sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

GUEST POST: É PRECISO PROTEGER AMPLAMENTE AS MULHERES

Ninguém ganha quando Atwood é condenada pelo #MeToo

João Paulo, graduando em Ciências Sociais, me enviou este post. Há alguns equívocos, e deixo pra vocês responderem. Certamente ele é uma pessoa bem intencionada e em processo de aprendizagem. Peço diálogo nos comentários. 

Margaret Atwood escreveu um artigo publicado no The Globe and Mail em janeiro que gerou revolta por parte de ativistas de esquerda, em especial as feministas. Em seu texto, a consagrada autora de O Conto da Aia e outros quinze romances, já no título começa com uma indagação provocativa, “Am I a bad feminist?” (sou uma feminista má?). Atwood cita o caso de um processo com falhas contra um ex-funcionário da Universidade da Columbia Britânica, acusado de agressão sexual, e que foi inocentado. Atwood lembra que todos devem ter direito à defesa, e acabou sendo acusada por algumas ativistas de ser uma traidora da causa feminista. Estaria Atwood equivocada no que discorre no artigo? Não. No entanto, é necessária uma reflexão sobre as agressões sexuais que mulheres sofrem durante toda a vida, desde a tenra idade até a fase adulta.
Antes de mais nada, não vou pedir licença como um homem que escreve um texto com teor feminista. Até peço desculpas por essa postura, no entanto me encontro numa posição que as mulheres também estão. Sou também vítima de um sistema patriarcal brutalmente opressor, pois desde muito cedo sofri todo tipo de humilhação por ser visto por não ter a postura masculina agressiva que se espera de garotos e adolescentes. 
Peço desculpas por não pedir licença porque é importante que o feminismo esteja aberto à fala do homem que sofre nas estruturas do patriarcado. O feminismo é uma mensagem poderosíssima que pede o essencial, a igualdade entre homens e mulheres. Essa igualdade que o feminismo nos fala é tão forte, que ela acaba transcendendo fronteiras e chega a todos aqueles sujeitos que igualmente são vítimas contumazes da opressão patriarcal. Preocupa que algumas feministas radicais não estejam abertas a dar voz para que homens gays e héteros e pessoas trans possam falar sobre temáticas feministas. Acabam afastando aliados. Homens e pessoas trans não podem lutar pelos direitos igualitários e reprodutivos das mulheres? 
É necessária uma certa fúria para combater o patriarcado, mas essa fúria não pode ser usada para afastar os que querem contribuir com o feminismo. Se os que querem contribuir são farsantes, como há muitos, então que sejam desmascarados. Mas se os que querem contribuir são coerentes em suas condutas com a luta feminista, então que possam participar dessa luta. De maneira alguma pode-se tirar das mulheres o protagonismo ou o pioneirismo na inauguração do feminismo, porque isso das mulheres nunca será tirado. O que questiono é se não se deve incluir no combate ao patriarcado aqueles que juntamente com as mulheres marcharão por uma sociedade digna e justa para todos os sujeitos. 
Dito isto, volto ao texto de Atwood, mas antes, disponibilizo outro link, este sobre matéria do New York Times. A matéria do jornal trata de todo tipo de agressão sexual que mulheres passam na linha de montagem de uma fábrica da Ford numa planta em Chicago. O retrato do que acontece em Chicago é o que se espalha em toda a indústria do colarinho azul nos Estados Unidos. E por que compartilhar a matéria do NYT? Para fazer contraponto ao texto de Atwood. 
É preciso dar direito de defesa aos homens acusados de assédio? Sim. É preciso dar aparato jurídico para as mulheres que sofrem agressão sexual? Sim, e ainda mais aparato que aquele que podem desfrutar os homens. E por que mais aparato? Porque mulheres, ainda enquanto garotas na infância, começam a sofrer agressão, e para elas desde cedo é reservado o lugar de aceitarem o que lhes acomete. O machismo é de tal modo entranhado na sociedade que mulheres por toda vida encararão o marcador do gênero. 
No patriarcado o papel designado às mulheres é antes de mais nada a subalternização. Como mulheres são tratadas como inferiores, lhes é reservado acatar silenciosamente todo tipo de abuso que sofrem, e se algum dia resolverem falar sobre as agressões sexistas que enfrentam, suas palavras de pronto serão desacreditadas, porque para o patriarcado a mulher não é um ser digno de humanidade, e sim um objeto sem qualificação, com a única tarefa de servidão eterna ao homem. 
Parece ser este o objetivo dos assediadores das mulheres na planta da Ford, por exemplo: fazer com que parem de trabalhar, porque o trabalho pode-lhes dar em algum grau aquilo que o patriarcado tem pavor -- independência financeira. Essa independência pode ser crucial, pois a mulher ter controle de suas finanças as põe num pé de igualdade perante os homens. É por isso que se paga salários tão baixos as mulheres. É uma forma de intimidação para que a mulher continue a se sujeitar ao homem, fazendo-a voltar à posição que o patriarcado lhes enquadra, a serventia do lar.
Atwood está certa ao pedir direito amplo de defesa aos acusados de assédio, mas existe um problema nisso. Como conceder amplo direito aos acusados se para as mulheres desde cedo lhes é negado qualquer tipo de direito? É partindo desse ponto que devemos tratar do direito à defesa entre homens e mulheres, porque a estas estão reservadas as  desacreditadas estruturas patriarcais, enquanto que para aqueles desde o nascimento lhes é dado todo direito de violência contra as mulheres. Não há como tratar homens e mulheres igualmente sem reconhecer que no nascedouro patriarcal existe uma abissal desigualdade entre os gêneros. 
Enquanto que para os homens é estimulado o assédio contra as mulheres, para estas é reservada a aceitação desse assédio. Porque para o patriarcado é assim que o organismo de seu sistema sobrevive, com a violência sistêmica da masculinidade contra tudo aquilo que não é masculino. Cabe às mulheres e aos homens comprometidos com a luta feminista o engajamento para que tenhamos direitos iguais. Mas enquanto mulheres continuarem sendo desacreditadas ao falarem só porque são mulheres, é impossível avançar na equidade civil e política. 
Longe de mim, um simples estudante universitário com muito a aprender, querer rebater uma consagrada autora do calibre de Atwood, até porque concordo com o que ela defende no artigo. O que me refiro é como alcançar equidade de direito de defesa entre homens e mulheres se as mulheres estão numa condição de vulnerabilidade. É por isso que o feminismo apavora o patriarcado. 
Ao dar à mulher uma humanidade que lhe é negada, o feminismo é poderoso instrumento para enterrar toda a artificialidade em que está assentado o patriarcado. O feminismo prova que não há absolutamente nenhuma superioridade do homem sob a mulher. E elimina todo o patriarcado, ao evidenciar que um sistema em que a todo instante o homem precisa provar sua masculinidade através de estruturas opressoras, só comprova que toda essa estrutura é uma farsa. E como a farsa que é, seu desmonte é possível, para que os diferentes sujeitos na sociedade possam viver felizes em sua plenitude humana dignificadora. 

