sexta-feira, 16 de agosto de 2013

GUEST POST: DITADURA DOS CABELOS COMPRIDOS

Outro dia estava vendo um episódio de Walking Dead e me diverti com um personagem da série, que morre logo depois, tadinho, se espantar que Carol (a esposa que apanhava do marido, a mãe que perde a filha) é hétero. 
Ele achava que ela era lésbica porque... ela usa cabelo curtinho.
Pois é, até num cenário de fim de mundo, em que zumbis povoam a Terra, as mulheres têm que se submeter a um rígido padrão de beleza! 
(Isso me lembra uma leitora revoltada que a personagem de Julianne Moore em Ensaio sobre a Cegueira não usava sutiã. Sabe, ninguém enxerga mais nada, mas é óbvio que a mulherada deve continuar mantendo os seios no lugar!).
Mas isso de que ter cabelo curto é "pouco feminino" é muito recorrente. A L. quis falar um pouco sobre o tema.

Sou mulher, tenho 19 anos, feminista um tanto fervorosa, e defensora da ideia de que devemos fazer com nossos corpos o que acharmos melhor. Sou baixinha (1,56m), morena e dona de uma cabeleira cacheada farta e volumosa. Ao menos era, até descobrir que eu seria muito mais feliz com os cabelos curtinhos, quase passados à máquina, estilo “Joãozinho”. 
Ou melhor dizendo, até me convencer de que podia ser feliz dessa forma. Porque passei muitos anos da minha vida lutando com os meus cabelos, tentando adequá-los ao padrão esperado – liso, sem volume, comprido -- e sofrendo com o calor e a falta de praticidade (sou muito calorenta e gosto de não ter de fazer mundos e fundos pra me achar bonita e me sentir confortável comigo mesma), até criar coragem de cortar meus cabelos de vez.
Nossos estereótipos de gênero e aparência são extremamente fortes. Os cabelos compridos são uma das primeiras características associadas à feminilidade. Pense em quantas mulheres você vê nas ruas andando com cabelos bem curtinhos ou raspados, e quantos homens com cabelos longos, trançados, presos num coque etc. Provavelmente não muitxs! Fico tentando entender porque isso acontece. 
Pensei nas barreiras que impus a mim mesma quando ficava tentada a cortar meu cabelo, e logo desistia. Primeiro vinha o medo de deixar meu rosto tão evidente -– afinal, o que mais dizem por aí é que cabelos longos afinam o rosto, e que rostos mais finos são mais bonitos. Depois, tinha medo de nunca mais um homem se aproximar de mim (!), pois estamos rodeadxs de imagens que nos dizem que cabelos longos são mais sensuais e femininos. Além de cabelos curtos serem considerados coisa de lésbica. 
Embora eu seja bissexual e esse rótulo não me incomode de fato, o que incomodava era saber que todos me julgariam assim simplesmente por não ter 20cm a mais de fios na cabeça! Já conhecia a história de uma garota que cortou o cabelo e todos acharam que ela havia “virado” lésbica. Cheguei até a perguntar para meu namorado o que ele acharia do meu novo corte, e fomos juntos ao cabeleireiro. No começo houve algum estranhamento (afinal, era uma grande mudança), mas logo ele já nem ligava. Não afetou em nada nosso relacionamento, e hoje quem briga com os cabelos é ele, que se esforça para deixar as madeixas crescerem.
O que não entendo é de onde vem essa ideia maluca de que cabelos longos são exclusividade e necessidade feminina e heterossexual. Vejo essa obsessão como uma espécie de ditadura -- como é a do cabelo liso
Vejo por aí inúmeras mulheres se desdobrando para manter um cabelo longo, vivendo com presilhas, prendedores, chuquinhas, alisamentos, hidratações, progressivas, e até aquela caneta bic sem tampa na hora do aperto. 
Vivemos num país tropical, convivemos com temperaturas altas durante grande parte do ano, e exigir que todas tenham uma grande cabeleira o tempo todo me parece até um tipo de tortura! Respeito todas as mulheres que se sentem bem dessa forma. A questão não é que deveríamos todas ir ao salão e pedir pela máquina zero. Mas que tenhamos o direito de escolher como queremos parecer, sem sermos julgadas a todo instante.  
Se você tem vontade, mas não tem coragem, liberte-se! Veja como seu rosto é lindo, como é bom sentir o vento batendo na sua nuca naqueles dias escaldantes de verão. Como é acordar sem começar o dia brigando com si mesma, com a escova, a chapinha e o secador. 
E, se você também tiver medo de não ser mais atraente para os homens, pense: será que alguém que me julga pelo tamanho do meu cabelo merece ser meu companheiro? Ou é capaz de gostar de alguém pelo que essa pessoa é de verdade, e não pela aparência?

77 comentários:

Laura disse...

Tai uma questão interessante. Porque temos que ter sempre cabelos compridos? Eu acho lindo um cabelo comprido bem tratado, mas sei o trabalho que da, mesmo tendo cabelos lisos. Acho cabelo curto pratico, libertador da rotina de beleza de cada manha. Para quem pratica esportes é ainda melhor, pois da para lavar rapidinho e logo seca.
Ha alguns meses, cortei o meu na altura do queixo, contra a vontade do meu marido que nao acha bonito mulheres de cabelo curto. Agora ele ja aceita melhor, e diz que eu sou bonita de qualquer jeito, pois sabe que eu prefiro e sou mais feliz assim. Brigo bem menos com os meus cabelos.
O que não quer dizer que daqui ha algum tempo eu não deixe os cabelos crescer novamente. Mas que isso seja por que eu quero e não para entrar em um padrão.

Ráisa Mendes disse...

Recomendo cabelo curto pra todas as mulheres! As vezes é um pouco mais difícil de disciplinar, o meu acorda todo dia de um jeito diferente, mas por ser mais barato, por ser mt charmoso e pela sensação de liberdade de uma nuca pelada! ahahaha
E felizmente existem muitos homens que gostam, foi o meu namorado que me incentivou a cortar de novo!

MCarolina disse...

Eu também achei muito engraçada essa situação com a Carol na série. Mas é verdade que existe essa percepção. E é verdade que a imagem do cabelo comprido é muito forte.
Já cortei assim (curtinho) algumas vezes e da primeira o cabeleireiro fez o maior drama, perguntou se tudo bem cortar mesmo mil vezes. Eu não entendia porque aquele melodrama capilar, mas parece que tem muita gente que corta, se arrepende e chora.
Uma amiga que há anos usava cabelo bem curto na escola disse que as meninas falavam normalmente que tinham vontade de cortar, mas não tinham coragem.
Eu, quando tinha cabelo colorido (cores anti-naturais) e curto (na época ninguém usava)já cheguei a receber parabéns de estranhos.
Então seu cabelo não é algo que passa batido para as pessoas. Elas te julgam sim por ele. E estranhamente cortar o cabelo acaba invocando sentimentos como medo e/ou coragem para muita gente.

Flavio Moreira disse...

Interessante como as percepções sobre o comprimento dos cabelos das mulheres muda com a passagem do tempo... para elas!
Quando jovem, minha mãe usava cabelos compridos, fazia coques, toucas (com meia-calça!) quase todas as noites, escovava-os várias vezes pela manhã (ainda não havia a parafernália de cosmética para cabelos que existe hoje), enfim - era uma tortura para ela.
Quando se aposentou, passou a usar o cabelo cada vez mais curto, até que aderiu de vez ao corte que liberava a nuca. Grisalha, de cabelos curtinhos, sentia-se extremamente feliz, porque em Campo Grande, Rio de Janeiro, o calor do verão bate fácil nos 41 graus e o corte a deixava menos abafada.
Comecei a reparar que muitas mulheres parecem optar sem susto pelo cabelo mais curto a partir de certa idade que, chuto, deve ser aí pelos 50 anos.
Todas as minhas amigas nessa faixa têm cabelos curtos e, óbvio, não são vistas como lésbicas. Mas aí pode ter o que a Lola uma vez se referiu como "invisibilidade" da mulher mais velha. Como, para as pessoas ignorantes, mulheres acima de 50 anos não têm vida sexual (ou sequer vida), elas podem usar o cabelo como quiserem, já que "não deve ser possível que alguém se interesse afetiva/sexualmente por elas" (sic).
O diabo do preconceito e do machismo também mora nos detalhes - inclusive no comprimento dos cabelos.

leaveinsilence disse...

