segunda-feira, 30 de abril de 2012

CRÍTICA: PRECISAMOS FALAR SOBRE KEVIN / É a mãe

Nunca fomos tão felizes.
 
Nossa, vi Precisamos Falar Sobre o Kevin, e ele me derrubou. Achei perturbador. Fiquei grudada na cama, muito assustada e confusa, como se estivesse vendo um filme de terror. Enquanto procuro entender como a Tilda Swinton não foi indicada ao Oscar de melhor atriz, fico pensando em como estou com vontade de ler o romance de 2003 de Lionel Shriver, que inspirou o filme de Lynne Ramsay (uma diretora mulher, aleluia!).
O drama segue a perspectiva de uma mãe (Tilda) que tem um filho problemático. A trama é contada em uma série de flashbacks. Quando que a gente percebe que alguma coisa vai dar muito, muito errado? Tipo: antes da menina nascer, aliás, antes do Kevin nascer, vemos que a loirinha já tá usando um tapa-olho. Portanto, no momento em que Kevin e irmã começam a habitar o mesmo tempo e espaço, a gente sabe que ela vai perder um olho. Pensei que seria com o aspirador de pó. Daí pensei que seria com uma flechada. Mas acho que ficamos sabendo mesmo que o babado é forte quando vizinhas passam, do nada, a agredir Eva.
E logo que a gente nota que o menino não é boa pessoa, a gente (ou pelo menos eu) torce pra que, pelamor, ninguém invente de ter um bichinho de estimação em casa. Porque todo mundo sabe que existe uma grande atração de serial killers por animais. Aí, quando aparece um porquinho da índia, ou um hamster, ou sei lá que bichinho peludo e fofudo é aquele, a gente até fica surpresa que ele sobrevive cinco minutos naquele campo minado.
Só pra variar, praticamente todas as opiniões que ouvi sobre a história colocam a culpa por ter um filho psicopata na mãe. A julgar por essas pessoas, sempre tão ligeiras em responsabilizar as mães, parece que os filhos moram numa ilha deserta só com suas progenitoras. Kevin tem pai também, pelo que eu pude notar. E é um pai que sempre lhe dá razão e que justifica seu comportamento. Pior: é o pai que lhe dá um arco e flecha e o ensina a usá-lo. Fica o aviso: se você desconfiar de qualquer impulso agressivo do seu filho, não o presenteie com armas letais. Obrigada.
Mas também não entendo porque todo mundo culpa tanto os pais, sempre. E, claro, principalmente as mães. Num filme que eu adoro, A Outra História Americana (American History X), o fillho mais velho, interpretado por Edward Norton, torna-se um neonazista, e seu irmão mais novo também, mais pela influência do Edward. Mas quem influencia Edward? Ninguém na casa dele é neonazi. Os pais são carinhosos com os filhos. Há uma cena em que o pai, no meio da mesa de jantar, diz alguma coisa racista. Mas pô, se cada filho que ouvisse seu pai dizer algo racista tatuasse uma suástica no peito, estaríamos bem pior do que estamos agora. No entanto, a gente responsabiliza os pais pelas atrocidades que seus filhos cometem.
Eu acredito que psicopatas existam e que sejam incuráveis. Acho que pode faltar um pedaço do cérebro que possibilite a empatia. E que, por mais que a criança tenha pais legais, essa falta de empatia pode causar algum estrago cedo ou tarde. Mas também acredito que psicopatas possam ser criados pelo meio ambiente. Uma criança que é sistematicamente abusada e torturada pelos pais têm grandes chances de querer repetir o comportamento já na adolescência. Mas assim, eu sou contra a pena de morte. Por mais que algumas pessoas nunca vão aprender a conviver em sociedade, elas não devem ser mortas. Mas também não devem ser soltas.
Kevin odeia sua mãe, ou é o que transparece, desde o comecinho. E ela não gosta dele. Só que eu acho que ela faz o possível. Ela tenta se conectar com ele, e não consegue. Sua gravidez não é desejada, isso é claro, mas até aí, a maioria também não é, e nem por isso temos uma legião de serial killers. Não sei se Eva tem depressão pós-parto, que é um dos grandes tabus da humanidade. O mito do instinto materno é tão grande que poucos ousam falar que muitas mães sofrem e têm pensamentos pouco carinhosos pro bebê depois do parto. Mas essa é uma doença, é depressão, precisa de tratamento. E não fica claro se Eva sofre disso.
Também não sei se é possível que uma criança pequena decida que vai destratar um de seus pais. É o que acontece no filme. Pro resto do mundo, Kevin é um docinho de coco. Pra sua mãe, porém, ele é um pesadelo. Eu me peguei pensando o que eu faria num caso desses, se tivesse um Kevin. Depois de tentar de tudo, creio que eu jogaria a toalha. Desculpe a insensibilidade e a covardia, mas eu me separaria dele, o deixaria com o pai, com quem ele se dá bem, e tentaria seguir minha própria vida.
É uma atitude egoísta, eu sei, e eu digo isso sem ser mãe, nem nunca querer ser mãe. E tenho certeza que a maior parte de vocês mães não desistiria. Mas eu só fiquei pensando se visitaria o Kevin muito de vez em quando ou se eu fugiria logo pro México. Não caio nessas de amor incondicional. Se um filho fizer algo terrivelmente errado, é dever dos pais perdoá-lo? Vamos supor que, em vez do guri arruinar a parede que você pintou com tanto esmero, ele tivesse torturado até a morte alguns cãezinhos. Você não deserdaria o menino? Quantas ninhadas de cachorrinhos você permitiria que ele eliminasse até interná-lo?
Imagino que o livro deve oferecer muito mais detalhes de tudo. Soa altamente improvável que Kevin consiga enganar a todos (exceto a mãe) por tanto tempo. Um garoto desses deve aprontar maldades na escola. Sua irmãzinha aparece pouco, o que é conveniente, porque suponho que ela sofra pacas nas mãos de Kevin. Um dos meus problemas com o filme é que sabemos tão pouco sobre Eva, a mãe.
O único momento em que ela diz algo duro é no campo de golfe, quando ela fala o que umas cinquenta pessoas escrevem em todo santo post que publico sobre gordofobia -– que metabolismo lento ou genes o quê, gordos são gordos porque comem mal e muito. Por mais que eu gostaria de avisar que os babacas que repetem essas coisas vão gerar filhos psicopatas, hum, acho que não funciona assim. E o pai de Kevin (John C. Reilly) é bonzinho demais. Tá, mais pro lado panaca mesmo. Dá vontade de chacoalhá-lo e dizer: escuta, cara, você não tá vendo que seu adorável filhinho parece saído de A Profecia? Procura o 666 no couro cabeludo dele, que deve estar lá!
O lado bom é que, na vida real, se a população mundial aumentar muito e os governos quiserem fazer com que os casais tenham menos filhos, é só passar Precisamos Falar sobre Kevin na TV uma vez por ano. Problema resolvido.

Escrevi mais sobre Kevin aqui, um ano depois.

205 comentários:

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Josiane Caetano disse...

Ter um filho psicopata é o pesadelo de toda mãe. Eu também não saberia como lidar com um horror destes!

Anônimo disse...

Oi Lola!!
Não vi o filme, mas li o livro e talvez haja algumas diferenças...
O livro deixa muito claro, pelo menos para mim, que não adianta o que a Eva (a mãe fizer) nada vai adiantar com o Kevin... Ele parece que veio desprovido do chip do vínculo entre pessoas, e só desdenha de quem o ama. Ele é um menino mau não porque foi mal tratado ou tem sérios traumas, ele é mau porque nasceu assim. Ponto. para mim, a capa do livro diz muita coisa: é um corpo de menino com uma cabeça de bicho (na pior concepção do termo).
Acho que a discussão que o livro traz e que a nossa sociedade não aceita é: as mães nem sempre são culpadas! Ser mãe implica em uma série (enorme) de responsabilidades, mas não quer dizer que a gente está no controle da situação...
De certa forma, acho que pensar que a mãe é sempre a culpada joga sobre a mãe uma culpa enorme...
Bjs,
Carol Passuello
mamatraca.com.br

Barb disse...

Lola, você já leu For Your Own Good de Alice Miller? Ela desenvolve uma teoria psicológica sobre a origem da violência utilizando a vida de Hitler e muitos outros assassinos como ferramenta de estudo. Assim como você eu também não acredito que os pais devem ser culpados inteiramente pelas atitudes dos seus filhos, mas esse livro levanta pontos interessantíssimos sobre como os pais podem afetar negativamente a vida dos filhos sem nem perceberem. Vale a leitura! Um abraço, querida! Barb

Carol disse...

Achei o filme muito bom. Ser tão perturbador, nesse caso, é um grande mérito.

Mas acho que o que deixa a gente mais perturbada é exatamente essa coisa do "não há nada a ser feito". O menino nasceu ruim. Ele nasceu mau. E escolheu a mãe como vítima maior da sua maldade.

Pelo (pouco) que já li sobre psicopatia/sociopatia, isso é um transtorno cerebral sim. O que não significa que quem sofre desse transtorno necessariamente será um criminoso. Mas parece que as chances aumentam consideravelmente, pois existe sadismo e falta de empatia (em diferentes graus) nessas pessoas.

Medo.

mirella disse...

lola!

leia o livro. é maravilhoso! obviamente, muito mais rico em conteúdo que o filme.
dá muito mais informações sobre a história da mãe.

André Filipe disse...

Eu amo esse filme e amo o livro mais que tudo (ok, menos). Acho a adaptação que fizeram uma das mais lindas! Todos os vazios e não-ditos do filme preenchem as lacunas que a adaptação do livro deixaria (já que a narração ocorre em formas de cartas da Eva pro marido), nos deixando acompanhar a Eva de uma forma bem intimista (não sei bem se essa é a palavra).
Mas o filme não é de todo feliz em mostrar a trajetória anterior da Eva e os motivos pelos quais ela nunca se afastou do Kevin, o livro dá uma base melhor. No entanto isso não tira o mérito do filme de forma alguma.

Mariê disse...

Ainda não vi o filme, só li o livro. Adorei. É estarrecedor, quase o tempo todo.

Gosto do que você diz sobre o pai do Kevin. Senti o mesmo. É o personagem que me dá mais raiva no livro, mais até do que o próprio Kevin. Porque o pai não enxerga, não dá crédito para a mãe quando ela tenta mostrar tudo o que há de errado como o garoto. Às vezes soa até provocativo. Dá a impressão que o pai faz de propósito.

Estou louca pra ver o filme. O livro é excelente. Vale muito a pena.

Abraço

Mariê

Adriano Machado disse...

[Spoiler alert] E o final do filme? Quando o menino já está preso há dois anos e a mãe é a única pessoa que ainda "respeita" ele? Que visita, conversa e abraça? O que isso quer dizer?

Eu infelizmente não li o livro e nele deve ter milhares de detalhes que faltaram no filme. Isso não faz do filme pior nem melhor. Aliás, o filme é muito bom. Só não fez meu tipo.

Mas pelo que está no filme, fica bem confuso para nós que quisermos achar "um motivo" para o Kevin ser tão mau (pois para ele aquilo não era ser mau, apenas diferente, né? Ele era um sociopata). Kevin nasceu diferente e foi maltratado pela mãe por um tempo. Não houve psicologia reversa, right? Aí fica a dúvida pairando. Pessoalmente, acho errado culpar exclusivamente apenas os pais, mas sim, eles têm parcela de culpa. Afinal, é deles que depende a geração de um ser humano a mais neste mundo, né?

Shoujofan disse...

Eu não vi este filme. Fiquei com vontade, mas fiquei também desestimulada, porque sei que é barra pesada mesmo... Enfim, assim como fiz com outros filmes que você comentou, irei atrás dele. Já li demais, é hora de ver. Não que eu precise muito para entender. Não acredito na culpa dos pais SEMPRE, até porque, SEMPRE não existe. Mas acredito que a conivência dos pais (*e você fala do pai*), a necessidade de defender sempre seus filhos, pese muito. Ontem na Folha, havia uma notícia sobre um caso de condenação de adolescentes por bullying em SP (http://tl.gd/h70b9a). Todas classe média alta (*“bonde do BlackBerry”, seria cômico, se não fosse trágico*), e a mãe de uma delas, advogada, como a mãe da vítima, veio defender a filha dizendo que ela errou, mas todos erram e a filhinha dela também já foi vítima de bullying, que era briguinha de meninas e que logo estariam se falando. Justiça, para quê?

Olha, depois de anos e anos em sala de aula com alunos do Fundamental 2 e Médio, só digo o seguinte: Conheça os pais e você vai compreender o filho ou a filha. Crianças educadíssimas, geralmente têm pais educadíssimos; meninas hiper-vaidosas, normalmente têm mães vaidosas; crianças inseguras/mentirosas/dissimuladas/nervosas normalmente têm pais superprotetores ou repressores; crianças birrentas normalmente têm pais ausentes (*do tipo que aqui em Brasília diz que uma menina de 11 anos já sabe o que quer da vida*) ou que mimam em excesso (*tipo dar um carro para um garoto de 15 anos ou um apartamento em Porto seguro para a filha de 13 “curtir” com os amigos*). Dei aula na periferia da periferia de Duque de Caxias e para meninos e meninas classe média alta em Brasília. Curiosamente, os comportamentos são parecidos, ainda que as posses não sejam. Já fui interpelada por uma mãe, isso lá em Caxias, 1999, porque, depois de muita paciência, suspendi um aluno (*arrogante, mal criado*) de 8ª série. Disse que só entrava em sala depois que o responsável viesse falar comigo. A mãe veio e me perguntou quem era eu para suspender o filho dela. Afinal, eu era nova na escola (*na época 1 ano e sete meses*) e o filho dela estudava na escola desde a 1ª série. Isso, claro, lhe dava o direito de ofender colegas e professores, fazer o que quiser. O caso Kevin não surpreende mesmo... e poderia contar casos de família (*ou parentes*), para ilustrar.

Eu repito, uma criança ou adolescente têm problemas? Observe os pais. No mínimo, no mínimo, eles são responsáveis por na sua ingenuidade, excesso de afeto, de zelo, ocupação (*muitos trabalham e muito*), etc. estão deixando de prestar atenção em seus filhos. E eu tenho medo de certos alunos que tive, do que vão fazer em alguns anos. Especialmente em Brasília...

P.S.: Já viu Cairo 678, Lola? Eu comentei no meu blog: http://bit.ly/KkfMuj

Anônimo disse...

Adriano Machado, ótimo comentário! O que quer dizer aquele final? Ela dá a entender que ele se arrepende, mas acho que só pode ser mais uma de suas crueldades...

Carol Passuello
mamatraca.com.br

Quéroul disse...

primeiro parágrafo resume minha vida em relação à história do Kevin. o livro continua ali na prateleira me olhando, só esperando eu juntar coragem pra encará-lo, depois de tudo o que a película me causou.

devastada. fiquei devastada com esse filme - que eu esperava tanto. aposto que vou morrer de novo quando começar a ler o livro.

lindo. e horrível. e lindo. de novo.

Alex disse...

Ainda não vi este filme, mas, depois de ler seu post, fiquei com mais vontade ainda. E você tocou num ponto em que venho pensando há algum tempo. Tenho vontade de adotar uma criança daqui a uns 10 anos (estou com com 35), porém tenho muito medo de adotar uma pessoa sem nenhuma afinidade comigo. É algo que pode perfeitamente acontecer tanto entre pais biológicos como entre pais adotivos. Já pensou se tenho o azar de adotar um psicopatinha? Acho que seria mais difícil adotar uma psicopatinha, pois me parece que a psicopatia é mais comum no sexo masculino. É verdade ou é só minha impressão de que há mais homens psicopatas? Como você, também não concordo com a pena de morte. Acho que no famoso pacto social cedemos parte de nossa liberdade ao estado pra poder usufruir a parte de que não abrimos com maior segurança e previsibilidade. O indivíduo cede uma parcela da sua liberdade. Não cede a disponibilidade sobre sua vida. E ainda tem a possibilidade de erro judicial. Se acontecem erros em lugares onde a polícia e o sistema judicial são mais eficientes do que aqui no Brasil, imagine-se o que não aconteceria por aqui? Também concordo com você sobre a possibilidade de nos divorciamos de nossos parentes. Ninguém é obrigado a sofrer por quem não merece. Se é pra haver sofrimento, então que o seja por uma boa causa ou por alguém que valha a pena. Parentesco biológico ou civil não pode ser uma prisão. E o que estou dizendo conta com apoio do próprio Jesus Cristo. Não foi ele quem renegou a mãe e os irmãos, exatamente pela falta de afinidade? Se bem que Maria estava com ele ao pé da cruz. Mas quanto aos irmãos, acho que não houve reconciliação. Também tem um trecho em que Jesus diz que não veio trazer a paz, mas a espada, querendo dizer que devemos nos separar de todos e de tantos quantos violem nosso mínimo ético. Acho que esse ensinamento se aplica tanto a cristãos como a não-cristãos. É um princípio de vida, e não um princípio religioso.

Barbara disse...

Claro que os pais influenciam o comportamento dos filhos, isso é óbvio. Mas transtorno de personalidade social é uma doença, tem CID, a OMS diz que é doença, não tem discórdia sobre esse ponto. Não tem como culpar os pais por terem um filho doente. Nunca vi ninguém culpando pais pelos maus genes que fazem uma criança ter leucemia. A criança tem que ser diagnosticada e acompanhada de perto por familiares e médico por toda a vida.

Jac disse...

[/off topic]


Lola,

Não querendo encher o saco, mas já enchendo, eu realmente gostaria de ler o que você achou de A Pele Em Que Habito! Especialmente sobre as cenas de estupro do Almodóvar (em Kika é retratada como uma "comédia", em Pele é retratada como uma "vingança").

Natalia disse...

Como sempre, gostei mais do livro. O filme me decepcionou um pouco, principalmente em relação a mãe do Kevin. Sim, a atuação da Tilda está ótima, mas a Eva do livro é muito mais forte do que a mostrada no filme.

[Spoiler alert]
E a cena da festa na empresa, a que eu achei uma das mais pesadas, não tem no livro =P

Unknown disse...

Leia o livro, é fantástico!
Como ele é escrito em primeira pessoa pela Eva, temos muito mais acesso à sensibilidade e às motivações dela.
Já li que a autora escreveu esse livro quando estava pensando se teria filhos, e, ADIVINHA, acabou desistindo depois de imaginar como seria dar a luz a um psicopata.
O livro é sobre a relação entre pais e filhos e entre as expectativas e a realidade da m/paternidade. Tem uma passagem muito linda sobre como muita gente tem filhos esperando que eles tragam um sentido pra vida ou as respostas aos grandes mistérios da humanidade, mas que isso é muito injusto com as crianças, que nascem, elas mesmas, cheias de perguntas sobre o mundo.
Confesso que minha vontade de um dia vir a ter filhos (eu ainda sou muito nova, tenho 25 anos) diminuiu bastante depois de ler o livro!

Repositório disse...

