domingo, 10 de novembro de 2013

COMPRE MEU LIVRINHO! E INFORMES PERTINENTES

Eduardo e Alice na Mostra Internacional de Cinema

Bom, pra começar, por favor, comprem o meu livrinho! Tenho vinte exemplares aqui comigo pra vender, e espero que, até o começo de dezembro, eu receba os últimos cem. Não haverá uma nova tiragem deste livro.
Dedicatória pra Lari, de Campina Gde
É um ótimo presente de natal. Você paga R$ 30 (é só seguir esses passos), me passa algumas informações carinhosas sobre a pessoa que você quer presentear, e eu escrevo uma dedicatória super fofa pra ela. E posso mandar o livro pro seu endereço ou direto pro endereço da pessoa. 
Se você tem amigxs ou parentes que gostam de cinema, que admiram textos divertidos sobre filmes, que são feministas ou precisam urgentemente de um empurrãozinho pra começar a ser, ou se de repente você conhece alguém que é fã do bloguinho, garanto que este será um presente memorável (e baratinho, vai, convenhamos).
Vídeo "Narcisa não liga", com Eduardo
O lindo casal lá de cima, por exemplo, comprou o livrinho. Eduardo, que é de Osasco (terra do maridão), é doutorando em Computação, na área de Lógica e Inteligência Artificial. Além disso, é marxista, feminista e militante do PSTU. Nas horas vagas ele e amigos fazem alguns vídeos, como este. Espero que Alice, sua namorada há oito anos, entre no mestrado em Letras na USP, na área de Análise do Discurso, pra trabalhar com feminismo. Os dois são leitores frequentes do bloguinho. Obrigada!
E esta é a Deborah, "feita de recomeços", na sua bela definição, e estudante de Psicologia em SP. Ela me mandou umas linhas: "Teu livro chegou já tem vários dias. Muito obrigada pela dedicatória. Sei como você é ocupada e esse carinho com cada comprador é algo verdadeiramente admirável, amei! Para compensar a indelicada demora de minha parte, envio uma fotinho com ele, que até onde li é uma delícia e recomendo muito! Por favor escreva mais Lola, escreva!"
Façam como a Deborah, o Eduardo e a Alice, e adquiram já o seu livrinho!
Fim do horário comercial. Agora, alguns breves informes.
Aqui tem uma interessante conversa recente entre duas feministas importantes, Melissa Harris-Perry e a já lendária bell hooks. É longo e está em inglês, mas, se você puder assistir, vale muito a pena.

