sexta-feira, 17 de julho de 2015

DOR NÃO TEM HIERARQUIA

Marcia Baratto deixou um lúcido comentário no post sobre a briga entre radfems e transativistas:

Segregar é uma clássica estratégia mascu para dizer que mulheres, ora bolas, exatamente por que têm vagina, são inferiores aos homens. Rads, ainda bem, não dizem nada disso, mas usam do argumento que é construído sobre a mesma categoria: biologia, para diferenciar mulher cis de mulher trans. Então para muitas feministas, aí eu me incluo, definir mulher (que é também gênero, construção social) por uma característica biológica é abraçar com carinho nossos inimigos. Não funciona para mim. 
Sobre socialização, sequer acho que há uma única construção social sobre o que é ser mulher, mas certamente, ser delicada, usar maquiagem, ser carinhosa, cuidar das pessoas, é uma das construções mais usuais, pelo menos para o imaginário de muitas escritoras feministas, geralmente todas de classe média ou classe alta. Que radicais queiram apontar como essa construção de uma figura de mulher dócil é também a contraparte obrigatória da figura de mulher submissa, acho ótimo. 
Só que acontece que a figura da mulher submissa também é construída de outras formas, que passam longe da imagem da mulher dócil, aquela que usa maquiagem, tem como único trabalho óbvio cuidar dos outros/família, e deve ser linda e cordial acima de qualquer coisa. 
Daí que eu não vejo muito sentido em acusar mulheres trans por quererem seguir esse estereótipo, por que ele não determina (pelo menos, na minha opinião) a estrutura de opressão sobre mulheres. 
Mulheres agricultoras e operárias, por exemplo, têm historicamente no brasil sua figura de mulher projetada de forma complemente diferente: não se vestem bem, ou usam as mesmas vestimentas que homens (especialmente as mais pobres), não usam maquiagem, não devem chorar, precisam ser fortes o tempo todo, cumprem a dupla jornada de trabalho. A figura da mulher submissa aí é construída em outros termos, e a opressão específica de ser mulher, foge às relações da vida privada que são tão fortes para parte da crítica feminista dita radical. 
Meu problema com a vertente radical, então, é tornar política apenas a primeira construção da mulher submissa e não saber lidar muito bem com as outras figuras. 
E aí tem outra similaridade com o discurso mascu que me é assustadora: reduzir tudo a uma única imagem, com pouca tolerância para a diversidade. Eu presenciei feministas radicais brancas dizerem a uma trans negra que ela não tinha o direito de falar sobre racismo. Se uma negra não tem o direito de falar sobre racismo, então quem tem? E, dessa forma, agem segregando não apenas biologicamente, mas racialmente, mulheres de homens. 
Por outro lado, entendo totalmente a questão do silenciamento que muitos espaços radicais sofrem não por segregarem trans, mas por terem uma pauta específica de atuação. Não tem jeito, temas com menstruação, aborto, parto, estão indissociavelmente ligados à característica biológica de ser fêmea, então precisam sim ser tratados por quem vivencia esses fenômenos. 
No fundo vejo essa questão como parte da nossa falta de maturidade em lidar com muitas dores, mas acho que haver espaços específicos para debates da pauta trans e rad em eventos feministas poderia começar a abrandar essas polêmicas, que não passam de uma disputa para dizer quem sofre mais. Gente, dor não tem hierarquia, quem sente, sente.

173 comentários:

Anônimo disse...

Bem lembrado!
Estou com saudades desses temas aqui no blog: menstruação, aborto, parto.

Ontem a camisinha vazou e estou naquela dúvida: tomo ou não tomo a pílula do dia seguinte?!
(1- não sei se 'entrou';
2- teoricamente não estou no meu período fértil.
1+2 me fazem considerar se realmente é necessário tomar essa bomba hormonal)

Aproveitando, alguém pode recomendar uma gino em SP que olhe na sua cara e recolha o material do preventivo no consultório?

Zrs disse...

querida, na dúvida tome logo a pílula, qto mais tempo passa, menos efeito tem a pílula.

Anônimo disse...

Eu mesma sou barbada, uso roupas tipicamente masculinas e tenho um visual totalmente dito "masculino", mas me idêntifico como mulher, nos prender a estas amarras sociais construidas chamadas gênero é que não dá né...

Jonas Klein disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Anônimo disse...

Obrigada, Zrs!

Jonas Klein disse...

Anon 11:48

Se o seu ciclo menstrual e bem regulado (esse detalhe e muito importante) e você tem certeza que não estava no período fértil (você tem certeza que sabe calcular direito o período fértil?), não tem porque você toma a PDS.

Agora deixa eu te dar uma dica, e recomendável sempre usar dupla proteção para evitar gravidez, use o DIU caso não queira usa anticoncepcional a base de hormônio. Ai quando houver quando acontecer algum problema com alguma camisinha, você não precisa se preocupar com risco de gravidez.

Marcia Baratto disse...

Jonas Klein,

essa parte é apenas um exemplo drástico do que já presenciei, não penso/espero que isso seja cotidiano em todo movimento feminista, sequer no radical (seria muita desonestidade da minha parte generalizar isso, não é, definitivamente, a intenção). Mas olha, ninguém precisa usar drogas (conheço muita maconheira absolutamente relax, incapaz de maltratar quem quer que seja, fisica ou verbalmente) ou ter sérios problemas psiquicos para ser intolerante discutindo. Convivo com várias pessoas com depressão profunda, mal de alzeimer, até transtorno bipolar e nenhuma delas, veja só, argumenta sempre com o fígado ofedendo outra pessoas. A triste verdade é que para ser violento, basta ser socializada (o) para tal. E isso, nessa sociedade insana, por n formas diferentes, todo mundo é. O mal não está só lá fora, nos outros, está em nós também.

Fê Cardoso disse...

Concordo com suas considerações Márcia. A situação da mulher é muito heterogênea e depende de vários fatores culturais e sócio econômicos. É praticamente impossível analisar a figura feminina usando um modelo genérico.
Tenho visto discursos de feministas radicais alinharem-se com discursos machistas, inclusive agressões verbais de mesmo nível e isso é muito triste pois acredito que não representa o pensamento de toda as radicais.
Em relação à polêmica rads x trans, acredito que possui alguns pontos delicados que merecem ser discutidos. Acho muito possível que homens se aproveitem da acolhida às trans para ocupar espaços femininos com intuito de tumultuar e cometer abusos. Existe mau caráter de todo tipo e não duvido que ideias como essas passem pela cabeça de alguns homens...
E sobre discutir assuntos biologicamente femininos em espaços feministas, é ÓBVIO que temos o direito e dever de fazer isso! Acho que as trans merecem acolhimento porém precisam conviver ou pelo menos tolerar questões sobre aborto, menstruação e etc, silenciar discussões como essas é sim uma forma de opressão, na minha opinião.
Pra finalizar, sugiro a publicação de um guest post sob a ótica de uma feminista radical, para que possamos entender melhor essa vertente. Dar voz à elas irá enriquecer muito a discussão (quem sabe a Anon A. se voluntarie). :)

Marcia Baratto disse...

Anônimo, eu tomaria a pípula. E, bem lembrado: adoraria que voltassemos a discutir esses temas. Especialmente estupro, faz tempo que não atualizamos o debate sobre a cultura do estupro, tá fazendo falta.

Jonas Klein disse...

Olá Marcia Baratto

Eu gostei do seu texto.

A única coisa que eu acho requer uma observação e essa parte aqui:

"Eu presenciei feministas radicais brancas dizerem a uma trans negra que ela não tinha o direito de falar sobre racismo. Se uma negra não tem o direito de falar sobre racismo, então quem tem?"

Boa pergunta, o problema e que dentro do movimento feminista assim como eu qualquer outra grupo humano, tem pessoas com sérios problemas de ordem psiquiátrica ou que usam drogas, e falam as vezes estando sob o efeito drogas, pois uma pessoa normal e em sã consciência, não diz certas coisa nem tem padrão de comportamento que se vê muitas vezes nos comentários de algumas pessoas aqui.

Jonas Klein disse...

Marcia Baratto

Em nenhum momento eu generalizei, tem gente que só mal criada mesmo, mas acontece que tem algumas pessoa com problemas de ordem psiquiátrica, que a não ser quem já estudou alguma coisa sobre psicologia, as demais pessoa não notam isso.

Death disse...

Espera ai, deixa eu ver se entendi: Quando uma Rad parte da questão biológica ela está "abraçando" o masculinismo? Cada coisa que eu leio...

Não dá pra falar de parto, menstruação, saúde da mulher sem entrar na questão biológica da MULHER, libfems forçam muito a barra pra colocar tudo como se fossem questões sociais.

Os mascus usam um discurso baseado em biologia de revista de banca de jornal para querer segregar mulheres de homens, é o único intuito, as Rads partem de uma discussão séria sobre o ponto de vista biológico para falar das questões que afetam diretamente uma pessoa que nasceu com o sexo feminino, nisso não dá pra incluir homens, mesmo os que se identificam como mulher. Desculpe.

Anônimo disse...

Muita gente tem a impressão de que esse tópico entre LibxRadxTrans já deu.... Mas enfim...
Sinto falta de temas 'práticos' , por assim dizer.... Informação sobre menstruação, aborto, dst, parto vc consegue em vários lugares, mas dificilmente com o acolhimento e o viés feminista. (E se c for ver nos comentários então... Via de regra é de cortar os pulsos)
Sinto falta dos comentários da Maria Valéria, da Ana e de outras que deixaram de comentar/acompanhar.
A caixa de comentários dos últimos posts é quase uma zona de guerra, e, espremendo, se tira pouco conteúdo de fato.
Pq ao invés de ficar x versus y não se faz um guest post sobre como funciona a visão de y?
Alguns comentários são verdadeiros tratados sobre um tema e acho justo virar posts, mas pq não fazer um guest post sobre determinados assuntos do que ficar esperando que a autora do blog faça ou ficar de guerrilha nos comentários?

Anônimo disse...

Estou lendo ainda muito sobre feminismo e não entendo a diferença muito bem entre radical e liberal mas esse texto só reforçou o que eu disse no outro post, tem pessoas que se apegam muito a essas ideologias e segregam quem não faz parte do clubinho, para depois chorarem que não tem voz ou desejar de quem discorda que essa pessoa tenha seus direitos negados.

Marjorie.

Marcia Baratto disse...

Death

1. Não sou liberal. Para mim, que comecei o ativismo lutando contra medidas de privatização nos anos 2000, isso soa como palavrão. Sério, me deixa 'puta'. Minha militância não tem nada haver com o debate nos Eua, eu vivo no Brasil e faço política com outros símbolos, signos e linguagens, pode, por favor, respeitar isso?

2. A frase do 'abraçar' era irônica com o contexto do debate do post antigo, admito que aqui sou agressiva, não é essa a intenção. Apenas quero mostrar que o argumento biológico não tem, para mim (não para toda humanidade), a preponderancia para tudo o que deva ser o feminismo. No post original tinha várias frases lamentáveis contra mulheres trans. Daí as frases irônicas. No mais, também concordo com espaços exclusivos de discussão para temas em que o biológico é preponderante, sobre isso, não discordamos, ao contrário.

Anônimo disse...

Marjorie, separe ideologia de facção ideológica.
As idéias não têm culpa do que as pessoas fazem delas...
Colocando tudo junto e misturado, vc ignora que certos grupos se dizem de tal corrente ideológica, mas possuem uma prática diferente da teoria.
Enfim, cuidado com rótulos e generalizações.

Marcia Baratto disse...

Anônimo 12:54, também sinto falta dessas comentadoras. E apoio totalmente um post de uma radical aqui, Anon A. faz um post? O tema pode ser qualquer um da sua escolha. Seria bem mais proveitoso para o debate.

Fê Cardoso, é uma questão isso da 'camuflagem'. No movimento estudatil universitário eu acho bem provável que algo assim aconteça, realmente, pede reflexão.

Death disse...

Marcia Baratto

1- Eu jurava que vc era liberal, mas ok se diz que não é. Erro de cálculo, sorry. Cada uma faz política com os símbolos e referências que têm, mesmo pq não dá para separá-los ou dissociar não é mesmo? Não me vi desrespeitando isso de você, mas se acha que sim, te peço desculpas.

2- Acho que é ponto comum, esse dos espaços exclusivos.

Marcia Baratto disse...

Death, tá tudo certo. Desculpa também se saiu agressiva a reclamação, realmente você não desrespeita ninguém por aqui, espero também não tê-la desrespeitado. Você tem a minha admiração pelos comentários sensatos e pela imensa capacidade de sororidade com muitas das dores relatadas aqui. Também extendo o convite para você, não quer fazer um post para falar sobre feminismo radical? Sei que não sou eu quem convida, mas posso fazer 'pressão'.

anon A. (radfem) disse...

@Marcia Baratto
Se a Lola der um "ok", eu posso escrever um post. Eu não tenho tanto tempo livre, então não queria arriscar gastar tempo escrevendo um post para mandar para a Lola e só tomar um não na cara por ser radfem (ela já se mostrou bem intolerante com radfems, então não duvido nada). Acho que o tema do post seria as principais diferenças entre o feminismo liberal e o radical (por exemplo, radfems também criticam prostituição e pornografia, mas com um foco mais sistemático, não vilanizando as mulheres que o fazem, mas criticando o sistema).

@12:05
Cara... Você é um homem 100% dentro dos padrões e se 'identifica' como mulher? Por favor me explique isso sem cair em esteriótipos de gênero. Vai me dizer que tem 'cérebro feminino', por acaso? Ou também que não tem socialização masculina, e sofre machismo por ser 'mulher'?

Isso é exatamente do que radfems reclamam, um homem 100% dentro dos padrões que se diz 'mulher' (e por 'dentro dos padrões' eu quero dizer como as pessoas o percebem, 'identidade' interna é totalmente irrelevante se não afeta a realidade). De acordo com as libfems, um cara assim pode acessar banheiros femininos, obter bolsas de estudo para mulheres em exatas, participar de times femininos em campeonatos mundiais, acessar abrigos para mulheres, fazer decisões pelo feminismo, etc... E não é como esse tipo de idéia não fosse prejudicial para as pessoas trans de verdade, que querem viver tranquilos como o outro sexo.

