Já faz uns anos que li algumas matérias horripilantes sobre brasileiras que, pensando estar se comunicando com o "príncipe encantado" em algum outro país via internet, acabavam indo pra lá. E, chegando no lugar, viravam escravas sexuais.
Outras iam com promessas de emprego. Iriam ser cuidadoras ou bailarinas no exterior. Mas não: tinham que se prostituir. Recentemente, 7 brasileiras foram resgatadas na Coreia do Sul. Tinham prometido para elas uma carreira no K-pop. Assim que chegaram, viram que faziam parte da lucrativa indústria do tráfico sexual.
Uma estudante que prefere não assinar com seu nome me escreveu para falar da Danny Boggione, do canal Sobrevivendo na Turquia, que trabalha sozinha resgatando mulheres brasileiras em cativeiro no Oriente Médio pelos próprios maridos. Danny entrevista as vítimas e expõe a máfia criminosa que já vitimizou inúmeras brasileiras. Leia a explicação:
O canal SobreVivendo na Turquia está há anos denunciando um submundo virtual que infelizmente está ao alcance das mãos. Alguns casos começam de forma bem inocente: um homem do Oriente Médio manda uma solicitação de amizade para uma mulher brasileira, ela aceita e ele a cativa com mensagens gentis.
Logo ele começa a se declarar, e nisso a brasileira vai se envolvendo e levando o romance adiante. Ela se apaixona. E ele pede algo inusitado: a pede em namoro (algo que não é comum na cultura dele, pois lá são casamentos arranjados). A brasileira aceita, e nessa troca diária de mensagens ele pede para ela ir até ele no Oriente Médio, para se casarem, ou, em alguns casos, para ela ser segunda esposa.
A mulher vende tudo, saca suas economias e a contragosto da família vai até ele. Chegando lá tudo vira um pesadelo. No canal SobreVivendo na Turquia há casos de brasileiras que sofreram violência doméstica e abuso sexual, eram escravas domésticas em cárcere privado. É horrível. E muitas estão presas lá, porque nesses países as mulheres só podem sair com a autorização dos maridos. É uma máfia online.
Há casos também em que as mulheres são vítimas de scammers da Nigéria: um homem (ou mulher) nigeriano pega uma foto de um homem bem apessoado, inventa um nome e uma profissão (geralmente Scott, engenheiro militar americano e viúvo), e manda solicitação de amizade para brasileiras. A mulher aceita e eles começam a conversar. Ele se diz um homem com boas condições, americano, e que está apaixonado por ela.
E assim começa o estelionato: ele pede dinheiro. Seja porque ele "precisa de ajuda" ou porque quer enviar um presente para ela mas não tem dinheiro, porque está muito longe, e nisso brasileiras perdem mil reais, quinze mil reais, trinta mil, perdem euros...
Enviam o dinheiro para uma conta falsa criada por eles -- para ele "sacar e poder enviar o presente para elas". O homem some assim que consegue o dinheiro.
Há casos de brasileiras que morrem, Lola... É muito tenso.
Há um fluxo de brasileiras se envolvendo com esses homens de países árabes.
Eles não "recrutam" brasileiras só por redes sociais não: também estão em aplicativos de aprender idiomas. E há casos de grupos (sim, grupos do Facebook) que "fazem uma ponte" entre brasileiras e esses homens. E infelizmente nada disso é noticiado.
Sugiro que as mulheres vejam os vídeos do canal para saberem quais são os golpes mais comuns, e não caírem neles.














































