domingo, 20 de janeiro de 2013

VAMOS RECHAÇAR OS REAÇAS

É algo tão surreal que nem dá pra acreditar. No final de dezembro, quando a maior parte das pessoas está se preparando pras festas do final de ano, a Câmara Municipal de Fortaleza aprovou, à surdina, sem debate, um dia oficial no calendário da cidade para uma marcha contra o aborto.
Sabe o aborto, que já é proibido no Brasil, país que tem uma das legislações mais ultrapassadas do mundo em relação à interrupção da gravidez? Sabe aquele negócio de que o Estado deveria ser laico, que governo não deve interferir na igreja e vice-versa? Pois é, tudo isso continua sendo jogado no lixo.
No dia 11 de novembro aconteceu aqui uma dessas marchas contra o aborto. Elba Ramalho, que por sinal já fez um aborto, esteve presente. A julgar pelas imagens, ela foi uma das poucas mulheres que se manifestaram. As fotos da marcha são muito interessantes, porque deixam claro quem está por trás desses protestos reacionários.
A bandeira tem o símbolo integralista, movimento de extrema direita. São esses grupos fascistas que vêm fazendo marchas contra a legalização do aborto, da maconha, do casamento gay. Não que eles sejam os únicos reaças no Brasil, longe disso. Mas os reaças que vemos na internet não saem às ruas. Protesto, pra eles, é coisa de esquerdista, de vagabundo. Eles nem sabem que estão sendo representados pela extrema direita.
Numa nota, feministas de Fortaleza explicaram porque a aprovação da lei que fixa um dia para uma marcha conservadora em Fortaleza é um tremendo retrocesso:
“Retrocesso porque a aprovação de uma data no calendário oficial da cidade associando à defesa da vida a criminalização das mulheres que praticam aborto se constitui, a nosso ver, na negação da vida das mulheres como legítima a ser defendida pelo Estado, e reduzindo-nos ao papel biológico que socialmente nos foi imposto. Reiterando ainda que a criminalização do aborto gera a debilidade da saúde física e mental das mulheres que cotidianamente, em uma postura responsável, optam pela interrupção da gravidez, e são obrigadas pelo Estado hipócrita a fazê-lo de forma clandestina.”
Getúlio, aluno de Filosofia da UFC (e, digo com orgulho, ex-aluno meu), gay assumido e ativista, escreveu para o coletivo feminista de que faz parte: “O fato de o deputado [do PMDB] que logrou aprovada tal lei ser um homem, revela outra faceta interessante do fenômeno mundial de discussão da questão do aborto: os maiores opositores à legalização e regulamentação do aborto e mesmo ao seu debate são homens, ou melhor, são machos.
"São cromossomos XY debatendo e regulando a vida de cromossomos XX. E por quê? Enquanto isso, um número não aferível de mulheres apelam a meios escusos para praticar o que nada mais é do que um direito. Não importa se nosso Estado considera o aborto ilegal. O aborto é legítima propriedade do corpo da mulher. Ilegal ou não, ele acontece e continuará acontecendo a despeito de nossas crenças pessoais.”
Qualquer pessoa de Fortaleza que entende que o século 21 não pode ser cenário de mentalidades medievais deve lutar para que o dia oficial contra o aborto deixe o calendário oficial da cidade. Mas, se não der, vamos usar o mesmo dia para fazer um mega-evento pela legalização do aborto. Vamos fazer uma contra-marcha. Tem tempo ainda pra organizar, mas vamos ficar atentxs.
Esta semana ocorreu algo do gênero em Jaraguá do Sul, graciosa cidade de 150 mil habitantes, vizinha de Joinville. Integrantes do Instituto Plínio Correia de Oliveira, um grupo integralista, invadiram o calçadão da praça central da cidade para espalhar seu ódio contra homossexuais, úteros livres e ambientalistas. Pelas roupas, dá pra ver que são homens (só dá homem nessas marchas) adeptos da Tradição, Família e Propriedade, gente da pior espécie. É até divertido ver esses fascistas reclamarem de ditadura gay!
 
E aí uma coisa linda aconteceu. A presença do grupo de ódio fez com que pessoas comuns se mobilizassem, usando a internet. No mesmo dia, à tarde, mais de cinquenta jovens tomaram as ruas de Jaraguá com cartazes e caras pintadas para protestar pela liberdade. Coloco aqui algumas fotos da marcha.
Como me disse a Nicolle, que me enviou o email contando essa aventura, a marcha contra os fascistas foi improvisada e emocionante, até porque as próprias pessoas que a organizaram não sabiam que tinham essa força. Afinal, Jaraguá é uma cidade de média pra pequena, com um padrão sócio-econômico acima da média, e uma mentalidade bem conservadora.
Segundo Nicolle, Jaraguá é “conhecida por muito nacionalismo e mais cenas de ódio, mas nesse dia [17 de janeiro] juntou feministas, homossexuais, transeuntes, e todos com um pouco de vontade de mudança” para marchar.
Também na semana passada, Curitiba mandou pra longe um grupo da TFP.
Fortaleza tem 2,5 milhões de pessoas. Pode apostar que boa parte de nós não quer o atraso reacionário. Não vamos entregar nossa cidade assim, de mão beijada, pra ser palco de fascistas.

274 comentários:

«Mais antigas   ‹Antigas   201 – 274 de 274
Anônimo disse...

"Nem vou comentar sobre as leis, "adiantadas" na Espanha e Inglaterra que está matando dezenas de crianças com síndrome de down e deficientes físicos. "

Fábio B, se você quiser deixar uns links sobre as dezenas de crianças assassinadas na Espanha e Inglaterra, eu agradeço.

Como ainda parece haver confusão sobre os termos e respectivos significados, você está se referindo a crianças, fetos ou embriões?

Já morei em mais de um país onde o aborto é legalizado e em nenhum vi uma discussão séria sobre uma possível criminalização do aborto. Até agora, só ouvi falar que isso existe nos Estados Unidos mesmo.

Luci

Anônimo disse...

Felipe

"“Porque é no corpo DELA que o feto se desenvolve”

Isso não a torna proprietária da vida dele."

Por que o feto se torna proprietário da vida da gestante?

O que dá a ele esse direito? Sim, ele precisa do corpo da gestante para sobreviver, o que não acontece sem riscos para a gestante. Mas a gestante não é uma máquina sem vontade própria, é um ser humano com direitos básicos, inclusive o de poder decidir o que carrega dentro de si.

Quem é contra a legalização do aborto é a favor de tirar esse direito básico da gestante sobre a sua própria vida, uma vez que ela passa de ser humano a chocadeira. O Estado nem ninguém tem esse direito.

Luci

André disse...

@vbfri,

O que fazer com os embriões? Faça-se o combinado, ie, aquilo que a lei determina.
Quanto ao começo da vida, ela começou bilhões de anos atrás e ainda não acabou. Não é a ciência que determina quando começa ou termina a vida, são os legisladores, seja com argumentos científicos, religiosos, utilitaristas, etc.
Esses argumentos que vocês colocam estão errados, por eles seriam permitidos abortos tardios.

André disse...

Excluir os homens da discussão porque não temos útero, equivale a excluir as mulheres da discussão sobre teste de paternidade, pensão, etc. E não creio que isso aumentasse as chances do aborto ser aprovado, as mulheres são tão ou mais religiosas e conservadoras que os homens.

marcus disse...

Veja o meu caso. Sou uma pessoa religiosa, ouço heavy metal, me considero não preconceituoso, sou contra o aborto e a favor de bolsa família.

Meu amigos de bar, por eu ser religioso, me acham doido.
Meus amigos religiosos, por eu ouvir heavy metal, me acham do capeta.
Meus amigos feministas, por eu ser contra o aborto, me acham reacionário.
Meus amigos "mascus", por eu ter amigos gays, me acham bichona.
Meus amigos sulistas, me acham burro por eu ser a favor de (palavras deles) dar "bolsa família para os vagabundos nordestinos"

Difícil viver sem ser rotulado por determinados grupos, não é?

Mirella disse...

"num pulei as onda, comi as lentilha tudo, as romã, as uva, joguei flores pra iemanjá, beijiei meu gato às 00h00 em ponto pra ficar nessa roda da fortuna enguiçada"


hahahahaahaaahahha Roxy, te quiero!!


Cora, as usual: clap clap clap clap clap

E @vbfri também: clap clap clap clap clap.

marcus disse...

Meu filho, com 3 meses de gestação, na ecografia já era possível ver que ele tinha o nariz igual ao da mãe, pequeno e achato. Também aos 3 meses, já era possível ver que tinha as orelhas bem parecidas com as do tio dele, assim, meio de abano.

Hoje, com ele no meu colo, posso confirmar tudo o que vi na ecografia.

Interessante ver comentários de quem acha que ele com 3 meses não é a mesma pessoa que está no meu colo hoje.

Ha, hoje ele tem RG (está com uma cara de bravo que vcs nem imaginam), tem CPF e carteirinha da Unimed. Hoje acho que ele está seguro contra pessoas que acham que poderiam matá-lo enquanto ela ainda estava no ventre da mãe, não é?

Se nós o tivéssemos matado, até poderíamos ter outro bebê quando "as condições fossem mais propícias" (quando seria? Depois de conhecer Paris, talvez), mas jamais teríamos ESSE bebê, com a orelhinha igual ao do tio dele.

Abraços.

Anônimo disse...

Uma pergunta: vocês são contra o aborto, correto? E se uma mulher grávida se suicidar? E se, distopicamente, todas as mulheres que engravidarem e quiserem abortar, cometerem suicídio? O que vocês pensam disso?

Moema L disse...

@ Felipe Barreto

Até agora você não me mostrou nenhum argumento dizendo o porque eu deveria ser contra o aborto. Você só fez dizer que eu devia pesquisar.O pouco que você disse é baseado em crença e eu não tenho nenhuma.

Se eu não puder me manisfestar em um assunto que trata do MEU corpo, NÃO DO SEU, você pode muito menos.

A vida começa na concepção?

Você acredita que a vida começa na concepção, isso é o que você acredita, assim como a maioria das religiões. Já alguns médicos e cientistas dizem outras coisas, sinceramente não precisamos nem analisar muito quem é mais hapto quando o assunto é aborto.
Um médico/cientista ou um padre/pastor?

Se você é religioso ótimo,acredite nas suas crenças. Eu acredito na ciência.

Proteger a vida humana? A mulher é humana. o embrião reside dentro dela, precisa do corpo dela, sozinho ele não é ninguém. há muitas controvérsias a respeito disso. então você não pode afirmar.Juridicamente ele não tem direito algum. Ele não é um ser humano. cientificamente ainda não se tem uma definição exata. Mas se a vida acaba quando acabam as atividades cerebrais não há como ser vida se ainda não tem atividade cerebral.

O direito de escolha dela vai até o direito de outras vidas?

O feto/embriões não tem direitos legais. será que sou eu que não sei das coisas? O feto não nasceu, só quem nasce tem direitos.
Eu não vou comparar a vida de um ser formado, dotado de autonomia que pensa que tem sistema nervoso com um embrião sem autonomia nenhuma, que não esta formado, que é apenas o inicio de algo que pode vir a ser uma vida e sem atividade cerebral.
Se você acha que o grão tem mais direito a vida que a mulher problema seu.Só não tente me fazer acreditar que um ser do tamanho da cabeça de um alfinete tem mais direitos de escolha e vida do que eu.

Co-responsável pela "existência" ou não, o corpo é dela.


Você concordando ou não é assim que penso. Se você acha que eu não tenho informação é um outro problema seu. Fique você achando que eu não sei nada e que sua opinião esta certíssima, que eu vou continuar sabendo quem eu sou e acreditando que devemos fazer o que é melhor para todos (todos os nascidos). O aborto é um problema de saúde pública, não é justo que mulheres continuem morrendo.

passar bem...

Moema L disse...

@Vbfri e @cora.

Adorei os comentários das duas, excelentes.

como algo q não está ainda completamente formado, é apenas expectativa, pode ter precedência sobre um ser humano já formado?

pois é, faço do seu questionamento o meu. Também não entendo.

Anônimo disse...