Eu tenho 2 filhas e decidi não furar a orelha delas, porque acho que por ser o corpo delas elas é que tem que decidir isso. Muita gente me criticou, parentes principalmente e disseram que elas iriam acabar furando de qualquer jeito. Mas daí pesquisei na internet e vi que havia muitas mulheres que não haviam furado a orelha quando criança e que adultas decidiram não furar.
Agora recentemente eu li sobre as críticas que a Gisele Bundchen enfrentou por ter furado a orelha da filha.
É engraçado isso, meninas nascem e já são submetidas a essa 'agressão' imposta pela sociedade e é tão natural que ninguém questiona e quando vem alguém com essa ideia de que o corpo é da criança, ela que decida isso quando for mais velha, as pessoas te olham como se vc fosse um ET. Elas tem hoje 6 e 4 anos e as pessoas só reparam que elas nao tem a orelha furada quando rola de em uma conversa alguém reclamar que a filha perde sempre os brincos e eu digo que lá em casa não tem esse problema. Ah, as minhas meninas por enquanto dizem que não querem furar a orelha.

leaveinsilence disse...

rs, tá é sobre o cabelo, mas eu pensei nesse lance de coisas impostas como femininas, cabelo longo, orelha furada e etc

Caroline Sarmento disse...

O relato me fez lembrar da primeira vez que cortei o cabelo curtinho, aos 22 anos. Sou morena, cabelo crespo e na época tava ficando loira de tantas luzes e sempre com cabelo escovado, era um saco. Comecei a me sentir fútil, despendendo tanto tempo do meu dia com isso. Foi libertador! O único problema era que acordava com o cabelo em pé.

Alguns anos depois, após o fim de um namoro com um babaca que detestava mulher de cabelo curto, cortei novamente. O objetivo era não atrair outro imbecil pra minha vida, que se preocupasse com o tamanho do cabelo de uma mulher. Ah faça-me o favor, o que isso importa?? E realmente, além de diminuir o assédio na rua, nenhum idiota se aproximava de mim em festas. O interesse mudou.

Lembro que da 2ª vez que fui cortar curto a cabeleireira disse: "não corta, tu é muito nova, cabelo curto envelhece, deixa pra depois dos 30, quando cabelo comprido fica feio". Oi? Essa é outra droga de invenção ridícula, que mulher 'mais velha' com cabelo comprido é feio. Que depois dos 40 não se mostra o joelho (eu li essa apavorada esses dias, num site criticando as pernas da Sarah Jessica Parker). Ah vá se catar!

Cabelo curto é bom porque pesa menos (meu cabelo é volumoso e pesado) e a gente gasta menos dinheiro com os produtos e menos tempo ajeitando. Mas hoje meu cabelo tá comprido, porque eu quero, não porque meu marido ou a sociedade acha bonito.

Tales Gubes disse...

Quando criança eu tinha cabelo comprido. Eu era todo lindinho delicadinho e loirinho do cabelo comprido liso escorrido. Isso fazia com que pessoas na rua olhassem e falassem de mim como se eu fosse uma menina.

O resultado foi simples, mas doloroso: minha mãe me levou para cortar o cabelo. Saí de lá parecendo "um garoto normal", mas acho que cortaram mais do que meu cabelo naquele dia.

Athena disse...

Eu li nalgum lado que isso de cabelos compridos veio por causa da Bíblia. Antes, as mulheres que não usavam o "véu católico" (não sei o nome) usavam o cabelo comprido, que era considerado a mesma coisa.

Eu quero cortar o meu cabelo. Ele é feio, seco etc. e só me dá trabalho. Além de que todas as manhãs tenho que dedicar uns 20 minutos a cuidar desta porra, para não sair à rua e as pessoas me olharem. Porque, antes de dar atenção ao meu cabelo, toda a gente chateava-me porque eu deveria usar este creme, ou alguns até me perguntavam se penteava o cabelo.
Argh! Sentia-me muito humilhada com isto.
Agora ando com cabelo atado porque o meu cabelo sempre será seco e feio, e díficil e trabalhoso. E eu não estou com paciência para isso.
Por isso, quero cortar o cabelo! Mas TENHO MEDO! Tenho medo que me fique mal, que me arrependa, tenho medo dos olhares que me vão lançar.
Maldita sociedade! Até o meu cabelo querem controlar!

Liana hc disse...

Eu chamo essa reclamação sobre cabelo curto em mulheres de Síndrome de Sansão, como se a mulher perdesse a "força" (seus atrativos "femininos") ao cortar os cabelos, algumas não gostam nem de cortar as pontas para tirar o quebrado. Embora possa mudá-lo de vez em quando, eu gosto do meu cabelo curto e cacheado, acho prático e combina mais comigo.

Ellen G. disse...

O padrão dos cabelos compridos realmente é sufocante. Eu gosto muito de cosméticos, tendo inclusive um blog sobre o assunto onde posto resenhas, e a minha porta de entrada nesse mundo foi pelos produtos para cabelos. E em foruns de discussão é incrível o número de moças buscando soluções para fazer o cabelo crescer mais rápido. E oque mais tem é receita caseira para isso.
Eu tenho os cabelos bem crespos(já na classificação afro), e vivi por muito tempo perseguindo esse padrão que praticamente exclui as moças negras visto que o nosso cabelo não "cresce para baixo". Quando tinha uns 15 anos tive um sério problema de quebra por causa das químicas que passava e decidi cortar o cabelo joãozinho...deixando só as raízes já crespas. E isso foi simplesmente libertador! Gostei tanto do cabelo joãozinho, que já não consigo mais passar muito tempo com os cabelos mais compridos(oque na verdade seria um cabelo médio).

Panthro disse...

Num mundo pós-apocalíptico ter cabelo comprido é ridículo. Imagina se um zumbi sem cérebro te puxa pelo cabelo?

Aliás, acabei de me tocar que tem muita balada aí igual a um apocalipse zumbi.

Carol NLG disse...

É engraçado isso de cabelo!

Eu adoro o meu. Mesmo. É liso, bem grosso, castanho quase preto. E eu já fiz de tudo com ele. Já fui loira, ruiva, cabelo preto quase azul. Atualmente, ele voltou à própria cor.

Há uns anos meu cabelo estava enorme. Enorme mesmo, passando do meio das costas. E bem cuidado, viu? Mas dava trabalho. Muito trabalho. Eu só podia lavar o cabelo pela manhã, e ainda assim ele chegava de noite ainda bastante úmido, mesmo na época seca de Brasília!

Com uma viagem longa por um país de clima bem frio, decidi acabar com o problema. Afinal, se em Brasília, quente e seco, ele ficava o dia todo pra secar, num país frio ele ia congelar! E eu junto!

Fui no salão e mandei cortar beeem curtinho. Quase que nem essa foto da Anne Heathway do post. Adorei. O mais engraçado? Várias pessoas no salão perguntaram se meu namorado tinha "deixado" eu cortar. DEIXADO EU CORTAR? O cabelo é meu, po! Tá na minha cabeça! Quem tem que deixar o que??

