sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

CRÍTICA: OS OITO ODIADOS / Ninguém é mais alvo do ódio que uma mulher

Vi Os 8 Odiados (trailer legendado) esses dias e não gostei nadinha. Sou grande fã do Tarantino, o que não quer dizer que meu amor seja incondicional. 
Seu oitavo filme (talvez o título seja uma alusão a esse número) tem quase três horas. A primeira metade, pelo menos, é chata e arrastada pra caramba. Taranta é tão conhecido pelos seus ótimos diálogos quanto pela sua violência com senso de humor, digamos, mas não há praticamente nada que se salve (bom, gostei da trilha sonora do Ennio Morricone) na primeira hora e meia. As falas são looongas. Parecem improvisadas, e Taranta não sabe quando cortar (Django Livre também tinha sérios problemas de edição, sinal de que a montadora Sally Menke faz muita falta). Elas continuam, sem o menor efeito -- além de fazer o espectador cochilar.
A história só engrena mesmo a partir do quarto capítulo (há seis no total), quando os principais personagens estão reunidos num armazém. Porém, se não fosse um filme do Taranta, compensaria esperar até lá? Acho que não. Aliás, tenho certeza de que não haveria tanta gente defendendo a obra se ela não fosse a de um grande diretor. Um grande diretor que, vale dizer, perdeu a mão. Tanto 8 Odiados como Django Livre são muito fraquinhos. Talvez seja a hora de Taranta parar de fazer faroeste, pelamor?
O filme se passa mais ou menos em 1870, pouco depois do fim da Guerra Civil americana, e mostra o percurso de dois caçadores de recompensa levando quem pegaram. Kurt Russell, super desperdiçado (seu personagem poderia ter sido feito por qualquer outro ator) é um deles; Samuel L. Jackson (só poderia ser ele, que está em 50% dos filmes do Taranta), outro. 
E a prisioneira que Kurt leva para entregar para a forca é Daisy Domergue, feita por Jennifer Jason Leigh, caricata que só (ainda assim deve ser a única a ser lembrada no Oscar). Quem rouba todas as cenas é o ator menos conhecido do bando: Walton Goggins (o vilão amigo do protagonista na série Justified), que faz um cara dizendo que será xerife. 
Li muita gente reclamando do uso excessivo da palavra racista "nigger" (que, na realidade, é usada menos que em Django), e poucos reclamando do uso igualmente excessivo de "bitch" (vadia, cadela). Daisy, a personagem de Jennifer, praticamente só é referida por esse insulto machista. E é desolador como Daisy é o saco de pancadas da história. Certo, quase todo mundo que aparece é envenenado ou crivado de balas, mas ninguém chega perto de Daisy. 
Na primeira cena que a vemos, ela jé tem um olho roxo. 
[SPOILERS]. Ao longo do filme, vão bater nela cada vez que abre a boca, atirar nela, quebrar seu nariz, jogar guisado quente em seu rosto, vomitar sangue na cara dela, bater nela com uma arma, surrá-la a ponto de tirar dentes e, no final, enforcá-la e torcer enquanto ela morre lentamente, já que ela morrer com um simples tiro seria poupá-la de um sofrimento que, segundo os personagens, ela merece. Se isso não é misoginia, eu não sei o que é. [Fim dos spoilers]
Taranta, respondendo a acusações de misoginia por 8 Odiados, disse que, quando vemos Kurt quebrar o nariz de Daisy com uma cotovelada, essa violência de espancar mulheres é um dos últimos tabus. Taranta quer que o público veja Kurt como um "bastardo brutal". Se este é o caso, parece que não funcionou muito bem: em várias sessões, pelo que li, o público ri. 
Não estou dizendo que Taranta seja misógino. Ele geralmente escreve excelentes papéis para mulheres em seus filmes (não aqui, e menos ainda em Django, mas há mulheres fortes e poderosas em Jackie Brown, Kill Bill, À Prova de Morte, Bastardos Inglórios. E só o fato de uma mulher apanhar num filme não faz dele misógino. 
Pode ser uma denúncia contra a misoginia, o que certamente não é o caso em 8 Odiados. Daisy passa grande parte do filme com o rosto coberto de sangue. E sorri. Uma crítica vê seu sorriso como um "triunfo" contra a violência que sofre. Outras veem como uma mulher que aprendeu a aceitar a violência contra ela. Concordo com a segunda análise.
Taranta poderia ter feito um filme só com homens, como ele fez em Cães de Aluguel (e foi duramente criticado por isso). O personagem de Daisy poderia ter sido escrito para ser um homem. Creio que incomodaria também ver um cara (que, apesar de odioso, não vemos cometer crime algum, nem em flashback) sendo levado algemado e espancado o tempo todo, mas não dá pra comparar. 
[Começo de MAIS SPOILERS]. Tudo que faltou foi Daisy ser estuprada. Todos os outros tipos de abuso, ela sofre. E a ela, ao contrário dos outros personagens, não é dada a chance de responder. 
E por falar em estupro, há uma cena de estupro, a segunda cena de homem estuprando homem que Taranta mostra em seus filmes (a primeira foi em Pulp Fiction). Em 8 Odiados, a cena provavelmente nunca aconteceu (é mentira do personagem), mas Taranta a exibe mesmo assim, cheia de racismo. 
Novamente, é uma cena de estupro interracial, que deve ter feito os espectadores homens e brancos terem se sentido bastante mal (quer dizer, nem todos: eu li no fórum do imdb um tópico chamado "Então Samuel L. Jackson é gay neste filme?" Tem gente que continua equiparando estupro a sexo, e não a poder e humilhação). [Fim dos spoilers]
Eu sei que a única coisa que conseguirei me lembrar de 8 Odiados, além da violência contra Daisy, é de uma fala preconceituosa, mas divertida. Um personagem, talvez mentindo, explica que até pouco tempo o estabelecimento de Minnie tinha uma placa na entrada, escrito: "Proibida a entrada de cachorros e mexicanos". 
Ela tirou a placa porque passou a permitir a entrada de cachorros. 
Mas pô, é muito pouco. Volte a fazer grandes filmes, Taranta!

113 comentários:

Anônimo disse...

Eu pensei que esse filme fosse legal, não se vou perder meu tempo assistindo esse filme, gosto até de filme de luta mas essa violência gratuita e sem sentindo em filmes, não.


Mas provavelmente as mulheres daquela época eram tratadas na base da porrada e dos estupros.

Anônimo disse...

Lola faz uma crítica sobre Carol, please! não é possível que você não tenha visto...

Anônimo disse...

Gostei de alguns filmes do Tarantino, mas sem endeusá-lo. Django livre eu detestei! Achei MEGA racista. Bastardos inglórios (lembro da crítica super positiva da Lola) tb não gostei... e esse, eu não tenho vontade de ver!

Anônimo disse...