43 comentários:

Anônimo disse...

Vamos aprender?

O feminismo não é sobre igualdade e sim equidade.

O feminismo não apavora o patriarcado, foi apropriado por ele.

Pare de pedir desculpas ao expressar suas opiniões, você não deve nada a ninguém.

Obrigada, bjos de luz.

Anônimo disse...

Feminismo é para as mulheres.

Homem intrometido dentro do feminismo só atrapalha.

Homem ajuda mais reconhecendo seu lugar e ficando entre seus próprios pares; minimizando o próprio machismo e o dos outros homens e prevenindo que outros se intrometam com as mulheres e com o feminismo, não realizando e incentivando esse comportamento invasivo, predatório e enganador tão tipicamente masculino e altamente tóxico.

Repetindo: homens dentro do feminismo só atrapalham as mulheres.

Vaza, macho!

Viviane disse...

Eu senti um certo desconforto ao ler um artigo de um homem, de certa forma, se dizendo "mais feminista" que uma mulher. Acaso ele escreveria (e, mais importante, teria espaço para publicação de) uma crítica a um autor negro que tratasse de racismo?
De fato, ninguém precisa pedir desculpas por opinar, mas acho que ele perdeu uma boa oportunidade de ficar calado... e prejudicar a luta feminista mais do que ajudar.

Anônimo disse...

peço desculpas... desculpem... perdão...com licença.... desculpe incomodar... desculpe por existir...

assim fica difícil até de ler

Felipe Roberto Martins disse...

Penso que os tempos são outros e precisamos evoluir. Ainda sou positivo, acho que estamos evoluindo, mais que regredindo. Apesar dos diversos olhares sobre a mesma situação, o saldo é bom, pois coloca temas relevantes na pauta do dia a dia do cidadão e da cidadã, fazendo cada um pensar e refletir de forma crítica.

