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quarta-feira, 7 de outubro de 2015

MASCUS EXPLICAM TITANIC

Jack e Rose, causando rage em recalcados desde 1912

Relevem porque mascus são lunáticos e, portanto, têm um senso da realidade um tanto distorcido. Ah, e também: linguagem de ódio. Sério. Mas selecionei alguns comentários num fórum mascu que falavam de Titanic, o filme.

- Titanic foi um dos primeiros filmes a mostrar o que os judeus queriam de realidade para o ocidente.
Meus caros, irei descrever o enredo:
1. Vagabunda casada com um bilionário embarca no Titanic. Vadia é arrogante e fútil, marido é trouxa e atende todos os desejos dela sem pestanejar.
2. Marginal embarca no Titanic.
3. Vadia começa a dar para o marginal, corneando o bilionário na cara dura.
4. Bilionário cuckold dá uma fodendo joia para ela, mesmo sabendo que é corno.
5. Vadia não dá uma foda e continua a dar para o marginal.
6. Cuckold arrisca a vida para salvar a vadia.
7. Nenhuma foda é dada. Vadia abandona o bilionário e é socorrida por um beta escravoceta. Fica velha e em uma atitude puramente emocional, joga uma jóia de valor milionário no oceano.
E o que a mídia chama isto: UMA LINDA HISTÓRIA DE AMOR.
Em nenhum momento, ninguém dá uma foda para o bilionário beta que amou a vadia. O beta é retratado na história como um otário e as vadias todas babam pelo Leonardo Di Caprio que se torna um sex-symbol.
Isto, meus senhores, isto é o marxismo cultural.

- Titanic é a história de um homem honrado, de boa família que faz tudo por uma mulher. Tal mulher aprecia "arte inovadora" e despreza o sujeito, e posteriormente se envolve com um pardo pobre que vive de dar golpes e pintar prostitutas nuas. Por fim, entrega a virgindade ao pardo enquanto o homem honrado é mostrado como vilão para os desavisados.

- O cara amava a vadia, deu uma joia para ela, e mesmo assim foi transformado em antagonista.
Ele era bonito, era rico, era elegante, do porte físico, estava pau a pau com o Leonardo di Caprio.
Porém, por ser romântico, amoroso e trabalhador foi simplesmente DESPREZADO pelas esgotalheres.
Eu tinha 13 - 14 anos nesta época, e vadias já colecionavam fotos do Di Caprio.
Isto é o gênero feminino, um gênero podre e imundo.

- Não era questão de interesse mesmo, ela via no Ricaço um sujeito chato, sem graça que não ofereceria nada mais além do que o dinheiro dele. Mesmo o ricaço dando todo o amor e atenção que ela precisasse.
Di Caprio era um pilantra que aplicava o 171, ela queria apenas viver uma aventura com ele, gastar a buceta e depois pegar a foda fora quando a viagem terminasse e voltar para o ricaço cuckold.

- Quem foi que botou o o diamante no bolso do casaco para incriminar o Jack? O seu homem de bem. O personagem do Di Caprio não tinha nada de marginal. Ele era apenas pobre, porém honesto, já o milionário, não.
E ele não tratava a Kate Winslet como vadia, como os marginais tratam. Era romântico.
Ele viu que ela voltou saiu do bote e voltou ao navio e mesmo assim pegou o outro bote para se salvar, pegando uma criança estranha apenas para conseguir entrar no bote. Já o "marginal" morreu na água gelada pra salvar a vida dela, porque não tinha espaço para ele no pedaço de madeira para os dois.
Você distorceu a porra toda.
A única coisa que concordo aí foi ela ter traído o outro pelas costas. Isso é vadiagem. De resto, só merda que você postou.

- Você é só mais um que caiu no conto dos judeus.
O milionário tinha mesmo que parecer um personagem mau, afinal ele era o burguês, machista e opressor e é assim que Hollywood tem que pintá-lo.

- Se fosse eu o protagonista, a vadia e e o DiCaprio já estariam no fundo do mar antes mesmo da metade do filme.

- E não acredito que se baseia apenas na vadiagem de uma bostilher vagabunda ludibriando um rico e dando para quem vê com mais apelo sexual.
Que porra é essa de jogar joia no mar?