@sobre o post
Li por cima e vi que é um comentário que eu já respondi no post original, então eu sinceramente estou sem saco de responder a mesma coisa pela segunda vez.

Anônimo disse...

@Anon A.
Seria ótimo se vc fizesse o texto.
Bem algo do tipo divulgação científica para comunidade não científica, acessível e tb sem ataques, como vc pontuou.
Boa parte das leitoras não lêem em inglês... E outras, creio eu, ficam perdidas nesse debate sem saber onde procurar informação.
Vc como comentarista conhecida (e creditada com competência em falar no assunto - basta ver qnts te citaram) facilitaria o acesso ao que realmente as rads pensam dita por uma rad (e não uma leitura errônea de fora - ou msm de dentro, como Marjorie bem nos mostra que pode acontece, confundido ideologia com o que as pessoa fazem disso).
Se vc escrever e a Lola não publicar, tenho certeza que se vc jogar num link qlq muita gente aqui vai ler se vc indicar. ;)

Fabiano disse...

Para mim não é difícil identificar como mulher uma trans que nasceu com um corpo do sexo masculino, mas que busca adequar a sua identidade pessoal através de recursos estéticos ou mesmo comportamentais.

Mas não tenho a mesma facilidade quando o indivíduo afirma se identificar como mulher, mas que não busca ser lida dessa forma pelo mundo.

Seria interessante que as pessoas que têm essa vivência dessem seus depoimentos para poder compreender melhor e reduzir meus preconceitos.

Anônimo disse...

Anon 13:21

Me explica o seu ponto: alguns grupos se dizem de uma corrente ideológica mas agem como se fossem de outra e eu que tenho que prestar atenção para não generalizá-los? Não seriam estes grupos que tem que parar de serem hipócritas? E como eu vou generalizar alguém que se diz uma coisa mas é outra se eu nem sei o que é essa pessoa?

Sério, me deu parafuso na cabeça.

Marjorie

Anônimo disse...

Vc generaliza ideologia como algo ruim a partir das práticas de grupos que se dizem seguir determinada ideologia.
O que eu é outros estamos tentando te diver é pra mudar o alvo, só isso,

Anônimo disse...

Não é possível que vcs não enxerguem a lógica simples.

Não há nenhuma característica que se atribui a uma mulher que seja um ponto em comum com todas as mulheres além do fator biológico. Ninguém deixa de ser mulher por ser lésbica, por ser masculinizada, por ter cabeça raspada, por ser caminhoneira, por falar palavrão, por não ser mãe.... Nada. A única coisa que faz uma pessoa ser mulher não é se dizer mulher, é nascer e ser socializada assim. Eu nunca me disse mulher. Nunca quis ser mulher. Pensei mil vezes quão melhor terra sido nascer homem, desejei isso a maior parte da minha vida. E isso não faz de mim um homem.

Por mim homens podem andar de vestidos, inventar nomes femininos pra si mesmos, tanto faz. Cada um performa o papel de gênero que quiser. Eu respeito. Chamo de Julia. Por mim pode inclusive frequentar banheiro feminino.

Só não peça pra aceitar que, por exemplo, o Laerte cartunista, que passou a vida toda sendo tratado como homem, teve seu espaço como cartunista exatamente por isso (qtas cartunistas mulheres famosas vcs conhecem? Pois é.), agora com 60 anos, depois de ter filhos e gozar de todos benefícios da sociedade para homens , bota um vestido, pinta a unha de vermelho e pronto é tão mulher qto eu.

Eu que fui, como qualquer menina, abusada na rua por velhos nojentos pedófilos me falando merda, que passei toda minha infância e adolescência ouvindo : mulher não faz isso, mulher não senta assim, mulher não fala assim, mulher de verdade faz blá blá blá. Que ando na rua com medo de ser estuprada e não apenas assaltada... E etc.

Não é a mesma coisa. Socialização masculina e feminina são diferentes. Nascer com útero não é igual nascer com pênis.


Alice.

Anônimo disse...

Interessante que as "trans" que conhece fora da Internet eram bem legais, foi uma boa experiência. Já essas de "ativismo" da Internet vomitam estereótipos, piadinhas sobre nós e não sei o que mais. (Não gosto de nomes escrotos para as nossas genitais, li Travesti Reflexiva e outras e parei de vez)

Death, concordo total com esse seu comentário, cansada de "desgraça, você mestrua, portanto, admita seu privilégio e vamos parar de falar de menstruação".

Fê Cardoso, eu também gostaria muito de ler um texto da Anon Rad algum dia.

Vicky

Anônimo disse...

Porque estão pegando no pé das rads que agonia tanta coisa pra postar souberam que eduardo cunha o santinho fez, o adorado pelos machistas.

Anônimo disse...

Alice, não é tão simples assim.
Não podemos levar o conceito biológico a ferro e fogo.
Somos um imbricado biológico, psicológico e social. Tudo junto e misturado, sem tirar nem por.
Se vc pensar que o Y é um X sem perna e que a não ativação de uma parte importante desse Y vai te fazer ter genitais femininos, levando seus pais a crerem que vc é uma mulher e vc cresce tendo toda uma vivência social como mulher e só descobre depois da puberdade que opa! Vc é XY, comofas?!

Anônimo disse...

Anon de 16;12
Não vejo nessa caixa de comentários ninguém pegandono pé de rads, mas buscando o diálogo....
Reclame da blogueira, não generalize.

Thiago Borges disse...

Anônimo 16:18 perguntou:

"Se vc pensar que o Y é um X sem perna e que a não ativação de uma parte importante desse Y vai te fazer ter genitais femininos, levando seus pais a crerem que vc é uma mulher e vc cresce tendo toda uma vivência social como mulher e só descobre depois da puberdade que opa! Vc é XY, comofas?! "


E eu complemento a pergunta: E uma pessoa que nasce com os dois sexos?

Jonas Klein disse...

Alice

Você diz:

"Que ando na rua com medo de ser estuprada e não apenas assaltada... E etc."

Você já penso em comprar uma arma para ser sua fiel companheira?

Não que isso vá te dar plena segurança, massa anda com um arma de fogo ao alcance da mão te da uma sensação de segurança que é algo indescritível, quem já fez isso sabe do que estou falando. claro que anda com arma e não saber usar não adianta, e usar apenas a arma como meio de defesa também não e recomendável...


Mudando de assunto


Anon 12:54

"Sinto falta de temas 'práticos' , por assim dizer.... Informação sobre menstruação, aborto, dst, parto vc consegue em vários lugares, mas dificilmente com o acolhimento e o viés feminista."

A Lola já escreveu sobre tudo isso, e além destes assuntos muita coisa sobre a violência sexual de modo geral, e por isso acho que a Lola tende continuar procurar escrever e publicar posts sobre outras coisas.

Claro que não estou afirmando nada aqui, e apenas o que me parece neste momento.

Anônimo disse...

De novo isso? "Rads são segregacionistas, rads são feias e bobas e ignorantes , mente limitada, só consideram fatores biológicos, e no fim se parecem muito com mascus."

Nós é que somos legais, porque não questionamos, por exemplo, quando uma pessoa com corpo, voz e trejeitos de homem quer usar o banheiro feminino, desde que afirme que é mulher, claro (mas se essa pessoa afirmar ninguém tem o direito de questionar jamais, imagine, colocar a segurança de uma mulher cis em primeiro lugar, que absurdo, todos os oprimidos do mundo tem que ser salvos antes de pensarmos em garantir a não violação de um corpo feminino!).

De onde que tiraram que radicais querem colocar cis e trans em competição, pra ver quem sofre mais???? Ou que rads não consideram trans como mulheres??? Garantir espaços exclusivos para compartilhar experiências de mulheres cis, e discutir questões ainda tabus relativas a mulheres cis (vagina, menstruação, gravidez, etc) é mesmo segregação?

Isso aqui está realmente esquizofrênico, se vocês não querem ler teoria sobre feminismo radical parem, simplesmente parem.

Se não, acontece o que se vê nos comentários aí em cima, quem lê só a Lola deve pensar mesmo que o feminismo radical é coisa de gente insana, desinformada e que odeia mulheres.

Aí o blog acaba por segregar mulheres e o feminismo.

Ana disse...

Para quem tem peninha de menor bandido, um daqueles que participou do estupro coletivo em Piauí foi assassinado pelos outros estupradores amiguinhos, são vitimas da sociedade mesmo:

Adolescente condenado por estupro coletivo é espancado até a morte em sua cela - Yahoo Notícias
https://br.noticias.yahoo.com/adolescente-condenado-por-estupro-coletivo-%C3%A9-espancado-at%C3%A9-a-morte-em-sua-cela-120344910.html

Death disse...

Márcia Baratto

Imagina, tá tudo certo. Ruídos acontecem em comunicação escrita. Também te admiro pelas suas colocações mesmo não concordando com tudo 100%. Te acho muito educada e inteligente.

Acho que das Rads que comentam aqui eu sou a menos gabaritada pra escrever um post, mas gostaria de abordar sim um dia quando apropriado o caráter revolucionário do feminismo radical que visa derrubar o patriarcado em todos os sentidos em comparação ao caráter reformista do feminismo liberal que é mais alinhado a cultura vigente, um bom exemplo disso é a discussão de pornografia e prostituição.

Outra questão que acho pertinente de ser abordada em texto Rad é justamente que o feminismo liberal se apropria da teoria queer que defende o gênero como questão de identificação e para tal precisa defender vários aspectos da opressão de gênero.

Eu separaria um tópico para quem Lê e se dedica aos estudos do Feminismo Rad ao contraponto de pessoas que se declaram Rad mas não são necessariamente pertencentes a este grupo, basta ver uma característica muito comum na falha entre o discurso e o comportamento sobre relação aos homens e o feminismo. O primeiro grupo não admite que agentes do Patriarcado tomem parte de espaços de discussão feminista (justamente pelo tumulto e desvirtuação dos tópicos) mas sabem que para atingir o objetivo de derrubar o Patriarcado têm que ir para o enfrentamento (no sentido de propor o debate), não há como abalar as estruturas do sistema atual sem antes enfrentar os agentes e confrontar seus privilégios(ou seja, os homens tem que ser incluídos na conversa, em bom português, mas nada de afagos necessariamente). Já o segundo grupo prega uma exclusão sem qualquer proposta para qual será o papel dos agentes, negando essa mesma parte da sociedade como vetor essencial (não exclusivo ou mais importante) para transformação.

Isso sem falar em lesbianismo político e sex-positive para entrar no campo da sexualidade e que é um diferencial grande entre Rads e Libfems.

Anônimo disse...

14:45

Me vejo como mulher, simples assim, me defino como mulher e me sinto mulher, sinto que sou uma mulher no corpo de um homem e me idêntifico totalmente com minhas amigas, não faço modificação corporal por ser algo muito agressivo e também pelo preconceito.

Anônimo disse...

Alice, entendo seu ponto. Aliás, esta questão da transexualidade ainda me gera muita dúvida. às vezes concordo com as liberais, às vezes com as radicais. Sinceramente, não tenho opinião formada e, por isso, gosto de ouvir argumentos em todos os sentidos.

Quanto ao Laerte, eu concordo com você. Mas veja a minha dúvuda e, por favor, meu dê sua opinião: eu tenho uma tia que nasceu e viveu como homem até os 20 anos de idade. Ela sempre se identificou como mulher, apesar do corpo biológico de homem. Ela foi atrás de tudo e conseguiu fazer a cirurgia de mudança de sexo. Então hoje, ela tem órgãos genitais femininos, tem seios e é lida socialmente como uma mulher. Quem não sabe do passado dela, não faz ideia de que ela já foi homem.

E ela, neste caso, pode ser considerada mulher pela ótica das radfem? O que você acha?

Anon A, gostaria também da sua opinião. Acho você muito sensata, e gosto da forma como vc argumenta (embora eu não concorde com todas as ideias). Aliás, ia ser massa um texto com as principais diferenças ideológicas entre libfem e radfem. Lola, o que acha?

Fernanda

Anônimo disse...

Fabiano 14:58

Como eu não faço essa divisão entre coisas de mulher e coisas de homem eu faço tudo normalmente, uso blusa e calça jeans normal, até porque isso não deve ser definido como coisa de homem. Todo esse lance da vestimenta e comportamentos são imposições sociais, tipo "Vestido é coisa de mulher", "terno e gravata é coisa de homem", isso pra mim não faz sentido e eu sendo mulher (mesmo tendo nascido no corpo do que chamam de "homem") me identifico e me sinto mulher, é uma pena que a sociedade coloque tudo em janelinhas compartimentadas com várias etiquetas.

anon A. (radfem) disse...

@14:56
Ok, eu comecei a escrever um rascunho, deve ficar pronto em 1 ou 2 semanas dependendo do meu tempo livre, obrigada pelo incentivo.

@Alice. (16:05)
Concordo 120% com você (menos a parte de banheiros femininos, por causa da questão do estupro e porque homens tentarem gravar, assediar ou espiar mulheres no banheiro está longe de ser incomum (e alguns se vestem de mulher para isso, eles não estão nem aí))

@16:18
Você está falando sobre pessoas intersex, e eles já cansaram se falar que não querem ser usados como argumento pelo movimento trans, porque foi justamente a cisma com gênero que fez com que eles frequentemente tenham tido suas genitais amputadas ou um tratamento terrível pelos pais. Por eles, é o sexo biológico (ou o sexo biológico que é assumido no nascimento) que deve definir a pessoa, sem força-la a se enquadrar em gêneros ou fazer cirurgias desnecessárias nos genitais.
O caso de pessoas XY que foram assumidas como sendo XX ao nascer devido ao fato de serem insensíveis aos hormonios masculinos no utero, não muda o fato que receberam todo o tratamento e socialização de uma mulher biológica. Mulheres inferteis ou que não menstruam devido a remoção do útero também continuam sendo mulheres.

