sábado, 30 de junho de 2012

GUEST POST: A INTELIGÊNCIA FICA À SOMBRA DA BELEZA

Sofia, 19 anos, me mandou este email em fevereiro. Demorei um tempão pra publicá-lo, esperando -- devo admitir -- um final feliz, que ainda não veio. Mas virá. Um dia. Sofia ainda é jovem.

Acompanho o blog há um ano, e o conheci em um momento de transição muito difícil pra mim. Eu leio suas opiniões e os relatos das mulheres que se sentem mal com seus cabelos, corpos, sexualidade e as pressões da sociedade, e eu compreendo muito bem tudo isso. Cresci em uma família extremamente machista e de convicções cristãs (pai católico, mãe espírita), mas meus próprios pais falam que eu saí meio torta, já que sou a única que gosta de estudar política e que lê avidamente. Tenho uma mini biblioteca em meu quarto com quase 200 títulos. 
As pessoas se espantam comigo, e se espantam desde que eu era pequena. Fui a primeira aluna da classe, na escola fui a única a conseguir pontuação máxima em uma prova. Mas não é por isso que as pessoas ficam espantadas, é porque eu sou bonita. Eu sei que fica parecendo pretensão quando alguém se considera bonito... Mas é isso, aprendi que estou dentro do padrão. Apesar de toda a miscelânea genética que é a minha família (negros, europeus, índios, árabes), saí com a pele branca, se me bronzeio fico com um tom meio dourado, cabelos cacheados (mas do tipo fácil de cuidar) e castanhos, seios grandes, cintura fina, bunda e coxas grandes, nada de barriga. Nunca tive problemas de acne ou com a balança. E, com tudo isso, parece que as pessoas acham praticamente impossível que eu consiga escrever uma redação. Nem meus próprios pais.
Isso está parecendo reclamar de barriga cheia, não é? Eu sei. Mas não é nada fácil ouvir um "Pra que estudar? Não sabe que toda mulher inteligente é infeliz? Você já é bonita!". Esse tipo de comentário dói. E todo mundo acha que é frescura minha não querer usar shorts ou vestidos, mesmo no calor, por achar desagradável as cantadas na rua. Há na mente das pessoas aquela ideia de que "o que é bonito é pra ser mostrado".
Minha pré-adolescência foi infernal. Meu corpo se desenvolveu antes dos das minhas colegas de escola mais próximas, o que as fez se afastarem de mim por eu receber mais atenção dos meninos. Como se a culpa fosse minha! Na época eu estudava em uma escola perigosa, com má fama em toda a região, e eu quase fui estuprada no banheiro da escola. Só escapei porque um amigo me ajudou. Mas ninguém fez nada, nem os outros alunos, nem os professores ou a direção. Era como se a culpa de tudo fosse minha, por ter o corpo que tinha. 
Me isolei bastante, tendo só dois amigos próximos. Eu não penteava mais o cabelo pra sair, usava as roupas mais largas possíveis e cabulava aula sempre que podia, para fugir dos colegas. Quanto aos meus pais, eles nunca souberam disso porque a direção da escola nunca os informou e eu, muito menos, porque realmente me sentia culpada. E, talvez, meu próprio pai me culpasse (ele é o mais machista aqui de casa). A situação apenas melhorou quando mudei de cidade. Continuava isolada, sem prolongar as amizades (mas com meus pais sempre cobrando a presença de amigos e namorados).
Eu continuei a estudar, pois era quando eu me sentia segura. Em vez de conversar com os colegas, passava os intervalos e aulas de educação física conversando com os professores que estavam sem dar aula no momento. Foi quando decidi ser professora, mais precisamente de História. Quando informei isso aos meus pais, veio a descrença de novo. Eles diziam que eu não seria capaz, talvez nem entrasse na faculdade, e que eu podia arranjar um emprego de secretária ou recepcionista já que eu sou "menina bem educada e de boa aparência". Depois disso, meu ânimo com os estudos sofreu diversos altos e baixos. Eu precisava me sentir apoiada, pois não me sentia capaz de seguir meu sonho sozinha. Por sorte, o apoio que eu não tive da minha família, veio dos professores.
Quando terminei o Ensino Médio não fui logo para a faculdade, pois meu pai me cobrava ir trabalhar. Trabalhei como atendente e consultora em perfumaria, manicure e pedicure e (pasme!) vendedora de planos de academia. Sempre detestei academia! Tenho a forte impressão de que fui contratada simplesmente por causa da minha aparência, pois até mesmo os instrutores da academia achavam que eu malhava. 
Depois de muito duelo mental, resolvi voltar a estudar, depois de um ano parada, e tentar ir para a faculdade. Larguei o emprego. Conversei muito com meus pais e eles aceitaram me pagar um cursinho, mesmo que o mais barato da região. E eles disseram que, se eu não passasse em algum vestibular, não me ajudariam mais. Tive que dividir meu tempo entre estudar e cuidar da casa, porque meus pais trabalham e meu irmão passava o dia todo no computador (e só eu que tinha que cuidar da casa, porque eu era a mulher da casa na ausência da minha mãe).
Foi quando conheci o seu blog, e muitas das culpas que eu sentia pararam de me assombrar. Eu percebi que muitas das coisas que eu achava que estavam erradas na sociedade e tentavam enfiar na minha cabeça que era arrogância da minha parte, estavam realmente erradas. Seu blog me ajudou a ter força pra seguir em frente e para repensar muitos dos meus conceitos, me fez um bem enorme.
Estudei bastante, com a esperança forte de entrar em uma faculdade fora do estado e poder me ver um pouco livre das amarras dos meus pais. Também prestei a Fuvest, mesmo com meu pai rindo da minha tentativa. Passei na primeira fase da Fuvest com facilidade. Minha nota no Enem havia sido ótima e eu podia escolher entre quase todas as universidades federais. Escolhi uma que fica a 700 km de São Paulo.
Infelizmente, isso trouxe um clima de desespero pra dentro de casa. Meu pai fazia cenas de não querer comer ou de não conseguir dormir. Minha mãe ficava dizendo que não ia comemorar a minha conquista, pois estava fazendo mal ao meu pai (ela até que me apoiou um pouco, mas como toda "boa esposa", precisava deixar contente o poderoso megalossauro). E ambos ficavam pasmos por eu ter conseguido passar na primeira fase da Fuvest e tido uma ótima nota no Enem, enquanto meu irmão mais velho não. Me olhavam como se eu fosse uma estranha no ninho, embora quisessem me manter presa. Me senti culpada, de novo, por estar trazendo desconforto para a minha família. No último dia do prazo para as escolhas no SiSU, mudei minha opção para ficar em uma universidade perto de casa. Infelizmente, o curso de História (o que eu quero) é muito concorrido nessa faculdade; a nota de corte para ele estava altíssima. Tive que escolher Filosofia, não era muito menor a nota, mas eu conseguia entrar.
Não fui convocada para a Fuvest (onde estava concorrendo o curso que quero, mas as ciências exatas me mataram na segunda fase, além de toda a pressão em casa). Mesmo que eu fosse convocada na terceira chamada, minha casa fica a três horas da USP, praticamente inviável (e meus pais acham que eu serei ainda mais "corrompida" estudando lá, além do "Pra você ser estuprada lá é fácil!").
Às vezes fico me perguntando se sou eu quem exagero, que acho que o mundo tem que girar do jeito que eu quero e que eu deveria ser mais "disposta" e "compreensiva" com meus pais. Mas... Poxa... Eu passei um ano de noites mal dormidas, sem tempo para lazer, só estudando e fazendo trabalhos domésticos,  a maioria das pessoas se afastaram porque eu não tinha tempo pra elas, e a única amiga que eu tenho mora tão longe que preciso pegar um ônibus de viagem para visitá-la. Por que não ficar fula da vida por, depois de tanto sacrifício, não ter conseguido o que eu queria, sendo que estava ao meu alcance?
Eu sei que o desabafo ficou grande e que os problemas são meio intrincados. Não sei nem se ficou coerente tudo o que escrevi. Mas acho que deu pra entender. Numa sociedade machista e, hipocritamente, com um pé no hedonismo, como a que a gente vive, a inteligência fica à sombra da beleza. Tive que desistir do que eu queria por estar presa a um pai machista, sem fé em mim, com quem eu só consigo ter um bom relacionamento engolindo muito, muito sapo. Nem quando a genética ajuda, a sociedade deixa a mulher ser livre de verdade.
[Até agora a situação não melhorou pra Sofia. Ela foi cursar Filosofia numa universidade que entrou em greve duas semanas após o início das aulas, e que continua em greve até hoje. Enquanto isso, Sofia segue morando com os pais.]

105 comentários:

Li disse...

Sofia, sinto muito pela sua história. Me identifiquei porque eu também tenho uma família machista e cujos planos para o meu futuro são bem diferentes dos que eu tenho. Quando estava no segundo ano de faculdade de Psicologia, tudo que a minha mãe queria era que eu largasse os estudos para tentar um cargo público para nível médio, porque isso me traria mais segurança. E isso porque ela já é uma mulher pós-graduada. É que ela achava que a carreira que escolhi não me traria o retorno financeiro ideal. Enfim, espero que as greves terminem em breve. Boa sorte com seus estudos!

Lord Anderson disse...

Ter a inteligência substimada e não receber apoio para desenvolver todo o seu potencial é algo triste mesmo.

Como um apaixonado por livros e por aprendizado, nem imagino como seria se meus pais tivessem colocado esses tipos de obstaculos.

Minha solidariedade a Sofia e torcida pra que consiga superar todo essas barreiras.

A.H.B. disse...

Poxa, que pena que os pais tem todo esse preconceito com a USP e acabaram até sabotando as chances da Sofia. Espero que ela ainda tente prestar a fuvest de novo, nem que seja para mostrar que consegue. :)
Ainda assim, toda universidade federal é boa. E, do que o pai está reclamando? A universidade é de graça.
As pessoas tendem a sair mais radicais de um curso de Humanas, é fato. Mas isso é ruim? É engraçado que as pessoas tem uma atitude comum de desprezar pessoas que estudaram ciências humanas, mas por acaso não são esses os cursos que nos dão ferrementas analíticas para compreender a sociedade?

Sobre o campus da usp ser perigoso, eu pessoalmente acho que é "datenismo". Já ocorreram crimes aqui sim, mas se você ver estatísticas dos últimos dez anos é realmente muito, muito menos que outras regiões da capital.
A FFLCH (faculdade de ciências humanas) é realmente bem equilibrada em termos de alunos e alunas, professores e professoras, e creio que isso crie um ambiente onde é difícil, raro, ver atitudes grosseiras ou agressivas contra mulheres, como são presenciadas na politécnica.
E quanto ao campus ser longe, muitos alunos que moram em São Paulo passam de duas a três horas em um ônibus para chegar na faculdade, por causa do trânsito. Isso realmente diminui o desempenho acadêmico (você chega cansado na faculdade) e foi um "presente" da ditadura militar, que destruiu o prédio que ficava no centro e jogou para a divisa com Osasco.
Dependendo da renda da família, a Sofia poderia conseguir uma vaga no CRUSP.
Não sei como anda a fuvest agora, mas na segunda fase para o curso de História não tinha nenhuma matéria de exatas quando eu fiz. E minha mãe também achava que eu não iria passar.
Entendo a situação dela, também sou considerada "bonita" e isso faz com que muita gente tenha uma atitude cética ou condescendente quanto às minhas capacidades intelectuais.

Sônia Arruda disse...

Oi Lola, primeiro eu gostaria de dizer que leio sempre o seu blog, e que aprendo muito com ele. Sofia, eu sei a frustração que você está sentindo neste momento, eu estudo pedagogia na USP, para entrar prestei três vezes o vestibular, nunca fiz cursinho e estudei em escola pública. O que eu digo para você é não desista, agora você já sabe onde errou e quais as matérias que precisa estudar mais, continua na federal até o ano que vem, mas continue também estudando para passar em história, vale muito a pena fazer USP, quando você entrar pode conseguir alojamento e vir morar aqui na USP, também pode conseguir uma bolsa de estudos para se manter no curso. Muita gente desiste quando não passa logo de cara, mas eu persisti e passei, você também vai conseguir. Boa sorte.

A.H.B. disse...

Todo post com relatos pessoais sempre aparece um bando de gente sem tato incapaz de ter o mínimo de empatia. Troll é foda.

