segunda-feira, 8 de novembro de 2010

QUERO QUE OS ALARMES DE CARRO MORRAM

Algo que não consigo entender é como ter alarme de carro tá dentro da lei. Deveria ser absolutamente proibido. Trava de carro, zuzo bem. Troço que bloqueia o combustível e faz o carro parar, vá lá. Mas alarme? Isso é colocar o bem individual acima do bem comum. Em outras palavras: ter alarme de carro é dizer um grande F*ck you pra sociedade. Não acredita? Imagina que, ao invés de um dispositivo de alarme, o que fosse usado para impedir a ação dos ladrões seria um gás lacrimogênio. Algum salafrário tenta abrir seu precioso carro – ou um pedestre encosta nele sem querer, não importa – e um gás lacrimogênio passa a ser liberado por sei lá qual orifício do seu automóvel. Isso certamente impediria a ação do ladrão, certo? Sem dúvida, e ainda teria o efeito colateral de fazer passar mal qualquer pessoa ou animal que estivesse perto do seu bem mais precioso, pra eles deixarem de ser bobos. Ah, mas gás lacrimogênio é muito forte, tô exagerando. Tá bom: então vamos imaginar que, ao invés do gás, se algum meliante se atrever a tocar no seu carro, ou se algum pombo pousar no capô, não importa, o dispositivo de segurança automaticamente começar a jogar lixo para todos os lados. E, evidentemente, essa distribuição de lixo só para quando você, o digníssimo proprietário do carro, aparece para desligar o alarme. Até lá o bandido (ou o pombo) estará coberto por uma montanha de lixo. O problema é que a rua inteira também estará. Pô, é óbvio que isso não daria certo, porque o lixo atingiria o bem supremo, que é o carro. O que eu estava pensando?!
Eu queria saber por que as pessoas acham que tudo bem incomodar todo mundo em volta por causa de um maldito carro. E por que acham que poluição visual é algo pior que poluição sonora. Porque não é, sabe? Os dois são tipos de poluição, e ambos são nocivos pro meio-ambiente. Quem tem carro deveria ter seguro contra roubo, e pronto. Se um assaltante roubar seu carro, o seguro cobre e acabou. Ter o carro roubado é um transtorno, não contesto, mas pelo menos é um transtorno que apenas você sofre. O resto do mundo escapa ileso. Ou é essa a questão? Quem usa alarme de carro não quer ficar sozinho na sua miséria, e por isso faz todos em volta sofrerem?

120 comentários:

Shiryu de Dragão disse...

Lola, sua intolerante! Preconceituosa! Sou a favor sim do bem individual estar acima do bem comum! Vc nao disse que era a favor do jeitinho brasileiro! Pois é! Use algodão nas suas orelhas e deixe os outros serem felizes. Isso tudo é inveja pq seu carro é tao velho e tão fora de moda (uns 15 anos de modelo velho) que sequer tem alarme.

Dani Garbellini disse...

Lola, dá para incluir ai um alarme de casa também? Porque além de ter alarme é não saber usar direito e deixá-lo disparar quase toda vez que chega em casa, inclusive à noite, como é o caso dos vizinhos em frente à minha silenciosa residencial.

Sammy disse...

Odeio alarme!
E aqueles que ficam gritando "seu veiculo está sendo roubado, bla bla bla whiskas sachet". As vezes tocam em horas impróprias, de madrugada, logo cedinho ou quando você está vendo TV. Ja passei por isso. E minha vizinha que comprou um carro novo e nao conseguia destravar o alarme? 1h tocando aquela "beleza", enquanto ela contactava o antigo dono.

Poxa, se já tem trava, rastreamento, bloqueador de combustivel e SEGURO (muitos donos de carro pagam seguro), pra que um alarme barulhento???

Se bem que há casos em que um alarme pode ser útil, para por exemplo "assustar" um ladrão, mas acho que as outras alternativas (rastreamento, bloqueador de combustivel e SEGURO) são melhores.

Barbara O. W. disse...
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Barbara O. W. disse...
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Barbara O. W. disse...

moro na frente de um estacionamento. sei bem do que você está falando. Pode incluir aí também filhos de macaco que furam o escapamento das motos? Como estes veículos não são apreendidos?!!!

Lord Anderson disse...

Entendo o encomodo, mas infelizmente que ja foi vitima de assalto sabe muito que as vezes as coisas são mais que um simples transtorno.

E Dani, dependendo do lugar, alarme de casa é muito util sim.

No meu bairro ja previniu uns 3 assaltos.

Infelizmente como eu não tinha e minha casa não se safou.

aiaiai disse...

concordo totalmente: morte aos alarmes de carro e aos das casas também!

Gui disse...

Hahahaha. Eu não sei se sou tão contra alarmes assim. Mas teve uma situação que me deixou puto:
Estava na frente de uma padaria conversando com uns amigos, e tinha um carrão estacionado lá, ok, nem notei que era um carrão, não fazia diferença pra mim. No meio da conversa encostei timidamente no carro (na parte traseira), o alarme não disparou. Continuei conversando. De repente, sem aviso, disparou um alarme MUITO alto. Sério. Quase surdei. Ficou aquele "piiii" quando o cara desligou, e foi só eu desencostar por uns segundos que desligaram. Fiquei olhando dentro da padaria pra ver se encontrava o dono, mas nada. Provavelmente foi um "desencosta!". Típico de quem coloca o carro acima das pessoas. Sério, eu nem estava sentado em cima do carro, estava encostado. Fiquei puto.
Em contrapartida um amigo meu conseguiu evitar um roubo de um carro de um sujeito graças ao alarme. Me sustento na dúvida, haha.

Montricot disse...

Tipo, nem a polícia não atende esse tipo de ocorrência, eles preferem orientar no sentido "Ah, tem como alguém da vizinhança dar uma olhada pra ver se realmente TEMOS QUE DESLOCAR UMA VIATURA ATÉ O LOCAL?"

Pior que o povo que tem alarme ACHA MESMO que alguém vai bancar herói e ver o que está acontecendo, simplesmente porque esses alarmes disparam por QUALQUER MOTIVO.


Ô Dragãozort, bela filosofia essa hein "Venha a mim, ao vosso que tome no CENTRO DO RABO", é isso?

By the way, DragoShiryco: quando foi que a Lola disse que era a favor do jeitinho? tipo, dados específicos, please.

quantotempodura disse...

Alarme de carro é ruim. Alarme de casa/prédio é muito pior.

O legal do alarme de prédio é que ele dispara quando alguém esquece a porta aberta. Como todo classe média é preguiçoso/egoista/arrogante demais, ninguém desce pra fechar a porta. "EU NÃO! Deixa pro próximo idiota fechar. Esse alarme vai ficar berrando aí e eu não quero nem saber!"

Resultado: o alarme de prédio serve unicamente para dizer ao ladrão "Querido ladrão: pode vir que a porta está abertinha!"

Na minha rua tinhamos 5 alarmes de prédio. Disparavam o tempo todo, de noite, de madrugada. Levava 1 hora pra alguém fechar a porta e cortar o alarme. Com o tempo todos os alarmes foram retirados. A rua ficou em paz, enfim.

Lord Anderson disse...

Quantotempo.

Que bom que pelo menos uma classe social nós podemos esteriotipar sem culpa não é?

Flávia CML disse...

Lola, só pra descontrair: achos que os assaltantes desta matéria (http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2010/11/assaltantes-ateam-fogo-em-carro-roubado-na-zona-oeste-do-rio-diz-pm.html) sentem o mesmo que você por alarmes de carro, só que eles foram às vias de fato, kkkkkkk.

Fabio Salvador disse...
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Fabio Salvador disse...
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Fabio Salvador disse...

Lola, desta vez, tenho que discordar de ti completamente.
O primeiro ponto que eu quero atacar é justamente um dos últimos que tu colocaste: "quem tem carro tem que ter seguro", com a idéia de que, se o carro for roubado, o seguro paga e pronto. Oras, isso vale para quem trata um carro como um meio de transporte PARA PASSEIO. Se o sujeito precisa de carro para trabalhar (e não diga que é possível usar o sistema de transporte coletivo, porque nem sempre é: eu moro na zona rural do meu município, e se alguém passar mal, em uma família que não tem carro, é melhor já encomendar a alma para o além). ônibus? Só em poucos horários do dia. Eu não conseguiria vir para o trabalho, no horário. E não tem táxi. Não tem nada. Ficou a pé, se fodeu.

Tem gente que mora em lugares que, se o cara tem o carro roubado, ele precisa tirar uma licença do emprego, para esperar a seguradora pagar o valor e o cara comprar outro carro.

Tem um problema adicional neste teu pensamento: o seguro é perfeito para o sujeito que vai até uma concessionária, compra um carrinho zero, e sai por aí. Esse cara bota um seguro, e se perder o carro, a seguradora dá outro igualzinho para ele. Agora, pense em outro tipo de pessoa (uma pessoa como eu): o cara passa dois anos procurando, digamos, um Ford Maverick em bom estado, compra a relíquia, restaura, e põe um seguro. Não importa o valor, digamos que seja um baita de um valor. Aí, o Mavericão é roubado, e a seguradora me entrega o dinheiro...

... e o que eu faço com o dinheiro? Seco minhas lágrimas com ele?

Sim, porque um Maveco não é um carro que se possa ir até a concessionária da esquina e comprar.

Então, seguro é bom quando o carro é substituível. Mas existem carros que são insubstituíveis. Hoje em dia, está tudo muito padronizado, mas existem carros de outras épocas que são clássicos, obras de arte, ou pedaços da história da humanidade, sobre rodas. Eu mesmo tenho lá na garagem um carro que eu amo de paixão, apenas pelo valor histórico dele: um Lada Laika, o carro que conduziu por décadas os trabalhadores da União Soviética e de seus Estados-satélites. Laikas em bom estado, até se encontra. Mas digamos que eles fiquem mais raros daqui a alguns anos, e roubem ou destruam o meu... sei lá, não quero nem pensar. Eu amo carros antigos. Se alguém me roubasse algum, digamos que eu já tivesse uma coleção deles, acho que eu mataria a pessoa com as minhas próprias mãos. Não porque eu acredite em justiça primitiva, e sim porque o meu controle tem um limite, e há certas perdas que a gente não supera: a partir dali, nada mais importa.

Teu post é típica opinião de quem não tem um carro e não ama os carros. E não estou escrevendo no papel de um "bundinha" de classe média preocupado com seu "precioso carrinho". Não. Eu sou trabalhador, classe C, eu acho. Tenho carro velho mesmo. E protejo ele com correntes, travas, alarme e uma fúria descontrolada ao menor sinal de perigo.

PS: Quanto ao comentarista que disse ter se horrorizado ao ficar "ensurdecido" com um alarme, só porque encostou a bunda num carrão, fica minha pergunta: calças jeans têm aquelas tachinhas nos bolsos. As pessoas carregam chaves penduradas nas calças. E aí, sentam ou se encostam num carro. E depois? Vai pagar a pintura? Eu não tenho o direito de chapear e pintar o carro, deixando-o lindo e perfeito, e não tenho o direito de que ele permaneça assim?

Experimente fazer uma dessas no meu carro... mas leve a carteirinha do plano de saúde. Seu classe média metido a moderninho.

Muito lindo, escrever ataques contra o automóvel e louvores ao transporte coletivo, quando se é um bundinha que mora em centro urbano, onde passam 500 ônibus por hora. Queria ver botar o pé no barro. Babaca.

Pentacúspide disse...

Este artigo é para fazer piada ou é apenas fruto de uma analogia inócua?
Alarmes são para prevenir, de casa, de carro, de qualquer coisa. Imaginem quantas mulheres não seriam violadas se tivessem alarme nas cuecas. No Levítico diz-se: a mulher que for violada e não gritar vai ser apedrejada (julgo eu, não me lembro bem). É uma lei estúpida, mas a ideia é que gritos
de socorro desmotivam qualquer um, da mesma forma que os alarmes desmotivam roubos. Se os carros são roubados mesmo com alarmes, como seria se não tivessem.
Já agora, por que não propor que todo o mundo tenha os telemóveis em modo silêncio, que não se converse em espaços públicos para não poluir ouvidos alheios com conversas que não lhes interessa, e tirar os motores dos carros porque e meter isolamento sonoro no chão para os pneus dos carros não fazerem barulho?

Leticiabon disse...

Lola, sei que é incoveniente, mas é para chamar atenção mesmo. Acabar com alarme pe exagero. Não poderia tocar um pouco e acabar?

Teresa Silva disse...

Pior que nada disso, trava, bloqueio de combustível ou alarme, adianta pra evitar roubo: sabendo disso tudo, os ladrões rendem a vítima quando vai entrar no carro e a fazem dirigir por quilômetros ameaçando de morte se o carro parar.

Eu não dou a mínima pra ter carro. Mudei de uma cidade interiorana pra capital também pra não depender de um. E achei legal essa campanha nova do cliclete Trident:
um cara espremido no metrô com uma camiseta escrito "pelo menos não pago IPVA"

Medo, muito medo desse Fábio Salvador.

Flovi disse...

Já eu concordo com alarmes de carro e de casa desde que eles não durem muito tempo. E ainda acho que os carros, no Brasil, deviam ter um dispositivo de segurança na marcha-a-ré, para evitar acidentes. Um apito, ou alguma musiquinha insuportável que indicasse que a pessoa tá dando ré.

Fabio Salvador disse...

Teresa,
quer ter medo de mim, tenha.
Eu não vou vender minha casa e me mudar só para não ter que andar de carro.

