sexta-feira, 3 de julho de 2009

FESTIVAL DE BESTEIRAS QUE ASSOLA O PAÍS

As besteiras que tive que escutar no curso de Letras recentemente foram muitas. Demais, pro meu gosto. Meu cérebro não suporta. Não tenho mais infra-estrutura pra tamanha ignorância. Primeiro foi um carinha arrogante, daqueles que acham que tudo que eles falam é de suma importância. Deve ser dos que mandam email com todas as letras em maiúscula, sabe? Pior é que só fala banalidades. Mas com uma voz de autoridade, daquelas que mostram, nas entrelinhas, que ele está enunciando cada palavra bem devagar porque você é um burro e pode perder alguma daquelas pérolas de sabedoria. Tudo que eu podia pensar era “Alguém faça ele parar, por favor!”. Mas ele não parava. Disse que, no estágio que deu, preferiu passar o “arroz com feijão”, o básico, aos alunos, ao invés de “vomitar conteúdo que eles não vão fixar”. Repetiu isso três vezes, pra gente registrar. Era pra tomar nota?
Em seguida assumiu o púlpito, ou melhor, a frente da sala um outro homem, também de meia-idade, pra narrar o seu estágio. E começou afirmando que, com ele, é tudo na base da autoridade. Que se um aluno vem falar pra ele que tem um problema, ele já corta dizendo que “Problemas já bastam os meus. Não aceito desculpas! Fez ou não fez o trabalho?”. Ha ha, se o sujeito estivesse brincando, parodiando, seria hilário. Mas não, pra ter senso de humor é necessário alguma inteligência, e isso parece estar em falta na sala. Não entendi, sinceramente, o que o carinha lecionou nas cinco aulas de estágio. Parece que ficou o tempo todo brigando. Porque com ele é assim. Ele relatou que ficou mandando aluno calar a boca, pra mostrar quem manda. E que aluno respeita muito mais professor homem. E que ele sim teve educação em casa. E que uma das mágoas da sua vida é não estar criando o filho que, por morar com a mãe, vem tendo muitos problemas. Dessa eu quase ri em voz alta. Sei lá, soa como cena de filme, algo como 1964, O Ano que Não Terminou. Filho desse senhor, eu não te conheço, você não me conhece, mas acenda uma vela aos céus todos os dias por não viver com o Multi-Disciplinator Tabajara.
E não sei por que o monólogo virou conversa e foi desaguar na responsabilidade das mães, mas uma mulher do fundo da classe praticamente gritou que mulher não pode querer trabalhar e educar os filhos ao mesmo tempo, é uma coisa ou outra, ela que tem que escolher. Eu virei a cabeça e olhei pra ela feio, mas ela não notou. Fico fazendo uma competição mental pra eleger qual a Abobrinha Mais Ofensiva que Escuto no Curso a Distância (que obviamente não é exclusividade da EAD). Por enquanto, segue em primeiro esta daqui - “filho se não apanha dos pais em casa apanha da polícia quando adulto”. Acho. Não sei, a concorrência é acirrada.
O professor decidiu interromper a discussão pra colocar ordem na casa. E disse que todos nós temos razão, em teoria. Mas na prática a coisa é muito pior que nós pintamos. Porque os alunos do ensino médio não aprendem nada mesmo. E todo o conselho de educação fica contra os professores. Que se ele quiser reprovar dez alunos numa turma ele deveria ter o direito de reprová-los, pô. E não, não vamos ter auto-crítica e parar pra pensar que, se for necessário reprovar um terço ou um quarto da turma, pode ser que haja talvez quem sabe algo de errado com o mestre com carinho. E continua: todo dia o professor entra numa selva e tem que matar todos os bichos lá pra poder sobreviver. Putz. Eu não sei o que tá mais errado, a alusão de querer exterminar os aluninhos, de colocá-los numa posição de nós versus eles, ou de pensar que, pra sobreviver numa floresta, só eliminando todas as outras espécies. Mas não importa, porque os meus coleguinhas faziam sim com a cabeça.
E eu lá, sozinha, náufraga, meditando se a humanidade tem jeito. Eu até estaria olhando a manhã ensolarada passar pela janela. Se houvesse janela.

