quarta-feira, 8 de maio de 2013

O BULLYING, A ESCOLA, O CINEMA, E NÓS

Uma das cenas tenebrosas do filme mexicano Depois de Lúcia

Esses dias vi dois filmes indicados por várixs de vocês. Ambos estão ligados ao tema de bullying: um é Depois de Lúcia (já já eu falo dele), e o outro é um documentário americano. 
Lee Hirsch, o diretor de Bully (veja o trailer), diz que foi vítima dessa praga quando criança. E o documentário acabou comigo. É terrível ver que tantas crianças e adolescentes têm medo de ir pra escola porque sabem que serão constantemente atormentadas. E é terrível ver que, em geral, as escolas pouco ou nada fazem pra impedir o bullying. Pra muita gente, esse problema mundial é coisa de criança, até uma chance de formar caráter. Pois é, tem quem pense que bullying é positivo, um rito de passagem. Devem ser as mesmas pessoas que defendem trotes nas universidades e que acham que chamar alguém de "gorda nojenta" é bom pra ela, pra ela saber que é gorda (senão, ela não saberia). 
Devem ser as mesmas pessoas que chamaram de fraca e covarde a canadense Amanda Todd, que se suicidou aos 15 anos, depois de ser bullied durante anos e de pedir ajuda na internet. Foi um caso de cortar o coração. Quando escrevi o post sobre sua morte, pensei que não haveria discussão, que todo mundo se revoltaria e se uniria contra o bullying. Nada disso. Um montão de troll veio xingá-la de vadia safada e condená-la por ter se matado por "pouca coisa".
Esta é a maior crítica que faço ao documentário: ele não mostra nenhum caso de bullying como o de Amanda, e que é cada vez mais comum. É o velho slut shaming. Uma garota exibe os seios, ou faz sexo e é filmada. Pronto. Isso é suficiente pra que ela seja perseguida na escola. Aliás, outra crítica pra Bully: hoje o abuso não fica restrito à escola.  Tem cyberbullying também. A internet permite que a vítima seja ofendida 24 horas por dia, e pra um número muito maior de pessoas. (Eu tenho uma teoria: os bullies, quando terminam o ensino médio, intensificam sua trollagem na internet. Podem ser bullies pra vida toda). 
O documentário trata mais de dois adolescentes (meninos) que cometeram suicídio. Apenas uma vítima de bullying por causa de sua orientação sexual é enfocada: uma menina, lésbica assumida. Há também uma única negra em todo o doc, e ela é apontada como vítima e carrasca ao mesmo tempo. 
Essa garota pegou a arma da sua mãe e a usou para se defender e ameaçar os colegas que sempre a atormentaram. Felizmente, nada de tão sério aconteceu (não houve mais um massacre numa escola), mas Bully, ao não explicar direito os insultos que a menina negra e a lésbica escutavam, parece querer fugir do assunto de racismo, homofobia e machismo. Que, como sabemos, são causas constantes de bullying.
Não que o bullying de meninos brancos e héteros -- em grande parte cometido por outros meninos brancos e héteros -- seja menos sério. Apenas que nesses casos o preconceito não é institucionalizado, como é no caso das minorias. Mas é tudo parte da mesma cultura de intolerância contra qualquer pessoa minimamente diferente. E é inadmissível que isso continue acontecendo. 
Não é possível que tudo que nós adultos possamos fazer é repetir: "It gets better". É verdade, a vida melhora, e você não vai ser ameaçado pra sempre, a não ser que escreva um blog feminista, ha ha. Mas crianças e adolescentes não merecem uma vaga promessa de que, daqui a alguns anos, o bullying cessará, e a aceitação dxs colegas importará muito menos do que hoje. Merecem uma resposta agora, já, urgente.
E é por isso que eu considero importantíssimo que adolescentes tenham aulas de tolerância. Que tal instituir uma disciplina de Estudos de Gênero e Diversidade nas escolas?  Não pra, tolinho, ensinar uma menina a ser feminista ou um adolescente a ser gay (como se ensina isso?), e sim pra refletir sobre respeito, tolerância, diferenças, privilégios, aceitação, cidadania, direitos humanos. 
Enquanto a gente não consegue isso (mas tem que ser pauta nossa), iniciativas como a do Feminismo Sem Demagogia, que foi a uma escola pública combater o machismo, devem ser aplaudidas. (Cada vez mais venho recebendo convites não só para palestrar em universidades, mas também no ensino médio. Acho que é uma tendência irreversível). 
O outro filme que vi foi o mexicano Depois de Lúcia, que é ficção, embora seja baseado em várias histórias reais e reconhecíveis. E é devastador (veja o trailer, há dois). Trata de um pai e sua filha adolescente, que mudam de cidade após um acidente de carro matar a mãe, a Lúcia do título. Pai e filha até se dão bem, se amam, mas nunca conversam. O pai, por estar deprimido demais pra lidar com a situação, e a filha, pra não incomodar o pai.
Mas os problemas dele são fichinha se comparados aos de sua filha. A menina se enturma rápido na sua nova escola rica, mas, depois de transar com um colega, e deixar ser filmada, sua vida vira um inferno (obviamente, o menino não é chamado de vadio). 
O modo como Michel Franco filma e edita Depois de Lúcia dá nos nervos -- no bom e no mau sentido. Quase todas as cenas são feitas com câmera parada, sem cortes, sem closes.  Essa técnica cria um certo distanciamento emocional entre filme e espectador, mas ao mesmo tempo te angustia, porque você quer invadir o quadro e dar um jeito naquela situação. Eu não chorei. Em compensação, em alguns momentos eu parecia estar com taquicardia, tamanho era o meu sofrimento. Eu queria gritar "Faça alguma coisa!" pra todo mundo na tela, inclusive (ou principalmente?) pra própria vítima. 
Mas não é só a menina no filme que precisa fazer alguma coisa urgente pra mudar aquela situação desesperadora. Somos todxs nós. Começando agora. Se você é vítima de bullying, não se cale. Fale com seus pais e professorxs. É obrigação da escola parar a violência. Se você é um bully, pare já, e procure ajuda psicológica. E, se você não é nem um nem outro, mas vê alguém sendo bullied, se posicione. Interfira. Manifeste-se. Pare de julgar, e seja legal. Só isso. Começando pela internet, que deveria ser uma ferramenta fantástica  pra mudar o mundo e pra aproximar as pessoas, não pra persegui-las. 

77 comentários:

Ana Carolina disse...

Falar sobre bullying sempre mexe comigo, porque mexe com minha história pessoal. E, sabem duma coisa, podem me chamar do que quiserem, mas tenho uma empatia gigantesca com os meninos de Columbine, porque posso imaginar muito bem o que se passava na cabeça dele - não conseguir sair da posição de vítima, o ódio pelo opressor, o ódio por quem ria deles. Mais do que isso: se vivesse numa sociedade armamentista, não sei se não faria o mesmo...

J. disse...

Eu sofri muito bullying na escola. Muito mesmo. Às vezes eu até esqueço, porque as cenas ruins passaram pra uma parte bem distante da minha memória, como se aquilo não tivesse acontecido comigo, mas sim com uma menina que eu conheci pequena.
Já me arrastaram pelos cabelos, já me trancaram na sala do lixo (com baratas, que eu tenho pavor), já tentaram me enforcar. Isso eu tinha 11 ou 12 anos.
O tempo inteiro me chamavam de feia e nariguda. Diziam que meu cabelo era sarará (isso porque meu cabelo era ondulado, e eu sou branca).
Nas aulas de educação física, as pessoas brigavam pra não me ter no time delas. Os professores viam e não faziam nada.
Mas o pior Lola, não foi pelo que eu passei. O negócio é que não adianta falar com professor, diretor, etc. Não faz a menor diferença. Os bullies fazem isso porque eles não te enxergam como pessoa. Não tem nenhuma empatia ali. É como se você fosse um objeto.
A minha sorte é que não tinha internet nessa época. Mesmo assim, eu recebia trotes na minha casa o tempo inteiro.
Eu escondia o assunto da minha mãe (que aliás é uma mulher maravilhosa e sempre me apoiou) e do meu pai (que também é um ótimo pai, e não é machista), porque eu queria resolver sozinha.
No fim das contas, eu posso dizer que eu fui uma pessoa de sorte, porque meus bullies eram mulheres, e por isso eu não sofri nenhuma violência que pusesse minha vida em risco, somente minha dignidade.
A parte feliz dessa história, Lola, é que eu não desisti de viver e de lutar.
Eu sempre fui uma ótima aluna, e isso era o que me levava pra frente. Eles podiam destruir tudo em mim, mas eu sabia que se eu me esforçasse, pelo menos a melhor nota da turma eu conseguiria ter.
Não me ajudou muito na questão da popularidade, mas pelo menos eu não me achava uma pessoa completamente horrível.
Quando eu tinha 13 anos eu resolvi sozinha sair da escola. Procurei outras escolas públicas que me agradassem (essa era particular), e aos 14 comuniquei pra minha mãe que eu ia sair da escola particular e ia pra pública. Não teve o que a minha mãe me dissesse que me fizesse mudar de idéia.
Eu comecei a nova escola aos 15, muito insegura do que viria, mas encontrei uma variedade muito grande de pessoas e fui aceita como eu sou. Fiz muitos amigos, com quem eu falo até hoje (15 anos depois).
O bullying não estragou minha vida, mas roubou 4 anos que poderiam ter sido de felicidade e foram horríveis.
Eu nem sei como saí dessa "sem um arranhão". Eu acho que eu tive mesmo foi muita sorte.

Bruno S disse...

Acho que uma coisa terrível no bullying é que é uma violência em que a vítima se vê e é vista como culpada.

Se procura a causa da violência em características e atitudes da vítima mais do que no agressor (muitas vezes há um líder da agressão) ou agressores.

Talvez o documentário (que não vi) evite dar muito enfoque em casos ligados à homofobia ou ao racismo (embora sejam vítimas preferenciais) ára não roforçar o enfoque em características da vítima.

DARKMOON HELLPOSSESSED disse...

Sofri bullying naõ só na escola, mas na vida social no começo da minha fase adulta. Os ''amigos'' que tinha, fizeram uma lavagem cerebral em mim desde que eu tinha 17 anos, com idéias falsas de amizade e essa merda toda, pra depois fazerem piadas comigo, me riduclarizarem, e um deles chegou a me agredir.

sabe qual é a melhor forma de se evitar o bullying? Isolamento Social total, não ter amizade com ninguém. minha ex namorada em 2007 terminou comigo ao ver a humilhaçõa que eu passava, os merdamigos me zoando.

Eu sofri lavagem cerebral, por isso eu era sociável, cheio de merdamigos etc porque eu fui enganado.

Nõa existe nada mais falso do que a amizade e a vida social, se as pessoas daqui desse forum quizerem evitar o bullying, não façam amizade com ninguem, não tenham vida social.

Não sintam medo da solidão, procurem videogames, livros, música, emuladores etc qualuqer coisa que sirva pra passar o tempo sozinho, é ótimo. o mal está no ser humano.

Anônimo disse...

Eu também fui vítima de bullying entre os 12 e 14 anos.

Não foi nada grave (nenhum tipo de violência física), mas mexia com a minha auto estima.

Hoje me considero muito bonita e acho que também sou vista assim, mas quando adolescente - quando eu tinha acne e meu cabelo tinha virado uma juba e meu corpo estava entre a infância e a vida adulta - eu não me sentia bonita. A puberdade não me favoreceu muito no aspecto estético como pode favorecer algumas garotas.