Olá Lola!
Eu li o livro antes de ver o filme, e caso eu tivesse feito o contrário, não teria entendido algumas várias coisinhas. Como por exemplo o acidente da menina.
Enfim, eu acho que vale a máxima em que a leitura é sempre melhor, mas mesmo assim eu fiquei boquiaberta com a interpretação da Tilda (perfeita!!) e do rapaz. Quando eu li a história, o menino que a minha cabeça via era muito, mas muito parecido como artista adolescente.
Enfim, é um soco no estômago de qualquer maneira. E não, a culpa não é só dos pais. Um filho pode nascer psicopata e isso nunca poderá ser atribuido à má criação e sim à genética, talvez.
Um beijo
Ps.: adoro tueus textos!

Shoujofan disse...

sim, Barbara, eu não sei se o comentário foi para mim, mas lá no final eu escrevi que os pais precisam "prestar atenção". Imagino o quão doloroso seja para um pai ou uma mãe descobrirem que seu filho tem um transtorno grave de personalidade. Alguns não saberão avaliar mesmo, a maioria provavelmente. A culpa não é deles, mas como pais, eles são responsáveis principais na identificação do problema.

E já vi gente (cretina/ignorante/whatever) culpando pais e mães por doenças. Hemofilia, por exemplo, já deu "razão" para maridos largarem ou ostracizarem suas esposas. Fora a dificuldade em admitir um problema. Tenho três primos surdos. Meus tios desejaram muito ter filhos, fizeram tratamento e tal, as duas primeiras crianças são próximas em idade, mas somente quando a segunda nasceu, eles conseguiram admitir que, sim, os dois eram deficientes auditivos. E, pior, todos os filhos que tivessem seriam. O terceiro não foi planejado, é temporão e conta com um suporte muito maior do que os irmão tiveram. Inclusive de dois irmãos fluentes em LIBRAS.

É isso. Não se trata de culpar pais por transtornos de personalidade, mas eles e elas precisam, sim, estar atentos e admitirem que seus filhos e filhas podem ter problemas. Isso deve doer muito.

Anônimo disse...

Nao li o livro e nem vi o filme, apesar de já ter ouvido falar.
Acredito sim que os pais tem uma poderosa influência na vida e personalidade dos filhos mas também nao acho que eles sao os únicos responsáveis pelo que os filhos fazem ou se tornam.
Já vi de tudo - filhos de pais violentos serem pessoas amáveis e maravilhosas e filhos de pais amorosos virarem monstros.
Minha mae nao foi boa pra mim. Ela fez muito terrorismo psicológico, me humilhou muito, nunca festejou uma vitória minha e sempre tripudiou quando algo nao dava certo. Hoje faco tratamento para aliviar os meus sintomas - tenho dificuldade de aprendizado, disturbio de atencao, ataques de pânico. Porém nao me tornei má por isso.
A mente humana ainda é um mistério e é bem difícl de compreender tudo o que leva alguém ser bom ou mau.

Ana

Caracala disse...

Eu não gostei do filme, achei que ele foi feito para chocar, típico filme americano para gerar polêmica.
Aquelas cenas com fundo vermelho, a comida que Tilda come cheia de coisas vermelhas, um filme feito para aterrorizar, e apelativo.
Percebe-se como nós latinos, apesar de todos os problemas sociais, ainda temos alegria de viver e gostamos da vida, ao contrário dos americanos, cada vez mais paranoicos, vivendo pessimamente em suas relações sociais e ficando doentes mentalmente.

Roberto SP disse...

O filme é muito bom, mas sua interpretação é tosca.

E 50 anos depois da pílula de onde vc tirou a ideia de que a maior parte que engravida é contra vontade?

No filme fica MUITO claro que a mãe ODEIA o menino antes mesmo dele nascer. No livro fica claro que engravidar é mais um joguinho
da intelectual descolada querendo fugir do tédio, antes de qualquer instinto maternal.

MESMO ASSIM, eu duvido que isso por si só explique o comportamento doentio/psicopata do Kevin, ou talvez não.

Sempre ouvi dizer que as emoções da mãe passam pro filho desde o útero.

Imagine se sentir rejeitado pela própria mãe ainda na barriga?

Para mulheres sem instinto maternal o melhor mesmo é não ter filhos.

Aliás, acho que a maioria das pessoas - mulheres e HOMENS - não tem capacidade de criar um ser humano de forma decente.

Tá aí o monte de doido manso, e gente desagradável e revoltada que a gente encontra no dia a dia.

Kevin é um extremo. Mas a péssima educação que os filhos recebem de mãe e pai criam pessoas mesquinhas aos montes.

Os pequenos "monstros" do cotidiano que descontam nos outros suas frustrações de crianças mal amadas.

Só uma contribuição à discussão. Espero que não seja chamado de machista (e coisas piores) só por discordar da autora do blog.

Marcelly disse...

ah...então né?..juro que pensei que nunca comentaria isso aqui...
mas..discordo de vc..
tbm vi o filme..e juro que não vejo mais..PERTURBADOR...essa é a palavra..maaas a mãe tem sim responsabilidade..
não querer que o mundo seja patriarcal é uma coisa...não acreditar que ele seja não é uma verdade..a mãe ainda tem sim muita influencia sobre o filho..mais que o pai..por que ela foi criada para ter...e o pai não...só isso..não que devesse ser assim..

ela não quer o menino..ela deixa isso claro o tempo todo...quando ela tem oportunidade de caertar..como quando ele conta ate sei lá quanto enquanto ela tenta ensina-lo a contar até dez..ela devia te-lo elogiado..e não o contrario..e pior..ela trata a filhinha de forma completamente diferente desde o começo..ele eh sim doente e isso não é culpa dela...mas agravar isso é sim culpa dela...e não creio que ele odeie ela..pelo contrario..ele quer ser como ela..importante como ela foi antes de ele nascer..mas ele acaba fazendo isso da forma errada..resumindo..filho doente pq eh doente..mas a mãe agrava bem a situação...não estou sendo anti-feminista..estou sendo justa..o pai não é um panaca ...é o filho que o trata de forma diferente..e um pscicopata é capaz de fazer isso...
ai sei lá..não resposabilizar a mãe tbm só pq ela eh mulher e somos feministas eh bobagem...é dar valor exagerado ao genero..seja pai ou seja mãe..seja homem mulher..hetero ou homo..os pais tem sim grande influencia na vida dos filhos

Marcelle disse...

Gostei do livro, mas o filme é ruim. A direção quer aparecer mais que a história, e isso atrapalha a trama, que já é forte. O ator que faz o Kevin é bem forçado também.

O filme também não me convenceu de que a Eva tinha tanta razão pra sempre achar que o Kevin estava com outras intenções. As situações são exploradas com superficialidade, comparado com o livro.

Aos que estão culpando a mãe, esses não devem ter visto o filme, porque a Eva tem uma filha bem longe de ser psicopata.

Música? disse...

Transtorno de personalidade social é uma doença, tem CID, a OMS diz que é doença, não tem discórdia sobre esse ponto. Bem barbar, discordância tem e muito sobre as formas de diagnósticos que são utilizados, pelo meio psi, principalmente o psiquiátrico. Não é pq está no CID que tem que ser aceito, o " transsexualismo" que pra mim é transsexualidade é doença para O CID 10, mas me explica como a cirurgia pode cura um transtorno?
E quando se fala, LOLA e outros, que a mãe e a responsável, não seria bem a mãe, mas a figura materna. Que neste casa não sei se seria a mãe, já que não vi o filme! Mas quando vê-lo postarei outro comentário. E para Alguns do meio Psi o núcleo familiar é tão importante, pois acreditam não forma de estruturação psiquica Freudiana, ou seja em ID, EGO e SUPEREGO. Assim este núcleo é fundante às unidade acima citadas.
Assim é bom saber que não existe uma psicologia, mas várias psicologias.

Anônimo disse...

Sério Lola?? Gordos nao comem mal e nem muito?? To chocado....
Como entao gordo fica gordo? So respirando ar?

Anônimo disse...

Infelizmente existem muitos Kevins por aí. Vou contar uma historinha:

Minha irmã é professora de EMEI (Educação Infantil) na prefeitura de São Paulo.
Teve um ano que tinha uma aluna de 5 anos que mostrava sinais claros de psicopatia.
Em uma roda de conversa logo no início do ano, a aluna confessa que matou com um pisão um coelho. Minha irmã se assusta e termina a roda e quando do final da aula, na hora de falar com a mãe sobre o ocorrido, a própria mãe iria alertá-la que a menina tinha matado o coelho, ou seja, não era mentira.
Depois a minha irmã descobre que a menina já tinha tentado por 3x matar o irmãozinho recém-nascido, pois ela odiava o irmão que era branco e ela negra (a mãe tinha se casado novamente, pois o pai da menina tinha morrido).
Com o fato da menina já ter tentado matar o irmão, a mãe, por medo do que podia ocorrer deixa o emprego para ficar perto do filho 24horas por dia. E quando a escola conseguiu uma consulta via SUS com um médico para ver este problema de comportamento da menina, a menina de forma dissimulada fingiu que não tinha nada.
Vi uma foto da criança em questão e dá arrepios a forma que ela olha. As outras crrianças da salam tinham medo e até a minha irmã tb, pq a menina dizia que odiava a minha irmã. E minha irmã ficava preocupada com a mãe, pq caso ocorresse algo com o irmãozinho da criança a culpa poderia cair na mãe ou no pai, pois quem iria acreditar que uma criança de 5 anos teria matado o irmão?
Ainda bem que a minha irmã saiu daquela escola, pois a menina morava perto e tb ameaçava ela.
Infelizmente nascem estes monstros por algum motivo que ainda não sabemos e a culpa não é da sociedade, dos pais ou familiares.

Anônimo disse...

Nossa, Lola. Acabei de ver esse filme e me encontro no mesmo estado em que vc se encontrou. Com uma grande diferença, porém: tenho dois filhos, um menino de 8 e uma menina de 6. E em vários momentos do filme eu me identifiquei com Eva... Minha primeira gravidez foi ultra desejada, tenho uma conexão fantástica com meu filho. Já a segunda... fomos pegos de surpresa. E, sabe, eu nunca quis ter meninas... E quando ela nasceu chorava o tempo inteiro e sem parar. E demorou à beça para falar... E quem disse que falava "mamãe"? Só "papai".
Olha, o filme me deixou apavorada. Porque eu também sou do time que joga a toalha e sai correndo.
Um abraço.

Vivianne disse...

Vi o trailer desse filme faz tempo, mas ainda não assisti. Mas a verdade é que existem muitos adolescentes como o Kevin por aí e sinceramente eu não sei se em todos os casos é justo culpar o pai ou a mãe, porque muitas vezes uma criança recebe carinho, amor, atenção e mesmo assim se revela uma pessoa totalmente revoltada e problemática. Então como explicar isso?

Fernando Borges disse...

Depois de assistir a esse filme juro que fiquei com medo de ter um filho assim. Um verdadeiro inferno na vida da mãe. Também escrevi uma "crítica" sobre o filme no meu blog :)

Anônimo disse...

Fiquei feliz que vc comentou esse filme. Se vc apenas assisti-lo, provavelmente não vai enteder muitas coisas, acho que o filme é meio desconexo se vc não leu o livro. O garoto é mesmo um robozinho insensivel. Desde a mais tenra idade a Eva o descreve com um ser maligno, mas com o final, fica claro que a unica pessoa com que Kevin tem uma relação, é justamente com a mãe.

Raphael disse...

Esses filmes são ruins, só em ver a cara da mulher senti o drama.
Prefiro coisas mais fofinhas como Wall-E(vejo sempre *__*) e Mr. Popper's Penguins (Melhor filme de 2011 \o)

LisAnaHD disse...

LoLa, te envio link pra ver Charlie Rose entrevistando Tilda Swinton... sobre o filme do post
http://www.charlierose.com/view/interview/12127

Daniel disse...

Credo Lola... Parece que adivinho.

Vi esse filme nesse final de semana com a minha esposa, é foi muito complicado.

Bem, aparentemente tentam mostrar o outro lado da história, quando nem sempre os pois são responsáveis, (ao menos não completamente)por um filho sair do controle.

Falando da mãe ela tentou tudo:

1- Tentou dar espaço para o filho respeitar a privacidade, e também tentou, desconfiada, investigá-lo.

2- Se distanciou, tentou se aproximar, ficou em silêncio, tentou conversar...

3- Tentou conversar com o marido, levou no médico suspeitando de algo errado, tentou ela mesma entender o que estava acontecendo.

4- Ainda se esforçou para entender, ser carinhosa, ser firme, ama-lo...

Não sei se ela errou, se havia alguma forma de evitar a tragédia... Nem mesmo tenho certeza se o Kevin odiava a mãe, ou gostava dela de uma forma diferente, se para ele feri-la era uma forma de fazê-la sentir algo real por ele.

Pra mim o mai assustador é que mesmo depois de assistir o filme, ver casos reais e conversar com muitas pessoas sobre tudo isso, não faço a menor de ideia de como agiria, ou mesmo se essa situação pode ser evitada.

Complicado.

Bia disse...

Ai eu até queria ter coragem de assistir mas acho que vou ficar muito impressionada. Olha eu odeio quando falam que é culpa dos pais isso ou aquilo, porque não é, tem muitos pais que são maravilhosos com os filhos e o psicopata faz o contrário para todo mundo incluindo os pais. Eu acredito sim que tem pessoas que nascem assim e não vão mudar e nos primeiros sinais já é necessário prender ou deixar em dopado para não fazer mal para ninguém. Lola, eu sou como você nessa questão eu não aguentaria um filho assim esse é um dos motivos que eu não quero ter filhos, eu juro Lola posso parecer um monstro agora, mas eu juro que se eu tivesse um filho assim por mais desumano que isso seja, eu matava, eu me sentirira responsável por aquele ser estar no mundo e matava para sanar o erro que cometi de reproduzir esse ser e assim reduziria minha culpa, pensaria que estaria livrando a humanidade e algo perverso e ruim, e esse é o motivo que eu penso, não posso mesmo ser mãe. Porque eu realmente faria isso, não acredito em instinto materno, amor materno e amor incondicional, então eu daria lado para razão e faria isso.

renata disse...

No livro, aparentemente o Kevin agride a mãe pq a mãe é a única que SACA quem ele é. A única conexão genuína interpessoal que ele tem é com a mãe. Genuína não quer dizer amorosa, genúína pq a única real mesmo. E não é a toa que o nome dela é Eva, Eva é que coloca o mal no mundo, a autora brinca com isso, a culpa que a mulher tem. Não sei se tem a cena no filme, mas no livro quando ela visita o Kevin tem uma cena com uma mãe negra que é sensacional...

Anônimo disse...

Li o livro e vi o filme.

Lola, você me desculpa, mas mais uma vez vou ser a advogada do diabo.

A análise do filme e do livro precisa começar pelo que o filme e o livro são enquanto livro e filme. Caso contrário, para que ler ou ver filmes?

Como o autor e diretor montaram a trama, quais valores e que visão de mundo a gente pode reconstruir a partir do que leu ou viu, quais as convenções artísticas utilizadas? Você não chega nem perto de um olhar para esses problemas. A sua análise escorrega diretamente para o que é ou não é a responsabilidade de uma mãe sobre o filho. Em última instância, é uma apologia - sempre bem vinda - de uma visão feminista a respeito das mães e da maneira como a mãe é uma espécie de bode expiatório de falências sociais mais amplas.

Ok, mas você não precisava do filme pra dizer isso tudo. Quer dizer, você não fala sobre o filme, sobre a maneira de construir a ideia (polêmica, problemática, mas sempre viva) de que o mal existe para lá da responsabilidade das pessoas, sobre a caracterização das personagens, sobre a busca de argumentos de autoridade pseudo-científicos enfim sobre uma porção de coisas. Mas tudo isso foi dito ou filmado de um determinado jeito, jeito esse que você nem de perto investiga e problematiza. Você não faz o movimento de compreensão, apenas o movimento de expressão de teus pontos de vista. Acho isso bem problemático. (Isabel)

anne disse...

Já quis ter filhos, mas desisti, entre diversos motivos, não ter certeza se ele seria mentalmente saudável, é um deles.
Fora que esse mundo machista me responsabilizaria por qualquer problema que não estivesse em minhas mãos resolver.
E sendo bem sincera? Eu não consigo ter certeza absoluta que amaria meu filho sempre e isso é algo que me incomoda, pensar em ter um filho e por algum momento não ama-lo.

Vou procurar esse filme para ver...

Pessoal entendido aqui dos comentários, depois de ler algumas coisas fiquei um pouco assustada com algo que uma grande amiga me contou às gargalhadas outro dia. Ela disse que quando era pequena, matava filhotinhos de gatos quebrando o pescoço, falou que adorava ouvir o barulho que fazia quando quebrava. Também matava as galinhas de sua avó com botoque, só por prazer.
No dia que ela contou, fiquei muito assustada e até com raiva dela, não tolero maltrato com animais. Mas ela é uma grande amiga e eu ando sem saber o que fazer com essa informação. Minha amiga é uma um pouco violenta, quando briga com a namorada, bate nela, nunca vi isso mas a namorada dela me conta (aos risos). Diz que são só uns tapas, um "soquinho de nada", mas eu não consigo achar isso natural e engraçado.
As vezes eu penso que pode ser reflexo da vida sofrida que ela tem, o pai assassinou a mãe com um tiro na cabeça a 5 anos atrás... Eu não sei, me ajudem.

Daniela Nascimento disse...

Sempre leio seus posts e nunca comentei. Sábado, ao assistir o filme "Precisamos falar sobre o Kevin", na hora em que a mãe fala sobre gordos eu me lembrei de você, Lola.

Tenho experiência com uma criança como o Kevin. Na verdade, uma menina de 7 anos de quem cuidei quando fui Au pair nos Estados Unidos - vamos chamá-la de Lucy. Dentre outras coisas, ala não esboçava a menor compaixão dos animais ou das pessoas, mentia olhando nos olhos, dissimulava, não chorava, não tinha nenhuma empatia pelos sentimentos da mãe, pelo contrário.

Um dia, irritada, arrancou as penas do "rabo" do periquito de estimação, sem dó, sem culpa. Outro dia empurrou a amiga do playdate para o quintal da vizinha, que tinha um cachorro enorme - quando eu fui socorrer, sem imaginar que havia sido de propósito, ela ria maliciosamente. Quando sua mãe resolveu jantar fora uma noite, ela inventou uma febre para manipulá-la a não sair - sendo que a mãe NUNCA saía para nada além do trabalho só pra ficar com ela. Num museu que visitamos, gritava que aquilo não era arte, só estúpidos poderiam apreciar aquilo. Num acampamento, duas semanas após seu aniversário ser comemorado com 3 diferentes festas, ela humilhou uma menina que estava recebendo parabéns e uma caixa de donuts pra comer com os amigos.

Enfim, a lista é imensa. Lucy era interesseira, agia calculadamente. Todas as crianças a evitavam porque ela era muito dura, mas os adultos eram todos manipulados por ela, porque Lucy fingia quando queria.

Nesse caso, como no de Kevin, lamento discordar, Lola, mas acho que falta pulso, falta a firmeza de um adulto para contrariar a criança. Naquela cena do carro que a mãe fala que vai a uma loja e Kevin diz que não, ela simplesmente pediu permissão pra ele. Não acho que uma criança deva ter esse espaço, ela não tem autonomia cognitiva para tomar decisões. E mais, na vida, não dá pra sempre escolher o que se quer pelo prazer, todos vamos ao banco ou à lotérica porque TEMOS que ir e não porque queremos. Então ali cabia um aviso: "vamos à loja". E problema é dele se discordasse. Momento de aprendizagem. Não é tirar o poder de escolha da criança, mas é ensinar que existem responsabilidades. Que existem coisas chatas que temos que fazer.