Cris disse...

Também me identifiquei muito com vc, Sofia. Minha história é bem parecida. E até hoje, 15 anos depois de eu ter feito meu primeiro vestibular, sofro na minha vida profissional e financeira por ter deixado meus pais, machistas, fazerem escolhas por mim, com chantagem emocional e tudo o que se tem direito.

Não vou contar minha estória, pois é mais comprida ainda que a sua. Mas se permite te dar um conselho, aqui vai o que eu faria hoje se eu pudesse voltar no tempo com a cabeça que tenho hoje: mudaria toda a história. Faria tudo do meu jeito, taparia os meus ouvidos e faria o curso que eu quisesse. Se pra isso, vc tiver que diminuir seu padrão de vida, mudar de cidade e ir trabalhar pra se sustentar mesmo que com pouco, vá, faça. Não vale a pena deixar seus pais escolherem a vida que vc deve ter. Eles não vão te amar mais por isso. Meus pais continuam me enchendo o saco, e eu desesperada pra recuperar o tempo perdido. Beijos pra vc, e espero que tudo se resolva.

Fernando Borges disse...

Poxa, Sofia, você pode arranjar um emprego em São Paulo, estudar na USP e morar numa república. O curso de História não é integral, então você pode assistir as aulas de noite e trabalhar de manhã ou de tarde. E tem muita república entre 300 e 600,00. Muita gente lá faz isso, sem contar que você pode requisitar N bolsas diferentes. E outra, sabe quanto custa o almoço e a janta lá? Só 1,90! Eu almoçava e jantava lá todo dia.

A parte de exatas da sua 2° fase não pesa tanto assim; é só você fazer uma boa redação e mandar bem nas coisas de Humanidades (História, Geografia e Português). Na parte de exatas é só você fazer com calma, que pelo menos uma coisa ali ou aqui você acerta, e isso já é o suficiente.

Esse é o meu conselho. Se você precisar de dicas, tirar dúvidas ou que eu indique contato de repúblicas de lá, é só pedir que eu mando. Okay?

Um abraço e boa sorte!

LisAnaHD disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Daniel disse...

Nossa. Que situação triste. Me perdoem a "atitude de machão", mas me dá vontade de encher um pai desses de porrada.

Eu tive a sorte de nascer homem, de outra forma não duvido que eu passaria pelos mesmos problemas que a Sofia. Meu pai é um boçal tradicionalista, e não duvido que os dois (meu pai e o dela) seriam bons amigos.

Flávia disse...

Sofia,

Sinto muito por todo sofrimento que você está passando. Acho que você não deve desistir dos seus sonhos. Sempre estudei em escola pública, e embora tivesse um pai ausente (ainda bem), tenho uma mãe que me apoia muito.

Há mais ou menos 10 anos realizei um dos meus grandes sonhos, passar no vestibular (de história tb) em uma grande universidade. E consigo afirmar com certeza foi uma das melhores coisas que me aconteceu na vida, não apenas por ampliar meu mundo, mas também por me por em contato com pessoas fantásticas (colegas, professores, funcionários etc). Acho que você deve lutar pelos seus sonhos. Se inscrever para o Sisu novamente, ir a uma universidade para o curso que escolheu, onde achar que deve e não ouvir aqueles que limitam seus sonhos...

Conselho prático e importante: antes de tomar suas decisões, procure ver os auxílios que a Universidade escolhida pode te oferecer. Há algumas que além de moradia e auxílio alimentação, ainda têm bolsas remuneradas, mesmo para calouros. Quando ingressei na universidade recebia uma bolsa para ajudar a pagar as despesas.

Pode ser difícil ir contra a família, mas com o tempo eles entenderão sua escolha. Mostrar que você consegue ser independente é um meio de realizar os seus sonhos e ao mesmo tempo fazer com que seus pais a compreendam.


Boa sorte!

Ana disse...

Sim, a inteligência fica à sombra da beleza.

Ao contrário de você, Sofia, eu não estou (e nunca estive) nos padrões. Mas também fui a primeira da classe, batendo recordes.

E isso nunca foi suficiente, sempre sofri pressão pra que fosse magra do cabelo liso e sorriso perfeito.

Então eu te digo, se não fosses bela, ainda assim terias problemas. Porque se és é bonita, acham que não és inteligente; e quando não és bonita, bom, aí a inteligência simplesmente some. Porque né, e daí que você tem notas altas? Mulher não serve pra ser inteligente, mulher serve pra bonita. E alguns ainda acham que esse bonita tem que vir com um 'exclusivamente' junto, como as pessoas que citaste no teu relato.

Eu tenho experiência com essa relação belezaXinteligência, porque é uma coisa que sempre fez parte da minha vida.

Temos outra menina na família, magra e bela, mas todo mundo coloca pressão pra que ela seja, adivinhe? Como eu.

Não sou um gênio, nem de perto. Mas sempre fui das que passa da média sem estudar fácil fácil, só assitindo aula. Quando fazia muita questão de uma nota acima de nove, aí estudava, mas nunca precisei "morrer estudando" pra nada.

A outra menina, ao contrário, passou maus bocados só pra aprender a ler, logo de cara. Ela É muito inteligente, só não tem tanta facilidade quanto eu. E aí acaba que ela é ofuscada. Mesmo quando ela se supera, ninguém reconhece. Porque pode ser muito pra ela, mas continua longe do que eu era.

Então assim: ela é bela, mas não é inteligente como eu, não serve. E eu sou inteligente, mas não sou bela como ela, então também não sirvo.

As pessoas nunca estão felizes, Sofia. Não adianta tentar agradar. Depois que eu percebi que, mesmo que fosse bela, as pessoas ainda iam achar outra coisa pra reclamar (como fazem com minha parente), eu me dei conta do quão fútil é essa busca. Desencanei e ganhei um pouco mais de confiança, porque a pressão que eu sofria em relação ao meu corpo me fazia muito mal.

Sei que teu caso é diferente do meu, mas quis te mostrar como não importa qual a combinação, as pessoas sempre acham algo do que reclamar.

Nos parecemos em uma coisa - somos julgadas pela aparência. Olham pra ti e acham que não és inteligente. Olham pra mim, e ignoram minha inteligência, porque eu tinha mesmo é que ser bela.

--

Aposto que vai encher de gente aqui com o argumento "é bonita, tá reclamando do que, deixa de mimimi" etc etc etc.

Isso é ridículo.

Ser julgada pela sua [Beleza] é TÃO RUIM QUANTO ser julgada pela sua [Falta De Beleza]. Ninguém tem controle total sobre o corpo que tem, e julgar as pessoas assim é muito injusto. Injusto com "feios" E com "belos". Julgar pela aparência é idiota, ponto.

Sofia sofreu golpes em sua auto estima pelo inúmeros preconceitos que as pessoas jogaram em cima dela, e na minha opinião tem todo direito de desabafar. Ela duvidou de si mesma, ficou insegura, se sentiu culpada... Como qualquer outra pessoa. E daí se ela é bonita? Ela tem várias outas coisas que a incomodam, frutos inclusive dessas beleza toda. A vida dela não é mais fácil, ela está sofrendo como todas as pessoas, e desclassificar o sofrimento dela com base no 'ah mas você é bonita' é pura ignorância. Ela tem o mesmo direito de reclamar do preconceito alheio que todos nós.

Sofia, força pra você, e boa sorte! Confiança, e não deixe o preconceito dos outros influenciar as decisões que você toma pra sua vida! Lembre-se, os outros nunca estão felizes. O que importa é se VOCÊ é feliz com a vida que leva.

Estuda sim, porque você tem muito potencial, com ou sem beleza.

Links disse...

Sofia, nada a declarar. Você jà achou o erro: seus pais fazem chantagem emocional e não te valorizam. Você sabia o que tinha que ter feito para a situação melhorar, e fez exatamente o contrario. Sinceramente, não entendi o que você espera dos comentàrios. Sei que estou sendo grossa, mas como se diz na França "você deu o cacetete o inimigo te bater." Na proxima oportunidade, vaza da sua casa! Beijos, e espero que você consiga ter coragem de enfrentar seus pais.

Links disse...

*deu o cacetete PARA o inimigo te bater

Carla Mariano disse...

O importante é perceber que ela tem discernimento sobre tudo o que acontece, as causas e qual a saída. Claro que ainda há alguma dependência, porém na primeira possibilidade, ela irá ter sucesso, tenho certeza.
Falta a coragem. Como não ceder com chantagens vindas dos pais, a quem temos a sensação de obrigação em não desapontar?

Só desejo a ela muito sucesso e que ela encontre paz e serenidade para tomar todas as decisões importantes para o caminho dela.

Beijos,
Carla Mariano

Maria disse...

Sofia,
eu tenho a mesma idade que você e pais diferentes dos seus. Meus pais são libertários, minha mãe é feminista, sempre me apoiaram para que eu fosse o que me fizesse feliz (até quando eu queria fazer teatro, tudo o que meu pai dizia era: "vai ter que estudar muita teoria teatral e se esforçar bastante para se sobressair").
Mas a sociedade sempre foi tão escrota comigo quanto foi com você. O bullying que eu sofri na pré-adolescência (de não ter com quem conversar)? Hoje descubro que é porque eu era uma GAROTA que se recusava a usar maquiagem e raspar o corpo, que usava moleton na escola e só tirava 10. Era a sociedade patriarcal dizendo para mim: "cale a boca e volte para o seu lugar".
Eu? Sofri por um bom tempo. Tive baixa estima, dificuldade para arrumar namorados, amigos, cheguei até a estudar menos, para ser mais "normal"! E, adivinha? Nada disso me fez feliz.
Eu não vou dizer para você dar as costas para os seus pais ou sair do curso de Filosofia. Quem sabe você não se apaixona por Filosofia, não pega matérias correlatas com História? E estudar e trabalhar é complicado, vai reduzir seu desempenho nas aulas e não te deixar tempo para ter amigos.
Meu maior conselho para você é: faça amigos. Se seus pais não te valorizam, arrume gente que te valoriza sim e, aos poucos, você vai ganhando força para ficar de pé sozinha, para se amar.
Claro, se seus pais forem osso mesmo, mete o pé dessa casa, mora em albergue. Mas faça isso sempre por você, não para se livrar deles, não para provar a ninguém.
Se ame, Sofia. Nós somos as únicas pessoas que estarão conosco aconteça o que acontecer, o resto é circunstancial. Se ame, mulher, batalhe e, de um jeito de outro, se faça feliz. :)

Maria disse...

Outra coisa, se sua faculdade está em greve e você gosta de estudar política, por que não se informa a respeito? Por que não tira daí uma ferramenta de batalha? De repente, você encontra algum grupo político com o qual se identifique, você se apaixona pela militância (eu me apaixonei hahahaha)... E a militância, além de dar a satisfação de saber que somos andorinhas batalhando por um verão, nos faz conhecer gente que tem tanta raiva desse mundo distorcido quanto nós ;)

lola aronovich disse...

Links, não foi a Sofia que pediu pra publicar o email. Tem vezes que eu recebo emails muito bons, bem escritos, interessantes, tocantes, que eu acho que podem interessar a mais gente, e então eu peço autorização pra poder publicar o eamail (com algumas modificações) como guest post. No caso da Sofia, o que me chamou a atenção foi a manipulação que ela sofreu por conta dos pais, principalmente do pai. Foi chantagem emocional! Imagino que esse tipo de situação não aconteça tanto com rapazes, mas com moças, parece que sair de casa para estudar longe é um crime.


E acho incrível como nada deixa os mascutrolls mais furiosos do que ver que uma menina bonita com problemas. Porque isso vai contra TUDO que eles acreditam na vida! Mulheres já não têm problemas, segundo eles, e mulheres bonitas, então... É como descreve a Sofia no post: “Vai estudar pra quê?”. Na cabecinha deles não entra que não estamos mais em 1950 e que hoje as mulheres podem, e querem, muito mais que casar.

Karla disse...

Acho que, quando a gente se encaixa nos padrões, existe uma pressão maior para que sejamos felizes. Algo tipo: "não consegue arranjar emprego/estudar? tá reclamando do quê? Bonita desse jeito, vai ser modelo". Quem falou que o sonho de TODA mulher bonita é ser modelo? É viver da aparência? E quem falou que ser modelo é fácil, basta ser bonita? E essa pressão só confirma que, se você é mulher, você está errada. Se é bonita, tem que "aproveitar" e viver disso. Se é feia, tem que passar a vida toda querendo ser bonita.

