terça-feira, 5 de janeiro de 2016

GUEST POST: PERSONAGEM FEMINISTA EM STAR WARS

Eu não vi Star Wars: O Despertar da Força porque não sou fã da franquia, mas li que mascus americanos estão pregando boicote ao filme. Sinal de que deve ser bom!
Segundo eles, o novo Star Wars é propaganda dos SJW ("social justice warriors", ou "guerreiros da justiça social") e substitui personagens para dar mais destaque a atores negros e ao "girl power" (e isso é péssimo! Negros? Mulheres? Argh!). 
Cristiane Guimarães tem 36 anos, é funcionária pública e mora em Salvador. Ela quis compartilhar com a gente o que achou de Star Wars.

A primeira vez que assisti ao filme Lara Croft foi aos 22 anos. Eu não era feminista mas me senti incomodada pelas atitudes daquela personagem: força caricatural sem espaço para sensibilidade genuína, um festival de caras e bocas entremeadas por umas cenas de ação bobocas. Uma aura poser envolvia aquela mulher. O engraçado disso tudo é que eu não tinha noção do que era feminismo e aquela representação feminina erotizada (para adolescentes púberes se deliciarem) me fez sentir "vergonha alheia" por todos aqueles envolvidos na elaboração desse filme.
A Lara Croft e outras personagens que vi desde então sempre se enquadravam no estereótipo da mulher branca, magra, cabelos escuros, olhos claros, duronas unidimensionais e roupas justíssimas cujo único propósito era o de mostrar a sua forma física enquanto lutavam (vide Xena, Elektra, as personagens de Resident Evil, Aeon Flux).
Quando vi o novo Star Wars, a personagem Rey se enquadrava no quesito forma física (branca etc) só que sem as roupas justíssimas e com uma força e autossuficiência que me parecem bastante verossímeis.
Fiquei muito feliz por ver que uma franquia dessa magnitude comercial (já arrecadou 1 bilhão de dólares em bilheteria) [nota da Lolinha: e isso com o boicote dos mascus!], de popularidade e de relevância artística (com milhões de fãs há décadas) tinha escolhido como protagonista uma mulher (sim, a Rey de fato é a grande protagonista do filme), sem recorrer a nenhum clichê de gênero.
Li que os produtores colocaram uma personagem mulher como protagonista como forma de atrair a audiência feminina. Provavelmente não é por serem feministas mas por lucro, só que mesmo assim foram bem inteligentes em mostrar uma personagem feminista. É revelador e representa uma mudança presente no nosso tempo pois percebo que a indústria cultural está começando a perceber que nós mulheres estamos cada vez mais cansadas de não nos enxergamos de forma empoderadora no cinema e nas manifestações artísticas de forma geral.
A personagem Rey conserta naves, as pilota, se emociona, corre sem cair e sem que precisem pegar na sua mão. Há uma cena engraçada a respeito disso em que ela começa a correr e o personagem Finn pega a mão dela e ela fala mais ou menos assim:
- Você acha que não sei correr sem que pegue na minha mão?!
Em outra cena, quando Finn pega na mão dela de novo, ela dispara:
- Pára de pegar na minha mão!
Uma das últimas cenas de Thelma e
Louise
A personagem é muito boa, consegue passar força e vulnerabilidade (comum a todos os seres humanos, é óbvio) e no final (não tem spoiler aqui) ela participa de uma luta que simplesmente para mim é a melhor representação feminina que vi em décadas (a última foi a cena final de Thelma e Louise, que para mim passava o seguinte recado: prefiro a morte à subjugação). Fiquei emocionada, achei forte!
Enfim, me apaixonei pela personagem e acho que é uma ótima representação do que é ser mulher. Isso é muito positivo para essa nova geração que está começando a assistir Star Wars agora. Aconselho a todo mundo a levar primas adolescentes, sobrinhas, filhas, enfim, para que elas vejam que há espaço para que sejam o que quiserem pois o universo não tem limites!
Que a força esteja com todas nós!

143 comentários:

Anônimo disse...

Esse Star Wars possui quase o mesmo roteiro do de 1977, parece mais uma refilmagem

@vbfri disse...

Sem spoilers:

O filme passa com FOLGA no Bechdel Test. Tem diálogo entre personagens femininas e sem ser sobre homens.

<3

Adorei o filme. Saí super empolgada.

E a Rey é branca, mas com cabelos escuros e em nenhum momento usa roupas que deixam o corpo à mostra. Isso é bem bacana. E não tem aquela produção de maquiagem-cabelo-unha.

É muita força, gente. Coisa mais linda! <3

Ah, Lola... Eu li em algum lugar sobre o Para Sempre Cinderela e como é um filme feminista. Você já viu? Eu já e adorei. A Cinderela luta com espadas, se salva, salva os outros, é a coisa mais fantástica.

Tô feliz em ver as mulheres aparecendo mais em filmes.

E a série Sense8, com personagem TRANS???? E Once Upon a Time, que basicamente as mulheres são as que comandam?

Muito amor, muito, muito! <3

Lord Anderson disse...


Bem sou super fã da Saga Star Wars e esse filme foi uma maravilha de se assistir, cenas de ação otima, batalhas de naves que emocionam, o humor, o sentimento de fantasia leve mas empolgante que SW sempre teve.

Adorei os novos personagens, a Rey, o Finn, o Poe, todos com carisma para levar a franquia adiante.

A Rey é a protagonista e ainda tem muito a que saber dela, mas ela é uma otima substituta para o Luke.

Uma das cenas mais legais é quando o Finn ve a Rey sendo atacada e vai ajudar, mas antes de chegar lá ela ja detonou os caras.

Sem duvida a nova trilogia promete muito :)

Anônimo disse...

Lara Croft, uma representação machista? Ela foi uma das poucas super heroínas conhecidas em sua época! Destoou aquele padrão de "mulher sensível", mulher planta que só espera o homem e não faz nada. A mesma coisa para a Xena e a Elektra.
Desculpe, mas para mim, se existiu alguma aura de machismo, ele veio da autora desse texto.

Mila disse...

Uma das coisas que mais gostei no filme em relação a gênero foi a ironia à donzela em perigo. Toda vez que julgavam que a Rey estava em perigo e era necessário salvá-la, lá estava ela se salvando.
Embora não seja a minha área de estudo (estudo mangás/animês e gênero), é muito comum no mundo nerd, por assim dizer, que personagens femininas sejam representadas como princesinhas ingênuas e gostosas em perigo; ou a femme fatale (que já traz uma subversão de gênero, mas ainda assim há a questão da sexualização); heroínas super erotizadas ou ainda andróginas de sexualidade indefinida, frequentemente tendendo à masculinização.
No meio nerd, temos visto uma gama de personagens femininas que tentam fugir aos estereótipos. Imperatriz Furiosa (Mad Max), Viúva Negra (Vingadores), Rey (Star Wars), teremos a Lady Thor, a Sarah Connor do reboot de Exterminador do Futuro, Mako Mori (Pacific Rim), Uhura (do novo Star Trek, apesar de que já na série clássica ela era revolucionária por ser uma mulher negra na Bridge da Enterprise), Michonne (The Walkig Dead), Danaerys (Game of Thrones). É claro que temos ainda muitos problemas em representação, mas estamos trilhando um caminho interessante.

Ezco Musaos disse...

Sou um verdadeiro ET, nunca assisti Star Wars, só o que sei da história é a grande revelação do Darth Vader. Esse tipo de filme não desperta meu interesse (ainda mais sabendo que antes desse têm seis episódios em uma ordem cronológica super polêmica), mas esse post, essa protagonista incrível, me deram uma certa empolgação, só não sei se teria paciência de ver todos os filmes anteriores pra poder entender este...

Anônimo disse...

Filme é filme... só colocar os islâmicos que eles fazem a limpa em todos esses personagens!

Anônimo disse...

Ainda não tive a hoportunidade de ver o filme, mas com certeza é uma bosta.

Lygia disse...

O que achei interessante e mais especial é que não faz a menor diferença pro filme a Rey ser mulher, o Finn ser negro e o Poe ser latino... em nenhum momento da história vc pensa sobre isso (é natural).

Mas que diferença que isso faz pra gente que assiste! Muito orgulho do filme e do novo direcionamento que a Disney tem tomado!

Anônimo disse...

Nao tem nada a ver com a postagem,
mas voces viram uma postagem no face sobre traição sendo compartilhada a exaustao ???
Uma postagem que culpa apenas a amante e que ainda coloca como sendo "tudo bem" ser traída desde que ainda seja a esposa ???
Me falaram dessa postagem, mas eu nao consigo achar,
alguem tem o link ?

Anônimo disse...

Mas gente, Star Wars sempre teve personagens femininos fortes (vide a Princesa Leia, que é maravilhosa)! Ela é forte, independente, inteligente, tem iniciativa. E, sim, ela é mecânica também (ela ajuda a reparar a Millenium Falcon, por exemplo).
Não é novidade na franquia.
Fico feliz que eles continuem nos trazendo mulheres fortes.

Jonas Klein disse...

Olá Cristiane Guimarães e Lola


Sabe eu ate nem tinha notado isso no star wars, realmente e bem interessante ver a forma como a principal personagem do filme atua.

Eu quando vejo um filme não fico dando muita atenção a detalhes pequenos ou que exigem algum esforço de interpretação.

E só mais uma observação

"para que elas vejam que há espaço para que sejam o que quiserem pois o universo não tem limites"

Vamos com calma, o fato de você ter feito esta leitura do filme, não quer dizer que todas as outras moças vão ver as coisas por este ângulo, afinal e comum as pessoas intenderem a mesma coisa de forma diferente.

Anônimo disse...

Não vi o filme, mas pretendo, legal que tenha esse enfoque sem precisar fazer discursinhos iguais às novelas globais quando abordam temas sociais, o mundo está mudando, Hermione no teatro será vivida por uma atriz negra, a Marvel nos quadrinhos lançou uma equipe de Vingadores só de mulheres, a Thor-Mulher possui câncer de mama, os imbecis de sempre chiarão, basta ignorá-los, nada podem fazer, sabe porque? Porque são espaços conquistados, não dados como benesse.

Anônimo disse...

Star Wars sempre teve mulheres fortes. É marca da franquia.

donadio disse...

"(já arrecadou 1 bilhão de dólares em bilheteria) [nota da Lolinha: e isso com o boicote dos mascus!]"

