domingo, 24 de fevereiro de 2013

GUEST POST: FEMINISTAS PROTESTAM NO JULGAMENTO DO NEW HIT

Esta semana que passou, como muitxs de vocês sabem, começou o julgamento dos integrantes da banda New Hit.
No dia 26 de agosto de 2012, na cidade de Ruy Barbosa, na Bahia, duas adolescentes foram estupradas por nove homens integrantes da New Hit, dentro do ônibus do grupo. As meninas se dirigiram ao veículo para pedir autógrafos e parabenizar um dos integrantes, que fazia aniversário. Lá, foram violentadas de forma brutal, com a conivência e também violência de um policial militar. 
Entre os dias 18 e 20 de fevereiro, também em Ruy Barbosa, aconteceu a primeira audiência de instrução. É o momento em que a juíza ouve vítimas, testemunhas, defesa e acusação. Como não foi crime contra a vida, os estupradores não vão a Júri Popular, são julgados pela própria juíza a partir dos materiais colhidos na audiência de instrução.
O julgamento começou, mas está longe de ser concluído. Foi adiado para setembro. E, por mais vergonhoso que possa parecer, a banda continuará fazendo shows pelo nordeste. Sim, eles estão faturando alto em cima da fama que conseguiram. A repercussão foi ótima pra eles. O estupro compensa -- é a mensagem que está sendo passada pela lerdeza da Justiça e o habeas corpus para que respondam em liberdade. Por isso é fundamental que haja protestos e boicotes aos patrocinadores em cada cidade que a banda for se apresentar. Todo o nosso apoio nas redes sociais é essencial.
Houve muitos protestos em frente ao fórum esta semana. Pedi a essas feministas, essas minhas heroínas incansáveis, que escrevessem um guest post contando como foi estar lá, lutando contra os estupradores, dando força pras vítimas. Maíra Guedes, 26 anos, professora e integrante da Marcha Mundial das Mulheres, na Bahia, atendeu o meu pedido.
Só queria dizer, antes de lhe passar a palavra, que tenho muito orgulho de vocês. Parabéns a todas essas meninas lindas, que tão bem representam o feminismo. Eu me sinto um pouquinho aí em Ruy Barbosa através de vocês. Obrigada pela luta

  
Depois de quatro dias em Ruy Barbosa, voltamos para nossas casas. Mulheres vindas de diferentes lugares da Bahia: Salvador, Feira de Santana, Itabuna, Cruz das Almas, Cachoeira, Vitória da Conquista, Juazeiro... Todas com os olhos vibrantes, olhando umas para as outras com muita admiração, carinho e força. Seguiremos construindo ações em torno do caso New Hit. Firmamos um compromisso coletivo e não deixaremos que o caso caia no esquecimento, sabemos que é necessária a ação.
Chegamos em Rui Barbosa no dia 17, domingo, as 16h. Não imaginávamos como seria a recepção das moradoras e moradores da cidade. Assim que descemos do ônibus, colocamos nossas mochilas na escola municipal que ficamos alojadas, fomos pedir informações nas casas vizinhas. As moradoras saíram à porta e colocaram tudo a nossa disposição: panelas, chuveiros, gritos e punhos.
A decisão de ir a Ruy Barbosa foi tomada em outubro de 2012, quando o desembargador Lourival Trindade concedeu o habeas corpus aos nove integrantes da Banda New Hit e ao policial militar que foi conivente com a violência sofrida pelas duas adolescentes. Decidimos realizar um escracho feminista, inspiradas nas ações recentes realizadas no Chile, Argentina e Brasil para escrachar torturadores da ditadura militar. No caso dos escrachos contra torturadores da ditadura a palavra de ordem é: “Aqui mora um torturador” Em nosso caso, fomos até a casa de veraneio de Eduardo Martins, estuprador e vocalista da banda, e dissemos: “Aqui mora um estuprador!” Afirmamos que “Enquanto não houver justiça, haverá escracho feminista!”.
A possibilidade de mais uma vez os estupradores permanecerem livres e as vítimas encarceradas nos fez questionar, na ação, algumas questões: por que apenas 2% dos agressores de mulheres são condenados num país em que a cada 3 minutos uma mulher é violentada e que nos últimos 10 anos 43,7 mil mulheres foram assassinadas? Por que quando mulheres apanham, são estupradas, queimadas por homens, inúmeras são as justificativas aceitas pelo Estado de Direito Brasileiro para não condenar agressores e assassinos de mulheres? “Ela mereceu. Ela reagiu. Ela consentiu.” O caso New Hit traz mais uma vez à tona a discussão da conveniente culpabilização da vítima pela violência sofrida, da naturalização do estupro e das formas de prevenir e combater a violência contra a mulher.
Durante os quatro dias que ficamos em Rui Barbosa realizamos ações por toda a cidade.  Todo dia tinha operação lambe-lambe, teatro, batucada, música e debates. Fizemos formação política auto-organizada com diversos temas, teve análise de conjuntura, desafios do projeto feminista e popular, debate sobre violência contra a mulher, sobre política de encarceramento, sobre políticas públicas e racismo.
Nos utilizamos de linguagens diferentes para exigir a condenação dos estupradores. E a cada ação mais mulheres juntavam-se a nós e mais fortes ficávamos. Caminhando na rua encontrávamos também com os defensores dos estupradores, entre eles o empresário e produtor da banda, Sacramento, que num dos dias passou de carro por nós, soltou um beijo e disse: “Senta na minha pick-up!” Isso só fez aumentar nossa raiva e revolta. O argumento “elas entraram no ônibus porque quiseram, sabiam o que iria acontecer”, foi um dos que mais enfrentamos com a síntese: “Isso não é  sobre sexo, é sobre violência. Estupro é crime. A culpa nunca é da mulher.”
Na segunda-feira, dia 18, já em frente ao fórum, quando gritávamos palavras de ordem com punhos cerrados, uma senhora me disse: “Minha filha, pra que tanta raiva desses meninos? Eles erraram, mas são meninos bons.” Eu sorri e respondi: “Não minha senhora, eles não são meninos bons. Nove homens estupraram duas meninas. O que elas viveram foi uma sessão de tortura. Enquanto uma delas era penetrada à força, ao mesmo tempo era segurada por outro que se masturbava e tentava colocar o pênis na boca dela. Ela recebia tapas no rosto e na bunda. Sangrava. No mesmo momento, a outra menina era violentada no banheiro em alternância.” A senhora ficou em choque. Pediu que eu parasse. Eu olhava no olho dela sem piscar. E disse: “Minha senhora, isso é amor pela vida das mulheres, amor pela humanidade. Nossa luta é por justiça”. Ela ficou atônita.
Algum tempo depois os estupradores chegaram e de imediato, guiadas pela indignação, furamos o bloqueio policial e fomos pra cima deles. Nesse momento a força que explodia em nossas vozes e corpos fez com que 2, 3, até 4 policiais fossem necessários para segurar cada uma de nós. Quando fomos arrastadas de volta ao limite estabelecido pela juíza, a senhora que antes havia dito que os estupradores eram meninos bons, me ofereceu água com os olhos marejados e com a voz baixa agradeceu por fazê-la sentir viva.
Outro momento forte aconteceu depois da cena sobre estupro que fizemos em frente ao fórum. Foi quando uma fã do New Hit entrou em nossa ciranda. A amiga dela falou “Oxe! Sai dai!”, e ela respondeu “Eu não. Vou ficar aqui com as meninas.” O riso tomou conta. Cada mulher que conquistávamos era uma vitória. E todo dia a roda crescia.
Outro momento de muita beleza foi quando recebemos a carta das vítimas:

Ei Meninas,
Como vocês sabem esses últimos seis meses não foram fáceis pra nós. Por causa da nossa coragem tivemos que abrir mão de muita coisa. Estamos longe da nossa família, de amigos e sem meios de comunicação.
Então aproveitei a oportunidade para agradecer a cada uma de vocês que saíram de suas cidades, de suas casas para vir até Ruy Barbosa nos dar força, mostrar que não estamos sozinhas e que temos que seguir esta batalha. Em vários momentos eu cheguei a mim (sic) culpar, a desisti de tudo. Mas sempre lembramos que não estamos sozinhas. Temos todas vocês nos apoiando e lutando junto com a gente (...).
Pulsávamos força, certeza, fogo e afago.
Vivemos um momento na conjuntura da vida das mulheres em que a classe dominante patriarcal tenta consolidar a ideia de que a igualdade já foi alcançada e a luta feminista não é mais necessária. Essa ideia tenta ser difundida principalmente nos países que, por exemplo, possuem mulheres na presidência, ou em outros cargos importantes do Estado.
Porém, os dados relativos aos índices de violência às mulheres da classe trabalhadora são alarmantes. O que aconteceu em Rui Barbosa acontece todos os dias. É preciso estar em luta todos os dias. A  conivência com a violência contra a mulher não está dissociada da forma como a sociedade se estrutura. Reagir é organizar-se em torno de um projeto de sociedade que garanta nossos direitos sociais, entre eles saúde, educação, reforma agrária... Para nós é preciso mudar a vida das mulheres para mudar o mundo, mudar o mundo para mudar a vida das mulheres.
Não podemos permitir a naturalização de atrocidades como essa cometida pelos integrantes da banda New Hit, de tamanha barbaridade e crueldade, fundamentadas no machismo que subordina, oprime e assassina milhões de mulheres. É preciso reagir de forma coletiva. É preciso ser Mulheres.
Uma das coisas mais importantes que aprendemos com a luta feminista é a solidariedade entre as mulheres. É revigorante a todo momento olhar para os lados e enxergar companheiras. É preciso que nossos corpos se tornem as armas contra o machismo, que nossa voz junte-se a outras tantas vozes. “Se antes éramos carne, é hora de ser a navalha”. Enquanto não houver justiça, haverá escracho feminista.
À ação,  mulheres! Sejamos nós raio, trovão e ventania. Porque sem feministas, não há feminismo!

Eu tô na rua, é pra lutar,
por um Projeto Feminista e Popular!

189 comentários:

Habib disse...

E digo mais... Como é que você sabe que foi estupro e que um policial militar colaborou? Não é um pouco arriscado alegar isso sem provas?

Lembrando, as provas apenas comprovam o contato sexual, e não que este foi à força.

Ana Carolina disse...

Chorei tanto quando li a carta das meninas, meus olhos marejam com esse texto. Chorei pelo destino delas: é justo que ambas estejam escondidas, presas, se já não bastasse a dor e o horror do estupro, a quebra de confiança dos ídolos que jamais fariam mal e no momento seguinte se tornam monstros, com medo das represálias e perdendo seus anos de juventude? E que, enquanto isso, os criminosos estejam livres, leves e soltos, o julgamento adiado? Claro que os criminosos merecem o direito constitucional de ampla defesa - como qualquer ser humano - mas é justo com essas meninas que as presas sejam elas? Que o estupro seja considerado um crime menor, que elas sejam condenadas por uma sociedade por terem sido agredidas, por serem mulheres, e não os agressores pelo que fizeram a elas? A luta é pelas duas, sim, mas por toda mulher agredida e estuprada, para que tenham amparo no Judiciário, para que tenham amparo na sociedade que as odeia mais do que odeia o crime, o criminoso. É para que a única causa do estupro seja a que realmente importe: a barbárie do estuprador. E é bom saber que vocês estavam com elas nesse momento, que nós estamos com elas e não as deixaremos. Se for possível para mim, estarei lá em setembro engrossando o coro por justiça - para as duas e para todas nós.

Bogart disse...

Incrivel! Me emocionei. Sou baiana, vivi muito próxima de tudo isso. Ao meu redor milhares de fãs que acreditavam piamente nas frases desses rapazes. Só tenho a dizer que discuti muito, me revoltei e briguei por um direito. Parabéns a todas, vocês são guerreiras!

Anônimo disse...

Claro Habib, tens razão, porque é super normal uma menina virgem fazer sexo grupal violento na sua primeira vez.

Você anda lendo muito 50 Tons de Cinza, rapaz, é o único lugar onde uma mulher virgem topa parder a virgindade num ato violento. Só não esqueça, aquilo é ficção (e da pior qualidade), isso é vida real. Meninas de 16 anos tem sonhos e ilusões. No caso delas, tinham.

E são violentadas todo dia, outra vez, por pessoas como você, que tem a mentalidade que a mulher sempre quer, só se faz de difícil.
Cuidado com sua traseira, você também tem um orifício e pode aparecer alguém por aí achando que é óbvio que você quer cedê-lo, só está se fazendo de difícil. Só não reclame depois, você queria.

p.s. empatia não dói, sério.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

"possuem mulheres na presidência, ou em outros cargos importantes do Estado."

Lembrei-me automaticamente da India,a coisa é mais podre por lá.

Tomare q ainda esteja viva quando o Brasil expurgar a misoginia ou machismo(tudo a mesma coisa) de suas terras pelo menos,pq o mundo,ah sim, esse vai demorar.

Augusto disse...

só não gostei de terem posto "sic" depois do "mim".

Anônimo disse...

Habib,

Você merecia ser enrabado por 9 e depois ir na delegacia tentar provar que não foi consentido.

É por causa de gente nojenta como você que a maioria das vítimas desse crime hediondo não denuncia esses criminosos.

Mônica disse...

A cultura do estupro, o machismo, a culpabilização da vítima são tristes realidades. Elas têm de ser combatidas. E por isso parabenizo essas mulheres que tiveram a disposição de sair de suas casas e lutar e protestar para mostrar ao mundo que não vamos ficar caladas. Elas fizeram isso por mim e por isso fico imensamente grata por elas existirem.


É aterrorizador viver numa sociedade que culpa e desacredita a vítima do estupro. Mas, sinceramente, é igualmente aterrorizador viver numa sociedade que despreza conquistas de civilidade como a presunção de inocência, o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa.

Será mesmo que não dá para compatibilizar o respeito pela vítima com esses princípios democráticos que visam não a garantir a impunidade, como querem vender muitos por aí (principalmente a mídia), mas sim garantir a que todos tenhamos um julgamento (minimamente) justo?

Não existe democracia sem liberdade. A liberdade numa democracia TEM DE SER A REGRA. Então, deixar que os acusados respondam ao processo em liberdade não é desprestigiar a vítima. Mas apenas cumprir o mandamento constitucional que diz que ninguém pode ter sua liberdade tirada sem o devido processo legal. Portanto, prisão sem condenação definitiva, só em casos excepcionais. (Alguém quer viver em uma sociedade onde a liberdade pode ser facilmente tirada sem direito à defesa?)

Não entendo como a Lola, que tem tanto cuidado com a linguagem que prefere utilizar o “x” em vez do “o”, possa achar que está tudo bem falar em “estupradores” e não em “acusados de estupro” e não achar que isso significa um enorme prejuízo à democracia.

O número de estupradores condenados é ínfimo em relação ao número de estupros cometidos? Sim, e isso é grave. Mas isso justifica que condenemos de antemão todos os acusados de estupro sem lhes garantir o sagrado direito à defesa? Na minha opinião, não. (Além disso, acredito que em todos os crimes a cifra negra seja enorme, não só no estupro, infelizmente).

Escrevo esse comentário com um aperto no coração. Porque me dói (parecer) ter de escolher entre as causas que para mim são mais importantes: o feminismo e o garantismo penal.

É lindo ver as mulheres saindo às ruas para protestar contra a violência que o patriarcado nos impõe. Mas devemos fazer isso sem pré-julgar. Não “exigir a condenação”, mas exigir que a justiça seja feita. Porque se algum inocente for condenado (e não estou dizendo que, no caso da banda New Hit eles sejam inocentes), mas se algum inocente for condenado, isso não terá significado nenhum bem a ninguém.

TalesM disse...

Habib não sei se é má fé ou ignorância sua, mas o exame de corpo de delito prova sim que foi estrupo! Existe uma grande diferença entre o ato consentido e o forçado, e é identificável via exame.

O texto me deixou indignado, assim como o caso inteiro. Que eles têm direito a defesa é óbvio, mas como é que, com tantas provas, essa gangue ainda está solta? Como é que tão pouco poder de monetário compra a liberdade para eles?

Fábio disse...

Tomara que paguem pelos seus crimes.

Mas uma pergunta, em uma acusação de estupro, devem existir provas materiais, ou basta a palavra da vitima para a condenação ?

TalesM disse...

Mônica, concordo contigo em parte, meus ideais de liberdade e democracia são bem fortes, mas no caso, dado ao poder econômico e da influência devido a fama, não achas que há risco de interferência no processo? E, correndo o risco de parecer cínico, mas tentando ser imparcial, eu me pergunto se a liberdade não seria até mesmo arriscado para a integridade física dos réus, dada a comoção social gerada?

Enfim, não sou da área de direito e admito que o sentimento de revolta e indignação é o principal motivo, mas acho que os questionamentos que fiz são válido, não?

Mordred Paganini disse...

Os integrantes da banda New Hit estupraram (ao menos supostamente) enquanto exerciam suas profissões, ou seja, fazendo shows.

Em que mundo é minimamente coerente expor mais mulheres a este risco desnecessariamente? Estando livres, o que os impediria de estuprar de novo? Por isso se chama PRISÃO PREVENTIVA. Por que deveria-se considerar que preservar a integridade física das pessoas é algo.
Talvez eles estejam estuprando neste exato momento, mas como o crime compensa, estão livres para fazê-lo e considerando o destino que as vítimas deste caso tiveram, quem seria burra de denunciar? Graças a gente que pensa como você, Monica, agora eles tem licença vitalicia para estuprar! Valeu!

Renato Martins disse...

Parabéns à Maíra e demais integrantes do movimento. Obrigado mais uma vez Lola. E um abraço ao Anônimo, que tem toda razão. A luta continua.

vitor lessa disse...

Alguém precisa explicar pro primeiro comentarista lá o que é um exame de corpo de delito e tal...

Ana Carolina disse...

Fábio:

Como QUALQUER crime, não existe hierarquia de provas no estupro. Pode ser palavra contra palavra, pode ser por prova testemunhal, pode ser pelo exame de corpo de delito. Tudo depende de como estão as provas, como foram recolhidas e apresentadas. Por exemplo, às vezes passaram-se alguns dias (a mulher demorou a decidir-se pela denúncia) e o corpo de delito não é mais possível, então utilizam-se outras provas.

(ênfase nesse qualquer porque às vezes parece que o estupro requer um rigor científico muito maior do que outros crimes para ser provado)

(e no caso em questão, houve corpo de delito, que comprovou que o sexo não foi consensual - e mais do que não consensual, violento).

Luana disse...

Putz grila, que texto mais maravilhoso! Obrigada meninas, pelo ativismo! Saibam que tem gente do Brasil inteiro mandando força!!
Tamo juntas!

Fábio disse...

Mônica, esta semana em SP, vimos um cidadão que matou o pai e a madrasta ,ser condenado e sair pela porta da frente, como se nada tivesse acontecido,vimos um condenado por corrupção, se empossar deputado com a constituição debaixo do braço, isto não e justiça, e um balcão ideologico de negocios,o nosso judiciario nunca foi tão desmoralizado, e parece que não dão a minima, ligam apenas para seus gordos salarios. se for comprovado que estes integrantes desta porcaria de banda violentaram estas meninas, eles deve pagar pelo que fizeram, se pegarem 12 anos de cadeia, que cumpram os doze anos, e não pegar doze e ficar três.
Chega de impunidade.

Mônica disse...

Mordred,

“Em que mundo é minimamente coerente expor mais mulheres a este risco desnecessariamente? Estando livres, o que os impediria de estuprar de novo?”

O que impede qualquer pessoa de sair na rua e estuprar? O que me impede de sair da minha casa agora estuprar alguém?

Nada.

Vamos prender todas as pessoas do mundo, então, baseadas no fato de que nada impede ninguém de cometer crimes?

Ou tu tem uma bola de cristal para dizer quem vai e quem não vai estuprar e quando isso vai acontecer?


“quem seria burra de denunciar?”

Eu seria “burra” a esse ponto! Muito prazer!

“Graças a gente que pensa como você, Monica, agora eles tem licença vitalicia para estuprar! Valeu!”

Não sei como vc chegou a essa conclusão lendo o meu comentário. Acho mesmo que vc deveria ler de novo e ver se compreende. Eu defendo a liberdade e a democracia e isso não me faz culpada do fato de que algumas pessoas resolvem utilizar para o mal a liberdade que tem. Vc não pode por isso na minha conta.

