terça-feira, 3 de novembro de 2015

UM DESABAFO, COM LICENÇA

Hoje foi o primeiro dia desde que comecei o blog, há quase oito anos, em que chorei por causa de alguma coisa relacionada a ele (tirando os relatos terríveis que recebo e que me fazem chorar). Talvez eu esteja ultra-sensível, talvez esteja com TPM, sei lá.
Não chorei por causa de qualquer coisa que a corja dos mascus disse ou fez. Afinal, eu venho sendo ameaçada de morte, estupro e desmembramento por eles há mais de quatro anos. E continuo sem medo. 
Mas eu me senti -- e estou me sentindo -- muito sozinha. E fiquei pensando como seria ótimo pra minha carreira, pra minha felicidade, pro meu tempo livre, se eu saísse da internet. Se eu desistisse mesmo do blog e me recolhesse a minha insignificância, ou a minha significância bem restrita. 
Não é a primeira vez que penso em largar o blog, óbvio. E todo mundo que tem um blog pensa nisso.
 

Mas é triste. Você se dedica a um blog há quase oito anos (que em termos de internet é uma eternidade), faz atualizações diárias, gasta um tempão, tenta ajudar um monte de gente, se esforça pra ser o mais inclusiva e honesta possível. E pra quê? Pra reaças sem o menor comprometimento com a verdade espalharem um site falso em seu nome. Um site criado para me difamar por misóginos que me ameaçam e me atacam há anos.

Eu percebi que meu blog, o único que tenho, que é este aqui, nunca vai alcançar este nível de divulgação. Duvido que algum blog feminista viralize desse jeito. Mas pra viralizar site fake difamando feminista, é um instantinho. Basta um ou dois reaças com tuítes e páginas no FB mais movimentadas e pronto, um site falso defendendo ideias que não têm nada a ver com as suas (mas que leva o seu nome) fica mais popular que o seu blog, aquele a qual você se dedica há 8 anos.

E até entendo pessoas que não te conhecem ou que nunca ouviram falar do seu blog acharem que o site de ódio é seu. Vai saber a ideia pré-concebida do que elas acham das feministas. Vai que alguém olhe o print ao lado (tirado do site de ódio no meu nome; eu acrescentei os rabiscos) e pense: "Claro que é coisa de feminista!". Mas gente que já leu o meu blog uma vez na vida perguntar "É seu?" dói.
 

Vou contar o que aconteceu entre ontem e hoje. Nem sei se alguém vai ler, se alguém ainda lê posts tão longos, se alguém se importa. 
Ontem à noite, depois de publicar meu post sobre esse imbróglio todo, recebi um telefonema de um completo estranho. Na minha casa. 
Porque, lógico, os mesmos que espalham mentiras sobre mim também espalham verdades -- como meu endereço residencial, meu telefone, fotos da frente da minha casa. O telefonema era de um senhor que queria entender o meu blog. Não o meu blog de verdade -- quem vai querer entender um blog feminista de verdade? --, mas o meu blog falso que não é meu. Expliquei a ele, do jeito mais paciente, que aquilo não era meu e que tinha sido feito para me difamar. E recomendei o meu blog, o de verdade. Ele não pareceu se interessar muito.
Um dos posts de hj
do site fake no
meu nome

Hoje à tarde ligou outro cara, também pra minha casa, pedindo explicações sobre o blog. Repeti o mesmo que pro outro senhor. Disse que era só ele procurar Escreva Lola Escreva que o Google o levaria ao meu blog de verdade, e aí ele poderia começar a entender o que aconteceu. Não é que o cara me liga dois minutos depois, dizendo que encontrou o meu blog, e começa a ler um texto odioso do site fake? Eu interrompo e pergunto: "Este é o Escreva Lola Escreva?" E ele: "Não, é o Lola Escreva Lola" (um dos nomes do site fake).
 

Uma jornalista também me ligou pra falar sobre feminismo na internet, mas não relacionado ao mais recente ataque sofrido. Eu disse que o dia em que eu estou pensando em largar o blog não é o melhor dia pra me entrevistar sobre o blog. Ela ficou de ligar amanhã. Como diz Scarlett, "Tomorrow is another day!"
Hoje de manhã já havia ameaças do Marcelo nos comentários daqui e também no chan dele.
"Todo mundo que apoiar a Jabba terá o nome envolvidos, todos", promete o criminoso
A promessa era arrasar não só a minha vida, mas a de qualquer um que me apoiasse.
E havia também comentários do tipo "Você merece tudo isso por não ser uma boa feminista!", aparentemente escrito por... outra feminista.