Sem o boicote dos mascus teria arrecadado um bilhão e quarenta dólares...

Anônimo disse...

Sempre fui fan de Star Wars, achei esse episódio bom mas bem abaixo dos outros seis. Acho que foi feito mais pelo marketing e pra vender bugigangas da marca.
Já os outros foram criados a partir de uma história que o autor estava genuinamente inspirado para escrever e foi isso que fez dos seis primeiros episodios tão bons ( os da decada de 70 ainda mais que os de 2000).
Esse novo não estava previsto na saga e a disney o fez pensando em apenas vender, mas mesmo assim não chega a ser ruim

Anônimo disse...

Gente duas observações sobre o filme este.

1 Sera que um filme assim faz mesmo alguma diferença para sociedade, olhando para sociedade de forma conjuntural do ponto de vista do feminismo? serio não consigo ver este filme como algo relevante mesmo para o feminismo.

2 vocês não achando que forma como a atriz principal se veste esta chamando demais a atenção de vocês? acho que se tem algo que importa mesmo e a forma que a Rey age no filme inteiro, to sentido cheiro de daquele puritanismo do mais babaca que tem nestes comentários sobre a roupa dela.

Anônimo disse...

Veja somente os episódios IV, V e VI, é o suficiente pra se inteirar da trama. E caso não tenha paciência mesmo, vale a pena ver igual, pois basta conhecer por cima quem são os personagens da saga antiga para assistir com tranquilidade.

Ezco Musaos disse...

Anon 14:53, não vejo como puritanismo, acho que a questão não é a roupa da personagem em si, é a surpresa de ver uma protagonista forte ser retratada com um figurino não hipersexualizante, como é tão comum no cinema e nas representações artísticas em geral.

Anônimo disse...

15:04 vc tá fazendo sua parte pra ficar com o tanquinho igual ao do Thor?

Anônimo disse...

Vcs veem problema em tudo mesmo. Desde o começo já existia uma princesa Léia. Depois vieram inúmeras mulheres no Star Wars, incluindo a Padmé, mãe dos principais personagens e mulher de Darth Vader. Parem de procurar chifre na cabeça de cavalo.

E negros desde o começo também existiam no filme também. Ou vc se esqueceram de Lando Clarissian, da primeira trilogia, amigo de Han Solo?

Resumindo: não há nada novo no episódio pra vcs exaltarem o feminismo ou apoio aos negros. Parem com isso! É só mais um capítulo normal, igual a todos os demais que já vieram, sem apoio de lado nenhum.

lola aronovich disse...

Ué, anon das 15:28 que está dizendo que nós feministas vemos problema em tudo, quem está condenando o filme e pregando boicote a ele são os mascus. Pelo jeito eles acharam que ter mulheres e negros no Star Wars é algo muito negativo e que não acontecia nos outros episódios.

Ezco Musaos disse...

Tem gente com sérios problemas de interpretação de texto, como esse anon 15:28. Em que momento da postagem é dito que nunca houve personagens mulheres ou negros em Star Wars? E por que feministas devem ser obrigadas a deixar de ressaltar o protagonismo feminino no novo filme? Por que você quer? Fala sério.

Mila disse...

14:53, faço coro com o Ezco Musaos. O fato de ela não usar uma roupa hiperssexualizante significa que ela não está lá para deleite do público masculino. Recomendo o texto da Laura Mulvey, "o Prazer Visual no Cinema Narrativo" em que ela estabelece as relações das personagens dos filmes clássicos com o olhar da câmera, dos personagens do filme e do espectador.
Não acho justo comparar a Princesa Leia com a Rey. As duas ocupam posições diferentes na história e a seu próprio modo, personagens como a Leia ou a Ripley (de Alien) ou a Uhura (Star Trek) abriram caminhos para que as de hoje existissem.
Sobre a sua dúvida, talvez essa relação do filme com o feminismo não tenha efeitos diretos e percebida logo como tal. Por isso é importante situarmos o filme num contexto em que está inserido. Talvez esses resultados fiquem claros daqui há alguns anos.

Anônimo disse...

A saga já era boa e esse filme agr só fez eu me apaixonar ainda mais !!! Quem liga pra boicote desses malucos? O filme é ótimo e os atores ( a menina e o rapaz negro) deram um show de atuação!!

Anônimo disse...

Eu também vi o filme e gostei. Não sou fã roxa de Star Wars, por isso as coisas que desagradaram os fãs são meio que irrelevantes pra mim (tô olhando pra você, mãe).E gostei muito da Rey e do Finn, como disse o chorão 15:28 SW pelo menos na primeira trilogia teve negros e mulheres fortes; mas, essa é pra você 15:28, é a primeira vez que um negro e uma mulher são os protagonistas principais. Leia e Lando são importantes na trilogia original, mas não "tão importantes" quanto Luke e Han Solo. Esses dois machos brancos héteros ainda eram a cara principal do filme. Dessa vez Finn e Rey estão na dianteira.

Ezco Musaos se quiser assistir um dia veja só os episódios IV, V e VI, como te sugeriram ali em cima. Porque a segunda trilogia, sem meias palavras nem atenção à sensibilidade dos fãs, é uma merda. E isso que eu nem sou fã de Star Wars.

Anônimo disse...

Eu soube que uma funcionária minha ia depois do expediente ver o filme com o namorado, inventei uma entrega, ela foi pensado que ia dar tempo, mas eu liguei para o fornecedor no meio da viagem e inventei uma encomenda só para atrasar ela, sei que cinema basta atrasar um pouco para perder o filme. Foi na mosca, ela chegou as 18:25, inventei mais algumas coisas, ela saiu 18:45, e perdeu a sessão, foi lindo ver a agonia dela querendo sair logo é pegar o busão para nada.

Ass: o comerciante

Ezco Musaos disse...

Ok, anon 15:45 e 14:59, vou tentar seguir essa sugestão de vocês. Estava vendo alguns sites de fãs e sempre sugerem ver todos os episódios, até o I, que dizem ser horrível, acho demais pra mim rsrs.

Anônimo disse...

Esse comerciante é um psicopata

Anônimo disse...

15:53 enfia logo uma espingarda no rabo e atira. Ninguém tá a fim de se informar como anda a sua lojinha meia boca no The Sims.

Anônimo disse...

Os mascus disseram que vão boicotar o filme? Meio genérico isso não? Há racistas de todos os tipos, inclusive dentro do movimento feminista, há também gente que não gosta do feminismo, ou não concorda,porque colocar todo mundo junto sob a alcunha de mascu?Como se fossem um movimento organizado, ideologicamente coerente, e não o que são, um bando de fracassados e retardados que não conseguem namorada.

Anônimo disse...

Parabéns, 15:53!
Excelente!
Continue assim!

Anônimo disse...

Comerciante isso ai? kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk piada do ano, ele pelo jeito e só mais um favelado posando de rico na web.

Se você não sabe filme exibido varias vezes no cinema, se ela não viu dessa vez pode ver outro dia.

Mente fértil tem esse bobão ai, piro e que tem quem acredite nisso de cara.

Era só a Lola modera os comentários antes de publica que a gente não via nunca mais comentário deste trouxa.

@vbfri disse...

Quanto a Leia ser uma personagem forte:

A própria Carrie Fisher já falou em entrevistas que acha a Leia uma personagem superficial e que tinha dificuldade em dar qualquer profundidade. Fora isso, se revoltou até quando criticaram o atual corpo dela.

A Rey é uma personagem SUPER bem trabalhada, fodona, do tipo que não precisa de ninguém pra se virar e ser feliz.

Eu achei simplesmente o melhor filme da saga.

donadio disse...

"Os mascus disseram que vão boicotar o filme? Meio genérico isso não? Há racistas de todos os tipos, inclusive dentro do movimento feminista, há também gente que não gosta do feminismo, ou não concorda,porque colocar todo mundo junto sob a alcunha de mascu?Como se fossem um movimento organizado, ideologicamente coerente, e não o que são, um bando de fracassados e retardados que não conseguem namorada."

Olha, acho que a imensa maioria dos machistas (ou pelo menos dos machistas que gostam de cinema e têm tempo/dinheiro pra ir) vai tranquilamente ver esse filme, gostar (ou não gostar) e ignorar o tal "boicote". Se não fosse assim, não estaria arrecadando bilhões de dólares.

O boicote é uma proposta de um pequeno grupo, não de "todo mundo junto", nem de machistas genéricos, nem de "pessoas que não gostam do feminismo". E esse pequeno grupo é um que se intitula "MRA", "men's rights activists", o que é mais ou menos o equivalente dos que no Brasil se auto-intitulam "masculinistas", abreviados pela Lola para "mascus".

E eles são um movimento "organizado", embora coerência, ideológica ou não, passe longe deles. E são também um bando de fracassados que não conseguem namorada - mas o que isso tem a ver com serem ou não serem um movimento organizado?

Em resumo, não tem nada de "genérico" aí. Mascus são um pequeno grupo, o "boicote" está sendo proposto por um pequeno grupo, por "coincidência" o mesmo que é denominado "mascus" aqui. É bem preciso, na verdade.

Anônimo disse...

Lola, olha q burrice do G1. Os mascus forjaram um aviso no site de ódio deles, dizendo q o site tinha sido retirado do ar por ordem da Justiça Federal, e o G1 publicou uma matéria como se isso fosse verdade. Eu achei os mascus burros por terem feito um negócio mal feitão, q um bando de gente leiga de cara percebeu q era falso, e vem o G1 e consegue ser mais burro ainda me caindo nessa...Vc q é uma pessoa com uma certa notoriedade não tem como entrar em contato com eles e pedir pra eles se retrararem, inclusive alertando pra q as pessoas não cliquem no link de forma alguma, já isso gera lucro pros mascus? Vai ser melhor ainda se eles divulgarem sso, já que são um veículo q atinge muita gente e essas pessoas já ficariam cientes de q a intenção deles não é só espalhar ódio, mas tbm ganhar dinheiro com isso. Ia te poupar um pouco mais de nas próximas vezes ter q ficar avisando pras pessoas não divulgarem o link do site...

http://g1.globo.com/ceara/noticia/2016/01/justica-federal-retira-do-ar-site-que-estimula-estupro-de-alunas-da-ufc.html

Anônimo disse...

