" a mim e a minha irma....no entanto, qd olho para nos e nossos primos hj, percebo que eu e ela somos pessoas com mais autonomia e mais horizontes. Pretendo repetir tudona criacao do meu futuro filho ou filha (que nesse momento ja comeca a se desenvolver na minha barriga :) )
E te digo: e possivel um outro modelo de familia, mais humano e amoroso. E so jogar fora o "livro de regras" ;)
Bj!

Anônimo disse...

NÂo tem como perdoar um elemento desse. Deveria ter denunciado ele logo no primeiro ato de violência.

Não deve perdoar e sim riscar ele de sua vida. As mulheres tem que ser corajosa,se defender.

MCarolina disse...

Nossa, que situação horrível. Mas, mesmo assim, me surpreende que seu pai tenha procurando ajuda. Eu acredito que quem agride tem a obrigação de tentar reparar o dano que causou, e que isso demora muito tempo. Talvez você consiga ter uma relação mais calma com o seu pai no futuro, mas dificilmente morando junto com ele. Todo mundo que eu conheço que tinha problemas com o pai (não de agressão física, mas agressão psicológica) só melhorou a relação quando saiu de casa. Que triste (como sempre) o comentário do NECROMAYHEM DEMOGORGON. Se eu fosse ele preferiria ser gari. Não tenha preconceito com pessoas pobres e braçais, são tão boas e simpáticas (ou não) quanto qualquer outro grupo. E trabalham para ganhar seu próprio dinheiro.

Renato ripol disse...

sei a nao sou pai ainda, mas acho que se umx filhx meu rebelar contra mim vou emancipa-lo o quanto antes e larga-lo no mudo.(to usando certo o 'x'?)

jonas_cg disse...

Talvez você não venha a ter uma relação positiva com seu pai, e você não tem obrigação nenhuma pra isso. Ele que errou,que viva com as consequências. Mas não sinta ódio, pelo menos tente entender que ele esteja tentado mudar..

Falo por experiência própria, de quem acompanhou uma história parecida por um tempo, mesmo não tendo sido eu a vítima, até hoje não consigo ter uma relação boa com essa pessoa, mesmo mostrando que já mudou. Então, não se culpe.

Sara disse...

Perfeito André Regis, não estou pregando pelo fim da tão prezada família tradicional, mas ter esse modelo como padrão como vc mesmo disse , enfiado goela abaixo de todos, é que causa tanto sofrimento.
Essa deveria ser apenas mais uma das diferentes formas que as pessoas encontram para viver não a única.
Mas parece que a sociedade em sua maioria esta mesma presa a valores patriarcais e arcaicos como ficou bem claro no post passado, da desespero viver nesse atraso...

Anônimo disse...

Nao tem outra opcao a nao ser sair de casa. Nao interessa se tem irmao ou mae ou sei la quem que dependem dela. E sair de casa e facil sim, vai dividir apartamento com amigos, morar mais afastado do centro, morar em pensao, sei la. Ficar em casa so vai aumentar o odio que ela sente pelo pai e ao contrario do que alguem disse ai em cima, alimentar odio nao faz bem a ninguem.

Maria Lia.

Ana Reis disse...

É evidente que o maximo ainda é bastando forte no nosso pais, isso é lamentavel.

M disse...

Olha C, força pra você viu. Fui eu quem escrevi o guest post que a Lola linkou no fim do seu relato e eu sei exatamente o que você está sentindo, e só posso oferecer minha compaixão. Porque não tem fórmula secreta para perdoar alguém que nos agrediu. As cicatrizes emocionais ficam e nos lembram a cada dia do que aconteceu. Se você se sente melhor assinando apenas o nome da sua mãe e não mantendo contato físico com o seu pai então continue fazendo isso! A sua estabilidade emocional é a coisa mais importante do mundo, então faça o necessário para preservá-la.
Beijos e muita força!

Marina P disse...