E, só para constar, graças a gente que não acredita em liberdade, em democracia, em respeito ao Poder Judicário (cuja função, por incrível que pareça, é julgar com imparcialidade todos os acusados e não promover uma cruzada contra aqueles que a sociedade elege como inimigos) é que milhões de judeus foram exterminados. Valeu!

Liana hc disse...

Toda vez que leio alguma coisa a respeito deste caso do New Hit meu estômago embrulha. Espero que esse julgamento não fique sendo adiado eternamente.

Não entendo como funciona a prisão preventiva, quando ela pode ser usada. Achei que se aplicasse ao caso em questão, considerando que eles (escrever "supostamente" aqui soa tããão cretino considerando o resultado de exame de corpo de delito) cometeram estupro coletivo das 2 fãs enquanto estavam a trabalho. Achei que isso configurasse risco a outras meninas e mulheres, e justificasse a prisão preventiva. Mas parece que não. E se nem assim é uma situação válida, então o que né?

Renata disse...

Mônica,

Concordo com o direito a ampla defesa e seu papel fundamental na preservação da democracia.

O problema é que na prática o direito processual brasileiro tem sido utilizado para livrar criminosos ricos da justiça. Com a desculpa de que não podemos condenar inocentes (o que continua acontecendo do mesmo jeito, especialmente com inocentes pobres) soltamos culpados óbvios.

Posso citar alguns casos emblemáticos como a anulação do laudo do Thor Batista, o caso Gil Rugai, e o pior de todos para mim que foi o do Pimenta Neves. Em maior e menor grau pessoas que utilizaram todas as tecnicalidades contra a própria justiça e estão rindo da nossa cara.

Então eu espero sinceramente que a juíza que está cuidando desse cao esteja realmente preocupada em ser justa e não em masturbações mentais em cima de sutilezas jurídicas técnicas.

Não basta pedirmos justiça, temos que pedir justiça rápida e eficiente. Temos que também evitar que criminosos continuem tendo todas as condições favoráveis para continuar praticando seus crimes. Ou alguém aqui acha que o caso em Ruy Barbosa foi o primeiro? Quem pode ter certeza de que foi o último?

Anônimo disse...

Fábio, existem provas: as meninas fizeram exames que detectaram a "presença" de mais de um sêmen... O que a justiça discute é se houve consentimento ou não.
Cá entre nós, quando o empresário se vangloria de uma situação destas e trata as ativistas com tamanho deboche, você acha mesmo que eles são inocentes? Por que estas meninas, que antes eram fãs dos caras, inventaria isso? Não é tudo muito óbvio?

Anônimo disse...

O que mais me choca não é nem o habeas corpus, que creio eu só é negado em casos flagrantes, reincidentes e de pessoas de alto perigo que possam comprometer a investigação, mas sim q haja fãs indo assistir esses shows! Meu Deus, como pode!
Tá na cara que foram eles, e ainda tem gente negando/minimizando isso...

Maria disse...

Lindo. Catártico. Cheguei a chorar lendo. Ao ver que mulheres se incorporaram ao protesto.
Somos Mulheres.
Somos uma só.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

"Vamos prender todas as pessoas do mundo, então, baseadas no fato de que nada impede ninguém de cometer crimes?"

Note que "todas as pessoas do mundo" nao estao sendo acusadas de nada.
Eles ja cometeram crime segundo as provas.

Mônica disse...

“E, correndo o risco de parecer cínico, mas tentando ser imparcial, eu me pergunto se a liberdade não seria até mesmo arriscado para a integridade física dos réus, dada a comoção social gerada?”


Sabe, TalesM, uma das estratégias do patriarcado é menosprezar constantemente a capacidade das mulheres. As mulheres são mais “instáveis emocionalmente”, “estão na TPM”, são muito “emotivas”, são o “sexo frágil”, precisam de um “provedor”. Todos esses são discursos para convencer que, no fundo, o homem é mais forte, mais racional, e por isso sabe o que é o melhor para todo mundo, INCLUSIVE PARA AS MULHRERES. Esse é um discurso para que o homem seja a CABEÇA da família e concentre em si todas as decisões.

Se eu concordar com um tipo de argumentação dessa, de que a prisão preventiva é o melhor para os presos!!!, como é que eu vou responder quando vierem me dizer que eu não deveria dirigir porque “mulher no volante é perigo constante”, que eu não devo entrar para um curso de exatas porque o homem sim que é racional e a mulher é muito emocional, como vou reclamar de não me deixarem ascender a um cargo importante porque sou frágil?

Não dá, né?

Vc me desculpe, mas para mim, o pior tipo de ditador autoritário é aquele que tolhe a tua liberade e ainda diz que está fazendo isso para o teu bem.

Mônica disse...

Dona do sexo,

"Note que "todas as pessoas do mundo" nao estao sendo acusadas de nada."

Mas todas as pessoas do mundo podem ser acusadas de alguma coisa. Ninguém está livre de ser acusado injustamente.

A diferença entre ser acusado e ser condenado é que, antes de ser condenada, a pessoa tem a oportunidade de se defender. Todo mundo tem que ter a oportunidade de se defender. Como vamos evitar de condenar alguém injustamente se nem sequer dermos a oportunidade de a pessoa se defender?

Sabe, respeitar o direito de defesa é conceder a todas as pessoas a condição de sujeito, porque, se condenarmos alguém sem nemao menos ouvir essa pessoa, a estaremos tratando como um objeto e não um sujeito.

Conceder a todas as pessoas a condição de sujeito é uma decorrência do princípio da dignidade da pessoa humana. Reconhecer o princípio da dignidade da pessoa humana é reconhecer a humanidade dentro de cada pessoa, dentro de TODA pessoa, seja ela branca, negra, amarela, velha, nova, homem, mulher, cristã, muçulmana ou seja ela um …. ACUSADO! Sim, aos acusados também.

Sabe a quem era negada a condição de sujeito há não muito tempo atrás? Ao escravos. Eles eram coisas, objetos, não sujeitos. E, sabe também, que à mulher também era negada, pelo menos em parte, a condição de sujeito quando ela não podia votar, não podia ter propriedades, quando era subordinada totalmente ao marido.

Hoje nós reconhecemos a violência que existe na objetificação das pessoas. Por isso, não negar a condição de sujeito, mesmo àqueles que consideramos os párias da sociedade - os acusados - é avançar, dar um passo além, no reconhecimento da dignidade de toda pessoa humana. E a dignidade da pessoa humana é fundamento ultimo da democracia.

“Eles ja cometeram crime segundo as provas.”


Dona do Sexo, vc teve acesso aos autos? Conhece todas as provas? Se sim, nosso debate deve mudar de nível…

Eu não conheço as provas e não estou falando somente desse caso específico. Não estou defendendo os acusados, mas apenas o direito que eles têm de se defenderem.

Segundo a nossa Constituição, é a decisão judicial que diz se eles cometeram o crime ou não. E, acredite, isso não está escrito lá dessa forma à toa…

Eu não conheço todas as provas. Mas, independente disso, a minha posição não muda. Porque não estou discutindo um caso. Não estou discutindo as provas desse caso…

Estou falando de uma posição assumida aprioristicamente para todo e qualquer caso. E a minha opinião se fundamenta nos princípios da dignidade da pessoa humana, no devido processo legal, na ampla defesa, no contraditório, na presunção de inocência.

Não sou à favor da impunidade. Mas também não sou a favor de condenação sem julgamento justo.

Lil disse...

Durante o julgamento os policiais militares que atenderam as vítimas no dia do caso do estupro também prestaram depoimento. Em especial uma soldado que ficou com elas numa sala enquanto os trâmites corriam e relatou o estado deplorável das vítimas. É de arrepiar.

http://www.bahianoticias.com.br/justica/noticia/45636-caso-new-hit-soldada-que-atendeu-adolescentes-diz-que-039-nunca-viu-uma-cena-daquelas-039.html

Mônica disse...

Renata,

"a desculpa de que não podemos condenar inocentes"

Não sei como vc pode dizer que isso é uma desculpa... Diz isso para um inocente que foi condenado...

Não tenho como discutir quando vc diz que aquilo que, na minha opinião, deve ser uma das maiores preocupações do Judiciário (e também da sociedade) é só uma desculpa.

Mardson Machado disse...

Lamentável, Monica! Lamentável! Não se esqueça que enquanto eles estão livres, estão fazendo shows e levantando dinheiro para pagar os honorários daqueles advogados escrotos. Continue com esse pensamento...

Mardson Machado disse...

Será que um pediatra pedófilo teria condições de exercer suas funções enquanto estiver respondendo em liberdade?

Taís Albina disse...

Achei que eu tava sendo muito manteguinha derretida, mas vi a quantidade de comentários dizendo que foi mesmo um relato emocionante. Me senti como a senhora, agradecendo a esse movimento não só por me emocionar e me fazer sentir viva, mas também por lutar por mulheres que foram estupradas, ou mesmo aquelas que têm medo de serem estupradas a cada esquina escura.

Quanto ao Habib: Não sei até onde você teve acesso à educação sexual ou até mesmo se você já fez sexo alguma vez na vida. Porém, existe uma espécie de líquido que sai da vagina da mocinha quando ela está excitada que serve para lubrificar o canal vaginal para que haja a inserção do pênis lá. Bora pensar junto: Se ela quer (se é consentido), fica úmida e lubrificada. Se ela não quer e não consente, não fica úmida nem lubrificada. Se não fica lubrificada, há maior atrito. Se há maior atrito, machuca. Se machuca, é visível no exame de corpo de delito. Essas lesões (que são anormais e transcendem o simples "não fiquei lubrificada o suficiente") são somadas a lesões por parte da violência física aplicada para subjulgá-la (tapas, no caso do estupro que estamos comentando) e também marcas por conta da força empregada para segurá-las (sendo que esse último item é bem difícil de ignorar e colocar debaixo do tapete, como você pede que nós façamos, pois numa relação consensual não é necessário segurar tanto assim o companheiro em questão, é? E, sim, essas marcas são bastante visíveis no exame de corpo de delito). Bem, a aula acaba aqui. Ok? Mais alguma dúvida?

No mais, parabéns para nós pela nossa luta não só de matar leões todos os dias, mas também de fugir das antas, né, Habib?

Lola disse...

Ai, não, Habib, vir aqui defender estuprador é demais. Espero que você seja pai e um dia tenha uma filha, pra sabe e o que passa uma mulher. E só pra esclarecer, em um contato sexual consensual ou não, são formadas pequenas lesões. A posição dwssas lesões indicam o sexo conse sual ou não. Tecnologia forense, sua besta. Antes de abrir a boca, pra disseminar ignorância, informe-se! O mal da humanidade,o que faz ela retroceder, são pessoas ignorantes como você!

Mônica disse...

Não, Mardson Machado,

lamentável é que alguém, por ignorância ou má-fé, não consiga entender que defender o direito que todas a pessoas têm a ter um julgamento justo (sem pré-condenações) não é o mesmo que defender a impunidade.

Lamentável é vc, de forma baixa, querer colocar em mim a responsabilidade pelos que os acusados fizeram ou estão fazendo.

(Acredite, se fizermos levantarmos um histórico das nossas vidas - a minha e tua - com certeza vc terá contribuído muito mais para reproduzir uma cultura de machismo que é o que faz com que os homens achem que podem estuprar meninas assim.

Se vc acha que pode jogar toda essa culpa em cima de mim com um comentarizinho de suposta superioridade, tenho pena de vc.)

Lamentável é alguém não ver o quão importante é para a democracia, para liberdade e a civilidade, o direito de todo mundo ter um advogado.

Vou continuar com meu pensamento sim, obrigada. Sabe por que? Porque eu tenho antes de mim séculos de história para mostrar o grande mal que é uma sociedade que não respeita a liberdade e a democracia.

E vc, tem o que?

Lola disse...

Lola, uso esse pseudônimo há algum tempo. Loguei com minha conta no Google e meus comentários estao aparecendo com esse nome. Desculpe, não quis me passar por você. Quem assina é Luciana Mendonça. Respondi aoHabib sobre como técnicas forenses indicam se o sexo foi ou não consensual e apoiei que fosse empalado.
Grata,
Luciana Mendonça

Renata disse...

Mônica

Diz isso para um inocente que foi condenado...

Diz também pros pais da Sandra Gomide que foi feito justiça no caso na filha deles. Diz pra mãe da menina que foi atropelada por um jet ski enquanto brincava na areia da praia que está sendo feito justiça no caso dela.

Se essa lentidão toda da justiça e esse apego as tecnicalidades (quando os acusados são ricos) evitasse que inocentes fossem condenados eu até concordaria com você. Mas não é isso que ocorre na prática.

E qualquer pessoa que conhece minimamente a realidade sabe muito bem que o nosso direito processual pode ser levado ao absurdo por um bom advogado.

Isso só ocorre porque muita gente ligada ao direito está mais preocupada com preciosismos sutis, acham lindo discutir as vírgulas ao invés de se preocuparem com a justiça. Mas vamos lá, cuidar da formiga enquanto o elefante tá passando na sala.

E talvez sim, você algum dia consiga convencer alguém que era mesmo super necessário adiar o julgamento pra setembro!! pra que a ampla defesa, o contraditório e a presunção se inocência não fossem maculadas.

Enquanto isso tudo bem que as adolescentes continuem, elas sim, presas e sendo ameaçadas. Se isso é justiça pra você, ok.

Renata disse...

Eu podia, Mônica, ficar aqui a tarde toda citando casos em que a tecnicalidade processual e um bom advogado contribuiram para a impunidade.

Me cita um caso só, recente na história do Brasil, em que um inocente rico, foi condenado pela justiça porque o direito de ampla defesa não foi respeitado. Um casinho só tá bom pra mim. Não precisa nem ser um caso estupro ou violência contra a mulher porque ai seria realmente pedir demais.

aiaiai disse...

Parabéns, Monica! Em seu comentário das 14:26 você conseguiu atingir plenamente todos os requisitos da Lei de Godwin!

http://pt.wikipedia.org/wiki/Lei_de_Godwin

Lilian Soares do Nascimento disse...

Eu sei lá. Penso sinceramente que estupro é um crime que realmente merece incentivo pra retaliação da vítima ao seu algoz em vez da sua espera torturante pela "justiça" do Estado. Principalmente em um país como o nosso.

Pois é. Estou pensando seriamente que me parece mais favorável vítimas de estupro matarem sem dó e nem piedade os seus estupradores. Muito melhor que passar pelo constrangimento de ter que narrar detalhadamente o horror vivenciado, ter a palavra posta em dúvida e ter de ouvir gozações e acusações só por ser uma pessoa com vagina que está utilizando seu direito de ir e vir ou permanecer. Sem falar em ter a vida social condenada a esse episódio maldito por todos a volta, enfim. É triste demais...

Mardson Machado disse...

www.contra-afronta.blogspot.com
Um abraço bem forte pra vc, Monica. Vc é a melhor!

Nina disse...

Parabéns à todas essas mulheres pela coragem e pela iniciativa, precisamos de mais gente como vocês, para que possamos mudar essa realidade lamentável. É inacreditável que ainda tenha gente no show desses bandidos.

Mardson Machado disse...

Boa tarde, galera! Com relação a essa coisa de responder em liberdade... Eu lancei uma pergunta aqui, mas não obtive resposta. Se alguém me responder, eu serei eternamente grato: um pediatra pedófilo teria condições de exercer suas funções se estiver respondendo em liberdade?
Obrigado.

Rose disse...

Interessante como nos casos de estupro a empatia aflora nas pessoas..empatia pelos acusados. Incrível como o benefício da dúvida resume-se a palavra da v´timia (isso mesmo, a maioria esmagadora duvida da vítima).
Quando fui a um desses protestos, fui xingada, chamada [ qualquer xingamento típico do machismo], imagina as meninas que foram abusadas.
Eles continuam livres, fazendo shows, inclusive cantando uma música-ameaça (incitando os e as fãs a agredirem as meninas).
Ouvi de alguns desses fãs um argumento bastante comum para esses casos: "eles são bonitos, ricos, branquinhos e são bons rapazes, eles podem ter a mulher que eles quiserem, não precisa estuprar"
Mas é estranho essa ampla defesa não funciona muito quando, por exemplo, uma moça é acusada de estar mentindo sobre um estupro. Causa-me espécie.

Mardson Machado disse...

Não tente defender o indefensável.

Anônimo disse...

Aos 48 anos fui estrupada por um rapaz que completava maioridade no dia do crime. Fiz exame de corpo delito e o reconheci pela voz e fotos,ele era marginal desde os 10 anos de idade e não ficava preso porque era menor de idade. Pois bem
cumpriu pena de seis anos e quando foi solto aprontou novamente e voltou para a prisão,. Hoje não sei mais se está livre ou preso. Durante muito tempo eu tinha medo de que quando ele fosse solto tentasse algo conta eu ou minhas filhas. Mas me senti compensada por ter denunciado porque foi um marginal a menos na rua, que poderia, caso continuasse solto estrupar muitas putras pessoas inocentes e até matá-las porque eu fui ameaçada com uma adaga. Estou nesta luta com vocês. Cadeia para esta banda. 'BANDA DE MARGINAIS".

Mônica disse...

Renata,

acho que nós duas estamos nos encaminhando para opções ideológicas muito claras e muito antagônicas.

Talvez vc ache que a condenação de um inocente seja um preço muito baixo a pagar por uma suposta eficiência e celeridade da Justiça. Eu não. Eu acho que esse preço alto demais. Eu me coloco no lugar desse inocente.

Não acho que uma suposta lentidão da Justiça ou apego a tecnicalidades sejam argumentos suficientes para abrir mão de garantias processuais fundamentais. Acho sim que o sistema deve ser aprimorado. As condições de todos os acusados perante a Justiça devem ser mais igualitárias. A Justiça deve ser mais eficaz. Mas, isso, na minha opinião, se consegue com mais investimento no Judiciário (mais servidores, mais tecnologia), com fortalecimento da Defensoria Pública... Não com retrocesso em termos de garantias processuais.

Quero pontuar e deixar bem claro que para mim, fazer Justiça não é sinômino de condenação. Fazer Justiça é chegar ao final do processo à decisão mais acertada, seja ela de condenação ou de absolvição.

Então, dois meses eram realmente necessários para garantia da ampla defesa? Não sei. Talvez sim. Talvez não. Acho que a juíza do caso é que deve saber disso e a decisão dela deve ser respeitada. Talvez tu tenha alguma informação privilegiada do processo para saber que essa decisão foi baseada em merca tecnicalidade. Mas, se tu não tem essa informação, como tu pode saber que esses dois meses não eram necessários?

Em nenhum momento eu disse, que deixar as adolescentes "presas e sendo ameaçadas" é justiça. Justiça, para mim, é julgar, acima de tudo, com imparcialidade.

O fato de as meninas terem sua liberdade restringida, como tu tá dizendo, no entanto, não é uma questão de justiça, e sim de segurança.

Então, devemos perguntar onde está a polícia que não consegue nos garantir a mínima segurança de sair nas ruas. Garantir segurança não é o papel do juiz, sim da polícia.

Quanto a dizer a essas pessoas que tu citaste que está sendo feito justiça ou não no caso delas, não sei... Mas sinceramente não sei que bem faria para qualquer pessoa que seja saber que algum inocente foi condenado. Inclusive para essas pessoas.

Enfim, a minha posição é essa. Entendo as críticas ao sistema judiciário e concordo com boa parte delas. Sou muito a favor de aprimorar o sistema, de discutir. Mas quando a proposta é reduzir garantias processuais, sou sempre contra. Expliquei num comentário acima. Acho que é uma questão de dignidade humana, de democracia.

Eu acredito muito na dignidade humana e na democracia para abrir mão tão fácil. Argumentos sobre lentidão e eficiência são falaciosos porque eles confundem o papel do Judiciário com o papel da polícia.

Mônica disse...

aiaiai,

Não sei o que teu comentário acrescenta ao debate, mas, acho que não é proibido fazer comparações com o nazismo, então, vou continuar fazendo isso quando e quantas vezes eu quiser, tá?

Acho que isso só seria problema se a comparação não fosse legítima, caso contrário, ela é válida.

Ou não é?

Renata disse...

