quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

O CASO AZIZ ANSARI, NOSSOS "NÃOS" E NOSSO EMPODERAMENTO

Fiquei decepcionada ao ver que um artista que eu admirava, e que se diz feminista, pisou na bola bonito. Estou falando do ator e humorista Aziz Ansari, da premiada série Master of None. Mesmo pra quem nunca ouviu falar nele, o caso que o envolve traz questões interessantes. Tanto que várias mulheres pediram pra eu falar nisso.
Foto que Grace tirou dos
dois nos Emmys
Bom, é o seguinte. Uma jovem fotógrafa, Grace (não seu nome real), conheceu Aziz numa festa de comemoração dos Emmy, no ano passado. Eles paqueraram um pouquinho, trocaram telefones, ele ligou pra ela, em Nova York, e eles marcaram um encontro no dia 25 de setembro. Foram a um bar perto do apartamento dele, em Manhattan, conversaram bastante, e, no final do jantar, Aziz parecia ansioso pra ir embora. Eles caminharam até o apartamento, ela subiu, e, pra ela, as coisas andaram rápidas demais. Eles se beijaram, se tocaram, fizeram sexo oral. Ela não estava confortável e, segundo ela, deu vários sinais que não estava interessada -- tirou a mão do pênis dele umas cinco ou sete vezes (ele a colocava de volta), parou de beijar, se esquivava.
Quando ele perguntou "Onde você quer que eu te f*da?", ela respondeu "Na próxima vez" e foi ao banheiro. Ao voltar, Aziz perguntou se ela estava bem. Ela disse "Não quero me sentir forçada porque aí vou te odiar, e prefiro não te odiar". Ele foi gentil e respondeu: "Ah, claro, só é divertido se for divertido pros dois". O problema é que suas ações não acompanharam suas palavras. Ele se sentou, apontou pro seu pênis, e fez um gesto de que queria sexo oral. E ela fez. Ele insistiu em transar, e ela disse: "Não acho que estou pronta, realmente não acho que vou transar". Então ele sugeriu assistirem um episódio de Seinfeld. Nesse momento, parando pra pensar, ela se sentiu violada.
Mensagens de texto
trocadas
Ele começou a beijá-la e apalpá-la de novo, e ela disse "Vocês homens são a mesma m*rda". Ela se levantou, disse que iria chamar um Uber, e foi embora. Chorou no elevador e dentro do carro, durante todo o trajeto até sua casa.
Na noite seguinte, Aziz mandou uma mensagem de texto pra Grace: "Foi divertido te conhecer ontem à noite". Ela respondeu: "Pode ter sido divertido pra você, mas não foi pra mim. Você ignorou sinais não-verbais claros, você continuou avançando. Quero ter certeza que você saiba para que talvez a próxima garota não tenha que chorar no caminho de casa".
Ele escreveu: "Fico muito triste em ouvir isso. Claramente, eu interpretei de forma errada as coisas no momento e peço muitas desculpas".
Esse foi o último contato que ela teve com ele. E aí, no Globo de Ouro, ela o viu ganhar o prêmio de melhor ator em comédia ou musical por sua série, e ele estava usando o pin "Time's Up", algo como "Chegou a hora", que várixs artistas usaram na cerimônia (junto à cor preta nas roupas) para se manifestar contra os inúmeros casos de assédio em Hollywood.
E Grace, vendo isso na TV, decidiu falar com suas amigas e contar a história. Ela disse ao site feminista Babe, que publicou seu relato: "Creio que Aziz tirou vantagem de mim. Não fui ouvida, fui ignorada. Foi de longe a pior experiência que já tive com um homem".
Depois que a história veio à tona, Aziz deu uma declaração por escrito: "Em setembro do ano passado, conheci uma mulher numa festa. Trocamos telefones e mensagens e saímos. Fomos jantar, e depois acabamos em atividade sexual, que por todas as indicações foi completamente consensual. No dia seguinte, recebi uma mensagem dela dizendo que, depois de refletir, ela se sentiu desconfortável. Era verdade que tudo pareceu okay pra mim, então quando ouvi que não foi o caso pra ela, fiquei surpreso e preocupado. Levei suas palavras em consideração e respondi em privado depois de processar o que ela havia dito. Continuo apoiando o movimento que está acontecendo na nossa cultura. É necessário e já passou da hora". 
Todo o caso foi parar nos Trending Topics do Twitter no sábado. As pessoas ficaram divididas. Grande parte dos homens viram o caso apenas como um encontro que não deu certo. Muitas mulheres alegaram que o que foi descrito por Grace é típico -- caras tentarem "forçar a barra" quando elas não estão a fim -- e que pode ser visto como assédio sexual ou, no mínimo, comportamento sexual inapropriado. Algumas disseram que denúncias como essas tiram a seriedade de movimentos como o #MeToo. 
Na segunda, o El País publicou um ótimo artigo citando vários pontos de vista. Por exemplo, Emily Reynolds escreveu no The Guardian que o caso é difícil porque força os homens a reexaminarem seu comportamento. Segundo ela, um estuprador é tido como um monstro, mas atitudes como a de Aziz são muito mais comuns. 
Rachel Thompson, no Mashable, lembra que "dizer 'não' é mais complexo do que você imagina" (já que muitas vezes um "não" não é aceito e é respondido com violência), e critica quem aponta o que Grace deveria ter feito -- "ela deveria ter ido embora".  
Sobre isso, Grace justificou para o site Babe: "Eu não fui embora porque eu estava chocada. Não era isso que eu esperava. Tinha visto alguns dos episódios da série de Aziz e lido trechos do seu livro [Modern Romance, um bestseller que trata de sexo e namoro nos tempos da internet] e eu não esperava uma noite ruim, muito menos uma noite violadora e dolorosa".
Como mostra Thompson, a sociedade vive nos lembrando que "não" não é necessariamente não. Em colégios de elite nos EUA, alunos cantam hinos como "Não quer dizer sim! Sim quer dizer anal!". O bilionário Warren Buffet declarou que "se uma dama diz não, ela quer dizer talvez". E quantas piadas você já ouviu sobre o "não" ser na verdade um "sim! sim! sim!"?
Bari Weiss publicou no New York Times o contraponto mais virulento: "Aziz Ansari é culpado... de não saber ler mentes". Ela aponta:
"Aziz Ansari pareceu ser um homem agressivo, egoísta e desagradável naquela noite. Não é deprimente que homens (especialmente aqueles que se apresentam publicamente como feministas) geralmente se comportem dessa maneira privadamente? Não deveríamos tentar mudar essa cultura sexual fraturada? E não dá raiva que as mulheres sejam educadas para serem dóceis e acomodadas e para colocar os desejos dos homens antes dos delas? Sim. Sim. Sim. Mas a solução para esses problemas não começa com as mulheres perseguindo com tochas homens que não tenham sido capazes de entender seus sinais não verbais; a solução começa em sermos mais diretas. Dizer: 'Isso é o que me excita'. Dizer: 'Eu não quero fazer isso'. E, sim, às vezes dizer: 'Cai fora'".
Então... É possível concordar tanto com Reynolds e Thompson quanto com Weiss? São pontos de vista realmente tão divergentes assim?
Aziz sendo feminista
Sem dúvida é difícil para as mulheres falarem "não" e para os homens aceitarem que "não" é "não" mesmo. Nós mulheres somos ensinadas (talvez o termo doutrinadas seja mais apropriado) desde criancinhas a agradar os homens. Aprendemos que a opinião deles vale mais. Que seus desejos são mais importantes que os nossos. Que sem eles não somos ninguém. E, obviamente, os meninos aprendem a mesma coisa. Aprendem que são os reis do universo e mais -- que, como a opinião de uma mulher não é relevante, que como ela tem que "vender caro seu passe", seu "não" não é realmente um "não". E que se eles não insistirem, não vão conseguir sexo. E se não conseguirem sexo, não são homens o suficiente. 
(São todos ensinamentos tenebrosos, não? Por isso que educar crianças sobre questões de gênero é fundamental: pra debater e consequentemente virar de ponta-cabeça todos esses dogmas ridículos).
Porém, os tempos estão mudando, e nós mulheres temos mais força e poder hoje do que jamais tivemos. Precisamos ser fortes. Assim como não precisamos mais esperar os homens iniciarem a paquera, também podemos ser assertivas, nos levantarmos e ir embora. Quero dizer, não sempre, não quando há violência ou ameaça de violência, mas, no caso de Aziz, se Grace tivesse dito "Seu beijo é uma droga, eu tô indo embora, tchau", ele provavelmente não teria impedido sua saída. 
Lógico que é fácil eu falar. Eu tenho 50 anos, sou casada e monogâmica há 27. Então faz quase três décadas que eu não entro nessas situações de risco que são sair com um homem (incrível como um ato tão simples possa ser enquadrado como situação de risco!). Sinceramente, de vez em quando eu penso como seria minha vida romântica e sexual se eu não tivesse o Silvinho. Se algo acontecesse, se ele morresse ou a gente se separasse, o que eu faria? Como recomeçaria? Pra onde iria pra "conhecer homem" (já que eu sou hétero)? Conheceria pela internet? E aí, eu não ficaria exposta? Imagina se um cara filmasse (sem eu saber) a gente transando e jogasse na internet? 
Aí eu sempre concluo que, se algo acontecesse com o Silvinho, eu me aposentaria da minha vida romântica e sexual. É triste falar isso, mas acho que não teria estômago pra começar tudo de novo. 
Antes de conhecer o maridão (que foi meu primeiro e único "relacionamento sério"), eu transei com vários caras. Felizmente, nunca fui estuprada (consegui escapar de umas três situações de estupro, como já narrei aqui e aqui). Mas tive muito "bad sex" (sexo ruim). 
Lógico que me arrependi de ter transado com alguns (quem nunca?), assim como me arrependi de não ter transado com um ou outro. Já fiz sexo sem vontade, e nunca vi isso como estupro. A gente faz bastante coisa sem vontade na vida, e nem por isso é violência. "Sem vontade" não é o mesmo que "sem consentir". Você consente em transar, apesar de não estar muito a fim. Convenhamos: isso não é incomum nos casamentos. Muitas vezes os maridos transam sem estar com vontade também. 
Eu penso que, na minha juventude, me livrei de algumas situações ruins porque eu já era forte e decidida e feminista. Ao mesmo tempo, lembro que pouco mais de dez anos atrás, quando eu já era bem madura, um senhor se sentou ao meu lado no ônibus de Floripa a Joinville e, depois de um papo estranho, segurou a minha mão e beliscou a minha perna. E eu lembro que inventei uma desculpa pra mudar de lugar. Tipo: euzinha, apesar de forte e decidida e feminista, fui toda educada com um predador asqueroso. Sei que hoje em dia eu agiria de outra forma. 
No caso de Grace, pra mim parece bastante óbvio que, se fosse com um outro cara na mesma situação, ela teria dito não e ido embora rapidinho. Mas era o Aziz. Não deve ser fácil falar não pra uma celebridade. E, acima de tudo, uma celebridade que tinha uma imagem de homem inteligente, sensível, feminista. 

