quarta-feira, 13 de julho de 2016

JENNIFER ANISTON: "NÃO ESTOU GRÁVIDA, ESTOU DE SACO CHEIO"

Algumas das capas de tabloides ao longo dos anos sobre gravidez da atriz

Pra começar: deve ser um saco ser a Jennifer Aniston.
Ok, deve ser muito pior ser mulher pobre em zona de guerra, mas uma coisa não anula a outra. Não é porque a moça é rica, famosa, loira, que ela deve aturar milhões de intrometidos fofocando sobre cada passo da sua vida ou paparazzis de plantão em frente a sua casa a qualquer hora da noite ou do dia. Imagina o que é passar por isso há pelo menos duas décadas. 
Eu nunca acompanhei a vida de celebridades (aliás, de ninguém; mal acompanho a minha própria). O que sei da Jennifer é muito por cima: ela ficou super mega baita hiper famosa por causa de Friends nos anos 90, até hoje considerado por muitos o melhor seriado de TV de todos os tempos (eu também amo Friends!). E conseguiu ter uma carreira bem sucedida no cinema apesar de marcada para sempre por ter sido Rachel. 
Sua vida pessoal sempre foi analisada nos mínimos detalhes. Todo mundo sabia do seu relacionamento com Brad Pitt. Quando eles se separaram, em 2005, a mídia fez um carnaval em cima de uma suposta rivalidade entre Jen e Angelina Jolie. Havia camisetas de "Team Aniston" e "Team Jolie" espalhadas por todo os EUA. Os tabloides afirmavam em suas capas que Pitt não quis continuar com ela porque ela se negou a ter filhos. Mas falavam de tudo. É incrível como todo mundo acha que sabe tudo sobre o casamento alheio (ou o divórcio alheio).
E a narrativa sempre foi de colocar duas mulheres brigando por um homem. Uma, coitadinha, sem filhos. A outra, cheia de filhos (mas  os tabloides também tratam mal pacas a Jolie. Quando eu morei nos EUA, entre 2007 e 2008, toda semana que eu ia ao supermercado eu via as capas das revistas sensacionalistas. Era um tal de "Angelina Jolie internada", "Angelina vai morrer", "Casamento com Brad por um fio"). 
Depois da separação traumática, Jen passou vários anos namorando colegas. Todos os seus casos amplamente divulgados pela mídia. Um deles foi com o ator e diretor Justin Theroux, com quem Jen se casou no ano passado. E imediatamente a narrativa de "Pobrezinha, ela tem tudo, mas não tem filhos" (e, óbvio, as acusações de "Quem mandou colocar a carreira na frente da maternidade?") foi substituída por "Quando ela terá filhos? Ainda dá tempo?"
E, claro, acrescente a tudo isso a pressão de não envelhecer, de não mostrar as mudanças naturais no seu corpo e rosto, de se manter eternamente sexy e desejável. Grande parte das mulheres passa por isso. Cá entre nós: é ou não um saco? Pô, é mais do que isso -- é uma forma de opressão. E a sociedade usa essas batidas narrativas midiáticas para atingir a todas nós. Para nos manter no nosso lugar.
Capa do mês passado
Mês passado, uma dessas revistas de fofocas estampou em sua capa a notícia "Jen está finalmente grávida!" Percebam o "finalmente". Embaixo da manchete, outras humilhações: "Bebê milagre aos 47 anos", "Como a gravidez surpresa salvou seu casamento", "Seus desejos de grávida, nomes para bebê e berçários". Na capa, três fotos de Jen. A principal com uma seta apontando para a barriga de Jen e as palavras "Primeiras fotos da barriguinha". 
Jen decidiu reagir. Hoje publicou um artigo incrível num blog do Huffington Post. Chama-se "Para registro" ou "Para sua informação". Ela começa dizendo que nunca responde a fofocas. E escreve: "Eu não estou grávida. O que estou é de saco cheio. Estou de saco cheio do escrutínio quase esportivo e do body shaming (envergonhar o corpo) que acontece diariamente no nome do 'jornalismo', da 'Primeira Emenda' e das 'notícias de celebridade'. Todos os dias, meu marido e eu somos assediados por dezenas de fotógrafos agressivos em frente a nossa casa que fazem qualquer coisa para conseguir qualquer tipo de foto, mesmo que para isso tenham que nos colocar em risco ou colocar pedestres em risco. Mas deixando de lado o aspecto da segurança pública, quero focar no contexto maior do que esse ritual insano dos tabloides representa para todos nós". 
Paparazzis esperando por Jen
Continua ela: "Se sou algum tipo de símbolo para algumas pessoas, então claramente sou um exemplo do modo que nós, como sociedade, vemos nossas mães, filhas, irmãs, esposas, amigas e colegas. A objetificação e o escrutínio pelo qual fazemos as mulheres passar é absurdo e perturbador. A maneira em que sou retratada na mídia é simplesmente uma reflexão de como vemos e retratamos mulheres em geral, medidas por um padrão deturpado de beleza".
Jen menciona como meninas muito novas recebem a mensagem de que elas não são dignas de atenção a menos que sejam incrivelmente magras ou que apareçam em capa de revista. "Usamos as 'notícias sobre celebridade' para perpetuar essa visão desumana das mulheres, focada unicamente na aparência física, que os tabloides transformam em um evento esportivo da especulação. Ela está grávida? Está comendo demais? Relaxou na aparência? Seu casamento está por um fio porque as câmeras detectaram algum tipo de 'imperfeição'?"
Algumas das outras vezes que a mídia
noticiou que Jen ia ser mãe
Jen explica que nunca levou os tabloides a sério, mas cansou de ignorá-los, porque eles refletem "o jeito deturpado que calculamos o valor de uma mulher". Ela se diz chocada que a mídia preste mais atenção a alguma notícia sobre ela estar grávida pela bilionésima vez do que aos massacres e à eleição americana que está pertinho. "Essas notícias apontam para a perpetuação da ideia que mulheres são incompletas, mal sucedidas ou infelizes se não são casadas com filhos". Dá pra discordar dela?
Capa de 7 anos atrás
E ela diz: "Somos completas com ou sem um parceiro, com ou sem uma criança. Nós é que decidimos o que é beleza em relação aos nossos corpos. Essa decisão é somente nossa. Vamos tomar essa decisão para nós mesmas e para as meninas que olham para nós como exemplo. Vamos fazer essa decisão conscientemente, longe do barulho dos tabloides. Não precisamos ser casadas ou mães para sermos completas. Nós mesmas decidimos o nosso próprio 'felizes para sempre'". 
"Mãe finalmente!" Quando
ainda estava com Brad Pitt
Jen diz que talvez um dia seja mãe, mas não por se sentir incompleta de alguma maneira. "Não gosto que me façam sentir que sou 'menor' porque meu corpo está mudando ou porque comi um hambúrguer no almoço ou porque fui fotografada de um ângulo esquisito e assim considerada uma das duas coisas: grávida ou gorda. E não vou falar o quanto é dolorosamente estranho ser parabenizada por amigos, colegas e estranhos sobre a minha gravidez ficcional (uma dúzia de vezes por dia)". 
Ela conclui dizendo que as práticas dos tabloides não vão mudar. Mas que nós podemos deixar de consumir essas mentiras: "O que podemos mudar é nossa consciência e reação às mensagens tóxicas escondidas nessas histórias aparentemente inofensivas publicadas como verdade e que moldam nossas ideias sobre quem nós somos. Nós decidimos quanto queremos aceitar do que vem sendo servido, e talvez um dia os tabloides serão forçados a ver o mundo por uma lente mais humana, já que os consumidores terão parado de aceitar essa porcaria".
É uma excelente mensagem. Jen faz de sua dor (porque deve doer) um convite à reflexão. Porque é lógico que essas narrativas todas não são apenas sobre Jen ou Angelina ou Kristen ou Kim ou sei lá qual celebridade. São uma tentativa de controlar todas as mulheres, de nos doutrinarem diariamente sobre como devemos agir, como temos que ser fisicamente, como nosso valor será medido. E é sempre o mesmo padrão, não muda -- somos ensinadas desde crianças que, como mulheres, temos duas missões na vida: sermos decorativas, e sermos mães. Se "falharmos" numa dessas missões, falhamos como mulheres. E todos os dias homens (e mulheres também) nos fiscalizam e nos julgam dentro desses parâmetros que nunca foram aceitos por nós. Ninguém nunca me perguntou: "Você aceita ser avaliada em relação a sua aparência física e a sua maternidade?"
E no entanto eu, que estou longe de ser uma celebridade, todos os dias sou xingada por mascus e reaças que se acham no direito de julgar meu corpo (às vezes eu penso se eu sou a única feminista gorda que eles "conhecem"; conhecem entre aspas, porque a enorme maioria nunca me viu pessoalmente). Me chamam de seca ou infeliz ou incompleta ou menos mulher por eu ter decidido não ter filhos. 
Aliás, sequer acreditam nessa decisão -- pelo jeito não existe mulher que não quer ter filhos, só existe mulher que não pode tê-los. Às vezes até inventam um filho pra mim. Juram que meu marido há quase 26 anos não existe, é photoshop ou é sustentado por mim, porque não combina com a narrativa que eles contam uma feminista ou uma gorda ser (bem) amada. 
E, sinceramente, eu estou é me lixando pro que falam de mim. Mas, ao mesmo tempo, sei que isso não é exatamente sobre mim. Ao me condenarem, esses conservadores dizem o que pensam das mulheres, de todas as mulheres. E muitas vezes essas mensagens chegam às meninas.
Não preciso da sua permissão para
amar a mim mesma
E essa sou eu, que não sou famosa nem nada. Imagina o que essa narrativa repetida milhões de vezes por todo o mundo causa nas meninas, nas mulheres, na forma como se veem. Por isso é tão importante o texto da Jen. Ela percebeu que o problema dessas mentiras contra as mulheres é muito maior do que como elas afetam a vida pessoal dela. Afetam a todas nós.