Primeiro implicavam com o meu cabelo nem liso nem cacheado, apenas volumoso; depois implicavam com o fato de - UAU - aos 12 anos eu não ter beijado ainda (inclusive me acusaram de ser sapatão e - desculpe - na época eu não era a pessoa mais esclarescida do mundo e acabava me sentindo ofendida com isso, e odiava o fato de os garotos da minha idade não se interessarem por mim). Implicavam com o fato de eu ser péssima nas aulas de ed. física e me culpavam se perdíamos no interclasse.
Eu era a quatro olho, cabeção, nerd.

Sim, minhas notas eram as melhores de todo o colégio, não só da minha turma. Isso me deixava um pouco menos insegura, mas eu passei a humilhar quem quer que fosse que não conseguisse notas melhores que as minhas (ou seja: todos). Passei a considerá-los burros e ignorantes e desdenhava da dificuldade deles. Eles passaram a implorar para que eu ajudasse (como fazia no começo, quando tentava ser legal com todo mundo e inclusive ia fora dos horários das aulas para cuidar da biblioteca e ajudar colegas em dificuldade, que na verdade só queriam colar o meu dever ou ficar no meu grupo de trabalho).

Parei de ser legal, mudei de escola, continuei sendo uma boa aluna.

Hoje ganho mais do que qualquer um daquela sala, fiz uma boa faculdade, passei num concurso federal na minha área (direito) sou mais bonita que a mioria das garotas, tenho um namorado que me ama, não fiz filho antes da hora.

Minha vingança.

Fernanda disse...

Eu não posso falar de escola publica porque nunca estudei em uma, mas posso falar que o ambiente de escola particular no Brasil é terreno muito fértil pra bullying. Ô povinho from hell, viu? Quando eu penso nisso, tenho certeza que meus filhos nunca estudarão nesses lugares. E a gente ainda esta muito atras (eu imagino) do horror que é o high school nos estados unidos, com a cultura tão forte dos winners e losers. Ainda assim, maldade não tem nacionalidade. E não, eu não acredito que os bullyers se transformam em adultos bons. Para mim, é so um prototipo de neguinho que vai pôr fogo em mendigo.
Sofri também, não digo muito, porque tive sorte, porque meus agressores eram bem fracotes e porque a minha capacidade de abstração é absurda. E porque sempre fui mais segura mesmo, apesar de sempre ter sido gorda. Gorda mesmo, num é cheiinha não. Até que a escola decidiu mudar o uniforme de 30 anos, mas não sabia se haveria aceitação (estamos em Minas Gerais, o estado mais conservador - eca! - do Brasil). Como eu era muito popular, apesar de odiada pelos bullyers, fui a escolhida para desfilar pela escola durante uma semana com o novo uniforme. No auge do meus tantos e tantos kilos. Depois disso, acabaram as tentativas de agressão.
Eu assisti o Depois de Lucia e demorei muito a me recompor depois do filme. Nem sei se gostei de ter assistido. Acho que não. Mas acho muito importante que o cinema comece mesmo a falar sobre isso, a revelar os requintes de crueldade por tras da falsa "brincadeira de criança". Horror, é o que eu tenho a dizer. Impressionante como o odio ja se revela desde cedo...

Patricia disse...

Na escola,eu nunca sofri bullying. Nunca fui popular, mas o pessoal me deixava quieta a maior parte do tempo, mas presenciei inúmeras vezes e é realmente angustiante, até para quem apenas assiste.

Sabe Lola, as vezes eu penso que os diretores e supervisores não tomam as providências necessárias por pura falta de interesse, por achar que é frescura mesmo, e todas essas palestras para conscientização só acontecem porque bullying é 'hot topic' atualmente. E sinceramente, eu acho que tem professor que gosta de assistir e além de dar corda, ainda participa, como eu já presenciei inúmeras vezes durante o ensino médio. Já vi professor fazer terrorismo com alunos que tiravam notas baixas, dizer que não passariam de ano, a ponto de várias mães irem reclamar na escola, o professor ser chamado atenção e continuar fazendo, pois sabia que simplesmente não seria demitido. Já vi professora rasgar trabalho na mesa de aluna, na frente da sala inteira, pq estava malfeito e acho que a coordenação da escola nem ficou sabendo, e pq a aluna em questão já era considerada problemática, acho que resolveu nem contar, pra não sobrar para ela. E isso tudo, aconteceu em uma das escolas mais renomadas de Fortaleza.

Eu acho que para a situação mudar, é necessário um esforço coletivo. Conscientização de alunos e corpo docente. A escola tem que tomar as devidas providencias, os professores não podem aceitar e incentivar os alunos que pratiquem bullying em sala de aula, e os alunos tem que se conscientizar que esse comportamento simplesmente não é aceitável.

E Lola, há tempos estou tentando assistir Bully, mas nunca encontro para download. E super coincidência, ainda ontem comecei a assistir Depois de Lucia, mas como já estava tarde e ainda tinha que estudar, acabei parando no comecinho, e nem sabia que se tratava de bullying, na sinopse não dizia. Mas de hoje não passa, assistirei!haha

Patricia disse...

Ah Lola, e não sei se te interessa ou se ainda está disponível online, mas acho que os pais de um dos meninos que cometeu suicido deram uma entrevista para a Ellen Degeneres. Muito, muito triste, chorei horrores quando assisti:/

Iara Sindrominha disse...

Contrariando minha natureza pessimista fico feliz em relação a esse assunto,o bullying,porque desde que se começou a falar sobre isso as coisas tem mudado,parece que não,mas grandes mudanças já vieram a tona e posso perceber elas porque eu passei uma infância e adolescência no inferno,até na minha família,cheia de primos e primas,eu era perseguida pelo meu peso.Cansei de pedir ajudar e ninguém deu a menor importância,no fim eu fiquei com o rotúlo de problemática,porque reclamava de todo mundo.Hoje pelo menos se uma criança for perseguida a mãe dela pode saber e fazer alguma coisa a respeito...minha mãe cansou de ir nas escolas e sempre escutou a mesma resposta:Criança é assim mesmo...

Anônimo disse...

Lola, nunca comentei como Anonimo, mas hj vou comentar pq vou citar uma pessoa próxima e como é algo pessoal, prefiro nao me identificar.

Eu sofri bullying qdo era criança, pq eu era "baleia, saco de areia" e mais uma série de apelidos dados pelos colegas de classe. Por anos foi um problema na minha auto estima, mas eu diria que em boa parte, quase que superei. Qdo eu era criança, mal me defendia, me sentia mal...hj em dia, se me ofendem, irei retrucar e saber do meu valor (exatamente por ser feminista, aliás...graças ao feminismo eu fiquei mais segura no meu próprio corpo e mente).

Meu namorado sofreu bullying por ter sido uma criança gordinha. E o que ele passou, ao meu ver, foi pior que o que aconteceu comigo, pq ele apanhava por causa disso. E eu vejo que tudo que ele sofreu da infância até a adolescência, afetou demais a visão q ele tem dele mesmo. Ele se acha feio, não aceita elogios e se culpa por tudo. Tantas vezes eu vi gente sendo desonesta com ele, mas ele ainda dava um jeito de achar que a culpa era dele (e veja bem, ele tem seus 20 e poucos anos). Ele passou por alguns psicólogos, mas nada que tenha dado mto efeito até hj. E tudo isso por causa de bullying.

Eu tb acho que nas escolas deveriam ter aulas/palestras/reuniões/etc para conscientizar os alunos. Algo que desse uma "luz"na mente dos que praticam bullying e que pudesse dar força aos que sofrem dele.

Já me falaram que atualmente as pessoas estão mto "mimizentas" com isso, que antigamente as crianças engoliam os prpblemas na escola e hj qlqr coisinha é bullying, só que quem normalmente diz isso, nunca passou por nada do tipo. É bem complicado ser criança e nunca ter pensado se ser gordo é bom ou ruim (ou qlqr outro motivo de bullying) e de repente ser o centro das piadinhas na sala de aula, POR ANOS. Acaba com a auto estima de qlqr um e não tem ngm pra dizer "olha, o problema não está em vc, está em quem te diz isso".

Veja eu mesma, só tenho uma percepção melhor de mim mesma por causa do feminismo, pq li mto sobre isso. E quem não tem isso?

Bullying é um assunto muito, mas muito sério.

Beatriz disse...

Lola, esse curta mostra o bullying e a homofobia de outra forma, muito interessante:

http://www.buzzfeed.com/aaronporchia/if-heterophobia-was-real-93w2

E o assunto bullying foi tratado de uma forma muito intensa na minha escola nos últimos anos em que estive lá. Desde discussões entre salas de vários anos até cartazes e filmes desse assunto como trabalhos. E desde a 5ª série tínhamos uma matéria que falava de diversidade, tolerância, sexualidade e drogas de forma clara. Acho que as escolas deveriam tomar uma posição cada vez mais participativa na educação das crianças pelas quais são responsáveis, formar cidadãos.

Gabriela disse...

Lola eu vivi isso.Depressão e sindrome do pânico foram o resultado da merda q vivi.E não adianta falar com os professores ou diretores.Vc vai ouvir q vc tem q ser forte.Q vc tem q ignorar.Vc tem q aguentar.Uma vez eu fui cercada por um bando q me xingava,quando eu mandei todo mundo pra aquele lugar e comecei a reagir fui questionada pelas pessoas q deveriam cuidar do meu bem-estar sobre o porq de tanta violência.Eles foram liberados sem ouvirem nada e eu fui enviada para a conselheira da escola para discutir meus problemas de raiva.Vc recebe o mesmo tratamento q uma vitima de estupro.A culpa é sua.

KF disse...

Eu não sei se o que eu sofro é bullying mesmo... Tipo, eu tento me dar bem como todos meus colegas de turma (20 pessoas) e até que dá certo, mas alguns garotos gostam de ficar zombando da minha cara por eu sempre debater com os professorxs sobre assuntos sociais e por eu sempre tentar debater com alguém que diz algo machista ou homofóbico, além disso, vem alguns apelidos que se originam do meu gosto por revistas em quadrinhos e desenho... Não tem o que fazer, a maioria dos professores riem e outros só dão um chamado e ponto.

J. disse...

Gabriela, concordo com você. A única vez que eu falei algo, resultou numa coordenadora colocando panos quentes e diminuindo a situação.
Nenhuma ação concreta.

Leila disse...

A verdade é que os professores são omissos, e reforçam o bullying por omissão. A escola da minha filha vive fazendo debates, palestras, o diabo contra o bullying. Só que quando ele acontece, nada é feito. Minha filha sofreu horrores há alguns anos. A professora presenciava maus tratos, xingamentos, exclusão e não fazia NADA.
Discutir em teoria é fácil. Na hora de tomar ATITUDES, a escola não quer se incomodar. Para cada vítima, há 20 agressores. Então, simplesmente é mais fácil ignorar a vítima do que se incomodar com 20 ou 30, seus pais, etc.

Mihaelo disse...