Lucy também tomava as decisões se iam jantar fora ou não, que filme veriam, se a mãe poderia ver seu programa favorito ou teria que ficar deitada até ela dormir.
As crianças precisam ser tratadas como crianças e não como ditadores, donos do mundo. Não são as crianças que mandam! Como nenhum adulto manda em tudo, nem tudo é do nosso jeito! Não é ser ditador, nem adulto nem criança podem "mandar", deve-se ensinar com a própria relação mãe/pai e filhos que o diálogo deve existir. Mas os adultos prevalecem SIM.

O que perturba mesmo nos dois casos é a maldade que parece da essência do Kevin, da Lucy também. Uma maldade sem culpa ou remorso. Só que acho que todos temos potencial para a maldade, nesses casos, essas crianças precisam ainda mais de adultos que hajam como tais, que não tenham medo delas e que intervenham. Eles testam as pessoas, querem afeto, limites. E tanto os pais de Kevin como a mãe de Lucy (ela era mãe solteira e morava sozinha, por isso não cito o pai) precisavam entender isso.

Pelo menos no caso de Lucy e pela minha relação com ela, na qual eu impunha limites e regras e tentava ensinar que nem tudo é exatamente como queremos, percebi que, apesar das questões psiquiátricas (sim, tenho certeza que ela tem alguma questão ali), ela era uma criança sem muitos limites. Assim como Kevin desprezava as ações de aproximação da mãe (como aquele dia que passam juntos e vão ao restaurante jantar) porque sentia nela um receio, via em si um poder que deveria ser da mãe, do pai, dos adultos.

É bem complexo, não li o livro, mas tenho esse pressentimento de que se os adultos forem adultos, dá pra formar um caráter. Não vai deixar a pessoa "boa", mas consciente. Isso vai impedir que ela cresça e mate os colegas da escola? Já não sei...

Vitor Ferreira disse...

Lola, psicopatia é condição genética, e o grau do impacto dele na vida do indivído depende do ambiente externo. Quanto mais desajustada for a criação e/ou o ambiente de criação, pior será seu comportamento no futuro. Então um psicopata pode variar entre aquela pessoa egoísta que só pensa em si, e faz de tudo pra atingir o que quer, a um assassino.

Anônimo disse...

Li o livro. A palavra certa para descrevê-lo é 'perturbador'.
Ao final do livro, fiquei com a sensação de que é possível, sim, odiar um filho. Assim como é perfeitamente possível amar um assassino.



Bruna.

Maria Caú disse...

Lola, leia o livro, que é maravilhoso.
Eu, na verdade, não gostei nem um pouco do filme, que acho clichê, moralista, bobo, com uma montagem primária, com transições passado/presente horrorosas e óbvias, uma estética boba (fusões de mau gosto, e quantos planos de olhar psicopático um filme pode ter?).
Sei que a gente não trabalha mais com esses critérios de fidelidade de outrora quando da transição de uma obra literária para o cinema, mas filme se limita a planificar tudo que era ambíguo e ambivalente no livro. No livro, na verdade, o Kevin não é mostrado como alguém que necessariamente nasceu psicopata. Como é a Eva quem narra, você nunca sabe se ele é exatamente como ela descreve ou se é ela quem o vê assim. E ela o rejeita desde bebê, enormemente. Não há explicações bobinhas do tipo "sua mãe não te ama, vc vira um psicopata", mas tb não fica claro que ele sempre foi mau e acabou, tudo é mais em tons de cinza mesmo.
Eu, que nunca quis ter filhos, assim como a Lionel, a autora, que eu acabei conhecendo mt brevemente, acho o livro a projeção dos meus piores pesadelos. É uma obra excepcional, e dê uma olhada na net e você vai ver como ele foi atacada pro mães por ter escrito o livro sem ser mãe (ô ideia idiota, então agora a gente só pode escrever biografia, né mesmo?)
um beijo

Vivi disse...

OI Lola, não li todo o post porque quero ver o filme.
Sobre a culpa da pai/mãe na criação de um psicopata vejo que o ideal deveria a sociedade oferecer acompanhamento a estas crianças e pais não? Afinal, pelo pouco que sei, trata-se de um estado de ser da pessoa (e não doença pelo que sei) bem peculiar, com maneiras de agir, (não) sentir, manipular que são pouco conhecidas por nós. O adequado seria um especialista ajudar tais casos e uma sociedade que ampare pais e crianças assim. Por isso não acho culpa nem de pai nem de mãe (e claro que há a mãe culpada bastante retratada na cinematografia mesmo....(desde Lars Von Trier e novela do globo)..).
Outra coisa, como a temática da psicopatia é querida pela indústria do entretenimento nos EUA não? Nossa, desde inúmeras séries, filmes e documentários tem um monte!!

Eva disse...

Lola, o filme é ótimo, mas o livro é maravilhoso. É escrito em formato de cartas pro pai que é ausente - e fica claro que sim, ele foi ausente o tempo todo, sempre jogou nas costas da mãe, que no fundo só engravidou pra agradar o homem que amava.

É chocante, e eu recomendo pra todo mundo. Dá pra ver, pelos olhos da mãe, a relação dele com a irmãzinha, com colegas na escola, como a vizinhança detesta o moleque (e impede que seus filhos brinquem com ele) e coisas assim.

Caracala disse...

Agora, falando sem ser a respeito do filme mais de forma geral, psicólogos afirmam que é até os 8 anos de idade para uma criança formar seu caráter, se ela tiver algum desvio, é muito difícil depois conseguir corrigir.Acho que, no caso, tanto o pai, quanto a mãe foram omissos na formação do caráter da criança, não percebendo que esta estava desenvolvendo uma maldade sádica.

Anônimo disse...

o problema do ser humano é que ele ainda nao aprendeu a controlar certos instintos. consideram natural ter filhos como cachorros, quase ninguem questiona isso. quase ninguem se prepara para realmente ser pai.

eu acho bastante razoavel ter duvidas sobre a vontade de te-los pq isso signigica assumir uma ENORME responsabilidade. inclusive a de nao produzir um bandido.

desculpem quem acredita que alguem nasce mau, eu nao acredito. mas acredito em quem nasce doente mental, deficientes mentais de todo tipo. e se isso significa um problema de aprendizado (logico ou emocional, pq ambos tem a mesma importancia), os pais sao responsaveis pelo deficiente até o fim da vida. eles tem que cuidar (e até internar, já que pais morrem antes dos filhos).

nao é uma questao de amor incondicional, mas uma obrigaçao. botou no mundo pq quis, agora cuida. abortasse.

tem uma moça na minha rua que é completamente doida. e extremamente agressiva. antes ela tinha uma pessoa que cuidava, eu cheguei a ve-la andando na rua (medicada?) parecendo uma pessoa normal. mas ha alguns meses ela fica andando de madrugada xingando no meio da rua e tentando bater em quem pensa. ela chama as mulheres q passam de piranhas e os homens de viados, fica falando obscenidades, é uma coisa horrivel, triste mesmo.

LisAnaHD disse...

". . . mãe, que no fundo só engravidou pra agradar o homem que amava." 15:02

Há mulheres, pelo mundo todo, de todas as classe sociais, intelectualizadas ou não, que sempre farão parte da fila das iludidas que engravidam pra agradar ao homem amado... grande equívoco! e por vezes tão caro!

Simone Schuck disse...

Lola, tenho 19 anos e li o livro por volta de 16 anos. Pesado, né? Mas, acredite, foi o primeiro livro "sobre feminismo" que eu li!
Imagina o que bateu na cabeça da pessoa hahah mas é MUITO bom, leia sim. É um dos meus preferidos.

Aqui vai um debate interessante sobre o livro:
http://www.unisinos.br/direitoeliteratura/index.php?option=com_content&task=view&id=135&Itemid=39

Anônimo disse...

Não conheço nada sobre, mas acredito que se uma criança nasce psicopata ou desenvolve devido a uma outra doença não tem como 'curá-la' e também não é culpa dos pais. Agora se a educação (ou falta de) pode fazer alguém agir como psicopata aí não sei.

E quem falou em ser mais comum em homens do que mulheres não conheço estatísticas mas acho que não, porque um psicopata não necessariamente é um assassino, então ficaria mais difícil de perceber caso topassem com um.

E acho que ser mau caráter não tem muito a ver com o caso do kevin, ele ia bem além disso

Anônimo disse...

obscurantistas esses comentários, nem sei o que falar. nunca mais leio esse blog.

Luna disse...

Nunca li o livro ou vi esse filme. Mas você falando de mães terem filhos psicopatas, me lembrei de uma matéria da Superinteressante sobre psicopatas.

A matéria falava sobre como psicopatas podiam surgir mesmo de famílias completamente estruturadas. Tinha um depoimento bem sofrido de uma mãe que tinha um filho psicopata. Ela passava os dias acompanhando todos os passos dele, checando tudo: se ele mentira pra alguém, se roubara dinheiro do trabalho, se estava matando algum animal. Era 24h de vigilância ela e o marido, pai do menino.

Ela declarou que o melhor seria se jogassem os psicopatas em uma cidade e lá eles se matassem, porque mesmo ela amando o filho e tudo o mais, era um sofrimento vê-lo sem nenhuma compaixão ou qualquer tipo de sentimento pelo próprio. E ainda ter que admitir pra si mesma que você é a mãe, então não pode simplesmente expulsá-lo de casa. Porque qualquer coisa que ele faça, a culpa será sua - por ser mãe.

Era um depoimento muito triste =/

E existem muitos psicopatas por aí. Se não me engano, há um psicopata no mundo pra cada 30 pessoas. Era uma estatística assim, bem assustadora. E pelo que já li em outras matérias, a maioria dos psicopatas estão entre os executivos.

Anônimo disse...

Caraca, num é possível. O quê que esta Isabel tem contra a dona do blog? Porque é muita perseguição isso...”MUITO problemático” a abordagem da dona do blog? MUITO problemático é isso mesmo? Hauhauahuahua....Não vi nada de “errado” no post, muito menos um grave erro...? Num tá exagerando não amiga?

Anônimo disse...

Psicopatia não é p/ ser interpretada assim de maneira simplista. Não é uma questão de culpa da mãe e esse blá blá blá. Em psicanálise fala-se em FUNÇÕES, função materna e função paterna, não necessariamente essas são exercidas pelo pai e a mãe biológicos. E claro, cada ser-humano é único e tem sua história, seu desenvolvimento psíquico, generalizações não, pela mor. É só um filme, mas pensar nele como uma ficção, please, até porque, mesmo sendo baseado num livro escrito por uma pessoa que participou da história, não deixa de ser a interpretação desta pessoa. Abraços, Ragusa

Anônimo disse...

"É só um filme, mas pensar nele como uma ficção, please" corrigindo: vamos pensar nele como uma ficção please. Ragusa

Anônimo disse...

E psicopatia não é genético, ok? Desafio quem me traga a informação da pesquisa científica que realmente constata isso. Ragusa

Carol disse...

Acho que essa história foi uma lição bem dura que a Eva teve que aguentar por julgar os gordos, ela viu pelo outro lado que NUNCA podemos julgar uma pessoa sem saber o que se passa por trás da vida dela, mas é assim mesmo, eu vi esse filme uma única vez que eu fiquei com ele na cabeça por semanas, sem conseguir dormir, é maravilhoso, eu recomendo.

Lílian Cristina disse...

Acredito que o livro seja menos pertubador do que o filme. Há uma certa linearidade. O tampão de olho de Célia, por exemplo, só aparece nos capítulos finais do livro. Em todo o tempo, o livro nos surpreende.
Por ser escrito em primeira pessoa, o livro permite mais acesso à sensibilidade e às motivações dela. Ela deixa claro no primeiro capítulo que nunca quis ser mãe, mas que teve o filho para agradar o marido.
Algumas partes são bem subjetivas, você nunca sabe se ele é exatamente como ela descreve ou se é ela quem o vê assim. Ela acabando jogando fora o bebê com a água suja. Tem uma parte que ela volta da maternidade com a filha Célia e a foto que ela mais gostava havia desaparecido. Ela então já acha que foi o maquiavélico Kevin que a destruiu de propósito (e não posso dizer que não tem razões para isso), porém ele guardou a foto consigo e já na cadeia, ele concede uma entrevista pra tv. Nela, a câmera foca na foto que ela achou que ele tivesse destruído. Analisando a mesma entrevista, Eva escreve sua surpresa nas palavras de Kevin que repetia várias ideias e conceitos da mãe- e aí é que a cena em que a Eva dizem que os gordos são culpados pela sua obesidade faz sentido. Kevin irá dizer que a sociedade americana sempre põe a culpa em alguém:
"Um das coisas que eu não consigo aguentar nesse país é o descompromisso com a responsabilidade. Tudo que os norte-americanos fazem é que não funciona muito bem tem que ser culpa de outra pessoa. Quanto a mim, eu respondo pelo que fiz. Não foi ideia de ninguém, só minha."
Era exatamente o que Eva pensava. E o que tinha dito a Kevin no dia em que sai com ele.

Lílian Cristina disse...

Em outro episódio, anterior a esse, Eva vai visitar Kevin. Na sala de espera encontra outra mãe com quem conversa. Antes de entrar pra visitar o filho, a mãe diz pra Eva:
"É sempre culpa da mãe, não é verdade? Aquele menino deu errado porque a mãe dele bebia, ou se drograva. Ela deixava o garoto solto na rua; ela não ensionou a ele o que é certo e nunca diz que o pai era um bêbado, ou que o pai nunca estava em casa quando o garoto voltava da escola. E ninguém jamais diz que alguns desses garotos não prestam e pronto. Não vá você acreditar nessa balela. Não deixe que eles ponham nas suas costas a matança toda. É duro ser mãe. Ninguém nunca aprovou uma lei que diz que para alguém ficar grávida tem que ser perfeita. Tenho certeza de e você tentou ao máxumo. Você não está aqui, nesse fim de mundo, numa bela tarde de sábado? Você continua tentando. Se cuide, meu bem. E não diga mais essa bobagem."
O livro também revela poucas vezes em que Eva se olha nos olhos de Kevin. Somente no final do livro em que haverá esse encontro de olhar. Metaforicamente, ele fura o olho da irmã e guarda o olho portiço. Ninguém olha para o garoto, nem o próprio pai. A relação do Kevin com o pai é a mesma que o pai tem com ele- uma máscara de família feliz que tudo vai bem. Não há confrontos.

Lílian Cristina disse...

Ao final do livro, após Eva buscar os porquês pra Kevin ter feito o que fez, ela se rende e revela, o que até então, não parecia ter- sentimentos pelo filho:
[...] "Ao perguntar petulantemente se a quinta-feira tinha sido culpa minha, tive que retroceder, que desconstruir. É possível que eu esteja fazendo a pergunta errada. Seja como for, debatendo-me entre a exoneração e a descompostura, só fiz cansar-me. (...) A verdade é que, se eu decidisse que era inocente, ou decidisse que era culpada, que diferença faria? Se eu chegasse à resposta certa, você viria para casa?
É só isso que eu sei. Que, no dia 11 de abril de 1983, nasceu-me um filho, e não senti nada. Mais uma vez, a verdade é sempre maior do que compreendemos. Quando aquele bebê se contorceu em meu seio, do qual se afastou com tamanho desagrado, eu retribuí a rejeição — talvez ele fosse quinze vezes menor do que eu, mas, naquele momento, isso me pareceu justo. Desde então, lutamos um com o outro, com uma ferocidade tão implacável que chego quase a admirá-la. Mas deve ser possível granjear devoção quando se testa um antagonismo até o último limite, fazer as pessoas se aproximarem mais pelo próprio ato de empurrá-las para longe. Porque, depois de quase dezoito anos, faltando apenas três dias, posso finalmente anunciar que estou exausta demais e confusa demais e sozinha demais para continuar brigando, e, nem que seja por desespero, ou até por preguiça, eu amo meu filho. Ele tem mais cinco anos sombrios para cumprir numa penitenciária de adultos, e não posso botar minha mão no fogo pelo que sairá de lá no final. Mas, enquanto isso, tenho um segundo quarto em meu apartamento funcional. A colcha é lisa. Há um exemplar de Robin Hood na estante. E os lençóis estão limpos."

Edson disse...

Não li o livro e nem vi o filme (mas vou procurar baixar em breve). Há umas duas semanas tiha visto o trailer e fiquei com muita vontade de vê-lo.

Vi algumas pessoas comentando sobre instinto materno e lembrei que já ouvi um psicólogo dizendo que instinto materno não existe, porque se existisse todas as mulheres desejariam ter filhos.

Edson disse...

tinha*

Anônimo disse...

Muito bem, a autora, o diretor, os atores, a equipe técnica, fazem um trabalho que serve pra agradar vcs e como vcs agradecem? Com uma facada pelas costas, assistindo sem pagar, se aproveitando do trabalho deles de graça.
E viva a pirataria!

Anônimo disse...

'instinto materno não existe, porque se existisse todas as mulheres desejariam ter filhos.'

Sério que vc engoliu isso?
Psicopatas tb não existem, pq se existissem todo mundo seria psicopata.

Anônimo disse...

http://www.youtube.com/watch?v=zENSmf6S1QU
Ouçam essa música sonhem com o que um dia as mulheres tiveram mas perderam.
Graças ao feminismo.

Anônimo disse...

Anônimo das 18:08, e o que é que o c* tem a ver com as calças??

O que foi mesmo que as mulheres perderam que até agora não estou sabendo??

Anônimo disse...

Anônimo das 17:07. Não tenho nada contra a Lola. Tenho tudo contra ideias simplistas.

Não há leitura crítica do filme no post, mas somente um emaranhado de opiniões problemáticas sobre maternidade, paternidade, psicopatia, instinto, tratamento e livre-arbítrio. Como eu disse, se o objetivo do post era dar opinar sobre esses assuntos, por qual razão partir do filme?

O comentário da Lola passa em branco sobre as estratégias de representação do filme em si, o que deveria ser o principal foco da "crítica" de um filme.

Se você quiser responder a essas ponderações que fiz, seria muito bom. Caso não consiga contrariá-las, é melhor pensar num jeito de se tornar mais autônomo em relação à autoridade da Lola. (Isabel)

Anônimo disse...

Graças ao feminismo perdemos:
a proibição do voto
o direito de nossos maridos ter nós mulheres como propriedade
o direito de não ter contraceptivos (pílula)
o direito de não poder votar
o direito de não poder trabalhar fora de casa onde quisermos
a obrigação de ser virgem até o casamento
a obrigação de usar roupas que quisermos
etcetcetcetcetc.....
É perdermos muito mesmo.....rsrsrsrs

lola aronovich disse...

Anne, eu falaria com a sua amiga, a confrontaria. Perguntaria se ela não se arrepende de ter matado gatinhos. Ou como ela pode falar disso rindo. Eu não sei se conseguiria continuar ser amiga de uma pessoa que conta isso sem se arrepender. Lembro de um aluno adulto que tive numa turma de inglês. Gostava muito dele, era dos meus preferidos. Aí um dia, no final do semestre, ele contou, rindo, de todos os gatos que tinha assassinado quando era adolescente. Ele tinha um pitbull ou algum cão do tipo, e ele adorava soltar o cachorro em cima de gatinhos. Felizmente as aulas já estavam quase no fim, porque eu nunca mais fui capaz de tratá-lo da mesma forma. Sabe quando uma pessoa despenca no seu conceito? Foi assim.