95 comentários:

Anônimo disse...

É uma pena que as mulheres sejam vistas como meras fêmeas reprodutoras. É por isso que vemos tantos casos de violência contra os filhos, ou de filhos abandonados, ou até de crianças que vivem em ambientes totalmente insalubres. Quando a mulher que não quer ser mãe é instigada ou forçada a isso, o resultado é negativo para a sociedade e para todos da família. A maternidade verdadeira deve ser acompanhada de amor e desejo incondicional de ter a criança. Maternidade não é um vestido bonito que se veste pra agradar aos outros. É como ser freira ou monja: exige vocação e é uma decisão muito séria.

Zrs disse...

Nesse mundo maluco, nessa sociedade doente, com os problemas ambientais explodindo na nossa cara, com os transtornos psíquicos se multiplicando feito vírus, eu não sei como tem gente que ainda questiona, ou acha insano, ou sei lá o quê, quando uma mulher (sábia e refletidamente) opta por não ter filhos.

Anônimo disse...

Eu já acho louco quando uma mulher decide ter filhos. E mesmo com uma primeira gravidez complicada ou algum trauma como um parto ruim, decide ter um segundo filho. Mas é claro que guardo minha opinião pra mim mesma. Não me meto na vida das outras.

Anônimo disse...

Decide. Primeiro vc diz "não me importo". Depois diz "afetam a todas nós".

As duas são excludentes. Lógica básica.

Anônimo disse...

"Mas, ao mesmo tempo, sei que isso não é exatamente sobre mim."


Não se iluda, é exatamente sobre vc. É vc que tem essa aparência repugnante, não todas as mulheres. É vc que é tão seca por dentro que não serve nem para ser mãe, não todas as mulheres.

E outra, se não se importa, por que apaga os comentários ? Parece que não é bem verdade, rsrs

Anônimo disse...

Friends melhor seriado de todos os tempos?
Aniston com uma carreira bem sucedida no cinema?
Vc só pode tá de brincadeira, Friends era bom,agora melhor de todos os tempos é exagero bem exagerado.Jeniffer Aniston sempre interpreta o mesmo personagem no cinema, igual o Adam Sandler

lola aronovich disse...

Taí seu comentário publicado, mascutroll das 15:09. Vc realmente acha que chamar de "seca" atinge uma mulher que nunca teve o sonho ou desejo de ser mãe e felizmente conseguiu realizar seus planos de não ser mãe? Eu nem sei o que significa ser "seca" por dentro, já que 70% do nosso corpo é água. Vc nem leu o texto, está aqui só pra trollar (vc tb, anon das 15:05, que deve ser a mesma pessoa fracassada). Se tivesse lido entenderia porque é sobre todas as mulheres. A pressão pra ser mãe e decorativa é sobre todas nós. E todas somos afetadas, de um jeito ou de outro, numa época ou outra das nossas vidas.

Anônimo disse...

Off topic: Lola, ficou sabendo da primeira cena de sexo gay na novela liberdade, liberdade? Os crentes e bolsonetes já tão surtando na net, pra variar.

Cão do Mato disse...

Esse povo que lê revistas de fofoca para acompanhar a vida das celebridades, lembra muito aqueles torcedores que, em pleno dia de trabalho, vão até o clube para xingar os jogadores...

Lídia Domingues disse...

Achei ótima a reação dela e sim, é chato demais essa determinação de que somente seremos mulheres de verdade se formos mães. Escuto sempre: "você não é mãe, não sabe o que é sentimento nenhum" ou "só mãe sabe o que é amor". Acredito que todos os afetos (raiva, medo, amor, etc) são humanos. Sou professora, continuo estudando, viajando e conheço sempre muitas pessoas. Passo por uma sequência de perguntas, quase que semanalmente. 1 - quantos filhos você tem? Nenhum. 2- Não pode ter? Posso. 3- Por que não quis? (muitas vezes nem respondo) 4- Marido então nem pensar? E, algumas vezes, aparece aquele mais abusados ainda: 5 - você é gay? Sintam as conclusões que diversas pessoas, de várias idades e classes sociais que convivo chegam - se não tive filhos, não me casei só posso ser gay, assim explica minhas duas "incompetências" como mulher. Saco cheio é pouco!

Anônimo disse...

Sou homem, casado e penso seriamente em não ter filhos. Mas minha mulher quer muito. Não é uma situação fácil, não sei como encaminhar. Não sei como dizer que agora eu penso assim (antes eu não pensava). Um dos dois vai acabar fazendo o que não quer. Ou então é a separação.


Anônimo disse...

Quando eu casei TODOS da minha família e amigos vieram "me aconselhar" a não ter filhos tão cedo pra que eu pudesse "curtir meu casamento". Seis meses depois começaram as cobranças sobre quando eu vou ter um bebê. Eu moro do outro lado do país e um monte de gente disse que eu casei pq estava grávida, já se passaram 4 anos e eu acho que algumas pessoas ainda pensam que eu estou escondendo uma criança por aqui kkk. Eles deviam me achar um lixo mesmo, um homem só poderia querer casar e viver comigo pra cumprir uma obrigação. Sempre que eu falo com alguém da minha família, mas todas as vezes mesmo, eles me perguntam quando vou ter um bebê. Alguma dúvida do motivo de eu só ter voltado a minha cidade uma única vez nesses 4 anos?

S. disse...

Eu nem sei o que significa ser "seca" por dentro, já que 70% do nosso corpo é água

Ķkkkkkkkkkkkkkkk Essa foi boa kkkkkk

Adorei a resposta dela, humilhou esses babacas! Apesar de todas as mulheres, passarem o mesmo que ela, acho que só sendo famosa para saber o inferno que é, ter o mundo inteiro te julgando.

Lídia

Queria entender a lógica entre não ter homem e ser lésbica. É ignorância demais.

Mascus

Falar pra mulher que não quer ter filho, que ela é seca, não ofende nem um pouco. Nunca quis e nem quero ter, me chamem de seca a vontade kkkkk
Ainda mais correndo o risco de parir uma bosta como vocês.

Anônimo disse...

Essa obsessão pela Lola é algo patológico. Vão se tratar, mascus.

Anônimo disse...

Anon das 15:16

Melhor seriado de todos os tempos ? (Eu acho que sim, mas infelizmente) é só uma pesquisa ! Se você clicar no "por muitos" vai se deparar em um site em inglês (se não souber, conselho de amigo, joga no Google) que mostra claramente isso.

Aniston, bem, ela fez divertidas comédias como "A família do bagulho", "Quero matar meu chefe", "Quem vai ficar com Polly" e também um drama independente, "Cake"... Mesmo não sendo indicada para o Oscar 2015, a crítica foi só elogios à atriz ! Ela foi um dos que mais se deu bem na carreira após o sucesso da série, quer queira quer não meu caro... Claro que em alguns dos filmes que ela faz nos lembra da Rachel, afinal ela ficou eternamente marcada pela personagem, motivo do seu sucesso, dã.

Agora em relação ao assunto do post : A maternidade não é fácil. Nem um pouco. Ela exige muita dedicação e abdicação da independência, e nem toda mulher está preparada para isso ou deseja "encarar" a problemática tarefa. Além disso, o mundo moderno em que vivemos oferece tantas oportunidades e informações que a vontade de ter filhos pode ser até mesmo abandonada ou "deixada pra depois". Portanto, não é e não deve ser tão difícil assim supor que muitas mulheres possam simplesmente não desejar ser mãe. Elas não são meros seres incubadores. Elas têm vida e opiniões que devem ser respeitadas. E abrir mão da independência deve ser uma escolha, não uma imposição ! Porque ter ou não ter filhos traz consequências, sejam elas boas e/ou ruins, e é a mulher que terá de encará-las. Logo, essa decisão deve caber somente a ela.