Anônimo disse...

Ai, gente. De verdade, quem aguenta o Jonas?

"Que ando na rua com medo de ser estuprada e não apenas assaltada... E etc."

Você já penso em comprar uma arma para ser sua fiel companheira?"

Claro, jonas. Vamos todos nos armar! Daí vai ser legal, porque ao invés de falar pros homens não estuprarem, a gente vai falar: "cuidado quando for estuprar, a mocinha pode estar armada".

E nem vou mencionar o fato de você, um machista que insiste em se declarar não machista (mas seus todos os seus comentários depõem contra você, meu caro), achar que os temas femininos já foram suficientemente discutidos aqui. Por favor, nos poupe.

Fernanda

Jonas Klein disse...

Anon 16:12

Em parte eu concordo contigo, parte do cunha eu já sabia.

Ana

Sabe eu sou uma penso que eu penso que um erro não justifica o outro e com os crimes acontece a mesma coisa. Mas neste caso aquele bandido desgraçado mereceu morrer daquele jeito, eu ainda prefiro saber que ele morrer espancado na cadeia(tomara que com comparsas dele aconteça a mesma coisa) mesmo, do que daqui a três anos ou ate mesmo ele estar solta na rua de novo, com altíssima possibilidade de cometer o mesmo crime de novo.

Agora não se surpreenda se logo aparecer alguma feminista aqui, para defender aquele lixo humano, pois esquerdista e capaz de tudo.

anon A. (radfem) disse...

@Death
Algumas coisas que você comentou do feminismo radical são coisas que eu mesma tenho pouco conhecimento. Se eu completar o texto com as diferenças entre libfem e radfem, você gostaria de revisá-lo? Acho que ajudaria a deixar o texto mais genérico em relação a radfems.

anon A. (radfem) disse...

@16:59

"Eu me vejo como mulher, porque me sinto como mulher. Eu me sinto como mulher porque me identifico como mulher."

O que você está fazendo se chama 'argumento circular'. Defina mulher. Defina o que tem nas suas amigas que você se identifica. É sério, se você negar a biologia é impossível você fazer isso sem se basear em esteriótipos de gênero.

Anônimo disse...

@Anon A.
Que bom que o texto vai sair!
E obrigada por esclarecer sobre os intersex.

Mila disse...

Boa questão Márcia!
As mulheres da minha família (e acredito que de muitas) sempre criaram seus filhos sozinhas, longe de maridos e companheiros. Logo, trabalharam a vida inteira (essa é uma das minhas broncas com o feminismo mainstream: considerar que a entrada no mercado de trabalho da mulher de classe-média, desconsiderando as pobres que sempre trabalharam), e mesmo assim, foram vítimas dos valores machistas.
Entretanto, em relação ao estereótipo da submissão e delicadeza, ainda fecho com as rads. Repetir esse padrão sem questioná-lo não contribui em nada para a desconstrução de gênero, que acredito, beneficia tbm homens e mulheres trans.

Marcia Baratto disse...

Anon A., eu endossaria com a Lola esse post. Podemos mandar e-mail conjunto para ver se tem espaço? O que acha? Se sim, o melhor é esperar ela voltar de viagem. Se não, também leria de boa, daria visibilidade no face, divulgaria no twitter, onde mais você quiser colocar. Vamos debater ideias.

Death, ambas as propostas são ótimas, acho que falta no blog textos de apresentação de debates e discutir essa relação teoria e militancia, sempre tão complicada. O pouco que trabalhei com teoria radical, foi para tratar de violência sexual e tortura, é outro mundo de debate que esse da internet brasileira.

Enfim, no que eu puder ajudar, deixem-me saber.

anon A. (radfem) disse...

@Fernanda as 16:58

A minha opinião pessoal como radfem é que sua tia não é mulher, é mulher trans, do sexo masculino. Essa diferença é importante. O que quer dizer, por exemplo, que ela não deve tentar ter protagonismo no feminismo. Nada a impede de criticar o que ela passa como mulher trans, mas isso não deve ser o foco do feminismo. Isso também quer dizer que ela usufruiu de privilégios masculinos (como ter incentivo para ter ambição, se impor, ser forte, participar de esportes, ser bom em ciências, etc), então eu não acharia correto ela se beneficiar de bolsas para mulheres em esportes e exatas, ou competir contra mulheres em campeanatos deste tipo.

Eu não entendi completamente a sua pergunta, era esse o tipo de resposta que você estava esperando?

Death disse...

Anon A e Marcia Baratto

Estou à disposição. Acho excelente a proposta e naquilo que eu puder colaborar com meu humilde conhecimento do tema, ajudarei.

anon A. (radfem) disse...

@Marcia Baratto
Já que divulgar nos comentários sem pedir 'permissão' para guest post é uma opção, eu preferiria fazer assim mesmo. A minha experiência debatendo com a Lola nos comentários não foi boa, então prefiro que ela veja e decida se quer publicar ou não por ela mesma do que mandar um email me 'justificando'.

Jonas Klein disse...

Fernanda

Você diz: "Claro, jonas. Vamos todos nos armar! Daí vai ser legal, porque ao invés de falar pros homens não estuprarem,"

Você não mas eu qualquer pessoa que conheça realidade, sabe que apenas dizer aos homens "não estuprarem" não resolve, estupradores todos ou quase todos, são psicopatas e estes só entendem a linguagem do medo, imposto pelo rigor da lei ou medo da reação da vitima, saído disto o resto pouco adianta.

E prova e que todo estuprador já ouviu isso estes "não estuprarem" e que aconteceu depois? _______ você já sabe.


"E nem vou mencionar o fato de você, um machista que insiste em se declarar não machista"

Agora vou te fazer um desafio, me diga aonde eu disse alguma merda machista aqui (levando-se em conta que machismo tem questão de gênero por trás), depois eu aceito que você me chame de machista, ai eu gostaria que você me ajudasse me corrigir.

anon A. (radfem) disse...

@Death
Criei um email falso no Blur: 5b64561b@opayq.com
Pode me mandar um email, para eu pegar o contato? Tenta escrever alguma coisa para eu saber que é você (sei lá, algo de feminismo radical), para eu não acabar trocando mensagens com algum troll.

Anônimo disse...

@anon A.
Você tirou minha dúvida sim. Obrigada! :)

Fernanda

anon A. (radfem) disse...

@Jonas

Eu já devo ter te respondido umas duas vezes sobre o seu argumento de mulheres andarem armadas, lá vai de novo:

- Mesmo quando mulheres matam em legítima defesa em casos de violência doméstica elas costumam pegar cadeia. Eu não tenho motivos para acreditar que seria diferente com casos de estupro.
- Mesmo se por acaso funcionasse, mulheres pobres e negras não teriam a opção de andarem armadas, então nem de longe resolveria o problema.
- É fácil desarmar pessoas, seja porque pegou elas de surpresa ou porque, no nervosismo e falta de experiência, a pessoa não conseguiu atirar direito
- Na maior parte dos casos de estupro o estuprador é um conhecido da vítima. Vai ficar andando armado na casa dos seus pais, amigos, namorado, ou no trabalho? Não. Mesmo se por acaso estiver com a arma na mão, muitas pessoas compreensivelmente escolheriam não atirar (e se elas atirassem, quase certeza que seriam presas).
- Nos EUA, onde porte de armas é permitido, armas são usadas muito mais para estuprar e matar mulheres, incluindo casos de violência doméstica, do que são usada para se defender. Só pioraria o problema.
- Inclusive, nos EUA recentemente uma mulher negra pegou cadeia por dar um tiro de aviso, no teto, para parar o marido dela que berrava que iria matá-la. Ela pegou cadeia. Por um tiro de aviso.

Vou adicionar mais a lista se eu lembrar de mais coisas.

Anônimo disse...

Jonas, meu querido. Só o fato de você emitir opiniões sobre assuntos exclusivamente femininos, sobre que método anticoncepcional a mocinha ali em cima deve usar, sobre que a mocinha do outro post deve se manter virgem até 16 anos, entre outras pérolas, isso já demonstra que você se acha capacitado para opiniar sobre assuntos essencialmente femininos. Meu amigo, me desculpe, mas você não tem que achar nada. Você apenas está reproduzindo a ideia machista de que homem pode opinar sobre esses assuntos, que pode falar sobre nossos corpos, nossos hábitos, nossas vidas. E você não pode. Quem é você pra falar que a mocinha do outro post deve manter a virgindade até 16 anos pelo menos? Se isso não é reproduzir o controle machista sobre a mulher, eu não sei o que é.

Como disse a anônima das 17:28, vc nunca usou nem vai usar uma pílula do dia seguinte, então não dê pitaco. Nem sobre a pílula, nem sobre nada que voê desconheça.

Por fim, como eu já sei que você vai rebater este comentário com o seu clássico "essa é minha opinião", eu te aviso: tem muito machismo, rascimo e homofobia que andam por aí vestidos de minha opinião, viu?

antes que você mal interprete - como é de costume - não, não estou te chamando de racista nem de homfóbico, tá? só de machista mesmo. :)


Fernanda

Death disse...

Anon A.

Lhe mandei um email. Veja se chegou e está tudo certo. Fiz comentário de um ponto polêmico que poderia entrar (ou não, melhor não) no texto e o nome de uma feminista Radical de importância para o estudo.

Anônimo disse...

Jonas você tem útero? Ovarios? Vagina? Não? Então não se meta a falar sobre anticoncepcional e corpo feminino que você nunca vai saber.

Anônimo disse...

O problema nem é tanto não ter útero ou vagina.... e não saber o que está falando, mas opinar como se tivesse total domínio sobre o assunto. Cada dica que vou te contar

Jonas Klein disse...

Anon 17:28

"A menos que vc seja um especialista nesse assunto e/ou tenha experiência, não meta o bedelho."

A minha formação não e nesta área, mas nem por isso eu deixei de estudar sobre reprodução humana, por isso eu tenho algum conhecimento nesta área, e você entende tanto do assunto que esta aqui fazendo uma pergunta sobre usar ou não PDS.

E quem pergunta e porque sabe. O meu comentário esta Ok, você e que pego no meu pé.

"Vc viu algum falando dessas coisas nos últimos 2 meses?"

NAO, e eu não disse que a Lola deveria fazer isso ou aquilo, eu apenas escrevi o que eu penso que a Lola provavelmente vai fazer, mas sei que posso estar errado...


anon A. (radfem)

Agora e contigo.

"Mesmo quando mulheres matam em legítima defesa em casos de violência doméstica elas costumam pegar cadeia."

Prove isso.

"Mesmo se por acaso funcionasse, mulheres pobres e negras não teriam a opção de andarem armadas,"

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK o que tem haver a mullher ser negra com isso?

"É fácil desarmar pessoas, seja porque pegou elas de surpresa ou porque, no nervosismo e falta de experiência, a pessoa não conseguiu atirar direito"

O que foi que disse as 16:38?

"claro que anda com arma e não saber usar não adianta, e usar apenas a arma como meio de defesa também não e recomendável...

Preciso dizer mais algo? Para bom entendedor meia palavra já basta.

"Vai ficar andando armado na casa dos seus pais, amigos, namorado, ou no trabalho?"

O que foi que disse acima? para que inventarão as técnicas defesa pessoal sem uso de arma?

Para quem não sabe, para a lei legítima defesa e legitima defesa em situação.

"Nos EUA, onde porte de armas é permitido, armas são usadas muito mais para estuprar e matar mulheres, incluindo casos de violência doméstica, do que são usada para se defender."

Isso acontece porque nos EUA qualquer imbecil pode comprar um arma, por tanto mão mistura as coisas.

As um argumento infantil na lona.

"Inclusive, nos EUA recentemente uma mulher negra pegou cadeia por dar um tiro de aviso,"

Prove isso, depois a gente conversa...


Antes que esqueça

Fernanda

E dai too esperando, se não for você pode ser qq outra aqui.

Anônimo disse...

Eu percebo de certas rads bem intencionadas, não uma transfobia ou transmisoginia generalizada, mas uma aversão aos "Laertes" da vida, pessoas estranhas que aparentam serem estivadores e se dizem mulher. Se Anon A., Death ou outras puderem esclarecer, eu ficaria grata:

É compreensível que numa transição, devem haver certos padrões concretos, objetivos, além de conceitos subjetivos ou conceitos neurocientíficos que só podem ser atestados numa autopsia, para que a coisa não se torne uma bagunça. Eu, por exemplo, acredito que alguém só possa ser considerada trans após um certo tempo de hormonioterapia, devido aos efeitos tanto estéticos e musculares, quanto neurológicos. E que essas pessoas trans "estranhas", que tendo condições financeiras não tomam hormônios, usam barbas e falam que se sentem mulheres por dentro e ponto final, são no mínimo mal intencionadas, para não dizer insanas.

Voltando aos critérios objetivos, vejo que muita da coisa converge aos fatores socioeconômicos ou até mesmo funcionais. Vamos propor três sets de critérios, que chamarei de Heavy, Mid e Light.

Heavy: A pessoa trans só pode ser considerada trans após cirurgia de redesignação e hormonioterapia.

- A Cirurgia é extremamente cara

- Apesar de ser possível fazer uma redesignação 100% funcional, poucos cirurgiões no mundo tem essa habilidade

-A Cirurgia tem um pós recuperatório problemático, que pode atrapalhar a pessoa em suas funções laborais e sociais por meses.

- Genitais não tem utilidade social entre pessoas adultas. Afinal, usamos roupas, não se inspeciona genital alheio.


Mid: A pessoa trans só é considerada trans após hormônioterapia e cirurgia simples de esterilização.

- Tal cirurgia em certas sociedades é mais polêmica que a redesignação total. o CFM por exemplo, proíbe orquiectomia para mulheres trans.

- O equivalente para homens trans seria remover os ovários, extremamente dispendioso. Criando uma forte assimetria de direitos.

- Caso a pessoa trans queira ter filhos, congelar óvulos ainda é muito dispendioso e tem grande potencial de falha.