Natalia, diga qual é essa cena da festa da empresa? Porque uma cena horrível no filme é justamente essa, vc não achou? Em que um cara que tava flertando com a Eva a convida pra dançar, ela recusa, e ele fala aquelas palavras horríveis de “Sua vagabunda, vc acha que alguém vai querer ter mais alguma coisa com vc depois de tudo isso que aconteceu?”. Achei uma das cenas mais pesadas do filme.

Anônimo disse...

correção* a obrigação de não usar roupa que queremos

Anônimo disse...

Instinto maternal é diferente de amor maternal.

Cristiane disse...

Assisti hoje à tarde o filme. É mesmo perturbador... se eu tinha dúvidas quanto à vontade de ter filhos, agora não tenho mais, simplesmente, acho que não nasci pra ser mãe. Filho não é um produto que a gente escolhe numa prateleira e se não gostar ou vier quebrado, a gente devolve pra loja. Acho que tem muitas mulheres que caem nessa cilada de terem filhos sem muita vontade de ter, achando que a maternidade irá conquistá-las, ou o filhos irão conquistar o "instinto maternal" delas. Sei lá, que assunto complexo esse! Eu não tou bem... esse filme mexeu comigo.

Anônimo disse...

A Isabel não está falando nada d+. Crítica do filme não é mesmo. Ela comenta o assunto e o traz para a esfera do cotidiano da criação de filhos. Bom para detectarmos NOS NOSSOS FILHOS possíveis psicopatas.
A crítica do filme fica para outra vez.

lola aronovich disse...

Isabel, qual o problema de partir de um filme ou livro ou programa de TV ou qualquer coisa para tratar de assuntos como [escreva aqui o assunto desejado]? Pra vc, isso é um problema, e minhas opiniões são problemáticas. Tudo bem, opinião sua. Mas vc não acha meio arrogante achar que “as estratégias de representação do filme em si [deveriam] ser o principal foco de uma crítica de filme”? Quem decide o que deveria ser o foco de uma crítica a qualquer coisa? Você? Quer dizer, vc pega a sua opinião do que deveria ser uma crítica, valida essa opinião a uma verdade absoluta, e julga os que não seguem essa sua opinião como simplistas e problemáticos. E, óbvio, quem não pensa como vc não é autônomo em relação a mim. Certo. E eu que sou simplista?


Anônimo das 18:08, hã? WTF? Ouvir Asa Morena nos fará ver o que nós mulheres perdemos graças ao feminismo? Não entendi. Nos ilumine, por favor. Eu não posso mais ver um por do sol? E a culpa é do feminismo?

19:10 disse...

Ela = a Lola.

Anônimo disse...

O Kevin não tem um tipo de autismo?
(não vi o filme)

Anônimo disse...

Então Isabel o que vejo como problemático em vc não está na crítica que vc possa ter de eventuais pontos sobre o que a Lola pensa, escreve, sobre o visões do feminismo dela etc...
O que acho problemático em vc é querer dar diretrizes ao post e colocar como questões centrais coisas que a autora mesmo não se propõe. Sério mesmo, mas vejo que vc vê algo que não existe aqui no blog. Isso sim é problemático. Por exemplo,

“O comentário da Lola passa em branco sobre as estratégias de representação do filme em si, o que deveria ser o principal foco da "crítica" de um filme.”
Discordo.
Eu li este post como, nada mais, nada menos, como das impressões que a autora teve ao ver o filme. Que eu saiba, não se trata de uma análise da estética, ou da linguagem, ou do filme em-si, por ele mesmo, ou outro “foco central” do filme...(foco central para quem?? Para a politica? Para a linguística? Foco para o tratamento das cores? O que é foco central?)
Se, a Lola (como se faz por exemplo em algo que deliberadamente se propõe - tipo um trabalho acadêmico- houvesse proposto como objetivo principal: analisar a representação do filme com um recorte X. e desenvolvesse o post sem cumprir isso. Tá alguém poderia dizer “mas Lola, vc não cumpriu com o que propôs, ou seja, fazer a análise da representação do filme segundo o recorte X).
Mas não, vc generaliza e exagera como análise “BEM problemática”

E vc também diz.
“Não há leitura crítica do filme no post, mas somente um emaranhado de opiniões problemáticas sobre maternidade, paternidade, psicopatia, instinto, tratamento e livre-arbítrio”

Sim,ideias simplistas devem ser combatidas.
Mas, a Lola se propôs dar opiniões sobre um filme, coisas que suscitaram para ela ao ver o filme. Opinou, segundo ela, criticamente sobre as responsabilidades atribuídas a mãe etc na criação de filhos etc...
Veja que sua crítica, ao invés de dizer em que ponto específico há ” opiniões problemáticas sobre maternidade” etc, e discorrer a razão da problemática (o que pode ser legítima a crítica), não faz. Apenas generaliza a crítica, de maneira muito simplista por sinal.

E eu não vejo a Lola como autoridade, apenas reconheço a proposta do post, a proposta do blog. Por sinal não concordo com tudo (exemplo: sou muito mais de esquerda que a Lola, discordo de toda a análise do Pt daqui), mas nem por isso me impede de reconhecer cada ideia e o alcance incrível do blog.
Se eu tiver alguma crítica a algum ponto, não terei problema em dar a opinião aqui. Mas tentarei dar uma opinião de forma clara, não generalizante, nem taxativa, e tentarei reconhecer o propósito do post.
Com todo respeito, creio que vc, Isabel, tem muito a acrescentar na discussão, mas vc parece querer apenas criticar, e ao exagerar na crítica (criticando até o que não existe), isso fica muito evidente pelo menos para mim.
Abraços.

LisAnaHD disse...

". . . vc pega a sua opinião do que deveria ser uma crítica, valida essa opinião a uma verdade absoluta, e julga os que não seguem essa sua opinião como simplistas e problemáticos. E, óbvio, quem não pensa como vc não é autônomo em relação a mim. --LoLa às 19:10

rs... LoLa deu uma de "comigo ninguém pode" e eu achei uma ótima tirada!

peralá, LoLa não nos deu a entender que estava escrevendo uma crítica ao filme... ela trouxe à baila o filme e comentou obre o assunto a que se refere o filme... oras, quem buscava uma crítica e não a encontrou, deixe de ser criticona e escreva seu próprio texto --uma crítica de cinema ao filme abordado no post -- e submeta o texto para um possível Guest Post. Tào simples!!! Mas é tão mais fácil cobrar atacando...

Viviani Fujiwara disse...

Olha que absurdo. Quem assiste a novela pode dizer se foi real esse diálogo.

https://www.facebook.com/photo.php?fbid=374919405882729&set=a.211272888914049.49987.202765026431502&type=1&theater

Anônimo disse...

Mais uma dica para ver no feriado, obrigada Lola!
Antes de ver, apenas pelo q vc comenta no post, essa santificação da maternidade, que obrigada a mulher a amar até um filho psicopata. Preguiça!
Não gosto de crianças. Nem as educadas e boazinhas, que dirá psicopata.
Bjos Lola

lola aronovich disse...

Sobre minha críticas de cinema, eu nem as considero críticas. Chamo de crônicas de cinema. Só coloco a palavra CRÍTICA no título porque reparei que, sem ela, pessoas procurando textos sobre um determinado filme não chegam ao meu blog pelo Google. Escrevo crônicas de cinema desde 1998. Entre 98 e 07 elas eram publicadas no segundo maior jornal de SC, A Notícia. Depois o jornal preferiu ficar apenas com minha coluna semanal, a Cartas da Lola. E em dezembro último, pra conter despesas, me dispensou como colaboradora, chuif. Aliás, tá pra sair meu livro de crônicas de cinema, publicado pela USP. Ainda estamos vendo onde será a noite de autógrafos, se em Fortaleza, ou em SP, ou nas duas cidades. Assim que eu tiver mais detalhes eu falo pra vcs. Mas algo que sempre me irritou foi ouvir que críticas de cinema devem seguir uma fórmula, um roteiro. Eu evito isso. Mas, claro, costumo ser atacada por gente que acha que críticas de cinema devem ser assim e assado. E dou de ombros, porque sei que meu estilo está longe de agradar a todos. E sei que tenho leitores fiéis desde 98... Aqui tem um texto meu de mais de dez anos atrás sobre porque, pra mim, não é legal escrever críticas que seguem uma fórmula engessada.

Anônimo disse...

Lola que engraçado entrar hje no seu blog e ler sobre esse filme! Digo isso porque acabei de ler uma materia da super interessante deste mes chamada pequenos psicopatas e a matéria traz diversos depoimentos de familias que tiveram seus filhos diagnosticados com transtorno antisocial! Achei muito interessante e o negócio de vc ser um psicopata é realmente não ter uma parte do cérebro que é a responsável pela empatia, ou seja, não importa que os pais sejam os melhores do mundo não há o que fazer!
A materia é mto boa tentei achar na internet para por o link mas nao achei! Nessa revista tbm tem um artigo falando um pouco do feminismo que ficou bem legal! Não é mto grande, mas está bem escrita!

LisAnaHD disse...

te enforco, LoLa, te enforco... rs... tivesse vc comentado antes sobre o seu livro a ser publicado e hoje eu teria te comprado um livro que deixei de lado pra não parecer tieta demais... é um romance, me parece... mas o título é algo como que filmes que tocaram minha vida... e numa parte do livro são citados filmes como que em capítulos... com título e toda a informação sobre a película e partir daí um texto... fiquei andando pela loja com o livro por um tempão e dai me veio que eu poderia estar indo longe demais, de repente vc nem teria tempo pra ler tanto assim e blablablá, larguei o livro de lado... agora dou com esse comentário seu... te enforco!!!

Augusto disse...

Lola, vou fugir do assunto, gostaria de saber se existe algum perfume feminista? Vi várias propagandas e descrições de perfumes e todos eram machistas...

lola aronovich disse...

Augusto, não entendo absolutamente nada de perfume. Acho que devo até ser meio alérgica, porque realmente não gosto. Lembro vagamente de ter usado perfume na minha adolescência, mas não tenho certeza. Também não sei dizer se as descrições e propagandas de perfume seriam machistas. Acho que a maior parte dos perfumes (estou chutando) trabalha com a heteronormatividade, então tem aquele negócio de usar tal fragrância pra atrair o sexo oposto. Mas isso é necessariamente machista? Machista são os comercais da Axe, que usam o mesmo enredo.


LisAnaHD, pode mandar o que quiser mandar pra cá que eu aceitarei de muito bom grado. Ainda que eu não encontre tempo de ler alguma coisa JÁ, vou encontrar um dia... Ou senão sorteio pros leitor@s. Mas só depois de ficar com um livro um tempão.

Augusto disse...

Os perfumes que eu vi falavam sobre conquitar a virilidade masculina ou, quando feminino, dizia 'desperte sua feminidade. Sempre perfumes femininos são doces e masculinos cítricos e amadeirados. Como se as mulheres tivessem que usar o perfume que causa sensualidade e erótismo e os homens algo que causa confiança e empreendedorismo.

Vivi disse...

Lola, não resistimos e vimos o filme aqui em casa por conta do post. Compreendo que se trata de ficção, mas fiquei me perguntando algumas coisinhas também.Como o filme fala de psicopatia (isso está correto não? Ele não é apenas mau.;.(?), não sei se no livro dá margem para se perguntar isso.), no começo da gravidez e o tratamento dela em lidar com ele nenezinho meio que “não estou feliz em ter filho” acaba confundindo e dando margem a pensarmos “o cara é assim ruim por que a mãe não lhe tratou bem e não o quis a principio?”..o que achei meio desnecessário porque se for psicopatia mesmo ele nunca terá empatia, independente de como seja tratado. Achei que isso confundiu um pouco.
E quanto ao pai, acho que ele dava razão pro filho pelo filho ser manipulador mesmo. Mas a gente se pergunta mesmo, como é que (no filme pelo menos) nunca é abordado ou tido um conversa franca entre o casal a respeito da “personalidade” do filho né.estranho.
Bjo!

Luiza disse...

Augusto, você já parou pra ver catálogo de produtos femininos? Porque o que eu vejo é uma diversidade de fragâncias, até porque tem mulher que odeio cheiro doce.
Sugiro procurar mais.

Anônimo disse...

Vivi, só pelas imagens da Eva, parece que a psicopata é ela, né? Ou pelo menos sugere um quadro de predisponente para doença mental grave. My feeling.

Carol disse...

Acho que o caso do Kevin é que ele é um sociopata e não psicopata, é diferente.

Anônimo disse...

SPOILER ALERT!!!

Alguém entendeu o final? Se sim, please, me explique!!!
Não quis acreditar que ela perdoou ele, e que ele fez tudo que fez pela atenção dela?

Morena

Sawl disse...

Só uma observação querida lola.

No filme A Outra História Americana, sim, ninguém da família é neonazista, mas, o pai da família tem conceitos racistas de vida.
O que causou o "gatilho" mental no personagem Derek vivido por um frenético Edward Norton foi o fato do pai bombeiro ter sido assassinado em um bairro pobre considerado "negro". Ou seja, ele vê em todos negros os assassinos do pai dele.
Se aproveitando disso, está o lider de um grupo neonazista, um senhor que tem idade de ser pai do Derek. Fragilizado e confuso ele aceita esta pseudo-paternidade, acaba fazendo parte do grupo e descarrega seu ódio e irracionalidade em cima das minorias.
Ele NÃO vê que quem matou o pai dele eram dois criminosos que poderiam ser de qualquer outra raça e sim, dois negros, ele não pára pra pensar na associação doentia dos criminosos com a maioria das pessoas de bem que são de raças diferentes da dele(que é caucasiano).
Enfim, não existe culpa em um filho(ou filha) se tornar um monstro, mas, há situações que fazem brotar o que há de pior em uma pessoa.

Anônimo disse...

Náo vi o filme, então peço licença para fazer um comentário completamente atravessado. É que acho que as mães são excessivamente culpabilizadas na nossa sociedade. Além de não termos condições concretas decentes (creches com preços acessíveis, pais presentes e que dividam em igualdade as tarefas, etc)vivemos nos dividindo em mil para dar conta da sobrevivência e da vida. E a sociedade a nos culpar o tempo todo. Lola, você poderia fazer um post sobre isso, sobre a carga concreta e simbólica que a mulher assume quando passa a ser mãe. Passamos a ser responsáveis por todos os problemas que nossos filhos eventualmente possam apresentar. Olha, tenho uma filha que é um doce, é generosa, afetuosa, inteligente porém muito, muito tímida. Em certa ocasião procurei a escola pois suspeitei que ela estava sofrendo bullyng. As primeiras palavras que ouvi da assistente pedagógica ao relatar o que estava me inquietando foram "Eu logo vi! Filha única de pais separados!" Sem brincadeira, me senti a última das mães. Como se a minha condição determinasse tudo o que acontecia na vida da minha filha. Eu deveria ter tido mais filhos, (ora que idéia, ter filha única!) e não deveria ter me separado??? É isso??? Então minha filha não teria os problemas que estava tendo? Olha, é só um exemplo simplório, mas a gente passa por situações inacreditáveis. Eu quis muito ser mãe, acho que é uma experiência rica e muito, muito compensadora. A gente recebe muito mais do que dá. Porém, a sociedade é cruel, impiedosa e intransigente com as mães. Somos culpadas de tudo o que de ruim acontece. E o que fazermos de bom, não passa de obrigação, e aliás, nunca é suficiente.
(desculpe o desabafo)
Amanda

Vivi disse...

[spoiler] É, a mãe aparece quase que dividia entre aquela cena na Espanha (?), super apaixonada pelo marido e feliz, e outra depois da gravidez até o fim de maneira triste.
Fora que varias cenas me lembrou o bebê de Rosemary ..
O final ainda não sei que pensar....talvez um moralismo? Um “mãe perdoa”? De qq maneira dá muita dó da mãe...Ô azar hein..

Fabiana Melo Sousa disse...

Talvez o que podemos pensar é: nem tudo tem explicações. As ciências nem sempre dão conta de um fato como este, infelizmente sempre caímos para dogmas religiosos quando nos deparamos com casos como estes. Mas acredito que tem coisas que o filme apontam, primeiro o pai que sim, é atencioso e ótimo mas que não está no dia a dia da casa enquanto a mãe está sempre com o menino. Ela mesma que não consegue pedir ajuda para outras pessoas diante da situação, ora, afinal aprendemos que uma mãe sempre dever amar o filho, é difícil pedir ajuda neste sentido pois você sempre será vista como uma anomalia. E pra mim, ficou muito forte o final, quando a mãe vai visitar o garoto e, após algum tempo (se não me engano 2 anos) ela pergunta o por quê, ele responde " Eu achava que sabia". É isto, nem sempre sabemos direito o porquê de determinadas coisas, mas se não discutirmos as coisas sempre serão como são. Parabens pelo post, adoro o teu blog.

LisAnaHD disse...

ufa, LoLa, obrigada por esse sinal verde... prepare-se pq minha conexão com as pessoas é via Literatura...

Ana Jéssica disse...

AMEI O POST, TO LOCA PRA VER ESSE FILME!

maria disse...

Nunca assistiria esse filme, nem leria o livro, pois acredito sim que há pessoas que nascem psicopatas, sem sentir nada e manipuladoras. Conheço uma pessoa assim, próxima, e que tem até uma filha e é assustador.
Vou avisar a minha mãe a nunca assistir esse filme, não sei se ela aguentaria...

Anônimo disse...

augusto, eu fiz um trabalho inteiro sobre os anúncios de perfumes femininos em revistas brasileiras. cara, o que eu vi é que existem certos padrões de cores/poses, enfim papéis da mulher neles (escaneando e botando tudo lado a lado, a semelhança é de espantar). sempre fui louca por perfume e odeio machismo. grito logo. mas os perfumes mostram a mulher ou como pura, assexuada (fotos em preto e branco, com roupas brancas, família, modelos mais "velhas", sem curvas); como uma lilith (unhas vermelhas, olhos vermelhos, fundo vermelho, quase uma feiticeira); como a namoradinha, etc. os mesmos papéis de trocentos anos atrás. não mexi diretamente com isso, mas cheguei a ler um texto sobre o anúncio de perfumes marculinos. e esse texto dizia que os perfumes eram muito voltados pro público gay. por conta de fotos e tal. curiosamente, nunca vi perfume anunciado com lésbicas (o ck one mexeu muito com androginia, mas só ele e era um perfume à parte - os anúncios dele mostram praticamente TODOS os tipos de gente por aí. só que acho que essa era a jogada de marketing dele). eu uso muito o bvlgari black, que é unissex. tem baunilha no fundo, ou seja, meio docinho e muitos homens usam!

Camila Fernandes disse...

Eu ainda não vi o filme, mas depois do post e dos comentários estou muito tentada a ler o livro primeiro.

Bem, o que eu conheço da Psicologia a respeito desse assunto é que alguns indivíduos apresentam tendência à psicopatia. Eu não concordo que isso seja totalmente determinado pela genética, pois há a influência do ambiente externo sim, mas concordo que a genética tenha sua parcela de responsabilidade.