Enfim, acabei descobrindo uma coisa muito legal: as instituições que cuidam de criancas com câncer (ABRACE, por exemplo) podem usar os cabelos pra fazer peruca pras crianças. Tem alguns requerimentos. Salvo engano, pelo menos 15 cm, uma quantidade mínima, e tals. Então, tem que tomar o cuidado de pedir, no salão, pra fazerem tipo um rabo de cavalo, cortar dali, e depois fazer o corte que se quer de verdade. Adorei a história. Agora, a cada 2 anos meu cabelo fica grande o bastante pra ser doado. Não posso doar sangue, mas pelo menos posso doar o cabelo :)

Ah, meu namorado, minha família, meus amigos e todo mundo do meu trablaho levou um susto. Eu não disse pra ninguém que ia cortar. E todos adoraram no final. E se não tivessem gostado, bom. Ainda é meu cabelo. Quem tem que gostar dele sou eu!

Maria Fernanda Lamim disse...

Nossa, e esse estereotipo vale pros dois generos! Eu sou louca por homens de cabelos compridos e minhas amigas nao entendem! Dizem que "nao e masculo" ou ainda "parece que o cara e sujo" (????) e meu namorado reclama se eu corto dois dedinhos dos meus cachos...ai eu digo que nao corto se ele deixar crescer a barba (outra coisa que eu tb nao entendo a "ojeriza", rs.
Uma ode aos corpos naturais e unicos: com cabelos curtos, longos, com pelos, sem, orelha furada, ou nao, com piercings (adoro!), tatuagens (ou nao), cicatrizes, etc... :)

Maria Fernanda Lamim disse...

Ah, e tb ja fui "repreendida" por cortar os cabelos pq sou dancarina do ventre! A maioria nao sabe, mas mulher de cabelo curto tb pode ser bellydancer, viu? E so adornar e "arrepiar" bem na hora de se apresentar... ;)

Unknown disse...

Passei praticamente a vida inteira com um cabelão que ia até a cintura. Lá pros 16 anos, fui rever minhas fotos de turma e notei que eu estava sempre com o mesmo corte. Aí decidi mudar. Cortei-o na metade das costas e ninguém reclamou. Beleza...

Até que ano passado resolvi cortar na altura do ombro. Aí sim, f*deu! Ninguém me chamou de lésbica, mas tive que ouvir um babaca dizer "Seu cabelo ficou legal, mas prefiro mulher de cabelo grande". Que ÓDIO que me deu! Até parece que eu, como mulher, tenho a obrigação de mudar minha aparência em prol do deleite visual masculino. Aff! ¬¬"

Sem contar que tive que ouvir minha mãe dizendo que "mulher gosta de cuidar de cabelo", "olha como a mulher da novela tem um cabelo longo e bonito", "só gente velha que tem que ter cabelo curto; cabelo comprido é coisa de gente jovem", "é bom todo mundo ter o cabelo igual", "vc tá igual um menino", "não te deixo mais ver TV" (quando mencionei que tinha gostado do chanel da Jennifer Aniston), e por aí vai.

O pior é que minha mãe ainda se acha completamente livre da influência do padrão de beleza imposto pela mídia. Mais uma vez, aff!

Sério, eu abro mão de elogios pro resto da minha vida em troca de não ouvir mais comentários babacas. É muito ruim vc sair do salão com a autoestima lá no alto (o que é raríssimo pra mim) e ouvir vários comentários negativos em seguida. Tem gente que suga a autoestima alheia, viu?

Vicky Berger disse...

Eu não acredito que você ainda não fez um post sobre a polêmica relacionada a depilação da atriz Nanda Costa usada para as fotos da Playboy.

Claudia disse...

Eu gosto de cabelos curtos para mulheres e nao vejo nada de mais. Eu mesma ja tive cabelo curto, mas no meu caso foi muito dificil manter porque meu cabelo cresce muito rapido e perdia o corte. Esse negocio de ir ao cabeleireiro todo mes definitivamente nao eh para mim, entao decidi deixar crescer novamente. Uma situacao engracada foi quando o meu ex-namorado que tinha cabelos longos cortou bem curtinho. Eu achei tao estranho! Custei acostumar, passava a mao na cabeca dele e ficava faltando algo! Gosto de homens com cabelos mais longos, acho charmoso.

mebarak ludgero disse...

Adoro cabelo curto,poucas vezes deixei crescer,geramente fica no meu ombro,mas achar um corte legal pra cabelo ondulado é triste,para cabelo liso tem um monte.
Queria cortar mais curto ainda mas do jeito q é ondulado n tem como,já fiz uma vez mais
fica sem forma,sem peso.

Vi a noticia sobre a nanda,a baboseira de sempre,falta de higiene.... Mas o homem com pelo q n é porcaria né,q se fodam!

Nêmesis disse...

Interessante essa questão do cabelo. Vi que citaram homens de cabelos longos aqui nos comentários e uma coisa curiosa que eu pude observar quanto a isso é que todos os homens de cabelo longo que eu já vi usam ele preso. E não é só por causa do calor, não. Um professor meu tinha o cabelo comprido e os meninos da sala viviam fazendo piadinhas e olha que ele usava o cabelo preso, imagina se deixasse solto...

Quanto a mim, eu sempre gostei de cabelos compridos. Minha mãe cortava o meu bem curtinho quando era pequena porque era mais fácil de cuidar. Quando eu cresci um pouco resolvi deixar crescer. Não tenho nenhum cuidado especial com ele, não.

Uma coisa interessante também é que eu sempre associei cabelo comprido (e de preferência bem rebelde) com força e liberdade. A maioria das minhas heroínas, deusas e deuses favoritos geralmente são retratados com cabelos compridos, nas ilustrações. E a maioria dos integrantes das bandas que eu ouço tem o cabelo mais comprido do que qualquer mulher que eu conheço, então eu nunca associei com "feminilidade" (e com "masculinidade" tampouco).

(É claro que eu não nego que existe um padrão de beleza segundo o qual as mulheres devem ter cabelos compridos. O que eu quero mesmo é que todos possam fazer do próprio corpo o que acharem melhor, sem pressões sociais)

Vitória disse...

Já tive cabelo batendo na cintura, cabelo curto na altura das orelhas, cabelo colorido (loiro, vermelho, azul quando adolescente) e agora meu cabelo está batendo nos ombros e da cor natural (castanhos) e vejo que não existem motivos para ficar encucada com isso. Cabelo cresce (a menos que vc tenha problemas de calvície) e se vc enjoar, faz outro corte. Simples assim.

Agora o meu dilema é outro: depois de muito tempo sem pintar as madeixas, meu cabelo voltou a ser virgem e, como está sem química, a qualidade dos fios está muito melhor. Não sou escrava de salão como as minhas amigas que tem que ficar retocando a raiz e fazendo tratamentos por causa da tinta. Contudo, já estou enjoada da cor dele. Pensei em fazer californianas, mas li que desgasta muito os fios. Também já pensei em fazer umas luzes de cor não-convencional (ou azul, ou vermelho cereja), mas estou me achando velha demais pra isso. O que fazer G-zuis? :(

Marilia Romao Capinzaiki disse...

Parece exagero, mas existe sim uma comoção generalizada quando alguém tosa um cabelo!

Eu tive cabelo comprido a vida toda, e meu cabelo é bem dentro do padrão - ou seja, liso - minhas amigas viviam falando como era bom pra mim, porque eu não precisava ficar fazendo chapinha, etc etc etc.

Um dia resolvi mudar o visual e cortei bem curtinho. Minha mãe até hoje vive implorando pra eu deixar crescer, minhas amigas não se conformam ("mas seu cabelo é tão ~bom~, por que você faz isso?"), o que mais me tira do sério é que elas ficam falando que eu estou "fazendo força pra ficar feia", como elas dizem. É demais, né? Achar que uma mulher não pode ser bonita e nem se sentir bem porque tem cabelo curto. Acho muita ingerência na vida alheia! E outros """elogios""" bem sutis que costumo ouvir: "ah, que lindo seu cabelo, você é CORAJOSA!" - Como se precisasse de muita coragem pra desafiar um padrão boboca. O que mais ouço são elogios do tipo, sempre dizendo que sou corajosa por ter cortado ou então que admiram minha coragem, mas que não ficaria bem nelas.

paula disse...

