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sábado, 9 de fevereiro de 2008

GASTAR PODE SER TRAUMÁTICO

Prometo que ainda vou falar mais da minha viagem de quatro dias a Nova York, mas, por enquanto, fique com este aperitivo. Uma das principais atrações é ir a um show na Broadway. Milhões de turistas americanos e estrangeiros comparecem à cidade só pra fazer isso. Pagam em média 500 dólares por cabeça por noite entre hotel, alimentação, e ingressos. Infelizmente, eu e o maridão não somos turistas-padrão. Não decidi se fomos os turistas mais pobres a jamais pisar em NY ou os mais pão-duros. Mas o custo-benefício não compensa. Não sou capaz de gastar algumas centenas de dólares por duas horas de entretenimento.

Resta a opção de ver os shows da Broadway fora da Broadway. Muitos são levados a outras cidades, às vezes com o mesmo elenco. Por exemplo, aqui em Detroit estão em cartaz os sucessos “O Rei Leão” e “Wicked” (sobre as bruxas do “Mágico de Oz”). E tem um musical com canções da ABBA que eu adoraria ver (a adaptação pro cinema chega às telas em julho, com a Meryl Streep no elenco). Por enquanto esse musical ocupa os palcos de várias cidades. Em NY o valor do ingresso pro show varia entre 128 e 375 dólares. Em Londres o preço é único, 264. Em Berlim, 208. Em Las Vegas sai mais em conta, entre 107 e 250. Em Detroit há uma só alternativa, por 143. A pechincha tá em Seattle: só 73! Ai meu Deus. Um casal precisa ganhar quanto pra torrar mais de 300 verdinhas numa só noite? Muito mais do que a gente ganha, suponho. Fora o que eu gastaria com psiquiatra depois. Eu gostaria de ver shows da Broadway, mas não sobreviveria à culpa.