Além do quê... eu mesmo não sei se eu viveria sem um carro. Sou apaixonado por carros. Antigos, claro.

Não sando motorizado pra evitar o contato com o "povão" (até porque, quando pego um ônibus, acho muito legal, todo mundo me conhece na região).

Ando porque não tenho certeza se nas minhas veias corre sangue, ou gasolina. Se um dia eu tiver dinheiro para gastar com brinquedos caros, É ÓBVIO E EVIDENTE que vou comprar um antigão, preparar e correr no autódromo.

=Maíra= disse...

"Pior que nada disso, trava, bloqueio de combustível ou alarme, adianta pra evitar roubo" [2] Isso é mais do que verdade! A criatividade dos ladrões não tem limites... :/

Bom, Lola, hoje eu tenho uma visão menos radical em relação a alarmes agora. Minha mãe sempre foi radicalmente contra alarmes e, por isso, minha casa era a única da rua que não tinha alarma/ cerca elétrica/ cahorro bravo, etc. Até o dia em que uns fumados de crack (muito provavelmente, foram eles) entraram lá em casa (a única da rua sem parafernalhas), quando estava todo mundo em casa (dormindo, por sorte) e lavaram algumas coisas. Minha mãe continuou irredutível quanto ao alarme, até que, na mesma semana, tentaram entrar de novo lá em casa! Chamamos a polícia nas duas vezes, mas demoraram mais de 1h pra chegar e disseram que a segurança era "problema nosso". Tentamos reunir alguns vizinhos pra fazermos uma espécie de "vigilância solidária" na rua, em que anotaríamos os horários de entrada e saída mais comuns de cada casa e que cada vizinho ficasse meio que de olho na casa do lado. Todo mundo acho legal, mas na hora de colocar em prática, quase ninguém deu as caras na reunião. Mandamos uma carta pra prefeitura da cidade, com um abaixo-assinado da vizinhança, pedindo maior policiamento noturno na rua (eu não sou a favor de repressão policial a torto e a direito, mas pô, fumam crack à luz do dia, quase na porta de casa!) Adivinha se tivemos retorno...

Resultado? Entre pagar um vigia e colocar um alarme (as duas únicas soluções que restaram), vimos que ficava mais barato colocar alarme e cerca. Estamos felizes? Nem um pouco... Mas...

Valter A. Rodrigues disse...

Já aguentei o alarme da casa do vizinho disparando no dia 31 de dezembro. Como o vizinho estava viajando, o inferno prolongou-se por TODO o dia 1o. de janeiro. Só foi desligado no dia 2, quando o vizinho retornou. Aí, pergunto: que função tem o alarme se não aparece nenhuma empresa de segurança responsável para ver o que está acontecendo e desligá-lo? Uma, com certeza, tem: avisa ao ladrão que não há ningue´m em casa e que se ele entrar, roubar e ainda por cima desligar aqueles multidecibéis, todos ao redor vão agradecer.

Júlio César Vanelis disse...

hahahahaha... Muito bom, Lola.
Na verdade, eu acho que você levou um problema de grande porte para um problema não tão importante assim. É claro, a poluição sonora é algo preocupante, principalmente a que vem dos carros, tendo eles alarme ou não. Mas a questão do favorecimento do bem individual sempre foi uma prioridade em sociedades como a nossa, e isso atrapalha problemas mais sérios.
Vou dar um exemplo dentro do meu contexto profissional: Uma professora minha da faculdade (Eu estudo Farmácia), fez uma crítica ao governo Lula por causa da quebra de patentes para medicamentos contra o Influenza H1N1 (gripe suína), e que isso tinha acabado com a imagem do Brasil na questão de patentes para medicamentos, o que dificultava o trabalho dela, já que ela trabalha no setor de desenvolvimento de fármacos de uma indústria farmaceutica nacional. Pra mim, ela simpesmente ignorou completamente ou as mortes por gripe por falta de medicamentos ou o ônus enormes que os cofres públicos teriam caso as patentes continuassem vigentes, isso tudo simplesmente para ela e a empresa onde ela trabalha não precisem sair do Brasil para registrar uma patente.

Foi um Prazer comentar :D

J.anquevitti disse...

Hehe, Lola, pelo jeito você tem sofrido com alarmes de carro ultimamente né?

Abraços

Fabio Salvador disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
cronicasurbanas disse...

Lola,
talvez se existisse um alarme de carro como este aqui, o pessoal ficaria um pouco mais animado com a ideia de ter um? :)
abraço,
Mônica
@madamemon

Fabio Salvador disse...

E não, não é preciso ter medo de mim, nem um pouco. Eu sou um sujeito bastante racional. Na verdade, a última vez que eu tive qualquer tipo de luta física na vida foi na oitava série...

quinze anos atrás...

... e nem fui eu que comecei a briga, o outro guri pulou em mim. Eu só me livrei dele.

Só que é aquela coisa. Uma vez, escutei uma barulheira que me deixou convicto de que um vizinho estava arrebentando a mulher dele de porrada. levantei do sofá e me dirigi calmamente até a porta. Não que eu esperasse meter medo no cara - ele é bem maior do que eu. Mas e daí? Ele ia saber se eu não tinha uma faca, um revólver ou qualquer coisa? Acho que só o susto de ser visto "no flagra" já serviria.

Minha mulher me encheu o saco, dizendo que era melhor não se meter. O barulho parou. Parei na porta e voltei. EU não sou um brigão. Só acho que algumas coisas, a gente não pode ignorar e não dá para esperar o lento braço da lei para resolver.

Uma coisa é ser pacífico e civilizado. A outra, é estar desarmado da agressividade necessária quando esta necessidade aparece.

Agora, ainda sobre "mudar-se para a capital para poder usar o coletivo", vai mais um recadinho: nem todo mundo tem grana para comprar apê na cidade grande. E nem todo mundo pode simplesmente largar o emprego e ir tentar a sorte em outro lugar. Tem gente que é presa a um lugar pela própria sobrevivência.

Bonito, ver uma pessoa "progressista" dizer uma coisa dessas... "me mudei por um capricho"... se tuas condições te permitem, ótimo. Para nós do povão, isso é uma liberdade distante.

E de mais a mais, mesmo que pudéssemos todos sair do interior e comprar casas na capital, isso só contribuiria para o nefasto fenômeno do êxodo rural, que vem favelizando as grandes cidades. parabéns, cidadã consciente!

Leila Silva disse...

Concordo plenamente, é um inferno tanto o alarme quanto o 'sonzão' idiota que querem dividir com a gente. Sabe que quando voltei para o Brasil, nos primeiros meses, tive um problema de sono, tive que fazer tratamento, tomar remédio porque me irritava muito aquilo que eu considerava o cúmulo da falta de respeito. Agora vivo do lado de uma maternidade em Curitiba, normalmente é proibido buzinar....nem por isso, os bebezinhos e as mães que se danem.
Enfim, sou sensível a esse assunto.
abraço

Natee12 disse...

O que indigna e que o alarme toca horas, aparece meio mundo para reclamar, menos o dono, ou seja devem dormir com tampões nos ouvidos!

Natee12 disse...

O filme"passando dos limites" trata exatamente deste incomodo dos alarmes, e com Tim Robbins, comedia , me identifiquei, tenho tolerância zero a barulho!

BrunA disse...

Lolinha... my gata ...
Adoro tuas escritas .
Mas nesse caso ...
cada um explode ,o que tem dentro de sí."ÓTIMO"
Porem ...nega
Isso ,não implica apenas em POLUIÇÃO SONORA ,INCOMODO.
Seguro é uma boa pedida,para aquele "SER",que consegue,pagar sua prestação do carro...e ainda ficar com um trocado no bolso!
Esse alarme,em( alguns casos),
Sooa como um GRITIOOO ,daaquele proprietário ,que se ( @#>+%#*800,00my good@# FERROU ).
Para comprar...ou parcelar aquele carro .
Beijos cósmico ,
até a próxima visita.

Cris Prates disse...

Dei uma aula há uns 2 anos sobre uma associação americana que é contra os alarmes. Eles começam de leve, colocando um folheto no pára-brisa alertando sobre a poluição sonora, mas se o problema persistir eles ficam mais agressivos pintando o carro, colocando palito de dente na fechadura e otras cositas. No Google dá para achar inúmeras sociedades como essa. Eu concordo que dificilmente em carro deixará de ser roubado porque tem alarme. Criminosos conseguem desligar o larme em segundos.
Eu não tenho carro e o transporte público vem servindo a contento.

Tetsuo disse...

Hoje acordei de mau humor por causa do alarme do carro do vizinho, portanto, alarmes são uma afronta à democracia e deveriam ser banidos do universo!

unfollowing...

Michel disse...

Mas isso começa com o uso do espaço público para propriedade particular.
Por que proprietários de automóveis têm direito a lotear as ruas? Tem um carro? Deixe-o na sua garagem ou numa garagem que você alugue e pague. Em muitos lugares, as laterais ocupadas das ruas se estivessem livres desafogariam o trânsito.

Fabio Salvador disse...

GENTE!

Aqui nos espaços de comentários, li duas coisas chocantes:

APOLOGIA AO CRIME
É louvável uma associação que PINTA os carros, depredando a propriedade que uma pessoa com tanto trabalho comprou? Olha... imaginem se pintam meu carro! Ou o seu! Prefiro então que me façam um corte de navalha, porque a pele se fecha sozinha, a custo zero! A pintura do carro custa uma fortuna!

Imaginem, colocar palito de dente na fechadura! O cara tem que desmontar a porta do carro só para poder abrir ele depois.

Vocês têm noção que isso é crime? isso, se o dono do carro for calmo o bastante para processá-los, e não simplesmente trucidá-los a pauladas ou tiros no meio da cara!

Quer saber? Meu carro não tem alarme sonoro. Tem um daqueles que telefonam para o dono.

Dá vontade de pegar, colocar um alarme bem barulhento, fazer ele disparar na frente da casa dessa (ou desse) Cris Prates, e deixar lá tocando umas 12 horas, só para ver o que acontece.

Gente sem noção. Criminosos. Vão pintar a bunda da mãe de vocês!

Cecilia disse...

O problema está no uso egoísta que se faz do alarme. Por exemplo, o cara estaciona a duas quadras da faculdade, e se o alarme disparar ele não vai ouvir nem a polícia virá correndo, mas as pessoas do entorno vão ter que aguentar o barulho!

Acho que, quando o carro deixa de ser meio de transporte para ser objeto de auto-afirmação, ele desperta o lado mais individualista das pessoas: usar a buzina pra xingar, estacionar em vaga de deficiente, dirigir na faixa exclusiva, fazer barraco por causa de batida.

E esses carros cada vez maiores que a gente vê por aí? Será que é verdade o que dizem, que quem compra aqueles carros gigantescos está tentando compensar outras deficiências?

Cecilia disse...

Aquele alarme que tem uma mensagem pedindo pra ligar pra central é o pior de todos! Se pudesse, eu chamava o ladrão e dizia: leva embora o carro que eu fico aqui espiando pra ver se a polícia não vem.

Giovanni Gouveia disse...

O pior é que alarme e coisas do tipo não servem pra nada, ladrão de carro sabe os truques pra desativar alarme e outras proteções.

E, Fabio Salvador, Precisa não, quase todo dia tem um FDP com uma merda de alarme desses apitando a noite toda perto de nossa (minha e de Cris Prates, minha esposa) casa, dentro dos condomínos. Se eu soubesse exatamente qual era o carro eu ia pessoalmente desmontar não só a porta, mas o carro todo, furava os 4 pneus e tocava fogo no tanque de gasolina...

Laetitia disse...

haha. nunca tinha pensado nisso. mas é verdade.

bom, o pior mesmo não é ter um carro com alarme, porque vc pode tirar o alarme, trocar de carro etc. agora, imagine se o seu bichinho de estimação, que poder viver uns 20 anos, se tornar um alarme de carro:
http://www.youtube.com/watch?v=Jf5pnTkBjQ0

aí sim, tormento na certa. :P

L. Archilla disse...

Eu queria saber onde a Cris Prates disse que pintar o carro dos outros é legal... pelo que eu entendi, ela CITOU um exemplo do que ocorre nos EUA, certo? Tem alguém com analfabetismo funcional aqui e acho que não sou eu...

Eu tb não entendo muito a lógica do alarme. Aqui em casa temos 2 carros que revezamos, quem tiver que sair pega o que estiver por último. Um tem alarme (que nunca disparou, felizmente), outro já estava sem alarme quando compramos e optamos por não reativá-lo.

Tenho o hábito de estacionar longe de onde estou indo, principalmente em áreas com poucas vagas, como o centro. Faço isso porque detesto manobrar em vagas apertadas e adoro andar. Quase sempre que alguém me acompanha a pessoa comenta: "como vc parou longe! não tem medo que roubem o carro?" e eu respondo: "que diferença faz? eu não estou olhando, de qualquer forma".

Nos fundos de casa fica o consultório da minha mãe (ela é dentista). A frente de casa é ampla, sendo que a garagem tem a largura de um carro, apenas. Tirando a garagem, cabe um carro na frente. Às vezes tem alguém estacionado lá e chega um paciente. Vc acredita que tem gente que simplesmente para NA FRENTE da garagem pra não ter que pôr o carro a 100 metros do consultório??? Putz, isso dá muita raiva. Não sei se a pessoa tem preguiça de andar ou tem delírios de onipotência onde ela inibe um roubo estando nos fundos de uma casa, sentada numa cadeira odontológica durante uma obturação.