Ah, e esse caso dos paparazzi... No mundo de hoje, com internet, câmeras digitais, redes sociais e sites de celebridades, a relação do famoso com o fã mudou muito. A admiração deu lugar ao assédio explícito. O público é sempre ávido por notícias das celebridades (qual outro motivo essas revistinhas ainda existirem ?) e os paparazzi são contratados justamente para persegui-los a todo custo, em busca de recentes fofocas. Mas isso acaba dando origem a problemas mais complexos, como essa ampla divulgação da vida pessoal dos famosos. É quase como se publicassem suas mensagens do Whatssap todos santos dias. Você não iria gostar, né ? E muitas vezes pode acabar mal, como foi o caso da Princesa Diana, morta ao fugir de paparazzis. Morta por fugir da invasão de sua propriedade privada e pessoal sem seu consentimento. E foi ela a única ? Adorei o que a Jen fez, transformando esse tabloide mentiroso em algo que servisse para que nós refletíssemos o quanto a mídia é danosa para as pessoas. Principalmente ás mulheres.

~A.A.

Anônimo disse...

Mas se é "exatamente" sobre a Lola, pq ficar se preocupando com a vida dela? Não seria Melhor cada um cuidar da sua???

Anônimo disse...

Lola, são analfabetos funcionais, não entenderiam; ou talvez preguiçosos de ler texto com maiores q um twt.

sófia disse...

Isso é muito insano, só que é a nossa realidade. Eu vejo isso todo dia. Ouço pessoas falando que uma mulher é fracassada por não ter se casado ou não ter filhos, e é tão bom saber que tem um blog como o da Lola e que tem várias mulheres e homens que contestam essa realidade, e que querem mudá-la. Fico ainda mais feliz pela certeza que eu tenho de não ter a minha felicidade condicionada a uma gravidez ou a um casamento. Sou mulher, e minha vida, meus sonhos e projetos vão muito além!

Jane Doe disse...

A última experiência que tive sobre esse tema foi assim:
Parente: Quanto tempo falta para o fim da faculdade?
eu: "x" anos, estou atrasada ma logo termina.
Parente: Mas daí vai ter filho, né? Já tá na hora!
eu: não
Parente: como assim?
eu: não quero!
Parente: como assim não quer??
eu: não quero, por que não tenho vontade ou paciência...
parente Mas tu tem OBRIGAÇÃO de ter filhos, nem que seja adotado!!!
eu: não, não tenho... e outra, não me matei fazendo 2 faculdades pra ficar em casa cuidando de filho;
parente: =0 ... E teu marido?
eu: também não quer, mas se ele quiser, pode procurar outra mulher que queira. Ele livre...
Parente: =0 =0 =0 =0 ... mas ser mãe é é lindo e _____________(insira aqui nesse espaço todas os argumentos piegas, frívolos, tolos, estapafúrdios e mentirosos que vocês já ouviram durante toda a vida).
eu: Olha, parente, eu acho que ter filhos pode ser muito legal PRA QUEM QUER e pra QUEM ESTÁ PREPARADO... se só pessoas que de fato quisessem ter filhos e assumissem seu papel de pai/mãe, teríamos bem menos crianças abusadas no mundo...
parente: =0 =0 =0 =0

Continua

Jane Doe disse...

continuando...

Já disse aqui ad nauseam: Maternidade é o meio mais efetivo de manter as mulheres de boca fechada no seu "devido lugar".
Não ter filhos é o maior ato de rebeldia que uma mulheres pode cometer contra a sociedade. Muitíssimo maior que não se depilar, aceitar suas celulites ou não casar... É subverter a "ordem natural" das coisas. É negar a servidão. É ter poder sobre si mesma. É a carta de alforria... É ser LIVRE de fato!!!

E NADA causa mais medo, furor ou aneurisma do que uma mulher liberta... mesmo (ou especialmente) nas próprias mulheres (eu sinceramente acho que algumas delas aprendem a amar suas correntes - ou sofrem de uma imensa e incurável síndrome de Stockholm)

Sabe o que eu vejo no rosto das pessoas, quando eu digo que Não quero ter filhos? MEDO!! PÂNICO!! PURO D-E-S-E-S-P-E-R-O!!!! Elxs entram em parafuso e vão usar qualquer tipo de argumento - e quando argumentos não surtem efeito - insulto e ameaças - para que você "se dobre"...

Tinha uma época que eu me ofendia com tudo isso... haverá situações que eu ainda vou me ofender...
Mas hoje eu vejo essa histeria toda em torno do tema como um interessantíssimo experimento social..

Claire disse...


Filhos nunca fez parte dos meus sonhos, posso querer adotar, mas gerar, jamais. Casamento? Nem pensar.
Acho ridiculo essa ideia de que mulher só está completa a partir do momento em que vira mãe. O fato de me sentir completa comigo mesma não me faz ser menos mulher!

Anônimo disse...

(Viviane)
Outra coisa absurda que essa "mídia de celebridades" faz são as manchetes do tipo: "fulana mostra corpo escultural 2 meses após o parto" (obviamente, haja photoshop). A exigência de ser mãe e decorativa chega ao ponto de fazer exigências irreais, que provavelmente angustiam a muitas mulheres. Imaginem uma mulher com depressão pós-parto lendo isso...

Hele Silveira disse...

Muitas vezes, pessoas só querem mesmo é criticar. Sou mãe de duas filhas adolescentes e hoje, tenho 38 anos. Quando a mais velha nasceu, tinha 22 (detalhe: já trabalhava no TJRJ). Quando a mais nova nasceu, tinha 25. E me chamaram de que? De doida, louca, maluca, pirada e outros adjetivos bem mais belos. Por que? Porque na hora de "curtir a vida", preferi ter filhos. Até parecia que a escolha não era minha, de tanta baboseira que ouvi. O problema nem é ser mãe ou não ser, é ser mulher. Namoramos e nos perguntam quando vamos noivar. Noivamos e perguntam quando vamos nos casar. Casamos e perguntam quando vamos ter filhos. Se temos filhos, perguntam porque os tivemos tão cedo. Se não temos, perguntam se "temos problemas". Se nos divorciamos, perguntam se nos casaremos novamente. Aff... é um saco, mesmo. Certa mulher com quem nem tenho intimidade, encheu a minha paciência, perguntando se vou me casar, de novo. Respondi que não, não quero. O ser fez uma expressão bizarra e perguntou TRÊS vezes se não quero "um homem." Perdi a paciência e respondi que não, não quero, porque homem, já tive dois e já sei como é e nãoé grande coisa, de forma que se tornar a me casar, da próxima vez, será com uma mulher. Aí, o ser se calou. Por que será? Rs...

Anônimo disse...

Cara, um conselho de quem conhece do assunto. Não tenha filhos. Essa sua mulher só quer ter filho pra garantir uma pensão e te dar um pé na bunda, como todas as outras. É sempre a mesma historia, querem sempre a guarda completa dos filhos e serem sustentadas por pensão. E como nesse país as leis sempre favorecem as mulheres elas sempre conseguem a guarda e a pensão. Porra ou abre mão da guarda ou abre mão da pensão, se fosse pra pagar alguem pra cuidar dos filhos seria melhor contratar uma babá

titia disse...

A maternidade é a melhor arma dos machistas pra manter mulheres no que eles acreditam ser seu devido lugar. Dói saber que não, não estamos ansiosas pra ter filhos deles nem vamos oferecer a chance de sermos controladas.

16:07 ótimo quando a corja bolsonarista e os priminhos cristãos do Estado Islâmico surtam é porque o negócio está bom. Deixa eles surtarem quietos, são só um bando de criancinhas birrentas, se não prestar atenção neles a molecada barbuda para a birra. Birra só tem graça se os adultos prestarem atenção, deixa quieto que já já eles se calam.

16:21 se você realmente não quer ser pai, então não tenha filho. Fazer o que não quer é ruim e vai ficar ainda pior se envolver uma criança.

15:09 o que você diz então das mulheres que não servem pra ser mãe mas mesmo assim tiveram filhos? Ah, já sei, vai dizer que não deviam ter tido. Se elas não tivessem tido? Aí você diria que elas são umas monstras secas e repugnantes por não terem filhos. Resumindo, da sua boca só vai sair bosta e misoginia (redundância), então faz um favor, cala a boquinha cagada, cala.

Anônimo disse...

Eu tenho 37 anos, sou solteira e nunca tive filhos. Nem sei se um dia vou chegar a ter. Várias vezes eu já passei por situações constrangedoras com pessoas perguntando se eu estava grávida apenas por eu ter uma barriguinha um pouco saliente ou então um dia que eu comprar sapatos baixos e perguntaram se era porque eu estava grávida. Um absurdo tudo isso. Eu tbm #EstouDeSacoCheio

Anônimo disse...

Um absurdo comentários como o do mascutroll 15:09

Anônimo disse...

(Viviane)
Hele Silveira, essa história de ter filhos "cedo" também dá pano pra manga... as mesmas pessoas que te chamam de louca quando o filho é bebê, dizem que você fez "produção independente" quando vêem seu filho já adolescente e muito bem, obrigada. Fora quando perguntam: "mas o pai paga pensão, né?", pois deve ser assustador saber que uma mulher sustenta filho sozinha...

Zrs disse...