Vou deixar uma entrevista que saiu na Veja com Robert Hare, um psicólogo respeitado, especialista em psicopatia. A despeito do veículo, dou crédito ao profissional e acho a entrevista muito válida. E tenho até bastante esperança no modelo de "tratamento" que ele cita, no finalzinho.

http://veja.abril.com.br/010409/entrevista.shtml

Claro, é a teoria dele, e a visão dele, e certamente há especialistas que discordam. Depois de ter lido um bocado sobre o assunto, por interesse particular, eu comungo da visão desse psicólogo (mas sou leiga, óbvio!). Vale a pena dar uma olhada aí, gente. Vou colar a parte que ele fala sobre as crianças e os pais, okay?

"Repórter: É possível observar sinais que indiquem que uma criança pode se tornar um adulto psicopata?
Hare: Não há nada que indique que uma criança forçosamente se transformará num psicopata, mas é possível notar que algo pode não estar funcionando bem. Se a criança apresenta comportamentos cruéis em relação a outras crianças e animais, é hábil em mentir olhando nos olhos do interlocutor, mostra ausência de remorso e de gratidão e falta de empatia de maneira geral, isso sinaliza um comportamento problemático no futuro.

Repórter: Os pais podem interferir nesse processo?
Hare: Sim, para o bem e para o mal, mas nunca de forma determinante. O ambiente tem um grande peso, mas não mais do que a genética. Na verdade, ambos atuam em conjunto. Os pais podem colaborar para o desenvolvimento da psicopatia tratando mal os filhos. Mas uma boa educação está longe de ser uma garantia de que o problema não aparecerá lá na frente, visto que os traços de personalidade podem ser atenuados, mas não apagados. O que um ambiente com influências positivas proporciona é um melhor gerenciamento dos riscos."

Jullys disse...

Lola, tenho certeza que você vai amar o filme. Amor, a propósito, é o mote do filme sob a minha ótica. Li em algum lugar que a própria autora - Lionel Shriver - considerou a adaptação o perfeito complemento para o seu livro. Eu concordo com ela e vou petulantemente além: as partes aparentemente desconexas no filme são pra proporcionar exatamente essa vontade de ler o livro. E fiquei muito triste que uma comentarista tenha colado trechos importantíssimos e inteiros aqui nos comentários...

O livro é espetacularmente bem escrito. E o filme incrivelmente bem dirigido. Ao contrário dos que acharam excessivo o tom "vermelho", ele é um personagem marcante no livro também. E como pensar que uma mulher que perde toda a sua família, e a própria identidade, pelas mãos de seu próprio filho? Esta mulher respira sangue, o vermelho representa praticamente capítulos inteiros do livro.

Achei especialmente interessante o final do filme, assim como achei o final do livro (que foi, para mim, previsível e surpreendente, se é que isso é possível). Porque no final de ambos, só resta amor. Um amor que Kevin nunca demonstrou pela mãe (mas alguém se perguntou pq foi ela a ÚNICA a ser "poupada"?); e que a mãe sempre tentou encontrar dentro de si mesma para oferecer ao filho.

Prefiro nem falar de responsabilizações. Viver já é uma responsabilidade tremenda. Acredito que não são todos os pais/mães que poderão assistir o filme ou ler o livro. Muitos poderão ficar bitolados. Todos são pessoas, e pessoas são inseguras, em maior ou menor grau. Por outro lado, "rotular" Kevin como psicopata ou sociopata (a mãe o levou ao médico suspeitando de autismo, lembram-se?), soa-me como algo muito simples, tipo: ah, tá explicado, ele tinha um probleminha e não sabia o que estava fazendo. Kevin SABIA o que estava fazendo. Wellington (esqueci o sobrenome) SABIA o que estava fazendo quando cometeu aquele massacre em Realengo. O livro me remeteu diretamente àquele triste episódio de nosso país. A "moda" do massacre na escola sai dos EUA e chega ao Brasil. Realidades, culturas, economias, TUDO diferente entre as duas situações. Culpar os pais? Um problema psíquico? Não sei, não me sinto apta a tecer esse tipo de análise... O ser humano é muito complexo Esse filme/livro merece ser discutido e analisado pq sempre será atual. Mas eu recomendo mesmo que vc leia o livro e depois comente aqui!

Anônimo disse...

Bom Lola... Uma breve história: Como descobriram para que servia a parte do cérebro frontal, chamada de lobo frontal, responsável por ações relacionadas ao comportamento social, relações humanas para ser mais clara. Enfim, os estudiosos da época da rosca diziam que essa parte frontal não tinha função nenhuma, eis que na construção de uma ferrovia ao estourar uma dinamite um dos trabalhadores foi lesionado no lobo frontal por um pedaço de metal e mesmo com toda medicina precária da época ele sobreviveu, logo os médicos disseram, "Ai! Realmente essa parte não serve pra nada!" Foi então que meses depois vem a esposa do homem de volta a procurar o médico e diz, "Doutor, antes desse acidente meu marido era honesto, religioso, amoroso, agora ele bate em mim, bate nas crianças, não paga as contas, não vai mais na igreja..." E assim começou-se a estudar e entender que essa parte da frente do cérebro é responsável por essas funções, icluse pela fé... E nos ultimos sei lá 20, 25 anos os ciêntistas detectaram que o cérebro de assassinos psicopátas violetos tem essa parte do cérebro funcionando com anormalidade. Ou seja, dizer que é culpa da mãe, dos pais é coisa de gente desinforma e que pretende continuar na ignorância do conhecimento. O indivíduo pode nascer assim ou adquirir proveniente de alguma lesão, acidente... Enfim, da sua troll favorita. Beijo

Bella disse...

Lola, ainda não assisti ao filme, mas acabo de ler o livro. "Precisamos falar sobre o Kevin", para mim, não trata da história de um psicopata mirim, mas sobretudo da maternidade – sua imposição, seus tabus e seus impronunciáveis. Se o filme não deixa transparecer o interior de Eva, me parece que o livro se empenha todo o tempo em desvelá-la, através das íntimas cartas ao marido. Ela não queria ter filhos – mas, como tantas, não se sentia autorizada a não desejá-los. Deixou-se levar angustiadamente pelo amor ao parceiro, que desejava ser pai, e pelas tantas promessas do mundo de que, quando os filhos são nossos, é algo "mágico" que promove uma indispensável transformação da vida. Acontece que, concretizando seu grande medo, o nascimento de Kevin não emociona Eva, e ela chega a se arrepender profundamente do próprio filho. Marcou-me a passagem em que ela diz que se preocupava por ser exatamente o tipo de mulher capaz de se arrepender de algo tão irrevogável quanto a vida humana. Pronunciar a mera possibilidade de que uma mulher não se encante com a maternidade, ou que se arrependa de ser mãe, é inconcebível no mundo em que vivemos. Toda aversão à condição materna, a que as mulheres são impelidas desde a mais tenra idade, é considerada anormalidade ou doença. Interessante o que Eva pensa ao receber o diagnóstico de depressão pós-parto: "O termo era mais uma tautologia que um diagnóstico: eu estava deprimida depois do nascimento de Kevin porque estava deprimida depois do nascimento de Kevin. Muito obrigada." Ao longo do livro, enxergamos uma mulher que se martiriza por não ter sentido o que o mundo lhe exigia que sentisse em relação à sagrada maternidade. E Kevin dificulta ao máximo o desenvolvimento de qualquer empatia, exceto por parte do pai abobado e cego à realidade. Eva desconstrói sua experiência da maternidade questionando-se sobre sua possível culpa pelo massacre promovido pelo filho. Pessoalmente, não admito de modo algum que os filhos sejam produtos exclusivos da atuação dos pais – e menos ainda que a culpa dos males do mundo recaia preponderantemente sobre a mãe e sobre a mulher. Eva não chega a uma conclusão sobre sua responsabilidade. No entanto, para mim, a obra denuncia a imposição social à mulher de um papel que, não desejado, a destrói de todo modo: a sociedade condena a mãe arrependida do filho, tanto quanto a mulher que recusou a maternidade. Livro perturbador.

abobrino disse...

O homem da história do comentário acima se chamava Phineas Gage. Postei isso só pro caso de alguém achar que é uma história inventada.

Carol M disse...

Agora eu realmente preciso ler o livro. (filmes me dão preguiça, nem eu sei pq)

Lou. disse...

Não assisti o filme ainda, mas ao ler o review lembrei automaticamente desta matéria que saiu numa Superinteressante há algum tempo: http://super.abril.com.br/ciencia/ele-quase-nasceu-psicopata-614404.shtml Depois volto aqui para escrever um comentário mais elaborado, Lola. Adorei o texto!

Caracala disse...

Augusto, perfume feminista e machista?
Acho que não é bem por aí... o perfume está mais ligado a sedução, pois teoricamente, ele faria uma associação com a pessoa e marcaria a imagem dela.Num namoro ou relacionamento, o cheiro do perfume acabaria associando as lembranças daquela pessoa.
O perfume mesmo pode ser usado para compor um visual, junto com a roupa que se está usando...
Se a gente for ver machismo em tudo, a gente acaba surtando.Ele existe em todos os lugares e na moda? Claro!
Mas é mais uma questão de nós combatermos a cultura machista de uma forma maior e não ficar retido a coisas pequenas como saber se tal perfume é machista ou não...

@Vinigals disse...

Lola!
Precisa ler o livro, a escrita é rica e envolvente. Há detalhes que lhe propiciará novas observações. Eu tive uma interpretação de um complexo de Édipo somado a sua personalidade. No livro, há momentos que o Kevin mostra sentimentos, então, tudo fica em aberto. Esse livro é reflexivo e uma delíciaa de ler.

Anacris disse...

Oi Lola!
Eu li o livro, é incrível, leia!
Meu namorado e a irmã dele assistiram ao filme comigo, mas não leram o livro. Eles ficaram meio confusos com a história, mas algumas coisas ficaram claras, no final das contas a mãe e o filho são muito parecidos e o único vínculo que existe é entre eles dois. O Kevin fala para a mãe em uma parte "Só eu te conheço de verdade, e só você me conhece de verdade". E é isso mesmo. E eu acho que ela teve depressão pós-parto, mas as duas gestações foram planejadas. E eu acho que ela não tinha esse tal de 'instinto materno", não... hahaha
Beijos!

Vivi disse...

Ai Lola, não sei se estou sendo muito burra, mas pelo menos vendo o filme ainda achei que confunde demais a ‘personalidade do menino’ (sociopata? Psicopata? Somente mau?) com a questão da maternidade indesejada. Sim, isto é intencional? Mas era necessário retratar o menino assim tão cruel? Não confund? O tema maternidade indesejada, depressão pós-parto eu acho genial, o papel da mulher/mãe na sociedade etc.. (entendi que o filme se trata da mãe) Mas, ao colocar o menino como assassino cruel, no filme (o que tb deveria falar por uma obra por si mesmo) leva o espectador comum a associar a culpa da mãe ‘que não quer ser mãe’ a crueldade do filho. Sim, ela mesmo se pergunta pelo jeito (ela mesmo diz que vai p inferno em uma cena..) sobre sua responsabilidade, mas não sei, fica por isso? Não sei, uma leitura crítica feminista lê o filme sobre o “papel da maternidade”, mas fico me perguntando se a sociedade que vive o patriarcado como leitura de mundo irá enxergar assim....(tanto é que aqui mesmo surgiu comentários sobre o qnto ela é responsável ou não..)

Abraços e desculpe vários coments..fiquei intrigada com o filme.rs

las_schneider disse...

pior que ser mãe da vítima é ser mãe do algoz... minha filha é pequena e eu já sofro com as coisas que ela faz (maldades mesmo, de sangrar as outras crianças).
depressão pós-parto, filhos 'kevin', parece que tudo vem combinado. pra nos enlouquecer. mas só o tempo dirá se tenho um pequeno kevin mesmo... e a ditadura da felicade materna continua, massacrando mães e filhos.
não é porque gestou e pariu que ama. mas ninguem admite. o silêncio toma conta.

Anônimo disse...

Enfim, da sua troll favorita. Beijo
1 de maio de 2012 03:04

?????

Anônimo disse...

Lola, em nenhum momento eu te disse como fazer critica. Mas sim, se quiser falar de filme, vc deveria abandonar a personalidade autoritaria e tentar se abrir para a maneira como o filme eh feito. Vc desconsiderou na sua pretensa critica as maneiras como o filme foi organizado (eu nao disse como vc deveria fazer isso, apenas acho que deveria sim fazer). Assim, vc desconsidera o filme e simplesmente joga opinioes bastante tolas e superficiais sobre maternidade, paternidade e psicopatia. Ninguem quer que vc siga regras - se seguisse alguma, talvez fosse um pouco mais densa -, mas eh legitimo pedir que ao falar de um filme vc procure entender como o filme eh feito ao inves de somente reproduzir o que jah sabe, que, no fim, eh a propria definicao do que eh autoritarismo. Desconsidera o "objeto" e reproduz o eu. (Isabel)

Anônimo disse...

Excelente, Lola. Nós que já fomos, somos ou seremos professores. Nós que não seremos, somos ou um dia talvez sejamos pais e mães, deveríamos vê-lo, mas não entendê-lo como regra. Assustador, daqueles de deixar qualquer um receoso com as realidades/possibilidades que citei. Na minha experiência como professor, confesso sinceramente, notei dois ou três "Kevins", cujas silhuetas sombrias provavelmente vaguem, ainda invisíveis, entre os que não o são. Recomendo fortemente, mas não como um "manual de identificação" e sim como uma "diversão" anti-hipocrisia e contra a cegueira por escolha própria.
Adoro seu blog, sou seu fã e venho aqui todos os dias (mas fico quietinho:) Abraços.

Luis Guilherme

Anônimo disse...

Errata: onde escrevi "inversível", leia-se "irreversível".

Edson disse...

Como eu disse aqui ontem, eu estava com muita vontade de ver esse filme e então baixei ontem mesmo e assisti hoje.
O que posso dizer é que quero muito ler o livro, porque não compreendi aquela fala final do Kevin. Tbm não acreditei em uma determinada cena, achei chocante demais, preferia que aquilo não tivesse acontecido na história.

Korina Curi disse...

Gosto muito desse filme. Me identifiquei com Kevin. Não sou psicopata. Acho. rs

Maitê disse...

Olhe, eu sou feminista, não acredito no mito do instinto materno, acredito que nem todas as pessoas do mundo desejam e tem capacidade, portanto devem ter filhos/as. Creio em uma coisa, se você decidiu ter, ter e não engravidar, até porque, engravidar não é sinônimo de ter um filho/a, tem responsabilidade sobre aquele ser em formação. Pela educação, por colocar limites, por ensinar a se portar no mundo, o que pode, o que não pode. Cada um faz o melhor que pode. Amar é desejável, nem sempre possível. Não posso porém deixar de dizer que entre a Eva e o Kevin existia uma relação doentia, construída e reforçada por ambos. Porém estamos falando de uma criança e/ou de um adolescente, a pessoa responsável, com mais vivência e na minha opinião com maiores possibilidades de detectar e quebrar o ciclo vicioso de agressão entre os dois era ela. Quando ele era uma criança ela aceitava, se ofendia com as coisas que ele fazia. Ok, não tinha como gostar mesmo, mas tomar como ofensa, retornar essa agressão, como se ele fosse completamente responsável por si e soubesse exatamente o que estava fazendo. So sorry, aí também já é demais. Daí então ele se torna um pequeno tirano e mais uma vez, ela aceita e o pai ou não vê ou finge não ver, não temos como saber. Então, resumo da ópera, pra mim ela, enquanto mãe ela foi responsável também, não por não amar, mas por não educar, não colocar limites. Preciso dizer que se foco na relação com a mãe é porque assim o filme nos apresenta, o pai é secundário. Ou seja, isso não significa que eu acredite que o pai teve responsabilidade menor, é a mesma. Se ele era mesmo um psicopata, parece que sim, mas o filme nos deixa pouca margem para perceber, é apenas a percepção dela e como disse, a percepção dela em uma relação doentia. Outra coisa é que esse filme não influencia em nada a minha confusão interna sobre ter filhos/as ou não ter. Acho uma imensa responsabilidade, sei que o ser que irá nascer está além do meu conhecimento e poder, portanto posso me dar bem ou não, pode acontecer de ser deficiente, várias coisas. Porém não me influencia porque tenho certeza que na mesma situação que ela eu agiria diferente, tentaria ser mais firme, procuraria ajuda, conversaria com quem precisasse. Porque posso até não amar - se um dia tiver filho/a - mas se decidisse ter, não desistiria de educar, exatamente por me sentir responsável por esse ser no mundo. Ao menos em parte responsável. Ah, ironia do filme "precisamos conversar sobre kevin" me parece que é a frase que nunca foi dita.

LisAnaHD disse...

Nunca ouvi falar do filme.... -- O filme “O segredo de Kells”, visto pelos alunos do Ensino Fundamental, é uma animação que foi indicada ao Oscar em 2010 e que, apesar de ser uma coprodução entre Irlanda, França e Bélgica, conta inclusive com a participação de brasileiros em sua elaboração. A trama gira em torno de um livro que “iluminará a escuridão” do mundo, promovendo assim a reflexão dos nossos alunos sobre o valor da leitura.
http://www.sidarta.g12.br/blog/?tag=literatura

Juliana Abi disse...

Para roberto SP:

"Para mulheres sem instinto maternal o melhor mesmo é não ter filhos."

ah e? aonde faço o teste para comprovar meu instinto materno? falando assim, me parece que tem... ah vá!

Anônimo disse...

Anônimo disse... Ninguem quer que vc siga regras - se seguisse alguma, talvez fosse um pouco mais densa -, mas eh legitimo pedir que ao falar de um filme vc procure entender como o filme eh feito ao inves de somente reproduzir o que jah sabe, que, no fim, eh a propria definicao do que eh autoritarismo. Desconsidera o "objeto" e reproduz o eu. (Isabel) 1 de maio de 2012 15:44

Essa Isabel Anônima ou Anônima Isabel... não desiste e insiste.
lebasI

lola aronovich disse...

Sobre a Isabel, hoje, por coincidência, eu vi uma frase do grande Mark Twain e me lembrei dela. Arrisco me chamar de burra, mas lá vai:

It is just like man's vanity and impertinence to call an animal dumb because it is dumb to his dull perceptions.

É bem da vaidade e impertinência do ser humano chamar um animal de burro porque ele é burro para suas percepções rasas.

Algo assim... De toda forma, Isabel segue querendo que eu siga a fórmula do que ela considera uma crítica de cinema. E eu sigo querendo fugir das fórmulas.
Aí veio outro anônimo logo depois (eu deletei o comentário, mas anônimo pode ser qualquer um, inclusive a própria Isabel) dizer um monte de bobagem, me chamar de recalcada por eu não ter filhos... E que a Editora da USP está publicando meu livro porque eu paguei. Bom, não sei como funciona a Ed da USP, se ela aceita livros por encomenda. Só sei que não estou pagando nem um centavo. Já publiquei um livro pagando (ou melhor, meus pais pagaram) quando eu tinha 19 anos. Essa vaidade eu já não tenho.
E estou em negociações com outra editora pra publicar um outro livro meu. Acho que até posso ter algum lucro desta vez! (espero).

Antonio disse...