A verdade é que tem gente que é paranóica com carro...

Pentacúspide disse...

ALARME DE CARRO.
Definam o que é ALARME.
Definam o CAR(R)O.
Juntem as duas e pensem outra vez.

Estacionar a 500 quarteirões de distância não significa não dever ter o alarme accionado. Lá porque os ladrões roubam o carro na mesma com ou sem alarme é desculpa para não existir? Porque põem então portas em casa e trancas nela, se apesar disso o ladrão o rouba? Por que metem o dinheiro no bolso se o carteirista o leva na mesma?

O alarme alerta. Alerta ao ladrão que pode ter alguém chegando, alerta às pessoas próximas que algo de errado pode estar a acontecer, e é essa a finalidade, não tenho de estar ali perto, só preciso que aquela merda toque o mais alto que conseguir, mesmo que dê para acordar o pessoal da China.

Eu não tenho carro, e uso o transporte público.

E sim, Larchila, pelo contexto e pela forma como Prates contou sobre essa associação, sendo ela contra o alarme, parece que está a fazer o panegírico, ou lá como o Salvador o disse, dessas associações.

Cris Prates disse...

Fábio Salvador, você me fez rir agora! Quem disse que eu acho legal fazer isso? Há associações americanas (Vc mora nos EUA e deixa seu alarme ligado?) que fazem isso. Vc acha que as pessoas dessas associações têmm um balde de tinta e uma caixa de palitos na bolsa ou bolso para cada vez que um alarme disparar? Claro que não. Isso é feito depois de horas (Horas!!! Talvez umas 12, hehe) disparado. Isso só demonstra como os alarmes são na maioria das vezes inúteis, pois quantas horas você acha que o criminoso leva para abrir seu carro e levá-lo embora?
Eu deixei bem claro que esse foi um tema usado na sala de aula. Acrescento agora que era para interpretação de texto e debate. O interessante é que o texto era em inglês e meus alunos se saíram bem em suas argumentações. Eu escrevi em português. Creio que seu amor pelo carro deixou-lhe tão cego que você não conseguiu interpretar meu texto. E olha A discussão aqui é se alarmes causam ou não poluição sonora e se isso está além do bem público. Veja bem o que você ameaçou fazer....
P.S.: Oha minha foto e veja se eu sou a Cris ou o Cris.

Mariana. disse...

cê não tá falando sério, né, lola?

como se o defeito não tivesse na segurança pública falha, e sim nos alarmes dos carros ou casas... Francamente.

Claro que você não deveria ouvir isso, mas o que é um barulho incômodo se isso evitar a violação do patrimonio alheio? mesmo que seja o patrimonio de um burguês? Isso é egoísmo. Alarmes mal programados ou supersensíveis são um problema, mas não justifica proibição alguma, imagine.

Voce fala como se carro fosse artigo de luxo. meu pai tem pontos de táxi e é dono de alguns taxis, e outro dia roubaram um. Foi um transtorno: o carro foi localizado, mas o conserto vai ficar mais de mil reais, fora a prestação do veículo, fora o carro parado por duas semanas.. o prejuízo nem squeremos pensar...

aiaiai disse...

kkkkkkkkkkkkkkkkk, incrível como até aqui no público da lolinha, o privado se sobrepõe ao público.

Estamos agora assistindo a uma guerra contra o enem porque 0,04% dos candidatos podem ter sido prejudicados. E ai o Ministério público quer cancelar a prova e prejudicar todos os 100% de estudantes que participaram.

Pior...tem aqueles que acham que o brasil é muito grande e que é muito difícil fazer uma prova assim tão, digamos, democratica....puta que pariu!

É um misto de preguiça com egoismo que me dá nos nervos.

É o brasil é mesmo grande e é louvável que tenha uma forma de classificação para as faculdades que ajude um adolescente morador de uma cidade no interior do amazonas a passar no vestibular de uma faculdade em santa catarina...ou não?


Os jornais e revistas que erram todos os dias centenas de vezes, acham uma "coisa horrível" que 0,04% das provas tenham sido montadas de forma errada.

bom, enfim, como eu sempre digo: AIAIAI!!!!!!!!!!!!!!

Koppe disse...

Bom, eu moro em vila. Aqui no Mathião acontecem coisas desagradáveis com quem incomoda os vizinhos. Já tivemos uma terreira de Candomblé ameaçada de apedrejamento (na época eu freqüentava o boteco onde estavam planejando isso se não parassem com os tambores de noite), um bailão efetivamente apedrejado (música ao vivo até duas da madrugada, que importa a vizinhança?) e uma igreja evangélica "ovada" (os ovos nem chegaram a acertar bem no alvo, mas a médio prazo devem ter surtido efeito e não colocaram mais as caixas de som de 2 metros de altura viradas pra rua). Não são poucos os vizinhos que explodem rojões se algum cachorro ficar latindo de noite (melhor uma única explosão instantânea do que horas de latido). Imagino que se algum carro ou casa que ficasse com um alarme irritante tocando por horas teria problemas maiores do que ladrões... não que eu aprove esse tipo de atitude em 100% dos casos, mas é verdade que sou beneficiado porque muitos vizinhos fazem esse tipo de coisa.

Quanto ao crime de pintar carros com alarme disparando por horas, eu me pergunto se os donos desses carros não se importam com o crime de incomodar a vizinhança por horas a fio com alarme disparando. Se o dono não foi verificar, significa que o carro não tem valor? Ou que ele não se importa mesmo, nem com o carro e nem com a vizinhança? Ou que ele não tem condições de verificar, o que torna o alarme algo inútil?

E o alarme que disparou no dia 31 de dezembro e incomodou a vizinhança um dia inteiro, cortar os fios da casa faria o alarme parar? Ou os alarmes têm fonte alternativa de energia?

Fabio Salvador disse...

NOTINHAS RÁPIDAS E ESPALHADAS:

Giovanni Gouveia:
Pena que tu pareces não morar aqui no RS, porque eu gostaria muito de ver se tu tens a hombridade de vir aqui na minha casa e fazer isso mesmo com o meu carro, na minha frente. Quer ser agressivo? Seja. Mas seja na minha cara. Palhaçada...

O resto do pessoal:
Concordo que alarmes sonoros são perfeitamente inúteis e irritantes. Por isso, sempre preferi aqueles com um telefone embutido, que te ligam quando "disparam". Aí, o dono sai correndo e vai lá. Temos desses nos carros e nas casas (digo, meu e dos meus pais, e também no escritório do meu pai). Funciona muito melhor.

Koppe:
Eu acho que o "crime de poluição sonora" é solucionável simplesmente desligando o alarme. Já o dano feito ao carro é irreversível (porque, ao repintar o carro, o dono não apenas tem um gasto fenomenal como tira a originalidade do carro, o que no meu entender, faz com que ele já não valha mais quase nada). É um crime contra o dono do carro. E dependendo do modelo de carro danificado, é um crime contra uma peça de patrimônio histórico da humanidade (sim, sim, como já devem ter percebido, para mim, por exemplo, um dos dois protótipos ainda existentes do Citroen 2CV equivale a um monumento como o Partenon grego, ou uma pirâmide do Egito).

Cris:
Sim, sim, eu me exaltei, e muito. Mas eu me exalto com o assunto, desculpe, assim sou eu... por exemplo, eu estou escrevendo este comentário em casa. Acabei de chegar de um encontro lotado de veteranos do automobilismo, celebrando os 40 anos do Autódromo de Tarumã, aqui em Viamão. Tinha uns 20 carros antigos, modificados e preparados, dando um passeio pela pista. O tipo de coisa que eu gosto. Dizem que o maior ponto turístico de Viamão é um farol centenário que tem em Itapuã. Eu já acho que é o autódromo.

Em qualquer cidade, o que eu mais gosto são os espaços culturais e, se tiver, um autódromo. Tem que ter autódromo (eu não corro na estrada, não importa o quão potente seja o carro que eu estiver dirigindo).

Fabio Salvador disse...

Ah, só uma rápide notinha:

eu tive um carro roubado, vocês podem ver ele no endereço:

http://www.fabiosalvador.com.br/index.php?mat=175

Este carro tinha um alarme sonoro que foi provavelmente desligado, como já disseram aqui, direto na bateria.

Hoje, tenho outro carro, e este na verdade está seguro, principalmente, por correntes e travas. Eu sei que não é 100% seguro, mas é eficiente. ou melhor, tem sido. E os vizinhos não reclamam!

L. Archilla disse...

Cara, eu defenderia alarme de carro se cada vez que um disparasse as pessoas saíssem na rua gritando: "pega ladrão! pega ladrão!"

O problema é que som de alarme é uma coisa tão banal que, quando escuto um, a última coisa que penso é que tem um carro sendo roubado. Até alguém se tocar e fazer alguma coisa, já deu tempo do ladrão desligá-lo 3 vezes...

lola aronovich disse...

Gente boa, confesso que vcs me impressionaram com a maior parte dos comentários. Vamos tentar pensar um pouco fora da caixinha? Incrível como o carro é mesmo o símbolo máximo do individualismo e do capitalismo! É só criticar alguma coisa relacionada com carro, como um inútil e irritante alarme de carro, que vcs chiam! Vou escrever um post falando sobre alguns dos comentários, porque isso dá muito pano pra manga.


Mas Fábio, vc notou como TODOS os seus comentários foram agressivos, cheios de ameaças físicas? “Faça isso na minha frente que...”. Vc acha que essa é uma reação racional? Entendo que vc adore carros, mas vc parece colocar um objeto, um bem material, acima das pessoas. E se quiser pensar assim dentro da sua casa, tudo bem. O problema é agir conforme essa visão, com tanta agressividade. E quando vc fala em “hombridade”, um termo tão arcaico, eu me pergunto se vc não está no blog errado...


O mesmo vale pro Pentacúspide, que insiste em fazer comparações absurdas, como essa de comparar carro violado com mulher estuprada. Ahn, carro é objeto. Mulher não. Mulher é um ser humano tanto quanto vc. Tente comparar carro violado com vc estuprado, e me diga se não te parece horrível. Pô, posts e posts feministas e algumas pessoas parecem aprender muito pouco...

Koppe disse...

Na verdade, me corrijam se estiver errado, um alarme de carro funciona mais como um aviso de "fique longe, não abra a porta ou janela, este carro não é teu e aqui está acontecendo uma coisa que não é da tua conta". Acho que ninguém estaria disposto a se arriscar por uma propriedade de outra pessoa, com exceção óbvia de quem é pago pra se arriscar. Não sei quanto a vocês, desde criança minha mãe me ensinou que, quando se ouve tiros ou gritos/discussões, abrir a janela é se arriscar a levar algum tiro; é um conselho sábio e por dedução isso se aplica a alarmes também.

=draupadi= disse...

santo post, lola.
A prefeitura de BH transformou a frente do meu predio em estacionamento de moto. Daí uns flanelinhas oportunistas tomaram conta da rua, colocam moto sobre moto, fileiras duplas, triplas [além de estorquirem os motoristas]. E nisso de ficarem mexendo nas motos, a cada 5 minutos dispara um alarme diferente... dispara e fica vários minutos, pq o dono já está longe. Quando termina um, vem o outro. um inferno, fico à beira de um ataque!
Eu também me pergunto como q alarme tá dentro da lei!

Luciana Ribeiro disse...

"Quem tem carro deveria ter seguro contra roubo, e pronto."

Ninguém deveria precisar ter seguro contra roubo! A gente deveria era morar numa cidade segura em que nem alarme nem seguro fossem coisas absurdamente necessárias.

Pentacúspide disse...

Lola, lê de novo o que escrevi. Interpreta deixando de lado aquela tua parte que ataca qualquer homem que pronuncia a palavra "mulher".

Cris Prates disse...

Pra quem ainda acha que alarme resolve:

http://www.vocesabia.net/comportamento/relatos-de-um-ladrao-de-carros/

P.S> è giovannigouveia com preguiça de mudar de conta...

Giovanni Gouveia disse...

Podia ser a febre do rato, minha esposa, ou meu filho, doente e um imbecil com o aalrme ligado a noite toda se eu soubesse qual era o carro eu quebrava mesmo

Mariana disse...

Não tenho opinião formada a respeito da proibição ou não dos alarmes. Por um lado, é realmente UM SACO o barulho que tortura ouvidos alheios. Por outro lado, a segurança pública das grandes cidades brasileiras deixa muito a desejar, então as soluções encontradas pelas pessoas às vezes passam longe do que seria ideal.

Acho que o pessoal tá exagerando um pouco. Um carro NUNCA deve ser mais importante do que pessoas e seus donos não devem perder a razão, como vi em certos comentários aqui. Mas também percebo uma certa demonização do automóvel que me parece utópica, já que o transporte público no Brasil simplesmente NÃO FUNCIONA. Eu moro na Zona Oeste do Rio de Janeiro e pra mim é sempre UMA MERDA sair de casa pra trabalhar porque dependo de ônibus (que fica parado no engarrafamento) e porque não existe metrô por essas bandas de Jacarepaguá.

Muita gente que mora aqui tem carro e não condeno, a falta de estrutura de transporte coletivo nos obriga a isso. Se eu soubesse dirigir e tivesse grana, me renderia a comprar um carro. Não porque acho status, mas por pura necessidade. Por enquanto, não posso me dar ao "luxo" de me mudar pra perto do trabalho.

Oliveira disse...