Em relação a sua família, nessas horas vejo como sou privilegiada... Meus pais são muito compreensivos e sempre me apoiaram em tudo que fiz, sempre me deram apoio para estudar. Quando decidi estudar Psicologia (uma carreira que quase sempre traz poucos retornos financeiros) eles me apoiaram também. E, felizmente, não tem muito machismo aqui em casa. Só o que posso falar é que vale a pena enfrentar tudo isso para ser quem a gente deseja ser. Claro que não é fácil, mas é pior ainda passar o resto da vida lamentando as decisões que não tomamos por conta de outras pessoas. Você tem o direito de romper com isso tudo e ser feliz. Ninguém tem o direito de te impedir de seguir seu caminho.

As alternativas existem. Não desista! :) Boa-sorte!

Rafael disse...

Fiquei com muita pena da sua vida fácil. Deve ser barra ser bonita e inteligente. Força ai!

Cris disse...

Acho que o certo e o que entendi de outros comentários aqui é que a Sofia não deve "se livrar dos pais". Apenas fazer o curso que ela quer fazer, mesmo que pra isso ela tenha que ir morar em outro estado.

Sofia, seus pais não vão deixar te amar se vc escolher ir em busca dos seus sonhos. Eles vão sim fazer parecer que deixaram de te amar, isso faz parte da chantagem. Mas uma hora isso passa, e pode ser mais rápido do que vc imagina.

Na sua idade, eu achava que era impossível trabalhar e estudar ao mesmo tempo, mas não é. Hoje, tenho que trabalhar numa profissão que não gosto, estudo pra concursos e vou fazer outro curso universitário. Faça o que vc precisa fazer agora que vc é novinha, porque quando passar dos 30 fica mais complicado.

Teresa disse...

Sofia, sabe que o seu nome significa sabedoria? Então honre o seu nome e se você quer seguir carreira acadêmica, se dedicar aos estudos, lute por isso! Não ceda à pressão dos seus pais ou das pessoas ao seu redor pra ser outra coisa que possa tirar vantagem da sua beleza, como modelo ou dondoca, se é isso que você não quer. É a sua felicidade que está em jogo!

Liana hc disse...

Abaixar a cabeça, querer agradar a qualquer custo ou sentir remorso ao emitir opinião própria por "magoar" os outros (mesmo que esses outros sejam pai e mãe) realmente não resolve nada. Não te faz ser mais respeitada, não angaria admiração genuína pelo seu potencial nem te faz mais feliz. Então pra quê?

Não é fácil abstrair a (má) educação recebida e a (má) influência dos pais, ainda mais quando se é nova. Esse processo pode ser complicado quando se tem pais manipuladores e emocionalmente imaturos, família instável, mas o resultado vale muito a pena.

Assino em baixo do comentário da Maria: Faça amigos que se afinem com você. Assuma responsabilidade pela sua própria felicidade e realização pessoal. Se ame. O resto é circunstancial.

E deixe que os preconceitos e limitações dos seus pais permaneça no lugar de origem, neles mesmos. Não absorva mais isso, é um direito seu se auto-preservar de influências que não te fazem bem. Você não é responsável pela pessoa que eles se tornaram, então não há motivo para se sentir culpada. Da mesma forma como você deve se responsabilizar pelos seus próprios sentimentos e ações, deve deixar que os outros também façam isso por eles mesmos.

Blanca disse...

caraca, escrevi um comentário ENORME, exclui pra corrigir e perdi o control C! Só me ferro =/

_____

Sofia, espero que vc alcance tudo o que vc quiser. Vc escreve muito bem!

Eu sei que vc se sente culpada por andar assim e assado na rua, por receber cantadas, por isso e por aquilo. A CULPA NÃO É SUA. NUNCA é sua. A gente se sente culpada mesmo. Mas repita consigo todos os dias: a culpa não é minha.

Eu espero que vc consiga trocar de filosofia para história. A sua faculdade permite troca de cursos? E espero que vc consiga estudar e se esforçar, de todo modo. Já passei e passo por dificuldades horríveis em casa e consegui passar pro meu colégio, federal, de boa qualidade (que tá em greve, também...). Só passei pra ele na segunda vez que tentei. Tive que repetir o primeiro ano do ensino médio pra isso. Sua situação é diferente da minha e a concorrência pro vestibular é bem maior, mas só quero exemplificar. Continue tentando, Sofia.

Vc já tentou escrever pra deixar teus problemnas pra lá? Vc parece bastante confusa. Fernando Sabino dizia que escrevia pra encontrar uma coisa que não sabia o que era. Tenta criar um blog, quem sabve não te ajuda? Ou só escreva no word mesmo. Ajuda a espantar os males.

Você tem condições de trabalhar? Ou teus pais ainda te exigem que vc cuide da casa, além de estudar? Pq vc poderia ir juntando uma grana, além de independência.

No mais, Sofia, saiba que vou estar sempre querendo que vc se dê bem, todo mundo aqui no blog também. Vc tá cheia de energia possitiva do teu lado, e votos de confiança.

Um abração, moça! <3

Mordred Paganini disse...

Sofia,

1 - Ignore os trolls que vierem aqui zombar de você e ignore mais ainda aqueles que querem colocar em você a culpa desta situação. Você não tem culpa de ser bonita, você não tem culpa de ter pais retrógrados, você não tem culpa de ter pais que mesmo te amando, agem como se não amassem. Eu demorei muito para entender este aspecto do que vem a ser "família". Eles tem motivos para agir como agem e não fazem este tipo de atrocidade por falta de amor, mas o fato de que eles te amam (desta maneira estranha demais, eu sei) não justifica este tipo de atitudes danosas que só te prejudicaram ao longo da vida. Resumindo: eles te amam, você os amam, mas só você pode viver a sua vida e só você pode correr atrás dos teus sonhos. O que me leva ao item número dois.

2 - Pelo visto não há como mudar o pensamento dos teus pais. Você não tem controle com relação à maneira deles "cuidarem de você". Mas o que você pode mudar? O que você pode mudar em você? Nessas horas é preciso substituir a culpa pela responsabilidade, que é basicamente o trabalho do psicólogo clínico (não que eu esteja dizendo para fazer isto, mas se puder pode ajudar bastante). Independente de você procurar ou não ajuda profissional é importante saber distinguir o que pode ser mudado e o que não pode. Você sozinha não mudará os preconceitos da sociedade, mas pode sim mudar seus afetos com relação a estes. Nesse "tá tudo dominado", o que não está? Até que ponto você tem condições de escolher?

3 - Considerando sua trajetória, às vezes é penoso falar de "escolha". Muitas coisas te aconteceram e você não escolheu. Agora, você tem ao menos duas escolhas: cursar filosofia ou tentar vestibular de novo e cursar história. Mas nestas duas possibilidades eu vejo um problema primordial que é a influência dos teus pais.
A profecia que eles tem em relação a você é ser uma recepcionista bonita e gostosa e coisas do tipo. Não é isso que você quer e no entanto, ficafr ao lado deles só fará com que a "profecia" fique cada vez mais perto de se cumprir. A influência deles sobre a sua vida tem sido mortificante. Eles te fazem perder potência de vida, garota! Eu sei o que é estudar com muita dificuldades e as dificuldades não me abandonaram, mesmo agora depois de formada e com mestrado completo. Sair da casa dos teus pais tem consequencia sérias e você possivelmente vai ter dificuldades financeiras sérias.
Qual dos dois cenários você quererá enfrentar? No mundo atual, as dificuldades financeiras tendem sim a permanecer mesmo depois de formada e dito isso o que pode ser feito?

Sinceramente, acho melho enfrentar o mundo, de repente prestar concursos (estabilidade financeira poderá te ajudar a manter a cabeça no lugar e seguir adiante com o estudo) e com certeza sair de casa. Eu sei que trabalhar e estudar te fará ser uma aluna menos brilhante, mas da minha experiência eu sempre me ressenti de não ter, assim como os meus amigos, uma família que me desse suporte financeiro para apenas estudar sem me preocupar. Mas eu não tive e muitas pessoas também não. Muitas pessoas geniais que conheci não tiveram e tiveram que desisti. Eu consegui porque tive alguma ajuda da família e me virei em todo resto.

Resumindo: saia da influência de pessoas que te diminuem, consiga um emprego estável e estude! Estude bastante! Sua vida não será perfeita, nem fácil, mas certamente será melhor do que até então.

Blanca disse...

Links: "Você sabia o que tinha que ter feito para a situação melhorar, e fez exatamente o contrario"

Ô, idiota, não é assim que a banda toca, saiba você. Nunca deve ter tido problema sério em casa, né? Pressão dos pais é a pior coisa do mundo e nos faz abdicar de MUITA coisa. A culpa não é dela, o pai começou a passar mal por que Sofia quis ir pruma faculdade longe e a mãe concordou. Isso não é nada fácil.

O que Sofia espera dos comentários é gente sensata. Coisa que vc não é.

Maicon Vieira disse...

Infelizmente ninguém é livre, seja homem ou mulher.

Na sua situação eu tentaria ficar independente financeiramente e quando isso ocorresse eu sairia de casa. Enquanto você estiver nesse ambiente será difícil realizar seus objetivos, seus pais têm muito poder sobre você e creio que eles não vão mudar de uma hora para outra e começar a te apoiar.

LisAnaHD disse...
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LisAnaHD disse...
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Blanca disse...

LisAna, o ponto de vista do Link foi grosseiro e sem base alguma. Ele a culpou pelas coisas q estão acontecendo com ela e eu não tenho a menor paciência com gente assim. Ela só tem 19 anos. É mt peso nas costas pra uma pessoa ter que aguentar tudo isso, e querer ser idependente e estudar o que gosta. Eu realmente não desculpo gente assim.

São mesmo estúpidos que não veem o lado do outro.

Ana Carolina disse...

Sofia: quase chorei com seu relato e só tenho duas palavras para te dizer: NÃO DESISTA. É difícil demais, ainda mais morando com os pais, mas não desista de ser você mesma, de seguir seus sonhos.

Li disse...

Nossa, certos comentarios sempre me deixam estupefata. Parece ser uma caracteristicas do dias atuais a tolerancia zero com os problemas dos outros, empatia zero para quem pede ajuda, desabafa. Mas para si, cada um guarda um tanque de tolerancia, de falar de si proprio.
Guria, jah estive numa situcao parecida com a sua (tirando a parte de ser bonita rs), e soh resolveu quando consegui entrar numa universidade publica e deixar minha familia de lado. A partir dae, passei a me virar sozinha, ganhar meu dinheiro e soh os ir ver de vez em quando. Melhorou nosso relacionamento e hoje vivemos em paz, cada um com suas escolhas.

Lene_fs disse...

Realmente espero que essa moça tente o enem novamente e que dessa vez não desista de ir pra longe de casa. As federais estão longe de ser um sonho, tanto é que estão em greve, a assistencia estudantil, a residencia universitária não são nada boas, eu estudo na UFC e vejo de perto esses problemas, mas com muito esforço,controle e talvez um estágio ou emprego, dá sim pra se manter em outro estado sem a ajuda dos pais. Às vezes dá um medo de sair debaixo das asas deles, mesmo que essas asas machuquem mais do que protejam, além do medo de deixar a mãe sozinha numa casa com dois homens machistas, mas se pensarmos bem, ela criou o filho e, teoricamente, escolheu o marido.. Ninguém pode se prender para sempre, nem pela própria mãe.

Maiê F. Rezende disse...

Sofia

Entendo que seja uma situação (ou várias) muito difícil. Mas acredito que você vai conseguir passar por ela.

Também sou de uma família bem conservadora que muitas vezes acha que pode tomar decisões por mim. Você é ainda muito nova, ainda vai apreender a lidar com sua família da melhor maneira.
Espero também que consiga realizar seu sonho. Ás vezes não ocorre tão rápido quanto a gente quer, mas não desista!

LisAnaHD disse...
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Luiz Prata disse...

Sofia,
admiro tua coragem e torço pelo seu sucesso, sempre.
Continue perseverando em busca do que é melhor para você.
Boa sorte.

Samantha disse...

Sofia,

Eu não me dou bem com meus pais. Minha mãe é egocêntrica e meu pai, machista, sempre me criticou por eu ser gorda, chegando ao absurdo de me propor pagar academia ao invés de financiar meus estudos. Sofri bullying dentro de casa. Até hoje minha auto-estima possui graves sequelas, a ponto de durante anos, achar que jamais seria amada por ninguém.