Que tema mais interessante.

Quanto ao Walking Dead, o sujeito que achava que a mulher era lésbica por causa do cabelo era um personagem bem ignorante mesmo, mais primitivo. Quando ele descobriu que ela não era lésbica ele ficou até todo animadinho, interessado nela, hahaha. Mas era um pobre coitado que logo morreu.

Esse negócio de mulher ter de ter cabelo grande é a coisa mais ridícula que tem. Eu me acho tão bonita que amo usar o cabelo curto e mostrar meu rosto. Talvez seja por causa da minha auto estima que só ouço elogios quando corto.

Quem tem cabelão ter de ter pq gosta, e não por medo de mudar. Que prisão isso! Eu admito que aliso meu cabelo, mas o faço pq realmente acho que combina muito com meu corte atual e com meu rosto. Tenho visto uns cabelos cacheados lindos, então um dia posso muito bem adotar meu estilo natural. Não quero me prender a nenhum padrão, isso é muita burrice!

Na verdade, a coisa que mais escuto é: "queria muito ter coragem de cortar meu cabelo, mas acho muito difícil, fico com medo".

Meu namorado diz que quando ele me viu pela primeira vez oq chamou a atenção foi exatamente eu ser a única mulher na fila da boate que não tinha o mesmo cabelo de todas, que seria longo e com luzes. Por causa disso achei o amor da minha vida, alguém que pensa como eu, algo que eu acreditava nem existir!

paula disse...

Vitória que bobagem! Vc pode ter 100 anos, mas se tem vontade de fazer as mechas coloridas faça! Se não gostar tudo tem um jeito depois!

Tânia B. disse...

O marido de uma colega de trabalho já discutiu com ela por minha causa. Ele me viu apenas uma vez e jurava de pés juntos que eu era lésbica. Por causa dos cabelos curtíssimos, óbvio. Eita ignorância, hahaha

Esse história de que homem não gosta de mulher de cabelos curtos é besteira. Tive cabelos curtos a maior parte da minha vida e nunca tive dificuldades nesse quesito. Muito pelo contrário. Aliás, meu atual namorado me convidou para sair a primeira vez quando eu estava coma cabeça raspada (tinha passado a máquina 2). Ele disse que achou a atitude corajosa e essa foi uma das várias razões pela quais ele se interessou por mim. Claro que os interesses em comum e o fato de ele me achar linda também ajudaram.

Eu particularmente adoro os cabelos curtíssimos. E nem é porque eu tinha trabalho demais. Meu cabelo é bem dentro do tal "padrão" tão desejado. Loiros e super lisos, ou seja, facílimos de cuidar. Mas acho que os curtos conferem mais estilo e demonstram bem mais personalidade. Além de haver muitas possibilidades de cortes e estilos pra adotar. Eu sempre incentivo as amigas em dúvida a criarem coragem e passarem a tesoura :)

Mariana disse...

Engraçado é que aqui na Bélgica não vejo tantos cabelões enormes como via no Brasil. Aqui me parece que a maioria das mulheres jovens prefere cabelos até o ombro e cortes como channel, já grande parte das mais velhas usam curto. E até entre as jovens não vejo tanta resistência ao estilo joãozinho como no Brasil. O que eu vejo bastante também são algumas garotas bem estilosas, com um lado da cabeça (ou toda ela) raspado, com cabelo rosa (ou roxo, verde, azul, etc), com dreadlock, moicano... e ninguém enchendo o saco ou olhando pra elas como se fossem ETs!

Minha impressão é que as pessoas dão uma importância descomunal ao cabelo no Brasil (de acordo com algumas pesquisas, as brasileiras são as que mais gastam com cabelo no mundo: http://www.diarionline.com.br/index.php?s=noticia&id=60759). O mimimi recente em cima da possibilidade de raspar o cabelo ruivo da atriz da novela foi bem ilustrativo, tinha gente dizendo "ah, se fosse uma atriz de cabelo ruim (aaarrrgh!), tudo bem raspar, mas não esse cabelo maravilhoso!". Aqui na Europa, cabelo - seja ruivo, loiro, castanho, liso, crespo, azul, roxo, whatever - não é algo tão dramático assim.

Eu já sofri com as duas ditaduras do cabelo, as do liso e longo, já que tenho cabelos crespos que eram alisados com frequência pra ficarem longos como manda o figurino. Depois de anos de química o que aconteceu? Meu cabelo ficou tão estragado que tive que cortar joãozinho! Lembro do pânico que senti depois que saí do cabeleireiro, me sentia nua ao me comparar com as outras mulheres de cabelos enormes. Acho que seria bem menos tenso se não houvesse essa associação do comprimento do cabelo à feminilidade e à beleza no Brasil.

Hoje, dois anos depois, meu cabelo está naturalmente crespo e bate no ombro. E é incrível como as pessoas aqui acham meu cabelo não-longo e crespo bonito e original. Mas a lavagem cerebral em 26 anos de Brasil pra me fazer odiar meu cabelo foi tanta que eu nem consigo acreditar nos elogios.

Victoria disse...

Muitas pessoas não acreditam que eu sou lésbica porque eu tenho cabelo comprido!
Sempre tem alguém que vem com o comentário: "Nossa, mas você é tão feminina pra ser lésbica!!", ou pior ainda: "pelo menos você não é uma dessas lésbicas masculinas".
É muita ignorância.
Eu amo meu cabelo (super-ultra cacheado) e me dedico várias horas por semana a cuidar dele, por opção minha.
Não tem nada a ver com a minha sexualidade, e muito menos com "feminilidade" e "masculinidade".

Joyce Oliveira disse...

Eu sempre quis ter cabelos mais curtos, mas era impedida em casa pelos meus pais. Minha mãe tem cabelo bastante crespo e disse que rezava todos os dias durante a minha gestação pra filha nascer de "cabelo bom". Eis que eu, quando criança, tinha cabelos escorridos de tão lisos e não gostava deles. Sempre achei cachos mais interessantes.
Quando cheguei na adolescência, eu castiguei meu cabelo com todo tipo de tinta, já que não podia cortar. Mas não tinha noção nenhuma de cuidado, aí eles ficaram bem estragados. E com a puberdade começaram a ondular, finalmente.
Ano passado saí um dia de casa, levei uma foto de modelo (diga-se de passagem, de um rapaz) pra cabeleireira ver como eu queria, e mandei meter a tesoura. Não me arrependi, e em geral fui bastante elogiada. Só teve dois incidentes: uma amiga que ficou muito tempo sem falar comigo por ter cortado meu cabelo "tão bom", e um amigo que ameaçou chorar quando me viu de cabelo curto. Eu achei que fiquei muito bem com eles curtos, fora que deu muito mais viço, já que tirei toda a química que ainda estava nas pontas e fui cuidando deles. Agora já estão na altura dos ombros, sou sempre elogiada por quão bem cuidados eles aparentam ser, e estão crescendo mais fortes. Mas a ideia é deixar crescer de novo e voltar a cortar curto. Ir mudando pra não enjoar=)

Rafael Miti disse...

Quando conheci minha namorada, eu era machista, mesmo achando que não. Ela estava de cabelo curto, bebada e de roupas mais largas, mais avontade. E ela fala de um modo mais agressivo. E de uma visão social, ela era lesbica.
Meses depois a encontrei diferente, e descobri que ela nao era. Começamos namorar, e junto a isso, parei de beber, me tornei feminista, virei vegetariano. Perdi as "rédeas" que a sociedade patriarcal coloca. Perdi não, retirei.

mebarak ludgero disse...

acho que isso de mulher de cabelo curto tem muita personalidade e atitude é uma barreira para que mulheres cortem o cabelo.

quer dizer q se vc n corta, vc n tem personalidade nem atitude nenhuma? e como seria essa tal personalidade?