41 comentários:

Anônimo disse...

Lola este post é muito importante.
Tive o prazer de receber aqui em casa, anteontem, a visita de uma professora de 76 anos que ainda está lidando com educação. Ela falava desta escola inadequada que se oferece hoje às crianças.A tua observação dos relatos de estágio descreve bem algumas mentalidades que grassam no magistério. Vamos indo de mal a pior no quesito escola . Fatima/Laguna

Júlio César disse...

Vejam o filme francês Entre Os Muros da Escola (vencedor em Cannes em 2008) que fala justamente da relação mestre/alunos nos dias atuais.

Princesa disse...

Lola,acho que tenho mais sorte (ou menos azar?) que você.Na minha sala,tirando aquela garota que já mencionei, são poucos os que me fazem ter vontade de arrancar os cabelos.Dos professores só faço queixa de um,e ele nem é tão ruim assim sabe?Só fica querendo manter aquela postura "Eu sou o doutor e vocês são...Vocês são o quê mesmo?"
No ensino médio era mais complicado,ou eram aqueles professores que seguem esse esquema "Eu contra os alunos" ou eram aqueles não nem conseguiam dar aula por não botar moral na sala.É complicado.Acho que o problema são todas as partes envolvidas,não só o aluno e não só o professor.
www.garrafaaomar.zip.net

Luiz disse...

Lola, pode ser que eu vá falar mais alguma besteira. Me desculpe. Fiz um ótimo curso de Letras, aproveitei muito do que me foi oferecido, procurei suplementar minha formação com pesquisa e tudo mais. Sei da importância de um curso como esse, mas por motivos que vc descreveu, sinto uma certa vergonha de assumir a função de professor. Não sei se me entende. Já fui para outras áreas "espairecer", e cada vez que faço isso, retorno na certeza de que fiz o curso certo. Aí quando retorno a ele, acabo batendo de frente com situações do tipo. O ciclo de desânimo recomeça. Sei que deveria ter mais firmeza em conduzir isto que é minha vida, mas, sei lá, pensar que pode ser diferente me cheira batalha vencida, sabe? Ok, aqui fala um pessimista.

Má disse...

Aii..ultimamente converso bastante com uma amiga o que fazer p não desistir do mundo com TANTA asneira, má-fé, ignorância saindo da boca das pessoas como as q vc citou na escola....mas acontece em todos os lugares né.
Teve situações q já bati boca , mas entendo q as vezes simplesmente não dá, ou não tem jeito, ou p dicutir sempre teriamos q sempre fazer isso, o q pode ser em vão e pensando em nossa saúde é melhor evitar..
Mas como? Não sei, mas acho q as vezes tem q aprender CANALIZAR, entender o porq disso..(diferente d deixar de ser crítico, mas saber quando dá ou não p debater)
Coitadinha com essa amiga acontece sempre no trabalho, então já viu, não pode bater boca assim, mas o q dá ela faz.. Só estes tempos teve piadas de judeus no forno, gente debatendo aborto e dizendo q não tem nada a ver com aborto, racismo declarado etc..
Preconceito nosso, quando ela entrou nesse trabalho, achávamos q ia ser estimulante, pois se trata de gente mexendo com CULTURA,, pessoas formadas, descoladas e tal..
Pobre ela, ela treme e nem dorme de tanto nervosismo quando acontece isso.
Acho q outro problema q se soma a essas asneiras, é que as pessoas não estão dispostas a debater,,as vezes isso me irrita MAIS q a besteira dita. Levam sempre pro lado particular, então não há debate...confesso q já perdi algumas amizades assim,,até hj me dói um pouco. Mas com menos amigos, a sensação de menos estress é maior. É BEM complicado mesmo...
Em escola tb já até saí de um estágio por conta de besteiras q a PROFESSORA disse p mim.
Não sei, como podem falar certas coisas, em empúblico sem vergonha assim? Isso tb me surpreende.

