domingo, 17 de fevereiro de 2019

DOMINGO QUE VEM JÁ É O OSCAR! ENTRE NO BOLÃO

Interrompendo este momento romântico: já entrou no bolão do Oscar?

Na noite do domingo que vem já teremos o Oscar, e ainda falta um monte de filme pra eu assistir.
Ontem eu vi Nasce uma Estrela, e é lindo. Não me emocionei muito, mas houve vários momentos em que eu saboreava a obra com um sorriso no rosto. É muito romântico e a câmera parece amar os atores.
Barbra, Kris, laranjas
Eu vi as duas versões anteriores, a de 1954, com Judy Garland e James Mason, e a de 1976, com Barbra Steisand e Kris Kristofferson, mas faz muito tempo. Não lembro de nada. Até fiquei com vontade de vê-los novamente. 
Só sei que esta nova versão representa o ponto alto das carreiras cinematográficas tanto de Lady Gaga (que nunca esteve tão bonita) quanto de Bradley Cooper, que também dirigiu o filme. Ambos estão incríveis. 
Eu ia colocar uma enquete perguntando qual filme tem a sua preferência pra ganhar o Oscar, mas pelo jeito o Google tirou a opção de fazer enquetes nos seus blogs. Confere?
Tem só até às 23:59h de sexta pra entrar no meu tradicional bolão do Oscar. Vamulá! 
Pra participar do bolão grátis, tudo que você tem que fazer é clicar aqui e chutar. 
Pra entrar no bolão pago, clique aqui, aposte, deposite R$ 25 numa das minhas duas contas correntes (Banco do Brasil, ag. 3653-6, cc 32853-7, ou Santander, ag. 3508, cc 010772760), e mande o comprovante pro meu email lolaescreva@gmail.com e pro do Júlio jcaoalves@gmail.com. E pronto, você está dentro.
Pode entrar nos dois, em um só, como você quiser. Só não pode não entrar em nenhum.

sábado, 16 de fevereiro de 2019

HUMOR POLÍTICO SEMPRE

Dois cartuns e dois tuítes espirituosos. 
Bom sábado pra vocês!
Se bem que estamos no inferno com este capetão de chinelão.

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2019

A CARNE MAIS BARATA DO SUPERMERCADO

O assunto do dia é banal, até corriqueiro: o genocídio da juventude negra no Brasil.
Mas hoje uma dessas mortes que acontecem todos os dias, várias vezes por dia, está chamando a atenção. Ainda bem. 
Ontem à tarde, no supermercado Extra da Barra da Tijuca, RJ, o segurança Davi Ricardo Moreira matou um negro de 19 anos, Pedro Gonzaga. As imagens gravadas são horríveis: o segurança, por cima, aplica uma gravata ou mata leão em Pedro, que está imóvel. Ouvem-se vozes de pessoas dizendo que o jovem está roxo, desacordado. Alguém diz: "está sufocando ele". Outro grita: "Levanta, p*rra!"
O segurança, que pagou R$ 10 mil de fiança e saiu livre da delegacia, alegou que Pedro estava "alterado", que havia simulado uma convulsão e, depois, um desmaio, e que havia tirado a arma dele do coldre. Pedro foi morto em frente da sua mãe, que avisou que ele era dependente químico. 
Para muita gente contaminada pelo fascismo, esta é uma sentença de morte completamente aceitável: o jovem negro era viciado, estava roubando ou drogado, atacou o segurança, mereceu morrer. Só que não é assim: teoricamente, não existe pena de morte no Brasil. Um segurança deveria ter treinamento para conter uma pessoa sem matá-la. 
Isso me lembrou uma cena assustadora de um grande filme dos anos 80, Faça a Coisa Certa, de Spike Lee. 
Na obra de 1989, um personagem negro, Radio Raheem, é contido pela polícia por estar tentando estrangular o dono de uma pizzaria. Até aí, tudo bem. O terrível é a violência que a policia de Nova York emprega para conter a violência. Os policiais usam um cassetete no pescoço do jovem. Os outros personagens alertam que eles o estão matando. Há vários gritos de "Já chega!", mas os policiais insistem, até matar Radio Raheem. Você pode ver a cena aqui
Quando falamos em genocídio da juventude negra, tem quem diga que é exagero, mimimi. Mas pense: se Pedro fosse branco, ele teria sido assassinado? O segurança usaria tanta violência para paralisá-lo? Imagine a comoção que seria se um jovem branco de classe média fosse morto num supermercado por alguém que trabalha lá.
Ainda bem que as redes sociais estão revoltadas com o caso. Duas tags, #VidasNegrasImportam e #acarnemAisbaratadomercado, dominam os trending topics. 
Como bem resumiu a deputada federal Maria do Rosário, "O Brasil armado mata o Brasil rendido". 