Mônica,

Sobre o caso específico as informações que eu tenho são as que estão na imprensa. A juiza adiou o julgamento de fevereiro para setembro...pelas minhas contas são 7 meses. O motivo do adiamento foi, segundo também a imprensa, o fato de duas testemunhas de defesa não terem sido encontradas ??. Me parece bastante conveniente, o que você acha? Podemos continuar confiando cegamente nas boas intenções dos envolvidos nesse adiamento o podemos ser críticas.

Eu pedi para que você citasse um único caso em que um inocente rico tenha sido injustamente condenado por falhas no direito a ampla defesa. Pedi isso porque você me desafiou a prestar conta com essa pessoa. E para eu prestar contas essa pessoa precisa existir, se não eu vou ter que conversar com o papai noel ou com o coelinho da páscoa. Vamos lembrar que estamos em um país onde até réus confessos não ficam presos devido a esse sistema processual que você tanto defende.

Mas eu tenho um caso de um inocente condenado. http://mazelasdojudiciario.blogspot.com/2011/04/jogo-de-empurra-mantem-inocente.html Mas apararentemente quem vai ter que se entender com ele não sou eu....o direito a ampla defesa não impediu que ele fosse injustamente condenado, mas as tecnicalidades impedem que ele seja considerado inocente mesmo com todas as provas bem claras nesse sentido.

Olha que coisa linda de sistema processual que nós temos.

Os argumentos usados no caso "a necessidade de respeitar o rito processual não desobriga a Justiça de ser rápida, em casos extremos, como esse...
O magistrado não deveria esperar pela burocracia, que, como vemos, só enxerga números e pouco liga para vidas reais "

Vale tanto para a esse caso que eu trouxe como para esse triste do estupro que estamos discutindo.

Anônimo disse...

Olha lá o Fábio do Mingau fazendo pergunta capciosa...
Até parece que ninguém percebeu sua intenção, viu...
Aliás, a mamãe já fez o mingauzinho de aveia de hoje?
Ellen

Anônimo disse...

Fábio

Eu fui estuprada por um amigo de família e continua frequentando a casa dos meus pais e por isso os visito muito pouco, pois atualmente resido em outra cidade e todos, parentes, amigos de infância que ficaram ao lado do estuprador e não fiz queixa, mas quando ele se revelou violento, tarde demais.
Quanto a impunidade ela impera, veja o caso do menino que foi arrastado e veio falecer no Rio de Janeiro. Os assassinos, soltos por bom comportamento, mas eles tinham bom comportamento antes disso. Um caso a se pensar.

Jana T. disse...

Forte e belo relato!
Parabéns pela luta e pelo empenho público e político.
Fico torcendo por justiça.
Bravo, mulheres, bravo!

Cora disse...


fiquei arrepiada com este post, Lola! muito emocionante a mobilização, a força e a solidariedade dessas mulheres.

parabéns a todas elas, e muita força, especialmente para vítimas, q ainda têm um longo e penoso caminho pela frente. q essas garotas se fortaleçam para q possam voltar a uma vida saudável depois de td q aconteceu, está acontecendo e q ainda vai acontecer.

triste demais perceber q as meninas tenham q se esconder e q o processo seja muito mais doloroso para elas do q para os caras.

engraçado q sempre se contesta a versão da vítima, mas jamais se desconfie da palavra do agressor. pq ELAS podem estar mentindo, mas não ELES? pq ELES não podem apenas estar tentando se safar de acusações tão graves mentindo? nunca entenderei a lógica de certas pessoas.

.
.

e a mônica, bem...

td bem o primeiro comentário dela defendendo o estado de direito, apesar de todos os mas... só q ninguém está negando aos acusados o direito à defesa e nem ao processo legal.

mas o contraponto da Mordred e da Liana hc foi muito pertinente e claro, e aí a má vontade da mônica na resposta manchou a defesa dela das legalidades todas envolvidas num processo penal.

isso sem contar a menção à causa judaica, logo no segundo comment. normalmente galera apela para a lei de godwin um pouco mais tarde.

a mônica poderia ter esclarecido melhor a questão levantada pela Liana. eles estão sendo acusados de cometerem estupro enquanto estavam trabalhando, no local em que trabalham, atendendo fãs que queriam apenas fotos e autógrafos. além disso, existem indícios suficientes de autoria do crime, além de prova da existência do crime, i. e., do estupro (o exame de corpo de delito).

isso não mereceria que o juiz decretasse a prisão preventiva? lembrando q ela é um instrumento legal e não impede a ampla defesa.

não sou advogada, mas talvez isso pudesse ser melhor esclarecido por alguém da área.

.
.

e Mardson,

acredito q não teria condições e nem seria lícito permitir q ele continuasse clinicando, embora um ortopedista acusado de estupro, mas de mulher e adulta, tenha continuado atendendo normalmente. acho q a Lola tem um post sobre o caso ou ele foi citado em comentários.

Dona do Sexo -Bonobo rules,Jaçanã forever disse...

artista nao é cassado nada.
profissionais registrados sim.

Nesse caso o povo q deveria boicotar mas infelizmente há guri(a)s sem noçao muitas vezes por ignorancia q dar sustentaçao pra eles sairem por cima.

Patty Kirsche disse...

Olha, esse caso é mais uma prova do quanto a justiça no Brasil é lenta e parcial. Um judiciário de homem pra homem. Não sei que tipo de gente tem coragem de defender estuprador, mas uma coisa é certa: ele não está cobrando pouco. Pode anotar o nome desse advogado se estiver pensando em cometer algum crime, porque ele vai te tirar da cadeia. E esse empresário da banda? Fico imaginando quem tem coragem de se relacionar com um homem desses.

E uma última coisa: os laudos comprovam estupro. Porque quando a penetração é forçada, a vagina fica ferida e o(a) ginecologista percebe isso. Embora isso seja muito óbvio, sempre tem alguém simplório o suficiente pra questionar.

Patty Kirsche disse...

@Anônimo 12h51

Em "50 tons de cinza", Ana não perde a virgindade num "ato violento". A primeira vez deles é baunilha justamente por isso. E BDSM não é ato violento, pois é consensual.

Quanto às vítimas do New Hit, o laudo comprova estupro não simplesmente pela ruptura do hímem, mas pelas feridas do canal vaginal. Fora que elas receberam tapas, e isso deve ter deixado marcas também.

Anônimo disse...

Minha gente do céu, claro que o nosso sistema judiciário não é perfeito, não funciona como deveria... Mas a solução não está em retroceder e eliminar as garantias processuais que temos, isso não beneficia ninguém! Acho maravilhoso que as pessoas tenham empatia pelas vítimas e protestem, mas direitos humanos são para TODOS, devido processo legal é para TODOS, contraditório em ampla defesa são pra TODOS, até para os acusados (pq por mais que o caso revolte, ainda não podemos chamá-los de estupradores).

Não podemos pegar o discurso humanitário e usar só em favor de quem queremos, todo mundo pensa "podia ser eu, minha filha, etc.", mas ngm se lembra que os meninos da banda podiam ser nossos irmãos, filhos, primos... e que se assim fossem, iríamos querer que eles tivessem acesso a um julgamento justo, independente de serem culpados ou não.


Não estou defendendo nem acusando ngm, nem estou sendo legalista e me atendo à "detalhes técnicos", quero que a justiça seja feita e que os acusados tenham o que merecerem, bem como que estas meninas consigam voltar a ter paz, se é que isto é possível... Espero que a juíza responsável pelo caso tenha a sabedoria pra conduzir as coisas da melhor forma. Como não posso (nem quero, nem DEVO!) fazer justiça com as próprias mãos, espero que o Estado o faça.

Não estou dizendo que devemos ficar apáticos diante de tudo, o que essas mulheres fizeram me emociona, mas não quero voltar à Idade Média, me perdoem!



Gabriela
(Lola, publiquei o mesmo comentário mas sem assinar, por favor, mantenha este que está assinado :] )

Mardson Machado disse...

Valeu, Cora.

André de Moraes disse...

Colegas,

Toda movimentação é válida para que se faça justiça nesse caso. É triste ver o quanto a cultura do estupro está arraigada em nosso país e isso é o grande desafio a ser vencido. Porém, fico feliz e com as utopias renovadas ao ver movimentações coletivas e solidárias como essa e os seus relatos.
A luta continua por uma sociedade livre, igualitária e plural!

Abraços.

Habib disse...

Ninguém respondeu o que eu perguntei.

Aliás, parabéns pelo respeito que vocês (que me responderam) não demonstraram. Eu, pelo menos, recebi educação e mostro isto. Desejar empalamento só por ter feito uma simples pergunta.

Eu não preciso dizer que existem falsas alegações de estupro sendo praticadas. E nem vou entrar no mérito de que ninguém liga para estupro prisional (Exceto se a vítima, novamente, for uma mulher, como aconteceu aqui no Pará, uma certa vez).

Apenas fiz uma pergunta. A Lola tratou o caso como estupro desde que aconteceu, vamos dizer assim... E mobiliza as pessoas contra a banda. Não estou exagerando ao dizer que este blog já condenou-os antes do julgamento.

E essa foi a minha pergunta. Como a Lola e vocês que afirmam o mesmo sabem que foi, de fato, um estupro?

O laudo não comprovou que houve violência física. Além disso, esse papo de "lubrificação" é tão real quanto a do boto. Casais se machucam fazendo sexo, acho que quem transa sabe (Se bem que já assumiram que sou virgem, quaaaanta maturidade...).

Habib disse...

No mais, acho engraçado que peçam por justiça. Mas se a justiça for a favor da banda (Sexo consensual, nem que seja "pouco consensual", estilo "não quero mas vamos fazer e tal", que OCORRE e quem estudou em escola pública sabe...) vão se indignar.

É por isso que a justiça nunca funciona, metade das vezes não é feita e na outra metade, quando feita, não agrada.

Para isso, vale até culpar o policial que, claro, iria colaborar com um crime de estupro.

Habib disse...

Patty Kirsche, você realmente acha que tapas comprovam violência sexual? É sério??

SeekingWisdom disse...

Mônica e pessoal,
olha, não tive condições de ler todos os comentários ainda, mas realmente é necessário esclarecer algumas coisas.
Mônica, vc está repudiando a ação das mulheres de marchar contra a violência e contra a cultura de estupro porque os acusados ainda não foram julgados?

Acho que, como quase sempre, lá vai eu chamando atenção para ética e moral nesse blloguinho.
Olha, o procedimento que ocorreu até o momento não trangride a nossa legislação (moral, conjunto de leis). No entanto, isso não quer dizer que não haja problemas no processo e que o judiciário ou qualquer outro poder esteja acima de questionamentos.

É preciso frisar que, antes de mais nada, a liberdade de expressão dos cidadãos deve estar resguardada e o protesto + boicote não infringe nenhuma lei também. A pergunta a se fazer talvez seja, seria ético um protesto contra esses cidadãos acusados??

Para responder vamos voltar ao primeiro argumento das meninas. O judiciário concedeu Habeas corpus ao grupo de acusados de um crime hediondo; esse mesmo judiciário detém responsabilidade pela integridade das vítimas que chegaram a ficar sob sua custódia (alguém poderia me atualizar se elas ainda estão sob proteção do Estado), limitando suas liberdades individuais para evitar um dano ainda maior à elas. O Habeas corpus é uma ação legal que impede o estado de deter a liberdade individual de alguém sem causa ou evidências. Normalmente ele é concedido até o julgamento do cri me quando o réu possui alguns requisitos como ser primário e não apresentar risco à população. Pergunto: após um laudo pericial confirmando o esturpo e depoimento das vítimas - evidências - por que motivo o Habeas corpus foi concedido (pelo que entendi, sem inclusive coletar material de referência para o DNA)?? Considere também que etamos falando de um crime considerado hediondo que envolveu a participação de várias pessoas. Será que a atitude do desembargador foi correta? Sim, eu sei que ele representa o Estado, mas estaria o estado isento de cometer arbitrariedades? Se o Estado é isento por que existir Habeas corpus?
Por fim, podemos considerar essa condução jurídica ética?

Nesse momento você faz uma comparação quase boa: qualquer pessoa poderia ser presa se dependesse de acusação. O problema é que vc esqueceu completamente de que estamos falando de um crime hediondo contendo evidências.

(cont)
Phillipe

SeekingWisdom disse...

(*cont)
Vamos agora para o segundo momento de conflito: o primeiro julgamento. Os advogados da banda tiveram quase cinco meses (contando a partir do Habeas corpus) para poder preparar a defesa. O Estado investiu dinheiro público para que o julgamento transcorresse com a maior clareza possível. Imagino que você saiba que não é nada barato para o Estado preparar a casa, proteger as testemunhas, pagar as horas extras dos juristas e funcionários, etc, etc, etc.
Enfim, tudo pronto para começar a defesa dos réus e o que ocorre? Uma manobra judicial, perfeitamente legal, para adiar o julgamento. Qual o motivo? Não foram encontradas duas testemunhas da defesa (de uma série enorme, com mais de 35) para receber intimação. Ora, nem vou contestar o número de testemunhas, considerando o tamanho do banco de réus, mas que estória é essa de testemunha desaparecida? No mínimo estranho, convenhamos, quem deveria ter maior interesse na presença da testemunha é quem deveria garantir que ela pudesse receber a intimação para depor. Pergunto: foi ético a postura dos advogados de defesa durante esse julgamento???? As vítimas ainda perseguidas, isoladas, julgadas pela sociedade (tudo dentro da lei, moral intacta) e os acusados em liberdade gozando de todos os seus direitos individuais (moral intacta também, só pra constar).

Em seguida temos a postura da indústria musical. Nosso querido amigo produtor (ele tem uma pick up gente, q phyno né?) teve uma postura ética diante de todo esse episódio. O me$mo produtor que enxerga o e$tupro como algo po$itivo para a banda poi$ aumentou a vi$ibilidade dela na mídia?$!?$!?$!
É ética a postura da casa de shows que agendou um show para hoje, 24 de fevereiro, data posterior ao julgamento da banda (será que eles tinham bola de cristal para saber que o julgamento n iria ser concluido? Pq n avisaram para o judiciário?) sabendo que eles são acusados de um crime hediondo que deveria ser repudiado pela sociedade? Será que é um show de comemoração?

E aí voltamos à pergunta: será que essas feministas que tem protestado contra a violência, exigindo uma atitude enérgica da justiça; exigindo que a sociedade se posicione contrária ao estupro coletivo; exigindo que a sociedade pare de culpar a vítima; fazendo o caso ganhar visibilidade por onde passam para que ninguém mais passe pela humilhação do estupro.

Eu faço a afirmação pra você: ISSO não é sobre presunção de inocência, ISSO é sobre violência. É um direito delas e deveria ser um dever do cidadão repudiar a condução vexamosa desse caso e as repercussões da sociedade que sustentem um a cultura de estupro.
Parabéns mulheres e pense de novo Mônica.
Abraços, Phillipe

Sara disse...

Acho a justiça brasileira tão criminosa qts os próprios criminosos, ela é lenta, desigual, injusta, e pende SEMPRE p o lado do réu, sem contar q qdo se trata de violências contra a mulher a coisa piora ainda mais, e eu não consigo entender o porque disso.
O q essas mulheres foram fazer em Rui Barboza foi uma verdadeira batalha, e agiram como guerreiras, não deve ter sido nada facil se deslocar até lá, com tudo o q isso pode envolver inclusive financeiramente, acho q todas nós mulheres temos uma divida de gratidão com elas não só as garotas vitimas desses canalhas dessa banda.
parabens a elas, ha tanta injustiça contra a mulher , que eu tb gostaria de fazer o mesmo q elas, sempre q posso procuro participar, mas reconheço q é bastante sacrificado, por isso meus parabens e meu agradecimento a elas.

Mônica disse...

Cora,

“e a mônica, bem...

td bem o primeiro comentário dela defendendo o estado de direito, apesar de todos os mas... só q ninguém está negando aos acusados o direito à defesa e nem ao processo legal.”

Pode ser que não se estejam negando aos acusados o direito à defesa e ao devido processo legal. Mas quando se resolver “pedir a condenação” e não a justiça, quando se revolve decretar, antes do Judiciário, que eles são estupradores, na minha opinião, está maculada a presunção de inocência. Defendo todos esses princípios. Eles estão intimamente ligados.

“mas o contraponto da Mordred e da Liana hc foi muito pertinente e claro, e aí a má vontade da mônica na resposta manchou a defesa dela das legalidades todas envolvidas num processo penal.”



Oi? A Mordred disse que “gente como eu”(?) dá licença vitalícia para a banda estuprar… E fui eu que que manchei qualquer coisa? Me poupe.

Não sei o que ela quis dizer com “gente como vc”. Mas eu sei exatamente de tipo de “gente” eu sou. Sou gente que defende alguns dos mais caros princípios da sociedade. Se algumas pessoas querem confundir isso com defesa da impunidade ou dos agressores, sinto muito.

E quer dizer que a minha argumentação manchou as defesas da legalidade? A legalidade não vale mais nada no país e a culpa é minha!!! As legalidade deveria valer e ser respeitada por si só, tá, independemente do meu poder de argumentação.

Mônica disse...

Continuação
“isso sem contar a menção à causa judaica, logo no segundo comment. normalmente galera apela para a lei de godwin um pouco mais tarde.”

Desculpe o vocabulário chulo que eu vou usar, mas acho que a forma mais clara de me expressar. Agora vc vai cagar regra no tipo de argumento que eu posso ou não usar? A não ser que vc possa contestar o meu argumento, mostrar a sua invalidade, me faz o favor de não vir me dizer quando eu posso ou não usar o argumento x ou y, ok? Dizer que eu usei o argumento cedo demais, além de ser pointless no debate, é só a tua opinião de quando é cedo ou quando é tarde para usar o argumento. E, vem cá, quem te concedeu essa autoridade de dizer quando está na hora certa de usar um argumento??? Engraçado que tu já a segunda que vem criticar o fato de eu ter usado o argumento, mas não se atreveu a mostrar a inverdade no que eu falei.


“a mônica poderia ter esclarecido melhor a questão levantada pela Liana. eles estão sendo acusados de cometerem estupro enquanto estavam trabalhando, no local em que trabalham, atendendo fãs que queriam apenas fotos e autógrafos. além disso, existem indícios suficientes de autoria do crime, além de prova da existência do crime, i. e., do estupro (o exame de corpo de delito).

isso não mereceria que o juiz decretasse a prisão preventiva? lembrando q ela é um instrumento legal e não impede a ampla defesa.

não sou advogada, mas talvez isso pudesse ser melhor esclarecido por alguém da área.”


Pode até ser que existissem motivos para decretar a prisão prevenvita. Mas isso eu deixo com a juíza da causa. Não vou opinar porque não tenho elementos suficientes. Se a Liane acha que haviam, ok. A opinião dela é válida.

Mas eu achei que tivesse deixado claro que não pretendo discutir o caso concreto. Então não sei porque teria obrigação de esclarecer o que quer que seja sobre o caso concreto…

Só acho bem preocupante que a prisão preventiva seja transformada em regra, quando, num estado democrático, ela deveria ser a exceção.

E acho preocupante dizer que a prisão não impede a ampla defesa. Primeiro, porque a prisão atrapalha sim a defesa. Segundo, e mais importante, porque isso é um argumento capcioso. A prisão é um mal em si. Isso já basta para que, num estado democrático, ela seja tratada como exceção. Dizer que ela não impede a defesa é disfarçadamente querer dizer que não tem problema nenhum tirar a liberdade de alguém desde que não esteja impedindo a defesa.

Enfim, Cora, já vi vários dos seus comentários em outros posts e sei que vc é uma pessoa eduacada e muito sensata. Queria realmente ter usado outro tom nessa resposta, me desculpe, mas, assim, curta e grossa, acho que talvez eu me faça entender melhor.

Mas, assim, dizer que a minha argumentação manchou isso ou aquilo, que eu deveria ter respondido isso ou aquilo, não invalida o que eu disse, só mostra que tu não gostou da forma como eu falei.

E até por isso, vou parando mesmo por aqui, porque a minha causa é nobre e a minha impaciência pode estar me fazendo jogar contra, mesmo, o que eu quero defender.

Só gostaria realmente que chegássemos a um ponto, pelo menos aqui no blog da Lola, que é cheio de pessoas bacanas, em que as pessoas parassem de acusar quem defende o direito à defesa de defender a impunidade. Querer um julgamento justo não é querer impunidade. É querer justiça. E civilidade.

Renata disse...

