quarta-feira, 25 de abril de 2012

GUEST POST: SUPEREI UM CASAMENTO MACHISTA

Uma leitora muito querida, que vou identificar apenas como C., me enviou este relato.

Sou fã de carteirinha do seu blog. Sou professora e muitas vezes recomendo a leitura de seus posts nas minhas aulas. Vários deles já foram marcados no facebook e fico super feliz quando entro no face e vejo que uma aluna minha marcou uma publicação tua. Isso porque eu trabalho em um pré comunitário e muitas das minhas alunas são criadas em culturas machistas e repressoras. Quando elas repassam pras outras as suas publicações é como se você estivesse quebrando os tijolos daqueles muros de verdades absolutas no qual elas cresceram. Obrigada pela tua ajuda.
Venho de uma família de classe média. Sempre me considerei uma pessoa bem resolvida, de mente aberta e crítica. Ou seja, tinha crenças totalmente ilusórias ao meu respeito. Vivia no doce mundo das fadas.
Comecei a namorar aos 20 anos de idade, e namorei por 8 anos. Meu namoro era uma coisa meio indefinida, só nós encontrávamos aos fins de semana, geralmente para fazermos programas que meu namorado escolhia. Eu tinha uma postura muito passiva em relação a esse relacionamento e nas poucas vezes que colocava minhas vontades na frente dele eu encontrava um muro, uma negação ou uma postura infantil de cara amarrada e "vou fazer mas estou contrariado". Eu me submeti a isso, me submeti porque achava que precisava dele, que não era bonita, que ninguém iria olhar pra mim, que sem ele eu ficaria sozinha.
Como cheguei a isso? Hoje, depois de muita terapia sei que foi tudo construído ao longo da minha adolescência, onde eu era considerada a menina esquisita da escola: muito pálida, cabelo preto que geralmente escondia meu rosto, e livros, muitos livros. Eu era tímida e tinha os livros como amigos fiéis. Meus apelidos carinhosos eram "bruxa" ou "sapatona". Dentro de um grupo burguês de classe média eu era considerada totalmente fora dos padrões estabelecidos. Nem preciso dizer que demorei até os 16 anos pra beijar na boca. Minhas inseguranças eram enormes.
Na faculdade elas melhoraram um pouco, comecei a sair mais, a ficar com outros caras e a me sentir melhor comigo mesma. Porém, ao contrário das minhas colegas, eu não tinha um namorado. Elas, como boas moças de classe média, tinham seus namoradinhos de escola, e eu ainda era virgem aos 20 anos. Um absurdo e uma esquisitice. Então, quando conheci meu namorado e ele se mostrou apaixonado, eu fiquei encantada, apaixonada, de olhinhos brilhantes: eu era alguém!
Engraçado como a vida nos prega peças e nos tornamos os prisioneiros da caverna de Platão, vivemos vendo as sombras e acreditamos que elas são reais. Eu era infeliz mas acreditava que a vida era assim mesmo e, apesar de ser consciente, de trabalhar desde os 18 anos, eu via mas não enxergava.
Durante esses oito anos meu namorado terminou duas vezes comigo. As duas foram por telefone, e depois eu soube que ele terminou porque estava me traindo. Eu voltei pra ele as duas vezes.
O problema é que eu era a menina perfeita pra casar, de boa família, trabalhadora e tinha acabado de passar no mestrado aos 21 anos de idade. Na cabeça machista dele eu era a mulherzinha perfeita, aquela que ele iria enrolar mas que sempre seria dele. E eu fui, por 9 anos eu fui isso, aceitei tudo, mesmo sabendo das traições e mesmo sendo infeliz eu voltei com ele e menti, menti pra mim mesma e disse que era feliz.
Eu era uma pessoa com duas vidas, no campo profissional era uma mulher segura, alegre e "bem resolvida", e no campo afetivo eu era uma "mulherzinha".
Apesar de tudo eu casei (importante dizer que minha família foi contra e que eles enxergavam o que eu não queria ver) e tentei. Durante quase dois anos fiz tudo pro casamento dar certo. Minha infelicidade era uma coisa apertada no meu peito, algo que eu não conseguia definir. Admitir que meu casamento não me fazia feliz era admitir um grande fracasso como mulher: afinal, eu ia fazer 30 anos, eu tinha que começar a pensar em filhos e não ficar chorando pelos cantos e sendo uma chata de galochas.
Engordei. Fiz dieta. O problema é que à medida que eu perdia peso eu comecei a ter dores, dores nos ombros, no pescoço, enxaquecas. Eu vivia com dor. Fui ao médico e me viraram do avesso, nem preciso falar que não encontraram nada, afinal meu problema não era físico. Meu pai, que é médico, já tinha sacado o que eu não queria admitir: meu problema era depressão. Ele me levou a um colega e eu comecei a tomar antidepressivos. Me senti horrível, sempre fui agitada e brincalhona, e o remédio me deixava sonolenta. Era uma cópia sem graça de mim mesma.
Meu marido achava que eu estava ficando maluca, era o que ele falava pras pessoas. Um dia consegui tomar coragem para falar pra ele que eu era infeliz, falar tudo que estava sentindo. Ele se mostrou compreensivo, e no dia seguinte ligou pro meu pai. A pergunta que ele fez é se o remédio tinha mudado meu comportamento, se eu tinha virado outra pessoa. Meu pai, morrendo de raiva, respondeu que o remédio só tinha me dado forças pra falar o que sentia. Os dois nunca mais se falaram, meu marido passou a criticar muito meu pai. O nome dele era proibido lá em casa, assim como o da minha mãe. Pra estar casada eu tinha que ter uma vida dividida em que minha família e meu marido não combinavam.
Pouco depois saí de casa e voltei pros meus pais. Passei um fim de semana chorando sem parar. Minha mãe, em desespero, conseguiu o telefone de uma terapeuta e marcou uma consulta: foi a melhor coisa que eu fiz.
Voltei pra casa pra terminar direito aquele casamento, eu devia isso pra mim. Saber que não tinha mais volta.
Depois de encerrado o casamento, saí de casa e voltei pra casa dos meus pais. Voltei me sentindo livre, voltei jogando fora a cartela e remédios e com a certeza de que não preciso mais, voltei conhecendo a mim mesma, voltei sabendo que sou capaz de muitas coisas e que sou dona da minha vida. Voltei a ser feliz.
Nem preciso dizer que meu ex não entendeu nada, que me chama de maluca, frígida, diz que eu tinha um amante etc. Muitas pessoas acreditam nele, muitos "amigos" me julgam e concordam com ele. Aparentemente eu estou bem demais e feliz demais. Sei que pra essas pessoas eu sou um mau exemplo, pois admiti que não quero ser infeliz casada (como tantas pessoas fazem) e que sou dona da minha felicidade. Pra essas pessoas eu desisti fácil.
Lola, escrevo isso porque sei que muitas mulheres vivem o que eu vivi e não têm a sorte que eu tive: de contar com uma família maravilhosa que me apoiou muito. Escrevo isso porque olho pra minha história e penso que ela poderia ter sido escrita por uma mulher da década de 1950, 60 ou 70, mas que foi escrita por mim, uma mulher independente e crítica. Uma mulher que apesar de tudo não conseguia enxergar que estava presa nas amarras de uma sociedade machista e que reproduzia conceitos que abomino.
Chego ao fim desse relato com um agradecimento pra ti, você com seus textos foi capaz de abrir meus olhos. Foi conversando sobre um post seu (o da menina estuprada numa boate) e ouvindo a opinião do meu ex-marido que eu pensei de maneira clara: que diabos estou fazendo com esse MACHISTA?

243 comentários:

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Anônimo disse...

Querida C. também vou permanecer anônima.
Parece que estou lendo a minha estória.. Tudo igual, nerdinha que na adolescência não namorava ninguém, me soltei mas na faculdade e arrumei um namorado que não era grandes coisas mas parecia que gostava de mim e eu achava que não merecia (ou não conseguiria) mais do que aquilo. O cara era um machista, egoísta que só pensava nele, eu era infeliz, mas insegura. No trabalho, toda forte, em casa, uma boba. Igual ao que vc contou. Não cheguei a casar, mas essa história durou anos. No fim, igual a você eu fiquei deprimida e lutei muito para ter coragem de sair.
Mas minha história tem um outro capítulo, que eu quero te contar para te animar: pouco tempo depois que eu acabei com o primeiro, conheci meu marido. Um homem nada machista, carinhoso, inteligente, companheiro até debaixo d'água, que me enche de amor e carinho.
Caras legais e de boa cabeça existem... Você merece encontrar alguém que te queira bem, que te apoie e faça você crescer.
Parabéns pela coragem de terminar o casamento, tenha certeza que novas coisas boas virão.

Ginger disse...

Nossa! que historia! o.O

C vc teve muita coragem! Parabens!! é o que eu posso dizer pra vc!!!

Eu tenho uma amiga que é nova, tem minha idade e ela sobre muito de baixa estima mesmo de verdade, pq lá na escola onde eu estudo, se vc é virgem e não namora, vc é looser, sobre zoação na escola, as meninas (engraçado que só as meninas são cobradas) ficam preocupadas em não ter um namorado pra sair e dizer que transou com eles, para não serem excluidas, as pessoas fazem de tudo pra vc se sentir "esquisita" e "estranha". =/

Então, essa minha amiga, agora ela está nessa vibe, arrumou um cara que trata ela muito mal, trai ela, zoa ela, ele mandou - MANDOU - ela pintar o cabelo de loiro!!! Ela faz tudo que ele quer mas ele é um ingrato safado! Mas ela só está com ele pra não ser zoada, mas ela pensa que está apaixonada de verdade.

Eu fico muito triste =/ eu acho que ela até bate nela (pq ela nunca foi de andar de blusa de manga cumprida, moleton principalmente, e agora direto na escola aparece assim).

=/ muito foda

Jor disse...

É dolorosa a submissão aos desejos dos outros e sem dúvida isso faz de nós fantoches em mão alheias. Com C, foi o marido e com muitas de nós é a família... não que minha família seja um monstro aterrorizante, mas ela fez de mim alguém insegura, imatura, dependente e reprimida. Eu sei que isso parece fazer deles carrascos, mas a submissão foi aceita por mim. Apesar de negarem o tempo todo, meus pais deixaram claro que aqui em casa com mulher é diferente. Tenho um irmão 4 anos mais novo e que não precisou/precisa passar por nada do que passei/passo. Mais leveza, mais cuidado, mais relaxamento... isso ele sempre recebeu deles. A menina boazinha, comportada, que TEVE a obrigação de estudar e que tem de se submeter a um trabalho que não a agrada tanto, pois esse é o que se espera de uma mulher de família. Ao contrário de C. tenho um relacionamento que me encoraja. Dele recebo incentivo pra deixar tudo pra lá e partir em busca do que realmente me fará feliz e sempre com a promessa de "eu vou com você". Reaja, lute, brigue pelo que você quer, acredite em seu potencial, cresça, busque são alguns dos encorajamentos ouvidos por mim. Volto a dizer que não tiro o valor da educação que os meus pais me proporcionaram, mas ao mesmo tempo sei que a educação machista que minha mãe - acreditem, aqui em casa a machista é minha mãe - me deu fez de mim um alguém que não sabe ao certo que alguém é.

Já sou fã de seu blog Lola e espero continuar crescendo por aqui, também.

P.s.: Estive com você em Jacobina da noite de segunda. Como prometi, farei parte dos que comentam. Sua comunicação me deixou encantada, acredito que seguirei por essa linha de pesquisa na pós-graduação.
Abraço!

Daniel disse...

Para a autora:

Espero que um dia, se for sua vontade, você consiga um companheiro de verdade e que te faça feliz.

Ginger,

"se vc é virgem e não namora, vc é looser, sobre zoação na escola, as meninas (engraçado que só as meninas são cobradas) "

curioso...

No meu tempo o menino era perseguido por ser virgem e a menina por não ser. Talvez essa seja uma peculiaridade da sua região, escola, ou esteja vendo tudo de uma perspectiva estritamente feminina, o que é compreensível.

:)

aiaiai disse...

ótimo texto, C. Só acho que TODAS as mulheres são passíveis de cair neste tipo de armadilha. Eu sempre fui solta, fiz o que quis desde a adolescência, nunca fui tímida, comecei a namorar com 13 anos, etc...tudo o oposto de você. E, sim, já cai em armadilha de namorado machista. Eu não casei com o cara, mas pensei em casar...eu, que nunca precisei de ninguém, achei mesmo que precisava dele...

Se pra gente é difícil não cair na armadilha, imagine para a maioria das mulheres que cresce cercada pelo machismo sem se dar conta dele?

Parabéns pela atitude!

Anônimo disse...

É minha história também! Quantas de nós temos que viver isso? que horrível. Eu não casei, mas a minha história durou 6 anos; foi ele quem terminou, depois quis voltar. Eu não voltei, ele passou mais uns 5 anos me procurando. Tive medo, muito. Hoje eu olho para o meu companheiro, vejo que ele é inteligente, honesto, sensível e talvez mais feminista do que eu, tem ideias mais claras sobre opressão, me sinto tão livre ao lado dele e penso que sim, eu mereço o amor dele. Eu recuperei a auto-estima antes de conhece-lo e acho que por isso mesmo eu tive a oportunidade de viver essa relação. Vejo o quanto a sua história, a minha, são comuns e provavelmente não acontecem só com as timidas.

black dahlia disse...

Com sinceridade? na moral? no prelo?
Isso tudo é bullshit.Como se os homens fossem sempre os carrascos e a mulheres sempre as vítimas;
e quanto aos índices de traições femeninas aumentando? e o número de casos de aids em mulheres aumentando dramaticamente ( 20 a 48 anos,e o foda é que não é muito divulgado...ou mesmo maquiado...), pois a mulherada está fazendo "roleta russa" ( isto é, transar sem camisinha)?
Quanto ao número de divórcios por infidelidade feminina aumentando, mas que é pedida por elas!
Sei que isso é tabu aqui no blog e quem toca nesse assunto é chamado de "mascu", mesmo sem ser masculinista, mas é sinistro ficar ouvindo apenas um lado da moeda, sabendo que a banda toca de outra forma...

Teresa Silva disse...

C. que bom que superou tudo isso e está feliz.

Sobre o que C. disse "pra essas pessoas eu desisti fácil". Me intriga ler e ouvir pessoas que lamentam o aumento do número de divórcios com a reclamação "hoje ninguém mais quer ceder". O que essa gente entende por ceder? Se anular, ser infeliz só pra manter um casamento, atender aos apelos do parceiro e às vezes das pessoas ao redor pra "dar mais uma chance"? Se vocês acham que eu estou sendo intransigente, me avisem.

Bia disse...

Lola, acompanho o seu site tem pouco tempo, mas estou gostando muito dos posts e dos comentários! Me fazem pensar sobre várias coisas... É "engraçado" perceber como cada um tem um ponto de vista sobre algum fato ou coisa, e como é difícil enxergarmos o ponto de vista do outro! Nossa, como é difícil!! Estou começando minha vida a dois agora, estou morando com meu companheiro tem pouco tempo, mas já estamos dentro de um processo que não fomos nós que escolhemos, mas vivemos nele... É impressionante como a "pressão" da sociedade nos influencia de inúmeras formas! O post de hj me fez pensar sobre isso... O que cada um é capaz de fazer (ou não fazer) por conceitos já predominantes na nossa sociedade... Espero refletir mais a respeito das coisas e contribuir para "construir" uma sociedade nova, pois acredito que estamos precisando...

Carlo disse...

Pela história eu entendo que não foi culpa do sistema. Afinal pareceu que os pais dela era pessoas bastante consciente e tentaram ajudá-la.

O que essa história mostra na verdade é como as mulheres procuram homens que não dão valor pra elas, os típicos cafajestes.

Ela quis continuar com esse cara "machista" (entre aspas porque ele não era machista, afinal ele não impedia você de trabalhar ou coisas do tipo) mesmo com diversas pessoas falando pra não fazer isso, mesmo sabendo que era traída.

E isso porque só sabemos um lado da história, que no formato apresentado é o modo padrão da mulher se livrar das responsabilidades pessoais e colocar a culpa no que a cerca.

Pelo menos a história serve pra ver se as mulheres acordam.

Allana disse...

Ok, o cara era um idiota machista horrivel. Mas peralá! TODO MUNDO dos circulos dela avisou a autora que ela estava errando e tentaram convence-la a mudar a situação, e ela insistia ainda assim. E a culpa é só do marido?

Anônimo disse...

Vou me manter anônima, mas confesso que o que eu li aqui, foi basicamente uma parte da minha história também.
Sou nova. Comecei a graduação há um ano. E vivo uma namoro assim quase dois anos.. e eu me sinto infeliz. Infeliz, sem saudade do namorado, sem vontade de nada com ele.. me emocionei com a sua história, C! E tô até agora me perguntando o que é que eu ainda estou fazendo com ele.. depois de ler sua história então, me pergunto mais ainda.


Incrível né, como somos também vítimas de coisas que abominamos, dos relacionamentos machistas, das pessoas com sentimento de posse. É difícil..

Eva disse...

Eu chorei com a sua história, C. Parabéns por ter se tornado dona de si.

Anônimo disse...

Acho esse tipo de história um tanto romanesca. A passagem da infelicidade para a felicidade, da prisão para a liberdade, parece florida demais pra me tocar. Vale a pena complexificar mais essa narrativa.

E, mais uma vez, como costuma acontecer nos comentários e em guest posts, uma mulher responsabiliza um homem que não era feminista, que não era sensível, que não era legal, pela sua infelicidade. É, convenhamos, um argumento dos mais machistas.

É fácil dizer que a culpa é do outro, mas a coisa mais madura e sensata é compreender a relação social em jogo, ao invés de moralizar o problema criando mocinhos e vilões.

Livrar a nossa cara, a nossa responsabilidade nas relações que construímos é voltar sempre à velha passividade e covardia. (Isabel)

Ta-chan disse...

