Publico uma crônica que o educador social e mestre em Sociologia (UFC) Marcos Levi Nunes escreveu e me mandou. Já amei o título (pra quem não entendeu).
Se cuidem, meus amores, fiquem em casa.
Publico uma crônica que o educador social e mestre em Sociologia (UFC) Marcos Levi Nunes escreveu e me mandou. Já amei o título (pra quem não entendeu).
Se cuidem, meus amores, fiquem em casa.
Uma jornalista de Campinas me contatou ontem para lembrar que a cidade, o terceiro maior município do estado de SP, tem 1.2 mi habitantes, e apenas um jornal impresso.
Publico aqui o artigo de Manuel Carlos Cardoso:
Cena triste para qualquer pessoa de bem. Repulsiva para toda a sociedade e presenciei muitos amigos chorando ao constatar o sofrimento daquela criança.
Ouso dizer que estamos vivendo em uma sociedade acostumada e conformada com a violência nos mais diversos segmentos.
A mesma polícia militar que prestou socorro ao menor é aquela que em muitas outras situações é extremamente violenta, principalmente na periferia das cidades. Até os padres e pastores de nossas igrejas estão a cometer crimes violentos contra seus fiéis.O recém eleito presidente da Câmara Federal, deputado Arthur Lira, está respondendo judicialmente por agressões físicas praticadas contra sua mulher.
No caso concreto em comento, seria apenas aquele facínora que se diz pai responsável pelo ocorrido?
Nossa Constituição Federal e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) são instrumentos bem elaborados em termos legislativos para proteção da infância, mas para isso têm que ser respeitados por todos.
Quatro deles são unha e carne com igrejas locais e a determinados políticos populistas que se elegem sistematicamente com o apoio de pastores e votos de fiéis.
Assim, passam a ocupar cargos de Conselheiros, com remuneração de mais de R$ 6 mil reais por mês e pouco contribuem para a salvaguarda de nossas crianças e adolescentes.
Desde logo se soube que o caso era “acompanhado” há mais de um ano por conselheiros tutelares e que providências concretas foram adotadas por eles?
Duvido que um deles sequer ou mesmo alguém da Secretaria de Assistência Social tenha feito uma visita ao garotinho no hospital Mário Gatti onde se encontra internado para ganhar um pouco de peso.
Apenas instaurar uma sindicância é passar a mão na cabeça dos infratores omissos.
Impõe-se rigor, traduzido em enérgica e pronta punição, ainda que cautelar, para inibir futuras omissões. É o que se espera.
Nossos hermanos argentinos passaram por um inferno parecido onze anos depois do nosso confisco, em 2001, o chamado "corralito", coitados.
Em 1989 tivemos a primeira eleição presidencial em décadas. Entre muitos candidatos, dois foram ao segundo turno: Lula, que naquela época nunca sorria, e Collor, um oligarca com um monopólio das comunicações em Alagoas, que a mídia conseguiu vender como caçador de marajás.
Reproduzo o post que Duda postou em seu Instagram:
