sábado, 28 de novembro de 2015

GUEST POST: PELO FIM DA VIOLÊNCIA SIMBÓLICA CONTRA A MULHER

Simone Baía (foto abaixo), engenheira química e diretora da Mulher da Federação Interestadual de Sindicatos de Engenheiros (Fisenge), enviou este texto pra cá, texto que faz parte dos 16 Dias de Ativismo. As ilustrações são de Thaís Linhares. 

“E se... você fizesse uma dieta, uma plástica ou alisasse o cabelo?”. Estas são algumas formas de expressão de violência simbólica que nós, mulheres, passamos todos os dias. A campanha #primeiroassédio nas redes sociais trouxe à tona diferentes formas de violência contra a mulher. Uma das violências invisibilizadas e naturalizadas pela sociedade é a violência simbólica. Nossos corpos são inseridos em um código de subalternidade e normatividade. Para Pierre Bourdieu, a violência simbólica é o meio de exercício do poder simbólico. Esse sistema de dominação que vem desde o simbólico pode chegar à violência física. Afinal, estamos falando sobre dominação e propriedade de corpos e vidas.  
Os principais motores da violência simbólica são a mídia, o próprio Estado e algumas religiões fundamentalistas, que impõem determinados sistemas de crenças, nos quais temos de nos enquadrar. E esses códigos são reproduzidos por homens e mulheres. Nossas crianças negras sofrem todos os dias com o racismo que, praticamente, impõe um cabelo liso e “arrumadinho”. Esse é apenas um dos cenários, pois ainda temos as violências simbólicas sofridas por pessoas gordas, idosas, transexuais, com deficiência, por exemplo.
 

Nossos corpos são questionados desde a infância, adolescência, maternidade até na terceira idade. 
Isso porque vivemos em uma sociedade fundada no patriarcalismo, com todas as cobranças e imposições direcionadas às mulheres. A violência simbólica legitima o discurso dominante e as práticas de discriminação. E essas narrativas são reforçadas pela mídia, tanto em seus programas de jornalismo quanto em suas propagandas. Afinal, qual a representatividade das mulheres negras nas novelas? São personagens exercendo papéis de servidão e com corpos objetificados. Na propaganda, o modelo eurocêntrico branco e corpos magros são ditos como o padrão e o saudável. Os meios de comunicação produzem subjetividades alinhadas ao sistema hegemônico, que é capitalista, machista, racista e LGBTfóbico, e tudo isso gera capital simbólico.  
Recentemente, o presidente da Câmara dos Deputados apresentou o Projeto de Lei 5069, que dificulta e praticamente impede a mulher a ter acesso à pílula do dia seguinte em casos de estupro. 
Assim funciona o discurso de dominação, que subalterniza e nega às mulheres  direitos sobre o corpo, promovendo práticas misóginas. O país tem uma taxa de 4,8 homicídios para cada 100 mil mulheres, a quinta maior do mundo, conforme dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) que avaliou um grupo de 83 países.  
Para combater essa ofensiva no Parlamento e os discursos de ódio na sociedade, é fundamental o debate de gênero nas escolas. Embora tão temido pelos setores conservadores, é fundamental que esse debate esteja transversalizado na educação. O Enem sinalizou de maneira pedagógica o necessário enfrentamento às narrativas machistas impostas.

Precisamos falar sobre gênero. Precisamos falar sobre machismo. Precisamos falar sobre violências simbólicas e físicas. Apenas com o debate, iremos descortinar silenciamentos de mulheres historicamente oprimidas.  

132 comentários:

Anônimo disse...

O troll das 12:06 sonha com mulher mais bonita e inteligente que ele. Isso também é uma violência simbólica contra todas as mulheres, já que todas preenchem o requisito e ninguém merece ter um cara lixo assim te desejando.

Anônimo disse...

Lola postando esses textos porem coloca uma foto de capa no blog quando era bonitinha... que contradiçao heim?

Anônimo disse...

A foto é para trolls como vc falarem com a mão dela. Mascu já é chato, mascu burro então... tá difícil

Anônimo disse...

Acho que vcs precisam assistir as novelas da Angola,onde TODOS os atores e figurantes são negros...

Anônimo disse...

Em uma sociedade machista ser mãe é um puta prejuízo.

Anônimo disse...

Corpos magros são ditos como saudáveis

E por acaso ser gordo é saudável? Uma coisa é vc trabalhar a discriminação que obesos sofrem na sociedade, outra é vc querer dizer que é saudável e bom ser gordo.
Se vc falar que a obesidade traz malefícios à saúde agora vc será parte da opressão da sociedade opressora capitalista.

Anônimo disse...

Conheço vários gordinhos e gordinhas que são saudáveis

E mesmo assim sofrem com a discriminação do dia a dia, e sao acusados falsamente de nao serem saudáveis.

Alguém fica debochando de doença ? Se acham que gordo nao é saudável, entao porque debocham ? (coerência mandando lembranças)

Isso nao é preocupação com gordo nao, e nem com saúde
é só um "jeitinho" de justificar o preconceito

Anônimo disse...

Queremos negros sendo bem representados no Brasil também já que a população daqui é 50% negra.

E ser mãe numa sociedade machista é prejuízo sim. Tomara que a taxa de natalidade caia cada vez mais. Se o governo quiser uma boa taxa de reposição e população jovem para o trabalho vai ter que oferecer vantagens e privilégios a mulheres mães. É assim que tem que funcionar. Chega das mulheres arcarem com um trabalho reprodutivo e de cuidado com crianças sozinhas - do qual toda a sociedade vai beneficiar depois - e ainda serem discriminadas por isso.

ps: não tenho nem pretendo ter filho.

Rafael disse...

Conheço vários gordinhos e gordinhas que são saudáveis

Cuidado com esse argumento. É o mesmo que dizer: "meu avô sempre bebeu cachaça e morreu com 90 anos"...

Anônimo disse...

Rafael,

acho que se voce tivesse terminado de ler meu comentário, teria entendido o que eu quis dizer.

Vicky_ disse...

Se com gordinhos querem dizer "peso extra"(maldito IMC), sim, existem os/as saudáveis.
Não estou dizendo que é saudável ter 150 quilos, mas que nem toda pessoa com 80kg é doente, pelo contrário, parte delas tem o organismo em equilíbrio nessa massa.

É necessário contabilizar a parte genética, há pessoas super enguias que não importa a dieta maluca que sigam, não vão ficar bombadas. E há pessoas que comem muito Carboidrato e não engordam ou desenvolvem problemas graves, mesmo na velhice.

O importante é a pessoa achar seu ponto de equilíbrio e unir ao bem estar psicológico. Obviamente, discriminar uma pessoa gorda, independente da genética dela, é sacana.

Sei disso não por que um dia sofre com gordofobia, mas por ter ouvindo cada comentário tosco que algumas amizades com pessoas gordas próximas já aguentaram.

Anônimo disse...

Violência simbólica contra as mulheres é ficar respondendo ômi troll em um blog feminista, desviando o assunto do post nos comentários.

Rafael disse...

Eu li anônima, é que eu acho palhaçada esse paralelo entre magreza e saúde.

Tem gente gorda e gente magra. Gente doente e gente saudável. Uma coisa não deveria ter relação com a outra.

Melhor: ser gordo (não falo de sobrepeso) é como beber, fumar, comer muito açúcar e outros hábitos que prejudicam a saúde.

Todo mundo exagera em algum deles, mas a implicância é só com o gordo. Errado.

Kittsu disse...

https://pt.reddit.com/r/AskReddit/comments/3ulqvs/seriousfemales_in_military_how_common_is_sexual/

Poucas vezes na vida senti o nível de revolta e ódio que estou agora ao ler um relato. Vai lá ser querer ser tratado como mulher, você vagabundo que quer ter os "privilégios femininos". Vai lá, te desafio a se ver na mesma situação e se achar o máximo por estar passando por isso. Inadmissível.

Anônimo disse...

Viram que o James Deen, o ator pornô "feminista" estuprou a ex-namorada, a também atriz pornô Stoya?

É assim que o pornô empodera mulheres! ^^ #privilegiocis

Cão do Mato disse...

Uma vez um médico, numa entrevista de televisão, disse que praticamente não existem idosos gordos. Principalmente acima dos 70 anos são todos magros. Obesidade diminui a expectativa de vida.

Anônimo disse...

Pessoas gordas incomodam no metrô e no ônibus, se vc conhece alguns gordinhos saudáveis e conheço VÁRIOS que possuem problema de saúde.

Anônimo disse...

Falar que determinado tipo de cabelo deve ser o padrão de beleza é errado, agora isso não significa que pessoas que não possuem o cabelo liso não devam cuidar da vaidade.
Conheço várias negras e brancas de cabelo ondulado que possuem um cabelo bonito pq cuidam dele, sem precisar alisarem.
Agora o que vejo é algumas radicais se sentem incomodadas com a vaidade dessas mulheres

Anônimo disse...

Anonimo da 22:38

porque eles te incomodam no metro e no onibus ? porque sao maiores ?

entao as grávidas também te incomodam !?

meu Deus !!! paciencia pra ler isso !!!

eu me incomodo muito, no metro e no onibus,
quando ao entrar algum idoso ou alguma grávida, o jovenzinho que está sentado no banco preferencial finge que está dormindo.