E os reaças típicos dizendo o de sempre: que eu criei o próprio site falso para me vitimizar e atrair atenção para o meu blog (o de verdade, imagino, se bem que o de mentira é muito mais competente nessas coisas de atrair atenção).
 

Que mais? Numa aula na parte da manhã, constatei que nenhuma aluna ou aluno acompanhava o meu blog. Mas uma ou duas haviam visto o blog fake. Achavam que era falso. 
Andando, no caminho de volta à casa, um rapaz (bonitinho!) pergunta na rua: "Você é a Lola?" Eu digo que sim, e ele diz que ele e a namorada haviam lido um texto horrível no meu nome mas achavam que não era meu. Ou era?

Chego em casa e encontro minha mãe aguando plantas. Ela me pergunta "Tudo bem?" e eu respondo: "Não muito". E ela não tem a menor ideia do que está acontecendo, porque, né, imagina se minha mãe vai ler meu blog (melhor não ler mesmo, pra não ficar sabendo das ameaças de morte feitas também a ela, uma senhora de 80 anos).

Boletim de ocorrência feito
contra site falso em 8/10
O maridão tampouco é de grande valia no quesito "apoio contra os ataques". Ele prefere nem ouvir falar de mascus, e mal sabe quem é Olavo de Carvalho. Mas ele não é de luta. Sua luta é no xadrez. E pensar que no feriado, na praia, antes de eu saber do mais recente ataque, eu fantasiei com ele sobre minha aposentadoria, daqui a sete ou oito anos, se tudo der certo. Eu disse que não tinha vocação pra ser mártir, e que quando eu me aposentasse, eu iria me aposentar mesmo, de tudo (aulas, palestras, blog). Porque eu já teria dado a minha minúscula contribuição na tentativa de fazer deste um mundo um tiquinho melhor.

Mas voltando a hoje. Chego do trabalho, no almoço, e vejo que há um email da Ouvidoria da UFC para mim, pedindo esclarecimentos porque recebeu cinco denúncias contra mim. Tipo esta, de uma moça que realmente acredita que eu realizei um aborto em uma aluna no campus!

Ou esta, de alguém que parece ser terminantemente contra o aborto, exceto em alguns casos:

Respondi à Ouvidoria que o site não é meu, enviei cópia do boletim de ocorrência que fiz contra o site fake em 8 de outubro, e ainda encaminhei um email de maio. Porque os mascus já haviam me denunciado à Ouvidoria em maio (acho que era por eu rasgar bíblias ou fumar em sala, não tenho certeza -- as "denúncias" mascus já foram mais divertidas).

Ah, ontem também recebi um email de um outro mascu, Robson Otto Aguiar, que vive me mandando emails de ódio como este. Ele já está sendo processado por uma deputada estadual em seu estado, Mato Grosso, e eu fiz BO contra ele e vou processá-lo por vários vídeos que ele fez a meu respeito, me acusando de crimes como desviar verba superfaturada pros livros da biblioteca da UFC para que eu comprasse carrões e apartamentos (mascus realmente sabem como universidades funcionam).

Hoje este ser desprezível gravou outro vídeo (que vou divulgar, porque o pior pra essa gente é que outras pessoas saibam como eles são).

O Humaniza Redes entrou em contato comigo hoje, e eu enviei a eles, por email, as informações que tinha sobre o site falso. E, à noite, a Revista Fórum publicou uma matéria bem legal sobre a nova armação contra mim. Além disso, recebi um pouco mais de orientação de uma advogada, e uma ativista que também já foi ameaçada de morte me mandou alguns contatos de delegadas em Fortaleza. Vamos ver.