Jane
"Não ter filhos é o maior ato de rebeldia que uma mulheres pode cometer contra a sociedade. Muitíssimo maior que não se depilar, aceitar suas celulites ou não casar... É subverter a "ordem natural" das coisas. É negar a servidão. É ter poder sobre si mesma. É a carta de alforria... É ser LIVRE de fato!!! E NADA causa mais medo, furor ou aneurisma do que uma mulher liberta... mesmo (ou especialmente) nas próprias mulheres (eu sinceramente acho que algumas delas aprendem a amar suas correntes - ou sofrem de uma imensa e incurável síndrome de Stockholm) Sabe o que eu vejo no rosto das pessoas, quando eu digo que Não quero ter filhos? MEDO!! PÂNICO!! PURO D-E-S-E-S-P-E-R-O!!!! Elxs entram em parafuso e vão usar qualquer tipo de argumento - e quando argumentos não surtem efeito - insulto e ameaças - para que você "se dobre"...

Disse tudo Jane. Somo duas, aliás, somos muitas, e cada vez mais!

Anônimo disse...

http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2016/07/jornalista-e-preso-apos-dar-soco-em-mulher-e-diz-barraqueira-merece.html

Anônimo disse...

Triste e ver os comentários machistas : http://g1.globo.com/ac/acre/noticia/2016/07/jornalista-e-preso-apos-dar-soco-em-mulher-e-diz-barraqueira-merece.html

Anônimo disse...

Amor, a não ser que você ganhe uns 8000, mulher nenhuma vai "viver da sua pensão". Mas teu filho precisa comer, precisa de roupa, de remédio, brinquedo e provavelmente vc vai querer colocar ele numa escola particular. Seu raciocínio "se for pra pagar pensão, gasto menos com uma babá" é justamente um dos motivos pra mãe, e não você, ter a guarda.
Pro cara do comentário: se for uma questão realmente incontornável pra ela, prepare-se para a separação. É feio dizer, soa rude, "ah mas num casamento tem que ceder", mas não se tem um filho com meia vontade. Filho exige investimento financeiro e emocional constante por no mínimo, uns 20 anos. Filho vai te chamar de papai, vai falar que te ama e que quer ser igual a vc qd crescer, mas tb vai te cuspir e falar q queria ter qualquer outro pai no mundo. Filho pode ser uma pessoa disciplinada de quem você vai poder se gabar com a família de ter se formado em medicina na usp, mas tb pode desenvolver um transtorno psicológico q vai servir de desculpa pra todo mundo apontar pra vc e dizer q é sua culpa. Enfim. Só tenha filho se você tiver MUITA certeza do que quer e tiver se preparado psicologicamente pra que ele seja muito, muito diferente do que você idealizou.

Anônimo disse...

Meu sonho, conseguir um emprego estável a pelo menos umas 8 horas de carro da minha cidade natal.

Anônimo disse...

Não tenho nada contra a mulheres que querem ter filhos, se depilam ou gostam de cuidar do corpo. Nada disso impede nenhuma mulher de ser livre. Da mesma forma que o contrário (não se depilar, não ter filhos, etc) não impede mulher nenhuma de ser machista. Nem todas as mulheres vivem numa realidade da classe média-alta das grandes metrópoles que é o caso da maioria das militantes feministas/blogueiras feministas.

Eu gostaria de ter tido filhos, mas achava um absurdo ter filhos sem nem ter uma casa própria para morar e minha mãe fez de tudo para sabotar minha independência financeira e que e saísse da casa. Ela queria que eu arranjasse um homem e levasse para morar aqui e como eu não quis isso ela fez de tudo para que eu não fosse feliz com ninguém. Ou arranjava um ''gigolô'' ou ficava sozinha para sempre virando enfermeira dela enquanto meu irmão ela liberou para o mundo. Ela fez de tudo para destruir qualquer chance de me mudar para uma cidade maior. Ela não se depila, não é magra e é uma das pessoas mais machistas que já conheci. Cuidado com esses estereótipos típico de feministas cheias de preconceitos que vivem em uma bolha.

Denise disse...

O fato é que a mulher é sempre cobrada pela sociedade, de todos os lados. Se opta por não ter filho, é “incompleta”. Se tem filhos e resolve ser dona de casa, não tem ambição e quer ficar “de moleza” (sendo que ser mãe em tempo integral cansa muitíssimo mais do que qualquer trabalho). Se tem filhos e continua trabalhando, está negligenciando o filho. Agora pergunta se essa mesma pressão social recai sobre os homens? Eu nunca conheci algum que fosse cobrado a todo momento aos 30 anos por estar “velho para ter filhos”. Aliás, quando os homens sofrem cobranças elas são sempre mais amenas, do tipo para que “ajudem” a cuidar do filho, sendo que a responsabilidade primária é inerente a mulher, em 99% das famílias.

Eu nunca quis ter filhos, até o dia em que resolvi ter. Meu filho tem 1 ano e meio, eu voltei ao mesmo peso de antes de engravidar, e mesmo assim várias vezes escutei pessoas assumindo que estou grávida só porque acharam que minha barriga estava protuberante. Que mania que as pessoas tem de se meterem na vida alheia!

E depois nós feministas ainda temos que ficar explicando que quando vemos machismo em tudo não estamos sendo extremistas nem neuróticas. Quando nos insurgimos contra a indústria da moda, a obrigatoriedade da mulher usar maquiagem e se depilar, não estamos querendo impor o que cada mulher, individualmente, pode fazer ou não, apenas tentamos fazer a sociedade refletir que enquanto não houver igualdade de gênero plena é muito difícil identificar o que nós mulheres fazemos por verdadeira opção pessoal ou por pressões sociais que nos impõem desde o nascimento.

Anônimo disse...

Eu adoro a Jenny, acho ela uma super mulher, super pessoa, super linda, super bem-sucedida. E ainda pegou o Brad Pitt, precisa falar mais alguma coisa?

Tá certíssima em meter a boca no trombone.

Anônimo disse...

Raros (mas raros, mesmo, raríssimos) são os homens que merecem o investimento feminino na reprodução. Infelizmente é assim. Sempre foi assim.

Com isso, homens completamente estúpidos e inúteis acabam se beneficiando do desejo que muitas mulheres têm de serem mães. Ganham o grande prêmio biológico - filho - sem que façam por onde.

Os homens sempre foram extremamente folgados, exploradores, aproveitadores. Vivem de dragar a energia feminina, dependem da energia feminina, mas ainda assim são violentos, arrogantes, folgados, odiadores. Lidar com isso é a maldição feminina.

Por isso o homem sempre fez um esforço imenso para manter a mulher na ignorância, calada, dependente, sem alternativas. Conhecer a psique masculina faz qualquer mulher pensar mil vezes se vale a pena investir recursos preciosos com aquele homem.

Anônimo disse...

Anônimo que não quer ter filho e a mulher quer... eu sempre pensei que casais assim realmente deveriam se separar. É uma decisão tão profunda (tanto a de ter quanto a de não ter), que se um dos dois abrir mão, provavelmente o peso da decisão vai afundar o casamento. Acho que um casal tem que ter alguns poucos pilares no relacionamento que sejam comuns aos dois. A posturar em relação aos filhos é uma delas. Boa sorte pra vocês! Desejo sabedoria, para o que quer que decidam.

Anônimo disse...

Hoje, eu sou uma mulher "livre".
Fiz faculdade, estou terminando o mestrado. Sou casada, não tenho filhos.
Meu marido cozinha e, na maioria das vezes, limpa a casa.
Saio às 7h para trabalhar e volto às 19:30h. Chego em casa, janto com meu marido, converso com ele, leio um livro e vou para cama. No dia seguinte levantar às 6h.
Se tenho algum compromisso no horário de trabalho, preciso da alforria do meu chefe para que ele me libere.
Supermercado, só no sábado.
Para sair, passear, viajar, só nos finais de semana e férias.
Tenho meu salário, mas para vivermos bem precisamos de 2 salários em casa (meu e o meu marido).

Minha mãe é casada, dona de casa, teve 3 filhos.
Ela limpava a casa, fazia almoço e educava os filhos enquanto meu pai trabalha.
Levanta cedo pois achava que era certo, não por obrigação.
Seu compromisso era fazer a comida e deixar a casa agradável (limpa e arrumada).
Educação dos filhos era compromisso de ambos.
Se não pudesse fazer almoço para meu pai, simplesmente o avisava e ele almoçava no trabalho.
Se tivesse vontade, no meio da tarde ia para casa da vizinha tomar chá e prosar.
Fazia supermercado no momento que estivesse com vontade.
Não tinha necessidade de trabalhar, pois somente o salário do meu pai sustentava a casa (ele não tinha faculdade).


Quem é livre da história?

Anônimo disse...

Estou chocada com essas revistas... o desrespeito já seria imenso se tudo isso fosse verdade, imagina como é absurdo sendo mentira (inventando frases ditas por ela, nome do bebê, etc)!

Anônimo disse...

09:10,

Está insatisfeita? Muda de vida, ué. Não é proque VOCÊ queria ficar em casa que isso anula todas as nossas conquistas.

Anônimo disse...

"Quem é livre da história?"

Considerando que vivemos em grupo (sociedade) e a liberdade não é absoluta, digo sem medo de errar que você é mais livre que sua mãe.