Empatia e interpretação de texto fazem falta nessa caixa de coments.
Ninguem nem a C disse que a culpa do relacionamento ruim era unica e exclusivamente do marido.Fora o fato dele ser um lixo ela não tinha autoestima.

Anônimo disse...

Sei como a autora do texto se sente.
Minha ex-mulher também me fazia infeliz. Ela tinha casos com outros homens, me tratava mal, meus pais me avisavam tentavam me ajudar mas eu não acreditava.
Ela odiava minha mãe e vivia gerando intrigas entre minha família e eu.
Me proibia de ver meus amigos, quando eu ia jogar bola ela fazia escândalos, quebrava as coisas em casa, já chegou até a me agredir com tapas inclusive no rosto e arranhões.
Eu tinha muita vergonha disso.
Mas tive coragem de voltar pra casa dos meus pais.
Recentemente solicitei um teste de DNA para o menino, estou torcendo para que ele realmente seja meu filho.
Seja como for quero ser feliz.

Anônimo disse...

Não sei se a culpa era só do marido. Nem sei se alguém tem culpa. A questão que eu enxerguei é outra e acho que está claro demais no texto da C. A gente não gosta de homens machistas, a gente não acredita que um relacionamento infeliz vale a pena, a gente quer liberdade, mas mesmo assim, as vezes nos amarramos a relacionamentos destrutivos, infelizes, ao lado de pessoas que não nos respeitam. Ninguém nos obriga, existe o divórcio, mas lá no fundo, achamos que merecemos a infelicidade, que aquele homem que gosta só um pouco de nós, que respeita só um pouco, que é machista, é o máximo que vamos conseguir, que não podemos seguir sozinhas. A família dela é bacana, mas ela não vivia só dentro da casa da mãe. Há um mundo todo lá fora que é machista. Um mundo todo que nos faz sentir inadequadas.

Carolina Paiva disse...

Engraçado que a palavra "empatia" não existe no dicionário de certas pessoas, né?
É uma mulher desabafando sobre sua vida? Lá vem gente criticando, julgando, ironizando, duvidando, etc.
Agora, quando é desabafo de homem (geralmente falando da mulher que fez mal a ele), ai é certo, aí todo mundo chama a mulher de vadia, vagabunda, piranha e o escambau. Aí, esse discurso de "vamos ver o outro lado" some num passe de mágica.

Anônimo disse...

Carolina, bom ponto. Empatizar não deve vir ao preço de incentivar narrativas pobres, dualistas, vilão-mocinho(a). Empatizo muito mais com a autora do post ao deixar claro o que penso e confiar no poder dela de resistir, criticar e reverter minha crítica. Ao reinscrever C. no papel da coitada que precisa de "empatia", você continua fazendo o jogo de relação patriarcal, que fragiliza a mulher e potencializa o homem. Desculpe, eu estou fora dessa. (Isabel)

Lord Anderson disse...

Com sinceridade? na moral? no prelo?

Da um tedio dos comentarios do black dahlia

todos os ultimos post foram para reclamar de tudo oq é postado aqui.

da pra se perguntar pra que visita o blog afinal.

e a autora não estava jogando a culpa nos homens, estava contando a historia da sua vida, do qual elasó pode contar o lado dela.

mas não tem que criticar as mulheres, falar do indice de divorcio (como se isso fosse alguma praga), empatia zero.

Clarissa disse...

Gente sério, apesar de parecer estranho pra alguns, esse NÃO é um blog de mulheres vs. homens. A loga não está mais na quarta série e a maioria dos visitantes aqui são adultos, pelo menos na carteira de identidade.

Me corrijam se eu estiver errada, mas esse é um blog de mulheres para mulheres. Homens são bem vindos, claro, mas são as mulheres o foco. Todo mundo tá sabendo que existe mulher escrota, mulher machista, mulher que trai, mulher que bate. Ta todo mundo aqui ciente de que os homens também sofrem com o machismo, de que os homens também tem código de vestimenta para o trabalho, que eles também se anulam as vezes por causa de um relacionamento abusivo.

Mas, alô! Esse não é o foco, me desculpa ai, mas se você quer um blog pra contar as histórias tristes que o machismo provocou na vida dos homens, eu super apoio, eu super vou ler, mas você vai ter que criar um, porque claramente não é esse aqui. Ter um blog que foca nas mulheres te incomoda muito? Porque mesmo?

Carolina Paiva disse...

isabel

Oi? Empatia não tem nada a ver com maniqueísmo, tem a ver com "se colocar no lugar do outro". Sabe? Sem fazer pouco caso do seu desabafo.
Não dizer que "achei essa história assim assado", ter uma coisa chamada tato.
Discutir, questionar é uma coisa; fazer pouco caso e duvidar é outra.

Primeiro: não, não fico colocando a C. em posto de coitadinha e seu ex como vilão, assim como não tomo o desabafo de ninguém como verdade absoluta dos fatos.
O que está sendo discutido aqui é a posição da mulher nos relacionamentos, e esse é um exemplo para reflexão e autocrítica (e acho que você perdeu o foco do post nesse ponto, ao não perceber que C. se responsabiliza sim).
O que podemos tirar de proveito nesse post é reflexão: será que eu saberia me impor em uma situação dessas? Como eu agiria? Por que essa submissão ocorre?
Percebe? O foco são as mulheres, as atitudes que podemos tomar frente a uma situação de insegurança e dúvida.
Ninguém está aqui para xingar/linchar o ex-marido da C, que pode muito bem nem fazer ideia do que fez.
É muito mais complexo do que "mocinho e bandido". Na vida real, todo mundo age por um motivo, por uma convicção que acredita ser a correta, não por ser "malvadinho".
Ah, e também estou fora de fragilizar a mulher e potencializar o homem. Presta atenção da próxima vez.

Clarissa disse...

*errata: Lola (linda!), não loga, como eu escrevi no comentário acima.

Lord Anderson falou tudo. Eu to me dividindo em sono com esses comentários e vontade de pedir pra adicionar ele no msn e tirar as suas dúvidas tão básicas.

O black dália não me parece um troll, ele só me passa a impressão de nunca ter entrado em contato com o feminismo mesmo, e essas ideias são realmente chocantes. A gente realmente se sente ofendido quando apontam um preconceito nosso bem descarado e que a gente talvez até tivesse uma pontinha de orgulho.

Eu acho que com a leitura desse blog eu mudei horrores, mas tudo sempre começa com essa dúvida: porque elas tão me atacando! Eu sou legal! Eu também sofro horrores!

E ninguém ta duvidando disso, colega. Todos nós sofremos muito mesmo, homens e mulheres... aqui nós lutamos contra o sofrimento provocado pelo machismo, ele te faz sofrer também, pode ter certeza. Eu, como feminista, também luto contra o sofrimento provocado pelo machismo nos homens, embora esse não seja o meu objetivo na maioria das vezes.

Volte sempre aqui, leia e questione. É válido. Mas, eu sei que conselho é péssimo, mas, bem, ai vai um: tente sempre questionar você também...

Ariadne Melo disse...

C.,

Tive uma história muito parecida com a sua, mas durou apenas dois anos e eu não cheguei a casar.

Se serve de consolo essa história me ensinou como identificar e escapar dessas ciladas.

Hoje eu estou com uma pessoa que me respeita muito como pessoa. Logo logo você também acha a sua. ;)

Abs

Anônimo disse...

De quem foi o erro? Da C., claro. Do mesmo jeito que foi meu. O cara era uma furada, dava para ver, mas a insegurança, a carência, a baixa-estima nos levaram a cometer o erro de entrar e permanecer num relacionamento com ele. Entendo que a C. está contando a história desse erro na vida, como ela percebe que caiu nesse e como ela conseguiu crescer, se fortalecer e buscar algo melhor para si.
Todo mundo pode cometer esses erros, homens e mulheres. Talvez seja mais comum com mulheres devido a algumas expressões específicas que a mulher sofre. Fico contente quando alguém diz, estou vivendo isso, esse seu relato tá me pondo para pensar sobre a minha situação. Espero que algumas pessoas possam tirar força da história da C. e de outro anônimos para serem mais felizes.

Lily disse...

Lola, por favor, leia esse ABSURDO que esse machista defecou pelos dedos, sobre como a mulher é a responsável por todas as coisas ruins no mundo e na televisão.
http://www.boxdeseries.com.br/site/mulher-01-castigo-eterno/

Gostaria muito que vc escrevesse um post sobre isso.

Abraços!

Lord Anderson disse...

"Ter um blog que foca nas mulheres te incomoda muito? Porque mesmo?"

Perfeita Clarissa, tem gente que não pode ver um assunto em que o destaque seja mulheres (mesmo que seja em casos desagradaveis) que ja vem gritar pra ver o lado deles. ou dizer que tem coisa mais importante a ser tratada (sempre tem quando o assunto é feminismo)

parece a turma que quer igular machismo e feminismo.

isso cansa a beça.

Beth disse...

Positivamente o problema da guestposter era ela mesma. O relacionamento até bem normal entrou como fonte de mais um sintoma. Voltar para a casa dos pais para ser feliz novamente é outro sintoma, por sinal.

Anônimo disse...

Carolina, sua resposta foi irritada e melodramática, mas não foi uma resposta. Primeiro, você tentou explicar o que é empatia, o que até meu gato sabe. Segundo, você tentou mostrar que não vitimizou as mulheres nem deu potência total aos homens e fez isso vitimizando a autora e potencializando o homem. Ou seja, chegamos a um ponto em que não há mais como discutir seriamente, pois caímos numa tautologia em que você diz não fazer o que faz e me acusa de fazer o que não faço, chegando até mesmo a produzir "argumentos" do tipo: "preste mais atenção". Com um debate nesse nível, fica difícil.

Lord Anderson disse...

Black aproveita a mesma dica e pula os posts ou o blog ao inves de ficar reclamando :)

black dahlia disse...

Pô Lord, eu não tô falando de todas as mulheres, mas de uma parcela considerável delas.O quê, agora? Não se pode constestar comportamentos?
Peguei pesado contigo, desculpe o meu comment anterior, mas não gostei do tom de seu comment direcionado a mim.

Carolina Paiva disse...

Isabel

Promover a autocrítica é fragilizar a mulher? Ter empatia é reduzir as coisas a "mocinho x bandido"?
Realmente, não dá pra discutir contigo, que, além de tudo ainda não argumenta, só afirma.

black dahlia disse...

Clarissa

Acho maneiro uma porrada de blogs de mulheres, e ainda acompanho as blogueiras feministas.Não me incomoda em nada, e acho legal um debate sobre várias questões.E o ponto não é esse,não desvie do foco.Nada na vida me intimida ou me impressiona, as pessoas são o que são e problema.
O ponto é que aqui sempre teve um viés tendencioso, colocando a mulherada sempre como vítima.Há mulheres machistas também e nunca se viu um post falando sobre elas.

Iara disse...

Depois de algumas experiencias que tive com homens parecidos ao do marido da C, posso dizer que acredito que não estamos só falando de machismo .Existe um elemento meio psicopata por parte de alguns homens .Eu namorei um que controlava tudo, não era só machista,mas me dominava psicologicamente , isso unido aos padrões que muitas tem, a sociedade que pressiona e amigos que dizem que o teu namorado não é nervoso, é voce que provoca ele demais e não sabe dar apoio, tudo isso vira uma mistura explosiva.Hoje vejo que não sofri apenas pelo machismo,mas pela psicopatia que vinha nele.

black dahlia disse...

Quero falar ainda para os comentaristas, Lord Anderson e você Clarissa, que estou aqui na melhor das intenções e não ficar aqui de babaquice tolando.É que minha escrita é meio rude mesmo, passando intensidade, e as pessoas acham que estou brigando, mas não, é apenas meu modo de me expressar.Abraço.

Anônimo disse...

Eu tb li minha estória neste post. A diferença é que comigo foi tudo muito rápido, casamento e divórcio (não, eu não estava grávida rsrs). E não culpo meu ex-marido pelo que eu passei, (apesar de ele ser um tosco machista que não é digno nem de lamber minha unha encravada). A culpa foi minha de ter me casado com ele. Eu é que não quis enxergar a verdade; paguei pra ver. Com dois meses apenas de casamento, após uma (das milhares que tivemos depois de casarmos) discussão, ele ter me dito que na Bíblia tava escrito que mulher tinha que ser submissa ao marido, e que portanto, eu tinha que obedecer a ele (juro que ele falou isso sério), eu pensei "Quem vai continuar casada com esse maluco? Não quero passar mais que 2h aqui nessa casa". Fiz minhas malas e voltei pra casa dos meus pais no mesmo dia. Mas ele ainda infernizou minha vida por 3 anos até me dar o divórcio.

Vanessa Macêdo disse...

Muitas vezes não conseguimos voltar os olhos para nós mesmas e percebemos o que somos em meio a um relacionamento, este que não é apenas a união entre um homem e uma mulher, não são apenas bons momentos juntos ou risadas em mesas de bar, o que já é muito bom, mas o relacionamento conta muito com olhar para si, para o outro e o que os dois são juntos. A mulher expõe isso muito mais, que ama, o que ele significa para ela, o que os dois são e deverão ser, e talvez muita vezes é ela que é o mote da relação, no namoro oficial, no 'bom' casamento e em dar filhos e cuidar enquanto são crianças. Porque afinal, namorar, casar e ter filhos são protagonismos femininos não é mesmo??? Para o homem existe a obrigação do suporte a família e no encaminhamento 'político' dos filhos, porque acredita-se que são os pais que constroem filhos para o mundo, eles que dão direcionamento social dos individuos e não as mulheres que estão voltadas para a cozinha, para a cama e para a casa.

Entramos em relacionamentos alimentadas pelo ideal romântico, apaixonadas, crendo algumas vezes em ser a mulher perfeita, mas também, crendo em ser companheira real de alguém em um relacionamento e voltados igualmente para a vida. E para que sejamos reais companheiras[os] não podemos apenas nos ver como futuras companheiras dentro de um namoro[ter esse desejo, essa ideia dentro de nós], precisamos saber que esta noção é compartilhada, ou seja, que somos dois, voltados para si e para o mundo. E claro, vejo que esta é uma preocupação que não deva ser apenas da mulher, que deve ser do homem também, pois todos devem saber se posicionar dentro de um relacionamento a fim de compartilhar a si mesmos e a vida.

Simone disse...

Parabéns à C. pela coragem de compartilhar sua história. Evidentemente, como alguém já ressaltou, esse é o ponto de vista dela (só faltava ela ir atrás do ex e pedir uma réplica, não é verdade?) e eu sempre acho precipitado acusar alguém que não foi ouvido. Em um relacionamento, ambos têm suas responsabilidades, mas a experiência da C., a meu ver, tem uma serventia ótima em nos fazer enxergar as situações que vivemos. Porque muitas vezes, de dentro de uma situação ruim, não conseguimos distinguir que há algo errado. Comigo foi assim. Eu vivi um casamento horrível, mas juro, juro mesmo, que eu achava que estava tudo normal e que as coisas eram assim mesmo. Quando, nas poucas vezes em que eu estranhava o que estava acontecendo, comentava com alguma amiga (porque só as mulheres conversam sobre isso), ela sempre tinha uma história para contar a respeito que só mostrava como aquilo tudo era normal. Depois que eu me separei - o motivo nada teve a ver com machismo, violência, etc e nem vou entrar no mérito de culpa - comecei a me perguntar COMO EU, adulta, esclarecida, inteligente, podia achar aquelas coisas normais???? Mas eu achava, acreditava mesmo que estava tudo bem.
A sociedade é muito machista e, a meu ver, as mulheres conseguem destilar o machismo muito mais que os homens. Não estou dizendo que os homens não são machistas, nem que a culpa do machismo é das mulheres. O que eu digo, na minha experiência de vida, é que os homens ficam mais quietos, enquanto as mulheres atacam mesmo. Quando me separei, não ouvi nada bom de ninguém, mas as muheres me criticaram muito. Diferente de C, minha família não me deu apoio algum. Minha mãe acha e repete para quem quiser ouvir que meu maridinho me abandonou porque eu não me maquiava, não arrumava o cabelo, não cuidava das coisas dele e não fazia o jantarzinho dele. Mas ela não é 100% machista, claro: ela ainda acha que eu precisava trabalhar 10 horas por dia (o que eu faço) e ser a dona de casa perfeita, senão nunca vou segurar um homem! Mas voltando aos outros, aquelas pessoas que sabem exatamente o que é bom para você. Eu ouvi muito, sempre de mulheres, que a mulher é a responsável pela manutenção do lar, que o homem precisa se sentir confortável em casa e ter seus desejos atendidos, que do jeito que eu sou eu vou pular de um relacionamento ao outro e nunca vou ficar com ninguém - o medo maior de qualquer mulher, é claro, é ter que viver sem um homem ao seu lado! Mas peraí, quem disse que eu quero um homem ao meu lado? Que eu quero fazer de tudo para que meu marido "não me deixe"? Não quero, obrigada! Sim, nossa sociedade acredita que você, mulher, não vale nada se não tiver um homem ao seu lado. E, sim, muitas "amigas" desaparecem quenado você se separa com medo de que você vá roubar o marido delas (eu fico me questionando o quanto esses casamentos são bons!). Eu conheço uma quantidade grande de pessoas que vivem um casamento de aparências, moram juntos, saem juntos de final de semana, viajam juntos e, dentro de casa, sozinhos, se odeiam! Posso começar essa lista com o casamento dos meus avôs maternos e dos meus pais. Vejam que eu já tive um exemplo ótimo de como relacionamentos devem ser. Preferi ficar sozinha e, não, não estou 100% feliz com essa situação, queria sim ter um companheiro. Mas entre o risco de arrumar outro homem que eu vá precisar segurar e ficar sozinha, preferi a segunda opção.

Anônimo disse...