Como você, Lola, também não li o livro. Mas tem certeza de que nós estamos vendo o mesmo filme? Ela é uma PESSIMA mãe, péssima. Claro que não é o total despreparo e má vontade dela que fazem o filho ser psicopata, nem acho que isso necessariamente agrave a situação. Acho até que carinho nem sempre evita rompantes desses. Porra, ela reage a uma malcriação quebrando o braço do moleque!! Não dá pra defender ela.

Ok, ela não teve escolha. Ok, ela não tem o tal "instinto maternal". Mas e daí? Se a gente toma a responsabilidade de cuidar e criar outra pessoa a gente não precisa amar incondicionalmente, mas tratar bem, dar estímulo etc e tal. É como aquela música, canção desnaturada do chico: os pais se decepcionaram muito com a filha, mas ainda assim eram obrigados a ajudá-la quando a coisa fica feia no decorrer da ópera. É uma aliança, um contrato, família é isso. Não importa se gosta ou não, se merece ou não, tem que carregar o fardo sim.

Anônimo disse...

Lola, viu a novidade de um livro feito de biscoito? Se o seu for assim e você conseguir um plano de distribuição pela Cacau Show, pode ser que ele venda.

LisAnaHD disse...

LoLa, te desejo $uce$$o na publicação de seus livros. Toda pessoa com alguma projeção acaba por incomodar um e outro mal posicionado em sua própria percepção... gente que gostaria de ser mas não é... tem, mas não é, eis a grande diferença. Xapralá. Você é.

Anônimo disse...

Assim como tem gente que gostaria de ter um blog mas fica de encosto no blog dos outros. Saravá.

Anônimo disse...

Lola, simplista e dualista: regras contra liberdade (que você pretensamente - e vaidosamente - representaria). Não é assim. Estou criticando a sua falta de cuidado em tentar compreender o objeto do qual está falando. Se não tenta compreender o objeto do qual fala não vai ser alegando liberdade em relação a regras que você vai conseguir tornar a discussão mais complexa. De um lado, você alega liberdade, de outro se empenha em reproduzir clichês, frases feitas e fugir da discussão. Aos que ficam incomodados com minhas críticas: vocês, e você, Lola, inclusive, querem tentar responder à crítica ou continuarão me atacando de maneira infantil e pessoal? (Isabel)

Anônimo disse...

Nesse blog nada se torna mais complexo, Isabel. Troca de ideias aqui vale apenas qdo as ideias se compactuam. Ideias não irmanadas não têm espaço nesse blog. Se você discordar daquilo que o post apresenta, você se verá bombardeada. Aceite ou não frequente.

Ellen disse...

Alguém entendeu o final?
Não sei se foi porque nao li o livro mas o filme não deixa muito claro pq a mãe, aparentemente o objeto de ódio do little evil, não foi atacada? Pq ele a poupou?
Acho q deixei algo passar despercebido no filme...

ka disse...

Ellen,ele a poupou porque sem platéia não existe espetáculo...
ele queria faze-la sofrer,tirando dela o que era mais caro para ela, a filha perfeita e o casamento.

Rô Rezende disse...

Dei o livro de aniversário pro pai do meu filho, será que fiz mal? Hoho...

Mas eu concordo em responsabilizar os pais por [quase] tudo. Sei lá, talvez mude de ideia algum dia. Mas não acho que ninguém nasça mal ou bom, aliás, ninguém é mal ou bom.

Porém também não acredito que os filhos são vazios e são os pais que os moldam. Acho que a tarefa dos pais é ajudar na caminhada, dar ferramentas.

Sou mãe, e na gravidez juro que pensei diversas vezes o que eu faria se meu filho virasse um serial killer (Criminal Minds demais, gente, dá nisso). Não li o livro, nem vi o filme, o post deu uma vontadinha, mas vou segurá-la, porque sei que vai me fazer mal.

Anônimo disse...

Isabel, que tal vc fazer a sua crítica do filme e postar aqui? Daí, vc sossega e deixa todo mundo em paz. Criatura cansativa essa Isabel!!

LisAnaHD disse...

LoLa, minha pesquisai não era sobre cinema, mas dei com a página:
" . . . Há quem veja nisso o fato do filme ser um incômodo à elite cultural no país, que vê no filme uma sátira a Ditadura Militar no Brasil." --filme Brazil, 1985, com R. De Niro
http://pt.wikipedia.org/wiki/Brazil_(filme)

Chiquinha disse...

TEM MUITO VERMELHO NESSE FILME.

Lia Almeida disse...

Oi Lola! Não sei o que você acha da revista super interessante, mas na edição de maio eles falam sobre pequenos psicopatas, com relatos das mães. É bem interessante ver como diferentes mães lidam e se relacionam com seus filhos, como desconfiavam que havia algo errado e como "aceitaram" ou não a dura realidade de saber que seu filho é um psicopata..

Anônimo disse...

Lola, me desculpe. Vi o filme e li o livro, gostei bastante, porém como ficção. É claro que sei que existem casos reais, mas ainda são exceção, não é todo dia que adolescentes saem por aí atirando em todo mundo.
Sou mãe de um casal de filhos, bem amorosos por sinal, e garanto que uma grande preocupação da maioria das mães(pelo menos das que tentam apresentar princípios éticos aos seus filhos), diria que bem mais concreta, é se os filhos não serão políticos corruptos, pessoas totalmente fúteis e egoístas, pedófilos,agressor de mulheres, sei lá. Esses sim, tem aos montes, e podem ser bem piores que o Kevin.

Débora disse...

Conheci o blog recentemente e achei incrível! Que delícia de descoberta! E adorei ter encontrado sobre o filme por aqui. Como várias pessoas já disseram aqui, o livro explica situações que no filme são abordadas em parte ou nem aparecem. A relação com o pai é colocada em segundo plano no filme, enquanto é por meio dela que Kevin consegue esconder o seu verdadeiro eu. Discordo do ponto que falam do seu comportamento na escola. Acho que o livro assim como o filme do Gus Van Sant, "Elefante", tentam desmitificar esse estereótipo clássico - baixo desempenho escolar, excluído socialmente, gosto por violência explícita-, que sempre surge quando situações, como "os massacres na escola" acontecem. A vida do Kevin, por exemplo, foi marcada pela camuflagem, exceto a mãe que parece 'sacá-lo', há outros personagens esporádicos no livro que conseguem subtender algo a respeito disso. Kevin não apresenta baixo rendimento escolar, possui um grupo de amigos, o máximo que a escola age em relação a ele, é dizer que tem TDA (sugestivo, não?). A maior contribuição dessas obras é insinuar que os problemas dificilmente são óbvios. Leiam o livro, é uma boa pedida.

Bia disse...

Lola, eu AMEI o livro mas ainda não vi o filme. Não sei isso é mostrado no filme, mas ,num trecho, Kevin dá uma entrevisstra pra TV - já como o famoso KK - e quando lhe é qustionado sobre sua relação com a mãe ele diz claramente "Larguem do pé da minha mãe". Acredito que Kevin é um psicopata e psicopatas têm sim um funcionamento cerebral diferente, mas culpa recai totalmente sobre Eva, que não foi uma mãe excelente, mas nem de longe foi culpa dela. Enfim, poderia ficar discutindo horas sobre essa estória. Só pra completar, o livro não deixa claro que a gravidez de Eva foi um joguinho como disseram aqui. Foi ato meio que de desespero, whatever. Adorei seu blog! bjo

Luciana Mendonça disse...

Lola, uma amiga me pediu q lhe falasse sobre est filme. Joguei a citica no google a achei a sua a melhor. Linkei p ela.Só agora tbem pude lê-la.é mto sofrimento pruma mãe ter um filho envolvido com dependência química, imagina psicopatia? Sim, sei q tem momentos q as mães pensam em desistir,não pq não os amem, mas pq sentem-se impotentes diante de tantos fatos desestimulantes e de tanta dor.Falo c caso d dependencia química, psicopata deve ser 5x pior.

Sim, mta gente se envergonha de dizer q teve depressao pos-parto pq esta afirmação fica associada ao fato d q a mãe não gostou de ter o filho. Vai de encontro ao amor maternal tão pregrado. Eu tive uma grave depressão após meu primeiro parto, pq não qria nem estava preparada para ter uma criança,já q ainda era uma criança também. É horrível e conflituoso.Vc sabe q deve sentir amor pelo bb,mas não sente vontade de amamentá-lo, nem de segurá-lo no colo.Uma amiga chegou a ter alucinações na DPP..olhava pro bb ao lado na cama e via um montrinho e chegou a ter vontade d esgana-lo. Mas contou-me isto em segredo e não há como identifica-la. Hj se dá mto bem c o filho q ja é um rapazinho.

Enfim, ainda não consegui (revolta) ver o filme =/ estou em Aracaju e não chegou aqui.Mas sua crítica atiçõu ainda mais minha vontade.

Bj, luciana

Luciana Mendonça disse...

Há a psicopatia tem sua base genética.Desd a infância os sinais aparecem, independent do amor da família. Em situações mto extremas, é possível alguém ter um surto já na adultidade e, por ex, sair matando todo mundo (um cara q voltou de uma guerra por ex) Ms o geral é genética. boa noite

Jehhh disse...

Não li o livro e nem pretendo, fiquei extremamente perturbada com o filme, me revirou o estomago, tanta maldade em um único ser, ele é mal "sem que nem porque", ele simplesmente é MAL.
Mas confesso que nao entendi o que aconteceu com o olho da irmã...
Mas achei o filme incrível, conseguiu me tirar o sono!

Diana disse...

Lola... Se todas fossem pensar como vc e agir como vc, supostamente, vc nao estaria aqui. Para comentar sobre o filme. E nunca diga, nunca!

Anônimo disse...

Tu disse que ounicomomento que a eva diz algo duro é no campo de golfe, sobre gordos, mas nao foi a unica vez. Ela também diz pro kevin quando ele era bebe "a mamae era feliz antes de kevin nascer. Agora a mamae acorda todo dia desejando estar na frança!"

Anônimo disse...

Infelizmente, os psicopatas/sociopatas estão presentes em quase todos os setores da sociedade. A verdade é que uma pequena parte dos psicopatas/sociopatas cometem assassinatos, como o personagem Kevin. A maioria dos sociopatas têm uma vida, relativamente, "normal". Essas "pessoas" são manipuladoras, frias, cínicas, não sentem empatia, não sentem remorso, mentem sistematicamente, agridem animais, tendem ao parasitismo e usam as outras pessoas para atingirem seus objetivos. Muitos destes ocupam importantes cargos, tanto na política, quanto nos setores privados.
Nas empresas, os psicopatas se destacam porque não têm escrúpulos, portanto, rapidamente, sobem de cargo. Por outro lado, costumam a trazer grandes prejuízos para as empresas.

Anônimo disse...

Olá...
Assiti esse filme ontem!
Fiquei muitíssimo perturbada e tive que procurar comentários sobre ele. Concordo com sua considerações... mas me pergunto:
naquela situação (por exemplo: as fraldas) não era para "pessoas esclarecidas" procurarem ajuda profissional? levá-lo a um médico?
Ele nasceu com problemas! sem dúvida, mas os pais Tb são culpados (pelo desfecho) e principalmente a mãe que via tudo e não fazia nada!

Abraços!
Teresa

Um espaço pra chamar de meu disse...

Já vi esse filme duas vezes... estou no 2º período de psicologia e a 1ªvez que vi foi durante a semana da saúde, seguido de palestra... uma sala inteira ficou calada ao final do filme... precisando se recompor...
É realmente impactante!! São coisas que a ciência não explica sobre o cérebro humano, acho que nem cabe achar um culpado, pois pelo que parece não adianta fazer nada, eles são assim!!
Realmente, se casais sem filhos virem este filme desistem logo no começo...
Adorei seu post! Também quero ler o livro...
Ah!A Revista Superinteressante fez uma matéria ótima sobre psicoptas, não lembro a edição. E como vc disse que faria, a maioria das mães que toparam falar pra revista fizeram, jogaram a toalha. Teve uma que conta que acordava no meio da noite com o filho de uns 9 anos no pé da cama dela, parado olhando pra ela e o marido. Ela teve medo que ele um dia os matasse e desistiu do filho... Parece improvável, mas já aconteceu. Tbém não sei o que faria em um caso assim.
Bjs, bom fim-de-semana!!!

Anônimo disse...

Olá Lola

No trecho em que você diz que jogaria a toalha não é egoísta. É porque temos esta cultura babaca da mãe latina que cria filhos narcotraficantes e diz que sus niños son prefectos, nossa cultura latina é um lixo! Permissivos demais, hipócritas de mais (olha faça o que digo mas não faça o que faço), cheia de crendices e tolices absurdas que fogem a lógica, além de sincretismos tolos que só servem para escravizar a população para manter um sistema de coisas que só favorece as elites (tanto capitalistas como políticas ou religiosas).

Vivemos num mundo escravo de forma velada onde somos obrigados a nos curvar a regras sociais pesadas e aprisionadoras onde as pessoas temem ser quem são, como no seu comentário o medo de parecer egoísta se jogasse a toalha. Não você não é egoísta já temos problemas e perigos demais para nos preocupar em criar pequenos monstros, não acha?

Além disto vou discordar quanto a sua posição a pena de morte. Não é justo ver nosso suado e sangrado dinheirinho já garfado desumanamente pelo governo servir para manter instituições prisionais que são verdadeiras escolas do crime ou hotéis de vermes facínoras que nos matam, nos roubam e tripudiam em nossas vidas e como se não bastasse a dor da perda ter que trabalhar para pagar impostos de um sistema que não nos serve em nada e ainda defende psicopatas que ceifam vidas.

Sou a favor e fervoroso pela pena de morte e de forma horrível. Nada de coisas indolores mas sim de forma dolorosa e abjeta bem diante de seus familiares e conhecidos e de toda sociedade para que sirva de exemplo e lição para que vejam o preço a se pagar.

Impunidade ou prisões nada disto serve, deixemos essa cultura dos pecados de não poder nem isto nem aquilo e isto são grilhões para que a sociedade seja controlada e não faça um levante contra as forças dominantes da sociedade ocidental.


As pessoas que não sabem o que fazer ou que fingem não saber não passam de covardes hipócritas tementes da reação da sociedade para que sejam socialmente aceitáveis, é só uma mera atitude mercadológica.

Os psicopatas na verdade riem e se regozijam de nossa fraqueza e gozam de seus absurdos direitos para deleite, já vi programas policiais os bandidos esboçarem sorrisos de prazer ao ver os rostos frustrados das pessoas impotentes pois o sistema judicial e os direitos humanos estão a seu lados em detrimento do cidadão pacato, progressista e trabalhador.

Anônimo disse...

Olá pessoal
Assisti o filme,depois que li os comentários no blog.
Recentemente pesquisando um pouco mais sobre o comportamento da mente e ouvindo a Dr.Ana Beatriz Barbosa comentar sobre o filme "Precisamos falar sobre o Kevin", resolvi procurar na net e cheguei ao blog,o que me deixou mais interessada em assistir o filme,mas não posso deixar de opinar sobre os vários comentários...
Sou mãe de uma adolescente linda e teria dez filhos se Deus me permitisse.Sei que ser mãe e educar um filho é uma tarefa árdua e constante, porém extremamente gratificante< fiquei triste em ler que algumas pessoas pensam em não ter filho com medo de ser futuros psicopatas, mas me pergunto se são os filhos ou os pais.Sou educadora também e passo a maior parte do tempo com crianças e suas famílias.E com minha experiencia profissional e pessoal, posso dizer que os pais não tem culpa de terem filhos psicopatas, mas podem ajudar a minimizar os desatres que esses seres poderão causar.Os pais devem mostrar aos filhos sejam sociopatas ou não que quem assume o controle de qualquer situação é "os pais" e que em alguns momentos a criança não tem que querer e precisa ter responsabilidades.É um absurdo as milhares de Evas na vida real que desligam o rádio porque seus filhos não gostam da música e que destroem um brinquedo que o filho utilizou para fazer uma travessura,em vez de dar ao menino uma boa surra.
Filhos valem a pena ter e devemos ter, isto é para quem tem capacidade de saber educar e não ser educados por eles.Como alguns pais que preferem trocar de papel com os filhos e chorar mais tarde

Anônimo disse...

O que mais me impressionou não foi as maldades do Kevin. E sim a maneira que a mãe é tratada por causa de tudo aquilo. A mãe não é nenhuma santa, tudo bem... mas os pré-julgamentos que ela recebe, são tão irracionais e cruéis quantas as atitudes do filho dela. É o famoso ''sujo falando do mal lavado''.

Anônimo disse...

O porteiro do meu prédio tem um sobrinho de 9 anos que é o cão
Aí a mãe dele levou ele pra uma psicologa, ele tava la e uma hora ele disse:
-FRESCA COMIGO NÃO BIXA FEIA SE NÃO VOU AÍ E TE ESTUPRO
Aí ela ligou pra mãe:
-PELAMORDEDEUS LEVE SEU FILHO DAQUI QUE ISSO NÃO É GENTE NÃO!

Anônimo disse...

Alguns fatos do filme:
- Quando Kevin era pequeno, sua mãe lhe soltava frases como "se você não tivesse nascido eu poderia estar na França"
- Ao final, ao questionar a razão de tais atos, Kevin responde que lembrava, porém, agora já não sabe responder

O que se pode deduzir:
A criança não nasce malvada. Kevin provavelmente sentia um conflito interno com sua mãe, pois em sua mente ele acha que sua mãe o detesta, que sente que ela não precisasse dele. Ele carrega isso até o fim, que ele precisa da atenção dela, ele quer mostrar que ele existe. (para isso ele fala algo do tipo: "todo mundo vai me ver na TV")

Ao fim, depois de passar um longo tempo na prisão, e sua mãe sempre e sempre indo visitá-lo, ao ser questionado o por que de tudo aquilo, ele provavelmente percebe: "minha mãe sempre esteve do meu lado, e eu nunca percebi isso"

GISA disse...

Se os comentários precisam ser aprovados, com certeza o meu ñ será por simplesmente ñ concordar... acabei de assistir o filme pela segunda vez pra ver se entendia melhor, e confirma que sim a culpa é da mãe, por nunca dizer um não e por ñ impor limites, ela era a adulta e ñ o Kevim, ele podia tudo então o fez, nada pra ele era importante... e os feitos era pra mostrar para ela o monstro qe ela mesma criou...

Bianca Lobianco disse...

Kevin é um sociopata/psicopata. Isso não tem nem o que discutir. A mãe tentou por diversas formas se aproximar do filho, mas se sentiu acuada com o episódio depois da frauda. É claro que a falta de limites negligenciada pelo pai agravou ainda mais o estado de psicopatia de Kevin, que mascarava uma criança dócil e feliz na frente do pai. Infelizmente Eva tem uma parcela de culpa, pequena, mas tem, por aguentar tudo calada e não expor o caso " KEVIN" ao pai, mesmo que este rejeite toda a possibilidade da doença do filho. Acho que Eva viu na nova filha, uma salvação para "receber também o amor de filho", este que Kevin em nenhum momento dirigiu-se a ela, a não ser por questões de interesses. No filme mostra exatamente as questões freudianas, não importa o que se faça, se uma pessoa sem limites tem tesão em realizar algo, ela vai realizar, não deixando ser impedida pelo princípio de realidade, chegando assim ao seu objetivo. De forma planejada e extremamente calculada. A pessoa nasce ruim e morre ruim. O ambiente familiar tende a "suavizar" esse tipo de instintos mediante às atitudes que tomam. Nada que a mãe de Kevin fizesse, conseguiria pará-lo. Depressão pós-parto é normal, mas não durou muito tempo, ela fez de tudo, mas nada era eficaz para combater o filho das "pequenas atrocidades" cometidas desde criança, até o grande massacre de todos a sua volta.