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2019

PARTICIPE DO BOLÃO DO OSCAR DA SUA BLOGUEIRA FAVORITA

Como vou ficar se você não entrar no bolão

Anteontem vi A Favorita (trailer aqui), e gostei muito até a metade, enquanto o filme é cômico. Quando fica trágico, gostei bem menos. E preferiria um final mais marcante. Mas sem dúvida é um bom filme, com atuações incríveis das três atrizes (Olivia Colman, Rachel Weisz, e Emma Stone).
Eu li que ia ser com a Kate Winslet no lugar da Rachel, mas não deu certo. Aí o diretor grego Yorgos Lanthimos convidou a Cate Blanchett, e ela recusou. De qualquer jeito, a Rachel está fantástica.
E vocês notaram como os homens usam muito mais maquiagem e perucas que as mulheres? 
Ontem vi Green Book - O Guia (trailer). Gostei bastante, mas duvido que vou me lembrar dele daqui a algumas semanas. Pelo menos ele denuncia o racismo e a segregação dos anos 60 nos EUA (que continuam hoje). 
Mais instigante que esses dois é Vice (trailer). Eu estava com um pouco de pé atrás -- qual meu interesse em conhecer mais a história do vice-presidente do Bush Jr? Mas olha, é fascinante e revoltante o que se passa na política dos EUA. Aqui também, óbvio. Só que os reaças brazucas que batem continência pra bandeira americana pensam que lá não tem corrupção, que lá tudo funciona. Uma ova! Vice é quase um documentário. Com muito humor. 
Gente boa, não deixe de entrar no meu tradicional bolão do Oscar. Clicar aqui pra participar do bolão grátis, e aqui pra participar do bolão pago. Tem uns passinhos a mais pra seguir no bolão pago, mas não é difícil. 
Agora com licença, que já já vou participar de uma live com a Anna Karina, que foi minha candidata à senadora (Psol). Assistam aqui.

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2019

STF, CRIMINALIZE A LGBTFOBIA!