O "bullying" está muito presente nas escolas por causa disso tudo mesmo:machismo,homofobia,racismo,classismo e deficiências físicas ou mentais. Há alguns dias verificando a listagem de "e-mails' no epals que criei para meus alunos e que transcrevi para uma folha de ofício para que cada um anotasse o seu, percebi um "puta" ao lado do nome de uma aluna, que é a melhor da turma por ser participativa e ter interesse nas aulas.Ela costuma vir de "short". O que demonstra o preconceito relacionado à roupa usada pela aluna. Também percebi, agora que os alunos começaram a me adicionar no Face, que muitos deles são de religiões que tem o discurso da família tradicional e portanto são muito influenciados pela homofobia e misoginia que essas seitas pregam.
Quando lecionava português eu sempre trabalhava com temas polêmicos e trazia filmes referente a tais. Agora com o inglês é difícil visto que como os alunos não falam o idioma e nem eu tenho materiais neste idioma em virtude de nunca ter viajado a países de língua inglesa e por não ter banda larga o que inviabiliza o baixamento de materiais. Mas como fui selecionado no PDPI e viajarei portanto aos EUA, aproveitarei para trazer o máximo de material possível.
Quando estudava no primário, me lembro de uma vez que uma aluna debochara de outra que era muito pobre e usava um tênis barato muito popular na época:a conga. Mas a professora interveio e a fez pedir desculpas à aluna humilhada.

Lilly disse...

Eu normalmente nem comento,mas queria me manifestar sobre o assunto por ser vítima de bullying.
Eu sou um pouco jovem,e por isso muitas vezes as pessoas responsáveis por mim deixam de levar a sério o que eu passo.
Não é um bullying pesado,nunca houve agressão física,mas eu sinceramente preferiria levar alguns socos do que fingir que não escuto as risadinhas abafadas,murmúrios e apelidos maldosos,tudo por causa da minha aparência.
e o engraçado é que isso só começou depois que eu cedi á pressão para mudar algumas coisas em mim.
meu cabelo era crespo,e eu branca,então desde que eu me conheço por gente todo mundo perguntava á minha mãe quando ela ia "ajeitar" meu cabelo.
assim que eu menstruei,a mulher me obrigou a fazer isso.
o produto de cheiro forte,os olhos e garganta irritados,mal conseguia respirar...e ainda o pessoal do salão de beleza me olhando como se eu fosse o kraken.
e isso quando eu era bem nova.
óbvio que todo mundo percebeu no outro dia,e comentou,dizendo que eu não tinha pq ter feito aquilo,que meu cabelo era lindo,que agora estava com cara de macarrão...
só que aí já era tarde demais.
sofro até hj com isso,além de ter ganhado alguns pelos,espinhas e as sobrancelhas engrossaram...
me sinto uma aberração,e minha mãe que poderia fazer algo para amenizar isso,só diz:
-vc é muito nova,não tem pra que se preocupar com isso.tá querendo virar vadia é?
bipolaridade?
acho que sim.
qualquer um que se aproxime de mim também vira alvo de chacota,eu fiquei com um garoto um vez,alguém viu e ainda chamam ele de são jorge,os professores e coordenadores ao invés de fazer algo nem olham na minha cara e dizem que vai passar,que não tem nada demais,que é normal isso.
e as garotas mais bonitas da sala já ganharam até pontos extras por causa da beleza.
pode um negócio desses?
se não fossem alguns amigos virtuais,nem sei se estaria aqui hj.
mas né...
vc que está lendo isso e for ou pretenda ser mãe,por favor,apoie seus filhos e não os trate como se não soubessem de nada ou não fossem pessoas.

Anônimo disse...

Nao gosto de falar de bullying pq mexe muito com meu passado.. mas enfim.
Lembro de ter recebido um panfleto de "o que fazer no bullying" da mesma rede de escolas da qual eu sofri muitos anos da minha vida... e l tinha
Falar com os pais- feito
Falar com professores- feito e eles pouco ligaram, inclusive incentivaram
mas o que me chamou mais atenção foi
"A vitima deve tentar tornar-se menos timida e mais sociavel com os colegas de classe e tentar se encaixar"


Fiquei muda um tempo.. aquilo nao deveria ser sério. Mas era. Vc esta sendo humilhado e deve sorrir e acenar.







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Enfim, Lola foge um pouco do tema do blog mas vc ja pensou em falar em preconceito com filhos adotivos?
É uma coisa muito louca, eu não sou, mas tenho primos que o são e minha mãe sempre dizia que "!eles iam crescer e virar bandidos igual a mãe biologica deles- e ainda eram crianças! tinham nem 2 anos!"

Na tv, na midia sempre dão enfase no filho ADOTIVO que machucou pai ou mãe que os adotaram e percebo que as pessoas tem muito preconceito em adotar crianças...

Mayara disse...

Sabe, isso é uma coisa que ao mesmo tempo que entendo, não entendo.
Saí do ensino médio fazem apenas 9 anos. Ou seja, desde a época em que já se falava de Bullying. Mas nunca VI nem OUVI bullying.
Sempre fui da turma dos excluídos, meia dúzia de pessoas que mal e mal se apoiam umas às outras e tinha apenas UMA amiga (que mantenho até hoje). Mas qualquer coisa que se falava dos outros era... fofoca, cochicho, na maioria das vezes a pessoa nem ficava sabendo - eu, por exemplo, imagino coisas que tenham falado de mim, mas nunca soube de nada.
Não creio por ser escola particular, normalmente essas são ainda piores, alunos bolsistas versus alunos "ricos de verdade" e coisas do gênero. Mas nada.
Sempre fui ÓTIMA aluna, sem estudar, sei que muita gente morria de inveja e faço questão de não encontrar essa gente até hoje. Sou epilética, nunca pude ir nas festinhas e beber (até podia ir, mas não via graça de ficar com outras pessoas bebendo até cair e eu sóbria, irritada), essas coisas.
Sei o quanto o bullying é horrível, leio, me informo. Mas fico pensando se na minha época de escola isso não acontecia, não era tão grave ou só, sei lá, não era visto?
Será que por algum motivo desconhecido eu estudei em uma escola onde o bullying não existia? Porque por mais que fôssemos pessoas diferentes, nerds, populares, burros, etc etc, éramos todos sociáveis, nos uníamos com facilidade e ninguém ficava de fora. Havia algumas competições saudáveis entre as turmas, mas a nossa era bem tranquila. Talvez também por ter BEM mais meninas que meninos (apenas 5)? Se bem que meninas podem ser MUITO cruéis também.

Felipe disse...

Concordo com o primeiro comentário. Os casos de massacre em escolas e faculdades são cometidos por pessoas que só fizeram o que muitos tem vontade de fazer quando são obrigados a entrar no inferno todos os dias.

Anônimo disse...

Não sofri bulling na escola, mas sofri na rua, quando minha mãe casou-se novamente e mudamos para um bairro diferente,era constantemente agredido e ameaçado por um rapaz mais velho, que alias faziua isso com outros garotos, mas os mesmos se uniam a ele para me agredir também. Doí, eu com uma arma naquela época teria feito uma tragédia.

Anônimo disse...

eu não sinto um pingo de pena desses alunos que foram mortos por outro aluno.
o atirador é sempre visto como monstro mas ninguém fala do porque ele fez isso e de como os anjinhos o humilhavam,perseguiam,batiam nele até ele surtar e agir assim.

lilly disse...

Eu normalmente nem comento,mas queria me manifestar sobre o assunto por ser vítima de bullying.
Eu sou um pouco jovem,e por isso muitas vezes as pessoas responsáveis por mim deixam de levar a sério o que eu passo.
Não é um bullying pesado,nunca houve agressão física,mas eu sinceramente preferiria levar alguns socos do que fingir que não escuto as risadinhas abafadas,murmúrios e apelidos maldosos,tudo por causa da minha aparência.
e o engraçado é que isso só começou depois que eu cedi á pressão para mudar algumas coisas em mim.
meu cabelo era crespo,e eu branca,então desde que eu me conheço por gente todo mundo perguntava á minha mãe quando ela ia "ajeitar" meu cabelo.
assim que eu menstruei,a mulher me obrigou a fazer isso.
o produto de cheiro forte,os olhos e garganta irritados,mal conseguia respirar...e ainda o pessoal do salão de beleza me olhando como se eu fosse o kraken.
e isso quando eu era bem nova.
óbvio que todo mundo percebeu no outro dia,e comentou,dizendo que eu não tinha pq ter feito aquilo,que meu cabelo era lindo,que agora estava com cara de macarrão...
só que aí já era tarde demais.
sofro até hj com isso,além de ter ganhado alguns pelos,espinhas e as sobrancelhas engrossaram...
me sinto uma aberração,e minha mãe que poderia fazer algo para amenizar isso,só diz:
-vc é muito nova,não tem pra que se preocupar com isso.tá querendo virar vadia é?
bipolaridade?
acho que sim.
qualquer um que se aproxime de mim também vira alvo de chacota,eu fiquei com um garoto um vez,alguém viu e ainda chamam ele de são jorge,os professores e coordenadores ao invés de fazer algo nem olham na minha cara e dizem que vai passar,que não tem nada demais,que é normal isso.
e as garotas mais bonitas da sala já ganharam até pontos extras por causa da beleza.
pode um negócio desses?
se não fossem alguns amigos virtuais,nem sei se estaria aqui hj.
mas né...
vc que está lendo isso e for ou pretenda ser mãe,por favor,apoie seus filhos e não os trate como se não soubessem de nada ou não fossem pessoas.

Fernanda disse...

Gente! Lendo os comentarios é que me lembrei de uma coisa! Olha, minha memoria é totalmente seletiva mesmo.

Bom, voltando à historia da escola, do uniforme, da gordinha popular e odiada (eu, hahahahaha!!), pra piorar minha situação, eu ainda fiquei com o menino que era o mais desejado (eu não vou dizer mais bonito porque hoje, olhando pra tras, não tem como eu considerar isso, tadinho, mas ele era o mais desejado, isso era!). Pois então, eu fiquei com ele, alguém interceptou um bilhete nosso, e pronto. A sala inteira ficou louca. Quase me pregaram numa cruz mesmo, hahahaha! E ele também, coitado, acabaram com ele. Claro que não como fizeram comigo, mas sempre deixaram claro o tanto que era humilhante ficar comigo. Lembro de ouvir, passando pelo corredor, um outro menino que conversava com o "meu" e dizia: "pô, cara, eu preferiria ter ficado com uma VACA do que ter ficado com ela!".

Voilà, que beleza de mundo. Bom, eu consigo dar risada. Nem todo mundo consegue superar...

Mateus disse...

Boa noite Lola, gostaria de postar um comentário off, mas que acho muito útil para as mulheres se defenderem.

Nos EUA, desde pequenos as crianças são educadas a ligar 911 caso se sintam ameaçadas. Isso porque somente pela chamada a policia sabe onde voce esta e pode ouvir a abordagem do criminoso e mandar uma viatura direto para o local. Aqui no Brasil, não sei se todos os estados as teles tem convenios com a policia pra isso, SP/RJ eu sei que tem e eles estão preparados a reagir a uma ligação onde se ouve o agressor e chegar a tempo.

É importante que alguem quando se sinta ameaçada, ligar 191 do celular imediatamente e gritar socorro. Se não tiver como gritar deixar o celular ligado sem que agressor saiba, levando na conversa, pera ai que vou desligar meu cel, etc.

Isso diminui muito a incidencia de casos, principalmente entre membros da classe media, que sabem que uma simples comprovacao de estupro pode arruinar suas vidas para sempre.

Então é isso: andar sempre com celular e ligar 190 assim que perceber qualquer movimento estranho e fora do padrão. Isso pode diminuir muito os casos de estupro.

Anônimo disse...