Olá Cristiane. Adorei seu post. De fato, para mim as mulheres do ano no cinema foram a Rey e a Jessica do filme "Que Horas Ela Volta".

Marcia disse...

Star Wars sempre teve 1 personagem feminina forte: leia, na triologia antiga, a padmé, na nova. Mas a Rey é a primeira protagonista da história, SPOILER - a primeira jedi no cinema. Isso tem um peso importante para a representação.
Não acho que não seja questão de feminismo, ao contrário: estamos tendo algum impacto na cultura pop, pois agora há personagens mulheres protagonizando filmes que até então só tinha protagonistas homens. E a desculpa era essa: não dá dinheiro por mulher como protagonista. Esse ano foi interessante ver a produção cultural norte-americana. Teve três séries de tv do mundo dos quadrinhos com protagonistas mulheres: Agent Carter, Jessica Jones e a super girl (essa na TV aberta). E tivemos a Furiosa e a Rey em dois grandes filmes de ação. Ainda falta representar as mulheres em filme de ação para fora do esteriótipo: branca, de cabelo castanho (por que né, se for loira, óbvio que é: ou burra, ou donzela em perigo, ou fetiche)e magra. Cadê uma gordinha super heroína (tem uma ótima no universo valiant, a Faith) chutando bundas? E cadê as negras super poderosas? Por né, aí se percebe o quanto que falta para a representação do feminismo chegar nas negras, nenhuma super heroína ainda em tela, nem em série, muito menos protagonista (adoro Star Trek, mas poxa vida, os homens sempre protagonizam quase tudo naquele universo).
Sobre a roupa, não acho puritanismo não. Tudo bem que é produto da Disney, e tem aquele papo careta família e tal, mas a forma como a sexualidade feminina foi aprisionada na cultura pop é muito triste: sensualidade para uma mulher se resume a seduzir homens, ponto. Algo que já é uma crítica bem antiga do feminismo, exercer sexualidade não significa que você deva servir outra pessoa, né minha gente. A própria Carrey Ficher (atriz que interpreta a princesa Léia) fez excelente reflexão sobre o que se tornou a ícone figura da Léia de biquíni - escrava, e como ela gostaria que as mulheres de hoje não idolatrassem figuras de submissão. Faz sentido tirar a roupa de gostosa e apostar numa imagem mais humana.

Ezco Musaos disse...

"precisam de ***Omã*** ajudinha?"

---> Aqui se vê o nível da ignorância desses lixos doentes que comentam no blog.

Ezco Musaos disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Ezco Musaos disse...

"Só não esquece que foi homens que escreveram e dirigem a saga"

---> E daí? Por que isso invalidaria as críticas favoráveis quanto à representatividade feminina no filme? Essa produção mostra que a indústria cinematográfica, embora ainda constituída predominantemente por homens, vem se adaptando ao século XXI, mostrando que mulheres devem ser representadas de forma digna no cinema, pois isso não é apenas questão de feminismo, a representatividade é lucrativa, diferente do que as produtoras pensavam até pouco tempo. E isso ainda é pouco, muito pouco, ainda há um longo caminho rumo a um cinema mais diverso. Diretoras e roteiristas mulheres vêm conquistando cada vez mais prestígio, e, mesmo que as pessoas envolvidas na produção desse filme sejam homens em sua maioria, certamente não há entre eles nenhum mascu como vocês (com certeza absoluta não teria como haver por motivos óbvios! kkkk), a indústria começa a perceber, enfim que machismo é atraso e que a boa representação feminina é muito rentável.

Anônimo disse...

Comerciante vai tomar no cu pq isso tu gosta kk

Anônimo disse...

Lola, vc acredita nessa história de que o Marcelo vai pro Reino Unido ganhar 100 libras por dia, emprego este conseguido pelo amigão dele Emerson? kkkk

Anônimo disse...

E daí anônimo babaca das 17:01?!!

Ter sido escrito e dirigido por homens(embora tenha mulheres na edição e na produção) NÃO tira o mérito dos personagens!
Vai se fuder com teu argumento imbecil!

Anônimo disse...

Pôxa, Sarah Connor e Ellen Ripley mandaram lembranças para vcs

Anônimo disse...

A Sarah e a Ellen são grandes personagens e foram as pioneiras em heroísmo feminino, NINGUÉM está desmerecendo elas!
A menina do Star Wars é incrível, mas Sarah, Uhura e Ellen já são grandes e inesquecíveis símbolos de heroinas no Cinema.
Você que interpretou errado!

Anônimo disse...

Ter a Rey como protagonista é legal, mas tenho várias restrições ao filme e ao fato da Disney tá no comando....
Precisavam cagar e andar pro universo estendido?!

Anônimo disse...

Outra coisa que adorei foi ver a Carrie Fisher dando respostas maravilhosas no twitter aos machistas de plantão dizendo que ela não envelheceu bem e inclusive a um crítico que disse que se ela não quer ser julgada pela aparência deveria parar de atuar.

Anônimo disse...

Quando foi que a personagem Rey se declarou feminista!!
Agora uma mulher de roupa "justíssima" não pode ser feminista??
Sem julgamentos por favor!!
Ter uma mulher em um filme não quer dizer obrigatoriamente que ela seja feminista.

Anônimo disse...

Eu queria mesmo era ver Suffragette no cinema mas na minha cidade está em poucas salas longe da minha caso e os ingressos absurdamente caros :(

Ana A disse...

Total off topic: Amei ver você na Globo News agora à tardinha! Com essa visibilidade, pode ser que a polícia se toque e faça alguma coisa! Não é possível que esses sites de ódio continuem como se nada fosse!

Anônimo disse...

Falando em mídia tradicional, a Veja trouxe um artigo sobre demografia e não tocou uma linha sobre o machismo que faz a mulher que estuda mais e tem opção a não querer ter filhos.

Camila Gois disse...

A Lola estava na globo News? Que legal!! Vou procurar...

Anônimo disse...

Mascus, babacas, a reportagem já foi corrigida. Vão tomar no cu!

http://g1.globo.com/ceara/noticia/2016/01/justica-federal-retira-do-ar-site-que-estimula-estupro-de-alunas-da-ufc.html

Anônimo disse...

Nossa que crítico babaca!!

Até parece que mulher não tem direito de envelhecer! Se famosa tiver uma ruguinha vai ter um bando de cara de cu enchendo i saco da mulher, mas se o homem famoso for puro bagulho enrugado ninguém perturba!

Esse pessoal(na maioria mascus) que tão falando que a Carrie envelheceu(e advinha? Ou vc envelhece ou morre) devem achar que os ainda BEM mais envelhecidos Harrison Ford e Mark Hammil são dois "garotos" (sqn).

Brenda Lee disse...

Apenas para enriquecer o debate, está rolando uma discussão sobre a falta de bonecxs da personagem, com a tag #wheresrey

Jonas Klein disse...

Excelente noticia anon 20:56, nada melhor para encerar um dia com chave de ouro, do que saber que mais um site de ódio foi tirado do AR.

Parabéns as autoridades que atuaram neste caso.

Ezco Musaos disse...

Anon 21:12, parece que a Disney ainda não evoluiu quase nada nesse aspecto, já fizeram algo parecido com a protagonista do filme Brave e com outras personagens também, se não me engano. Dá a impressão que a Disney vem evoluindo nas telas, mas "escondendo" suas heroínas "rebeldes" nos brinquedos licenciados. Lamentável.

Ezco Musaos disse...

Aliás, desculpas, não é anon 21:12, é Brenda Lee.

Anônimo disse...

Só dou um aviso aos mascus. Se algo acontecer com a Lola ou com alguém da família dela, a coisa vai ficar MUITO, mas MUITO, mas EXTREMAMENTE feia mesmo pra vcs. Espero q vcs não sejam tão burros a esse ponto. E se vcs tentarem incriminar ela ou o marido, pode ter certeza q vai haver um contra-ataque feio contra vcs. Tem muito mais gente do nosso lado, do que de vcs. Vcs podem tentar manipular, mas a verdade sempre aparece, tal como a reportagem de hoje q já foi corrigida e tal como aconteceu quando vcs forjaram aquele site como se fosse Lola (vcs conseguiram fazer com q um programa da Globo fosse praticamente dedicado a ela). Vcs se acham muito espertos, mas o jogo sempre vira. Eu vou até o inferno, mas vcs não vão ficar impunes DE JEITO NENHUM.

Ezco Musaos disse...

Pelo menos uma notícia boa hoje, saber que esse lixo cibernético em forma de site de ódio foi fechado.

Ezco Musaos disse...

"Quando foi que a personagem Rey se declarou feminista!!
Agora uma mulher de roupa "justíssima" não pode ser feminista??
Sem julgamentos por favor!!
Ter uma mulher em um filme não quer dizer obrigatoriamente que ela seja feminista."

---> Uma personagem não precisa se declarar feminista pra ser feminista. As atitudes dela falam por si só. E santa falta de interpretação de texto, hein? Não se está dizendo que uma mulher com roupa justa não pode ser feminista, o que está sendo discutido é o estereótipo da heroína sexualizada pelo uniforme que esse filme desconstrói, poxa! Não é tão difícil de entender.

pp disse...

Eu amei Star Wars!!! A Rey é legal demais!!!

Outra recomendação é a série Jessica Jones. É bem interessante pro feminismo também.

Anônimo disse...

Já tomou seu toddynho hoje?

Anônimo disse...

Lola, vc postou em algum lugar um print com o e-mail de uma tal de Emanuella pra vc ou eles invadiram seu e-mail?

lola aronovich disse...

Onde? Quando? Não entendi nada.

Anônimo disse...

Eles postaram no Chan esse print: https://dogolachan.org/b/src/1452043883827.png . Vê se vc consegue ver. Se não foi vc nem essa Emanuella, eles devem estar com acesso ao seu e-mail

Anônimo disse...

E aí, Lola? Foi vc mesma q divulgou esse print? Ou eles invadiram seu e-mail? Fiquei preocupada.

Anônimo disse...

desculpa a ignorância, mas a tempestade de x-men é negra, não? sei que é pouquíssima representativade, mas pelo menos é o que eu lembro dela nos cartoons e filmes... (curiosidade, não sou muito de filmes de ação e acabo assistindo quando passa na TV meio dormindo/acordada e só consegui lembrar dela como negra e heroína. tb não sei quão importante é o papel dela e o tempo dela em cena)

Anônimo disse...