Tem um filme que tá sendo muito falado chama-se Rubaí, filme de uma garotinha ateia.
Tem ele no youtube, eu acho que é um curta, eu achei e depois vou assistir

Achei ele legendado são 10 minutos.
https://www.youtube.com/watch?v=snkKs66HlE4

Anônimo disse...

14:33
Enquanto isso os 10 mandamentos já tem ingressos esgotados...

Anônimo disse...

Gostaria que Lola fizesse uma crítica sobre as sufragistas, eu tô pensando em ver também.

Anônimo disse...

14:35 Qual é o problema? Ninguém pode gostar de filme religioso não?

Anônimo disse...

Estão criticando o Oscar por só ter brancos indicados.

Marcia disse...

Eu também não curti esse do Tarantino não. A trilha do enio é fenomenal, mas gente... Eu não consegui entender o porquê que a Daisy seria tão mais perigosa e odiosa que os demais trastes que estão no filme. Realmente a violência contra ela foi despropositada até para os padrões do Tarantino. Sobre os filmes, gente a Lola resenha o que ela quer, se alguém quiser postar uma resenha sobre os filmes, manda para Lola que ela avalia se vê ou não.

Anônimo disse...

Esse aí não foi o que fez aquela bosta chamada sin city?

Anônimo disse...

Tomar que 50 tons de cinza ganhe o framboesa de ouro, já tá concorrendo.

Arianne disse...

Super concordo com sua crítica, Lola. Gosto dos filmes do Taranta, porém, esse filme não desce. Lento, previsível e também odiei a misoginia presente no filme. Já é o terceiro filme de época que ele faz seguido, tá na hora de mudar o disco já, além dele ter o fandom mais insuportável do universo, aposto que se fosse um diretor X dirigindo Os 8 odiados, todo mundo ia falar mal.

Anônimo disse...

Agora sim ele vai mudar todo o rumo do trabalho dele para atender o blog da Lola.

PS: Não tem crítica para filmes dos paraísos socialistas Cuba e Venezuela? Só paga pau mesmo pro cinema do coração do monstro capitalista? Coerência mandou bom dia.

Anônimo disse...

É divertido ver esquerdistas pagando pau pro cinema do país mais capitalista do mundo. Das obras das sociedades modelos socialistas? Cri Cri Cri

Anônimo disse...

Já sei que não quero ver esse filme.

Mila disse...

Ainda não vi, mas no Collant sem decote tem uma excelente crítica acerca da personagem Daisy.
(http://www.collantsemdecote.com/o-problema-machista-de-os-8-odiados)
Mas faz tempo que o Taranta tá devendo um filme bacana (o último que gostei foi Bastardos Inglórios).

Ezco Musaos disse...

Os únicos filmes do Tarantino que eu gosto são mesmo os dois Kill Bill. Desse aí só gostei da criatividade do pôster em português (o número "8" no letreiro do título). De qualquer forma, filmes de ação dificilmente me agradam. Já tinha ouvido falar de Rubaí. Parece ser interessante.

Anônimo disse...

Gente falando de "Os Dez Mandamentos"... Hahahahaha... Aposto que 80% das pessoas que a Record tá mostrando são crentes, e desses, uns 90% devem ser da Universal...Tô até vendo o pastor falando "gente, bora assistir "Os Dez Mandamentos", senão vocês vão para o inferno! kkkkkkkk!

Anônimo disse...

Eu não gostei de divertidamente, me julguem rsrs. O resto eu ainda não assisti, eu acho que vou ver Rubaí nestante, as sufragistas talvez, mas os dez mandamentos minha mãe quer que a gente vá ver mas só que não tem mais ingresso. Esse aí provavelmente eu não assista, eu não curto muito os filmes dele.

Anônimo disse...

Vocês viram que a boneca da rey de star words foi excluída.

Anônimo disse...

O filme se passa em 1870, isso explica ou quer que eu desenhe

Ass. O comerciante

Anônimo disse...

Lola
eu estava vendo uma reportagem da qual dizia que o Brasil tem 6 impostos sobre produtos enquanto no exterior só tem 1, e que o pobre acaba pagando mais que o rico no Brasil.
Além dos nossos impostos serem equiparados a países com Alemanha.

Mas aonde eu quero chegar com isso, eu acho que a maioria da população feminina que é a mais pobre, acaba sofrendo muito com a política Brasileira com a alta de impostos entre outros...

Você não acha que nós poderíamos se reunir e debater mais sobre esses assuntos, muita gente sabe que está sendo roubada, mas temos que pensar em alguma solução para que o governo deixe de nos fazer de palhaços.

Eu não estou desvirtuando do assunto, é apenas uma sugestão de um futuro post seu talvez, eu realmente fiquei indignada com essa situação. Ficando claro que não sou de esquerda nem de direita, se quiser apagar meu comentário pode apagar só quero que leia.

Desculpe a desvirtuada, eu adoro suas críticas!

Anônimo disse...

Eu, antes do feminismo: TARANTINO DEUS QUE FODÁSTICO VOU COMPRAR TODOS OS DVDS/BLU-RAY DELE E ASSISTIR CADA FILME 5 VEZES

Depois do feminismo: que bosta de ómi

É foda mas to preferindo assim. A verdade é o que ela é, questão é enxergar a coisa ou não.

Anônimo disse...

"O filme se passa em 1870, isso explica ou quer que eu desenhe"

É uma obra de ficção. Quer desenhinho?
Imbecil

lola aronovich disse...

Anon, sem links pra sites reaças, por favor. Sinceramente? Dane-se o que o babacão ignorante e mentiroso do Luciano Ayan acha. Ninguém que não seja um tipo de reaça (porque também tá cheio de reaça que o detesta) o leva a sério. Desde que ele não invente que eu escrevi um tuíte comemorando a morte do filho do Alckmin -- como ele fez na Páscoa -- tô me lixando pras "interpretações" que ele faz dos meus textos. Agora, tô só esperando pra ele divulgar algum site de ódio ou alguma notícia inventada por mascus sobre eu ou meu marido... Não o processei na Páscoa porque fiquei com preguiça. Dá um trabalhão. Mas a gente sabe que ele tem muito contato com mascus (fez várias entrevistas com o Emerson, por exemplo), e ele está se coçando pra me acusar por alguma mentira que eles inventam. E aí eu não vou nem pensar duas vezes antes de processar o fracassado.


Anon das 17:23, tudo bem, vc pode falar de impostos. Mas já falaram que outros países no exterior tem uma taxa de impostos maior que no Brasil, e que um dos problemas daqui são os lucros exorbitantes que os empresários querem ter, o que joga os preços lá pra cima. Eu sou a favor de impostos sobre grandes forturnas, por exemplo. Sou a favor de diminuir impostos para pobres e aumentar a alíquota dos mais ricos. Pra mim parece chocante que aqui todo mundo que ganhe acima de R$ 50 mil por ano pague 27,5% de imposto de renda. A pessoa que ganha 100 mil por ano paga a mesma alíquota daquela que ganha 10 milhões por ano. Na realidade, quem ganha mais não paga quase nada, porque consegue enganar o IR. A gente teria uma arrecadação imensa se conseguisse fazer com que os ricos no Brasil pagasse impostos...