Fernanda, eu cresci em uma família dita tradicional e nunca sofri violência ou presenciei violência em minha família. Machismo? Havia um pouquinho, mas assim que ele era apontado ao meu pai (único homem da família) ele refletia e mudava. Sei que é raro, mas o pai sempre nos respeitou, sempre teve uma cabeça aberta e sempre buscou superar o ranço machista que carregava, tendo sido criado em um ambiente machista tradicional.

Sara disse...

Maria Fernanda Lamin vc é uma grande privilegiada por ter sido criada em uma família maravilhosa como essa que vc descreveu em poucas linhas, torço muito por gente como vcs, pra mim são uma esperança de um mundo melhor e menos hipócrita e violento.

donadio disse...

"alguém aqui cresceu em uma casa SEM abuso??? Isso é comum?"

Eu cresci em uma casa sem abuso.

Do que me lembro dos meus colegas de escola, conheci uns dois ou três que apanhavam feio - tipo de cinto, de chinelo, na cara, de deixar marca. A grande maioria ou não apanhava, ou levava palmadas na bunda quando aprontava alguma "especial". Ou pelo menos isso era o que parecia, o que contavam. Pancada de quebrar osso, de deixar hematoma, de envolver médico, hospital, nunca vi no meu círculo, nem mesmo dos pais mais abusivos.

Então não sei se as coisas mudaram para pior, se, ao contrário, os horrores são mais visíveis hoje, se a intensidade da comunicação moderna faz com que os casos mais horrendos pareçam a norma (aquela coisa, desastre de avião é notícia, passar três meses sem desastre de avião nenhum não é notícia), ou que outra explicação possa haver.

Anônimo disse...

Sofri violência doméstica, e foi por toda uma família de machistas.Minha tia, doente mental, veio morar conosco quando eu era criança. Estava sempre desfazendo de tudo o que eu falava ou pensava, sempre dizendo que eu deveria era trabalhar, ao invés de querer algo (estudar, brincar, afinal, eu era criança)Meus pais eram omissos. Minha mãe não se importava da irmã dela abusar assim de mim. Eu era a única a ser abusada psicologicamente, porque minha irmã era grande pra se defender, e meus irmãos eram homens, o que dava a eles status privilegiado. Minha mãe sempre minimizou tudo o que eu fazia ou sentia. Se eram boas notas, era obrigação. Se eu estava triste, ela respondia um "é, agora sai daqui que eu to sem paciência". Com o tempo, um dos meus irmãos se tornou o abusador, e meus pais continuaram omissos. Minha tia, fanática religiosa dizia que ele ser agressivo e roubar nossas coisas era uma "bença de deus, que nos deu o filho prodigo". Toda a família sofreu nas mãos deles por anos, sem que nenhuma providẽncia fosse tomada. Eu desenvolvi depressão nesse período e minha mãe se limitava a dizer "frescura, é só pensar que não tem, que sara", enquanto ficava cheia de cuidados com os ataques de fúria do meu irmão, porque meu pai não queria emprestar a moto e o carro pra ele e os amigos destruirem. Tentei diversas vezes denunciar, e fui impedida, minha mãe ia dizer na polícia que eu estava inventando, ou os policiais não davam bola, dizia que família é assim mesmo. Fora anos de abuso psicológico, alguns abusos físicos até eu conseguir sair de casa. Minha mãe age como se tudo isso fosse normal, e sempre minimizou tudo, nunca se desculpou e sempre ficou ao pés dos filhos homens. Sofri muito e claro que isso me deixou cicatrizes enormes pra vida. Gostaria muito de fazer uma terapia, algum tratamento que pudesse fazer eu superar o que passei, mas acho que ainda não tenho condições financeiras para tal. Por hora, me afastei deles por completo.

Gabriela disse...

Vou dizer o que eu penso, apesar de achar muito ruim dar opinião na vida alheia. Se seu pai não tivesse tentando melhorar, falaria pra você correr para as montanhas. Como está, sugiro que você tb procure acompanhamento psicológico para aprender a lidar com esse trauma. Apesar dos pesares, a família a gente carrega pra sempre, por mais que tentemos negar ou nos afastar. Não digo que você tem que ser a melhor amiga dele, mas pelo seu relato me parece que você se sente incomodada com essa situação e ainda não conseguiu lidar bem com tudo que se passou.