Eu nunca fui uma garota popular, nas aulas de educação física era a última a ser escolhida, a lerda, a desengonçada, a nerd.

Hoje, como professora, vejo como as crianças são cruéis! Mas me sinto muito de mãos atadar diante do bullyng e da violência. Muitas vezes nós chamamos os pais do agressor e vemos que ele é ainda mais cretino que a criança. Essa semana um aluno de 1º ano disse para uma coleguinha: "não gosto de preto!". Eu chamei o aluno, fiz pedir desculpes e perguntei se ele gostaria que ela dissesse que não gosta dele por ele ser branco; ele diz o que o pai fala isso em casa. Nós chamamos o pai dele, vamos ver o que vai dizer.
Vejo com os alunos mais velhos muitos casos de intolerância, discriminação. Por mais que a gente chame a atenção, o problema continua. E os responsáveis, a família, não querem nem saber.
Muitas vezes a gente chama o agredido, diz para ser forte, para ignorar, porque pouco podemos fazer, porque a crueldade vai continuar existindo. As vezes é uma forma de dizer "Ei, você não está sozinho, pode falar comigo!".
Estou desenvolvendo um trabalho de incentivo à gentileza, ao respeito. Mas os alunos continuam se agredindo.
Numa escola pública os agressores quase nunca são expulsos. A família se omite, muitas vezes até agride o filho, aluno agressor, que reproduz o comportamento.
Num caso de agressão física, o professor nem pode separar briga, por causa de consequencias legais.
Diante disso, que milagre a escola pode fazer além de preencher advertências e suspender os alunos?

Anônimo disse...

Meu primo passou a vida inteira sofrendo bullying. Estudávamos na mesma escola e, como sou mais velha, eu me interferia algumas vezes quando podia. Ainda assim, não deu resultado. Ele sempre foi gordinho e sério (inclusive, ele era uma criança MUITO séria. Não costumava ser tão sorridente quanto as da sua idade) e os agressores se utilizavam disso para ridicularizá-lo. Meninas tiravam sarro da cara dele (tenho uma conversa de uma "dando em cima" dele apenas para brincar mesmo), meninos o humilhavam, batiam, trancavam-no dentro do banheiro, jogavam lixeira na sua cabeça. E a minha escola (que, por mais que eu ame até hoje, reconheço essa falha) NUNCA fez NADA de realmente eficaz. Resultado? Meu primo largou a escola, tem um TOC super violento e não se entrosa com ninguém. É revoltante para a nossa família ter um caso tão próximo. Minha tia se tortura diariamente com isso.

Beatriz Correa disse...

Eu não posso dizer que sofri bulliyng, pq não foi nada pesado, mas durante dois anos eu estudei em um colégio particular e, na época, meu corpo ainda estava se desenvolvendo.
Eu era magra, lisa, do cabelo cheio e indisciplinado (apesar de liso), e todas as meninas com quem eu andava já tinham corpo, a pele lisa, cabelos de comercial de shampoo...
Os meninos sempre me compararam com as outras, chamavam de "peitinho de limão", "cabelo bom-bril", "vara-pau"...
Eu normalmente não me abalava por conta dessas coisas, mas na época me senti frágil, especialmente pq juntavam cerca de 20 meninos, todos xingando e rindo, e as meninas ditas "amigas" ou não faziam nada ou riam junto.


Há uns meses atrás, em num ponto de ônibus, cruzei com um desses meninos na rua, 10 anos depois (o tempo não foi generoso com ele). Provavelmente ele não me reconheceu, afinal a "peitinho de limão" agora tem um grande par de seios, a "cabelo bom-bril" tem os cabelos bem hidratados, a "vara-pau" é gostosa.
Mas só sei que ele ficou me encarando até meu ônibus chegar, meio embasbacado.

Me senti vingada.

Anônimo disse...

Concordo com o primeiro comentário e com o do felipe, as pessoas adoram pintar como monstro sem coração apenas o atirador, mas e aqueles que humilharam, agrediram, diminuiriam e foram cruéis uma vida com o ele? Eles viraram anjinhos pq foram as vítimas da vez ? Não estou dizendo q esta certo descontar ódio em cima de inocentes (nem dos culpados), não acho certo agir com a mesma selvageria que foi tratado,só estou querendo dizer que ninguém nasce mal, algum motivo para tal atitude existe e dizer que só o atirador é o monstro da estória também não é certo

Amanda disse...

Estudei em escola particular, era bolsista, mas nunca sofri nada sério, só alguns garotos que me achavam feia mesmo. O que isso, que nem é tão grave, afetou em mim? Ainda bem que pouca coisa. O feminismo ajudou um pouco. Há alguns anos, eu achava impossível sair de casa sem maquiagem, hoje, não uso mais, só em ocasiões bem especiais. O desafio agora é sair da "escravidão do cabelo liso". Sou bem branca do cabelo volumoso e crespo, não consigo sair de casa sem chapinha.

Enfim, o que marcou a minha vida mesmo foi o cyberbullying. Confiei demais numa pessoa, fiquei nua numa webcam, "caí na net". Por sorte, isso não chegou a minha cidade, os que souberam, sei lá como, neguei veementemente. Isso acabou comigo por uns meses, entrei em depressão e tive uma coisa chamada "tricotilomania". No orkut, eu era a vadia, puta, etc. Felizmente, superei rápido, minha vida está maravilhosa. Porém, isso faz parte do meu passado e é sempre ruim lembrar.

Mariana. disse...

Olha, gente, pelo amor né?

Eu me compadeço totalmente com as vítimas de bullying, acho que elas mereciam ter mais apoio em casa, na escola.. e acho que os praticantes de bullying deveriam ser punidos MAS NÃO COM A MORTE. JAMAIS.

Não é questão de sentir pena de agressores (bem fácil falar que todos os que morreram são agressores, os atiradores agem aleatoriamente na hora da adrenalina), é questão de proporcionalidade.

Além do mais, sou contra penas de morte.

Anônimo disse...

Eu sofri bullying na adolescência, mas nada comparado a outros casos que a gente escuta. Briguei com as minhas amigas e elas colocaram a classe toda contra mim. Eram provocações e ameaças diárias e umas duas vezes tentaram me bater, mas eu soube me defender.

Mas o irmão da minha melhor amiga tinha apenas 8 anos quando parou de estudar depois de ser ameaçado com canivete na escola. Foram anos de terapia e ele não conseguia sair de casa sozinho. Nunca vi esse menino sem que estivesse acompanhado pela mãe e pela avó, porque ele simplesmente não conseguia sair de casa sozinho, tinha pânico.
Pra compensar, ele fazia da vida da minha amiga um inferno. Ficava provocando e às vezes ficava violento. Minha amiga, por sua vez, que tinha apenas 12 anos e não tinha maturidade pra compreender o problema, se sentia rejeitada por causa da atenção que o irmão recebia por conta do problema. É uma coisa que não tem fim.

Depoimento disse...

Eu sofri bullying, pesado. Há cerca de cinco anos.

No começo era tranquilo, não gostava da escola mas tinha alguns amigos e ia relativamente bem. No primeiro ano que estudei naquela escola (2° do colegial) foi tudo tranquilo, sempre fiquei na minha. No último ano o inferno começou.

Eu, logo no começo, discuti com uma amiga. Fomos fazer um vestibular juntas em outra cidade, saímos a noite e, resumindo, ela se trancou no nosso quarto de hotel com um cara, disse pro amigo desse cara que eu ficaria com ele (e eu tinha namorado!) e além de eu ter que me livrar do outro cara, ela não respondia minhas batidas de porta. Isso até as 4:30 da manhã, eu sentada no corredor pra fora do maldito quarto. E aí nós brigamos feio, e a turma em que eu andava (incluindo a garota que eu dividia apartamento com) ficou do lado dela.

E a briga se alastrou, e uns amigos dela passaram a me xingar. E eu sempre fui bocuda e revidava. Também comecei a andar com pessoas que sofriam bullying e entrei na dança. E eu não ficava quieta, e é tão ruim quanto. Não tem uma maneira de ganhar nessa situação, simplesmente.

Eu já estava no início da minha depressão (essa é graças à minha mãe), em um relacionamento extremamente abusivo e minha auto estima era baixa. E na escola tudo só piorou e se tornou o inferno diário.

Era gente me xingando o tempo todo de "gorda", "feia", "vadia"..gente que quis bater em mim, que me tratava mal, que jogava coisas em mim. E isso acontecia tão ruim quanto ou pior com outras pessoas. Aquele colégio todo é um inferno.

E no bullying se valida todos os preconceitos. A escola era particular e cara, a ÚNICA aluna negra de lá era bolsista e era extremamente xingada. Pra não falar dos que estudavam lá mas não eram de famílias tão ricas assim, dos que são homossexuais, gordos..

De todos os infernos que aconteceram lá, culminou que no fim do ano cinco caras tentaram me bater do outro lado da rua em frente ao colégio. A coordenadora, a priori disse que o colégio não tinha qualquer "responsabilidade" nisso por que foi "fora" do colégio. Mas quando um desses caras me ameaçou na biblioteca depois e eu reagi gritando e chorando, ela simplesmente aumentou todas as minhas notas no sistema para eu não ter que fazer mais nenhuma prova (tinha ficado em recuperação em muitas matérias, nem tinha mais motivação para estudar) e não precisar mais ir pro colégio, para não serem processados.

Na última vez que eu saí desse lugar eu escutava gente me xingando atrás. Eu simplesmente corri, aliviada por um momento como se tudo aquilo tivesse finalmente acabado, mas o meu inferno pessoal ia só começar.

Depois disso desenvolvi sindrome do pânico, a depressão me desmoronou de vez, fui estuprada. Tentei suicídio várias vezes.

Hoje depois de terapia eu estou bem, mas sempre que minha mãe (e ela adora falar isso) que bullying não é nada a gente briga em casa. (minha mãe tem problemas bem grandes e é causadora de vários dos meus, infelizmente). E eu passei por isso, sim. Mas sinceramente, não precisava, ninguém precisa.

A conscientização tem que existir, e urgente. E a PUNIÇÃO JUSTA dos agressores. Os colégios não podem mais ignorar o que está acontecendo!

Por fim, semanas atrás ocorreu algo engraçado. Sou de uma ong agora, e saí com um amigo de lá para ir ao cinema. Na fila ele cumprimentou um colega da faculdade. E pasmem, era um dos caras que me xingava no colégio. Ele me reconheceu e mal conseguia olhar nos meus olhos.

Deu vontade de perguntar se agora ele ia me xingar de "gorda", ou se sem a patotinha rica e fútil da escola ele não tinha coragem. E realmente, essas pessoas não tem nenhuma coragem.

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Eu vi o filme Depois de Lúcia esses dias. Não consigo tecer mais comentários mas vocês podem perceber o quanto ele me remete a muito do que eu passei, mesmo que não tenha sido a mesma situação.

O filme é chocante, repugnante e é bom que assim seja. Sem censura do que é a tortura física e psicólogica que acontece nas escolas.

Luiza disse...

""A vitima deve tentar tornar-se menos timida e mais sociavel com os colegas de classe e tentar se encaixar""

É xingado, apanha? Culpa sua, quem mandou ser gordo/feio/míope/preto/inteligente/gostar de x? Se fosse bonito, interessante, extrovertido, não sofreria nada.

Qualquer semelhança com "Foi estuprada? Quem mandou sair á noite/usar saia curta/usar batom vermelho/ficar bêbada" não é mera coincidência.