Antonio Carlos disse...

Acabo de ver o filme. Corri para a internet para ver se achava algo que o complementasse. Me deparei com esse site e pelos poucos comentários que li, entendi que a leitura do livro é bastante indicada. Não consegui perceber no filme esse ódio que algumas pessoas descrevem da mãe em relação ao filho antes mesmo de ele nascer. Não sei que parte do filme levou as pessoas a ter essa impressão. Em relação à mãe, apenas 2 cenas demonstram uma possível raiz genética da agressividade do garoto. A primeira é óbvia: a parte em que ela critica os gordos. Já a segunda, e de uma crueldade refinadíssima e absolutamente inteligível (é a minha parte preferida do filme) acontece nos últimos 30 segundos. Quando a mãe pergunta ao filho o motivo de ele ter feito tudo aquilo, ele responde que ele achava que ela soubesse o motivo (que obviamente é para destruí-la, pois por algum motivo que desconhecemos ele a odeia desde criança), mas que pela pergunta dela, ele estava em dúvida se ela realmente sabia. Nesse momento ela levanta e engolindo em seco dá um abraço no filho, como se não tivesse entendido o motivo pelo qual ele agiu assim e dessa forma anulando toda a intenção dele em aniquilá-la. Ela demonstra com isso que precisava deixar claro para ele que ele não conseguiu destruí-la, pois ela não havia entendido que ele a detestava desde o início e que o motivo de tudo o que ele havia feito era justamente destruí-la. Dando uma de desentendida, de uma certa forma, ela anula o mal que ele achava que tinha feito para ela. Ela faz com que ele se sinta um perdedor, pois o que ele sempre demonstrou era que a única intenção em tudo o que ele fazia era infernizar a vida da mãe. Devo admitir que sempre considerei os pais bastante responsáveis por atos extremamente perversos dos filhos. E o filme não afastou isso. Continuo achando que quando os pais, ou mesmo um deles, percebe que o filho tem esse grau de maldade, uma medida urgente e extrema precisa ser adotada para o bem de todos. Se o problema é incorrigível como no caso da psicopatia, os pais precisam ter a coragem e a dignidade de isolar o filho antes que ele cause um mal maior. O motivo pelo qual Deus permite que um psicopata desses nasça, nunca será conhecido, mas acho que Deus está muito mais interessado na resposta dos pais ao se deparar com esse problema, do que com o filho que é um doente irrecuperável e portanto inimputável. O isolamento total de psicopatas é a única solução para eles e a única forma de proteger as pessoas da insanidade deles.

Karolyne Döring disse...

Oi Lola!! Achei seu blog esses dias, e estou devorando todos os posts - de frente pra trás, rs
Pois bem, quando cheguei nesse post sobre o filme, vi que TINHA que comentar. Assisti ao filme e simplesmente fiquei obcecada!! A fotografia, as atuações, o roteiro, o clima sombrio, tudo me encantou. Quando soube que foi inspirado em um livro homônimo, fui logo ler. E olha... sabe todas essas "pontas soltas" que ficam no filme (como a hipótese da depressão pós-parto)? São esclarecidas no livro, além da personagem Eva ser muito bem desenvolvida - conhecemos seus pensamentos, sua vida antes do filho, sua ideologia...
Vale (muito!!) a pena ler quando você achar um tempinho =))

No mais, obrigada pelo blog!! Cresci num ambiente com pai e irmão super machistas, onde eu e minha mãe eramos abusadas física e mentalmente, e trouxe um pouquinho desse machismo comigo. Até um certo tempo, achava certo dividir mulheres entre "pra comer" e "pra casar", e condenei até a Marcha das Vadias (olha só!!!). Felizmente, notei a tempo que meus "impulsos" de liberdade e indignação não batiam com essa ideia manjada e sem sentido. Hoje afirmo com orgulho que sou sim feminista, ex slut-shamer, e luto e defendo com afinco todos os meus direitos.

Luís F. disse...

As pessoas odeiam Eva no filme, porque ela corre atrás da defesa no tribunal pelo filho, o Kevin. Foi o que deu para entender na cena da conversa dela saindo do tribunal com o advogado.

~saru disse...

Só vim aqui avisar que ele não é serial killer lola, é Spree killer, pode parecer que não, mas é MUITO diferente. Grato.

Alexandra Rivera disse...

Olá, Lola!
Parabéns pelo seu blog! Não costumo comentar mas sempre leio, há bastante tempo.

Acho que há sinais sim no filme de que a mãe não desejava essa gravidez. Isso fica claro nas cenas do romance antes de ela engravidar e na cena em que ela diz ao Kevin que ela era feliz antes de ele nascer. Creio que a dificuldade de Eva para se sentir confortável com seu filho possa ter sim contribuído para o comportamento maluco do filho, ela chega a agredi-lo gravemente quando ele é uma criança, mas isso não quer dizer que a culpa é DELA. É apenas um fator, assim como a conivência do pai à criança. Claro que esse vínculo, pelo menos da parte de Kevin, é quebrado a partir do momento que Kevin mata, também, seu pai. Ainda por cima não há um filho do Cosmos que dê ouvidos ao desconforto de Eva, e ela mergulha numa infelicidade tremenda.

Realmente o filme tem um clima tenebroso, mas é o que dá o gosto trágico da história. Retrata também uma realidade de culpabilização que acontece com a mulher. Qualquer coisa que os filhos venham a fazer de errado a culpa é todinha da mãe.
Agora, discordo plenamente do que você disse: "Eu acredito que psicopatas existam e que sejam incuráveis. Acho que pode faltar um pedaço do cérebro que possibilite a empatia. E que, por mais que a criança tenha pais legais, essa falta de empatia pode causar algum estrago cedo ou tarde". Achei bastante absurdo. Com que base você acredita que psicopatas são incuráveis, Lola? Com que base você acha que falta um pedaço no cérebro dessas pessoas? Existem inúmeras pesquisas, mas existe também uma tendenciosidade nelas, por conveniência, que é bastante perigosa. Taxar uma pessoa com um transtorno psicológico e dizer que ela é incurável é a mesma coisa que dizer que ela é um lixo biológico. A psicopatia existe? Sim, é claro. Só que os fatores ambientais e sociais são a grande chave para que ela se desenvolva. No caso de Kevin, ele teve uma infância de intenso desentendimento com a mãe (e reforçando: não quer dizer em hipótese alguma que a culpa é dela) e reforçamento do pai (também não sendo a culpa, dele). Assim como Hannibal Lecter teve uma infância totalmente desastrosa e trágica na qual perdeu sua família inteira de forma sangrenta. Seus crimes começaram a partir da vingança à sua família. Não estou dizendo que justifica os crimes, mas contribui para o desenvolvimento do transtorno em potencial. Então não é tão simples assim. É desumano dizer que alguém é inútil à sociedade taxando-o como psicopata e desprovido de sentimentos. Sem sentimentos? Ninguém nota a raiva intensa, o ódio intenso? Bem. Assim acho que fica fácil né.

Andy disse...

Bom primeiro psicopatia não é algo que pode-se acreditar ou não. Existe e tá aí pelo mundo. Segundo que bom, eu li pelos comentários que alguém disse que os pais tem uma parcela de culpa! BENZADEUS espero que você não tenha um filho psicopata! ELE É PSICOPATA, KEVIN É PSICOPATA. O fim do filme deixou a desejar porque mostra o menino meio que arrependido. Há duas motivos, no meu ponto te vista, para que ele esteja arrependido... uma é que ele viu que fazer toda aquela matança só rendeu a ele anos de prisão. E o segundo motivo pra mim é que ele esteja mais uma vez se fazendo de coitado para quando sair da cadeia, ter o apoio da sofrida mãe. Não creio na possibilidade de ele estar DE FATO arrependido pois psicopatas NÃO TEM SENTIMENTOS! nenhum! eles só sentem sentimento de posse em relação a familiares, frustração por não conseguir realizar um plano e satisfação quando conseguem o que querem. E corrigindo o que muitos disseram, ele não nasceu mal, ele nasceu simplesmente sem sentimentos. Uma pessoa sem sentimentos não entende o mundo emotivo em que vivemos, não entende o sorriso, o abraço, a lágrima, o amor! Não entende e acha isso tudo muito medíocre. Estudo psicopatia e quero muito ler o livro pra saber mais detalhes da trama. Gostei do filme mas também achei que deixou a desejar na edição, sei lá, eu gosto de filmes que começam pelas "pontas" fim e inicio mas esse não foi bem do jeito que eu acho legal. Ficou meio confuso de primeira e acabou deixando claro o "gran finale" logo no início da trama! Boa crítica Lola.

Beatriz Salustiano disse...

Não acho que o caso do Kevin seja, psicopatia e sim falta de afeto da mãe. Em algumas passagens do filme da pra perceber que ele faz as coisas para chamar a atenção da mãe. Ele sempre olha pra ela ao aprontar algo.

Outra coisa, você citou o filme a Outra historia americana, querendo dizer que um filho não segue o exemplo do pai. Eu acho que segue sim e muito. Os pais são exemplo e os filhos só fazem o que acham que os pais gostam. Claro que ninguem vai virar neonazi pq o pai é racista, mas pense que o seu pai morreu defendendo alguém que você, supostamente, acha que não merece?
Cabeça fraca, amizades erradas e pronto.

Toda criança é reflexo da educação dos pais. Se um pai vive gritando a criança acha que aquilo é normal e também vai fazer. Se um pai xinga negros a criança também vai fazer e assim por diante.

Psicopatas nascem não são criados. O filme mostra um ambiente favoravel para uma criança se tornar violenta.

Ela quebrou o braço dele, ele mentiu e ela não disse nada. Kevin entendeu que fazer coisa errada é ok. A mãe dele aprovou e ele queria a aprovação dela.

disse...

Olá, Lola, acompanho seu blog há um tempo e realmente considero válidas, reflito e discuto, nas mídias sociais ou fora delas, o que leio, porque é importante conhecer e sempre ter uma outra opinião sobre tudo. No entanto gostaria de tecer alguns comentários sobre o filme: eu realmente considero que pais não devem ser culpados sobre todas as atitudes dos filhos. Kevin é um psicopata, e usa de sua inteligência para transformar a vida de seu principal alvo, sua mãe, que é famosa, rica, uma escritora de sucesso, viajante livre e mundialmente conhecida, um inferno. Para isso ele decide destruir a vida dela a começar por tudo aquilo que ela mais ama: marido e filha, depois carreira e reputação. Percebi, ao longo da película, e isso questiono em seu comentário, que o pai e a irmã de Kevin são o tempo todo manipulados. Ele USA a própria família (a irmã não deixou de amá-lo mesmo após dele ter ARRANCADO um olho dela, isso a torna uma "babaca"?). Enfim, o grande lance do filme, pra mim, está no pôster do filme, que já me disse muito antes mesmo de vê-lo: a frase "Precisamos falar sobre Kevin" como a única frase que NUNCA foi dita entre os pais do garoto. E essa falta de diálogo, ao que me consta, culpabiliza-os, a consequência desse silêncio, no entanto, redime a mãe de Kevin de qualquer ausência. Filhos que são criados à revelia dos pais não são psicopatas em potencial, mas se nele havia um indício, porque nada foi dito? A prova dessa falta de diálogo é demonstrada, novamente, no pôster: um casal sentado em um sofá e distantes, com um olhar apático para o nada. Bom, essas são minhas considerações, espero que as leia.

Zâmike Zeny disse...

A gente não tem todas as respostas, todo mundo vive inventando respostas.

A que eu "invento" sobre psicopatia é que seja resultado de todo esse mal que as pessoas fazem em sã consciência, visando apenas, exclusivamente, o seu bem-estar. Exemplos, pessoas desviam dinheiro público enquanto outros morrem ao léu; as pessoas praticam bulling como se fosse algo natural do ser humano. A maioria daqueles que sofreram tal violência não virão psicopatas. Mas e se esse mal que faz parte da essência do ser humano, de tempos em tempos, acabasse sendo canalizado e direcionado, aleatoriamente, a um único ser que fosse nascer? Meio que pra nos dá um "alooooo, reflitam mais sobre suas ações, seres humanos!". Mas vai saber...

Algo a ser chamado atenção no filme. O mundo sendo crente do jeito que se diz ser, por que as pessoas não sabem perdoar? Eu fiquei com muita raiva daquelas mulheres que agrediam a Eva. Enquanto que o garoto de cadeira de rodas, vítima do filho dela, não a destratava, pelo contrário, mostrou-se preocupado. E daquele desgraçado dando em cima dela e depois falar aquilo.

Aquele pai realmente era um panaca, Lola. E tem muitos assim, hein, só de enfeite. E sempre culpam a mãe, exclusivamente, já perdi a conta de quantas vezes ouvi pais dizerem às mulheres, num momento em que filhos ainda crianças, fazendo um "showzinho" em público, eles sabiamente falarem "esse seu/sua filh@, hein" PQP! Isso dá raiva.

Todos os recém casados deveriam ver esse filme, para ter uma noção de como não devem agir com os filhos.

Ah! E eu sou à favor da pena de morte. Pessoas que põem em risco a vida de outras, deixam der pessoas, passando a ser meros animais e muito mais perigosos. E não há razão pra ficar gastando dinheiro, eternamente, com eles em presídios, sabendo-se que é irreversível.

Zâmike Zeny disse...

As pessoas se perguntando sobre aquele final:

Ele simplesmente, não sabia o que ELE era. Não sabia o porquê de sua existência e nem o porquê de ele ter feito aquilo. Era apenas uma existência sem o básico necessário para existir (lol).

Edson disse...

Spoiler:

Quando ele diz pra mãe: "Eu achava que sabia e agora já não tenho tanta certeza" eu interpretei da seguinte forma: que ele achava que a mãe não gostava dele mas a partir daquele momento ele já não tinha tanta certeza disso.

Giuliana disse...

O filme é razoavel, a fotografia é excelente, mas como sempre o livro é melhor.
Tilda estava impressionante no filme, Ezra fez uma atuação brilhante. Mas faltou algo, e acho que quem leu o livro entende o que eu digo.
O livro é brilhante, e Eva mais ainda.
A analise de uma mãe que não queria ser mãe é vista com preconceito pela nossa sociedade e há quem diga que ela mereceu Kevin. Alias, é o que a propia Eva se questiona em certos momentos.
Enfim, só lendo o livro para saber o quão bom ele é.

Pinelli disse...

Eu comprei o livro para entender o filme. Ainda estou no início, mas algo que logo de cara é dito, em uma citação anterior ao primeiro capítulo é "é justamente quando ela menos merece que mais a criança precisa de nosso amor".

Taís disse...

Você TEM que ler o livro. Ele é muito mais detalhado, fala mais sobre a vida de Eva, e dá MUITO mais raiva de Franklin, e dó da Celia e Eva. Recomendadíssimo!

Ana Paula disse...

Acabei de ver o filme e já estou louca pra ler o livro, na verdade eu já estava a muito tempo e tentei por varias vezes ver antes, mas sempre acontecia alguma coisa que não me deixava tempo para me entregar a trama totalmente sem interrupções. Mas, falando sobre o filme, eu concordo muito com você, pensei mesmo varias vezes que se fosse meu filho, jogaria a toalha e ia morar em um lugar bem longe, me senti também transportada para a dor de Eva, imagina só como ela devia sofrer, pois pra mim de todos ela foi a que mais sofreu, todas as pessoas a julgando e a maltratando, mas me diga, que culpa ela tem? E pelo que eu vi ela também perdeu uma filha e ainda um marido, pessoas que amava e por cima ainda conviveu com o Kevin em seu total de crueldade, e sei lá, acho que também porque ainda não sou mãe, não sei se daria um abraço no Kevin se fosse meu filho, e como foi dito os pais erram sim, mas dai culpa-los por todos os erros dos filhos e ignorância, ao meu ver, como percebo seu ponto de vista também... Enfim, gostei muito da sua critica, foi uma das mais legais que eu li sobre o filme.

strongfeelings disse...

Oi, vi o filme hoje e fiquei fascinada, Tilda e Ezra estão muito perfeitos. me deu vontade de ler o livro, porque tiveram partes que fiquei com dúvidas. Uma delas que eu gostaria que alguém me respondesse por favor, é sobre o que os pais do Kevin estão conversando ao falar algo sobre "custódia", que em seguida mostra o Kevin na escada e ouvindo tudo com raiva? Eu não entendi sobre o que eles estavam falando, se alguém me responder ficaria muito agradecida.

Chicazil disse...

Não entendi muito o filme. Quando terminei de ver ficou um "Hã!?" bem grande na minha mente e fiquei um pouco perturbada por não querer acreditar que existem pessoas que nascem ruins. Qual seria o motivo pra isso? Ele diz uma frase que já me passou algumas vezes pela mente nos meus momentos depressivos: "The point is that there's no point." Isso parece mais uma frase de alguém com depressão e sem sentido pra vida. Ele é amado de todos os lados. Sei não. Pra alguns isso não deve ser o bastante, mas porquê ele faz o que faz?

O filme mostra a Eva como uma mulher independente, bem sucedida, que apesar de parecer não querer ter filhos, um belo dia decide ter. Como a primeira foto do post mostra, ela não ficou muito feliz depois do parto, mas não acredito que depressão pós-parto seja o motivo pro Kevin ser quem ele é. Tipo, o sentimento que ela transmitiu pra ele assim.
Ela tenta ser boa mãe. Ela tenta ter uma "família perfeita", mas nada que ela faça funciona. Acho que tudo que ela queria era ser completa a partir da hora que teve Kevin. Mas não entendo bem o título, porque em pouquíssimos momentos Eva e o Mr. Celofane falam sobre o pequeno monstro que eles têm em casa. Mr. Celofane apenas defende o 'doce garoto' e não considera a mãe.
Mas enfim, não entendi (por mais que ela seja mãe e mesmo acreditando em amor incondicional) porque ela continuou visitando Kevin mesmo depois de ele ter destruído tudo que ela amava. Está na cara que ele não tá nem aí.
Meio perturbador acreditar que existem pessoas simplesmente más... :/ Uma amiga minha me disse que pareceu que Kevin queria a mãe só pra ele, mas... será?

Chicazil disse...

Mas claro, eu esqueci de citar isso: NÃO ESTOU DE FORMA ALGUMA APOIANDO PALMADAS E ESPANCAMENTO DE CRIANÇAS,mas a única vez que Kevin parece 'tomar jeito' ou mostrar que se importa com alguém é quando ele é ferido (como o exemplo do gato)... Acho que a má criação de Eva e Mr. Celofane também influenciam pro garoto fazer o que quer e achar que está tudo bem. Lembram da cena que ele controla a mãe quando ela diz que quer ir ao supermercado?
Além do mais ele diz pra mãe quando ela pergunta se ele lembra de como ele conseguiu a cicatriz, ele responde dando o exemplo do gato e diz que foi a coisa mais verdadeira que ela já fez, como se ele odiasse a mãe por ela ser 'falsa'. Ter um filho por falsidade e viver uma vida falsa (viagem). Nossa, peguei pesado, mas ainda estou confusa com o dito cujo filme.