Recebi um convite honroso (que já aceitei) para escrever um artigo sobre neofeminismo para o jornal O Tempo, de MG. O jornal tem um projeto com o New York Times chamado "Turning Points" para publicar uma revista com "reflexões de grandes nomes do jornalismo e de outras áreas do conhecimento sobre o ano que acaba e perspectivas para 2014".
Vocês têm algumas sugestões? Falando sério! Estou refletindo sobre algumas ideias, lógico, mas o artigo pode ficar infinitamente melhor se vocês contribuírem. Help! Gostaria muito de ouvir alguns coletivos feministas. Meu prazo é (glupt) até o dia 20 deste mês. 
Thiago e Karen
E, por último, queria convidar vocês pra participar da campanha "Seja macho, dirija como mulher!". O slogan é uma brincadeira com os estereótipos, e a campanha é fruto de um projeto de pesquisa feito pela Universidade Federal de Santa Maria, e me foi passada pela Karen, estudante de Ciências Sociais por lá. 
Sabem como todos os dados mostram que homens são 92% das vítimas de mortes violentas no país (a maior parte jovens, negros e pobres)? 
Assim como grande parte dos assassinatos de mulheres está ligada a questões de gênero, e por isso merecem ser chamados de feminicídio, muitos dos homicídios de homens -- quase sempre mortos por outros homens -- também são motivados por questões de gênero, por um modelo de masculinidade demasiadamente competitivo, agressivo, e territorialista. O feminismo quer acabar com esse modelo de masculinidade que faz tantas vítimas. A gente quer que homens não precisem "provar" que são machos. Quer que homens sejam livres. 
As estatísticas de acidentes no trânsito entram na conta de mortes violentas. As companhias de seguro sabem que mulheres dirigem melhor que homens, no sentido de serem mais cuidadosas, de não associarem potência com velocidade, e de provocarem muito menos acidentes. 
Por exemplo, em Santa Maria, entre 2003 e 2007, dos 663 acidentes de trânsito notificados, 96,51% dos causadores dos acidentes de maior gravidade eram homens. E são homens matando homens! Em âmbito nacional, no ano de 2012, do total de 2.091 vítimas fatais, 466 eram mulheres e 1.623 eram homens. Neste ano, até o mês de agosto, das 1.477 vítimas registradas, o número de homens era de 1.152. 
Ou seja, os movimentos brasileiros pró-direitos dos homens deveriam embarcar com tudo nesta campanha (assim como deveriam divulgar o Novembro Azul, que incentiva homens a fazer o exame de câncer de próstata. Aliás, quem divulga mais o Novembro Azul, feministas ou mascus? Quem faz piadinha contra exame de toque?). 
Em Santa Maria, a campanha "Seja macho, dirija como mulher" contará com outdoors, busdoors, distribuição de cartilhas informativas e lixinhos para carros, e divulgação na TV e rádio. A intenção é que as pessoas reflitam sobre como dirigem. Através da reflexão, é possível mudar esta realidade: homens não precisam dirigir em alta velocidade, não precisam ultrapassar perigosamente, e nem precisam exibir-se com a potência do seu automóvel para afirmar a sua masculinidade. 
Ajudem a divulgar a campanha que, na minha opinião, deveria ser nacional. 
Não adianta culpar o carro, a moto, o caminhão, o pedestre, o ciclista, a estrada, o clima por termos um dos trânsitos mais violentos do mundo. Quase sempre, quem causa mortes pelo jeito imprudente que dirige são os motoristas -- como provam os dados, homens. Transformar esta realidade sangrenta deve ser um desejo de todxs nós. 

49 comentários:

Camila Malheiros disse...

Lola, eu sou a favor de aumentar a idade masculina para tirar a carta para 25 anos, o que você acha?
Tenho certeza que muitas vidas inocentes serão poupadas.
Além disso, daria mais poder às mulheres. Os jovens seriam obrigados a pegar carona com as mulheres.

André Regis disse...

Lola, vivo essa situação em meu dia a dia. Apesar do meu pouco tempo de polícia, já atendi alguns acidentes com óbito, e em TODOS os causadores foram homens. Alguma coisa realmente precisa ser feita e com urgência.

A Camila sugeriu que somente homens a partir de 25 anos tirassem a carta. O maior problema dessa proposta é que, além de não resolver o cerne da questão, ela afastaria milhões de jovens, principalmente pobres, do mercado de trabalho. Em compensação sou a favor de uma maior dificuldade na concessão das CNHs. Mesmo que acarretando um aumento do custo do documento, deveria haver mais aulas teóricas, práticas e palestras de conscientização.

O estado também tem sua parcela de culpa. Já prendi uns quantos bêbados e não dá em nada. É desanimador pra quem tenta fazer alguma coisa.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Gostei da campanha. Infelizmente, já desconfio que a maioria dos homens não vai gostar, vai falar que é sexista, principalmente os ardorosos defensores do "humor" estilo Rafinha Bastos e cia, que só acha graça quando convém.
Sobre o artigo no jornal O Tempo, achei bem legal, mas confesso que fico com os dois pés atrás, só mesmo vendo o resultado pra ver se vão fazer isso mesmo. A imprensa daqui é quase em sua maioria machista, reaça e panfletária de um certo político. Não que em outros lugares não seja, mas dentre essas montanhas daqui, talvez seja um pouco mais...

Bela Campoi disse...

Na minha opinião a principal culpada é a Fórmula 1, que pra mim não é esporte, incentiva a velocidade nas ruas e ainda é bancada pela indústria do petróleo: não suporto corrida de carros, acho uó e os meios de comunicação de massa vangloriam essa m...

Sara disse...

Um dia discutindo com amigos, eu disse que as seguradoras dão descontos para mulheres, porque causamos bem menos acidentes do que os homens, e todos disseram que isso era impossível, até me chamaram de mentirosa.
Sei q pode parecer preconceituoso, mas quando dirijo e vejo alguma barbaridade ou atitude estupida no trânsito na hora já penso que deve ter partido de um homem, e pior , geralmente estou certa.