Mas quanto a ela nascer ou não, isto cabe a mulher decidir, a mulher, e somente a mulher deve ter este poder de escolha, nenhum homem, nem o estado, nem deus mitológico nenhum nenhum deve interferir neste direto."

Queria ter o direito de vender um dos meu rins e lucrar com ele, porém, mesmo estando no meu corpo, é ilegal.

Anônimo disse...

Onde estão os anticoncepcioais nessa história toda?

Anônimo disse...

"Mas quanto a ela nascer ou não, isto cabe a mulher decidir, a mulher, e somente a mulher deve ter este poder de escolha, nenhum homem, nem o estado, nem deus mitológico nenhum nenhum deve interferir neste direto."

A decisão de a mulher continuar a gravidez não gera a imposição da condição de pai ao homem?
Me parece mais justo que os dois não tenham escolha, pelo menos pós fato consumado.

Anônimo disse...

NÂO, a partir do momento que a criança nasce, ela se torna autônoma, e tem seus direitos, entre eles o de ter reconhecida a paternidade, e que que seu progenitor arque com suas responsabilidades. Mas quanto a ela nascer ou não, isto cabe a mulher decidir, a mulher, e somente a mulher deve ter este poder de escolha, nenhum homem, nem o estado, nem deus mitológico nenhum nenhum deve interferir neste direto.

kkkkkkkkkkkkkkkkkk.... eu tive que rir desse argumento. Quer dizer que só a mulher que pode decidir sobre a vida ou morte da criança... o homem, não? A mulher pode escolher se quer ser mãe, e quando quer ser, mas o homem, não?

Bárbara Bastos disse...

Olá Lola,
Eu sempre leio seu blog, gosto muito e recomendo pra todo mundo. Mas sempre que vc fala de aborto, tem um ponto que eu discordo totalmente. É quando vc diz que quem é contra a legalização do aborto é reacionário e contra o estado laico. Eu não concordo com isso. Eu encontro vários motivos éticos, independentes de crenças religiosas para se questionar o direito de abortar. Também conheço várias pessoas nada reacionárias que são contra a legalização do aborto (eu me incluo aí).

A linha divisória que marca o início do reconhecimento do ser que está no útero como um ser humano dotado de direitos está muito longe de estar clara. Não há critérios cientificamente embasados para se determinar isso. Deveria ser o que, ter sistema nervoso? Se fosse o aborto não poderia ocorrer após o 2º mês, e em muitos países permitem até o 3º... Já vi um artigo discutindo o uso de anestesia para o feto em abortos, já que eles já podem sentir dor. Para mim isso é extremamente relevante, como vegana eu sou contra infligir dor em qualquer ser capaz de senti-lo... Como podemos justificar eticamente isso?

Deveria ser o nascimento? Muitos dizem que sim porque é quando o bebê pode viver sem o corpo da mãe. Mas a partir de quando o bebê pode viver sem o corpo da mãe? Há algum tempo atrás era a partir de 7 meses, agora as chances são grandes a partir de 6 meses, há casos de sobrevivência de prematuros de 5 meses... E não sabemos o que será possível com o desenvolvimento de tecnologias para manutenção da vida de prematuros... Já se considerarmos a total dependência de um RN dos cuidados de um adulto poderíamos chegar à tosca conclusão de que esse ser só é humano quando começa a se movimentar ou se alimentar sozinho...

No final das contas, que atributos que nos constituem como humanos são relevantes para podermos decidir sobre tirar uma vida? Essa discussão tem tudo a ver com a questão da eutanásia também...

Longe de mim negar as terríveis consequências de abortos clandestinos. Não sei se a legalização resolveria ou atenuaria isso, mas é muito provável que sim. Essa linha de raciocínio segue uma ética utilitarista, que pode ser questionada se procurarmos traçar princípios sobre a disposição da vida humana. Não concordo em simplesmente desqualificarem argumentos e debates sobre esses princípios sob a alegação de serem reacionários ou anti-científicos, isso é uma estereotipagem que não considera outros pontos de vista.

yulia2 disse...

http://www.esmaelmorais.com.br/2013/01/gays-e-fascistas-da-tfp-se-enfrentam-no-centro-de-curitiba-veja-o-video/

Vejam o video

adorei!!!

yulia2 disse...

frase as feministas
voce pode fazer o que quizer com o seu corpo ,mas eu faço o quizer com o meu dinheiro...

Pelo fim da paternidade forçada $$$ ja que voces querem o fim da maternidade forçada
_________________
Organize uma passeata pedindo isso...

yulia2 disse...

aí está o video .
divirtam-se

rafaela disse...

"Desculpa, Lola, por escrever isso aqui no seu blog, mas to pasma aqui de ver uma " conhecida " minha dando argumentos educados no seu post a favor da descriminalizacao do aborto, se a mesma pessoa ha poucos anos me chamou de " assassina de criancinhas" por ter o mesmo posicionamento que ela diz ter hoje,....eu a reconheci aqui....
Das duas uma, ou ta querendo fazer media aqui, ou evoluiu o pensamento de quatro anos atras...espero, sinceramente, que seja a segunda opção"

Ei, Maria Valéria, talvez seja de mim que você está falando. Continuo pessoalmente contra o aborto - inclusive escrevi isso- mas a favor da descriminalização, para evitar um mal maior, que seria a morte da criança e da mãe.

E pra que eu precisaria fazer média aqui?

Um abraço

Livia Siqueira disse...

"A decisão de a mulher continuar a gravidez não gera a imposição da condição de pai ao homem?
Me parece mais justo que os dois não tenham escolha, pelo menos pós fato consumado."

"kkkkkkkkkkkkkkkkkk.... eu tive que rir desse argumento. Quer dizer que só a mulher que pode decidir sobre a vida ou morte da criança... o homem, não? A mulher pode escolher se quer ser mãe, e quando quer ser, mas o homem, não?"

Aí, estão vendo? "MIMIMI a mulher vai poder mais do que eu..."

Marcus,
Vc entendeu que a legalização do aborto não o faria ser obrigatório, né?
Pq, olha, achar que se o aborto fosse descriminalizado ia ter gente querendo arrancar o feto (seu atual filho) do útero da sua mulher é um pouco demais pra minha cabeça.

rafaela disse...

Sim, fiquei bastante chateada.Não me lembro se há alguns anos eu além de ser contra o aborto eu era também contra a descriminalização, mas fui grosseira, na época, com quem defendia o aborto em qualquer circunstância. O fato de estar discutindo educadamente sobre o assunto reflete quanto prefiro discussões civilizadas, hoje em dia. A gente muda,né? Nem por isso estaria fazendo média.

Unknown disse...

Luci do comentário das 04:26


Talvez queira ler este artigo cientifico com fatos sobre o caso:
[The silent disappearance: report of screening eugenics of people with Down syndrome].
[Article in Spanish]
Vilarroig Martín J.
Universidad CEU Cardenal Herrera-Valencia, Spain. jaime.vilarroig2@uch.ceu.es
Abstract
In this article, we try to reflext an avident fact: since the last 20 years, the percentage of births of Down Sindrome in Spain is decreasing. This fact is so silenciated in the mass media, that we can call "the silent dissapearance". But this is a bit of a more big problem more preocupated: the rejection of our society against the disabled people. For this, first, we present the facts, and then we will make a bioethical reflexión about the meaning of the rejection of disabled people, a serious fact that contradict the human responsability for others.
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/22548661
http://aebioetica.org/revistas/2012/23/77/111.pdf


De uma pequena olhada no artigo acima e veja os gráficos da queda de nascimento de bebês com sindrome de down, depois responda honestamente, fetos com Sindrome de Down são humanos ou não? Tem direitos a vida? Temos o total direito de ESCOLHA se eles vivem ou morrem? Por que iremos continuar com este silenciamento em massa destas vidas? E da mesma forma com os deficientes físicos.


Antes que muitas pessoas aqui falem: Ah mas eu sou contra o aborto por síndrome de down. Saiba que em julho de 2012 na Suíça foi aprovado um teste pré-natal para saber com 95% de chances se a criança terá ou não a síndrome no primeiro trimestre.

Sim os Pro-Choice de lá ganharam e querem expandir o seu comércio para outros países como Alemanha, Áustria , etc.
http://www.dailymail.co.uk/health/article-2181034/Controversial-Downs-syndrome-testing-gets-ahead-Switzerland.html



Bem tudo isso que está acontecendo com as crianças com Sindrome de Down está acontecendo com as que tem deficiência física e poderiam disputar uma paraolimpíada por exemplo.


Nas últimas paraolimpíadas o discurso final de James Parker coordenador da XIV edição dos Jogos Paraolímpicos de Verão
...desafiar os líderes e políticos para mudar as "leis anacrônicas e discriminatórias sobre o aborto", que hoje estão em vigor na Inglaterra.
Parker acrescenta que, embora a vila esteja repleta de cadeiras de rodas, muletas, corpos de todas as formas e tamanhos, há "uma paixão vibrante e tangível pela vida".
Parker também afirma que, durante as conversas com os atletas, ficou surpreso ao descobrir que muitos não se davam conta de que, se tivessem sido concebidos na Inglaterra de hoje, provavelmente teriam sido abortados.


Bem para muitas pessoas que escreveram aqui antes pouco importa se tem síndrome de down, deficiência, ou um feto comum, ele não é humano e a mulher deve escolher seu final não é mesmo?



Anônimo disse...

rapaz... eu vi agora o video da passaeata.
kkkkkkkkkkkkkkkkkk

os tfps fora execrados, escorraçados de curitiba!!!
kkkkkkkkkkkkkkkk

nunca ri tanto na minha vida... !!!
foi melhor que aquele milico idiota invadindo a marcha das vadias!


------

è obrigado cidadão sair da sua cidade por que voce não concorda com a opinião dele?

André disse...

Bárbara Bastos,

Sou a favor do aborto (até 12 semanas) e onívoro, mas achei seus questionamentos muito pertinentes.

Anônimo disse...

"De uma pequena olhada no artigo acima e veja os gráficos da queda de nascimento de bebês com sindrome de down, depois responda honestamente, fetos com Sindrome de Down são humanos ou não? Tem direitos a vida? Temos o total direito de ESCOLHA se eles vivem ou morrem? Por que iremos continuar com este silenciamento em massa destas vidas? E da mesma forma com os deficientes físicos."

Fabio B, obrigada pelos links, vou olhar sim.

Respondendo honestamente, embriões são embriões, sejam eles deficientes ou não. Os direitos deles não podem passar por cima dos direitos da gestante. O aborto deveria ser legal e seguro para todas.

Luci

Cora disse...


fabio,

já tentei debater sobre isso com vc em outros posts, mas vc costuma postar links, criticar comentários e desaparecer para, então, reaparecer em outro post sobre o assunto e fazer a mesma coisa.

vc não costuma dialogar.

e é capcioso, como muitos que aportam por aqui, embora tenha o mérito de se identificar.

olha só isso:

“...ele [o feto] não é humano e a mulher deve escolher seu final não é mesmo?”

vc sabe q a questão não deve ser colocada nesses termos. a ivg ocorre qdo a mulher ou o casal não pode levar adiante a gravidez q foi imprevista e decide interrompê-la. não é questão de “escolher seu final” como se fosse uma banalidade. normalmente a decisão pela interrupção é muito refletida e difícil. mesmo em gestações decorrentes de estupro, uma decisão como essa nunca é fácil pra mulher.

basta ler qq relato de mulheres q recorreram ao aborto. basta conversar com qq mulher q tenha se submetido a este procedimento.

mas a desumanização da mulher passa também por retratá-la como monstro.

não basta retirarem dela qq desejo, qq escolha, reduzindo-a a um receptáculo sem autonomia. é preciso ainda transformá-la num monstro. só assim o processo de desumanização se completa.

dizer q o feto de 12 semanas não é ainda um ser humano, significa dizer q ele ainda não está completamente formado, já q a gestação é justamente isso, a formação de um novo ser humano, q existirá ao final do período gestacional.

partos prematuros acontecem e o bebê precisa de cuidados especiais justamente por nascer imaturo. qto mais precoce o parto, maiores os cuidados q o bebê demanda em função da imaturidade de seus órgãos e sistemas.

aliás, o sistema nervoso só completa seu desenvolvimento depois do nascimento. bebês humanos, mesmo a termo, nascem bem imaturos em função do grande desenvolvimento cerebral característico de nossa espécie.

vc sabe disso, pq não me parece ser estúpido. então suas falas capciosas tem o claro sentido de contribuir com a desumanização da mulher. é um discurso calculado, nada gratuito.

o q fica evidenciado pelo uso (tb capcioso) de links.