Beijão Lola!

Má disse...

Correção, gente debatendo aborto dizendo q não tem nada a ver com MORAL

Bruno Stern disse...

Tomara que esses professores formados no cuso a distância sejam mantidos distantes dos alunos.

Sem falar que o cara estagiário querer se impor na base de bronca é das coisas mais patéticas que já li. Acho que estagiário tantasse fazer isso na minha turma de ensino médio ia gerar crise de riso coletiva...

Patricia disse...

Oi, Lola!
Nada muito a ver com o post, mas você já assistiu 'caramelo'? Não sei se passou por aí, mas adoraria ler uma crítica sua sobre ele, fiquei apaixonada pelo filme.
Abraços!

asnalfa disse...

"filho se não apanha dos pais em casa apanha da polícia quando adulto".
O cara tem razao sim!!! Ja vi psicologo falando isso na TV. Lola... pq vc fica de bico fechado... vê se solta nessas aulas... compre uma briga! Fale pra todos que vc é doutora e xinga e faz cronicas dos seus proprios coleguinhas num site da internet...
Adoro briga de mulher!

Andrea Cristina disse...

Esse teu curso de letras tá uma emoção só!

Vitor Ferreira disse...

Quando somos menores normalmente vemos os professores com um ar de superioridade, e tal. Detentores do conhecimento, pessoas esclarecidas, etc. Com o passar do tempo vejo que as pessoas não são tão perfeitas assim. Uma pena. Eu talvez não gostaria de conhecer muito a fundo os meus antigos professores pra depois descobrir que eles são assim como esses que você citou...

Vitor Ferreira disse...

Quanto ao lance das surras (que é comum demais aqui no nordeste, não sei no resto do país), que aqui a gente chama de "pisa", acho que isso só funciona dependendo da pessoa. Gente de má índole, apanhando ou não, vai fazer o que não presta.

Anônimo disse...

Ensino à Distância do Conhecimento!!!

Como aprender a lecionar a distência? Como aprender a interagir com alunos se no seu curso de graduação não há interação? Como aprender, sem conversar, ouvir, interagir, amadurecer? Quem ganha? O dono da instituição...
Mas, além disso me assuta o modo como o senso comum tem tomado conta da mente e bocas das pessoas.

Talita Figueiredo disse...

Poxa... Tava pensando em fazer Letras ano que vem, esse post me desanimou. Mas se bem que cada turma tem seu jeito, né? Quem sabe eu tenho a sorte de pegar uma turma mais legal.
Mas, Lola, vc acha que esse curso está sendo tão sofrido exatamente por quê? Vc acha que tem a ver com o ensino à distância, ou com a universidade q vc escolheu, ou com a idade dos seus colegas, ou com a área... Enfim, vc acha que tem algum fator determinante nesse "festival de besteiras", ou foi pura falta de sorte vc ter caído numa turma cheia de gente chata?

Abs

Patrick disse...

Eu tive que dar uma parada na minha segunda faculdade, Direito, porque a minha tolerância a pérolas como as que você narrou, tanto de professores como de alunos, tinha se esgotado.

Aline disse...

"'filho se não apanha dos pais em casa apanha da polícia quando adulto'.
O cara tem razao sim!!! Ja vi psicologo falando isso na TV."

Então, me dá o nome desse psicólogo para eu nunca ler ou ouvir nada do que ele propõe, por favor.

Acho que a questão não é bater ou não. Pode ter certeza que os jovens que levam surra da polícia, em sua maioria, negros e/ou pobres também levam surra em casa.

Esse negócio de não bater em criança veio da classe média/alta.
E filhinho de papai ou jovens de classe média/alta não apanham da polícia.