André Regis disse...

Ah, e acidentes de trânsito normalmente não são "acidentes". Tudo aquilo que ocorre em função da negligência, imprudência ou imperícia de alguém não é acidente, embora a palavra esteja disseminada como tal. Acidente seria apenas aquele evento decorrente única e exclusivamente de uma fatalidade, de algo que foge à normalidade. O Pneu de um carro que estoura, estando em bom estado de conservação, acarretando danos à algo ou alguém, é um acidente. O motorista que bebe, dirige e mata é um assassino, e não alguém envolvido em um "acidente".

Felipe disse...

Não acho que aumentando a idade para tirar a cnh seja a solução, até pq prejudicaria muita gente que precisa da habilitação pra se sustentar. O que tem que mudar é essa mentalidade imbecil de que homens são competitivos e violentos por natureza, e que precisam reafirmar essas características o tempo todo, mesmo que às custas de vidas alheias.

Anônimo disse...

Aumentar a idade nunca resolveria nada, porque a base do problema seria a mesma, e ela atinge diferentes idades, e ainda seria um fator de desigualdade

Anônimo disse...

Violência contra a mulher... Ás vezes eu penso que a legislação referente à violência contra a mulher, deveria se extender às mulheres trans e travestis, bem como as mesmas serem atendidas pela Delegacia da Mulher. O que acham??


Ando participando de um grupo de masculinistas(masculinistas mesmo, que lutam por direitos dos homens relacionados à Saúde e Paternidade, não aquela aberração dos realistas mascus), bem legalzinho lá, e eles andam divulgando essas campanhas. Ando participando mais no sentido de prevenir que eles se tornem mascus, mas lá eles respeitam trans e tudo, e um amigo realista ficou chocado quando soube que travestis quando presas vão para presídios masculinos.

Roxy Carmichael disse...

gosto das sugestões de felipe e de andré.

gostaria de uma campanha de conscientização sobre o quanto esse modelo de masculinidade é equivocado associada à maior restrição, e não maior incentivo, às empresas automotrizes que produzem carros no nosso país. as empresas estrangeiras inundam o nosso país de carros muito mais caros e com muito menos segurança que os que são vendidos nos mercados internos.
a notícia é velha, mas para quem não conhece, em inglês: http://news.yahoo.com/ap-impact-cars-made-brazil-deadly-180411170.html
acho que seria legal também que de alguma forma se desvinculasse a ideia de carro à ideia de prestígio.

lola, o livrinho vou tentar adquirir assim que chegar ao brasil.

beijo e boa semana!

jonas_cg disse...

Tá bom Lola, você me convenceu..vou comprar o livrinho!! :D


A respeito da campanha, poderia ser nacional mesmo, apesar do título polêmico!

Um exemplo: Trabalho em uma metalúrgica (sendo os homens a maioria dos funcionários) e na hora que dá o fim do turno, é um deus nos acuda! O pessoal sai correndo, pega o carro/moto e dirige igual louco...vira e mexe tem acidente no final dos turnos. Não sei se isso acontece devido ao machismo ou se pelo povo estar desesperado pra ir embora...

Eu pelo menos, sou um motorista medroso, tirei a minha carta faz pouco tempo e ainda estou aprendendo...por sorte, nem meu pai nem minha mãe gostam de velocidade.

lola aronovich disse...

Roxy, como assim, quando vc chegar ao Brasil? Vc tá onde, menina?


Jonas, só acredito vendo (isso de vc comprar o livro)...


André, ótimos comentários!

André disse...

André Regis,

Também seria melhor que a polícia, nos raros casos em que está policiando as estradas, se colocassem de forma mais visível possível, de modo a maximizar a quantidade de motoristas dirigindo de forma mais segura. Do jeito que a polícia se esconde, parece que o único objetivo é arrecadar multas e não tornar o trânsito mais seguro possível.

André Regis disse...