Anônimo disse...

Não deixa de ser uma decepção uma autora com uma obra tão importante de alerta e conscientização para as mulheres depois de madura ficar passando por biscoiteira de macho.

Anônimo disse...

Tem toda razão, sou homem e feminismo não e problema meu, não me diz respeito nem me atinge em nada, não tenho nada com isto.

Anônimo disse...

Homem não tem nada que se intrometer no feminismo. Feminismo é das mulheres, pelas mulheres e para as mulheres. Homens podem ajudar a resolver os problemas de injustiças sociais que os próprios homens criaram para com as mulheres de diversas formas agindo diretamente em função disso dentro da própria sociedade. Não infiltrados dentro do movimento das mulheres prejudicando-o, parasitando, sabotando, minando seu potencial revolucionário, exigindo atenção, sugando a energia e o foco das mulheres, etc. etc.

Anônimo disse...

Sou mulher e feminista e apoio a participação dos homens na nossa luta. Segregação não é o caminho.
Vou ser chamada de "biscoiteira de macho" por isso? Santa imaturidade, Batgirl!

Marcos Sousa disse...

Assim como, não precisamos assumir uma religião, para sabermos que dar um tapa na cara alguém seja pecado; não precisamos assumir uma postura feminista para sabermos que dar um tapa na cara de uma mulher também seja crime.

Acho é pouco, quando esses babacas querem dar uma de politicamente correto com mulher, só pra agradar, e se desfazer da faculdade de ser homem - como se, o ao de ter nascido homem seja motivo pra pedir desculpas.

Eu adoro ser homem, adoro falar com minha voz grossa e ter mãos calejadas, amo meu time e mando nosso atacante tomar no cu, por um pênalti perdido. Amo beber cerveja e comer churrasco nos fins de semana com os amigos, enquanto assistimos a brutalidade do UFC.

Ou seja: ser homem (e suas características naturais) não é motivo de vergonha, e muito menos pedir licença e desculpas por acordar com o pênis latejando de manhã, por excesso de testosterona acumulada na madrugada passada...

O que nós, homens temos que fazer, é respeitar os espaços de todo mundo (homens, mulheres, homossexuais, crianças, velhos, animais, plantas...) Temos que entender os limites de todo mundo e os nossos mesmos - e não é se humilhando, fazendo o papel de "Bom-moço", a fim de ganhar uma "Estrelinha de Bom-comportamento", dada pelas feministas, que eu vou me redimir das merdas feitas pelo machismo.

Eu mesmo, tô me lixado se o que eu escrevo aqui vai agradar alguém, tô me lixando com raivinha de feministas e machistas. Agora, se colocar a serviço de certos Movimentos Sociais (seja de Esquerda, Centro ou Direita) só pra agradar quem tá se lixando pra sua mera existência, é pedir pra ser mandado a tomar no cu, e eu acho é bonito esses babacas do time do Bruno Gagliasso, que querem provar até que "peida colorido" pra agradar os seres de setores mais esquecidos...

"Não tenha medo, não preste atenção. Não dê conselhos, não peça permissão. É só você quem deve decidir. O que fazer pra tentar ser feliz." (Renato Russo)

Ou seja: é só ser uma pessoa correta (independente de que posição político-social você assuma), saber que agredir, estuprar, matar, roubar, furtar, enganar, e ser desonesto é errado e ponto final! Ninguém precisa de feminismo, machismo, cristianismo, ateísmo, conservadorismo ou liberalismo pra saber o que causa danos ou não às pessoas. Agora, pedir desculpas pelos erros dos outros? Se você sabe que você faz o correto, é só você convencer os outros a fazerem o mesmo. Quem não o fizer, que se foda com a justiça!

E que se fodam também todos que leram minha opinião e não gostaram! ;)´

Anônimo disse...

Se os homens não devem se intrometer nas causas feministas, por que as mulheres querem reivindicar seus direitos justamente em setores dominados por homens? Criem seus espaços, criem suas empresas e contratem só mulheres, criem seus times de futebol, elejam representantes femininas no Congresso, nas Assembleias Legislativas. Hoje vocês são maioria na Universidades, no campo do empreendedorismo. Já está na hora de por a mão na massa e serem, de fato, independentes. Não dá pra entender certas feministas. Reclamam, reclamam, reclamam de macho, mas trabalham na empresa de macho, tem aulas com macho, compram de macho, contratam serviços de macho e nasceram por intermédio de um macho. Que desgraça deve ser a vida de algumas destas feministas!

Rafael Cherem disse...

Faltou pouco o autor pedir desculpas por ter um pênis.

Anônimo disse...

05:17 - é por essa e outras q vcs homens morrem mais cedo, aposto q vc tb é um broxa, não me admirará se no futuro virar mascu

07:42 - cala boca, mascu, vc não cansa de ser burro não?

"Criem seus espaços, criem suas empresas e contratem só mulheres, criem seus times de futebol, elejam representantes femininas no Congresso, nas Assembleias Legislativas"- já fazemos isso, seu babaca

E não é vc quem diz o q nós feministas temos ou não q fazer, seu inútil, vá lavar seu pinto, seu merda

Anônimo disse...

"ser homem (e suas características naturais) não é motivo de vergonha"

é sim

"Faltou pouco o pedir desculpas por ter um pênis"

pois deveria, é como disseram outra vez:

"O órgão sexual masculino é visualmente feio demais, parece um tumor.
E querem que sintamos algum tipo de atração por isto? Haja lavagem cerebral via mito do amor romântico"

Ezco Musaos disse...

Queria ver essa parte do texto em que o autor "pede desculpas por ser homem" ou "se desfaz da faculdade de ser homem". Independente da opinião dele sobre o comentário da escritora, ele apenas assumiu uma postura adequada de um homem que apóia o feminismo. Muitos comentários aqui justificam o que ele disse em relação à merda que o machismo faz também aos homens. Então um homem deixa de ser homem apenas por pedir desculpas? Santa ignorância. Infelizmente a caixa de comentários da Lola, que antes contava com alguns dos comentaristas mais inteligentes da internet, agora parece estar dominada por esse tipo de trollagem tão rasa.

Ezco Musaos disse...

"Criem seus espaços, criem suas empresas e contratem só mulheres, criem seus times de futebol, elejam representantes femininas no Congresso, nas Assembleias Legislativas."

---> E o troll da sociedade matriarcal está de volta. Suponho que é um tal Alexandre que poluía visualmente por aqui a uns dois anos. Escuta só, mascu. Não há a menor possibilidade de vivermos em sociedades segregadas por gênero, somos seres sociais, se você não tivesse matado tanto aula no fundamental teria aprendido isso. O problema não é a reivindicação de direitos femininos e sim a existência de setores dominados por homens. A pessoa deve ter o direito de se empregar no setor que quiser e não naquele "determinado socialmente" por ela ter pênis ou vagina.

João Paulo disse...

Antes de mais nada gostaria de agradecer o espaço generoso que a Lola me deu, mais uma vez. Este texto vai ficar prolixo, mas é necessário. Como autor do texto cabe a mim vir aqui e falar sobre o que escrevi, já que foi apontado que cometi alguns equívocos. Quando li o artigo da Atwood no 'The Globe and Mail' me lembrei dessa matéria que havia lido no NYT. No artigo que escreve, Atwood, sensata como é, pede que homens acusados de assédio/agressão sexual tenham direito de defesa antes de qualquer tipo de julgamento. Como está escrito no artigo, concordo com o que a consagrada autora diz. Acontece que a questão é complicada por demais. O contraponto que fiz com a matéria do NYT, e que não consta no artigo apesar de eu ter feito o contraponto, se refere a questão da condição de vulnerabilidade que recai sobre a maioria das mulheres vítimas de agressão sexual. As mulheres que trabalham e/ou trabalharam na planta da Ford, são e/ou foram vítimas de assédio, e muitas nada puderam fazer, e se viram obrigadas até a pedir demissão do emprego porque não tinham a quem recorrer para ter justiça numa situação tóxica num ambiente de trabalho. Há uma relação de desequilíbrio de poder entre homens e mulheres no patriarcado. A palavra do homem, a conduta deste, possui mais autoridade que palavras/ações de uma mulher. Atwood pede direito amplo de defesa a homens acusados de assédio. Mas esse direito amplo acaba não chegando para muitas mulheres. É complicado falar de equidade jurídica quando um lado do ponto de partida já tem mais poder que o outro. Não vejo como pedir direito de defesa sem tocar nessa desigualdade de poder entre os gêneros, ou sexos, como queiram chamar. Se peço equidade, tenho que tocar na desigualdade de tratamento. Na opressão que o patriarcado impõe a mulher, esta deveria desfrutar de um amplo aparato jurídico para que possa estar em pé de igualdade para provar o que acusa. O que vemos na realidade é que para as mulheres o descrédito já é dado antes mesmo que possam falar que foram vítimas de agressão sexual. Disse no artigo, e reitero, o gênero feminino na estrutura patriarcal é poderoso instrumento para subalternizar a mulher. Quantas mulheres jamais terão justiça para ter algum reparo dos assédios que sofreram e/ou sofrem? Muitas. Quantos homens jamais terão alguma penalidade por praticar assédios contra mulheres? Muitos. É desse desequilíbrio de que falo no texto. Nessa abissal desigualdade de tratamento entre homens e mulheres. Infelizmente não terei tempo para responder os questionamentos e/ou críticas, então comento aqui para que algum esclarecimento possa ser feito. Agradeço a compreensão e a civilidade necessária para que possamos argumentar dentro da tolerância que se exige num debate.

Anônimo disse...

Hahashuashuashuashuashuashua cara, tu não fala coisa com coisa, ninguém aqui falou de pessoas deixarem de fazer coisas que gostam (desde que não invada o espaço alheio), que ser homem e motivo de vergonha, que tem que peidar colorido para agradar os outros e etc. Você e outros que acham que as coisas tem que funcionar assim tem noçao deturpada não só do feminismo mas da vida. Melhor estudar um pouco, sair de seu mundinho fechado antes de vir arrotar arrogância. E não sei se você sabe mas há mulheres que também tem voz grossa, amam seus times, xingam a mãe do juiz e dos jogadores, assistem UFC e se empanturram de churrasco. Isso tudo aí não é "faculdade de ser homem" ou atestado de macheza. Até porque muitos homens não curtem nada disso daí. Ninguém precisa comprar esse pacote para provar a si e aos outros que e homem. Se não gostar da resposta, foda-se.

Kasturba disse...

Engraçado os caras que comentam que feminismo não faz diferença nenhuma na sua vida, que não se importam nem um pouco com feminismo... em um blog feminista!!!
Se feminismo é tão insignificante pra vocês, o que estão fazendo aqui??

Seria o mesmo de eu ir em um confessionário dizer para um padre que não acredito na religião católica..

Anônimo disse...

Ele não tem visão deturpada. Basta apenas ler os comentários aqui para chegar a mesma conclusão.

Anônimo disse...

Olá mascutroll disfarçado de radfem. Como vai o pessoal lá do Chan?

Anônimo disse...

Somente o governo tem o direito de empregar alguém. Meios privados de produção são sempre exploração.

Kasturba disse...

"Ou seja: é só ser uma pessoa correta (independente de que posição político-social você assuma), saber que agredir, estuprar, matar, roubar, furtar, enganar, e ser desonesto é errado e ponto final!"

Olha, este certamente é um ótimo começo. Mas não é tudo. O feminismo veio pra abrir os olhos de homens e mulheres sobre violências tão arraigadas em nossa sociedade, que muitas vezes nem nos damos conta que são violências, mas que igualmente são responsáveis por dor, sofrimento e até mesmo morte.
Algumas delas você mesmo deve praticar, ou muitos de seus amigos, e muitas mulheres também. Alguns exemplos:
- Brigar um menino porque ele está chorando;
- Recriminar um menino por qualquer comportamento "pouco masculino";
- Privar uma menina do desenvolvimento saudável de sua sexualidade;
- Ensinar meninas a "fazer doce" pra "se valorizar";
- Ensinar meninos a insistirem no "ato da conquista";
- Associar o "valor" de uma mulher ao tamanho da sua roupa;
- Associar o "valor" de uma mulher ao número de parceiros sexuais que já teve;
Entre tantos outros...

Essas atitudes, vistas com total naturalidade na nossa sociedade machista, podem ter consequências desastrosas. Já que você se preocupa em ser uma boa pessoa e não causar mal aos demais, vale a pena pensar a respeito...

Kasturba disse...

Concordo com você!
Convivo com alguns homens (poucos, admito) que ajudam muito mais à causa do que muitas mulheres... E por mim eles são muito bem vindos!! :)

Viviane disse...

Curioso, Ezco, é o cara escrever "faculdade" de ser homem. "Faculdade", entre outros, significa "escolha" (daí, p. ex. o voto "facultativo"). Então ele assume que gênero é uma escolha?

Anônimo disse...