é a mesma palhaçada que nos empurram,de que só mulher de rosto fino e traços delicados tem direito de cortar curto pq no resto fica horrível.
homem n tem esse problema,pode ter o rosto q for né.

mebarak ludgero disse...

e é incrível como tem gente ignorante que acha q a sexualidade tem a ver com tamanho de cabelo.
minha amiga q sempre usou cabelo curto é chamada de sapatão mas é hetero, minha prima e a namorada dela tem um cabelo enorme e são lésbicas.

Beatriz Correa disse...

Coisa estranha...
Apenas UMA lésbica q conheci tinha cabelos curtos!
E olha que meu círculo social tem bastante homossexuais, hein.
Se isso de mulher de cabelo curto = lésbica fosse, de fato, verdade, eu conviveria praticamente APENAS com mulheres héteros xD

Beatriz Correa disse...

E apesar do meu avatar me mostrar de cabelos lisos, tenho um cabelo bem cacheado e cheio e, até dois anos atrás, passava do quadril.
Eu não tinha paciência pra cuidar do cabelo, ele vivia maltratado e jogado, mas eu não queria cortar, só não sabia por quê.
Então "um belo dia resolvi mudar", fui no salão e cortei na altura dos ombros. Ouvi elogios de todos os cantos! Quer dizer, só umas 2 pessoas n gostaram, mas nem lembro quem eram.
Desde então, toda vez q corto diminuo uns 2 dedos, e agora ele está batendo no queixo, com os cachos ultra definidos (coisa q n conseguia com eles compridos) e, a partir de amanhã, roxo!! :D

E Vitória, eu tenho 24 anos, e pintarei o cabelo de roxo. Não importa a idade q vc tenha, faça com seus cabelos O QUE QUISER!!

Josiane Caetano disse...

Interessante este assunto:na minha gravidez, fiz de tudo para não cortar os cabelos, usava escovinha e prancha o tempo todo- tenho cabelo afro, mas que ficava no estilo "cacheado" a base de química, que eu não podia fazer devido ao meu estado gestacional na época. Mas quando minha filha nasceu, tive um início de depressão(não acho que ser mãe é algo tão natural assim, demorei a me acostumar)e,um dos meus atos mais inesquecíveis na época, foi o de cortar o cabelo comprido feito uma louca, no espelho de casa...e deu uma sensação de liberdade enorme, que nem soube explicar, foi como se uma barreira de séculos fosse vencida. Dali em diante, assumir meu cabelos afros foi um pulo.E ele ficou lindo assim!

afrolesbofeminista disse...

Tinha medo de cortar, mas quando virei feminista não conseguia ver a rasão do alisamento. Não julgo quem alisa, mas não curto mais esse lance de alisar. Então, pra criar coragem, fui cortando aos poucos. Fui muito criticada por parentes e amigas(os), mas consegui superar. Hoje em dia não me vejo mais com cabelos longos, eu sou muito prática e não tenho paciência pra cuidar de cabelos compridos.

afrolesbofeminista disse...

Ah! E eu acho muitas mulheres charmosas quando raspam um lado e deixa o outro lado comprido.

Mari disse...

Já vi notícias que falam de mulheres serem punidas pelo tráfico com o corte de cabelo por traírem seus maridos ou se tornarem amantes do "marido da outra". Seria uma forma da comunidade saber q essa mulher é "traíra"...

Tem até letra de música falando disso:
"Aí mulher, toma cuidado, ela quer roubar o seu marido.

Se ela roubar o seu marido, o que tu faz com ela?

Eu mato ela, eu mato ela
Seu roubar o meu marido ainda corto o cabelo dela"

rafaela disse...

A minha experiência com comprimento de cabelo é bem diferente. Na primeira vez que cortei curtinho fiquei surpresa com a aprovação geral rs. Ao longo da vida já usei desde máquina 3 até cabelo abaixo da cintura. Na época da cabeça quase raspada algumas pessoas estranharam, mas acho que foi mais devido à minha profissão (médica). Já falaram também que eu seria lésbica, mas isso realmente não me incomoda.
O problema tem sido outro. Com 40, tenho já una quantidade considerável de brancos. Como não gosto de ser escrava e conheço mulheres lindas grisalhas, optei por não pintar durante um tempo. Me torraram a paciência, inclusive no trabalho, por eu estar "desleixada" ! Acabei pintando porque comecei a me achar muito pálida,rs mas um dia ainda deixo a cabeça prateada e com fios compridos, tipo uma bruxinha mesmo. :)

rafaela disse...

PS: adoro bruxas, para mim representam o poder feminino.

Janinha disse...

Eu já acho o meu cabelo comprido bem mais prático do que curto, tá bom que o mais curto que tive foi no queixo.
Quando eu tinha mais curto, ele enchia muito e ficava uns pedaços lisos e enrolados e como sempre fui desleixada em cuidados com o cabelo, ficava horrível. Agora ele fica liso e não fica armado, de manhã nem penteio pq ele fica bom do jeito que acordo. Nem faço nada com ele além de lavar um dia sim e dia não. Cortar só uma vez por ano (pq eu sou desleixada com isso), não teria paciência pra ir cortar no cabelereiro, na verdade até pedi pra minha mãe cortar meu cabelo nas últimas duas vezes pq odeio ir para salões.
Engraçado que com a pele tenho super cuidado, mas é pq se descuidar vou ficar cheia de espinhas.

Ana Luiza Koehler disse...

Pois... excelente post, colocando a questão de forma clara, simples, e sem aquela linguagem boba de "medo" de cortar os cabelos que as revistas femininas e até alguns profissionais de salão inculcam na gente desde pequenas.

Primeiro, os cabelos longos estão culturalmente em consonância com o caráter ~ornamental~ com que se carrega o sexo feminino na nossa sociedade. Como assim mulher não precisa ser bonita!? Temos de ser atraentes, ter cabelos longos, unhas longas e pintadas, andar com sapatos de salto e nunca suar, ainda que isso consuma um tempo imenso da nossa vida e nos exponha a riscos maiores por reduzir nossos movimentos no dia-a-dia. Além de nos sentirmos permanentemente inadequadas se temos uma celulite ou uma unha descascada. Isso significa que, culturalmente, nossa TOP priority é agradar o olhar masculino. Daí a obssessão com os cabelos longos, IMHO.

Mantenho meus cabelos à moda joãozinho beeem curtos há mais de 10 anos e acho que nunca mais vou deixar crescer. Esses dias estava caminhando na rua e do nada, um completo desconhecido disparou para mim, não uma, mas DUAS vezes: "Cê gosta de homem que eu sei!" Primeiro eu achei engraçado, mas depois fiquei pensando e... sabe? Tem gente que agride outra pessoa por menos que isso. A Polícia Heteronormativa está vigiando a gente, galera!

Curiosamente, ao longo desses mais de dez anos, não foram poucas as mulheres, totalmente desconhecidas, que me abordavam no meio da rua, do NADA, e me diziam "Que corte maravilhoso, como eu queria cortar igualzinho ao teu!". Eu sempre respondo: Pode cortar, uai. Se tem uma coisa que SEMPRE cresce nesse mundão sem porteira é cabelo. Vai lá, sem medo de ser feliz, e melhor, sem medo de se libertar dessa lei tácita que diz que, antes de tudo, temos de agradar o olhar masculino! XD

L. G. Alves disse...

Dependendo da mulher, o corte curto fica bem bonito e até sexy. Mas em outras ficam feio mesmo. Acho que em mim ficaria feio. Se eu pudesse usaria sempre meu cabelo até o meio das costas. Acho lindo, mas não dá. Acho que a pessoa deve usar o que gostar, mesmo que não fique tão bem nela. Nada deve ser imposto.

garotinha disse...