Também gostaria de estar mais presente, mas normalmente há uma viatura pra atender um trecho com centenas de Kms com suas diversas ocorrências: acidentes, animais na pista, crimes, fiscalização de rotina, socorro a motoristas e outras cositas más...
Embora eu ache que de muito pouco adiantaria. Não há polícia que dê jeito. Mal a viatura some no retrovisor, os motoristas irresponsáveis, principalmente homens, já começam a aprontar das suas. É fisicamente impossível estar em toda a extensão do trecho ao mesmo tempo. Então quem tem que mudar de comportamento, estando ou não perto de uma viatura, são os condutores.
Mas vou te falar, me sinto muitíssimo bem multando quem coloca em risco a vida de outras pessoas. Na minha opinião, quando multo também estou tornando o trânsito mais seguro, porque muita gente infelizmente só aprende assim.

André Regis disse...

Ótimos são seus textos, Lola. Parabéns e obrigado pelo blog.

André disse...

Imaginava que a orientação fosse administrativa, mas parece que o conceito já está entranhado mesmo.

Anônimo disse...

Faça um livro sobre os mascus na próxima vez Lola, vc deve ter material suficiente para uma obra de 1500 páginas...

Anônimo disse...

Se são homens que morrem em 90 % dos casos violentos no brasil então isto e bom para as feministas não ?!

Joana Guilhermina disse...

O trânsito é a grande prova de que os homens são todos assassinos por natureza. Eu não tenho a menor dúvida disso.
Não sou eu que estou falando, são as estatísticas.

Blonde disse...

Dolores, vou te dar uma força. Se a campanha fosse: "Seja homem, não dirija igual a mulherzinha", ela até poderia funcionar.
Mas aí vocês diriam que a campanha é machista/facista/nazista/avalista etc.
Sendo assim, vocês preferem ver todas essas pessoas morrerem no trânsito do que dar o braço a torcer e fazer uma campanha efetiva de verdade.
O que vocês querem não é salvar a vida de ninguém, o que vocês querem é espalhar feminismo.

P.S.: Não precisa aprovar, sei que meus comentários são subversivos demais e atrapalhariam sua militância, só quis trocar uma ideia com você.

Att.,

O maior mascu de todos os tempos.

André Regis disse...

Assim como as mulheres não são fracas e submissas por natureza, homens não são assassinos por natureza; embora eu ache que existem sim fracos (as) e assassinos (as) por natureza. Não sou psicólogo e nem psiquiatra, mas tenho a impressão que nossas ações e personalidade são o resultado de um complexo de fatores (em que coabitam tendências naturais e influências do meio), e que as diversas tendências variam de indivíduo para indivíduo e não de gênero para gênero, ou de sexo para sexo (devo ter usado nomenclaturas completamente equivocadas, mas acho que deu pra entender meu ponto de vista).

Mesmo que a conclusão de que "todos os homens são assassinos por natureza" fosse correta, ela não derivaria das estatísticas de trânsito. Não há ligação lógica entre elas, visto que a maioria dos homicídios de trânsito são culposos. Forçando beeeeeeeem a barra, daria para chegar à conclusão de que todos os homens são imprudentes por natureza. (mesmo assim tenho minhas dúvidas da validade lógica dessa conclusão - lógica também não é o meu forte).

P.S Desculpem a chatice de comentar tanto, sei lá o que deu em mim, hehehehe

Anônimo disse...

Depois desse, acho que os masculinistas deveriam cometer suicídio.

Até feministas, que querem mais é que os homens se explodam, estão fazendo mais pelos homens do que eles. Como esses masculinistas são perdedores inúteis. Eles são um desperdício de espaço e recursos sociais.

Anônimo disse...

Anônimo das 03:34, feminismo não é o contrário de machismo, e feminismo não é sinônimo de femismo. Então porque isso seria bom para as feministas?

Fátima Perurena disse...

Como coordenadora da campanha SEJA MACHO DIRIJA COMO MULHER, quero agradecer pela publicação em seu blog. Esclareço que nosso entendimento de gênero não privilegia ou vitimiza um dos sexos. Entendemos que o sistema de relações de gênero que vivemos é absolutamente deletério tanto para uns quanto para outras.

Seja macho, dirija como mulher disse...

Lola, em nome de tod@s envolvidos na campanha, venho agradecer pela divulgação e colaboração. É muito importante para nós que homens e mulheres tomem conhecimento desta campanha e informações que temos para compartilhar.
Apesar de a campanha ocorrer inicialmente em Santa Maria - RS, acreditamos que é pauta nacional, e adoraríamos que essas discussões fossem levadas para dentro das casas, dos carros, enfim...
Obrigad@ novamente.
Abraços.