92 comentários:

Rodolfo abrantes disse...

Quando as mulheres vão aprender que a falar diretamente o que querem ou não. Será que é difícil dizer "eu não quero" ou "eu não estou afim". Sabe de forma objetiva e clara sem rodeios e direto ao ponto.

Só existe duas situações ou você quer transar ou não quer transar, e pronto. A moça esperou um seção de sexo oral para poder dar algum demonstração de que não queria transar.
Fica a dica antes de começar os toques e carícias se vocês não tiverem afim de sexo falem as palavras mágicas de forma clara e com a voz alta "EU NÃO QUERO FAZER SEXO".

Anônimo disse...

Aconteceu algo muito semelhante comigo, apenas uma amiga sabe disso. Um dia recebi uma mensagem de um amigo do meu namorado (que morava em outro Estado) para tomarmos uma cerveja. Éramos vizinhos, eu me dava muito bem com a namorada dele, saíamos juntos e não estranhei o convite. Depois da cerveja ele quis fumar um na minha casa e começou a me agarrar. Eu disse muitos nãos, mas depois de um certo momento acabei cedendo e o beijei. Não queria transar, daí disse que não tinha camisinha e ele acabou se masturbando. Foi horripilante, mas em nenhum momento pedi pra ele ir embora e mesmo que eu tenha dito não, não me defendi ou o empurrei. No dia seguinte eu o procurei, estava apavorada com o que tínhamos feito e ele disse pra eu relaxar, que ele tinha forçado a barra. Depois daquilo, terminei com o meu namorado, pois não conseguiria conviver com o "amigo". Ele também terminou com a namorada e hoje não mantemos nenhum tipo de contato.
Até hoje essa situação me gera desconforto, pois eu paralisei mesmo não querendo ficar com ele. A partir disso que comecei a questionar meu comportamento passivo, sempre para agradar um homem. Juro que na hora fiquei com PENA do cara, pois se eu não concordasse com aquilo ele ia ter que lidar com o fato de ter me agarrado a força. Como eu "consenti" no final, pra ele ficou tudo bem.

andrea dornas disse...

Já passei por uma situação parecida.
Saí com um cara, supostamente legal, e depois ele achou que obrigatoriamente eu tinha que fazer sexo com ele. Eu disse não por diversas vezes e ele fazia a mesma coisa: colocava minha mão no pênis dele, tentava direcionar minha cabeça. Por fim, perdi a paciência, banquei a doida, abri a porta e fui saindo. Ele ficou com medo de uma repercussão ruim pq moramos em uma cidade pequena, me levou em casa educadamente, me pediu desculpas e nunca mais me ligou. Eu caí na mesma armadilha que a fotógrafa: saí com um cara bonito e considerado um fofo, mas não passava de um tosco machista!

Anônimo disse...

Me alinho completamente com a menina da denúncia, já fui vítima de abuso e de estupro e essa discussão é ridícula. Você dizer para uma mulher que está fazendo uma denúncia que isso não é nada de mais é silenciamento. Por isso as mulheres não dizem as coisas, por isso nem um não a gente não diz.
Vir com papo que hoje somos capazes de dizer não...ai, pls. A gente não é capaz de pegar um ônibus em paz! Vestir uma saia sem ter certeza que vai ser assediada na rua. É muito difícil não transar depois que o cara decidiu que vocês vão, isso é o mesmo que consentimento? Não.

Anônimo disse...

temos imensa dificuldade com o nao. precisamos ensinar nossas filhas a dizerem nao e aceitar qdo elas dizem nao. respeitar o nao das meninas. muitas vezes agi querendo agradar meu marido, ser agradavel simpatica sorridente, somos ensinadas na meiguice desde meninas.

Kasturba disse...

Sim, Rodolfo, quando você passa a vida sendo ensinada a ser gentil, agradável, delicada e não magoar os sentimentos alheios (principalmente de homens), é muito difícil dizer NÃO.
Eu já passei por situação de ter um cara dando em cima de mim, sabendo que eu era casada (e conhecendo meu marido). Mesmo eu tendo nojo do comportamento do cara, e nenhuma vontade de trair meu marido, fiquei cheia de dedos de falar um "NÃO" em alto e bom tom. Fiquei medindo palavras pra não magoar os sentimentos do infeliz, e não ser grosseira.
Quando as mulheres vão aprender? Quando pararmos de educar meninas para serem agradáveis com todo mundo. Por isso a importância tão grande do feminismo.

E engraçado vir um homem, que não sofreu essa lavagem cerebral, vir dizer que é fácil mulheres dizerem NÃO, quando varias mulheres dizem o contrário.

Anônimo disse...

texto que nos faz refletir. Também sou casada hj e não sei como agiria caso me encontrasse solteira de uma hora pra outra. me lembro quando mais nova, solteira, de sempre ter uma expressão de "braba", sempre fui criticada em casa. família hiper machista... parecia que tinha que andar assim pra ninguém vir mexer, importunar. e ainda assim, quanta dificuldade em ter que falar em alto e bom som um belo "não"!

Anônimo disse...

Falou o cara que não sabe que você pode apanhar ou ser estuprada se disser não...

Anônimo disse...

Sinceramente, sou mulher e feminista mas acho que nessas situações e falando de um modo bem prático, a única pessoa capaz de evitar relações que não quer é você mesma. Caso se sentiu constrangida mas não fez nada, infelizmente vai continuar do mesmo jeito porque a vida de um certo modo é assim, se você não possui firmeza para lutar pelos próprios interesses e ações saiba que os outros não o farão por você, para resolver esse tipo de problema são as próprias mulheres serem mais decisivas do que ficarem em cima do muro. Não estou querendo ofender ninguém mas essa é a minha opinião, quem não luta por si próprio acaba ficando a mercê dos outros, seja com mulheres,homens,animais,seres vivos em geral, lembrando que isso é apenas no caso de dúvidas em relação de consentimento entre parceiros e não o estupro clássico que é a força bruta e independe de palavras.

Priscila Gonçalves disse...

Eu estou numa relação séria e mesmo assim constantemente eu tenho que dizer "nao" várias vezes qdo não estou de sexo. Se sou incisiva, curta e grossa eu saio como ruim. Se fosse o contrário, na primeira cara feia eu tiro meu time de campo. Por que essa diferença?! Eu li o texto e tentei refletir bastante antes de escrever minha opinião, e me parece que a culpa continuou com a vítima, afinal, ela não negou de forma suficiente. Nada novo sobre o céu.

Anônimo disse...

Uma vez fiz um comentário aqui, lembrando de uma frase proferida por minha falecida avó: “Mulher não é gado tangido ao matadouro “ ; OK, então, parece que muitas ainda aceitam ser tratadas como gado! Desculpe-me Lola, sinceramente, não me atrevo ou tenho seus conhecimentos sobre feminismo, mas se “é difícil dizer um não a uma celebridade como Aziz, é praticamente a mesma coisa com relação ao Donald Thrump, que disse que, poderia pega-las lá pois é um homem muito rico. Ê dar razão aos posts da internet com piadas machistas diferenciando assédio, segundo eles sempre feitos por homens pobres do flerte, que seria feito por celebridaded!

Anônimo disse...

"Ignorou sinais não-verbais". ORA, ORA, ORA!!!! Agora os homens serão obrigados a andarem com um VIDENTE, para LER os SINAIS NÃO VERBAIS, porque a mulher, mesmo com todo seu feminismo e empoderamento, é incapaz se levantar, se impor e falar: "eu não quero esta merda. Pare agora! Estou indo embora! Tchau!".