Anônimo disse...

Lucidez?!??!?!?
Ah pára vai...
Primeiro, temos uma menina feminista, mais uma das milhares de guerreiras de fundo de quintal, porque bater o pé e ser independente todo mundo quer, sair de casa e ir cuidar da própria vida, ninguém...
Segundo, a menina brigou, gritou e esperneou, quando o pai concordou que tinha problemas e procurou ajuda para mudar, ainda não está bom?!?!?!?!?!?!?!
Difícil hein?

Maria Eduarda disse...

A violência é abominável. De um pai contra a filha é a pior de todas.

É obrigação do pai proteger e orientar sua prole.

Mas confesso que não considero adequado se sair para uma festa fantasiada de lady Gaga burlesca.

Adolescentes precisam de limites, faz parte do processo educacional para tornarem-se adultos pensantes e livres da opressão da mídia.

Meu pai nunca foi violento. Mas era rígido com horários, roupas e hábitos. Minha mãe também.

Nunca me deixaram voltar muito tarde, sair com roupas decotadas ou viajar com namorado. Na época eu me rebelava, mas eles eram rígidos.

Adquiri bons hábitos de acordar cedo, praticar esportes, estudar, não beber em excesso. Lembro da vez em que meu pai descobriu que eu comecei a fumar, fiquei um mês só saindo de casa para ir a escola (tinha 16 anos).

Em resumo, fico triste pela violência, mas acho que é importante aos adolescentes respeitarem pai e mãe.

lOVE GOTIC disse...

Hà vàrios motivos para se rebelar. Se você for violento, machista e ignorante não perca tempo em emancipálo ele(a) por si só te deixará.

Anônimo disse...

Eu acho que podemos, sim, nos afastar das pessoas que nos fizeram ou fazem mal , não importa se são parentes ou não. A vida é curta , "um sopro", como já disse o Niemeyer. Então, não vale a pena continuar ligado a quem só nos traz desgosto. Não vou falar da minha história, porque a C. é quem está passando por isso neste momento, mas eu posso dizer que, no meu caso, o afastamento foi a melhor coisa que eu poderia ter feito. Levo uma vida muito mais feliz e tranquila longe de agressões e encrencas desnecessárias.

José Silvério disse...

Aquelas pessoas que acham que o homem "deveria agradecer por ser estuprado" não sabem do que estão falando. Tempos atrás vi um filme na TV, creio que o filme era escandinavo, pena não lembrar o nome! Mas a história era de uma adolescente super problemática e estranha que foi encaminhada para um órgão de assistência social do Estado. Lá chegando e durante o tratamento ela foi estuprada pelo médico que deveria estar tratando dela! O caso é que ela já era uma pessoal traumatizada e que ficou pior ainda e então, resolveu se vingar do médico. Armou-se com um monte de apetrechos sado-masoquistas, telefonou para o cara, que imediatamente a recebeu em seu apartamento. Lá ela inverteu totalmente os papéis: armada, amordaçou-o, tirou suas toupas todas, deixando-o nú e gordo e amarrado! amarrado totalmente indefeso na cama. E fez tudo que podia imaginar com o cara, usou aparelhos cortantes, perfurantes, marcou seu rosto, estuprou-o com vários objetos e quando o cara chorava ela perguntava: tá bom? Foi chocante ver essas cenas todas feitas com realismo em um homem nú, de meia idade, que deveria estar protegendo a menina! Claro, é só um filme, mas mostra bem o que é um estupro e essas pessoas que acham ser um crime menor deveriam ver um filme desses. Pena não lembrar o nome!

Karol Ribeiro disse...