Lixo virtual das 19:16:

Com certeza ela é feminista, sabe pq?
Pq se não fosse, não estaria fazendo filme, e sim lavando a cueca do marido ou cuidando das crianças.

Anônimo disse...

Estranhei uma coisa: ninguém fez comentários sobre o que o filme fez com a Lupita Nyong'o. Vocês não acham meio incômodo o fato de uma das mulheres negras com mais visibilidade no cinema contemporâneo ter sido totalmente transformada em um ser alienígena? O que eu quero dizer é que, naquele papel, a sua condição de mulher negra é totalmente ocultada, apagada. Na verdade, acho que ninguém saberia que a Lupita Nyong'o está no filme se o nome dela não aparecesse nos créditos. Será que a Disney, ou qualquer outro grande estúdio de cinema, faria isso com qualquer outra atriz jovem, bonita e famosa, mas branca? Vocês conseguiriam imaginar a Disney fazendo isso com a Angelina Jolie, por exemplo?

Anônimo disse...

O quê? Lupita Nuong'o tava no filme? Juro que não sabia disso! E olha que adoro ela... Poxa mas nem digitando no Google Images "Lupita Nyong'o star wars" aparece o personagem dela. Só fui descobrir quem era clicando nos links da pesquisa web. Bola fora mesmo

Lord Anderson disse...


Anônimo Anônimo das 18:10

Não acho que a Disney esteja cagando e andando para o Universo Expandido.

Eles apenas organizaram para poder desenvolver melhor o futuro da franquia, ja que o cenario do New Ordem e do Legacy se tornaram impraticaveis.

Tudo oq aconteceu antes do Episodio I ainda é valido, e eles aproveitaram para produzir novos materias: series animadas, livros, hqs, games, etc.

Esse novo UE tem apresentado otimas propostas.

Anônimo disse...

Sim, ela "está" no filme. Seu personagem é a Maz Kanata. Tenho lido na internet, em sites e fóruns em inglês, a tremenda decepção que o tratamento dado à Lupita causou em muita gente. Imaginem só: milhares de fãs negras de Star Wars pensaram que poderiam, finalmente, ver alguém que as representasse na série, uma personagem forte, que poderia ter sua face estampada em camisetas, mostrando uma mulher negra em um dos universos ficcionais mais importantes na cultura pop. Porém, em vez disso, transformaram a Lupita na Maz Kanata. E olha que já tem gente dizendo que a personagem dela ainda reforça o estereótipo racista do "magical negro", tão criticado nos EUA...

Lord Anderson disse...


Sobre a Lupita eu esperava que ela fosse membro da Rebelião, talvez uma piloto, porem, Maz, a personagem dela é muito legal :)

Star wars tem tradição de ter atores que interpretem aliens ou droides, basta lembrar do C3PO, R2, Yoda, etc.

A Disney colocou o Bradley Cooper para interpretar um gaxinim espacial e o Vin Diesil para ser uma arvore humanoide que só fala uma frase nos Guardiões da Galaxia (Rocket Raccoon e Groot, o James Spader para ser a voz do Ultron e o Paul Bettany como J.A.R.V.I.S. em Vingadores.

Sem contar o Andy Serkis (que tb esta em SW), que quase nunca atua sem ser transformado num ser digital.

Camila Bezerra disse...

Esse filme é uma delícia.

Tava rolando acusações da Rey ser uma Mary Sue, mas é tudo recalque. A personagem é muito boa.

Esse assunto da falta de brinquedos é uma coisa que sempre me incomodou em todos os momentos em Star Wars. Desde a animação Clone Wars (onde uma das protagonistas também é do sexo feminino - Ahsoka Tano), até Rebels, em que duas das integrantes da equipe são mulheres, mas mesmo com trabalhos feitos para o público infantil, elas nunca foram retratadas como brinquedos. O que me dava mais raiva é que eles lançam uma linha com seis bonecos em que três são personagens masculinos quase desconhecidos, mas não lançam as femininas...

A falta da Rey é ainda pior porque ela é a protagonista da coisa toda, não faz sentido omitir ela na produção de brinquedos.

Camila Bezerra disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

02:22 a Tempestade é negra sim, sempre foi, e imagino que isso seja muito importante pra meninas negras que curtam super heroínas. Whoopi Golberg já contou que seguiu a carreira de atriz porque assistiu Star Trek e quando viu a personagem Uhura, uma mulher negra e importante na tela, soube que poderia fazer o que quisesse. Mas faz falta mesmo personagens negras, o "whitewashing" (escalar atores caucasianos pra papéis não caucasianos) em Hollywood é triste. Katniss Everdeen, a protagonista de Jogos Vorazes, no livro é uma morena clara de olhos e cabelos pretos e foi interpretada por uma atriz branquíssima com olhos verdes. Se você digitar "Hollywood White washing" no google vai ficar de cabelo em pé.

Anônimo disse...

Montagem? Claro q não. Pesquisei, e o e-mail da menina realmente é esse. Tá tudo fazendo muito sentido pra ser montagem. Só não sei pq a Lola não esclareceu até agora se foi ela q divulgou ou eles q invadiram.

Anônimo disse...

08:43 não sei se é whitewashing, mas a adaptação para o cinema de Avatar: a lenda de Aang, fomentou críticas. No desenho, os mocinhos da Tribo da Água (Katara e Sokka) têm olhos claros, mas a pele escura, como indianos talvez e os vilões da Nação do Fogo são claros. Já no filme, isso se inverteu. Todo mundo estranhou quando chamaram para fazer a Katara uma menina branquíssima de cabelos claros e o Sokka era o ator que interpretava um dos vampiros lá no Crepúsculo, ambos brancos. Os vilões foram escurecidos. O senhor do Fogo Ozai foi interpretado pelo Cliff Curtis, um maori de pele mais escura e que faz em Hollywood personagens latinos e árabes; o Zuko foi o ator de Quem quer ser um milionário, um indiano (que claramente se encaixaria mais como o Sokkka).

lola aronovich disse...

Meu email não foi hackeado, mas esse email é real. A Manu me enviou o tal email no final do ano, mas ele não chegou a mim. Só quando ela me ligou eu pedi pra ela me mandar o email novamente, e aí chegou. Eu não printei não. Mistério...

Anônimo disse...

Nada mais que mulheres servindo a um sistema econômico notadamente machista.

Anônimo disse...

Lola, pode ser q eles não tenham mudado sua senha, mas estejam com acesso ao seu e-mail. Provavelmente eles não alteraram sua senha justamente pra ficar monitorando seus passos. Se não foi vc, nem ela q divulgou o print, não vejo como eles pode ter conseguido tirar esse print sem entrar no seu e-mail. De qualquer jeito, mude sua senha e coloque uma bem difícil.

donadio disse...

Filme com protagonista feminino forte por filme com protagonista femninino forte, prefiro, e de longe, um filme... saudita, vejam só... como Wadjda. Se não por outros motivos melhores, como uma história realmente bem contada, por personagens realmente humanos e não super-heróis disfarçados, por uma direção segura que não se baseia nas muletas tecnológicas do cinema americano, então pelo fato de que as mulheres que são protagonistas não são protagonistas por emularem a violência explícita e sistemática característica do patriarcado em sua encarnação norte-americana.

Em tempo: Wadjda não contém beijos, nem insinuados nem explícitos, e nesse ponto corrobora a caricatura orientalista que tivemos de ler em um guest post recente. A quem interessar possa, não faz falta.

Rotten Tomatoes para Wadjda:

http://www.rottentomatoes.com/m/wadjda_2013/

Anônimo disse...

Avatar foi um primor de racismo.
Alguém lembrou de Tempestadee, sim, ela é negra, africana, nos quadrinhos chegou a líder dos X-Men, nos filmes fez pouco mais que figuração, mas é uma personagem importante.
Alias nos quadrinhos, de uns tempos para cá a representatividade feminina só fez crescer.

Cristiane Lima disse...

Acho que seria interessante a divulgação aqui nos comentários de filmes com personagens feministas, como o Donadio fez. Vou anotar essa dica do filme Wadjda!

donadio disse...

Em tempo: Wadjda não apenas tem um protagonista feminino, é também um filme dirigido por uma mulher.

lola aronovich disse...

Ok, anon! Obrigada pela dica e pelo aviso. Mudei a senha do meu email para uma tão difícil que nem eu vou conseguir lembrar! (mas já anotei).

Anônimo disse...

Lola tenho uma dica segurança que seria bem interessante para você, tenta redireciona seus e-mails para uma outra conta de e-mail que só você saiba que existe, e se possível tenta ocultar este redirecionamento, pois se já invadiram seu e-mail uma vez provavelmente vão invadir de novo, ai o redirecionamento evitaria que tivessem acesso ao seus e-mails arquivados.

Outra evite ficar logada continuamente no e-mail, pois isso diminui o risco do e-mail ser invadido.

Enfim procure estuda sobre outras formas de proteger seu e-mail e este blog além da senha, pois atualmente senha e a coisa mais fraca que existe em termos de segurança na internet.

Anônimo disse...

Lara croft machista? Sério nunca a vi dessa forma. Sempre a achei uma personagem forte, decidida e não uma princesa Disney que precisa de resgate. Resident tb. Quanto a Star Wars eh copia descarada do episodio IV e coloca uma forca muito suprema na Rey e no Kylo Ren logo de inicio. O Luke teve um treinamento e o personagem cresceu, enquanto a Rey já tem um poder enorme sem treinamento algum. Mas enfim eu gostei muito de ter uma mulher forte como protagonista.

Crl disse...

Donadio, assisti esse filme já e adorei, ótimo filme, dentro de um contexto cultural super complexo, com protagonista feminina e diretora mulher. Mas vamos por o peso onde o peso está, o impacto cultural no ocidente, ou ao menos na América, de Star Wars é maior, por isso está sendo tão celebrado, as futuras mulheres estão crescendo num meio cheio de personagens fortes e independentes com as quais se identificarem, e isso é maravilhoso.
Outra coisa é que são gêneros muito diferentes e públicos muito diferentes.

Crl disse...