Anônimo disse...

Impostos sobre grandes fortunas é mais uma pataquada da esquerda.
É melhor que o dinheiro do imposto fique com quem vai investir e gerar empregos ou será melhor dar para corruptos e burocratas do governo?

Ass. O comerciante

lola aronovich disse...

A todos que querem que eu escreva sobre microcefalia (aliás, já escrevi um pouquinho), corrupção, filmes cubanos, Sufragistas, Carol etc, eu escrevo de acordo com meu tempo, que é escasso, interesse e conhecimento do assunto. Sobre microcefalia, meu conhecimento é nulo. Eu vi Sufragistas e gostei bastante, mas não fiquei com muita vontade de escrever sobre ele. Não foi um filme que mexeu comigo. Carol ainda não vi. Eu vi Regresso e gostei, mas não vou escrever sobre ele. Muitas vezes escrever uma crítica de cinema leva um tempão e não atrai muita atenção. Infelizmente, eu não vou ao cinema há dois anos, por falta de tempo, e o que vejo eu vejo em casa. Na época do Oscar eu acabo vendo vários filmes concorrentes, mas no resto do ano, quase nada.
Mas olha, aceito guest posts sobre todos os assuntos. Se vc quiser escrever sobre alguma coisa, manda pra mim.

Anônimo disse...

Eu escrevi um post sobre homem mulçumano faz um tempo fiquei de mandar mas eu nao sei se é um bom post.

Anônimo disse...

Imposto sobre grandes fortunas
na fantasia dos vermelhinhos, revolução.
na pratica, evasão de divisas e desemprego.

Patrick disse...

A pessoa anônima falou certo por linhas tortas:

"Mas aonde eu quero chegar com isso, eu acho que a maioria da população feminina que é a mais pobre, acaba sofrendo muito com a política Brasileira com a alta de impostos entre outros..."

O problema da carga tributária brasileira é que ela é alta para os mais pobres e baixa para os mais ricos. Temos sim excesso de tributos sobre a produção e o consumo, mas somos extremamente tímidos na cobrança de impostos sobre o patrimônio e a renda. Quem levanta o dedo contra a carga tributária brasileira e não propõe fazer esse ajuste, na verdade quer é baixar mais ainda os tributos sobre os ricos e deixar como estar os que incidem sobre a população mais pobre.

A carga tributária do México é metade da brasileira. Resultado? É um país de economia pujante? Não, vive sob o domínio do narcotráfico.

Os países mais felizes do mundo são aqueles com maior carga tributária (50% a mais que o Brasil).

Anônimo disse...

Faça mais críticas de filmes, Lola! PLEASE! Eu ADORO suas críticas de cinema!
Eu dava tanta risada lendo eles! Escreva mais sobre cinema
please
please
please
please

Ezco Musaos disse...

Não sabia que essa novela Dez Mandamentos tinha virado filme. Vi umas notícias aqui de que já ultrapassou Star Wars em venda de ingressos antecipados. Não me surpreende, pois, pelo visto, a tendência do cinema e da televisão no Brasil é mesmo a produção de obras cada vez mais conservadoras, dada a enorme influência dos evangélicos atualmente.

Laurinha disse...

Adorei a crítica. Saudades das suas crônicas de cinema!
Django eu não consegui chegar na metade, desse filme, pelo jeito, nem vou passar perto.
Não lembro de ter gostado realmente de nenhum filme do Tarantino. Acho que são violentos demais e a violência ainda parece ser pior a cada filme...

Abraços e ótimo fim de semana

Ezco Musaos disse...

Sobre o Oscar 2016, vi por aí que, pelo segundo ano consecutivo, na lista dos indicados a melhor ator/atriz lamentavelmente não aparece nenhuma negra ou negro, o que parece que não vinha acontecendo desde 1998. #OscarSoWhite

camila santos disse...

Por só ter ou por só sempre ter?

camila santos disse...

Ainda tem dúvidas? O brasil é um país religioso, filmes dessa categoria tem muitas chances de sucesso.

Anônimo disse...

Pais de falsos moralistas, pais de bolsominions. Dps ainda querem saber pq somos Tao roubados, Brasil é um país de tolos. Nos Eua o pobre vive melhor que o Rico aqui.

Anônimo disse...

Sylvie

Eu particularmente aprecio os filmes do Tarantino, meus prediletos são Bastardos Inglórios, Kill Bill e Pulp Fiction.
Mas esse 8 Odiados vacilou legal!
Arrastado até dizer chega! Com cenas desnecessárias(e olha que a maioria dos filmes que vejo são violentos: Chan Wook Park, Tarantino, David Fincher, Takashi Mike, etc) como da história de estupro do personagem do Samuel contra o racista e da violência exagerada e meio fetichista contra a única mulher do filme vivida pela Jennifer.
Que a personagem apanhasse, mas não fosse o único saco de pancada da merda do filme!!!
Ela na teve um final libertador apenas um final moralista e escroto de dois homens matando uma mulher de forma lenta!!
E que argumento babaca do Tarantino que ela "foi a que mais apanhou mas era a mais perigosa"! WTF! A mulher é a mais perigosa e não reage às surras, tomar no cool Quentin!!!

Anônimo disse...

#nbasoblack

Felipe Monteiro disse...

Ah, qualé? Apesar de todo o exagero de sempre do Tarantino, ele tem que retratar a época. Se ainda hoje é difícil ser mulher, imagine por volta de 1870. Era o que acontecia, não apenas com prisioneiras mas muitas vezes na própria casa por parte de maridos, etc. É forte? É. Mas apesar de causar espanto e indignação aos olhos, não se pode negar que era algo comum na época (colocar a mulher num lugar bem inferior ao homem). Tarantino não concorda com isso, não apoia isso (e tenho certeza que as pessoas que viram o filme também não). Ele simplesmente joga a verdade na sua cara. Não importa se ninguém gosta de ver isso, é a verdade.
E ainda falaram aí nos comentários que ninguém sabe o que ela fez, que os caras podem ter feito coisas piores e mesmo assim ela que apanhou mais. Mas o pessoal parece que não lembra que até tudo ser revelado ela "era" a única fora da lei, os outros eram todos "inocentes" (em relação à justiça legal), então não faria sentido colocá-los pra apanhar. E pegando já nesse ponto...Se uma mulher "comum", infelizmente, já apanhava por ser mulher, imagine uma mulher prisioneira prestes a ser enforcada. PARA ELES na época ela seria menos que nada.
O pessoal tem que aprender que muitos filmes não tem a função de mostrar o certo acontecendo, apenas de chocar com a realidade.