Anônimo disse...

Cão do Mato,

nao sei onde esse médico vive,
mas vejo muitos idosos gordinhos sim.
Se são saudáveis ou nao, eu nao sei
mas isso nao é da minha conta
e nem da sua.

Vicky_ disse...

Privilégio Cis? Me afastei de quase todos os sites que usam o termo. Já vi cada absurdo no Tumblr também.
Só não tiro print de alguns posts do Tumblr por preguiça.

Uma mulher ter uma criança ou mais, em um mundo correto, não lhe acarretaria mal, no entanto, na sociedade atual, obviamente é prejuízo.
Não, não estou falando mal das crianças, caralho. Falo do Patriarcado e tudo que o apoia. Nesse caso, tudo o que vai de ruim para uma mulher que agora TAMBÉM é mãe.

(Sendo mulher, empregos e respeito já é uma completa batalha, mas se adicionar ser mãe, pior o que enfrentará)

Anônimo disse...

O pais do meu padrasto eram bem gordos. Morreram com mais de 80 anos.
Minha avó é gorda. Está com 83. A irmã dela que morreu ano passado era gorda também. Morreu com 80. Se depender dos exemplos que tenho a minha volta nunca faço dieta. Melhor comer à vontade , morrer gorda com mais de 80 do que viver de dieta...

Com mais de 90 não conheço nenhum gordo mesmo. A única velhinha com mais de 90 que conheço sempre foi magrinha.

Anônimo disse...

Não me surpreende que o James Deen seja um estuprador, nos poucos vídeos que vi dele são sempre violentos.

Anônimo disse...

Gordo ou não, ninguém deve saúde a ninguém.

fernanda melo disse...

Acredito que a maioria das mulheres que vem dizer que ser mae é prejuízo nem são mães. Acho que dificulta um pouco as coisas sim mas se tudo que for difícil a gente para de fazer então como fica? Eu tenho sorte de sendo mãe solteira como já disse aqui ter apoio da família e ter conseguido creche pra minha filha e ainda bem quando preciso faltar minhas gestoras entendem. Eu dou muito duro no trabalho e por isso sou reconhecida. Sou privilegiada por isso mas creio que o caminho não seja evitar as dificuldades mas enfrenta las. Acho que podemos ser feministas e mães. Não somos nós que devemos sonhar menos ou desistir é o mundo que tem que mudar cada vez pra melhor.

Anônimo disse...

Violência simbólica é empurrar a maternidade goela abaixo;

Violência simbólica é romantizar e sacralizar a maternidade;

Violência simbólica é manter mulheres emocionalmente dependente de marido e filhos;

Violência simbólica é não separar a figura da mulher da figura da mãe;

Foi mal aí, Fernanda. Mas o atual modelo de maternidade é sim um gigantesco prejuízo físico, emocional, financeiro e social para TODAS as mulheres. Mães ou não.

Jane Doe

Anônimo disse...

Agora até ser mãe incomoda as feministas

fernanda melo disse...

Não quer ser mae não seja cada um com.seus problemas. Ninguém é menos mulher por que é mãe. Leia o post sobre a cagacao de regra valeu

fernanda melo disse...

E gata seu modelo de maternidade quem cria é você. Não se prenda as regras socias não. E se não quiser ser mãe não seja. Mas com certeza tem gente sendo muito feliz com a maternidade querendo você ou não

Cão do Mato disse...

Pronto! De repente, agora todo mundo conhece trocentos gordos com mais de 100 anos de idade..

Cão do Mato disse...

Ha, outra coisa: vamos parar com esse negócio de "gordinho"! Gordinho não é gordo! É claro que, quase se fala em idosos magros, não é necessariamente magro estilo "pau de virar tripa". Mas é claro que idoso "gordão" é bem menos comum...

Cão do Mato disse...

Anônimo das 8:40, isso deve ser medo delas se descobrirem feministas apenas teóricas. É o temor de, na prática, fracassarem e acabarem criando um monstrinho machista..

Anônimo disse...

Não estou cagando regra. Estou fazendo uma constatação.

Não disse que ser mãe traz obrigatoriamente infelicidade. Conheço inúmeras mães que são muito felizes com seu filhos - essas não me perturbam. Porém conheço a mesma proporção que são infelizes e fazem da vida do seus filhos um inferno. Essas me perturbam. Fui vítima de uma, por sinal.

Acabar com o mito do amor materno - veja COM O MITO, não com maternidade - é decisivo pra libertação das mulheres...

Jane Doe

Anônimo disse...

Só pra constar:

Não haver suporte para as mães (creches, licença PARENTAL- e não só maternidade, etc.) e para as crianças na primeira infância não só é violência simbólica, mas institucional contra as mulheres e crianças.
O um dos motivos pelo Estado e sociedade se eximirem dessa responsabilidade é o mito do amor materno.

Jane Doe

Anônimo disse...

Agora além de eu sustentar um governo corrupto com uma das maiores cargas tributárias do mundo eu vou ter que sustentar mães solteiras.
Pq vc não os pais se responsabilizarem pelis filhos que põem no mundo.
Não me venha com aquele papo d aiiinn eu não tive orientação, pois TODO MUNDO sabe que fazer sexo faz filhos, pode ser em São Paulo ou em uma tribo isolada na Amazônia

Anônimo disse...

Anon das 09:42 "mimimi meus impostos":

Quantas pessoas você ensinou que camisinha tem que ser usada em todas as relações?

Quantas pessoas você ensinou que anticoncepcional é pra tomar um por dia, todo dia na mesma hora?

Quantas pessoas você ensinou que quando colocar a camisinha, tem que deixar sem ar e com um espaço na ponta, pra ela não estourar?

Quantas pessoas você já ensinou que alguns antibióticos cortam o efeito da pílula?

Quantas pessoas você já ensinou que se a mulher vomitar ou tiver diarréia, a pílula tomada naquele dia não é absorvida e não faz efeito?

Quantas pessoas (homens principalmente) você já ensinou que não pode deixar de usar camisinha, porque casamento/relacionamento fixo não protege contra AIDS nem outras DSTs?

Quantas mulheres você ensinou que o maior grupo de risco de AIDS no Brasil são as mulheres compromissadas e fiéis, e por isso elas não devem jamais aceitar transar sem camisinha?

Contracepção, filhote, precisa ser ENSINADA. Você não pode dizer "Ah, já existe camisinha então nada mais precisa ser dito". Você nasceu sabendo ler? Escrever? Ligar um computador? Coosturar? Cozinhar? Ninguém nasce sabendo nada disso, assim como ninguém nasce sabendo se prevenir pra não engravidar. Nem falar você nasceu sabendo, teve que aprender! Agora quer que as pessoas nasçam sabendo se prevenir contra gravidez? O que você andou fumando, cara? A mesma coisa que detonou o cérebro do Kurt Cobain?

Cão do Mato disse...

Anon das 10:07, a responsabilidade de conscientizar sobre prevenção de gravidez/DST é do ESTADO! Era só o que faltava, eu ser responsabilizado pela trepada alheia...

Anônimo disse...

Vá até uma tribo isolada na Papua Nova Guiné, aquelas realmente sem contato nenhum com a civilização Ocidental e pergunte : como os bebês são feitos? Eu te garanto que ele vai responder da maneira certa.
Após isso fale assim para eles: olha lá no minha terra existem pessoas que não sabem, pq elas são pobres e sem orientação, nós precisamos pagar para essas pessoas bolsas com o dinheiro dos trabalhadores, pois elas são coitadinhos.
Agora o que vc citou são casos de exceção, a GRANDE MAIORIA das pessoas o que está fazendo e mesmo assim fica colocando filhos no mundo sem a mínima responsabilidade e querendo que i Estado, a escola , os avós, os vizinhos, etc. Cuidem de seus pirralhos

Anônimo disse...

Jane Doe,
Concordo 100%!
Fernanda Melo,
Querida não se trata de uma questão individual! Não é contra a maternidade! É contra o uso que o patriarcado faz dela, entende?

Anônimo disse...

E onde esta a opinião do "trool" das 12:06? O que ele opinou?

Anônimo disse...

É porque lá só tem negros !Aqui somos misturados mas ninguém nem os próprios negros aceitam o resultado desta mistura.As pessoas chamadas de sarará são discriminadlas por todos.Brancos demais são qeueshtiotnados po que não vão à praia.Sou branco das olhos azuis e cabelos ruivos .Na infância fui apelidado de ferrugem...lesma....barata descascada.

Vicky_ disse...

A caixa de comentários de um post sobre violência simbólica contra as mulheres mostra o quanto precisamos combater a violência simbólica contra mulheres.

Estou nessa com a Jane, chega de romantizar filho, chega. E que não demore para cada escola ter educação educação não-opcional.


Que cada mascu morra seco.
Que cada mulher se torne feminista(radical? Óbvio).

Anônimo disse...

Ninguém precisa de incentivo para ficar grávida "aiiii...a maternidade é linda".
O mundo já tá cheio de gente, e a maioria das pessoas terá filhos.