Um tuíte que escrevi, pedindo divulgação da minha resposta, foi bem retuitado. E, no Facebook, algumas páginas também se encarregaram de combater a mentira. 
Recebi alguns apoios importantes, mas foram de pessoas individuais. De praticamente todos os coletivos feministas, o mais completo silêncio, provando, mais uma vez, que o ditado "mexeu com uma, mexeu com todas" é lindo na teoria, mas na prática só funciona nas panelinhas. E eu não pertenço à nenhuma.
Página do Mamatraca no FB

Pessoalmente, acho um erro as pessoas (principalmente os coletivos feministas) não se envolverem. Parecem não compreender que esses ataques e ameaças que sofro não são por eu ser Lola, mas por eu ser feminista. A maior parte das pessoas que me ataca odeia o feminismo, todas as feministas, vocês também, e vocês também podem ser atacadas (muitas já são). Parafraseando um velho grito de guerra: "Você aí parada, também é odiada". 
Mas, enfim, este foi meu dia. Não dá vontade de estar na minha pele, né? Lógico que não vou sair da internet agora, porque isso seria deixar o terreno livre para ainda mais calúnias e difamações, sem chance de defesa. Mas cedo ou tarde eu saio (escreverei um textão antes; sou contra abandonar o barco sem explicar ou dizer adeus). E quando este dia chegar, mascus, reaças e anti-feministas em geral cantarão vitória. Inimigos, afinal, são sempre fiéis no seu ódio.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

SITE DE ÓDIO NO MEU NOME OBVIAMENTE NÃO É MEU

Lá vou eu gastar meu tempo com mascus e reaças de novo...
Eu e maridão ontem em Caponga, CE
Cheguei hoje de Caponga, uma praia próxima a Fortaleza. Estava lá com o maridão desde sexta. Desta vez, ao contrário das outras vezes, a pousada onde ficamos tinha internet funcionando. Mas eu só ligava o computador bem tarde, depois da meia noite, porque tinha mais o que fazer durante o dia. 
Ontem, quase uma da manhã, vi que havia mais de vinte emails pra mim falando de um site de ódio (que prega o aborto e infanticídio de meninos, por exemplo) com o meu nome. Vários emails perguntavam: "É seu?"
Sim, óbvio que
vou colocar meu
endereço resi-
dencial para que
aqueles que me
ameaçam de morte
e estupro saibam
onde eu moro
Esse tipo de pergunta me ofende, pra falar a verdade. Eu não consigo acreditar que alguém que conheça o meu blog (que, com quase 8 anos de atualizações diárias, não é exatamente uma novidade na internet) pode se deixar enganar por um site tão mal escrito e que não tem nada a ver com o que defendo. Só com muita má vontade mesmo dá pra confundir. 
Mas que tal usar a cabeça? Eu tenho um blog com um bom número de visitas. Sou bastante conhecida por ele, já que o Escreva Lola Escreva é um dos maiores blogs feministas na internet brasileira. Por que cargas d'água eu criaria um outro blog, com meu nome "oficial", digamos (em um minuto de busca no Google é possível ver que meu nome na carteira é Dolores Aronovich Aguero, e que Lola Aronovich -- além de ser a mesma pessoa -- é como gosto de ser tratada e como sou conhecida), e com ideias tão diferentes das minhas? Ideias que vão contra os direitos humanos mais básicos?
Tio Astolfo, outra criação de Marcelo:
layout idêntico
As pessoas um pouco mais inteligentes podem se perguntar: puxa, mas esse site no nome dela tem exatamente o mesmo layout dos outros sites de ódio criados por mascus como o Marcelo Mello -- será que não teria sido feito por eles pra difamar uma feminista famosa?
Aviso no meu twitter sobre site de ódio em meu nome em 3/10
Sem falar que alguém que me segue no Twitter ou ocasionalmente lê meu blog (o único que tenho, que é este aqui) sabe que sou constantemente atacada e ameaçada por mascus e outros reaças (mascus são reaças; quase todos são de extrema direita, a maior parte neonazis, mas nem todo reaça é mascu. Vários são apenas machistas genéricos).
Avisei no meu twitter em 3/10 (clique para ampliar)
Eu avisei várias vezes que o site no meu nome havia sido criado por mascus e coloquei prints. Pedi para denunciá-los.
Aviso no meu twitter em 5/10
Que eu saiba, o site de ódio começou a ser divulgado no início de outubro. Marcelo Mello, seu autor, é obcecado por mim. No final de agosto a revista IstoÉ fez uma reportagem sobre ele em que o chama de "criminoso da internet". Marcelo não é um menino, mas um desequilibrado de 30 anos, misógino e racista assumido, que foi preso pela Operação Intolerância em março de 2012 (aqui a matéria da Veja sobre Marcelo).
Preciso dizer que a foto não é minha, mas uma montagem? 