Anônimo disse...

Lola, não seja tão exigente. O filme é de época. O filme recria um período da história do mundo. Um monte de gente que abandonou seus países devido crises, problemas, guerras e arriscaram tudo em uma terra desconhecida. Imagina descer no porto de Nova Iorque e deslocar por mais de mil quilômetros com meios rudimentares no meio do deserto. Não era um mundo civilizado, os poucos civilizados se adaptaram ao meio. O que você imagina que vai encontrar nas vilas de garimpo, nas cidades de fronteira amazônica do Brasil? Com certeza não será o seu ambiente universitário e sim um mundo semelhante a esse do Tarantino.

Imagina fazer um filme de época retratando a Europa na década de 1930. Mostrar a ascensão do Partido dos Trabalhadores da Alemanha tem que ser algo ufanista, tem que mostrar o amor do povo ao füher, ao grande lider trabalhista que luta pelos direitos do povo, das volks. Porque foi isso, não é fazer propaganda nazista, foi a realidade da época. O povo massacrado pela crise econômica pós primeira guerra mundial acreditou nas promessas do Partido dos Trabalhadores da Alemanha. Eles votaram e elegeram democraticamente Adolf Hitler. A militância saiu na rua defendendo os interesses do partido, marchando com seus uniformes com suástica. Mostrar isso não é apoiar ou legitimar os crimes de guerra. Isso é mostrar uma época.

Se não conhecemos a história corremos o risco de repetir os mesmos erros.

Mostrar a violência contra a mulher que havia em determinadas culturas, aprender analisar esses momentos e circunstâncias. Entender a brutalidade e falta de respeito entre os seres humanos em determinados momentos da história é crucial para nosso entendimento do momento presente.

Eu não vejo o uso intenso do tratamento misógino como uma falha do filme. Isso foi uma falha do ser humano que viveu naquela época.

H.P. disse...

Olá Lola, aproveitando o tópico, gostaria de saber a sua opinião sobre o filme "Ate o limite da honra" ("G.I. Jane", 1997). É um filme antigo, aquele que a Demi Moore tenta ser a primeira mulher no SEALs da Marinha dos EUA. Na minha opinião, é um filme feminista, mas gostaria de saber a opinião de alguém especialista na área (feminismo) sobre ele. Obrigado.

Anônimo disse...

a grama do vizinho e sempre mais verde

Anônimo disse...

Lola, não é acima de 5.000 reais que se paga 27,5% de IR?

Anônimo disse...

Olha, na boa, não vejo necessidade de sempre haver indicados negros para o Oscar. Os negros são apenas (assim mesmo, sem aspas) 13% da população dos EUA. Os latinos são até mais numerosos do que os negros e são indicados com muito menos frequência. E essa formação de barra já rendeu injustiças, como dar o Oscar a um ator mediano como Denzel Washington e deixar de fora um cara como Morgan Freeman (naquele ano "resolveram" premiar um ator e uma atriz negros, quando o Russell Crowe é que deveria ter levado o de melhor ator por "Uma Mente Brilhante").

Anônimo disse...

O filme tem problemas por ser arrastado e tal, mas não vejo como um problema em si o tratamento dado à unica mulher do grupo. Era a realidade da época manter a mulher em posição muito inferior ao homem, e o fato de não se mostrar expressamente o que ela fez/crimes que cometeu não quer dizer que ela não os tenha cometido. Pra mim ficou implícito que ela era uma criminosa perigosa/violenta/extremamente má, e naõ achei necessário mostrar a razão disso.

Querer que ela tivesse um "final redentor" ou que o filme tivesse uma visão mais feminsita seria ir contra o espírito de "filme de época". E ademais, Tarantino já mostrou que sabe perfeitamente fazer personagens femininos fortes quando eles cabem no roteiro.

Anônimo disse...

Quando vcs criticam o Oscar por só ter brancos vcs esquecem a atuação de Leonardo DiCaprio e eddie redmayne, será racismo ou Oscar escolheu os melhores.
Será que vcs vão querer cota para tudo agora

Anônimo disse...

é

Anônimo disse...

Anônimo das 09:53

Entenda o seguinte(se teu analfabetismo funcional deixar)...

Houveram grandes atuações de atores e atrizes negros, não é possível que a Academia não tenha achado NENHUM grandioso!!
Como foi no ano passado que o ótimo David Oyelowo perfeito no papel de Martin Luther King no filme Selma, NÃO foi indicado e nem este maravilhoso filme indicado pra direção e filme.
A questão NÃO é "cota" ser acéfalo, babaca e racista, mas de nenhum ator ou atriz ser considerado "bom suficiente" Orla etnia ou cor da pele!!

A questão NÃO é cota, mas simples reconhecimento.
Como no Oscar 2002, eu torço pra Halle Berry pq ela foi a melhor, mas não torci pro maravilhoso Denzel pq Russell Crowe tava vem melhor que ele, e o personagem do Denzel era caricato racista.
A questão não e "cota" nas oportunidades iguais e reconhecimento de talentos genuínos que passam despercebidos por um sistema racista e machista!
Se o"melhores" são indicados: porque o apático Mark Rylance(ponte de Espiões) e a sempre exagerada Jennifer Lawrence (Joy) foram indicados?!!

Anônimo disse...

Feministas, leiam esse texto sobre pornografia, ele abriu meus olhos!!!

http://www.festivalmarginal.com.br/sexo/como-a-pornografia-cria-o-cliente/

Anônimo disse...

Denzel Washington "mediano"?!!!!
Vai se phuder anônimo!!!
Tb achei injusto o Oscar que ele ganhou do Russell pq achei o personagem do Denzel babaca, caricato e racista mas...
Você viu Malcolm X? Hurricane? Tempo de Glória?
Denzel sempre teve atuações grandiosas é um ótimo ator, mas um dos raros personagens cagados da sua carreira foi justamente esse de Dia de Treinamento!
Mas a Academia é campeã em injustiças.
Denzel merecia ganhar Oscar do tb ótimo Kevin Spacey que levou por aquele personagem chato do igualmente chato Beleza Americana.
Gwyneth Paltrow venceu Fernanda Montenegro e Catê Blanchet, Chaplin ganhou Oscar honorário perto do fim da sua vida, uma escandalosa e caricata Jennifer Lawrence ganhou de uma iluminada Emmanuelle Riva.
Selma um dia melhores filmes que já vi, não teve indicações à: Direção, Filme, ator(David Oyelowo).
Então a questão não é somente de indicações mas tb de oportunidades. Rostos bonitinhos e insonsos como Alex Petyfer, Jennifer Lawrence entre outros recebem caminhão de oportunidades a mais que talentos genuínos como: Morgan Freeman, Viola Davis, David Oyelowo, Gugu Matbha Graw, e atores latinos como:Rodrigo Santoro, Alice Braga, Wagner Moura, Gina Rodríguez, Diego Luna, Gael Garcia Bernal, etc.
Muita "coincidência" atores e atrizes loiros, jovens, bonitinhos e ricos receberem mais oportunidades em Hollywood, não é mesmo?