Cora disse...

muitos atletas paraolímpicos nasceram perfeitamente normais e tornaram-se deficientes físicos em função de acidentes ou doenças.

a talidomida foi responsável por inúmeros casos.

somos expostos a inúmeras substâncias teratogênicas.

quer dizer, há muita coisa a se fazer para diminuir, sim, o número de pessoas com deficiência física.

e muito mais ainda para melhorar a qualidade de vida dessas pessoas, incluindo garantir um direito básico: formar uma família, ter filhos. especialmente para pessoas portadoras de distúrbios genéticos que podem ser herdados pelos filhos. as dúvidas, os anseios, os medos de portadores de síndromes genéticas e a luta dessas pessoas para serem pais e mães, vc quer usar isto para defender a desumanização de mulheres.

é baixo demais.

vc não se preocupa com elas. vc apenas apela à elas nas defesa de SEUS interesses.

vc as usa.

repito, é baixo demais.

.
.

O próprio excerto q vc publicou já tá dizendo qual é o ponto fundamental a ser debatido, compreendido e combatido:

“For this, first, we present the facts, and then we will make a bioethical reflexión about the meaning of the rejection of disabled people, a serious fact that contradict the human responsability for others.”

vc até destacou uma parte do trecho mais relevante. tomei a liberdade de completá-lo pra vc.

o problema não é o direito ao aborto, mas como e pq decidimos por interromper o desenvolvimento deste, mas não daquele feto.

a discussão é de outra natureza.

o mesmo acontece para os abortamentos de fetos femininos.

o problema não é o direito ao aborto. mas os motivos q levam a abortar um feto feminino.

a pessoa q opta por um abortamento desse tipo quer ter um filho, mas não aquele q foi concebido.

e o aborto deve ser entendido como a interrupção de uma gravidez q não foi deseja e q não pode ser levada a termo no momento.

privar mulheres do direito de decidir pelo abortamento diante de uma gravidez indesejada não fará com q a sociedade aceite portadores de síndrome de down e nem deixe de discriminar mulheres.

para resolver essas contradições humanas, o caminho não é privar mulheres de autonomia, mas entender pq rejeitamos aquilo q foge do padrão, pq rejeitamos o diferente.

entender pq somos violentos e intolerantes.

.
.

enqto a decisão a respeito da interrupção da gravidez for pessoal, não vejo sentido nesta sua preocupação. e isso não pode ser chamado de eugenia. de forma simplificada, eugenia seria aprimorar geneticamente através de cruzamentos seletivos. e não é isso q acontece. ninguém está selecionando pessoas para conceberem crianças com determinadas características.

como eu disse, precisamos entender pq a humanidade rejeita deficientes físicos e mulheres. de quebra, poderíamos nos esforçar tb, pra entender pq a violência contra a mulher é tão tolerada.

Anônimo disse...

O fato de a mulher ter o direito a um aborto humano e seguro em situações esporádicas de gravidez indesejada não significa que o aborto seje algo certo muito menos bom.

Não estou aqui defendendo a mulher em que a prática do aborto é algo recorrente (existem métodos anticontraceptivos) essa deve ser sim reprovada e confrontada de forma firme, séria e amorosa para o próprio bem dela. (reprovar é diferente de julgar a pessoa)


O triste é ver que algumas pessoas que são contra não estão realmente preocupadas com a questão da vida como dizem estar, parecem que estão mais motivados por um desejo maldoso e cruel de julgar e acusar (a Misericórdia manda lembraças), semelhante algumas pessoas que são a favor, parecem que estão mais motivadas por disputas, rixas, intrigas, pirraças, questões ideológicas... do que com uma preocupação sincera como dizem estar com a questão.


Na questão do aborto alguns questionamentos:

1. Se um dia fosse aprovado será que realmente diminuiria abortos clandestinos? Será que muitas não iriam continuar recorrendo a eles após "expirar" o prazo em que o aborto seria legal.


2. Será que não iria beneficiar apenas mulheres com condições financeiras de recorrer ao aborto em clínicas particulares enquanto as mulheres sem condições financeiras teriam que recorrer ao sistema público de saúde, onde só conseguiriam chegar para realizar o aborto já em época de realizar o parto(ironia); Tem lugares em que pessoas esperam meses para marcar uma consulta ou exame. Não estou aqui dizendo isso por questões políticas mas por ser uma realidade seja no governo A, B, C, D.... saúde é uma questão humana que jamais deve ser usada para questões políticas (seria crueldade).


3. Será que não haveria um "colapso" uma demanda impossível de ser atendida em um sistema de saúde já saturado principalmente no curto prazo em que o aborto poderia ser feito de forma legal. (Demanda provocada por uma falsa sensação de segurança de que em caso de gravidez indesejada poderia abortar, levando assim muitos a se descuidarem dos métodos anticontraceptivos).


abraços e beijos
pedro08

Julia disse...

Como esse Fabio B é hipócrita.

Mirella disse...

A galere quer criar uma falsa simetria...

Quando a mulher escolhe a IVG, não haverá criança. Ela não está abrindo mão da maternidade, enquanto o homem permanece pai. Os dois estarão na mesma condição de sem filhos. Caso o homem não deseje ter filhos, é só encapar o bichinho, assim não irá precisar se preocupar com nenhuma sperm-digger atrás de seus preciosos nadadores.

Quando o homem escolhe ~declinar da paternidade, haverá uma criança. E esta criança sim, tem direitos. Ela será uma pessoa, vai crescer, ter um papel sociedade. E tem o direito de ter figuras parentais. Se existe discussão de quebra de anonimato de quem doa esperma/óvulo devido ao direito de ascendência genética, querer garantir o direito de alguém de excluir o direito de uma pessoa nascida... É, realmente, soa bem coisa de quem se preocupa com a vida.
If you want softness go sit on a pudim.

André disse...

Mirella,

"é só encapar o bichinho" é argumento idêntico ao "é só ela usar a pílula". Métodos contraceptivos falham.

Anônimo disse...

Como é possível discutir a questão, se quando colocamos (bons) argumentos contrários, eles não são publicados? Assim não dá.

Anônimo disse...

Vi o vídeo e fica patente que os agredidos foram aqueles jovens que estavam ali de forma pacífica. Aliás, eles não invadiram nada, a calçada é publica é tanto que foram xingados, sofreram ameaças e não tentaram expulsar ninguém dali. O vídeo mostra muito claramente onde está a intolerância e o preconceito neste caso e não é com o pessoal da tfp que ali estava.

Simone

André disse...

Pedo08,

1. Eu penso que o aborto até 12 semanas tem que ser legalizado para se evitar males maiores (a morte de mulheres e o nascimento de crianças deficientes devido ao citotec ou rejeitadas) e não porque os abortos continuarão sendo feitos com ou sem legalização. Senão, caso os abortos ilegais continuassem sendo feitos a legalização do aborto poderia ser revertida, já que não teria funcionado.

2. Mulheres com condições financeiras de recorrer ao aborto em clínicas particulares já são beneficiadas. A legalização permitiria que se lutasse para estender o benefício para as mulheres pobres.

3. Não tem como haver demanda represada no caso de aborto, porque uma gravidez sempre evolui. Além disso, o aborto é um procedimento relativamente simples e barato.
Pode ser que ocorra um aumento de demanda pelo relaxamento com os métodos contraceptivos, mas o preço que teremos que pagar é aceitar que as mulheres poderão optar pelo aborto também em casos que alguns podem achar antiético, como para escolher o sexo do bebê, praticar eugenia, substituir os métodos contraceptivos atuais, etc.

Mirella disse...

André, eu sei que falham, mas mesmo no caso do preservativo masculino (mais acessível, mais barato, mais conhecido) a responsabilidade sempre recai na mulher. Não custa nada transferir a parte de responsabilidade do homem para o mesmo.
Sou a favor e adepta de métodos anticoncepcionais combinados e da responsabilidade compartilhada.
E nada disto interfere na questão que levantei: direito parental.

Mirella disse...

"substituir os métodos contraceptivos atuais"

André, aborto não é um procedimento simples, indolor e sem efeitos colaterais (físicos e psicológicos). Assumir que mulheres com acesso ao aborto legalizado praticam aborto como quem toma um café é leviano. E tanto isto não ocorre como nos lugares em que é legalizado, o número de abortos não aumentou.

André disse...

Mirella,

O aborto é muuuuito mais simples que um parto. Além disso, se existem mulheres que jogam o filho vivo no lixo, por que não acreditar que poderá haver casos de mulheres que trocarão a pílula pelo aborto? O que eu disse é que a existência delas não altera a necessidade de se legalizar o aborto.

Anônimo disse...

Façam uma experiencia, perguntem a alguém com alguma deficiência fisica, que foi rejeitado pela mãe,abandonado, se ele prefere estar vivo ou morto ?

Anônimo disse...

Parem de querer compara a realidade brasileira, com os países nórdicos europeus, não tem a menor condição de comparação, nossa cultura e infinitamente diferente da deles,em varios aspectos, em todas as classes sociais, nem pior nem melhor, diferente.
Portanto pensem algo como a legalização do aborto sob nossa ótica, e na minha opinião, isto seria uma tragedia anunciada.

Mirella disse...

André, sei que você disse isto, mas a afirmação não deixa de ser leviana.


Que o aborto é mais simples que o parto, sim, mas que também é muito mais complexo que qualquer método contraceptivo, também. E, analisando os números de abortos dentro da lei realizados em países onde antes eram proibidos mostra que não houve aumento no número de abortos, ou seja, cerveja.
E não creio ser cabível comparar um aborto realizado antes da formação do sistema nervoso com o abandono de uma criança. Ainda pode haver influência de depressão ou psicose pós-parto, mas continuam sendo coisas distintas.

lola aronovich disse...

Nossa, anônimo, que interessante!

"Façam uma experiencia, perguntem a alguém com alguma deficiência fisica, que foi rejeitado pela mãe,abandonado, se ele prefere estar vivo ou morto ?"

É esse o tipo de conversa que vc tem com pessoas com necessidades especiais? Vc deve ser uma pessoa com muitos amigos, hein?
Parabéns pelo grande exemplo de humanidade que vc representa!

Anônimo disse...

Aqui em floripa também, lola...

http://mobile.skarnio.tv/2013/01/23/marcha-da-tradicao-familia-e-propriedade-em-floripa-sim-e-isso-mesmo/

Felizmente a Parada da Diversidade tem uma participação esmagadoramente maior

Elaine Telles disse...

Pessoal, o que deve estar bastante claro é que o aborto é uma realidade. A diferença é a condição financeira. Quem tem dinheiro faz na surdina, com segurança, sigilo, condições humanas, com um médico. Para as pobres restam açougues, e depois pedir socorro em hospitais onde o que foi feito é descoberto, exposto e punido. Os médicos e enfermeiras deixam sofrer, tratam mal, chamam a polícia e a mulher é exposta a todos que estiverem ali. É muita hipocrisia fingir que proibir essa situação faz os abortos desaparecerem. Outra coisa é a tolice de pensar que alguém usará isso como método anticoncepcional. Não é legal, fácil e divertido, tem os aspectos psicológicos, enfim. É um último e desesperado recurso a quem ninguém gostaria de ter que recorrer.Para as mulheres que experimentaram maternidade sem planejamento e estão felizes, parabéns. Só não achem que todos têm que sentir o mesmo que você. Somos todos diferentes. Para mim, quem é contra secretamente gosta muito da manutenção das coisas como elas são, ou seja: Pobres pagando e ricos ficando impunes.

Anônimo disse...