Karen Käercher disse...

É muito gratificante ver a nossa campanha sendo difundida aqui no bloguinho! Além de óbvia visibilidade pra campanha, existe o bônus da explosão do debate nos comentários.
Lola agregando valor a campanha "Seja macho, dirija, como mulher!"

E pra não dizer que não falamos sério, o nosso Estado (RS)registrou pelo menos 15 mortes no trânsito neste final de semana. Adivinhem quem estava no volante? http://goo.gl/xJiQ2C
Enfim, só queremos ajudar a pensar o trânsito a partir das relações de gênero e quem sabe assim, salvar vidas.

lola aronovich disse...

É com prazer e orgulho que apoio esta campanha tão importante. Espero que outras leitoras e leitores também ajudem a divulgar o #SEJAMACHODIRIJACOMOMULHER. Gostaria muito que veículos de comunicação se unissem à campanha em âmbito nacional. E que o governo encampasse uma campanha dessas. Porque fica muito, muito claro, diante desses dados, que a violência no trânsito também é uma questão de gênero.


Agora, ao mascu Blonde, auto-intitulado "o maior mascu de todos os tempos", acho interessante como sempre se pode confiar num mascu pra ser completamente idiota e provar que não sabe ler. Sério, Loirinho, explique como fazer uma campanha "Seja homem, não dirija como mulherzinha" pode ajudar a diminuir as mortes no trânsito. Não são as "mulherzinhas" que matam, são os homens... justamente por quererem provar a todo custo que "são homens" (seja lá o que isso quer dizer. Segundo essa lógica, ser homem é ser idiota, pois dirige rápido, sem cuidado, muitas vezes bêbado. "Ser homem", no seu contexto, é matar e morrer). Ou seja, é justamente o que já acontece. Suas propostas para tentar alterar este quadro são?...

Blonde disse...

Escrevi errado. Eu queria ter dito que o lema certo pra campanha é: "Seja macho, dirija como mulherzinha".
Suprima aquele "não" do meu post. Eu tenho que postar correndo aqui, pois posto no meio do trabalho.

Ass.: O maior mascu de todos os tempos.

Anônimo disse...

Peraí, deixa eu ver se eu entendi: agora acidentes de trânsito também são causados por machismo??? UAHahuAHAUAHuAHUAHuAHUAhaU..... Desculpa, mas isso é tão risível que não deu pra não comentar!!! E o comentário da Camila Malheiros, então: aumentar a idade masculina pra tirar a carta pra 25 anos??? Eu quase me mijei!! "Seja homem, dirija como mulher" é a campanha mais ridícula que eu já vi na minha vida inteira! Qual a próxima coisa que vai ser culpa do machismo? O aquecimento global?

Anônimo disse...

Quantos acidentes de transito causados por crianças no volante vocês ja viram???

Praticamente nenhum, certo?

Isso não significa que as crianças sejam ótimas motoristas...
Elas não causam acidentes porque elas NÃO dirigem.

Saiam para a rua e prestem atenção em quem são aqueles que estão dirigindo carros. A GRANDE MAIORIA É HOMEM, não mulher.

lola aronovich disse...

É verdade, anon das 19:10! Vivemos na Arábia Saudita, onde as mulheres são proibidas de dirigir. Basta sair às ruas para ver que não há nenhuma mulher no volante. Nós mesmas, leitoras deste blog, nunca chegamos perto de um volante! Somos que nem crianças, que também não dirigem. E digo mais: que nem animais! Porque eu nunca vi um gatinho dirigindo!
Tá, ironia à parte, sim, mais homens dirigem do que mulheres (por quê? Vc pode responder isso?). Mas nem a pau que a grande maioria é homem. Uma leitora me disse no Twitter que, segundo uma pesquisa do Detran, 35% dos portadores de CNH são mulheres. Tipo, se fosse 50%, isso iria querer dizer que mulheres dirigem tanto quanto homens. Mas não chega à metade, "só" 35%. Ainda assim, tá longe de ser uma minoria, não acha? Não encontrei a pesquisa do Detran, só esta sobre Maringá, que também fala em 35%.
Mas o dado é que, entre 2003 e 2007, em Santa Maria, 96,51% dos acidentes com gravidade foram causados por homens. Para que esta estatística não indicasse que homens causam muito mais acidentes que mulheres, homens teriam que ser 97% do total de motoristas.
Acho que vc pode começar a considerar a questão de gênero...