O que as pessoas precisam saber é que elas nao precisam ter filhos,
elas nao serao menos mulheres por isso,
homens nao serão menos homens por isso,


Só deveria ter filho quem quer. E ainda assim, no meu mundo ideal de fantasia, depois de fazer um curso que comprovasse que realmente está disposto a amar e cuidar da criança.

Anônimo disse...

Anon das 12:19

Entendo suas reflexões, e concordo com elas no geral. Mas cuidado, sua última frase soa fascista.

Anônimo disse...

Anon das 12:23

a gente precisa fazer prova pra entrar na faculdade,
pra tirar carteira de motorista,
precisamos de visto para entrar em alguns países,
provas, algumas vezes, para conseguir emprego,
e soube de alguns casais que até fizeram curso de noivos em suas igreja,

Se você quiser adotar um filho, você terá de passar por uma preparação sim, para conseguir a sua habilitação para adotar,

mas porque para filhos biologicos nao é exigido o menor preparo ? tá, o corpo é da mulher e ela faz o que quer.

Mas é um vida !!!

eu estou cansada de ver muitas crianças planejadas sendo tratadas como estorvo,

claro que tudo que falei é utopico (nunca vai ter um curso desse),
porque muitas pessoas também engravidam sem querer, e daí nao dá pra fazer nada (o que nao quer dizer nao serão bons pais, muitos sao excelentes pais),

mas...para quem realmente planeja ter filho... deveria no minimo, estar disposto a amar e cuidar.

muitas vezes, ao defender a descriminalização do aborto, vejo pessoas falando " daí nao quer ter o filho e depois fica maltratando...o que é muito pior pra criança". Eu acho essa generalização muito feia, primeiro, porque nao é porque a pessoa talvez optaria pelo aborto, que ela vai maltratar a criança caso nao pudesse abortar, uma coisa nao tem a ver com a outra. Maltratar alguém pode ser contra os valores daquela pessoa, e ela jamais o faria. E segundo, muitas crianças maltratadas podem sim ter vindo de casais que desejaram e planejaram essa criança, ou que sao contra o aborto. E aí ? Como faz ?

Nao gosto dessa ideia de priorizar adulto
Você reparou que bater é injustificado em todo mundo, menos em criança, daí é "só uma palmadinha pra ele aprender que é errado", "ah, tem criança que é dificil", "melhor apanhar em casa que na rua"...e por aí vai. (deixo claro, eu discordo de bater, em qualquer pessoa)

Desculpa o desabafo. É que eu sou indignada com essas coisas.

Anônimo disse...

Cão do mato, segundo você um "médico" disse que é difícil passar dos 70 sendo gordo. Eu pensei na minha família e agregados e contei QUATRO gordos que passaram dos 80!!
Minha vontade de fazer dieta continua nula...

Odara disse...


Eu acho muito importante o feminismo debater a questão da maternidade!
E é bem difícil pois as pessoas nem sempre conseguem o distanciamento necessário para pensar no assunto... As mães amam seus filhos e vêem nesse debate quase que uma afronta à esse amor. Mas não é !!!
A maternidade é imposta como único caminho possível as mulheres desde muito cedo. Os "brinquedos de menina" do mercado são, em sua grande maioria, direcionados para o "treino" de mãe e dona de casa! Tem uma marca de bonecas que se chama "Little Mommy" e o slogan é "porque em cada menina há uma futura mamãe" ou alguma coisa do tipo.
O que precisa ser entendido é que as críticas não são em relação a maternidade em si mas a imposição desta como caminho obrigatório para todas as mulheres. Não é !!!! É uma opção e bem trabalhosa por sinal :)

Anônimo disse...

Feministas sempre problematizaram a maternidade. Vocês só descobriram isso agora???
Qual o problema? Temos que todas que engravidar e parir por acaso?
Por que somos mulheres?
Por que está escrito na bíblia pra 'crescer e multiplicar'?

Poupe-nos.

Se querem trollar blog feminista pelo menos se atualizem nos assuntos.

Anônimo disse...

Nossa Lola esse post veio a calhar...

Hoje vi uma publicação de um conhecido onde ele defendia o estupro de garotas de 12 anos e ainda tinham amigos apoiando. O que mais me entristece é que eu conheço ele e ele tem uma namorada (não sei a idade, mas é bem nova). Eu tenho medo do que ele possa fazer com ela, mas não tenho condições de denunciar sozinha esse absurdo pois moro numa cidade maior pequena e tenho medo das consequências. Também acho que ele é "chaner", porque ele tem umas postagem desse tipo de fórum.

Se alguém puder me ajudar a denunciar isso para as autoridades ou pelo menos divulgar na mídia, o post é esse aqui: https://www.facebook.com/photo.php?_rdr=p&fbid=134460293585601&id=100010648937017&refid=52&set=a.127761400922157.1073741826.100010648937017

Muito obrigada a quem puder ajudar...

Anônimo disse...

Anon das 13:51


antes que ele possa deletar,
da um print e manda pra polícia

Anônimo disse...

Pena que nao é hilário, e sim, triste e nojento, esse povo que finge que está preocupado com o gordo e sua saúde, mas na verdade só quer ter uma justificativa pra respaldar o que tem dentro de si...a vontade de ofender as pessoas.

Anônimo disse...

A obesidade é um problema de saúde muuuiitos kilos depois de ser uma imposição estética!

Anônimo disse...

esse pessoal que despreza o gordo,
por acaso,
tem mae ou pai que sao gordos ? tios ? avos ? irmaos ? sobrinhos ?
Em caso afirmativo,
Voces tem coragem de falar isso na cara deles ou só destilam odio aqui na internet ?

(e nao, nao venham com o mimimi saúde, porque sei que voces nao estao preocupados)

Anônimo disse...

Crianças são responsabilidade da sociedade INTEIRA!!!
Ou você achou que só as mulheres tem que se ferrar pra criá-las sozinhas e depois toda a sociedade se beneficia disso? Nã nã ni nã não. Vai pagar imposto sim! Seu dinheiro não vai servir só pra pagar videogame e puta não.

Tem que ter escola de qualidade, saúde de qualidade, CRECHES!!! tudo pago com o seu dinheiro e o dinheiro de todo mundo, dinheiro de imposto de homens e mulheres.
E digo mais, homem tinha que pagar mais imposto que mulher. Isso mesmo. Mulheres trabalham mais, fazem o trabalho reprodutivo e de cuidado SOZINHAS e os machos só no bem bom. Eu ainda tenho que aturar macho dizendo que licença maternidade é privilégio.
Se eu tivesse poder eu arrancava o coro desses vagabundos.

Anônimo disse...

Lola

Meio fora do assunto do post ,mas meio à ver com o assunto também :

Você viu uma charge que anda circulando por aí imitando a revista Charlie hebdo mostrando o anus da Dilma, com um monte de xingamentos de baixo calão ?
Eu vi no FB e denunciei o post, vamos ver se o FB dará aquela resposta padrão de que " não viola a política do site " ..
Acredito que todos nós devemos denunciar essa charge de alguma maneira, é agressiva, sexista , machista e tudo o mais....criminoso !!!

Maria Valeria

lola disse...

Ñ vi ñ, Maria Valéria. Como não estou no FB acabo não vendo 99% do que rola por lá (ainda bem, às vezes!). Se vc quiser passar o link... Já pedi pro pessoal no Twitter denunciar os pedófilos que postaram uma menina tomando sorvete só pra poderem escrever coisas escrotas. Os caras realmente não têm nada melhor pra fazer com o tempo deles?

Anônimo disse...

E as filhas de militares que recebem PENSÃO ETERNA,só por ser "mulher"??
Guarda compartilhada já ouviu falar??Tem muitos homens querendo cuidar dos filhos mas A MULHER NAO DEIXA,FAZ ALIENAÇÃO PARENTAL!!!Meu irmão tá passando por isso, e o Estado não tá fazendo nada para ajudá-lo a cuidar da filha.
Mas depois Reclamar que CUIDA DO FILHO SOZINHA é fácil,né??
Miga,vem um pouquinho pra realidade e para de generalizar,ser ativista sexista de internet é fácil né?

Anônimo disse...

Lola, vou mandar a imagem pro seu Mail, fica mais fácil, pois vc não tem FB....não adianta mandar link que vc não comseguira ler....dai vc me ajuda a denunciar essa pouca vergonha !
Bjs
Maria Valéria

Anônimo disse...

Lola,

esse link que a anonima passou,
o pessoal vai denunciar pro face pra excluirem a postagem ?
mas nao tem como enquadrar o cara em algum crime ? da pra denunciar pra polícia ?

Eu cliquei no link, é no nojento,
para quem ainda nao,
clique também em um dos comentaristas da foto,
procure as postagens dele,
veja se ainda consta lá (acho que era o dia de hoje), uma postagem sobre preservativo. tem que denunciar também !!! reparem no que ele escreve. e ainda tem gente que curte !

Anônimo disse...