Marcelo Valle Mello
Ele e seu comparsa, Emerson Rodrigues, tão maluco quanto ele, permaneceram na cadeia até maio de 2013. Enquanto estiveram presos, foram condenados a 6,5 anos de encarceramento. Pouco depois de sair, Marcelo voltou a fazer o que fazia antes -- ameaçar e atacar desafetos e tentar convencer homens tão problemáticos quanto ele a cometerem um atentado e matar o máximo possível de "vadias e esquerdistas".
Planos em setembro

Em 2014 Marcelo, ao ser expulso de vários chans (fóruns anônimos, muito preconceituosos), decidiu criar o seu próprio chan. Eu nunca dou link pra sites mascus, mas abrirei uma exceção, já que a polícia não faz nada mesmo, e já que nossas denúncias não funcionam.
Psy (Marcelo) ontem em seu chan: "demorei 3 meses"
Vou colocar o endereço do Dogolachan, o chan do Marcelo [o link estava levando para um outro chan. Tem que colar: https://dogolachan.org/b/index.html ]. É um chan pequeno, com poucos frequentadores, mas com tempo de sobra. Vocês podem ir lá e verem com seus próprios olhos o nível da demência. Eu já provei que Marcelo (vulgo Psy) é o autor do Dogola, e que sites de ódio como o Realidade, Homens de Bem, Tio Astolfo etc são criação do Dogola.
Mascus comemoram a viralização do site de ódio em meu nome
Até uns anos atrás, eu nem sabia o que era um chan. E nunca na minha vida iria encontrar sozinha o Dogolachan, o chan do Marcelo. Afinal, chans não aparecem em sites de busca nem nada. Sabem como eu fiquei sabendo da existência do Dogola? Porque Marcelo enviou o link pra mim. Mais de uma vez, aliás. Ele quer que eu leia as ameaças e os "planos do Cebolinha" que ele organiza quase que diariamente contra mim. 
Marcelo no Campus Party 2012
Marcelo também é obcecado pelo meu marido. Portanto, planeja criar um site de ódio também no nome dele, acusando-o de pedofilia, pornografia infantil e apologia ao estupro. O terrível crime que meu marido cometeu? Amar uma feminista.
Só que o alcance que mascus têm é minúsculo. Para tentar viralizar os muitos sites de ódio e páginas no FB que criam, inventam inúmeros fakes e tratam de entrar em páginas que eles chamam de SJW (social justice warriors, guerreiros pela justiça social, ou seja, feministas, sites LGBT, movimento negro etc). Nessas páginas, geralmente deixam mensagens do tipo "Vocês viram isso?", e o link pro site de ódio.
Mascus tramando como viralizar mais 
Apenas isso não resolve, porque tem muita gente que já percebeu essa forma de espalhar ódio. Pra difamar alguém, mascus dependem da ajuda de seus primos próximos, os reaças. Algum site ou página ou perfil no Twitter maiorzinho tem que ecoar a mentira. Aí sim viraliza. 
Isso aconteceu na páscoa. Eu estava viajando, sem acesso à internet, e mascus literalmente criaram um tuíte falso no meu nome, referente ao trágico acidente do filho do Alckmin. Colocaram o tuíte falso numa página no FB (uma página, aliás, que prega a legalização do estupro, entre outras aberrações), alegando que eu havia deletado o tuíte, mas eles o printaram a tempo. 
Por incrível que pareça, teve reaça que acreditou. Luciano Ayan escreveu um post sobre meu tuíte (e a minha índole -- baseando-se num tuíte feito para me difamar), e um tal de EdmilsonPapo10 (que tinha mais de 10 mil seguidores no Twitter) colocou o tuíte falso pra rodar. Resultado: quando voltei do feriado, havia mais de mil tuítes no meu perfil, a enorme maioria com xingamentos e ameaças.
Apesar de todo o trabalho empenhado por Marcelo e sua trupe, o site de ódio no meu nome não estava indo bem. Não estava conseguindo chamar a atenção. Tanto que a última atualização datava de 14 de outubro. Eu fui à delegacia fazer um boletim de ocorrência (o sétimo contra mascus) no dia 8 de outubro. Tem quase um mês.