Light: A pessoa trans só é considerada trans após um certo período de hormonioterapia.

- Segundos pesquisas, as mudanças neurológicas e musculares terminam após dois anos. Se fossemos ser estritamente científicas, deveríamos impor este tempo, o que pode ser torturante.

- O mais reclamado - principalmente pelas trans "estranhas" - é que muitas pessoas não tem recursos para pagar hormônios, ou mesmo tem dificuldades de ter acesso a médicos e não tem estudo suficiente para pesquisar automedicaçã de forma segura.

- Em especial para homens trans, testosterona é um medicamento controlado por ser anabolizante, e é difícil conseguir médicos que aceitam prescrever.




Enfim, sou contra essas pessoas trans aparentemente "fake", porém, como resolver esse problema sem causar injustiças? Quais direções os movimentos sociais interessados deveriam tomar neste aspecto? Enquanto mulher trans, acho extremamente ofensiva essa bagunça que a coisa tem se tornado, com pseudorevolucionários barbados e fetichistas de internet se dizendo mulher trans sem nem ao menos tomar um antiandrogênico. Mas como resolver isso de forma objetiva?

Grata desde já.

-

Anônimo disse...

Jonas, eu te respondi às 17:27.
E você fala que o povo pega no seu pé, que criticam tudo o que vc fala, que criticam o seu português (que é sofrível, convenhamos), mas veja como você foi hostil com a Anon A. complemente sem necessidade. Ela escreveu um comentário educado pra você.

olha, vou fazer como as pessoas mais espertas aqui fazem: passar batido pelos seus comentários. eu já tentei, mas não consigo não ler, é uma curiosidade mórbida mesmo. E eu sempre me arrependo. Parece que eu gosto de sofrer.

mas dessa vez eu vou conseguir, tenho fé.


Fernanda

Death disse...

Antes de responder o comentário da Anon 18:31 que merece mais tempo pra ser respondido adequadamente queria comentar a questão do Jonas.

Ele é como um Gremlin. É meio estranho, mas até "fofo" se vc não mexer com ele, quando você joga água ele se transforma num bicho horrendo. Digo, a água é simplesmente contestar o machismo gritante nas suas falas, daí ele vira um bicho feroz, feroz.

"Mesmo se por acaso funcionasse, mulheres pobres e negras não teriam a opção de andarem armadas,"

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKK o que tem haver a mullher ser negra com isso?


O cara não perceber a diferença que faz para uma mulher ser negra e pobre já basta como forte indício da falta de noção do nosso amigo Mogwai.

Anônimo disse...

Acho que o Jonas gosta de se meter como especialista entendido em Feminismo, Direito e Ginecologia para pegar mulher. Não era mais fácil mudar esse corte de cabelo ridículo?

Anônimo disse...

Death, perfeita sua definição!
Muito amor por ti agora! <3

Anônimo disse...

Samantha, se não for pedi muito, pode deletar meus posts de 11:48, 17:28, 18:58 e esse, por favor?!
Tudo que eu não preciso agora é ficar no mesmo ambiente que macho escroto bancando uma de sabe tudo pra cima de mim.
Agora eu entendo pq boas comentaristas estão sumidas.
Obrigada e boa noite (e boa sorte).

Fabiano disse...

anon16:59

Eu tento entender as coisas de forma a fazer menos divisões sobre o que é de homem e o que é de mulher (não fazer ainda é impossível para mim).

Mas eu não quis dizer que são as roupas e atitudes que definiriam quem é homem e quem é mulher. Porém é mais fácil entender que uma pessoa que não nasceu com genitais femininos mas se identifique mulher, tente compensar isso com uma imagem que facilite que a sociedade a leia como mulher, do que se a mesma pessoa se identifique como mulher, mas não faça esforço para que a sociedade a enxergue como tal.

Anônimo disse...

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

O Jonas indicou a tabelinha pra saber se a pílula do dia seguinte é a melhor indicação???? eu não vi isso!!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Que figura...

radscum disse...

Passando só pra avisar a Samantha que mais cedo tinha uns três comentários no blog assinados como "radscum" e que não eram meus! Tem algum(a) babaca que se passa por mim, fica esperta e saiba diferenciar pois não me responsabilizo por nada que dizem assinando meu nick.

Anônimo disse...

Samba de Uma Nota Só
Tom Jobim

Eis aqui este sambinha feito numa nota só.
Outras notas vão entrar, mas a base é uma só.
Esta outra é conseqüência do que acabo de dizer.
Como eu sou a conseqüência inevitável de você.
Quanta gente existe por aí que fala tanto e não diz nada,
Ou quase nada.
Já me utilizei de toda a escala e no final não sobrou nada,
Não deu em nada.
E voltei pra minha nota como eu volto pra você.
Vou contar com uma nota como eu gosto de você.
E quem quer todas as notas: ré, mi, fá, sol, lá, si, dó.
Fica sempre sem nenhuma, fique numa nota só.

(Saudades de quando esse blog tratava de vários assuntos, incluindo cinema, no lugar de entrar nessa missão de demonizar feministas radicais ou quem não concorda com toda a teoria queer)
Ainda gosto muito de você, Lola. Mas, please, vamos em frente que atrás vem gente! E o mundo não está se tornando menos machista ou melhor pros transexuais enquanto essa guerrinha é alimentada por gente que acha que está ajudando, mas só piora a situação...

Jonas Klein disse...

Fernanda

Ótimo ate que em fim alguém me respondeu isso.

Apesar de eu ter avisado (levando-se em conta que machismo tem questão de gênero por trás), eu sabia que alguém ia cair na arapuca.

"Você apenas está reproduzindo a ideia machista de que homem pode opinar sobre esses assuntos, que pode falar sobre nossos corpos, nossos hábitos, nossas vidas."

Mas quem te disse que eu estou agindo dessa forma por ser homem? ou por se tratar de um assunto feminino? por vocês aqui serem mulheres?

Pois bem se o meu comportamento não esta sendo baseado em um questão de gênero, onde eu estou sendo machista?

Agora deixa eu te fazer uma pergunto quem te disse que um homem simplesmente não pode opinar sobre estes assuntos? A Lola não foi, pois eu conheço as posições dela bem, e eu nunca a vi dizer nada neste sentido.


"Quem é você pra falar que a mocinha do outro post deve manter a virgindade até 16 anos pelo menos? Se isso não é reproduzir o controle machista sobre a mulher, eu não sei o que é."

A é, mas quem te disse que, eu disse que recomendei a ela se manter virgem ate os 16 anos por ela ser uma garota? se fosse um garoto, eu daria mesma recomendação? sexo antes dos 16 eu não acho recomendável para ninguém, pois o risco do sexo muito cedo trazer problemas e muito.

Se gênero não tem nada haver com o que eu disse cadê o machismo ai?

Bom quanto ao resto já esta respondido...


Anon 18:00


"Jonas você tem útero? Ovarios? Vagina? Não? Então não se meta a falar sobre anticoncepcional e corpo feminino que você nunca vai saber."

Embora eu acredite que a questão da formação técnica, tenha relevância para você, mas só falto você dizer que um homem não poder ser ginecologista ou obstetra, pois acredito que ninguém trata mais de assuntos femininos, do que estes profissionais.

Outra coisa se nos formos partir da sua linha de raciocínio, eu poderia dizer que uma mulher então não pode ser uma Urologia nem Andrologia, pois mulher não tem pênis nem testículos, pois sem isso ela "não poderia entender" nada sobre o corpo masculino.

Se eu disse isso tudo bem para você? pois para mim não?


Death

"O cara não perceber a diferença que faz para uma mulher ser negra e pobre já basta como forte indício da falta de noção do nosso amigo Mogwai."

Ta bom só deixa eu te fazer um perguntinha, onde eu disse que fato da mulher ser pobre não faz diferença? eu apenas perguntei que fato da mulher ser negra tem haver com isso, eu me referi apenas a questão racial.

"Digo, a água é simplesmente contestar o machismo gritante nas suas falas"

Eu vou fazer pergunta para você mesma responder, onde esta o machismo das minas falas?

Você ao menos conhece definição do que machismo?

Fabiano disse...

AnonA disse:

Isso também quer dizer que ela usufruiu de privilégios masculinos (como ter incentivo para ter ambição, se impor, ser forte, participar de esportes, ser bom em ciências, etc)


Esses privilégios que vc listou são relativos.
São privilégios quando eles combinam com os interesses de alguém. Mas se entram em conflito com os interesses de uma criança ou adolescente, passam a ser um peso.

Eu nunca gostei de esportes, era uma criança tímida e pouco competitiva. Isso era motivo para ser alvo de bullying, pois não correspondia às expectativas de como um menino deveria se comportar.

Raven Deschain disse...

Primeira anônima, por experiência própria: tome sim. Melhor a bomba hormonal do que um filho não planejado. E olha, pra mim pelo menos, nem desregulou a menstruação no outro mês. Tudo certo. =)

As restantes, por experiência própria tb: não argumentem com o Jonas. Pura perda de tempo.

Marcia maravilhosa. Hua hua

Death e Anon A, apoiado. Escrevam sim. Nós agradecemos.

Rê Bordosa disse...

Anônima 11:48,

Eu aconselho a tomar a pílula do dia seguinte sim! Eu tomei umas duas vezes e nunca me arrependi, nunca deu efeito colateral nenhum. Fique atenta também ao HIV, existem medicamentos de emergência, PEP. Aos 11:50 do vídeo falam disso, mas recomendo que veja o vídeo todo: https://www.youtube.com/watch?v=8vlVyOwz0J4

Anônimo disse...

As dicas do Jonas para mulher ser feliz:

Virgindade até os 16;

Camisinha estourou? faz a tabelinha que tá tudo certo;

Opressão nas ruas e medo de ser estuprada? Carregue uma arma, a sensação de segurança é incrível;

E se foi estuprada não venha atrapalhar o post com seus problemas!

Evandne da Silva disse...

É rapaz VC nunca, jamais em hipótese alguma vai entender de reprodução humana e corpo de mulher. Evidente que por ser homem tu és intelectualmente incapaz de entender como funciona um útero. A prova disso é que nunca houve nem jamais haverá um ginecologista homem competente. Professor de ciências ensinando para meninas o que é aparelho reprodutor é algo impossível.

Panthro disse...

Desculpa, Death, mas até agora não vi nenhum discurso partindo da biologia que fosse mais aprofundado que uma aula da sétima série. Biologia é muito mais rica que meninos têm pênis, meninas têm vagina. Até porque tá aí a síndrome da insensibilidade androgênica pra mostrar que humanos podem ter vagina e cromossomos XY. Eu adoro biologia porque toda vez que você acha que criou uma regra, a natureza dá uma risada e te joga um ornintorrinco na cara.

Quanto a questões como aborto, gravidez, menstruação, câncer de mama... enfim, questões que envolvem o corpo das mulheres, acho que tem mais é que tratar mesmo. Tem mulher que é estéril. Ela vai fazer o que quando estiverem discutindo gravidez? Se não for médica, a mesma coisa que uma mulher lésbica vai fazer quando discutirem divisões do trabalho doméstico entre um casal heterossexual: ouvir. Ou jogar pokémon no Game Boy. Nem todas as discussões nos dizem respeito, oras.

Eu acho que o sexismo em geral e o machismo em particular é uma construção tão gigantesca, perpassa cada aspecto da vida social, que o que não falta é tema pra ser debatido. E do jeito que as pessoas falam, parece que só existe UM CANAL pro feminismo, se lá não estiverem discutindo, sei lá, a validade das cirurgias estéticas, não deixam discutir em lugar nenhum. Todo mundo pode montar o próprio grupo, ué.

Aliás, se um dia criarem um grupo pra discutir as interseções entre o feminismo e a cultura nerd, eu super participo. Só pra começar, recomendo um gibi fantástico chamado: "Y - The Last Man". Conta a história de um cara que sobrevive a um tipo de praga/maldição que mata todos os homens do planeta, só sobram as mulheres. O final eu achei horrível porque queria o clichezão de sempre e não é assim, mas recomendo fortemente. Várias discussões bacanas.

Panthro disse...

Quanto a anticoncepcional, eu lembrei de um episódio hilário daquele programa que ensina a limpar o bumbum, o Bem-Estar. Eles levaram um médico pra discutir métodos anti-concepcionais. E o cara estava defendendo o DIU. Aí num certo momento ele falou que o DIU era muito mais confortável.

Olha, ele pode dizer que é mais barato. Ele pode dizer que estatisticamente é mais eficiente. Ele pode dizer que o número de mulheres que se adapta ao uso é maior. Ele pode dizer que tem a vantagem de você não precisar lembrar. Ele pode dar um número enorme de vantagens. Mas dizer que é mais confortável é completamente absurdo. Ele não usou DIU, não tem como saber se é confortável. É como querer dizer que enxaqueca é pior que pedra nos rins se você só teve um dos dois. Mas parece que hoje não precisa nem ter experimentado nenhum dos dois pra ter opinião formada e sair gritando "MAS É A MINHA OPINIÃO!"

Panthro disse...

Quanto à idéia das armas, eu vejo isso se voltando contra elas em segundos. Afinal, uam coisa é ter uma arma. Outra coisa é ter estofo psicológico pra usar. Já vi gente dizendo que fazia e acontecia que quando foi assaltado simplesmente travou. Acontece. As pessoas travam. Elas travam pra apresentar palestra, pelo amor de deus.

E aí vem a parte mais cruel: Se você estava armado e não fez nada, a culpa foi sua. Quantas vezes a gente já não ouviu o argumento que se ela não gritou a culpa era dela? Eu tenho uma amiga que foi estuprada na faculdade na época daquele estuprador serial e simplesmente não fez nada pra acabar mais rápido. Nunca falou pra ninguém, porque a mãe dela estava com câncer e ela não queria colocar mais pressão em casa. Não falou com ninguém, só comigo, pra pedir um remédio pra abortar. Eu não conhecia nenhum, nem pra isso servi. Mas percebi que a forma dela lidar com o assunto era não falar sobre ele, então deixei claro que pro que ela precisasse de mim eu estava ali e nunca mais toquei no assunto.