Homem nunca saberá quando a mulher não quer realmente ou quando ela está fazendo o famoso "cu doce", "joguinho de querer ser conquistada" ou "se fazendo de difícil". Se a mulher não quer realmente, tem que FALAR CLARAMENTE QUE NÃO QUER. Não tem "sinal não verbal". Ahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh! Meu ovo, cara! Meu ovo! É muito fácil mulher se livrar dessas situações: é só parar com os malditos jogos de sedução. Cabou. Lutaram tanto, mas tanto, mas tanto para ter uma liberdade sexual, é só falar: eu quero dar pra ti, eu não quero dar pra ti. CABOU. MORREU OS JOGOS.

Mas ainda insistem nisso, e blábláblá. É impressionante!

Anônimo disse...

Alias, fica a sugestão de um tema para seu blog. Faça um texto ensinando as mulheres a não jogarem com os homens e o porque não fazerem isso. Cara, se as mulheres pararem de jogar, e se igualarem aos homens e serem racionais, lógicas e diretas, EU GARANTO, MAIS DA METADE dos casos de assédio, constrangimento e o cacete, vão acabar.

Ou comecem a direcionar impostos para o Estado ensinar nas escolas curso de clarividência para os homens ser capazes de saber o que uma mulher é INCAPAZ de dizer.

Anônimo disse...

A questão e simples de equalizar ao contrario do que parece. Homens devido a cultura de privilegio patriarcal e a questões hormonais tem a sexualidade predadora. tanto que tabu dizer a verdade sobre a penetração ser degradante ao organismo e psiquê feminina.

Mulheres em uma sociedade patriarcal tem a "ilusão programada" do consentimento.tanto que e muito comum nas mulheres a depressão pois coito.

Mas tudo isto e tabu ate mesmo dentro do feminismo.

Anônimo disse...

A nova agora, fazer sexo e não gostar e estupro.

Anônimo disse...

os homens inventaram uma "narrativa" ridícula de q eles apenas serão "homens" se fizerem sexo com alguma mulher

uma condição completamente idiota, pra dizer no mínimo, mas perdura no inconsciente coletivo dos maxos há séculos(?) (talvez pq os homens todos sejam idiotas mesmo)

é bom q as mulheres passem a rejeitar largamento os homens pra q eles "caiam na real" (não é esse o mantra dos mascus? pois bem), eles precisam entender de uma vez por todas q são homens pq nasceram assim e nada mudará isso, não é sexo com mulher q os "transformará" numa coisa da qual eles já são desde o nascimento

é essa busca por ~afirmação~ (urgh) masculina, entre outras coisas, q faz com q os homens sejam assim, tão imaturos e ignorantes sexualmente (adjetivos bastante eufêmicos, eu sei)

Por serem muito (burros) limitados, esperar q os homens ganhem essa consciência é o mesmo q esperar o teMERDA ser preso, então a iniciativa precisa partir de nós, mulheres, temos q parar de comprarmos essa narrativa, a de q somos "troféus" ou de q somos partes do rito de "passagem masculino", CHEGA de sermos "símbolo da masculinidade", isso tb nos prejudica

Anônimo disse...

Logo para um homem fazer sexo com uma mulher vai ser necessário reconhecer assinatura de termo de consentimento em papel timbrado no cartório na presença de duas testemunhas. Porque fazer sexo e se arrepender agora virou estupro.

Anônimo disse...

Nos anos 70 e 80 apesar da fervilhação dos movimentos feministas eram épocas mais românticas, de "liberdade sexual feminina" (Muita controvérsias) devido ao anticoncepcional. Hoje já em estado mais elaborado da desconstrução da programação machista na mente das mulheres estamos vendo que não vale mais a pena como diz a Lola "se por em risco"
Relacionamentos com homens estão ficando obsoletos em todos os sentido, a próxima geração de mulheres vão se completar em si mesmas.

Anônimo disse...

Não concordo com tudo que o Rodolfo falou, e vou fazer um comentário maior depois, mas por hora quero complementar que uma mulher deve dizer NÃO a qualquer momento durante a transa em que se sentir desconfortável. Não é apenas no começo da transa que se pode desistir. Fodasse se o cara vai achar que você é uma 'louca'. Não tá gostando mais da transa então diz isso bem claramente e vai embora mesmo. O mesmo vale para os homens se não estiverem gostando da transa. Parem e vão embora! Mas dos homens nessa história eu vou falar depois.

Felipe Roberto Martins disse...

Eu creio que melhor do que ninguém para falar de assédio são as mulheres.

Tenho várias amigas e conhecidas mulheres - todas - eu disse todas, já passaram por um episódio de assédio!

Portanto como homem, penso que o lugar de fala agora é das mulheres e o lugar dos homens agora é de escuta.

Todos refletindo - criticamente - com foco no diálogo e respeito sempre.

Anônimo disse...

Fiquei chocada quando vi mulheres feministas que eu seguia defendendo ele, falando que a moça estava errada e deveria ter dito "NÃO"

cianaly disse...

Esse texto, a fala do Rodolfo, da Kasturba e da anônima das 18:00 só me fez pensar o qual importante é o empoderamento da mulher e o feminismo tem uma grande influência nessa questão. A mulher só vai conseguir ser clara e objetiva em suas vontades se for forte e esclarecida, ainda mais na situação da moça do post, frente a uma celebridade ou alguém q se admira. Vejam bem: se até mesmo nós, mulheres fortes, empoderadas, esclarecidas passamos por situações duvidosas, imaginem as que não possuem essa bagagem. Taí motivo pra manifestações do tipo #timesup não acabem!

Anônimo disse...

Sobre não ser vidente... Se eu entendi, o que você quer dizer" na dúvida, force", e a gente tem que ver isso como natural

Anônimo disse...

Esse seu comentário é muito conservador! Mantém as coisas exatamente como estão! Nós não queremos isso: queremos melhorar nossa relação com as mulheres e para isso precisamos ter empatia! Mas como ter empatia se somos hostilizados?

Anônimo disse...

Eca culpa é somente nossa?

Anônimo disse...

Concordo Felipe! Imagino que nem sonhamos os constrangimentos que devem passar! Mas convenhamos: para acabar ou pelo menos reduzir isso como faremos? Será com comportamentos dúbios como o dessa fotógrafa que saiu com o Aziz? Ficou parecendo que bem ela mesma sabia o q queria! Tem muita coisa errada na relação homem-mulher mas eu pergunto se é só onhonem o culpado? Não quer? Diga não é pronto! Agora ficam cheia de filosofia: mamãe mevebsinou a só duzer sim; o cara é bonito; o cara é uma celebridade, etc e aí nós não entendemos nada e vc sabe b disso! Só com total
Honestidade de ambas as partes chegaremos a um acordo!

Cão do Mato disse...

Então, eu acho o seguinte:se não dá pra culpar a mulher por não dizer "não", por ter sido "doutrinada" para ser gentil com qualquer homem, também não dá pra criticar o cara que não sabe ouvir um "não", porque ele também foi doutrinado para isso. Não dá pra usar a justificativa de "doutrinação social" só quando é conveniente pra vocês, né?

Anônimo disse...

Eu acho que tem um meio termo.
Uma vez um cara me assediou no carro, e tenho certeza que teria me estuprado, se eu não tivesse grudado na camisa dele e dito "para com isso agora! E me leva pra casa, senão eu vou gritar!!" Eu tinha 19 anos, até hoje não sei de onde tirei a força. Não aconteceu nada de mais grae, mas qdo cheguei em casa chorei por dois dias.
E outras vezes, muito mais velha, não tive essa força. aceitei "dar une beijinhos", aceitei "fulano com mão na minha coxa".. sei la, depende do momento.

Eh necessario falar sobre o assunto, pois essa é uma cultura que tem que acabar. E enquanto não acaba, temos que empderar as mulheres. Seria melhor não precisar se impor, mas infelizmente é necessario. Não culpabilizo a vitima, mas é uma forma de proteção trabalhar o NAO

yara

cianaly disse...

Não, não é muito fácil mulher se livrar dessas situações. É exatamente isso que estamos todas dizendo: ouça-nos! Fomos ensinadas a vida inteira a ser gentil, a não magoar os homens. Além do mais, está enraizado no mundo machista que mulher tem q se fazer de difícil pra se valorizar. Eu, mulher feminista que sou, já ouvi mtas vezes que homem não gosta de mulher fácil. Tenho irmãos e eles próprios já criticaram meu comportamento mais "livre". Esses e outros são os motivos de mulheres não serem claras e objetivas nas suas vontades. Além do mais, em mtas situações, temos medo de ser mais incisivas no "não" e sermos agredidas. A @mlaudeauser escreveu uma thread certeira sobre isso no twitter essa semana

Kasturba disse...

Sim, Anon das 18h00, você está certa. Nesse tipo de situação, a única pessoa que pode se impor e evitar um abuso é a própria vítima.
E é justamente isso que o feminismo (a partir desse texto da Lola e muitos outros) está tentando fazer: Abrir os olhos das mulheres para esse fato. É somente conhecendo nossas vulnerabilidades que nos tornamos capazes de lutar contra elas e nos fortalecermos. E nossa educação enquanto meninas, que nos ensina a sermos educadinhas, agradáveis, delicadas, e nos diz que não podemos nunca magoar ninguém (principalmente um homem), é uma grande vulnerabilidade. Nos torna presas fáceis.
Vamos tomar ciência e nos fortalecermos nesse quesito. Vamos mudar a forma como educamos nossas meninas. Vamos aprender e ensiná-las a dizer NÃO!

Kasturba disse...