Aff, Simone, onde é que assino??

Tudo o que vc escreveu é o mesmo que penso.

Anônimo disse...

Todas a s minhas amigas e primas se afastaram de mim depois que eu me separei. Pra piorar a situação, sou o tipo de mulher que todos acham atraente. Minha melhor amiga, de infância, casou e hoje quando ela resolve me ver, ela nem fala ao marido que está comigo, tamanho é o medo que ela tem de perder o marido, porque ele pode se "apaixonar" por mim, ou porque ele deve achar que não sou o exemplo de amiga adequada para a esposa dele.

black dahlia disse...

Quem quiser me mandar um email, mande para

deathmetalblackdahlia@yahoo.com.br

Não tenho twitter, msn, facebook,orkut, formspring e site de nenhuma espécie.Comunicação só por email

André disse...

Gostaria de repetir a pergunta do Daniel. Hoje as meninas também sofrem pressão para pegar todos? No meu tempo os meninos tinham que pegar todas e, paradoxalmente, as meninas tinham que ser santas.

Anônimo disse...

15:56, você não faria o mesmo?

Simone disse...

Anônimo 16:29: Eu não sou Anônimo 15:56, mas não faria o mesmo e nunca fiz. Eu penso assim: Existem 7 bilhões de pessoas no mundo, pelo menos 1/2 delas são mulheres. Se eu tiver que manter meu suposto parceiro afastado do convívio de todas elas para meu relacionamento "dar certo", não acho que exista um relacionamento aí.

Anônimo disse...

Ninguém conhece ela, ninguém conhece o marido, mas de cara tudo d ruim é culpa do marido

Anônimo disse...

hmm, essas mulheres fora do círculo de amigos e conhecidos soltas no mundo lá fora não oferecem 'perigo'. Mesmo entre casais acontecem problemas de atração pela pessoa 'errada', não é segredo p/ninguém.

16:29

Anônimo disse...

16:39:

Manué?

Sara disse...

Eu ja acho que se ela conseguiu se livrar de uma peste machista dessas e esta viva, esta de ótimo tamanho, muitas não conseguem...

Anônimo disse...

Vamos combinar, hein, basta uma certa proximidade por uma fração de segundo para dar um certo clic por outra pessoa, seja casada, amigada ou solteira

Lorena disse...

Se a mulher fosse a sacana da história, tivesse tornado a vida do cara um inferno, a ponto dele entrar em depressão, e o rapaz viesse aqui contar sua história... a mulher seria "vadia", seria condenada e culpada pela conduta dela.

Se a mulher chega aqui e diz que o seu ex-marido tornou a vida dela um inferno, a ponto de ela precisar de remédios para depressão... ela é a culpada de tudo, porque escolheu o cara errado, porque preteriu o bonzinho e ficou com o cafajeste, porque ela não se separou antes, pelo motivo que for.

Ou seja, para essas pessoas, a mulher é sempre a culpada, independente de que lado ela está na história. Nem sequer aprofundam seus pensamentos. E o pior é que essas mesmas pessoas não aceitam o estigma de machistas, mesmo o discurso delas sendo o exemplo claro do discurso machista.

Anônimo disse...

Oi Isabel, tu faz uma crítica pertinete se não estivéssemos neste blog.
Suas críticas parecem já estar formuladas antes de qq post. pois a crítica que vc costuma fazer, de por exemplo existir alguma dualidade, sistema binários (mocinhos-bandidos) desconsiderando a relações sociais estabelecidas por um sistema não procede aqui.
Não da maneria que vc coloca como se o blg, o post tivesse isso como característica central.
Suas críticas são afirmativas como se estivesse escrita para qualquer post, não apresenta fundamentos concretos.
E neste caso em específico, trata-se de uma narrativa da história de vida de uma pessoa, carergada de emoções, não de um processo de análise feita de maneira neutra, apenas teórica.
Vc esqueceu, principalmente neste relato, de considerar este fator do tipo de narrativa que se trata.
A autora não está afzendo a análise do casamento moderno em abstrato, ams análise de "SEU" casamento e história de vida. Se acrrega contradições, emoções, creio que faz parte de nossas vidas e discursos mesmo.
Desconsiderar isso da maneira que vc trata é meio burrice para mim sabe, é não saber acptar o contexto.

Anônimo disse...

black dahlia ,Tá ai pra vc,e pra quem quiser contestar:

Homens bissexuais preocupam a ONU
Homens bissexuais que passam HIV para esposa preocupam ONU

O alto índice de homens que pegam HIV na transa com homens e depois infectam suas esposas colocou a ONU em alerta. O programa de aids da organização constatou que esse quadro é muito grave na América Latina.

Em 2001, havia dez homens infectados para cada mulher na região. Atualmente, a taxa é de três homens para cada mulher. E a entidade não tem dúvidas sobre uma das razões. Dependendo do país, entre 1,7% e e 41% dos homens que fazem sexo com homens têm esposas.

Em pronunciamento oficial, o programa disse que uma das saídas para o problema é reduzir o estigma contra homossexuais na América Latina para que os gays se assumam e não tenham de levar uma vida dupla casando-se com mulheres.

FONTE: http://paroutudo.com/2012/01/24/homens-bissexuais-infectam-com-hiv-muitas-mulheres-na-america-latina


http://www.aidshiv.com.br/mulheres-casadas-estao-em-situacao-de-risco/



http://www.aids.gov.br/noticia/os-indices-de-mulheres-casadas-ou-com-parceiro-fixo-com-hivaids-preocupam-secretaria-de-saude


Resumindo,alguns de vcs homens,são tão nojentos,que até isso fazem com suas parceiras.


Qunato ao divórcio, elas pedem mais,pq foi-se o tempo de engolir sapo calada,de apanhar,levar chifre etc ...,e ainda fazer cara de paisagem,como num comercial de margarina.


Cética

Carolina Paiva disse...

Onde assino, Lorena?

Outra coisa que me irrita é essa necessidade de que o foco esteja sempre no homem.
Sempre que tem um post onde o foco está na mulher, na sua narrativa, vem gente reclamando:
- Mas e os homens?
- Vocês não falam em homens?

Lorena disse...

Carolina Paiva,

como eu já disse aqui uma vez, se todo homem que entra aqui reclamando do porquê a Lola não contempla também "o lado" deles, criasse um blog, o quanto a discussão da influência do machismo na vida masculina já teria avançado, né??
Mas e a preguiça de discutir as questões por si próprios? E a preguiça de mudar o status quo? E a preguiça de fazer algo por si mesmos, a ponto de esperar que um blog feminista, escrito por uma mulher, cujo público majoritário é feminino, cuide e discuta os problemas que os afetam, né??

Anônimo disse...

Não denota misândria,denota ódio mesmo,desse comportamento canalha de ALGUNS,como eu bem frisei.

Não tenho que te mostrar nada,vc é quem quer provar o que disse,dê-se o trabalho de fundamentar oras,não é desmerecendo os artigos colocados aqui,que vc fará isso.

Cética

Anônimo disse...

black dahlia,
Humhum,tá



Cética

Anônimo disse...

"Anônimo disse...
15:56, você não faria o mesmo?

25 DE ABRIL DE 2012 16:29"


Respondendo: Não. Com ela não. Talvez com outra amiga sim, mas existem amigas e amigas. Nós somos as irmãs que escolhemos uma pra outra. Pelo menos, era assim até ela se casar. Amigas de infância mesmo. Sabemos tudo da vida uma da outra, até "sentimos" o que a outra está sentindo ou pensando.

Me casei primeiro que ela (e me separei), beeeeem antes de ela conhecer o marido dela. Quando me casei, tive que ir morar em outra cidade, ela entrou em depressão e me disse que era por minha causa. Eu simplesmente prometi mundos e fundos a ela para nossa amizade continuar com a mesma rotina, inclusive propus que ela fosse morar na mesma cidade que eu e ficasse em minha casa até conseguir emprego e casa pra ela. A postura que eu tive com ela foi totalmente diferente da que ela está tendo comigo desde que conheceu o marido dela. Sou uma mulher muito segura de mim, talvez ingênua. Talvez se deva mesmo afastar as amigas quando a gente casa.

Anônimo disse...

Parabéns C ! e obrigada por dividir história e vitória.

Os posts da Lola também me ajudaram em mtas coisas.
Traumas q vivi na infancia e adolescencia,e conflitos da idade adulta já, e li aqui, um alívio pensar "não foi culpa minha"!
Obrigada Lola, vc é demais! Blog de utilidade pública.

Concordo com o Lord Andreson, podia dar bloquear esse Dhalia Black

Bjos Lola

Simone disse...

Anônimo 15:56/ 17:16
Eu acredito que o problema dessas "amizades" é que elas estão entre muitas aspas. Quando eu me separei, conheci minhas amigas de verdade, aquelas que não me abandonaram porque eu poderia roubar o marido delas. Engraçado (se você gostar de humor negro, claro) é que: 1) As "amigas" que desapareceram justamente eram aquelas casadas com caras que eu nunca, nem em um milhão de anos, sonharia ter como marido. Alguns deles eu não queria nem como vizinho. 2) As amigas que me apoiaram e me apoiam são aquelas que estavam ou construiram relacionamentos sólidos. Uma delas uma vez me disse (e eu assino embaixo) que se o marido fosse sair correndo atrás da primeira mulher solteira que visse na frente, ela queria saber logo. Diferente de você (acho que foi você, eu me confundo um pouco com esses comentários anônimos), eu nunca fui uma mulher bonita, do tipo que é considerada atraente. Agora, então, com 40 anos, eu sou completamente invisível (tem vantagens, a gente não leva cantada de mau gosto na rua mais rsrs). Mas sinceramente, não acho que isso faça diferença. Na cabeça do pessoa, você é a super mulher que vai levar o marido dela embora e aí ela vai deixar de ser alguém, pois, na nossa sociedade, mulher largada pelo marido vale menos que nada.

black dahlia disse...

Outra coisa, não sou troll, e disponibilizei meu email caso alguém queira conversar.E não estou ofendendo ninguém.Pedir block alheio nessas condições, por questões ideológicas, é covardia.

Anônimo disse...

"Na cabeça do pessoa, você é a super mulher que vai levar o marido dela embora e aí ela vai deixar de ser alguém, pois, na nossa sociedade, mulher largada pelo marido vale menos que nada."

Verdade, concordo. E me sinto justamente assim desde que me separei, não que eu ache que eu não tenha valor, são as pessoas que acham que eu não tenho valor por eu ter me divorciado. E estou ficando cada vez mais deprimida. Eu perdi todas as minhas amigas mesmo, fora que eu já tinha poucas. Agora só tenho uma, que é solteira e conheci há pouco tempo. Me sinto muito rejeitada.

15:56

Carol M disse...

Ok Black Dahlia,

funcionamento do blog 101

A Lola posta oq ela quer, ela aceita guest posts.

A grande maioria dos guest posts tem a ver com experiencias que a pessoa passou.

Não se trata de as mulheres serem coitadinhas e os homens maus.

Trata-se mulheres contando suas experiencias, muitas delas ruins, causadas pelo machismo.

Trata-se de como um sistema cultural é tão cretino que faz mulheres acreditarem que precisam se agarrar a um imbecil só pra ter alguém.

Legal que vc queira discutir a sério, mas ficar reclamando do tipo de post ou o tema dos posts do blog não vai ajudar em nada para que os outros comentaristas te levem a sério.

Anônimo disse...

E refletir sobre isso, como estou fazendo aqui, está me dando vontade de chorar. Onde está a super mulher que acham que eu sou?

Não gosto de me vitimizar, faço de tudo pra ser "a forte" em todas as situações. Mas quando a coisa envolve vc e as pessoas que vc ama, fica muito difícil não se emocionar.

15:56

Carol M disse...

C. que bom que vc conseguiu romper com esse relacionamento abusivo.

A culpa não é sua por "escolher mal" td mundo ja tomou uma decisão ruim na vida, so what?

O importante é sempre lembrar que oq mais vale é nossa felicidade.

No fim vale o velho ditado "antes só do q mal acompanhada".

muito boa sorte e felicidades

black dahlia disse...

OK Carol M

Diretriz 101, sendo questionada

Porque não há posts sobre mulheres machistas no blog?
E você falou de mulheres que se apegam a qualquer babaca para dizer que tem alguém, e você acha que os homens não são pressionados da mesma forma a se apegar a qualquer mulher?

Ou você acha que a sociedade vê com bons olhos pessoas que estão com uma certa idade e preferem ser solteiras?
Você acha que ninguém fala de homens na faixa de 30 a 40 anos que são solteiros e querem permanecer assim?Ninguém quer obrigar o homem a casar?
Ora, bolas...

Haveria espaço no blog para algum homem contar suas desventuras por causa de machismos advindos de mulheres?

Será?

black dahlia disse...

Outra coisa,Carol M

Seu conceito de seriedade seria falar o que os outros querem ouvir?
Estranho...

Carolina Paiva disse...

Black Dahlia

Dá uma pesquisada nos posts do blog que você achará guests posts de homens e também sobre o machismo feminino.
Sempre que eu conheço um blog que me interessa, faço isso. Dou uma pesquisada pelos posts passados e leio os que me interessem.
Eu realmente acho que você (a) ou não deu essa pesquisada (b) ou passou batido pelos posts cujo assunto te interesse.

Anônimo disse...

Black Dahlia,

Existe pressão para homens casarem ?

Me fale mais sobre...

Babi bibi

15:56 disse...

Lola, quero aproveitar pra te sugerir esse tema pra um post ou guest post. Sobre o comportamento da sociedade em relação a uma mulher de mais ou menos 30 anos, que se divorcia, cujos agravantes poderiam ser ela ser bonita e feminista.

Simone disse...

15:56
Correndo o risco de agir exatamente como aquelas pessoas que eu acabei de criticar porque acham que sabem como você deve levar sua vida, vou me atrever a dar um conselho (pois também passo por isso). Como eu disse antes, são 7 bilhões de pessoas no mundo. Tem gente demais, um monte de gente ignorante, mas no meio de tanta gente tem gente legal também. Tente escapar desse ciclo de depressão e observar quem está ao seu redor, você vai conhecer gente diferente dessas suas "amigas" que sumiram mais rapido que o ex-marido. Na pior das hipóteses, você vai acabar se divertindo um bocado observando a fauna humana. É difícil quebrar o ciclo, eu sei, mas o comportamento depressivo acaba afastando ainda mais as pessoas, porque não é legal se relacionar com gente depressiva/ deprimida. Se for o caso, procure ajuda profissional.

black dahlia disse...

CarolinaPaiva,

Falam por alto, quando falam, é um parágrafo.Contra posts inteiros falando sobre homens ou comportamentos masculinos destrutivos em sociedade.Ou falando como a sociedade é machista, botando na conta dos homens esse machismo.

Faça uma reflexão rápida:

nessa sociedade e com esses valores:

O homem se veste de grifes para que? Compra aquele carro em 72 prestações e não consegue pagar para que? O consumismo é para que?
Para atrair mulheres
O cara se mata de trabalhar em um emprego alienante, almeja comprar aquele imóvel bacana, aquele carro bacana, ter dinheiro a rodo, para que?
Para atrair mulheres.

O dinheiro e o poder seriam um fim em si mesmo, se não fosse para atrair diretamente ou indiretamente mulheres.
O machismo nada mais é que a visão da sociedade do homem provedor, que lhe é dado amplos poderes de decidir os destinos dela, desde que esse homem tenha poder e dinheiro.O machismo das mulheres seria uma consequência de visão da sociedade, onde ela lutaria para ter dinheiro e poder também, se espelhando no comportamento masculino, ou por outro lado, encararia o homem como mero provedor e tentaria encontrar um outro homem para contrabalançar o tédio de sua vida segura em uma rotina.

Carolina Paiva disse...

Black Dahlia

Olha, pelo o que eu já li aqui no blog da Lola, não falam por alto não. Inclusive, é repetido que o machismo é prejudicial aos homens, e que o homem, para ter o status que o machismo impõe, deve também se submeter a uma série de imposições.
Isso nunca foi novidade por aqui, e já foi discutido diversas vezes (e não por alto, como tu diz).
Agora, eu não posso fazer essa pesquisa por você, né. É um trabalho demorado, você deve analisar os posts por si mesmo, mas para isso, precisa ler os posts.

Anônimo disse...

17:16, obrigada pela resposta. Sua amiga não teme por você e sim pelo marido, pelo que entendi. Isso é humano. talvez ela pense que você é mais atraente do que ela, o que deve ser vdd, inclusive. O que ela está protegendo é a amizade de vocês e não o casamento dela, e ela deve saber o marido que tem, né?

Roxy Carmichael disse...

machismo não quer dizer homens que oprimem mulheres. dá conta de todo um sistema social em que homens e mulheres são tratados de forma desigual. assim como o racismo, em que pessoas de determinada cor vivem em situação desigual. assim como xenofobia, em que o estrangeiro, dependendo de sua procedência, também não é tratado de forma digna.

dito isso, será que ainda não ficou claro que não só homens são machistas, não só brancos são racistas e não só o locais são xenófobos? porque assim, nem mulheres, nem negros, nem estrangeiros vivem em outro planeta, eles vivem num planeta machista, racista e xenófobo e sofrem as mesmas influencias.

quanto ao caso específico de C., não fiz a leitura de marido vilão, esposa vítima. a leitura que fiz dá conta de que passaram-se apenas 50 anos da "revolução sexual" e embora muitos comportamentos tenham sido modificados, e outras sociedades estejam mais avançadas nesse sentido que a nossa sociedade latino-americana e extremamente conservadora, ainda vivemos numa sociedade em que a sexualidade feminina ainda é evitada, mulheres devem desempenhar certos papéis que seriam o esposa e o de mãe. alguém poderia argumentar que muitas mulheres usam seus corpos pra se promover. agora, deveria se perguntar também, como tratamos essas mulheres que exibem seus corpos ou assumem uma sexualidade diferente do que se espera tradicionalmente da sexualidade feminina.

dito isso, me entristece quando vejo não só mulheres, mas pessoas depositando toda a expectativa de felicidade em outras pessoas, como se ter uma relação, ou casar, ou ter filhos e uma família fosse a única forma de encontrar uma vida plena. me entristece ver que as pessoas são tão pouco criativas ao assumir o casamento e a familia como o unico modelo possível. ontem mesmo saiu uma notícia em que adriane galisteu dizia que ana hickman seria uma pessoa diferente se tivesse filhos, sugerindo que seria uma pessoa melhor. lamentável que exista esse tipo de barreira entre as pessoas, especialmente entre as mulheres: casadas x solteiras, com filhos x sem filhos. lamentável que não saibamos respeitar e conviver com as mais diversas possibilidades que as pessoas escolhem para serem felizes.