E gente, nem precisa comentar sobre certas coisas né.
Star Wars sempre teve personagens femininas e negros interessantes, mas nunca PROTAGONISTAS, está aí a diferença, Leia é uma ótima personagem, questionamentos a parte, mas a história não é dela. Foram duas histórias sobre nossos queridos heróis loirinhos ( um deles nem tão herói), mas agora isso mudou, e isso incentiva não só meninas a serem fortes e independentes, mas também as que escolherem ser atrizes a buscar papéis de protagonista não hiperssexualizada. Além de incentivar produtores, roteristas e diretores a criar cada vez mais filmes com personagens assim.
Há outros exemplos de filmes com tal efeito, mas quanto mais melhor, principalmente se estiver entre os filmes mais rentáveis.

Anônimo disse...

E o que aconteceu na Alemanha no Ano Novo? Quando será objeto de um post???

Anônimo disse...

"li que mascus americanos estão pregando boicote ao filme."

Q patifes, o filme já obteve a maior estreia de bilheteria nos states e caminha pra ser o de maior bilheteria nos EUA e no mundo, superando Avatar, q é outro filme de temática bastante feminista

Esses caras vivem na lama mesmo, bando pica mole q não sobe

Anônimo disse...

Não sei se é verdade, mas será q existe algo a ser feito quanto a isso?


"Anonymous 01/06/2009 (Qua) 12:44:03 No.98094>>98097
Como vocês conseguiram ter acesso ao e-mail da Jabba?

Anonymous 01/06/2009 (Qua) 12:49:17 No.98097
>>98094
Temos dogoleiros que trabalham na Google."

https://dogolachan.org/b/res/97926.html


Anônimo disse...

Se vc achar q isso realmente é verdade, Lola, entre em contato com o Google pra comunicar o vazamento de prints de e-mails seus. Talvez eles investiguem e descubram se realmente há um funcionário deles invadindo seus e-mails. Isso é crime e investigar isso pode ser uma alternativa pra acabar com essa impunidade, já q não tem como eles cometerem crimes e ficarem 100% anônimos o tempo todo na rede. Certamente existem brechas na atuação criminosa deles e uma hora serão pegos.

Anônimo disse...

um filme que também é bastante interessante é o dívida de honra.

Mila disse...

Cristiane,

Já que o donadio listou um filme saudita, recomendo os ótimos:

- Circumstance (iraniano);
- Caramel (libanês e dirigido por uma mulher, que também atua no filme);
- The Day I've Become a Woman (iraniano)
- Às Cinco da Tarde (tb dirigido por uma mulher)

Todos filmes protagonizados por mulheres de verdade, super-heroínas que poderiam ser qualquer uma de nós.

No link também alguns filmes e documentários:
http://educacaointegral.org.br/noticias/16-filmes-para-debater-os-direitos-das-mulheres/

Anônimo disse...

obrigada por esclarecer a dúvida! não sabia dessa da Whoopi... É que na verdade eu realmente vejo uma vez em nunca filmes scifi + ação, star trek e star wars nunca consegui ver sem dormir... Ah, depois da história do teatro com a Hermione negra e o mimimi das pessoas (eu sou fã desde o primeiro livro, a única coisa que nào gosto é que acho que tão fazendo muitos spin offs pra uma franquia que já era perfeita - tipo o filme dos animais extraordinários - mas a Hermione ser negra.. ótimo pra quem vai ver, não muda em nada a Emma Watson ter sido "a" Hermione por anos pra mim... Até pq eu achava ela mto branca, com cabelo mto ajeitado e dentes mto perfeitos pro papel haha) e da polêmica com o namorado da Jout Jout ser ou não ser negro não me espanto mais. Não entendi todo espanto - o cara não aparecia nunca, podia ser de qualquer cor, é namorado dela e ponto, qual o problema dele ser negro ou não? aí veio de novo a questão do branco demais pra ser negro e negro demais pra ser branco... Ai, olha. Essa da Katniss não sabia também, vi o primeiro filme por acaso e acho a atuação da Jennifer Lawrence e a persona dela fora das telas um pé no saco :/ único filme dela que eu acho que ela se salva é silver linings playbook, o resto... Fora as entrevistas. Ontem ela deu uma entrevista dizendo que pede pra stylist dela roupas "slutty powerful lesbian". Arrgh.

Anônimo disse...

tenho visto bastante post de mulheres feministas sobre o que elas desejariam para o movimento feminista como um todo em 2016. como toda boa escrivinhadora de textão vou dar aqui o meu pitaco, que ficou extremamente grande porém leia quem quiser:

eu gostaria muito que em 2016 todas as pessoas que se propõem a fazer militância - qualquer uma, mas principalmente as mulheres - entendam que feminismo é um movimento 1) político e 2) prioritário. e que a partir desse entendimento comecemos a tratar o assunto com a devida seriedade.

digo movimento político principalmente porque feminismo viralizou - o que traz consequências minimamente boas e consequências estrondosamente péssimas, pois não adianta que qualquer mulher saiba que existe alguma coisa chamada feminismo que devia ajudá-las se as bases políticas dessa militância não estão definidas, e não adianta que mais e mais mulheres se proponham a lutar por outras mulheres se isso significar, na prática, que toda e qualquer coisa que uma mulher fizer e chamar de feminista não pode ser, nas palavras da militância atual, "deslegitimada". reivindicar-se feminista virou um jogo de quantificação de sofrimento e política identitária de tal forma que não discutimos mais prática política, só quem pode falar do quê.
a analogia que vou fazer aqui já está batida, pelo menos nos meus círculos de militância, mas enquanto vocês insistirem em chamar valeska de feminista apenas "porque ela é mulher" eu vou repetir: se uma pessoa socialista se diz a favor da propriedade privada, você vai dizer o que pra ela? que ela não é socialista. e isso não é silenciamento. não é deslegitimar. não é opressão, por mais que te chateie. é apenas a constatação de um fato.
então porque nós temos tanto, tanto medo de apontar incoerência política quando uma mulher se reivindica feminista?
se uma mulher ou uma organização se reivindicar feminista ao mesmo tempo em que apoiar a legalização da cafetinagem, a aberração que é o conceito de "pornografia feminista", a culpabilização de vítimas, a criminalização do aborto, entre outras questões básicas, ela não é feminista nem aqui nem em saturno.
eu não costumo pessoalizar, não costumo apontar pra nenhuma mulher e dizer que ela não é feminista, não porque todas sejam, mas porque não acho uma estratégia producente. ao invés disso, procuro problematizar atitudes. procuro conversar, prolongar a discussão, ao invés de barrá-la com a estratégia do local de fala ou ironia e cinismo. apontar a incoerência com firmeza, sem culpabilizar.
mas também procuro perder o medo de olhar pra uma organização de esquerda que também é composta por mulheres e apontar uma ação anti-feminista quando vejo uma. inclusive não tenho mais medo de dizer que aquela organização ali e aquela outra não são feministas quando expõem e escracham mulheres, por exemplo, porque isso devia ser mais do que óbvio. e porque não é?

Anônimo disse...

CONT.

porque feminismo não é considerado prioritário. mulheres feministas (e por feministas digo as que tem coerência política, não as que apenas se reivindicam, pois feminismo não é política identitária, pelo menos não deveria ser) tem um posicionamento político definido sobre as outras estruturas de opressão e exploração da sociedade - inclusive tal característica é cobrada incessantemente de mulheres, e apenas de mulheres. a tão aclamada interseccionalidade, que concordo inteiramente ser necessária na hora de pensarmos em estratégia política, mas que virou apenas um jargão usado pra acusar mulheres.
então porque é que a gente permite que partidos e organizações ditas de esquerda não tenham um posicionamento definido sobre a luta das mulheres?
porque é que a gente considera aceitável que as mulheres dessas organizações inúmeras vezes silenciem as próprias opiniões sobre a opressão que sofrem porque tal questão não é "consenso" no partido? porque é que eu conheço feministas radicais acuadas enquanto tentam militar em partidos e organizações que não se posicionam sobre o assunto, a não ser pra engrossar o coro "antirad" que ganha votos de quem nunca nem leu sobre o assunto? cadê a interseccionalidade do psol, do rua, mrt, levante popular, dessas organizações todas que se dizem feministas mas não tem posição política sobre questões básicas como concepção de gênero? isso é secundarizar a luta das mulheres. e isso passa batido, porque estamos preocupadas lutando pelo direito de chamar a beyoncé de feminista já que ela reivindicou o termo.
estou extremamente cansada de ser só mais um "recorte" da política partidária, uma estratégia pra angariar votos quando interessa, de homens e mulheres reivindicando feminismo e passando pano pra agressor de dentro do partido, não vendo problema em só existirem homens em seus cargos de maior visibilidade, enquanto o aborto tá aí cada vez mais distante de ser legalizado e milhares de mulheres estão morrendo todos os dias. milhares de nós morrem todos os dias enquanto o que é chamado de "feminismo" tá ocupado disputando grupo de facebook e expondo mulher na internet porque errou o pronome do amiguinhx. eu estou cansada de mulheres ganhando visibilidade em cima de feminismo quando não se preocupam em se informar minimamente sobre segurança no que diz respeito às mulheres que fazem o trampo perigoso e ilegal de arranjar remédios para outras mulheres. se você arrisca essas mulheres, eu sinto muito, meu bem, mas você não é feminista, e eu não tenho mais medo de dizer que não é.
meu desejo pra 2016 é que nenhuma de nós tenha.

Anônimo disse...

Sobre filmes com protagonistas fortes:

Pariah (protagonista jovem e negra com conflitos internos se é homossexual ou não)
Frankie and Alice (tem quem ache pastelão, eu acho a personagem da Halle Berry uma das mais bem executadas que vi até hoje)
Preciosa (já comentaram mas é sensacional igual)
Boy's don't cry
Garota, interrompida
North Country e Monster, com a Charlize Theron

e eu sugeriria a segunda temporada de american horror story, Asylum, e a terceira, Coven. Asylum tem a Sarah Paulson e a Jessica Lange como protagonistas, sendo a Sarah Paulson uma jornalista internada em um manicômio contra a vontade por ser lésbica e a Jéssica Lange uma freira rígida com um passado obscuro que tu vai descobrindo ao longo do filme. Coven é sobre bruxas e como elas resistiram a Salem e traz a questão racial com as vodu queens, Angela Basset e a Gabourey Sidibe tem um papel grande no seriado, assim como as outras atrizes... Na verdade a maior parte do seriado é sobre mulheres, seus poderes e como elas conseguem se manter vivas como bruxas até os dias de hoje.