Cão do Mato é o seguinte: se você reclamar mimimi meus impostos pagando comida pros filhos dos outros sem apoiar educação sexual, como fez o idiota das 10:22, é isso que você vai ouvir. Já que não quer seus impostos pagando comida pros filhos dos pobres, você faz o quê pra evitar gravidezes indesejadas? Ah, aproveitando que estou perguntando, vestiu a carapuça por que? Também não quer seus impostos pagando coisas pros pobres?

Anon das 10:22 o que eu quis dizer, criatura estúpida, é que você não pode simplesmente chegar pras pessoas e dizer "Não façam mais filhos pra meus impostos não serem gastos com vocês". Pra que uma pessoa não tenha filhos, é preciso ENSINAR a elas como se prevenir e fornecer os métodos pra isso, mula acéfala. Não quer pagar bolsas pra filho de pobre? Então cobre do governo educação sexual e ampla distribuição de contraceptivos, anta. Não fique "mimimi meus impostos sustentando gente pobre".

Anônimo disse...

14:48 então culpe o machismo, já que ele é quem diz que cuidar de criança é coisa de mulher e só de mulher. Chorar num blog feminista que as mulheres são feias, bobas e caras de mamão não vai ajudar você nem seu irmão em nada.

Eric Musashi disse...

Se partir do ponto que o sistema público de saúde é bancado por todos, deve sim.

Eric M. Souza disse...

Dizer que uma característica transmitida pela seleção natural é mito é dose, heim. Mas é óbvio que há mulheres que não se devotarão aos filhos quando nascerem, sempre nascem características diferentes, e hoje isso nem é mais motivo para selecionar ou decretar a morte do filho, como seria vivendo nas cavernas.

Cão do Mato disse...

Anon das 15:22, antes de mais nada, modere sua linguagem! De onde você tirou que eu sou contra a aplicação de impostos em programas sociais? Só não quero que o Estado venha jogar nas minhas costas uma responsabilidade que é dele. Sacou?

Anônimo disse...

É preciso ensinar isso por acaso? Eles ainda não aprenderam?
Camisinha tem em qualquer posto, ah já sei, ohhh coitadinhos eles não sabem que é preciso usar camisinha para evitar filhos.
Que obrigação eu tenho de sustentar pirralho de pobre, rico ou de quem quer que seja? Nenhuma.
Cadê o pai da criança?http://www.choradaria.com.br/novinha/
Essa imagem reflete bem a situação

Anônimo disse...

"Guarda compartilhada já ouviu falar??Tem muitos homens querendo cuidar dos filhos mas A MULHER NAO DEIXA,FAZ ALIENAÇÃO PARENTAL!!!Meu irmão tá passando por isso, e o Estado não tá fazendo nada para ajudá-lo a cuidar da filha."

homem querendo ficar com filho hahahahahahahahahahahahahahahhahahahahah pera vou rir mais hahahahahahahhahahahahahahahaha ai ai

especialmente se já tiver casado de novo

mas pedir a guarda exclusiva faz o saco cair sabe, quem vai olhar as quiança né? provavelmente outra mulher... a avó, uma babá

Vivi disse...

Pro cara que acha que em Papua Nova-Guiné as familias se organizam da mesma forma que aqui: http://www.chrisknight.co.uk/wp-content/uploads/2007/09/Early-Human-Kinship-Was-Matrilineal1.pdf

O mundo é maior do que aquilo que você conhece. Em muitas comunidades o conceito de descendência não é semelhante ao nosso.

Anônimo disse...

"Modere sua linguagem", Cão do Mato? Quem você acha que é pra me mandar fazer qualquer coisa, seu merdinha? E você ainda não me respondeu POR QUE vestiu a carapuça de uma resposta que eu dei ao babaca que mandou os pobres pararem de fazer filhos pra ele não gastar seus impostos com programas sociais fazendo questão de não lembrar que ninguém nasce sabendo se prevenir.

Anon mascu babaca das 16:11 eu já disse e repito: NINGUÉM NASCE SABENDO SE PREVENIR. Tem gente que não sabe que precisa usar camisinha pra não ter filho. Tem gente que não sabe como tomar pílula. Não é porque você sabe alguma coisa que todo mundo tem que saber, bocó. Tira a cabeça de dentro da bunda e usa pra pensar. Aliás, você tem obrigação de pagar impostos. EU pago imposto pra você e seus amigos mascus terem água, luz, ônibus e hospital; se eu pudesse restringir meus impostos a pagar escola e hospital só pra quem não fosse machista, acredite, eu faria. Mas se eu estou sustentando suas benesses por que você não pdode contribuir pra crianças não morrerem de fome, seu idiota chorão?

Anônimo disse...

Daí aparece a Fernanda falando da felicidade que é ser mãe,

moça, acredite, eu ouço isso o tempo inteiro...
"mas você vai conseguir conciliar sim"
"com um marido desse que te ajuda, claro que voce vai dar conta"
"voce fala isso agora, mas quando tiver seu bebezinho nos braços, vai entender tudo que estou dizendo"

Acho que a maioria de nós, mulheres, ouvimos isso o tempo inteiro.
É o que esperam de nós.

O que precisamos dizer é que mulheres nao precisam ser mães.
E ninguém tem nada a ver com essa escolha.
E precisamos de mais relatos de moças como a Lola, ou mais velhas, que optaram em nao ser maes e nao se arrependem.

Examplo de mãe feliz ? É a ultima coisa que eu venho procurar num blog feminista, o mundo já me joga isso na cara o tempo inteiro.

Zero disse...

o sujeito que escreve "mimimi" já começa abdicando de argumentar...

transformaram o post numa discussão pífia de "gordo morre ou gordo vive" e discussão velha sobre preservativos. ninguém entendeu o intuito do post ?

fala exatamente disso, de como as pessoas se doem por algo que não lhes diz respeito.

querem discutir quem deve ou não ter filho, e quantos, etc.

a mulher (no caso do post) é gorda ? e daí ? a mulher se tatua ? e daí ? se veste de maneira alternativa ? e daí ?

onde e porque isso afeta terceiros ? mas parece que sim, considerando o numero de pessoas em redes sociais ditando como outros devem viver.

e é só ver uma mulher "diferente" que já destilam ofensas gratuitas e absurdas. que argumento isso tem ? que justificativa ? e normalmente se julgam "corretos e morais".

existe uma diferença enorme entre desrespeitar o espaço publico e viver do jeito que quiser. creio que todos saibam disso.

em nada me afeta como alguém se veste, com quem namora, o que faz de sua vida. desde que respeite meu espaço como eu o faço, estamos bem.

Anônimo disse...

Ridícula,para de olhar pro próprio umbigo e e respeita a dor dos outros,se os homens da sua família ou os que você conhece.não ligam pros filhos,problema seu.
Ah, já sei,você foi abandonada pelo pai quando era criança e acha que todos fazem o mesmo!!Miga,se liga,existem pessoas e pessoas, existem homens sim que querem participar da educação e crescimento dos filhos e são impedidos pelas mães.
Para de julgar o mundo com a sua própria régua!!!

Anônimo disse...

Só vc para acreditar que uma pessoa não sabe que não usar camisinha pode gerar filhos.
Qualquer pessoa seja de qualquer classe social sabe como funciona a reprodução humana, vc está forçando a barra

Anônimo disse...

Indo além sobre o tema representação, violência simbólica e maternidade:

As mulheres sempre são representadas na mídia:

- Como mães que repetem ad nauseam como a maternidade é tudo para elas e os filhos são seus mundo não sendo necessário nada mais;
- Como mulheres solteiras que estão desesperadas e prontas para toparem qualquer coisa mesmo para casarem e terem filhos;
- Como mulheres inférteis e extremamente infelizes e amargas;
- Como mulheres fortes, bem sucedidas, sem filhos e que choramingam o tempo todo como a vida delas miserável e como se arrependem amargamente de não terem largado tudo pra ficar em casa cuidando do marido e dos filhos;
- Como mulheres sem filhos são propensas a insanidade.


Focando agora na violência contra as mães:

- Fotos, entrevistas, jornais, entrevistas, programas de TV com atrizes/modelos lindíssimas, maquiadas e cabelo esvoaçante dizendo como a maternidade é tudo sobre uma felicidade imensa e infinita. Se você não se sente assim, é por que vocês um monstro comedor de bebezinhos;
- Depressão pós parto não existe. Você TEM que estar feliz e radiante;
- Amamentar é a coisa mais linda, fácil e automática do mundo. Fotos, entrevistas, programas de TV com atrizes/modelos lindíssimas, maquiadas e cabelos esvoaçantes amamentando tranquilamente bebês rosados, sorridentes e tranquilos;
- Como mulheres são super heroínas felicíssimas e completas com sua tripla jornada de trabalho;
- Jovem comete atrocidade. Cadê a mãe desse delinquente que não deu educação?
- Mãe põe filho na creche e volta pro trabalho. Monstro capitalista.
- Mãe fica em casa pra cuidar dos filhos. Parasita golpista.
- Gestante quer cesárea. Abuso infantil.
- Gestante quer parto normal. Assassina de bebezinhos.
- Mascu vindo em blog feminista reclamar que não quer que seu imposto seja destinado aos filhos da vadia que não soube fechar as pernas..

É. Tá serto...
Mulheres que não tem filhos são super respeitadas e ser mãe é igual a um passeio no parque...