A verdade é o que já falaram. Todo mundo acha que o perseguido merece sofrer, porque quem mandou ser tão esquisito, tão estranho, tão FREAK. Por que não se encaixa no padrão ou morre tentando? Fica aí, exibindo sua feiura, gordice ou seja lá o que for em público, na escola cheia de menininhas bonitinhas e menininhos fortinhos. Vai sofrer, mesmo.

Larissa disse...

Olha, pro pessoalzinho ai tendo empatia pros meninos do Columbine, não há consenso sobre eles terem feito o massacre em resposta a bullying, muito pelo contrário... É só pesquisar.

Fernanda disse...

ô Larissa, eu tava aqui justamente me perguntando isso... nunca tinha ouvido falar que columbine tinha sido resposta à bullying. Que bom que você esclareceu.

Apesar da raiva que eu também sinto, não so de quem me agrediu mas de quem agrediu todos aqui, eu não penso nem por um segundo em agredi-los de volta, sobretudo com a morte. Num quero me tornar um deles de jeito nenhum.

Acho que é preciso que seja tratado como crime (não tenho informações legais sobre isso) com punições severas. Prisão inafiançavel, isso sim.

Anônimo disse...

Sofri bullying desde muito pequeno. De fato, talvez dos quatro até os vinte anos(quando me mudei) sofri bullying intenso.
Minha mãe nunca fez nada, pois por ser muito pseudoreligiosa ela acreditava que era uma provação de Deus.
Meu pai era do tipo que falava para eu não arrumar problema pra ele que ele tinha mais o que fazer.
De fato, no ginasial eu era agredido quase todos os dias, moralmente e fisicamente.
Sempre que eu me defendia, eu recebia advertências e minha mãe ficava chorando que eu não devia reagir.

Resultado? Hoje em dia tenho ataques de ódio e pânico, bem como muitas vezes não consigo sentir empatia, e às vezes saio de mim e começo a fazer crueldades sem fim.

Uma vez eu discutindo com minha mãe comecei a humilhá-la, ela que era cardíaca, começou a passar mal. O que eu fiz? Continuei atacando ela e humilhando ela até ela ter um infarte e perder a consciência. Eu não sentia dó e nem pena, era só prazer. Apesar de saber que era errado, eu simplesmente não conseguia parar. Eu simplesmente liguei para emergência que vieram salvá-la enquanto eu ia fumar um cigarro na praça e pensar na vida.

Muitas vezes eu descarto amigos quando sinto que eles estão próximos demais, mas os descarto atacando todos os pontos fracos que eles me confessavam ou que eu percebia.

Apesar de tudo, não consigo ter a menor auto estima. Não tenho ânimo nem para tomar banho, e costumo às vezes passar mais de um mês sem tomar banho e nem escovar os dentes. Nunca namorei, nem ao menos beijei(tenho 24 anos), sempre me achei muito feio para namorar, tenho uma extrema timidez com mulheres e só consigo me aproximar delas se for para discutir com elas e humilhá-las.

Ás vezes costumo impulsivamente praticar pequenas maldades como fazer crianças tropeçarem enquanto brincam ou fazer fakes de homens atraentes na internet e marcar encontro com garotas online somente para as deixar esperando feito tontas.

MonaLisa disse...

Não posso dizer que sofri pelo bulying. Da 5ª até a 8ª série eu tinha um apelido na escola, as vezes eu ficava depre quando era o centro das atenções.

Quando fui pro 1º colegial e iniciei minha vida sexual, escolhi um cara bem distante do meu circulo social justamente pra não ser rotulada de vadia, mas não adiantou nada. O maluco tinha um amigo, o H, que estudava na mesma escola, só que em outro período e o H contou pra escola inteira que eu transei com o cara e que transei com ele. Eu não sabia nada até ai, e o H ficava me ligando querendo sair comigo e eu fiquei sempre enrolando.

Eu percebi que tinha algo estranho quando ia fazer Educação Fisíca no outro período e o H ficava na grade junto com os outros meninos que estudavam comigo e que me conheciam desde criança, a nerd, virgem que a mae levava na escola, eu percebia ele me apontando e os outros fazendo cara de espanto, como se não acreditassem que eu tinha me tornado uma 'vadia'.

No outro ano, me colocaram na classe do H, pro meu ódio. Mas já no primeiro dia quando ele veio falar comigo, eu sai andando e deixei ele falando sozinho. Eu fingia que ele nem existia, apesar de ele sentar do meu lado, ele me chamava e eu fingia que não escutava, até que ele desistiu. Tinha um amigo nessa sala que sofria bulying por causa dele e eu me aliei a ele e aprontamos altas com o H. Uma vez, queriamos que ele fosse suspenso, e combinei com meu colega de colocar baratas mortas no meu fichário e jogar a culpa nele. E acabou que o H acabou voltando na sala com 2 amigos e a inspetora viu, não teve nem como eles negarem e eles foram suspensos mesmo.

Mas o mais incrível, é como o tal apelido que eu tinha sumiu, ficavam com slut-shumming,mas eu nem ligava afinal, eu tinha vida sexual, enquanto os cabaços não. Mas não sei se o apelido sumiu pelo fato daqueles outros idiotas acharem que eu iria transar com eles.

Anônimo disse...

Olha, eu acho ridículo quando falam que bullying forma caráter.
O que forma caráter é sempre batermos na mesma tecla e propagar tolerância e respeito entre outras pessoas.

Eu não cheguei a sofrer bullying pesado em comparação ao que algumas pessoas aqui nos comentários relatam, mas ainda assim afetou minha auto-estima por muito tempo e hoje ainda tenho seqüelas.
Detalhe, eu sou branca, do cabelo liso, magra, tudo o que está dentro dos padrões de "normal". Mas quem disse que isso tem a ver? A única coisa era que eu tinha problemas de dicção.
Eu falava pra família que não gostava do colégio e ninguém dava moral, falando que isso era coisa de criança.
Sempre me falaram pra ignorar mas não resolve nada. Daí eu revidava fisicamente. Hoje eu não tenho o vigor físico que tinha nessa época, mas também esse tipo de provocação parou.
Hoje eu não tenho mais problemas de dicção, mas moro em uma cidade pequena e eventualmente cruzo com algum babaca com quem estudei nessa época na rua.
Isso era em escola particular. Quando estudei em escola pública foi a mesma bosta também.

Koppe disse...

Bom, nesse assunto eu sou bem direto. Passei por isso por muitos anos. Muitas e muitas vezes eu revidava com palavras e acabava em violência, quando eu apanhava porque não sabia brigar, e era mais novo, menor e mais fraco que os malandros que gostavam de zoar os mais quietos.

Isso só começou a mudar, acho que eu tava na sexta série, no dia que eu desci a porrada em alguém que me perseguia. Não falo em empurrões e tapinhas, falo em ir pra cima, sem dó, sem medo das conseqüências, com vontade de ferir. O outro é mais forte? Usa pedra, usa pedaço de pau. É mais rápido? Pega ele quando estiver distraído. No dia que fiz isso, perdeu a graça, começaram a me respeitar.

É o único conselho que dou quando alguém me diz que está sofrendo bullying: revidar na mesma moeda.

Como já disseram em comentários acima: falar com professores não adianta absolutamente nada. A grande maioria dos professores e professoras não dão a mínima. Bullying é visto como parte do status quo: enquanto alguns tão batendo e outros tão apanhando, normal; quando os que estão apanhando começam a revidar, a coisa pode tomar proporções maiores e sair do controle, por isso é melhor evitar que aconteça colocando a culpa neles, pra que se mantenham no seu lugar. Simples assim.

Eu tive nos primeiros anos uma imundície que chamavam professora, que era muito amiga dos que praticavam bullying contra mim, e ela vivia dizendo as mesmas merdas de que era culpa minha, de que eu não devia revidar pra "não colocar lenha na fogueira", de que eu devia me integrar mais, ser mais sociável e aprender a melhorar nos esportes.

Me integrar com aqueles montes de merda que se divertiam humilhando os outros? Não, obrigado. Não revidar e aceitar humilhações unilaterais? Não, obrigado. Esportes? Não, obrigado, é um direito meu não gostar.

Enquanto fui nesse papo, o problema não melhorou em nada. Anos depois, quando comecei a fazer exatamente o contrário, resolvi.

É assim que se deve entender o praticante de bullying: macacos inúteis que não merecem nem bom dia. É assim que se deve reagir ao bullying: evitando ao máximo interagir com quem tenta praticar e com quem ri junto com esses (muitas vezes toda a turma); não é o isolamento que causa o bullying, é o bullying que faz a gente ter vontade de se isolar. Se afastar, fingir que não existem, não responder quando chamam, não falar com eles e não responder se forem falar contigo. De gente que não presta é melhor ficar longe. Se a interação for impossível de se evitar, parte-se pro revide, em palavras ou agressões físicas. Quem começa a briga é o culpado pelas conseqüências dela, não tenha pena de ferir quem te agride. Se não der pra revidar na hora, busca vingança depois. E se cuidar muito depois disso, porque esses que praticam bullying costumam se considerar superiores, acima da gente, na cabeça deles eles podem humilhar e agredir os outros, mas ninguém pode fazer o mesmo com eles.

Sei que minha opinião parece meio individualista e propagadora da violência. Mas a única visão que conheço do problema é essa, até o momento não conheço outra solução que funcione a curto prazo, mudanças socio-culturais funcionam bem na sociedade e na cultura, mas levam gerações, não resolvem o problema do indivíduo que tá passando por isso agora e precisa de ajuda urgente. Se conhecem outra solução a curto prazo para apresentar pra quem tá tendo esse problema, ficaria muito feliz.

Não estou falando em teorias, foi coisa que fiz, que aprendi na prática. Com esse tipo de gente que pratica bullying não existe negociação, respeito, eles não têm empatia, não sentem piedade. A única forma que conheço de lidar com eles é agindo com eles da mesma forma. Pra mim funcionou, é isso que posso aconselhar e recomendar.

Rafaella disse...

Tenho que concordar com o comentário da Mariana, até que enfim alguém disse isso! Que história é essa de não sinto pena dos alunos assassinados? Vocês surtaram? Na boa,gente, vão fazer uma terapia intensiva. Sério. Em primeiro lugar, independente das circunstâncias, nada justifica um assassinato tão covarde sem qualquer chance de defesa da vítima. E outra (na boa, pessoal surtou mesmo), como diabos vocês dizem que a criatura merecia morrer? Vocês conheciam os alunos assassinados, sabem da história deles DE VERDADE? É só saber um pouquinho, eu disse UM POUQUINHO da história de Columbine pra ver que teve muita gente aleatória morrendo ali. E aquele ataque contra a escola infantil ano passado também nos EUA, se justifica também simplesmente pelo fato de o assassino ter sofrido bulllying? Ah, pelo amor!

Anônimo disse...

Quer dizer que uma disciplina de Diversidade e gêneros ajudaria as pessoas a respeitarem mais o próximo? Olha, se as crianças aprenderem diversidade tanto quanto aprendem português e matemática, estamos lascados...

Maria Valéria disse...

Lola, os filmes que vc cita estão disponíveis para alugar ou para comprar ?beijos.

Rapha disse...