Notem: ela não resistiu. Ela estava muito mais preocupada em apanhar ou morrer do que com o tarado estuprar ela. É uma defesa? É uma defesa. Existem várias. Nenhuma delas é garantia de sucesso e só quem se viu numa situação dessas é que tem o direito de escolher o que vai fazer. Dizer que uma mulher tem que andar armada pra não ser estuprada pra mim tá no naipe de que a mulher tem que andar de roupa comprida, acompanhada ou de burca pra não ser estuprada. É tirar a responsabilidade do estuprador e colocar na vítima.

Marcia Baratto disse...

Mila, é um problema a generalização da 'entrada no mercado de trabalho', sou de uma família de agricultoras, tarefas domésticas nunca foram prioridade perto do cultivo da terra, do cuidado com os animais, etc, etc. É outro mundo para imaginar a mulher submissa. Trabalho típico de mulher, onde cresci, era tirar leite. Alguma mulher via dinheiro pelo trabalho feito? Claro que não. A desigualdade de gênero existia, mas estava cercada de outros marcadores.

Também acho que a figura da mulher dócil e delicada precisa ser desconstruída, mas acho que dizer que toda mulher trans que tá de maquiagem e saia quer parecer dócil e delicada, é meio essencialista. Para mim, pessoas são diversas e imprevisíveis.

Essa, para mim, é a dureza do mundo, o justo de alguém é o injusto de outro, como lidar? Não tenho respostas objetivas, admito.

Rê Bordosa disse...

Death,

Eu não acho que falar de questões biológicas femininas seja machismo, pelo contrário é muito importante. Só acho que o que não pode acontecer é limitar a mulher à questões biológicas, como fazem os mascus.
Acho que tem espaço no feminismo para tudo que é pauta. Não vejo necessidade dessas brigas "rad x trans" pra decidir qual pauta é necessária, qual pauta é mais importante. Tudo que afete minimamente a questão de gênero é importante. Tudo que afete 1 única pessoa, mesmo que seja apenas uma, é relevante para a causa... Independe de estatística, somos pessoas, não somos números.

Posso estar enganada, pode ser ignorância minha, mas... Pautas sobre experiências biológicas de mulheres cis e experiências biológicas de mulheres trans geralmente interessa mais a quem é afetado diretamente por essas questões. Mas temos que aprender a não lutar só pelos nossos próprios interesses. Crescemos como pessoas a medida em que desenvolvemos empatia por aqueles que não são nossos espelhos. Uma trans nunca menstruou por exemplo, mas não impede que ela desenvolva empatia pela vivência da outra. Da mesma forma que mulher cis nunca passou por uma cirurgia de redesignação por exemplo, mas pode empatizar.
Umx psicólogx por exemplo não passa pelas mesmas experiências que seus pacientes, mas consegue entender em um certo nível (nunca o mesmo de vivência), confortar e dar apoio.
Ok, que vai ter mulher cis que não se sente bem em contar coisas íntimas na presença de mulher trans e vice versa... Mas isso é algo que o tempo, o respeito, a tolerância e o reconhecimento do outro irão mudar, acredito eu.

Camila D disse...

"Eu adoro biologia porque toda vez que você acha que criou uma regra, a natureza dá uma risada e te joga um ornintorrinco na cara."

Tava precisando de uma boa gargalhada hoje pra me animar kkkkkkkkkk obrigada!


Death disse...

Voltando, agora respondo com tempo adequado quem falou comigo (menos o Jonas).

Anônimo disse...

Gente, não chame o Jonas de machista!

Não precisa ser machista pra falar besteiras...

Death disse...

Anon 18:31

Pra mim, como Rad "ser" "mulher" está atrelado diretamente ao cromossomo, ao ter nascido com genitália feminina, espero que não fique chateada ou ache que estou sendo transfóbica ao te dizer que uma mulher tras, pra mim não é efetivamente uma mulher.

Mas eu sou à favor do acolhimento, de ouvir e respeitar a convicção de cada pessoa, se uma pessoa nascida como homem que recebeu o nome de sei lá "Goumercindo" e agora se identifica como "Bianca", pra mim essa pessoa é a Biaca, e ponto. Acho uma falta de respeito e uma humilhação alguém querer expor o nome de RG de uma trans, ninguém tem o direito de humilhar mesmo que não concorde com a outra pessoa. Dito isso:

Não chamaria uma trans que tem mais características masculinas de "estranha" ou que ela está agindo de modo "insano" vejo ai uma certa carga de valor, que acha perigosa.

E bem, sim. Alguns homens estão se aproveitando por essa "brecha" para criar caso e se instalarem em ambientes antes restritos só a mulheres nascidas e socializadas assim. Veja, digo brecha entre aspas pq a transexualidade não deveria servir de trampolim para pessoas má intencionadas, isso é uma desonestidade tamanha, mas a culpa não é das trans mas sim de quem usar questão para fazer graça. Um homem que não quer abrir mão do seu conforto de ser homem, largar de símbolos e signos que o definem socialmente como homem não pode ser levado a sério, sorry. Não consigo ver uma sinceridade ai.

Sobre determinar um tempo válido ou demais critérios para definir quem é trans de fato ou não, eu deixo para o Governo que tem pessoas gabaritadas a disposição e para o movimento trans e lib fazerem isso, eu estaria sendo hipócrita querendo discutir algo que não acredito que se encaixe. Respeito qualquer decisão tomada.

Por exemplo, vc definiu dois anos como um tempo ideal para uma pessoa ter considerado que fez a transição de fato, mas hipoteticamente falando, será que dois anos são suficientes para todas pessoas? Creio que não, há quem seja pobre, dependerá de governo para obter os hormônios, dependerá do SUS para cirurgia, sabemos como o SUS é problemático, algumas outras não tomarão os hormônios corretamente por N motivos...questões de idade e organismo creio que também influenciam muito, então estes dois anos é uma data meio falaciosa.

Espero ter lhe respondido da melhor forma possível.

Panthro disse...

Ornintorrinco é a melhor piada de Deus, sempre funciona.

Death disse...

Panthro,

Não sou bióloga, nem tenho pretensão de discutir biologia como se fosse uma especialista, o aspecto biológico na teoria Radical trata especificamente da determinação de qual socialização o indivíduo vai receber de acordo com o seu sexo. Mesmo nos casos excepcionais como por exemplo hermafroditas será feita uma decisão de como esse indivíduo será socializado de acordo com um dos sexos que está mais desenvolvidos, se a pessoa "parece mais menino" será educado como tal, o contrário se aplica ao caso da menina, muitas vezes nem rola isso de identificação é imposição mesmo, poucas são as pessoas que mesmo nestes casos tem liberdade de escolher.

Bem, mulheres são sempre bem vindas em espaços feministas, mesmo as que não engravidam, não se preocupe, já machos nem sempre. OS motivos já foram elucidados aqui anteriormente, podem ficar do lado de fora e jogar gameboy à vontade.

Em nenhum momento eu disse que o feminismo Radical seja o único caminho, pra mim é o que faz sentido, eu até mesma acho que cedo ou tarde uma feminista lib pode vir a chegar nessa conclusão também, mas uma Rad dificilmente vira uma lib. O que não impede é claro de várias outras vertentes do feminismo existirem (e harmonicamente) entre si. Gosto por exemplo do muito que é dito no Feminismo Marxista.

Agradeço a recomendação de leitura, vou dar uma olhada e se achar interessante leio e te falo o que achei posteriormente.

Marcia Baratto disse...

Death e Rê Bordosa só para pegar carona no debate, na minha experiência em ouvir vítimas (e a maioria esmagadora odiava ser lida assim), sequer mulheres cis vão se sentir confortáveis em relatar violência sofrida para outras mulheres cis. Falar sobre o quanto a sua alma foi quebrada, enquanto seu corpo sofria, é aterrorizador e traumático. Não é atoa que muitas pessoas estupradas se calam. Não é o medo a única coisa que cala, há pouca dignidade em ser considerada uma vítima, se a sua própria fala sobre isso te causar dano.


O maior desafio ético em relação ao debate político do pessoal é saber ouvir e convidar as pessoas a falar sem que essa fala se torne também uma dor, uma violência, uma agressão. Testemunho sem dano é um tema muito caro para quem lida com violência sexual, por exemplo. Daí que vejo no discurso de algumas militantes feministas certas formas argumentativas que são facas afiadas para certas dores. Sem distinção: tanto as ditas liberais quanto as radicais, erram em convidar a fala e em ouvir pessoas violentadas.

Tem um misto de egoísmo, defesa do ego, supervalorização da pureza do debate teórico em detrimento das experiências pessoais, ou a supervalorização de certas experiências pessoais sobre outras, que fazem doer. E, ainda, há a crença convita entre os mais variados espectros do movimento, que isso está sempre certo, desconstruir dói mesmo, ainda mais se a dor for em outra alma, em outro corpo, que não o meu.

O debate sobre soridade precisa urgentemente tratar do tema do testemunho sem dano, para ontem.

Rê Bordosa disse...

Death,

"Sobre determinar um tempo válido ou demais critérios para definir quem é trans de fato ou não, eu deixo para o Governo que tem pessoas gabaritadas a disposição e para o movimento trans e lib fazerem isso, eu estaria sendo hipócrita querendo discutir algo que não acredito que se encaixe. Respeito qualquer decisão tomada."

Eu deixaria para o próprio movimento trans, visto que nosso governo sempre mantém ligações perigosas com bancadas evangélicas e afins.
E também sou de acordo com essa postura "respeito qualquer decisão tomada". Não vou ficar julgando quem é mulher trans, quem não é, dizendo à pessoa quanto de hormônio tem que enfiar no corpo, por quanto tempo, quais cirurgias, como se comportar e como se vestir pra ser aceita por mim... Seria insano, só ela sabe o que ela passa.

Recomendo:
https://www.youtube.com/watch?v=CisbekTnPw0
https://www.youtube.com/watch?v=rI_gylFhHy4
https://www.youtube.com/watch?v=9zACyYDp_fg
https://www.youtube.com/watch?v=pmO1DeXWVXQ
https://www.youtube.com/watch?v=5ADYQO50c44


Zero disse...

o que escrevo agora não tem nenhum embasamento religioso, até porque sou ateu e religião não tem base de merda alguma.

mas é inegável que biologicamente homem é homem e mulher é mulher. socialmente a coisa muda de figura, mas ainda sim o organismo é o mesmo.

se um homem precisa recorrer a cirurgias pra, como o próprio nome diz, "travestir" de mulher, é porque ele não é uma mulher natural. isso é óbvio.

então se alguém conseguir, através de métodos cirúrgicos, tingir a pele, ele será negro? ou branco? naturalmente?

não há como abraçar tudo, o feminismo pode normalmente aceitar trans socialmente, e dentro de seu movimento, mas querer que todos "aceitem" que um homem cirurgicamente modificado é mulher natural, não dá.

nada contra trans, mas já que são "modificados", que seja assim. já que todos sabem que não é natural. respeito a todos, obviamente, mas creio que cada um saber o que quer ser, seria melhor.

Rê Bordosa disse...

Marcia Baratto

Amei sei comentário! Super concordo!

"O debate sobre soridade precisa urgentemente tratar do tema do testemunho sem dano, para ontem."

Lacrou!

Anônimo disse...

"é inegável que biologicamente homem é homem e mulher é mulher"
Parei de ler aqui.
Cara, volta alguns comentários e dá uma olhada no que o povo fala de biologia.

Death disse...

Rê Bordosa

Eu não lembro de ter dito que falar de questões biológicas seja machismo, muito pelo contrário. Você entendeu o que eu disse? rs

Novamente, essa comparação com mascus não faz sentido, totalmente descabida. Como sei que vc é uma pessoa bacana sei que diz isso mais por desconhecimento do que para provocar. MAs vamos lá explico de novo:

Mascus se agarram na biologia, mas não na biologia séria e sim na pseudociência que diz que homens caçavam e por isso tem visão periférica melhor do que de mulheres e que gostamos de rosa pq colhíamos frutinhas o dia inteiro, sério que tu acha que uma Rad vai se apoiar neste tipo de baboseira?

Essa briga de Radsxtrans é coisa de pessoas inseguras de suas posições e querem se impor, Rads e trans sérias não estão perdendo seu tempo brigando e está cada uma com sua metodologia estudando e discutindo problemas para resolvermos questões que interessam a cada uma suas urgências.

Acredito que podemos desenvolver empatia pelo outro por sermos humanas e termos sentimentos, mas isso não dá espaço para validar todo tipo de intersecção, questões raciais, sociais e algumas outras vão esbarrar no mesmo ponto comum, na mesma origem, no mesmo Radical. O Patriarcado. Rad vêm de voltar as origens, de ir ao Radical do problema.

abçs

Marcia Baratto disse...

Panthro eu não curti muito Y - o último homem. Mas até que a ideia foi boa. Também topo qualquer grupo sobre cultura nerd e feminismo. Já leu Habibi? Conta a história de uma mulher islâmica, estuprada, raptada, que vira escrava sexual e tem dois filhos (um adotivo, outro natural). De bandeija tem uma reflexão super delicada e bonita sobre trans no Islã e a necessidade da amputação do pênis. Só tema tabu, com abordagem super sensível e um traço deslumbrante.


Fê Cardoso disse...

Olha... eu não queria falar nada não (exceto no dia da virgindade até os 16, porque não deu pra aguentar) mas os comentários do Jonas são ridículos e absurdos. Dá até uma saudade do Thomas, pelo menos os dele me faziam rir.

Estou ansiosa pelo guest post da Anon A. e Death!

Death disse...

Marcia Baratto

Verdade, quando se trata de violência sexual tanto Rads quanto libfems falham miseravelmente às vezes, essa ânsia de transformar a dor e o relato de uma pessoa como "provas" de que o seu discurso está correto machuca muito e é algo que abomino.

"O debate sobre soridade precisa urgentemente tratar do tema do testemunho sem dano, para ontem. " - Sintetizou o que eu penso.