Ana disse...

Black Dahlia, eu já vi aqui no blog várias vezes o pessoal falando de como há mulheres machistas no mundo. Mas se você faz questão de comentar mais o assunto, você podia dividir alguma história/ponto de vista com a gente, que tal? Acho que a Lola podia fazer um post só pra isso uma hora dessas, se desse. Não acho alguém aqui que iria se opor. Discutir o machismo, seja ele obra de homens ou mulheres, é sempre importante.
Só acho que este guest post em particular não abrange esse tópico. Concordo contigo que existe muita mulher machista (e alguma delas são terríveis!), mas não vejo C. propondo em momento algum que a culpa sempre é do homem. O argumento me parece fora de lugar.

Quanto aos caras que dizem "ela escolheu mal, mereceu"... Amigo, eu até acho que você pode ter razão, sabe? Desde que você se lembre que por esse ponto de vista, cada vez que qualquer homem for traído, a culpa não será da mulher. Será do cara, que não soube escolher.

Ela era machista? Era uma "vadia"? Te traiu? Mentiu? Manipulou? Roubou seu dinheiro?

Culpa sua, amigo, que não escolheu bem.

Se é pra vir aqui dizer que a culpa é sempre da mulher, que se traiu é vagabunda e se foi traída não escolheu bem, então me desculpa, mas vai se f...

Eu mesma sei de uma história real... Ela achava que homem=dinheiro e mulher=beleza. Não olhava pra um homem se ele não tivesse o carro x, no mínimo.
Aí eis que ela conhece esse cara que era tudo que qualquer mulher quer... O rapaz era "pra casar", sabe? Trabalhador, culto, sensato, etc etc. Quando ele disse que não ia mais pagar nada pra ela porque queria juntar grana pra comprar um apartamento próprio, adivinha o que ela fez?
Arranjou outro, traiu o cara e largou ele.

E aí, ela que era machista e interesseira ou ele que não escolheu bem? Eu posso dizer que ele tinha outras mulheres, de caráter bem diferente, por perto. Porque ele não foi atrás de uma delas?

Só pra constar, eu particularmente acho que cada caso é um caso...

Anônimo disse...

Feminismo é sempre a mesma coisa:

O homem canalha malvado cruel e a mulher coitadinha, inocente e vítima.

Ana disse...

Aos que caras que perguntaram sobre a pressão da mulher perder a virgindade... Olha, de onde eu vim, a pressão é o contrário, pra você NÃO transar. Menina que namora vários caras é "maçaneta", e as que perdem a virgindade antes do casamento... Bom, esssas estão "perdidas", a vida delas vira um inferno, ninguém quer respeitá-las porque acha que elas não merecem mais nada da vida. Mas é que eu cresci no interior, em uma região muito religiosa, então... Bem, é de se esperar que o pensamento seja esse. Eu diria que a religião é o fator quer mais interfere lá.

Estou a pouco tempo numa capital, e não estou mais na escola, mas posso dizer que é nítido que aqui perder a virgindade não é o fim do mundo. E não me surpreenderia se as meninas fossem, de fato, cobradas pra transar logo (talvez justamente porque o pensamento de ficar virgem é visto como coisa do passado, de gente antiquada ou "crente", etc).

Raphael disse...

Tava afim de mandar um candidato a guest post... Será que a Lola iria curtir?

Sara disse...

É incrivel Lola como esse post acabou chamando a atenção para um problema que realmente existe e é bem facil notar na nossa sociedade, que a mulher separada inacreditavelmente ainda sofre preconceitos por sua condição, as vezes acho que esse mundo esta regredindo mesmo.
Isso foi relatado nest guest post, e em muitos comentários.
Eu sou casada (infelizmente) mas tenho muitas amigas que são divorciadas ou separadas de fato, e elas frequentemente me falam dessa descriminação absurda que sofrem de maridos de amigas e pasmem das próprias "amigas", que as veem como ameaças a suas relações com os maridos, infelizmente um dia conversando com algumas amigas casadas vi esse assunto ser comentado entre elas e fiquei passada quando elas disseram que não queriam a presença de amigas separadas dentro de suas casas pois se sentem mesmo ameaçadas, nem preciso dizer que tive fortes impetos de manda-las para o inferno cristão rrsss.
Parece que esse sentimento tão mesquinho permeia a nossa sociedade até nos dias de hoje, me lembro tambem de uma "amiga" que quando lhe falei da minha vontade de me separar , tive que escutar ela dizendo as seguintes palavras
-VOCE NÃO É NADA SEM SEU MARIDO.
Acho tambem que não preciso dizer que essa "amiga" não faz mais parte de meu circulo de amizades, mas tb as vezes fico pensando que ja perdi algumas amigas com pensamento machista, se continuar nesse ritmo vão sobrar poucas.
Mas como diz o ditado "antes só do que mal acompanhada"

Anônimo disse...

É triste mesmo, Sara. É algo pra se pensar, refletir. Até quando as próprias mulheres vão se afundar umas às outras nessa lama chamada de machismo? E pior, fazendo isso às próprias amigas. Tudo em nome do status de mulher casada. Pois ela é a única que tem valor, a mulher casada é mulher de verdade, é forte, pois mesmo sendo infeliz (se for infeliz, pois acredito que exista mulher feliz casada sim), ela aguenta o tranco. É lamentável.

Agora, esse tipo de mulher não sabe que se ela vier a se separar, ela vai ficar sozinha, pois se afastou de suas amigas solteiras ou separadas, e que as casadas vão fazer o mesmo com ela?

15:56

Maicon Vieira disse...

Roxy Carmichael

Essa definição que você deu de machismo me parece mais com a definição de sexismo.

Liz disse...

Como é MARAVILHOSO ser casada com uma mulher!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Estamos com 3 filhos, trigêmeos. A gente tem muito trabalho, embora recebemos a super ajuda das enfermeiras e babás ( nossas super, mais que super mulheres, que nos ajudam a cuidar com todo carinho do trio). Temos tarefas que nunca, jamais foram definidas. A sintonia é demais em todos os sentidos.
Eu já vivi muitas relações héteros ( e meu primeiro filho- faleceu há alguns anos- foi fruto de uma relação no início da vida adulta com um homem, que apesar de não ser machista, não abriu mão de viver no seu país para criar o filho dele juntamente comigo. Não o desejava mais, mas sabia que seria mais ameno para mim ter a presença dele na vida do nosso filho, sendo vizinhos de bairro, como foi a minha proposta inicial. Disse que não mudaria de vida por causa de filho.). Depois vivi muitos outras relações com homens e mulheres. Mas, acreditem, as mulheres, mesmo as mais complicadas- e tb me considero que tinha meus problemas...E ainda tenho, claro-eram mais fáceis de conviver do que com um homem.
E é pela educação machista deles que torna um casamento hétero um inferno para muitas mulheres que sentem atração por homens ( eu sentia atração pelos 2 sexos há alguns anos, mas hoje apenas por mulheres. Mudei completamente). Nunca casei com um homem, mas namorei muitos e nunca presenciei parceria de verdade, como foram com as minhas ex e com a minha mulher atual ( relação de 9 anos). Claro, conheço algumas amigas que dizem ser muito felizes com seus maridos, mas sei que elas abrem mão de muita coisa para ter a tão sonhada alegria.
E quem sente atração por mulher e está casada com homem por medo do sistema, família, de tudo, tentem uma relação com uma mulher que serão muito felizes. Eu sou muito feliz! A minha mulher era do tipo workaholic,agenda cheia, viagens de negócios, e tudo o mais. E eu tb era assim. Mudamos por conta dos bebês, e ainda quando estávamos no processo do tratamento para eu engravidar. Ainda temos nosso escritório, mas hoje delegamos mais e fazemos nossa parte na casa, nas vidas dos nossos filhos. Pergunta: quantos homens abrem mão de suas rotinas?? Quantos??
E a pergunta acima não é retórica. Duvido que haja mais de um...Vai, pode ser que haja dois...
Mais uma vez...MARAVILHA SER CASADA COM UMA MULHER!

Anônimo disse...

Talvez esteja na hora, ou melhor, já passou da hora, das mães brasileiras - e aqui não incluo os pais, porque sabem como é né, se já é difícil fazer uma mulher enfrentar o status quo, imaginem um homem... - mudarem a educação que dão para seus filhOs.

Mudarem mesmo, criarem-nos sem as regalias e privilégios que damos hoje aos nossos filhos. Botarmos eles para aprenderem desde cedo a dividir tarefas domésticas com as mulheres. Colocá-los para cozinhar, lavar louças, lavar e passar roupas etc. E além disso, conversar com eles desde cedo de modo a evitar que eles sejam futuros homens machistas.

Não sei se terei filhos um dia, mas se tiver um filho homem, no que depender de mim, ele será bem diferente dos que nós estamos acostumadas e cansadas de encontrar por aqui.

Anônimo disse...

Liz: "homemfobia" é palavra para defenir seu comentário.

Pois saiba que meu pai mudou a vida dele por mim, abril mão de sonhos de empregos e de muitas coisas na vida.

E eu estou fazendo o mesmo pelos meus filhos.

E tem mais concordo com vocÊ: é maravilhoso ser casado com uma mulher mas não tenho esse seu discurso lésbico-corparativista preconceituoso.

meu meu "TIO" é casado com outro "CARA" e e nem por isso se sente inferior a pessoas como vc!

Anônimo disse...

Eu sei do que você está falando... Boa sorte!!

Anônimo disse...

'Pois saiba que meu pai mudou a vida dele por mim, abril mão de sonhos'

Se ele abril vc tem que maio, junho e julho, olha lá hein, grande responsabilidade!

Anônimo disse...

Acho que a Liz tem motivos suficientes para preferir estar com uma mulher a estar com um homem.

E se for "homemfobia", e dái?! Você acha que, hoje em dia, as mulheres tem mais motivos pra TER ou NÃO TER medo dos homens?!

Vou nem esperar sua resposta, já dou a minha: as mulheres têm mais motivos pra TEREM medo dos homens.

Liz é que está certa. Liz, sou mulher hetero e se eu fosse bissexual, COM CERTEZA já teria preferido ficar apenas com mulheres. Tô mesmo de saco cheio dos homens.

Luca disse...

Acabei de ler e também é a minha história. Até nos detalhes.No entanto, par uma mulher totalmente insegura,como era o meu caso (felizmente, estou evoluindo), rejeitada pela sociedade por não atender aos padrões de beleza e comportamento, realmente é muito difícil conseguir sair fora dessa e é um processo longo. Fico muito feliz pela C. e espero ter um final feliz também. Chega de homens que nos sufocam e nos maltratam, afinal, no mundo em que vivemos nós trabalhamos, nos matemos e não precisamos mais manter casamentos por conveniência.

Anônimo disse...

A Enxada e a Caneta
letra por Teddy Vieira e do Capitão Barduíno
http://www.youtube.com/watch?v=isSvi6TGLmk&feature=related

"Certa vez uma caneta foi passear lá no sertão
Encontrou-se com uma enxada, fazendo a plantação.
A enxada muito humilde, foi lhe fazer saudação,
Mas a caneta soberba não quis pegar sua mão.
E ainda por desaforo lhe passou uma repreensão."
Disse a caneta pra enxada não vem perto de mim, não
Você está suja de terra, de terra suja do chão
Sabe com quem está falando, veja sua posição
E não se esqueça à distância da nossa separação.
Eu sou a caneta soberba que escreve nos tabelião
Eu escrevo pros governos as leis da constituição
Escrevi em papel de linho, pros ricaços e barão
Só ando na mão dos mestres, dos homens de posição.
A enxada respondeu: que bateu vivo no chão,
Pra poder dar o que comer e vestir o seu patrão
Eu vim no mundo primeiro quase no tempo de adão
Se não fosse o meu sustento não tinha instrução.
Vai-te caneta orgulhosa, vergonha da geração
A tua alta nobreza não passa de pretensão
Você diz que escreve tudo, tem uma coisa que não
É a palavra bonita que se chama.... educação!

Anônimo disse...

Liz,invejinha branca,deve ser bom mesmo,se relacionar de igual pra igual,sem toda essa pressão que existe em um relacionamento hétero,quem sabe um dia,quando toda essa heteronormatividade enfraquecer ou,sonho meu,desaparecer,as coisa não mudem.

Anônimo disse...

"Gostaria de repetir a pergunta do Daniel. Hoje as meninas também sofrem pressão para pegar todos? No meu tempo os meninos tinham que pegar todas e, paradoxalmente, as meninas tinham que ser santas.""

tenho 30 anos e fui criada em uma cidade pequena de uma grande região metropolitana e a pressão para ficar com os rapazes e perder a virgindade era imensa. Sou de classe média alta. E fui tipo a autora do post, demorei para beijar (aos 14 anos com um menino que não gostava, só para dar o primeiro beijo), transar então nem se fala, foi com meu primeiro namorado aos 24 anos... Claro, sou e era gorda.
Mas cheguei ao ponto de mentir que já tinha beijado para nào me sentir tão excluída...
As meninas faziam lista de quantos meninos já tinham beijado e quantas vezes cada um deles, e eu com minha listinha... Só de meninos que beijei quando estava muito bebada, e eles mais ainda...
Comigo essa cobrança foi horrível, com os homens deve ser insuportável.

black dahlia disse...

Ana que tal essa:

Um grande amigo meu está completamente devastado, pois descobriu que a filha dele, era fruto de um ex- namorado da mulher, que ela voltou a se encontrar enquanto eles estavam noivos, e que se estendeu nos primeiros anos de casamento deles. A mulher engravidou do ex e ela, temendo perder o marido, criou uma encenação e colocou na conta do marido a filha.Eles ficaram juntos 3 anos, quando esta mulher pediu o divórcio, sem mais nem menos.A guarda da criança ficou com a mulher, que regulava os horários, não deixando ele ver a criança.O cara, que achava que a filha era dele, quase foi as raias da loucura.Depois de 5 anos dessa tortura psicológica, ele foi alertado por um outro amigo nosso, que comentou que os traços da criança eram bem diferentes dos traços dele, de brincadeira de mau gosto.Mas ele acabou ficando bem desconfiado.Quando ele ficou com um dia finalmente para ver a filha,ele pode coletar material.O resultado foi uma bomba.Desculpe dizer um palavrão aqui, foi Foda.
Ele e os pais dele estão em estado de choque, devastados e sem saber o que fazer. O pais desse amigo consultaram advogados para tentar na justiça a suspensão da pensão alimentícia e dos direitos, mas o cara se apegou apaixonadamente pela criança...
Estória de terror é pouco...

black dahlia disse...

Ana,

que tal outra,

Conheço muitas mulheres aqui no Rio de Janeiro que saem com geral, transam sem camisinha, e pelo menos uma amostra de 15 dessas meninas ( grupo de amigos e conhecidos aqui é enorme, até porque sou músico da noite), é sabido que pegaram HIV, devido a isso.As amigas que foram com elas, pegaram os exames e ficaram sem saber o que falar e como dar suporte...
Essas meninas são de boa família, graduadas, com mestrado...
engenheiras, arquitetas, analitas de grandes empresas...
Enfim...foda...

Roxy Carmichael disse...

tem razão maicon.
e liz, fico muito feliz por você estar feliz, mas, não vamos generalizar.conheço relações hetero de muito companheirismo (estou em uma inclusive e feliz da vida) e conheço relações homo muito complicadas, com muita turbulência e coincidentemente são relações homo entre mulheres. como eu disse em meu comentário anterior, é uma pena que sejamos tão pouco criativos na maneira de nos relacionar. e digo isso para heteros e homos também que muitas (mas muitas vezes mesmo) reproduzem um modelo heteronormativo.

Anônimo disse...

Que isso! Às vezes fico bem desanimada com os comentários que encontro aqui.

Pra quem está falando que C. disse que a culpa é do marido. Onde você viu isso meu bem? Só quem falou na culpa ser dele aqui foi você.

O que se questiona nesse post como vários já disseram é o porquê disso ainda existir. Será que tem alguma coisa errada na nossa sociedade pra agirmos dessa forma? vamos deixar tudo como está e ensinar nossos filhos da mesma forma que fomos ensinados? vamos aceitar que a sociedade é dessa forma e não que a sociedade somos nós que fazemos? Vamos assistir mulheres sendo estupradas, gays sendo espancados, crianças sendo agredidas por serem diferentes, relacionamentos doentios por causa dos "bons costumes" e achar que está tudo bem?

Esse blog não é pra vir aqui e ficar um atacando o outro e sim pensar sobre atitudes que estão enraizadas na nossa criação e são extremamente danosas pra todos nós.

Por favor né gente.

Anônimo disse...