Bom eu ia escrever um monte de coisas, mas o Phillipe (mais uma vez rsrsrs) já disse (muito melhor aliás) tudo o que eu tinha para falar.

Só acrescento que no Brasil, esse sistema judicial maravilhoso que estão defendendo, 42% dos presos são inocentes presumidos http://uj.novaprolink.com.br/doutrina/6445/Encarceiramento_Massivo_de_Presumidos_Inocentes_429

Uma forma de aplicar a justiça que está obviamente errada. Mas que tudo bem estar errada porque na hora de julgarmos estupradores riquinhos ela deixa de valer. Pra eles vale o contrário, defendemos a legalidade custe o que custar e as manobras judiciárias. E se as vítimas é que estão com a sua liberdade restrita por isso? Ah isso não é problema da justiça.

Anônimo disse...

Perfeito!

Renata disse...

E só pra finalizar Mônica, sem ironia nenhuma, eu acho a sua causa muito bonita e muito nobre. Concordo que grandes atrocidades foram feitas quando se limitou o direito de defesa. E você está muito certa em bater nessa tecla.

Mas esse amor por essa causa, não pode te deixar cega para os fatos concretos que são discutidos nesse caso. Ninguém aqui está negando que eles tenham direito a defesa, só não achamos que esse direito esteja acima de tudo.

No mais questionar a decisão de uma juiza ou da justiça como um todo também faz parte da democracia.

Anônimo disse...

Na boa mesmo, esses dias tomei conhecimento de um caso na cidade em que trabalho que o cara esfaqueou a esposa, fugiu, atropelou uma pessoa (que morreu) e tentou se matar jogando o carro num caminhão. Ele está livre sabe. Ele esfaqueou uma das suas filhinhas no meio da confusão também. Em março tenho que problematizar a lei Maria da Penha numa cidade em que o escrevente mão quer registrar o B.O. por que o filho da puta (com todo respeito as putas, é um vício esse xingo) tem observado que as mulheres "acabam se arrependendo". É isso, na maior revolta no momento. Quero mesmo que essas pessoas (banda, empresário, etc) vão para o inferno. E sofram bastante por lá. Não dá p/ ser correta o tempo todo, tem momentos que seria melhor ter uma arma. Na boa. Ragusa

Anônimo disse...

Eu ate pensei em fazer um comentario para a Monica e sua verborragia de recem formada em Direito, mas ai...veio o Philipe com seu eterno brilhantismo e falou TUDO...ou qs tudo que eu queria dizer pra ela .....na verdade eu incluiria ali tb um vai a merda sua chata cheia de termos tecnicos sobre direito, blablabla inocentes, blablabla contituição..blablabla, constituição e direitos humanos....empatia com as vitimas pra que né?

Ter que aguentar o LENTO sistema judiciário brasileiro adiar um julgamento ate set enquanto os cara de pau ainda fazem shows e pagam advogados gracinhas e ainda tendo que aguentar malas sem alça molhadas de chuva como vc eseus comentarios blablabla é pácábá que chata que vc é! Em 2 comments ja invocou Lei de Godwin? Chata chata chata! Em coro pessoal: pensa melhor....e teeeeeeente outra vez!

Mônica disse...

Philippe,
“Mônica, vc está repudiando a ação das mulheres de marchar contra a violência e contra a cultura de estupro porque os acusados ainda não foram julgados?”
Não. Óbvio que não. Estou apoiando. Leia o meu primeiro comentário.
Tudo o que eu disse foi mais motivado pelos comentários da Lola do que pela attitude das protestantes. Pelo fato de a Lola ter usado a palavra “estupradores” em vez de “acusados de estupro. Quanto à ação das manifestantes, minha única ressalva foi quanto à “pedir condenação” e não pedir justiça.
Estou de acordo com os protestos. Não acho que não seja possível criticar o judiciário. É um saco ter que ficar o tempo todo esclarecendo o que eu não disse.
“Pergunto: após um laudo pericial confirmando o esturpo e depoimento das vítimas - evidências - por que motivo o Habeas corpus foi concedido (pelo que entendi, sem inclusive coletar material de referência para o DNA)??Considere também que etamos falando de um crime considerado hediondo que envolveu a participação de várias pessoas.”
Não sei por que motivo o hc foi concedido. Espero sinceramente que tenha fundamentação. Mas, tecnicamente falando, a gravidade no crime não é fundamento para prisão processual.
Mas, sinceramente, não me interessa discutir aqui o acerto ou erro da decisão. O que me preocupa é o fato de que as pessoas achem que a prisão preventiva, que deveria ser a exceção, seja usada indiscriminadamente. Ainda mais sob o argumento de que “eles podem voltar a cometer crimes”… Para dizer isso, só com bola de cristal, né?

Será que a atitude do desembargador foi correta? Sim, eu sei que ele representa o Estado, mas estaria o estado isento de cometer arbitrariedades? Se o Estado é isento por que existir Habeas corpus?
Por fim, podemos considerar essa condução jurídica ética?


Não sei se foi correta. Pode ser que sim, pode ser que não. Algumas pessoas aqui têm certeza de que a decisão foi errada. Mas duvido que tenham sequer lido a decisão. Então…
continua...

Mardson Machado disse...

Parabéns!

Anônimo disse...

As pessoas que criticam esqueceram como é ter 16 anos e não saber nada da vida...

Mônica disse...

“Nesse momento você faz uma comparação quase boa: qualquer pessoa poderia ser presa se dependesse de acusação. O problema é que vc esqueceu completamente de que estamos falando de um crime hediondo contendo evidências.”
Eu não esqueci completamente de nada PORQUE EU NÃO ESTAVA FALANDO DO CASO CONCRETO. Estava falando de todo e qualquer processo e tentando mostrar a diferença de alguém acusado e alguém condenado. Vc discorda do que eu falei?
Vc realmente quer saber a minha opinião sobre a soltura nesse caso concreto? Eis-la: NÃO ACHO NADA PORQUE NÃO ACHO QUE TENHA ELEMENTOS PARA OPINAR. Uns acham que tá errado. Ok. Outros acham que tá certo. Tá bom.
Vc quer saber a minha opinião sobre a prisão preventiva aprioristicamente, sem vincular a nenhum caso concreto? Eis-la: Acho que a prisão preventiva deve ser a exceção e sempre muito bem fundamentada.
Favor, não misturar nem confundir essas duas opiniões.

“O Estado investiu dinheiro público para que o julgamento transcorresse com a maior clareza possível. Imagino que você saiba que não é nada barato para o Estado preparar a casa, proteger as testemunhas, pagar as horas extras dos juristas e funcionários, etc, etc, etc.”

Entre os dois valores citados a seguir, por favor, escolha qual, na sua opinião, tem mais importância na nossa sociedade.
1. DIREITO AO DEVIDO PROCESSO LEGAL E À PRESUNÇÃO DE INOCÊNCIA;
2. ECONOMIA NO JUDICIÁRIO.

Eu escolho o número 1.
continuação...


Mônica disse...

“Enfim, tudo pronto para começar a defesa dos réus e o que ocorre? Uma manobra judicial, perfeitamente legal, para adiar o julgamento. Qual o motivo? Não foram encontradas duas testemunhas da defesa (de uma série enorme, com mais de 35) para receber intimação. Ora, nem vou contestar o número de testemunhas, considerando o tamanho do banco de réus, mas que estória é essa de testemunha desaparecida? No mínimo estranho, convenhamos, quem deveria ter maior interesse na presença da testemunha é quem deveria garantir que ela pudesse receber a intimação para depor. Pergunto: foi ético a postura dos advogados de defesa durante esse julgamento???”

Não sei. Talvez não. Neste caso, o Judicário deveria ter mecanismos mais eficazes para coibir essas práticas. Entre esses mecanismos NÃO DEVE CONSTAR O CERCEAMENTO DA DEFESA DOS ACUSADOS. Isso não é solução. Podemos achar soluções melhores.


“Em seguida temos a postura da indústria musical. Nosso querido amigo produtor (ele tem uma pick up gente, q phyno né?) teve uma postura ética diante de todo esse episódio. O me$mo produtor que enxerga o e$tupro como algo po$itivo para a banda poi$ aumentou a vi$ibilidade dela na mídia?$!?$!?$!
É ética a postura da casa de shows que agendou um show para hoje, 24 de fevereiro, data posterior ao julgamento da banda (será que eles tinham bola de cristal para saber que o julgamento n iria ser concluido? Pq n avisaram para o judiciário?) sabendo que eles são acusados de um crime hediondo que deveria ser repudiado pela sociedade? Será que é um show de comemoração?”

Concordo que talvez falte muita ética. Mas, se vc ler os meus comentário anteriores, vai ver que nunca elogiei a banda, os empresarios ou quem quer que seja.

“E aí voltamos à pergunta: será que essas feministas que tem protestado contra a violência, exigindo uma atitude enérgica da justiça; exigindo que a sociedade se posicione contrária ao estupro coletivo; exigindo que a sociedade pare de culpar a vítima; fazendo o caso ganhar visibilidade por onde passam para que ninguém mais passe pela humilhação do estupro.

Eu faço a afirmação pra você: ISSO não é sobre presunção de inocência, ISSO é sobre violência. É um direito delas e deveria ser um dever do cidadão repudiar a condução vexamosa desse caso e as repercussões da sociedade que sustentem um a cultura de estupro.
Parabéns mulheres e pense de novo Mônica.
Abraços,”

Concordo com os protestos. Fiquei feliz em saber que eles existem. Como mulher, sou muito grata pela coragem das protestantes.

Minha defesa da presunção da inocência, no entanto, continua a mesma.

Então, em que ponto, mais especificamente, eu deveria pensar de novo, vc pode me esclarecer? E, aproveitando, me responde também esta pergunta: se vc fosse acusado, de que forma gostaria de ser julgado? Com ou sem direito a defesa? Sendo pré-julgado como culpado ou como inocente?

Maíra disse...

Nossa, e nenhuma indignação com o fato de as vítimas, que nem supostamente cometeram um crime, terem perdido a liberdade? Tenho muita dificuldade com argumentos que parecem valer só para um dos lados, Monica.

Sara disse...

Ragusa to contigo novamente, seu comentário da pra assinar embaixo...

Anônimo disse...

A máquina que desencadeou o holocausto se instalou a partir de um estado democrático que em momento algum abriu mão do poder judiciário...
E privar de liberdade alguém suspeito de ter cometido um crime para prevenir a reincidência ou a obstrução da justiça não me parece um atentado à liberdade e à democracia maior que privar as vítimas de liberdade em nome da segurança delas...
Mas você está com jeito de troll.

Anônimo disse...

Mas é exatamente isso que estão fazendo com as meninas, duas vezes vítimas!

Anônimo disse...

Como o julgamento pode ser justo com os acusados livres para aterrorizar ainda mais as vítimas e suas famílias?
Como o julgamento pode ser justo com as vítimas presas? Desenha, porque só explicando está difícil entender.

Anônimo disse...

Nossa, é incrível q a essa altura ainda tenha gente vindo aqui defender os ''acusados'' de estupro q estão por ai fazendo shows e aproveitando a fama enquanto as meninas não só estão tendo q lidar com o fato de terem sido estupradas, mas ainda estão com a vida parada enquanto o caso não anda..

Danizita L. disse...

Nossa que bom!!Seria melhor ainda se protestos assim se tornassem cada vez mais comuns para esse e outros problemas, a nossa sociedade está precisando, ou melhor, sempre precisou...
Parabéns.

MonaLisa disse...

A cultura do estupro sempre prevalecendo.

Ainda sou a favor das vitimas matarem ou mandarem matar esses lixos.

Ou contratar pessoas pra segurar esses nojentos e enfiar um vibrador extra GG neles.

Fábio disse...

justiça lenta, ineficiente, demagoga e cara ( a magistratura no Brasil vive encastelada no reino da banania)
Esses merdinhas devem servir de exemplo, para nenhum retardado abusar de garotinhas, e também para que garotinhas parem de idolatrar merdinhas que so cantam porcaria sem conteudo ( Funk, axe etc.)

Maíra disse...

Obrigada por me apresentar à Lei de Godwin! Será que o termo "feminazi" pode ser enquadrado como uma decorrência dela?

Mordred Paganini disse...

A comparação feita acima foi perfeitamente válida.

A banda em liberdade e trabalhando seria como um pediatra suspeito de pedofilia ou mesmo o ortopedista do caso citado.

Se existem indícios fortes de que realmente houve crime (ou seja, se foi além do "ele disse, ela disse"), manter presos os acusados é uma questão de bom senso.

Não se coloca assim em risco a vida das pessoas a troco de nada!

E desde que o caso veio à tona as vítimas estão presas enquanto eles andam de cabeça erguida perante a sociedade. Muito provavelmente, na cabeça deles, eles não fizeram nada de errado e existe toda uma cultura para reafirmar isto constantemente.

Então, nós, feministas, nos colocamos ao lado das vítimas.

Elas tem toda a sociedade contra elas, elas tem as leis contra elas (porque a lei é feita sob medida para favorecer os mais ricos).

Eu estou ao lado delas porque alguém precisa estar, caso todo resto não seja motivo o suficiente para você.

Com toda a sociedade gritando contra elas, o mínimo que precisamos fazer é gritar de volta, em plenos pulmões!

Enfim, o nosso sistema de leis é feito para favorecer ainda mais aqueles que já são favorecidos. O sistema de leis vigente serve para manter as coisas exatamente como estão. A nossa população carcerária atesta o que eu digo.

Então senhorita, caso não tenha ficado claro o suficiente, desprezo o que você chama de democracia, assim como o que você chama de Estado democrático de direito e eu chamo de sistema de manutenção sistemática da desigualdade.

Isso sem falar na polianice desmedida em crer que a defesa realmente necessita de ainda mais tempo e não que se trata de uma manobra barata.

Em tempo: o advogado de defesa está contestando o laudo da ginecologista. Parece que existiram dois laudos, o segundo inconclusivo. Provavelmente inconclusivo porque foi feito posteriormente.

E para quem falou sobre sinais de violência acima devo dizer que nem sempre é tão simples determinar se houve ou não violência no ato. O exame ginecológico é muito importante, mas não prova um estupro por si, a menos que a vítima tenha sido mesmo brutalizada. Enfim, as provas precisam ser analisadas em contexto.

Habib disse...

Ah, agora começaram a tratar os pagodeiros pelo que eles são... Acusados de estupro, e não estupradores.

É um avanço.

Anônimo disse...

Ragusa estou contigo. Pode ter certeza que eu estou disposta a pegar em armas para defender uma filha minha!

Mônica vá com sua OAB para Oitavo círculo do inferno! Porque você e essa Justiça Brasileira é uma FRAUDE!

Mônica disse...

Não, Maíra, não é um argumento que só vale para um dos lados.

A culpa por as vítimas terem perdido a liberdade não é das garantias do processo penal. É da cultura patriarcal. É da ineficiência do Estado.

Negar aos acusados direitos constitucionais não é a solução para isso. Pode ter certeza.

Temos que avançar, não retroceder em termos de humanidade e civilidade.

Sinto muitíssimo pelas vítimas. Me coloco sim no lugar delas.

Muitos disseram aqui que acreditam é no "olho por olho, dente por dente."

Eu não acredito.




Mônica disse...

Anônimo as 21:42,

se, por acaso, vc estiver se referindo a mim, vamos de novo:
Não defendo os acusados.
Defendo o direito de defesa.
São duas coisas diferentes.
Vou repetir isso quantas vezes for necessário.
Não é tão difícil entender a diferença.

Mônica disse...

Obrigada, Renata.

Cora disse...


Mônica,

o contraponto da Mordred foi esse:

“Os integrantes da banda New Hit estupraram (ao menos supostamente) enquanto exerciam suas profissões, ou seja, fazendo shows.

Em que mundo é minimamente coerente expor mais mulheres a este risco desnecessariamente? Estando livres, o que os impediria de estuprar de novo? Por isso se chama PRISÃO PREVENTIVA. Por que deveria-se considerar que preservar a integridade física das pessoas é algo.”

e o da Liana hc seguia a mesma linha:

“Não entendo como funciona a prisão preventiva, quando ela pode ser usada. Achei que se aplicasse ao caso em questão, considerando que eles (escrever "supostamente" aqui soa tããão cretino considerando o resultado de exame de corpo de delito) cometeram estupro coletivo das 2 fãs enquanto estavam a trabalho. Achei que isso configurasse risco a outras meninas e mulheres, e justificasse a prisão preventiva.”

.
.

o direito à ampla defesa não está sendo maculado pelas manifestações. as pessoas estão revoltadas, pois sempre se culpam as vítimas nessas situações. o adiamento do julgamento prolonga o sofrimento das vítimas e aumenta a sensação de impunidade, já tão grande no brasil. considero muito legítimo q as pessoas façam questionamentos desse tipo.

bom, de qq forma, as manifestações são isso, manifestações. não há sequer júri popular pra ser influenciado e creio q a juíza saiba bem como desempenhar seu papel.

então, qual é o ponto? em td grande julgamento existem manifestações pedindo ou a condenação ou a absolvição dos réus. no que isso fere qq norma jurídica? no q isso fere qq principio caro à sociedade?

por acaso um desses caros princípios não é justamente poder se manifestar?

a sua má vontade manchou sua argumentação e não a defesa da legalidade. vc foi se enrolando. talvez se vc lesse os comentários com mais cuidado perceberia que críticas não são ataques. pelo menos não sempre. distorcer falas e responder de forma agressiva tb não ajuda na sua argumentação.

isso é cagar regra? se for, caguei, paciência. às vezes acontece. e evidentemente é só minha opinião.

o ponto q eu quis levantar foi justamente esse q vc disse no final de forma muito clara: a sua impaciência pode estar te fazendo jogar contra. o q não é pouco, não custa pensar sobre isso.

e não se desculpe pelo vocabulário. não ligo. ao contrário, prefiro td dito mais claramente mesmo.

ps. não tenho como discutir essa questão da prisão preventiva. faz parte da norma jurídica. pode ser usada. mas não me sinto apta pra discutir sobre isso, embora seja um assunto interessante.

Maíra disse...

SeekingWisdom? Parece que você já achou, Phillipe.

Anônimo disse...

Só não esquece que o machismo e a cultura do estupro também são alguns dos mais caros princípios da nossa sociedade, tá?

Cora disse...


"Acho que você está equivocado(a). Se tivéssemos uma cultura de estupro, não seriam os estupradores recriminados dentro da própria cadeia - supondo que cheguem vivos a uma."


e eles são "recriminados" como mesmo? estupro!

violação do corpo como punição.

na verdade, ao contrário do q vc afirma, o fato de presos serem estuprados só corrobora a cultura do estupro e da banalização da violência sexual, em todos os níveis.

o corpo sendo usado como se não houvesse ali um ser humano, uma pessoa.

estupro é uma das formas de expressão da desumanização.

Anônimo disse...

Gente, obrigada pelo apoio ao meu comentário. Isso é importante p/ mim.
É difícil ter que ser sempre comedida nos argumentos quando se trabalha em instituições. O blog da Lola muitas vezes é uma válvula de escape p/ mim. É bom desabafar e ter pessoas que pensam da mesma forma. E agradeço à Lola por não descansar nenhum dia em sua militância. Ragusa

Mônica disse...

Mordred,

Não sei se teu comentário foi direcionado para mim, mas, como resolvi encampar essa cruzada contra todo mundo aqui no blog, vamos lá…

“A comparação feita acima foi perfeitamente válida.

A banda em liberdade e trabalhando seria como um pediatra suspeito de pedofilia ou mesmo o ortopedista do caso citado.”



Concordo. Só acho importante pontuar que existem outras medidas além a privação total de liberdade (que é a mais extrema) que um juiz pode decretar durante o curso do processo.

“Não se coloca assim em risco a vida das pessoas a troco de nada!”

A prisão está sendo tratada aqui como solução mágica e garantia total de segurança das vítimas. Isso é falacioso.

“Então, nós, feministas, nos colocamos ao lado das vítimas.”

Sim! Ainda bem que alguém tem essa coragem. Mas para fazer isso não acho que precisemos partir para o desrespeito às garantias constitucionais.

“Elas tem toda a sociedade contra elas, elas tem as leis contra elas (porque a lei é feita sob medida para favorecer os mais ricos).

Eu estou ao lado delas porque alguém precisa estar, caso todo resto não seja motivo o suficiente para você.