Não existe solução fácil. Você já sabe que é fruto de um lar machista. Sabe que seus pais esperam que você se case com um bom partido e se contente em ser uma dona de casa ou ter um bom sub emprego. Sabe que entre você e o casamento, sua mãe não vai escolher te apoiar.

Apenas ao se dar conta de que você só pode contar consigo mesma é que você entenderá que enquanto estiver em casa,sua vida, seu futuro, vai depender da boa vontade e das chatntagens emocionais de seus pais. O que eu recomendo? Arrume um emprego, um local dentro do seu salário e saia de casa. Se estruture, refaça seu cursinho, e siga seu sonho. Há garantias de felicidade plena? Não, mas tampouco você tem chance de ser feliz vivendo como está.

Há grandes riscos de seus pais te deserdarem, de deixarem falar com você, de te dizerem que você é uma filha má. Passei por isso. Mas a sensação de você viver sua vida, pagar suas contas, ter seus sonhos, é impagável.

Você pode escolher viver sua vida como ela está, se quiser manter o "amor" dos seus pais. Eu não recomendo. Mas entendo.

Seja lá o que você escolher, não vai ser fácil e terá uns "e se" no caminho. Como a mulher que escolheu sair de casa, mandar a família pro inferno, passar trabalho e ser uma gorda de carreira, eu digo que é gratificante. Que vale a pena. E que um dia as coisas se acertam.

Boa sorte nas suas escolhas, sejam lá quais elas forem.

Links disse...

Nossa Blanca, quem é você para falar quem sou eu, o que eu passei? Vim para Europa sem 1 real no bolso, trabalhei nos piores empregos possiveis e sabe o que? Estudei(sem ajuda financeira de NINGUEM) me formei e hoje tenho um otimo emprego, obrigada. So que que sociedade é dura mesmo, e se a gente não peita, e fica tentando agradar o mundo intero, simplesmente as coisas não avançam. Eu acho que é preciso coragem para vencer (claro que beleza e inteligência ajudam, mas ter coragem é essencail), e sei que ela é novinha, mas é nessa idade que as coisas começam acontecer.

Sofia, como disse no outro comentàrio(onde tenho total consciencia te ter sido grossa) coragem menina! Porque pensa, agora você é jovem, e cheia de energia... e se você não tomar as redeas AGORA, quando você for mais velha, jà acomodada com sua vida vai se arrepender muito muito muito de não ter mandando algumas pessoas a merda. E antes que eu me esqueça, Blanca, và a merda!

lola aronovich disse...

Links, na boa, copie e cole o seu comentário sem a última frase, se não terei que deletá-lo. Eu não tenho o poder de editar comentários, só de apagá-los. Vc assume que foi grossa com a Sofia, e agora está sendo grossa com a Blanca. Nãda de trazer discórdia pro blog, vai. Vamos deixar as grosserias só pros trolls?

Sofia disse...

Sofia, eu também me chamo Sofia, e também passo por alguns dos problemas que vc passa, não na mesma proporção, porque minha família não é assim machista (só um pouquinho), mas também tenho o "azar" de ser inteligente, razoavelmente culta (sempre fui uma devoradora de livros e revistas), e também me encaixar dentro do padrão de beleza. Só diferentemente de você, eu fui uma das últimas a me desenvolver fisicamente... hehehe.
Sei como são as coisas pelas quais você passa porque a primeira impressão que as pessoas têm de uma mulher bonita é que ela é burra. Então, muitas vezes fui tratada como qual, ao maior estilo "shut um and be pretty" (como disseram pra Gisele Bundchen).
Pra piorar um pouco, trabalho em uma profissão essencialmente masculina (sou policial, e passei aos 19 anos no concurso), e estou casada com um policial que tem um cargo maior que o meu (atualmente, ainda, é meu chefe). Então eu sempre, pros outros, sou só "a mulher do delegado". Muitos certamente me viram como oportunista, outros certamente ainda me veem assim. Homens e mulheres.
Felizmente, embora eu sinta uma pontinha de ódio disso, eu sei que ainda sou agente de polícia só porque me acomodei, e porque, embora inteligente, sou um pouco preguiçosa com os estudos, meu negócio é conhecimento geral, é ler por hobby (acho que eu me daria bem num show do milhãos, rsrs). Nem tenho intenção de ser delegada, tenho vontade de fazer parte do judiciário, mas tenho capacidade.
Pois bem, falo tudo isso porque quero dizer pra você parar de se sabotar. Não há mal algum em ser bonita E inteligente. Na verdade, alguns dizem ser uma benção... rs. Ao menos você pode ser o que quiser sem ter que usar seu corpo pra isso, pode ser bonita sem esforço, e pode, ainda, abrir a boca e saber o que falar, ao contrário de muitas que vivem da aparência e esquecem do cérebro.
Embora os outros conspirem contra você, você pode ser o que você quiser, e isso deveria ser maravilhoso!
Talvez você devesse tentar conciliar estudos E trabalho, pra ter independência financeira e não precisar mais tanto dos seus pais, que não te apoiam. É bom quando a gente tem nosso próprio dinheiro e pode fazer as próprias escolhas, especialmente quando aqueles que nos sustentam não nos dão apoio.
E não seja tão introspectiva, amigos são bons em nos colocar pra cima, nos dar apoio em nossos sonhos mesmo que eles às vezes sejam "sonhos demais". Divirta-se um pouco, conheça gente, especialmente as que têm interesses em comum com você.
Felizmente, sempre tive alguns poucos e bons amigos, e mesmo meu marido é uma pessoa maravilhosa pra mim, que nunca ouviu estas fofocas e que sempre me diz que eu tenho capacidade pra ser o que quiser, e ainda brinca que eu tenho condições de ser mais que ele e sustentá-lo... rs.
Pare de se sentir incapaz, de achar que sua beleza ou inteligência são um fardo, você só deu azar de nascer em uma família com pessoas pequenas demais pra você.

Ariane disse...

Oi moça, li seu guest e já vi casos muito parecidos com o seu. Conheci uma menina que era cadeirante. Os pais a mimavam muito e eram pais que protegiam demais. Sempre quando a gente saia para passear, a mãe dela ia junto.Ela queria fazer o curso de Geologia, mas, por ela ser cadeirante, ela achava que o curso não era apropriado para ela, sendo que eu estudo próximo ao departamento de geologia da USP, e vejo que lá tem toda infra-estruta pra isso.Eu via que, o problema dela não era o fato de ser cadeirante, mas era a sua mente, que a aprisionava. E eu e minhas amigas sempre fazíamos o discurso de sempre: ah pq os pais talz, pq ela é cadeirante e talz, pq ela não enxerga, é uma situação difícil, ela não vai fazer algo rápido, tem que pensar no que ela vive...enfim o mesmo de sempre.Tenho uma outra amiga que é também pressionada.O pai dela foi assaltado, e a partir disso, ficou com síndrome do pânico. Não deixa ela e as irmãs saírem pra nenhum lugar.Quando passeava com ela, o pai ia junto.Ela e a irmã passaram na USP junto comigo. O pai sempre colocou na cabeça delas que o perigo sempre e sempre irá morar muito próximo a você , não importa onde você esteja, vc está em perigo.Essa minha amiga, ja a vi chorar por isso. Vejo que ela sempre tá de mau humor e sempre querendo se mudar da casa dela, que pra mim, é um presídio feminino(a casa deles tem muitos cadiados).A sorte dela que é que ela esta na USP e tem eu como amiga, que esta vendo para ela e para mim, um lugarzinho no CRUSP par a gente ficar.Mas, sabemos que ñ importa a nossa idade, o dinheiro vai nos aprisionar. Talvez seja por causa disso que vc não sai de casa, pois talvez, dependa do dinheiro dos pais.Olha , tua situação é dificil, mas , vem cá, você mesma não se diz inteligente? Por que você não planeja algo? Por que vc não cria algumas estratégias, não ousa um pouco? Teu pai não comia direito quando ia prestar fuvest, pois eu digo, vc conseguiu ser chantageada com isso? Querida, se teu pai tava ficando mal pq vc tava se "tornando independente", é pq ele não estava acostumado te ver assim. Que tal conversar e ou dar um banho de água fria na sua família mostrando de uma vez que vc não é aquilo que eles querem que você seja. Desculpa, mas tá faltando isso de você. Só pq vc vai ousar, ser audaciosa que vc está deixando de ama-los. CUIDADO, isso costuma confundir muitas mentes. Você não consegue ser a mesma de sempre com o tempo. O ser humano é assim, uma metamorfose, uma mudança de humor, uma mudança de jeito. Ora triste, ora alegre, ora bondoso,ora mal.Eu tbm ja sofri com os ataques da minha família com o meu jeito. Quando alguem da familia fica machista com algo que eu fiz ou que eu sou, viro logo a professora do pedaço. Mostro para eles onde há a mentira. Antigamente, eles interferiam no meu modo de ser e de vestir, foi um sufoco grande mostrar que EU TENHO ESPAÇO AQUI NESSA CASA. Hoje, eles não falam nada e convivem com isso.Claro que ficam policiando minha roupa, de vez em quando, mas sabem que eu não consigo me influenciar com a opinião deles, sabem que eu sou difícil de se convencer,então nem enchem o saco. Mas ao contrário do que os outros costumam pensar, isso ñ interferiu em nada em relação ao carinho da família. Aposta nisso Sofia. Ah, eu conheço uma pessoa muito boa em relação as estratégias. Voce podia aprender com ela.Ah, vc tbm conhece ela! Se chama Capitolina, ou melhor Capitu. Dá uma pesquisadinha na internet!

Rubens disse...

Poxa, que relato!

Eu como homem não tenho a menor idéia como é passar por tudo isso, mas posso dar o meu apoio e dizer que vc é linda Sofia! por dentro, vc já tem uma personalidade incrível e muita coragem! :D

Acho que a sociedade faz de tudo para a vida da maioria das mulheres ser infeliz, é neste estado de insatisfação que fica mais fácil de controlar. Mas não desanime! XD

LisAnaHD disse...
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Mordred Paganini disse...

LisAnaHD: geralmente ignoro seus comentários, mas desta vez preciso te avisar que você está culpando a vítima, uma garota de 19 anos que no momento se encontra indefesa diante desta situação. Custa um pouquinho de empatia?

(só tentando explicar: as pessoas podem ter limitações físicas e objetivas e outras limitações que nos fazem acreditar que existem. Limitações físicas, mesmo as grandes são contornáveis, mas as prisões invisíveis que criam em torno de nós possuem uma força tão grande que às vezes ficamos sem escapatória. Este segundo tipo de limitação é tão covarde! Me enche de raiva só de pensar nessas coisas)

Sara disse...

Tenho duvidas se a beleza na sociedade machista em q vivemos pode ser um fardo, acho que ela abre muitas portas, e quando aliada a inteligencia torna nossos objetivos ainda mais faceis.
Acho que a autora do post, por ser muito jovem, esta procurando encontrar seu caminho, o que não é facil para nenhum de nós feios ou belos.
Cedo ou tarde ela ira achar, se ja tem certeza do que quer realmente , busque que ira encontrar.

Maria Valéria disse...

Nao tive o mesmo problema da moca descrito acima.
Na idade dela, eu era " feia, mas muito inteligente"....

Sei que com 19 anos de idade e muito difícil superar os problemas e se resolver sozinho.( experiência própria)
Entao, só teria um conselho a dar a essa moca: procure uma ajuda profissional, uma terapia,sozinha vc raramente sai do buraco. E mesmo os amigos, as vezes com as melhores intenções, nao conseguem o nao sabem como ajudar.
Forca na peruca aí, garota!! ;))
Bjs

LisAnaHD disse...
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Allice disse...

Sofia!
Meus parabéns, você é uma vencedora!
A maioria das meninas que conheço na sua situação desistiram, antes mesmo da hora! Espero que lá no fundo eles tenham visto um pouco mais da sua capacidade, mesmo que por fora fiquem teimando e cheios de nhe nhe nhe.