Lola. Eu nao vou escrever uma tese aqui, nem colocar mil argumentos brihantes , ...minha posição sobre a legalização do aborto e a seguinte:
- eu era radicalmente contra, como muitos que postam aqui, ate VER ACONTECER com uma pessoa muito proxima de mim.( nao, essa pessoa nao fui eu, graças e deus) ...quando vi o que essa pessoa passou e o que sofreu ao fazer o aborto( e sim, ela tomava pílula, tinha namorado, familia orientada, conduções financeiras, mas optou pelo aborto , ela e o namorado decidiram juntos)- percebi que nao podia mais ser tao rígida e tao radical com esses conceitos...;) claro que a apoiei e fiquei do lado dela pra o que precisasse, mas , como ela de se esperar, ela preferiu não se abrir muito comigo.hoje ela esta casada com outro cara, e planeja ter filhos ( se der certo) ;))
Beijos!!!

Anônimo disse...

Os comentarios sao hilarios.

"Vida so e vida se o Direito disser que e"

"Respirou, ta valendo"

"Vida so acontece depois dos tres meses de gestacao"

Entao bacteria e o que, cara-palida? Mineral?

Vejamos os fatos:
Contagem de cromossomos, 23 pares.
Padrao genetico: humano.
Capaz de reproducao celular e desenvolvimento, carga genetica distinta dos progenitores.

Me parece muito com vida humana independente.

"Nao vive fora do corpo da mae"
Entao qualquer um em coma e sustentado por aparelhos nao e mais vida. Aborte-o.


"Nao temos um sistema nervoso ate um determinado periodo"

Muitos aqui tambem nao. Deveriam ser abortados?

Unknown disse...

Cora

Eu já dialoguei com vc além de outras pessoas neste blog. Infelizmente não tenho
tempo para todos os dias vir aqui ou seguir horas initerruptas de discussão e nem seguir
todas as postagens.

Eu só vim aqui contestar quando disseram que as leis brasileiras eram atrasadas em relação
a leis de outros paises. E só postei um link de uma reportagem que foi capa da Revista Time dizendo justamente
que a sociedade americana cada vez mais clama pelas mudanças das leis. (Aqui está a capa: http://lifenews.wpengine.netdna-cdn.com/wp-content/uploads/2013/01/timemag.jpg)

Como a Luci me fez algumas perguntas eu só fiz copiar e colar o que eu já havia escrito anteriormente
neste mesmo blog. Como na espanha o caso é serissimo onde são abortados a maioria das crianças com sindrome
de down e um número crescente de crianças com deficiências fisicas. Mas já volto a falar disso.

Vc repetiu algumas vezes que a escolha pela vida do feto transforma a mulher em um monstro. E os culpados
por isso são os Pro-Vida que as desumanizam.

Bem então vamos ver se é realmente isto que acontece.

Vc "escolhe" ou diz preferir o aborto até 12 semanas. Para vc acima disso não deveria ser permitido.
Na verdade não existe uma cartilha feminista no brasil sobre isso onde todas deveriam assinar e concordar.
E o que vejo ainda acontecer em vários paises no mundo é a luta feminista para aumentar estas semanas do aborto.
Conforme até defendido aqui por alguns.

O aborto cria uma "Cultura de Morte" sem precedentes.

A Russia foi o primeiro pais a liberar o aborto ainda na década de 20.
Stalin, sim ele, proibiu o aborto justamente para o crescimento da população.

Atualmente a Russia o pais mais antigo de aborto no mundo, é também o que tem a maior taxa de aborto no mundo.
(argumento falho para quem disse que com a liberação dos abortos o aborto em si cai a taxa. Normalmente a um boom depois a estabilização)
E hoje eles permitem apenas até as 12 semanas. Resolveu o problema da "saúde pública"? Não. Centenas de
mulheres ainda fazem abortos cladestinos após as 12 semanas e vc sabe que quanto mais tarde é sempre
pior. As chances são muito maiores de ter alguma complicação após as 12 semanas.

Mas não é apenas este o problema na russia. O problema é que a população vem diminuindo drasticamente
Por lá temos muito mais abortos que nascimentos. E a futura consequencia disso? Diminuição da população.
A população da Russia nunca diminuiu tanto. Tanto que fez o primeiro ministro Putin começar a considerar
mudanças na legislação(avançada) do aborto deles por lá.
http://www.lifesitenews.com/news/russia-considering-abortion-restrictions-to-slow-population-collapse/

Sim não perca meu pensamento Cora.

Isto tem a ver com a Cultura da Morte. As mulheres da Russia tem medo de ter filhos por uma imposição social.
É extremamente caro viver na Russia.

Aqui um relato de quem vive hoje na Russia e comenta sobre um aborto.

Conheço moça que fez aborto. Não era nenhuma "vagabunda" ou "promíscua".
Mas moça estudiosa e trabalhadora, com parceiro fixo.
Que foi levada a essa triste decisão, simplesmente por não ter
NENHUMA condição financeira de constituir uma família. E falo da classe-média.

http://darussia.blogspot.com.br/2011/06/partido-russia-unida-pretende-legislar.html

Me responda:
"Escolher" não ter um filho por não ter condições ou NENHUMA condição financeira é uma
escolha feita inteiramente pela mulher? Ou acaba sendo uma imposição social?
Pois saiba que este está entre um dos principais motivos de abortos no mundo.

Unknown disse...

Cora Diz
normalmente a decisão pela interrupção é muito refletida e difícil.
mesmo em gestações decorrentes de estupro, uma decisão como essa nunca é fácil pra mulher.


Tenho certeza absoluta que não é fácil esta escolha Cora. Mas ela existe.
E ela existirá ainda mais com a liberação do aborto e consequente empobrecimento, ou aumento
consumista da população. Nos EUA quem mais aborta são pobres e negros.
http://www.youtube.com/watch?v=GfFVKqHWJU0

Isto é um dos fatores da cultura da morte. Isto é transformar a gravidez em algo pesado demais para
a mulher carregar. Isto aumenta ainda mais nas mulheres o não desejo de ser mãe (que é o que mais vejo neste blog
são mulheres que dizem que não nasceram para a maternidade). Isto é transformar uma mulher prestes a receber
uma justa promoção em seu trabalho em um novo projeto de um ano, em um monstro porque engravidou
e em seu intimo não pretende abortar
. Porque o que de fato importa é seguir o modelo masculino que não engravida, que não gera uma vida. E as
mulheres que se virem né? São elas que engravidam elas que abortem. Vamos criar uma lei para que elas
tenham este direito.

Ao invés de criar novas leis ou mecanismos da valorização da gravidez diminuimos ela ainda mais
Reduzimos a uma irrelevante escolha, por imposição social, e dizemos que foi escolha da mulher.
Culturalmente vc sabe que não é assim.

- Pensar no aborto porque não tem condições financeiras não é escolha da mulher.
- Pensar no aborto porque fazer sexo é sujo, e não quer que outras saibam, não é escolha da mulher.
- Seguir o modelo proposto por metade da sociedade que não engravida (homens), não é escolha da mulher.
(Quando digo seguir modelo masculino é receber promoções no trabalho ou nos estudos por não ter breves interrupções
para ter um bebê).

A liberação do aborto denigre muito mais o ser feminino na esperança de um breve conforto após o aborto,
e depois volte a seu trabalho, volte a seus estudos que é mais importante que uma vida, que seu
próprio filho.

Eu li rapidamente este post também neste blog.
Sobre uma proposta de reforma pela mãe natureza:
http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2013/01/guest-post-proposta-de-reforma-para-mae.html

Divertidinho, legal mas reflete amargamente uma realidade que é a não valorização da gravidez.
E isto tem muito mais a ver com o patriardo já há muitos séculos.

Possivelmente se os homens engravidassem Freud escreveria com todo o fevor e paixão:
"As mulheres, em seu intimo, sentem inveja por que são os homens que engravidam e trazem consigo todo o conhecimento, a experiência de dar o prosseguimento a humanidade. Na verdade,
vemos por análise que quantos mais filhos os homens geram maior é seu discernimento humano".

As religiões não ficariam atrás e colocariam o homem como "a ponte" entre o humano e o divino.
Algo que as mulheres, jamais, teriam nenhum tico de capacidade.


Bem então aqui vai minha resposta.
Vc diz que com a liberação do aborto a mulher deixa de ser um "receptáculo sem autonomia".
Eu digo que com a cultura do aborto a mulher se vê prisioneira de uma sociedade machista e hipócrita
onde a força a ter uma escolha. E seja qual for a escolha tomada será incorreta.

E esta luta é antiga:

Talvez ainda chegue um tempo quando uma mulher solteira não será desprezada por ser mãe.
Feminista Sarah Norton (1870)

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Este assunto é dos mais profundos nas injustiças feitas às mulheres do que qualquer outro…
Não hesito em afirmar que a responsabilidade por este crime na maior parte é do sexo masculino.
Feminista Matilda Gage (1868)

--------

Unknown disse...


ny (1869)
"Culpada? Sim. Independente do motivo, seja o apego à sua vida estável,
ou uma vontade de evitar o sofrimento do inocente nascituro,
a mulher que comete tal ato é terrivelmente culpada.
Levará isto em sua consciência por toda vida,
pesará em sua alma quando de sua morte.
Mas triplamente culpado é quem a levou ao desespero, quem a impeliu ao crime!"
Feminista Susan B. Antho
Temos aqui a Imposição Social.

-------

Como vê Cora é totalmente possivel ser feminista e ser totalmente contra o aborto.


Cora diz
muitos atletas paraolímpicos nasceram perfeitamente normais e tornaram-se deficientes físicos em função de acidentes ou doenças.


Se nasceram Cora, eram porque, na maioria dos casos, eram perfeitamente normais.

Cora vc me chamou de capcioso. E eu retribuo o "elogio" depois de ler o que vc escreveu acima.
Sei também que és inteligente e usa bem as palavras. Adoraria te encontrar pessoalmente em uma
cafeteria e discutir todos estes problemas pessoalmente. Diferente da sua amiga Roxy eu sempre
adoro conhecer pessoas novas mesmo que elas não tenham o mesmo pensamento que o meu.

Sempre me perguntei o quão fantásticas seriam estas pessoas que foram abortadas.
Seriam de esquerdas outras de direita. Poderiam ter muitos gays que fariam passeata por seus direitos e principalmente discutiriam a vida
pois tiveram acesso a ela. Ficariam felizes e tristes. poderiam estar entre os melhores de sua profissão
como também poderiam ser preguiçosos ou até criminosos.

Tudo isso na grade probabilidade de vida, tudo isto que chamamos de vida.
Antes de qualquer direito Cora, temos o direito a vida.


Voltando a falar da sindrome de down e deficiencia fisica lhe deixo outra noticia "interessante" aqui:
Serve para a Luci que também me pediu alguns links das milhares de crianças mortas.

The newspaper La Razon published statistics indicating 90% of disabled children in Spain are killed in abortions with more than 16,000 over the last five years.
http://www.larazon.es/detalle_hemeroteca/noticias/LA_RAZON_475919/5681-mas-del-90-de-los-fetos-con-malformacion-acaba-en-aborto

90% Cora, 90%. Quer mesmo isto para o Brasil?

Cora diz
privar mulheres do direito de decidir pelo abortamento diante de uma gravidez indesejada não fará com q a sociedade aceite portadores de síndrome de down e nem deixe de discriminar mulheres.

Da mesma forma dar o direito ao aborto não ajuda em NADA ao problema da discriminação das mulheres, aumenta e muito o problema do aborto com sindrome de down e deficientes como visto acima.

Liberar o aborto parece uma solução. Mas é jogar a sujeira para debaixo do tapete.
É tentar melhorar algo com a pior das soluções possiveis. É atestar definiticamente que a gravidez feminina NÃO SERVE
para o modelo masculino de sociedade.


Cora diz:
para resolver essas contradições humanas, o caminho não é privar mulheres de autonomia, mas entender pq rejeitamos aquilo q foge do padrão, pq rejeitamos o diferente.

Entender pq somos violentos e intolerantes.


E o aborto é mais uma violência, neste caso contra a mulher. Mais uma violencia que iremos tolerar?
Pq justamente a sociedade machista rejeita o diferente?
Ainda digo que o "diferente" nesta sociedade é a mulher estar em estado de gravidez.


Entenda Cora, gravidez é um estado onde metade da população um dia pode vivenciar.
Não é errado, não é sujo muito menos inviabiliza tarefas, metas ou projetos. É um estado natural
que vem acompanhada de todas as consequencias naturais.