Anon das 20h46:
Nem todas as mulheres são feministas, e mesmo as feministas ainda estão presas em comportamentos machistas. Dizer que "o feminismo diz isso e as mulheres fazem aquilo" só prova como a cultura machista está arraigada em nós. Feminismo é uma desconstrução e evolução diária. E é aos poucos que ocorre. E nesse meio tempo, situações conflitantes (como a descrita no texto) vão ocorrer, e é importante conversarmos e refletirmos sobre elas, para que não se repitam mais.
Sim, seria ideal o mundo em que mulheres dissessem sempre NÃO quando não querem algo, e homens sempre entendessem que NÃO É NÃO. Estamos nesse caminho, mas as coisas não se modificam do dia pra noite. Por isso mesmo a importância de espaços destinados a esses debates.
Como a Cianaly disse, mulheres que dizem SIM quando querem, também não são bem vistas. Lembro claramente na minha infância, minha mãe (uma mulher que eu sempre considerei forte e independente) me ensinando: "Filhinha, quando um rapaz te pedir em namoro, mesmo que você goste dele e queira muito, tem que dizer que não tem certeza, e pedir uns dias pra pensar, pra não parecer muito fácil."

É algo realmente ridículo, e que em ultimo estágio se torna perigoso pras próprias mulheres,as assim fomos ensinada, e assim o mundo espera que sejamos.

Estamos lutando para mudar essa realidade. Mas é um processo.

Anônimo disse...

Mas a moça do texto disse NÃO. Ela disse: eu quero ir embora agora.
E o cara ouviu, IGNOROU e pediu por sexo oral.

Não foi falta de NÃO.
Quero ir embora quer dizer quero ir embora. Ele não tinha nada que ter pedido por sexo oral disso, é aí que está a violência, nesse pedido após ela ter dito com todas as letras que queria IR EMBORA.
E o que o cara fez foi dizer: foda-se se vc quer ir embora, vem aqui e faça sexo oral em mim. Forçou a barra, é violência.

Anônimo disse...

A moça disse: EU QUERO IR EMBORA.
E o cara ouviu, ignorou e pediu por sexo oral.
A foi plenamente capaz de dizer o que queria: ir embora.

Não criem narrativas falsas que mulheres são seres incapazes de falar. A moça falou com todas as palavras, em alto e bom som que queria ir embora. E mesmo assim o cara forçou a barra e pediu por sexo oral, sabendo queno que ela disse era que queria ir embora.

Anônimo disse...

A moça disse NÃO. Ela disse que queria ir embora.
Não adiantou nada: ele ignorou as palavras dela e pediu por sexo oral.

O medo surgiu nesse desrespeito. Quem pede sexo oral de uma pessoa que já disse que quer ir embora seria capaz de quais violências mais, hein??

Anônimo disse...

Sinceramente, essa história já está enchendo o saco.

Se a garota não estava pronta para intimidades, por que subiu sozinha para o apartamento dele?

Por que não se despediu dele depois do jantar?

Uma mulher adulta se comportando como adolescente é lamentável.

Anônimo disse...

Sobre não ser vidente... Se eu entendi, o que você quer dizer" na dúvida, force", e a gente tem que ver isso como natural


N. É bem simples. N lemos pensamento, se a mulher n quer transar, q diga isso. E vamos combinar q é meio difícil sacar o q a mulher quer, enquanto, envia supostos sinais n verbais ao mesmo tempo q aceita tudo q o cara propõe.
Absurdo falar q esse cara aí assediou a mulher sendo q ela concordou com tudo.

Anônimo disse...

Eu não me sinto atraída por mulheres,mas hoje até por um posicionamento social eu me recuso a me relacionar com homens.

Cão do Mato disse...

"A moça disse NÃO. Ela disse que queria ir embora.
Não adiantou nada: ele ignorou as palavras dela e pediu por sexo oral."

E ela fez... Assim fica difícil, né?

Anônimo disse...

É um caso difícil por que ele não tem a violência extrema que nos acostumamos a denunciar. Ainda sim, acho que ele foi um cretino da marca maior, por que não exitou em tentar manipular a parceira, se lixando para os desejos dela, e, o pior: para o constrangimento, a culpa e a frustração que ela sentia. Não é tão ruim, nem de longe, como um sádico estuprador que tem prazer na dor e na humilhação da vítima, mas ainda é um comportamento predatório cretino e desonesto.

É difícil identificar a manipulação, e o fato do sexo ser tema tabu não ajuda: ou é completamente proibido, e a mulher que o faz 'peca', portanto merece sofrimento, ou só é completamente permitido para o prazer do homem, e toda mulher 'tem que ter prazer em ser o objeto do desejo do outro'. Se viu a pica, é automático: tem que dar.

Quem foi mesmo que criou essas regras não escritas? Para o prazer da mulher, nenhuma delas foi feita.
Eu, como mulher casada, já tive que repetir um não. E olha que o meu relacionamento é bom, eu quero estar com essa pessoa por muitos anos ainda, me imagino envelhecendo ao lado dele, mas a verdade é uma só: meu não (verbal, bem dito) nem sempre é aceito de primeira. As vezes eu tenho que ser enfática (citando a pensadora Valesca Popozuda -
'vou mandar você tomar no cu' sozinho, óbvio), e receber a pecha de 'grossa', 'estressada', tá ruim hoje, né? E sempre tem uma sensação de culpa pelo não que foi dito.

Essas coisas fermentam como raiva, lentamente... Resolver esse tipo de questão no casamento é um dos maiores desafios que pessoas com relacionamento possuem, portanto só posso imaginar que para os solteiros é aquela situação frustrante por excelência. E aí da mulher que frustar um homem, não é mesmo? Esse privilégio de jamais ser frustrado sexualmente por uma mulher, é uma ilusão masculina que eu não entendo. Fios, a vida é uma só: todo mundo se frustra com sexo. A questão toda é se você tem caráter para lidar com a sua frustração e a do outro. Esse cara aqui não teve. Foi um babaca desonesto, e merece ser avacalhado em público, para dizer o mínimo.

É essa a desonestidade dessa história: vou querer sexo bom para mim, se for ruim para a minha parceira, ela que se dane. Posso, quero, e, portanto, vou transformá-la em boneca inflável, não tenho obrigação alguma com o prazer alheio.

Se acho que sexo ruim deve ser punido como estupro? Não, mas o 'esculhambamento' público, nesse caso, eu acho bem merecido. Quer se preocupar apenas com o seu prazer? Bate uma punheta. Vai fazer sexo a dois, a três, ou 'só uma surubinha de leve', você é responsável por ter certeza absoluta do consentimento dos demais envolvidos, e se compromete a, pelo menos, respeitar o prazer de todo mundo.

Demais? Só para macho babaca, eu acho o mínimo.

Anônimo disse...

Toda relação hetero tem algum grau de abuso para as mulheres, e estrutural.

Cabe a uma nova geração de mulheres se vale ou não a pena se por vulnerável em uma relação que não trás nada de bom para mulheres.

Um bom parâmetro e observar as mulheres mais experientes, as que estão divorciadas ou viúvas parecem muito mais felizes que as que estão casadas e em grande maioria não querem mais contato íntimo ou emocional com homens.
Mais de 80% dos pedidos de divórcio parte de mulheres.

Anônimo disse...

A sexualidade masculina e predatória e tóxica.

Anônimo disse...

"Cão do Mato disse...
Então, eu acho o seguinte:se não dá pra culpar a mulher por não dizer "não", por ter sido "doutrinada" para ser gentil com qualquer homem, também não dá pra criticar o cara que não sabe ouvir um "não", porque ele também foi doutrinado para isso. Não dá pra usar a justificativa de "doutrinação social" só quando é conveniente pra vocês, né?"

Olha, sou mulher e me considero feminista e concordo. Ele forçou a barra? Forçou sim. Não agiu certo. Mas daí a querer transformá-lo em um assediador quase estuprador é demais. Acho sim que ela deveria ter sido mais incisiva, da forma que agiu pareceu que estava fazendo charminho, o que, vamos combinar, muitas mulheres fazem e por isso os homens acham que devem insistir. Insistir não é agarrar nem estuprar, ELE NÃO FEZ ISSO. Po, depois de dizer que não queria nada ainda foi fazer sexo oral?

Anônimo disse...

Sou homem e digo: não existe homem feminista! É só uma fachada p ficar bem na fita!

Anônimo disse...

"Mas a moça do texto disse NÃO. Ela disse: eu quero ir embora agora.
E o cara ouviu, IGNOROU e pediu por sexo oral."

E ELA FOI E FEZ! Ele não obrigou. Ah perae a mulher era maior de idade. Falam como se fosse um cachorrinho indefeso incapaz de reagir, de levantar e ir embora.

Anônimo disse...

"Sobre não ser vidente... Se eu entendi, o que você quer dizer" na dúvida, force""

Não. Forçar é estupro. Mas os homens estão sim culturamente condicionados a insistir. E sabemos que muitas mulheres fazem sim um charminho. Essa cultura é machista? É. Agora querer crucificar o cara por isso passa dos limites.

Kasturba disse...

Eu concordo com a opinião de alguns homens aqui: Não tinha como o cara entender que ela queria parar sem ela dizer de forma clara. Eu sou mulher, e também tenho dificuldades de entender "sinais não verbais". Muitas vezes tenho que falar pro meu marido: "não adianta fazer cara feia. Se não gostou de algo que eu fiz, me fala, senão eu nunca vou descobrir porque você está chateado. Não leio mentes."
Não acho que existam culpados na situação descrita (embora ela tenha sido vítima).