Senti um nó na garganta lendo seu relato; infelizmente cresci com um pai machista que sempre se achou o 'dono' da família (eu, minha mãe minha irmã). Ele é alcoólatra (é, porque é uma doença, e não se deixa de ser), nunca sofri abusos físicos porque graças á Deus tenho uma mãe maravilhosa que sempre me ensinou que "Não existe nada que um homem faça que você não possa fazer"; ou seja: ele nunca bateu em nenhuma de nós porque nós somos "mais homem" que ele, e sempre impedimos de acontecer. Há uns 5 anos ele parou de beber sob ameaças da minha mãe, mas a personalidade dele não mudou muito, e há uns 2 minha mãe se separou dele.. Acho que foi o dia mais feliz da minha vida. Desde que ele ficou sozinho ele mudou muito, e esse ano, depois que descobriu que a mãe dele estava com câncer terminal, ele mudou mais ainda. Depois disso é que percebi que o problema não é ele, mas sim o pai dele, que o criou da mesma forma; notei que ele ainda tem sérios traumas por isso. Hoje não o culpo porque sei que ele é fruto do pai dele. Depois de tantas perdas esse ano, consegui perdoar os fatos do passado; porém sei que nunca conseguirei Esquecer. Tem marcas que a gente não consegue apagar... Enfim, que bom que seu pai está se tratando, espero que um dia você consiga superar isso, não por ele, mas pelo seu bem , por você mesma! Muita força, moça!

Anônimo disse...

O nome do filme é "Millenium", baseado no livro do Stieg Larsson.

José Silvério disse...

Peço desculpas, fiz um comentário na postagem errada, apesar de tratar do mesmo assunto: estupro!. Minha intenção era colocar no guest post: "Estupro não é só coisa de homem". O comentário das 9,35 foi por que nesse guest post teve alguns comentários de pessoas dizendo que estupro de homem pode ser bom e que o homem pode até gostar!!

Anônimo disse...

Entendo você, fui agredida por meu pai quando criança, sem nenhum motivo verdadeiro e palpável, mas simplesmente por alguma coisa que como criança, fazia por inocência, ele nenhuma vez conversou comigo sobre certo e errado, mas sempre gritou nomes horríveis e blasfêmias ruins relacionadas a minha pessoa, nunca o desafiei, sempre fui obediente. Minha irmã mais nova que eu foi sempre protegida por ele e minha mãe que sempre se omitiu a tudo. Há três anos, essa irmã mais nova tentou pegar uma faca para me matar, fui rápida e consegui me defender dela e segurá-la pelos cabelos para que alguém chamasse a polícia, meu pai em vez de buscar ajuda me derrubou no chão, tentou me matar enforcada me sufocando na garganta e me agrediu com socos no rosto e fonte, depois pegou duas facas e me ameaçou, foi quando consegui correr e pedir ajuda.
Resumindo, hoje quero cada vez mais distancia de todos da minha família, a minha vida inteira tentei agradá-los e defende-los da melhor forma possível. E o retorno que tive foi esse, minha mãe é omissa, sempre foi, e conivente com tudo, pois também sempre superprotegeu essa minha irmã que é a responsável pelo maior sofrimento que tive desde que ela nasceu. Dou razão a quem escreveu que esse modelo de família é uma farsa, pois é mesmo!!! Concordo em número, genêro e grau, família é o nome que se dá a uma instituição que nunca teve como pilar o RESPEITO HUMANO!!! E com esse nome: FAMÍLIA as maiores atrocidades são cometidas, desde o tempos bíblicos, onde Abeu matou seu irmão Caim de inveja, isso é o que mais ocorre nas famílias, inveja, traição, difamação, calúnia e acima de tudo DESRESPEITO TOTAL.
Acredito que temos que romper com essa história que pai e mãe são sagrados, eles mais que ninguém deveriam ser RESPONSABILIZADOS pela felicidade dos filhos (seres humanos) colocados no mundo por eles. Quem não quer ser responsabilizado não tenha filho, não faça sexo, ou se proteja, agora ser inconsequente, defendo a punição!!! E tenho bem claro que vim ao mundo para ser FELIZ e se meus pais são FELIZES, problema deles. Após de 46 anos condenada a vida miserável que escolheram eu me LIBERTEI!!! Antes tarde que nunca... Todos os seres merecem a FELICIDADE!!! E a independência é o caminho certo, nunca dependa de ninguém diretamente.

Anônimo disse...