Quantas mulheres gravidas eu vi trabalhando. Quantas eu vi estudando. O problema não está na gravida
e sim em quem a julga, a reduz, a humilha.

Unknown disse...

Aqui vai um motivo de aborto publicado neste blog
"Pois eu não poderia abrir mão de um emprego, de uma faculdade por terminar, dos meus amigos, da minha cidade, do convívio com minha família, enfim, da minha vida, por conta de algo que eu nem sabia como podia ter acontecido, pois me precavia para que não acontecesse."
http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/11/guest-post-meu-namorado-nao-queria-mas.html


Vamos analisar Cora:
- não poderia abrir mão de um emprego
Ela não falou exatamente qual era o emprego mas no Brasil as mulheres costumam trabalhar até bem
próxomo ao parto e depois tem a licença maternidade. Ou seja ela não precisava abrir mão do emprego.
Ou será, que mesmo com as leis, era o emprego que abriria mão dela????? Pois ela engravidou???? é crime, mas existem empresas assim.
Na verdade nos EUA muitas vezes existe até coação(invisivel) para o aborto quando isto acontece.

- de uma faculdade por terminar
Uma amiga minha engravidou quando estava no mestrado. Hoje já está no doutorado e na França.
E a filha? Conhecendo o mundo e acumulando milhagens.
Não, não foi planejado. E hoje ela ama sua pequena companhia.


dos meus amigos
Belos amigos que vc ou eles devem abrir mão pq está gravida. É vc é a diferente queremos distancia.

da minha cidade
carambaa.. não existem gravidas nesta cidade?

do convívio com minha família
A família "maligna" de católicos praticantes? Eles não são de fato católicos muito menos praticantes se
quisessem expulsar uma filha gravida de casa. E sendo católicos, como eu conheço os católicos, realmente praticantes
não se condenaria uma gravida. Existem lições pastorais, não dogmáticas, para evitar gravidez indesejada.
Uma gravida jamais é jogada fora de um convivio católico. Não é ensinado isso. Se acontece a culpa é da sociedade machista não da Igreja que ensina ao contrário.


abrir mão de da minha vida
Nota-se um desespero fora do que deveria ser a normalidade.
Parece que uma noticia de gravidez é algo como uma noticia de cancer onde vc tem apenas
mais nove meses de vida. Quanta ingenuidade e machismo nestes pensamentos.


Aliado ao problema financeiro todos estes problemas relatados acima são, em sua grande maioria,
os principais motivos de aborto.

E repito mais uma vez Cora.
O que vc chama de autonomia da mulher é uma grande contradição. Pois na verdade ela ainda é presa
é forçada por nossa sociedade (que não engravida) a fazer uma escolha que será sempre culpada.
E o aborto é varrer a sujeira para debaixo do tapete e alimentar a Cultura da Morte.


E aonde iremos parar no futuro?
Justamente na escolha de 90% dos abortos de sindrome de down e deficientes fisicos conforme a noticia acima.
Em uma consequente não valorização da vida. Quantas vezes ouvi isto aqui. Se eu tivesse sido abortado não faria nenhuma diferença
para a sociedade. Ou seja a vida cada dia valendo menos. E é incrivel que entre as mulheres feministas brasileiras, principalmente que
escrevem neste blog cada vez mais vejo aumentar o número das que não querem ser mães.

Hoje não ser mãe, para muitas que nem irei reproduzir aqui o comentário, é ser cool, estar na moda. É ser a evolução.
Claro que tem feministas que tem e estão tendo filhos. Mas o aumento deste modismo é notório e deve aumentar
ainda mais no futuro pelo andar da carruagem.

Os absurdos não param por ai Cora. Cada dia leio mais coisas que nem gostaria que fosse verdade.
Como uma familia que ganhou na justiça cerca de 4,5milhões porque não tiveram a chance de abortar seu filho.
Seu filho tem uma deficiencia fisica. Não tinha os dois braços e apenas uma perna. Hoje a criança tem três anos.
Mas os pais entraram na justiça acusando o médido de não te-los avisado que eles poderiam abortar.
http://pjmedia.com/blog/jury-gives-parents-4-5-million-because-they-missed-chance-to-abort-disabled-son/

É esta sociedade que vc quer viver Cora?

Unknown disse...

Ou talvez nesta noticia da Francesca Minerva, filosofa e especialista em ética médica pela Oxford,
ao qual argumenta que os médicos deveriam ter o direito de matar bebês indesejados ou com deficiência
no nascimento pois ainda não é uma pessoa real.
E mesmo uma bebê saúdavel poderia ser morto se sua mãe decide que não quer cuidar dele.
http://www.dailymail.co.uk/news/article-2108433/Doctors-right-kill-unwanted-disabled-babies-birth-real-person-claims-Oxford-academic.html

Talvez vc queira ler o artigo aqui:
http://static.publico.pt/docs/sociedade/JMed%20Ethics-medethics100411.pdf

Onde ela defende coisas que possivelmente vc discorda. Tal como eu discordo de vc. E possivelmente algumas aqui podem, por incrivel que pareça, concordar com ela.

Bem, prefiro debater com milhares de Coras do que com uma mulher desta. Mas se isto um dia se tornar o pensamento vigente? hum...


Quem diz o que é verdade ou mentira Cora?
Essa mulher, vc, eu?
A Verdade sempre existe.

A verdade é a verdade mesmo que ninguém acredite.
E uma mentira é uma mentira mesmo que todos acreditem.


Onde a vida humana começa?

Acho que os biologistas deveriam mudar isto na Encyclopedia Britannica não?
http://www.britannica.com/EBchecked/topic/658686/zygote
zygote, fertilized egg cell that results from the union of a female gamete (egg, or ovum)
with a male gamete (sperm). In the embryonic development of humans and other animals,
the zygote stage is brief and is followed by cleavage,
when the single cell becomes subdivided into smaller cells.

O desenvolvimento humano começa no zygoto.

A vida de fato, começa na fecundação. Se não é um desenvolvimento humano o que é?
TODOS um dia passamos por isto.
Depois temos a gastrulação com 14 dias, alguns acham que começa aqui a vida.

Outros ainda acreditam que é apenas depois das atividades cerebrais que começa a vida.
Não existe um consenso entre os cientistas quando começa a vida. Alguns dizem que começa com seis semanas
outros dizem que só existe uma estrutura cerebral completa com 12 até 16 semanas.

Ouriços do mar não tem cerebro, mas tem vida. Quando começa a "vida" para está espécie biológica?

E tem outros que dizem que a vida começa quando o feto possa viver fora do útero. Que é a abordagem ecológica.
Sete meses? Mas com o avanço da medicina este critério fica mais difuso pois existem bebês que sobreviveram bem antes disso.

Um último ponto de vista defende que o feto só existe como vida quando se torna biologicamente independente de sua mãe.
Para a Francesca Minerva nem assim ele é humano.

No Brasil, esse é o conceito usado para determinar quando o indivíduo passa a ter alguns dos seus direitos
constitucionais básicos -o feto só tem personalidade jurídica depois do nascimento.

Correto.
E @vbfri vc que é profissional do direito, não sei se é juiza, advogada, promotora, enfim, tem todo o direito de participar
de passeatas, fazer discursos, escrever em foruns etc para tentar mudar as leis.
Mas no exercicio de sua profissão espero que cumpra seu juramente e siga as leis existentes formadas para nossa sociedade.

E aqui no Brasil mesmo que o bebê só venha a ter direitos depois que sair geograficamente da barriga de sua mãe
o aborto continua sendo crime.

Profissional de sua área também pode discordar de nossas leis. Mas deve dar o exemplo de cumpri-la quando solicitada.
Pois imagine como ficaria se todos os nossos profissionais começassem cada um a discordar de vários pontos de nossa lei.


Já escrevi muito Cora tenho que voltar a outros afazeres.
Espero que tenha tido sua resposta.

Anônimo disse...

"Vida so acontece depois dos tres meses de gestacao"

Entao bacteria e o que, cara-palida? Mineral?"


Hahahahaha!!!!
Vamos deixar entao todas as bactérias proliferarem, sem " assassina-lãs" , deixando que elas nos matem de meningite, tuberculose, etc...

Afinal, nenhuma " vida" pode ser eliminada,...ne??

Se vc e contra o aborto , ok, ta no seu direito, mas de argumentos convincentes e nao esse tipo de comparação...ou entao quando ficar doente nao tome antibiótico pra nao se contradizer,,,



To rindo muito aqui, desculpa, Lola...;))

Anônimo disse...

É inadimisível querer colocar como natural certos costumes que o proprio homem cria. Casamento gay isso é uma burrice. A lei natural de qualquer especie é união entre macho e femea. Tudo que for contrario a isso, a problemas que no homem tem explicações relacionadas a doenças pisquicas. A liberdade que tanto os homossessuais querem ultrapassam todas as barreiras da pouca vergolhas, tem que entender que eles não são normais. Se o mundo continuar nesse rumo, teremos sérios problemas com a humanidade futura. Esses arruaceiros que gritam antifacistas, deferian estudar mais o sentido e analisar que eles não sabem as barberices que estão falando.

Anônimo disse...

"Da mesma forma dar o direito ao aborto não ajuda em NADA ao problema da discriminação das mulheres, aumenta e muito o problema do aborto com sindrome de down e deficientes como visto acima."

Em que punir mulheres que abortam e médicos que oferecem um aborto seguro para essas mulheres ajuda alguma coisa? Você acha mesmo que a criminalização impede o aborto de um embrião indesejado?

O que exatamente a proibição traz de bom?

"Hoje não ser mãe, para muitas que nem irei reproduzir aqui o comentário, é ser cool, estar na moda. É ser a evolução. "

Não Fabio, é escolha.
Tenho uma porção de amigas que são mães e não querem passar por mais uma gravidez de jeito nenhum. Uma gravidez vem acompanhada de dores, de incômodos e isso por meses.

O que é "moda" é ter acesso a informação e poder de decisão. Isso antigamente não existia. Quantas mulheres mais velhas não dizem pra nossa geração que se tivessem o nosso conhecimento, se tivessem a possibilidade, se tivessem apoio, não teriam sido mães!

Luci

Anônimo disse...

Fábio B, o seu problema é querer generalizar. É querer atribuir funções a pessoas que sempre tiveram que aceitar. Você tem medo que a população diminua, e a saída é continuar a estimular o nascimento de tanta gente? Tanta gente que nasce na miséria, ou que acaba caindo na miśeria, no abandono, na violência. Basta ler os jornais. Eu penso: " E se essa pessoa não tivesse nascido, teria sido poupada disso". Seus argumentos são palavras bonitas para "deus cria". Você quer obrigar toda mulher a cumprir o papel de mãe que lhe é disposto, quando muitas sequer têm vontade, disposição de fazer o papel de mãe. Muitas mulheres querem ser mães, pode ficar sossegado que vão continuar vindo milhares de pessoas ao mundo. Agora, deixe as que não querem em paz! E as que desejam ser mães, deixe que elas escolham o momento em que estão dispostas. Dizer que é culpa do machismo é um absurdo, porque a mulher também precisa de seu sustento, e voltarmos à condição de ficar em casa enquanto o marido traz o dinheiro é retornar à humilhante posição de depender de alguém, que muitas vezes olha para a esposa que mantém em casa como uma esbanjadora de dinheiro. O mercado deveria acolher melhor as mulheres que querer ser ou já são mães (*as que realmente querem*). Mas, você que apela tanto para nossa natureza de gerar filhos, que diz que tudo bem trabalhar/estudar/whatever, vá ler as opiniões do post sobre o delegado que ofendeu mulheres só por elas serem mulheres. A opinião ali é que mulher é aproveitadora, quer tudo do mais leve, a vida é mais fácil. E você quer obrigar as mulheres a engolir toda a opressão que está à volta dela, fingir que não é com ela, suportar toda a pressão, abstrair tudo, com filho no colo, queira ela ou não. Em resumo, o que você quer simplesmente que as mulheres cumpram suas atribuições biológicas em silêncio e obediência. E por último, homens já são endeusados, não precisam de gerar filhos para isso.

Unknown disse...

Luci diz:
Em que punir mulheres que abortam e médicos que oferecem um aborto seguro para
essas mulheres ajuda alguma coisa? Você acha mesmo que a criminalização impede
o aborto de um embrião indesejado?