Ninguém precisa se despersonalizar ou deixar de fazer coisas que gosta para ser uma mulher feminista ou apoiar a luta das mulheres, se voce for homem. Quem acredita nisso tem uma visão deturpada, distorcida do que é feminismo. É o contrário, o feminismo apóia as pessoas terem direito de escolha, serem o que são sem serem discriminadas ou mortas por isso. E como disse Kasturba, tudo o que ele colocou no sentido de buscar ser uma pessoa correta (o que é ótimo) é um começo mas vale a pena refletir sobre práticas, pensamentos, clichês arraigados (tipo sou homem logo gosto de futebol e UFC, gostos pessoais não tem a ver naturalmente com gênero) e procurar ao menos não reproduzi-los. Claro q não é de uma hora para outra, nao é facil, o caminho é longo, mas vale o esforço.

Anônimo disse...

Hummmm, você precisa se atualizar, muitas mulheres já estão fazendo isso. Outra coisa: espaços dominados por homens só o sao por causa dessa anomalia chamada patriarcado. Não são prerrogativas ou por direito ou merecimento ou algo que o valha. Mas o feminismo está aí, as coisas estão mudando, e esses setores dominados por homens tambem o deixarão de ser. Aceite, conforme-se, não terá volta, voce gostando ou não.

Anônimo disse...

Ezco, você diz que não frequentei o ensino fundamental. Você ao menos sabe ler?O problema de pessoas como vocês é que copiam e colam apenas um trecho de um comentário e espalham sua verborragia para contaminar qualquer discurso, igual edição feita por repórteres. Ser desprovido de inteligência e demais seguidores, eu fiz o comentário referente a ALGUMAS FEMINISTAS QUE SÃO SEGREGACIONISTAS! Na caixa de comentários está bem visível alguns comentários de mulheres que querem distância de homens. Eu me referia a ESTAS MULHERES, entendeu Sr Esco??É PARA AS SEGREGACIONISTAS que eu insisto que elas devam se separar mesmo. é um incentivo!

Anônimo disse...

"que eu insisto que elas devam se separar mesmo"

não deseje isso não "querido", fica a dica

se as mulheres decidirem de uma vez por todas romperem com as relações forçadas q é o heterossexualismo e o patriarcado, vcs homens serão os primeiros a rodarem

Anônimo disse...

"...parece um tumor"

kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk morri

Anônimo disse...

As mulheres estão se fortalecendo, e não é homem nenhum que deve dizer como elas terão que trilhar esse caminho!

Felipe R disse...

Gente como vcs são ridículos.
Lendo este bando de merda lembro dos tempos em que cresci na casa da minha avó.
O vô trabalhava fora enquanto a vó trabalhava em casa pra complementar renda.
Eu ficava na casa da vó porque tanto meu pai como minha mãe trabalhavam fora.
Cresci convivendo com meus primos, que também ficavam na casa da minha vó já que a maioria dos meus tios e tias também trabalhavam fora.
Minha avó nunca deu sinais de ressentir-se da "opressão do patriarcado".
Vai ver é porque quem administrava os rendimentos da casa era ela, reconhecidamente a pessoa mais apta a faze-lo, considerando ser ela a administradora da casa.
Na casa da minha vó todos sempre fizeram sua parte para o bem estar coletivo.
A vó costurava e fazia a comida como só ela sabia fazer, os netos limpavam a casa, iam comprar o pão, ajudavam a carregar as compras, brincavam e estudavam.
No domingo tios, tias e primos se reuniam na casa da vó pra almoçar juntos e passar o dia estreitando os laços.
Na casa da minha vó tanto homens, quanto mulheres, trabalhavam pra ter independência, tinham voz em qualquer assunto, respeitavam os mais velhos, cuidavam dos mais novos, amavam-se mutuamente e respeitavam-se mutuamente, e nunca foram vistos ou tratados de forma diferente.
A igualdade se fazia presente não por acaso, era ensinada e reforçada, tanto na divisão igualitária, seja das guloseimas ou das tarefas de casa, como na reprimenda sempre que alguém se arvorava a se achar melhor que o outro.
Na casa da minha avó todos se amavam e gostavam de passar tempo juntos, e todos sabíamos que se queremos que os nossos entes querido estejam conosco é preciso que eles queiram estar conosco.
A igualdade é algo muito simples, é nada mais que a mescla entre concessão e aceitação mutua entre aqueles que desejam conviver por partilharem um vinculo afetivo.
Não estou aqui enaltecendo a família, os valores e bons costumes, porque não era tradicionalismo o que moldava as convivências na casa da minha avó.
O que moldava relações igualitárias na casa da minha avó era o amor, o desejo de manter e fortalecer laços e o reconhecimento, aliás bastante intuitivo, de que não há possibilidade de laço afetivo verdadeiro se não for em pé de igualdade.
Que haja certo grau de discriminação em nossa sociedade certamente não nego, mas certamente fica longe do suposto patriarcado opressor pregado pelas feministas.
O patriarcado opressor das feministas é como a ameaça terrorista dos imperialistas, pode até ter alguma inspiração na realidade, mas na verdade é um exagero que pretende justificar reivindicações inerentemente injustas. Se houve patriarcado como pregam as feministas foi na idade média e está a muito tempo morto.
O atual feminismo criou este fantoche que projeta em todos os homens, a muito já perdeu o controle do leme e ruma para bem longe do que se possa chamar igualdade.
A maioria das feministas é misândrica e jamais conseguiria conviver em pé de igualdade com um homem pois acham-se superiores aos homens.
O resultado acumulado da misandria das feministas é nada mais que a intolerância e misoginia dos machista, cutucar (juntamente com todas as "minorias excluídas") os reacionários, até que os retardados coloquem pessoas como Donald Trump e Bolsonaro no poder.
Isso porque a intolerância sempre gerará intolerância.
Igualdade só nasce da igualdade, como diria Ghandi: não há caminho para a paz, a paz é o caminho.