Não vi preconceito no comentário da Liz, vejo que pela experiência dela homem não deu certo.
No geral ha muito homem mimado por aí, machismo cria homens autoritário e mimados (por mulheres machistas) ao mesmo tempo.
Engraçado isso.
Mas vejo tb a cultura de pessoas individuaistas em relacionamentos no geral, neste caso, indo alé do machismo, mas da sociedade capitalista mesmo.
Pessoas que não conseguem enxergar o próprio parceiro
E difícil separar o que seria cultura machista e capitaista neste caso, os dois se misturam. Mas vejo esse individualismo como o pior obstáculo aos relacionamentos.
E superar o individualismo naõ se "doar" 100 % ou algo do tipo, mas de conseguirmos enxergar, compreender, ser companheiro do outro mesmo.
Ahh, como isso falta.
Por sorte tenho um relacionamnto muito bom, regado de companheirismo.
Mas vejo que esse egoismo das pessoas aabar com todos relacionamentos, até de amizade, até em familias etc..

Roxy Carmichael disse...

culhão pra falar merda?
pra falar merda não precisa ter culhão. pra falar coisas realmente importante precisa ter culhão ou ovários!
black dhalia: você contou um exemplo que não contradiz o comentário (brilhante diga-se de passagem) da ana. ou seja, se as mulheres são culpadas de se casarem com trastes por livre e espontanea vontade, os homens também são culpados por escolher mulheres sem caráter. e ninguém aqui vai discordar de você que é igualmente negativo o valor do homem ser medido pelo dinheiro que ele tem, como o valor da mulher ser medido pela beleza. de forma que não foi dessa vez que você conseguiu polemizar.

quanto a divórcios: qual é mesmo o problema de se divorciar que não entendi até agora?
quando a contrair o virus do HIV, algumas mulheres fazem sexo sem camisinha o que mostra a pouca estima que elas tem por elas mesmas, e pelas pessoas com quem elas tem relações sexuais, já que o uso de camisinha mostra que você se preocupa com a saude e com a saude dos outros também; mulher que não exige camisinha infelizmente não esta demonstrando gostar de si mesma. da mesma forma, homens casados que mantem relações extra-conjugais sem o consentimento da esposa, estão errados, primeiro porque traem a confiança das esposas no quesito exclusividade (o que seria resolvido se o cara propusesse uma relação aberta por exemplo), segundo porque colocam a vida das suas esposas em risco.
então assim, qual o seu ponto?me desculpe se eu não entendi, mas não está nada claro o seu ponto. agradeço se você puder desenvolver

Anônimo disse...

Roxy Carmichael tiro meu chapéu imaginário pra ti com relação aos comentários nesse post.

Liz pegou pesado hein, eu cheguei a pensar por um tempo que seria mais fácil um relacionamento com uma mulher, mas conhecendo o feminismo eu vi que não é esse o problema, o que faz a maioria das pessoas tão babaca é também esse patriarcado nojento.

Fernanda

Ana disse...

Black,

Sim, existem muitas histórias assim. Tem muita mulher que pensa em homem como uma carteira, e lança mão de qualquer meio, inclusive de filhos, para "prender" a grana. Absurdo, revoltante, nojento. Quero dizer, esse teu amigo teve a VIDA virada de cabeça pra baixo, eu só imagino o sofrimento que deve ser... Não dá pra amar uma criança por anos como filha e depois simplesmente dizer "ah, não é minha? puxa, que pena". E imagina o sofrimento da menina, que não tem culpa de nada?
Eu espero sinceramente que de algum jeito ele consiga achar uma saída...

Mas não dá pra dizer que a culpa é SEMPRE da mulher ou do homem. Pelo o que eu entendi o problema é que ela não queria perder o "provedor"? Quero dizer, não queria correr o risco de perder a estabilidade que o marido proporcionava e aí mentiu. Isso seria machismo puro...

Mas eu também tenho uma história...

Anônimo disse...

A Liz tem toda razão!! Mesmo as relações problemáticas com mulheres são menos devastadoras do que com homens. Quantas mulheres morreram porque disseram não a um casamento, um namoro, um noivado com um homem? Quantas? Tá bom que homem é bonzinho. Não nesta sociedade machista, reacionária como a nossa. Só quando transam e se satisfazem, somente eles, que fique claro. Pouquíssimos homens são interessantes nesta vida. Deixa eu contar aqui nos meus dedos bem vividos...Não completa uma mão da lista que eu conheço...
Infelizmente, fui muito burra e continuei casada com um medíocre por 21 anos. E ainda fui otária e deixei tudo pra ele, inclusive os carros que eu comprei, somente pra o infeliz assinar o divórcio o mais rápido possível. Não casei outra vez. Namoro apenas com mulher, mas ando pensando em juntar as calcinhas com a namorada. Tenho 62 anos e ela 58 anos. Somos independentes e já vivemos muitas relações. Eu já sou avó e minhas filhas estão com suas vidas, independentes. E as filhas, 2 mulheres bem resolvidas, são casadas, mas moram em casas separadas, com contas separadas, sem essa besteira de casamento civil. Só dividem as responsabilidades com os filhos. Elas seguiram meus conselhos e são felizes, como me contam. Sabem da minha sexualidade e me apoiam.
Gente, a Liz escreveu tudo, sintonia total. Na cama, então, uma coisa maravilhoso! Só senti orgasmo com mulheres. Homem só pensa no pinto dele, apenas isso. E se a gente engorda, eles ficam piores.
Querem mais razão para se trocar um homem por uma mulher?
Mulheres jovens, deixem de bobeira, experimentem uma mulher e nunca mais vão pensar nestes bobinhos. Eu até brinco com minhas filhas e elas disseram que qualquer dia ainda vão experimentar. Sei não, presumo que aqueles 2 genros que não vejo nada de interessante, vão ficar no canto. Juro, amaria que minhas filhas e meus netos fossem gays ( 1 neta e dois netos)!
Eu tb achava que era hétero, eu tb achava que era feliz com um homem. E, Lola, vc pode ser uma raridade , mas quantos homens são como o seu Silvinho, heim?
Homem hétero interessante, inteligente, cordial, desculpem-me os héteros, são raros.

black dahlia disse...

Sou um homem hétero,mas que não compactua com essa sociedade aí, mais também não faz uma defesa de ídeias que não aceitem refutação.Isso quer dizer que não sou fanático por uma ideologia.Acho que evolução é sempre melhorar suas convicções de mundo e realidade.Mas isso não é exclusivo de héteros, gays , mulheres, homens etc. Anônimo 22:38

Anônimo disse...

black dahlia
Mas fala-se também sobre mulheres machistas. Aliás nem tem uma categorização, aqui no blog combatemos o machismo independente de quem venha e é claro que está nas mulheres também, todos nós fomos ensinados a seguir um padrão patriarcal e apesar de minha mãe ter me ensinado a ter pensamentos igualitários, agora que eu me envolvi com feminismo vejo que ela ainda tem muito de machismo. E eu também, mesmo lendo o quanto posso ainda tenho muito o que desconstruir. E é por isso que estamos aqui, discutindo qualquer tipo de discriminação.

Fernanda

black dahlia disse...

Me lembrar dessa estória das meninas, está me fazendo mal.Tô encerrando a discussão...tô muito triste e desolado... são pessoas cheias de alegria de viver...

Ana disse...

Meu pai sempre dependeu financeiramente da minha mãe. Por sete anos ele mentiu a torto e a direito e fez de tudo pra eles continuarem juntos, porque ele precisava do $$ dela.
Aí ela engravidou. Ele mal tinha saco pra mulher, ficava com ela só pela grana, imagina ter saco pra choro de bebê! Se bem que um herdeiro não era má idéia... Poder levar o guri pro estádio de futebol... E ia garantir que ela quisesse ele por perto ainda mais... Ele podia prende-la de vez.
Não deu pra ver o sexo de bebê durante a gestação, então meu pai teve que esperar até eu nascer. Nasceu mulher... Bom, uma coisa é ter um filhO, outra coisa é aguentar criança só pra passar de consumidor a fornecedor (tenho certeza que você já ouviu essa piada). Sem chance de ele ficar cuidando de uma guria.
Então ele resolveu ir embora, mas como ele não era burro, ao invés de terminar tudo ele usou uma oportunidade pra sumir sem dar explicações - assim, se precisasse voltar, podia inventar uma desculpa.
A oportunidade? Uma semana depois do parto acabou a comida em casa. A recuperação da cesariana é doída, minha mãe tava em cima de uma cama sem poder se mexer. Chamou meu pai, deu um cheque pra ele e pediu pra ele ir no mercado.
Ele foi... Deixou uma mulher e um bebê numa casa sem comida e só voltou um ano depois, quando finalmente ficou sem nenhum amigo pra quem pedir dinheiro.

Se me perguntarem, minha mãe foi burra de deixar ele entrar, mas pensem que agora ele não era só marido dela, ele era meu pai também. Quando a gente gosta de uma pessoa (sim, ela genuinamente gostava dele), sempre acha que ele(a) vai se emendar...

Minha mãe trabalhava, então quem ficava comigo em casa era ele. Mas ele sempre saía pra fazer festa e nunca chegava em casa no horário, ela vivia se atrasando pro trabalho porque eu não tinha com quem ficar. Uns dois anos depois a coisa ficou insuportável e ela resolveu voltar pra casa dos pais.
Quando ele percebeu que ela finalmente tava disposta a nunca mais dar outra chance, ser meu pai se tornou conveniente: ele passou meses ligando pra ela e esbravejando que eu era filha dele, que ele não podia viver sem mim e que se ela não voltasse, ele ia me sequestrar.

Tem mais, mas acho que já estabeleci meu argumento...

Ana disse...

...Enfim, a gente ouve muito falar de mulher que usa homem como fonte de $$ por anos, que mente, que trai, que usa os filhos como moeda de troca... Ta aí um homem que fez tudo isso com a esposa, e não é uma coisa que eu ouvi, gente, esse era meu pai.

Eu cresci e hoje sou feminista, e é obvio que eu guardo um rancor desgraçado daquele imbecil misógino, mas não é por isso que eu vou dizer que todos os homens são assim, ou que os homens sempre tem a culpa. Então sim, tem mulheres que usam os homens, como também tem homens que usam mulheres, e por aí vai... Machismo é ruim PRA TODOS NÓS.

É por isso que eu acho que cada caso é um caso.

Anônimo disse...

Homem hétero interessante, inteligente, cordial, desculpem-me os héteros, são raros.

interessante? ahã

desde quando homem hétero é raro?
gay é que é raro, fia.

Anônimo disse...

Ana, rancor da sua mãe você não tem?
Eu teria.

Kika disse...

Black dahlia
Todos nós sabemos que há mulheres tão canalhas quanto homens(talvez até pior)ninguém nega isso nesse blog, mas o questionamento aqui é sobre machismo e opressão contra a mulher,é claro que existe muitos homens legais, esses não estão inclusos nos comentários, afinal o que queremos combater é o machismo e não os caras legais. Sugestão: crie um blog e debata sobre esse tipo de mulher e porque os homens se envolvem em relacionamentos assim.

Ana disse...

Black,

Desculpa a ignorância, cara, mas eu me perdi na história da camisinha. Teu exemplo é pra ilustrar o que, exatamente...?
E vou te ser sincera, se você for falar do que acontece "na noite", vou me perder de vez, rs. Eu não saio.

De qualquer maneira, tua crítica é que as mulheres saem com vários homens? Tipo, promiscuidade? Não usar camisinha é uma péssima idéia, mas eu não sei se ser feminista ou machista tem haver com isso... Meu melhor palpite é que, se os homens insistem muito pra não usar, o ponto seria que mulheres machistas entendem que elas tem que se submeter à vontade do parceiro e aí no fim elas poem a própria vida em risco por causa dessa ideologia?

E os divórcios... acho que o negócio é que anos atrás os casais não tinham liberdade pra se divorciar como tem hoje. Se as pessoas estão infelizes tem que separar mesmo... Só acho ruim quando tem crianças, porque os filhos não tem culpa de nada e as vezes pais separados... é foda.

Bruna disse...

Eu tentei a minha vida toda quase ser gay, mas não é uma questão de escolha. Como muitas de vocês também passei por um casamento machista. Meu ex levou até minhas roupas no fim e eu segui com a minha vida, muito mais livre feliz. Assim como havia tentado antes e durante, depois tentei namorar com mulheres. Mas não é sem motivo que se chama orientação sexual, não é uma opção. Eu bem que queria gostar de mulheres, mas o ponto é que gosto de homens. Não adianta simplesmente negarmos os homens se essa não for nossa verdade. A questão é que temos que dar o combate contra o machismo em todos os momentos e todos os dias das nossas vidas. Assim como tive um casamento que acabou sendo terrível também tive ótimas relações com homens sensíveis, cordiais, carinhosos, preocupados e que tenham lutar contra o machismo. São poucos, pouquíssimos, mixaria. Claro que sim. No entanto, não adianta deixarmos de buscar desde que não coloquemos nossa felicidade em um relacionamento porque, de fato, todos os relacionamentos são difíceis e se não temos a felicidade em nós, em uma ótima relação com a nossa individualidade, então, nada adianta ter alguém ou não ter.
Lutemos cotidianamente conta o machismo, defendamos, sobretudo para nós mesmas, nossas verdades e vamos tentar ser feliz. Mesmo que o mundo diga nunca.

Anônimo disse...

Nossa, quanto mais eu leio o blog da Lola, mais eu tô perdendo as esperanças de encontrar um homem companheiro.

Isso porque tô tão ciente, 'ligada' mesmo das manhas dos homens, que posso afirmar com todas as letras, com 33 anos de idade e depois de tantos namoros, relacionamentos e um casamento, que não conheci um homem bom de verdade.

Ana disse...

Anônimo,

Não, rancor da mulher que trabalhou por vinte anos pra me sustentar e que investiu TODO o seu dinheiro na minha educação eu não tenho, não.

Tenho rancor do cara que não gostava dela e mentia só pra se aproveitar.

Ana disse...

Black,

Sim, os caras legais estão por aí. Meu tio por exemplo é um marido e uma pai exemplar, não dá pra reclamar de uma vírgula.

Ninguém aqui quer colocar todo mundo no mesmo saco. Isso tem que ficar bem claro! :)

Anônimo disse...

Ok, Ana, ela escolheu esse cara como seu pai. Você não é a única, claro. Nós aceitamos uns merdas como pai dos nossos filhos e a culpa é nossa mesmo. Abs

Clarissa disse...

Black, eu peguei a parte da escrita rude.. eu entendo isso, quando eu debato todo mundo acha que eu to brigando também. Eu não li todos os outros comentários porque foram muitos, mas eu vou te responder mesmo assim.

Eu não tentei sair do foco. Eu sei que existem mulheres machistas, mas veja bem, mulheres machistas são tão vítimas quanto propagadoras do machismo. Tod@s nós somos vítimas do machismo, homens e mulheres. Não existe lado bom de uma parada que oprime metade da sociedade. Minto, que oprime toda a sociedade. Fato que as mulheres são mais oprimidas, mas homens também o são.

Só que alguns argumentos não me parecem válidos. O fato de homens serem oprimidos não anula a opressão das mulheres. As vezes as pessoas argumentam por exemplo: a lei maria da penha não é válida porque o cara x apanha da mulher, então as mulheres não são só vítimas, elas também são algozes... É claro que essa mulher é a culpada, ela bateu, ela tem que ser presa, ela tem que sofrer as consequências.

Mas, para analisar toda a sociedade, a gente tem que pensar também em termos gerais. Qual a porcentagem dos homens que apanham das mulheres? Qual a porcentagem dos que batem? Quem, em termos gerais, é a vítima?

Outra coisa que me incomoda muito, é as pessoas culparem a vítima. Meu pai sempre me ensinou que existe a vítima, que a vítima tem um perfil e que era pra eu tentar ao máximo me afastar do perfil da vítima. Por exemplo, se eu chegar em casa as três da madrugada e ficar enrolando pra sair do carro, a probabilidade de eu ser assaltada é muito maior do que se eu chegasse mais cedo, se eu saísse mais rápido. Só que as pessoas confundem isso com culpa. Se eu for realmente assaltada, a culpa não vai ser minha. Vai ser do assaltante.

Eu dei mole? Dei. Se eu tivesse em casa dormindo, eu não teria sido assaltada. Mas, veja bem, se não existisse o assaltante, eu também não tinha sido assaltada. A culpa é dele, ele está errado.

Isso vale pra qualquer crime. Quem bateu/assaltou/estuprou está errado, sempre. Se aquela mulher não estivesse dando mole, se ela fosse mais esperta, etc, então ela não seria a vítima, mas outra pessoa seria. Porque a culpa não é da pessoa que sofre a violência. A culpa é da pessoa que a comete.

Anônimo disse...

Olha o guerreiro da real mostrando a verdadeira face ai gente haaaahauaha


é batata,começa a lamentar a "prosmucidade" a patrulhar o comportamento alheio e blá blá,pode apostar,é cria do silvio e afins ahauaha

parem de bater palmas pra esse abestalahado dançar.


Cética

Ana disse...

Black, ok, então eu entendi corretamente.

Sendo sincera, eu sei que é irritante quando uma pessoa só escolhe parceiros... uh... "ruins". Não vou usar sexos aqui, porque também há homens muito "bons" que dão moral para mulheres "ruins", então acho que fica tudo na mesma.

Mas não acho que isso seja sempre consciente. Machismo é uma coisa tão comum que a gente precisa acordar pra perceber. Porque pensa, um cafajeste é o pegador, não? E não é esse tipo de cara que o machismo exalta? Elas seguem o modelo que a sociedade segue. O mundo que elas veem é assim. O mesmo com os homens, se você for machista e pensar que o papel da mulher é decorativo, vai atrás da mais bonita. Mas vai que ela machista, e pensa em você como um pote de ouro ambulante...
São valores distorcidos. Homens não tem que ter responsabilidade de prover coisa nenhuma, nem mulheres são só vasos decorativos. Existem coisas bem mais importantes, a gente não devia ser medido desse jeito arbitrário.

Conheço várias pessoas assim, e eu me irrito com isso também, mas acho que o primeiro passo pra evitar que isso aconteça é conscientizar. Não acho que seja uma coisa planejada...

Ana disse...