Eu não sei se é verdade que a maioria dos homens prefere cabelos longos. Acho que as mulheres também contribuem muito com essa questão. Eu tenho cabelo cacheado, sempre tive, e nunca um homem falou para eu alisar os cabelos, sempre ouvi de mulheres que eu deveria fazer uma escova. Da mesma forma, durante vários anos de minha vida usei cabelo curto, e já passei máquina (inclusive a zero) inúmeras vezes, e nunca um homem falou que eu deveria deixá-los crescer, mas ouvi muitas mulheres fazerem críticas. Aos 15 anos eu raspei a cabeça a primeira vez, bem na década de 90, por gosto e vontade própria (eu achava lindo) sofri preconceito mais das meninas, algumas amigas pararam de andar comigo. Aos 19 raspei de novo e assim mantive por um ano, e foi a época em que eu mais fiquei com meninos na minha vida! Inclusive um cara que só se interessou por mim pq eu estava careca. Aos 29 e aos 31 raspei de novo, e meus namorados não reclamaram. Enfim, não vejo bem uma ditadura, até pq a moda é que dita, e a moda sempre varia, cabelo curto estava na moda até um tempo atras, e deve estar ainda. Acho que nós mulheres é que devemos nos impôr mais.

afrolesbofeminista disse...

Não sou uma boa entendedora de homens..rrsrs mas já tive muitos amigos e até em ambiente de trabalho eu já escutei coisas do tipo: 'ficar com uma mulher de cabelo curto é a mesma coisa que ficar com um homem. mulher tem q ter cabelo comprido'. Esse comentário em específico rolou entre os caras depois que uma colega de trabalho cortou o cabelo.
Os caras não falam pra uma mulher como ela deve se vestir, se tem q ter cabelo curto, pintar as unhas, mas eles comentam entre eles, entre amigos.
Eu já li em algum lugar que as mulheres se arrumam mais para outras mulheres (no sentido de disputa)que para os homens. Na verdade a cultura machista é que impõe esse tipo de relação.

Elaine Pinto disse...

Já tive cabelo de todos os comprimentos. Adorava ter cabelos curtos, mas um problema que me incomodava era que saía do corte muito rapidamente, o que me obrigava a ir no salão com muito mais frequência, coisa que detesto. Por isso uso o cabelo comprido (estou há um ano sem ir ao salão), mas de vez em quando dá uma vontadinha de cortar tudo sim!

Tereza Jardim disse...

Nem consegui ler todos os comentários!

Descobri o texto porque me mandaram no tuíter dizendo que era impossível não lembrar de mim, hehe.

Tenho cabelos cacheados, finos e com poucos fios, mas que ganham volume dependendo de como forem cortados e tratados. Me lembro de sempre ter achado muito bonito mulheres que usavam joãozinho, mas achava que meu cabelo não serviria pro corte.

Já usei nos ombros (médio), chanelzinho, e há 5 anos estacionei de vez no joãozinho, com esporádicas tentativas de chegar novamente no chanel assimétrico (a nuca SEMPRE batidinha).

Ouvi diversas barbaridades também. Um namorado de uma amiga, quando me viu, soltou essa: Nossa, o que aconteceu? Brigou com o namorado?

Mas o fato é que, além de ser mais prático pra mim, ainda me acho muito mais sexy e feminina com o cabelo curtíssimo. Me sinto até mais inclinada a usar maquiagem, vestidos, estampas florais...

Quanto aos homens, bem, cabelo curto é um dos mais eficientes filtros de babaca que eu já testei. O cara que se aproxima da gente ou é indiferente à aparências e prefere conteúdo, ou realmente é fã de cabelinhas!

Meu noivo foi conquistado em partes por esse fator. Ele me dizia que sempre namorava mulheres de cabelão, aquele padrão de sempre. Mas eu o convenci das possibilidades diferenciadas que uma mulher de cabelo curto pode oferecer, e hoje ele até reclama quando está crescendo!

Mais uma vez: não é pra inverter os padrões e fazer com que toda mulher corte curto, mas permitir a derrubada de padrões. Mulheres podem ser lindas de cabelos longos, médios, curtos, carecas, tatuadas, não-furadas, contanto que estejam como se sintam melhor, e não adotem um estilo para se encaixar no padrão.



Gabriela Barbosa disse...

Já achavam que eu era lésbica quando eu tinha cabelo comprido.Agora,que está curto,nem preciso dizer o que acham,né?! Pensam que eu me preocupo???
Tem uma música do Capital Inicial que diz o seguinte:

"Se eu for ligar para o que que vão falar,não faço nada!"

Nadja Pereira disse...

Olha, eu cortei os cabelos bem curtos e adorei. Fiquei bem feliz com o resultado. Acho essa ditadura do cabelo comprido um saco, viu? Fiquei arrasada quando vi os comentários na internet sobre o cabelo da Beyoncé. É notório o machismo das mulheres em dizer que ela parece um homem. Me poupe, viu?

Tiago disse...

Concordo muito com esse post. Eu sempre tive cabelo curto quando criança (por ser obrigado pelos pais), então chegou a adolescência e comecei a deixar crescer, e começaram a colocar apelido e etc. Mas nada disso importa, importa eu me sentir bem e usar do jeito que eu quiser, hoje uso cabelo médio e não penso mais em usar como usava quando era criança. Também acho ridículo isso de cabelo curto é coisa de homem e comprido de mulher. Desprezar uma pessoa por usar tal tipo de cabelo é ridículo.

aquarela surrealista disse...

gostei muito do texto e dos coments também(filtro de babaca foi ótimo!),haha!

Eu sempre usei os meus compridos,mas teve épocas em que mexi nele um pouco,e meu cabelo é muito grosso,no calor incomoda,aí,dá vontade de raspar,maquina zero mesmo,mas para o meu rosto,muito redondo,não fica bem(mas isso é uma coisa que eu acho,se de repente eu encucasse que quisesse mesmo,ninguém me segurava não!).Acho que cada uma deve ter os cabelos do jeito que achar que deve,pois é questão de estilo,higiene,se sentir bem consigo mesma,adequação(eu tbm detesto esse negócio de ser escrava de tintura e salão,não vou mesmo,me cuido em casa!),então,me adequo com o que acho que devo,e ponto...já tem gente que conheço que aluga o salão,e tbm sai de lá toda linda,vai de cada preferência,eu já não teria paciência,e libertador para mim é não depender disso...

no meu caso,o que ocorre é um pouco diferente;toda vez que mando cortar os cabelos dos meninos com maquina um,a vovó reclama,e diz na carinha deles que estão feios,e eu digo a ela que não é ela que gasta tempo e xampú,além do mais,esse padrão de cabelinho cheio para menino de filme e seriado,que ela gosta tanto,eu lhe digo que já caiu de moda,mas ela insiste,eu já nem brigo mais...meus meninos é que ficam confusos com tudo isso...

Unknown disse...

A ditadura do cabelo ocorre não só para os curtos, mas para os longos demais. Desde a adolescência sempre amei usar cabelos enormes - que batam no quadril mesmo - e tinha gente que me perguntava se era promessa, se eu era evangélica, etc.

Como tenho cabelo liso, as pessoas não param de dar pitaco para eu: repicar, dar um corte diferente, fazer luzes, etc. Já fiz essas coisas algumas vezes, mas não gostei muito.

Ainda sou jovem (27 anos) e por isso apesar de eu tê-lo maior que a maioria das mulheres, as pessoas ainda "deixam passar". Mas desde novinha que tenho como plano de vida, ao ficar mais velha, manter os cabelos enormes e sem pintar - quando os brancos vierem, gostaria de descolorir tudo e ficar com cabelo grande e branco, rs.