De qualquer forma, acho que bater não funciona hoje em dia. O que falta nas famílias é diálogo e atenção. É muito fácil deixar os filhos entretidos com a tv e com os games, mas vai lá dispor de seu tempo para ficar com seu filho? A maioria dos pais não fazem isso e não vou discutir as razões, mas acho que os pais têm um papel importante na educação dos filhos e não é batento que vão conseguir impor autoridade ou respeito.

Enfim, essa é a minha opinião, embasada em psicólogos, educadores, professores e pela vivência de mundo.

filipe disse...

o que um retardado tem na cabeça pra achar que usar violência física contra uma criança é educação? eu não tenho memórias de ter apanhado dos meus pais nem da polícia; deve ser por isso que eu apóio o casamento gay e liberação da maconha! hihi.

Masegui disse...

Por acaso eu já disse aqui que esse tal de "asnalfabeto" é um idiota?
Enganei-me... ele é idiota e débil mental!

asnalfa disse...

Masegui seu homofóbico!!!
Tomara que a lei da homofobia seja aprovada e que vc vá ra cadeia e perca a guarda dos seus filhos!!
Eu vou educar seus filhos!!! Vc vai ver!!!

Aline disse...

"e não é batento que vão conseguir impor autoridade ou respeito"

Correção: batenDo.

E, Lola, faço coro com a Talita, também gostaria de saber o que exatamente não está funcionando na sua opinião.

O seu curso é licenciatura? Meu curso de letras foi bacharelado, então, não lembro de nenhuma discussão em torna da educação. E tirando alguns professores, a maioria é muito bom.

Em 4 anos só tive reclamação de 3 professores: o que ficou comparando estudante de letras com o de comunicação, insinuando que não sabíamos escrever e que passamos em letras por segunda opção, já que na cabecinha dele todos queríamos ser jornalistas (o que não era o caso de ninguém da turma).

O outro era mais por se ater em detalhes, daquele tipo de professor que só aceita que você dê uma resposta 100% igual ao que ele explicou.

A última é por não sido justa no critério de correção: a doida passou três trabalhos, o primeiro ela não disse que valia nota, então, muita gente nem fez; o segundo foi um seminário (o qual ela não avisou que as notas seriam individuais); o último foi um trabalho escrito que todo mundo fez.

Até aí, o problema nem foi tão grande, mas ela teve a brilhante idéia de na hora de calcular a média, dividir por três das pessoas que fizeram os 3 trabalhos e dividir por 2 das que fizeram somente dois!! Quem se ferrou, obviamente, foram as pessoas que fizeram o primeiro trabalho (eu inclusa), achando que era um dever de casa (o que ela falou que seria!), que nem sabiam que valia nota (pensei que iríamos ganhar pontos)!!

Já na licenciatura e na pós da mesma faculdade discutíamos muito sobre educação. Não sei se tive sorte, mas tanto os professores (principalmente) quanto os alunos (a maioria) não me decepcionaram. Tivemos boas discussões nas aulas e gostei muito, por sinal.

Carol Fontes disse...

Lola, vc deve lembrar [ou não] da minha alegria te contando no começo do ano q passei pra Letras na federal!Pois é, fim do primeiro período e já stou achando akele lugar um inferno!!!Eles tem conceitos sobre educação tão atrasados quanto esses q vc falou no texto. Eu tive um sério problema com a professora de Português [até achei q ela fosse me reprovar] pq ela ñ aceitava ser questionada ou que a gnt fizesse uma ou outra pergunta q ela naum quisesse responder, ou seja, terrível! É quase impossível pra mim não questionar quando ouço uma besteira e ouvi várias! Mas o pior era ver meus colegas, do lado de fora da sala falavam super mal do método dessa professora mas quando ela perguntava se eles estavam gostando todo mundo concordava feliz! Aaaah pelo amor de Deus né! Ando seriamente decepcionada com a faculdade de Letras [sem contar q dps q levei bomba numa prova descobri q foi pq ñ podemos dar nossa opinião e sim dizer o q o professor quer ouvir. Hey, mas assim a gnt naum aprende!]. Beeeeijos

babsiix disse...