Jane Doe

Anônimo disse...

Mascu "Miga", meu pai foi um ser humano tão bosta que queria eu que ele tivesse me abandonado. Eu teria sido mais feliz e bem resolvida. Felizmente ele conseguiu ver a luz antes de acabar sozinho num asilo com os filhos querendo distância dele. Aconselho que pare de cobrar das feministas a solução dos seus problemas e vá resolvê-los sozinho, como gente grande faz.

Anon do mimimi meus impostos e você voltou ao ponto inicial: reclamando que as pessoas tem filhos como se todos tivessem a obrigação de saber como se prevenir sem ninguém ter ensinado. Traduzindo: você não tem argumento, só quer chorar e mimizar. Fala aqui com a minha mão.

Anônimo disse...

Aiiinn eu não sabia que fazer sexo faz filho
Que papo furado, fez filho assuma, busque o pai ou família dele, ele também é responsável. Agora pessoas honestas e trabalhadoras sustentam um governo corrupto que se utiliza de programas ditos sociais para angariar votos de pessoas que não sabem que fazer sexo faz bebês ( risos)

Anônimo disse...

Jane Doe,

nao sei se voce observou isso no seu meio,
mas no meu, eu observo esse comportamento:

casal jovem sem filho--- pergunta sobre quando vem filho, se eles afirmam que nao querem filhos, parte varios palpiteiros falando que filho é bom, quem vai cuidar de vc na velhice, vc vai se arrepender de nao ter filhos, etc

casal mais velho sem filho ---- nao se fala a respeito, ninguém pergunta nada...e fora da presença deles, a maioria suspeita que pode ser que um deles seja infertil e que devem ser tristes por nao ter filhos, entao é melhor nao tocar no assunto.

fernanda melo disse...

No próprio post está falando que não é prejuízo ser mae mas se vocês acham que é e que eu tenho que me calar por que no espaço feminista de vocês não há espaço para o meu relato. Ok. Gosto do feminismo e de Algumas feministas mas não precisa confiscar minha carteirinha já que eu nunca tive. O feminismo é muito mal visto por causa disso. Não concordar ok todo mundo pode mas dizer que o que eu disse é a última coisa que precisam ouvir é bem desnecessário e agressivo. Eu ein. Não gosto de debater com gente dona da verdade. Mas aviso que é um desrespeito querer pregar uma verdade absoluta. Não direi mais nada por que não quero julgar quem não conheço. Tem mais uma coisa pra mim não importa se uma mulher quer ser mae ou não por que eu costumo respeitar o direto de escolha das pessoas. Ma acho ofensivo pra tantas mães que gostariam de se aproximar do feminismo ouvir que a maternidade é um prejuízo. Pensei que o feminismo tratava de diversidade mas me enganei

Anônimo disse...

Fernanda, o feminismo é um movimento diverso. Consequentemente, você vai ouvir mulheres feministas dizerem que ser mãe é ótimo, que ser mãe é difícil, que ser mãe é um terror e um prejuízo. Faz parte. Além disso, creio que a Jane Doe estava falando do prejuízo que uma mulher que decide ser mãe sofre numa sociedade machista: ela é cobrada impedosamente pra ser perfeita, massacrada por não corresponder a esse papel, perde empregos, sofre discriminações.


17:23 vc tá saindo pela tangente de novo. Sexo sem proteção engravida e isso todo mundo sabe. Mas nem todo mundo sabe se prevenir pra evitar, e essa é a questão.

Anônimo disse...

Oh my god!! Quem não sabe se prevenir de uma gravidez???Gente,camisinhas e pílulas são distribuídas gratuitamente nos postos de saúde,o que acontece sim eu é concordo, é necessário haver mais aulas de educação sexual principalmente porque muitos jovens como não vêem mais pessoas doentes de AIDS,dispensam a camisinha e não se preocupam com as DSTs.

Anônimo disse...

Excelente anon 20:47!
Fernanda, é isso! O prejuízo não é a maternidade em si mas o que o patriarcado faz dela; )

Anônimo disse...

O Zero mandou bem hoje!

Anônimo disse...

Pra que aula de educação sexual?Quem é inocente hoje no Brasil.?Crianças de 8 anos namoram e de 11...12 já estão fazendo filhos..Soube o que era sexo na escola aos 13 anos na aula de biologia....na década de 60.Meu neto de 7 anos fala abertamente sobre sexo e namorar....e a Globo?Depois de assistir a Globo alguem consegue se manter virgem?Até aqui nesse blog já houve perseguição as pessoas que fizeram a opção pela virgindade

Anônimo disse...

"Meu neto de 7 anos fala abertamente sobre sexo e namorar"

Quem foi que ensinou pra ele? Será que foi o senhor 'não existe mais inocente no mundo"
Você manda ele ficar pegando nas menininhas também? Cuidado pro netinho não virar estuprador e acabar tendo o pintinho cortado fora.

Anônimo disse...

Fernanda,

nao há nenhum problema em voce ser mãe.
Nao há problema nenhum em feministas que queiram ser mãe.

Mas as pessoas que optam por nao ter filho sao muito silenciadas na sociedade,
daí entrar num blog feminista e encontrar "eu sou mãe e sou feliz" é a mesma coisa que elas encontram na vida real.

E pessoas que tiveram filhos e se arrependeram são mais silenciadas ainda,
eu gostaria que essas pessoas tivessem mais espaços para se abrir e contar,
mas isso é dificil ! e fica mais ainda se em postagens sobre maternidade o topico for "sou mae e feliz"

J.M. disse...

"Meu neto de 7 anos fala abertamente sobre sexo e namorar....e a Globo?Depois de assistir a Globo alguem consegue se manter virgem?"

---> Esse aí é do tipo que acredita que educação sexual é ensinar a "fazer putaria", passar filme pornô na sala de aula e que televisão é babá eletrônica. Não adianta tentar discutir com seres que vem com esse tipo de "argumento".

Anônimo disse...

Não querer ser agredido e cobrado por ser gordo é uma coisa, mas o subtexto atual da campanha feminista contra a gordofobia é fazer com que os homens sintam atração por gordas e não possam "sair fora" de encontros (com origem virtual ou não) se achar que uma mulher é gorda demais. Simplesmente não se pode pode mais dar o fora em uma mulher por motivo estético. E claro, esse homens são os magros no "padrão" já que gordo (de verdade, não a barriguinha de chopp ou o dadbod) não é desejado por mulher nenhuma. As mulheres podem (e devem) avaliar homens pela aparência no feminismo 2015.

Anônimo disse...

Anon das 23:04

imagino que a pessoa marcou encontro porque achou a outra bonita,
porque a conversa é legal,
porque tem pontos em comuns...
o que muda, na hora H, a pessoa ser gorda ?

E, nao, nao tenho nenhum problema com gordos.
Pessoas sao pessoas, e me interesso no que elas sao por dentro.
Gente boa e feliz, sempre vai ser bonita pra mim.

Anônimo disse...

23:53
Sim, achou bonita na foto estratégica mas não achou bonita quando conheceu. Conversa legal e pontos em comum? Hoje marca-se encontro sem esses pré-requisitos, a beleza é o único fator que importa.
E qual o problema? As pessoas tem total liberdade para estabelecer os parâmetros que acharem melhor para seus relacionamentos. Se você, particularmente, olha "o interior" das pessoas, essa é uma característica sua e não uma regra a ser adotada por todos (os homens, porque o discurso feminista só vai nesse sentido).

Esse apego estético não é privilégio masculino, é só dar uma olhada nessa publicação recente e nos comentários dela na página Barbie sem Ken Facebook: https://www.facebook.com/barbiesemken/posts/1081754945216640?fref=nf

O feminismos vai se manter na hipocrisia ou vai cercear a liberdade de escolha sexual feminina no século XXI para que seu discurso faça sentido?

Maria Fernanda Lamim disse...

Eu só queria saber uma coisa:
Quando é que vão parar de dizer as mulheres "não seja mãe, o mundo é machista " e vão passar a dizer ao mundo "Parem de discriminar mulheres que são mães, isso não as define"? Será que só eu vejo uma horrível semelhança entre esse discurso e o clássico machista "não use saia curta se não quiser ser estuprada"?

Maria Fernanda Lamim disse...

E digo isso não pela campanha ou pelo guess post, ambos ótimos. Mas pelos comentários que tô lendo.....

Odara disse...

Maria Fernanda,
Quem foi que disse "não seja mãe porque o mundo é machista" ???
Eu só vi gente dizendo:
"é difícil ser mãe porque o mundo é machista!
é difícil não ser mãe porque o mundo é machista!
é difícil ser mulher porque o mundo é machista!"

Anônimo disse...

Aleluia... obrigada Anônimo 20:47, Anônimo 22:30 e Odara

Meu chapéu, Maria Fernanda... ainda da não está claro o que a gente está criticando aqui?
Leia novamente os comentários das pessoas que eu citei acima. Leia novamente o que eu escrevi.

A critica é justamente sobre essa fantasia de maternidade impossível que o machismo nos enfia goela abaixo e faz da vida das mulheres um inferno. Sejam elas mães ou não.