Gente, parem de dizer que a culpa foi da minha mãe! Ele enganou, mentiu, roubou, traiu... E ELA, que não fez NADA pra ele ou pra mim é culpada?!

MACHISTAS. SEMPRE DIZENDO QUE A CULPA É DA MULHER NÃO IMPORTA O QUE ACONTEÇA.

Anônimo disse...

Isso porque tô tão ciente, 'ligada' mesmo das manhas dos homens, que posso afirmar com todas as letras, com 33 anos de idade e depois de tantos namoros, relacionamentos e um casamento, que não conheci um homem bom de verdade.

Depois dessa, fico pensando quantas mulheres boas de verdade estão palrando aqui (eu, inclusive).

black dahlia disse...

Outro exemplo de blogueiro que questionou o comportamento dessas mulheres e se deu mal foi o Enigmático e Realista... o cara foi atacado aqui no blog da Lola, tentou se defender nos comments, mais foi vilipendiado pela própria Lola e comnetaristas, que não entenderam patavinas dos textos dele e para quem eram direcionados,que eram as mulheres que se aproveitavam do machismo...

Maicon Vieira disse...

Olha, sei que não está muito relacionado com o post, mas gostaria de perguntar algo faz um tempinho. Vejo o pessoal sempre usando a palavra machismo mesmo quando em determinada situação o gênero privilegiado é o feminino. Só que aí vem o problema, se o gênero privilegiado é o feminino então como pode ser machismo já que pelo que eu entendi o machismo privilegia o homem? Exemplo: essa questão de que homens devem pagar a conta, como isso pode ser machismo já que não os privilegiam? Sério, não entendo isso.

Dri Caldeira disse...

Eu nunca quis me casar. Nunca msm. Via a vida q a minha mãe levava e achava aquilo uma chatice. Preferi estudar e trabalhar. Qdo. eu tinha 31 anos, eu não tinha mais o que fazer, conheci um cara que idolatrava o chão que eu pisava. Como eu ñ dependia financeiramente dele, casei. Casei de branco, pra minha mãe não encher o saco e na igreja que ela queria. Meu casamento foi uma porcaria, mas a cerimônia foi maravilhosa, a festa então, nem se fala, comi o tempo todo. E é essa a recordação boa q eu tenho de um casamento q durou 2 anos e meio. Foi esse tempo q vivemos juntos, de julho de 2001 até janeiro de 2004. Ele é tudo isso q veio explicado no guest post e mais alguns predicados: vagabundo, mentiroso, viciado em jogo e em drogas. Mas tb reconheço q não fui uma boa esposa desde o começo. Não tinha paciência pra ser esposa. Nunca cozinhei nada q só ele gostasse de comer. Nunca fiz uma massagem ou cuidei das coisas dele pra ele. Me revolta essa mania que homem tem de fazer a esposa substituir a mãe. Éramos um casal, não mãe e filho. Muitas vezes saí com minhas amigas e deixei ele sozinho, mas não ficava fora a noite toda não. E saía com minhas amigas. Foi tudo sossegado até eu perder tudo, daí ele se revelou. Um cara cruel, violento, interesseiro, um verdadeiro canalha. Até que num domingo, num dia das mães, ele me deu um tapa na cara. Eu machuquei muito ele, muito mesmo. Minha mãe foi até em casa e brigou muito comigo, que eu estava mentindo q se alguém tinha apanhado ali tinha sido ele, não eu. ele não gostava de trabalhar e depois dessa surra, vieram mais 2, todas por causa da vagabundagem dele. Na 3a. eu só não o matei pq a mãe dele morava no msm prédio, ouviu os gritos de socorro dele e veio socorrer. Meu ex é vítima da talidomida, nasceu sem a mão direita e o pé tb. Depois da surra, me bateu um pânico: se ele fosse na delegacia eu estava ferrada, pq afinal, bati num deficiente físico. Não pensei duas vezes, peguei a tábua de carne e meti no meu olho direito. Fez um hematoma. Fui pra delegacia da mulher. Pra minha sorte, a delegada tinha estudado comigo. Ela ficou revoltada qdo. viu meu olho e mandou uma viatura buscar meu ex, na casa da mãe dele. Eu ainda avisei, não algema pq ele consegue fugir, só tem uma mão. Qdo. ela viu o estado q ele estava, me perguntou o q tinha acontecido de verdade eu falei, ele me deu um soco e eu só me defendi. Bom, eu me separei. Na verdade, eu não poderia ter casado, já tinha 32 e nunca fui muito de me apegar à namorado, essas coisas. Homem pra mim sempre foi um objeto, tem os q escolhi para ser amigos e os que escolhi para me relacionar sexualmente. Gente, não importa a opção sexual, se vc é gay, hétero, trans, trava, relacionamento é muito complicado. É um exercício diário de respeito e compreensão. E paciência, coisa q eu não tenho, nem nunca tive.

Anônimo disse...

Galera, na boa, esse black dalia é troll e mascu. Essas histórias que ele conta são invenção pura. Ele fica se fazendo de 'ai, mas eu só quero discutir' pra que deem atenção a ele. Ignorem, é mais saudável. No fim o que ele quer mesmo é fazer o que fez no post que a Lola provavelmente vai deletar: xingar sem dó as mulheres daqui. O coração mascu dele está cheio de ódio, pronto pra explodir. Mas é só não dar trela pra ele.

Anônimo disse...

Homens não tem que ter responsabilidade de prover coisa nenhuma, nem mulheres são só vasos decorativos.Ana

Meu pai sempre dependeu financeiramente da minha mãe. Por sete anos ele mentiu a torto e a direito e fez de tudo pra eles continuarem juntos, porque ele precisava do $$ dela.Ana

tsk tsk tsk

lola aronovich disse...

Verdade, Black Dahlia. Agora vc se entregou. Começou a falar bem de mascus, a defender suas ideias... Qualquer pessoa sensata que for a um desses blogs de "escrita brilhante" (segundo suas palavras) comumente conhecidos como masculinistas irá se horrorizar com o que ler lá. E não estou falando dos mascus sanctos, que são mais radicais, que têm o ódio mais intenso. Estou falando dos mascus que nem se assumem mascus (ninguém se assume mascu!), caso de Reflexões Masculinas, Enigmático, The Truth, toda a galera da Real e tal. Demorou quantos comentários até vc dizer a que veio, Black? Vc está monopolizando a caixa de comentários com um monte de estupidez. Ou modera, e comenta esporadicamente, ou será deletado. Ou seja, receberá o mesmo tratamento que dedico a outros trolls floodadores.

Lyzze disse...

Lolaaa! Achei essa imagem e como sempre pensei primeiro em você.
Agora lerei o tópico.
http://d24w6bsrhbeh9d.cloudfront.net/photo/3981020_460s.jpg

Anônimo disse...

Dri, você é hilária. :)

Ana disse...

Maicon,
No machismo, o homem é o provedor. Ele tem a grana, ele trabalha, e a mulher cuida das crianças e da casa. Se um homem paga a conta isso pode ser machista porque segue a lógica de que ele é que controla o $$. Está cumprindo seu papel, e mais tarde vai ser a vez da mulher, cuidando da casa, ou das crianças, ou se mantendo bela eternamente, etc... Numa sociedade totalmente machista ideal, uma mulher não ia poder pagar a conta nem se tentasse, porque não ia nem poder trabalhar fora.

Exemplo: o cara leva a menina pra jantar, paga, dá presente, e depois acha um absurdo ela não querer ir pra cama com ele. Por que na cabeça dele, ele foi legal, ele foi gentil, gastou grana com ela, cumpriu o papel dele... Enfim, foi "romântico", fez o que tinha que fazer e agora não "recebe o prêmio" (argh). Machismo é uma droga mesmo, ruim pros caras que acham que estão sendo gentis e passam por todo esse trabalho pra nada e ruim pras meninas, que podem se sentir pressionadas a ir pra cama com o sujeito só porque ele pagou a conta. Ninguém ganha com isso.
Que fique claro que isso é muito diferente de eu ter um namorado e a gente fazer um acordo de que ela paga por alguma conveniência ou coisa assim. A maioria das feministas prefere pagar a conta, de qualquer maneira.

Te ajudei ou dei um nó ainda pior? Rs

Black,

lembre-se sempre que a culpa não é das mulheres ou dos homens, a culpa é do machismo. Se um cara chega dizendo que "as mulheres" são vadias que dão moral pros cafas, ele vai ser chamado de misógino sim. O certo é analisar o quadro todo, comentar como o machismo é ruim pros homens, colocando vocês sob pressões ridículas, e discutir como tornar o mundo mais igual. Ódio ao sexo oposto, ou às feministas, não resolve.

black dahlia disse...

Lola, acho que você que interpretou mal os textos.Outra coisa os dois não tem nada a ver com a real.Eles questionavam o machismo das mulheres machistas e feministas que fingiam não saber do comportamento machista dessas mulheres.Me entregar? não entendi? estou comentando com boa educação e tentando colocar meus pontos de vista.Estou monoplizando porque ninguém escreve, e quando escreve é para insultar ou tentar me acusar de algo.O que foi? opiniões contrárias e conversa com os comentaristas agora não pode? tenho que dizer amém para tudo que você escreve? outra coisa floodar se eu tivesse agredindo alguém, coisa que não estou fazendo.
A verdade lola é que você colocou os dois blogueiros no mesmo saco do masculinismo, coisa que eles não fazem parte.Com qual intenção não sei.
pfff...

Roxy Carmichael disse...

black dhalia meu jovem
cuidado com o léxico ou vou ter que sugerir que você lave a sua boquinha com água sanitária antes de dirigir palavras tão pouco gentis à minha pessoa :-)
como eu sou realmente muito paciente, supero essa explosão completamente injustificada e te explico mais uma vez:

1)você sugeriu que o seu argumento encerrava a discussão e desafiou alguém a ter culhões pra falar merda. o que eu disse, e vc não entendeu, é que ninguem tava interessado em falar merda aqui, aliás estamos todas te tratando com a maior cordialidade que você demonstrou não merecer, sendo completamente (e injustamente) descortês comigo.

2)sim, eu disse que as mulheres que fazem sexo sem camisinha não tem amor próprio, principalmente se elas forem procedentes de classes privilegiadas o que significa que tem educação e acesso à informação. eu não disse que isso não era lamentável. o que também não significa que as pessoas não estejam suscetíveis ao erro, já que todos somos humanos e podemos errar. mas, o nosso amor próprio não deve se refletir só no nosso investimento em independência e boa carreira ou no intelecto, mas em cuidado com nosso corpo (e não falo de depilação e sim, de saúde). amor próprio significa estar com pessoas que te fazem feliz, porque não existe outra razão, além da baixa auto-estima pra estar com alguém que te faz infeliz. por isso o guest post não é visto como mocinha X vilão. não é uma questão de culpabilizar ninguém. nem ao marido, nem a si própria. é questão de assumir a responsabilidade. e isso a autora do texto fez, assumiu a responsabilidade pela propria felicidade e ao que tudo indica esta mais feliz do que nunca

3)para com esse papo de que as feministas ignoram que mulheres também são machistas. tá chato já

tá tarde, vai descansar e tente não ficar muito triste pela lembrança de historias trágicas que vieram à sua mente a partir dessa discussão

abracinho.

Dri Caldeira disse...

Black - tua máscara caiu, dá pra fingir quem não se é durante algum tempo, vc durou alguns dias. E eu vou ignorar vc.

Anônimo disse...

Nossa Dri, que triste sua história.
Mas viu não diga "Homem pra mim sempre foi um objeto".
Nãi reproduza o que muitos homens pensam das mulheres.
Há muito homem que quer a esposa como extensão da mãe mesmo , concordo.
Mas não podemso repetir o homem como objeto (a la Madonna) e dar razão para quando algumas feminsitas dizem que há discurso machista no blog da Lola viu.
E tem homem compenheiro tb por ai.
Relacionamento é complicado mesmo

Anônimo disse...

Pessoal, o discurso do Black tava muito estranho mesmo.
Ai estou triste etc etc de um jeito tão barato sentimentalóide que em nenhum momento me pareceu real.
Quem tá preocupado mesmo não usa estas expressões geralmente.

Dri Caldeira disse...

Tá bem gente, desculpa, homem pra mim não é objeto. Mas tenho poucas utilidades pro ser humano do gênero masculino na minha vida. É que é muito chato essa necessidade que mulher tem de depender de homem, de ter um companheiro, de só sentir completa se estiver namorando, num relacionamento. Conheço casais q viveram namoros maravilhosos, em casas separadas por anos e qdo. resolveram se casar, não ficaram nem 6 meses juntos. Eu não sou metade da laranja de ninguém, eu sou uma laranja completa e quando a laranja é cortada pela metade, ela nunca mais volta a formar um inteiro perfeito.

Anônimo disse...

SEm falar que achei estranho alguém que diz trabalhar na noite como músico ficar tão assustado com a vida sexual movimentada dos outros. Geralmente quem trampa a noite , musico etc "tende" a ser mais liertário.

Maicon Vieira disse...

Ana, fiquei ainda mais confuso.

Roxy Carmichael disse...

você não se desculpou não. não que eu faça questão das suas desculpas, mas faço questão de que você pare de tumultuar o debate.

Anônimo disse...

Geralmente quem trampa a noite , musico etc "tende" a ser mais liertário.

ixi, ser libertário é achar normal que moças peguem aids a torto e a direito na balada? Ser músico é ter atestado de amoralidade?

black dahlia disse...

Ana e Clarissa,
Beijo e Abraço.Legal vocês se disporem a discutir sem nenhum preconceito com um interlocutor que tem idéias contrárias, mantendo respeito e cordialidade.Muito bacana conversar com vocês duas.

black dahlia disse...

E vocês mudaram algumas de minhas visões

:)

Anônimo disse...

Nossa, Dri Caldeira...sua história me impactou um pouco. Isso de "ser boa esposa", precisa ter sido pintado assim? Fazer uma comida que ele goste (uma só vez - você fez questão de frisar que nunca fez nada pra ele) isso chama GENTILEZA. Um casal, amigos, trocam gentilezas entre si.

E nem preciso falar do relato que você se autoflagelou para dizer que foi autodefesa? Bem... você me pareceu um tanto agressiva. Se não gosta de relacionamentos com homens, tudo bem, mas pintar isso como um "suplício" é generalizar, não?

E você disse no começo que ele "idolatrava o chão que você pisava". É bonito essa relação de subordinação ao outro? Em nenhum dos gêneros.


Isso que me assusta um pouco nos relatos... quando alguém diz que algumas feministas detestam homens devem se mirar nas exceções como a Dri.

Desculpa se algo que disse foi intimista, não sei. Mas fiquei chocada com o jeito como você falou.

Anônimo disse...

Dri: Estou de acordo que tenha se desfeito de uma relação com alguém viciado em drogas e vagabundo...mas durante o namoro você nunca percebeu estas tendências nele? só depois que passaram viver juntos?

Anônimo disse...

que nada, a Dri ficou até tempo demais com o estrupício pq fosse como eu teria largado o sujeito na primeira escorregada que ele deu.
Insubordinada

Anônimo disse...

Meu comentário ao Black de quem trabalha a noite não se refere a aids.
E que está colocando "moral" na roda é vcs. Nem ser musico é, nem ser promiscua, e nem pegar aids é amoral para mim pelo menos. (quem disse que é? só se for p vcs)
Não acho musico da noite um rock star anos 70. Mas pelo menos os que conheci na vida, por gostarem de estar no meio artistico, por gostarem da noite não repetiam esterótipos de mulher gostar de grana e cafageste como o black demosntrou, pois a realidade é muito diferente deste estereótipo, e quem vive na noite mesmo poderia ter visto isso tb, por isso a palavra liberátio.

Anônimo disse...

Gente, não importa a opção sexual, se vc é gay, hétero, trans, trava, relacionamento é muito complicado. É um exercício diário de respeito e compreensão. E paciência, coisa q eu não tenho, nem nunca tive. [2]

Assino embaixo.

Quem não tem essas habilidades, é melhor nem se envolver. E você se envolve também com a família da pessoa, é complexo demais.

Anônimo disse...

li ,o post e pensei que o título dele poderia ser: Nossas escolhas são realmente nossas?
Não li um texto de vitmas e malfeitores, a autora assume responsabilidade por suas escolhas. O que ela questiona é o por que dessas escolhas terem sido feitas. o que é um questionamento bem pertinente em um blog feminista.
Li o texto e vi nele muitas historias de pessoas que conheçoé como a própria disse: a intenção do relato foi mostrar que podemos sim nos libertar de escollhas que são feitas pela sociedade em cima de nós.

Anônimo disse...

Se tem homem que busca na esposa uma "mãe", tem mulher que busca "um pai" protetor, então... tem que analisar mais isso aí... não gosto de que certas atitudes cordatas e de ajuda/solicitude/gentileza, seja confundida com "ser mãe e pai" do outro.

Anônimo disse...

Olha, eu gosto de ler todos os comentários das meninas aqui, mas quem responde esse tal de Dalinha Negra é tão besta quanto ele.

Anônimo disse...

a intenção do relato foi mostrar que podemos sim nos libertar de escollhas que são feitas pela sociedade em cima de nós.

Quando é que vamos entender que NÓS somos a sociedade que está em cima de NÓS?

Parafraseando o barão de Itararé:O mundo é feito por nós. Só falta desatar os nós.

Elisa Cavalieri disse...

Achei o texto muito bom, realmente. Sempre temos que nos questionar sobre o porque de nossas escolhas e, claramente, ela só embarcou nesse relacionamento e nesse casamento por se sentir insegura, por não se achar bonita, enfim, por todas essas coisas que a sociedade enfia em nossas cabeças. É realmente muito difícil superar a pressão da sociedade por nos relacionarmos, e algumas mulheres simplesmente não conseguem 'ser' se não estão namorando (ou casadas), e isso, juntando com a baixa auto-estima e com essa ideia de "não vou conseguir ninguém melhor" é que cria esses relacionamentos esquisitíssimos por aí, que aliás, estão se mostrando ser a norma. Mas parabéns C, e que fique bem agora, com alguém mais legal ou sozinha mesmo!