Anônimo disse...

A autora obviamente nunca jogou Tomb Raider e faz o post a partir da filmagem Hollywoodiana com a Angelina Jolie. Mas, quem cresceu jogando TR como eu, deve lembrar de uma cutscene clássica no Tomb Raider The Last Revelation (PS1) em que um amigo da Lara diz algo como: "Tenha cuidado, há coisas aqui que nenhum homem deveria ver", ao que a Lara responde: "Eu não sou um homem". Essa é apenas uma das milhares de vezes em que a Lara é uma feminista durona. É claro que as proporções exageradas e roupas justas servem para atrair os meninos ainda imaturos, mas no decorrer das histórias Lara se mostra uma verdadeira badass! Independente e implacável, derrotando todos que se colocam em seu caminho. E nos últimos games, especialmente no último que saiu para PS3 as proporções foram "corrigidas" e ela não tem mais a característica pela qual era conhecida (giant boobs), sendo apenas uma heroína "normal". Enfim, só queria deixar isso claro, pois sou fã da franquia e quero dar o nome da minha filha de Lara Croft (mas ninguém aceita! hahahaha). Ah, e também sou feminista, só um pouco menos chatinha que algumas que estão por aqui.

Beijos, gente querida.

Amanda

Anônimo disse...

Uma dúvida: como distinguir uma mulher empoderada que usa as roupas que gosta muitas vezes sendo justas e curtas de uma mulher que usa roupas curtas e justas apenas para homens? Pra mim a Lara croft sempre foi uma mulher empoderada e determinada enquanto que muitos aqui dizem que eh uma personagem que personifica os desejos e colaboraria para uma imagem machista da mulher. Ps: a pergunta é séria.

lica disse...

Anônimo das 14h28

Procure na internet uma compilação das frases ditas por mulheres nos 6, eu disse SEIS, Filmes. Mal passa de 1 minuto.

Aí talvez vc entenda pq houve uma ruptura para introduzir personagem feminino , e não uma continuidade , como vc sugere.

Anônimo disse...

É importante ressaltar a roupa pq normalmente a mulher para 'ter permissao' de aparecer em espaços considerados masculinos, ela precisa ter o corpo exposto para agradar aos homens, eles 'toleram' a invasão se pelo menos puderem ver umas 'gostosas'...

Vc soube de uma notícia que ha alguns anos o time de basquete do Brasil trocou seu uniforme por um mais sensual, para atrair público masculino? Tipo, que merda! Ninguem perguntou se era a roupa mais confortavel para que elas jogassem melhor... até pra jogar basquete pelo país a mulher tem que ser adereço , tem ser sexualizada e proporcionar prazer ao publico masculino??!!

Anônimo disse...

Esse ano tb teve a protagonista do jogos vorazes!

Anônimo disse...

Completando...o cinema das décadas de 40...50...60...mostravam homens fortes do velho oeste e império romano para que os homens vestissem o papel e construissem prédios de 100 andares em N York ganhando uma merda de salario.Em bora a rainha Búdica tenha varias vezes enfrentado o império romano o Cinema americano só mostrava homens lutando para que os homens aceitando o papel de fortes se dispusessem trabalhar duro por pouco só por serem fortes...Stars Wars coloca negros em papeis importantes mas foi esse mesmo Cinema que nos filmes antigos colocava o negro carregando caixas na cabeca para o branco desbravador...Buana...Buana...lembra?Alias no filme da Angelina Joul. Lara C...tem uma cena em que ela leva um monte de negros carregando caixas para ela.porque a mensagem ali é que a mulher também pode ser a heroína não apenas os homens

lica disse...

Sim, deu maior polêmica quando eles fixaram aquela boneca da princesa ruiva, que é toda despenteada.... Eles descaracterizaram a personagem, fazendo ela uma princesa arrumadinha e do tipo em busca de um principe.... Acho que a Lola até postou aqui no blog.

Anônimo disse...

Anônimo (a) das 13:44, ainda bem que tem uma pessoa com quase a mesma opinião que a minha.

Já ouviu falar de Gugu Matbha Graw? Ela é pouco conhecida, fez uma série chamada Touch(com o ator do 24 Horas), um filme com o Tom Hanks e a Júlia Roberts(esqueci o nome) e um filme de época chamado Belle. Que atriz!!!
Só que ela é (pelo menos nos EUA é considerada, aqui no Brasil seria morena) negra. Mas é super talentosa e expressiva.
Seria uma Katniss bem melhor que a Jennifer, mas em Hollywood vigora o "star power" se o ator ou atriz for talentoso mas não tiver, um(a) não tão talentoso (a) ganha mais fama se tiver.
E o Silver Linings tb foi bem aquém. Eu achei exagerada e neurótica a atuação dela(antes que me tachem de "machista" a atuação do Bradley tb foi cheia de gritos, histeria -pois eu acredito que histeria é uma doença masculina que a mulfer levou a culpa por causa de pseudo médicos, e com muitos exageros) e de quebra por uma atuação bem aquém ganhou o Oscar da divina Emmanuelle Riva.
Enfim, atores como ela, Tom Cruise, enrre outros, sempre ganharão mais papéis do que colegas mais talentosos e o fator racial tá incluso(infelizmente).

Anônimo disse...

Anonimo 14:36, já vi isso em relação ao futebol. Tem uns 10 anos que um dirigente brasileiro disse que o futebol feminino ganharia mais visibilidade se os uniformes fossem mais justos, mais curtos, isso de pelo menos poder ver umas gostosas.
Também vi uma matéria sobre uma zagueira da seleção brasileira que jogava no Santos. Falava
que um treinador, cartola, whatever tentou fazer um filme de futebol feminino só com garotas bonitas para atrair atenção. Tinha essa zagueira, tinha a Milene Dominguez e se não me engano a Susana Werner integrava essa iniciativa. As jogadoras tinham mais ou menos o mesmo perfil: jovens, brancas, loiras.

Anônimo disse...

As sufragistas não está passando em todos os cinemas, estão reclamando disso.

Ezco Musaos disse...

MasCUZÃO das 14:56 que disse que este blog é um site de ódio, indica aí alguma postagem deste blog em que a Lola defende estupro, pedofilia, racismo ou outras dessas "coisinhas" que vocês propagam nos sites de vocês.

Anônimo disse...

?? Cadê o respeito,fofa?Que nível de ignorância o seu hein?? Esqueceu das máquinas de lavar roupa??São elas que lavam tudo hj em dia bobinha!!
Cuidar de criança é anti-feminista???
É isso mesmo produção.

Anônimo disse...

Anônimo 16:02

"mulheres mal sabem lutar, em qualquer sinal de perigo se escondem ou esperam um homem para ajudar"

Isso em parte e verdade, mas isso e pq as mulheres não são ensinadas a defender a si mesmas na máxima proporção possível, se pais e mães e pais se preocupassem em ensinar as meninas a se defenderem lutando assim como normalmente se preocupam com ensinar a cozinhar, lavar etc. o numero de mulheres vitimas violência diminuiria muito.

Para finalizar, eu não sei dizer quem disse isso aqui, mas foi dito neste espaço que o porte de arma de fogo deveria ser facilitado para as mulheres, e isso eu concordo 1001% eu ate nem sei como movimento feminista do qual tenho orgulho de fazer parte, não encampou esta bandeira ainda.

Suellen

Raven Deschain disse...

O capital não é feminista.

Fim.

donadio disse...

"mulheres mal sabem lutar"

A imensa maioria dos homens também não. Não parece que faça falta. Nem estamos vivendo sob a ameaça do Império Galáctico, nem a melhor forma de combatar tirania é com tiros ou golpes de caratê.

Ezco Musaos disse...

"Muito lindo mas não é a realidade, mulheres mal sabem lutar, em qualquer sinal de perigo se escondem ou esperam um homem para ajudar"

---> Sim, isso ainda pode ser a realidade para a maioria das mulheres, que são ensinadas desde a infância a serem dóceis, frágeis e submissas ao homem, mas é justamente pra mudar essa realidade que o feminismo e personagens como a protagonista desse filme são necessários. Meninas que estão crescendo e vendo exemplos de mulheres fortes no cinema, na televisão, nos quadrinhos etc. certamente se sentirão mais motivadas a lutar por seu empoderamento do que aquelas cujos únicos modelos de mulher na mídia maisntream eram as tradicionalíssimas princesas e donzelas em perigo.

Anônimo disse...

Amanda, chame sua filha só de Lara. Assim sua família não se opõe mas todos que te conhecem saberão que é uma homenagem à badas srta. Croft, rsrs.

09:23 pois é, deu uma polêmica braba nos EUA quando lançaram o Último Mestre do Ar por causa disso. Os heróis (Katara e Sokka) e os membros das tribos da água definitivamente sofreram wihtewashing, porque tá lá no desenho que todos eles são negros ou no máximo morenos. E os vilões são brancos. Qualquer pessoa que tenha assistido ao menos o primeiro episódio sabe disso.

E o caso de Katniss Everdeen foi um dos mais revoltantes, porque a desculpa dos produtores pra escolher caucasianos pra papéis de não-caucasianos é que eles não escolhem o elenco por etnia, mas por talento. Tentaram usar essa desculpa pra terem convocado Jeniffer Lawrence pro papel de uma morena de olhos e cabelos pretos, mas o anúncio de procura por atrizes pra protagonista de Jogos Vorazes pedia explicitamente "atrizes caucasianas entre os 19 e 25 anos". Até um idiota vê que isso foi whitewashing deliberado.

Mascu das 16:02 como assim correr prum homem, se no geral é contra um homem que nós temos que lutar? Posso contar nos dedos de uma mão quantas vezes eu tive que lutar (não fisicamente) com uma mulher. Com um homem nem se eu usasse os dedos das mãos e dos pés eu poderia contar. Vai injetar mingau no olho, babaca.

Anônimo disse...

Hoje em dia tem muita mulher optando por lutas em academias, eu mesma gostaria de fazer.

donadio disse...

"Donadio, assisti esse filme já e adorei, ótimo filme, dentro de um contexto cultural super complexo, com protagonista feminina e diretora mulher. Mas vamos por o peso onde o peso está, o impacto cultural no ocidente, ou ao menos na América, de Star Wars é maior"

Que é maior eu não tenho a menor dúvida, afinal é uma indústria cultural firmemente ancorada no patriarcado, não há como não ter um impacto maior que produção independente.