Lola;

Deixe de ser tonta e tornar tudo neste pesamentinho rasteiro de esquerda que você acha que é um grande tratado filosófico sobre distribuicao de renda.

Gente de esquerda é igual torcedor do Conrinthians: mesmo quando ganha não deixa de ser nojento, gosmento, pobre, feio, triste. Povinho horroroso.

Vai comprar um carro que preste Lola, vai comprar um celular, vai pra um salão de beleza... vá pentear macaco Lola.

Mariana disse...

Mas também não sei se o carro seria a melhor das soluções, já que na maioria dos engarrafamentos no Rio o que se vê são FILAS de carros com uma pessoa só. Só que tampouco é bom ficar 2 horas em pé no ônibus ou espremida no trem fedorento e/ou no metrô. Honestamente, acho difícil escolher quanto TODAS AS OPÇÕES SÃO RUINS, cada uma da sua maneira. Isso não tem nada a ver com alarme, mas vale a reflexão.

Leninha disse...

Antes de mais nada, sua escrita é deliciosa. Descobri você no twitter. O seu blog é muito bacana, você tinha razão. Dia desses vou programar uma tarde só para ler o que você escreve. Sobre o alarme, penso que o problema é a história do ladrão, me deixa mais incomodada que o barulho. Que tal uma sociedade sem ladrões? Pouca coisa, hein...

Luciana Matos disse...

Lola!
Mas que grata surpresa conhecer teu blog!
Virei fâ!
Compartilho de várias idéias suas, espero poder recebê-la em breve lá no meu bloguinho pra saber se você pensa o mesmo!
Vou seguir e voltar sempre!
Beijo da Lu

Ulisses Adirt disse...

Eu sou um pouco mais "intolerante"... acho q o modo como os automóveis são utilizados já são um desrespeito para todo mundo.

Para um pouco mais do que eu penso, fica a indicação do filme Sociedade do Automóvel (http://www.apocalipsemotorizado.net/sociedade-do-automovel/).

Fabio Salvador disse...

Lola,
meus comentários são agressivos porque começou-se a falar aqui em destruição dos carros, que são, sim, propriedade das pessoas, e não num sentido burguês de "ah, meus bens materiais, como são lindos e mais importantes dos que as pessoas". Não. É no sentido proletário de "putz, que legal, um pé-rapado como eu, consegui juntar uns cobres e comprar uma latinha para rodar por aí, mas... EI! tem um cara destruindo o que eu levei anos para comprar!!!"

Eu uso termos arcaicos como "hombridade", basicamente por uma razão: isto aqui é a Internet, e as pessoas agem como se fosse um vale-tudo, dizendo coisas que obviamente não diriam pessoalmente. Temos que lembrar que aqui somos todos pessoas reais. Evidentemente, quando uma pessoa pega e diz que gostaria de descobrir carro para danificá-lo, sou eu, um cara real com um carrinho real, comprado contra todas as dificuldades imagináveis.

E antes que tu penses em dizer que "falar em hombridade é machismo", já fique sabendo que a minha esposa é dotada de grande hombridade. Acho até, que mais do que eu.

Agora, tu vês os carros como símbolo de um individualismo que engarrafa o trânsito, em oposição a um sistema de transporte coletivo que seria mais "social". Oras, mas o acesso a transporte coletivo de qualidade não é universal. E embora carros dêem lucro às indústrias, e uma propriedade chauvinisticamente colocada acima de tudo para um amplo setor da classe média bundona do Brasil, eles são também objetos de paixão de uma ampla quantidade de pessoas.

Carros são trabalhos complexos de engenharia, e para pessoas como eu (que cresci brincando de Lego) é fascinante ficar fuçando num carro, testando os efeitos destas fuçações. Os carros antigos eram desenhados por pessoas que gostavam de automóveis, e tinham estilos próprios. Alguns têm histórias incríveis.

Eu sou fascinado pela idéia do "carro do povo", de um governo subsidiar a fabricação de um carro com o objetivo de dar acesso a este tipo de conforto a uma ampla parcela da classe trabalhadora, criando um modelo simples, resistente e econômico. O mais famoso desses, claro, é o Fusca (criado pelo regime nazista), mas também temos o Citroen 2CV, o Lada Laika, o Trabant, e outros. Bom. Mas aí, vamos entrar num assunto que, suponho, não te interessa muito.

SOBRE ALARMES
Concordo que alarmes sonoros são um pé no saco, tanto, que eu já disse que o melhor tipo de alarme é silencioso, e te avisa por telefone quando acontece alguma coisa. Eu confio mais nas boas e velhas correntes e travas. Além de deixar o carro sempre em lugares seguros, ou na frente da janela do lugar onde estou.

O problema dos alarmes sonoros não está no alarme em si. Ele tem sensores que disparam quando uma porta é aberta, e até aí, beleza, ele não dispara a toa. O problema é que os alarmes modernos têm sensores de movimento do ar, e se o ar se mexer dentro do veículo, dispara igual. Daí, o dono do carro (esse sim, concordo, um abobado), sai, e deixa as entradas de ar da ventilação abertas. Um vento que venha na direção do bico do carro, eventualmente, invade o habitáculo e... PIIIIIIII!

Realmente uma bosta. E inefetivo.

CARROS NÃO SÃO VILÕES
Quem condena os engarrafamentos e barulho dos carros não pára para pensar que o problema não são os automóveis em si. O problema é o modelo de desenvolvimento que o Brasil tem, que faz com que TODOS os empregos e boas oportunidades de um Estado se concentrem em duas ou três mega-cidades, onde milhares ou milhões de pessoas se aglomeram. Essas pessoas têm aparelhos de som, que acabam incomodando os vizinhos, têm carros que engarrafamno trânsito, eaté nas ruas, a pé, se batem sem querer, por causa da aglomeração.

Eu, como fiz concurso e posso morar no interior, posso dizer: os carros, aparelhos de som e até pessoas caminhando numa rua não são um problema quando a quantidade deles aglomerada por metro quadrado não é absurda.

aiaiai disse...

Fábio Salvador,

uma sugestão: monte um blog só para você. Esse aqui é da Lola e a gente vem aqui para comentar, não para postar textos enormes e agressivos.

Tereza disse...

Tem um filme legal com o Tim Robbins que trata desse assunto, "Passando dos Limites". O sujeito vai pirando por conta dos alrmes que disparam do nada. Vale a pena ver.

Fabio Salvador disse...

AIAIAI,
eu tenho um blog, alias, bizarramente divertido. Só tu não percebeste que tem um link no meu perfil...


www.fabiosalvador.com.br

E se eu escrevi textos longos, é porque não sou vazio de idéias.

E eu não sou agressivo, a não ser, quando falam em destruir coisas que eu me matei para ter.
Abraços, e esfria a cabeça...

Sammy disse...

Estou sem acreditar na comparação nojenta e infeliz que a pentacúspide fez.
E eu concordo com a Lola: carro é de certo modo sinônimo de individualismo.

Moro em São Paulo e sempre que estou no ônibus reparo: a maioria dos carros tem apenas uma pessoa dentro. Se uns 3 carros ficassem enfileirados (talvez 4, exagerando) teríamos o espaço ocupado por um ônibus, que cabe bem mais gente, é mais eficiente e comparando com os 3 carros polui bem menos (e temos tecnologia que reduz mais ainda a poluição dos ônibus, já há ônibus experimentais aqui em São Paulo, com motor que funciona parcialmente elétrico). Sem contar formas alternativas de combustível.

E nem estou falando em metrô e trem, que por mais que haja um impacto ambiental inicial em sua implantação, os benefícios futuros com relação a redução da emissão de gases compensam.

Os transportes públicos são um meio lógico de se locomover. Nós devemos cobrar isso dos governantes. Eu mesma estou aqui em uma luta com a SPTrans para retornarem com uma linha de ônibus que foi simplesmente removida.

Eu acho que as pessoas tem preguiça de cobrar por melhorias coletivas e simplesmente compram um carro: o ícone de status da classe média - o avatar do sucesso.

Eu entendo que em alguns casos carro é a melhor solução. Aqui em meu trabalho tenho colegas que trabalham em turno e saem do trabalho após a meia noite. Nesse caso, é importante. Quem tem criança pequena em casa também, pois sempre há imprevistos. E tantos outros casos.

Mas eu digo para vocês: conheço muita, mas muita gente aqui em São paulo que no fundo não precisaria do carro e só o tem para demonstrar algum tipo de 'sucesso financeiro'. Ok, respeito os sonhos de cada um, mas esse fato deve ser ressaltado.

Fabio Salvador disse...

Sammy,
o carro não é um símbolo de individualismo. O carro é um objeto. E não sinaliza sucesso financeiro algum, porque qualquer zé-mané, consegue comprar um, sem entrada, parcelado em um milhão de vezes.

Bom. Retomando. O carro não é símbolo de individualismo. É só um objeto nas mãos do seu dono. Se o dono é individualista, o carro transparecerá isso. Mas pode-se ser egoísta mesmo a pé. Se o dono não for um individualista, o carro vai refletir isso.

Eu moro numa região onde o trnasporte coletivo é bastante deficiente. E tenho criança pequena em casa. E amo carros. Não posso, por todos esses motivos, ficar a pé.

Como sei que muitas pessoas que moram lá pelas minhas bandas são pobres (mais do que eu), e não podem comprar um carro, ou velhas demais para dirigir, ou jovens demais, eu costumo fazer todos os dias uma pequena peregrinação aqui pelo centro da cidade, passando na frente das paradas dos ônibus que vão para a zona rural. As pessoas podem acabar ficando por até uma hora nessas paradas, o que para idosos debaixo do sol não é muito seguro.

Eu passo nas paradas e pergunto se alguém quer carona. Porque senão, eu iria, realmente, sozinho dentro de um antigo e enorme Ford Del Rey, dentro do qual cabem 5 adultos com muito espaço.

Tem gente que se assusta, pensa que é assalto, sequestro ou coisa assim. Mas tem gente que já me conhece de outros carnavais e embarca.

Às vezes, ninguém topa. Mas pelo menos eu tentei.

Agora, realmente, se eu ainda morasse em Porto Alegre, não usaria, quase, o carro. É uma incoerência levar uma hora para andar um trecho de alguns quilômetros, torrar um tanque de gasolina inteiro no engarrafamento, e ainda achar que isso é "sucesso", já é demais. É coisa de um estereótipo que eu vejo seguido: o bundão classe-média que se presta a uma série de rituais que, supostamente, o fazem "demonstrar que não é ralé", e fica ali, preso a essa palhaçada toda, afundado no cheque especial para não demonstrar quedas no padrão de consumo, porque "imagine o que os vizinhos iam pensar, se eu cortasse a Tv a cabo e deixasse de ir ao clube!".

Uma bundice completa. Eu tenho o privilégio e a felicidade de dizer que, apesar de ter nascido com meus pais sendo pobres, quando cheguei à adolescência, eles estavam já na classe média, e o meu maior orgulho é que eu apesar disso não tive um dia sequer de "conversão" a essa forma de ver o mundo, esses valores, comportamento, à bundice classe-mediana, que eu considero uma mediocridade absurda, disfarçada de sucesso por uma sociedade que, na verdade, lucra com os padrões de consumo e crédito desse bando de gente trouxa e alienada.

blogdocaldi disse...

Hahahaha. Post um tanto quanto exagerado, mas divertido. Eu, como morador da Vila Maria e mais especificamente numa rua que dá acesso à Fernão Dias e Dutra, tiro de letra um barulinho de alarme. Os caminhões que passam o dia todo são bem piores.

Débora Lima disse...

Huehueheuehueheu
Pois eh neh lola, mas se o povo pira com um arranhaozinho na pintura do seu monte de lata produtor de gas poluente, imagina perder ele inteiro, eh o fim do mundo!
Ah se desse para andar de bike sempre, ou o transporte publico fosse melhor...

Sammy disse...

Fabio,
Eu analiso o mundo de acordo com o que ocorre a minha volta, de acordo com o que vejo. Acho que todo mundo é assim.

O que vejo é pouco, já q o mundo é enorme e povoado por pessoas muito diferentes entre si.

O que vejo, na minha proximidade, são pessoas que veem carros como itens de status, transcendendo o real significado dele: um objeto, um meio de locomoção, como vc mesmo disse e concordo com vc.

O que vejo, morando em São Paulo é que a cidade não comporta mais carros e está na hora das pessoas por aqui reverem seus hábitos de consumo e valorizarem o transporte coletivo.

Não estou falando que carro é um mal q precisa ser combatido. Bem, aqui em Sampa isso é até meio verdade. rsrs. Mas no meu comentário anterior ressaltei que carro pode ser e é útil.

E eu odeio alarmes, como ja disse, tive experiencias barulhentas com ele. "Seu veiculo está sendo roubado, bla bla bla" [aquele troço da Car System).

L. M. de Souza disse...

o carro é o grande totem do bem como sobre o individual, as cidades são pensadas em função do carro, não das pessoas (lembro de ouvir um arquiteto dizer isso). Veja Brasília, foi uma cidade construída para andar de carro, não a pé, eu detestei, porque gosto de andar pelas cidades que visito e isso foi impossível lá. É como se a cidade tivesse sido pensada só para as pessoas trabalharem lá, não morarem.

Marilia disse...

Aiaiai, adorei seu comentário sobre o Enem! acho que é uma prova democrática e ajuda muitas pessoas. Mas o que vejo é o individualismo prevalecendo!
Infelizmente.

Marilia disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Fabio Salvador disse...