Anônimo disse...

15:31 - como vc é babaca

tirando fanfic do fundo do seu umbigo como se fosse um retrato fiel da "realidade", não é nem do seu mundinho, seu protomascu de merda, cale-se, ng quer saber das suas estorinhas pra boi dormir

o patriarcado AINDA não morreu, paspalho, ainda temos muito trabalho

a opressão contra as mulheres ainda não acabou, mas já estamos quase lá, seu verme

e como não poderia deixar de ser: jogar a culpa do q as mulheres sofrem em nós mesmas, pq claro, se somos vítimas da misoginia é pq "somos misândricas", seu cu, né mascu, esse discursinho manjado a gente já conhece bem, não convence nem uma mosca

e a culpa de ter um trumijo na casa branca, ou de um bolçomerda famoso, está longe de ser das mulheres ou de outras minorias, seu idiota, vc não se cansa dessa falácia? a culpa é mais sua do q de qualquer outro, q é homem, os responsáveis por elevarem esses palhaços feito trumPEE e bolçovômito são vcs omens

e por fim, não nos ~achamos~ superiores aos homens, SOMOS superiores aos homens

Anônimo disse...

Obrigada, ó ser iluminado,por nos abrir os olhos. O patriacardo não existe e não oprime pq na casa da sua vó não era assim!! Diga isso pra milhares de mulheres mortas e machucadas pelos companheiros, para as que são assediadas, estupradas e ganham menos mesmo tendo a mesma função. Diga para as mães solteiras que criam filhos sozinhas porque os pais sumiram ou pagam uma mísera pensão. Diga para as que vivem relacionamentos abusivos, que têm jornada dupla e o marido não tira a bunda do sofá nem pra pôr um copo na pia. Enfia essa sua "paz" no seu cu.

Anônimo disse...

Lutar por equidade para o sujeitinho aí é "cutucar" os conservadores. Não, fofo,os conservadores estão saindo da caverna escura onde se escondiam porque viram no Bolsonaro um espelho de suas ideias. Ele metralha sob a luz do dia sua ideias mesquinhas cheias de ódio. e sua fez os bichos asquerosos vomitarem sua ideias tbm em público.

Anônimo disse...

Pois e, Felipe, infelizmente a maioria das famílias no Brasil não vivem a mesma realidade vivida por sua família.

Anônimo disse...

Mano do céu, eu ia falar sobre o que vc comentou mas quando li "a muito tempo morto" quase morri, que horror!

O correto é "há muito tempo", e isso nem é difícil, mas pela internet afora é só analfabeto funcional com "a muito tempo". Me poupe, livros para crianças começam com "há muito tempo". O nível de português está muito podre, hoje não aguentei.

Anônimo disse...

" Infelizmente não terei tempo para responder os questionamentos e/ou críticas"

NÃO ME DIGA!