Como isso também é totalmente contra o que a sociedade acha aceitável - uma colega postou sabiamente acima que a mulher depois de "certa idade" é como se "precisasse" cortar o cabelo curto porque seu appeal sexual teria diminuído ou acabado - sei que, se os padrões continuarem esses quando eu atingir a essa idade, o preconceito virá ainda mais forte do que agora que ainda sou jovem e "posso" ostentar cabelo bem comprido pq "condiz com minha idade".

É algo tão massificador, tão engessador da liberdade da gente, que dita até que nosso gosto pessoal deva mudar com a idade. Qual seria o mal de uma mulher de 50 anos querer ter cabelos muito longos?

Carla Francisco disse...

é uma pena que as fotos são somente de mulheres negras com cabelos lisos ou alisados, exceto por "umazinha" da lauryn hill estilizada. Nos mulheres de cabelos crespos tb gostamos de cabelos curtos. Se vamos discutir sobre estereótipos de estética, seria interessante associar os cabelos longos à imposição dos cabelos lisos . Principalmente porque uma menina negra de cabelos crespos e curtos (que é completamente diferente da aparência do cabelo liso curto) é ainda mais chocante no Brasil. Porque não colocar fotos de mulheres negras que assumem seus cabelos crespos e curtos. Uma sugestão, senão o post é otimo!

Radhra disse...

Engraçado esse post bem na semana que cortei meus cabelos compridíssimos pela terceira vez em um corte curto. Eu amei. Ele ficou mais bonito? Não, pra maioria das pessoas não, mas a liberdade que eu sinto é infinitamente maior agora, é como trocar uma calça de couro por um moleton, é tão prático e confortável.

Já ouvi que estou parecendo lésbica, já ouvi que estou parecendo "tia" velha que não casa e meu marido até agora - uma semana depois - fica de manha dizendo "eu disse que não queria, mas ela foi e cortou mesmo assim".

Cargar regra na vida das pessoas é um problema cultural e limitar a própria vida pelo que os outros - qualquer um deles - acham, não é viver.

Ane disse...

Eu tinha cabelo comprido (especialmente porque como gordinha tinha que ter algum "atrativo")...aliás, duas coisas que eu não fazia de jeito nenhum: cortar o cabelo curto e colocar um piercing no nariz (pq eu achava meu nariz feio e meu ex disse q se eu botasse chamaria a atenção pra uma parte feia do meu corpo)

Pois então, botei o piercing e passei a achar meu nariz lindo!

Depois fui cortando o cabelo (ainda não cheguei no "joãozinho"), mas quanto mais curto, mais livre eu me sinto. Adoro desarrumar ele...andar com ele solto...um frescor que só!

Anônimo disse...

Não é que mulheres de certa idade cortam os cabelos curtos porque o sex appeal teria diminuido, mas porque elas se deram contam que não vale a pena ficar criando cabelo. Eu quando era mais nova deixava meu cabelo comprido (abaixo do ombro, o que já é comprido pra mim) porque pensava que ficaria mais bonita ou feminina. Besteira. Só tinha mais trabalho. Hoje eu passo a tesoura sem dó. Agora eles estão um pouco abaixo das orelhas. E eu tenho 26 anos.

Anônimo disse...

Foi um bafafá quando a Babi do pânico teve que raspar a cabeça e talz. Eu, homem hétero, até achei que ela ficou mais bonita quando o cabelo estava curto. Cada um, cada um, eu gosto de mulher com cabelo curto.

Anônimo disse...

Hmmm, mas será que essa "ditadura do cabelo comprido", reforçada fortemente pela mídia, não tem uma "segunda intenção" por trás disso não?!

Deixa eu explicar por quê: cabelo longo dá trabalho e consome muito dinheiro - gasto maior de shampoo, de condicionador, de hidratantes, de máscara disso e daquilo, de cuidados diversos no salão (incluindo um maior gasto com tinturas), reparador-de-pontas... aff! Isso tudo gera uma ENORME quantidade de dinheiro dentro dos cofres das indústrias de cosméticos, de salões de beleza, etc.

Isso sem contar o "assédio" constante da publicidade, no sentido de mudar a cor e forma do cabelo - leiam-se: tratamentos químicos. Tipo: "Neste verão, as cores da moda são estas e estas"; ou: "O inverno pede as cores desta e daquela tonalidade"... tudo isso para a mulher ficar só gastando $$$ com tinturas capilares. Ah, e esses procedimentos "estragam" o cabelo, se feitos com frequência, certo? Aí, "tomem" produtos de reconstrução capilar, muitas vezes, bem caros... o que gera mais gastos para o bolso da mulher, para a alegria dos empresários do ramo da beleza capilar!!!

Resumindo: a ditadura do cabelo grande, sobretudo na atualidade, vendendo a ideia de que mulher com cabelão é mais bonita, sexy, etc, pode ser, sim, uma estratégia para o mercado da beleza capilar faturar altos lucros. Afinal, cabelo curto quase não gera gastos, né? ;-) Por que será que a moda da "máquina zero" não se propaga entre as mulheres? A mídia desencoraja isto totalmente nas mulheres, reforçando nelas o medo de parecerem pouco ou nada femininas - senão, se a moda pega... as indústrias de beleza e os salões vão à falência, hahaha... :-P

Agora, já vi fotos de mulheres de cabelo bem curtos, e algumas até de cabelos raspados - seja por criação de estilo próprio, seja por necessidade (portadoras de câncer). E nem por isso deixam de ser bonitas! Pelo contrário, dá até uma inusitada sensação de higiene e de limpeza (não sei por quê!), e realça outros aspectos de sua beleza, como por exemplo o rosto.

Anônimo disse...

Concordo com o anon de 18:03 mas qualquer cabelo vai ter algum gasto ,o básico é a hidratação, sem isso o cabelo vira palha.
E tb tem os cortes do momento,uso o mesmo corte a anos pq eu gosto,mas sempre aparece um infeliz dizendo q se eu cortar de tal jeito fica melhor pq os especialistas cabeleleiros donos da verdade disseram.
Eu n pinto o cabelo mas sempre vem alguém me mandando fazer luzes pq combina...
Sempre fazendo de tudo para q a gente nunca fique satisfeita.

Juliana Brito disse...

tão chato quanto ter que ter os cabelos compridos é TER QUE usá-los soltos - pq fica mais feminino, ou mais sexy, ou sei lá o q. Eu sempre gostei de usar rabo de cavalo e coque, quando estava com o cabelo comprido. Sempre me achei até mais bonita assim. E passei anos ouvindo meninos chatos dizerem "ah, solta esse cabelo, vc fica tão mais bonita com eles soltos". Hoje, brinco que meu marido me conquistou quando disse que me achava mais bonita de cabelo preso, porque tenho o pescoço bonito :P

Moça disse...

Adoro meus cabelos longos e lisos, nao troco por nada.

Erres Errantes disse...

"Vejo por aí inúmeras mulheres se desdobrando para manter um cabelo longo, vivendo com presilhas, prendedores, chuquinhas, alisamentos, hidratações, progressivas, e até aquela caneta bic sem tampa na hora do aperto."

Tudo é uma questão de ponto de vista. Sempre tive um cabelão ondulado, passando da cintura, e ele nunca me deu trabalho algum.

Mari Lee disse...

Há uns dois anos atrás, quando fui a um salão e pedi um corte curtinho, a cabeleireira perguntou "por quê, brigou com o namorado?"
rs

PS: adoro homens de cabelo comprido. E discordo do senso comum, de que cabelo curto é melhor no calor. Eu morro de vontade de cortar curtinho no inverno. Odeio secador! Já no calor, prefiro deixar comprido. É só lavar e posso sair com ele molhado, tão prático... se ficar bagunçado, é só prender.

WICKED WOMAN disse...