Esse modelo de maternidade é que traz prejuízo!!!
É por causa desse modelo que conseguir uma esterilização voluntária, muitas vezes até contracepção de longa duração, é praticamente impossível;
É por causa desse modelo que o aborto é um tabu em países brutalmente católicos como o nosso;
É por causa desse modelo que Estado e sociedade se eximem de sua responsabilidade de olhar pelas crianças;

Por que você acha que existem cada vez mais leis para regular os direitos reprodutivos das mulheres? Por que há tanta propaganda e lavagem cerebral desde a vida intrauterina para que mulheres sejam mães? Nada é mais efetivo pra colocar uma mulher no seu devido lugar do que a maternidade dentro de sociedades misóginas.

Jane Doe

Maria Fernanda Lamim disse...

Acontece que nem toda mãe comprou o discurso da "maternidade cor-de-rosa".Muitas decidiram isso conscientemente. Assim como nem toda mulher de saia curta comprou o discurso da auto-objetificaçao...muitas vezes tá só exercendo o direito ao próprio corpo.

E somos silenciadas e desacreditadas o tempo todo.

Temos que lutar contra a maternidade compulsória? Sim, com certeza! temos que combater o discurso da "maternidade romantizada"? Também. Mas lutar pelo direito de exercer a maternidade sem perder a sua identidade e tão importante quanto, e não vejo isso ser discutido.

Não vejo ninguém dizer aos empregadores "respeite a licença maternidade ". Vejo todo mundo dizer as mães "vc vai ferrar sua empregabilidade ".


E não só nos comentários de hoje. Eu faço parte de um grupo de mães feministas e é muito comum que uma de nos eventualmente se sinta olhada como uma "colaboradora iludida do patriarcado ". Essa visão e estereotipada e errônea. Como a própria campanha disse: "ser mãe não é prejuízo". Não define a minha identidade, nem a minha produtividade, nada.

De certa forma eu entendi o que a Fernanda Melo tentou colocar (e foi levemente silenciada, aliás). Mesmo dentro do feminismo em geral há essa visão meio "embaçada" do lugar das maternas.

Graciema disse...

Olha, Maria Fernanda, eu sou mãe, e sim, estritamente falando, a maternidade foi prejuízo pra mim. Como foi e é para varias das minhas amigas. Eu entendo e concordo com os pontos que você coloca, mas o seu primeiro comentário foi arrogante, desclassificando a opinião das que nem são mães. Não precisa ser mãe para ver isso, é só olhar pro lado. É só ver a exaustão e a carga das mulheres correndo de um lado para o outro, ou perdendo oportunidades de emprego. Ótimo que você seja excelente profissional e tenha uma gestora compreensiva com horário. No entanto, muitos empregos não o são, e quando se trabalha com algum tipo de atendimento ao publico, inclusive dar aulas, etc, horários flexíveis não são a norma, longe disso.

Não quis ser mãe do primeiro, e o mito da maternidade me causou mais sofrimento do que ser mãe, propriamente dito. Demorou até eu conseguir achar o meu ponto de equilíbrio, e saber viver confortavelmente com as minhas escolhas. Ajudou muito eu me afastar da família, que cobrava demais e apoiava de menos. Então também não é tão simples dizer, ah, viva pelas suas regras. Quando você depende de outrem, porque apoio real e efetivo para mães e pouco, é bastante difícil fazer isso, e mudar um paradigma pessoal também e algo difícil e demorado. Ainda é algo pesado, que ajuda e muito a eu viver exausta.

Agora, concordo com seus pontos, embora veja a questão de ser mãe sem perder a identidade algo incluso no mito do amor materno. Que ao menos para mim é forte e real, mas ser mãe é uma das coisas da minha vida, mas não minha identidade.

E vejo pessoas fazendo o que você diz que não fazem, mas concordo, ainda é pouco. E é triste então, que muitas mulheres fiquem encurraladas nessa escolha, e que raras vezes se aplica aos homens

Anônimo disse...

Maria Fernanda e Fernanda Melo estou com vocês !
Quero muito ter filhos, queria até ter agora, mas estou recomeçando minha vida e carreira em um outro país, e parece que ter um filho nestas condicoes é uma loucura! Alias, o que eu mais escuto é "vc vai ferrar sua empregabilidade " (já que estou ainda em um estágio) e perguntas como " e sua independencia financeira?" E pintam a maternidade como a morte da mulher e profissional! Queria ter os dois, profissão e filhos, mas parece ser demais (nem estou falando em ganhar bem e nem quero ser a "super-mulher"). E se nem o feminismo apoia esta ideia, quem vai apoiar ?

Larissa

fernanda melo disse...

Nós mulheres temos que provar o tempo todo que somos competentes isso sendo ou não sendo mãe. Realmente já presenciei mulheres perdendo oportunidade de emprego por ser mae principalmente quando tem mais de um filho. Há um bom tempo eu luto por uma promoção que não vem e quando veio era pra mudar de cidade e eu não pude por causa das crianças. As mulheres não são obrigadas a ser mães embora exista sim uma pressão social pra isso. O que quero dizer com tudo isso é que não me sinto uma "colaboradora do patriarcado" até por que minha família não tem a figura paterna tão presente e o fato de eu ser mãe pode ter me "atrapalhado" de certa forma mas eu não vejo como uma coisa totalmente prejudicial. Por que falar isso é dizer que não vale a pena ser mãe. É a mesma coisa do casamento. A construção social do casamento beneficia o homem e por isso não podemos( mulheres) casar? Eu acredito que podemos fazer o que quisermos ué. Daí então quem casou e teve filho fez tudo errado e não colaborou com o feminismo? Eu acho que depende de como essa pessoa vive a maternidade e o casamento ela pode até influenciar outras pessoas a ver o papel da mulher. Obrigada pelas criticas e por quem entendeu o que eu quis dizer. Ambas as coisas me fizeram pensar fora da caixa.

fernanda melo disse...

*outras pessoas a ver o papel da mulher de outra forma

Anônimo disse...

Fernanda é possível ser mãe e profissional, e é ótimo que mães estejam aí pra desconstruir essa maternidade mitológica que a sociedade cobra. Imagino que pra algumas mulheres (eu incluída), entretanto, maternidade de qualquer maneira é um prejuízo. Eu vejo o que minha mãe sofre, a pressão dos outros, a preocupação com os filhos só porque estamos demorando pra voltar, a falta de apoio, e quando ela ainda era casada com meu pai aturar todo tipo de acusação, desaforo e desrespeito dele e da família sobre como ela cumpria seu papel de mãe... e prefiro morrer a ter que passar por isso. Não vou desrespeitar as mães por isso, apoio que elas exerçam a maternidade como quiserem, sem sentir culpa ou se cobrar por não se encaixar nesse estereótipo machista mentiroso e sufocante do que é ser mãe. Apoio que criem seus filhos fora de qualquer padrão, que rejeitem esse papel massacrante, que se emponderem, que não aceitem o lugar que a sociedade destina a elas por serem mães. Mas que por favor não peçam que eu diga que maternidade é uma coisa maravilhosa quando prefiro morrer a ser mãe.

Larissa, claro que você pode ser mãe e profissional. Mas a realidade é que esse mundo é machista, se você engravidar agora provavelmente será expulsa do emprego e terá dificuldades pra conseguir outro, afinal quantos empregadores aceitariam te contratar e no dia seguinte pagar licença maternidade enquanto você fica em casa? Muito poucos. E se não tiver emprego, você e o seu filho passarão necessidades e ficarão expostos a agressores. Mulher vulnerável, ainda mais com filho, é vista como presa por todo tipo de mau elemento e eles atacam sem dó. Não ser mãe enquanto você não tem um emprego fixo é simplesmente mais seguro pra você e pro seu filho.

Anônimo disse...

Gente não adianta dourar a pílula. Quer ter filho, tenha, seja feliz, crie bem e se realize. Mas que não é nem um pouco difícil ver que em uma sociedade machista, patriarcal, que desvaloriza mulher por basicamente ter nascido mulher, ter filho é a forma mais rápida e permanente de desempoderar essa mulher.

Mulher EM IDADE FÉRTIL já tem problema pra arrumar emprego, apenas pela EXPECTATIVA que um dia pode vir a engravidar. Experimenta ter 23 anos, ser casada e bater perna por aí pra arrumar trabalho. Vai, experimenta!

Antigamente não era proibido exigirem teste de gravidez no exame admissional mas ATÉ HOJE fazem, se você não falar nada.

Ai tá, engravidou. Já vai preparando teu psicológico pra violência obstétrica, porque a menos que você seja uma pessoa muito bem de vida que já marcou a cesária na oitava semana de gravidez, você vai se fuder na mão de plantonista. Quer parto normal, amiga? Vê se no hospital vão te dar anestesia, tá? PORQUE TEM MUITO HOSPITAL QUE NÃO DÁ. Mulher pobre e preta tem filho no grito mesmo, to falando de Brasil viu gente, não é em algum lugar remoto na África. Usem o Google e pesquisem.

Aliás não sei se vocês sabem mas aquela posição clássica de parto normal é completamente errada e antinatural. Mas nem vou entrar nisso agora.