L.M.Souza,
esse tipo de papo, de que "o carro é o grande totem do bem...", infelizmente, me deixa muito triste. Lembra as coisas que eu dizia quando tinha uns 11 anos de idade. Não me entenda mal. Mas esse tipo de discurso, já é esquerdismo caricato. Eu sou um esquerdista considerado meio caricato pelo pessoal que me cerca, mas já escapo desses chavões manjados DEMAIS.
O carro é apenas uma máquina que serve para a pessoa se locomover. Substituiu o cavalo, que era bem mais lento e perigoso (porque mais imprevisível). O carro é mais prático do que a charrete. Ponto.
Minha admiração pelos carros não é tanto pelo valor de status deles, ou pela capacidade de correrem. É pelo valor artístico contido na engenharia usada para produzí-los, e pelo valor artístido de seus designs mesmo. Por isso adoro os antigos: eles eram projetos quase pessoais de seus criadores. Hoje, tudo são robôs e processos corporativos.

Daí vem minha fascinação quase hipnótica pelo Delorean DMC12. O tal do John DeLorean literalmente sentou diante de uma mesa e criou o carro todo. Uma obra autoral. Claro que a equipe dele deve ter feito ajustes no projeto. Mas é algo lindo de se pensar. Até recomendo, nesse mesmo parágrafo, um livro, da editora Alaude: "Gurgel, um brasileiro de fibra".

CIDADES GRANDES
Ora, como eu mesmo já disse aqui umas duas vezes (e não vou repetir pela quarta), se eu morasse na capital do Estado, onde andar de ônibus é prático e andar de carro de um bairo ao outro, simplesmente irritante (e antieconômico, e pura burrice), eu optaria CERTO pelo transporte público (embora, claro, não fosse me desfazer do sonho de ter minha coleção de antigos guardada em alguma garagem, paara ir ao autódromo nos encontros).

BRASILIA
Brasília foi pensada realmente como uma capital administrativa, com a população conduzida por carros. E realmente, faz sentido pensar que seja uma cidade projetada para automóveis. Se a cidade tem apenas ministros e parlamentares morando, assim como seus assessores, ônibus não serviriam. Porque a movimentação era para ser, basicamente, do Fulano de Tal indo a alguma reunião ou voltando ao apê funcional. Ele, e uns assessores, dentro de um ou dois carros.
As cidades que surgiram ao redor de Brasília, e até esse caráter de habitação permanente na cidade, acho que não passavam muito pela cabeça de quem a desenhou.
Vale lembrar que, em 1960, nem São Paulo era congestionada como é hoje.
Brasília, realmente, não foi feita para as pessoas caminharem. Não era esse o projeto dela. Se tu queres fazer isso por conta própria, aguente.
Não quero ser, com isso, ofensivo nem nada. Mas a cidade não foi realmente pensada como um lugar para as pessoas andarem a pé, cabelos ao vento, e mente cheia de sonhos. Foi feita para a burocracia governamental funcionar. E nesta função, se sai bem.

aiaiai disse...

Gentem,
sem querer me deparei com esse texto sobre patologia do individualismo. Q tal ler?

http://www.aleporto.com.br/blog.php?tema=6&post=2727

acho que pode contribuir para esse debate.

Alguém de algum lugar disse...

Alguém conhece a trava carneiro? É a melhor!!!

Descobri teu blog e virei leitora!

Iseedeadpeople disse...

Eu não tenho, nunca tive e detesto alarmes de carro! Deveriam ser proibidos!!!!

Fabio Salvador disse...

Alarme sonoro não é só irritante, mas também inútil. Fiquem com a minha dica: eu sei desarmar, e o cara que me roubou um lindo Fiat premio prateado também sabia.

Iseedeadpeople disse...

Eu estou adorando os comentários do Fábio Salvador!! Ele escreve muito bem (e sem erros gramaticais, coisa q vejo muito pela internet...)!

Continue escrevendo, Fábio! E eu tbm adoro carros antigos - mas fico só nas miniaturas =)

Raiza disse...

O que eu não entendo do alarme é por que ele é disparado quando alguém simplesmente toca no carro.Sei lá,se alguém tentasse abrir a porta,ou o vidro,até ia.Se bem que eu não sei pra que o alarme adianta na verdade.Tá,seu carro tá sendo roubado.E daí? você vai fazer o quê?Ir lá e brigar com o ladrão?Ou esperar que algum transeunte o faça? e convenhamos,se o ladrão for roubar o carro em pleno luz do dia,com gente perto ele vai estar pouco se lixando pro alarme,não?

Cecilia disse...

Eu tenho uma pergunta tostines:

As pessoas não usam o sistema público de transporte porque ele é ruim, ou ele é ruim porque as pessoas não usam?

Penso que, se houvesse pressão da sociedade civil, o transporte público teria que melhorar.

Cecilia disse...

Sammy, concordo com você. E complemento com o que disse um amigo: o carro surgiu para ser um conforto na vida das pessoas, mas não é mais assim.

Ou alguém considera confortável passar 3 a 4 horas por dia fechada numa cápsula metálica, no calor e na poluição da Marginal Pinheiros?

Nefelibata disse...

Eu queria ter comentado antes, mas não deu, desculpe, Lola.

Só que agora estou realmente impressionado com esse Fabio Salvador do RS.

Pelo visto, embora faça quinze anos que ele saiu da oitava série, na cabeça dele viver ainda é como brincar de Lego.

Em nome desse capricho que é sua idolatria por carros, ele está disposto a ofender e agredir seres humanos sem a menor hesitação, com toda a convicção. Típico de fanáticos. E ainda tem a leviandade de se achar racional. Racional onde? Eu realmente espero que você nunca precise levar alguém para o hospital, Fabio. Porque do jeito que você parece ponderado, não teria condições de dirigir com uma pessoa morrendo no seu banco de trás, e poderia causar um acidente que apenas vitimasse mais pessoas.

Se bem que, pensando melhor, do jeito que você é cauteloso com seus brinquedos-deuses, é capaz de você dirigir direitinho com medo de danificar a pintura do carrinho. A saúde dos doentes sempre volta mesmo, não é? Se seu filho ou sua esposa morrem no banco de trás, você pode arranjar outra mulher, fazer outros filhos. Agora o carro, não, esse precisa ter mantida sua "originalidade". Afinal de contas, é superfoda chegar em qualquer lugar (incluindo um hospital) com um Maverick, "original", hein. Mas não era usado? Ah, é, isso não conta. Não convém contar.

Cara... que raios é isso, "originalidade"? Carro não era um objeto cuja função é te transportar, apenas? Se arranhar, pinta, oras. É caro pra pintar? Então não pinte, ué. O arranhão não vai fazer o carro parar de andar. Por outro lado, se você vai às vias de fato com a Cris porque ela encostou no seu carro (você a perdoaria se fosse sem querer ou bateria primeiro pra perguntar depois), e a espanca com toda a sua "hombridade", ela terá que pagar um dentista para consertar os dentes, terá que pagar o médico para tratar dela, pagar os remédios, os curativos, vai perder dias de trabalho. Isso sem contar as feridas psicológicas, que não podem ser precificadas. Ah, mas o que eu estou dizendo, essas nem deviam ser consideradas, porque do ponto de vista dessa hombridade, traumas devem ser coisa de maricas. A criança pequena que você tem em casa chuta bola? Espero que nunca acerte seus preciosos tesouros na garagem, senão o chicote da hombridade pode estralar também.

Mas ok, ok, está tudo bem a Cris pagar por tudo isso. O inaceitável é que você, seu Fabio, pague a pintura, não é? Claro. Porque primeiramente, você é o dono do mundo. O mundo precisa girar ao seu redor. E como você é dono do mundo, seus caprichos são absolutos. Pouco importa que o outro lado seja um ser humano. Você, como uma criança que parou na idade de brincar de lego, pouco se lixa pra isso. No manual de instruções de todos os seus carros aparece a palavra "humanidade" alguma vez? Aparece "empatia"? Não? Tudo bem, ainda são obras fantásticas de engenharia. Máquinas inteligentíssimas que usam centenas de quilos para transportar um adulto de uns 70, 80kg. Que faz com que trinta pessoas ocupem uma rua inteira quando um ônibus carrega essas mesmas trinta pessoas ocupando área muito menor. Instigante obras de arte. Já as pessoas... que são as pessoas? Se um dia eu ralasse a lataria do seu fetiche sem querer, você me pouparia de seus punhos se eu te contasse uma ou duas "histórias incríveis" minhas?
(...)

Nefelibata disse...

Voltemos à Cris, porque eu me lembrei agora de um engano meu... depois de você espancá-la ela não vai precisar pagar nada, porque você lembrou muito bem da carteirinha do plano de saúde que ela sabiamente estará carregando consigo. Ela JÁ paga plano de saúde é pra essas horas mesmo, não é? Da mesma forma que alguém... paga um seguro de carro pra quando o tiver roubado! =D Mas há que se considerar duas diferenças pertinentes no caso. A primeira é que o plano de saúde dela não vai fazer barulho de madrugada em casas alheias. A segunda é que estamos comparando a proteção da vida com a proteção da propriedade! Eu realmente sinto que é o fim do mundo quando chegamos ao ponto de ter que fazer isso. Na minha opinião, deveria ser óbvio que vida e coisa não se comparam. Para o Fabio, talvez seja mesmo necessário dizer que a vida humana vale MAIS que a propriedade privada. Porque ele se assanha todo e chama de criminoso quem coloca palito na fechadura, mas não vê problemas em sair distribuindo porrada por aí.

Outra coisa, seu Fabio: você era pobretão, mas hoje pode comprar carros e acende sete velas para o Henry Ford todo o dia. Por alguma razão que não entendi, você acha que tá fora da ideologia de classe média, mas tudo bem, não vou entrar no mérito desse contra-senso, apenas quero lhe lembrar de uma coisa importante. Eu sei que é estranho, e que pode não parecer assim, mas sua ascensão social não te dá o direito de fazer justiça com as próprias mãos, cara. Nem te dá o direito de achar que agora, só porque você tem mais dinheiro, você pode impor seus gostos particulares contra os outros.

Aos conciliadores, eu digo: carro é sim um mal a ser combatido. O alarme do carro é apenas um requinte da cultura torta que valoriza bens e subvalora pessoas. A gente não está falando de um brinquedo que uma criança inflada pela idade pode ter. Se fosse só isso, não seria problema. Do que estamos falando é da produção massiva de objetos que ocupam um grande espaço público de maneira ineficiente, além de alienar, ferir e matar pessoas (embora um cavalo seja mais perigoso, de acordo com o Fabio). As grandes cidades, que estão cada vez mais concentrando pessoas, são sim pensadas para os carros, e não para os seres humanos, conforme disse o Luisandro. Fui fazer uma caminhada com minha avó de 80 anos e fiquei horrorizado: não dá pra andar nas calçadas. Elas não são feitas para as pessoas caminharem, e sim para os carros entrarem nas garagens. Cheias de degraus, desníveis, tropeços. O único espaço reto e relativamente bem tratado, bom para se andar é o asfalto dos carros!
(...)

Nefelibata disse...

Pegando o exemplo de São Paulo, que é onde vivo e também a cidade mais inchada do Brasil e uma das mais populosas do mundo, temos na área municipal cerca de 10 milhões de pessoas e 6 milhões de carros. Isso faz com que respiremos veneno, faz com que tenhamos engarrafamentos, faz com que o nível de estresse suba, faz com que árvores sejam derrubadas para ampliação de pistas (como o recente e abominável caso da "Nova Marginal"), faz com que tenhamos centenas de mortos por acidentes de trânsito, etc,. etc... Do outro lado, temos o capricho egoísta de gente como o Fabio, que abstrai de tudo isso na frente do autorama. Tudo bem, ele mora no interior, num local em que não tem transporte público, é plenamente aceitável que ele tenha um Laika, um Del-Rey, um Maverick, porque ele precisa de todos esses carros para ir trabalhar (deve ser o rodízio...), já que não dá pra fazer as entregas dele a pé (seu trabalho era algo a ver com transporte de cargas, não era isso?).

Políticos aqui, da laia do Maluf e do PSDB, são historicamente eleitos colocando em seu currículo "obras". Minhocão, marginais, pontes estaiadas, túneis, viadutos... tudo para carros! Veio a Marta do PT reorganizar o transporte público e implantar o maravilhoso bilhete único para ônibus e perdeu as eleições porque era mais interessante atacá-la por causa de uma merreca de taxa do lixo. José Serra, no governo de São Paulo, deu 4 bilhões de reais para salvar montadoras da marolinha (o "bail-out" paulista. Me pergunto se a calamidade da educação, saúde ou mesmo transporte público algum dia receberão de uma vez só uma benesse desse tamanho). Bem, até que faz sentido, porque são esses carros que irão passar pelos pedágios depois. Isso prova a anedota que um cientista (cujo nome esqueci agora) diz: se um dia alienígenas inteligentes visitassem a Terra, logo saberiam quem é a espécie que domina o planeta - automóveis. As cidades são pensadas para eles. É como se para ser cidadão, fosse necessário ter carro como pré-requisito. Aliás, o Fabio nega, mas qualquer percebe que carro é sim sinônimo de status. A diferença é que se antes era luxuoso ter carro, agora o luxo está em certos carros mais elitizados.