BO em 8/10/15: A declarante comparece a esta delegacia para comunicar que desde o ano de 2014, vem sofrendo ameaças de morte, de estupro e de divulgação de seus dados pessoais na internet, por parte do Sr. Marcelo Valle Silveira Mello, residente em Curitiba/PR, através do chan de altoria [sic] dele "Dogolachan.org", que no início de outubro/2015, o Sr. Marcelo Valle lançou na internet um site de ódio em nome da declarante "doloresaronovich.com", sem seu conhecimento e autorização, onde nesse site, o sr. Marcelo Mello vende remédios para aborto, inclusive, diz que a declarante já abortou várias vezes, que a mesma defende o aborto, em caso do feto ser do sexo masculino, afirma a declarante que ref. site "doloresaronovich.com" não é de sua autoria, que o objetivo do Sr. Marcelo Mello ao criar esse site é divulgar tal site falso como sedno autoria da declarante e seja visto pelo maior número de sites conservadores, para que a declarante seja linchada e para "manchar" sua reputação [...].
Depois do BO, conversei rapidamente com um delegado que me pediu para voltar, pois ele iria me encaminhar para alguém do Ministério Público que levará o caso adiante. Mas, com a pressa do dia a dia, eu ainda não havia voltado à delegacia.
No dia 26 de outubro algum anônimo deixou no meu blog os dados do site de ódio no meu nome. Lá havia um endereço de email para reportar abusos, e no mesmo dia eu enviei o seguinte email pra Cinipac (que hospeda esses sites e parece ficar na Malásia):
Email enviado a quem hospeda o site de ódio em meu nome
Dois dias depois, o site de ódio estava fora do ar, e Marcelo se queixava, no seu chan, que havia sido expulso da Cinipac. Lógico que eu sabia que outros sites difamatórios viriam (afinal, o que mais Marcelo faria da vida?), mas pensei que o que me acusava de abortar fetos masculinos (inclusive fazendo rituais na minha universidade!) e exigir a castração de meninos teria chegado ao fim.
Não vi quando o site voltou, mas, graças à benevolência dos reaças, ele foi viralizado, novamente enquanto eu viajava. Não sei quem foram os primeiros a falar do site falso no FB. Sei que o guru da direita Olavo de Carvalho espalhou o endereço como se fosse meu. E Roger, aquele que teve um grupo de rock nos anos 80, divulgou o site para seus 650 mil seguidores.
Quando foi informado que o site tinha sido feito justamente para me difamar (como se não soubesse!), esta foi a resposta do roqueiro reaça:
A ética e o caráter de um reaça
Pois é, vale tudo para caluniar feministas e pessoas de esquerda, mesmo espalhar mentiras sabendo que são mentiras. Grande parte dos reaças quer acreditar que um dos maiores blogs feministas do país defende infanticídio de meninos. Assim fica mais fácil rotular. Se eles lessem meu blog, ficariam confusos com textos que não excluem ninguém e que nunca pregaram qualquer tipo de ódio a homens ou a quem quer que seja (nem a mascus e reaças que me difamam e me ameaçam de morte e estupro desde 2011). 
E claro que, ao me atacar, eles não estão atacando somente a mim. Estão atacando todas as feministas. No site de ódio com meu nome já jogaram o nome de outra feminista, Patty Kirsche, doutoranda da USP, que amanhã mesmo irá a uma delegacia fazer BO.
Marcelo se prepara para atacar outra feminista
E esta semana derrubaram a página no FB Feminismo Sem Demagogia. E não podemos nos esquecer da cômica se não fosse trágica moção de repúdio da Câmara de Vereadores de Campinas à questão sobre Simone de Beauvoir no Enem.
Reaças espalhando mentiras
Peço a todxs que cruzarem com o repulsivo site de ódio no meu nome que o denunciem a Humaniza Redes e a SaferNet, de preferência deixando claro que o site não é meu, e sim uma criação de Marcelo Mello para me difamar. Mais importante ainda, peço que avisem às pessoas que estão divulgando o site como se fosse meu o óbvio: que ele não é meu, e que ele foi feito para caluniar o feminismo. 
Aviso em meu TT em 6/10
De preferência, deixem o link pra este post em que tento explicar mais este ataque. 
E, reaças, melhorem: discordem do que falamos. Não precisam usar mentiras criadas por gente que pensa como vocês para atacar quem discorda.