Hoje e amanhã são dias históricos para o movimento LGBT e para os direitos humanos no Brasil. Depois de quase seis anos, o Supremo Tribunal Federal julga ação para criminalizar a LGBTfobia no país. 
Até amanhã a corte vai decidir uma ação protocolada pelo PPS em 2013. As ações (na realidade, são duas) do PPS argumentam que "a homofobia e a transfobia constituem espécies do gênero racismo" e, consequentemente, devem ser "punidas com o mesmo rigor". 
É impressionante que em pleno 2019 ainda tenhamos que convencer que discriminar, espancar, estuprar, matar, xingar gays, lésbicas, transsexuais e travestis deveriam ser crimes. Ou que tenhamos que provar que o nosso Legislativo, dominado pela bancada evangélica, é completamente omisso no que se refere a mudar o quadro homofóbico do país. 
O Brasil é o país que mais mata LGBT no planeta. Se quisermos alterar este quadro, são imprescindíveis dois pontapés: educar brasileiros a respeitarem as diferenças e tornar o ódio um crime.
Educar jovens para a tolerância vem sendo proibido sistematicamente. Para reaças, ensinar o respeito à diferença equivale a "doutrinar". Apontar que existem inúmeros tipos de família, e não só a família nuclear (pai, mãe, filhos), é, segundo conservadores, destruir a tradicional família brasileira. Discutir e desmontar papéis de gênero é, pra essa gente tacanha, fazer um menino virar menina e vice-versa. Não só o Legislativo não faz leis que promovam a educação sobre diversidade sexual e gênero nas escolas, como apresenta projetos para banir toda e qualquer discussão. Pra reaças, homofobia não existe. Existe apenas heterofobia. 
Precisa explicar como o Legislativo é também omisso em criminalizar o ódio contra LGBTs? É só comparar: 91 parlamentares fazem parte da bancada evangélica, um verdadeiro lobby de grupos religiosos bilionários que fazem lavagem de dinheiro e não declaram imposto de renda. Pra mim, isso é uma afronta à laicidade do Estado. Quantos homossexuais assumidos que focam sua atuação nos direitos LGBT temos no Congresso? Tínhamos um, Jean Wyllys, que foi obrigado a sair do país devido às ameaças de morte. Felizmente, seu suplente, David Miranda, vai substituí-lo à altura. 
Mas é esse o placar: 91 deputados que fazem da homofobia a sua bandeira contra 1 deputado LGBT. Isso é democracia onde?
Ah, mas os eleitores quiseram assim, disse um advogado evangélico. Mais ou menos, né? Os pastores fazem do templo a sua propaganda eleitoral o ano inteiro. Além de uma igreja contar com um dos maiores canais de TV, eles compram espaço em outras redes. É um poder econômico incomparável. No final, conseguem eleger héteros e homens para legislar sobre (em geral contra) LGBTs e mulheres. 
Se LGBTs e mulheres não podem contar com a proteção do Legislativo, se temos agora no Executivo um presidente e um ministério que durante a campanha deixaram claro seu racismo, misoginia e homofobia, resta apelar ao Judiciário sim. O STF tem que fazer valer a Constituição. Foi esta a lógica por trás do debate para a descriminalização do aborto, que aconteceu no Supremo em agosto (e que não tem data para ser votado). 
Bom, nem a homofobia nem a transfobia constam na legislação penal do Brasil. A Associação Internacional de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Transexuais e Intersexuais fez um levantamento e mostrou que 23% dos Estados-membros da ONU, ou seja, 43 países, têm legislações contra crimes de ódio motivados por orientação sexual. Em 39 países, existem leis que punem discursos de ódio contra LGBT. 
Para o advogado Paulo Iotti, representante do PPS nas ações, há lei no Brasil para punir o racismo e o STF julgou em 2003 que o antissemitismo poderia ser visto como um tipo de racismo. Portanto, que se faça o mesmo com a homofobia. Para ele, "se você criminaliza alguns tipos de opressão e não outros, passa uma ideia sinistra de que são menos relevantes. Não se pode hierarquizar opressões". 
Iotti esclarece que, criminalizando a homofobia, os pastores e padres poderão seguir dizendo que ser gay é pecado. Ele exemplifica: 
"Se um padre me disser respeitosamente que, na sua visão, ser homossexual é pecado, posso não gostar, mas não é crime e jamais seria, mas, se vou a uma igreja e ouço alguém dizer 'afaste-se de mim seu sodomita sujo, saia daqui', isso é um abuso do direito de liberdade religiosa e um discurso de ódio".
Sabemos bem que, até pouco tempo, a homossexualidade era criminalizada em várias nações (é ainda nas mais atrasadas economicamente). Era vista pelo Estado como doença. Olhem o passo gigante: de criminalizar a homossexualidade para criminalizar a homofobia. Isso sim denotaria um avanço da nossa sociedade. 
É óbvio ululante que criminalizar a homofobia não fará como que ela desapareça, assim como criminalizar o racismo não fez com ele sumisse. Mas é um primeiro passo. O racismo vive firme e forte, mas as pessoas sabem que há um lei contra ele, e pensam duas vezes antes de falarem barbaridades racistas ou de discriminarem negros. 
Criminalizar a homofobia (e, depois, a misoginia) poderia ter esse efeito. E no mínimo nos traria dados mais concretos sobre os crimes causados pela LGBTfobia, que hoje, segundo o professor da Unifesp Renan Quinalha, são invisibilizados pelo poder público: "Não existem dados oficiais no Brasil sobre homofobia, porque, quando um LGBT chega à delegacia, o que foi feito contra ele é enquadrado como um crime comum. Não há como fazer uma política pública eficiente para enfrentar esse preconceito desta forma".
A falta de dados oficiais faz com que pastores -- aqueles que dizem que existe cristofobia -- neguem que a homofobia exista. Para eles e homofóbicos em geral, há apenas gays matando gays, meros crimes passionais. Além de provar que direitos humanos são violados diariamente no nosso país, criminalizar a homofobia tem o potencial de combater bullying nas escolas, discriminação no trabalho, e violência (que, como mostram vários casos, não acontecem só contra homossexuais. Acontecem também contra héteros que demonstram afeto por pessoas do mesmo sexo, como pai e filho, ou irmãos). 
Vamos pressionar para que o STF criminalize sim a LGBTfobia. E, para os religiosos que têm medo que seu discurso possa ser proibido, só tenho a dizer que, se sua liberdade religiosa depende de você pregar ódio e espalhar mentiras contra minorias, você anda mal de religião, hein?

terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

BOLÃO DA LOLA FOREVER

Vamulá, gente boa! Não deixe de participar do meu tradicional bolão do Oscar. 
Pra apostar no bolão grátis, é só clicar aqui e dar seus chutes. 
Pra apostar no bolão pago, tem que clicar aqui, selecionar quem você acha que vai ganhar em cada categoria, depositar R$ 25 numa das minhas duas contas correntes (Banco do Brasil, ag. 3653-6, cc 32853-7, ou Santander, ag. 3508, cc 010772760) e enviar o comprovante pro meu email lolaescreva@gmail.com e pro do Júlio jcaoalves@gmail.com
E pronto! Você está dentro e tem um motivo a mais pra encarar aquela cerimônia no dia 24 de fevereiro! 

segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

PROJETO DE LEI PARA GARANTIR PROTEÇÃO ÀS MULHERES NOS ESTÁDIOS ESPORTIVOS

Numa de suas primeiras ações, a senadora Leila Barros, mais conhecida como Leila do Vôlei (PSB-DF), que assumiu o cargo há uma semana, apresentou um projeto de lei que altera o Estatuto de Defesa do Torcedor e ajuda a ampliar a proteção às mulheres nos estádios esportivos. 
Parece ser um projeto importante tanto para as mulheres que frequentam as arenas para torcer por uma equipe quanto para as que trabalham nesses locais. E ainda combate a misoginia nos estádios. 
O projeto ainda não teve uma grande repercussão. Alguns criticaram a senadora, dizendo ser um tema irrelevante. Claro, pra uma turminha machista, qualquer coisa que melhore a vida das mulheres é irrelevante. 
Bom, vamos divulgar o PLS 549/2018. Afinal, lugar de mulher é no campo, na quadra, na arquibancada -- onde nós quisermos. 
Projeto de Lei amplia proteção às mulheres nos estádios esportivos
Ampliar a proteção às torcedoras contra atos de violência em ambientes de prática esportiva. Este é o tema do primeiro projeto de lei apresentado pela senadora Leila Barros (PSB-DF). Incentivar o esporte e promover políticas em benefício da mulher são duas das principais bandeiras de luta da primeira parlamentar do sexo feminino pelo Distrito Federal.
O PLS 549/2019 prevê alterações no Estatuto de Defesa do Torcedor para assegurar às mulheres proteção contra qualquer ação ou omissão, baseada no gênero, que lhe cause risco de morte, lesão, sofrimento físico, sexual ou psicológico ou dano moral ou patrimonial. O Estatuto, de forma genérica, diz que o torcedor tem direito a segurança nos locais onde são realizados os eventos esportivos antes, durante e após a realização das partidas.
Outra alteração proposta pela senadora Leila inclui um dispositivo proibindo incitar e praticar quaisquer atos de violência ou qualquer forma de assédio contra as mulheres. Apesar de o Estatuto do Torcedor ter representado um grande avanço nos direitos dos torcedores, os ambientes de prática esportiva ainda estão longe de serem considerados ideais para as torcedoras. “Relatos de assédio e de atos violentos continuam, infelizmente, frequentes”, comentou Leila Barros.
As mudanças propostas também visam proteger as mulheres que vão aos estádios para trabalhar, como jornalistas, fisioterapeutas, massagistas, gestoras, entre outras  profissionais de diversas áreas. O PLS prevê que qualquer torcedor que porte ou ostente cartazes, bandeiras, símbolos ou outros sinais com mensagens ofensivas, inclusive de caráter misógino, pode ser retirados da arena esportiva.
Atualmente, a proibição engloba apenas as ofensas de caráter racista ou xenófobo. Da mesma forma, além dos cânticos discriminatórios, racistas e xenófobos, o projeto acrescenta a proibição às canções com temas misóginos.