Leio só agora seu último comentário, Fabio, e me desperta imensa curiosidade ver que uma pessoa capaz de sair no murro indiscriminadamente de repente se torna boa-praça e camarada, oferecendo carona a estranhos, solidarizando com pobres, crianças e idosos. Eu vou apostar que não é nada da ordem do transtorno bipolar ou dupla personalidade. Vou apostar que você é uma pessoa que no fundo tem um bom coração e que por isso, talvez seja capaz de entender porque a idolatria do automóvel é nociva para a sociedade. E pra viver em sociedade, é preciso respeitar o próximo, o que inclui não sair socando por aí, não ficar buzinando na orelha alheia, não jogar o carro para cima do pedestre e não colocar alarmes barulhentos (viu só, concordamos nesse último, é um bom começo!).

Abraços, Lola. Desculpe o longo comentário.

Fabio Salvador disse...
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Fabio Salvador disse...

Nefelibata,
acho muito estranha tua opção de me atacar de forma tão pessoal. Eu não estou querendo levar o debate para este nível e, na realidade, pretendo ignorar o conteúdo do que tu escreveste.

Mas eu gostaria de te esclarecer um ponto, nisso: não há de se questionar se eu seria capaz ou não de transportar pessoas às pressas para um hospital, porque não apenas eu sou capaz de realizar esta operação, como já o fiz em algumas oportunidades.

Eu sou conhecido, por quem me conhece, claro, como uma pessoa com imensa capacidade de concentração. Eu consigo dormir com qualquer barulho, e ler sentado em mesa de bar com o som a todo volume.

Imagine trabalhar num ambiente onde um monte de gente irritada grita com atendentes que respondem também em tom nervoso e elevado. E ser, tu mesmo, alvo dos desaforos desse povo irritado. Pois bem. Esse é o meu dia a dia, de segunda a sexta. E eu não chegou sequer a ter aceleração no ritmo de batimentos do coração.

Eu sou, de fato, uma pessoa capaz de grande concentração quando necessário, e de grande frieza também. Um certo distanciamento em relação à pressão e à tensão que me circundam.

Outra coisa que eu não vou admitir é que tu me trates como um elitista. Eu não "era pobretão". Eu AINDA SOU pobretão. Não me considero de classe média, aliás, nunca me considerei. Acho isso uma babaquice. Não me considero um ascendente social. E portanto, não baseio minha opção de "impor meus gostos particulares" a outros com base em qualquer tipo de comparação de poder aquisitivo.

Não tente colar em mim uma pecha que não me cabe.

Tu estás tentando me vilanizar, colando em mim um rótulo de "ascendente social arrogante", que não cabe. Simplesmente porque eu considero que, mesmo o mais miserável dos miseráveis tem o direito de defender o pouquinho que possui. Mesmo que seja um barraquinho, um carrinho de puxar papelão. Se um meliante vai e tenta danificar aquele pouquinho de patrimônio que o pobrezinho conseguiu amealhar, eu não vejo problema em o coitado defender o que tem com os punhos, um pau, qualquer coisa que ele possa lançar mão na hora.

E não se trata de "justiça com as próprias mãos", porque não é um ato de vingança. É uma questão de impedir o dano, antes que ele aconteça, expulsando quem tenha a intenção de cometê-lo. E expulsar da maneira que for possível.

Respeitar o próximo inclui não danificar o pouquinho, os pequenos sonhos conquistados por cada um.

Eu não tenho lá muita simpatia pelo garotão endinheirado, de carrinho zero comprado pelo papai. Eu falo em nome do trabalhador de mãos grossas que consegue, juntando a pau e corda uns trocados, descolar uma latinha para levar os bacuris para passear.

Carolina disse...

Ai, Lolinha... quanto pano pra manga nesse post. Mas vamos ser realistas, respeito os apaixonados por carro assim como respeito os apaixonados por chocolate (como nós), os apaixonados por livros, por bichos, por tecnologias... Alarme disparando é um saco mesmo, assim como alarme de casa, o cachorro que não pára de latir, ônibus passando na porta da nossa casa a noite toda, motos com aqueles roncos insuportáveis e muitas outras coisas que causam poluição sonora. Porém, alguns mals são necessários mas dependem do senso de coletividade de cada indivíduo minimizar os estragos. Eu tenho carro porque a empresa onde eu trabalho exige que eu possa me locomover com rapidez. Meu carro tem alarme, sim! Sempre que posso deixo ele em estacionamentos particulares onde a chave fica com o manobrista ou, se vou na casa de uma amiga, por exemplo, deixo o carro na frente da casa ou o mais perto possível para que eu ouça qualquer problema. O alarme de casa a mesma coisa. Ele toca sim, mas toca o celular junto pra que, se acontecer de tocar, a gente possa pedir para que alguém próximo vá ver, em caso de estar viajando, e deixamos a cópia da chave com uma pessoa de confiança, ou possamos voltar em casa para desligar o bendito! Lógico que a segurança pública de qualidade resolveria boa parte desse problema, e lógico que isso no Brasil ainda está muito longe de acontecer. Mas ninguém está disposto a arriscar coisas que suaram muito para conquistar, como um carro, uma casa ou o que for. Se vou levar meu cachorro pra passear na rua, levo junto o saquinho pra recolher o cocô dele, se estou em um lugar, uma praia por exemplo onde não tem lixeira, coloco o lixo que for dentro da bolsa pra jogar fora depois... se todo mundo tivesse um mínimo de senso coletivo não precisaríamos nem ter essa discussão aqui. Assim como não adianta proibir alarmes e ter que aturar carro tocando pancadão em sons que custam ás vezes mais que o próprio carro em plena madrugada!
Todas essas questões acabam na educação do povo, não adianta...!

Carolina disse...
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Carolina disse...

Ai, Lolinha... quanto pano pra manga nesse post. Mas vamos ser realistas, respeito os apaixonados por carro assim como respeito os apaixonados por bichos, música, tecnologia, por chocolate (como nós), ou o que for, cada um tem direito de ter suas paixões ou suas predileções na vida. Alarme disparando é um saco mesmo, assim como alarme de casa, o cachorro que não pára de latir, ônibus passando na porta da nossa casa a noite toda, motos com aqueles roncos insuportáveis e muitas outras coisas que causam poluição sonora. Porém, alguns mals são necessários mas dependem do senso de coletividade de cada indivíduo minimizar os estragos. Eu tenho carro porque a empresa onde eu trabalho exige que eu possa me locomover com rapidez.

Carolina disse...

Meu carro tem alarme, sim! Sempre que posso deixo ele em estacionamentos particulares onde a chave fica com o manobrista ou, se vou na casa de uma amiga, por exemplo, deixo o carro na frente da casa ou o mais perto possível para que eu ouça qualquer problema. O alarme de casa a mesma coisa. Ele toca sim, mas toca o celular junto pra que, se acontecer de tocar, a gente possa pedir para que alguém próximo vá ver, em caso de estar viajando, e deixamos a cópia da chave com uma pessoa de confiança, ou possamos voltar em casa para desligar o bendito! Lógico que a segurança pública de qualidade resolveria boa parte desse problema, e lógico que isso no Brasil ainda está muito longe de acontecer. Mas ninguém está disposto a arriscar coisas que suaram muito para conquistar, como um carro, uma casa ou o que for. Se vou levar meu cachorro pra passear na rua, levo junto o saquinho pra recolher o cocô dele, se estou em um lugar, uma praia por exemplo onde não tem lixeira, coloco o lixo que for dentro da bolsa pra jogar fora depois... se todo mundo tivesse um mínimo de senso coletivo não precisaríamos nem ter essa discussão aqui. Assim como não adianta proibir alarmes e ter que aturar carro tocando pancadão em sons que custam ás vezes mais que o próprio carro em plena madrugada!
Todas essas questões acabam na educação do povo, não adianta...!

Fabio Salvador disse...
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Fabio Salvador disse...

Tem mais um problema neste argumento, Nefelibata, que é o seguinte: não existem "modelos" de pessoas, pré-prontos, do tipo:
PESSOA BOA: não anda de carro, não briga, é solidária.
PESSOA MÁ: tem carro, briga e é egoísta.

Não. As pessoas são complexas. Então, não se trata aqui de dizer, como tu dizes, que uma pessoa (na tua opinião, asquerosa com certeza) como eu, de repente se "torna capaz de oferecer carona". Não. Eu não sou um rótulo. Sou um ser humano, complexo como qualquer ser humano.

Eu sou um sujeito que tenho uma visão sempre coletiva das coisas. Não posso ficar bem, se isso exige que deixa outra pessoa mal. Não posso, por exemplo, neste momento da minha vida, "me dar bem" dentro da estrutura do meu sindicato, se isso significa abandonar as lutas gerais da categoria. Então, tenho que lutar de forma aberta por estas bandeiras, mesmo que para isso eu perca uma eleição sindical, e não me arranje na vida. Se eu ganhar, que seja de maneira sincera. Da mesma forma, não me adianta nada ter um carro, ser bem instruído e razoavelmente forte se isso for usado só para mim mesmo.

Por isso eu ofereço carona às pessoas. Por isso eu estou sempre prestativo para orientar às pessoas mais simples que têm problemas a resolver diante da burocracia estatal (eu, que compreendo muito bem os processos, pelo menos tento indicar o caminho para quem não está por dentro). Por isso, se eu vejo um valentão agredindo uma pessoa indefesa, eu me meto.

Eu não falo em agressão física como algo do tipo "sou um valentão, vou me impor", nem um ato de descontrole. Mantenho meu pensamento frio, quase mecânico: o valentão, o vândalo, o estuprador, o assaltante, eles vão interromper um ato criminoso só porque eu peço que façam isso com belas palavras? Não, não vão. Qual a maneira mais certa de fazer aquele cara ali parar o que está fazendo? Ora, a resposta é óbvia.

Ou tu acharias mais sensato deixar o ato criminoso acontecer?

Dormiria tranquilamente à noite? Eu não.

Óbvio que eu não sou um missionário, nem um louco suicida que se meta em tudo. Mas dentro do meu limitado alcance, faço o que dá.

Não tente me rotular como um brigão chauvinista. Não vai funcionar, porque eu me conheço bem.

E tem outra: não, eu não vejo carros como símbolos de status, escolhendo "modelos mais elitistas". Não. Até nem vejo graça em desfilar por aí. Eu gosto mesmo é do momento aquele, dentro da garagem, descobrindo coisas, desmontando, melhorando elas, remontando. Gosto da história dos modelos. Gosto de histórias ocorridas nas pistas no passado. Aliás, eu sou apaixonado por História, e por isso, talvez, os carros mais modernos não me interessem tanto: eu gosto é de coisas que tenham um passado.

Aliás, me acusar de "preferir modelos mais elitistas" é uma bobagem. Como eu disse, sou fissurado nos chamados "carros do povo", e estes, mesmo antigos, hoje valem muito pouco, mesmo em bom estado. Eu postei no meu blog umas fotos de um encontro que teve ontem no autódromo da minha cidade, e, de todos os modelos lá, o mais legal para mim era justamente um Fiat Oggi - um modelo que não vale cinco mil reais em qualquer revenda fuleira de qualquer lugar do Brasil.

Fabio Salvador disse...

Pode parecer, a quem lè, uma maluquice que eu goste de fuçar em máquinas antigas e sujas de graxa. Mas isso tem a ver com as tendências e interesses de cada um.

Eu tenho um blog. Já passei o endereço aqui. Ele não usa mecanismos prontos, como o Blogspot ou o Wordpress. Eu escrevi o código dele, em PHP, usando o Bloco de Notas do Windows, começando do zero e sem usar trechos de código prontos (tá, tá, usei um javascript pronto para o mapa de acessos).

Embora escrever no meu blog me dê prazer, e embora fazer o design dele tenha sido divertido, ESCREVER O PROGRAMA e o banco de dados para mim é parte importante da diversão.

E quem é programador sabe: é um trabalho demorado, que a maioria das pessoas acha muito chato.

Ou seja, cada louco com sua mania.

Fabio Salvador disse...

AH!!!! Eu esqueci de dizer quando comecei a comentar aqui!!!!

LOLA, parabéns pelo blog. Embora ás vezes eu discorde de algumas coisas que tu dizes (seria muito estranho se não discordasse, né, porque seria um sinal de que eu não tenho idéias próprias).

Considero que ás vezes tu exageras em algumas coisas, mas isso provém do fato de que tu vives no teu próprio mundo de percepções sobre a realidade. E eu também, no meu. Aliás, cada um no seu. Isso é o legal de ler as idéias dos outros.

Eu, por exemplo, já suspeitava que o nordeste não fosse apenas seca e praias, mas não havia visto ninguém ainda dizer isso abertamente.

(PS: Recado aos reaças de plantão: se o nordeste fosse, realmente, só um monte de terra seca, a solução seria irrigá-la, e não jogar uma bomba sobre os nordestinos.)

Só que às vezes me parece que a galera tem, por aqui pelo blog, uma visão dos sulistas como um monte de ricaços separatistas, ou algo assim. Na realidade, nosso Estado (o RS) é igual a qualquer outro: tem pobre, tem rico, tem gente boa, tem uns FDPs, tem direita, tem esquerda...

Já o movimento "O Sul é o Meu País", é uma doideira criada por um coroa chamado Irton Marx. Mas tachar o movimento de "nazista" já é generalizar. De fato, existem "separatistas" bastante socialistas. É uma idéia besta, essa de repartir o país, mas... não é tão simples de se entender, com uma linha simplificada do tipo "esquerda e direita".

O Irton Marx é um cara desconhecido aqui pelo Sul. Eu não pensei, mesmo, que alguém o levasse a sério. Sempre achei que fosse um personagem cômico, como o Cururu e o Super Moura.