Com toda a sociedade gritando contra elas, o mínimo que precisamos fazer é gritar de volta, em plenos pulmões!

Enfim, o nosso sistema de leis é feito para favorecer ainda mais aqueles que já são favorecidos. O sistema de leis vigente serve para manter as coisas exatamente como estão. A nossa população carcerária atesta o que eu digo.”

Você tem toda razão. E, pela primeira vez nessa discussão, alguém tocou num ponto que pode fazer desmorar o meu discurso. O nosso sistema é injusto porque é feito para a manutenção do status quo. Mas, mesmo assim, eu ainda creio nos ideias da Constituição. Ainda acredito neles.

Creio que a injustiça não está na ideia de democracia. Mas no fato de que o ideal democrático não é plenamente cumprido na nossa sociedade. As garantias processuais são utilizadas de forma seletiva. Valem para uns, mas não para outros. Isso, para mim, é um problema. Ainda acredito ser válido lutar para elas valham para todos indistintamente.

“Então senhorita, caso não tenha ficado claro o suficiente, desprezo o que você chama de democracia, assim como o que você chama de “Estado democrático de direito e eu chamo de sistema de manutenção sistemática da desigualdade.”



Espero não chegar a esse ponto de descrença. Por que, se não cremos na democracia, na justiça, qual é alternativa?

“Isso sem falar na polianice desmedida em crer que a defesa realmente necessita de ainda mais tempo e não que se trata de uma manobra barata.”



Não sei de onde vc tira tanta certeza para julgar assim. Eu me manifestaria dessa forma só se conhecesse intimamente os autos do processo. De qualquer forma, acho bom deixar claro que eu nunca neguei que a estratégia de defesa possa ser uma manobra barata. Não estou defendendo os acusados, nem os advogados.

Anônimo disse...

De novo, você não vê problema algum em tirar a liberdade das vítimas. Será que é porque mulher já não deve ter liberdade mesmo?

Fábio disse...

Esse vermes devem serem punidos por não tem carater, não terem honra, não por uma tal e ficticia " cultura de estupro" em que as feministas afirmam que ' todo homem e um estuprador em potencial' e deve ser domesticado.

Senão vejamos, se somos todos estupradores em potencial e a maioria de nos passa a vida sem estuprar ninguém, então somos os mestres do alto controle não ?!

Sofia L.B. disse...

Sério, essas meninas que continuam com a denuncia são heroínas nacionais ♥

(Seria mto fácil entender os motivos de algm que não quisesse continuar... Mesmo num caso mais "simples", em que elas pudessem permanecer nas casas delas, sofrer uma violência e dp ser apedrejada por boa parte da sociedade não deve ser fácil...)

E, pras pessoas que foram lá apoiá-las, parabéns! E, de certa forma, obrigada :3

Felipe Barreto disse...

Excelentes comentários da Mônica. Em nenhum momento permitiu que a raiva ou a paixão obliterassem a sua racionalidade fria e sensata. Não se deixou levar pelo sentimento de revolta; percebeu desde sempre a importância de não sequer levar em consideração quaisquer tentativas de relativizar algumas das instituições mais fundamentais de um Estado democrático de direito.

Parabéns.


“Parabéns, Monica! Em seu comentário das 14:26 você conseguiu atingir plenamente todos os requisitos da Lei de Godwin!”


Tentativa ridícula de invalidar um argumento da Mônica através de uma suposta “lei”, que é manifestada através de uma suposta condição, e que, supostamente, desencadeia uma suposta interpretação em relação à capacidade argumentativa de quem a “transgride”.

A “lei” de Godwin diz que quem tem um argumento, não tem argumentos. Bela lógica.

Se um racista estiver debatendo comigo, e eu utilizar a experiência histórica do holocausto para comprovar que o racismo é algo que a humanidade deve combater, o racista pode invalidar o meu argumento afirmando que eu violei a lei de Godwin, e que, portanto, eu manifestei o meu argumento justamente porque eu não tenho nenhum argumento! Hahaha

Agora os racistas e neonazistas da internet serão invencíveis em todos os debates virtuais.

Vale lembrar que a plenitude do gozo do direito a ampla defesa faz parte do núcleo intangível de direitos fundamentais do cidadão, sendo, portanto, cláusula pétrea. É norma inquebrantável.

Anônimo disse...

Ai, gente, eu aprendo tanto aqui... Por exemplo, fiquei sabendo que só pode chamar de estuprador depois que a nossa justiça tão cega chega a uma condenação. Então, quase não existe estupro no Brasil, né, já que só 2% dos acusados são condenados. Brigadão, por me mostrar que o Brasil é o país mais seguro que existe para uma mulher viver. Vou alí no boteco tomar uma cerveja, agora já dá...

Sara disse...

Ragusa não tem como não te apoiar diante de tanta injustiça que nossa "justiça"comete principalmente contra nós mulheres, e que se não bastasse ainda se junta a essa injustiça, a forma cruel como boa parte da sociedade vê e trata os casos de violência contra nós mulheres, o descaso de autoridades de vários níveis.
São tão poucas as vozes q se levantam em nossa defesa, que pelo menos precisamos nos apoiar mutuamente entre as feministas, e acho lamentavel q venham até mesmo aqui q é um dos poucos lugares q temos para nos desabafar , denunciar e nos estimularmos umas as outras, até mesmo aqui ainda venham com esses discursos dissimulados que se apurando não fazem outra coisa que não seja apoiar TAMBEM os criminosos machistas que tantas mulheres vitimam todos os dias.

Bianca Leite disse...

O que essas mulheres fizeram em Ruy Barbosa foi incrível. Prova que juntas e organizadas somos mais fortes. Prova como a mídia normalmente tenta criminalizar os movimentos sociais a fim de enfraquece-los descredibilizando todo o trabalho social exercido. Já vi algumas reportagens que diziam do furo que as mulheres fizeram na barreira policial e a fala de um policial ameaçando prende-las. Ninguém fica sabendo do que aconteceu pra que houvesse esse momento de explosão. Ninguém fica sabendo dos espaços de formação, discussão e planejamento que foram facilitados durante esses dias. Ninguém fica sabendo do teatro dos oprimidos.

Eu tô na rua é pra lutar por um projeto feminista e popular!!

Maíra disse...

Entendi que, ao contrário da maioria dos comentaristas, você não está discutindo esse caso especificamente, o que dificulta muito a compreensão dos seus argumentos, porque a prisão preventiva, processual ou seja lá como chame NESSE CASO não me parece tornar essa prisão uma regra.
E eu continuo não entendendo que direitos constitucionais seriam negados aos acusados que já não estejam sendo negados às vítimas, muito menos porque é menos grave as meninas perderem esses direitos... Até entendo que a culpa não seja do judiciário, mas me parece que a decisão judicial melhoraria a situação das meninas.
Não consigo ver o avanço em humanidade e civilidade com as vítimas presas pelo que sofreram, fica a sensação de que ainda temos mais do mesmo.
Também não acredito no olho por olho, porque não quero todos cegos, mas nesse caso parece que os dois olhos estão sendo arrancados da vítima enquanto o algoz segue vendo. E apto a cegar mais alguém.

Mônica disse...

Cora,

Acho que dá para classificar os comentários desse forum (num resumo bem grosseiro, reconheço), em três tipos:

1. os que veem a questão numa forma simples de confronto do bem contra o mal (bem = defender as vítimas, mal = reconhecer, ainda que minimamente, as garantias processuais do acusado). Frequentemente na sociedade o debate é instaurado assim. Mas já estou cansada disso e não é isso que eu quero discutir agora.

2. os “argumentos” do nível segunda série (Mônica é feia, boba e chata, quero que ela morra). Ok, deixa quieto.

3. os que agregam argumentos, procuram encontrar falácias no discurso, trazem informações, enfim, debatem… Nesses, estão a Renata, o Philippe, a Mordred, vc, entre outros.

Sabe, Cora, quando a gente entra num debate longo e cansativo para tentar convencer as pessoas do quanto o feminismo é importante, traz um milhão de argumentos, exemplos e daí vem uma resposta do tipo “ah, vcs deveriam ser feminas, não feministas”, “vcs são umas feminazis radicais”. Dá um desânimo, né? A gente pensa: “Poxa vida, será que não tinha nenhuma importância tudo que eu falei?”

Eu me senti meio assim quando li teu comentário.

Eu aqui brigando por uma causa que eu acho extremamente relevante e veio vc me dizer “olha vc não foi tão bonitinha quando deveria ao expor tuas ideias” (não estou dizendo que foi isso que tu disse, estou manifestando apenas a forma como me senti, não estou interpretando o teu texto). Fiquei pensando “poxa vida, será que não teve nenhuma importância tudo que eu tentei dizer?”

Quer dizer, vc viu má vontade no meu comentário em resposta à Mordred, mas não viu problema nenhum em ela ter disse que “gente como eu” dar licença vitalícia para estuprar? Tá bom que, quando a gente concorda com o comentário, fica mais difícil perceber os problemas. Quando a gente discorda, todos os problemas ficam mais evidentes.

Mas, sinceramente, isso que vc chamou de má vontade da minha parte, eu achei que foi só devolver o comentário na mesma moeda.

Mas, vc tem razão. Tenho que mudar o tom. Manchei minha argumentação sim em vários momentos. Confesso que sou bastante afeita a ironias e tenho uma personalidade do tipo de “não levar desaforo para casa.” Mas tenho que mudar essa atitude. Não está certo.

Mônica disse...

continuação...
Mas não acho que tenha me “enrolado na argumentação”. Talvez me prolongado demais. Ficaria feliz se tu me mostrasse onde me enrolei para eu prestar mais atenção da próxima vez.

Não acho que tu tenha “cagado regra” quando disse que eu manchei minha argumentação. Só acho que isso foi uma forma de deslegitimação do meu discurso. Prefiro que rebatam minhas ideias. Mas, como já disse, aceitei tua crítica.

Quando a poder ou não comparar com o nazismo, também acho que houve uma tentative de deslegitimação do discurso. Aí foi sim cagar regra, me desculpe.

Outra parte do comentário foi dizer que eu não tinha respondido à Mordred e a Liana na questão da prisão preventiva. Só que, assim, não era minha intenção discutir o acerto ou o erro do habeas corpus. O que eu quis discutir desde o início foi a “ideia pré-concebida que se alastra na sociedade de que todo acusado tem que ficar preso senão a justiça está sendo falha.”

Tentei mostrar que a opção pela liberdade é decorrência da democracia. E que a democracia é uma coisa boa de ser preservada. E que parte disso passa por uma opção em não falar em “estupradores”, mas sim em acusados, até que eles sejam condenados. Não pedir condenação e sim pedir justiça.

Sim, em todo grande julgamento existem manifestações pedindo a condenação (a absolvição é bem difícil de ver, né?). Mas isso não quer dizer que não podemos nos aprimorar, melhorar… Pedir justiça.

Em nenhum momento fui contra as manifestações. Pelo contrario.

Sabe, um tempo atrás teve aqui um guest post de uma menina que não gostava da madrasta e se pegava se referindo a ela como vagabunda? Lembra do conselho que a Lola deu? A Lola disse “critique a sua mandrasta se quiser, mas evite usar a palavra vagabunda porque ela tem uma carga ideologica”. A Lola não disse que não podia criticar a madrasta, mas que tinha uma foma melhor de fazer isso, menos preconceituosa.

Então, é isso que eu estou dizendo também! Protestem (ou melhor, protestemos) mas não peçam peçam a condenação, não pré-julgem.

Não te parece que o pré-julgamento e o preconceito andam de mãozinhas dadas? Como vamos combater um e não o outro?

Enfim, Cora, agradeço tu ter chamado a atenção para minha impaciência. Vou tentar mudar (não vai ser fácil). Vamos ver no que dá. Espero que desta vez tenha me feito entender melhor.

E, quanto à questão da prisão preventiva, a coisa é muuuito complexa, tem o texto legal, mas tem inúmeros entendimentos que existem em torno dele. Eu tenho o meu entendimento. Mas não seria justo eu dar só o meu entendimento. Não seria certo. Por isso também que procurei nem entrar muito nesse mérito. Mas, se houver interesse, posso escrever um texto sobre isso e enviar para ti ou para a Lola.

SeekingWisdom disse...

Mônica, beleza, realmente seu primeiro comentário ficou apagado em virtude da discussão que seguiu, mas ainda temos issues.

Você não sabe se o Habeas corpus foi concedido injustamente, mas teme que a prisão preventiva esteja sendo usado de forma compulsória. Vamos avaliar esse caso mais a fundo?

A prisão preventiva foi altamente criticada ao longo do documentário Bagatela que abordou a situação de pessoas em situação de extremo risco social que eram presas por furto, muitas vezes de alimentos e produtos de higiene ou cosméticos. Olhando o contexto social a prisão preventiva dessas pessoas pode ser julgada sim como equivocada, pois 1. Se eles estão em risco social e isso se deve à omissão do Estado (alguém contesta?) em garantir a essa parcela da população condições mínimas para o exercício da cidadania. 2. Eles não oferecem risco grave à sociedade, ainda que tenham lesado financeiramente os mercados, farmácias, etc.
Ou seja, para esses tipos de crime é verificado a necessidade de rever o ordenamento jurídico e pensar em ações afirmativas para reduzir seu impacto na sociedade.

Beleza, agora estamos tratando de um outro tipo de crime, estupro cometido por pessoas públicas aproveitando-se de apreciadoras de sua arte. Esse tipo de crime, considerado hediondo pelo Estado provocou, além do prejuízo físico e psicológico circunstancial, limitação de seus direitos individuais por estarem sob um julgamento sórdido da sociedade, uma atitude realmente reprovável.
Esse caso tinha evidência e testemunho das vítimas mas devido a outras subjetividades avaliadas pelo judiciário o Habeas corpus foi concedido. Você não precisa concordar com a deliberação da justiça, não é isso o Estado democrático que tanto defende.

Agora vamos ao outro tema, o termo empregado pela Lola. À Lola e à qualquer cidadão é resguardado a liberdade de expressão, significando que ela tem todo o direito de se referir à eles como bem entender. Pergunta: Quem deve ser julgado? A Lola por acusar sem provas judiciais alguém de estupro ou os acusados mantendo seguindo todos os critérios do Estado de Direito?
A Lola não fez nenhuma difamação mal intencionada, sem fundamento. Não vejo motivo algum para reprovar a escolha de palavras dela.

O resto do teu discurso é repetido e eu compreendo, acho que usou um tom agressivo sem a menor necessidade (imagino q vc entenda q caixa alta é usado quando vc está gritando, no geral - usei no final não em desrespeito mas para enfatizar o ponto, concluir)
N falei em nenhum momento sobre cercear a defesa e até o momento não consegui enxergar aonde a expressão das meninas no protesto e na internet fere a presunção de inocência ou a defesa.

"E, aproveitando, me responde também esta pergunta: se vc fosse acusado, de que forma gostaria de ser julgado? Com ou sem direito a defesa? Sendo pré-julgado como culpado ou como inocente?"

Uai, como todo cidadão, pelo Estado, com presunção de inocência e com as atitudes mais éticas que me couberem: isso inclui me declarar culpado caso seja verdade e isso inclui me afastar de atividades públicas que firam a dignidade da sociedade.

Abraços, Phillipe

SeekingWisdom disse...

Mônica,
Acho que faltou concluir umas coisas,
nessa questão da prisão preventiva como feminista vc talvez já tenha sido confrontada com o ataque à LMP - a eterna anticonstitucional pros machinhos. Percebe que, apesar de respeitar a presunção de inocência a prisão preventiva é decretada baseada em evidências (exame de corpo de delito e testemunhos). Pois então, a prisão do agressor tem o objetivo de impedir que as mulheres continuem morrendo na mão desses agressores (sei que há outras ferramentas mas estou colocando esse pois cercea a liberdade individual do acusado). Em caso de falsa acusação o agressor inclusive pode ser resarcido pelo Estado (óbvio que isso configura], de fato, uma exceção).

Quando falo desses músicos não estou falando de pessoas comuns, estamos falando de pessoas que estão acusadas de um crime hediondo e que podem sim apresentar risco à sociedade se avaliarmos as evidências disponíveis.

Se eles tem registro nos órgãos profissionais (como a ordem dos músicos - não devem ter pq n é obrigatório, talvez hora de repensar isso) eles deveriam ser julgados e ter sua licença cassada até que o julgamento civil seja concluído.

Ou seja, quando falamos de cultura de estupro falamos de muitos aspectos, e muitos deles institucionalizados, que perpetuam uma condição de opressão social. Avaliar tais mecanismos, acompanhando de perto, fazendo intervenções na sociedade e exigindo justiça (além da reavaliação das ferramentas jurídicas) é dever do cidadão na sociedade verdadeiramente democrática.

Já imaginou se em virtude dessa imaculada inocência o Estado usasse de repressão policial para impedir os protestos?

Só pra refletir mais.
Abraços, Phillipe

Mordred Paganini disse...

Quer dizer, vc viu má vontade no meu comentário em resposta à Mordred, mas não viu problema nenhum em ela ter disse que “gente como eu” dar licença vitalícia para estuprar? Tá bom que, quando a gente concorda com o comentário, fica mais difícil perceber os problemas. Quando a gente discorda, todos os problemas ficam mais evidentes.
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Tem razão, Monica, o ad hominen foi desnecessário, desculpe.
E só para esclarecer, mesmo desprezando por completo este sistema de manutenção do status quo, reconheço que não dispomos de nada melhor para colocar no lugar, ao menos não em nível macro,

E algumas destas leis precisam existir porque se não existissem o número de crimes seria muito maior. Quantas pessoas matariam, roubariam ou estuprariam em nossa sociedade? Poucas se comparadas às que fariam isso se não houvesse chance de punição.

Mas que precisem existir leis para que as pessoas não cometam monstruosidades é a prova cabal do quão superestimada a humanidade é como espécie, porque olha...A tal da banalidade do mal...

Bem, em meu atual emprego vou atuar dizendo aos funcionários que fazem marcação de consultas pelo SUS que eles devem tratar os usuários com educação.

Tipo, os funcionários vão fazer treinamento para aprender a tratar pessoas com o mínimo de educação e profissionalismo que a função exige!

Ai Hobbes, cala a boca!!

Enfim, sei que pareço ter mudado de assunto, mas não. O que eu quis dizer:

1 - Desculpe pelo ad hominem desnecessário.

2- Ainda assim, continuo achando que a maneira como este caso vem sendo conduzido tem sido extremamente covarde com as vítimas e está sim dando licença para estuprar não apenas para os acusados, mas para outros.

3 - Acredito na noção de direitos humanos, mas também acredito em prioridades. Neste caso, proteger as (possíveis) vítimas é mais importante. E neste momento lembro do meu paciente de 5 anos que foi estuprado pelo pai e ainda assim a mãe da vítima demorou meses até conseguir um defensor público que resolvesse pegar o caso. Quem não tem dinheiro para advogado fica nas mãos de deus e como este não existe, FUDEU. Daí ela teve que ouvir as maiores barbaridades e teve a vida destruída no processo enquanto o ex-marido dela vai muito bem, obrigada. O conselho tutelar não pediu uma medida protetiva porque "isso teria que ser provado". E a integridade física e moral da criança foi para a puta que pariu. Ah, e a representante da Vara de Família ainda sugeriu guarda compartilhada depois de ouvir toda história! Parece piada, mas aconteceu e eu vi. Enfim, é o que eu quero dizer com prioridade.

4 - Já disse aqui mais de uma vez que direitos humanos é para todos, inclusive para aqueles que eu gostaria que não tivessem. Ainda bem que não são as minhas paixões pessoais que guiam o Estado, estou satisfeita e conformada com isso, mesmo considerando que há um custo. Enfim, a privação de liberdade é algo grave, mas enquanto eles estão em liberdade, estão também promovendo uma intensa campanha difamatória contra as vítimas e usando os fãs, incitando mais violência contra as vítimas em suas músicas, aumentando ainda mais o trauma imensurável dessas moças. Enfim, como réus, fazem por merecer com louvor a privação de liberdade.

5 - Mesmo que este caso, por mais improvável que seja, se revele uma falsa denúncia eu jamais me arrependeria de estar do lado das meninas. O mundo precisa ver que agora a violência contra a mulher não fica mais sem resposta e as pessoas precisam começar a ver o estupro como um ato mais abominável do que canibalismo. Só assim esta merda de cultura acaba.