Patty Kirsche disse...

Puxa Lola, há alguns anos, vi uma dessas matérias no SPTV da Globo dizendo que, aqui em Sampa, já chegou a 50% pra cada gênero. Não cheguei a ver dados numa pesquisa, mas, até por observação mesmo, por aqui só se vê carro de mulher o tempo inteiro. No Rio também, vejo muita mulher dirigindo, inclusive estacionando naquelas vagas minúsculas das ruas próximas às praias.

Anônimo disse...

Além de ser a maioria dos motoristas, os homens dirigem por mais tempo que mulheres.

Só achei um estudo que leva em consideração esses fatores. Um Estudo nos EUA, que analisou acidentes envolvendo dois carros entre 1988 a 2007. E adivinha só? Proporcionalmente, mulheres causam mais acidentes que homens.

http://abcnews.go.com/Technology/battle-sexes-men-drivers-women-dyehard-science/story?id=13841063

Lola, a estatística que vc demonstra de 97% de fato faz sentido, afinal, homens são sim, no geral, mais agressivos e tendem mais a se envolver em acidentes perigosos, uma vez que possuem muito mais testosterona. Mas, é inútil falar disso em um ambiente feminista como aqui, já que o feminismo abraça o determinismo cultural e ignora por completo as diferenças biológicas entre homens e mulheres.

Só não entendo como é possível que as mulheres sejam consideradas as maiores vítimas de todo esse sistema, quando as próprias estatísticas demonstram que os homens sofrem mais violência tanto no transito quanto fora dele.

Anônimo disse...

Sim, eu também vi a matéria que em SP (maior frota do país, diga-se de passagem), cerca de 50% das CNHs pertencem a mulheres.

Anônimo disse...

Eita Anon das 20:12! Tá difícil entender que, em números absolutos, homens sofrem mais violência JUSTAMENTE por querer provar que são "homens". E quando a violência parte de terceiros, a maioria que comete o crime é... ah... homem?

Anônimo disse...

Anon das 20:19

E qual sua explicação para as diferenças entre as diferentes etnias??

Homens negros são maiores vítimas de violencia e tb são os que mais causam violencia.

Homens brancos estão em segundo lugar.

E homens asiáticos são os que menos causam violencia e os que menos sofrem violencia.

1 Palavra: Testosterona.

Anônimo disse...

Olhe só que legal essa campanha. Ela usa um padrão de gênero machista (macho) para criar um novo padrão de gênero que inferioriza os homens e colocam as mulheres em um patamar superior. E para "conscientizar" os caras, nada melhor do que fazer uma campanha para mostrar o quão superiores são as mulheres quando estão ao volante. Os dados estão aí.

Acredito que seria muito melhor se a campanha tivesse um tom do tipo "Homem, você não precisa arriscar o seu pescoço no trânsito" ou "Homem, você não está em uma corrida" ou "Homem, sua vida vale mais do que alguns minutos (ou seu orgulho)". Mas era necessário um discurso do tipo "Homem, aprenda a dirigir com as mulheres porque você dirige mal pacas" para expor um problema de gênero, não é mesmo?

Sexismo é só contra é contra as mulheres, é? E eu nem comento sobre a misândrica lá em cima que sugeriu aumentar a idade para homens tirarem CLT para 25 anos.

Anônimo disse...

E quando a violência parte de terceiros, a maioria que comete o crime é... ah... homem?

Então o ideal é que o número de mulheres vítimas de assassinatos seja zerado enquanto o número de... ah... homens... assassinados por ano continue na casa dos 45 mil/ano só porque a maioria é realizada por... ah... homens?

E com relação ao suicídio? Deve ser também varrido para debaixo dos tapetes só porque morrem 4... ah... homens... para cada mulher? Ou então vamos atender só as mulheres, para erradicar o suicídio nas mulheres. Os... ah... homens? Eles estão cometendo violência contra si próprios. Deixe que se matem.

lola aronovich disse...