Meu problema é justo o contrário, tanto a parentela quanto a família apostam demais em mim, em todos os sentidos, eles acham que eu sou uma super heroína, que posso fazer tudo sem a mínima dificuldade, MAS ISSO NÃO ME FAZ NADA BEM! O equilíbrio é tudo nessa vida, nenhum dos dois extremos é bom.
Quando eu era criança ele contava a todo mundo quando me apresentava sobre cursos de idiomas, sobre o ballet, sobre qualquer coisa que eu tinha feito na escola era uma chatice!
Na adolescência ele contava das competições de dança, dos idiomas, do vegetarianismo, de como eu era engajada e eu ficava me sentindo horrível! Porque passava por metida sem mesmo abrir a boca! Era uma chatice, na fila dos espetáculos ele sempre dava todo o meu currículo pra meus amigos e namorado, quando eles me contavam me sentia extremamente constrangida! Mas meu pai é orgulhoso, mas em excesso! Projetou na própria cabeça uma imagem extremamente idealizada sobre mim Resultado?
Vivo com problemas de estômago por causa de nervoso e desenvolvi um transtorno de ansiedade, daí semestre passado peguei TRINTA DIAS DE ATESTADO médico, porque estava com ataques de ansiedade ferrenhos, o que você acha que meu pai fez?
Gritava comigo enquanto eu chorava!
Gritava "VocÊ é uma fraca! Eu não acredito que criei uma pessoa assim! tranca essa p*rra dessa faculdade porque você não vai ser nada na vida!" Mas eu sei que ele acha o contrário, aquilo foi um momento de desespero de um pai completamente competitivo!!! E foi horrível! Vou confessar que me atrapalhou muito! Agora eu imagino você ouvindo isso todo dia.

Sabe o que eu fiz? Fiquei ainda mais apressada, louca pra alcançar logo a tal da meta (ainda estou no processo, comecei a estudar pra concursos da minha área) chegar lá, e me livrar desse peso enorme nas costas! Nenhum excesso é bom!

Ele está ficando excessivo de novo: sofremos um acidente de automóvel e aí não dirigi mais, domingo passado dirigi uns 10 minutinhos com o namorado e passei muito mal. Quando cheguei minha mãe veio toda feliz me contar que meu pai que me comprar outro carro! Que está contando pra todo mundo que já estou boa, que me inscreveu em mais um curso de idiomas agora que "estou dirigindo" mas sabe? eu não tenho condições psicológicas de dirigir e choro um bocado quando penso no grau de ilusão dos meus pais sobre mim.

Mas os pais só querem o melhor, dentro de suas concepções, sejam elas erradas ou certas, os pais fracassam em algumas coisas e projetam o trauma deles em cima da gente. Pro meu pai, eu sou a filha adorada de um negro que passou muita fome na infância e apanhou como cachorro dos pais. Então a filha dele tinha que ser a melhor, a mais bonita, a que falava melhor, a que fazia trabalho voluntário, que sabe dirigir, costurar, dançar, cozinhar e tem um intelecto brilhante. Dá dó, ao mesmo tempo que me inspiro muito no meu pai quando acho que não vai dar certo, daí eu penso: puxa vida, como eu sou uma merda! Meru pai que passou por tudo aquilo se deu bem e eu aqui com todos esses recursos me acovardando!
Então Sofia, não desiste! Surpreeenda! porque infelizmente a vida sempre vai dar uma rasteira na gente, seja na igualdade ou na desigualdade.

Que bom que pelo que li do seu Guest Post você é uma pessoa bonita tanto por dentro quanto por fora.
Sorte garota, pra nós duas.

Allice disse...

Sofia:

Manipulação é uma coisa real sim.
Te puxa tanto pra cima quanto pra baixo! Que bom que algumas pessoas tiveram sorte, mas o mundo infelizmente não é assim para todos, muita gente vai embora e volta pra casa dos pais com uma mão na frente e outra atrás, numa situação muito mais humilhante.
Então antes de qualquer medida drástica é preciso planejar, planejar um modo de sair com segurança, mesmo que isso demore.

Caroline disse...

Moça,

Sou só um pouco mais velha do que tu e recentemente passei por problemas parecidos com os que tu tá passando. Não é fácil contrariar os nossos pais, sair da casa deles e fazer o que nós queremos aos 19 anos, mas é possível. O que mais te prende é o psicológico, não o material. Uma das meninas que mora comigo(divido apartamento com duas amigas - todas saímos da casa dos pais pra estudar) faz um curso que praticamente não dá retorno financeiro e tá se puxando muito pra conseguir trabalhar E estudar o que ela ama ao mesmo tempo, mas tá conseguindo.

Quando ela saiu da casa dos pais, lá no interior do RS, ela era bem insegura, apesar de ser bonita e inteligente. A criação dela foi super conservadora, pra ela foi bem difícil conseguir se situar em outra cidade e ainda arranjar um emprego, sem falar no quanto ela penou pra enfrentar os pais quando quis tocar seus projetos. Mas quer saber? Ela conseguiu. E hoje ela se vira, sorri muito mais, é livre, não vive agoniada, consegue planejar sua vida... claro que passa por dificuldades financeiras, mas nisso se dá um jeito. Sempre tem solução.

Enfim, moça, o que eu gostaria de te dizer é que não vale a pena abandonar teus projetos em função das pressões que outras pessoas fazem, mesmo que sejam da família. Ninguém sabe melhor do que tu o quanto estudar História é importante pra ti, então tu precisa te focar nisso, correr atrás e não desistir, mesmo que teus pais discordem. É a tua felicidade, afinal. E eles não vão deixar de te amar por tu tentar ser feliz. Força!

LisAnaHD disse...
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Mordred Paganini disse...

LisAnaHD: eu ignoro porque seus comentários apesar de inúteis, costumam ser inóquos. Não foi o caso. Você está sendo infantil e atacando injustificadamente uma garota de 19 anos. Espero que ela seja inteligente o suficiente para não prestar atenção no que você respondeu aqui.
Se você não tem nada de bom/útil pra dizer, melhor ficar quieta. Acho covarde demais atacar uma pessoa fragilizada.
Quem é psicólgo clínico sabe muito bem que não é assim que as pessoas funcionam. No consultório o que mais aparece é gente que éinfeliz e não sabe porque, que tem dinheirom as se sente vazio, que não tem deficiências ou problemas de saúde mas se sente na merda constantemente...
Este tipo de julgamento que você fez é preconceituoso, burro e covarde. EU não seria capaz de ignorar isso.

LisAnaHD disse...
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Allice disse...

Eu acho ótimo esse blog justamente por ver relatos de pessoas reais.

E se a sociedade persegue tem mais é que fazer mimimi mesmo, ou ninguém precisaria de grupos de apoio pra mil coisas.

O ser humano evoluiu justamente porque tem maior facilidade em trocar experiências.

LisAnaHD disse...
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Allice disse...

LisAnaHD...

Entendo que tenha que ser plural, afinal somos pessoas diferentes.
Mas não achei isso um relato de quem quer se fazer de vítima, gosto de ver pequenos e grandes exemplos, de pessoas que se dão bem, se dão mal e estão no processo.

Sei bem que você não é um troll e que sua intenção não é tumultuar, e etc mas...não desqualifico o guest post.
Enfim...Também entendo que nem faria sentido a gente "se estranhar" porque fui absolutamente coerente mesmo que discorde rs critiquei o argumento, só trollo trolls, que não é seu caso.
Axé!

LisAnaHD disse...
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Li disse...

Eu acho que, se a pessoa nao se identifica e nada de bom tem a dizer sobre o post, que se silencie e espere o proximo.

Allice disse...

Acho que opiniões plurais são bem vindas, agora dizer que a pessoa só quer ibope, e massagear o ego é no mínimo achar que todo caso é igual e que o post é inútil.


Enfim.
Vamos votar ao foco.

Janaina disse...

me lembra a história do patinho feio! sempre fiquei tão triste com ela, tão triste com essa história é tão ruim não ser aceito no seu próprio ninho! mas não esquece que que não tu que tá errada, tu não tem culpa de nascer meio de galinhas vesgas sendo um lindo cisne!!!!

Allice disse...

Concordo que estamos perdendo o foco, mas...uma última observação sobre o assunto:

Estou sendo educada, sem usar nenhuma palavra bruta, estou explicando meu ponto de vista até detalhadamente.

Grossa aqui está sendo você, não comigo, mas no geral. Caso não leia antes de postar (agora sim, fui grossa, mesmo que explicando a situação.)


Opinamos SIM pois isso aqui é um diálogo e nenhuma opinião é irrefutável. Só há combate contra tumultos ou mensagens extremamente destrutivas como é o caso dos trolls, que não é seu caso.

Niemi Hyyrynen disse...

Sofia,

Acho que vc é uma garota forte, e tem coragem, é o essencial para vc sair da situação que está, não será fácil, mas eu tenho certeza de que vai conseguir.

O problema na vida das mulheres é justamente esses confrontos de interesses que as outras pessoas tem sobre nós, pq diabos alguem ensinou para essas pessoas que elas podem "escolher" ou "opiniar" o que é melhor para nós?

Sofia, vc precisa lutar contra esta cultura, acho que vc precisa ter calma, está iniciando a vida adulta agora e tudo pode parecer confuso...

Bom, é dificil dar um conselho assim de longe sabendo poucos detalhes, mas acho que o principal que posso te dizer é que vc mantenha o foco EM VOCÊ ok? Ninguem mais do que você sabe o que é melhor na sua vida.

Jeferson Brian disse...

Bom, é assim mesmo. Leia Dom Casmurro. A luta entre a tradição católica carola, supersticiosa, contra o espírito de luta, a inteligência, a imaginação e o senso de realidade da Capitu. A tradição venceu no Dom Casmurro. Mas não vence sempre. Acredita em ti, constrói uma rede de relações e de solidariedade com gente legal, que possa te apoiar e que tu possa apoiar. Tudo vai dar certo.

carolpd disse...

Desculpa eu até entendo o motivo dela estar chateada com toda essa relação de cantadas na rua, mas eu não consigo engolir quando uma pessoa branca e bonita começa a reclamar da vida, sério mesmo? Experimenta ser feia e sofrer anos de bullying e querer morrer por causa disso, não quero ficar comparando sofrimento alheio, mas eu queria eu ter sofrido por ser bonita demais a ser motivo de chacota por meu cabelo não ser liso suficiente ou por não ter traços que as pessoa achem bonito, enquanto isso eu tenho sérios problemas de ansiedade, problemas de me relacionar socialmente, tem épocas que eu fico meses sem sair de casa por casa da minha aparência, não é nada legal ter baixa autoestima.
Eu sei que o post fala sobre esse tema que mulher de boa aparência não pode ser nada na vida além de um objeto de admiração, mas eu to falando que essa menina ta reclamando de barriga cheia, ainda digo.

LisAnaHD disse...

Composer Iannis Xenakis... with face in shape of Greece
http://digital.music.cornell.edu/kevinernste/nisi-for-horn-and-electronics/

Iara disse...

A única coisa que posso dizer a essa menina é -Bem vinda ao mundo!
Não adianta estar de um lado ou de outro, mulheres se ralam mais, é dificil mesmo, apartir do momento que se nasce menina o mundo é mais cão com nós do que parece .Mas vai dar certo, não importa a faculdade, continue, com o tempo vc vai se libertando e tudo vai dar certo ,mas saiba desde agora que estamos em um mundo onde as mulheres tem a pior parte nas costas , lidar com o machismo e todas suas expressões,e ainda por cima seus malditos obsctaculos,mas a unica maneira de passar por isso é estudando e sendo independente, com 19 anos vc ainda tem tempo para resolver sua vida e com certeza vai conseguir , quisera eu ter lido este blog aos 19 , teria brigado muito menos com o mundo, teria entendido as coisas e não teria dado tanto murro na parede,mas acontece, a vida segue.

Camila Fernandes disse...

Oi, Sofia!

Eu entendo o que você passa e (sem querer "reclamar de barriga cheia") é algo que incomoda mesmo. Uma vez, no ensino médio, eu ouvi de um colega de classe, após ter ido muito bem numa prova difícil: "você é tão bonita, por que você acha que precisa estudar?" O pior é que o cara falou isso COMO SE FOSSE UM ELOGIO. Além de tudo, era o namoradinho de uma grande amiga, que também tinha notas muito boas e era inteligente. Eu fiquei tão chocada - sim, a palavra é chocada - que não soube o que responder.