Anônimo disse...

A violência contra mulher tem sido romantizada principalmente no ato sexual, muitas mulheres enxergam que é isso que elas merecem e é isso que é vendido, porque não existir violência no ato sexual contra homens, eles são vistos como pessoas e nós não.

Anônimo disse...

Quem não enxerga a problemática que é essa violência provavelmente acha desconfortavel admitir a realidade, de que homens são os maiores agressores e estupradores e as mulheres são socializadas a acharem que elas tem obedecer a isso, antes era o dinheiro que as mantinham, hoje é a dependência emocional.

Anônimo disse...

Hoje ainda falamos que isso é do ser humano, que o ser humano é ruim, que o homem e o lobo do homem(homem no sentido "ser humano")
Mas nós sabemos que a maioria da violência grave são cometidas por ELES, e isso é algo que se aprende na infância, pois se não for assim então ele não será um homem de verdade.
Mas no alto do seu desconforto não eles querem admitir isso , é desconfortável saber que o problema são eles...

Anônimo disse...

A violência sexual é tão grande e já tá tão batida que estão apelando para bonecas. Vaginas de plástico infantis... e não tem nada de errado...

Anônimo disse...

corrigindo a mim mesma "nada de errado " entre aspas!!

Anônimo disse...

Os EUA cobram 46% de imposto sobre grande fortunas, e os ricos não foram embora...

Anônimo disse...

teve um comentário me chamou atenção, de uma mulher que fala que os grandes empresários e pessoas que influenciam o mundo são pedófilos, clientes entre outras coisas. As artistas são sexualizadas dessa forma, quando saem da pré - adolescência já se tornam a garota sexy, o que influenciam outras garotas.

Anônimo disse...

É muito ver o cinema americano e a qualidade de seus filmes e atores, sabem pq isso?
Pq isso é feito pela iniciativa privada, por empresas geridas pela livre concorrência e não pelo Estado, lá não tem lei Rouanet financiando bobagens com o dinheiro do meu imposto.
Isso gera filmes que não são dependentes do governo e nem lhe servem como propaganda,os melhores filmes sobre guerra do Vietnã não tratam os americanos como heróis, apocalipse Now,platoon, nascido para matar, pecados de guerra, é eles foram feitos por americanos por produtoras americanas.
O racismo também foi tratado em Mississipi em chamas,Selma, a cor púrpura, filmes que mostram o racismo na sociedade americana.
Vcs acham que um cinema estatal mostraria isso, é só ver independência ou morte, com Tarcísio Meira, na época da ditadura militar, ou Lula o filho do Brasil, do governo atual.
Será que na China um dia farão um filme falando sobre o aborto de meninas, a grande fome de mao ou o trabalho escravo? Será que em Cuba farão um filme sobre prisioneiros políticos do governo?
Viva o livre mercado no cinema e abaixo o controle estatal

Anônimo disse...

As pessoas dizem que novela influencia mas filmes porno não, me poupe né... as novelas influenciam sim pode ter uma influencia pequena como ditar a moda, é só ver a cada novela que passa, no salão sempre tem o corte mais pedido da atriz da novela, já nos eróticos como eles não ditariam o modo de transar...

As pessoas só enxergam o que lhe convém!

Anônimo disse...

Concordo.

Teve(spoiler) na minissérie Ligações Perigosas um episódio que "romantizou" violência sexual.

Em um episódio o Valmont se fingindo de "amigo" da até então ingênua Cecília, entra no quarto da garota alegando ter mensagens do Felipe(rapaz que ela é apaixonada).
Depois de entrar, ele beija a garota, a empurra na cama, tem o som dele rasgando calcinha dela, e ele tampa a boca dela.
No final ele tira a mão da boca da garota, e a câmera mostra uma expressão de "êxtase" da garota!
Felizmente a cena teve uma chuva de comentários no Twitter do programa criticando a cena, teve tb alguns(poucos) comentários tentando defender o canalha do Valmont, dizendo que como a garota "gostou" não foi estupro!!!! WTF!!
Fiquei com raiva de terem colocado a garota tendo caso com esse nojento, mas tb ela era inexperiente e foi manipulada pela pela tia vingativa.
Enfim, podia ter a cena, pra mostrar que o Valmont é um monstro e NÃO ser "romantizada"como foi.

Anônimo disse...

Eu vi falar dessa cena, o tempo todo romantizam a violência contra mulher , fazem campanhas pra denunciar mas aí na tv e no porno mostram as mulheres que elas podem até gostar e que é isso que elas merecem.

Anônimo disse...

Na indústria pop é sempre a mesma coisa da santinha a garota sexy e bissexual, porque tão comum né.

Anônimo disse...

O povo adora historinhas de ficção baseadas na GIbíblia. Isso é indiscutível. Mas isso não diz nada sobre a qualidade do filme.

Anônimo disse...



Outro dia desses bolsonazi falou mal de um livro de educação sexual que deveria ser proibido, aí tem meninos compartilhando vídeos do whats up, aprendendo a fazer sexo errado e nem sabem como por a camisinha pq nem no porno nem a escola e nem os pais ensinam isso. E esse livro foi premiadíssimo e era para pré - adolescentes.

Anônimo disse...

O curioso é que um dos principais diretores da minissérie é uma moça chamada Manuela Dias e considerada na Globo como uma das melhores roteiristas/diretoras do momento.
O que significa que uma obra Audiovisual não deixa de ser poupada de machismo cagado e desnecessário quando é mulher que escreve ou dirige. Algumas mulheres que escrevem e/ou dirigem repetem clichês machistas infelizmente.

Anônimo disse...

Indústria pop mumdial tá um LIXO!
A maioria dos cantores(as) dão ruins e cantam mal, e essa "bissexualidade" das cantoras é ridícula!!
Entenda NÃO to criticando a sexualidade de quem quer que seja, to criticando o maldito e machista fetiche quanto à bissexualidade dessas cantoras. Parece que é só pra atrair público machista que bate punheta vendo mulheres se pegando.

Anônimo disse...

Tirando a corrupção , o maior câncer do mundo é sem dúvida o machismo.

Anônimo disse...

Eu também acho, tem um monte de cantor gay assumido mais que lésbicas e não ficam de fetichinho, e nem era pra ficar mas, sabemos que esse fetiche de bissex : de lindsay lohan, britney, demi, miley, megan fox, não é a toa... Mas todas namoram com macho é claro!

Anônimo disse...