Mônica disse...

Maíra,

Eu ia te responder que, na minha opinião, o teu discurso coloca a questão em contornos de “bem x mal”. Putz, to cansada.

Na minha opinião, é uma falácia achar que retirar garantias processuais dos réus vai trazer algum bem para as vítimas. É uma falácia achar que a prisão dos réus vai trazer segurança às vítimas. Eu entendo às críticas ao sistema judiciário, só não concordo que acabar com institutos da democracia seja solução. Não é uma questão de escolher entre as vítimas e os acusados...


Philippe,

Eu ia te dizer que concordo em parte com o que disse que sobre a prisão preventiva. E que, com relação ao termo utilizado pela Lola, é mais ou menos o que eu disse para a Cora no comentário anterior. Não dá bola pra caixa alta, não quero gritar, só enfatizar. E as vezes só quer diferenciar do texto que tô citando mesmo.

E ia dizer para a Sara que também acho lamentável que algumas pessoas venham aqui e não tenham um mínimo de abertura para tentar entender posições divergentes e discutir. Não sabia que era um blog de pensamento único, ame-o ou deixe-o.

Só que na verdade eu resolvi me calar agora e rever tudo o que eu disse e o que eu penso. Vai ser muito difícil porque (vcs viram) eu estou bem convicta. Não sei no que vai dar. Mas acho que é o caso de fazer isso agora porque me preocupo quando estou concordando com pessoas conservadoras ou quando elas estão concordando comigo. Acho que esse pode ser o caso agora.


Anônimo disse...

Sabe Mônica, eu admiro a sua determinação e acredito que você esteja debatendo por algo realmente importante. Não sei se você já assistiu o filme 12 homens e uma sentença, mas se não viu, veja é obrigatório.

Acontece que você escolheu o lugar errado (um blog feminista onde a gente lê quase todo dia histórias de abuso e violência que acabaram em
Impunidade por uma série de fatores incluindo defeitosno sistema judiciário) e principalmente o caso errado: o que está acontecendo de concreto é o contrário do que você teme. Nesse caso não tem nada de cerceamento de defesa. Tem sim muitos indícios de que os ideais que você defende, que são legítimos estejam sendo usados como subterfúgio para minimizar um crime hediondo.

Então por mais que você tenha razào e sim, não podemos chamar os acusados de estupradores ainda, isso parece pouco relevante perante a gravidade do caso e o terror que essas meninas passaram e continuam passando.

E ai quando se publica um relato forte e emocionante como esse e o que te chama a atenção no meio de tudo é essa questão semântica fica parecendo que você está do lado daqueles que acham correto escarafuchar a lei para defender criminosos.

O seu amor pelo estado de direito é bonito, mas a justiça é um ideal que está acima dele. Abraços Renata

Mônica disse...

Mordred,

não precisa pedir desculpas para mim, sério, eu que teria que pedir uma dezena de desculpas desde que eu comecei a falar.

Tu não sabe como eu fico feliz de saber que existe uma pessoa como tu do lado das vítimas.

Mas é que ver esse discurso único de punitivismo penal, que está cada vez mais forte, me preocupa.

Por isso, eu acho importante que alguém seja uma voz discordante. Para que o assunto seja debatido na sociedade.

Eu fiz minha escolha. Mas isso não quer dizer que eu não entenda as razões do outro lado. E não quer dizer que não respeite.

Mas como disse antes, agora vou repensar... Vou ler, vou estudar, vou refletir. Mas vou parar de discutir um pouco...

Vivian disse...

Lola, nção entendo por que vc aprova certos comentários. Por que aprovar o comentário do Habib? O intuito é levantar discussão nos comentários, enriquecer os pontos de vista com posicionamentos completamente opostos ao post?
Com toda a franqueza, já tem o resto do mundo todo contra as mulheres, venho no seu blog pra ler algo que vá contra isso, então é muito duro ver que o espaço é cedido para esse tipo de mentalidade. Estou bem inclinada a simplesmente não ler mais as discussões dos comentários, para não topar com essas opiniões repugnantes.

SeekingWisdom disse...

Mônica, eu ia te alertar pra isso: quando tem mascu concordando com seu argumento melhor conferir se não tem problema nele.
Não acho que você precisa, necessariamente, mudar de opinião, mas realmente repensar sobre essas nuânces e tentar contrapor com novos argumentos em cima.
Abraços, Phillipe

Mônica disse...

Renata, meu amor é menos pelo estado de direito, e mais pela democracia, mas eu entendi o que tu quis dizer e agradeço pelas palavras.
Estendo a vc e ao Philippe e à Cora tb o que eu disse à Mordred. Me faz muito feliz saber que pessoas como vcs existem. O fato de eu discordar em um ponto ou outro não muda isso.
Abraços e boa noite.

Anônimo disse...

Mônica,
eu não entendo nada de direito e de constituição, e vejo que tem razão a revolta contra seus argumentos porque eles fundamentam muito corretamente a maior desculpa usada por "trolls mascus" - nos comentários que vemos nos de casos de suspeita de estupro - que é a presunção da inocência.
Acho que a revolta maior é que tudo o que você fala é uma verdade, na minha opinião, mas esta verdade, em casos específicos de estupro já está muito bem defendida pelos machistas de plantão e não precisa ser fundamentada novamente.
A maior revolta contra seus comentários é que, pelo que eu percebi, eles foram entendidos como aquele brado ridículo de: "ninguém pensa que a vítima pode estar mentindo? cadê a presunção da inocência" quando na verdade você só quer dizer que todos temos os mesmos direitos e deveres e que estes devem ser respeitados.
Eu acho seu discurso ótimo! Eu concordo com você.
Quanto ao seu comentário sobre a Lola condenar ao chamar os réus de estupradores, enfim, talvez chamar os integrantes da banda de estupradores antes da condenação pelo crime seja correspondente a chamar estupradas de vadias. (ou seja, presumir a culpa) Talvez não.
Não sei me expressar direito, mas espero ter conseguido falar coisa com coisa...)
Eu gosto do discurso de inocência e apoio muito porque minha família foi julgada e condenada pela sociedade e pela mídia, certa vez, e eu gostaria muito que quando alguém que lê uma reportagem na internet ou na TV se colocasse no lugar do réu e pensasse se as provas mostradas são verdadeiras, e confesso, que só depois deste episódio trágico, que eu passei a olhar tudo com imparcialidade, ou era o que eu pensava, até você começar esta discussão... Realmente, é dificílimo para mim olhar réus de estupro presumindo a inocência deles (ainda mais quando este olhar é tão requisitado por muitos com o argumento de "ninguém pensa que a vítima pode estar mentindo?") porque, como ocorre com 3 a cada 4 mulheres, eu sofri violência sexual, e minha tendência é ter empatia com a vítima.
A. A.

Anônimo disse...

Lola, triste o que vou falar...

Tive a certeza de que fui estuprada hj, disse que nao queria, afastei meu corpo, disse que estava dolorida ...e mesmo com a minha negativa ele transou comigo, me chamou de puta, vagabunda, que era pra eu sentir dor mesmo...que ele gostava assiiim...Fiquei por uma hora depois do ato
olhando a tv e refletindo sobre o que tinha passado comigo e com imensa vontade de chorar, mas nao quis me mostrar fraca perante meu estuprador, depois ainda ele ficou dando leves chutes em mim, batia com força em td meu corpo e puxava meu cabelo, mesmo depois do sexo não consentido .... to sem rumo lola, me ajuda, acho que ele viu o que fez e depois tentou ser carinhoso comigo, como forma de me calar ....me ajudeee lola. qual a opiniao de vcs sobre isso?

lola aronovich disse...

Querida, que tristeza! Só posso imaginar como vc deve estar se sentindo. Olha, denuncie. Faça exame de corpo de delito. Faça um BO. Muitas vezes é difícil provar, e às vezes será sua palavra contra a dele. Mas denuncie mesmo assim. E corte qualquer tipo de contato com ele. Ok? Não fale com ele, que vc ainda pode ser mais agredida. Se vc conseguir algum email ou mensagem dele pedindo desculpas ou algo assim, guarde, que pode servir de evidência. Mas não chegue perto dele.
Fique bem. Espero que vc consiga superar essa violência.

Mordred Paganini disse...

Anônimo disse...
Lola, triste o que vou falar...

Tive a certeza de que fui estuprada hj, disse que nao queria, afastei meu corpo, disse que estava dolorida ...e mesmo com a minha negativa ele transou comigo, me chamou de puta, vagabunda, que era pra eu sentir dor mesmo...que ele gostava assiiim...Fiquei por uma hora depois do ato
olhando a tv e refletindo sobre o que tinha passado comigo e com imensa vontade de chorar, mas nao quis me mostrar fraca perante meu estuprador, depois ainda ele ficou dando leves chutes em mim, batia com força em td meu corpo e puxava meu cabelo, mesmo depois do sexo não consentido .... to sem rumo lola, me ajuda, acho que ele viu o que fez e depois tentou ser carinhoso comigo, como forma de me calar ....me ajudeee lola. qual a opiniao de vcs sobre isso?

25 de fevereiro de 2013 02:58

________________________

Não tome banho. Ligue para uma pessoa de muita confiança e vá até a delegacia da mulher (DEAM) mais próxima da sua casa. NÃO TOME BANHO!!!

Seu corpo é evidência neste momento. Mas se puder vá com alguém de confiança, que possa te defender caso a pessoa que te atender seja impaciente/ignorante/etc.

Anônimo disse...

to chocada com os comentarios dessa louca dessa monica. eu fiz direito e nao concordo com nada do q ela esta falando. aguardar o julgamento preso, quando ha necessidade (como neste caso) nao fere em NADA o contraditorio, o devido processo legal, a ampla defesa...

Priscila disse...

Concordo com a Vivian às 00:50. O Habib nem vai voltar para ler as respostas. Tudo que ele queria era vir encher o saco, e conseguiu.

Sara disse...

recebi essa frase no FB, e não teve como não lembrar dos debates travados aqui.

"A lei é uma forma ardilosa de burlar a justiça"

aiaiai disse...

Mônica,

sua comparação não é legítima, uma vez que o holocausto ocorreu dentro das leis e com a colaboração do sistema judiciário alemão. Ao mandar os judeus para os campos de concentração, Hitler contava com total apoio do judiciário. Historicamente este é um dos exemplos de como a gente NÃO deve ser totalmente a favor do judiciário. Por vezes, ele está do lado errado da ética. Então, sua argumentação na base da lei de godwin é totalmente desprovida de sentido. Vc só cita holocausto para "causar".

Protestar contra as leis e contra o sistema judiciário é um direito humano. É assim que a sociedade democrática evolui. A escravidão era lei, as mulheres não votarem era lei, mandar para cadeia alguém por ser homossexual era lei, etc, etc, etc.

Enfim, repense suas ideias. É pra isso que a gente está aqui debatendo. Este não é um blog a favor de "manter as coisas como elas são". Pelo que eu entendo, este é um blog de "vamos pensar se não dá para fazer melhor todas essas coisas". Certo, Lolinha?

Priscila Feijó disse...

Habib

"Cuidado com sua traseira, você também tem um orifício e pode aparecer alguém por aí achando que é óbvio que você quer cedê-lo, só está se fazendo de difícil. Só não reclame depois, você queria."

huahauha ótima essa, eu poderia ter escrito isso.
Se é pra vir aqui defender a new Hit então poupe seu teclado.

GLStoque disse...

É desse exército que a gente precisa. Já me alistei.

Sara disse...

aiaiai vc escreveu exatamente o q eu gostaria de dizer pra essa garota, obrigada por explicitar tão bem o q eu acho a esse respeito.

Thiago disse...

“Não acho que uma suposta lentidão da Justiça ou apego a tecnicalidades sejam argumentos suficientes para abrir mão de garantias processuais fundamentais. Acho sim que o sistema deve ser aprimorado. As condições de todos os acusados perante a Justiça devem ser mais igualitárias. A Justiça deve ser mais eficaz. Mas, isso, na minha opinião, se consegue com mais investimento no Judiciário (mais servidores, mais tecnologia), com fortalecimento da Defensoria Pública... Não com retrocesso em termos de garantias processuais.”
É Monica, realmente você conseguiu resumir o que eu iria dizer.
Nós realmente precisamos aprimorar o sistema judiciário e atualizar a Lei Penal, falhas processuais não devem ser utilizadas como desculpas para criar “Tribunais de Exceção” que desrespeitam direitos básicos.

Mordred Paganini disse...

Monica: insisto nas desculpas. O que disse foi desnecessário.

E acho que vocês estão sendo injustos com a Monica por pintá-la como uma legalista radical. Não se trata disto.

Felipe Barreto disse...

“sua comparação não é legítima, uma vez que o holocausto ocorreu dentro das leis e com a colaboração do sistema judiciário alemão. Ao mandar os judeus para os campos de concentração, Hitler contava com total apoio do judiciário. Historicamente este é um dos exemplos de como a gente NÃO deve ser totalmente a favor do judiciário. Por vezes, ele está do lado errado da ética. Então, sua argumentação na base da lei de godwin é totalmente desprovida de sentido. Vc só cita holocausto para "causar".”


A Alemanha nazista só pôde exterminar os judeus porque não era um Estado Democrático. Existia uma absoluta concentração de poderes nas mãos de Hitler. O Poder Judiciário não era autônomo e independente, como acontece em um Estado democrático. Não existia Constituição de Estado, não existiam garantias individuais, não existia poder legislativo independente. O que existia era a vontade soberana de um único homem.

A analogia da Mônica faz sim sentido, pois foi a ausência de democracia o fator fundamental para a perseguição e o posterior extermínio dos judeus. Na República de Weimar, Estado democrático que precedeu o Estado nazista, uma perseguição aos judeus jamais poderia ter o respaldo da lei e dos tribunais legais. Foi necessário o rompimento com a ordem Democrática para que o extermínio dos judeus pudesse ser perpetrado.

Democracia prega a igualdade perante a lei. Ninguém pode ser culpado por ser da raça judaica, negra, por ser homossexual, por ser deficiente mental, por ser mulher, por ser pobre, ou coisa do tipo. Apenas os regimes totalitários e ditatoriais perseguem seres humanos levando em consideração características discriminatórias arbitrárias.

E é justamente querendo evitar instituições que possam macular uma legítima ordem democrática que a Mônica vem defendendo o seu ponto de vista de forma tão veemente. E ela está corretíssima.

Lei de Godwin foi uma bobagem que você utilizou para tentar calar a boca dela de forma mesquinha e tirânica. Não deu certo.

E a senhorita Paganini foi deveras desonesta quando tentou imputar à pessoa da Mônica responsabilidade por supostos crimes que venham a ser cometidos por pessoas que estejam gozando do seu direito à ampla defesa. Em nenhum momento a Mônica sustentou a liberdade de pessoas comprovadamente perigosas para a sociedade. Ela questionou sobre os riscos e prejuízos de se manter preso uma pessoa inocente.

Como o risco de ir para a cadeia, sendo inocente, ainda não chegou até a pessoa da senhorita Paganini, ela pode desdenhar dessa garantia a vontade, pois, como diria a minha vó, pimenta no * dos outros é refresco.

E é axioma invariável em direito preferir que um culpado fique livre, do que pôr um inocente na cadeia.

Uchiha Itachi Daniele disse...

Mônica, usar o googl não dói, e evta falar merda.

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/09/laudo-aponta-semen-em-roupas-de-adolescentes-afirma-policia-na-bahia.html

http://g1.globo.com/bahia/noticia/2012/09/laudo-confirma-que-meninas-foram-estupradas-por-integrantes-de-banda.html

Marcelly disse...

direito de defesa = ok,

direito de ficar na rua quando
Há provas fisicas e claras de que esturpou uma crinça = lei do tenho dinheiro então não fico preso...

entendam..ele não são suspeitos..são culpados...culpados...

entendem a diferença????


que sacomeu..nao eh o lugar de ficar dizendoque quem foi acusado tem direito a resposta...


nesse contexto isso soa sim machista..e elitista até...
nao vejoninguem indagandoquandopassa a resportagem de um bandido de favela que foi preso suspeito de ter matado...

Marcelly disse...

extra extra..morador de favela é preso por trafico, e droga eh enocntrada com digitais dele perto de sua casa...
testemunhas dizem que viram ele netrando em uma casa com alguns pacotes

-comentarios:
sera mesmo que foi ele?
ha essas testemunhas estão mentindo..
aa..mas ele tem direito a defesa.. neh gente..magiiina...





seriam esses os comentarios? que são tao comuns em caso de estupro?

não neh?

Ana Clara disse...

Gente, eu não acompanhei toda a discussão entre a Mônica e o pessoal daqui. Acontece que, como feminista que também é militante contra o punitivismo penal, eu acho que posso tentar esclarecer algumas coisas sobre o que eu acho que a Mônica quis dizer, mas não se expressou direito ou não foi tão bem interpretada sobre essa questão.

Acho que ela não estava falando exatamente sobre o caso concreto do New Hit. Ou, se ela iniciou o debate falando sobre isso, depois se arrependeu e mudou de ideia. O que eu acho que ela quis chamar atenção foi para o fato de algumas feministas passarem por cima de direitos e garantias fundamentais quando o assunto são crimes de gênero.

Eu não sei se é o caso do New Hit, mas eu sinceramente acredito que não. Minha opinião pessoal é que eles são culpados, embora não tenha conhecimento suficiente do caso. E, pelo que eu vi, a Mônica não estava criticando quem, sabendo de todos os pormenores do caso, defendia que a prisão provisória deveria ser decretada (e eu tendo a achar que sim, pelos motivos que já foram expostos por outros comentaristas). O que ela chamava a atenção é para o fato de que, nesse e em outros casos, algumas feministas sempre pediam a prisão provisória, mesmo sem saber o que é necessário para que ela seja decretada e se haveria mérito para tal, simplesmente porque a acusação foi de estupro ou violência de gênero.

Eu não sei se teve gente aqui que fez isso, mas eu já vi várias vezes feministas fazerem isso em outras ocasiões. Já vi feministas defenderem que deveria existir uma lei obrigando todos os acusados de estupro a permanecerem presos até o julgamento (em semelhança ao que acontece com quem é acusado de tráfico de drogas, uma das situações que mais favorece injustiças no sistema judiciário brasileiro). Já vi feministas defendendo prisão perpétua, pena de morte e castração química para casos de estupro. Já vi feministas inclusive questionando normas protetivas básicas do Direito como "todos são inocentes até que se prove o contrário" e "não há crime sem lei anterior que o defina" com o objetivo de aumentar a possibilidade de punição do acusado. Tudo isso, minha gente, é punitivismo penal e desrespeito aos Direitos Humanos. E eu acredito que era contra isso que a Mônica tentou falar.

Sobre os movimentos das mulheres sobre o caso, eu não sei em que direção a Mônica se pronunciou. Mas eu posso dar certeza que sou totalmente a favor e queria muito poder participar em setembro se eu pudesse. Eu só acho que esse é o papel da sociedade civil, e não do judiciário. A sociedade civil tem o direito de "escrachar" e de pressionar a opinião púbica e as autoridades políticas, mas o judiciário não tem que se meter, ele tem que se esforçar ao máximo para ser imparcial e julgar o que tem em mãos. É óbvio que a pressão popular influencia o judiciário, mas essa pressão tem que vir de fora, e não de dentro. Dentro, tem que prevalecer o respeito aos direitos do acusado, ao devido processo legal, à ampla defesa e ao contraditório etc. etc. etc.

Ana Clara disse...

Só uma coisa que eu não posso deixar passar sobre um comentário aqui em cima:

"que sacomeu..nao eh o lugar de ficar dizendoque quem foi acusado tem direito a resposta...


nesse contexto isso soa sim machista..e elitista até..nao vejoninguem indagandoquandopassa a resportagem de um bandido de favela que foi preso suspeito de ter matado..."

Eu não sei se você conhece os movimentos que questionam a punitividade do sistema penal, mas a maioria deles trabalha quase que exclusivamente com casos de pessoas pobres e negras - eu inclusive -, porque é contra elas que a agressividade penal do Estado recai de maneira mais forte.

Então você está redondamente equivocada, e eu sugiro que pesquise um pouco mais sobre o assunto antes de sair falando besteira por aí.

Anônimo disse...