Como EDUCADORA trato o bullying como coisa séria. Eu já sofri bullying e acho que é meu dever como professora e "chefe" da sala combator com todas as minhas forças o ato. É realmente lamentável que algumas crianças ainda sofram e se matem por isso :(

L. G. Alves disse...

Sofri bullying na escola desde que entrei nela, lá no comecinho. E não entendia os motivos de ser perseguida e xingada. Eu era tímida e não sabia como reagir. Deve ser por isso que eles tinham mais vontade de continuar com aquilo. Era uma tortura. Eu odiava a escola. Odiava ir pra lá, mas era forçada a isso. Meus pais não sabiam de nada. Eu não me abria com ninguém a respeito. Tinha vergonha. Mudei de escola e continuou a mesma coisa. Eu tinha problemas em casa e quando chegava na escola também encontra problemas. Sofri bullying até de professores. Algo me impedia de ter uma reação , de dizer algo, de parar com aquilo. Acho que era a minha pouca autoestima. Então fui a vitima perfeita por anos até que resolvi sair daquela turma. Levei bomba de proposito. E meio que depois as coisas melhoraram, fui ganhando coragem. Pois é, após todos aqueles anos eu me posicionei e fiquei mais forte. Sobrevivi, mas com marcas. Hoje lembro, às vezes, de tudo e como eu era solitária e triste.

L. G. Alves disse...

E continuando...Sabe, quando penso no passado eu fico imaginando a cena...se eu, de agora, estivesse lá. Tudo seria tão diferente. Ah, gostaria de ser o que sou hoje naquela época. Eu saberia o que dizer e fazer. Eu saberia me defender e colocar aquela “gente” em seu devido lugar. Hoje eu tenho até raiva de mim porque eu não reagia, não conseguia me defender. Eles conseguiam me atingir tão facilmente naquela época! Tenho a fantasia de encontrar aquela “gente” para que vejam como eu sou hoje.

Patricia disse...

Gente,só para tentar esclarecer mais um pouco sobre os meninos de Columbine.

Há alguns poucos relatos de que eles sofriam bullying, por parte dos 'jockers'. Porém, até onde eu sei, eles praticavam bem mais do que sofriam, inclusive descriminavam colegas por serem negros,acima do peso ou pela escolha religiosa.

O problema é que um dos garotos sempre foi instável e agressivo, inclusive já tinha tido outros problemas com a lei relacionados a comportamento violento, e depois que ele mudou-se para o Colorado e conheceu o outro garoto, eles começaram a ter esses 'delírios de grandeza' e planejar o massacre.
Para quem quiser saber mais sobre Columbine,eu indico ler Why Kids Kill-Inside the minds of school shooters(não sei se tem tradução,mas vc pode encotrar o livro em inglês online:)

Não estou simpatizando com os bullys, pelo contrário, acho simplesmente deplorável você infernizar uma pessoa por ela não se encaixar a um padrão ou por qualquer que seja o motivo.
Acho necessário que punições sejam atribuídas e que as escolas não façam vista grossa, mas nunca com violência e assassinato,por favor.

Eu sei que o que as pessoas sofrem nessas situações é de uma violência sem tamanho e que no lugar delas, eu provavelmente também iria querer vingança.
Mas por experiência própria em outras situações, não deixem a raiva tomar de conta da sua vida, sigam em frente, que é a melhor vingança.

Maria Valéria, nunca achei Bully para alugar/comprar/download ,mas Depois de Lúcia, eu assisti online no movie2k.com ,com as legendas em inglês. Se não tiver lá no início da página, procura no site 'After Lucia' que você encontra:)

Anônimo disse...

Alguém aqui já reencontrou um bully depois de muito tempo? Passei por essa experiência e não soube como agir, fingi que não conhecia ele. Não quis demonstrar que a presença dele me incomodava. Sofri um bulying mais leve comparado a de outros, me apelidavam e pertubavam, mas nunca fui agredida. Fiquei me sentindo imatura e ridícula por ter essa reação depois de 10 anos.


ps: MonaLisa você é foda. Beijos.

bianca disse...

ainda me surpreendo com a burrice como essa da amanda que comentou aqui,que fica pelada na cam,sendo gravada e acha que n está correndo risco.
eu não faço isso pra ninguém,nem pro meu marido.

rafael disse...

eu não tenho pena mesmo,que morram,essa cambada n tem pena e nem compaixão de ninguém,sentem prazer em humilhar os outros sem motivo nenhum.
por que a gente deve ficar com dó deles? eu n teria coragem de fazer isso,senão,já teria matado quem me humilhou na escola,mas se acontece eu não me importo.
achei muito foda,o video do garoto australiano batendo no infeliz que infernizava ele,o babaca saiu mancando.

o que me deixou mais revoltado,foi que vi um programa uma vez sobre isso e tinha uma psicologa que deve ser de 5º categoria,dizendo que quem comete bullying não tem idéia do que faz!
alguém no mundo gosta de ser pisado? como esses lixos n sabem o que estão fazendo?
os desgraçados que me perseguiam eram coitados?quase vomitei.

Maria Valéria disse...

Obrigada, Patrícia.vou procurar.;)) beijos

Luiz F. disse...

Olha, tô vendo uns comentários bem terríveis aqui hein? Se identificar com os Columbine? Sério? Olha, eu realmente acho que entrar numa escola com uma metralhadora, atirar em umas 50 pessoas e depois em si mesmo não seja a melhor maneira de resolver o problema.

Quando o assunto é bullying, todo mundo tem uma história ou já foi zoado algum dia. Mas eu vejo muita pouca gente falando do outro lado, o dos valentões. Lembro que na terceira ou quarta série, tinha um muleque que era o capeta em forma humana na minha escola. Ele era de uma outra sala, mas todo mundo sabia das coisas que ele fazia. Ele não exatamente zoava os outros, com ele a coisa era mais a agressão. Pra apanhar dele, só haviam 2 requisitos: ser menino e estar na frente dele. Graças a Deus eu nunca apanhei dele, mas vi um amigo do meu lado levar um soco na cara simplesmente por ter passado na frente dele.
Todo mundo odiava ele, mas ninguém tinha coragem nem de falar com ele. Diretores e inspetores não resolviam nada. Mais ou menos uns 2 anos depois, lembro que vi ele na minha nova escola. E estava completamente diferente: havia virado praticamente um anjo. Era difícil até de acreditar. Aí eu fiquei sabendo, que ele tinha feito um tratamento psicológico depois que os pais se separaram. Esse garoto assistia diariamente a mãe ser espancada, e era até espancado pelo próprio pai. Veja bem, eu não estou dizendo que o que ele fazia era certo, mas é correto condenar um bullie? Matar um bullie?

Reflitam.

Anônimo disse...

Rafael

a maioria das pessoas que comete bullying na escola não tem noção do que faz. São crianças e jovens que reproduzem o comportamento do grupo e muitas vezes algum comportamento que existe em casa. Se perguntar para a maioria deles, não vão saber responder pq agridem, xingam e humilham.

Não é que sejam anjos inocentes. Tem algo muito errado com eles, e por isso mesmo, precisam de ajuda.
Claro que para as vítimas de bullying é muito difícil entender isso, afinal estão em uma situação vulneravel. Só que os adultos envolvidos precisam saber a única maneira de combater essa praga é tratar os agressores.

Anônimo disse...

Lembro que na escola as vezes que fiquei triste ou chorei por brincadeiras idiotas sempre tinha um professor dando risada da brincadeira e nada fazendo para evitar.

Anônimo disse...

Tive muita sorte na escola. Eu não era popular nem os meninos olhavam pra mim (isso me deixava com uma insegurança/invejinha), mas era uma dxs alunxs mais respeitadxs por ser forte e inteligente (tb não era feia), nessa parte era muito legal. hehe
Engraçado... eu sempre achei errado as perseguições que o povo fazia com uma ou outra pessoa da classe, gostava de adotar os perseguidos (não como pets, mas como alguém que precisa de cuidados/proteção), alguns viraram amigos, mas a maioria mudava de escola.

Minha irmã sofreu muito por causa da dislexia e TDAH, a professora chamava ela de burra, dizia que não ia passar. Ela pensou em desistir do colégio. Foi uma briga dos meus pais na escola. Eles conseguiram melhorar um pouco a situação, mas o estrago tava feito...

Vejo que a situação não mudou nada em mais de 10 anos. Meu marido trabalha em uma escola pública e tem nojo da sala dos professores e coordenação. Parece que há uma competição para ver quem é mais escroto com os alunos do tipo "quer ver como consigo fazer aquele aluno se mijar?". É de dar nojo mesmo...

Recomendo fortemente a quem sofre bullying e tem total apoio dos pais a ameaçarem a escola com processo/escândalo, principalmente se for particular. Parece que essa é a única forma de fazer eles ficarem com medinho e realmente agir.

Anônimo disse...

Sabe Lola, não sei nas classes mais ricas, mas na periferia, na epoca em que eu era criança, há uns 15 anos, os pais ainda diziam para os filhos: Se você apanhar na rua, vai apanhar em casa também. Como uma forma de obrigar o menino a se defender. Agora imagine, uma criança que passava por todas as humilhações na escola e ouve isso de um pai, como iria reagir?

LOVE MAKES A FAMILY disse...

Por essa e outras é que nós desistimos de ter filho. Colocar um ser humano neste mundo cada vez mais sem valores humanistas, sem amor, é uma luta, ainda mais quando você tem um senso de justiça apurado.
Eu nunca sofri esses problemas na minha infância e adolescência. Porém, hoje, adulta, na casa dos 30 anos, depois de escrever em um blog,...Nossa, que é a maldade humana! Fechei o blog porque não suportava mais ler tantos recados que, para mim, só podem vir de uma mente doente, vazia e zero de bons sentimentos. Como conseguem dormir???!!!
Quero ficar da escrotice humana. Quando você tem filho, as preocupações e o sofrimento aumentam: Ou seu filho pode sofrer bullying, ou ele pode ser o agente. E como fiscalizar a vida de um adolescente 24H? Será que só diálogo adianta? Será que bater até ficar com dores no corpo, adianta, como era na minha geração? Será que terapia adianta? Será que sei lá mais o quê adianta em uma sociedade cada vez mais egocêntrica, de pais ausentes pela força do trabalho que exige cada vez mais das pessoas? Você dá uma educação para teu filho e, de repente, vai lá saber que tipo de gene ele herdou e,assim, pode ser uma pessoa má,fria, mesmo que você não seja? Sei lá, são tantas perguntas que o melhor é não ter filho e ser leve, sem as preocupações de milhares de pais pelo mundo afora.

EU TENHO MEDO DESTA E DAS FUTURAS GERAÇÕES, LOLA!

Anônimo disse...

Acontece que criança ainda não tem freios sociais/morais/etc, se os adultos responsáveis não dão exemplo e/ou recriminam a criança, vão crescer assim... muito triste.
Escola tem que intervir sim!
Deixar claro que, se em casa os pais toleram, na escola e na sociedade determinado tipo de comportamento não será tolerado.

Anônimo disse...

Lola as vezes penso que nossa sociedade não vê crianças e adolescentes (sobretudo crianças) como seres humanos.
Pois veja, quantas pessoas falam sem pudor AH EU ODEIO CRIANÇAS, viram a cara para crianças em restaurantes, falam com desprezo, enfim a empatia é minuscula, então parece que o que elas sofrem é só brincadeira de crianças ou é pequeno d+ ante os problemas dos adultos.



Eu não sou mãe, portanto não estou tomando partido de uma causa minha propriamente dita entende?!, é a percepção que tenho, as pessoas falam como se criança não fosse gente, fosse só um projeto que não merece tanta atenção assim.

rafael disse...