Se tentarem desconstruir a masculinidade aqui no Br vão falar que é incentivo a homossexualidade... Se tentarem tirar a prostitutas e filmes violentos de porno, vão falar que queremos castrar as pessoas. Mas isso é um efeito borboleta tudo que acontece vai acarretar no futuro, por isso essa bárbarie contra as mulheres.

Ezco Musaos disse...

Incrível como racista inventa sempre mil maneiras de negar o racismo estrutural da sociedade. Foi apontado aqui a ausência de atores negros na lista de indicados a melhor ator/atriz e esses dementes vem falar em cota, francamente. Estamos falando de representatividade e reconhecimento.

E sobre o racista que citou a NBA como prova irrefutável de que o Oscar não é racista, vai procurar o que fazer, mau caráter. Se há maior representatividade de negros no basquete é justamente pelo estereótipo de que negros só podem ter destaque no esporte, mas não que brancos sejam claramente segregados nessa área. Quanto ao Oscar, a exclusão dos negros é óbvia.

Ezco Musaos disse...

Mascu das 14:10, por que você vem perder tempo aqui então, já que tem orgulho da própria ignorância e acha que qualquer questionamento de feministas é mimimi? Ou será que o verdadeiro mimizento é você que não suporta os questionamentos feministas e têm que chorar porque ficou com o ego magoadinho, hein?

Ezco Musaos disse...

*tem

Anônimo disse...

Imagine então quando um time vai escolher um jogador e pagar salário milionário, eles não pensam: vamos escolher o melhor é sim vamos ajudar a propagar o estereótipo.
Amigo ignorante, na NBA prevalece os melhores do mundo e não questões ideológicas, agora vai brincar de fazer revolução enquanto seu toddynho não esquenta

Ezco Musaos disse...

Racista das 14:34, acontece que vários atores, atrizes, diretores negros já realizaram grandes trabalhos e foram ignorados pelo Oscar ao longo da história dessa premiação. E seu "amigo" eu não seria nem em outra encarnação.

Anônimo disse...

Quis dizer "são ruins".

Anônimo disse...

Mas é exatamente por isso que não sou mimizento, poxa!

Sempre consigo alguém pra arrumar as coisas pra mim... Rsrs

Adoro jogar a vida no nível easiest kkkkkk

Anônimo disse...

Não sou racista, só acho que as injustiças já aconteceram no Oscar com brancos, negros, asiáticos, latinos, etc.
Agora outra coisa é ficar Dr mimimi, Hollywood como foi dito no comentário das 13:01 é o livre mercado no cinema, vc deve ser daqueles que adorariam uma Ancona junto com algum Conselho popular de cinema controlando o mercado

Anônimo disse...

Ancine*

Carina disse...

Ponto de vista interessante, mas não achei machismo o modo como ele construiu a personagem, ela era tão má quanto qualquer um que estava ali. Gostei muito do filme, aliás! Acho que se fosse de um diretor desconhecido, dariam mais destaque. Depois de tudo que ele ja fez, a gente sempre espera mais do Tarantino, né? rss

Ezco Musaos disse...

15:20, se você acredita que o livre mercado no cinema é uma espécie de Deus cujo racismo e outras formas de discriminação não deveriam jamais ser apontados ou criticados e que fazer isso é apenas mimimi, por que perde tempo com isso então? Por que a luta de quem sofre na pele a falta de representatividade e deseja uma sociedade mais igualitária te incomoda tanto? Deve ser porque você não quer ver gente que considera inferior ganhar destaque, ou seja, deseja o silenciamento total de quem você considera "naturalmente inferior". Seus comentários são racistas sim, mesmo que você esperneie que não.

Anônimo disse...

Ezco, o que esse sujeitinho não suporta é:

1- ver pobre andando de avião;
2- que a filha da empregada negra estude na mesma escola que o filho dele;
3- e fica possesso ao constatar que nenhuma mulher quer ser empregada dele, recebendo um salário ridículo.

Anônimo disse...

Me digam onde está o racismo no Oscar esse ano?
Os indicados são bons, é obrigatório ter um negro por cota por acaso, é Oscar ou é ProUni?

Anônimo disse...

Ridículo vc anônimo das 17:28!!!

Não estamos falando de "cota" racista imbecil e acéfalo!!
Estamos falando de RECONHECIMENTO!! Não é possível que grandes atuações de:Michael B.Jordan e Tessa Thompson(de Creed) e do Samuel L.Jackson(uma das poucas coisas que valeram a pena em 8 Odiados) "não" mereciam indicação, e a apática participação de Mark Rylance (Ponte de Espiões) e a gritante e exagerada atuação de Jennifer Lawrence (Joy) mereciam mais indicação do que eles?!!!
Quanto ao Prouni LIXO racista, se acostume a ver os rostos de negros, pardos e brancos pobres nas universidades seu babaca preconceituoso!!

Anônimo disse...

Eu sou anônimo das 17:28, não das 18:39.

Anônimo disse...

Não entendi pq vc foi agressivo comigo.

Anônimo disse...

Ele ficou com ciúme do ezco

Anônimo disse...

Não entendi e nem concordo com o ciúmes. Eu sou homem, heterossexual, apenas concordei com ele. Pois achei que foi um comentário pertinente. Apenas isso.

Anônimo disse...

Esse ezco é uma radfem que se passa por homem

Fabianaaaa disse...

Acho nada a ver essa reclamação do Oscar ter excluído negros. Viola Davis, Whoopi Goodberg, Morgan Freeman, Cuba Gooding Jr, Forest Whittaker, aquela mulher que fez a mãe da Preciosa no filme homonimo, todos excelente atores, já ganharam o oscar. E o que esses atores tem em comum além de serem negros? Eles estão no cinema mainstream. Ou seja, no cinema que tem alto orçamento para fazer filme, o dos privilegiados. Por que vcs acham que Laranja Mecanica nunca recebeu sequer uma indicação ao oscar? Nem o filme Warriors por trilha sonora ou figurino? É, tem muito a ver com isso. E o fato é que 2015 foi um ano fraco para negros no cinema mainstream. Por que não procuram outra premiação que premie os menos privilegiados por seus filmes? Sei lá, deve ter uma.
Por isso que adoro filmes B, onde há quase 60 anos atrás a mulher mais foda do cinema (Tura Satana) dava as caras em Faster Pussycat Kill Kill, deixando de ser só um fetiche do diretor (Russ Meyer) para ser um personagem com legacia própria. Ou uma mulher negra e gorda caçando nazistas (Surf Nazis Must Die). Com tanta opção melhor por aí, caguei pro Oscar.

Ezco Musaos disse...

Anon 17:28, exatamente isso. Quanto a/ao anon 19;01, acho que ela/e se enganou, parece óbvio que a resposta foi pra esse lixo racista das 18:39.

Anon 20:30, na falta de argumento para defender racismo (se é que se pode dizer que discurso de ódio é "argumento"), cagada pelos dedos é o que há.