Tirando todas as váriaveis que o embrião ou feto sejam seres humanos.
Que já tenham ou não alguma atividade cerebral(cientistas ainda não sabem ao certo quando começam),
estejam com 12 semanas para alguns ou 24 semanas para outros, que já possam sobreviver
fora da barriga da mãe, ou até mesmo segundo a Francesca Minerva tenha nascido
mas não seja querido por sua mãe(além que o cerebro só é totalmente formado depois de alguns anos,
no ínicio da infancia e que também algumas sociedades do passado abandonavam
recem nascidos por não o considerarem humanos).

Bem, descartando todas essas possíveis váriaveis devemos apontar sempre em direção a vida com
respeito e educação e não deixarmos que algum pensamento de nosso tempo nos faça cometer
erros e equivocos de matar um ser vivo.

Nenhuma mulher ou homem apoia a idéia de fazer um aborto Luci. Ninguem quer passar por isso.
Não existe esta idéia de ABORTO SEGURO E FELIZ. Isto é o que as empresas de abortos querem que vc
pense ou acredite. E hoje elas estão entre as maiores empresas dos EUA em lucros.
Essas empresas querem mais abortos para elas serem mais felizes.
http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=rDNUWf3STB8
http://www.lifesitenews.com/news/archive//ldn/2009/nov/09110505


É uma decisão dificil e que irá afetar a vida da mulher para sempre, tanto psicologicamente
quanto biologicamente.

Como ninguem quer, a prevenção é sempre o melhor remédio. Prevenir, prevenir e prevenir.
Como?

Com educação, castidade, novos métodos contraceptivos, vasectomia ou laqueadura(uma mulher acima de 25 anos pode fazer livremente).
Entre outros meios.

Mesmo com tudo isso engravidou e não quer o filho? É a mãe natureza não é fácil. Aliás o que em nossa vida não é, não é mesmo?
Temos uma fila de espera imensa no Brasil com novos pais adotivos esperando uma chance e que ficarão
muito felizes com a chegada do bebê. POrque não fazer a felicidade de alguem?

E com isso alimentamos uma cultura de vida. Uma cultura onde devemos nos respeitar. A ajudar ao próximo,
a nos sacrificar em alguns momentos pelo bem de outros.

Ninguem quer o trauma do abortoo Luci, ainda mais com um filho, que quando vc o ensina que determinadas ações
podem gerar uma consequencia que irá faze-lo infeliz vc quer o bem dele. E se mesmo assim ele fizer
o que vc ensinou que não era certo ainda assim vc estará com ele. Mas isso não o absolve. Ele vai ter que arcar com a responsabilidade
de seus atos. Tudo na vida deve ser assim.

Tudo na vida temos que ter grande responsabilidade.
E o cuidado com a vida é a maior de nossas responsabilidades.

E não podemos prevenir ou diminuir nossas taxas de abortos com a liberação do aborto.

Com a liberação do aborto, patrocinado por empresas que buscam o lucro, com o tempo perderemos esta
motivação do ensino, mas nunca a sensibilidade.
Mesmo com 40 anos de abortos nos EUA esta empresa que visa o lucro, associada a Jennifer Baumgardner's
lançou uma camisa "I had a abortion" para tentar amenizar o preconceito contra mulheres que abortaram.
Estas mulheres que abortaram se escondem, tementes pelo erro que cometeram e de serem julgadas.
Mesmo sendo liberado a 40 anos nossa sensibilidade pelo certo não muda Luci.


Como eu disse anteriormente.
Liberação do aborto é jogar sujeira para debaixo do tapete.

Unknown disse...



Luci diz: Você acha mesmo que a criminalização impede o aborto de um embrião indesejado?
Claro que não. A criminalização não impede o estupro, o assassinato, a pedofilia, o roubo
entre tantas outras coisas.

Ela tenta dizer que é errado. Colocar em uma lista coisas que não devem ser feitas.
E auxilia a população a propagar a educação e prevenção para que não ocorram.

A biologia e a ciência avança cada vez mais.
Acredito que logo teremos mais provas que o embrião, feto ou até mesmo o zigoto são partes
fundamentais e iniciais do desenvolvimento humano e devem ser protegidos.


Luci diz Não Fabio, é escolha.
Tenho uma porção de amigas que são mães e não querem passar por mais uma gravidez
de jeito nenhum. Uma gravidez vem acompanhada de dores, de incômodos e isso por meses.


Gravidez pode ser uma escolha de fato. O aborto não deve ser. Gravidez não é doença Luci.
E cada mulher lida com a gravidez de uma forma única. No geral é bem dificil.
Mas caso a mulher fique gravida optar pelo aborto, matar umna futura criança que é única
não é a solução. Só reler ali em cima vários modos de prevenir, prevenir, prevenir...


Luci diz: O que é "moda" é ter acesso a informação e poder de decisão. Isso antigamente
não existia. Quantas mulheres mais velhas não dizem pra nossa geração que se tivessem o
nosso conhecimento, se tivessem a possibilidade, se tivessem apoio, não teriam sido mães!


A grande maioria não diz isso Luci. Raramente uma mãe diria que preferia nunca ter sido mãe,
ainda mais uma senhora mais velha, vendo seus filhos grandes.
O que vejo muito são mulheres fortes dizendo que passariam por tudo novamente.
Imagine sua mãe falando para vc que se tivesse tido acesso a informação não teria lhe dado a vida.

Unknown disse...

Anonimo 25 de janeiro de 2013 12:35
diz Tanta gente que nasce na miséria, ou que acaba caindo na miśeria, no abandono,
na violência. Basta ler os jornais. Eu penso: " E se essa pessoa não tivesse nascido,
teria sido poupada disso".


Esta é a cultura de morte que tanto falo.
Ela prega que determinada pessoa era melhor que estivesse morta ou nem nascido.

Triste!!!!
Triste de ler algo assim.


Acabei de escrever sobre a principal industria do aborto acima e vc vem com o mesmo
pensamento de uma de sua fundadoras, do Planned Parenthood.


On blacks, immigrants and indigents:
"...human weeds,' 'reckless breeders,' 'spawning... human beings who never should have been born." Margaret Sanger, Pivot of Civilization, referring to immigrants and poor people

http://www.dianedew.com/sanger.htm
http://www.blackgenocide.org/sanger.html
http://www.youtube.com/watch?v=GfFVKqHWJU0



E eu não disse em momento algum que quero que as mulheres voltem e fiquem em casa.
A minha mulher trabalha apenas para sua informação.

O que defendi é purgar a esta indiferença com mulheres que trabalham e engravidam.
E que nossas sociedades são no geral feita por homens para homens. E se vc engravida não está no plano.

Mirella disse...

Só não entendo uma coisa: dados comparativos, levantados pela OMS, de países que legalizaran a IVG mostram que a legalização NÃO aumentou o número de abortos.
(fonte: http://feministacansada.tumblr.com/post/35488631240)

Logo, tenho dificuldade de entender quem diz que aborto legalizado levará à eugenia e à cultura de morte.

E achei interessante o ponto que o Fabio B levantou: o aborto como uma imposição social. Aqui mesmo nesta caixa de comentários uma moça contou sua experiência em que seu pai e namorado queriam que ela abortasse. Comentei que eram situações análogas, uma mulher pressionada a seguir com a gravidez e uma mulher pressionada a interrompê-la. Ambas oriundas do machismo. A mulher sempre é desvalorizada, seja quando decide engravidar ou quando não quer ser mãe. Assim, é óbvio que uma mulher que se sente na necessidade de abortar sem, no entanto, querer, deve ser amparada, mas não creio que a maneira de fazê-lo seja anulando o direito das outras mulheres. É necessário que se discuta o papel masculino no cenário da gravidez: seja no aumento da licença, na criação das crianças, na divisão de tarefas...
Não é uma situação que se resolva rapidamente, ainda mais se considerarmos um país com tanta influência religiosa no Estado como a Rússia. É um debate bem rico.

Rosanna Andrade disse...

Fabio B

Cara vc eh troll ne? Pq n eh possivel.

Mas vamos la, pq meu sangue ferveu.

Olha, ridiculo da sua parte pegar o relato de uma pessoa q abortou e tentar desconstruir seus argumentos e sentimentos, ora colocando a culpa na imposicao social de nao largar o emprego, ora diminuindo/menosprezando seus motivos. E vc se acha mto mais empatico e humano do que os pro-choice pq defende a todo custo um amontoado de celulas sem consciencia.

Pra mim, o monstro aqui eh vc.

E isso nao eh uma tentativa de boa argumentacao. Eh simplesmente um desabafo.

Anônimo disse...

Fabio

Ainda não entendi como uma criminalização ajuda alguém, seja as mulheres ou a sociedade.

"Nenhuma mulher ou homem apoia a idéia de fazer um aborto Luci. Ninguem quer passar por isso."

Eu apoio. Apoio qualquer pessoa que não queira passar por uma gravidez. Eu sei no que eu acredito, tenho informação suficiente para tal.

"Temos uma fila de espera imensa no Brasil com novos pais adotivos esperando uma chance e que ficarão
muito felizes com a chegada do bebê. POrque não fazer a felicidade de alguem?"

Porque não sou chocadeira.

"A ajudar ao próximo,
a nos sacrificar em alguns momentos pelo bem de outros. "

Por que você não se sacrifica?

Você continua falando dos Estados Unidos, como se eles representassem o mundo...


"Estas mulheres que abortaram se escondem, tementes pelo erro que cometeram e de serem julgadas. "

Nenhuma mulher que eu conheço pessoalmente e que abortou se esconde ou teme.

"E cada mulher lida com a gravidez de uma forma única."

Exatamente. Tem aquelas que querem e as que não querem. Respeite isso.

"A grande maioria não diz isso Luci. Raramente uma mãe diria que preferia nunca ter sido mãe,
ainda mais uma senhora mais velha, vendo seus filhos grandes.
O que vejo muito são mulheres fortes dizendo que passariam por tudo novamente."

A grande maioria??? Como você sabe que a sua amostra de mulheres é maior que a minha?

"Imagine sua mãe falando para vc que se tivesse tido acesso a informação não teria lhe dado a vida."

Que tal continuarmos a discussão com argumentos, deixando a minha e a sua mãe de fora?

Luci

Renata disse...

Ah, mona! Já pegaram que foi o PT que armou. huauhauhaiaiuauauauauiauiauhauhahuauiauiauiauiaui

Daniela disse...

A elba é reacionária do pior tipo ! tive o desprazer de escutá-la (ainda essa semana) atacando um coletivo feminista de pernambuco durante seu show na bienal da UNE. Gastou 5 minutos só para explicar, em cima do palco, diante de uma multidão de estudantes, o porquê de abortar ser o mesmo de dar um tiro na cabeça de um estranho na rua... Com direito à música de padre marcelo rossi e tudo no final ! Uma bosta, sinceramente. A elba é uma ótima cantora, podia guardar esse tipo de opinião para si e continuar cantando APENAS.

lola aronovich disse...

Putz, Daniela, que droga. Mas alguém me explica por que uma entidade como a UNE convida alguém como a Elba Ramalho. Ela canta bem, é uma ótima artista, mas está fortemente associada com os movimentos mais conservadores do país. Desculpe apelar pra lei de Goodwin, mas mesmo que Hitler tivesse sido um pintor maravilhoso, eu não o chamaria pra expor na minha galeria de arte.

Anônimo disse...

Lola... Acabei de voltar de um congresso da UNE onde a Elba se aprsentou... Ela se enrolou horrores falando sobre aborto, mov estudantil e feminismo! Vergonhoso!

Anônimo disse...

"... Então qualquer um em coma e sustentado por aparelhos não e mais vida. Aborte-o..."

Bom se ele não tiver mais atividade cerebral então ele esta morto.logo não é mais "vida".

"...Entao bacteria e o que, cara-palida? Mineral?"..."

Então você vai para de tomar remédios? Porque se continuar tomando vai matar "muitas vidas".

No fim ainda diz que os outros é que tem de ser abortados... aiaia meus sais minerais... deixa eu ri

Unknown disse...

Mirella.
Obrigado pelo link e pelas palavras.
Também gostei da forma que a feminista cansada abordou.
Acredito que a discussão deve estar neste nível.