Maravilha, nenê nasceu mas você não é uma mãe de Facebook e precisa trabalhar. Quem vai olhar o bebê? Quanto custa pra alguém olhar esse bebê? A quantas anda a situação das creches públicas? Vai, pesquisa...

Aí vamos supor que a situação com o pai da criança azeda e você precisa separar. Aí é que são elas né? A primeira coisa que homem faz é largar do emprego e fingir que tá trabalhando como "autônomo", pra não ter a pensão descontada direto do salário. E você, mãezona empoderadíssima que acha um horror dizerem que ter filho te bota abaixo na cadeia social, vai ficar esmolando pensão de gente que acha que tá te fazendo um mega favor na vida.... E se for mãe solteira então? Xiiiii....

Aí depois de toda essa pândega você tem que trabalhar, chegar em casa, cuidar de casa, de filho, de tudo pra no dia seguinte começar tudo de novo. E os machos lá bebendo cerveja e fazendo filhos em novas mulheres futuramente desempoderadas.

Ser mãe em lugar que trata mulher como lixo é isso. É quem quer, ou quem engravida e não tem o que fazer a respeito, mas que dá pra ver qual o problema em procriar nesse esquema patriarcal isso é fato.

Odara disse...


Fernanda, Maria Fernanda e Larissa,

Acho que temos que desconstruir muitos conceitos e exercitar um distanciamento para pensar mais a fundo nessas questões sobre a maternidade.
Eu também sou mãe (de 3!), amo meus filhos e eles me trazem muita felicidade (desculpas pra quem não quer ler esse tipo de coisa no blog feminista :).
Mas eu entendo que o mito da maternidade cor de rosa não existe! Sinto as dificuldades e as cobranças a que as mães estão submetidas. Vejo o preconceito que as não mães enfrentam e me indigno com a pressão que meninas sofrem desde muito cedo para serem mães um dia!
Questionar um padrão imposto não é rejeitar esse caminho como opção, entendem?
Pode casar? Pode! Pode ser mãe? Pode! Pode tudo! Pode inclusive viver preocupada em se encaixar nos padrões de beleza, ué.
Mas devemos refletir e ter uma visão crítica dos conceitos que nos são empurrados goela abaixo desde sempre!
Ser livre para decidir é ótimo mas ser livre para decidir após essa reflexão é essencial!

Jane Doe,
um beijo querida!

Anônimo disse...

"Larissa, claro que você pode ser mãe e profissional. Mas a realidade é que esse mundo é machista, se você engravidar agora provavelmente será expulsa do emprego e terá dificuldades pra conseguir outro, afinal quantos empregadores aceitariam te contratar e no dia seguinte pagar licença maternidade enquanto você fica em casa? Muito poucos. E se não tiver emprego, você e o seu filho passarão necessidades e ficarão expostos a agressores. Mulher vulnerável, ainda mais com filho, é vista como presa por todo tipo de mau elemento e eles atacam sem dó. Não ser mãe enquanto você não tem um emprego fixo é simplesmente mais seguro pra você e pro seu filho. "

Tooooooooooooooooda mulher em situação de abuso, que é mãe, escuta que precisa segurar o casamento porque o merdão lá é um "bom pai", sendo que pra sociedade ser "bom pai" é botar comida em casa e acabou. Quando bota né? Quando não é a mãe quem de fato segura as pontas. Mas não gente, vamos parir bastante.

Maria Fernanda Lamim disse...

Graciema, vc confundiu o comentário da Fernanda como meu. Eu não comentei que tenho uma gestora compreensiva (não tenho).

E acho que a grande questão aqui e a quem estamos falando. Claro que eu não vou negar que o machismo atrapalha muito vida de quem é mãe (aliás, a vida de quem é mulher, né?) mas sempre que falamos de maternidade, há um tom de culpabilizaçao sutil, que lembra muito o "quis ter? agora aguenta!" dos que condenam a sexualidade feminina. Não sou a única mãe feminista a perceber isso.
Enfim....de qq forma, obviamente as pautas são as de sempre. Creches públicas, igualdade salarial, políticas de autonomia em relação a fertilidade....e por aí vai.

Odara disse...

Maria Fernanda,
Eu acho que a principal pauta (a que tanto incomoda as mães) é desconstruir o mito da maternidade!
Claro que respeitando a todas: as mães e as não mães ;)

Odara disse...

Obs: não estou diminuindo a importância das pautas que você citou: todas muito legítimas!

Maria Fernanda Lamim disse...

Concordo, Odara. E é por isso que acho que silenciar quem tem uma experiência positiva da maternidade ("ah, mas isso foi só com vc, ser mãe e um inferno etc") mais atrapalha que ajuda nessa desconstrução. Acaba reforçando o mito de que " mãe tem que se anular", entende? E eu sempre vejo todo mundo condenar as mães que dizem "sou mãe por opção é não sou só isso".

Maria Fernanda Lamim disse...

Quando dizemos isso não estamos vendendo "maternidade cor de rosa". Estamos apenas dizendo "eu sou mãe e luto". Pra fazer outra comparação, uma moça gorda que se declare feliz com o presidente prioridade corpo não está negando a existência da gordofobia. Só está afirmando que é possível se amar APESAR da gordofobia existir. Por que as pessoas consideram isso empoderador mas acham que as mães estão "vendendo um mito"? E esse o meu questionamento. De resto, ramo junto na luta contra todas as opressões machistas. Incluindo o mito da "mãe sagrada".

Odara disse...

Entendo...mas também entendo quem rejeita o discurso da maternidade feliz ao refletirmos sobre o assunto.
Veja, é como se fôssemos falar das qualidades do cabelo liso ou das maravilhas da heterossexualidade...
Não precisa! Seria reforçar o senso comum!
Entende?

B. disse...

"- Mãe põe filho na creche e volta pro trabalho. Monstro capitalista." (ironia da Jane Doe)

Bem assim mesmo! Tô notando (já comentei aqui) uma tendência de volta á natureza do feminismo, né? Uma mulher que opta por deixar o filho numa creche é demonizada pelos conservadores, e, como se não bastasse, agora é demonizada pelo feminismo new age (está negando a natureza, utilitarista, sim, já li isso) e por setores da esquerda (cooptada pelo capitalismo, dando lucro p/ patrão)...

Esse é um dos motivos que acho que, caso haja o advento do socialismo, a situação das mulheres vai continuar a mesma coisa.

Odara disse...

Porque ser mãe é o padrão! Ser gorda não.
Ser hetero é o padrão e assim por diante.
A maternidade é o padrão imposto e, por isso, um discurso em sua defesa não é necessário, entende?

Maria Fernanda Lamim disse...

*feliz com o próprio corpo*, maldito corretor, rs.

Anônimo disse...

Filho é responsabilidade da mãe sim... Veja na natureza por exemplo, os filhotes sempre estão sob os cuidados da mãe, que o amamentam inclusive.

Nos machos já temos muito trabalho em ter que ficar virando os olhinhos pra fazer os nenens nas mulheres.

Maria Fernanda Lamim disse...

ser mae e o padrao dentro do discurso machista da "maezinha abnegada avental todo sujo de ovo". ser mae e ser vc mesma esta longe de ser o padrao. o discurso machista hegemonico da maternidade sagrada nao me contempla enquanto mae, mas esse discurso da "mae iludida " tambem nao. precisamos acolher novas maneiras de se lidar com a maternidade.

Anônimo disse...

30 de novembro de 2015 00:30:

http://jezebel.com/mens-favorite-ages-are-20-21-22-and-23-a-data-dive-1731660984

Maria Fernanda Lamim disse...

eu fico com a impressao de que so ha duas opçoes: ser a " santa maezinha" que o patriarcado espera que a gente seja, ou ser infeliz com a sua condiçao de mae. o que eu e muitas maes dizemos e que nao tem so essas duas opçoes. Da pra ser mae, profissional, ativista e ser livre, sim. o que em momento nenhum vai contra o combate a maternidade compulsoria ou os muitos preconceitos que as mulheres maes e nao maes sofrem. se trata apenas de empoderamento.

Anônimo disse...

Concordo com os dois últimos comentários da Maria Fernanda. Ou você se apresenta como anulada e feliz e cumpre as expectativas do mundo lá fora, ou você é silenciada nos espaços feministas por ser uma reforçadora do patriarcado. Acontece aqui direto. Ser mãe é difícil pra caramba, sim, mas ser difícil é diferente de ser uma merda. O silenciamento é que promove esse binarismo.
Entre o "amo, sempre amei, faço de tudo e não me canso, sou super mãe" e o "ser mãe é uma desgraça terrível" existe toda um contingente de mulheres silenciadas tanto pelo patriarcado quanto pelos espaços feministas.

Para mim, isso é tão terrível quanto a pressão e o silenciamento que as mulheres que não desejam ser mães sofrem lá fora. Ambas estão desprovidas, seja pela legislação atrasada e regressiva ou de creches e direitos trabalhistas. Mas desunir é mais legal, né?

Jay

Odara disse...

Porque ser mãe é o padrão! Ser gorda não.
Ser hetero é o padrão e assim por diante.
A maternidade é o padrão imposto e, por isso, um discurso em sua defesa não é necessário, entende?