Lygia disse...

Independente das estrelas, e do crítico, acho que vale muito a leitura dessa crítica:

http://www.cinemaemcena.com.br/Critica/Filme/8223/os-oito-odiados

Me fez repensar o filme, e achei fantástico!
Vale a leitura da 2a metade do texto!

Anônimo disse...

Correção, confundi horários...

Peço desculpa ao anônimo(a) das 17:28!
Minha resposta foi pro LIXO racista NÃO assumido das 18:39!!!

Anônimo disse...

Anônimo(a), me engandi sobre horários kkk. Vi errado o horário não foi pra vc, kkk.
Desculpe. Minha resposta foi PRI LIXÃO das 18:39

Anônimo disse...

Oi Ezco, sou a anônima que se enganou sobre horário do comentário, já me desculpei com o (a) anônimo(a) das 17:28. :)

H Carfax disse...

Não acho o filme misógeno......eu tiro o motivo do porquê eu penso disto, com esse pequeno texto tirado do site Lullydeverdade da Lully......"Ela é tratada como uma prisioneira, e em momento algum seu gênero é motivo para ter tratamento especial, seja positivo ou negativo. Uma frase logo no início traz isso logo à tona: o personagem de Samuel L. Jackson (maravilhoso!) indaga o Carrasco sobre se aquela era a maneira de se tratar uma dama, ao que ele responde que ela não era uma dama, e sim um demônio. Daisy conquistou a reputação de criminosa perigosa, e superou os rótulos que eram impostos às mulheres na época para se tornar uma pessoa notória (especialmente por sua violência). Sem entrar em spoilers, acredito que o final também colabora para o fato do filme não ser, em momento algum, misógino."

Lucas Bueno disse...

Lola, tenho uma sugestao de crítica: The Rocky Horror Picture Show
Assisti alguns dias atrás e se tornou um dos meus musicais favoritos, tanto que já o assisti 3 vezes hahahaha Fiquei curioso em saber o que voce acha do filme, já que nao encontrei nenhuma crítica dele aqui.
Abraços, adoro ler suas críticas, sao todas muito bem escritas.

lola aronovich disse...

Oi, Lucas! Como eu adoro musicais, gostei muito de Rocky Horror Picture Show. Mas só vi uma vez, e faz tempo. E nunca vi no cinema, nessas sessões especiais em que jogam água no público (existem no Brasil?). Imagino que a popularidade do filme tenha crescido depois de As Vantagens de Ser Invisível, né? Eu precisaria ver de novo pra poder escrever algo. Lembro de quando eu era adolescente e um amigo meu, da minha idade, super reprimido, adorava cantar I'm just a sweet transvestite. Acho que até rolava alguma performance artística... Era muito bacana!

Anônimo disse...

Nâo achei o filme racista nem misógino. Como alguém já disse, a história está no contexto da época, onde negros eram niggers e mulheres eram bitches.
Porém concordo que o filme é bem fraquinho, longe, muito longe de Caes de Aluguel e Pulp Fiction, pra mim os melhores de tarantino.
Acho que ele perdeu a mão, desde Django, que também não achei grande coisa. As melhores cenas parecem que foram requentadas dos filmes anteriores.
Enfim, dá pra ver e curtir, sem sair do cinema nem dormir, mas isso é muito pouco pra um filme do Tarantino. Esperava coisa melhor.
Wagner

Anônimo disse...

Nossa que saudades de ver a lola falando de cinema, como sempre competentissima!! E a proposito, não teremos bolão do Oscar esse ano?

Anônimo disse...

Tenta analisar o filme sem a lente do feminismo, entendendo que está dentro do contexto de sua época, mostrando inclusive os absurdos preconceitos.

Anônimo disse...

Sylvie

O grande problema da violência contra a Dayse(vivida pela Jennifer Jason Leigh) não foi a violência em si, mas o tom "debochado" desta.
Se a violência fosse retratada por si só como uma característica misógina e selvagens daqueles 7 homens, seria compreensível, mas o que me incomodou MUITO foi o tom de "comédia" dada a violência sofrida pela única mulher dos 8 Odiados.
Enquanto as outras mortes eram bárbaras e tom sério, a personagem era agredida sempre em tom "engraçadinho" e isso não dá pra relevar!! Os risos tanto refletiram o preconceito por parte do público, como tb a mediocridade de um grande cineasta que errou a mão apelando pra transformar violência contra mulher em algo "divertido e vendável"!
Dá pra notar que não só eu, como muitas pessoas ndo gostaram da misoginia empregadada à personagem, tanto que o filme ganhou tanto no Globo de Ouro quanto no Critics Choice somente na categoria trilha sonora (pró mestre Ennio Moricone), e dá pra notar o fracasso do filme, pq em todos os outros filmes do Quentin, ele ganhava na categoria roteiro. É bom.esse balde de água fria pra ele ver que violência dentro do contexto é necessário, mas apelação e sensacionalismo não são e não garantem sucesso!

Rodrigo Mendes Costa disse...

A crítica do Pablo Vilaça sobre esse filme, que parte da idéia de que o longa é uma alegoria que utiliza tipos puros para falar da formação dos EUA, diz que a personagem Daisy simboliza a America, erguida em cima de muita violência. Daí o sangue e as porradas.

Pink Pepper disse...

Eu adoro essa gente que fala de "realismo" em obra de ficção.
São os mesmos bostas que defendem estupro em Game of Thrones porque "na idade média era assim".

Primeiro, a idade média foi um período gigante na história da humanidade que afetou o mundo de diferentes formas. Mas sempre se pensa numa visão eurocêntrica do negócio.

Segundo, o autor não se baseou em idade média nenhuma e sim na "idade medieval" criada por Tolkien.

Terceiro, essa mesma gente acha super ok dragões, white walkers, mulheres degoladas voltando à vida, crianças controlando animais pelo pensamento, seres míticos da floresta mas DEUS ME LIVRE MULHER SER TRATADA COMO GENTE, aí não é real, aí tá forçando a barra!

Pra justificar estupro vale qualquer bosta.

E sim, o filme do Tarantino é um imenso lixo em 70mm

Anônimo disse...

Pink Pepper,

Ele se baseaou tanto só no Tokien que encheu tudo de violência, política e sexualidade. Aham. Vá ler umas entrevistas em que ele cita fatos históricos nos quais ele se baseou pra criar alguns eventos.

Anônimo disse...

O interessante é que esse tom "debochado" da violência contra a Daisy é (fora ela ser caricatural) também por ela estar cercada de homens e, mesmo assim, apanhar mais do que todo mundo. É como se o Tarantino apontasse o dedo pras pessoas e dissesse: "vocês aceitam uma mulher ser brutalizada só porque alguém disse que ela merece". E nunca revela o crime dela, justamente pra não cortar essa linha e não deixar que as pessoas escolham se ficam do lado da Daisy ou não. Gosto de pensar que, no fim, descobriríamos que ela matou um marido violento. Mas também achei incrível o Tarantino não dizer.