E concordo com você que é debate rico pelas variáveis que existem neste tema.

Infelizmente em volta de nós meros debatedores, ativistas, participantes de
passeatas etc, existem grandes industrias do aborto no mundo que acabam influenciando
e muito em opiniões e em movimentos legítimos. Muitas vezes auxiliando financeiramente tais movimentos
ou pessoas e utilizando de tais movimentos para mascarar algo que eles realmente estão
interessados que é o lucro. Ajudam com o pretexto da caridade, mas não é bem assim que acontece.

O artigo citado pela feminista cansada já me é bem conhecido.
Induced abortion: incidence and trends worldwide
from 1995 to 2008

http://www.guttmacher.org/pubs/journals/Sedgh-Lancet-2012-01.pdf


Resumidamente o documento concluiu que a fim de tornar o aborto “seguro” e reduzir mortes
maternas no mundo inteiro, as leis que restringem o aborto têm de ser revogadas.

O artigo foi publicado na revista médica britânica The Lancet.
The Lancet também o caracterizou como um estudo da OMS, um projeto conjunto com o
Instituto Guttmacher, que é a ala de pesquisa da Federação de Planejamento Familiar,
uma organização que faz defesa do aborto.

A imprensa fez sua parte e através dos meios de comunicação espalhou a noticia.
Mas o que a imprensa não noticiou foi a ausência, na notícia, do fato de que a OMS
mesma se distanciou das opiniões contidas no estudo.

Um funcionário da OMS pediu que os assinantes dos Artigos de San José removessem
uma nota de página nos Artigos que declarava que a OMS havia dito:
"acesso ao aborto seguro e legal é um direito fundamental das mulheres, independente
de onde vivam".

Especialistas estão criticando fortemente a metodologia do relatório mais recente,
inclusive a falta de dados com relação ao aborto, uma dependência de estatísticas
de abortos arbitrariamente infladas, a combinação de abortos espontâneos com abortos
planejados ou induzidos, e o uso de termos quase legais para redefinir sua variável
dependente, o aborto "seguro".

Tais falhas fundamentais teriam feito a garantia do documento bem menos credível.
Comprovadamente, foi a aprovação da OMS que fez com que muitos
ignorassem os erros na pressa de fazer publicidade dele.

Um estudo publicado no The Lancet em 2010 mostra que as taxas de mortalidade
materna foram significativamente superestimados por agências das Nações Unidas,
devido à falta de informação adequada e também imprecisa modelagem estatística.
http://www.thelancet.com/journals/lancet/article/PIIS0140-6736(10)60518-1/fulltext


E também observou que os pesquisadores ficaram surpresos de que três dos países
mais ricos do mundo, na verdade, mostrou aumento da mortalidade materna,
os Estados Unidos, Canadá e Noruega - três países com as leis de aborto mais liberais do mundo.

Infelizmente a industria e os promotores do aborto tem um grande histórico em fazer afirmações
exageradas sobre o número de abortos chamados "inseguro" ou "ilegal".
Foi assim em 1967 na Inglaterra e na década de 70 para justificar o Roe v Wade nos Estados Unidos.
O falecido Dr. Bernard Nathanson(http://en.wikipedia.org/wiki/Bernard_Nathanson), o pioneiro do aborto dos EUA que se tornou pró-vida,
admitiu que ele deliberadamente exagerava a estimativa do número de abortos ilegais
cinco vezes, quando em campanha para a legalização do aborto.

Unknown disse...

Bem recentemente divulgaram que no Brasil havia 200 mil mortes de mulheres por ano
causados por aborto cladestino ou ilegal divulgado até mesmo neste blog como verdade
incostestável no momento da publicação.
http://escrevalolaescreva.blogspot.com.br/2012/09/por-um-brasil-sem-hipocrisia.html
Em tempos de internet é tão simples fazer uma errata no final do texto, mas só vi nos comentários
as pessoas dizendo sobre isso. Mas quantos leem comentários? E não li nenhuma errata sobre isso aqui mesmo
o texto sendo citado diversas outras vezes em outros posts recentes.

Os 200 mil mesmo desmentido, ainda ficou como noticia:
http://oglobo.globo.com/pais/ministro-da-saude-contesta-dados-da-onu-sobre-abortos-no-brasil-4019839
http://veja.abril.com.br/blog/reinaldo/geral/a-grande-mentira-sobre-as-200-mil-mulheres-que-morreriam-em-decorrencia-do-aborto-pior-o-governo-brasileiro-ajuda-a-espalhar-a-falacia/

Aqui a noticia onde a ONU coloca o brasil contra a parede.
http://www.estadao.com.br/noticias/nacional,onu-cobra-brasil-por-mortes-em-abortos-de-risco,837576,0.htm

Erro da imprensa brasileira ou não este dado foi espalhado como noticia verdadeira.
E ainda hoje é usado como argumento para a saúde pública brasileira.

É bem conhecido que o movimento pró aborto utilizando a sigla da "OMS" já apontaram
outros números para o Brasil, como o publicado no Jornal Brasil em 1989 dizendo que
no Brasil havia mais de 3 mihões de abortos por ano colocando o Brasil como o primeiro
no mundo em número de abortos.
http://news.google.com/newspapers?nid=0qX8s2k1IRwC&dat=19890307&printsec=frontpage&hl=pt-BR
(navegar até a página 20)



Nossa saudosa Zilda Arns escreveu para a OMS sobre o assunto. A resposta?
A OMS e a Opas não auspiciaram, financiaram nem realizaram qualquer estudo
ou investigação sobre abortos no Brasil.

Lamentável, simplesmente lamentável.


E para uma melhor reflexão abaixo um estudo mostrando dados de como há controversa
quando se fala em números de abortos no Brasil.
http://diasimdiatambem.files.wordpress.com/2011/08/reportagens-e-documentos-sobre-tema-aborto.pdf




Feminista cansada diz:
Então, se o aborto é legal e seguro: X fetos vão morrer. Nem mais, nem menos.
Se o aborto é ilegal e inseguro: X fetos continuarão morrendo, mais um número Y
de pessoas que morreram pelas consequências de terem tentado fazer um aborto
ilegal e inseguro.



Vamos ver de fato isto no mundo como é:

A Polônia, que proibiu o aborto há 20 anos, após a queda do comunismo, viu queda de
mortes maternas por mais de 40 por cento, enquanto a taxa de mortalidade materna
em El Salvador caiu pela metade após o aborto ser re-criminalizado em 1998.

Vamos analisar alguns outros continentes:

A Ilha Maurício tem a menor taxa de mortalidade materna no continente Africano,
além de ser um dos paises com maior proteção do nascituro.
Mesmo países como a Etiópia, que têm sido pressionados a legalizar o aborto,
não foram bem sucedidos na redução da morte materna.
De fato, a taxa da Etiópia é 48 vezes maior do que a de Ilha Maurício.

África do Sul, que teve uma das leis de aborto mais permissivas na África desde 1996,
viu mortes maternas aumentar 20 por cento em 2005-2007.
Planned Parenthood(o que eles fazem por lá??) reconheceu que parte disto
é "devido a complicações de aborto", mesmo o aborto sendo legal e, portanto, presumivelmente, "seguro".

O Sudeste da Ásia mostra Nepal, onde não há restrição sobre
o aborto, ter a maior taxa da região da mortalidade materna.
O menor na região é Sri Lanka, com uma taxa de 14 vezes menor que a do Nepal. De acordo com o
a Advocacia de Direitos Reprodutivos, o Sri Lanka tem entre as leis de aborto
mais restritivas do mundo.

Tanto o Nepal quanto o Sri Lanka tem sérios problemas com saúde no geral. Mas estes números mostram
que a liberação do aborto não ajuda a diminuir a mortalidade materna, ao contrário aumenta.

Unknown disse...

A América do Sul mostra que o Chile tem a menor taxa de mortalidade materna,
enquanto a Guiana, que liberalizou significativamente suas leis em meados dos anos
1990 citando preocupação com as mortes maternas, tem o mais alto.

O Chile protege a vida por nascer em suas leis penais e na constituição, e viu a
queda da taxa de mortalidade materna de 275 óbitos maternos por 100.000 nascidos vivos em 1960
para 18,7 mortes no ano 2000, a maior redução em qualquer país latino.

A verdade é que os países com leis severas contra o aborto têm menores taxas de
mortalidade materna do que os países que permitem o aborto amplamente.
A Irlanda, onde o aborto é proibido, tem um dos melhores registros do mundo de saúde materna.

Resumindo: A legalização do aborto não faz nada para melhorar o atendimento médico. Só inflam os bolsos capitalistas
dos que lucram com a morte de fetos.



Em portugal que mudaram as leis de aborto recentemente foi descoberto que 87% das
mulheres que abortam não usam contraceptivos.
E que também o número de abortos vem aumentando:
O aumento de abortos em Portugal é comprovado pela Clínica dos Arcos, em Lisboa,
a única privada do País a fazer estas intervenções, grande parte encaminhada pelos
hospitais públicos por falta de médicos ou por estes serem objectores.

http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1490920

Mas até crise económica aumenta o número de abortos em Portugal:
http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1263400
Imposição Social? com certeza.


Na australia também não foi diferente:
O aborto "legal" na Austrália tornou-se um problema demográfico;
Assim como na Espanha e outros paises, o número de abortos tem disparado desde
que a prática foi legalizada. Em 1985, foram executados na Austrália 66.000 abortos.
Esse numero saltou para 71.000 em 1987, 83.000 em 1991, 92.000 em 1995, 88.000 por ano até 2002.
Em 2005, o Ministério da Saúde australiano registrou cerca de 100.000 abortos executados legalmente.
https://www.mja.com.au/journal/2005/182/9/estimating-australia-s-abortion-rates-1985-2003

O Governos australiano recentemente "contrataram" a Igreja Católica para tentar
ajudar na redução de abortos que não para de crescer.
http://www.theaustralian.com.au/news/nation/catholic-church-to-advise-on-abortion/story-e6frg6nf-1111112766519

Um outro artigo de “Forum Libertas”, mostra que o aborto na Espanha cresce a cada ano
incontrolavelmente desde que foi legalizado, e que nos últimos anos a Espanha
abortou um número de bebês equivalente à população do Estado de Luxemburgo.
Segundo o Ministério da Saúde da Espanha, nos últimos anos a Espanha passou
de uma taxa de 60 mil em 2000, para 91 mil em 2005.

Bem acho que é isso.

Unknown disse...



Luci
"Nenhuma mulher ou homem apoia a ideia de fazer um aborto Luci. Ninguém quer passar por isso."
Luci diz
Eu apoio. Apoio qualquer pessoa que não queira passar por uma gravidez. Eu sei no que eu acredito, tenho informação suficiente para tal.

Feminista cansada diz:
Você é contra ou a favor do aborto?’ Ninguém no mundo é a favor do aborto.
O aborto é algo inerentemente ruim, variando de desconfortável a abominável
dependendo das opiniões pessoais de cada um.


Bem Luci não espero que vc pense que o aborto, futuramente, será colocado como mais
um meto contraceptivo. Ou pensará?
Como mostrei na postagem acima muitas mulheres começam a pensar desta forma.
Veja como Cuba está hoje, eles que liberaram o aborto em 1965 muitas mulheres hoje, pensam e
usam o aborto como contraceptivo.

Luci diz:Porque não sou chocadeira.
Não é mesmo Luci, na verdade nenhuma mulher é.
E esta palavra só reflete o preconceito e machismo contra gravidas no Brasil.
Quantas vezes em meu ambiente de trabalho não ouvi este termo falando sobre mulheres
que engravidaram.
Quando a própria mulher não valorizar a estado de gravidez, seja ele o motivo, fato, data que for,
a sociedade que não engravida vai continuar usando deste machismo barato.


"A ajudar ao próximo,
a nos sacrificar em alguns momentos pelo bem de outros. "
Por que você não se sacrifica?
Você continua falando dos Estados Unidos, como se eles representassem o mundo...


E porque não Luci? Existem muitos modos para isso. Porque é tão difícil?
E não falo apenas dos Estados Unidos. Falo de todos os países deste meu primeiro post onde falei
da revista times, da Espanha e Inglaterra. Neste últimos ainda falei de muitos outros países.