Você tem algo que é fundamental numa sociedade capitalista: uma fonte de renda própria e isso faz toda a diferença.

Com essa fonte própria de renda, por exemplo, você pode juntar uma grana e mudar completamente de carreira, se está que você escolheu não está legal.

Se sua mãe quisesse comprar um absorvente íntimo ela precisava pedir dinheiro ao marido dela. Ela pode não ter sentido as correntes que a prendiam, mas elas estavam lá. Um problema e ela estaria completamente desamparada.

Qualquer mulher com 60/70 anos, isto é, que viveu na pele as limitações impostas pela sociedade à vida das mulheres e que não seja uma completa alienada, sabe como uma fonte própria de renda é importante e faz falta.

Os problemas que enfrentamos no mundo do trabalho numa sociedade capitalista devem ser tratados neste âmbito.

ps. aposto que o comentário da mulher que escreve "livre", assim, com aspas, foi escrito por homem. É muita mascuzisse, até para as mascuzetes.

ps2. a vida analisada sem paixão é besta mesmo. Radicalizando a historinha que você conta, a vida é garantir uma refeição para ter energia suficiente para correr atrás da refeição seguinte. Por isso o ser humano inventou Deus. Para dar um sentido ao que, analisando friamente, não tem qualquer sentido.

Anônimo disse...

Cara, um conselho de quem conhece do assunto. Não tenha filhos. Essa sua mulher só quer ter filho pra garantir uma pensão e te dar um pé na bunda, como todas as outras. É sempre a mesma historia, querem sempre a guarda completa dos filhos e serem sustentadas por pensão. E como nesse país as leis sempre favorecem as mulheres elas sempre conseguem a guarda e a pensão. Porra ou abre mão da guarda ou abre mão da pensão, se fosse pra pagar alguem pra cuidar dos filhos seria melhor contratar uma babá

Rapaz vc está muito enganado, em regra o valor da pensão é irrisório para a criação sequer de um cachorro, verifique em qualquer vara de família se os valores determinados ultrapassam 40 % do mínimo, o sujeito paga - quando paga-- e nem precisa ver a criança se não quiser, pode ser preso? pode, acontece, mas se atrasar, do contrário é pagar merreca mesmo, mulher que quer viver de pensão para o filho tem que arrumar um cara muito rico, e provar que ele tem essa condição também,do contrário vai ter que sustentar o filho praticamente sozinha, pela questão da guarda isso tá mudando, não é bem assim, mas é dificil um pai querer a guarda, eu mesmo em 10 anos de advocacia em família, só vi um caso, um só, mas assim mesmo era a mãe do sujeito que queria criar o neto,na verdade o cara não quer a criança atrapalhando os "esquemas". Outra coisa, criança é gasto TODO DIA, o caboclo paga uma vez no mês, mas quando falta a banana e o danoninho no meio do mês sobra pra mãe, invariavelmente, pergunte pra sua. Se tiver.

Rafael

Cesc Biavati disse...

Tem nada a ver com o post, mas......

Nenhuma feminista falou da situação da Inglaterra onde duas mulheres agora mandam na Monarquia Opressora Patriarcal. Mas é claro, uma é a primeira-ministra do partido Conservador, Theresa May, e a outra, como todos sabem, é a Rainha Elizabeth II. Por quê não falaram nada? Nenhuma feminista que prega o empoderamento das mulheres soltou sequer algum elogio. Mas é claro, o partido da Theresa May é conservador e , no caso da Elizabeth, é uma rainha né? Monarquia e mulher? Como assim......rsrsrsrsrs

Anônimo disse...

Jane Doe e a anônima das 06:08,sou do mesmo time.Licença poética "Não tive filhos,não transmiti a nenhuma criatura o LEGADO da nossa MISÉRIA" Machado de Assis.

Pra preencher ego,vou pra academia.Sem mais!

Luana disse...

Lembram qdo Brad deu uma entrevista dizendo que o casamento dele com ela era uma merda? O povo caiu tudo em cima da mulher, ela foi - mais uma vez - pintada de "coitada". Por mais que se criticasse a falta de elegância dele na declaração, as reclamações ainda eram "que babaca, pq ele foi falar isso da COITADA, precisava HUMILHAR Jennifer assim?". Até nessas situações a mulher é vista como um zero a esquerda. "Pobre Jennifer, não teve a honra de estar a altura do seu homem, por isso foi trocada". Q essa indústria é podre todos sabemos. Mas se ela se tornou um império, foi pq as pessoas não só compram, como as PRÓPRIAS CELEBRIDADES a alimenta. Quando é história ruim/podre/escrota eles acham péssimo. Agora, quando é pra posar de ser iluminado da vida perfeita, não pensam duas vezes antes de ir pra capa da revista mostrar até as pregas do cu. Apenas aqueles que se preservam merecem respeito, os que ADORAM ser assunto tem que aguentar as consequências mesmo. No caso, a Jennifer não merece o que fazem com ela pq ela sempre foi discreta.

Anônimo disse...

Minha mãe sempre administrou o dinheiro de casa. Nunca pediu dinheiro pro meu pai.
Alias, como em um casamento saudável, o dinheiro era da família e não do homem.
Se uma compra envolvesse um dinheiro maior, era discutido com ambos.

Não estou anulando as conquistas de ninguém e nem dizendo se mulheres devem ficar em casa ou ter filhos. Isso é a decisão de cada um.

Só estou fazendo uma reflexão sobre a liberdade.

Mila disse...

Só uma correção: acho importante frisar que a maternidade é vivida e tem diferentes significados para mulheres brancas e não-brancas e também vivida de maneira diferenciada para mulheres em diferentes estratos sociais. Às vezes o feminismo cobre de universalidade uma vivência branca e de classe média sem olhar para outras nuances da pluralidade de ser mulher no mundo.

Eu até desejo ter filho (um só), mas também temos que pesar a grande responsabilidade que é colocar alguém no mundo. Serão uns 20 anos, no mínimo, sendo responsável por uma pessoa de alguma forma. Não só financeiramente, mas como a preocupação de que essa pessoa tenha caráter e personalidade. Ter filhos exige muito da mulher: desde alterações biológicas com a gravidez, as implicações da gravidez em relação a trabalho, relacionamentos e claro, a língua venenosa da sociedade que quer mães porém não tão cedo e nem tão tarde.
Depois que a criança fica maiorzinha, é a mãe que leva o maior ônus de tudo. Acompanhar na escola, médico, se virar para estudar/trabalhar. Quem pode pagar e não quer cumprir com o papel de mãe/pai terceiriza uma outra mãe pobre para ser "mãe" de seu filho. Minhas colegas que são mães vivem avisando para estudar/viajar/aproveitar a vida antes de ter filhos.

Anônimo disse...

Ai Cesc Biavati, seu papel agora é monitorar o que cada feminista tem de dizer e falar?
Tá insatisfeito? Faz um blog "Disso as Feministas não Falam" e escreve sobre o que você acha absurdo as feministas não falarem.

Anônimo disse...

Nossa, quanto vitimismo mascu, chega até a dar nojo.

O custo de uma criança é altíssimo, ainda mais se você quer que ela tenha "luxos" como escola particular, atividades extracurriculares, plano de saúde e odontológico. E uma mulher que tenha o compromisso de criar bem uma criança sabe que essa "fortuna" de pensão não dá para nada. Na maioria das vezes, a mulher tem o maior ônus, inclusive financeiro, e ainda tem a responsabilidade de cuidar da saúde e acompanhar a educação, podendo até sofrer prejuízo financeiro por isso (de quem vocês acham que o patrão desconta o dia de trabalho quando a criança precisa ir ao médico?).
A mulher só tem a perder ao se envolver com esses pedaços de lixo que só querem ser pais de Instagram.
Enquanto isso, o playba tá no bem bom devendo pensão, ostentando no Face, viajando pra praia, pagando 100 conto nas balada top, descendo combo prozamigo e pras fúteis ao redor dele; pagando 300 contos pra prostituta, mas acha que é explorado pela mãe vagabunda se a criança precisar de 20 reais pra ir a um passeio da escola. Vai vendo.

O pensamento mascu é tratar criança como "justificativa pra sustentar a vagabunda". Não estão nem um pouco interessados em criar seus próprios filhos, ou a própria "porra", como eles falam. Ainda bem que não querem ter filhos, a evolução vai tratar de limpar esse dna imundo.

Anônimo disse...

sobre corpo e beleza: as mulheres sempre vão ser mais atacadas, envelhecem mais rápido, sem contar que o corpo feminino foi feito pra durar pouco tempo. Agora com homem é diferente, homem não tem seios pra cair, não precisam de maquiar e muito menos cuidar do cabelo e essas coisas que as mulheres fazem, é muito mais fácil ser homem nessa questão.

Gisela disse...

Para Anon 14 de julho de 2016 09:10

Caso seu pai se separe da sua mae, quem vai bancar a vida mansa dela?
E caso ela nao tivesse casado, quem bancaria a vida mansa?
Caso seu pai falte de algum modo e nao haja pensao, quem banca? Eh muito facil ser livre e independente com o dinheiro dos outros. Quando se tem que ganhar a propria vida, a coisa muda de figura

B. disse...

Primeiramente, te amo, Jane Doe.