Mas não acho a discussão inválida, muito pelo contrário. Acho extremamente importante percebermos como mesmo um cara que se auto intitula feminista também acaba repetindo padrões machistas de não entender exatamente o que um "não" quer dizer, e como uma mulher feminista também repete esses padrões, não tendo forças suficientes para impor sua vontade.
Acho crucial percebermos como o machismo está arraigado em todos nós, até mesmo feministas, e por isso mesmo, como a nossa luta para nos libertarmos dessas amarras é fundamental, e precisa continuar!

cianaly disse...

Nós mulheres estamos tentando mostrar a vcs homens que o desrespeito ao "não" é invasivo e constrangedor e, pelo visto, não está surtindo resultado. Ao mesmo que estamos aprendendo a dizer esse mesmo não. A doutrinação social, nesse aspecto, é inaceitável pra ambos. O problema é q no final da noite, somente uma das partes é q vai pra casa chorando, se sentindo violada e desrespeitada...

titia disse...

Como uma pessoa que é realmente tapada pra todos esse sinais mais sutis, que precisa que alguém me fale com todas as letras o que está acontecendo, eu creio que não posso dar uma opinião totalmente honesta sobre o caso. Mas é ótimo que o debate esteja acontecendo, porque esse jeito neurótico e doentio que a sociedade trata o sexo é o principal responsável por situações como essa. Se um punhado de tarados frustrados e pervertidos (que, coincidentemente, estão envolvidos em religiões ultraconservadores) não fizesse O DRAMA a respeito de sexo que se faz até hoje, as pessoas não teriam problemas pra se comunicar a respeito.

Mas, moçada, deixa eu dar uma dicazinha aqui: perguntar "Você quer?" e só prosseguir se ouvir um "Sim, eu quero" não mata, não tira pedaço nem broxa, viu?

Cão do Mato disse...

"Mas, moçada, deixa eu dar uma dicazinha aqui: perguntar "Você quer?" e só prosseguir se ouvir um "Sim, eu quero" não mata, não tira pedaço nem broxa, viu?"

Então...Aí entramos numa outra situação. Se a moça pode, a qualquer momento, interromper a transa por se sentir "ameaçada", qual deve ser o comportamento do cara? A cada peça de roupa tirada, a cada parte do corpo tocada ou beijada, ele vai precisar peguntar "você quer"? E se a mulher não tiver "coragem" para dizer "não" a qualquer momento durante a transa e o cara não entender adequadamente os tais "sinais não-verbais" ? Será considerado "estuprador"?

Anônimo disse...

Essa menina só quer aparecer. Além disso, aproveita-se dos movimentos sociais da moda. Está, então, sendo pior que machista a atitude sacana dela de provocar uma discussão confusao e lamentável. Passa totalmente do razoável.

João disse...

Me parece que há um agravante, na cultura americana, a qual ambienta o caso ocorrido, aceitar um convite para subir ao apartamento, ou ao quarto de hotel, implica aceitar o risco de que algo tende a rolar... Acho que não deve ser fácil mesmo sair dessa situação sem "rodar a baiana". Nós homens temos uma cultura de ter de tentar, pelo menos os latinos, apesar do desastre da maioria em não saber ir aos poucos, sentindo se há clima para tal. Mas sabemos sim quando estamos agradando ou quando as coisas não irão além, pelo menos naquele momento. A reciprocidade é ímpar nesses momentos.

Anônimo disse...

Quem faz sexo oral de livre espontânea vontade em uma pessoa depôs de dizer que quer ir embora?

Anônimo disse...

E nem é prerrogativa masculina mas é obrigação ser empático e respeitoso com elas!

Anônimo disse...

Concordo com vc em parte! Mas porque ela não teve forças pra impor sua vontade? Se não quisesse magoá-lo, bastaria dizer: “Cara, não to mais afim, fui “ mas foi lá fazer oral nele (????)

titia disse...

Ora, mascuzin do mato, se for preciso você pergunta várias vezes sim. E se a moça em algum momento não afirmar com certeza que quer, por via das dúvidas você para e vai embora. Sério, cara, ninguém consegue ser tão tapado a ponto de achar que uma pessoa que não corresponde ao beijo nem às carícias, que não olha nos seus olhos (esse aqui é muito importante, a primeira coisa que um ser humano faz quando está desconfortável com alguma situação ou alguém é evitar os olhos, então presta atenção nisso) e fica lá imóvel feito uma estátua está a fim de transar.

A chave de tudo é: não tem certeza se a outra pessoa quer transar? Para tudo e vai embora. Pronto. Na hora que a moça disse 'Eu quero ir embora' era pro cara ter parado tudo e levado ela embora. Não tem essa de insistir nem de fazer joguinho, macho; na hora que a moça disse que não quer, é não e acabou-se. Chora, bate uma punhetinha ou vai no puteiro e segue em frente. Não. Insista. De. Maneira. Nenhuma.

Anônimo disse...

Já tive experiências sexuais ou quase-sexuais que não me orgulho agora chamar isso aí de abuso sexual é um soco na cara de toda mulher que já foi abusada de verdade, estuprada de verdade.

PELAS PALAVRAS DELA, desde o começo o cara já mostrou o que queria. PELAS PALAVRAS DELA, ela além de não deixar claro que não queria sexo aproveitou o jantar com ele, subiu até seu apartamento, fez sexo oral nele 3 vezes e quando ela quis ir embora, foi sem o menor problema.

Se você quer ver um filme e o cara quer trepar com você, deixa bem claro isso ou vê seu netflix em casa, ora.

O último cara que veio querer enfiar dedo na minha boca (eu odeio isso) tomou uma dentada pra não esquecer mais.

Eu até entendo a situação de você continuar em um "encontro" desses meio q na esperança de que a coisa vá melhorar em algum ponto agora, jogar isso na lama como se fosse um estupro coletivo, aí a gente tá falando de outra coisa.

E a "jornalista" que fez essa "matéria" é um lixo humano também, acompanhem

https://mobile.twitter.com/maxwelltani/status/953729116649517056/photo/1

22 anos de idade e já conseguiu destruir a própria carreira

Anônimo disse...

Esse negócio de sinal não verbal funciona sabe pra quem? Pra gato, pra cachorro, porque eles não falam. A gente tem boca não é só pra chupar rola não, é pra dizer NÃO também, pega a bolsa e vai embora, acabou, o cara não tava com uma arma na cabeça dela e ela foi embora no momento em que decidiu ir sem o menor problema. Se ele nesse momento aí pegasse ela na marra, a impedisse de sair e forçasse, estupro consumado. Mas não foi nada disso que aconteceu, tanto que ela nem foi à policia. O feminismo é uma coisa importante demais para a gente admitir que pessoas assim sujem toda a história de um movimento.

Anônimo disse...

"Esse seu comentário é muito conservador" - câncervador ONDE?

"Mantém as coisas exatamente como estão" - o quê? muito pelo contrário, vc leu direito o q eu escrevi, vou repetir resumidamente:

'é bom q as mulheres passem a rejeitar largamento os homens pra q eles "caiam na real" (não é esse o mantra dos mascus?), eles precisam entender de uma vez por todas q são homens pq nasceram assim e nada mudará isso, não é sexo com mulher q os "transformará" numa coisa da qual eles já são desde o nascimento

é essa busca por ~afirmação~ (urgh) masculina, entre outras coisas, q faz com q os homens sejam assim, imaturos e ignorantes sexualmente

"Nós não queremos isso: queremos melhorar nossa relação com as mulheres e para isso precisamos ter empatia" - não só empatia, capitão óbvio, mas também (e o q eu vou falar agora pra vc vale igualmente pra todos os outros homens preocupados em como serem "melhores"):

Vc(s) tem q nos adorar, adorar a nós, mulheres, como deusas q somos, já q não conseguem nos ver como humanas, então q nos tratem como santas ou como divindades, já q são as únicas figuras femininas da qual vcs, homens, tecem um mínimo respeito

"se somos hostilizados?" - vcs não são hostilizados, pelo menos não pela gente, as mulheres, eu diria q vcs são hostilizados por vcs mesmos, homens, por isso vcs cometem as mais diversas atrocidades contra o próprio sexo de vcs, a veradade então é q... vc é hostilizado por outro homem. Nós mulheres apenas nos defendemos e isso inclui, hora outra, comentar os fatos atrozes q vcs realizam contra a gente, o q não é nem perto do q vcs fazem na prática contra nós e contra si mesmos

Anônimo disse...

"Me parece que há um agravante, na cultura americana, a qual ambienta o caso ocorrido, aceitar um convite para subir ao apartamento, ou ao quarto de hotel, implica aceitar o risco de que algo tende a rolar... Acho que não deve ser fácil mesmo sair dessa situação sem "rodar a baiana"."

É simples, é só falar 'amigo, não vou dar pra você ok'? Ou nem sobe. E não era uma situação de trabalho, era um flerte, ele e ela juntos, ou seja tinha todo um contexto aí. Agora quis sair com o famosinho, não foi bem o que ela queria e vem chorar de estuprada... ah tenha dó, e outra, esse povo de meio artístico é tudo podre, tem fila de mulher querendo dar pra esses caras então eles acham mesmo que todo mundo vai querer a pica mágica deles, é assim no Brasil e no mundo, não dá pra ser inocentinha a vida inteira não.