Rê Bordosa

Agradeço pelos links, verei os vídeos.

E sei que ninguém se interessa em saber, mas só para confirmar para Anon A. minha identidade do email:

Meu nome é Rafaela.

Rê Bordosa disse...

Death,

Independente de ser uma biologia séria, ou a biologia delirante (como do Olavo de Carvalho por exemplo)... Não acho que dá pra resumir e simplificar as coisas. Eu fico com o posicionamento do Panthro e seu ornitorrinco, rsrsrs.

"Essa briga de Radsxtrans é coisa de pessoas inseguras de suas posições e querem se impor, Rads e trans sérias não estão perdendo seu tempo brigando e está cada uma com sua metodologia estudando e discutindo problemas para resolvermos questões que interessam a cada uma suas urgências."

"Rad vêm de voltar as origens, de ir ao Radical do problema."

Eu sei, até por isso "radxtrans" tava entre aspas, que nem agora. Foi como eu disse em outro tópico, não vou generalizar mais as radicais.



Panthro disse...

Death, você me fez lembrar de um caso ótimo! Vou ver depois se acho links, mas a história foi a seguinte: Pessoa nasceu com pênis. Foram fazer uma circuncisão, ela deu completamente errada e o "garoto" perdeu o pênis. Fizeram uma cirurgia de adequação genital e criaram ele como menina.

O resultado: Ele se recusava a se aceitar como menina. Ela chegou até a tentar se matar, quando finalmente os pais contaram a verdade pra ela. Com quinze anos de idade, Brenda, que foi criada foi operada pra retirar os genitais masculino, que foi criada e socializada como menina e que nem sabia dessa história toda, resolveu tomar hormônios e assumir seu gênero.

Notem: Ele teve toda a criação feminina. Teve vagina desde que se entendeu por gente. Mas sexo não está nos genitais. Está no cérebro. E eu não estou falando de como se comportar. Estou falando de como você se percebe. Como a Lola disse nesse post: Minha avó nunca passou um batom nos 108 anos de vida dela. Já pegou em arma pra atirar nuns caras que vieram saquear o sítio. Era braba, era dura, não tinha nada dessa coisa "romântica", "acolhedora", "sensível" que costumam atribuir as mulheres. Mas nunca se achou menos mulher por isso. Porque se perceber homem ou mulher não tem a ver com o estereótipo. Tem a ver com um senso de identidade que é mais básico que isso.

E agora eu complico um pouco mais: Tem gente que não se identifica com sexo nenhum! Mas isso é pra uma outra conversa.

Achei esse vídeo tosqueira no Youtube que conta a história. Mas tem cara de telefilme os anos 70, assista por sua conta e risco: https://www.youtube.com/watch?v=3GhbVFjIaN0

Panthro disse...

E Death, já que você curtiu a sugestão (pelo visto vc também deve amar o <3 Neil Gaiman <3), Tem o Y: The Las Man pra baixar aqui: http://vertigemhq.com.br/.

Panthro disse...

Não, me falaram de Habibi, mas ainda não li. Eu gostei de Y principalmente porque gosto do estilo pós apocalíptico. Tem uns buracos terríveis, especialmente quando tentou explicar a origem da praga. Mas eu gostava tanto da Dra. Mahn e da 355 que relevei muita coisa. Mas ainda é uma série que eu recomendo. É redondinha tipo Sandman ou Os Invisíveis? Não. Mas é bem boa ainda :D

Raven Deschain disse...

Panthro e Marcia, sobre nerdices feministas, recomendo o Update or Die da Aline Valek.
Infelizmente, ela não "upa" mais lá. Hua hua mas ainda dá pra achar muito conteúdo bom. Ou assinem a newsletter dela.

Caroline Oliveira disse...

Mas, Panthro, o que seria esse senso de identidade? Desenvolve um pouco mais isso, por favor rsrs... Essas coisas dão um nó na minha cabeça. E como há pessoas que não se identificam com nenhum sexo?

Kittsu disse...

Eu comprei Habibi meio sem saber do que se tratava... nossa, achei lindo.

Jonas Klein disse...

Olha já paciência com vocês aqui, agora vocês me trollaram e trollaram, mas ninguém provou que cometi algum erro técnico nos comentários no que eu diz neste post.

Quem não quer leu ou vir besteiras que não se meta debater nada, mas que nível da discussões aqui esta lamentável, e não precisava ser assim.


Panthro

Sobre a questão das armas eu não debater esse assunto contigo porque não tenho tempo para isso, pois o tema complicado, porque tem muitas variantes a serem analisadas.

Death disse...

Panthro

Você deve estar falando do caso do Bebê Bruce que depois foi criado Brenda, é um caso clássico que todos adoram colocar para Rads para provar que "sexo está na cabeça". Sim sou super fã do Gaiman, tipo louca mesmo, fale mal dele e me terá como inimiga mortal. Te agradeço pelo link do download do Y.

Rê Bordosa

Legal que não vai mais generalizar as Rads. :D

Agora gente, desculpem mas vou sair da internet, vou transar.

Panthro disse...

Essa coisa do estupro eu acho assim: Se a pessoa quer falar porque vai ser positivo pra ela, ela deve ter um espaço pra isso. Mas a forma que ela vai lidar com isso, seja lá qual for, é dela. Eu acho que se você quer ajudar, tem que apoiar.

A mesma coisa vale pra violência doméstica. Eu já vi muita gente que se propôs a ajudar, mas no momento em que a pessoa voltou pra família, passou a atacar, dizendo que a pessoa merecia, que queria, que "não se dava valor". Eu acho que não é por aí. Cada pessoa sabe da sua vida. Uma pessoa se apaixona e depois descobre que a pessoa por quem se apaixonou é um maníaco violento. Ela não vai realizar isso de cara. Ela vai ficar tentando juntar a imagem que idealizou com a realidade, vai tentar desculpar, vai tentar achar que foi só um caso, vai tentar se agarrar à idéia. É um luto se desfazer de uma imagem, ainda mais de uma imagem a quem se dedicou tanto afeto.

Eu acho que a melhor coisa a fazer nesse caso é deixar as portas abertas. Mostrar que a pessoa TEM ALTERNATIVA. Que no momento que ela quiser, pode sair dessa vida. Que ao contrário do que o assediador diz, existe quem se importe com ela, ela tem pra onde ir. Eu penso que amparo é isso. Mas a decisão, por mais que eu discorde, por mais que eu me rasgue por dentro, tem que ser da pessoa.

Eu lembro de um post aqui em que uma mulher tinha sido estuprada e resolveu perdoar o estuprador dela. Notem: Ela não disse que todo mundo deveria perdoar seu estuprador. Ela tomou uma decisão pessoal, conflituosa, depois de passar por um grande trauma. Mas ao invés de as pessoas apoiarem ou, caso não conseguissem, simplesmente não se meterem, resolveram jogar pedra na mulher.

Acho que não é por aí. Não dá pra se defender que as mulheres tomem suas próprias decisões e depois ficar puto quando elas tomarem uma decisão que a gente não concorde. Lutar pra que as pessoas tenham direito de escolha significa escolher o que quiserem, mesmo que a gente não goste. E se você defende a liberdade de escolha, tem que apoiar mesmo assim.

Anônimo disse...

Não gosto da anon A e da Death, acho elas arrogantes demais. Só que parece que depois que elas falaram mais do feminismo Rad as radtroll sumiram um pouco, ou foi a Samantha que tá moderando mais em cima? Tiveram essa impressão?

Panthro disse...

Existe uma coisa na mente chamada de self, que é a percepção de si mesmo. O self mais básico é o self central, que parece funcionar em nível subcortical, é tipo uma marcação de objeto que se refere a você. Assim, se você olha pra uma coisa, além da imagem existe uma marca que é você vendo a imagem. Não é desse self que estou falando. O self que eu estou falando é o self auto-biográfico, uma estrutura mental criada a partir do córtex pré-frontal. O self autobiográfico reúne informações como a auto-imagem (não exatamente a imagem que a gente vê no espelho, mas a imagem mental que fazemos de nós mesmos), além da percepção de si mesmo (sou uma pessoa confiante? Sou uma pessoa agressiva?), além do seu nome, seus gostos e aversões, sua identidade. Acidentes envolvendo o córtex pré-frontal muitas vezes resultam em variações bizarras de personalidade e inclusive existe um monte de livros de divulgação científica na área de cognição baseados em contar esses casos, tipo "O homem que confundiu sua mulher com um chapéu".

Isso é uma explicação beeeeem tosquinha da divisão entre a percepção imediata de si mesmo e a percepção de si mesmo a longo prazo. Se você se interessa mesmo pelo assunto, um livro que eu acho que vale muito a pena no assunto é "O mistério da consciência" de um neuroanatomista português chamado António Damásio. Tem horas que ele fala da parte anatômica, mas nessas horas ele põe desenhos pra explicar. Não é um passeio no parque, o livro é muito denso em termos de conceitos, mas é escrito de uma forma bem agradável.

Se quiser ler sobre o assunto de uma perspectiva menos biológica, outro livro muito bom é o "Como a Mente Funciona" do John Pinker. Ele é psicólogo, então não se prende tanto à terminologia, mas resume décadas de pesquisas em neurociências de uma forma bem legal.

Panthro disse...

Uai, e é Update or Die e ela não faz mais update, então ela morreu??

Panthro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Nathalia Faria disse...

Esse Jonas ta em todos os posts dando pitaco. Puta merda, homem.

Rê Bordosa disse...

Panthro,

Também costuma dar treta quando alguém diz "meu opressor é mulher". Uma minoria dá apoio. Muitos ignoram, preferem não entrar na polêmica. E costuma aparecer muita gente pra relativizar o sofrimento, tipo "olha, vc tem que entender que ela (a pessoa que te humilhou/bateu/estuprou) não é má, não é machista, só ta reproduzindo o que foi ensinado a ela, tadinha". Outros chegam na voadora "você não tem vergonha de colocar a mulher no papel da vilã? Esse tipo de história não devia ser contada aqui, não ajuda a causa, que mau exemplo"...

Panthro disse...

Eu acho que a gente pode tentar compreender todo mundo, mas mais importante do que isso é se defender de quem está te causando mal. Eu entendo que o leão queira me comer, mas não é por isso que vou deixar.

E Death, você está lendo Sandman: Overture? Eu estou com os cinco números que saíram, mas vou esperar sair o sexto em setembro antes de ler tudo. Só queria saber se está bacana.

Caroline Oliveira disse...

Panthro, agradeço a explicação! Eu não entendendo nada de anatomia do cérebro, mas vou procurar pelo livro mesmo assim, gosto bastante desse assunto!

Raven Deschain disse...

"Então ela morreu?"

Hua hua não, fez outro blog. Todo mundo come. Tb recomendo.

"Vou transar". Morri de inveja. Boa noite, Death.

Lésbica de Exatas disse...

Jonas,

Vou ser paciente e te explicar o teu problema: Tu tem uma grande compulsão paternalista de querer ensinar tudo às mulheres. Talvez tu ache que está ajudando, mas não está, está irritando. Você gostaria que viesse alguém te explicando como fazer cocô no tom mais maternal do mundo? Que alguém viesse te explicando como cuidar de uma ferida no pinto? Entenda, tuas ações no sentido de "orientar mulheres" são antes de mais nada invasivas, irritantes e muitas vezes desnecessária. Algumas vezes tu até pode ter um conhecimento, não duvido, mas conhecimentos empíricos de ginecologia prática, você não tem simplesmente porque você nunca teve um útero colado dentro de ti. Você em tese até pode dar dicas, porém, és a pessoa menos gabaritada para isso por seus conhecimentos serem apenas fragmentos de informação sem experimentação.
Por exemplo: O plano da tabelinha é falho, sabe porque? Porque mulheres tendem a ter flutuações no ciclo menstrual, pode argumentar que a flutuação é pequena, mas o ônus de uma falha é demais grande: Ter de criar e sustentar outro ser humano por no mínimo 18 anos.
Tua ideia de armas mulheres contra o estupro também é falha, sabe porque? Porque o estupro folclórico, do sujeito atrás do poste, na calada da noite, espreitando entre as sombras, representa algo entre 20% dos estupros, no máximo. O caso mais comum de estupro é o que as pessoas chamam de "forçar sexo", geralmente incluindo bebida ou intimidação por parte de pessoas próximas. Tais situações sociais, de coação puramente psicológica, é inviável sacar uma arma e sair atirando, pois não há violência física que justifique. Consegue entender isso?

Ainda assim, tu teima em dar conselhos, ora inconvenientes, ora antipráticos, ora com erros sutis óbvios para quem tem experiência empírica, com um grande tom paternalista. O que seria esse grande paternalismo em direção a todas as mulheres se não projeção da figura em ti de um grande patriarca que guia e protege as mulheres(de preferência num harém)?

Por isso, cara, tu és um dos tipos de machistas mais chatos que existe: O que se proclama protetor e guia das mulheres, e mascara tua óbvia incompetência com pose de macho alfa. Mas diria que você é mais chato que machista.

Entendo que talvez você tenha algum problema de carência afetiva, mas olha: Se pega mulher sendo um cara interessante, atraente e cativante, e não querendo ser um herói. Arruma esse corte de cabelo ridículo em um salão de beleza, arruma algum hobby, seja estiloso, faz algum esporte e por fim tenta conhecer gurias, sendo uma pessoa legal e com assunto, e não querendo dar pitaco em tudo. NINGUÉM gosta de gente que dá conselhos insolicitados, muito menos quando são óbvios e ruins.

Lésbica de Exatas disse...