Odara disse...

Mais uma vez: eu não vi ninguém aqui dizendo que "ser mãe é uma desgraça terrível".
Apenas pessoas querendo desconstruir o mito da maternidade cor de rosa onde, realmente, não cabe o discurso da mãe feliz e realizada. ...
Seria o mesmo que eu aparecer num post sobre a opressão que as negras sofrem a partir dos cabelos pra dizer: ah, mas o meu liso e escorrido é ralo então eu também sofro!
Claro, há sempre o outro lado. Há sempre um outro jeito de fazer ou sentir.
Mas, para desconstruir um padrão imposto desde sempre, a conversa é criticar o padrão, ora bolas!

Odara disse...

Fiquei achando que o meu exemplo não foi muito bom....
O que eu quero dizer é que mostrar que é possível ser mãe sem se anular é válido mas não para desconstruir a maternidade!
Isso é chover no molhado!
Por isso o exemplo, ter cabelo liso pode não ser um mar de rosas? Tá bom mas não cabe falar isso na hora em que se critica o padrão imposto ser o liso.
Ser mãe não é necessariamente se anular? Tá bom mas não cabe discutir isso na hora de desconstruir o padrão!
Mas eu desisto! Se quiserem continuar dizendo que é pra desunir ou é pra criticar as pobres mães injustamente fiquem a vontade. ...:(

Maria Fernanda Lamim disse...

Mas aí é que está: a mãe que não se anula e é feliz e justo o oposto desse padrão que a gente quer combater! Percebe como é um desseeviço silencia-s?

Odara disse...

Não, não percebo!
A mãe que é feliz é o padrão imposto!
Ou melhor, é o sonho vendido!
Nos dizem desde sempre: uma mulher para ser feliz tem que ser mãe.
Aí quando chega alguém e fala: isso é um padrão imposto, vamos ver de modo crítico, não é sempre assim, as mulheres se anulam e tal. Vem outra pessoa dizer: ei, eu consegui sou uma mãe feliz!
Não cabe!
Mas eu já tinha desistido :(
Talvez a Lola ou alguém com mais bagagem "de luta" possa responder melhor.

Maria Fernanda Lamim disse...

Bom, eu acho que para se reinventar a maternidade e preciso questionar os modelos apresentados. E aí entra o binsrismo que a Jay colocou.
Não vi ng aqui com uma postura de "pobre mãe criticada ". Apenas são múltiplas as mulheres, então são múltiplos os feminismos e as maneiras de se ver a maternidade.
Eu me recuso a me ver como uma "mãe cor de rosa " ou como alguém que "comprou um discurso e hj vive um inferno ". Me vejo como alguém que fez uma escolha, arca com ela e luta para que o mundo seja mais justo com quem fez a mesma escolha que eu.
Mas aí vai de cada uma.

Anônimo disse...

http://mulher.terra.com.br/jovem-britanica-que-nao-quer-ter-filhos-descreve-luta-para-convencer-medicos-a-fazer-laqueadura,7d6c33a073c3ab40e1eae3aa109f9968nvjyqtf5.html

Odara disse...

Oi Maria Fernanda,
Eu entendo, sinceramente, a sua postura e vejo que você está cheia de ótimas intenções :)
Comigo também é assim, eu não me encaixo na cor de rosa nem na sofredora super oprimida e sem saída.
Mas é que a discussão deve ser mais abrangente que as nossas realidades individuais! E eu não acho que devemos puxar o debate para a nossa exceção (e somos exceção, você sabe!).
O padrão de maternidade imposto é errado e cruel com todas as mulheres e meninas e devemos combatê-lo!
Um beijo

Graciema disse...

Ah, desculpas Maria Fernanda. Não queria ter feito a confusão.

Mas concordo muito com as falas que colocam a questão do binarismo. Ou você é a mãe de comercial de margarina ou a mãe infeliz. Ou a colaboradora do patriarcado desempoderada. Tem muita gente, muita historia e muito meio termo ai. Os próprios questionamentos sobre ser mãe me levaram ao feminismo, e a construção da minha historia, com dois filhos e as dificuldades inerentes, me empoderaram, ao contrario dessa fala. Também estou ciente que a minha historia é minha, não a norma, mas me leva a desconfiar desse discurso de pobre infeliz.

É difícil? É. Acho que mesmo em uma sociedade com mais suporte, criar filhos não seria fácil. O tempo dedicado, comprometimento e magnitude da tarefa a tornam bastante difícil. Uma sociedade hostil agrava isso, claro. Mas uma vez que a maternidade não vai desaparecer, e os eventos de parto e gestação são exclusivamente femininos na nossa especie - inda que trans, silenciar a discussão necessário sobre apoio as mães, tratar o assunto de forma reducionista, negar seus componentes simbólicos e outros, vejo como um desserviço ao feminismo. E um desserviço e desrespeito às mulheres, as que são mães, as que ão querem se-lo, as que optaram por não sê-lo e as que desejam sê-lo.

Anônimo disse...

Qual discurso de pobre e infeliz?
Eu só vi discurso anti padrão!

Anônimo disse...

Odara, nunca disse que você tratou o assunto dessa forma e, pelo contrário, gosto de ler seus comentários. Eu disse que é recorrente aqui no blog, entende? Na caixa de comentários, não nos textos da Lola, vem sempre alguém com o discurso da mãe iludida. Sim, tentam nos iludir, vender um ideário cor-de-rosa, mas tratar toda mulher mãe como uma iludida cega pelos hormônios é tão dogmático e opressor quanto ;) Fizeram isso com muitas mães aqui no blog (mais uma vez, na caixa de comentários).

Acho ótimo que menos mulheres se sintam compelidas a ter filhos e que tenham espaço para se posicionar e sejam ouvidas, e entendo que seja uma pauta histórica e muito representativa. Mas entendo a fala da Fernanda, e não acho que tenha tido a intenção de ser um discurso cor de rosa. Nem mesmo concordo completamente com o que ela disse, mas acredito que a maternidade pode ser empoderadora também. Diante da realidade desanimadora, claro, há prejuízos, principalmente materiais. Mas o discurso único (e extremamente pessimista) dentro do feminismo que se diz plural me parece (quase) tão triste quanto o mito vendido lá fora.

Abraços
Jay

Odara disse...


: )

Anônimo disse...

Acho que o que as pessoas aqui quiseram dizer é o feminismo é um dos poucos locais onde podemos dizer o que pensamos. Isso vale também para gravidez e maternidade. O problema é que o desabafo sempre ofende as mães e aquelas querem ser mães, que prontamente vêm aqui xingar e dizer que elas são expulsas do movimento e execradas. As não-mães é que acabam sendo hostilizadas e têm que se calar, já que dizer que ser mãe foi a melhor coisa que aconteceu na vida é aceitável nos meios feministas e machistas, na sociedade toda enquanto alguém cuja opinião é de que ser materna não é instinto natural, que não quer ter filhos e prefere focar em outras atividades é garantia de pedrada na sociedade e também dentro do feminismo, pois essas frases ofendem as mães, que acham que isso é agressão a elas e trtam de calar as que optam por não maternidade. Claro que ser mãe é dífícil mas não sê-lo é igualmente difícil. Ambas contam com não compreensão de terceiros, muito palplite e nenhum auxílio.

Anônimo disse...

ANÔNIMO DAS 11:31, quem disse que fazer nenê é "coisa de macho"?!

Se uma mulher quiser engravidar sozinha ela pode fazer isso sem ajuda de um imbecil como você! Basta ir pra uma clínica de fertilização.

Torço pra que nenhuma mulher seja louca, insana e sem amor próprio o suficiente pra engravidar de um completo babaca como você.

Eu poderia ser educada mas como não sou, desejo que vc tome no seu cu e não volte mais aqui no blog pra falar merda, ok?

Vicky_ disse...

Lola, pelo amor, sei que está ocupada, mas, por favor, apague os comentários merdas daqui, comentário de estuprador covarde (pleonasmo) na Internet é dose pra leão.
Não esqueça.

Anônimo disse...

Concordo com todo mundo que falou que em uma sociedade machista tipo a nossa ter filho é uma roubada, mesmo mulheres com bom padrão de vida (a minoria no Brasil) estão sujeita a essas questões de empregabilidade por exemplo, imagina as pobres, já que "mãe que tem que levar no médico" e a gente vive em um sistema que, quando convém, parece que as mulheres fizeram filho com o dedo.

Quem já tem filho não tem o que fazer mas quem ainda não teve, pense e repense. E deixo uma coisinha aqui pra ajudar: já repararam que pra homem, essa neurose procriativa basicamente não existe, é só pra mulher? Por que será né? Vamos acordar gente.

Anônimo disse...

Eu acho engraçadão esses homens vindo aqui falar de prevenção quando são eles que fazem uma chorumela insuportável pra não usar camisinha: "ain, mas eu tava namorando há muito tempo. Não me acostumei mais". Já fiquei com alguns que não conseguiram usar mesmo. Brocharam, mas isso era problema deles. Eu não me arrisco. Um casinho que eu tive MÉDICO me pediu pra fazer sem casmisinha. Daí vc tira o nível de homem brasileiro.