Vc não leu o post, né, último anon? A campanha foi feita JUSTAMENTE para tentar reverter esse quadro de "Homens? Que se matem!"
Mas, ao invés de vc, tão preocupado com o bem estar dos homens, encampar a campanha, vc prefere fazer mimimi com feministas. Geniais, vcs mascus. Ah, já sei, vc não é mascu. Ok, já ouvi isso antes. Poupe-me.

Thiago Lima disse...

Anônimo das 20:12 do dia 11 de novembro do ano da graça de 2013.

Teu argumento é um tantito quanto descabido, posto que, segundo ele, por culpa da testosterona tem-se o direito de práticas violentas de qualquer espécie - seja no trânsito ou não.

Já ao anônimo das 20:19 do mesmo ano e mesmo mês, mas que bem poderia estar pelos idos de 1890 pelo comentário, só tenho a dizer que Cesare Lombroso adoraria tua fala, bem como a comunidade científica do século XIX. Considerar diferenças étnicas como causa de situações sociais - como práticas violentas - não só é frenológico, e portanto datado do séc XIX, como uma afronta a qualquer argumentação que se diga séria e de bom senso.

Raíra disse...

Para alguns anônimos aí, é importante avisar que a campanha está analisando nossa sociedade, nossa cultura, educação, nosso sistema de gêneros (sistema de gêneros não é biológico, lembrem-se disso). Comparar diferentes culturas com diferentes gêneros me parece sexismo, mas é sem dúvida um absurdo, sendo que a intenção do feminismo, por exemplo, é superar a desigualdade de gênero. Não temos pretensão e nem faria sentido superar desigualdades entre culturas e sociedades. Também não vejo evidência desses dados que você está falando, pelo contrário, o que salta aos olhos é homens morrendo no trânsito, sem divisões étnicas. Não vejo como o apontamento dos dados explícitos do DETRAN - RS sobre a quantidade de mortes no trânsito de homens e mulheres possa ser sexismo. Para finalizar, a intensão da campanha ao falar nos papéis de gênero ("macho") é uma brincadeira com esteriótipos, assim como a utilização da cor rosa.
Dirigir como mulher nada mais é do que ser mais cuidadoso, menos agressivo e impulsivo no trânsito. Assim, não ultrapassariam em locais proibidos, não andariam em altas velocidades, evitando acidentes violentos com vítimas fatais.
Não se trata de dizer que homens ou mulheres são melhores, mas sim que tal impulsividade no trânsito causa mortes que podem ser evitadas.

Anônimo disse...

"o que salta aos olhos é homens morrendo no trânsito"
Então este e um problema masculino,vocês não tem nada com isso, vocês deveriam se focar nas questões femininas e ponto.

Anônimo disse...

Então, Lola. O comentário não era especificamente para você, mas sim para o anônimo das 20:19. Até porque ele tenta invalidar qualquer iniciativa para reduzir mortes de homens apenas porque é provocada por outros homens.

Para mim, indica apenas que é necessário trabalhar em mais de uma frente e se limitar a apontar que homens cometem mais crimes é apenas reforçar uma posição preconceituosa.

Quanto à Raíra, posso dizer que a intenção é boa, mas a campanha que ela apoia ainda soa sexista e reforça um padrão de gênero machista. Penso que o feminismo se propôs a fazer exatamente o contrário.

Não posso negar que a maioria das mortes no trânsito sejam de homens, mas existe um padrão de gênero machista afirmando exatamente que as mulheres sejam mais cuidadosas, zelosas e medrosas. Inclusive no trânsito.

E não acho que falar macho que é macho dirige como mulherzinha vá ajudar a reduzir as mortes no trânsito ou a desconstruir padrões de gênero. Pelo contrário, essa campanha só está reafirmando esses padrões, sendo que mulheres não são ser necessariamente zelosas, assim como os homens não são necessariamente irresponsáveis.

Tanto que eu conheci mulheres que parecem rasgar o código de trânsito quando dirigem. Afinal, elas dirigem bêbadas, furam sinal vermelho na maior quando esse não tem pardal, andam a 140 em via de 80, ultrapassam em local proibido, fazem "gatos" (leia-se fazem manobras que incluem práticas proibidas no CTB) e por aí vai.

Anônimo disse...