P.S.: Primeira vez que comento aqui em milênios acompanhando o blog. Medinho de ter escrito besteira rsrs Mas Lola, adoro seu blog! Vim pelas críticas de cinema e fiquei agradavelmente surpresa com as postagens feministas... Mas, quando disse pro meu pai que estava lendo seu blog, ele disse "ela escreve bem, mas me acusou de ser gordofóbico" rsrsrs Pobre cara, ele é mesmo um pouco, coisa incompreensível já que ele é uma bolinha com pernas. Mas ele está mudando, gradualmente.

carolinapaiva disse...

Black Dahlia

Na verdade, o Enigmático e Realístico é sim um mascu. Ele participava de um fórum que foi fechado recentemente.
Outra coisa: feministas nunca fingiram que mulheres machistas não existem.
Já disse para você: pesquise no blog, pode demorar, mas pelo menos você terá uma visão mais ampla do que é discutido aqui, e verá que esse assunto já foi amplamente discutido.
Não procuro por você pelos seguintes motivos:
- Acho que tu deve procurar por si mesmo;
- Não tenho tempo (2 provas e 3 trabalhos);
- Li posts de alguns anos atrás, logo, seria muito demorado até eu juntar tudo.
Enfim, boa pesquisa.
Ah, e não se esqueça: feminismo não se restringe ao blog da Lola.
Obs.: um questionamento meu. Você citou aqui casos onde homens foram vítimas de mulheres que os trataram mal. Ok. No que esses depoimentos diferem do da C? Por que seriam mais dignos de empatia, ao ponto de você chamar uma comentarista de "merda humana"?
Segundo: você automaticamente colocou o homem na posição de vítima e a mulher na de algoz, certo? Se você critica maniqueísmo, como pode praticá-lo em outra situação?
Não estou te atacando, apenas questionando alguns pontos soltos.

Anônimo disse...

relacionamento não é coisa fácil não, seja relacionamento amoroso ou amigável não é fácil pq de uma ou outra forma existe cobrança, existe o ego que se sente incomodado e ainda mais
Jicovati

Dri Caldeira disse...

Olha, vou generalizar sim essa minha visão de q casamento escraviza e tolhe somente a mulher pq é verdade. Tudo recai sobre as costas dela. Criar os filhos, cuidar da casa, ver se a roupa do marido tá impecável, se a cueca dele tá furada. Isso me enoja! Pq a mulher é que vê essas coisas? Ele casou e ficou cego, não tem capacidade pra isso? E o homem não modifica sua maneira de ser qdo casa, só passa a mentir melhor.

black dahlia disse...

CarolinaPaiva,

Tudo se trata a respeito do machismo:
falei que as mulheres também podem ser machistas, também podem ser manipuladoras e também se beneficiar do machismo para obter privilégios.Mas não generalizei e falei de todas as mulheres.Estou falando de forma mais abrangente sem ficar dizendo mulher algoz, homem vítima, até porque, seria muito reducionismo

carolinapaiva disse...

Black Dahlia

Ok, mas você não respondeu no que os teus depoimentos sobre os homens que sofreram seriam diferentes do da C (guest poster); e por que seriam mais dignos de empatia.

Sobre o Enigmático e Realístico: vou dar uma lida no blog dele e colocar alguns trechos, não deve ter mudado muito desde a última vez que eu li, onde a misoginia corria solta.

Anônimo disse...

esse comercial da Air France é machista? a mulher se pendura no pescoço do cara e ele fica dirigindo a mulher para onde ele bem entender.
http://www.youtube.com/watch?v=J6bGnSEwdKY

Lyzze disse...

Esses lances de casamento me irritam profundamente. Li todos os comentários e sinto sair do tema que está em debate, mas realmente concordo com alguém que mencionou ser pressionada para ter um casamento ou relacionamento para se sentir completa. Quando dizia que não quero me casar, sempre falavam que é fase, coisa da idade. Agora que já sou crescida, tentam me mostrar o contra de "ser sozinha e não ter herdeiros". E quando ainda digo que pretendo adotar e criar crianças sozinhas, nossa, o teto cái. Meu professor hoje disse algo muito digno: na vida você tem sete papéis importantes: Passar na escola, fazer faculdade, casar, ter filho, envelhecer e morrer. Se você deixa algum desses de fora você é um fracassado e todos têm pena de você - e às vezes até você mesmo.
Abraços, boa noite a tod@s.

Lyzze disse...

Ele falou sete papéis e um achei tão desimportante que até esqueci de mencionar. HAHAAHA!

D. disse...

parece a minha história...inclusive o final (recomeço).
Beijos, C.

Liz disse...

(Olá Lola, desde que descobri leio diariamente seu blog. Ele tem me feito refletir bastante sobre minhas atitudes passadas e a minha vida atual. Muito obrigada, de coração.)

Me identifiquei bastante com o post. Não porque cheguei a casar, mas porque tive várias vezes o mesmo comportamento passivo.
(vou tentar resumir ao máximo)

Na minha opinião, o maior problema está na educação que os homens recebem. Nas famílias dos homens com quem me relacionei funcionava assim: o pai é o "amigão", o que incentiva a pegar as mulheres, porque é másculo, é viril. Já a mãe é a que serve ao filho. A mãe de um namorado que tive levava café, almoço, jantar, TUDO na mesa do computador dele, enquanto o filho jogava o dia inteiro. Faculdade? Trabalho? Interesse em nenhum dos dois.

Daí vem minha parte: sou filha única e indesejada de um casal que se viu obrigado a ficar junto por convenção social e comodismo. Passei grande parte da minha vida sendo tratada como um obstáculo dos sonhos dos meus pais. Meu pai chegava infeliz do trabalho e descontava em mim, sendo impaciente e pouco se lixando para o que eu tinha para contar sobre o meu dia. Minha mãe largou o trabalho e foi estudar, também não tinha tempo nem paciência. Eu chegava do colégio e passava grande parte do dia só, meus pais me proibiam de sair na rua ou levar amigas para o apartamento. Tive uma amiga que ia escondida para assistirmos desenho e quando minha mãe descobriu deu a maior bronca. Meus pais nunca confiavam em ninguém, para eles todas as pessoas possuem má intenção dentro de suas ações.
Resultado: aos 12 anos eu já era muito infeliz e solitária. Acredito que foi isso que me fez escolher os péssimos namorados.

Eu queria alguém que me fizesse companhia e oferecesse todo aquele carinho que faltava em casa. Aceitava namorar facilmente. Tive três namorados, um pior que o outro. Acho que fui traída por todos, mas o último foi a gota d'água. Ele só me via uma vez na semana, que era quando ele queria transar. Não queria saber da minha vida, era um estranho pra mim... até hoje tenho dúvidas se deveria mesmo considera-lo "namorado".
Mas um dia a ficha caiu. Assim, do nada, resolvi acabar. Marcamos um dos nossos raros encontros e ele não foi/não quis ir. Tive que acabar por telefone mesmo, chorei por meses mesmo sabendo que tinha feito a coisa certa... era difícil estar sozinha novamente.

Mas o tempo, ah o tempo! Se você segue firme o tempo te mostra a verdade.
Dois anos se passaram e eu não namorei mais ninguém porque estou confortável solteira e com meus planos de viagem, além do que não é mais qualquer um que me atrai.

Cheguei a conclusão que, quando você quer, nem sua família nem os demais interferem na sua felicidade nem nos seus sonhos. Ainda é difícil, mas não é impossível. Daqui a uns meses vou passar no minimo 6 meses longe daqui, coisa que sempre sonhei.

Mari_ana disse...

Não cheguei a ler todos os comentários, mas acho que rolou uma certa confusão aqui quanto a posição da autora.

Ela fala sim que o ex é machista e que era ruim para ela. Mas em hora nenhuma percebi que o culpava por isso.

Pelo contrário, pelo que entendi, todo o objetivo do texto foi mostrar que mesmo ela, uma mulher que se considera critica e bem resolvida, caiu em um relacionamento machista.

Mas atenção, "relacionamento". Pq o ponto principal, a meu ver, era que ela levou a diante essa relação ruim por insegurança. Por achar que não merecia alguém melhor. E tá aí, nesse ponto ela SE RESPONSABILIZA pelo que viveu.

E o mais importante: faz uma reflexão sobre o pq dessa situação, nos mostrando que mesmo nós, mulheres feministas, de mente aberta.. podemos cair nessas armadilhas sem perceber. Sem perceber que vc tá fazendo isso para ser aceita no meio em que vive.

Acho que divaguei demais, mas entendo o que a C. passou. Já cai numa dessas. Não pelo fato do cara ser horrível e tal, mas para admitir que não queria ficar com ele apesar de todos dizendo que eu deveria.

Fui criada numa família muito machista, e é quase uma vergonha você não se casar e "ficar p/ titia". aff
Então ter forças para falar 'não' para um casamento é algo difícil.

Anônimo disse...

'Olha, vou generalizar sim essa minha visão de q casamento escraviza e tolhe somente a mulher pq é verdade. Tudo recai sobre as costas dela. Criar os filhos, cuidar da casa, ver se a roupa do marido tá impecável, se a cueca dele tá furada. Isso me enoja! '

Então não casa ora porra.

Anônimo disse...

'Depois da surra, me bateu um pânico: se ele fosse na delegacia eu estava ferrada, pq afinal, bati num deficiente físico. Não pensei duas vezes, peguei a tábua de carne e meti no meu olho direito. Fez um hematoma.

Parabéns pela honestidade.
Mas sinceramente, tu vai se meter com um drogado, queria o que? Tudo depois vai ser um círculo vicioso de energia negativa

Anônimo disse...

E não só um drogado mas um drogado vitima da talidomida, sem mão, sem pé, nada contra os deficientes mas deve ser uma barra muito maior, pra quem já é desequilibrado deve ser um catalisador pra tudo de ruim, e ainda juntando tudo com as drogas...

Enfim, acho simplista falar que tudo no mundo é machismo.

Rê Michelotti disse...

Muitas mulheres passam por situações parecidas... Mas, quando se chega a conclusão que desejamos terminar, infelizmente as vezes as coisas não são tão simples e se não houver o apoio em especial da família, fica difícil colocar um ponto final. Ter uma família que não fecha os olhos para nossa desgraça é muito importante...pois nesses momentos ficamos ainda mais frágeis e por 'N' outras questões... nos vemos presas num casamento falido e sem nenhum apoio se quer! Logo, é preciso muita garra para terminar e ir a luta... Parabéns a C, que teve coragem e a sorte de uma família que não preza só pelo "o que os outros vão falar". Parabéns pelo Post Lola! bjão

Camila Fernandes disse...

Não se trata de culpa, gente, mas de responsabilidade. Responsabilidade é mais complexo que só "você é errou, a culpa é sua", sabe? É sobre entender a sua parte em uma situação, sabendo que outras pessoas tem a parte delas também. Saber administrar a sua própria parcela de responsabilidade, entender em que você contribuiu e o que poderia ter sido feito diferente, e aprender com isso.

Nesse ponto, a C. teve sua parcela de responsabilidade, sim. Ela mesma admite isso quando reconhece que foi passiva, que achava que realmente precisava dele, ao falar sobre a terapia, a timidez e o impacto da adolescência na sua conduta mais tarde. Talvez ela pudesse ter reagido ali mesmo, e a história teria uma continuação diferente. Ela podia ter largado o namorado/marido antes, mas isso não faz com que a "culpa" seja dela. A C. é responsável por uma parte do problema, e acredito que o cara seja responsável pela sua parte também.

Bom que ela reagiu, que saiu de uma situação que a fazia infeliz. A C. finalmente conseguiu ser honesta consigo mesma e agir de acordo com isso, e aprendeu a se respeitar mais. Isso é ótimo.

Carol NLG disse...

Ah, gente, menos né?

Vamos generalizar tudo? Nem todo homem é mimado/machista. Nem toda mulher é interesseira.

Eu sou casada. Meu marido e eu dividimos todas as tarefas da casa. Em nenhum momento ele diz que me "ajuda" nas tarefas da casa, justamente porque são tarefas dos dois. Nunca me senti "escravizada" por ele ou pelo casamento.

Já cozinhei coisa que ele gosta. Ele também já cozinhou coisa que eu gosto. Ele já me levou café da manhã na cama, de surpresa, sem motivo. Eu já fiz o mesmo. Quando ele machucou o braço e passou umas semanas engessado, lavei, sim, roupas dele e passei também. Isso se chama compaixão, amizade, coisas que, sinceramente, são tão necessárias quanto o amor num relacionamento.

Nenhum dos dois entrou nessa com complexo de Édipo. Talvez seja por isso que está dando certo. Os dois falam o que sentem, conversamos. Podemos até concordar em discordar de algumas coisas. Mas respeito é fundamental, né?

Anônimo disse...

A Dri Caldeira acabou de demonstrar que é, sim, má pessoa. Bateu num deficiente. Ele era vagabundo? Divorciasse. Espancou um sujeito sem chances de defesa e ainda se autoflagelou pra botar a culpa nele. Bonito, né?

Anônimo disse...

Essa história é tão bizarra que mal da pra acreditar
E isso de furar o olho não ia adiantar nada, tem medicina forense, tem exame e tal
Fora que, como é que um cara que nem mão tem ia conseguir lutar de igual pra igual e fazer isso?

darkgabi disse...

hj nao tô com tempo de ler a maior parte dos comentários, mas quero opinar mesmo assim hehehehe

se vc diz q seu namorado/marido era machista, eu acredito, embora eu nao tenha lido evidências disso no seu texto, apenas q ele era uma pessoa controladora.

e aki talvez eu precise concordar com uma ou outra voz contrária, dizendo q isso nao é problema só das mulheres. talvez a gente sofra mais pq a informacao q tá aí na rua pra todo mundo ver é q uma mulher solteira é uma fracassada e um homem solteiro é independente.

mas ficar amarrada a um relacionamento q nao te leva a luvar nenhum nao é privilégio feminino. pra mim, essa é a maior crítica à instituicao casamento como colocada hj na nossa sociedade: a q temos q achar O alguém q nos completa, e q ele será apenas um e nao vários e q ele tem q ser para todo o sempre.

já vi muitos amigos passando por histórias semelhantes... talvez nao de 8 anos, talvez nao com casamento, mas já vi muitos amigos arrastarem relacionamentos q já estao falidos, q as pessoas nao se aturam mais, apenas pq eles têm medo de enfrentar o mundo sozinhas. pq ser adulto é mt difícil.

amor, casamento, relacionamentos em geral ainda carregam os tracos mt fortes de como a nossa sociedade se estabeleceu, o surgimento e preotecao da propriedade privada, etc. tá mudando, e rápido, e acho isso mt bom.

enfim, ainda bem q a dona do texto percebeu q o relacionamento dela nao a realizava e conseguiu se libertar das amarras e se descobrir embaixo disso td. q ela nao cometa o mesmo erro de novo. nao de nao achar mais um homem bobo ou controlador, pq disso o mundo tá cheio [e de mulheres bobas e controladoras tb], mas sim de perceber qd a situacao nao está favorável e ter forcas e coragem pra sair de uma fria o quanto antes.

lola aronovich disse...

Roxy, mil desculpas por não ter apagado o comentário cheio de ódio do mascutroll Black Dahlia antes. Eu não vi. São muitos comentários, e alguns passam batidos. Agora deletei. Por favor, continue comentando, que seus comentários são ótimos.


Elisa, obrigada pelo primeiro comentário que vc faz aqui! Não se acanhe e continue comentando, viu? Abração!

lola aronovich disse...

Black Dahlia, vc chama uma comentarista de "merda humana" e ao mesmo tempo diz que está comentando com educação... Incrível sua cara de pau. Essa esquizofrenia da sua parte, e o fato de jogar o nome do Enigmático e Asterístico no meio, me faz suspeitar se vc não é de repente o próprio. Afinal, ele tinha uns 3 ou 4 perfis, né? Eu adorava o diálogo que ele travava com ele mesmo no blog dele, e em outros blogs mascus. Aliás, este foi um dos motivos que ele foi expulso do fórum da Real (aliás, o que ele -- e vc? -- estavam fazendo no fórum da Real, se não são mascus, ou não estão lá pra rir deles?). Black Dahlia: Arthur, é vc? Não responda. Vc não é bem-vindo aqui.

Carol M disse...

Dark Gabi, isso realmente acontece, as pessoas arrastam relacionamentos ruins por não querer ficar sozinhas e isso é uma merda pros 2! Muitos amigos meus tb só terminaram qd já tinham uma substituta em vista, pra só pular de um namoro pro outro.

Se nós não formos pessoas que se sintam bem e completas sozinhas como ter uma relação saudável com alguém?

Pessoas controladoras veem o outro como uma posse delas. Claro que existem mulheres controladoras, mas elas normalmente são taxadas de loucas ciumentas, o homem controlador se sente no direito de tratar sua mulher como posse e nem sempre as pessoas veem isso de forma ruim.

Drica Leal disse...

Não entendi porque tantas comentaristas estão perdendo tempo de explicando ou se justificando para o Black Dahlia.

O cara entra num blog feminista, que critica o modelo patriarcal da sociedade em vem pedir explicações do porque não postamos o lado dos homens, sendo que em quase todos os posts existe o debate do quanto o machismo é danoso para os homens também, mas o Black Dahlia, claro, não se dá ao trabalho de procurar esses inúmeros debates aqui no blog porque tem as bestas (me desculpem o termo, mas não encontrei um mais adequado) aí dispostas não só responder mil vezes os questionamentos rasos que volta e meia algum homem vem fazer por aqui, mas tentar JUSTIFICAR o feminismo pra eles. Por favor, né?