"A grande maioria não diz isso Luci. Raramente uma mãe diria que preferia nunca ter sido mãe,
ainda mais uma senhora mais velha, vendo seus filhos grandes.
O que vejo muito são mulheres fortes dizendo que passariam por tudo novamente."
Luci diz:
A grande maioria??? Como você sabe que a sua amostra de mulheres é maior que a minha?


Pela minha vivência e pelas pessoas que estão em minha volta. Mas como eu nem vc somos
nenhum instituto de pesquisa ambulante seguem alguns dados oficiais:

Segue então uma Pesquisa do DataSenado
Segundo 82% dos entrevistados na pesquisa do
DataSenado, a lei não deve permitir que uma mulher realize
o aborto quando ela não quiser ter o filho.

Parece bastante não Luci? E este número aumentou nos últimos anos. De 2005 para cá.
Realmente penso que se tivéssemos um plebiscitos como cogitou Marina Silva a vitoria seria esmagadora.

Bem sobre isto me atentei sobre uma inverdade neste post da Lola.
Que são os homens que querem a Liberação do aborto. Será mesmo?

Segundo esta pesquisa não é bem assim:
É interessante ressaltar que, via de regra, os homens
mostraram-se mais favoráveis à realização do aborto. Por
exemplo, nas situações em que há risco à saúde da mulher,
66% dos homens apoiam o procedimento, enquanto 58%
das mulheres têm essa opinião. Por sua vez, quando a
gravidez traz risco de morte à mulher, 69% delas
concordam com o aborto, número que sobe para 79% entre
o público masculino

http://www.senado.gov.br/noticias/DataSenado/pdf/datasenado/DataSenado-Pesquisa-Reforma_do_Codigo_Penal.pdf

Unknown disse...

As fotos da marcha da vida em fortaleza não mostram a maioria homem como disse neste post
muito menos numeroso o grupo integralista que nem aparece nas fotos oficiais.(Pelo menos eu não vi nenhum)
https://www.facebook.com/media/set/?set=a.439544156107989.107671.217485651647175&type=3
http://www.facebook.com/media/set/?set=a.132924670191646.29942.125060700978043&type=1


E muitas pesquisas apontam para uma igualdade entre os sexos quando apontam o aborto:
http://www.gallup.com/poll/147734/Americans-Split-Along-Pro-Choice-Pro-Life-Lines.aspx



Que tal continuarmos a discussão com argumentos, deixando a minha e a sua mãe de fora?
Perdoe-me por ter feito uma referência a sua mãe. Não tenho este direito e não voltará a se repetir.

Cora disse...


fabio,

sei q já entabulamos conversas truncadas aqui antes. como será esta, mais uma vez. eu tb tenho limitações pra ler e comentar, e costumo passar vários dias afastada do blog.

vc disse:

“Vc repetiu algumas vezes que a escolha pela vida do feto transforma a mulher em um monstro. E os culpados
por isso são os Pro-Vida que as desumanizam.”

não foi nada disso q escrevi. por isso vc é capcioso. manipula o q é escrito pra dar o sentido q melhor serve às tuas idéias.

não, eu não disse q a escolha transforma a mulher num monstro. disse q a mulher é retratada, é vista como monstro qdo escolhe interromper uma gestação. e sim, a mulher é desumanizada qdo não tem controle sobre o q ocorre em seu corpo.

e com esta fala eu criticava a forma como vc se referiu às mulheres q decidem interromper a gestação no comentário de 17:17.

mas não são apenas os pró-vida q desumanizam a mulher. as tradições, as religiões, a cultura desumanizam a mulher.

os pró-vida apenas desejam q esta situação perdure. apenas não pretendem colaborar com qq vislumbre de mudança.

e td disfarçado numa pretensa defesa da vida. observe q a vida defendida não é a da mulher, mas de algo q é ainda apenas expectativa.

o discurso pró-vida está atrelado ao discurso religioso, q é o q mais retira autonomia e força da mulher, já q a subordina total e completamente ao homem e aos filhos. a mulher deixa de existir como pessoa, para existir apenas como esposa e mãe. obrigatoriamente. sem nenhuma possibilidade de ser diferente.

qq mulher q não se enquadre no papel IMPOSTO a ela por tradições desumanizadoras (tradições misóginas, opressivas) é rotulada de mentirosa. ela QUER sim existir apenas dentro do papel IMPOSTO a ela, apenas não admite isso. é rebelde. mimada. geniosa. mentirosa. tudo q ela QUER é ser capacho da sociedade. ela só não admite isso.

tua fala vai neste sentido.

vc finge não entender q, ao contrário dos papéis de gênero, a ivg NÃO é obrigatória.

vc finge não entender q NINGUÉM aqui diz que mulheres DEVEM fazer abortos.

defendemos apenas q a mulher TENHA O DIREITO de fazer um aborto se assim desejar. só isso. apenas isso.

ivg não é obrigatória. é apenas direito. do jeito q vcs falam, até parece q todas as mulheres serão obrigadas a interromper uma gestação.

tem-se uma imposição social neste sentido? (outra, não é?, dentre inúmeras das quais as mulheres somos vítimas. impressiona como sempre se encontram formas de se imporem atitudes e comportamentos às mulheres!!).

a solução, no meu entendimento, não é criminalizar a mulher. não é continuar criminalizando e punindo a mulher por um problema q não foi causado por ela.

a cultura da morte não é causada pelo aborto. é causada por tradições milenares q condenam td e qq comportamento feminino. q condena e pune mulheres de todas as formas possíveis e imagináveis.

a mulher não existe pra redimir os pecados da humanidade, fabio.

se há cultura da morte, de onde ela veio? como surgiu? quem são as maiores vítimas dessa cultura? quem são os mantenedores dessa cultura?

será mesmo a mulher? será o feminino?

Cora disse...

fabio,

como eu já disse aqui em outras oportunidades, a existência desse direito não impede q a situação social da mulher se modifique tanto, a ponto de mais nenhuma mulher no mundo sequer pensar em abortar. já pensou q maravilha se chegássemos a este ponto?

infelizmente estamos muito longe disso ainda e vc pontuou algumas coisas sobre status social da mulher muito bem. a mulher está sempre presa entre a cruz e a espada. sempre julgada e tutelada. sempre pressionada a uma situação ou à situação oposta. sempre sem escolha. sempre sem autonomia. sempre sem voz. sempre errada. sempre VULNERÁVEL.

a existência do direito à ivg não impede nenhuma luta e nem campanha contra o aborto ou por mudanças no status social e político da mulher.

é por isso q lutamos, aliás.

luta árdua, incompreendida até por quem reconhece os percalços de ser mulher num mundo de tradições e instituições machistas (e misóginas).

o direito à ivg seria, mais ou menos, como a possibilidade de ingerir bebidas alcoólicas, o q não impede nenhuma luta ou campanha para desestimular seu consumo.

vc consegue perceber isso? sei q a comparação não é muito adequada, mas espero q sirva pra mostrar o ponto q eu defendo.

com a descriminalização nós apenas mudaríamos o foco DA MULHER q precisa interromper uma gestação, PARA o fato em si. a mulher q se vê diante da eminência do aborto já está fragilizada, desamparada e sozinha. esta decisão é solitária, não é fácil. não se pode falar com ninguém, procurar ajuda, é td um tabu, tanto o aborto, qto a manutenção da gestação em algumas situações. o aborto é sempre uma violência. qdo há pressão por ele, mais ainda. mas a imposição de um gestação tb pode ser uma violência. e não precisamos tornar td pior criminalizando esta mulher.

meu ponto é apenas este e sempre foi este.

perceber q, em se tratando do corpo da mulher, não é justo interferirmos a este ponto.

eu nunca defendo esta posição (pró-escolha) usando argumentos maniqueístas. pelo menos procuro não fazê-lo (devo ter escorregado vez ou outra no calor das discussões, às vezes chocar ou mesmo “ferir” o adversário é irresistível). mas minha questão é apenas proteger a mulher e assegurar a ela o direito de escolher. assegurar a ela VOZ e AUTONOMIA.

em tese, nossa sociedade, tão contrária ao aborto, deveria fazer de td pra proteger a gestação, q deveria sempre ser encarada como uma “benção” (tô colocando entre aspas pq não acho outra melhor e esta é muito carregada de uma simbologia religiosa q eu não gostaria de dar a esta fala). mas vc mesmo reconhece q estamos tão longe disso, qto estamos longe de descriminalizar o aborto.

(continua mais um pouco)

Cora disse...


(continuação)

pq a vida de uma mulher tem q ser tão difícil?

eu repito pra vc: descriminalizar o aborto não impede q se lute contra ele e aí, até concordo com vc qdo diz sobre os interesses capitalistas de clínicas q visam apenas o lucro.

e complemento:

sem “descriminalizarmos” tb o sexo (para q as pessoas o encarem com naturalidade e protejam-se de doenças e de gestações não planejadas e não desejadas);

sem “descriminalizarmos” o desejo sexual feminino (ele existe, é legítimo, temos direito a ele);

sem “descriminalizarmos” a gravidez (para q ela deixe de ser um fardo difícil demais de carregar em certas situações);

sem descriminalizarmos o aborto (para que possamos falar sobre ele, sem rodeios e até mesmo evitá-lo);

nunca “descriminalizaremos” o feminino.

e eu sonho com este dia. anseio por ele. luto por ele.

o dia em q ser mulher não será um delito passível de punição.

por isso, ainda q nenhuma mulher faça um aborto, mesmo q nenhuma mulher sequer considere a possibilidade de fazer um aborto, ele PODE E DEVE, na minha opinião, ser um direito previsto em lei.

afinal, é um direito q mostra q a sociedade reconhece q a mulher tem autonomia e voz pra decidir o q ocorre COM SEU CORPO e EM SEU CORPO.

a situação da mulher te incomoda (se é q te incomoda mesmo)? PENSE EM COMO MUDÁ-LA DE FATO!! pq criminalizar a mulher q precisa (sim, precisa) recorrer ao aborto não é forma de valorizá-la ou ajudá-la. não é forma de alterar o status social e político da mulher (do feminino).

aparentemente vc percebe e reconhece como a mulher é desumanizada e violentada simbolicamente por nossas tradições, por nossa cultura.

mas ainda acha q, pra resolver isso, devemos criminalizar a mulher. acha q devemos continuar fazendo isso.

fazer o q desumaniza, na tentativa de humanizar?

não compreendo como isso seria possível.

não funcionou até hj! e olha q são mais de 5000 anos de tradição misógina tentando isso!!

Cora disse...

galera,

não costumo corrigir erros de português (acho meio bobagem ficar encanado com isso), mas é q esse foi demais! deu vergonha!! eu vi, mas deixei pra depois e esqueci.

em algum desses três comentários anteriores escrevi eminência. é evidente q eu devia ter escrito iminência, ok?

malz aê!

.
.

aproveitando a oportunidade, tb deixei passar isso aqui do fabio:

"Quando a própria mulher não valorizar a estado de gravidez, seja ele o motivo, fato, data que for, a sociedade que não engravida vai continuar usando deste machismo barato."

olha como o fabio é fofo e se revela nos detalhes (se bem q o q não falta nos textos dele são detalhes reveladores)!!

a sociedade q não engravida são os homens, por supuesto.

e os homens usam o machismo barato pq as mulheres não valorizam a gravidez!!!

santa ingenuidade, galera! como não desconfiamos disso antes?!?!?!

A CULPA É NOSSA!!!!!

claro!!

nós é q fazemos os homens e as instituições e as tradições e as mitologias e o senso comum serem machistas e misóginos!!!

não é q a gente se vire pra sobreviver com alguma sanidade mental em meio ao julgamento moral implacável e permanente, e ainda tentando ser, de algum modo, feliz.

não!!

nós é q provocamos isso tudo, entenderam?

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mas numa coisa ele tá certo. enqto a gente compactuar com o machismo, ele vence. precisamos reconhecê-lo, mesmo q ele esteja disfarçado de bom moço pró-vida solidário.

precisamos tomar as rédeas da nossa vida e proclamar a nossa independência. não é reivindicar independência, mas proclamá-la. diariamente. diante das pequenas e das grandes situações.

fazer barulho, muito barulho, é essencial.

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