As vezes acho q os Asn tá de sacanagem.. Claro, pq a maioria dos bandidos, tenho ctz, tiveram mt amor e carinho dos pais.


Lola, a única coisa q me lembro e q nem tem mt a ver com o assunto, é de um professor meu, ironicamente discorrendo, para a turma, sobre a importância de se escrever bem, dá exemplos, entre os quais está nunca deixar de colocar emboço com dois "esses" (ss).

Aline disse...

Oi, Carol!

Quando você fala da federal, você quer dizer a UFRJ?

Eu me formei por lá e estou surpresa com suas impressões, totalmente diferente das que tive. Tudo bem, entrei em 2000, muita coisa pode ter mudado, mas mesmo assim... Como pode, né?

Só uma pergunta: essa professora de português é da casa ou substituta?

Andréia Freire disse...

Que ridículo! Pode ser sorte minha, mas todas as professoras que eu tive, que davam aula bem eram respeitadas tanto quando os professores. Nada a ver isso de que professor homem é mais respeitado, blebleblé! Esse coitado acha que respeito é o mesmo que "botar medo". Deve ser por causa disso que o filho não mora com ele, hahaha, e aposto que ele deve preferir morar com a mãe. Pois se eu tivesse um pai assim... ficaria bem longe!

Luiz disse...

Para os mal-informados de plantão, o curso de EAD é só um meio. Não significa outro curso, ou um curso de menor qualidade.
Fiz o tradicional curso presencial e as cabecinhas não pensantes tb compareciam.
Afinal, por estarmos em um blog, isso aqui deixa de ser um bate-papo?

Túlio disse...

Acho que só tem gente burra em faculdade. Começando pelos professores.

Faço Direito numa faculdade particular e me dá MEDO algumas coisas que os professores falam. Nunca vi tanta gente machista, homofóbica, elitista e dona da verdade reunida.

Hoje fiz uma prova de Direito Civil e fui PÉSSIMO (apesar de ter estudado feito um camelo), pq ao invés do professor fazer perguntas aplicando a teoria ao caso concreto, colocado por meio de problemas, ele queria que a gente decorasse requisitos de contrato, tipos de obrigações e blá... como se isso ajudasse em alguma coisa. Cara, decorar pra quê? Tô com ódio!

Se eu pudesse, largaria essa porcaria de faculdade e faria um curso mais decente, que tem mais a ver comigo... ou que as pessoas sejam um pouco menos pequenas, pelo menos. Mas como já é meu segundo curso (larguei Enfermagem, pq não era pra mim) fica meio difícil. O pior de tudo: quando eu formar e tiver que lidar com esse tipo de gente o dia todo. Medo. Tudo bem que não vou ser advogado (por favor, por favor), mas acho que esse povo do Direito é tudo contaminado pelo bichinho da filhadaputisse.

E eu acho que essas escolas tão erradas do começo ao fim. Tenho uma vizinha, amiga da minha mãe, que já foi ameaçada várias vezes por alunos pq ela ‘deu’ nota baixa pra eles. Ela não tem alternativa: passa aqueles que não sabem escrever o próprio nome direito. Uma vergonha essas escolas. As particulares são um pouco melhores, mas também não são grande coisa. Saí de uma há uns quatro anos e posso lhe afirmar. Estudei em cinco escolas particulares diferentes (Positivo, Objetivo e blá) e todas tinham defeitos imperdoáveis. Por exemplo, em todas, sem exceção, matérias como Geografia e História eram tratadas como descartáveis. Com professores péssimos e carga horária mínima.

Desculpe o desabafo.

Patrick disse...