- Nunca assisti Titanic.

domingo, 26 de novembro de 2000

CRÍTICA: TITANIC / Entre de gaiato no navio

Aleluia, irmãos! A Globo passa hoje e sexta um filme de verdade, não aqueles enlatados que ela compra por quilo. Trata-se de "Titanic", o maior arrasa-quarteirões da história do cinema, com mais de dois bilhões de dólares arrecadados mundialmente. Tudo bem, entendo que este é justamente o motivo pra você torcer o nariz para a produção. Mas vamos afastar os preconceitos e reconhecer que "Titanic", apesar de não ser nenhuma obra-prima, é um excelente programa.
Quando assisti ao filme no cinema, em 97, gostei, só que não achei nada demais. Não compreendia aquelas filas que davam voltas e lotavam todas as sessões. Eu nem chorei, e olha que meu marido não me chama de "manteguinha derretida" ou "trapinho humano" à toa. Ah, eu vi uma vez apenas, ao contrário das adolescentes e pré, que prestigiaram o navio umas oito vezes cada uma, em média. Na hora do blockbuster bater o recorde de indicações ao Oscar, e arrebatar nada menos que onze estatuetas, não fiquei contente. E não aguentava mais ouvir a xarope música tema da Celine Dion.
Continuei menosprezando "Titanic" até vê-lo de novo recentemente, quando a "Speak Up" o lançou com legendas em inglês. Aí, longe do oba-oba, pude apreciar o filme pelo que ele é, não pelo que representa (um símbolo da globalização e da força da grana que ergue e destrói coisas belas etc). E o que é "Titani
c"? Basicamente uma estória de amor com um pano de fundo histórico.
A parte romântica dos dois jovens de classes diferentes que se apaixonam seria bastante banal, se não fosse a atuação cativante dos protagonistas e o ritmo pulsante do diretor James Cameron, que não deixa a peteca cair. Não me entusiasmo muito com as interrupções didáticas da velhinha e do caçador de tesouros, mas elas são curtas e não chegam a comprometer o andamento.
Convenhamos: só porque o Leonardo Di Caprio virou símbolo sexual para meninas que nem sabem o que é sexo não faz dele um mau ator, né? O Leo é ótimo e até se arrisca na escolha dos seus papéis. Mas desconfio que o verdadeiro sucesso de "Titanic" junto ao sexo feminino de certa faixa etária esteja na Kate Winslet. Primeiro, porque ela não acompanha o padrão de beleza à la Etiópia (ossos à mostra; a estética da fome, vocês sabem). Depois, porque ela é desconhecida do grande público. Já tinha mostrado seu talento em "Almas G
êmeas" e "Razão e Sensibilidade", mas quem vê filmes de arte? A garotada se identifica com ela e acredita que, se ela pode ser uma estrela, então há esperança pra todas.
O atrativo principal é mesmo participar de um evento famoso e ver, com abundância dedetalhes, o transatlântico afundar – ih, contei o final do filme! A gente se sente como se estivesse a bordo. A reconstituição de época é impecável e quase que justifica os 200 milhões de dólares gastos e o perfeccionismo megalomaníaco do diretor (que ainda hoje deve se arrepender de ter dito "eu sou o rei do mundo!" na cerimônia do Oscar). E os efeitos especiais? É bárbaro assistir a um navio
se partir ao meio. Adoramos tragédias. Lembram do "Destino do Poseidon"? Era super brega, mas quem resiste a uma catástrofe bem contada?
Tá, tá, é claro que "Titanic" não precisava fazer dos ricos vilões unilaterais e dos pobres, os salvadores da lavoura. Aliás, é pouca vergonha esta opção preferencial pelos pobres por parte de Hollywood, uma indústria que cultua o dinheiro. Digamos que o Cameron não leva uma vida exatamente pautada pelo baixo poder aquisitivo. Porém, o filme mostra um certo conflito social – e mostra também que os pobres perdem.
E há uma outra minúcia que os críticos não notaram, e que denota alguma ousadia: a personagem de Kate Winslet não é virgem quando transa com o Leo. Como são figuras fictícias, seria moleza exibir o casal central como modelo de pureza que descobre o sexo pela primeira vez juntos; essas baboseiras que o público adora. Mas não.
A verdade? "Titanic" é um colossal entretenimento. Não dá pra ser contra só porque é disso que o povo gosta.