Anon de 9:20, vc pode conhecer quantas mulheres for, mas isso não muda os números, se fala para homens agirem como mulheres porque são eles que cometem a grande maioria dos acidentes, dos quais mulheres, crianças e homens são vítimas. Vcs precisa sair da defensiva e acordar para a realidade

Karen Käercher disse...

Logo de primeira, explicamos que a campanha é também uma brincadeira com os estereótipos naturalizados. Se o homem quer ser macho, ok, SEJA MACHO e dirija como mulher, ou seja, um homem verdadeiramente macho não vai se importar em dirigir com mais cuidado pra salvar a sua vida, ou a vida do outro (veja bem: MULHER, e não mulherzinha, não desvalorize a mulher enquanto motorista). No trânsito a mulher pode ser percebida como má motorista, porque raspa, apaga e conduz o automóvel em baixa velocidade, etc. Já o homem é percebido como bom motorista, porque anda em alta velocidade e é agressivo no trânsito, mas essa é uma das causas que faz mais homens morrerem em acidentes de trânsito do que mulheres. Estas concepções são construções sociais acerca do que é esperado e adequado para meninos e meninas. Tais concepções são transmitidas desde a socialização e educação na infância, nos quais a família e a escola possuem um papel fundamental. Posteriormente, os espaços e os discursos sociais reforçarão modos de ser e agir como homem e mulher, marcando estereótipos e limitando as possibilidades de desenvolvimento das pessoas. Tudo isto está atrelado ao que chamamos de GÊNERO.Sendo assim, a campanha tem como objetivo problematizar as construções de masculinidades na contemporaneidade, fomentando debates a cerca da violência no trânsito a partir da perspectiva de gênero. Resolvemos brincar com os estereótipos e usá-los a nosso favor. Simples!

P.S: Algumas pessoas tem encrencado com a veracidade dos dados estatísticos da campanha, logo, envio aqui alguns dados do Detran para consulta: http://www.estado.rs.gov.br/arquivos/arqs_anexos/estatisticas_do_detran_rs.pdf

Anônimo disse...

Karen Käercher: Agora é so um brincadeirinha ne ? mas fazer brincadeiras ou piadas com mulheres nao podem mas com homem pode ? me diz se isso nao é sexismo !!!

Veja como soa ofensivo quando voce é o atingido..

Campanha para fortalecer a situação da mulher no mercado de trabalho

mulher, trabalhe como HOMEM e ganhe seu espaço no mercado de trabalho... ofensivo não ?

que tal essa:

Mulheres, futebol feminino so sera valorizado quando voces jogarem igual MACHO

ou essa:

Mulheres na policia, seja feminina mas atire feito um MACHO...

É OFENSIVO NAO ACHA ??

Quando é ofensivo contra mulheres é machismo

Quando é com homem é uma brincadeira com os estereótipos naturalizados.

Voces nao devem dizer oq é ofensivo pra nos homens do mesmo modo que nos nao devemos dizer quando voces devem se sentir ofendidas... ESTAO SENDO HIPOCRITAS!!

Nao seria melhor uma campanha assim:

Seja macho, Dirija com segurança e responsabilidade

ou

Seja um Homem de verdade, dirija com responsabilidade!

Mas nao tem que inferiorizar os homens e exaltar as mulheres....

O que eu entendi dessa campanha: para voce ser uma bom motorista você tem q dirigir igual uma mulher e nao dirigir com prudencia e responsabilidade basta ser mulher q ta tudo certo..


CAMPANHA SEXISTA E MISANTRICA

Se aparecer uma campanha dessa aqui onde eu moro, irei pixar todas !!

Anônimo disse...

Tu entendeste foi nada até agora, né?

André Luiz disse...

"Camila Malheiros disse...
Lola, eu sou a favor de aumentar a idade masculina para tirar a carta para 25 anos, o que você acha?
Tenho certeza que muitas vidas inocentes serão poupadas.
Além disso, daria mais poder às mulheres. Os jovens seriam obrigados a pegar carona com as mulheres.

10 DE NOVEMBRO DE 2013 14:28"

Pelo amor de Deus, isso só pode ser brincadeira hahaha

Anônimo disse...

serio isso quanta ignorancia so porque os homens sao os maiores causadores de acidentes pois sao a maioria do que dirigem entao serao a maioria que causam acidentes assim como se fosse o contrario se as mulheres fossem maioria tambem causaria a maioria dos acidentes