A questão é, para que amplificar ainda mais o impacto de algo que já praticamente tem o monopólio do impacto? E para que glorificar produções machistas só por que colocam heroínas no lugar de heróis, fazendo o mesmo que "heróis" sempre fizeram (isto é, distribuindo porrada e tiros, por que, desde que você exerça a violência em prol do lado "certo", do "Bem" metafísico, a brutalidade é positiva?

Não me entenda mal, vou ver o novo Star Wars, e vou gostar, por que é divertido e por que é escapismo bem-feito, que pode ser assistido sem precisar pensar muito. Mas se for parar para pensar, é para demolir a coisa toda, por que é a convencionalidade da convencionalidade da convencionalidade, revestida com um tênue verniz de transgressividade apenas para nos assegurar de que podemos ser "revolucionários" sem mexer um dedo para mudar a realidade.

"por isso está sendo tão celebrado, as futuras mulheres estão crescendo num meio cheio de personagens fortes e independentes com as quais se identificarem"

Sério que você acha que mulheres e meninas de verdade podem se identificar com heroínas sobre-humanas combatendo um "Império do Mal" que não existe? Eu acho muitíssimo mais provável que se identifiquem com uma menina que quer uma bicicleta numa realidade em que bicicletas não são para meninas.

O que parece que está pintando é uma enésima jornada de trabalho, em que, além de passar oito horas por dia fazendo n'importe quoi para um patrão aleatório, manter a casa e as crianças em ordem, garantir que cabelos, unhas e silhueta sejam adequadamente femininos e magros, agora vão também precisar aprender caratê, jiu-jitsu, esgrima e tiro-ao-alvo, ora ora, porque mulher tem de ser assim, a perfeita funcionária, mãe, dona-de-casa, objeto sexual, e agora baluarte da resistência armada contra o Mal...

"Outra coisa é que são gêneros muito diferentes e públicos muito diferentes."

São, ora. Um é cinema escapista para as massas, destinado a reforçar estereótipos e convenções, conformista até a medula, o outro é um filme crítico e sutil, que nos tira da nossa zona de conforto (de pelo menos duas zonas de conforto, o machismo nosso de cada dia, e o orientalismo militante para quem os "orientais" são criaturas apenas semi-humanas, carapaças vazias como os Star Troopers de Star Wars - diretamente baseados nesse preconceito, eu diria, formigas humanas sem individualidade, que só é acessível aos ditos "ocidentais").

Anônimo disse...

Anônimo babaca e repetidor de clichês das 16:02

Experimenta passar por uma lavagem cerebral a vida inteira, que as mulheres são ensinadas desde criancinhas que somente um homem pode defende-las.
Que se forem chamadas pra briga ou agredidas invés de se defenderem, tem que ser "mocinhas frágeis, delicadas, submissas" que tem que chamar o irmão mais velho ou o pai pra resolver seus problemas!
Essa "realidade" é graças à gente escrota, machista, mal caráter e filho da puta como você!
A educação latina, machista, e decadente que faz com que mais e mais meninas e mulheres sejam agredidas, violentadas e mortas!
Graças a Deus, as coisas estão mudando, ou não veríamos tantas delegadas e oficiais de justiça.
Uma mulher estimulada e bem educada é tão ou muito mais corajosa que homen!
E caso não saiba, babacossauro, há vários casos de homens que deixam parentes e até amigos na merda só pra safarem a própria pele! E isso é pior porque vocês são ensinados desde criança a se defenderem e reagirem. E tenha certeza que se um dia vc tiver se afogando, ou levar um tiro com certeza uma mulher "frágil" irá salvar tua vida de fracassado. Srm mais.

Anônimo disse...

donadio

Não sei se a resposta foi para mim, mas já reparei que o senhor e só falar em armas que já meche com você, não se você já tomou bala ou se renderam você usando alguma arma, se foi isso eu lamento por você, mas esteja ciente de que existem situações em que o contexto de violência e covardia e tão grande, que a única coisa que pode dar a uma mulher possibilidade de não ser morta ou estuprada, e justamente dar tiros e/ou os tais golpes de caratê ou outra arte marcial, e isso eu falo por experiência própria, pois já fui vitima de uma tentativa de estupro e outra vez quase levei um soco de um ex-namorado só escapei pq eu sei lutar e em alto nível por sinal.

Suellen

Anônimo disse...

também não sei, pq crescendo e vendo tomb raider e resident evil eu sentia a angelina jolie e a Mila jovovich como as mulheres mais fortes e completas que poderiam existir... Eu não luto nada, mas pra qualquer tarefa do dia a dia acho mais fácil colocar um short e uma camiseta (larga ou justa, quase sempre larga) porque panos largos me atrapalham, MAS vai saber, não sou expert em nada sobre isso... tem a questão da sexualizacao, mas também acho prático as roupas delas não balançando e prendendo nas coisas, dificultando a corrida.. fora que elas não usam salto (oq é um avanço eu acho), que seria impossível pra matar e lutar do jeito que elas fazem...

donadio disse...

"Não sei se a resposta foi para mim"

Não foi, foi para quem escreveu o texto que eu citei.

"mas já reparei que o senhor e só falar em armas que já meche com você, não se você já tomou bala ou se renderam você usando alguma arma, se foi isso eu lamento por você"

Não vem ao caso.

"mas esteja ciente de que existem situações em que o contexto de violência e covardia e tão grande, que a única coisa que pode dar a uma mulher possibilidade de não ser morta ou estuprada, e justamente dar tiros e/ou os tais golpes de caratê ou outra arte marcial"

Me pergunto como faz uma mulher paraplégica, ou de setenta anos de idade, ou uma menina de doze, numa dessas situações.

"e isso eu falo por experiência própria, pois já fui vitima de uma tentativa de estupro e outra vez quase levei um soco de um ex-namorado só escapei pq eu sei lutar e em alto nível por sinal."

Bom, parabéns para você. Mas isso é solução individual. Se todo mundo souber lutar em alto nível, haverá mais violência, e de forma alguma estará garantido que quem vencerá as lutas não é quem está iniciando a violência.

Anônimo disse...

Bom esta discutição não e comigo, mas não seja por isso.

19:36

Sabe pq provavelmente ele não casa com outro homem? olha o que o cara mesmo diz:

"homens tem mil mais condições de se defender"

Isso e uma meia verdade mas explica posição dele.

Nao se perca no detalhe, e acho que não preciso dizer mais nada né?


donadio

"Me pergunto como faz uma mulher paraplégica, ou de setenta anos de idade, ou uma menina de doze, numa dessas situações."

A sua pergunta ate foi boia, mas o fato e que se uma solução funciona para algumas pessoas, ela já e uma boa solução, embora não seja aplicável a todo mundo, e apesar de no brasil não ser algo eficiente como deveria, tem as leis que protegem todas as mulheres da mesma forma.

Anônimo disse...

Sério que de repente virou empoderamento a indústria (capitalista) do cinema querer o dinheiro das mulheres, apropriando-se de uma onda pseudofeminista que ainda valoriza personagens brancas e magras, quase em um efeito smurfette?

Sério que é feminista dar dinheiro para essa gente? Ensinar a CONSUMIR?

Serião mesmo?

Não sei se dou risada ou se choro.

Anônimo disse...

Lembrando que o filme só passou no teste Bechdel na prorrogação do segundo tempo.

donadio disse...

"se uma solução funciona para algumas pessoas, ela já e uma boa solução, embora não seja aplicável a todo mundo""

Depende, a solução que funciona para alguns pode também criar externalidades negativas.

Tipo, pra mim pode ser uma boa solução jogar o meu esgoto no rio; a minha casa fica limpa. Pra quem mora mais abaixo, tudo piora.

Da mesma forma, armar a população vai a médio prazo resultar em estupradores (e namorados ciumentos) também mais armados. E aí quem não tem condições de usar armas fica ainda mais vulnerável do que antes (e até quem anda armado passa a depender de ser capaz de superar os atacantes em perícia e disposição).

Anônimo disse...

Entrando no assunto, o que me incomoda sobre a questão de afrouxar lei armamentista é justamente que as pessoas não pensam que vai facilitar os bandidos a andarem armados também. Fui assaltada por um cara numa rua vazia daki da minha cidade. Com porte de arma facilitado eu poderia estar armada e evitar o assalto? Ok, é uma possibilidade. Do jeito que a situação se deu, no entanto, num cenário de lei armamentistas mais frouxas, aposto 100 contra 1 que ele quem teria sacado uma arma de fogo e tentado me matar pra não correr o risco de ser reconhecido. Enfim, não se facilita a lei só pra "pessoas de bem", como o donadio falou, o namorado ciumento, o trombadinha meia boca, o estourado da faculdade também terão acesso facilitado. Mesmo que o porte fosse facilitado apenas pra mulher. A sociedade ainda é machista, já imaginou o quanto de cara chantagearia/pagaria uma mulher pra comprar arma pra ele? O quanto de moça teria arma em casa e um irmão/pai/namorado/filho acabariam tendo acesso a ela também? Armar população pra mim é populismo de político que não quer, de fato, colocar a mão no vespeiro e melhorar a segurança pública.

Anônimo disse...

04:23, se o "pseudofeminismo" valoriza apenas mulheres brancas e magras, pode colocar a culpa no racismo e na indústria de beleza, não no feminismo. Se o "pseudofeminismo" ensina a consumir, favor ver a estrutura capitalista da maior parte da sociedade. Mania de achar que feminismo tem que englobar tudo, tem que ser de esquerda, tem que militar contra racismo, contra homofobia, contra ableísmo, tem que salvar o mundo inteiro ou então não-é-feminismo-de-verdade.

Anônimo disse...

Sobre porte de armas, 2 argumentos contra:

1. Até mesmo pessoas treinadas para usar armas são pouco eficazes quando precisam se defender em situações como as de assalto e muitas vezes acabam sendo mortas por terem reagido. Alguns dos motivos: i) o assaltante já está com a arma em punho, pronto para atirar. ii) o assaltante já está com a adrenalina nas alturas. iii) poucas pessoas tem a frieza necessária para atirar em outra, mesmo num assaltante.