Eu tive muita sorte com os meus pais, nesse ponto. Todo mundo lá em casa adora literatura, muitos dos grandes escritores dos quais eu sou fã eu conheci lá em casa naqueles livros antigos, alguns da época em que ele tinha acento. Meu irmão caçula começou Letras esse ano, com total apoio dos meus pais. Eles sempre tiveram orgulho do nosso gosto por livros e isso com certeza foi fundamental para mim.

Mesmo assim, imagino como você deve se sentir com a situação na sua casa. Deve ser péssimo. Eu até já devo ter dito isso aqui, mas é horrível sentir que não importa o quanto você leia, não importa o que você possa escrever, a sua aparência sempre vai ser a coisa mais impressionante sobre você. Não importa o que você tenha a dizer, as pessoas sempre vão te avaliar pela sua beleza.

A sociedade sempre me surpreendem e, infelizmente, não de uma maneira positiva. A obsessão com uma aparência padronizada é TÃO bizarra! Essa semana ouvi de mais de um amigo que é muito ESTRANHO eu estar saindo com um cara negro "porque, sabe, ele é negro". A minha reação foi, "Como assim? Do que você está falando? Alguns dos meus melhores amigos SÃO negros, qual a diferença?" A resposta, em todos os casos, foi: "ah, mas você é tão branquinha, não combina". A parte realmente triste é que eu ouvi isso de amigos muito próximos e muito queridos, e eu não sei como agir em relação a eles.

Enfim, Sofia, vou te dizer o que o pessoal aqui já disse: acredite em você. É isso aí, garota, não deixe as pessoas (nem os seus pais) colocarem limites para os seus sonhos. Quanto ao seu gosto pela literatura e pelos estudos, tenho certeza que você vai encontrar gente que o compartilhe e te incentive a continuar, na faculdade, aqui na internet, às vezes até por acaso. Por isso, não desista!
Sobre a greve, também estou passando por isso na minha faculdade, mas não se desespere. Vai dar tudo certo.

Camila Fernandes disse...

Carolpd, o que você ainda não percebeu é que o que causa o sofrimento da Sofia é a mesmíssima coisa que causa tudo isso que você descreveu. É a ideia machista de que a mulher é um objeto. Talvez uma situação pareça ser "mais fácil" que a outra, mas o que importa é que são duas consequências do mesmo problema, entendeu? É por isso que ao invés de a gente discutir qual é a mais grave, ou mais "válida", a gente tem que se concentrar no problema real, e em maneiras de minimizá-lo. Certo?

;)

Rose disse...

A essa moça foram negados dois princípios básicos do ser humano: a liberdade para buscar ser feliz e o mais incrível, a ela foi negado o direito de estar triste com isso.

tagg disse...

Sofia, sempre tive de lutar junto aos meus pais para fazer as coisas que quero/quis. Até hoje eles não aceitam as minhas escolhas, principalmente meu pai. Por isso, escolhi viver bem longe deles, o que é realmente melhor para mim. Sinceramente, a família, quando não ajuda, só atrapalha. Faça o que você quiser, como você quiser: fortaleça-se. Brigue, grite, exponha seus argumentos: seus pais podem se voltar contra, mas valerá mais ter tentado a vida do seu jeito, além de poupar você e seus pais do quanto você os irá culpar por sua infelicidade.

Seja bonita. Não precisa mostrar seu corpo (eu também não mostro o meu, mesmo no calor - e olha que ele nem é tão bonito assim), mas não precisa esconder SE VOCÊ NÃO QUISER. E não precisa ser feia. O mundo é que precisa respeitar você.

Escrevi um texto sobre a Marilyn, que também sofria, sendo bela (e ainda famosa). Muita gente, assim como vários comentadores do blog com você, eram insensíveis com
ela. Pra mim, negar que uma mulher bela e inteligente sofra é negar humanidade a ela. Somos passíveis, como humanos, a quaisquer sentimentos: http://subvertidas.blogspot.com.br/2012/06/marilyn-monroe-obscenamente-humana.html

Força. Você é muito jovem, vai passar por muita coisa ainda. Por enquanto, você precisa de respaldo à sua vontade e espero que este espaço a esteja ajudando. Assim que a greve das federais acabar você vai voltar a estudar, isso é que é importante. :)

Carolina disse...

Tive a sorte de ter tido pais que me apoiaram em todas as minhas decisões quanto a minha carreira. Decidi cursar direito e hoje quase ao fim do curso percebi que não é o que quero pra mim, mas vou terminar o curso e procurar um emprego e então voltar pra universidade pra cursar o que eu descobri que realmente gosto: Física.

Meus pais me apoiam em ambas as escolhas. Sempre há minha mãe me pedindo pra fazer um concurso público e ter estabilidade, mas mesmo expondo sua opinião, ela não faz qualquer tipo de chantagem. Ela só deixa bem claro que eu preciso caminhar com minhas próprias pernas a partir de agora. Realmente não é nada viável que eu simplesmente entre em outra universidade e espere que meus pais me sustentem até sabe-se lá quando.

Sei ter tido sorte de viver em um ambiente que não foi machista em relação a muitos aspectos da minha vida. E por isso fiquei muito comovida com o que Sofia descreveu, eu sempre prezei e muito pela minha liberdade e passar por isso teria me matado.

também entendo que a Links foi grosseira no modo como expôs sua opinião, mas é preciso mesmo passar a mensagem pra Sofia de que o mundo é sim difícil, mesmo que esse mundo seja nossos pais. Ela precisa que lhe digam que é difícil, mas não é impossível. Infelizmente há coisas na vida em que ninguém vai nos apoiar e pra isso precisamos sim peitar, quem quer que seja. Tomar decisões na vida é assim, há muitas delas que demandam muita coragem.

Eu entendo que chantagem emocional é foda. Mas não se deixe abater por isso, é seu pai, trate com o devido respeito, mas tome as decisões que tiver de tomar e siga em frente. Eu entendo que isso faz parte sim da vida.

Então o que eu quero dizer pra Sofia se ela ler meu comentário é: Você pode. Você precisa de uma dose de coragem muito maior que a maioria de nós, mas você pode. E espero que você se livre dessas amarras e consiga ser feliz.

- disse...

Identifiquei-me demais com a história da Sofia! Apesar de não ter sofrido com os pais como você, aqui em casa o efeito da escolha de profissão foi outro. Por eu ser branca,olhos verdes, cabelo liso, bem no padrão, meus parentes sempre me criticaram por eu ter escolhido Letras. A afirmativa "Uma menina tão bonita! Devia fazer outra coisa!" é recorrente. E o "outra coisa" vai de modelo à advogada, porque é inadmissível eu desperdiçar minha beleza em algo tão "sem futuro" quanto ensinar para viver. No meu estágio de docência, (pasmem) os meus alunos que têm 14/15 anos me criticam por perder tempo ensinando, quando eu poderia ser uma médica, advogada, atriz da globo e por aí vai. E mesmo sendo bonita, é incrível como sempre aparecem pessoas para colocarem defeito em você e quererem SEMPRE melhorar sua aparência. Uma ida no salão pra cortar o cabelo já acarreta várias opiniões do tipo "Faz umas mechinhas loiras para realçar a cor dos seus olhos", "Nossa, uma menina tão linda com essas unhas sem esmalte!" e "E essas sobrancelhas bagunçadas? Não vai fazê-las, não?". Essa semana fui na gineco pela primeira vez e eu mal abri a boca, ela já foi logo mandando eu tomar anti-concepcional para me livrar das espinhas hor-ro-ro-sas do meu rosto, que estavam estragando minha beleza (contei umas três espinhas, no máximo). Ok, então, tomar hormônios só pra ficar com a pele em dia, mesmo sempre usando camisinha com meu namorado. E por falar nele, coitado, não é bonito, branco e alto o suficiente pra mim, segundo os familiares. Aprendi a correr das academias, também, não importa o quanto você malhe, seu corpo nunca está perfeito! Enfim, isso aqui foi mais uma sessão desabafo do que um comentário, rs. Só desejo a Sofia força e raça para lutar! Você é muito mais do que uma simples casca (quase candidata a santa de tão boazinha) e mesmo que seus pais nunca reconheçam todos os seus esforços e a maravilhosa filha que eles tem, certamente, você encontrará pessoas pelo caminho que pensam como você e te ajudarão em sua trajetória.

Dri Caldeira disse...

Sofia - parabéns! Vc identificou o que te faz mal e decidiu que VC é a pessoa mais importante do teu mundo! Nunca, mas nunca mesmo deixe que te digam o que vc deve fazer, como vc deve ser, e quem vc deve ser, pois isso só vc sabe! Me dá um ódio de gente que não sabe AGRADECER o fato de ter uma pessoa linda e inteligente por perto, fazendo questão de que ela seja apenas uma das coisas, pois é assim que a sociedade hipócrita e misógina diz que tem q ser! Se rebelar diante disso E PROCURAR O MELHOR PRA VC, é o grande passo pra sua libertação! Continue! E jamais faça nada pra alterar sua aparência, não mude quem vc é pra agradar esse ou aquele, continue bonita pois isso é SEU!

Raphael disse...

Ter inteligencia subestimada sempre tem algo bom: O elemento surpresa.
Trabalhe em um projeto com afinco, se ele for "muito bom", todos verão como ótimo e te chamarão de prodígia pra cima. É um elemento psicológico interessante.

Acredite em mim, no ensino fundamental viviam achando que eu era retardado. Resolvi um livro inteiro de questões de inglês em uma semana e a professora que antes tinha pena de mim, apenas assinou no fim do livro: "Devido a sua vontade de estudar e sempre seguir em frente, está dispensado na disciplina de Inglês. Sua nota já é O(ótimo)"...
... Depois passei numa escola técnica furreca e só faltavam achar que eu era o messias.

E sobre todos os meninos ficarem olhando teu corpo, até tenho umas soluções, mas todas incluem injeções semanais de antiandrógenos. Viva com isso.

Raphael disse...

PS: As injeções de antiandrógenos seriam nos meninos. Castração Química e talz. Só para quem estar com preguiça de interpretar meu humor mesmo.

aiaiai disse...

Sofia,
Em primeiro lugar acho muito importante a Lola ter publicado a sua história porque ela mostra para as mulheres que não estão dentro do padrão de beleza que estar dentro do padrão não trás felicidade imediata e não te deixa imune aos efeitos do machismo.

Em segundo lugar, como filha e como mãe quero te dizer que os pais erram, e muito. Meus pais erraram comigo várias vezes, não tanto quanto os seus, mas eu percebi o que eu queria e fui em frente. Qd apareceu um emprego para mim em sp (eu morava no rio) e eu decidi ir, minha mãe ameaçou se matar. É isso mesmo, ela disse: qd vc sair eu vou me jogar daqui do 12º andar. E eu falei: ok, se é isso que a senhora quer. Tchau!
Ela não se jogou. Era chantagem, do mesmo tipo que o seu pai fez com vc. Você é nova, faça o enen de novo, vá para a faculdade q vc quer e siga sua vida.
Qt à minha mãe, dois meses depois, quando ficou pronto o trabalho que fui fazer em são paulo, ela comprou um monte (era um tipo de livro) e saiu dando para família e amigos, toda orgulhosa da filha...

Lenise Motta disse...

Lola, tenho certeza que vc aconselhou a moça via email, mas como professora que lida com adolescentes todos os dias, peço que diga a ela para não desistir, nem ficar nesse curso que não é o que ela quer. Para prestar novamente o ENEM este ano, se candidatar ao PROUNI e buscar ser o que quer (é tão difícil encontrar quem queira ser professor). Nesse meio tempo arrumar um emprego de meio-período (Clínicas médicas, escolas de linguas) se utilizando sim daquilo que tem ("boa" aparência e educação)para poder se empodeirar e sair desse círculo vicioso.

Flá Milena disse...

Mas lendo o relato dela e alguns comentarios com relatos parecidos, o que me passava pela cabeça era um pensamento meio chato, mas que cada vez mais eu ando tendo, desculpem se parecer rude pois acredito que mesmo pessoas com pais das avessas como a Sofia os amam, mas eu acho que existam pessoas que simplismente não nasceram pra serem pais! Isso dava tema pra um post, ein?
Sei que as mulheres estão engatinhando na conquista do diretio de decidir que não quer ter filhos, e que antigamente a situação era ainda pior.
Mas relatos como esse são um bom motivo pra olharmos pra esse assunto com mais seriedade, e questionar de verdade antes de ter um filho: estou pronta pra me responsabilizar por outro ser-humano? pronta pra abrir mão dos meus preconceitos e certezas pra ajudar a apoiar uma vida que vai encontrar uma realidade que talvez eu não tenha lidado, mas precise ajudar alguem a passar?? e muitas muitas outras...
penso que é um questionamento que todo ser humano deveria fazer a si mesmo, pelo menos uma vez na vida,pois a cultura do casar e ter filhos ainda fala muito alto no dia a dia das mulheres principalmente.