Túlio, não desista do seu curso de Direito. É uma área que precisa desesperadamente de gente como você.

Pablito disse...

Lolets
Sei que o assunto já é outro... mas preciso falar: O Paulo, que falou de você pra Somnia, na fila do show da Madonna, sou eu!
Sei que ando sumido, ams só nao tenhocomentado. Todo dia ainda passo por aqui nem que seja pra ver sua cara de menina sapeca na foto do cabeçalho!

Mila disse...

Lola, você não falou nada, não? XD
Nossa, quando eu ouço essas asneiras, ou eu saio da sala - quando tô cansada, de muito saco cheio - ou começo a discutir com todo mundo, quero nem saber.

Oh, se servir de consolo, muitas vezes eu tava discutindo praticamente com toda a sala sozinha, mas, depois da discussão, quando a aula acabava, algumas meninas iam lá falar comigo para mostrar seu apoio. Vai que tem mais gente na sala que pensa que nem você, mas não demonstra.

Beijos!

Thiago Beleza disse...

Lola, lendo este post, sobre todos os professores arrogantes que vc enfrentou, ficou a pergunta: Não seria arrogancia se eleger o unico ser pensante?

Outra opnião: Não sei se vc tem filhos. Mas sempre vejo vc reclamando que não tem tempo pra quase nada. Imaginou se tivesse que cuidar de uma criança?
Imagino que a sua revolta com a mãe seja pela questão da obrigação da mãe ter de cuidar do filho. Mas é fato, algué precisa cuidar.

Dei aula pra uma turminha de jardim de infancia em que os pais trabalhavam o dia todo. Deixavam o filho na escola as 7 da manha e pegavam as 7 da noite. Nos fins de semana saiam pra descansar e deixavam a criança com a avó.
Pergunto: QUEM EDUCA?

Não sei como são as coisas em Joivile, mas em SP, 8 horas diárias de trabalho são somada a mais 4 de viagem. Se um dia tem 12 horas, estas 12 vc passa trabalhando. Como educar uma criança?
Durante as madrugadas?

Por isso acho que o comentário "idiota" da mocinha do fundo da classe não seja tão idiota assim.

Sobre os seus professores, no comments. Cabe a nós fazer com que as coisas sejam diferentes.

Tuanny Godoi disse...

Thiago,

"Dei aula pra uma turminha de jardim de infancia em que os pais trabalhavam o dia todo. Deixavam o filho na escola as 7 da manha e pegavam as 7 da noite. Nos fins de semana saiam pra descansar e deixavam a criança com a avó.
Pergunto: QUEM EDUCA?"

Na sua opinião, certamente quem deve abrir mão do trabalho e da carreira é a mãe,não? Já que alguém vai ter que cuidar mesmo, que seja a mulher. Quem mandou engravidar? Responsabilidade dela, oras. Não tomou remédio, nem usou camisinha.

Maikon K disse...

oi Lola,

eu sou professor de história, formando a pouco tempo e tenho os requisitos : uso barba, uso calça jeans com camisa xadrez, tenho howard zinn como referencia, adoro anarquismo e assim vai......

então, vc já deve imaginar a minha visão sobre tudo isso que vc relatou: PAREDÃO!!!!!!!!!!!!!!!!!!


fora a brincadeira. esses dias fui substituir um professor racista de história - leia aqui : http://vivonacidade.blogspot.com/2009/06/o-racismo-no-espaco-formal-de-educacao.html

eu fiz história na univille e nas experiências que tive, quando algum merda falava essas coisas era logo metralhado por aluno e professor....o que mais acontecia era dessas pessoas ficarem caladas ou deixarem o curso, aí essas EAD caiu como um luva para essas mulas.

desculpa a raiva.

Daniel Martins disse...

Pede pra um desses primatas lerem Madalena Freire. Quem sabe não bate uma luz no fim do túnel?