Anônimo disse...

Procure saber o que é um psicopata primeiro, não tem cura ele será assim sempre, gosta de fazer maldades, ver os outros sofrer, essa é a verdade!

Juliana Freires disse...

Eu acabei de assistir e também estou chocada com o filme,mas ao mesmo tempo fascinada.
A questão que todos estão abordando é "em quem colocar a culpa?" e eu digo que precisa colocar nos dois. Filho e mãe,no caso desse filme. O menino nasceu psicopata e a mãe já nao queria o filho,ele nem tinha nascido e ela já não gostava deles,afinal,tem aquela cena em que os médicos dizem a ela: "nao resista,eva... deixa sair,nao resista" e ela nao quer deixar o menino nascer por nada.
O psicopata nasce assim e há aqueles que acreditam que o bebê sente se é querido ou não quando está no útero da mãe. Parcialmente acredito nisso,o que me leva a pensar que o fato de ele ser psicopata nao seja culpa dela,mas ele descontar toda a sua raiva nela seja por conta disso. Ela nunca o amou,nunca vai amar...essa é a verdade.
Como ele mesmo diz,ela se habituou a ele e vice e versa. É um filme forte e mostra a realidade de muitos. Fala sobre um psicopata em formação,mostra a frieza,a manipulação,a tensão que é viver cercado de um.
O final do filme só me vem uma coisa a cabeça...ela se apega a quem restou a ela,que foi o filho.
É muito fácil jogar a culpa no Kevin quando a história é vista do lado da Eva,não sabemos o que se passou na cabeça dele. Não estou dando razão a ele,pelo amor de deus,não! Apenas dizendo que é facil sentir asco do personagem desde o começo já que tudo se passa aos olhos de Eva.
No começo,eu tava p da vida com a Eva por ela odiar o próprio filho e no final não sabia mais o que pensar.

Mariane disse...

Parece que Eva já pressentia que não vinha coisa boa daquela gravidez.

Se fosse culpa da mãe ou do pai aquilo que os filhos se transformam, teríamos mais psicopatas no mundo do que pessoas "normais".

Mayara disse...

Sinceramente, não creio que a sociopatia do Kevin tenha sido culpa apenas da mãe. Claro que ela também não perde sua parcela de culpa, no entanto, creio que um conjunto de atitudes da família como um todo tenha gerado o problema inteiro. Desde o início, fica claro que o Kevin realmente tem algum problema em relação às pessoas, não somente a mãe. Já com o pai, a situação muda. Kevin é o bom filho para ele justamente pelo fato de o pai ser tão banana quanto qualquer outro ser humano e apoia o filho em tudo. Isso pode ser um problema? Com certeza que sim. Mas o comportamento de Eva também é um problema, afinal, ela se mostra mais inconformada em relação ao nascimento do filho quanto Franklin."Se um filho fizer algo terrivelmente errado, é dever dos pais perdoá-lo?", eu achei essa sua pergunta muito interessante, porém eu a refaço de uma forma diferente: se o pai ou a mãe fizer algo errado, o filho deve perdoar, mesmo ainda sendo criança? Obviamente, a resposta da maioria das pessoas seria que "sim, ele é uma criança, não sabe das coisas ainda", entretanto, você perdoaria a sua mãe por jogá-la na parede e quebrar seu braço? Perdoaria ela por julgar que tudo que acontece de ruim ao redor de vocês é sua culpa? Perdoaria por demonstrar favoritismo pela caçula por ela ter sido planejada e você não? Essas são questões que as pessoas deveriam fazer a si mesmas depois que o filme acaba. Outro ponto muito importante: e o andamento escolar do Kevin? Acredito eu que não foi apenas o meio familiar que o afetou, mas também a convivência com os colegas.

Fernanda Carla disse...

Assisti esse filme e fiquei desse mesmo jeitinho, não consigo parar de chorar!

Valéria Santti disse...

Só tenho algumas perguntas: como é que uma mãe sabe que tem um filho com tendências psicopatas e NUNCA pensou em levá-lo num psicólogo? Odiei o filme. A filha perdeu o olho por negligência da mãe. Por que ela simplesmente não pegou a filha e se mandou? Aff.

Valéria Santti disse...

Jully, a mãe foi poupada por maldade mesmo. O monstro Kevin queria que ela sofresse a dor de ter perdido a família e ter um filho na cadeia. Não me venham dizer que a mãe tem culpa por ter criado um psicopata. Essas pessoas já nascem assim: sem empatia, sem amor pelo próximo.

Anônimo disse...

Olha, eu asssiti ao filme, mas não li o livro. Sou estudante de psicologia, e o pouco que sei sobre a psicopatia, estuando psicopatologia, Freud, Jung, etc, é que a Psicopati é inata, nasce e morre com o ser que a habita. Os primeiros contatos sociais que o ser tem ( ou seja, os pais, ou criadores e tutores) são responsáveis pelo inicio da formação da personalidade, que metade é formada por caráter, do qual é moldado conforme nossas experiências e aprendizados, e temperamento que é herdado. Ou seja, Kevin nasceu assim, e o meio que o criou (pai e mãe) potencializou algumas atitudes. Mas enfim, o filme é fantástico, e suuuper indicado pelas minhas professoras do curso. É de se analisar com profunda atenção.

Petit~ disse...

Li sua crítica e fiquei contente de ver alguém que não estava culpando os pais (mas muito especificamente a mãe) pelo que o Kevin se tornou!
Eu também acredito que mais do que tudo, se uma pessoa já nasce com uma sociopatia como essa não é culpa dos pais. A gente percebe que a Eva não queria ser mãe, como tantas outras, mas é como você disse, ela fez o possível. Ela tentou interagir com a criança, criar laços com ela. Desde cedo o Kevin não era como as outras pessoas, quando bebê chorava apenas com ela, como se fosse provocação e mais tarde a criança destratava apenas ela, com um ódio tamanho e ainda manipulando todos ao redor. Não é necessariamente "insensibilidade" desistir de um filho assim. É como quando dizem "Nossa, mas é mãe e ainda assim entregou o filho à polícia". Bem, eu vou educar meus filhos para que saibam que crimes são errados, prejudicam os outros e se eles cometerem um, terão que pagar pro eles. Não acho que exista o "instinto materno" ao ponto que a sociedade sacramenta. É normal existir sensibilidade e querer cuidar de um filho, mas quando ele se mostra insensível e sociopata? Eu o entregaria à alguma instituição que poderia tentar "cuidar" melhor do problema, sem ressentimentos. Até para não causar danos a mim e a todos. Não, não sou mãe. E não acho que eu seria uma mãe ruim, mas se você criou seu filho direito e como pôde, não tem porque pensar que tem a obrigação de ter um monstro dentro de casa.

Anônimo disse...

Li vários comentários sobre o achismo: acho isso, acho aquilo...
Não adianta ACHAR sobre psicopatia.

Psicopatia é uma doença como câncer, diabetes ou qualquer outra, com as seguintes características: a pessoa nasce com a doença e vive a vida inteira com ela até morrer; até o presente momento, não foi descoberto como curá-la; há a psicopatia leve, moderada e profunda. É como se faltasse um chipizinho no cérebro, um defeito de fábrica que vem desde o nascimento.

Não se pode culpar os pais pelo filho nascer com uma doença, seja ela câncer, diabetes ou psicopatia.

Anônimo disse...

Quando nasce uma pessoa com psicopatia, uma grande parcela dos pais não percebe, comportam-se como o pai do Kevin.
E a parcela que percebe, como agir?
Abandonar a criança? Com que idade? Internar num hospício? Com que idade? Como não há cura, adianta levá-la ao pediatra? Mesmo não sendo médico, num esforço de desespero, tentar curá-la com métodos caseiros? Quais? Chazinhos? Palmadas? Muito amor? A curandeira da esquina? E, em nada adiantando, ir mudando os métodos?
Não fazer nada quando essa pessoa matar a primeira ninhada de cachorrinhos? Quantas ninhadas é necessário para se tomar alguma outra providência?
E se a mãe souber que essa pessoa estuprou e matou uma mulher, ficará calada ou denunciará o filho à polícia? Quantas mulheres serão necessárias para que a denúncia seja feita?
E você, pai ou mãe do psicopata, faria o quê?
Visitaria seu filho na cadeia e o abraçaria, como fez a Eva?

Anônimo disse...

É muito complicado. Qualquer alternativa que se escolha, a vida dos pais, principalmente da mãe, estará destruída.

Anônimo disse...

No século retrasado, acreditava-se que se o filho nascesse com qualquer tipo de deficiência ou doença, a culpa era da mãe, e esta era, muitas vezes, execrada e abandonada pelo marido, com o apoio dos familiares de ambos.
Se fosse hemofilia, era pior: o mal só atinge homens, as mulheres são apenas transmissoras, portanto, numa mãe hemofílica, a doença não aparece, mas ela pode transmití-la a todos os seus filhos homens (lembram-se do Henfil e todos os seus irmãos?)
Quando se condena uma mulher por gerar um filho psicopata, está se cometendo o mesmo erro das gerações passadas.
Ela não é culpada dessa desgraça ter acontecido em sua vida. Lembre-se: a psicopatia é uma doença, não tem cura e não há nada que ela possa fazer.
Nem carinho e nem palmadas irá curar a doença.
Mas resta uma esperança.Quando surgiu a AIDS, não havia solução, agora sabemos que há tratamento e é viável. Quem sabe, a medicina não descobre rapidamente a cura para a psicopatia?

Anônimo disse...

Condenar a mãe não resolve o problema (nem sujar sua casa de vermelho ou estapeá-la).
Ela já tem sofrimentos demais por ter um monstro dentro de casa, não precisa absolutamente de dores extras.
Além disso, é desumano maltratar uma pessoa fragilizada por estar vivendo essa situação. É como chutar cachorro morto.
É mais cristão mostrarmos que nós não somos psicopatas, temos sentimentos e empatia e respeitamos a dor dos outros.

Anônimo disse...

Como reconhecer um psicopata?

Não tem sentimentos nem empatia.
Pode chorar, mas as lágrimas serão de crocodilo, para tentar conseguir seu intento.
Desde sempre, nasce assim.
Nada há que a medicina atual possa fazer. Muito menos leigos, como pai ou mãe.

Anônimo disse...

Nada que a mãe faça adiantará.

Veja o exemplo da mãe do Kevin: foi boazinha, foi ruinzinha, deu carinho, compreensão, quebrou seu braço, deu o tempo dela para ele, preocupou-se com ele de várias formas e nada adiantou.

E, se ela tivesse mais criatividade e fizesse mais duzentas coisas diferentes?
Não adiantaria nada.

Anônimo disse...

O que você faria se tivesse um filho psicopata?

Anônimo disse...

Conhece-se o psicopata pelos detalhes recorrentes, repetidos "milhões de vezes".

Por exemplo, quando a mãe convida Kevin para jantarem juntos, no restaurante, ele come antes, em casa, para assim, boicotar o jantar e ela ter que comer sozinha. Se isso acontecesse uma única vez, irrelevava-se. Mas, quando coisas desse tipo são repetidas à exaustão, sadicamente, provocando a irritação da outra pessoa e divertindo-se com isso, temos um problema.

Anônimo disse...

Olá, acabei hoje mesmo de ler o livro e provavelmente exista alguma diferença na percepção de quem lê e do filme. Bom, na minha interpretação, não há como dizer que Eva não tinha culpa nenhuma na história, já que eu não sou do tipo de pessoa que acredita que alguém já nasce mau. Desde o início da narrativa Eva se mostra um tanto quanto egoísta e durante a gravidez tudo o que ela pensa é que não pode mais beber seu vinho ou rodopiar sem que seu marido se preocupe. Não houve nunca afeto por parte dela, embora ela se esforçasse em alguns momentos em sentir algo, ela não o sentia, sendo que este laço devia ser natural. Ela engravidou porque estava com uma espécie de tédio e achou que ao pegar o filho nos braços ela sentiria uma transformação profunda que, como ela mesma descreve, não ocorreu. Expectativas demais. A junção da falta de amor de Eva com a superproteção do pai foi fazendo com que a criança cada vez mais quisesse chamar a atenção de ambos. Do tipo "ei papai não sou tão bonzinho assim" e "ei mãe eu to aqui". a falta de diálogo aberto nessa família chegava a me irritar em alguns momentos, como quando a menina perdeu o olho, ninguém realmente confronta o guri ou pede para a criança contar como aconteceu o incidente. Eva vai questionar Celia somente tempos depois e mesmo assim não aprofunda o assunto. Eu creio que era uma família desinteressada de si mesma, e que além de Kevin a Eva também tinha vários distúrbios que deveriam ser estudados.
bjs

Anônimo disse...

Não é uma questão de acreditar.
É comprovado pela Psiquiatria e Neurologia.
O psicopata nasce com o cérebro diferente, fisicamente, e assim permanece por toda sua vida.
Não é uma questão de acreditar ou deixar de acreditar, é científico.
O pai do Kevin também não acreditava e veja o resultado.

O que a Neurologia diz é o seguinte: o psicopata NASCE com uma deficiência no cérebro, na área do sistema límbico, que é relacionada às emoções.
Ele não tem empatia, isto é, não consegue sentir o que o outro sente. Ele pode fingir que sente, mas não é real.




Anônimo disse...

No Romantismo, Rousseau pensava dessa maneira: O homem nasce bom, a sociedade que o corrompe. Isso foi no século retrasado, agora nós sabemos que não é assim. E, hoje em dia, quem pensa dessa maneira, está um pouquinho atrasado.

Anônimo disse...

O psicopata não consegue entender as nossas emoções. E, em contrapartida, nós também não conseguimos entender uma pessoa sem sentimentos.

A Susane von Richtoffen (não sei se escrevi certo), olhando para os corpos dos pais recém mortos, perguntou friamente para os policiais como iriam ser as investigações. E não conseguiu perceber porque os policiais acharam isso estranho.
Dias depois, os policiais encontraram-na tomando cerveja com os amigos, à beira da piscina, comemorando seu aniversário. Ela também não entendeu porque essa atitude suscitava estranheza nas pessoas.
Mas, no enterro, ela fez a lição de casa direitinho: chorou copiosamente.

Anônimo disse...

Eva era uma boa mãe e seu marido era um pai presente.

Eva dedicava-se ao filho, brincava com ele, ensinava-o, lia histórias, convidava-o para jantar fora, só os dois, para conversarem. Melhor que muita mãe que eu conheço.

Também conheço uma família que teve quinze filhos, educados da MESMA maneira e cada um saiu de uma forma, adultos diferentes uns dos outros.

Conheço mãe boazinha, que deu muito amor para os seus filhos, e eles não são assim, nenhuma flor que se cheire.

Conheço também pais que literalmente espancaram seus filhos e nenhum "virou" psicopata, apesar, é claro, de eles não acharem certo as surras que sofreram.

Conheço muitos casais normais que tiveram alguns filhos parecidos com eles e outros completamente diferentes (não estou falando fisicamente, e sim, do caráter, da moral, de gostos específicos, etc).

Anônimo disse...

Acredito em reencarnação.

Acho que alguns filhos nascem porque têm muita afinidade com pelo menos um dos pais e outros podem ter sido inimigos mortais em outra encarnação e nascem para resgatar karma.

É fácil de perceber. Quando nasce por afinidade, tem gostos semelhantes, o relacionamento flui, a convivência é boa.

Quando foi inimigo em outra encarnação, pode comportar-se como se não fosse da família, um estranho no ninho, com gostos diferentes, um certo ódio do pai ou da mãe, ou de ambos, que traz da vida passada. Há filhos que infernizam a vida dos pais desde tenra idade, gritam e até batem nas mães.

Tenho uma vizinha que tem uma filha de dois anos de idade. Cada vez que a mãe necessita fazer alguma coisa, como o almoço ou o jantar, fazer uma compra, ou até mesmo conversar com as vizinhas essa criança chora e grita altíssimo dizendo que quer mamar. Ela tira o seio para fora e a criança fica até duas, tres horas mamando. Ela acorda a vizinhança toda, no meio da madrugada, com berros estrondosos que só passa quando a mãe dá o seio a ela.
Eu, como vizinha de apartamento, ouço e vejo isso e percebo que essa linda bebê de dois aninhos é uma tirana. Na verdade, é uma vampira que vive para sugar a energia da mãe.
Mas, ela não percebe isso e, no seu amor materno incondicional, dá o seio, o leite, o tempo e a energia em detrimento dela própria.
Para mim, está claro como água. Esta bebê sempre fez isso desde que nasceu e, na minha opinião, quando crescer, só vai piorar, provavelmente sofisticará os métodos de infernizar a mãe.

Eu vejo tudo, mas não falo nada. Tenho certeza de que ela não acreditaria em mim, me acharia maldosa de pensar isso de uma pobre criança inocente.

Eu vejo a vizinha definhando, pele e osso, com os nervos à flor da pele.

E ela esquece que essa criança vem de uma outra encarnação, que já foi adulta e talvez velha, e que ela não sabe o que pode ter acontecido.
Vocês acham que eu deveria falar com a vizinha?

Anônimo disse...

Eva provou que seu amor era incondicional: além de não sair da cidade para ficar perto do filho, ainda pagou advogados caríssimos para tirá-lo da cadeia rapidamente (e ele poder voltar a cometer novos crimes).

Acho esse o único defeito de Eva. Na minha opinião deveria ir embora da cidade e não pagar advogado nenhum. Ele merece apodrecer na cadeia. O que fez foi horroroso, não tem adjetivos para qualificar, não tem perdão, não tem
justificativa, não tem nada.

E ela vai visitar e faz perguntinha e ele usa uma voz mansa para, inteligentemente engambelá-la, e ela abraça-o.Que isso?

Ah, mas ele é filho... Não, não é. Ele é um monstro. A partir do momento que ele fez o que fez, deixou de ser filho para ser monstro. Simples assim.

Anônimo disse...

acho que o kevin nao gostava de nimguem nem da sua mae e do seu pai ele so mentia,

Anônimo disse...

Estou lendo o livro e eu posso dizer que é necessário prestar bastante atenção porque a linguagem é da mãe e passa muito sentimento, coisa intima e interna e o leitor precisa sentir o que ela está dizendo se não a leitura pode se tornar desinteressante.

Beca Carp disse...

Bom, achei ótima a leitura que fiz por aqui a respeito deste filme e do drama apresentado. Brevemente também escreverei a respeito ! Pois iniciei o blog recente . :)
Ab'

Anônimo disse...

http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/12/131223_psychopath_inside_mv.shtml

letbaccho disse...

Eu juro que não entendo o por que do ódio generalizado pra cima da mãe, que obviamente é a que mais sofreu com toda a carnificina generalizada uma vez que perdeu não so, de certa maneira, o filho psicopata, mas o marido e a filha!
Alem do mais, a explicação dele na cena final, quando lhe é perguntado o porque daquela atitude, é abstrata demais e impossível de uma interpretação definitiva, fora que a exaustão de pega em cheio por que o filme em si é amplamente interpretativo.

Felipe Benine disse...

Estou vendo o filme e lendo os comentários.

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