Legalmente falando pra lá, direitos dos acusados pra cá...

Devemos presumir inocência!

Deusmelivre mandar um inocente para a prisão (a.k.a privá-lo de uma vida "digna" e em sociedade)!


Falta de empatia com duas crianças estupradas, a gente vê por aqui.

Os advogados presentes se manifestaram visando ganhar esse caso? Tá parecendo...

Enquanto isso, por mais sete longos meses, duas crianças vítimas de violência continuarão não tendo voz, tampouco "vida digna em sociedade"... Ainda é preciso dizer PQ tantos de nós lamentamos o fato de esse processo se arrastar tão vagarosamente, enquanto os acusados seguem suas vidas como se nada houvesse ocorrido?

Ah, faz o favor!

Presenciamos o encontro de duas almas identicas aqui! Pessoas cuja adoração pelo Estado e seu judiciario decadente se sobrepõe a qualquer sentimento dito humanóide de empatia ou compaixão.
Dariam um belo casal, já dizia minha vó.

Sara disse...

realmente to passada com tanta gente pra defender OS DIREITOS desses facinoras, e ainda por cima querer que achemos maravilhosos os seus motivos tão humanitários.
Ja não basta esses viboras peçonhentas terem a sociedade, a justiça, as autoridades a favor deles, ainda vem essa renca toda de gente aqui dizer que quem reenvindica JUSTIÇA de verdade não essa patifaria que fezem com as leis, é quem esta errado.
Só faltaram dizer q estamos aqui sendo duras demais com esses gentis rapazes, e que na realidade quem deveria estar na cadeia são as moçinhas q foram estupradas.
Pra mim faltou pouco pra essa inversão total...

Sara disse...

Protestar contra as leis e contra o sistema judiciário é um direito humano. É assim que a sociedade democrática evolui. A escravidão era lei, as mulheres não votarem era lei, mandar para cadeia alguém por ser homossexual era lei, etc, etc, etc[2]aiaiai

Se as leis q temos aqui não nos defendem, e aindo nos expõe a mais riscos, e só protege aos criminosos que mudem esseas leis...

Cris disse...

Nossa Lola, fiqei emocionada!
Mulheres juntas, pq eu nunca passei pelo que essas meninas passaram, mas eu já me senti ameaçada em vários momentos!
O que aconteceu com elas poderia ter acontecido com qualquer uma de nós!

MOnica, eu entendo a tua argumentação! Sou da área jurídica e defendo com unhas e dentes a premissas de um Estado Democrático de Direito!

O que tem que nos levar a reflexão é...os caras foram soltos pq a preventiva deles não preenche os requisitos legais. E se não preenche eles não devem ficar presos mesmo, afinal abrir mão disso é colocar em risco a liberdade de todos e todas.
Mas e se eles fossem negros, pobres e desdentados? Talvez ai os requisitos estivessem preenchidos né! Sabemos que prisão preventiva é usada como medida de segurança pública quando convém!

Mas a questão vai além...se eles estivessem presos, isso não liberaria as vítimas, pq o machismo ainda assim perduraria.

Nossa briga tem que ser contra esse discurso de culpabilização das vítimas e não contra as garantias de um Estado Democrático!

Ju disse...

Que bonito o que essas mulheres fizeram. Eu me emocionei lendo o post e assistindo os 3 vídeos dos protestos que elas fizeram. Com certeza em setembro vai ficar muito maior e finalmente esses ESTUPRADORES vão pra cadeia.

"Presenciamos o encontro de duas almas identicas aqui! Pessoas cuja adoração pelo Estado e seu judiciario decadente se sobrepõe a qualquer sentimento dito humanóide de empatia ou compaixão.
Dariam um belo casal, já dizia minha vó."

Realmente. Mas eu não desejo essa desgraça pra ninguém, nem pra Mônica que parece que quer uma vaga de advogada dos estupradores.

Nessa embromação toda eu lembrei de uma pergunta que o advogado de defesa do Gil Rugai fez para uma testemunha que afirmou ter visto uma arma na gaveta da mesa do Rugai dias antes do pai dele e da madrasta serem assassinados com 11 tiros: - "Mas como você sabe se a arma era de verdade ou de mentira?"

Quer dizer.. já pensou se esse psicopata fosse absolvido por causa de gracinha de advogado?

Anônimo disse...

Lola, Sara e todos os outros, entendo sua revolta, mas deixem suas colocações para depois que eles forem condenados. Pré julgamento e preconceito são bem parentes próximos.

Ana Clara disse...

"Presenciamos o encontro de duas almas identicas aqui! Pessoas cuja adoração pelo Estado e seu judiciario decadente se sobrepõe a qualquer sentimento dito humanóide de empatia ou compaixão.
Dariam um belo casal, já dizia minha vó."

É de verdade isso? Eu tô ouvindo isso de uma feminista? Você nem me conhece, você não faz a menor ideia de tudo o que eu já passei, você simplesmente não tem nenhum direito de me julgar desse jeito.

Se você conhecesse um pouco mais do assunto, entenderia que lutar contra o punitivismo penal é exatamente lutar CONTRA ações arbitrárias do Estado e do judiciário, e não "adorá-los". Mas você não conhece do assunto, como dá pra ver.

Felizmente, existem algumas regras básicas que tentam, pelo menos, diminuir a probabilidade de isso acontecer. Regras reconhecidas em praticamente todos os países que são Estados democráticos de Direito.

Todo mundo tem o direito de querer mudar a lei. Eu mesma trabalho para mudar a lei de drogas no meu país. Eu só não entendi exatamente o que você quer mudar. A presunção de inocência? As garantias fundamentais?

A Cris deixou bem claro qual era o meu ponto ali. A questão é lutar contra a culpabilização da vítima, contra a cultura do estupro, contra a morosidade do processo judicial, contra a seletividade do judiciário em relação a raça, classe e gênero; mas nunca lutar contra garantias constitucionais que tentam nos proteger minimamente da carnificina que é o punitivismo penal.

Mas, sinceramente, eu não tenho mais paciência para explicar isso para algumas pessoas que se recusam a entender.

Shey disse...

Beleza, agora tão promovendo a coitada da Monica a defensora de estupradores. Daqui a pouco ela vira mascu tbm.
Menos, bem menos. Esfriar a cabeça e desfazer a turba, plz.

Obs.: Não concordo com tudo o que ela disse, mas entendo. E, na boa, povo tá esquecendo de enxergar que a ameaça à integridade das meninas não é no momento a tal bandinha, e sim os não-réus, resultante da cultura do estupro.

Thiago disse...

"Mônica que parece que quer uma vaga de advogada dos estupradores."

A Mônica escreveu até e argumentou, ao invés de contestar o argumento dela vem com ofensas à pessoa dela.
A Mônica está defendendo direitos básicos.

Muitos aqui querem combater o "crime" de estupro desrespeitando direitos constitucionais e penais básicos. Muito contraditório.

É muito leviano dizer que a Mônica quer ser "advogada de estuprador" porque ela está defendendo presunção de inocência e outros direitos.

Não teremos um Estado democrático de direito onde somente alguns direitos são respeitados. A grande falácia de vários aqui é dizer que esse Estado de direito é imutável e ineficiente pra justificar atitudes de retrocesso. Vamos lutar para aprimorá-lo.

Ju disse...

Oxe, Thiago, relaxa aí que a Mônica sabe se defender sozinha.
Se ela veio até um blog feminista defender estuprador ela não precisa de suas belas palavras pra porra nenhuma.
Tenha uma boa noite.

Sara disse...

Chamem-me de ignorante ou do q mais quizerem, mas NUNCA vou me conformar com a impunidade que graça nesse pais, e em muitos outros, é preciso uma verdadeira batalha épica para mandar algum criminoso pra cadeia, eles matam muitas vezes em frente as camaras de vigilância, como ja vi varias vezes, e nem assim, vão pra cadeia.
Essas garotas foram periciadas , esta comprovado o estupro, e temos q achar maravilhoso que nosso conjunto de leis nos diga q eles não tem q ser presos pelo crime q praticaram, muitissimos aqui estão revoltados não com essa injustiça, e sim com o clamor de pouquissimas vozes que não se conformam de termos leis tão escrotas, ineficazes, e que beneficiam tanto aos homens q nos agridem , matam, estupram e torturam.
Essa provisão de presunção de inocencia mesmo diante de tantas evidências pra mim é um assinte.
Mas enquanto a sociedade as autoridades, a justiça, e até mesmo quem diz que é feminista continuar defendendo com unhas e dentes essa lei IMUNDA.
Não vejo luz nenhuma no fim desse triste e tenebroso tunel.
E estou é com as garotas q foram a cidade de Rui Barboza, estuprador tem mais é q ser escrachado pra todo mundo ver, e deveria haver leis que realmente punisse com rigor todo tipo de criminoso, mas a violência contra a mulher ja ha muito tempo esta passando das medidas, e não vejo outra explicação pra isso que não seja essas leis inócuas, q os únicos q se servem delas são os machistas que usam e abusam da impunidade q elas propiciam.
Acho tb muito HIPÓCRITA qdo vejo a repetição do mesmo mantra que todos insistem em repetir, de que mulher q sofre violência tem q denunciar, PRA QUE?????????? pra morrer mais rapido nas mãos do homem q a ameaça, pois não defendem aqui q ele é inocente até q se prove depois de ANOS, e qdo geralmente a mulher ja virou um amontoado de ossos embaixo de sete palmos de terra, (isso se ela tiver muita sorte não é?), ou no caso dos estupros ser automaticamente culpada e ser mais violentada ainda.
Não da pra achar essa violência toda normal, abaixar a cabeça e se conformar, e ainda por cima querer defender esse estado de coisas.
A criminalidade como um todo tem q ser muito melhor enfrentada, e a violência contra a mulher esta inclusa nisso, as leis q temos não estão nos servindo para nada, e tem q ser mudadas urgentemente.

Renata disse...

Sim Sara, o que há de mais revoltante nesse caso é isso. Essas meninas, que na minha opinião são heroínas fizeram tudo certo. Procuraram a polícia logo depois do crime, ainda em estado de surto. Se submeteram a uma série de exames. TODAS as evidências possíveis de serem apresentadas num caso de estupro estão aí. Então esse era um caso que a justiça, se fosse minimamente justa, devia julgar exemplarmente, com eficiência e rapidez.

Não para fazer os acusados de bode expiatório, mas para dar alguma luz no fim do tunel de que vale a pena denunciar. Vale a pena não tomar banho (imagino que isso deve ser o que mais se queira fazer depois de uma violência dessa) e ir direto pra delegacia.

Mas não, o que vemos é um lerdeza, um adiamento por motivo patético. Essas meninas continuando sendo violentadas.

O que vemos é o contrário do que deveria ser: mesmo que você tenha tudo a seu favor, ainda vão duvidar de você, ainda vão te ameaçar, e um bom advogado vai contestar o laudo porque estava escrito com caneta azul e não preta sei lá....

E ai que fica realmente difícil a gente aconselhar as pessoas a denunciarem como fizeram essas meninas. Se nem no caso delas a justiça parece querer fazer alguma coisa imagina no caso da mulher estuprada pelo companheiro, ou da menina abusada bêbada pelo amigo que só vai na delegacia no dia seguinte?

Muito ruim mesmo essa situação toda. Então sinceramente, se eu sofro uma violência eu denuncio porque sou balzaca, casca grossa e sei me defender. Mas se fosse uma filha minha nessa situação eu fico bem em dúvida se não é melhor investir num bom psicólogo do que na justiça brasileira.

Exigir que a justiça seja feita de forma rápida e eficiente (sem quais quais quais de meses de apuração, testemunhas desaparecidas, novo adiamento, enfim essa palhaçada toda que estamos acompanhando) não tem NADA a ver com querer tribunais de exceção ou limitar o direito a defesa.

Bárbara Bastos disse...

Eu entendi errado ou há provas materiais de que as garotas foram estupradas e os próprios "suspeitos" admitiram ter tido relações sexuais com elas? Qual a dúvida aqui? Se a perícia foi feita corretamente? Se os caras da banda mentiram no testemunho (contra eles mesmos)? Que fato novo poderia aparecer num julgamento que poderia demonstrar que a versão delas é fantasiosa?

Uma coisa é criticar quando se chama alguém de estuprador quando há questões dúbias a serem desvendadas num julgamento, outra completamente diferente é neste caso. Não consigo imaginar onde está a dúvida se eles são culpados ou não. Na minha cabeça para eles serem condenados é só uma questão do processo se desenrolar, a única possibilidade do resultado ser outro é compra de juiz, testemunhas e afins.

Por esse raciocínio nem uma pessoa segurando a arma do crime diante de um cadáver deveria ter prisão preventiva decretada...

Habib disse...

Ao contrário do que vocês disseram, eu li os posts de vocês, SIM.

E não encontrei minha resposta.

Eu não quero causar confusão aqui. Aliás, é no mínimo engraçado que quem diz isso é que fez provocações dignas de quarta série.

Apenas fiz uma pergunta.

E alguns que postam aqui já partem pra querer me censurar. Ora, eu apenas estou mostrando o outro lado da moeda que vocês não estão vendo.

Que eles estão sendo condenados antes mesmo do julgamento. Fica a pergunta: E se eles forem inocentes? E se foram ELAS quem buscaram sexo e se arrependeram depois, como MILHARES DE PESSOAS fazem todos os dias, quando traem marido ou mulher e são pegos?

Não estou faltando com o respeito. Agora, por apontar um pequeno grande erro que vocês estão cometendo, mereço o cabresto. Ai ai...

Palmira Margarida disse...

Conclusão: tem advogada na área que quer ficar rica defendendo "bandidos inocentes" (não tem problema, alguém tem que defender bandido, afinal todo mundo merece defesa, ok) e o tal Habib tem que ser enrabado por 10 homens.

Palmira Margarida disse...

pois é, Habibi, uma menina virgem queria muito dá dar p/ 10 caras de uma vez só, apanhar e ser chamada de piranha! super romântico, super primeira vez!
Mesmo que se eu tivesse com todo o fogo na piriquita e quisesse dar para UM cara, ía ser só para um mesmo, porque 10 eu não ía aguentar, ainda mais dentro de um ônibus nojento , fedido, na pracinha e sem o mínimo glamour.
Mas não sei, talvez vc consiga ser enrabado por 10 de uma vez. Ou talvez essas duas meninas sejam atrizes porno natas e aguentam uma forçada boa......a por favor!

Maíra disse...

Lindo.

Bárbara Bastos disse...

Habib,
O exame de corpo delito permite diferenciar sexo forçado de consensual. Se a pessoa se arrepende depois, não é forçado, se a pessoa se arrepende antes, não só é forçado como constitui exatamente... estupro!

Anônimo disse...

Sabe aquele caso de Queimadas? Se as mulheres não tivessem sido executadas, o Habib perguntaria será que não foram elas que procuraram sexo e depois se arrependeram? Aqui, as garotas são fãs. Lá, eram amigas e conhecidas dos estupradores e foram convidadas para a comemorar o aniversário de um deles. Tenho certeza que o Habib questionaria se houve mesmo estupro naquela ocasião. Só não o faz, porque as mulheres foram executadas. Para o Habib, as garotas teriam que ter sido mortas para que se configurasse estupro. Não houve morte? Então elas procuraram e depois se arrependeram, afinal, por que não ter a primeira vez com dez homens num banheiro de ônibus, não é mesmo?

Thiago disse...

Comentario da Ju: Oxe, Thiago, relaxa aí que a Mônica sabe se defender sozinha. Se ela veio até um blog feminista defender estuprador ela não precisa de suas belas palavras pra porra nenhuma.Tenha uma boa noite.

Quanta hostilidade Ju, geralmente é uma das saídas pela tangente de quem não está disposto a contraargumentar.

Em nenhum momento a Monica defende estuprador. Me mostra onde ela escreveu isso?

Qual teoria ou corrente feminista prega desrespeito a direitos civis e penais? Me mostra um livro, um artigo, etc...


Ainda prefiro minhas "palavras bonitas" com argumento do que seu linguajar chulo sem contexto.

Isaac disse...

Habib, como assim leu as respostas? Se tivesse lido mesmo teria percebido que:
1. Uma das moças era virgem, o laudo comprovou isso. Parece que no seu mundo é super natural para as moças virgens aceitarem fazer sexo selvagem com 10 caras de uma vez, sem camisinha, dentro do banheiro de um trailer.
2. O laudo comprova que não houve relação consensual, e sim sexo forçado - em outras palavras, estupro. Como o laudo comprova isso? Simples, quando a mulher faz sexo consensual a vagina libera uma lubrificação natural e a musculatura da região fica relaxada. Quando o sexo não é consensual, ou seja, quando é estupro, não tem lubrificação nem musculatura relaxada, o que provoca lesões internas na vagina da mulher. Além disso, segundo o que foi dito nas reportagens não eram lesões só na parte interna da vagina não, eram hematomas em outras partes do corpo também, como seios e rosto.
3. Segundo as reportagens, em um primeiro momento os caras negaram ter mantido qualquer relação sexual com as meninas. Alguns dias depois, nas reportagens, 2 deles admitiram ter feito sexo consensual e os outros continuaram negando. Agora, nem sei como está a situação mais. Você não acha estranho essa mudança de versões? Quem não deve não teme, se eles não tinham estuprado ninguém o laudo ia comprovar que o sexo foi consensual e qualquer advogado de esquina sabe disso.

Anônimo disse...

Vamos lá Habib, fingimos que você não é troll e vamos seguir a sua linha de raciocínio.

Duas adolescentes menores de idade, uma delas virgem, decidem estavam afim de um sexo grupal no ônibus de uma banda de pagode. Elas conseguem o que tanto queriam, mas logo depois se arrependem. Milhares de pessoas tentariam esquecer o fato simplesmente. Mas não, apesar delas terem consentido o sexo, ele foi foi tão ruim, mas tão ruim que não bastava esquecer. Não bastava nem mesmo tentar chantagear os rapazes de alguma maneira. Elas decidiram então que o único castigo que os caras que deram aquilo que elas estavam querendo era a cadeia.

Então elas foram na delegacia, fingiram terror, e se submeteram a uma série de exames e interrogatórios super divertidos para poderem acusar os ídolos com os quais elas queriam sexo, mas se arrependeram, de estupro.

O que elas ganham com isso: dinheiro, sucesso? Não, ganham a perda da liberdade. Mas mesmo assim, o sexo que elas queriam foi tão, tão péssimo que elas mantém a queixa.

Ainda que essa história tivesse algum fundamento lógico, ainda assim, esses pobrezinhos sem direito a defesa tiveram 5 meses para tentar convencer alguém disso. Chamaram 35 testemunhas (duas delas sumidas) para tanto.

Mais alguma dúvida?

Anônimo disse...

Essas meninas tinham sonhos, como toda menina, tinham ídolos, ídolos dos pés de barro, que destruíram seus sonhos, e marcaram suas vidas para sempre, que tipo de monstro faz isto com quem lhes tinha carinho ?
E não só neste caso, mas diariamente vemos casos de feminicídio generalizado, de exposição de ódio e misoginia sem limites, dezenas de mulheres são mortas ou estupradas por homens todos os dias, "companheiros", ex "companheiros" pais, irmãos, conhecidos, vizinhos, tudo.

Eu me pergunto como algumas de nos ainda podem ter sentimentos românticos quanto a eles ? serio, parece o mesmo que os oprimidos de uma senzala sentirem sentimentos de afeto e carinho para com seus capatazes.
Se alguém conseguir me explicar por favor...

Black Feminist

Ju disse...

Thiago, você é advogado também?


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Habib,
quem faz provocações dignas de quarta série aqui é você.
Você é um troll. Você é um idiota. Nem capacidade de arranjar um nick decente pra trollar você tem.
Isso só mostra como sua mente é limitada.
Você é um desocupado que fez questão que seu comentário fosse o primeiro nessa caixa. Mostre que vc tem um pouco de dignidade e delete-os.

Anônimo disse...

E ai Habib, vamos imaginar que essa sua versão fantasiosa tivesse algum mínimo fundo verdade sabe que coisa horrível aconteceu com eles??

Foram presos?? (não, as vítimas é que estão sem liberdade)
Ficaram impedidos de trabalhar ou estudar?? (não, mas as vítimas estão)
Tiveram sua reputação atingida (não, estão fazendo até mais shows e ganhando mais grana, já a reputação das vítimas, bem...)
Tiveram seu direito de defesa restringido? Não, o julgamento foi adiado por mais 7 meses.