Lola, obrigadão pela resposta! Como já percebeu, mexemos sem dó na matriz do Shake, subtraindo, somando e amalgamando personagens, transformando cenas, mas tentanto manter o norte da proposta sempre. Afinal de contas, como diria um velho professor, a obra é aberta mas não é escancarada.

A filmagem que foi postada no youtube está numa qualidade muito ruim e várias cenas não aparecem, acabaram ficando na total escuridão. Ainda assim dá pra ter uma idéia. Tenho uma gravação melhor, mas ainda não postei. Aliás, não sei postar...

Não sou muito familiarizado com o vocabulário da web (maneira chique de dizer que não entendo patavinas de computador), portanto o que é um guest post? Vou escrever um posto como convidado?

Seja o que for, é sempre um prazer partilhar um pouco do meu trabalho.

me responda! abs,

Alana disse...

Ainda bem que você disse que assola o país. Não importa a região, não tem como fugir disso. Cursei três semestres em História, e sofri esse tipo de coisa tbm. O que eu acho pior, é a forma como as pessoas se deixam alienar por tudo que os professores falam. O chato é que eu ainda caí na besteira de me achar indiferente a situação, daí fico me sentido intolerante demais.

Ariadne disse...

A minha faculdade foi nuito diferente - embora tenha tido a sua cota de problemas e pessoas imbecis. Mas eu me lembrei da professora titular da turma de estágio de ensino fundamental que eu fiz. Na primeira aula de observação ela começou a desfiar um rosário de que os alunos não se interessavam, enquanto eles faziam uma tarefa chata de abrir o livro didático na página qualquer que ela mandou. Daí ela falou que os alunos não liam, e eu pude ver que uma menina estava com um livro de literatura infanto-juvenil aberto no colo, LENDO, com o livro didático abandonado na frente dela... Claro, só sendo muito ingênuo para não achar que os problemas de disciplina são graves hoje, mas também há uma certa tendência a já entrar na defensiva por alguns professores que não ajuda em nada. Mas eu concordo com o que disseram, Lola, discuta nem que seja um pouquinho com essas pessoas, pode ser que as menos ignorantes e arrogantes apareçam e façam coro com você.

Liris Tribuzzi disse...

Lola, queria te desanimar não, mas sala de aula é uma selva mesmo, pelo menos em públicas e algumas particulares de sampa e região. Ouço os relatos da minha mãe e me dão medo, sinceramente. Imagina uns 30 alunos de uma sala de 45, 50, fazendo arruaça e com 'poderes' que vc nem imagina...
Acho que não é a primeira vez que vou te desejar sorte na ead, e nem vai ser a última.. hehehe

Thiago Beleza disse...

Hi tuanny.... Eu disse isso?

Se tem algo que realmente me cansa aqui no blog da Lola é essa temporada aberta de caça aos homens, já que eles dominam o mundo, devem morrer pra dar espaço as mulheres.. .que neurose...

Eu tanto acho isso que vc disse que era O PROFESSOR da turminha. Se eu acreditasse mesmo nesse absurdo que vc afimrou ter lido em minhas palavras, pq seria o responsável pelas crianças? Lipava bunda, dava banho e comida na boca, além de cuidar da alfetização e desenvolvimento cognitivo da galerinha....Trabalhinho pra homem machista mesmo né?

As mulheres gostem ou não, alguém precisa educar.. e nã importa se o pai ou a mãe, na minha opnião, quem não pode ficar com a responsa é a avó....
Me caso em dezembro e ja combinamos que só teremos filhos, quando um dos dois puder dedicar ao menos metade do dia ao filho. Como seremos dois professores, é provável que trabalhemos em horários diferentes para que cada um fique responsável por uma parte do dia, assim não delegamos a responsabilidade de educação da criança a ningém...

se isso é machista, pqp... eu desisto de vc's

tamarafreire disse...