Bem, errei acima, quis dizer: se meus pais são INFELIZES, problema deles, sinto pena de todos dessa família que nasci, me recuso terminantemente a aceitar os ABUSOS que sempre sofri e PERDOAR é diferente de continuar convivendo com o DESRESPEITO, e e quem deve se PERDOAR é meu pai que sempre me MALTRATOU. Ele que só soube me culpar, julgar e me ofender em vez de me elogiar pelas conquistas que fiz em minha vida. De qualquer forma, agradeço ao UNIVERSO por todos as minhas conquistas... Nunca, em nenhuma circunstância se permita sofrer maus tratos, se isso ocorrer lembre-se: busque seus direitos legais. E se souber de alguma violência disque 100, esse número funciona!

Anônimo disse...

Eu tenho 23 anos, sou formada, trabalho, nunca dei trabalho em nenhum sentido, e ate hj apanho do meu pai, q me da chinelada, as vezes murros, puxoes de cabelo, cintadas, me ameaça com o rodo de puxar agua. pras pessoas de fora somos uma familia perfeita, meus pais, meu irmao e eu, porem desde criança so me lembro da diferenca q eles fazem entre e mim e meu irmao, e só lembro de brigas, xingos, agressoes e humilhacoes, meu irmao sempre foi mais crianca, fragil, tinha mais problemas de saude, mais infantil, e eu desde sempre mais madura e independente, com uma beleza fisica q foi aparecendo com o passar do tempo, e essas coisas so foram despertando mais e mais odio de mim nos meus pais, q hoje so ficam em casa pensando em como podem me ferrar, minha louca, com N manias, e contaminou meu pai, q so me ameacam me jogar pra fora de casa, me chamam de puta, q ganho pouco, q namorados so pisam em mim, e me batem por motivos como nao puxar a agua do box. Ainda nao consigo sair de casa com o que ganho, e so terei paz quando eles morrerem, infelizmente.

Anônimo disse...

Pra mim familia nao significa nada tambem, nunca me deram apoio emocional nenhum, nao da pra conversar sobre nada com eles, pq td de ruim eles guardam pra usar contra mim depois, só falam asneiras, e até hj usam acontecimentos de qd eu tinha 15 anos, nunca me elogiaram pelas minhas conquistas, só sabem me ofender de N formas, falar coisas baixas e me colocar pra baixo, e se nao dou bola, me batem. Resultado disso é que nao converso mais com eles, carinho nunca teve, e meu pai q está com 64 anos, so fico aguardando q se vá, e minha mae louca, doente mental vai precisar de mim e eu vou simplesmente me mandar.

Gilcy Masullo disse...

Hj..a exato poucas horas..meu pai me agrediu... alias..pai n... progenitor..ele eh violento ..estúpido ..grosseiro..msm errado..n aceita correcção ..msm q seja com amor..ele eh bipolar..por 3 vezes ele ja me enforcou.. hj..ele mandou eu lavar o quintal por causa do xixi do gato..e eu disse q quando o sol esfriasse eu ia lavar. Msm assim ele continou reclamando..ate q por fim eu falei: sim..eu ja disse q quando o sol esfriasse eu ia lavar.ele veio pra cima d mim..como um monstro..me levantando do sofa pelo braço ..me arrastando..quando chgou no corredor daqui d casa..ele veio me enforcar..e a pobre da minha mae no meio..pedindo p ele parar.. mas dessa vez foi diferente pq eu revidei..ele tentava me enforcar e bater da minha cara e eu empurrava ele..disse pra ele quem ele pensa q eh pra me agredir..q ele n tocasse em mim.. revidei pq to cansada d conviver com uma pessoa agressiva..q n aceita ser contrariado.. q nao corrige os filhos com amor.. cansei.. pq sou cristã, mas nao sou Cristo .. cansei. . Ele disse q ia embora d casa..e eu estou torcendo p q ele va

Ana disse...