Espero que de tudo certo pra Sofia.

Flá Milena disse...

comecei o comentario com um "mas", não sei pq rsrsrs

Laurinha (Mulher modernex) disse...

A nossa sociedade é cheia de mitos em relação à mulheres que são muito falsos. Mulher bonita é burra, se a mulher é inteligente, gosta de estudar é porque não é bonita, toda mulher aspira a ser objeto de decoração e ponto.
Essa história mesmo em relação a beleza e inteligência, se você andar nos corredores de qualquer universidade, vai ver mulheres lindíssimas de acordo com o padrão de beleza, que poderiam optar por ser modelo, panicat ou o que for, mas optaram por estudar, trabalhar com o cérebro, não com o corpo.
São preconceitos idiotas que já estão passando da hora de serem quebrados.

natalia disse...

Olá Sofia,
minha história não é parecida com a sua na questão da beleza. Meu corpo sempre foi bonito, mas o rosto é mediano. No entanto, fui abençoada com uma boa cabeça, que penso que é o seu caso. Também estudei muito. Meu pai não se opunha, mas também não dava nenhum incentivo financeiro. A partir do segundo grau comecei a estagiar para ganhar um dinheirinho para pagar passagem de ônibus (isso mesmo, o estágio dava para isso e sobrava muito pouco). Trabalhei em banco, porque assim podia trabalhar 6 horas. Eu priorizava os estudos e não o trabalho. Enfim, hoje estou com 47 anos e penso que investi corretamente.
Continue firme.

Lilian Soares do Nascimento disse...

Dar conselhos é sempre uma atitude um tanto prepotente e até inconsequente, pois não estamos na pele de quem está SENTINDO o problema.

Pois, sim, podemos até ter problemas semelhantes, mas, cada um sente, experimenta, vivencia a sua maneira.

Desde que me conheço por gente sou feminista. Mas, não sabia até pouco tempo, cerca de 5 anos, que o era.

O fato é que nunca entrou na minha cabeça a ideia de que sou incapaz. Não falta quem te dirá isso. Mas, nunca me convenceu. e, a você também não. Por mais que exista momentos de insegurança.

mas, sabe... Chega um momento em que temos que nos impor para a vida, para os outros. Você saberá quando chegar esse momento, porque vc mesma irá provocá-lo. Só não o deixe passar por medo ou insegurança. Viver já é um risco. E vale a pena! É a melhor lição.

Boa sorte.

Lilian Soares do Nascimento disse...

"Oh, falta de empatia, ohhhh, preciso me emponderar contra essa sociedade machista, por que apesar de conseguir tudo dando minha boceta para meu chefe para conseguir cargo executivo, e migalhas para o meu beta provedor, e ficar de quatro para o Ricardão,quero que a sociedade me veja como uma mulher inteligente e pooooderooosa! nofa!"

Quer dizer, então, caro Smooth... Que se vc tivesse a oportunidade de dar o cu pra subir de cargo ou conseguir alguma coisa na vida, vc faria?

Entendo a sua revolta por pensar de tal modo. Mas, sabe... Nem todo mundo pensa como você.

Jaqueline disse...

¬¬

Putz...

Jaqueline disse...

Lendo o relato da Sofia, fico imaginando então quem não tem beleza...como faz?? Sempre julgadas como..."já que não tem beleza, tem que estudar"...que é o meu caso...

Cada um com seu drama! De qualquer forma o intelecto acaba vencendo, sendo bonita, claro que é mais fácil, as pessoas vão ver competência em vc Sofia, que além de bonita é inteligente...quem não gostaria de ser assim?? Se quiser trocar de lugar comigo, estou a disposição.

abs

Thais Rodrigues disse...

Sofia, sua história é mesmo muito complicada... Porque tão difícil quando enfrentar dificuldades físicas, é vencer as barreiras sociais que nos prende.
Concordo com a Maria Valeria que seria bacana vc procurar uma ajuda profissional, pra conseguir canalizar essa sua força interior..
Bjos!

Anne disse...

Ha Sofia, como eu sei o que é ter a inteligencia subestimada ...
Olha, minha mãe (assim como muitas das mães daqui do interior do Ceará), acha ate hoje "isquisito" eu gostar de ler. Pra ela, eu tinha era que varrer a casa, e limpar o quintal. E saiba, você não foi a única a passar por isso. eu também tive que abrir mão de um sonho, no meu caso foi Teatro, por que além de ter que ir morar longe(na capital), ainda tinha que ouvir que eu ia passar fome , por que isso não dá dinheiro.

Mais tenha paciência Sofia, e um pouco de coragem. As coisas melhoraram pra mim, e vão melhorar pra você também. Faço psicologia hoje...
e olha que coincidência chata, minha faculdade também ta em greve.

Nat disse...

Oi Sofia,

Fiquei tocada com seu desabafo.
É realmente muito difícil lutar por aquilo que queremos quando as pessoas desacreditam em nós, principalmente aquelas pessoas que são tão próximas, quanto a família.

Vejo que seu caminho será árduo, mas não impossível. Você é inteligente, gosta de estudar, quer ser independente, quer ter um futuro diferente daquele que as pessoas visualizam pra você. E você está certa, precisa, sim, seguir seu caminho.

Repense sua escolha.
É filosofia mesmo que você quer? Muitas vezes, acontece de que no caminho "errado" nos encontramos, a vida tem dessas mesmo. Se dê um tempo, fique até o final do ano no curso assim que as aulas se normalizarem, veja se te agrada. Se você não gostar, volte a estudar e preste história, pois é isso que VOCÊ QUER.

Existem famílias que colocam muita pressão mesmo para que sejamos aquilo que eles querem, mas a qual preço? De uma anulação pessoal, da morte enquanto indivíduos. Mas chega um determinado momento na vida que as pessoas precisam crescer, tomar suas próprias decisões, escolher seus próprios caminhos. Porque quando fazemos nossas e erramos, precisamos lidar com as consequências; agora quando permitimos que o outro escolha por nós, para quem vamos reclamar?

Você é nova, talvez esteja sem condições de tomar as rédeas da sua vida no momento. Mas pense na possibilidade de arrumar um emprego, quem sabe prestar história na usp mesmo ou outra faculdade, morar em uma república (sei de gente que é de sp mas mora em repúblico pelo fato de a faculdade ser mto longe) pra sair de casa e respirar novos ares...

Eu digo tudo isso pra você pq eu precisei sair de casa pra poder "crescer", viver minha vida sem ninguém ficar dando pitaco. Fui morar há pelo menos 500km da casa dos meus pais. Eles me sufocavam; minha família sempre foi mto superprotetora, e tem horas que a gente precisa seguir pelas nossas próprias pernas.

Um abraço e boa sorte!

carolinapaiva disse...

É nessas horas que eu me sinto muito sortuda por ter parentes que sempre respeitaram minhas escolhas em relação aos estudos e à carreira profissional.
Os pais nos amam, mas é preciso bater de frente com eles quando eles tentarem te tolhir, prejudicar o teu futuro, porque pais erram e não são sensatos sempre. É hora de se impor e não ceder mais às chantagens.
Tu já sabe que estereótipos ridículos existem, agora é hora de ligar o foda-se mesmo e buscar o que é melhor pra ti.
Aconselho a fazer o vest novamente, para o curso que vc quer.

Renato Corrêa disse...

A Sofia é mais um exemplo de pessoa fodona que se sente limitada pela mediocridade alheia.

Garanto que a frustraçao do teu pai é amplificada por teu irmão não se dar bem com os estudos. Aí ele desconta dobrado em ti.

Quanto a ser bonita e inteligente, conheço muitas mulheres assim e elas são muito criticadas no primeiro passo errado que dão. A sociedade não aceita mulheres bonitas E inteligentes por puro despeito mesmo. Homens bonitos e inteligentes são taxados de gays e quando são bonitos, inteligentes e bons nos esportes (principalmente futebol), as pessoas dizem que são "um bando de fdps" que se acham os donos do mundo. A diferença é que as mulheres têm que carregar, além da inveja alheia, o estigma do machismo. Se a própria família é muito machista então...

Textos disse...

Olá Sofia,

Não sei sei você está lendo isso, mas eu me identifico um pouco com você, pois também, mesmo que por motivos diferentes, ainda não posso viver a minha vida em função da minha família.

Se tem algo que eu posso te dizer [e é o que eu digo para mim mesma sempre] é NÃO DESISTA!

Por mais angustiante e doloroso que seja, por mais que você venha a chorar por se sentir incompreendida e com a sua vida tomada por algo que independe de você, continue o seu caminho. Você está fazendo o certo!

Veja a grade curricular do seu curso em outras instituições, enfie a cara nos livros [algo que não parece ser novidade para você] e aprenda o que deveria ter aprendido antes [vale até visitar alguma faculdade que dê o seu curso e "se infiltrar" na turma do primeiro ano, se for possível.

Não te conheço, mas torço muito por você =D Coragem o/

Eva disse...

Sofia, sei que meu comentário tá indo tarde, mas talvez você leia. Eu entendo plenamente pelo que você passa. Foi uma luta aqui em casa pra ir pra faculdade...
Mas não desista dos seus sonhos. Faça amigos e não desiste não! Não sei de onde você é, mas tem muita gente na Grande SP com quem você pode fazer amizade, te dar a força que você não encontra em casa.
E caso você no final não curtir o seu curso, certeza que você passa na FFLCH quando quiser, desde que consiga um pouco de paz de espírito pra estudar.
Força sempre, moça, que a vida é dura, mas a gente não pode se curvar.

Kinna disse...

Sofia, não li os outros comentários, mas queria deixar minha resumida experiência aqui registrada:
Assim como você, cresci numa família extremamente machista, racista, extrema-direita e perpetuadora de todos os preconceitos que existem na sociedade. Assim como vc, estou dentro do padrão de beleza e sempre gostei de estudar. Mas, diferente de você, aos 17 anos, descobri que eu era lésbica. Então quando fui prestar o vestibular, não foi tão difícil decidir prestar as universidades federais mais distantes da casa dos meus pais. Passei em uma também a 700 km de distância e fui fazer, mesmo embaixo de todo fogo cruzado que você possa imaginar. E não me arrependo. Com o passar do tempo, eles foram se acostumando com a idéia. E eu amadureci muito por ter cortado as amarras e ter ido viver minha vida longe deles. Hoje eles me respeitam um pouco mais do que antes. Mas ainda assim mantenho um contato bem limitado com eles, porque não suporto que eles tentem sufocar e inibir quem eu sou.
Então é isso. Cada um sabe o que é melhor para sim, mas acho mesmo que você deveria sair de casa e ir fazer a melhor universidade PARA VOCÊ.

Ginger disse...

Sofia!

eu sei exatamente como vc se sente! aff!! igualsinha, nossa, eu vivo numa família hiper de direita, mega racista/homofóbica e tals, e os meus pais acham que podem traçar um plano na minha vida achando que isso é o melhor pra mim!

Mas não é! é o que eles acham que é! E isso tem muita diferença, tipo, eles querem que eu siga na área de exatas e tals ou até biológicas mas eu não tenho lá muito talento pra isso =/

Eu acho que vou seguir na área de humanas e vou ter que brigar com os meus pais pra isso!!!

Acho não, certeza....

E tipo, tenho conversado muito com amigas que fiz aqui no blog da Lola e todas elas me aconselham a mesma coisa, fazer uma facul longe, e criar a minha independencia sabe? E vou lutar pra isso, pq aqui em casa eu sofro muito com as opniões da minha mãe sobre "vagabundos" ou tipos de "mulheres corretas", pra ela eu NUNCA vou ser uma mulher 100% correta, eu tenho um "gênio ruim", não sei "usar" minha beleza, (é, estou nos padrões tb, - nem tanto) mas a minha mãe crê msm que função de mulher é ser peça decorativa e troféu!!!

Jamais, de morte, que vou aceitar que só temos valor se um homem achar isso!!!

aff, não aceito!!!