A questão Thiago é: porque ninguém pergunta isso para o PAI da criança?
Porque a sociedade não se questiona se os PAIS deveriam trabalhar menos para ter mais tempo para educar os filhos?
Só MÃES sabem educar? Só as MÃES têm esse obrigação?

E Lola, infelizmente você tem total razão, porque esse tipo de coisa assola o país todo. Aqui na Federal do Espírito Santo, onde estu concluindo meu curso de comunicação, em alguns casos a gente não saber se sente raiva, pena ou desolação com o nível de desinformação de algumas pessoas. E sempre fica a doce ilusão de que estando em uma federal, tudo vai ser mais evoluído, já que o critério para a seleção de professores é mais exigente, já que a educação não visa ao lucro e as pessoas tendem a buscar mais do que um diploma pra colocar na parede.
Infelizmente, só vemos pessoas sem a menor consciência de seu papel social, das múltiplas atribuições de uma universidade pública, e cheios de senso comum dominante.
Por sorte tive excelentes professores que souberam com maestria solapar muitas dessas asneiras, e felizmente a UFES hoje adota o sistema de cotas.
Estou na esperança de que venham renovadas levas de alunos por ai.

Thiago Beleza disse...

Oi tamara.. e o q vc acha que eu ouvia quando trabalhava na escola?

"UM HOMEM CUIDANDO DE CRIANÇAS? QUE ABSURDO, TA ERRADO ISSO"

Eu também acho que ta errado. eu concordo que a sociedade precisa se questionar.....eu so queria mostrar, como já fiz outras vezes aqui, que os homens nem sempre são os algozes....

No fim das contas esqueci de comentar sobre o restante do post.

Acho que pessoas frustradas querem repassar toda sua frustração... A educação ta uma merda. Começa desde os primeiros anos e não para quando se termina o ensino médio.

Começo a faculdade de história no ano que vem, mas a semente que foi plantada durante o magistério tá só esperando a oportunidade. E não dá, não adianta..

O que temos de fazer é refletir. eu já sei que ta um amerda, não preciso de ngm pra me dizer isso. Preciso de pessoas pra achar soluções. O que faremos pra melhorar?

Maíra Teixeira disse...

Lola, faço Curso de Letras na Federal do RS e sou amiga e colega de aula da Bru Holmes do Verdade Inversa. Quando a Bru me falou do teu blog (que comecei a ler por sujestão dela) eu estava fazendo um trabalho sobre periodização literária em livros didáticos e achei muito dualista, binária nos livros que pesquisei. A Bru contou que vc acha o ensino de literatura na tua facul assim tbm. Eu era uma pré-feminista até conhecer a Bru, que já era feminista, e ela era uma pré-socialista antes de me conhecer, eu já era socialista. A gente se "influencia mal" mutuamente. E vamos tentando construir a nossa consciência e contribuir para a democracia.
PS1:Na vida acadêmica, eu e a Bruna somos opostos. Ela faz Bacharelado em Tradução em Inglês e eu faço licenciatura em espanhol. Ela gosta de linguística e eu gosto mais de literatura...
PS: Quiz responder o post pq tem um monte de gente na Letras da UFRGS como esses seus colegas. A pior parte é o preconceito. Tem gente que diz que livro da Agatha Christie não eh literatura (é o que então?) e tira sarro de quem assume que gosta. E tem aqueles que fazem licenciatura mas odeiam as cadeiras relativas a educação, coisa que não dá para entender.
Valeu

Maíra Teixeira disse...

Thiago, a Lola não faz temporada aberta de caça aos homens, mas fala contra o machismo. E podem existir homens não-machistas e mulheres machistas. Na cultura da sociedade em que nós vivemos tem que se policiar muito para não ser machista.

Quando ela falou no blog sobre os colegas dela, ela apenas deu a opinião DELA, qualquer um pode questionar. Isso não é se achar o único ser pensante.

Concordo com vc que a educação precisa melhorar muito. Tbm acho que devemos pensar sobre isso. Boa sorte na faculdade de História.