Eu não tinha noção dessa ditadura dos cabelos compridos, até que uma amiga resolveu raspar o cabelo pra ser solidária com uma outra amiga que estava fazendo quimioterapia. Na época o esposo que dizia tanto amá-la saiu de casa por causa disso, achei um absurdo! E ainda por cima ficou bem claro na época que os caras do nosso meio (Metal), não se interessavam mais por ela só por causa dos cabelos. Ela é uma mulher bem bonita e não deixou de ser com o cabelo raspado, mas sofreu muito preconceito e está deixando o cabelo crescer de novo. Lamentável!

Talita disse...

Por que será que existe a ditadura da mulher magra,do perfume mais sedutor, dos cabelos lisos, dos cachos perfeitos,dos tingidos bem cuidados??? É pra vender, minha gente.

Quanto maior a cabeleira maiores são os gastos que teremos para cuidar de nossas madeixas.

Dinheiro, tudo gira em torno de dinheiro.

Ah... cabelos curtos valorizam decotes. Fica a dica ;)

Musicista Feminista disse...

Eu tinha quatro anos e um cabelo extremamente pesado, até a cintura. Dava muito trabalho cuidar daquilo. Então vi em uma revista uma foto de duas meninas com o corte "channel", chamam de bob hoje. Minha mãe apoiou na hora, deixou eu cortar. Mas depois ficou me torturando dizendo que ficou ridículo, que somente eu tinha cabelo curto e as outras meninas não, que demoraria um tempão pra crescer de novo. Ir no parquinho sem comer cabelo por causa do vento não era nada ruim, mas para ela os penteados das festas eram mais importantes.

Anônimo disse...

Eu raspei minha cabeça com maquina zero,fiquei careca e me sinto linda,indenpendente dos olhares ou comentarios de terceiros....não importa oque o homem acha,não importa oque a mãe ou a amiga acha...a vida é sua e vc deve fazer coisas pra e sentir bem..esqueça da sociedade,não dependa da aprovação dela pra fazer mudanças na sua vida!!

Marise Arlete disse...

Sempre usei curto. namorei homens lindos e maravilhosos qd morei no rio e sampa...atores, modelos, musicos, escritores...meu cabelo é volumoso e cacheado, mt bonito porém curto é mais sofisticado e mostra mais a beleza do meu rosto. porem aqui na Bahia sinto muito preconceito contra mulheres de cabelo curto. sou assediada por mulheres e os homens sao resistentes. ..gostam de longo e liso...algo q na bahia não se consegue facilmente. a cultura Gabriela cravo e canela eh mt forte e ultrapassada e a coisificacao da mulher eh mt grande c as musiquinhas horrorosas q sao moda.

Anônimo disse...

Engraçado que você pode fazer o que bem entende do seu cabelo, mas os seus filhos não. Já perguntou pra eles como eles gostam do próprio cabelo?

Ludimila disse...

A primeira vez que cortei curto, foi em 2008, eu tinha 14 anos, fiz chanel e cortei franjinha, escola como ela é: fui totalmente zoada, apelidos renderam. Desisti, deixei crescer, mas mantive a franja (hoje em dia sou adepta à franja, seja ela do tamanho que for, apesar de estar desencanando). Em 2012 eu já não aguentava mais meu cabelo comprido, ele já estava quase na minha cintura, cheguei no salão e falei "corta no ombro", a mulher ficou boquiaberta com aquilo, mas nem liguei, desde então mantenho o "corte" em casa por pura preguiça, mas ele já está sem movimento e meio reto (já se passaram 2 anos!), mês que vem vou passar a tesoura nele de novo, dessa vez com o profissional, e posso dizer que, sim, nada de cortar no ombro, e sim acima (bem acima) dele.

Anônimo disse...

humm..Marylin Monroe tinha o cabelo como?? Os homens cabeludos com barba por fazer são visto como pelas mulheres?

Pois é...questão encerrada...

Clarice.

Tiago disse...

Interessante esse post, eu sei que aqui fala da ditadura dos cabelos compridos das mulheres ... mas também tem o contrário com os homens.
Uso cabelo comprido pelo menos há uns 8 anos, e não penso em cortar porque os outros querem. Sinceramente acho ridículo inclusive quando uma empresa exige que o candidato corte o cabelo curto.

Sempre dão aquela explicação furada ... o preconceito infelizmente acontece em todos os lugares, infelizmente.

Anônimo disse...

cabelos compridos = opressão da mulher,equivalente ao véius das mulçumanas,confiram aqui no texto,scrito por uma mulçumana:

http://opiniaoenoticia.com.br/economia/o-cabelo-e-o-veu-da-mulher-ocidental/

Lu Fernandes disse...

Criar coragem para usar cabelos curtos pode ser só uma questão de informação. Quando se esta segura fica mais fácil tomar esta decisão difícil.

Cabelos curtos podem combinar muito com sua aparência. Mas será que combinam com seu estilo de vida?

Anônimo disse...

Concordo com o Tiago. Inclusive, acredito que a ditadura hoje em dia na verdade é muito mais forte para os cabelos curtos. Veja bem, é relativamente comum encontrar mulheres com suas madeixas mais curtas. Inclusive é aceito com muito mais naturalidade que mulheres no meio militar, no dia a dia, ao trabalhar numa empresa, na área da saúde e etc., possuam cabelos curtos. Temos nossa presidente que há anos usa cabelo curto e foi eleita duas vezes.

Já se for analisar a situação masculina, existe uma desproporção brutal. Nas mesmas situações em que citei, a vida do homem se dificulta de forma avassaladora, por preconceito, tanto por outros homens como por mulheres. Se dificulta (quando não se impossibilita) a vida para arranjar trabalho, bolsas, estágios, namoradas/ficantes/esposas, cargos políticos, contatos, para citar alguns.

Tanto é assim que a maioria dos homens de cabelo curto ou são autônomos (de todas as áreas, desde intelectuais até artísticas), ou vivem de renda e/ou são de família com uma situação econômica muito boa, ou são atores/artistas, ou trabalham em áreas de TI onde escasseia profissionais ou tiveram a sorte de encontrar um trabalho onde seus superiores não tivessem problemas com isso, etc. As exceções são concursados e professores (com ressalvas). Ainda com relação aos professores, se forem procurar lecionar numa instituição privada, caso não tenham um currículo gordo, sofrerão preconceitos, geralmente (e mesmo tendo sofrem, mas como escasseia profissionais bons, acabam conseguindo trabalho, como ocorre com médicos, os quais esqueci de citar anteriormente). Falo isso por ser professor, inclusive.

Apesar de entender bem o post e inclusive estar de acordo com a análise (até de vários comentários que citam as propagandas, moda, etc. que tende à relacionar beleza feminina ao cabelo comprido), se for colocar qualquer ponto de análise com relação aos homens de cabelo comprido, vão cair da cadeira ao perceber a gravidade da coisa se comparada à situação relativa ao cabelo curto em mulheres. Já ouvi inclusive: A tua namorada te deixa ter cabelo comprido? Já pensou se alguém perguntasse: Teu namorado te deixa ter cabelo curto? Pensem no absurdo que seria. Viva a igualdade de direitos e viva o direito à individualidade de cada ser humano.

Tiago disse...

Não tem muito a ver com o post. Mas eu sou um dos homens que tem opinião diferente da maioria da sociedade, me sinto melhor de cabelo comprido, e acho mais bonito mulheres de cabelo curto. É questão de gosto, mas eu penso assim.

Tutorial do Cabelo disse...

É isso ai Tiago! Também acho que gosto não se discute! Mas, principalmente para mulheres penso que é preciso ter mais cuidado quando o assunto é cabelo curto. Mas se a pessoa está feliz com seu visual... Porque não né?

Gleiciane disse...

Eu sou lésbica, minha gente, e tenho cabelo comprido, mas não aguento mais mantê-lo.Meu trabalho exige que eu viaje bastante e nos hotéis não tem como ficar lavando e cuidando de maneira adequada. Estou pensando em cortar curtinho. Pedi opinião da minha irmã e ela disse: "Você não acha que já é sapatão o suficiente?" Isso me desanimou um pouco... :(