2. Muito da violência é cometida por 'pessoas de bem' que perderam a cabeça. É melhor que essas pessoas não estejam carregando uma arma quando isso acontecer. Melhor até pra elas, que não vão ter que carregar a culpa de um homicídio depois.

Anônimo disse...

Nossa, não sabia dessa do Avatar e nem da Jennifer Lawrence. Fiquei de cara!!

Anônimo disse...

Eu sou menina e fiz luta por uns 5 anos....
Claro que os homens são muito mais estimulados a participar de embates físicos nas brincadeiras e filmes, gibis e tal, mas isso não significa que eles se tornam bons 'lutadores'. Certamente mais confiantes, o que é importante, porém aprender a se defender (e a agredir) efetivamente, só se aprende fazendo aula de luta.

Era muito comum o mestre da minha academia colocar os homens para treinar com as meninas no primeiro dia. Eles ficavam divididos entre tentar não nos machucar (visão de meninas frágeis) e tentar dar um chute forte. Bom, primeiro que a gente é treinado para absorver o golpe (posicionar o corpo para fazer doer menos) e também aumentar a resistência à dor. Segundo que pouquíssimos, por mais fortes que fossem, conseguiam colocar força no golpe. Então eles ficavam meios frustrados. haha O mestre fazia isso pra eles já baixarem a bola.

Enfim, quero dizer que meninas treinadas em alguma arte marcial muito provavelmente serão capazes de se defenderem de um agressor que nunca tenha aprendido luta, mesmo que esse agressor seja muito mais forte.

Anônimo disse...

Eu brincando meu sobrinho (5 anos) e minha sobrinha (4 anos) na piscina, de repente começamos uma batalha entre o mostro (eu) e o herói (meu sobrinho). Ai a bruna, minha sobrinha, sentou no cantinho e ficou olhando. Eu falei, vem Bruna, luta com a gente. Ela me respondeu: 'mas eu sou uma princesa, princesas não lutam'. =/

Aí eu falei pra ela: claro que lutam, você pode ser uma princesa guerreira, e inventei uma personagem pra ela. No começo ela ficou reticente, mas depois viu que era muito chato ser a princesa aguardando pra ser salva... hahaha então logo ela entrou na farra e veio combater com a gente. Foi muito legal!

Mas coitada, eu sou a única que traz essas referências pra ela.... na maior parte do tempo ela está sendo incentivada a ser linda, posar pra foto, passar esmalte e por ai vai....

Anônimo disse...

"04:23, se o "pseudofeminismo" valoriza apenas mulheres brancas e magras, pode colocar a culpa no racismo e na indústria de beleza, não no feminismo. Se o "pseudofeminismo" ensina a consumir, favor ver a estrutura capitalista da maior parte da sociedade. Mania de achar que feminismo tem que englobar tudo, tem que ser de esquerda, tem que militar contra racismo, contra homofobia, contra ableísmo, tem que salvar o mundo inteiro ou então não-é-feminismo-de-verdade. "

Primeiramente, aprenda a ler.

Segundo, do comentário original:

"apropriando-se de uma onda pseudofeminista"

Não é o feminismo que é "pseudo". É a onda que não é feminista e sim mercantilista/capitalista.

Passar bem.

donadio disse...

"se o "pseudofeminismo" valoriza apenas mulheres brancas e magras, pode colocar a culpa no racismo e na indústria de beleza, não no feminismo."

Não é uma questão de "culpa", não estamos num tribunal (e nem em uma igreja). Agora, um "feminismo" que não é crítico da indústria da beleza pode ser que não seja um "pseudofeminismo", mas me parece que está faltando um pedaço.

"Se o "pseudofeminismo" ensina a consumir, favor ver a estrutura capitalista da maior parte da sociedade. Mania de achar que feminismo tem que englobar tudo, tem que ser de esquerda, tem que militar contra racismo, contra homofobia, contra ableísmo, tem que salvar o mundo inteiro ou então não-é-feminismo-de-verdade."

Bom, num mundo em que as mulheres não tivessem cor da pele, nem orientação sexual, nem um corpo físico que pode ser mutilado, nem classe social, nem estivessem submetidas à inexorabilidade do tempo, o feminismo poderia se dedicar a "salvar" a pura essência feminina. No mundo real as mulheres são negras, índias, lésbicas, bissexuais, paraplégicas, amputadas, crianças, adolescentes, idosas, trabalhadoras, donas-de-casa, pobres, desempregadas, etc. Não existe a mulher puramente mulher, isenta de outras determinações.

Anônimo disse...

Donadio, concordo, um feminismo que curiosamente dê voz apenas a mulheres brancas e magras é no mínimo, hipócrita.
Mas o que me irrita é o pedantismo de quem desmerece como se o feminismo estivesse à parte da sociedade e não sofresse vieses racistas. Cabe a crítica? Claro que sim! Deve. Afinal, como falaram, mesmo nos grandes filmes com protagonistas femininas, as personagens sofreram whitewashing. Mas daí a querer desmerecer o avanço de que uma maior preocupação em retratar protagonistas mulheres em nome do "real" feminismo, querer desmerecer porque é um elemento lucrativo da indústria e o "real" feminismo é socialista (e ainda não entendo quem ache que acabando capitalismo, acaba machismo)...
Não é porque você não gosta da onda feminista que ela vira "pseudo". Queira ou não, esse é o feminismo atual. Por vezes omisso, por vezes hipócrita, por vezes incoerente, mas qual outra corrente de pensamento, quando sai da teoria, não é? Critique, milite, aponte mesmo as incoerências. É necessário pro movimento continuar sempre evoluindo e não estacar no comodismo. O que não dá é subir num pedestal e classificar como "pseudofeminismo" porque você não acha que cumpriu 100% com as expectativas.

lola aronovich disse...

Alguém pode me mandar o link na internet pros episódios da minissérie LIGAÇÕES PERIGOSAS? Sou grande fã do livro, da peça e dos dois filmes, e queria muito ver a série, mas na TV não dá (tenho que ficar presa a horários determinados). Só lembrando que o que John Malkovich faz com Uma Thurman no (excelente) LIGAÇÕES parece muito com estupro...
Queria escrever sobre tudo isso.

Ezco Musaos disse...

OFF TOPIC: muito nojo dessa famigerada romantização do estupro na tal minissérie da globo Ligações Perigosas. Interessante que isso após alguns dias da exibição da reportagem sobre feminismo e os ataques à Lola. Sempre assim, um passo minúsculo à frente e centenas atrás em uma única cena asquerosa de sua teledramaturgia retrógrada (redundância).

Ezco Musaos disse...

Vai se tratar você, masCUZÃO das 11:09. Qualquer produto midiàtico pode ser criticado, ainda mais quando promove misoginia. E essa personagem do filme pode ser considerada feminista sim, o protagonismo, as atitudes dela mostram isso. Além disso, não é você, um reles mascu chorão, quem decide sobre o que a Lola e outras feministas podem ou não falar.

donadio disse...

"Mas o que me irrita é o pedantismo de quem desmerece como se o feminismo estivesse à parte da sociedade e não sofresse vieses racistas. Cabe a crítica? Claro que sim! Deve. Afinal, como falaram, mesmo nos grandes filmes com protagonistas femininas, as personagens sofreram whitewashing."

Acho que a questão não é desmerecer, é criticar. E que sempre será possível desqualificar a crítica como "desmerecimento", ou até como "traição". O debate é aberto; se alguém se ilude que a tendência de filmes com protagonistas mulheres (mas que não questionam a identidade básica entre "protagonismo" e "exercício da violência", que é, a meu ver, constitutiva do patriarcado), outros farão a crítica, e é bem provável que essa crítica descambe para o que você chama de "desmerecimento": o uso de termos como "pseudo-feminismo", "feminismo burguês", etc., e até mesmo ideias do tipo "se feminismo é isso, então estaríamos melhor sem feminismo".

"Mas daí a querer desmerecer o avanço de que há uma maior preocupação em retratar protagonistas mulheres em nome do "real" feminismo,"

O problema não é que a indústria cultural queira demonstrar uma maior preocupação em retratar mulheres como protagonistas. O problema é que esse avanço é resultado da ação de milhares, milhões, de pessoas anônimas, que a indústria cultural nunca retratou nem vai retratar. A indústria cultura simplesmente navega nisso, se reinventa como progressista/feminista, e se apropria das conquistas das pessoas comuns (muitas vezes distorcendo-as brutalmente). É claro que isso tem um lado bom; significa que o discurso hegemônico está tendo de se adaptar a uma realidade nova. Mas daí ao discurso do "agora até Hollywood virou feminista, agora é que o patriarcado vai mesmo acabar", vai uma grande distância.

"querer desmerecer porque é um elemento lucrativo da indústria"

Desmerecer, não... mas chamar a atenção para o fato de que não é realmente progressista, por que não?

"e o "real" feminismo é socialista (e ainda não entendo quem ache que acabando capitalismo, acaba machismo)..."

Não acho que exista um "real" feminismo. Há muitos feminismos diferentes, alguns são socialistas, outros nem tanto, e outros ainda, nem um pouco. Como eu sou socialista, tendo a simpatizar mais com os primeiros do que com os últimos.

Não acho que acabando com o capitalismo, acaba o machismo. Mas não vejo muito bem como acabar com o machismo sem acabar com o capitalismo, por que não vejo como acabar com o machismo sem acabar com a necessidade de trabalho doméstico não-remunerado, nem como "des-genderizar" esse trabalho doméstico não-remunerado.

"Não é porque você não gosta da onda feminista que ela vira "pseudo"."

Bom, eu não usei esse termo. Citei o comentário de outra pessoa, colocando entre aspas, e aliás dizendo que não sei se o termo se aplica. A crítica é outra: um "feminismo" que não é crítico da indústria da beleza é um feminismo ao qual falta um pedaço. Da mesma forma um feminismo que se ilude por que protagonistas femininos estão agora assumindo papéis tradicionalmente masculinos, de vingadores, justiceiros, etc, em resumo, participando do culto da violência.

Anônimo disse...

Sorry, Mas essa estoria do boicote é fake, ñ ouve isso, além do mais a estoria sobre o boicote era sobre o personagem negro, e não tinha nada em relação a garota, larga de ser vitimista sua fanática, so pra constar que a força e os feitos dela são inconsistentes, jogado a força so pra representar uma heroína, pois ela ñ era uma jedi.