Death,

Você parece estar hesitando muito. Apenas me responda uma coisa: Dos anos 70 para cá, muito se avançou em ciência, principalmente em neurociência. Há evidências sólidas de uma diferença na estrutura cerebral masculina e feminina. Evidências essas tidas através de diversas técnicas que vão desde ressonâncias magnéticas nucleares e tomografias até slicing e reconstrução tridimensional. Como a teoria radfem explica isso?
Ao mesmo tempo a criação de crianças não é mais tão hegemónica como a 40 anos atrás, por exemplo, por exemplo, não é mais tão incentivado esportes em meninos(sedentarismo), ao mesmo tempo que é estimulado exercícios em meninas como forma de manter a forma. Muitas mulheres, mães solteiras ou com maridos que trabalham 14h por dia, criam seus filhos de forma mais ou menos igual, não sabem como "criar um homem", e criam o filho como sabem, como foram criadas, pois o marido está trabalhando. A família de hoje não é mais tão estruturada e rígida como a de 40 anos atrás, época da teoria radfem de socialização. Como a teoria radfem explicaria a socialização quando as divisões não são mais tão claras? É inclusive possível perceber que hoje em dia é cada vez mais raro o homem predador, e mais comum o "filho de mãe" ou mesmo "filho de vó" que tem medo de chegar nas meninas. Como a teoria radfem explica a existência de tantos homens passivos, sendo estes inclusive heterossexuais em sua maioria?
Queria realmente entender, pois a teoria radfem usa conceitos científicos obsoletos, mais parecidos de uma apostila de ginasial, e sociais arcaicos, que abordam uma sociedade industrial pré-globalização, do meio do século XX.

Thiago Borges disse...

Boa Noite Galera,

Poxa, o debate hoje está bom! Um tema tão difícil, com argumentos interessantes de ambos os lados. Um dilema.

Sobre biologia eu não posso opinar nada, mas gostaria apenas de citar um vídeo que eu vi do Dr. Drauzio Varella que ele diz que essa teoria binária (XX XY) já foi ultrapassada após estudos sobres Distúrbios de Desenvolvimentos Sexuais. Ele dá exemplo, como casos de pessoa com aparência predominante masculina, mas que também tem ovário; caso de uma mulher que engravidou e incorporou cromossomo Y do filho; entre outros casos. Ele conclui citando que a identidade do gênero está cada vez mas predominante do que os parâmetros biológicos. "Se quer saber se alguém é homem ou mulher a melhor coisa é perguntar".


Foi mencionado também algo sobre o "Governo definir quem é trans".

O conceito jurídico de Trans é "o indivíduo que se identifica psicologicamente e socialmente com o sexo oposto".

Até então não existe previsão legal para intervenção cirúrgica, mas já existe entendimento que é possível realizar tal cirurgia e alterar o Registro Civil, adequando o nome e o sexo civil à identidade de gênero da pessoa, porém após um longo acompanhamento psiquiátrico a autorização judicial.

Thiago Borges disse...

Desculpe

*****porém após um longo acompanhamento psiquiátrico e autorização judicial.

Anônimo disse...

Jonas, meu chapa....

Acho que Lésbica de Exatas RESUMIU bem o que a grande maioria acha dos seus comentários aqui.

Eu achei que foi SUCINTA, escreveu pouco, mas acho que "Para bom entendedor meia palavra já basta". ;D

Mary disse...

Jonas, as pessoas estão chateadas com vc com razão: Esse seu tom de Especialista/Pai de Família/Protetor irrita mesmo. Vc não dá conselhos, vc cita regras, exemplo: "Manter a virgindade até os 16 anos", poxa não existe uma idade certa, uma menina de 14 anos pode ser mais madura que outra de 18 entende? isso é ditar regras colega. E NÓS ESTAMOS CANSADAS DE HOMENS NOS DANDO ORDEM!!!!!!
-E os conselhos errados que vc dá com tanta convicção? Cara, calcular o período fértil é chamado de método da tabelinha. Mas esse é um método antigo e já foi comprovada que sua eficácia é fraca e a chance de engravidar usando esse método é alta, E TODAS NÓS JÁ SABEMOS DISSO! ISSO É DO TEMPO DAS NOSSAS VOVOZINHAS!!! E aí vc aparece e diz que se a moça tiver certeza que não está no período fértil "não tem porque você toma a PDS". Por favor né!!!!!
-ARMAS E DEFESA PESSOAL?!?! SÉRIO MESMO? Acha mesmo que uma menina de 14 anos, sendo atacada pelo padrasto asqueroso, vai conseguir imobilizá-lo com um golpe ninja???????? Vc anda assistindo muitos filmes do Bruce Lee meu querido.

"Agora não se surpreenda se logo aparecer alguma feminista aqui, para defender aquele lixo humano, pois esquerdista e capaz de tudo."

-Vc acha mesmo que não foi machista essa frase sua?????????? SÉRIO???????? Pq não se surpreender se aparecer "alguma feminista" aqui? Olha bem o que vc escreveu cara, vc não escreveu "alguma pessoa" ou "alguém". Vc foi claro e ofensivo "alguma feminista"

Anônimo disse...

Olá, Lola!
Estou um pouco desanimada com a militância feminista virtual por causa da falta de educação da maior parte das pessoas que vem tratando desse assunto (transfeminismo x feminismo radical).
Pessoalmente, não consigo me identificar completamente com nenhuma dessas correntes em seus extremos. Acho que o feminismo tem mesmo de contemplar todas as variadas peculiaridades e formas de discriminação que podem se abater sobre grupos de pessoas, para além da centralidade da questão de sexo/gênero. Acho que o racismo, a pobreza (caso da lavradora citada no texto, por exemplo) e outras formas de opressão devem ser expostos e combatidos pelo movimento, plural e inclusivo. Acho que as pessoas trans sofrem inúmeros preconceitos que devem ser também reconhecidos e combatidos. E as pessoas trans que se identificam com o “feminino” acabam atraindo para si, inegavelmente, um arsenal incrementado de opressões que sempre o acompanharam.
No entanto, tenho uma discordância insuperável com a teoria do transfeminismo. Desde que li, pela primeira vez, que o conceito de “mulher cis” seria “aquela que se identifica com o gênero que lhe foi atribuído ao nascer”, algo do tipo, senti que isso desrespeita as experiências de mulheres feministas que, como eu, compreendem o gênero como uma forma de opressão social fortíssima, não como identidade voluntariamente assumida. Eu, “mulher cis” (não trans), não me “identifico” nem nunca me “identifiquei” com o “feminino”. Ele me foi e vem sendo imposto desde o nascimento, porque a sociedade atribui expectativas e imposições de acordo com o sexo (características físicas) da pessoa. Minha concepção de feminismo sempre se inclinou para a luta contra as noções de gênero. A luta contra a sociedade que separa características masculinas/de homem de femininas/de mulher, objetivando que as noções de homem e mulher fossem reduzidas a possuir determinado aparelho reprodutivo/caracteres sexuais, sem qualquer atribuição de traços de personalidade, modos de vestir, compleição física, imposições de beleza, oportunidades e tendências por este motivo. O transfeminismo me parece querer que a noção de mulher seja vinculada justamente ao “eterno feminino” a que se refere Simone de Beauvoir e que minha ideia de libertação desejaria destruir. A pessoa que se identifica com ele seria mulher, buscando então modificações corporais, tipos de roupa, comportamentos condizentes. Minha única forma de escapar da minha insatisfação com o gênero que me foi enfiado goela abaixo (socialização feminina) seria então me identificar como homem, talvez até mesmo passando por cirurgias e modificações corporais com este objetivo. É isso? Do contrário, estou assumindo que “me identifico” com meu gênero? Não me identifico, não, mas tenho consciência de que me dizer homem, me identificar como homem e moldar meu corpo para tanto não vai fazer com que o mundo passe a me tratar como tal. Pelo contrário, passarão a me tratar ainda pior. Acho que a pessoa pode escolher seus caminhos e merece respeito (uso do nome que quiser, banheiro, dispor do próprio corpo como bem entender etc.), mas não acho justo deslegitimar a luta de quem prefere tentar abolir os conceitos de gênero da sociedade do que se adaptar a eles, com modificações corporais e comportamentais, taxando qualquer divergência de “transfobia”.
Realmente tenho visto muita “radical” agressiva e ofensiva a pessoas trans, mas a recíproca é verdadeira. Muito “cala a boca” totalmente desnecessário com grito de “transfobia” e ofensas pesadas. Daí que me incomoda bastante a militância virtual que indica as transativistas como boazinhas oprimidas e as radicais como transfóbicas malvadas. Isso, sinceramente, é uma generalização e um preconceito tão grande quanto os que temos que enfrentar diariamente por aí, partindo de pessoas nada feministas.
Abrs.
Isabella.

Anônimo disse...

Isabella, concordei com cada palavra sua! Outra questão que eu nunca consegui entender é a questão do gênero: pra mim é uma socialização imposta pela sociedade de forma subjugar o sexo feminino e a dar privilegios para homens em detrimento das mulheres.
Eu simplesmente não posso aceitar que gênero e algo que esteja em mim, que depende unicamente de como eu sinto e de como eu escolho me comportar. Não é nem um pouco coerente com a minha experiência pessoal.

Jonas Klein disse...

Eu sabia que eu ia perde o tempo lendo o que você escreveu, mas te dei uma chance.

1 - "Você gostaria que viesse alguém te explicando como fazer cocô no tom mais maternal do mundo?"

Nada do que escrevi aqui sequer se a próxima dentro deste contexto, o que você afirma esta fora do texto, por tanto o seu argumento e invalido.

2 - "O plano da tabelinha é falho, sabe porque? Porque mulheres tendem a ter flutuações no ciclo menstrual,"

Outro argumento invalido, eu me referi a o caso especifico quando a mulher tem um ciclo menstrual bem estável, numa situação assim, por exemplo se e moça transo 6 dias antes da data que a Menstruação deve iniciar, não tem como ela engravidar, pois mesmo que aja algum atraso na Menstruação, ela não vai estar dentro do período fértil, neste caso.

E que aqui, tem gente que gosta de implicar comigo mesmo, no tempo que frequentava o Yahoo respostas, eu cansei de dar orientações para mulheres, sobre tudo o que você trata, e nunca uma veio querendo posar de sabe tudo de mulher por ser mulher, o problema de você e mais algumas aqui e falta de humildade mesmo.


3 - Na parte das armas, o que você afirma e esta fora do texto que eu disse, além disso eu não disse que ter anda armada iria salvar uma mulher de ser estuprada, e disse que só arma como meio de defesa não recomendável...

Mary

"Acha mesmo que uma menina de 14 anos, sendo atacada pelo padrasto asqueroso, vai conseguir imobilizá-lo com um golpe ninja????????"

Em muitos casos sim, mas nem todos e claro. Se você não sabe nada de defesa pessoal fica quieta ou estude o assunto que ai você não passa vergonha sem necessidade.


"Vc acha mesmo que não foi machista essa frase sua?????????? SÉRIO????????"

Bom aqui eu me excedi um pouco mesmo.

claro que não fui, eu não disse nada com base em gênero, e não generalizei nem ataquei o feminismo em si, apenas me referi quem em particular fosse dizer aquele lixo não merecia morrer assim. Eu disse isso, pois feminista deve se preocupar e com a mulher vitima e não com o agressor, essa e a ideia.

Jonas Klein disse...

Anon 08:56

Ok nisso eu concordo com você "Vc nao precisa começar a frase com "todas as mulheres são..." e terminar com uma característica ruim pra ser machista."

Existem formar de machismo muito sutis mesmo, acontece que num texto sem muito explicação uma frase pode facilmente soar machista, mas penso que ideia que esta por trás da ideia exposta ainda o que mais conta.

Quanto a ser arrogante com algumas mulheres as vezes aqui, eu apenas estou fazendo elas tomarem o próprio veneno, pois eu não tem obrigação de ser humilde com quem já me tratou com arrogância, outra coisa se você costuma a ler o que eu escrevo aqui já deve ter percebido, que eu trato qualquer pessoa que vejo que e idiota intendente de gênero com arrogância dependendo da situação, especialmente os mascus, pois com estes a arrogância funciona que uma maravilha, pois da bug direto na cabeça deles.

Panthro disse...

Isabella, acho que você está misturando dois conceitos diferentes. Um deles é o gênero, o outro é o papel de gênero. Você se identifica com o gênero, sim. Você se acha mulher. Mas não se identifica com o papel de gênero, que é o que esperam de uma mulher na nossa sociedade.

Existem mulheres que se identificam com o papel de gênero da nossa sociedade porque gostam de usar maquiagem e salto alto e fazer testes da Capricho. Isso não quer dizer que queiram usar burca, que é o papel de gênero de OUTRA sociedade. Percebe a diferença? Os papéis de gênero variam de sociedade pra sociedade, mas o conceito de gênero não, só tem 3: Masculino, feminino e intersexual. As pessoas que se identificam com o gênero masculino, não importa o comportamento cobrado, se sentem homens. Então você pode ser um gay afeminadíssimo, se identificar com toda a cultura que normalmente é atribuída às mulheres e ainda assim se sentir homem. Da mesma forma, você pode ser a lésbica mais caminhoneira do mundo e ainda assim se sentir mulher. Uma mulher masculina ainda é uma mulher e um homem feminino ainda é um homem, porque uma coisa é a identidade, outra é o comportamento. A identidade tem a ver com a imagem mental que se tem de si mesmo (na minha, por exemplo, eu tenho cabelo). Ninguém precisa ser mulher pra usar saia, do mesmo jeito que ninguém precisa ser homem pra usar calça. O que a gente está falando é de uma coisa mais profunda, da percepção de si mesmo fora todos os comportamentos esperados.

Por isso que faz todo o sentido uma feminista dizer que não é usar maquiagem que lhe torna menos mulher. Da mesma forma, perder o útero ou ter vagina queimada em um acidente não lhe torna menos mulher. Porque ser mulher não está associado aos órgãos sexuais ou ao comportamento, mas a auto-imagem que a pessoa tem no cérebro. E (e aí vem a parte estranha) essa auto-imagem se forma antes dos três anos de idade. Não é a única, a língua nativa e o transtorno de personalidade antisocial (vulgo "psicopatas") também fecham nesse período. Então, bebês nascem sem sexo definido, porque o cérebro não está nem perto de estar formado. Rola alguma estampagem que a gente não conhece e antes dos três anos o bebê forma seu gênero. Dali pra frente, não importa o que aconteça, ele continua com seu gênero definido. Exceto em casos de dano cerebral, no qual a pessoa pode mudar sua identidade sexual.Ou sua orientação sexual, ou seus traços básicos de personalidade... Enfim, pode virar outra pessoa. A essência da pessoa está na cabeça mesmo.