Em segundo lugar, uma pergunta para vc: vc acha que é possível ser mãe e livre? Pergunta sincera mesmo!

Ai, não SUPORTO essas pessoas que falam "ai, as donas de casa eram livres, não precisavam trabalhar". Na boa, quem é super de esquerda pode me crucificar, mas nada mais libertador do que trabalho e renda própria. Em qq problema do casamento, se o cara abandonar, a mulher fica a ver navios, sei do que falo, foi isso que aconteceu com algumas mulheres na minha família. O marido sustentou até a "página 2" e agora aos 60 e poucos anos, tão na pindaíba, não conseguiram se reerguer. É por respeito a essas mulheres que digo: invista na independência, vale a pena.

lola aronovich disse...

Ô mascutroll das 11:58 que assina como "Gisela", ninguém aqui acreditou que vc é mulher. Nenhuma mulher no mundo, nem a mais reaça, acha que mulheres têm "vida mansa". Isso é argumento da realidade paralela em que mascus vivem. Aliás, nem é isso que vivem, né? Porque boa parte dos mascus é sustentado pela mãe, aquela que tem vida tão mansa que precisa sustentar um marmanjo psicopata e anti-sociável. Eles sabem muito bem que mulheres trabalham, ganham seu próprio dinheiro, e muitas vezes sustentam filhos totalmente inúteis como mascus. "Bancar a vida mansa", ha ha! Isso daí é projeção de mascu! Pena que vida mansa eles não têm, porque pra isso não basta ser sustentado, tem que ter um mínimo de felicidade também.

Anônimo disse...

Um site brasileiro também noticiou que ela tava grávida!

B. disse...

"Nenhuma mulher no mundo, nem a mais reaça, acha que mulheres têm "vida mansa".

Eu que infelizmente já convivi com mulher burra e bolsonete (pleonasmo) sei que tem MUITA mulher que acha que dona de casa tem vida mansa. Sorte da Lola que não convive com crente bolsonete.

Anônimo disse...

O cara fingi que é mulher e ainda bota o nome de gisela kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Interpretam porque ficaria ridículo atores que sempre fizeram comédia fazendo um filme dramático, terror...

Anônimo disse...

E desde de quando homem paga pensão? kkkkkkkkk

Anônimo disse...

"Estereótipos típicos de feministas " seu comentário é a prova que esses estereótipos não são criados pelas feministas.

Anônimo disse...

Vcs precisam acreditar que ela se importa muito pra suas açoes de perseguição fazerem sentido nessa voda vazia de vcs. Se eu me importasse sentiria pena. Mas chega sim a ser algo bem triste ver como mtas pessoas tem uma vida tão deprimente a ponto de precisarem se focar em outra pessoa.
E nao sao excludentes nao, ela nao se importa pq nunca qis mudar por causa da opinião de derrotados, mas isso afeta sim todas nós pois mostra como os outros querem ditar como devemos ou não levar nossas vidas.

Anônimo disse...

Então B.,
eu tb acho. por mais capitalista que soe, a independência financeira é fundamental para a independência da mulher. No nosso mundo, para ter o mínimo de conforto é preciso ter algum dinheiro, melhor aceitar.
A coisa se complica ainda mais em duas situações: 1) quando o marido deixa a mulher com os filhos pequenos e ela não tem com quem deixar a criança, ainda sofre preconceito no mundo do trabalho, pois há muitos empregadores que evitam contratar mulheres com filhos pequenos em virtude das situações que ela precisaria faltar; 2) Quando a mulher abdica da juventude e estudos para se dedicar ao marido. O danado sobre na carreira graças à dedicação dela, e quando ela já não serve para ser o trofeu, é descartada por uma de 20 anos. Resultado: pouca qualificação e experiência profissional, somado à idade, fatores que os empregadores fogem.

Anônimo disse...

Sim, há mulheres que separam e saem sem dinheiro nenhum e há homens canalhas que não sabem valorizar o trabalho de dona de casa.

Por isso que disse que essa hipótese serve para um casamento saudável que dure a vida inteira. Ou então para casamentos com homens que valorizam a mulher e seu trabalho de dona de casa e ao se separarem darão o dinheiro que corresponde a cada um. Ainda há casamentos assim na sociedade.

Trabalhar fora cria independência financeira? Depende. Muitos casos o dinheiro é da família de não de quem recebe. Ou então a mulher trabalha fora mais depende do dinheiro do marido, pois o salário dela sozinha não paga todas as despesas da casa.


Hoje, muitas mulheres precisam trabalhar fora para terem o dinheiro e ajudar no sustento da casa.
A liberdade está na escolha da mulher de querer ou não trabalhar.
E, para mim, o fato da mulher trabalhar fora não a faz ser mais livre.


Anônimo disse...

"as mulheres sempre vão ser mais atacadas, envelhecem mais rápido"

Mulheres n]ao envelhecem mais rápido. Mulheres são consideradas velhas mais rápido por homem que não se manca. Por isso tem tanto tio dando em cima de mulher de 20 e até menos. Homem é que não tem simancol.

"o corpo feminino foi feito pra durar pouco tempo"

Pelo que me consta o corpo masculino é que dura menos. Você morrem em média 5 ou 10 anos antes das mulheres, né? Eu acho pouco ainda. A expectativa de vida dos homens podia ser ainda menor..

Quanto ao resto.. quando vc ficar broxa e careca a gente volta a conversar. Bju!

titia disse...

10:57 minha tia de 80 anos que viveu essa época, não casou, é sustentada pela irmã casada e funcionária pública aposentada, cujos únicos compromissos são cozinhar e cuidar da casa (uma diarista faz a limpeza três vezes por semana e ela só lava uns pratos) e entregar no prazo os fuxicos que ela faz pra vender, que pode a qualquer hora que quiser pegar um busu e ir visitar os outros irmãos e amigos, ou ir na cabeleireira, diz pra mim e pra minha irmã desde que nos éramos pequenas que nós tínhamos que estudar, nos formar e ter um bom trabalho porque é horrível e humilhante depender dos outros.

12:53 acho que não necessariamente. John Hannah, que fez o personagem cômico de A Múmia, interpretou um vilão na série dramática Spartacus e se saiu muito bem. Lucy Lawless, a Xena, interpretou uma vilã na mesma série (a esposa do personagem de Hannah, aliás) e também fez um ótimo trabalho. A atriz Drica Moraes, que estava sempre fazendo papéis cômicos na Globo, ganhou um prêmio nacional interpretando a vilã Violante na novela Xica da Silva, e foi um trabalho dramático incrível que ela fez. Imagino que um bom ator sabe passar de um papel pro outro, talvez tenha mais gosto por um gênero e por isso se concentre nele ou seja obrigado pelo contratador a fazer apenas aquele gênero, mas não significa que não sabe fazer outras coisas.

Anônimo disse...

14:27, o problema é que TODOS precisam trabalhar fora. É muito raro hoje em dia uma das partes prover tudo, não exatamente pq os homens querem que as mulheres trabalhem, mas sim pq o custo de vida é alto e ficar nas costas de um só é fogo. Essa é uma lógica capitalista e pra mim extrapola o feminismo.
É um argumento perigoso posto que os homens nos acusam de derrubar os salários quando as mulheres se inseriram no mercado de trabalho.

Anônimo disse...

15:46, Concordo com você.

Por isso que disse, o fato da mulher trabalhar fora muitas vezes não a torna mais livre.

Muitas vezes o argumento de que trabalhar é liberdade é falso, pois não há a opção da mulher não trabalhar.
Na verdade, muitos empresários gostam desse papo de liberdade feminina e trabalho fora, pois isso os permite a pagar salários mais baixos às mulheres e, consequentemente, aos homens, pois na média todos vão receber menos.

Não estou culpando as mulheres de trabalharem fora, minha única preocupação é argumentar que trabalhar fora torna a mulher mais livre, sendo que muitas vezes não é verdade.

Anônimo disse...

16:21, essa sua conversa é muito 1972, né? Achei que esse incômodo por mulher não depender mais de macho já tinha passado. Olha, não se preocupe que homem sempre acha um cheio de explorar mulher. Vocês fazem isso desde que a humanidade existe. Seja o patrão, o marido, o filho, o irmão. Todos exploram uma mulher. Mas há graus diferentes de exploração. Por exemplo, quando não se depende financeiramente do marido merda e pode dar um chute na bunda dele quando descobrir que ele tá te metendo chifre. Ou descobrir que seu chefe te paga menos e pedir demissão e processá-lo e ir procurar outro emprego afinal vc é formada e tem pós. Preferiu estudar ao invés de casar e depender de homem até pra comprar OB. Então, aceite que está em 2016. Se preocupe com o empresário que TE explora. Se quiser esposinha submissa dona de casa vai caçar uma numa igreja evangélica.

Anônimo disse...