PS: revi Pulp Fiction ontem e notei uma tremenda semelhança entre a Yolanda (a mulher que assalta a lanchonete com o namorado no começo/fim do filme) e a Daisy, até no modo de falar.

Renata disse...

Puxa! Eu ameeeeei a Daisy, na verdade amei e odiei ao mesmo tempo, achei ela uma anti-heroína incrível e achei a atuação da Jennifer Jason Leigh sensacional, eu tinha a impressão que a intenção do Tarantino era pro público odiar todos os personagens, e acho que a Jennifer conseguiu criar uma mulher odiosa mas que em muitos momentos eu vibrava quando dentro daquela situação super opressora ela soltava algum comentário cheia de sagacidade, achei uma personagem forte que eu ia amar interpretar. Ah e ainda tem a cena em que ela toca violão enquanto seu algoz toma veneno, melhor cena do filme!!!!

Maria Clara disse...

Oi Lola, tudo bem? Primeiramente gostaria de ressaltar que adoro seu blog e sou feminista também, mas vi o filme com outro ponto de vista, e vim aqui deixar minha opinião, não sei se você irá concordar.

Gosto muito do Tarantino, justamente por ser um dos poucos cineastas atualmente que não representam a figura da mulher através de estereótipos frágeis, passivos e meramente alegóricos para as histórias. Ao assistir os 8 Odiados, me incomodei muito com a violência sofrida pela Daisy ao longo do filme (e mais ainda com os espectadores que pareciam achar graça na violência sofrida pela personagem). Fiquei um tempo depois tentando digerir qual a intenção do Tarantino ao fazer isso, e tirei algumas conclusões.

Levando-se em consideração os filmes de faroeste que já assisti, fiquei surpresa pela participação ativa de uma mulher na história, e mais ainda, pelo fato dessa mulher ser uma bandida famosa e procurada, até porque esse gênero de filme era voltado para um público mais conservador. Passada a sensação de surpresa, logo começaram as agressões. Foi aí que estranhei a postura do Tarantino, será que ele tinha colocado ela ali pra apanhar e depois mostrar sua fraqueza diante dos outros personagens masculinos?
Só que não parei por aí. Comecei a analisar e percebi que em nenhum momento ela se deixa intimidar pelas ameaças, ofensas e até mesmo agressões, e planeja sua própria vingança, que é, aliás, como você ressaltou, a parte em que o filme começa engatar. Convenhamos, se tirássemos a Daisy da história, ninguém suportaria assistir um filme tão longo sem dormir no cinema, rs. Outra coisa que você citou é em relação aos negros, não é a primeira vez que o Tarantino usa ofensas tão pesadas contra eles. Mas analisando seus outros filmes, assim como as mulheres tem um perfil forte, os negros também tem (spoiler: não é a toa que em Django, apesar de toda humilhação, há uma reviravolta e o casal de negros encerra o filme como heróis). Tudo isso me leva a crer que, a intenção do Tarantino não é desmerecer estas minorias, mas mostrar o preconceito sofrido por elas, e fazer uma crítica ácida a esse preconceito, fazendo isto através da maneira mais radical possível: a ultraviolência. O Tarantino ressaltou que, o número 8 tinha um simbolismo especial para ele, e que aparece em vários elementos do filme. Em uma crítica que li, mencionaram que talvez o número 8 faça referência também às minorias que são representadas no filme e que sofrem preconceito ainda hoje, como os negros, as mulheres, os idosos, os estrangeiros (latinos), e outros dos quais não me recordo. Acho que a violência e o preconceito praticado pelos personagens do filme é uma caricatura exagerada do típico americano conservador que adora humilhar minorias, e grande parte do público, que se enquadra neste perfil, cai em uma armadilha do Tarantino, que é achar graça do seu próprio comportamento, representado ali na tela, e o que deveria ser tido como uma crítica, acaba sendo interpretado como uma piada, por aqueles que não compreenderam o objetivo do filme.
As agressões e ofensas racistas são desnecessárias? Sim, mas creio eu que foi a forma do Tarantino dizer: "olha só o que vocês fazem com os negros e mulheres na sociedade, isso não é engraçado, isso geralmente não termina em boa coisa".

Enfim, ao comparar o filme com Jackie Brown, Kill Bill, Pulp Fiction, Cães de Aluguel, À Prova de Morte, Django e Bastardos Inglórios, onde minorias têm papel de destaque, não acredito que ele iria " errar a mão" tão bruscamente em Os 8 Odiados. Talvez eu esteja equivocada, mas foi desta forma que vi. Espero sua opinião em relação a esse ponto de vista, para contribuir com minhas visões.

Beijos!

Anônimo disse...

Desculpa, mas quando o feminismo te faz só enxergar uma mulher apanhando, bom, é hora de refletir um pouco.

Galomortalbr disse...

O pessoal chato do politicamente correto

Anônimo disse...

Que chato não poder chamar negro de "macaco" nem ter direito de encoxar mulheres em conduções, nem chama-la de "bucetuda", ou agredir ou estuprar sem ser punido, em paz né seu LIXO?
Quanto mais "chato" mais evoluído o Mundo.
Chora mais fracassado de porão das 11:26, galomortalbr!!
Vai pedir Todynho pra mamãe seu viadinho mimizento, preconceituoso e escroto.

Marcelo Lopes Vieira disse...

Ótima resenha e suas críticas são pertinentes, mas a contextualização histórica atenua certos abusos por você apontados. Qdo assisti pela primeira vez o achava menor dentro da filmografia do Tarantino, mas hj em dia, só perde pra Kill Bill, Cães de Aluguel e Pulp Fiction pra mim, empatando com Django e Bastardos Inglórios numa nota 9,0... Tbm fiz uma resenha pro filme no meu blog... se quiser conferir, segue o link https://gavetadebagunca.wordpress.com/.../os-oito-odiados/... Abraços...

Valeria L. disse...

Excelente artigo e revisão. Filmes de Tarantino é bastante complexa e estruturada, que não deixa de ser bom. Além disso ele caracteriza-se por uma trilha sonora que escolher de forma metódica e um elenco com plenamente capaz de trabalhar bem seus atores de caráter. Pessoalmente, acho que A versatilidade de um ator pode levar ao sucesso, desta vez Walton Goggins desempenha na Vice Principals série
vice-presidente ambicioso para alimentação que atenda Neal Gamby (Danny McBride) e ambos querem ser o diretor da escola, então eles vão fazer o seu melhor para obtê-lo. Deixamos para trás os personagens Walton sobre o escudo como o detetive ou filmes como "Os 8 odiados" , por isso mostra que você pode ir do drama e suspense para o cómico como nesta série