é incrível como sempre arrumam uma desculpa paras as atrocidades que as pessoas fazem.
ter um lar conturbado e violento n explica a ação desses lixos que praticam bullying.
quantas pessoas n vem de lares assim e nem por isso são violentas? e outras q vem de lares bons mas viram marginais e são violentos?

eu apanhei bastante pq era gordo e nem por isso sai descontando em todo mundo ,como no caso q falaram aqui,que o cara batia em qualquer um pq na casa dele era assim.
criança pode até ser q n tenham noção mas os fdp de 17 anos q me perseguiam nem tinha idéia do que faziam?? é ruim hein!
sabiam muito bem, eu via a cara de alegria deles enquanto me batiam,isso só acabou depois q começei a fazer karatê para me defender,ai bati neles sem piedade,nunca mais mexeram comigo,se eu fosse doente igual a eles, podia ter começado a perseguir eles tb, mas n fiz isso.

Anônimo disse...

O engraçado é que ser um menino branco não é garantia de segurança contra bullies. Do mesmo jeito, não quer dizer que meninas ou negrxs nunca vão praticar.

Sofria bullying na escola, mesmo sendo um menino branco. Aquele mesmo perfil que falam que é o ser malvado comedor de criancinhas, opressor e destruidor de tudo o que é vivo. E como era franzino, as meninas também se sentiam à vontade para cometer bullying. Negros? Well, eu estudava em uma escola pública, então negros não faltavam ali para cometer bullying também.

E estando nesse perfil, percebi que não adiantava compartilhar a história com outras pessoas: elas, de um jeito ou de outro, sempre protegiam o bully.

Os meus pais adotavam a política "apanhou na rua? vai apanhar dobrado em casa". Os professores sempre relativizavam o comportamento deles, "é só ignorar que para". Nunca parava, só piorava. Os bullies sempre apelavam para a violência física. E se eu reagisse à violência física, além de chegar todo quebrado à diretoria (até porque era sempre 7, 8 contra um), a confusão geralmente só tinha um punido: eu.

Nunca vi umx bully sequer sendo punidx, até porque as diretorias SEMPRE caiam naquela ladainha do "ele provocou", "ele pediu". Sim, aquela balela de culpar a vítima, acontecia direto comigo. Ah, e eu levava duas surras quando chegava em casa, uma por ter apanhado e outra pela punição da diretoria.

Mas já pude constatar que para sofrer bully não é preciso ser parte de alguma minoria. Basta parecer fraco e não ter quem te defenda.

Maria Valéria disse...

Nao lembro quem perguntou se alguem ja reencontrou um bully na vida adulta e como foi,
Bom, eu ja,
Quem quiser saber mais sobre minha historia, procura no meu blog, um post sobre bullying publicado em 16 de setembro do ano passado.
Reencontrei, principalmente nos encontros de turma - e o ultimo ,do colegial, eu que organizei,
Nao foi ruim, nao,Foi uma maneira ótima de fazer as pazes com meu passado.A grande maioria das pessoas que me atormentava cresceu, amadureceu,e acabaram virando meus amigos, conversaram comigo no encontro com muito carinho,entenderam que erraram lá atras ao me xingar.Acontece!!! Demorou muito, mas perdi o rancor dessas pessoas,guardo carinho por quase todos- isso hoje,
Claro que tem um ou outro que nem olha na minha cara, que nao fala comigo, que nao da o braço a torcer que a adolescência ja passou, mas esses são poucos.E esses eu ignoro.
Tambem percebi , nos encontros de turma, que eu era querida pelos colegas , de modo geral.Os que brincavam e me enchiam o saco, no fundo,gostavam de mim,.com algumas exceções.Mas tinha gente que sofreu bullying muito mais severo do que eu dos mesmos colegas, tanto que essas pessoas nem quiseram ir no encontro de turma,eu respeitei.
Eu levava tudo muito a serio,podia ter relaxado e aproveitado mais a época da escola- mas claro que isso nao e desculpa para terem feito o que fizeram comigo.inclusive o post foi com a intenção de alertar quem tem filhos para que nao deixe acontecer da forma como aconteceu comigo,
No encontro de turma, todo mundo elogiou eu ter organizado o encontro, porque fiz tudo direitinho e nao dei nenhum furo!! Ganhei ate presentinho de colega de classe que quis me agradecer pela dedicação em ter organizado,ido atras de chacara, buffet,ter mandando mail, telefonado, etc.
Fiquei ate famosa na minha escola por ter organizado, tanto que um aluno de outra turma entrou em contato comigo e veio pedir dicas para o encontro deles, ja que disseram que o que fiz foi um sucesso..rsrsr,
Ja com o pessoal da faculdade, acho bem mais complicado.Ja eram adultos e ja sabiam muito bem o que estavam fazendo, especialmente por serem estudantes de medicina.Na faculdade, o bullying foi muito pior, porque nao me xingavam, mas me davam gelo e nao falavam comigo.Na faculdade, numa sala de noventa alunos, so tive UMA amiga, que nao por acaso e uma das melhores amigas ate hoje,.do resto, nao quero saber muito nao,Tinha quase todos adicionados n facebook,( da faculdade), mas ano passado exclui a maioria. E devo ter deixado na lista de meia dúzia a dez, no maximo,incluindo a minha amiga,( ela sempre vai ser VIP, rs) Nao quero saber muito desse povo, nao,nem tenho boas recordações.
O povo do colégio, ao contrario, tenho quase todo mundo adicionado e virei a pagina para uma vida melhor,
Claro que para me libertar disso tive que viver outras coisas, passar por outras etapas, conhecer coisas novas...;))
Se o seu bully estiver disposto a ser seu amigo hoje, por experiencia própria, aconselho a aceitar, a nao ser que ele tenha te feito algo de muito grave mesmo,tipo violencia fisica , ou outras coisas que so você vai poder avaliar o quanto repercutiram em vc,assim como tem pessoas entre meus bullys que nao consigo desculpar e que nao quero ver nem pintado de ouro( entre esses mais os da faculdade do que da escola)
Fez muito bem ter feito as pazes com meu passado e com a maioria dos bullys.
Acho que ate vou escrever um post sobre isso no meu blog, sobre essa superação,,;))
Beijos, espero ter ajudado alguem,quem quiser ler meu relato, ta no meu blog,.




MonaLisa disse...

Anônimo disse...

Alguém aqui já reencontrou um bully depois de muito tempo? Passei por essa experiência e não soube como agir, fingi que não conhecia ele. Não quis demonstrar que a presença dele me incomodava. Sofri um bulying mais leve comparado a de outros, me apelidavam e pertubavam, mas nunca fui agredida. Fiquei me sentindo imatura e ridícula por ter essa reação depois de 10 anos.


ps: MonaLisa você é foda. Beijos.

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Eu até olho, mas não cumprimento. Eu também me sentia assim as vezes depois.

Mas era engraçado como a maioria da classe queria sempre ficar do lado dos bullies. Tinha uma amiga minha evangélica, a N, daquela que não corta os cabelos e ela tinha uma amiga que depois que mudou de lugar na classe, passou a excluir ela dos trabalhos em grupo.

Um dia o prof falou que a gente teria que fazer um trabalho em grupo e eu perguntei se ela ia fazer comigo e ela disse que ia fazer com a F.

Eu falei beleza e arrumei outro grupo, quando ela foi falar com a F, ela disse que não ia fazer com ela, pq ia fazer com as outras e a N ficou puta e pediu pra entrar no meu grupo e ai eu falei, ta vendo, vc considera a amizade dela e ela nem considera a sua.

Beijos.

Carolina Lucas Paiva disse...

Pra quem acha que os dois assassinos de columbine são "heróis" contra o bullying: além de haver controvérsias quanto aos motivos deles, um dos meninos que eles mataram sofria bullying e eles nem conheciam.
O pai desse menino que morreu inclusive disse que os dois assassinos não podem ser considerados como representantes do bullied, porque eles mataram um.

MonaLisa disse...

Luiz F. disse...


Lembro que na terceira ou quarta série, tinha um muleque que era o capeta em forma humana na minha escola. Ele era de uma outra sala, mas todo mundo sabia das coisas que ele fazia. Ele não exatamente zoava os outros, com ele a coisa era mais a agressão. Pra apanhar dele, só haviam 2 requisitos: ser menino e estar na frente dele. Graças a Deus eu nunca apanhei dele, mas vi um amigo do meu lado levar um soco na cara simplesmente por ter passado na frente dele.
Todo mundo odiava ele, mas ninguém tinha coragem nem de falar com ele. Diretores e inspetores não resolviam nada. Mais ou menos uns 2 anos depois, lembro que vi ele na minha nova escola. E estava completamente diferente: havia virado praticamente um anjo. Era difícil até de acreditar. Aí eu fiquei sabendo, que ele tinha feito um tratamento psicológico depois que os pais se separaram. Esse garoto assistia diariamente a mãe ser espancada, e era até espancado pelo próprio pai. Veja bem, eu não estou dizendo que o que ele fazia era certo, mas é correto condenar um bullie? Matar um bullie?

Reflitam.

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Eu também pensava assim. Até que fui fazer estágio em uma escola e tinha um moleque que era o capeta, batia em todo mundo, com pinta de aprendiz de bandido e tinha a familia aparentemente normal.

Outro, um fofo, quietinho, reservado, estudioso e a mãe dele usa crack e bate nele quase todo dia.

E como se explica esse comportamento? Passar por esses traumas deveria ser regra básica pra bullying, principalmente por mulher que são estupradas.

Lembra do caso da Dona Severina que foi 'dada' pela mãe pra ser estuprada pelo pai, e quando ela procurou o delegado, o mesmo disse que a culpa é dela?

Essa mulher tinha tudo pra ser uma bandida de primeira e não foi.

E dai que ele moleque tem problemas? Todo mundo tem. A sociedade viraria um caos se todo mundo fosse descontar nos outros por isso.

Acho que as escolas deveriam ter uma sala 'especial' com porta, sem janelas, sem carteira, sem cadeira e nem nada e quando algum bullie agredisse alguém, deveria deixar nessa sala sozinho. E ir colocando todos os agressores nessa sala e deixar eles se matarem.

Maria Valéria disse...

Embora eu concorde que o fato de uma crianca sofrer maus tratos nao justifica que ela desconte em cima de outras maltratando tambem, acredito que essas crianças devem ser tratadas com terapia; e que deve ser investigado o que esta acontecendo na familia,as vezes pode haver um problema mais serio,incluído agressão fisica e abuso.

Como eu disse em meu relato, muitas pessoas que foram agressivas comigo na infância mudaram: entenderam que erraram comigo lá atras e com outros colegas.
Um colega meu falou comigo sobre isso ha poucos anos, que achava bonito zoar os outros e depois percebeu que errou,hoje somos amigos,

Acredito em mudanças positivas, se vistas desde o começo, e nao pondo panos quentes, como fazem as escolas , principalmente as particulares, por medo de perder aluno$$ e mensalidade$$$ ...eu estudei em escola particular e senti isso na pele.
A faculdade, fiz publica, mas como a faculdade e preocupada com a parte tecnica, e nao com a pedagógica,( tao se lixando se tem bullying ou nao - nao e problema deles), nao adianta reclamar nem pedir orientação. A psicóloga da faculdade nunca tinha vaga e tive que buscar ajuda particular....

MonaLisa disse...