Mas vocês queriam o quê? Um país continental como o Brasil, sem esquisitices desse tipo?

Cabe explicar que o RS tem regiões diferenciadas em termos de colonização e população, e isso dá margem à existência de lugares, por exemplo, onde o idioma corrente do dia a dia é o italiano, sem que isso implique algum tipo de chauvinismo do tipo "eu sou europeu". As pessoas simplesmente nascem na colônia, vivem assim, falam a língua, enfim. Não é um processo planejado.

Nem tudo no mundo é preto ou branco. Ou melhor, azul e vermelho. Existe muito cinza, verde...

lola aronovich disse...

Puxa, Nefelibata, amei seus comentários. Escreve um guest post pra mim sobre tudo isso que vc falou, só que deixando o Fábio de fora? Sobre as calçadas, até elas feitas pra carros, sobre as cidades estarem cada vez piores, muito por causa dos carros, etc etc.


Fábio, gostei dos seus comentários tb. Eles deram fôlego à caixa de comentários. Mas tenho que concordar com o Nefelibata: vc é uma contradição ambulante. Primeiro diz que carros não são totens, são apenas meios de transporte; depois, no mesmo comentário, fala apaixonadamente da engenharia dos carros, idolatrando o automóvel. E desde o seu primeiro comentário, não vejo por que vc tem que negar que é classe média. Ahn, eu tb sou. Quase todo mundo que lê este blog é. E somos boa gente. Sorry, Fábio, mas qualquer um que coleciona carros não é pobre. Qualquer um, ok? Sem exceção. Nem um carinho de ferro-velho que coleciona peças de carro ou carrocerias estragadas é pobre, porque ele vai precisar de espaço pra guardar todas essas bugigangas. E vc foi agressivo desde o seu primeiro comentário — atenção: não comigo, mas com outros leitores. Logo de cara vc chamou um sujeito que tinha encostado num carro e se assustado com o alarme de babaca. Depois foi agressivo com a Chris, que apenas citou um artigo sobre um movimento que existe nos EUA. Depois falou de hombridade. Quer dizer, vc se exaltou, né? Entendo que este seja um assunto importante pra vc. Mas tente deixar a agressividade guardada na garagem, junto com os outros carros. Pode ser?
E pelo menos concordamos que alarmes são uma perda de tempo! E que não funcionam. Vc, aficcionado por carros, tem alguma estatística sobre o fracasso dos alarmes?

Iseedeadpeople disse...

Não entendi pq tanta hostilidade em relação ao Fábio. Parece que o fato dele colecionar carros antigos causou mais reações contrárias do que os comentários iniciais exaltados dele...
Talvez pq o carro seja um símbolo do capitalismo, e principalmente atribuído à masculinidade.

Aliás, essa associação de carro com masculinidade me irrita MUITO. Sou uma mulher apaixonada por carros , espontaneamente. Não herdei essa paixão de ninguém(pai, irmão, namorado, marido), mas as pessoas parece que acham isso uma coisa do outro mundo!!!

Já tive um jipe Suzuki e me aventurei pelo mundo do off-road. Era triste constatar q aqui em Salvador, a galera que era dos clubes off-road era constituída quase na totalidade por homens. Qdo tinha mulher, esta era sempre a esposa ou namorada =/
Vou ver se acho um post do meu finado blog q conta sobre o machismo no meio. Uma coisa que me revoltava e me fazia dar respostas grosseiras era o fato das pessoas se dirigirem SEMPRE ao meu namorado na ocasião, sendo que a proprietária e condutora do carro era EU!!!!

Qto ao fato de se gastar $ com carro, eu não critico. Eu preferia mil vezes gastar $ com carro do que com salão de beleza, botox e tratamento contra celulite. Pq eu posso fazer muita coisa com um carro , mas o que posso fazer com um rosto botocado? Olhar no espelho e dizer: "Ah, como sou jovem e linda!!!!" ???

Iseedeadpeople disse...

Achei!

O machismo na minha época de jipeira.

Há alguns anos,pintou uma vontade forte de sair viajando por aí e de fazer trilhas, então eu comprei um Suzuki Sidekick (Vitara de 5 portas) usado. Lindinho o carro, verdinho, com tração 4X4. Já fiz maravilhosas viagens pela Chapada Diamantina com ele, acompanhada do meu então companheiro.

Uma certa vez, resolvemos participar de um clube de "jipeiros" baianos. Procuramos informações na Internet e achamos os dias e locais das reuniões. Numa quinta-feira a noite, fomos a um encontro, numa lanchonete em frente a praia.

Chegamos no local. Vários trollers, pajeros, suzukis e jipes willys estacionados. Vimos uma mesa cheia de gente e perguntamos para um dos rapazes quem era o responsável pelo clube. Imediatamente veio um homem muito simpático até nós e se apresentou como o presidente do clube.Mas aí toda a simpatia da minha primeira impressão foi por água abaixo qdo ele disse:

-Se a senhora quiser, pode sentar naquela mesa, nossas esposas estão lá e eu posso apresentá-las !

Com meu sangue fervendo, respondi:

- Não quero, muito obrigada. Eu sou a DONA do jipe e o comprei com o MEU dinheiro, portanto creio que meu lugar seja aqui nesta mesa!

Ele ficou todo sem graça e pediu desculpas. Sentamos na mesa dos homens. Fora eu, só havia 1 mulher nesta mesa, proprietária de um Suzuki Samurai e como vim a saber mais tarde, frequentemente tomada por "sapatona" e "mulher macho" (e nem era. E se fosse, seria problema dela!)

Mais tarde, fui fazer o "social" na mesa das esposas. Não aguentei 5 minutos. Elas só falavam de filhos e empregada. Voltei a mesa dos homens, cujo papo era mais interessante: viagens, trilhas, experiências... claro que sempre tinha um bocó contando quem ele tava comendo ou quantas tomou, mas no geral, o papo foi muito mais interessante.

As mulheres reclamam tanto do machismo, mas não fazem nada contra!!! Preferem se juntar numa mesa de Luluzinhas e ficar falando merda! E aposto minhas amígdalas que deviam achar que a jipeira "mulher-macho" era mesmo uma "mulher-macho". Coisa de mulherzinha frouxa e invejosa.

Depois desta reunião, qdo voltávamos pra casa, meu companheiro reclamou que eu havia o humilhado. Ora essa, qual é a humilhação em dizer a verdade? Que o jipe foi comprado com o meu dinheiro, com o meu trabalho e ele não tinha contribuído com 1 centavo sequer (tava desempregado na época, ainda por cima). Engraçado é que me mandar sentar numa mesa pra conversar coisas de Amélia não é humilhação,né? As pessoas vêem um carro e um casal, e automaticamente acham que o carro é do homem! Quer machismo maior que esse?

Nunca mais fui nestas reuniões. Após pouco mais de 1 ano de feliz convivência, vendi o jipe, que gastava muita gasolina e vivia quebrando =(

Pentacúspide disse...

Se o carro é o símbolo de "status" social tem algum mal? Parece que há aqui um preconceito contra a classe média ou média alta. Por que tem uma pessoa de ter vergonha de pertencer a uma classe social alta? Ou lá porque alguém saiu de "pobretão" para novo-rico, deve preterir da vantagens do seu novo estatuto?
Uma pessoa aficcionada por automóveis é pior só porque nem toda a gente tem dinheiro para comprar automóvel? Eu colecciono título de livros e nome de autores na minha mente, o meu cunhado podia ensinar a história do automóvel em qualquer universidade do mundo, conhece as marcas, os modelos, projectistas, cavalos, turbinamento e umas tantas merdas. Será pior pessoas por isso, porque tal como Salvador, idolatra o seu automóvel? Há quem idolatre estrelas de cinema ou músicos, ou figuras da tv. Eu não escrevo nem o meu nome nos meus livros, odeio apanhar livro na biblioteca e ver que alguém os sublinhou e escreveu notas neles, assim como o meu cunhado e Salvador não querem riscos nos seus carros.

Outra coisa, as cidades não parecem ser feitas para o automóvel, são mesmo feitas para o automóvel. A primeira coisa que se desenha num plano urbano são as vias rodoviárias, só depois se faz o loteamento. A economia urbana sustenta-se na capacidade de locomoção. Antes as pessoas trabalhavam num raio de 10 km quando muito, porque tinham de ir à pé ao trabalho, depois com o incremento de velocidade, o aparecimento, primeiro, de locomotivas e vapores, alargou-se quantitativamente o raio de circulação, e as pessoas hoje trabalham até a 300 km de onde vivem. O carro só é "status" considerando o seu preço, tal como a casa é, a roupa é, o chocolate é, ou o próprio livro é (constantemente é criticado aqui o Crepúsculo e, subentende-se, outras literaturas do género), afora isso, o carro é uma ferramenta útil.


E mais outra coisa, o sistema de transporte público peca exactamente por se encontrar num círculo vicioso. Não conseguem cumprir o horário porque há engarrafamento nas estradas, e a frequência com que circulam dependendo das zonas deixam muito a desejar, de maneira que as pessoas usam carros para chegar ao trabalho. E por as pessoas usarem carros, há engarrafamento e os transportes colectivos pecam na "perfomance" (não me lembro da palavra adequada) por essa razão.
Entretanto, há alternativas que algumas pessoas inteligentes criaram para resolver esse problema: circulação de matrículas pares num dia e ímpares num outro; O CAR-SHARING, que consiste em empresas que têm pontos de distriubuição de carros, apanhas um num ponto e deixas num outro onde outra pessoa o pode apanhar. E outra forma de car-sharing que se trata de pessoas da mesma rua partilharem o carro em vez de cada um seguir no seu e encherem as ruas. Enfim...

Voltando à questão chave, o alarme não é útil só no sítio onde vocês vivem, porque na minha rua, quando o alarme de um automóvel dispara praticamente toda a gente que tem carro enfia a cabeça pela janela, isto é se não reconhece o seu. Embora, isso não impeça que se roubem carros. Aliás, se até mesmo com pessoas dentro do carro este é roubado, o CAR-JACKING (não sei por que não há um nome português para isto).

Fabio Salvador disse...
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Fabio Salvador disse...
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Fabio Salvador disse...

Lola,
eu não estou falando de "não ser de classe média" em termos econômicos, e sim, do conceito estereotipado do "cidadão de classe média" que se tem, mais ou menos formatado, como o de um cara que... enfim, dessa turma do "nordestinos tem que morrer" e "bolsa família é bolsa vagabundo".

Eu tenho horror a rotulações. E aí, rejeito quem tenta me rotular. É como se a pessoa estivesse me ofendendo. É um problema? É. Mas e aí? Quem não tem os seus?

Daí a razão de eu ficar incrivelmente agressivo. Aliás, isso virou piada corrente lá no serviço: basta pegar uma frase minha e usá-la como "sintoma" de que eu sigo determinada linha ideológica. Eu normalmente não consigo manter o clima de brincadeira, dou um enorme discurso e passo umas horas sem falar com o "piadista".

Desculpe. Não posso fazer nada. Me ofendo.

Chega a ser um problema. Eu adoro política mas eu não me acerto em nenhum partido, justamente porque eu não sigo ninguém e não rezo conforme cartilhas. Não sigo líderes. Eu devo ser um saco, como militante.

É complicado ter idéias, e eu confesso que às vezes, me pego invejando aquela galerinha alienada, que ouve uma palavra de ordem ou lê uma cartinhazinha e sai recitando, na mais santa inocência, sem uma visão crítica. Eles são tão entusiasmados, tão certos do que dizem!

É difícil. Confesso que eu seria mais feliz se fosse mais ignorante. Ou dissimulado.

OPA! VIAJEI! VOLTANDO AO ASSUNTO...
Sim, economicamente, eu devo mesmo pertencer à classe média. Mas eu sou bastante desprovido da idéia de desigualdade. Chega a ser engraçado, porque eu dispenso tratamentos idênticos à turma da limpeza lá do serviço, aos caras que capinam pátios aqui na vizinhança, ao meu chefe, aos meus colegas e à juíza do Fórum. Idênticos. Eu não consigo enxergar as pessoas como diferentes, mas elas esperam, às vezes, tratamento diferenciado e se ofendem.

Para mim, a juíza é igualzinha á faxineira, só que com mais dinheiro no bolso. O que não significa nada.

Eu teria muita dificuldade se fosse pego para servir no Exército, porque eu só compreendo hierarquias como algo muito abstrato, sem conseguir incorporar a idéia ao meu viver cotidiano.

Daí meu pânico absoluto em ser rotulado como alguém "de classe média", porque isso implica em dizer que eu posso estar, sei lá, me sentindo melhor do que o pobre, ou abaixo do rico. E não é verdade. Eu não tenho nenhum orgulho de ter um carro, mas fico profundamente triste em ver uma família pobre, que precisaria de um carro e não tem. E ainda mais, sabendo que tem gente por aí que compra carro de meio milhão de reais!

Talvez daí venha meu fascínio por coisas como Fiat 147, o Fusca e o Lada. Eles foram criados com a idéia de "motorizar as massas", de dar acesso ao automóvel a uma ampla parcela da população, e torná-lo um item não-exclusivo das elites.

Quanto a ter "coleção de carros", eu não tenho. Eu disse que AINDA QUERO TER. Eu tenho um Del Rey, que uso no dia a dia e um Lada Laika, que está semi-desmontado, com a recuperação parada há um tempo. E tinha um Fiat Premio, que foi roubado. E tinha alarme!

Fabio Salvador disse...