Anônimo disse...

"Esse seu comentário é muito conservador" - câncervador ONDE?

"Mantém as coisas exatamente como estão" - o quê? muito pelo contrário, vc leu direito o q eu escrevi, vou repetir resumidamente:

'é bom q as mulheres passem a rejeitar largamento os homens pra q eles "caiam na real" (não é esse o mantra dos mascus?), eles precisam entender de uma vez por todas q são homens pq nasceram assim e nada mudará isso, não é sexo com mulher q os "transformará" numa coisa da qual eles já são desde o nascimento

é essa busca por ~afirmação~ (urgh) masculina, entre outras coisas, q faz com q os homens sejam assim, imaturos e ignorantes sexualmente

"Nós não queremos isso: queremos melhorar nossa relação com as mulheres e para isso precisamos ter empatia" - não só empatia, capitão óbvio, mas também (e o q eu vou falar agora pra vc vale igualmente pra todos os outros homens preocupados em como serem "melhores"):

Vc(s) tem q nos adorar... adorar a nós, mulheres, como divindades q somos; já q não conseguem nos ver como humanas, então q nos tratem como santas ou como deusas, já q são as únicas figuras femininas da qual vcs, homens, tecem um mínimo respeito

"se somos hostilizados?" - vcs não são hostilizados, pelo menos não pela gente, as mulheres. Eu diria q vcs são hostilizados por vcs mesmos, homens, por isso q vcs cometem as mais diversas atrocidades contra o próprio sexo de vcs, a verdade então é q... vc é hostilizado por -outro homem-. Nós mulheres apenas nos defendemos e isso inclui, hora outra, comentar os fatos escabrosos q vcs realizam contra a gente, o q não é nem perto do q vcs fazem na prática contra nós e contra si mesmos

[corrigido]

Anônimo disse...

de qualquer forma, o ocorrido é uma lição para todas nós mulheres q...

1º - ng vai ter muita compreensão para com vc, nem mesmo outra mulheres ou feministas

2º - por isso então, EVITE, apenas EVITE

E-V-I-T-E

Anônimo disse...

A atriz que faz a Cersei, que não deve ter um e cinquenta de altura, falou em alto em bom tom para o estuprador-mor de Hollywood, um cara fisicamente enorme: "Eu não sei pq estamos subindo no seu quarto mas eu não vou fazer sexo com você". O cara fez um auê, ela voltou pro carro chorando mas ele não encostou um dedo nela. É assim que funciona. "Sinais não-verbais", como alguém mencionou, só funciona pra bicho, pra gente temos que expor nossa vontade em alto e bom tom e se as mulheres não sabem fazer isso, olha, minha criação foi extremamente machista, meu pai era pastor evangélico e nunca ninguém precisou me ensinar a falar não pra marcar a minha vontade. Bad sex não é abuso. Abuso é abuso. Arrependimento pós-sexo não justifica nada disso aí. Não quer ser tratada como uma débil mental, não se comporte como uma.

Anônimo disse...

"A sexualidade masculina é violenta e "forte" (sic, e muitas aspas no """forte""", diferente da feminina..." [q é sã e saudável] - Danuza leão (ataca novamente)

A prova de q toda mulher, independente de classe, idade ou vertente política, feminista ou não, considera a sexualidade masculina ruim, tóxica, doentia e altamente desagradável; é bom q os homens leiam essa declaração da (esclorasada da) danuza e parem de se vitimizar: "ainnn suas feminazis, não "~dEmUUnizEmm~" a sexualidade masculina" - NÃO, seus cretinos, não vamos nos calar pra agradar vcs, até pq, não são apenas as feministas q imputam essa monstruosidade ao sexualismo de vcs, TODAS AS MULHERES fazem o mesmo, inclusive essa, a danuza, aquela q vcs aplaudiram, lembram? pois bem... até ela admite q vcs são uns lixos sexualmente, espero q aplaudam ela agora tb (nisso) e q parem de fingir q são "difamados", como se vcs mesmos não soubessem q -a sexualidade masculina ser degradante e deletéria- é a mais pura verdade

Anônimo disse...

Algo sobre educação e socialização femininas: crianças, principalmente meninas, precisam tet seus nãos respeitados pelos pais quando se referem a agradar visitas (seja de parentes ou de amigos). Fui visitar uma amiga uma vez e ela e o marido ficaram insistindo para a meninae dar um abraço, quando ela visivelmente não queria (ela tinha 2 anos e meio). Aí eu falei "respeite o direito dela não querer abraçar e/ou beijar as pessoas."
Acho que começa aí - infelizmente - achando que a menina tem que ser meiga e carinhosa com pessoas de quem ela não gosta ou com quem se sentem constrangidas.

Anônimo disse...

diferente da feminina..." [q é sã e saudável]
-
Então seguindo esta logica, como uma mulher heterossexual vai exercer sua sexualidade se para isto ela precisa de um parceiro homem?

kay wilbury disse...

Pois é, esse negócio de "cu doce", "joguinho de querer ser conquistada" ou "se fazendo de difícil" pra se valorizar é um ranço machista que ainda ficam colocando na cabeça das pessoas. As mulheres não são ensinadas em nossa sociedade para serem objetivas, dizerem com todas as letras que não estão a fim e nem que querem transar. A objetividade, assertividade não é valorizada em mulheres pela nossa cultura sexista, onde isso só é bem visto em homens. As mulheres são ensinadas que não devem tomar iniciativa no sexo, na paquera, tem que esperar o homem tomar iniciativa e, quando são cortejadas, a não "cederem" (como odeio essa expressão) logo e sim ficar enrolando, fazendo joguinho para o cara ficar interessado, manipular o cara passivamente, para se "valorizar". Nos dizem que homem gosta de mulher que faz isso para se sentir superiores e conquistadores. Por isso os caras não entendem ou não acreditam que quando dizemos "não", é "não" mesmo, e não um joguinho de sedução. Muitas vezes acontece comigo, mesmo depois de eu dizer em alto e bom som para o indivíduo que não quero trepar com ele, ele nao se convence e ainda fica insistindo, muitas vezes tive que ser agressiva até fisicamente para me fazer finalmente entender. A solução na minha opinião, é quebrar essa corrente, começar já a educar as crianças livres desses lugares comuns, clichês sexistas, parar de valorizar e ficar endossando esses estereótipos, ensinar as crianças a serem pessoas assertivas e claras em suas atitudes.

Anônimo disse...

Eu não quero tranzar com vc mas estamos meia hora nas preliminares, ok direito meu não querer tranzar com vc, mas mesmo assim deixei vc tirar minha roupa... isso ainda não me obriga a tranzar com vc... mas sim, vou deixar vc fazer sexo oral em mim, mas n vou tranzar com vc, ou melhor, vc não vai me penetrar, pq tranzando a gente já está né? (SEXO ORAL). Eu pedi pra vc ir mais devagar mas n disse q era p parar. Nossa como vc é apressado, vc é um cara babaca e sem freio, ou não estamos no mesmo ritmo, to me sentindo invadida... Não, vc não é um estuprador por isso. Afinal eu tinha todo o direito de pegar minhas coisas e ir embora, mas escolhi ficar deixar tudo rolar, por mais q eu estivesse me sentindo invadida.

Anônimo disse...

Para o(a) Anon das 21:11, que comentou "A questão e simples de equalizar ao contrario do que parece. Homens devido a cultura de privilegio patriarcal e a questões hormonais tem a sexualidade predadora...bla bla bla..."

Putz, vamos entender uma coisa de uma vez: homens não são e não tem que ser predadores e mulheres não são presas de coisa nenhuma. Não existe essa associação (homem=caçador, mulher=caça), como se fosse coisa "natural", líquida e certa, com base na forma da genitália com que se nasce, servindo para todo mundo. Isso não tem nada de natural, é coisa que é ensinada, ou melhor, enfiada goela abaixo às pessoas, que assimilam esses conceitos sem questionar. Fora que as pessoas são complexas, muito diferentes umas das outras independente de gênero. O que serve para um não serve para outros. E mais importante, porque estamos falando de seres humanos, não animais irracionais, e não estamos mais no tempo das cavernas, ora viva!
Se quisermos um mundo melhor e educar crianças para uma sociedade mais igualitária entre homens e mulheres, temos que parar urgentemente de ficar repetindo como papagaios e passando adiante esses chavões preguiçosos que só servem para trazer sofrimento.

Anônimo disse...

20:23 a sexualidade feminina vai além do heterossexualismo, apedeuta

quanto a pergunta (idiota), não sei, mas o q isso tem haver com a proposição: "diferente da feminina..." [q é sã e saudável]"????

Mesmo q uma mulher cometa o equívoco de se relacionar com um homem, a sexualidade dela ainda permanece sã e saudável (o q não podemos dizer a respeito da sexualidade masculina, q é o exato oposto disso)

E já q tocou no assunto, vou me estender...