Homens como o Black Dahlia são incapazes de enxergar o que esse blog e todas as feministas vem debatendo e demonstrando desde o início: que o machismo, a sociedade patriarcal, tem consequências negativas PARA TODOS! Porém, só @s feminist@s parecem dispost@s a lutar contra isso enquanto homens como o Black Dahlia além de nada fazerem para combater o machismo entre seus iguais ficam questionando e cobrando do feminismo, num blog feminista, por algo que cabe a ele e demais homens descontentes fazerem: discutir entre homens e para homens o quanto esse modelo de masculinidade e de relação de gênero que se estabeleceu na sociedade patriarcal é ruim também para eles!

Nós, feministas, já debatemos e combatemos, e vocês, homens queixosos, estão fazendo o que?

Carol M disse...

Concordo totalmente com vc Drica: onde estão os homens lutando contra o machismo que tb os prejudica? Pq cobrar das feministas é moleza, quero ver eles se organizarem pra exigir licença paternidade maior, fim do alistamento obrigatório e outras coisas que fazem eles se acharem Os Coitadinhos.

Carol M disse...

Seu cego, se vc ler o blog vc vai ver que isso é amplamente aceito aqui. Se homens ou mulheres são mais machistas não interessa, interessa é que ninguém mais seja machista!

Anônimo disse...

'Black Dahlia: Arthur, é vc? Não responda. Vc não é bem-vindo aqui.'

Agora sim, finalmente uma coisa que concordamos.Cada um no seu respectivo quadrilátero.
Só que eu duvido que se fosse VC ouvindo isso, se iria respeitar o direito do dono da casa de só abrir a porta pra quem quiser.

Anônimo disse...

Concordo com as meninas. Naõ vamos perder tempo e desviando o assunto do post com pessoas que querem tumultuar.Como isso acontece!
E tem gente que, usando o argumento de que está sendo educado (por não falar palavrão, ou por falar que "quer entender") só que usa educadamente uma linha de raciocinio que ofende o outro.
Outro dia lembro de uma comentarista que dizia q gorda era relaxada, mas dizia que usava da educação. Como se o preconceito tb não estivesse na polidez.
E isso aí meninas, temos que tomar mais cuidado mesmo com desvios assim, não os desvios produtivos, mas o que querem tumultuar.
bjos!!

Drica Leal disse...

black dahlia:

Me apresente um só blog onde homens denunciam o prejuízo do machismo a eles mesmos, não conheço nenhum! Só sei de blogs de homens que defendem a misoginia, a subjugação das mulheres como solução para seus problemas. Blogs que defendem mais e mais um modelo patriarcal e machista mais agressivos e efetivos para que os problemas e limitações dos homens na sociedade atual sejam resolvidos. Não sei de um só blog de homens onde os mesmos admitam que esse modelo de masculinidade que temos aí é prejudicial aos homens, muito pelo contrário: os homens desses blogs apenas se queixam por não poderem ser um desses machos "fodões" que na nossa sociedade conseguem tudo o que querem e os outros homens os invejam por isso e se ressentem por não poderem ser como esses machões.

Repito: Me apresente um só blog onde homens denunciam o prejuízo do machismo a eles mesmos e seus questionamentos aqui terão validade.

black dahlia disse...

Drica Leal:

Fui expulso do blog.Isso quer dizer que meus comments serão sumariamente excluídos.Sou persona non grata aqui e tudo que falar vai ser distorcido.Para evitar xingamentos e maledicências, encerro por aqui.
Então, se quiser falar comigo e quiser continuar a conversa, de boa fé e peito aberto:
meu email,

deathmetalblackdahlia@yahoo.com.br

Abraço.

Maicon Vieira disse...

Alguém por aqui poderia tentar me esclarecer algumas dúvidas que eu tenho? Fiz uma pergunta alguns comentários atrás, obtive uma resposta, mas fiquei ainda mais confuso. Não gostaria que fosse respondido aqui, pois não estaria relacionado com o post. Se pudessem me responder por email eu agradeceria.

Lord Anderson disse...

Caramba, que drama o do B.D.

e queria entender essa perseguição aos blogueiros.

a Lola é perseguida,xingada, recebe dezenas de trolls ou pessoas querendo pautar o blog dela e continua assim mesmo na boa, sem se fazer de vitima

e é triste ver como alguns homens tem essa necessidade de ser o centro das atenções.

Não importa o assunto aqui no blog, sempre tem o cara que briga e "exige" que coloquem os homens no centro do debate.

como homem isso me envergonha pacas.

Patrick disse...

"como homem isso me envergonha pacas." [2]

Se tem tantos dramas assim pra contar, por que não criam o próprio blogue? Por que tem que vir clamar por atenção na caixa de comentários da Lola?

Anônimo disse...

Vem cá... esse BD não tinha sido expulso?! QQ ele ainda faz aqui? Vem só pra dizer 'mimimi'? Depois diz que ninguém entende ele, q não tem abertura aqui, que ninguém o ama nem o quer... aff!

Anônimo disse...

B.D

Um troll sofisticado, nada mais que isso.Apenas polido, mas a argumentação machista e de colocar a culpa na mulher, é a mesma.

Anônimo disse...

Não vejo 'desenvolvimento pessoal' algum... e sim a insistência em argumentos rasos...
Tb não vejo tanta educação assim, a partir do momento em que saem pérolas do tipo 'merda humana' ou 'como homem isso me envergonha, seu puxa saquismo'.
No mais, sinto uma grande deficiência no sentido compreensão textual e adequação. Desculpe, mas vc leu a proposta do blog? Hã?! Leu?! Continuando nessa linha, li muitas mulheres colocando nos seus comentários que ao lerem o texto, não compreenderam a história como homem ruim x mulher vítima, no entanto, não vi nenhum comentário seu sobre o outro ponto de vista tocado... só insistindo no mesmo discurso.
No mais... não aguardo uma resposta sua, posto que o sr. está expulso do blog. E sendo tão educado qnt vc diz que é, irá reconhecer sua inadequação e se retirar. Né?! Bjs na alma.

Anônimo disse...

Vou comentar como anônima. Acabei de dar uma olhada nos comentários e estou meio chocada com a história da Dri Caldeira. Não sei, essa relação tão difícil com homens... é uma consequência do machismo tbm? Não conseguir enxergá-los como mais que objetos em uma "apropriação" (?) do discurso machista, e mesmo assim tendo casado, sem ser o que o que queria, de branco, na igreja, sendo que isso não era desejo pessoal; e a agressividade, o agir sem pensar, a tábua de carne no olho... e entrar num relacionamento com alguém que não se admirava (pelo que parece se desprezava) Como tudo isso se relaciona com o machismo? Não sei explicar mas eu acho que se relaciona - não que se justifique, mas que talvez não seja só um caso isolado.

Roxy Carmichael disse...

maicon,
não creio ser possível entender o machismo só como homem sendo privilegiado e mulher sendo oprimida. se você conhece algo de foucault, deve conhecer alguns estudos dele sobre o poder. basicamente seus estudos são tão fundamentais nesse sentido (analise do poder) porque entende que o poder não é algo assim vertical, de uma ordem que parte de cima pra baixo, mas seria horizontal, com duelo de forças e resistencias e muitas vezes, essa fronteira entre o "opressor" e o "oprimido" (entre aspas porque essa relação nunca é preto no branco e sim muito matizada) não está muito bem definida. o seu exemplo é bem interessante pra fazer essa analise. é um senso comum isso de que homens devem ser provedores. pq isso seria machismo já que mulheres se beneficiam disso?primeiro que, se um detém o dinheiro, ele pode usar essa prerrogativa para controlar o outro ou ainda, tratá-lo como objeto. lembrando que vivemos numa sociedade capitalista e já faz muito tempo que marx disse que o que essa sociedade faz é converter pessoas em coisas. e como a leitora te explicou, numa sociedade de machismo total, mulheres sequer poderiam trabalhar, pois estas estariam dependentes do dinheiro primeiro do pai e segundo do marido. mas acho que a sua pergunta é: pq algumas mulheres entendem isso de o homem ser provedor, como uma qualidade, como um valor? eu acho que já falei sobre isso num comentário anterior e que vc inclusive corrigiu: ou seja, mulheres nao vivem em outro planeta, elas vivem num planeta machista, misogino e sexista e sofrem essas influencias. daí que elas podem sim ser machistas, misoginas e sexistas. e mais, elas podem estrategicamente adotar a postura feminina que convém dentro dessa sociedade, ou seja cumprindo rigorosamente com o que se espera delas e se opondo às dissidentes, justamente porque nessa sociedade elas gozam de um status que não gozariam caso a sociedade nao tivesse a beleza, a delicadeza, a castidade como características valorizadas.
mas, as dissidentes sabem muito bem que é horrível ser valorizada apenas pela beleza, portanto somos totalmente solidárias aos homens cansados de terem seu valor medido pelo dinheiro que possuem.

espero ter contribuído.
ah sim, e muito obrigada lola, eu supus mesmo que era uma questão de tempo para os comentarios serem removidos. um abraço.

Anônimo disse...

O ruim (ao meu ver) de contar uma história pessoal é depois servir de exemplo sempre. É muito mais fácil lidar com abstrações. Afinal, não dá para magoar uma abstração, certo?
Qnt ao caso da Dri Caldeira, acho muitos aqui sentiram que ela tem sérios problemas (pelo menos na época do casamento), que podem ser de ordem pessoal ou gerados a partir do contexto social em que ela se encontra(va). Mas acredito não ser o mérito da questão julga-los aqui. Como vocês podem perceber, ela foi criticada aqui sim, mas não vi muitos comentários dizendo ‘nossa! Vc apanhou 3x dele!’ (com ou sem o mérito dele ser um aleijado) ou ‘ele merecia cadeia!’ ou, ainda, ‘bem feito para ele!’.
Acho que o caso dela mostra bem um extremo da questão mulheres x homens. Ela mesmo já apareceu por aqui refletindo sobre o comentário dela e a visão dela de mundo. Em algum nível, creio que houve um ‘desenvolvimento pessoal’ da parte dela ao relatar a experiência e refletir sobre os comentários que postaram a respeito.
Quanto à resposta inesperada sobre inadequação ser um estado de espírito e não uma questão de retórica. É bem verdade... mas veja bem, não é a proposta do site falar sobre os males que aflige aos homens. Correto?! ;) Então não seria inadequado esperar por isso aqui?! Suscitar esse debate pode até ser interessante nos comentários (principalmente qnd há o ‘desenvolvimento pessoal’ de ambas as partes – coisa q não vejo mt ocorrer de uma certa parte), mas exigir um espaço maior que isto acho que seria ir de contra a proposta do site, né?!
Se existem outros espaços para isso, e essa definitivamente não é a proposta do blog, pq insistir?!
(Finalizando, não vi nenhum ‘desenvolvimento pessoal’ relativo as outras questões que toquei, só o uso da inadequação como questão retórica... E?! Isso não seria uma retórica?! =0)

Anônimo disse...

Nunca comento aqui, leio sempre mas tenho sérios problemas com comentários escritos, pois quando não há todo o contexto do tom de voz, dos gestos emfim, algo escrito de boa pode parecer agressivo, fora os sérios problemas de interpretação de textos causado por realidades tristes como analfabetismo funcional.
Primeiro, irei me identificar: meu nome é Cristiane.
Segundo, não sou a C. do guest post em questão, porém identifiquei-me com ela em alguns pontos: insegurança, falta de amor-próprio, ser considerada "a esquisita" , ter os cabelos escuros e ser muito branca (o que dava margens a apelidos extremamente destruidores da autoestima).
E, na minha humilde interpretação (que não acho que seja "a correta", não sou dona da razão), o principal problema da C. não foi um possível machismo do marido, mas sim toda a situação social que a levou aos sentimentos de pouco amor-próprio, e este pouco amor-próprio te leva a relacionamentos que não são saudáveis (não só amorosos/sexuais, mas também até amizades e trabalho).
Para mim, isso está claro no relato dela.
Mas talvez seja claro para mim, pois me identifico com uma parte significante da situação.
Acredito, sim , em relação aos vários comentários que li até agora, que ela não fez nenhum tipo de maniqueísmo, ela apenas colocou o ponto de vista dela sobre o que viveu.
E acho triste, mesmo, para a humanidade como um geral, alguns dos comentários que li aqui...
Da mesma forma que, paradoxalmente, sinto felicidade com os comentários de muitas que aqui postam, pessoas que me lembram que a humanidade ainda não é tão deprimente assim.
Em tempo: realmente ser "crítica", estudada, consciente dos mecanismos do machismo não é garantia de não cair nisso.
Eu mesma já li "O mito da Beleza", e só depois dessa leitura consegui acreditar que meu namorado de mais de oito anos é sincero quando diz que eu sou linda...
Mas, mesmo assim, no meu trabalho há muito mais homens que mulheres, e por eu não me adequar ao padrão "loira, bronzeada, bundão, peitão, sorridente e gentil" eu tenho que conviver com uma espécie de "bullyng" no ambiente profissional... E há momentos que a autoestima despenca por causa disso.
Mas ler as coisas que são escritas não só pela Lola mas por muitas de suas comentaristas estão me ajudando muito a criar uma barreira emocional a este tipo de coisa.
Obrigada

Roxy Carmichael disse...

cristiane, concordo plenamente com seu comentário, mas acrescentaria que essa questão da auto-estima é sim influenciada pelo machismo. e acho que você mesma faz essa relação, ao dizer que, por não se adequar ao padrão sofre bullying no trabalho e que é difícil nao ver a sua auto-estima despencar.

em relação às mulheres que dizem que "a maioria dos homens não presta", eu sinceramente não concordo. não acho que estou certa, e que vocês estejam erradas. simplesmente tenho outra posição. e não é que eu tive a sorte de me deparar só com cara gente boa. já me deparei com muito traste pela frente. e até mesmo tive um pai bastante ausente, que mudou muito com os anos e hoje tem se esforçado e muito pra ser uma pessoa melhor a cada dia. eu só acho complicada essa visão essencialista. de que as pessoas nascem e morrem do mesmo jeito, ou ainda, nasceu homem será um machista insensível quando não um psicopata. mas uma coisa é certa: desde que eu comecei a ter mais amor próprio, magicamente atraí só pessoas maravilhosas pro meu cotidiano.

Anônimo disse...

12:13, não entendi sua resposta (se é que foi uma resposta ao meu primeiro comentário) pq levantei a bola para falar de outras consequências que o machismo pode causar 'às mulheres e não aos homens', como por exemplo casar com quem não se admira ou agressividade como defesa. Nem sei se podemos dizer isso. Me considero feminista, mas tenho pouca teoria pra colocar e refletir sobre esses pontos mais complicados. A Dri Caldeira contou a história dela, isso faz com que quem leu pense a respeito, é inevitável. Quanto a isso: "não é a proposta do site falar sobre os males que aflige aos homens" com certeza vc deve estar respondendo a outros anônimos (comentar como anônima é um problema, mas dessa vez quis me preservar); eu li comentários reivindicando coisas assim, mas nem quis entrar nessa discussão pq o óbvio já foi colocado.

Ellen disse...

Dri,
Sério, me preocupa muito seu modo de ver a vida... Procure um bom psicólogo/psiquiatra e faça análise; Isso vai te fazer bem...

Anônimo disse...

Que estória macabra é essa da Dri Caldeira, hein?! O marido era um vagabundo, drogado e ela não sabia disso?? Se ele era isso tudo, por que diabos ela casou? E depois que casou e viu que ele era viciado em drogas e não queria trabalhar, por que não se divorciou antes? Esperou as coisas chegarem nesse cúmulo de ela espancar até quase matar um homem sem mão e sem pé. Já desconfiava que ela tinha um problema de agressividade, agora ela se superou com esse relato. Precisa de muita terapia essa pessoa.

Carolina Paiva disse...

Isso tudo me lembrou um site:
http://www.tumblr.com/tagged/what-about-the-menz

Anônimo disse...

Dri Caldeira, também estou preocupada com seu relato. Como você enxerga, hoje, o seu comportamento perante seu ex-marido à época do casamento?

Como a Ellen comentou, você precisa fazer análise, tratar essa agressividade. Já percebi aqui no blog, por outros comentários seus que você é bastante agressiva. Precisa se cuidar, menina! Não há demonstração melhor de amor próprio que perceber que precisa de ajuda e correr atrás dessa ajuda. Você já deu o primeiro passo ao vir compartilhar sua visão de mundo aqui no blog da Lola. Agora precisa trabalhar essa questão da agressividade.

Anônimo disse...

Estou me sentindo a bala que matou john lennon a cereja do bolo.
Sou um homem heteresexual e:
Faço minhaesposa feliz;
Meus filhos e minha esposa me acham um exelente pai;
Nunca estuprei nem espanquei nenhuma mulher,
Cozinho melhor e com mais frequência que minha esposa, ela fica com a parte de lavar mesmo que eu detesto.
Adoro passar tempo e cuidar dos dos meus filhos.

O pior de tudo pra ser honestos com vocês: A maioria dos meus amigos e vizinhos se parece comigo.
De duas uma ou eu estou vivendo numa utopia ou tem muita gente fazendo drama ai...

carolinapaiva disse...

"Não tô matando, nem roubando, nem estuprando (ou seja, sou leckau). E ninguém que eu conheço faz essas coisas, logo, essas condutas não existem. Parem de fazer draminha!"

(resolvi logar no wordpress finalmente, xô preguiça! :P)

Patrick disse...

"De duas uma ou eu estou vivendo numa utopia ou tem muita gente fazendo drama ai... "

O pior cego é aquele que não quer ver.

Anônimo disse...

sou o anonimo das 13:52, li mais algunhas e queria deixar mais uns detalhes: também não sou viciado em nada, nem nunca tentei matar minha esposa ou abusar sexualmente dos meus filhos.

Assim como todos os homens héteros com quem convivo.

Mas depois de ler isso vou recomendar que minha filha se case com outra mulher melhor né?

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