Falo de Portugal. 44 anos, um filho de 17. Agressões psicológicas e físicas desde os 7 anos. Mãe conivente. Só pararam as agressões físicas há 3 anos, porque apresentei queixa na policia, embora a minha mãe fosse lá rebater e negar, quando assistiu sempre, foi sempre testemunha.
Há oito anos separei-me do pai do meu filho, também violento. Felizmente neste país a legislação não obriga agora o meu filho a conviver com o pai, se ele não quiser, e ele não quer.
O que me faz deixar este testemunho é a informação ciêntifica, neurológica e fisiológica que não vi ninguém aqui referir.
Quem testemunhou violência e insegurança na família, mais cedo ou mais tarde vive com
1-SPTD (Stress pós-traumatic disorder), um conjunto de sintomas FÍSICOS que diminuem toda e qualquer capacidade de independência, seja académica, profissional, pessoal. SEM CURA.
2-Sindroma ou doença de CUSHING, uma doença da memorização do stress, que se expande pelo corpo, ao nível hormonal, horrível a todos os níveis e bastante comprometedora da existência, retira imunidade e mais cedo ou mais tarde, permite que células cancerígenas se desenvolvam. SEM CURA.
3- Extrema fragilidade e impossibilidade de se autonomizar.

É bom que se perceba duma vez o que faz a uma sociedade e ao seu futuro, a violência machista e a porcaria da religião.
Força para todas, e todos. Denunciem na polícia, se puderem, com testemunhas e cabeça fria.

Anônimo disse...

Criem coragem e denuncie. Isso aconteceu comigo ele me agrediu quando tinha 14 anos. Me bateu deixou vários hematomas fui no conselho tutelar. Depois disso não teve coragem de me agredir novamente, quem tem que ter medo e o agressor ele se alimenta da força do medo de vocês. Uma pena que só tive coragem de olhar na cara dele aos 23 e enfrentar ele. Olhei nos olhos dele e disse que ou ele me matava ou eu ia lascar com a vida dele pois hoje conheço a lei. Mas denunciei aos 14 anos pro conselho tutelar. E ele depois disso não me agrediu. Denuncie o agressor se alimenta do seu medo!

Anônimo disse...

Denuncie!!! O agressor se alimenta do seu medo!

Unknown disse...

Também penso em cortar totalmente relações com meu pai, sei que vo se mais feliz assim, mas e depois se acontecer alguma coisa? Tipo se ele morrer? Tenho medo de me sentir mau o resto da minha vida

Karol disse...

Também penso em cortar totalmente relações com meu pai, sei que vo se mais feliz assim, mas e depois se acontecer alguma coisa? Tipo se ele morrer? Tenho medo de me sentir mau o resto da minha vida

Anônimo disse...

Tenho os mesmo poblemas que você tenho 14 anos meu pai me bater desde de pequena sempre que ele brigava com minha mãe ele descotava em mim minha mãe ser separo dele ta casada de novo e tem mais dois filhos to morado com meu pai agora pq msm ele me batendo não sei qual e pior ele o minha mãe mas meu pai tem serios poblemas com violencia a primeira vez que ele descobriu que fiquei com algum meu pai descobriu e me bateu tanto ele pego o cinto e me bateu a namorada dele daquela epoca (falo naquela epoca mais aconteceu em 2015) tento enpedi mais ele tranco o quarto dele para ela não entra e continuo a bater na hora eu sentir dó mais eu não sei qual era pior a dó fisica o ódio forte que eu tava dele ele so paro de bater quando eu ja tava toda roxa ir ele nem me pediu desculpa a gente tento convesar ja ele fala que quando me bater e pior nele mais ate hoje ele me bater e sempre arruma uma coisa pra bringa e bater ne mim ja pensei em fugi de casa so que não tenho lugar pra ir se eu morar com minha ela não me bater so parecer que não existo pra ela que ela so tem os outros filhos dela ir ela deixa o meu padrasto bringa comingo eu não tem coragem de denuncia nem descutir com ele so esto esperado para sair dessa casa e deixa todo minha familia mais cade vez que ele bater mas ódio eu tenho dele

Eu disse...

Eu odeio esse homem que teve que ser meu pai com todas as minas forças.. odeio. . Violento. . Agressivo.. odeio. .Só Deus sabe o que tô sentindo agora..