Vc é muita areia pra aquela carroça 🎶🎵 Mr . light 20iii

Anônimo disse...

16:21, errado. Liberdade nunca foi o contrário de trabalho, principalmente se for em um sistema capitalista. No sistema econômico atual, se uma mulher quer realizar seus objetivos e sonhos, isto é, sua "liberdade", ela precisaria primeiramente de dinheiro. Grana. E ser sensata e inteligente o suficiente para usufruir de modo correto para alcançar seus objetivos.

Anônimo disse...

A-D-O-R-E-I esse comment das 17:58 !!! Simplesmente lacrou, sem mais...

Anônimo disse...

Não seja famosa que tudo se resolve, agora é tarde.

Não, não tem direito a privacidade não, nem de ser feia. Ficou milionária se fazendo de a mais bonita e querendo ser famosa a todo custo. Agora aguente.

Anônimo disse...

Falam como se o trabalho, como é hoje, fosse uma prisão só para a mulher. Se enfiar em casa e bancar a moça prendada dos anos 50 não vai salvar ninguém. Melhor ser "escrava" do seu próprio trabalho do que depender do trabalho de outro "escravo".

titia disse...

Aposto que você também acha "bem feito" quando uma mulher é estuprada né 22:05? Ser humano de merda você, hein?

Anônimo disse...

17:58, Não, um homem não vai sempre explorar a mulher. Não sou explorada pelo meu marido, meu pai nunca explorou minha mãe. Meus avôs nunca exploraram minhas avós. E, em todos esses exemplos, quem cuida do dinheiro é a mulher, pois a mulher, muitas vezes, administra melhor o dinheiro em casa que o homem. Portanto elas não precisavam pedir dinheiro para comprar OB. Como disse que minha hipótese servia para relações saudáveis entre homens e mulheres, seu comentário está fora de contexto.

19:15, Não disse que liberdade é oposto de trabalho. Disse que ser assalariada não é sinônimo de liberdade. Você está reduzindo o conceito de liberdade para algo mesquinho e dinheirista. Liberdade é muito mais que isso.

07:40, O trabalho não é prisão só para mulher, mas a discussão é sobre mulheres, por isso não disse relacionado para homens. Mas o mesmo vale para homens.

Alias, o governo apoia e muito que mulheres trabalham foram. Mais um imposto de renda retido na fonte, mais um INSS para ser pago e mais um FGTS para as empresas pagaram. Os cofres públicos agradecem.

Nem toda relação entre homem e mulher não é relação entre opressor e oprimido. Vocês resumem toda e qualquer relação entre homem e mulher a exploração e isso é falso. O meu comentário está relacionados a casamentos sem exploração. Há homens que pagam INSS para as esposas que ficam em casa. E é desse tipo de relação e estou falando.

Se vocês querem discutir relação entre homens opressores e mulheres oprimidas, fiquem à vontade, mas está fora do contexto do meu comentário.

donadio disse...

"A liberdade está na escolha da mulher de querer ou não trabalhar."

Então os homens, a quem esta escolha muito raramente é dada, é que não são livres?

Esse me parece o eixo "teórico" do "masculinismo": o papel de provedor é opressivo, e, como os homens são tradicionalmente os provedores, os homens é que são oprimidos.

Acho que isso não leva em conta a quantidade de esforço físico implicada em "não trabalhar", ou seja, trabalhar de graça e sem perspectivas de ascensão numa carreira. Para uma pequena minoria de mulheres na camada mais alta da sociedade, talvez haja essa "escolha de trabalhar ou não trabalhar", e talvez algumas sejam de fato dondocas que passam o dia na ociosidade, enquanto outras pessoas - outras mulheres, na imensa maioria dos casos - trabalham para elas. Mas aí é a liberdade do escravocrata, conquistada a partir da supressão da liberdade alheia.

Na prática, porém, a imensa maioria das mulheres ou "trabalha fora" ou "trabalha dentro", e a única escolha é essa, trabalhar por um salário ou trabalhar de graça - embora, o que é pior, essas coisas não sejam mutuamente exclusivas, e muitas mulheres trabalhem fora como assalariadas e ainda por cima trabalhem em casa, fazendo todas ou a maior parte das tarefas domésticas: a famosa "dupla jornada de trabalho".

Exemplos sobre como nossas mães ou avós eram felizes por que "não precisavam trabalhar" e mesmo assim tinham amplo acesso às decisões domésticas e ao salário do marido são apenas exemplos individuais. Alguns casais podem ter sido assim. Mas a lógica do sistema era bem outra: o marido era quem ganhava dinheiro, portanto tinha o poder de ditar como esse dinheiro era gasto - e se a mulher não gostasse, azar o dela. Um sistema não é composto de exceções, é determinado pela sua lógica interna, e a lógica interna da família modelo "anos 50" não era a de dar liberdade à mulher para trabalhar ou não, era de obrigá-la a trabalhar dentro de casa. A liberalidade de alguns maridos pode ser louvável, mas não absolve o sistema, nem modifica o seu funcionamento.

Anônimo disse...

09:10

Qual seria a alternativa? Sim, vivemos num sistema capitalista onde os bens que temos acesso são atribuídos valor. De uma forma ou de outra há com que se trocar. Concordo com o viés de pensar que a liberdade não é plena dentro de um sistema capitalista, especialmente quando você é a mão-de-obra. Naomi Wolf fala, em "O Mito da Beleza" que o capitalismo nos cobra caro a liberdade que tivemos para trabalhar. Como já apontaram, dentro do atual sistema, depender financeiramente de alguém cerceia ainda mais a sua liberdade, à medida que tudo é comprado. É menos difícil uma mulher sair de um relacionamento abusivo com independência financeira (sabendo que não vai passar fome, morar na rua) do que sem ela (imagina ter de pedir dinheiro até pra comprar um absorvente?).
"Ai mas o dinheiro é da família". Vai nessa. Bem mais difícil se barganhar quando não se tem dinheiro na mão. Novamente: este é um mundo capitalista e o poder econômico tem muita relevância. A sociedade ainda não reconhece o serviço doméstico como um serviço, nada difícil do marido achar que não está fazendo mais que a obrigação. O que estamos tentando provar é que a mulher trabalhar fora: ruim, mas pior se não trabalhar.
Nenhum ser humano adulto jamais deve se pôr em posição que outro ser humano adulto possa ter controle de sua vida.

donadio disse...

Para fazer um contraponto, eu percebo que muitas "celebridades" são cúmplices do fenômeno que ora vitima a Jennifer Aniston. Por algum motivo, dão entrada para a imprensa "marrom-com-cor-de-rosa" expor a sua intimidade, discutir seus casamentos, divórcios, gravidezes, namoros, namoricos, viagens, etc., etc., e etc.

Até certo ponto isso é inevitável. Mas por que a vida privada da Marieta Severo não é assunto de capa da Caras, como a vida privada da, sei lá, Marina Ruy Barbosa? Isso demonstra que é possível, sim, ser famoso mas manter uma certa dignidade, não tendo que dar declarações públicas a respeito de quais roupinhas você comprou para o seu bebê, e por quê.

Não sou de forma alguma favorável a essas declarações vingativas do tipo "quem mandou ser famosa, agora aguenta", que no fundo não passam de inveja concentrada e fermentada em ponto de podridão, mas também não dá pra ignorar que a imprensa de fofocas e a "celebridade" têm uma relação doentia, e se realimentam mutuamente.

donadio disse...

"Alias, o governo apoia e muito que mulheres trabalham foram. Mais um imposto de renda retido na fonte, mais um INSS para ser pago e mais um FGTS para as empresas pagaram. Os cofres públicos agradecem."

Isso não tem a menor lógica.

Se apenas os homens trabalharem, o salário deles vai ter de ser suficiente para sustentar toda a família. Se homens e mulheres trabalharem, o trabalho de cada um vai ter de ser suficiente para sustentar apenas meia família. De um jeito ou de outro, o dinheiro que circula é o necessário para sustentar as famílias existentes. Mulher trabalhando fora não vai aumentar a arrecadação dos governos, a não ser que a riqueza social aumente como um todo. Sim, os governos em geral buscam estimular a economia, entre outros motivos por que, se conseguirem, a arrecadação vai aumentar. Mas convenhamos, ser contra o aumento de riqueza por que uma parte disso vai parar no Tesouro é, digamos, um bocado ridículo: vou me sacrificar, ganhando menos e me ferrando na vida, só para que todo mundo, governo inclusive, também se ferre. O próprio "socialismo" dos imbecis, como diria o Jaurés.

Anônimo disse...

Fia, se você quer ficar em casa e fazer trabalho doméstico, vá em frente. Você tem direito a escolha. Mas lembre-se que o parceiro que é super bacana e compreensivo pode se transformar de uma hora para a outra, porque, em geral, pessoas são imprevisíveis. Não precisa ficar justificando suas escolhas de vida em blog feminista, não. Isso é, se você não for mais um destes caras inconformados com a independência da mulher e revoltado por não conseguir um capacho.

Anônimo disse...