Sofia, continue lutando! A gente é muito foda, acredite.

Kinna

Vc é eu no futuro? nossa, eu tb tenho 17 (vou fazer 18 já já) e eu me descobri lésbica tb!!! aff muito igual nossa história.

Poxa, pra mim tá sendo barra, =/ minha mãe odeia gay e quando ela me descobrir eu tô perdida... =/

Mas eu vou estudar muito e fazer a minha vida longe deles e vou mostrar que mereço respeito.

Ah se vou!

:)

Giulia disse...

Olha, Sofia, a gente não escolhe os nossos pais. Você é uma menina inteligente e bonita com um pai machista. Eu sou lésbica, e minha mãe é homofóbica. E agora, eu resovi parar de sofrer, parar de me lamentar. Mudei de cidade, mudei de ares. E quando converso com minha mãe eu simplesmente abstraio todo bobagem conservadora e heteronormativa e fi co tranquila, faço piadas e evito conflitos. É a minha mãe e eu tenho que amar ela, né? Pais a gente não escolhe. Mas círculo social e namorad@s sim. Acho que você vai se sentir bem melhor saindo dessa prisão, vai encontrar gente legal que vai gostar de você pelo que você é e um cara não machista que te ama pela sua inteligência.
Agora por favor, não desperdice o seu talento, e não deixe eles te manipularem. Faça o que você quer fazer e abstraia as chantagens emocionais. Acredite, eles vão superar, e você também, rs.

Carol M disse...

Sofia, muita força. Não caia nessas chantagens emocionais. Vá estudar oque vc gosta. Aproveite e se livre dessas amarras que só estão atrasando sua vida.
Vc consegue, é inteligente e capaz. Não deixe ng te convencer do contrário.

Paula disse...

Sofia, acho que estudamos na mesma universidade (Unifesp Guarulhos). Também entrei esse ano, para estudar Letras, e também estou angustiada com a situação da faculdade. Ao contrário de você, sempre tive pais que me apoiaram em tudo, principalmente quando o assunto eram os estudos, e nunca fui notável pela beleza, o que, de certa forma, é um alívio pra mim. Mas o que eu realmente queria dizer é uma coisa que minha própria mãe me explicou: nem sempre o amor vem de forma sadia, nem mesmo por parte dos nossos pais. E quando o amor que deveria ser bom se torna mau, opressivo, é hora de abandoná-lo, por mais doloroso que seja. :-/

Alice disse...

Meninas de greve, não fiquem angustiadas. Quando eu era aluna da Unicamp, peguei greve de mais de dois meses. Não tivemos férias, encerramos o semestre em janeiro do ano seguinte. As greves são necessárias, pois sem elas o governo não se move. Quase todas as federais do Brasil estão em greve (isso é grave e a TV não mostra): funcionários e professores pedem aumento de salário, alunos pedem melhores condições de estudo. Se quiserem um conselho: alinhem-se ao movimento estudantil (se ele é muitas vezes mau estrategista, ao menos está do lado certo).

EneidaMelo disse...

Bom, eu tive e tenho praticamente o problema inverso.

Não estou no padrão de beleza (sou comumzinha, e agora estou gorda). Mas era considerada muito inteligente na infância (aprendi a ler sozinha com 4 anos). Minha mãe supervalorizava isso, vivia dizendo como eu e minha irmã éramos inteligentes. Resultado? Nunca me esforcei nos estudos, nota 7 sem estudar tava bom. Há pouco tempo li uma pesquisa que relaciona essa história de ficar dizendo o tempo todo pras crianças que elas são inteligentes, com elas não se esforçarem (a gente fica querendo as coisas de graça).

Enfim, mesmo assim, hoje eu sou uma pessoa privilegiada. Tenho um bom emprego, com um bom salário, fazendo o que escolhi. Estou grávida e não vou passar por nem 1% do perrengue que minha mãe passou pra nos criar.

Mas, pra minha mãe, não tá bom. Como ela ganha o dobro do que eu, fica tentando me convencer que não posso ser feliz com o salário que ganho. Que TENHO que ganhar o mesmo que ela. Irrita, viu?

Então, como o povo aí já disse, selecione o que presta das críticas dos seus pais, e faça ouvidos moucos para o resto. Corra atrás do que você quer, se esforce, tente de novo (alguns cursos permitem transferência, mesmo entre universidades diferentes), volte atrás (não é vergonha), mude ou não suas decisões, estude à noite. Sofia, se joga! A vida é uma só, e é só sua. Só quem pode decidi-la é você.

Cristal disse...

eu ainda não consigo acreditar na existência dessas pessoas que impedem ou dificultam os estudos dos próprios filhos. é tão absurdo que simplesmente não entra na minha cabeça. não faz o menor sentido, oras!
seja perseverante, Sofia, e continue perseguindo seus objetivos. a greve da sua universidade vai acabar mais cedo ou mais tarde, e logo você poderá aproveitar tudo o que ela tem a te oferecer :)

Clarinha disse...

Quero apenas esclarecer que a Sofia NÃO precisa fazer o Enem novamente. Ela pode fazer, se quiser melhorar a nota. Se não, basta inscrever-se no Sisu novamente com o resultado do Enem passado!

Coisas da Maria disse...

Sofia, nao desista do seu curso universitário. Eu vejo jovens garotas aqui em SP, pobres, mas, que tem ao seu redor muitas oportunidades de estudos e nao se esforçam. Apesar de seus pais nao te darem apoio moral e financeiro, nao desista! O ideal seria vc estudar e trabalhar. Tod@s aqui sabem o quanto eh difícil, mas ate hoje ninguem morreu por isso. Sou filha de uma mulher, mãe solteira no inicio dos anos 80. Ela estudou apesar da mãe achar que ela estava perdendo tempo ao trabalhar e estudar ao mesmo tempo. Vc nao pode desistir, seu futuro e sua liberdade dependem disso!

Kinna disse...

Oi, Ginger. Hahaha, nossas histórias são parecidas mesmo. Hoje eu tenho 27 anos, moro só a 90 km da casa dos meus pais, tô progredindo..rs.
Mas ainda assim é muito difícil ficar mais do que um final-de-semana na casa deles, eu não consigo. Porque eles não respeitam minha profissão (psicóloga), não respeitam meu namoro (minha mãe fala que eu preciso casar com homem na frente da namorada) e não respeitam meu posicionamento político de esquerda (falam que eu deveria ser ambiciosa e parar com esse negocio de pensar em distribuição de renda).

Enfim, eu fui me construindo sozinha ao longo do tempo. E esses anos longe deles foram cruciais pra eu ser quem eu sou hoje e fugir do modelo que eu já conhecia.

Calíope Corcovia disse...

"Sofia"? Me encanta imaginar que essa personagem venha a se chamar "Sabedoria", é lindo! Mas é a única beleza da história [além, é claro, da beleza da personagem].
Me identifico em partes com Sofia, também me encaixo nos padrões de beleza (com menos seios e bunda, mas me encaixo)e gosto muito de ler, aprendo rápido e sou curiosa.. A diferença é que Fortuna foi mais generosa comigo: meus pais reconhecem a inteligência, valorizam. Também não é pra menos, meu pai mora em uma casa com mais quatro mulheres (sim, somos três irmãs), seria muita avacalhação de Deus dar ao meu pai pensamentos machistas!

O meu ponto é o seguinte: eu nunca cheguei a quase ser estuprada, tampouco vivi o machismo dentro de casa (exceto uma vez que fiquei duas semanas sem falar com meu pai por ele defender uma posição machista) e ainda assim os comentários dos insanos amigos dos meus pais do gênero "Ela não precisa estudar, vai ser modelo!" "Êh Amauryzão, hein? Tirou a sorte grande! Nem vai precisar estudar a menina, essa aí vai ganhar milhões na passarela!" "Que linda ela é! Essa é pra casar com meu filho! Olha, partidão, hein? Vai ser doutor!!", esses comentários sempre insultaram minha inteligência e ofenderam a minha moral, além de jogarem no lixo todo o respeito com que eu merecia ser tratada na condição de ser humano vivente.
Sempre fui uma criança arisca às mães, eu tinha muitos amigos moleques e as mães queriam ser chamadas de sogras, mas eu fugia ao primeiro som da palavra "namoradinho" e ia chamar meu amigo pra apostar uma corrida ou subir numa árvore e ver quem chega mais alto. Se eu já me irritei e sofri muito com isso tudo, imagino como é imenso o pesar da amiga Sofia.

Sofia, ao menos nossos filhos não serão praticantes desse mal, e assim vamos construindo o futuro. Hope neve dies ;)

Felipe Short disse...

Sofia,
é uma pena isso tudo, mas sei que vc vai conseguir tirar o melhor disso. Assista ao filme YENTL. É um filme dos anos 80 que gosto muito e senti que tem mto a ver com vc. Fala de uma garota judia(acho que no fim do século 19) que, para conseguir seu intuito de estudar, tem de se disfarçar de homem.
Força pra você. Vai ficar td bem. Vc vai ver.
Bjos

Anônimo disse...

Oi lola faz um tempo que leio o seu blog... e vc é uma das pessoas cujas opiniões mais se aproximam das minhas! eu sou grande fan seu mesmo! mas quanto a Sofia eu fiquei com muita dó... afinal ela é muito inteligente mesmo! só vendo o tanho da biblioteca dela já da pra saber! Eu quero que saiba que eu admiro muito essas pessoas como Sofia... tenho alguns conselhos pra ela, afinal tenho uma amiga que passou por uma coisa assim! e eu ajudei ela há se salvar!

1 fassa a faculdade de filosofia e depois a de história, sabia inclusive que matérias em comum vc será dispensada ?
2 nunca desista de seus sonhos! afinal eles são a razão da nossa existência!
3 beleza não existe! ela apenas varia de olho pra olho! Sofia belo é oque está dentro de vc! não deixe ninguem oprimir vc! se alguem estiver te olhando ou tratando de forma que vc não goste fale! o silêncio só machuca!
4 Perdoe *s invejos*s, afinal el*s não são assim por que querem! eles são assim pelo mesmo motivo que subestimão vc! a mídia não quer ninguém feliz e só...tenho uma teoria para explicar por que isso acontesse...

aqui a teoria! a mídia cria um padrão quase inatingível e fala que aquilo que é a única forma de beleza é esse padrão.... e como se já não fosse o suficiente eles inventam o famoso,todo mundo que tem beleza é burro,sabem pra que isso? e simples assim a pessoa bela sofre preconceito e desiste de estudar(muit*s) assim indo trabalhar para mídia e as pessoas que não estão nesse padrão so chamadas de feios e assim gastam milhões com cirurgias plásticas e tinta de cabelo... gerando mais dinheiro ainda para a mídia,ao custo de muito sofrimento como o seu sofia!

tenho uma amiga que passou pelo mesmo problema que vc! só que ela ainda era mais dentro do padrão! era como vc só que loira dos olhos azuis e cabelo liso... ela era assediada por todos! ela não gostava de ficar perto de homems! eis que um belo dia eu estava com um livro de física na mão (o universo em uma casca de nós) e ela meio que estava prestando muita atenção no livro... ai eu perguntei se depois que eu terminasse de ler ela não o queria emprestado... ela meio que achou que eu ia emprestar e depois cobrar algo dela.... ai ela negou e agradeceu e foi embora... depois nos reencontramos e eu tava com uma revista cientific american na mão, quase acabando de ler... e ela lá olhando a revista... ai eu perguntei se ela queria ler depois que eu terminasse... ai ela fez uma cara do tipo"eu quero muito,mas tem algo que me empede! " ai eu respeitei a vontade dela e sai do lugar... e vi um povo assediado ela de longe, e fui ver... o povo falava que toda loira é burra, passava a mão nos seios e nadegas dela... ai eu vim e falei pra eles pararem, que ela é uma pessoa,que tem direitos e sonhos e que isso que faz as pessoas... eu fiz os caras sairem e conversei com ela que estranhou eu olha-la nos olhos, afinal ela disse que todos os homems que ela conhece olhavam só pros seios dela... ai eu chamei eles de lixo e nos tornamos amigos! conversando desde astrofísica até anime/manga ! hoje somos amigos a 3 anos ! Sofia se reerga e siga sua vida! afinal beleza é uma mentira! e não fassa plástica se não vc estará pagando a esse sistema opressor!

Ass Arthur nerd e fan da lola