O sexualismo masculino é amplamente desconvidativo para as mulheres, um lugar onde não somos bem-vindas, e isso não sou eu q estou afirmando, é o q demostra a realidade e o comportamento dos próprios homens, a sexualidade masculina é como a bíblia: feita por homens e para homens (por isso não me estranha q caras gays se entendam tão bem sexualmente)

Toda essa questão de assédio, estupro e mais especificamente essa celeuma causada pela infeliz q não soube ser incisiva o suficiente, tudo isso, no fundo, está relacionado ao fato das mulheres quererem ser aceitas no universo do sexualismo masculino, um lugar onde é sabido por todas nós q é inóspito, hostil, não-convidativo, altamente arriscado e onde não somos bem-vindas, e mesmo assim, algumas mulheres exigem serem bem-aceitas nesse ambiente. E é por isso, entre outros motivos, q essas mulheres se afligem tanto dessa forma, pq a razão de vida delas, ao q parece, é serem bem-recebidas onde claramente, nós mulheres, somos pernonae non gratae

Anônimo disse...

O cara continua errado.
O cara continua sendo quem ouviu que a moça queria ir embora e forçou a barra e pediu sexo oral.
O cara continua errado.

kay wilbury disse...

Mulher tem é que ser tratada com respeito, educação, com equidade, como ser humano, NÃO ser adorada ou louvada. Santas e deusas?? Não, obrigada, nada de rótulos.

Anônimo disse...

Exatamente!

Anônimo disse...

"pernonae non gratae"

miga, não kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

A gente aprende em casa a fazer joguinho de difícil. Que não pode sair dando da primeira vez, que tem que fazer o homem te conquistar, que é vadia que toma a iniciativa e que se o cara não toma iniciativa, provavelmente é viado.

Aí chega a vida real e te dá um socão desses na cara. Porque do mesmo jeito que a gente aprende isso, os homens também.

Eu achei bem questionável essa história toda por dois motivos: a uma, que o relato em si, apesar de mal redigido, deixou bem claro que a moça foi embora no momento em que quis e a duas, que a única pessoa realmente fortalecida foi justamente o humorista. Um monte de mulher saiu em sua defesa, a jornalista é bem chinfrinzinha e nada profissional e qualquer um que ainda está tentando defendê-la e à anônima está tomando uma saraivada de pau merecida. Se isso aí não é jogar água no #metoo, fazer gol contra e prejudicar mulheres, não sei o que é então. Casos assim colaboram para o silenciamento de vítimas reais de abusos idem. Aquela velha máxima continua valendo: muito ajuda quem não atrapalha.

Bad sex é uma experiência que a maioria das pessoas com vida sexual ativa já conheceu, então fica mais fácil fazer a relação. Fica fácil você se colocar no lugar da garota e começar a perguntar o óbvio: mas não poderia ter ido embora antes? não poderia ter dito não? não poderia ter mordido, como disseram aí? é uma criancinha de 5 anos que aceita ser levada pela mão por um estranho? será que alguém tão sem posse de si deveria sair de casa desacompanhada? será que a garota tem algum problema mental que atrapalha sua cognição e reação? Notem: está tudo nas costas da pessoa que fez o relato. É só pra isso que essa polêmica está servindo.

Pra mim, esse comportamento de "vou ficar pensando bem forte aqui até manifestar a minha vontade no mundo real" vem inclusive da criação moderna que as gerações têm recebido. Gerações que não precisam lutar por nada, porque tudo lhes é dado pelos pais. Casa de graça, comida de graça, motorista de graça mas são muitas as desculpas! É porque o mundo é violento, é porque não dá pra coitadinha de 20 anos arrumar um trabalho e ganhar suas asas, é a adolescência extendida, é a internet, é tudo menos o óbvio: ninguém está deixando seus filhos brigarem. É isso que acontece com superproteção: você cria adultos inúteis que não sabem se defender das menores ameaças, que ficam acuadinhos por qualquer coisa, que não sabem meter um chute no saco de um macho mais ou menos folgado. Ninguém ganha com isso, é basicamente o oposto de empoderamento e o feminismo não deveria dar qualquer apoio à situação em vista do impacto negativo nas mulheres.

Anônimo disse...

O
Universo masculino é inóspito mesmo, não apenas pra vcs mulheres. Se fosse amigável não teríamos tanta divisão entre os homens; alfas x betas; pobres x riscos; brancos x negros, heteros x gays, etc.
O que causa isso? Seria os hormônios? Não sei dizer e nunca li nada preciso sobre isso! Mas não podemos esquecer que a mesma mão que faz a guerra, faz também a luz artificial e outros milagres!
Agora, responda com sinceridade: a sociedade ( homens e mulheres) incentiva e apoia a delicadeza nos homens? Elogia homens empáticos e amorosos? Claro que não!

Anônimo disse...

Da mesma forma que se afirma que a identidade de gêneros é uma construção social, também a sexualidade e seus comportamentos tem forte componente de construção social! Quando as pessoas passarem a exigir homens mais humanos e delicados eles vão aparecer, más atualmente, nem chorar é permitido ao homem!
Claro, posso chorar em público, mas garanto que isso chama a atenção em volta!

Cão do Mato disse...

Ela disse que não queria. Logo em seguida fez sexo oral no cara. É, super fácil de entender o recado.. rsrsrs...
Além do mais, tudo que vale para o homem vale para a mulher. Subiu no apartamento do cara e iniciou um sexo oral mas não tem certeza se quer ir em frente? Levante, pegue a bolsa e vaza. Simples ass.

Anônimo disse...

"faz também a luz artificial e outros milagres"

a mão das mulheres tb fazem o mesmo, e até mais, os homens não possuem o monopólio das virtudes, isso é óbvio e ululante, mas a questão é q... existem homens "bons", mas a suma maioria são ruins, enquanto a suma maioria das mulheres são boas, e uma ínfima parcela é "ruim"

As mulheres ganham tanto em não serem ruins como os homens, quanto em serem pessoas melhores q os homens

"Se fosse amigável não teríamos tanta divisão entre os homens" - ÓBVIO, mas nem é necessário tipificar aquelas divisões, pq a hostilidade masculina compreende a masculinidade em si: não são "omens pobres x homens ricos; homens brancos x homens negros", etc. isso é só a superfície, a origem está no "homens x homens" mesmo

"Claro que não!" - Pois é, "claro q não", essa sociedade é patriarcal e misógina, isto é, ela é um lixo

Agora, responda com sinceridade: quando nós, feministas, questionamos e confrontamos isso tudo, quando nós combatemos essa estrutura doentia da sociedade, o patriarcado, q até vc identifica como sendo algo ruim (o q é verdade), de q forma a sociedade, especialmente os homens, incluindo vc, e os mascus reagem?

Querido, se "nem chorar é permitido ao homem", vc acha q a culpa é de quem? dos homens

"Quando as pessoas passarem a exigir" (sic) - eu não vou exigir NADA pra defender vc, quem tem q fazer isso é vc mesmo, vc q lide com o seu sexo altamente imbecilizado. Eu entendi q a sua proposta de "curar" a masculinidade (torná-la mais racional) é uma estratégia, mas nós não esperaremos isso acontecer, até pq sabemos q vcs muito dificilmente abrirão mão de serem esses escrotos, a nossa liberdade e autonomia nos será dada de um jeito ou de outro, custe o q custar, e isso inclui passar por cima da idiotia completa q é o sexualismo masculino

É claro q pro próprio bem de vcs, seria bom mesmo q vcs começassem a ser menos bestiais, mas essa consciência não é da nossa responsabilidade

Rita disse...

Tem coisas no feminismo q dá até vergonha, sinceramente. Banalização de assédio e estupro.
Essa mulher n foi assediada e nem estuprada. Ela só fez o q a Lola mesma escreveu no texto, que, às vezes, as pessoas fazem o q n querem.
Ela, aparentemente, n estava muito afim, mas fez sexo oral assim mesmo.

E meio complicado essa história de entender sinais, ninguém lê mentes, se a pessoa n falar claramente, como o outro vai entender?
Se um cara n falar pra mim com todas as letras q esta afim, eu n vou perceber. E quando percebo algo, nunca sei se é real ou estou imaginando, porque o cara n diz nada.
Lembrei até de um livro q eu li, a mulher falava algo com o cara, n era nem um pouco clara, e esperava q ele entendesse o q ela queria dizer e ele entendia outra coisa completamente diferente.
E o cara agia do mesmo jeito e a mulher nunca entendia nada kkkkkk

Anônimo disse...

"alfas x betas" - essa "divisão" não existe, é invenção de mascu, mas ok, se vcs homens preferem ser classificados dessa forma fictícia e derrogatória, td bem, depois só não estranhem o sexo masculino ser tão problemático e criticado pelas mulheres, vcs mesmos se colocam nessa posição

Os outros recortes (pobres x ricos; brancos x negros, etc.) tb não é causa de vcs serem tão "divididos" e hostis entre si, a origem da inimizade de vcs é anterior a tudo isso, basta apenas vc ser um homem q outro homem o tratará com a devida irracionalidade, pra ser mais exato, a sua proposição deveria ter sido: "Se fosse amigável não teríamos tanta divisão entre os homens; homens x homens, homens x homens, homens x homens, homens x homens, etc." - AÍ SIM, vcs são inóspitos uns com os outros não é pq entre vcs há o rico q "detesta" o pobre, não, é simplesmente pq vcs são todos homens, é isso o q faz com q vcs se desgostem mutuamente. A única coisa q os fazem se entenderem minimamente é o engajamento sexual de vcs uns com outros (claro, quando de forma passional), mas isso é um privilégio q vcs mesmos se permitem à poucos

Agora se vc acha q a sociedade "não" incentiva e apoia a delicadeza nos homens, "não" elogia homens empáticos e amorosos, "não" exigem homens mais humanos e delicados e "não" permitem q homens chorem - TÁ, e isso é culpa de quem? das feministas q não são, é da própria sociedade machista em q vc está inserido, sociedade da qual lutamos arduamente e diariamente contra, mas vcs, homens, incluindo vc, nos criticam por isso, até por estarmos tentando ajudá-los

donadio disse...