Pare de fazer mansplaining, meu jovem. A gente sabe o que é feminismo melhor que você, sabemos como é ser mulher melhor que você e entendemos de nossas próprias opressões melhor que você, de assédio e tudo mais que foi abordado em seus pontos. Vá dialogar com seus amigos do sexo masculino e vai pagar de feminista preocupado com eles. Vá a espaços masculinos e fale sobre tudo isso com eles. Porque do contrário a única coisa que você fez até agora foi pregação pra doutrinado e agindo assim você trabalha PARA o patriarcado e não CONTRA ele.

Anônimo disse...

Haha,tem um cidadão que realmente acha que futebol, cerveja, churrasco e são NATURAIS!


Cão do Mato disse...

KKKKKKKKKK...
Tão vendo só? É por essas e outras que faz tempo que eu apertei do botão do "phoda-se" pra essas questões relativas a minorias. Se você fica na sua, está sendo omisso em relação ao sofrimento dessas pessoas. Se toma a iniciativa de ficar ao lado e comprar a briga de quem quer que seja (mulheres, negros, gays, etc..) te mandam calar a boca porque você está
"usurpando o lugar de fala" daquele grupo. Sobra até para as mulheres que apoiam e "elogiam" os homens que se engajam no movimento feminista: são tachadas de "biscoiteiras de macho"...
Eu já percebi o seguinte: por mais que você se esforce para ser alguém melhor, se você é branco, sempre será tachado de racista, se é homem sempre será rotulado de machista e se é hétero, será um eterno homofóbico. Pra que gastar minhas energias com isso,então?

Faço a minha parte educando meu filho para que ele possa se livrar desses esterótipos de gênero. Mas não faço isso porque esteja preocupado com as mulheres (prá falar a verdade, estou me lixando. Quem tem filhas que se preocupe com isso). Faço para que ele cresça um adulto feliz, livre de amarras sociais que o impeçam de ser quem ele quiser ser e fazer o que ele quiser fazer. De resto, cada minoria que corra atrás de reverter sua situação de oprimido.

Marcos Sousa disse...

Para Viviane em Viviane disse...

"Curioso, Ezco, é o cara escrever "faculdade" de ser homem. "Faculdade", entre outros, significa "escolha" (daí, p. ex. o voto "facultativo"). Então ele assume que gênero é uma escolha?"

Então, Viviane, "escolha" um dos termos do conceito de "Faculdade" e interprete o meu texto de acordo com sua HONESTIDADE INTELECTUAL.

faculdade
substantivo feminino
1.
possibilidade, natural ou adquirida, de fazer algo; capacidade.
"f. de falar"
2.
aptidão natural; dom, talento.
"f. de cativar a plateia"
3.
licença ou permissão que se dá a alguém.
"f. para dispor dos bens"
4.
propriedade, virtude ou poder de uma substância.
"a cafeína tem a f. de tirar o sono"
5.
o conjunto das matérias que compõem cada uma das áreas do ensino superior.
6.
p.ext. o conjunto de professores que as ensina.
"o reitor consultou a f. antes de renunciar"
7.
instituição de ensino superior (isolada ou integrante de uma universidade).
"f. de letras"
8.
fil cada uma das diversas utilizações, atividades ou subdivisões da alma, que receberam denominações e caracterizações heterogêneas na história da filosofia.
Origem
⊙ ETIM lat. facūltās,ātis 'capacidade, possibilidade, virtude, talento natural etc.'

Ezco Musaos disse...

"Ser desprovido de inteligência e demais seguidores, eu fiz o comentário referente a ALGUMAS FEMINISTAS QUE SÃO SEGREGACIONISTAS! Na caixa de comentários está bem visível alguns comentários de mulheres que querem distância de homens."

---> E? A existência de feministas segregacionistas (ou mascutrolls se passando por mulheres, não tem como saber) não valida as botas virtuais que você defecou pelos dedos referente aos direitos de todas as mulheres.

Ezco Musaos disse...

"Então, Viviane, "escolha" um dos termos do conceito de "Faculdade" e interprete o meu texto de acordo com sua HONESTIDADE INTELECTUAL."

---> De alguém que escreve um textão clamando, entre asneiras semelhantes, que a "faculdade" de ser homem se restringe a churrasco, cerveja e mandar a mãe dos outros tomar no cu, fazer birrinha com análise semântica de uma palavra é no mínimo engraçado.

Viviane, achei interessante a sua interpretação do uso da palavra "faculdade" em texto com mensagem tão "profunda" e livre de senso comum. Rsrs