Terminei de assistir o Depois de Lúcia agora e to chocada. E fiquei imaginando o drama, o desespero que a menina passava pra não contar pro pai.

Spoiler abaixo:

Apesar de concordar que o pai tenha se vingado do fdp que filmou, acho que os outros também deveriam ser punidos, incluindo o gordo estuprador e aquele outro que fez xixi nela.

Mariana disse...

Lola, vc curtiu o fimel do filme.Depois de Lúcia?? achei tão sem fim...

Cláudia disse...

Acredito que a política da escola e a posição dos educadores em sala de aula tem grande responsabilidade nisso. Estudei em uma escola que, nos primeiros anos, tinha uma proposta construtivista. Era um ambiente tão legal, que eu e minhas colegas íamos para casa almoçar e voltávamos para ler na biblioteca, usarmos os laboratórios ou, simplesmente, ficarmos nos corredores batendo papo. Depois de um tempo saí dessa escola e dois anos depois voltei para lá. O clima estava completamente diferente. Tanto que eu e uma amiga fomos chamadas na secretaria para nos explicarmos se eŕamos ou não lésbicas, só porque andávamos sempre juntas (sendo que e eu e minhas amigas sempre andamos grudadas antes também). E o tratamento que nos deram foi de que nós é que estávamos erradas. Era a mesma escola, mas tinha mudado sua linha pedagógica. Agora ela estava muito mais voltada para estimular a competição entre os alunos, por causa de outras escolas mais voltadas para o vestibular, que tinham sido implantadas na cidade. Esse meu último ano nessa escola foi completamente diferente (e até meio traumatizante) do que eu tinha vivido antes e que tinham sido meus melhores anos de vida.

Carolina disse...

Dizem que isso passa. Não passa!! Qdo as pessoas dizem que o bullying contribui para a formação do seu caráter elas não estão nem um pouco enganadas. O bullying que sofri, sem nem mesmo entender direito o porquê, contribuiu incisivamente para moldar quem eu sou hj em dia. Mas suas contribuições não foram nem um pouco positivas, muito pelo contrário.
Estudei a minha vida inteira num mesmo colégio (um colégio religioso, por sinal), sempre fui a primeira da sala, a mais estudiosa,extremamente tímida e além do mais minha mãe sempre foi muito super-protetora comigo, o que fez com que todos ficassem, acho eu, com a impressão de que eu era "uma metida, filhinha da mamãe e cdf". Seja quais fossem os motivos, a verdade é que comi o pão que o diabo amassou desde a infância até a adolescência: era excluída de tudo, xingada pelos meninos e meninas, sempre chamada de feia e eu nunca conseguia revidar. Se eu comentava algo com meus pais ou professores, e eles tentavam interferir, as coisas só pioravam depois, pois os assédios psicológicos só vinham com mais força e ódio ainda. E o pior é que eu não podia sair desse colégio, pq por causa das minhas notas altas, sempre recebi bolsa integral, e eu sei que meus pais precisavam muito daquele alívio no orçamento. Me lembro até hj de um dia em que tive que ir na frente de todos do auditório, durante o culto religioso que sempre era celebrado todos os dias antes do nosso intervalo, receber no dia do meu aniversário uma carta (Algo que era comum, na escola, muitas pessoas recebiam cartas assinadas com felicitações de seus amigos)contendo todo o tipo de discurso de ódio e obscenidades contra a minha pessoa. Sinceramente, nesse dia eu juro que quis morrer e nunca mais voltar aquela escola, eles fizeram com que, durante anos, eu ficasse com medo e pavor do meu próprio aniversário, que além das ofensas costumeiras, eu ia ter que passar por aquilo de novo na frente de todos e numa data como aquela. Durante muito tempo, minha vida se resumia a chorar calada e fazer parecer com estava tudo bem, qdo na verdade, estava na mais profunda depressão. Graças a Deus, ou seja lá o que for, o ensino médio acabou, eu passei pra faculdade e as coisas realmente melhoraram um pouco, mas até hoje tenho muito medo de me aproximar das pessoas, fiquei com a impressão de que todos as pessoas são ou podem ser más e cruéis (especialmente as meninas) comigo e por isso, continuo sendo muito calada.
E só depois de muito tempo, consegui me achar bonita, pois minha auto-estima se tornou muito baixa, visto que tds sempre me diziam que eu era feia e eu acreditava plenamente nisso, achava que ia ficar sozinha para o resto da minha vida.
Ainda bem que ao me afastar desse ambiente que me fazia tão mal, as coisas melhoraram um pouco pra mim, mas as sequelas que ficaram dessa época jamais serão apagadas, por isso até hj fico absolutamente revoltada qdo vejo as pessoas dizendo que bullying é formador de caráter e que todos passam por isso, que é uma coisa normal da vida. Eu fui forte o bastante pra seguir em frente e ainda tenho os meus traumas, mas e qto àqueles que não conseguem vislumbrar uma perspectiva de futuro e decidem acabar com sua própria vida naquele momento por não aguentarem mais aquela vida miserável?? Ou pior, resolvem tomar medidas drásticas e violentas para acabar com essa situação, às vezes msm ferindo quem nunca teve nada a ver com aquilo?? É realmente isso que queremos para os nossos jovens???
Pra mim, Bullying é CRIME, e deve sim, ser tratado como tal!!! Cabe a nós, como sociedade, aos pais e professores e demais responsáveis, ensinar às nossas crianças que todos são dignos de respeito, e que ninguém tem o direito de ofender outro ser humano, e que isso não se constitui numa simples brincadeira inofensiva, mas numa maldade tremenda da parte de quem pratica e que, por isso, deve ser evitada sempre!!!!!!!

Lois disse...

Tem um outro filme (espanhol) chamado Bullying (muito original, hein). Em quesito filme ele é ruinzinho, mas a história é chocante.
Bullying é complicado pra mim, até porque passei por isso minha vida inteira (e ainda estou nessa). Até pouco tempo era "suportável", mas mudei de colégio nesse ano, e a situação é absolutamente deplorável. Já cheguei a considerar suicídio, não só por isso, mas porque além de tudo tenho uma relação familiar péssima. No colégio em que estudo (um dos mais famosos da minha cidade, e cujo apostilas estão no Brasil todo) são mais ou menos 50 alunos por turma. Na minha são 56. Desde o primeiro dia fui insultada, mas nada que não tivesse escutado antes e não pudesse aguentar, apesar de ser muito desagradável.
Umas duas semanas atrás tivemos uma aula livre, porque teríamos prova mas ocorreu um erro de impressão. Então passamos 50 minutos na quadra de Ed. Física, sem nenhum inspetor (como somos "grandinhos" a coordenação não acha necessário ter alguém o tempo inteiro). Tenho um problema no joelho e sou extremamente míope, então fiquei sentada na escada enquanto meus colegas jogavam. Um deles veio por trás de mim e me prendeu pelo pescoço. Quando estava quase ficando sem ar, um outro aluno (que também sofre bullying, então achei que iria me ajudar) veio na minha direção e começou a me beliscar. O primeiro me soltou, e eu caí no chão, foi quando uns três começaram a me chutar e um deles puxou meu cabelo (forte o suficiente pra deixar minha cabeça dolorida por dias). Minha sorte foi era a última aula e o sinal bateu, então eles foram embora também.
Fui pra casa, e no dia seguinte cheguei mais cedo pra falar com a coordenadora. Mostrei meus hematomas, mas ela disse que não podia fazer nada porque como ninguém responsável viu era a minha palavra contra a deles, e eu poderia ter me machucado pra culpar meus colegas. Absurdo, mas pudera: todos ali são filhos de advogados, médicos, juízes, policiais militares e federais, e eu só sou bolsista.
E o que aconteceu? Eu tenho que encontrar meus agressores t-o-d-o dia.

Maria Valéria disse...

Esse espanhol que sugeriram acima " bullying- provocações sem limites" eu ja assisti,
Vc encontra em locadora ou pra comprar.
So aviso que o filme e bem chocante,,,,eu dormi mal no dia que assisti

E na Espanha, pelo que vi no filme, bullying e passível de denuncia, tratado como crime e quem se omitir em denunciar tambem pode ser responsabilizado,
Acredito que em vários países da Europa tambem seja assim,
Bjs

Anônimo disse...

Sofri bullying severo durante 20 anos (ou mais!) de uma turma que incluía minha "melhor amiga". Hoje, tenho 34 anos, uma vida normal, estudei, trabalho, sou casada. Não converso mais com essas pessoas, mesmo morando ao lado de uma delas. Os resultados para quem sofre bullying são devastadores: demorei para descobrir que ia além do limite do tolerável para ser aceita por grupos, por exemplo. Sou alcoólatra em recuperação. O bullying só teve fim após eu ter sido estuprada por minha melhor amiga (um dia, vou te contar isso, Lola. Já escrevi ensaiando umas dez vezes!).
Os jovens preocupam muito, acho que os pais deveriam ser mais atentos com as relações e reações de seus filhos. Ser atento não vai evitar tudo, mas pode diminuir as chances de que o filho passe por isso sozinho. Aliás, a "solidão" de quem sofre bullying é imensa.
Eu tenho vontade que o tempo volte, todos os dias. E, lá no passado, reagir às ofensas, mudar de turma, ignorá-los, não ficar parada. Mas sei que não posso e procuro viver juntando os cacos de tudo isso.

Anônimo disse...

Lois,

Peça aos seus pais para tirarem você deste colégio. Se vc contar o que está passando, aposto que eles preferem um orçamento apertado! Mil vezes! Suas notas tbm podem garantir bolsa em outro colégio.
Outra dica: aprenda uma arte marcial para se defender, se vc puder. Existe solução para seu joelho? Se existir, faça de tudo, corra atrás. Um esporte vai fazer bem pro seu corpo, sua mente e sua autoestima!
Tente reagir! Lute! Faça isso por você!!!

Ass.: A moça que sofreu bullying por 20 anos, do outro comentário. :)

Maria Valéria disse...

Assisti ao filme depois de Lúcia nessa semana.

Ja vi, ja sofri e ja presenciei bullying, mas nunca vi um bullying com violência física como mostrado no filme,fiquei chocada.
Acredito que aconteça,mas por sorte nunca vi.
*** SPOILERS ***

Na hora que obrigam a menina a comer o bolo, pensava " vai, cospe tudo na cara deles, levanta dai, sai correndo !" ...
Vc tem razão, da vontade de levantar , entrar dentro da tela e interceder pela menina,
E vc viu que o filme mostra que no Mexico menores de idade nao podem ser interrogados pela policia ??
Bjs

Kientzel Rayleigh disse...

Eu sinto desprezo dos meus bullies. Bullying é um assunto que me incita muita raiva e indignação. Me dá vontade de ajudar quem sofre bullying, faze-los se tornar pessoas brilhantes ( mas como faze-lo ? eu mesmo estou tentando vencer o passado ) . Bullying é inaceitável, e quem pratica tem que pagar ( ou colher o que plantou ), seja através do própria vítima, ou da ação da Lei da ação e reação, a natureza corrigi-lo de forma implacável. Penso dessa forma mesmo sabendo que o meu bullying foi leve, apenas ataques a minha aparência de feio e aberração da natureza e etc ( Me arrependo profundamente de ter perdido anos no vicio de redes sociais e irc ). Poderia ter usado o bullying para me focar nos estudos, na própria melhora da minha aparência e afins.

Anônimo disse...

"Formar caráter"...é desculpa para mau caráter fazer o que quer.