"Esse negócio de sinal não verbal funciona sabe pra quem? Pra gato, pra cachorro, porque eles não falam. A gente tem boca não é só pra chupar rola não, é pra dizer NÃO também"

É. O problema é que o problema não é a comunicação não verbal, é a comunicação verbal mesmo.

A mulher diz "não" e o cara entende "talvez", ou mesmo "sim" - e aliás fica querendo justificar esse comportamento através da tal linguagem não verbal ("ela disse não, mas sorriu pra mim/não me olhou nos olhos/não se virou pra ir embora"). E o problema vai além: é que inúmeras mulheres de fato dizem "não" quando querem dizer "sim", e esperam que o homem entenda isso (por que elas sorriram, ou não olharam nos olhos, ou não se viraram pra ir embora). E até às vezes acham que se o homem não entende que "não" quer dizer "insista mais um pouco, que eu estou doidinha pra ser convencida", é por que o cara é gay ou burro, ou os dois.

O que leva a outra questão: não é que as mulheres tenham de aprender a dizer "não"; é que elas precisam aprender a dizer "sim" (e, até mesmo, horror dos horrores, a dizer "eu quero", sem precisar esperar uma proposta masculina).

Mas nada disso vai se resolver com tomadas de posição individuais; enquanto todos nós, homens e mulheres, continuarmos a exigir que as mulheres sempre digam "não" mesmo quando querem dizer "sim", e que os homens entendam, a partir de sabe-se-lá quais códigos secretos o que elas querem dizer, teremos situações desse tipo acontecendo, variando do desagradável (ela diz não, ele aceita numa boa, e ganha fama de frouxo; ela diz não, ele insiste, ela fecha a cara, e muda de "não" para "não, porra, não está vendo que acho você brochante") ao trágico.

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No caso específico, pela forma como a estória foi contada - e eu não estava lá pra saber o que realmente aconteceu - parece que ela foi ao encontro com a mente dividida, querendo e não querendo. E se sentiu "forçada", não por que ele a tivesse forçado, mas por que ela mesma estava se forçando - por que isso, seria a questão.

Anônimo disse...

Até parece que nos reunimos todos num bar ou num estádio e decidimos em assembleia: “ vamos ser uns trogloditas machistas e arrasar com tudo: mulheres, natureza, todo !”
Vc deve saber q essa estrutura vêm assim há muito tempo, veio devagar com o tempo e chegou a nossos dias e está aí. Mudá-la só com o tempo mesmo é p que quis dizer é que enquanto as pessoas continuarem a aceitar os homens assim, trogloditas, não haverá grandes mudanças! O que eu e você podemos fazer? Atuar em nisso pequeno círculo e torcer para que a mudança algum dia venha mesmo! Eu tenho consciência e imagino as dificuldades e constrangimento que vc como mulher deve passar, mas o que eu, individuo, posso fazer? Respeitá-la, não permitir comentários asquerosos ã minha volta, somente isso! Infelizmente! E acredite se quiser: tenho imensa vergonha alheia quando fico sabendo desses inúmeros casos de “ bestas masculinas “ e, creio, ninguém deve se sentir feliz num mundo assim! Mas, é o tempo que né foi dado viver e gostaria de dormir e acordar noutra época e se informado de que as femininas venceram! E os homens mudaram, mesmo que ã força! Um abc.

Anônimo disse...

Sou totalmente contra esse feminismo que odeia homens. Sai daí.

Anônimo disse...

O que fica difícil? Explica aí!
Ela ficou acuada, com medo, foi lá e fez algo que não lhe deu prazer nenhum pra tentar se livrar do cara.

Isso só piora a cara dele.

Viviane disse...

Anon de 10h, eu discordo de uma parte do seu comentário, quando você fala da "criação das novas gerações". Quantos jovens brasileiros você acha que podem se dar ao luxo de não trabalhar até se formar e ganhar carro de papai aos 18? Temos de tomar cuidado com essas generalizações, tão comuns na mídia, e olharmos a realidade à nossa volta.

Anônimo disse...

Já critiquei sim, algumas vezes! Talvez por ter sido ferido no orgulho de macho! Mas depois, quando passa a raiva, vejo que quase sempre tem razão! Não é desculpa, temos q assumir nossa herança machista, olhar pra dentro e mudar! Mas, depois de passar a infância toda, juventude, no machismo, essa mudança não é fácil não viu? Mas é dai, tem de vir, nem q seja na marra! Aliás, o sofrimento q não nos mata nos torna mais fortes e melhores!

Anônimo disse...

O grande problema é que nós mulheres somos educadas desde sei la adão e eva a agradar, nao se impor, ser submissas.
Até mesmo mulheres independentes e que em todos os outros aspectos da vida conseguem ser mais assertivas, ainda tem dificuldade hoje em dia em dizer um não mais firme ou até mesmo serem grosseiras se precisar .
Eu tbm vivi uns anos atras uma experiencia em um onibus de viagem, sentou um senhor do meu lado que durante a noite o braço dele vivia "escorregando" para o meu colo, sabe tipo querendo roçar no meu corpo (me dá nojo ate hoje só de pensar), o onibus tava lotado e nao tinha como trocar de lugar. Eu juro que tirei o braço dele umas 5 vezes até que sei la na sexta, sétima vez eu falei pra ele se o senhor jogar esse braço no meu lado de novo e querer se roçar em mim eu vou meter a mao na sua cara e fazer o maior escandalo. Ponto final ele ficou quietinho na dele o resto da viagem.
Mas hoje em dia eu fico pensando : poxa pq eu nao tomei uma atitude assim mais enérgica já na primeira ou na segunda vez no maximo??!
E isso é só um exemplo das coisas ridiculas que a gente passa só por ser mulher...tem coisa muito pior que já aconteceu comigo mesma, mas esse é um exemplo bem simples de como temos dificuldade para nos impor na sociedade e fazerem respeitar nosso espaço, nosso corpo, nossa dignidade.

Anônimo disse...

Quem diria, os comentários estão mais radicais do que a da autora. Não estou criticando a postagem realizada pela Lola, mas o pensamento "machistas" das leitoras do blog.

É simples se livrar de situações humilhantes como do caso: Saiba dizer não desde o início, porque uma indefinição vai levar o homem a escolher e já estou cansado dos homens que não preferirem continuar ser taxado pela "vítima" de frouxo. Não tem para ninguém aguentar a humilhação de ser visto como um bosta para os outros (feminista: Ain, é uma coisa particular entre vocês dois durrr). Tanto homens, quando mulheres tem vidas sociais e é questão de tempo em vazar os detalhes do enrolamento dos dois, porque vivemos a base de fofoca e é uma desonestidade falar que nunca irá fazer isso, pois somos falhos.

Anônimo disse...

Vou lhes trazer um ponto de vista masculino sobre a questão:
As mulheres precisam ser mais assertivas em suas ações, mais objetivas.
Se parassem de fazer jogos, talvez as coisas melhorassem.
Essa mania de querer "parecer" certinha é parte do problema, a mulher quer, mas faz charme e faz de conta que não quer, porque não quer que o cara a veja como "fácil", como "puta".
Ela diz não, mas não sai de perto.
Ela diz não, mas continua beijando.
Ela diz não, mas continua com as carícias.
Ela diz não, mas continua permitindo que o cara faça as carícias.
Você vai beijá-la e ela vira o rosto como quem não quer, mas aí morde seu pescoço.

Para nós, o "não" é algo definitivo. Quando a mulher diz não e para com tudo, a gente entende, quem insiste a partir disso é abusador mesmo, é criminoso e merece ir pra cadeia.
Mas quando a mulher diz não, mas continua, ficamos confusos. Não somos tão perspicazes quanto vocês para entender sinais não verbais e sutilezas, na maioria das vezes achamos que a mulher está insegura, um pouco desconfiada e queremos tranquilizá-la, deixá-la segura, confiante.
Comigo já aconteceu o inverso, a menina ficou nessa linha de "ai não quero" e eu parei com tudo e a levei embora. No dia seguinte ela me chamou de frouxo para outras pessoas, disse que queria, mas que eu não insisti.
Não estou aqui defendendo ninguém, não estou dizendo que a moça está errada e que o cara está certo, não se trata disso.
Se trata de entendermos o problema como um todo e solucionarmos em todas suas matizes.

Anônimo disse...

A garota fez um belo desserviço com essa história.

Ficou feito bonequinha com ele porque esperou que ele, magicamente, mudasse em algum momento da noite. Em vários momentos ela percebeu que não era uma situação boa pra ela e podia ter ido embora, mas insistiu. Afinal, era um famoso e ela quis isso.

Vergonha desse relato.

Anônimo disse...

Várias mulheres se expuseram no twitter e em outros meios, atrizes conhecidas e desconhecidas, e essa fulana foi a única que não se expôs. Já sabia que estava revelando uma história que mais parece querer prejudicar o movimento sério de denunciar abusos. Felizmente a história já foi esquecida.

Anônimo disse...

Sou mulher e realmente não entendo pq após ela se sentir desconfortável e ir ao banheiro, ela fez sexo oral com ele. Me desculpem mas parece que ela queria sim.