Sabe por quê eu disse que a faxineira e a juíza são iguais, só diferindo na conta bancária, e disse que isso não significa nada?

Porque dinheiro não significa muita coisa. Não se É BEM DE VIDA. Se pode ESTAR bem de vida.

Eu mesmo já estive duro, já estive com muita grana na mão, estou duro denovo. Já subi em poste e hoje não boto a mão em nenhum serviço manual ou braçal (aliás, isso não é bom, estou criando barriga). Mas isso não significa que, ali adiante, se for preciso, eu não possa fazer alguma coisa que envolva fazer força, virar parafusos, caminhar por aí, carregar pedra, etc.

Quem garante?

"Ah, mas tu és concursado..." - tá mas, e daí? E se privatizarem? E se eu precisar fazer um bico no horário livre?

Uma pessoa pode até gostar do que faz, mas não pode ser rotulada por seu trabalho.

Talvez eu tenha essa visão porque sou meio "Seu Madruga", faço uma porção de coisas diferentes, monto sites, faço bicos variados, dou aula, tudo. O importante é fechar tudo no final do mês.

Nunca tive muito essa coisa de escolher serviço. O que aparecia, eu fazia. E ainda sou em grande medida, assim.

A faxineira faz o que pintou para ela. E a juíza, para mim, é só alguém que pegou um trampo que pintou, e que paga bem. Não que a faxineira amanhã não possa se qualificar e pegar também uma boca dessas, boa assim.

Enfim. A gente faz o que pode. Até que se consiga mudar o mundo, impera a lei do capitalismo. E cada um sobrevive como pode.

Nefelibata disse...

Faço sim, Lola, te mando até o final desta semana, se isso não te incomodar =)

Fabio Salvador disse...

Ah,
Iseedeadpeople,
só para constar: eu também já percebi (há horas) esse machismo no mundo automobilístico. As mulheres que vão lá normalmente não entendem bulhufas sobre os carros e se empetecam todas, porque o papel reservado a elas é realmente o de ficarem ao lado dos maridos, posando como troféus, quietinhas.

Já os maridos normalmente não se arrumam muito, porque eles não precisam estar bonitos. Afinal, eles têm papo e conhecimento, não precisam de aparência, e ficar bonito para bombar o status do seu "dono" é papel das mulherezinhas.

É mesmo uma coias meio constrangedora. Pelo menos para mim. Acho que para o resto da galera, não.

No encontro que tivemos nesta semana em Tarumã, só tinha uma mulher que estava deslocada do papel reservado às pessoas da sub-raça (antes que alguém venha me atacar, estou sendo irônico). Ela entendia bastante sobre os carros que estavam por ali, e vou dizer, foi a melhor pessoa para bater papo. Engraçado que eu acho que só eu resolvi trocar uma idéia sobre carros com ela.

Vai ver, a maioria da turma achava que ela não saberia a diferença entre longarina e cardã.

Eu "chutei" que ela saberia, sim. E acertei.

Eu também não curto muito quando o ambiente se torna machista demais. Não que eu seja mulher, ou que quisesse me tornar uma. Mas é uma coisa meio besta: nas histórias das rodinhas de macho, as mulheres são tipo umas tontas ou uma putas que a gente pega contando uma historinha ou dando um trago.

Não vejo muito a graça desse tipo de coisa. Eu sou meio chatinho nesse ponto. Eu já tive namoradas muito bonitas que eu não aguentei por serem fúteis demais. Se a pessoa não tem conteúdo nenhum, o lance que rola não tem a mesma graça.

Mas isso sou eu. POssivelmente, um caso de internação.

Enfim. Eu acho que o mundo das trilhas e das corridas é bastante machista, e também o mundo dos esportes, especialmente se forem lutas. Mas vai fazer o quê... já dizia alguém que mudar um hábito era fácil, difícil é mudar um preconceito.

Mauricio disse...

SEGURANCA. Há quem acredite nela! Mas a verdade é que a segurança não é real. Ela é psicológica. Correntes, alarmes, garagem, etc não impedem a ação dos ladrões.
Em uma fila de carros, se o seu estiver extremamente "bem protegido", possivelmente o ladrão vai preferir outro carro, pois ele demorará 70 segundos para roubar o seu carro. É menos arriscado para ele roubar um que ele demore só 60 segundos. Mas se você tiver um carrão, talvez ele ache que valha a pena o risco de 10 segundos a mais.
Muito foi falado que quem tem que ter CARRO tem que ter SEGURO.

DUAS COISAS:

1) quem tem carro de 20 anos não pode ter seguro;

2) o alarme barateia o preço do seguro.

Como disse antes, a segurança é uma ilusão.

Todo mundo que escreveu aqui tem tranca na porta, aposto.
Todos passam chave na porta antes de sair.
Isso também não impede a ação de ladrões, então, porque todo mundo tranca a sua casa?

Todos gostam da sensação de segurança que se tem quando achamos que estamos protegendo um bem. Esta sensação é psicológica.
Não adianta gritar contra.
E se tem gente que usa carro como status, problema dela.
Se ela tem dinheiro, problema dela.
Existe muita inveja de quem tem carro.
Existe muita inveja de quem tem um padrão de vida mais abastado.

Eu não tenho carro. Gostaria de ter.

Acho falta de respeito uma pessoa deixar o alarme tocar ad infinitum, mesmo porque um alarme que toque por mais de um minuto é porque não está sendo roubado.

Se o alarme chegar a tocar, por um descuido do ladrão, em menos de 20 segundos ele o desliga.

Isso sim eu concordo, mas não em demonizar quem tem carro ou alarme.

Isso é um absurdo.

AHHH os projetos de cidades são baseados em carros e não em pessoas, que malvados capitalistas são os que projetam essas cidades!!!!

Façam-me o favor...

Que visão mais tacanha!

Mesmo os paises socialistas fazem projetos assim.

As ruas tem que ser projetadas para o fluxo de carros. O transporte sempre foi a principal fonte de renda em todas as épocas da humanidade.

Constroem-se portos e ninguém pensa: Ora, capitalistas... tirando espaço dos banhistas...

Desde remotas era, as ruas tinham que comportar carruagens, carroças, charretes, bigas, etc.

Como se transportam bens de consumo, sejam eles quais forem?
Como se transportam remédios, alimentos, pessoas?

Lógico que as ruas são projetadas para carros, ônibus e caminhões.

Imaginem ruas estreitas, que só possa passar um carro por vez...

Isto estaria na contra-mão do progresso de qualquer país, socialista ou capitalista, e o socialista gosta tanto de dinheiro quanto um capitalista.

Só se tem ideologia quando se é pobre.

Algém aqui abre as portas de casa para abrigar pelo menos um mendigo?

Não, isto é papel do governo.

Somos TODOS INDIVIDUALISTAS.

Dar sopa para pobre ou participar de campanhas como as do agasalho é ótimo.

Mas não há doação verdadeira.

Só serve para diminuir um pouco a desgraça do desfavorecido e aplacar nossa consciência.

Quem critica quem tem carro é porque é totalmente desapegado (a) de todos os bens materiais, e não se importariam de que lhe roubassem o celular ou as coisas que têm em sua casa.

Porque se se importam, são um bando de hipócritas, que criticam nos outros o mesmo mal de que são acometidos: o apego aos próprios bens.

Não se trata de por o bem individual acima do bem comum.

Trata-se de tentar se proteger o que se tem.

Algumas vezes isso causa inconveniente às outras pessoas, mas não mais do que os mentecaptos que furam o escapamento de veículos para fazer mais barulho, que compram sons caríssimos obrigando a todos a compartilharem de seu péssimo gosto pessoal para músicas ou daquelas pessoas que simplesmente falam alto demais.

Fabio Salvador disse...

HA HA HA!!!!!

O comentario do MAURICIO, sobre "sonzão" me lembrou uma história muito engraçada que aconteceu uma vez na praia...

... desculpem, mas eu vou ter que contar...

Dois irmãos mongões que veraneavam no prédio em frente ao nosso apê tinham um Fiat Uno (que era do mais velho deles). Daí, resolveram comprar simplesmente a aparelhagem de som mais cara que o (muito) dinheiro do papai pudesse financiar.

O tal do Uno era todo magrinhado, com rodas de liga leve, rebaixado, lanternas esportivas, o diabo. E aquela sonzeira instalada.

Ah! E eles colocaram aquele escapamento "furado" que faz um roncão monstruoso, como se o carro fosse uma super máquina.

Só que o motor era, na verdade, o original, com a bateriazinha original.

Na noite da estreia do sonzão, eles ligaram aquele pancadão genérico que a playboyzada adora. Nossas janelas tremiam!

Eu disse, ainda, para a minha irmã: "isso vai dar merda..."

E de fato. Eles ligaram o carro, ligaram o sonzão, ligaram os faróis, deram aquelas aceleradas para fazer barulho, e saíram, crentes que estavam "abafando".

Mal chegaram ao final da quadra, os faróis começaram a fraquejar, até apagarem. O som morreu. O carro morreu.

E aí me gritaram por ajuda para empurrar.

QUA QUA QUA QUA EU ME MATAVA RINDO! A PLAYBOYZADA PENSOU QUE IA "HUMILHAR" A POBRETAGEM COM SEU SUPER-SOM, E ACABOU TOMANDO NO OLHO DE THUNDERA!

Ah, ah... desculpem... eu sempre lembro disso quando falam em sonzão irritante.

Nunca entendi a utilidade de ensurdecer a rua toda. Como se a mulherada fosse se apaixonar pela barulheira.

ale disse...

Apoiado Lola.
Apoiado Dani.

Tanko disse...

Não temos carros e possivelmente nunca teremos, independentemente de onde resolvermos ir morar. É muito caro, é muito poluidor e não combina com nosso estilo de vida. Afinal o valor da manutenção de um carro já paga a diferença do aluguel em um local mais acessível. MAS ISSO É A MINHA VIDA E A MINHA OPINIÃO.

Também odeio alarme de carro... simplesmente porque os donos dos carros com alarme parecem ignorar o soar dos mesmos ou acidentalmente deixá-los tocar toda hora. Acho que o problema não é o alarme, é a consciência do usuário (ou a falta dela).

Marcos Rocha disse...

... A questão é o ALARME, agora mesmo aqui na Rua Líbero Badaró no centro de S.Paulo, nas barbas da sede da prefeitura tem várias motos num estacionamento de rua com seus alarmes disparados, faz mais de DUAS horas, é uma falta de respeito total... minha ira é tamanha que qdo ouço dizer que uma dessas "motos" se arrebentou pelas ruas...que DEUS me perdoe...sinto um alívio, um alarme a menos...

Paulo Pereira disse...

A tecnologia em alarmes esta sempre em evolução e faz uma grande diferença montado em casa ou num veiculo. Nos nossos dias é cada vez mais comum as pessoas protegerem seus bens e familiares e são muitas as opções disponíveis.

Raul A F Sousa disse...

Tem uma porcaria de um carro de dono ignorado aqui na frente da minha casa buzinando há horas. Ladrão que é bom, para levar esta M.... embora, até agora nada...

Patty Kirsche disse...

É bacana quando o alarme começa a tocar alto, mas vai ficando cada vez mais baixo conforme o ladrão leva o carro embora. hehe

Anônimo disse...

Sou a favor desta versão do gás lacrimogênio ou choque! tentou arrombar é choque, quebrou o vidro ou invadiu o interior é gás!

Fabrício Lucas disse...

O real motivo de quem usa esses alarmes de carro é apenas uma tentativa(pra lá de frustrada aliás) de mostrar à sociedade que ele tem condições financeiras de ter um carro, simplesmente isso.

Anônimo disse...

Pqp mlk burro da porraaaaaaaa sem senso de comunidade nenhum e que mora isolado do mundo sem problemas e sem nenhum carro a madrugada inteira perturbando seu ouvido e você nao poder fazer nada a respeito... Sai desse mundo pokemon ai shiryu.. Vai viver a vida real viadinho.

Robert Sandino disse...

Engraçado, fala mal dos alarmes de carro, na maioria das vezes unicos e esporadicos que podem ser facilmente desligados ate pela policia e se esquece dos malditos alarmes residenciais, estas parafernalhas que tocam do nada, disparam apartir do nada e ficam as vezes noites e dias inteiros atormentando os vizinhos, Dna Lola se esqueceu destes sim, que alem de serem muito mais potentes e barulhentos doque os dos carros vc não pode fazer absolutamente nada, a não ser torcer para que o F.D.P. do vizinho chegue logo e desligue aquela praga pra parar de te atormentar. Ja ive que ir dormir num hotel devido ao alarme do FDP do vizinho do lado que ja disparou pelo menos umas 200 vezes do nada, puro alarme falso, se a Lola morasse aqui ja tinha matado este vizinho, e eu iria gostar.

martim kim disse...

O pior é que minha caturrita imita o alarme de carro. DENTRO DE CASA.

Anônimo disse...

Estava procurando algum instituição pública para reclamar e achei seu blog, não é bem o que procurava mais vou desabafar. Faz pelo menos 4 horas que uma @#(*& de mensagem não para de soar/apavorar meus ouvidos está me enlouquecendo: "- SIRENE louca e alta....... - Esses veículo está sendo monitorado pela CARSYSTEM ligue para 0800 ...." Caraca como eu paro isso????? Tem toda a razão é um lixo sonoro que no caso deveria ter uma normativa quando ao intensidade de ruído e o um prazo máximo para a empresa verificar ocorrência 4 horas... Acho que isso já é demais.