Mas aconteceu uma coisa muito mais horrível, olha só: uma blogueira feminista chamou eles de estupradores. Não sei como eles lidarão com esse baque psicológico.

E isso, só isso, causou a sua indignação e a da colega Mónica.

Anônimo disse...

Ana Clara

o anonimo se referia ao felipe barreto e a monica, quando falava de duas pessoas que pensam tão parecido, com sua visão fria de mundo. Esse cara é bem conhecido por aqui.. E de forma alguma como defensor do feminismo! Por isso a Ju disse que não desejava isso (ele) pra ninguém.

Não, não se estava falando de ti, sorry.

Raiza_UxFxTx disse...

Nunca comentei, mas nunca li um Guest Post tão emocionante.A Justiça será feita meninas,vcs ainda vão sair livres e de cabeça erguida enquanto esses monstros ficarão na cadeia muito tempo refletindo sobre o ato repugnante que fizerams vcs passar.Vcs não estão desamparadas.

Ana Clara disse...

Anônimo, acho ótimo que não tenha sido sobre mim, porque aquilo estava atravessado na minha garanta até agora. Obrigada por deixar isso claro, então.

Habib disse...

Certo. Li as respostas e também irei respondê-las (Exceto as provocações da Palmira e da Ju, que já me ofenderam, mas parece que a Lola permite ofensas quando é contra alguém que apresenta um discurso que PARECE SER CONTRÁRIO ao do post. Isso mesmo, só PARECE, não precisa ser contrário).

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Bárbara: Mas o arrependimento que eu cito é o pós, obviamente, ninguém se arrepende ANTES de fazer (Talvez se arrependa da Idéia, mas não do Ato).

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Anônimo que citou o caso de queimadas: Essa é uma comparação pra lá de idiota. Não se compara render mulheres e vendá-las, tudo à força, seguindo-se um duplo homicídio, a fãs de uma banda que transam dentro do ônibus. E não, eu não nego que foi estupro. No caso da New Hit, apenas questiono se realmente a palavra das vítimas realmente tem 100% de valor de prova. Sendo que elas estão dizendo, na maior naturalidade, que um policial COLABOROU com o estupro. Entendeu?

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Isaac: Pelo teu nome suponho que seja homem. Então provavelmente não sabe, ainda, que NÃO EXISTE LAUDO CAPAZ DE ATESTAR VIRGINDADE DE NINGUÉM. Seja homem ou seja mulher.

O mesmo vale para lesões: Não é só a ausência de lubrificação que pode causar esses hematomas. A insuficiência da mesma, e até mesmo a velocidade e posição sexual podem causar feridas. E quem já transou no tapete sabe que o LOCAL também pode machucar.

Sobre a mudança de versões, é algo facilmente explicado pelo mesmo que eu perguntei aqui: Como sabemos que o que o réu e as vítimas falam é 100% verdade? A diferença é que o laudo PODE comprovar que ELES mentiram, mas não pode fazer o mesmo para comprovar se ELAS estiverem mentindo. Até porque a emoção do povo está do lado delas. Ninguém vai pressionar, vão querer dizer que é humilhação.

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Anônimo do "raciocínio": Ironias à parte, o teu raciocínio não é impossível. Não seria a primeira falsa acusação de estupro que nós vimos.

Aliás, eu poderia fazer o mesmo (ironizar também) a favor dos pagodeiros. Mas ironia não é argumento.

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Anônimo que disse que estou fantasiando: Tudo isso está correto, uma vez que eles não foram julgados ainda. Eu não defendo a integridade da new hit. Eu defendo que não se mande pra cadeia que não foi condenado e muito menos julgado.

Se as meninas estão sem liberdade, não é culpa da banda. É culpa da imbecilidade do povo mesmo. A mesma imbecilidade que nos faz querer julgar como culpados sem saber tudo o que aconteceu.

Anônimo disse...

Primeira vez que comento aqui, para parabenizar essas mulheres corajosas pela iniciativa.
Fiquei emocionada com o relato!
Sou uma otimista por natureza, lendo esse post meu coração se encheu de esperança de que, a passos de formiguinha, as coisas estão mudando.
Marilia

Anônimo disse...

sem querer culpar a vítima - juro, juro, juro - mas qual o grau de não esclarecimento das nossas mulheres, que desconfiam que um homem que recebe não, força sexo e chama de 'puta, vagabunda, que é pra ficar dolorida mesmo' não seja um estuprador? dar pequenos chutes e puxar o cabelo é sinal de carinho depois de 'perceber que fez'? meu deus, menina, por favor, procure ajuda, você precisa recuperar sua autoestima!!!

Renata disse...

Eu gostaria de dar uns números pro que a gente tá discutindo pra ver se fica mais claro.

- Número de adolescentes virgens que procuram surubas na primeira vez: 1/100
- Número de adolescentes que se arrependem imediatamente depois de transar com seus ídolos: 1/100
- Número de pessoas que arrependidas do sexo decidem acusar os parceiros de estupro: 1/50
- Número de laudos sugestivos de estupro mas que foram na verdade sexo consentido: 1/50
- Número de acusações falsas de estupro: 1/50

Ai a gente junta a probabilidade disso tudo ter acontecido ao mesmo tempo em Ruy Barbosa e temos : 1/1.000.000.000,00

Ou seja 1 em 1 bilhão. A título de comparação Probabilidade de ser canonizado: 1 em 20 milhões
Probabilidade de virar um astronauta: 1 em 13,2 milhões
Probabilidade de morrer atingido por um raio: 1 em 2.320.000

Mas não, não tou defendendo que não ocorra um julgamento justo, só defendo que dá pra concluir isso mais rápido e dar uma luz nessa sociedade horrorosa que vivemos.

Anônimo disse...

Gente, assim, sério que tem gente que acha que é fácil fazer uma acusação de estupro? Falsa ainda por cima?
Pq, né? Um exame de corpo de delito não é feito por telepatia, nem por perguntas e respostas. A pessoa tem que se despir DE VERDADE, ficar nua DE VERDADE, e ter TODOS os seus orifícios analisados POR UM ESTRANHO DE VERDADE. Então, sério que alguém acha que uma pessoa ia se submeter a isso sem necessidade?
Pra pessoa que diz que não tem como comprovar a virgindade feminina: Oi? Hímen? Hello?
E, vamos combinar, as lesões de um sexo "consentido" mais "empolgado" e as advindas de um estupro são BEM diferentes. Tipo, bem diferentes MESMO. A não ser que você entre no ramo do BDSM, mas ai tem contrato, clausulas, etc. Não se entra no BDSM assim, de alegre. E beira o impossível uma menina de 15 anos querer isso para a primeira vez dela. Vai por mim.
Alguém aí já viu alguém querer "rough sex" (não me vem a expressão em português) na primeira vez?
Sério, acho que o pessoal tá entrando em surto psicótico achando que 50 Tons é o sonho de todas as adolescentes.
De resto, a primeira vez pra mulher é uó... Dói, incomoda... A gente precisa de carinho e adulação pra ser minimamente aceitável (novamente, HIMEM). Tipo de situação não obtida no chão do banheiro de um trailer. Juro. Ainda mais com 10, ainda mais com gente olhando.
Então, galera do "e se" elas forem as piores pessoas do mundo: não viaja. Sério.
É um crime contra a humanidade esses caras estarem soltos.
Sem mais.
@vbfri

Anônimo disse...

ah, e o Habib, claro, é fonte muito mais confiável de informação que a legista que atestou que a adolescente perdeu a virgindade. Até porque ele estudou medicina, formou-se médico legista e suas pesquisas sobre validade de laudos médicos são reconhecidas na comunidade científica.

Anônimo disse...

Anon 13:09, também fiquei chocada com isso. Até que ponto umx agressorx pode fuder com a cabeça de uma vítima. Muito triste isso.

Ju disse...

Habib, você ainda está aqui?
Vc já estuprou alguém? To achando que vc está advogando em causa própria.

Anônimo disse...

Surra de gato morto, até o gato miar, nessas feminazis!
E nem discuto com vocês, desocupadas, vão lavar uma pia cheia de louça!
E, aos manginas aqui presentes, criem vergonha e honrem seus documentos; apoiar feministas é burrice desvairada!
Fui para nunca mais voltar a este estafermo!

Sara disse...

por favor volte anon 16.36hs, não nos deixe sem a luz brilhante de seus pensamentos edificantes VOLTE!!!!!

Anônimo disse...

"Não se compara render mulheres e vendá-las, tudo à força, seguindo-se um duplo homicídio..."

Você só não compara porque as mulheres foram executadas. Se tudo tivesse terminado sem as mortes, você seria o primeiro a dizer que a palavra das vítimas não vale pois elas eram amigas dos estupradores e foram ate a festa porque quiseram. A comparação pode ser feita, pois a única diferença é que lá em Queimadas elas foram assassinadas de forma covarde. Os estupradores foram burros já que se tivessem feito tudo que fizeram sem máscaras e sem o assassinato, duvido que estariam presos. Você mesmo estaria colocando a palavra das vítimas em dúvida. A palavra da vítima só não é contestada se for calada pela morte.

Habib disse...

Caro Anônimo, o teste de virgindade apenas testa se a VAGINA foi penetrada, e não todo o resto. O alargamento do ânus não existe nas primeiras transas. Como você sabe mas parece não querer ser levado a sério, sexo é praticado em outras regiões, que todos sabem qual é.

Existe até sexo SEM PENETRAÇÃO NENHUMA. E não falo apenas de sexo em contexto lésbico. Existe entre os heteros também.

E aí... Como é o teste pra saber se a mulher nunca masturbou alguém, ou se ela nunca fez ou recebeu sexo oral?

Hoje é comum ver novinhas transando sem usar a vagina, algumas a PRÓPRIA MÃE ORIENTA a só fazer anal/oral e guardar a perseguida pro casamento. Ou você acha que é só entre "pai e filho" que isso acontece?

Obs: A ineficácia do teste de virgindade está justamente aí: Ele comprovou uma virgindade que, TECNICAMENTE, não existia mais.

Habib disse...

Renata, suas contas estão pra lá de erradas.

Uma coisa leva a outra. Isso aumenta e MUITO as chances de não ter sido estupro (Apesar de que NÃO EXISTE CHANCE ALGUMA, apenas a CERTEZA do que ocorreu e não sabemos: O que foi, foi e pronto).

Não é tão simples assim. Não é algo que a matemática explique.

Mesmo assim, não justifica condenar quem não foi julgado, até porque nenhuma de vocês estava lá. ESPECIALMENTE porque nenhuma de vocês estava lá.

Ju disse...

Certo, mas porque você fingiu que não leu minha pergunta mesmo? Responda.

SeekingWisdom disse...

Habib,
até o momento eu estava evitando entrar num debate improdutivo com opiniões tão cretinas quanto as tuas, mas vamos lá.

Você está partindo de uma perspectiva burra em relação ao direito penal e sinceramente estou com muita preguiça de explicar tudo pra vc. Que tal você ler sobre o assunto?

A conta da Renata é interessante ainda que as proporções são fictícias e extremamente superestimadas (pelo menos a de falsa acusação):


http://www.facebook.com/photo.php?fbid=389545031136225&set=a.363391877084874.84369.363385410418854&type=1&relevant_count=1

Independente disso, já que está interessado, saiba que não é necessário uma prova material para condenar uma pessoa em crimes contra costumes. Há o exame de corpo de delito direto e também há o exame de corpo de delito indireto que recolhe as provas testemunhais e a palavra da vítima.

Há casos onde somente a palavra do ofendido serve de evidência para a condenação do réu e em crimes contra a liberdade sexual tem maior valor a palavra do ofendido, com reservas.

"É natural que a palavra do ofendido seja recebida, em princípio, com reservas. Interessado no pleito, porfiando por que sua acusação prevaleça, cônscio da responsabilidade que assumiu, podendo até acarretar-lhe processo criminal (denunciação caluniosa, art. 339 do Código Penal) e, por outro lado, impelido pela indignação ou o ódio e animado do intuito de vingança, suas declarações não merecem, em regra, a credibilidade do testemunho. Isso, entretanto, não impede seja ele fonte de prova, devendo seu relato ser apreciado em confronto com os outros elementos probatórios, podendo, então, conforme a natureza do crime, muito contribuir para a convicção do juiz."

Sendo curto, a palavra do ofendido deve ser apreciada podendo ser suficiente para a condenação do réu (desde que não haja confronto com outras próprias testemunhais). É levado em conta a reputação do acusador.

De resto, não me interessa sua ladainha moral. Se você está com medo ~dessas mulheres vingativas~ não se relacione com uma porque se eu fosse juiz não pensaria duas vezes em condenar um babaca que pensa como você.

Aos interessados (Lola, isso é interessante), segue um artigo que fala de alguns aspectos criminalisticos dos crimes sexuais. Ah Habib, ele detalha o procedimento para o exame de defloramento (terminho escroto) q vc acha que não pode ser constatado...

http://artigos.netsaber.com.br/resumo_artigo_5006/artigo_sobre_a_pericia_na_materializacao_dos_crimes_sexuais

Até mais galera.
Habib, esse pensamento ridículo é incompatível com uma vida em sociedade. Pode procurar umx box terapêuta - cuidado para elx não ser vingativo.

Phillipe

Anônimo disse...

A discussão proposta por Sir Habib é sobre o hímen agora? Ok.

Senhor, Habib, como mulher, acho que tenho um conhecimento maior sobre o hímen que o senhor.

Minha enteada foi vitima de estupro, sim, é essa a palavra, ou alguém acha que uma menina de 11 anos decidiu fazer sexo com um adulto? Concordamos quanto a incapacidade de decidir, mesmo que não houvesse força? Se não concordamos, azar. Pra você, estupro não existe, mesmo.

Mas vamos ao que importa: quem a acompanhou na pericia fui eu. E perguntei ao perito se havia diferença entre um hímen recém rompido e algo que poderia ter ocorrido antes, porque nesse momento, ela já havia me contado sobre abusos praticados por um meio-irmão. O perito disse que a laceração causada pela ruptura do himen na primeira relação (sangra, já ouviu dizer?) cicatriza com o passar do tempo.

Resumindo: o senhor já cortou o dedinho? Já tirou uma lasquinha do rosto fazendo a barba (ou sir habib a mantém longa, por motivos religiosos?)? Bom, nesses exemplos podemos diferenciar um corte recém feito e o que ocorreu no domingo passado, sim?

Ao contrario do que algumas pessoas pensam, ao perder a virgindade, o himen não desaparece, evapora. Ele permanece lá, lacerado.

E não, Sir Habib, em um sexo vaginal forçado, com uma mulher não virgem, não é nele em que aparecem lesões, é na porção interna da vagina.

SeekingWisdom disse...

Correção importante: não se usa mais crimes contra costumes e sim crimes contra a liberdade sexual (ufa)
Phillipe

SeekingWisdom disse...

E ainda sim galera, vamos tomar um certo cuidado para não dar maior importância ao estupro cometido contra a menina virgem do que o cometido contra a menina não virgem.
Os dois crimes são igulamente repulsivo e hediondo. Esse julgamento me dá ânsia de vômito quando paro para pensar em todos os preconceitos que vão ser externados de uma vez. A moça esquecida na hora de falar em "legitimidade" do estupro (tenho certeza que o Habib ia gostar de ler as teorias republicanas sobre a mulher e seus mecanismo de defesa legítimo) além de não virgem é negra e foi estuprada por mais homens. É completamente repulsivo. Não goisto de pensar que a sentença possa ser influenciada por essas variáveis mas se for só confirma o quão nojenta é essa nossa sociedade!
Phillipe

Anônimo disse...

anônimo 16:36, antes de usar uma palavra difícil, faça como eu, consulte um dicionário.

Habib disse...

Seeking Wisdom, eu LI o que você escreveu.

Em canto nenhum você desmentiu o que eu falei. Porque TODOS sabem que virgindade não é algo testável ou comprovável.

Um hímem rompido, pra variar, TAMBÉM não comprova sexo. Quem anda a cavalo - sendo mulher, obviamente - pode perdê-lo, geralmente quando é "bareback", sem sela mesmo.

Ponha uma coisa nessa sua cabeça: VIRGINDADE DE HOMENS E MULHERES NÃO PODE SER COMPROVADA E ISSO É UM FATO NATURAL.

Não é minha opinião. É FATO. Aliás, o próprio conceito de VIRGINDADE por si só é uma piada.

COMO É QUE TU ACHA QUE A LENDA DO BOTO COMEÇOU???

Eu não disse que a moça não era virgem. Eu disse que a "prova" de que ela era não é prova coisa nenhuma.

Tu consegue me desmentir CIENTIFICAMENTE? Não.

Sem mais

SeekingWisdom disse...

Habib,
eu não propus em nenhum momento provar inequívocamente qualquer coisa sobre rompimento de hímem. Entendo muito bem a diferença de sexo e penetração e sei bem que o hímem pode se romper acidentalmente, embora ainda possa ocorrer laceração com uma penetração posterior.
O que falei, e reafirmo, é que nada disso invalida ou diminui o trabalho da justiça.
Parece que você gosta de ciência, minha área, então vou te dar um toque: quando fazemos uma "nova descoberta" muitas vezes estamos falando de parâmetros invisíveis e nossas conclusões são baseadas num conjunto de indícios que suportam uma hipótese. Não é muito diferente do direito penal. O promotor trabalha com uma hipótese e fornece evidências (derivadas dos vestígios materiais e subjetivos) que suportam sua hipótese e a condenação do réu.

Novamente, se o seu grande problema é encontrar uma mulher vingativa e esperta que queira lhe ferrar por sei lá qual motivo não se envolva com uma. Do contrário ela irá manipular peritos, advogados e juízes para conseguir te botar na cadeia e jogar a chave pra fora - estilo Mystique.

Volte para seu mundinho escuro e cheio de pessoas vingativas.
Phillipe

Habib disse...

... Como assim não invalida? A justiça brasileira já foi palco das MAIORES PALHAÇADAS JURÍDICAS do mundo quando o assunto é "prova". Já foi usada CARTA PSICOGRAFADA como "evidência". Tu não sente vergonha? Eu sinto, por morar num país que aceita numa boa esse tipo de sandice.

Em vez de protestar contra algo que é errado - que é a tal "prova de virgindade" - tu parece aceitar APENAS por ser FAVORÁVEL à sua opinião e à condenação da banda (Como se estupro de virgem fosse mais estupro do que o de uma mulher que costuma transar).

Depois querem reclamar que a justiça é uma bosta. Mas é por isso que ela nunca vai mudar. Porque quando ela está errada, vocês só protestam se o "erro" for CONTRA a opinião de vocês. E o outro lado faz o mesmo. Então, vai sempre ser a mesma palhaçada.

SeekingWisdom disse...

Para tudo gente, vamos largar a Nerw Hit de lado e protestar contra a prova da virgindade.
Aliás a carta psicografada é tão real quanto a fonte que você indicou.
Qualquer Estado de direito funciona por esses mecanismos, se não está mude para um onde você sempre da ganho de causa para o réu por não haver testemunhas inalienáveis.
Phillipe

Anônimo disse...

Como podemos criticar os outros países que não praticam democracia. Democracia é sobre tudo respeito ao cidadão e a lei deve ser rígida para assegurar esse direito.

Quer maior atentado a vida do que constranger as pessoas a praticar atos que elas não querem e dos quais se envergonará?

Ildefonso Marinho

Ingrid Almeida disse...

Enquanto lia o texto, arquitetava uma série de observações para colocar aqui. Agora que - de olhos marejados - terminei a leitura, estou sem uma palavra sequer. A situação dessas meninas me deixa revoltada de uma forma inexplicável. Parabéns a todas que estiveram lá em Ruy Barbosa, falando por nós, que não pudemos comparecer.

Anônimo disse...

NA MINHA OPINIÃO NÃO PRECISA DE ESTRUPO, COM TANTA MULHER FÁCIL HJ EM DIA, NÃO HA NECESSIDADE DISSO, ESSES CARAS TEM QUE IR PRESOS MESMO, ESTUPRO TA ENTRE OS PIORES CRIMES. ACHO QUE PRISÃO E POUCO ELES DEVIAM PAGAR DA MESMA FORMA COMO ELES FIZERAM, SENDO ESTUPRADOS. FDP