"Falam como se o trabalho, como é hoje, fosse uma prisão só para a mulher. Se enfiar em casa e bancar a moça prendada dos anos 50 não vai salvar ninguém. Melhor ser "escrava" do seu próprio trabalho do que depender do trabalho de outro "escravo". "
Exatamente! A crítica do anom da "mãe livre que era dona de casa" é com sistema econômico, não com questão de gênero. Somos TODOS "escravos" do trabalho.

09:10, meu bem, quem está fora de contexto é você. Tudo bem que a sua relação, ou a dos seus pais, não seja/tenha sido pautada em opressão (não vou comentar sobre a parte dos avôs e avós e sua onisciência sobre relacionamentos que você não viveu). Mas vocês são exceção. Sai da sua família e tente conhecer outros casais em que um deles é dono de casa (e a partir daqui vou usar o feminino porque geralmente é a mulher). Me diga quantas donas de casa recebem o salário do marido integralmente pra administrar. Me diga quantas recebem "mesada". Me diga quantas têm que pedir o dinheiro na hora que desejam gastá-lo. Observe decisões importantes sobre casais em que a mulher é dona de casa: me diga, em casos de discordância, quantas vezes as decisões sobre em que escola os filhos estudariam, que automóvel/imóvel comprar, pra onde viajar nas férias, "coincidiram" com a vontade do marido que trabalha fora. Pergunte às donas de casa se elas têm algum imóvel, automóvel ou investimento no nome delas, para ter algum meio de subsistência caso ocorra alguma fatalidade com o marido ou desejem sair da relação. Enfim, saia da sua bolha.
A esquerda em geral (e esse blog não foge da regra) questiona sobre o que realmente existe de "liberdade" em trabalhar em empregos alienantes, sem perspectiva de mudança, pra poder viver. Acredite, sua crítica à "liberdade em trabalhar fora" não é novidade aqui. A nuance que está te fugindo é como, numa sociedade baseada no capital, a dona de casa (lembrando que uso o feminino por questão de maioria numérica, mas também poderia ser um homem) vai ter menos leque de possibilidades de quem recebe salário/é empresário.
"Vocês resumem toda e qualquer relação entre homem e mulher a exploração e isso é falso." Blogs feministas, em geral, atentam pra exploração de gênero (em relações inclusive) porque somos bombardeados de ditados, propagandas, novelas, discursos políticos demagógicos dizendo que a exploração não existe, e isso é falso. "Trabalho doméstico é tão importante quanto assalariado" só existe na propaganda (e em algumas exceções, como o seu caso ou dos seus pais), mas na prática, a dona de casa é vista como preguiçosa/burra/parasita/fútil, e tratada como tal. Nessa caixa de comentários mesmo, já apareceu alguém dizendo que "a mulher só quer viver da sua pensão". Mas trabalho doméstico não é tão importante quanto assalariado? Foi preciso uma lei que coagisse pais a pagarem pensão pros seus filhos. Mas trabalho doméstico não é tão importante quanto assalariado? MUITA gente se refere a donas de casa como "mulheres que não trabalham". Mas trabalho doméstico não é tão importante quanto assalariado?

donadio disse...

"Mas trabalho doméstico não é tão importante quanto assalariado?"

Só mesmo a física quântica explica, mas quando você olha de um jeito (na hora de explicar por que é que o outro é quem tem de fazer esse trabalho tão necessário) ele é tão importante quanto o assalariado. Quando você aperta os olhos de outro jeitinho (na hora de retribuir esse trabalho tão necessário), ele não é nem trabalho, que dirá tão importante quanto o trabalho assalariado.

Com vocês, a dona-de-casa de Schroedinger...

Juliana Brito disse...

Não tenha filhos se você não quer ter. Por favor. Nenhuma criança merece vir ao mundo para não ser muito amada. É você vai acabar se separando, anyway, quando a criança nascer, sua mulher mudar e você não acompanhar porque não era isso o que você queria

Anônimo disse...

Hahahaha,execelente, Donadio! Vamos ver se ela vai entender a referência...

Anônimo disse...

Opa, excelente, rsrs

joão paulo disse...

Meus acessos por aqui são esporádicos. Uma pena! Mas é tanta coisa pra ler, pra fazer... Primeira vez que deixo comentário. Esses reaças agora deram para nos atacar em sites de cunho progressistas. Bando de babaca! São mesmo uns doentes! Vão procurar um psiquiatra! Vocês são doentes mentais. Lola, deixo aqui meu mais que incondicional apoio a você. Tento imaginar o quanto és perseguida e atacada por esses reaças, mas não consigo, pois certamente minha imaginação é pequena próximo aos altíssimos níveis de intolerância que você sofre diariamente. O teu blog e tantos outros de caráter progressistas acabam sendo em uma época como essa de aumento da extrema direita em nosso país um espaço de resistência. Então, pois, continuemos a resistir frente esses reaças! Se nossas ideias os incomodam tanto a tal ponto de virem aqui nessa página despejar seus vômitos discriminatórios, é porque essas ideias são poderosas.

Anônimo disse...

14:06, eu acredito que a maioria das decisões sobre a escola, viagem, carro são tomadas pela mulher, mesmo que ela seja dona de casa. Essas decisões do ambiente doméstico são sim tomadas na maioria das vezes por mulheres. Foi daí que veio a alcunha de Rainha do Lar, não? A mulher/dona de casa tinha todo o poder de escolher desde a marca de maionese que a família ia comer até a escola das crianças. Mas esse poder estava restrito àquele ambiente, enquanto do lado de fora...

Ta Ís disse...

Por que em vez de abordar futilidades, não se comenta sobre o caso do assassinato de uma mulher no Rio com duas facadas no pescoço na frente de sua filha, após dizer que não tinha dinheiro pro drogado?

Anônimo disse...

16 28 Enfim, não acho que sua visão corresponda à realidade. "Rainha do lar" é o termo cunhado pela ala antifeminista pra vender o patriarcado Disney: finge-se que o trabalho doméstico é valorizado sim, imagina! e que a dona de casa via de regra tem peso dentro das decisões familiares que envolvem o dinheiro. Como o donadio explicou muito melhor do que eu, podem existir louváveis exceções, mas pela lógica do sistema, quem recebe o dinheiro é que tem a palavra final. Se você ainda acha que "mas as donas de casa decidem sim como administrar o dinheiro", só podemos concordar que discordamos.

Anônimo disse...

Excelente sugestão, Ta Ís! Aproveito pra sugerir também que você comece uma campanha pra levantar doações pra menina ou que você mesma escreva sobre o assunto - é mais produtivo que fazer birra nos comentários.

Anônimo disse...

"Por que em vez de abordar futilidades, não se comenta sobre o caso do assassinato de uma mulher no Rio com duas facadas no pescoço na frente de sua filha, após dizer que não tinha dinheiro pro drogado?"

Ótima sugestão de pauta, amiga! Passa o link do seu blog pra gente ver o artigo que você escreveu sobre, bem como o link da campanha de doações que você organizou para ajudar a filha dela até os 18 anos.

Anônimo disse...

A Jennifer é linda assim e livre assim justamente porque não teve filhos. É óbvio que seria criticada por isso. Mulher boa é a mulher presa com 15 crianças e obviamente também que nesse caso ela seria igualmente criticada por uma razão escrota qualquer fundamentada somente no fato dela ser uma pessoa altamente bem-sucedida do sexo feminino, exatamente como a atual do seu ex, que por sinal está cada dia mais doente e sobrecarregada. (Vocês já viram a Angelina de perto? Eu já. Eu duvido qualquer um daqui não sentir aflição, fiquei com vontade de dar meu lanche pra ela).

Anônimo disse...

Mulheres livres incomodam,deixam sempre um pulga atrás da orelha.Como ser mulher e não querer casar e ter filhxs? Vejo amigas minhas que eram super descoladas,empoderadas,trocávamos altas ideias,hoje depois dos filhos é só falta de tempo,cansaço,só falam da vidas dos filhxs.Perderam aquele vigor,ficaram meio bobas,mandam fotos dos filhos toda hora no whatsapp pra ganharem curtidas.TÔ FORA DESSE ESQUEMA.

Anônimo disse...

Ta Ís, quer reportagem sobre crime? Vai assistir o Datena. A Lola não tem obrigação de escrever sobre isso ou aquilo, nem de reportar crimes. E se você considera isso futilidade, está precisando ler mais o blog e ver menos sensacionalismo. Ou então, faça você o que você quer, porque o resto do mundo não vai girar conforme o seu compasso. Bjos.

Anônimo disse...

"Se você ainda acha que "mas as donas de casa decidem sim como administrar o dinheiro", só podemos concordar que discordamos."

Veja bem, eu sou a anon das 17:58. Não acho que administrar o dinheiro da casa seja um puta de um benefício que as donas de casa tinham. Mas é um fato. Quem fazia as compras? Quem decidia o que iam comer? O bife maior era o do papai mas a decisão entre frango e carne era da dona de casa. Até as cuecas quem comprava era a esposa. Então é fato que as donas de casa administravam sim parte desse dinheiro. Isso não quer dizer que elas eram independentes e que ser dona de casa é maravilhoso.