Panthro disse...

"Outro argumento invalido, eu me referi a o caso especifico quando a mulher tem um ciclo menstrual bem estável, numa situação assim, por exemplo se e moça transo 6 dias antes da data que a Menstruação deve iniciar, não tem como ela engravidar, pois mesmo que aja algum atraso na Menstruação, ela não vai estar dentro do período fértil, neste caso."

Não existe isso, Jonas. Veja bem, os hormônios sexuais (testosterona, progesterona, estrógeno) são sintetizados no corpo a partir do colesterol. O colesterol pode vir da alimentação ou ser sintetizado no próprio corpo a partir de gorduras. As gorduras podem vir da alimentação ou serem sintetizadas no próprio corpo a partir de açúcares e proteínas. Os açúcares só podem vir da alimentação, mas as proteínas a gente pode arrancar dos próprios músculos se estiver com fome. Músculos que podem ter seu anabolismo aumentado com a prática de exercícios.

O que isso significa: Que existem diversas variáveis que podem alterar a quantidade de hormônios e, por consequência, o ciclo menstrual. Alimentação e exercícios são dois exemplos: Maratonistas e pessoas que possuem distúrbios alimentares com privação de nutrientes (bulimia, anorexia) costumam parar de menstruar. Dependendo do metabolismo da pessoa, obesidade também pode afetar o ciclo menstrual (mas costuma ser mais marcado quando a pessoa tem grandes variações de peso). Além disso, a idade influencia no ciclo menstrual, de forma que o início da mentruação e o fim da mesma costumam ser mais irregulares. A quantidade de hormônio produzido também varia com stress, sendo que a acetilcolina já teve seu potencial abortivo reconhecido em pesquisa.

Então não existe uma coisa como "ciclo regular". A menstruação depende demais das condições ambientais em que a mulher vive e do seu metabolismo. E eu podia dizer "vai estudar mais, como você falou", mas isso seria ofensivo e desnecessário. Eu não acho de antemão que você é machista, porque isso seria assumir que você tem essa postura apenas com mulheres. Mas você é caga-regras, e isso ninguém gosta. Vou te dar um conselho que a minha mãe me deu e me ajudou muito: Quando você for expor um conhecimento, mostre como se estivesse oferecendo uma comida. Se a pessoa quiser ela pega, se não, não. Mesmo com esse conselho eu ainda sôo um bocado arrogante de vez em quando, mas me ajudou bastante.

E se te disserem que você está soando ofensivo, entenda: Não é que você queira ofender, é que está soando ofensivo. Isso pode ser porque é um babaca querendo ofender mesmo, mas também pode ser porque não está conseguindo se comunicar direito. Se é porque você não está conseguindo se comunicar, tente dar um novo exemplo e melhorar sua comunicação. Contra-atacar só reforça a idéia que a razão era você ser um babaca querendo ofender mesmo.

Anônimo disse...

Panthro, não misturei conceitos, no meu entendimento. Meu conceito de gênero o concebe como construção social, criação arraigada nas estruturas da sociedade e fortemente imposta aos indivíduos conforme o sexo (caracteres sexuais/biológicos) - ou o que você chama de "papel de gênero". O "feminino" e o "masculino" são características socialmente atreladas à mulher e ao homem, e hierquizadas em detrimento da mulher.
Para mim, não exite uma autoimagem/identificação cerebral biologicamente determinada em relação ao gênero. Isso é construído e imposto desde a mais tenra idade. Mas seu discurso de estrutura cerebral exemplifica bem os motivos da minha discordância em relação ao transfeminismo. Não creio em mente feminina/masculina - o que você chama de gênero.
Sempre me lembro de um texto antigo da Gloria Steinem (no livro Memórias da Transgressão), embora não concorde com muita coisa nele (é antigo e ela mesma já informou ter reformulado conceitos e ideias com o tempo). Com essas ressalvas, cito um trecho:

"Quando comecei a ler a literatura médica e jornalística e a fazer entrevistas, um tema surgiu. Não importava o quão diferentes suas histórias pessoais fossem, ou as suas personalidades. Não importava se suas jornadas eram de homem para mulher ou de mulher para homem, todos diziam estar absolutamente convictos de que suas verdadeiras personalidades lhes haviam sido negadas ou restringidas pelo papel sexual que lhes fora dado ao nascerem. "Eu pensava como um homem", disse um transexual biologicamente nascido mulher. "Eu me sentia como uma mulher", disse uma transexual biologicamente nascida homem. Numa marcante tese de doutorado, Jan Raymond, especialista em ética médica do Boston College, analisou a fundo as entrevistas feitas com transexuais e constatou que certos temas repetiam-se sem parar. As expressões mais comuns eram a sensação de ter uma mente feminina num corpo masculino, ou vice-versa. Mas, como Raymond demonstrou, "A mente feminina num corpo masculino só faz sentido como conceito numa sociedade que aceita a realidade de ambos".
Em outras palavras, transexuais estão dando um valor excessivo ao poder do papel sexual. Para poderes libertar suas verdadeiras personalidades, precisaram mutilar seus corpos cirurgicamente, pois qualquer coisa é válida para conseguir desta sociedade preconceituosa - na qual as menores diferenças, hormonais e genitais, ditam toda uma vida e as personalidades - o direito de ser quem se é, individualmente, como ser humano.
[...] Mesmo se protegermos o direito de cada indivíduo bem informado de chegar a esta decisão e de ser identificado da forma como ele ou ela desejar, precisamos deixar claro que, a longo prazo, esta não é uma das metas feministas. A questão é que a sociedade se transforme a tal ponto que uma mulher possa "jogar basquete" e que um homem não precise "ser o mais forte". É melhor exteriorizar a raiva e usá-la para transformar o mundo do que prendê-la dentro de si e usá-la para mutilar nossos corpos de forma a se adequarem ao que espera a sociedade".

Não chamaria de mutilação, como Steinem, as modificações até mesmo corporais/cirúrgicas que as pessoas trans podem desejar fazer para se adequarem à identidade que construíram - pois, afinal, foi a maneira legítima que escolherem para lidar com o mundo preconceituoso e binarista em que vivemos. Não diria, também, que não é uma certa forma de transgressão, ainda que aprisionada dentro das gaiolas sociais do gênero. No entanto, não é a minha forma de lidar com as opressões de gênero, o meu feminismo, porque minha ideia é a resistência e construção de um mundo em que ninguém consiga conceber a ideia de uma "mente feminina" e uma "mente masculina", um "cérebro feminino" e um "cérebro masculino". Quero viver em um mundo em que meu sexo/caracteres sexuais não me imponham um padrão de vida, de comportamento, de vestimenta, de ocupações...
Abrs.,
Isabella.

Jonas Klein disse...

Panthro

Realmente uma parte do que você disse sobre ciclo menstrual e verdade, mas outra ou já não posso dizer nada, pois eu não estudei tanto assim essa matéria para poder saber tudo.

Mas isso não e verdade.

"Então não existe uma coisa como "ciclo regular"

Existe mulher que tem o ciclo menstrual perfeita mente regular, não e o caso da maioria, mas existe, eu digo isso pois e que e comprovado cientificamente, e o que já vi algumas mulheres afirmarem ser o caso delas. Mas e verdade que o ciclo menstrual pode ter sua regularidade quebrada facilmente.

Quanto ao resto do que você disse, ai e uma questão de ponto de vista, opinião cada um tem a sua.

Panthro disse...


Eu entendo. A questão é que você não acredita que identidade de gênero sequer exista. Nesse caso a sua luta não é pra que os papéis de gênero deixem de existir. Afinal, se tudo o que existem são os papéis de gênero, sem nenhuma identidade subjacente, uma mulher que seja "masculina" hoje já está mudando de gênero. E o seu objetivo é que o gênero deixe de existir, de forma que uma mulher possa assumir qualquer comportamento sem ser homem ou mulher. É um posicionamento não-binário.

Eu entendo que as ciências humanas possam ter um posicionamento distinto em relação a existência ou não de identidade de dimorfismo cerebral de gênero (ou seja, homens e mulheres terem cérebros estruturalmente diferentes), mas eu não tenho como concordar com essa hipótese, porque seria negar anos de pesquisas realizadas ao redor do mundo. A existência de dimorfismo cerebral é tão bem aceita quanto a existência de vaginas e pênis. Ela é visível quando se olha, não é nada teórico. Claro, a pessoa precisa estar morta e você ter um microscópio pra conseguir olhar, mas é possível identificar se um cérebro era de um homem ou de uma mulher sem o restante do corpo, do mesmo jeito que se faz com um fêmur.

Então, somos obrigados a concordar em discordar. Só não digam que estão apoiados pela biologia, porque não estão. Podem estar apoiados por uma análise sociológica, com certeza. Mas enquanto não conseguirem explicar os achados biológicos de forma a ligar a teoria com a realidade prática, tenho que acreditar que a teoria não se sustenta. Não consigo ignorar a quantidade imensa de achados apontado no sentido contrário.

Anônimo disse...

Então Jonas, se "não é o caso da maioria", como é que vc aconselha uma mulher a não tomar a pds?

Jonas tomo mundo já sabe, só vc q não, tabelinha é muito arriscado, a chance de engravidar é de 30%..... TRINTA POR CENTO CARA!!!!!

Anônimo disse...

Panthro, imagino que a melhor postura para quem defende posicionamentos inconciliáveis seja mesmo concordar em discordar, respeitosamente. Para mim, "identidade de gênero" necessariamente teria de estar ligada com o que vc chama de "papel de gênero" - e que, para mim, é a própria construção de gênero socialmente imposta. Afinal, caso contrário a ideia de gênero perde qualquer conteúdo: a pessoa estaria se identificando ou deixando de se identificar com o quê? Com a palavra "homem"/"mulher", sem qualquer conotação atrelada? Com a aparência do próprio genital? Que importância teria o nome, a aparência ou conformação corporal se não viesse acompanhada de um conjunto de regras e percepções sociais? Essas teorias que tentam justificar, com base na estrutura do cérebro, a existência de comportamentos, mentes e personalidades predefinidas, rígidas "essências" separadas para homens e mulheres, é justamente um dos principais pontos da sociedade patriarcal que minha concepção de feminismo contesta. É o similar de um darwinismo social para os sexos: a utilização da biologia que ampara preconceitos e coloca características tidas por "naturais" para homens e mulheres. As diferenças aparentes de estruturas físicas, para mim, não se prestam a justificar padrões evidentemente sociais. Afinal, seria de se estranhar a variedade de personalidades entre indivíduos, a despeito do sexo, caso houvesse essa separação estanque. Ainda assim, se "nós" não estamos amparadas pela biologia, você não está amparado(a) pelas ciências humanas e sociais. Em se tratando de feminismo, acho que a situação é bem mais problemática...

Isabella.

Jonas Klein disse...

Anon 10:37

Aja paciência.

"Então Jonas, se "não é o caso da maioria", como é que vc aconselha uma mulher a não tomar a pds?"

O que disse no primeiro comentário? eu disse:

Se o seu ciclo menstrual e bem regulado (esse detalhe e muito importante) e você tem certeza que não estava no período fértil (você tem certeza que sabe calcular direito o período fértil?), não tem porque você toma a PDS.

Eu me referi claramente a uma situação muito particular.

E o que eu disse depois:

Agora deixa eu te dar uma dica, e recomendável sempre usar dupla proteção para evitar gravidez, use o DIU caso não queira usa anticoncepcional a base de hormônio. Ai quando houver quando acontecer algum problema com alguma camisinha, você não precisa se preocupar com risco de gravidez.

Quanto tal da tabelinha, a chance dela falhar pode variar muito dependendo da situação, entenda que cada caso e um caso em particular.

Anônimo disse...

Realmente Jonas, "Aja" paciência viu... "Aja" paciência!!!!!

Entao vamos lá Dr. Jonas, um teste prático:

Eu tive relação sexual ontem e a camisinha estourou. Eu tenho ciclo menstrual regular e tenho certeza que eu não estou no meu ciclo fértil, pois daqui 6 dias a minha menstruação deve se iniciar.

Não desejo engravidar agora, não tenho como sustentar uma criança, mas tenho medo de tomar "PDS", pois pode surgir grandes alterações hormonais.

O Sr. acha q eu devo tomar a pílula do dia seguinte ou não?

Jonas Klein disse...

Anon 11:19

Obrigado mas o "DR" eu dispenso ta.

Se você tem um ciclo menstrual bem regular a anos, dentro da situação que você descreveu, penso que usar a PDS não e necessário no seu caso, pois o risco de você engravidar muito baixo.

Mas por outro lado, se você tomar a PDS isso vai deixar você muito mais tranquila, mas a decisão e sua, eu apenas estou me referindo uma questão técnica.

Anônimo disse...

Esse Jonas deve pega muita muleh com essa sapiência toda.

Raven Deschain disse...

E eu que engravidei mesmo tendo tomado a pds, tendo ciclo regular e estando fora do período fértil devo ser um milagre da medicina.

Jonas, migs. Para.

Anônimo disse...

O anônimo das 12:05 foi uma radfem trollando, pra quem não percebeu. Muito fácil vir aqui trollar, se passar por alguém que não é, pra depois criticar seu próprio comentário, como se estivesse criticando uma libfem. Aí depois reclamam da agressividade contra radfems, muita hipocrisia.

Anônimo disse...

Jonas,

O risco é tão baixo né, pra que se precaver tomando a PSD dimuniundo os riscos mais ainda??? só pra se sentir mais tranquila mesmo.

Mesmo vários depoimentos aqui falando, por experiência própria, q os efeitos hormonais nem é tão grande assim, o risco de ter sua menstruação atrasada é pior do que engravidar.

Tá "Serto"

Fabiano disse...

Anônimo Lésbica de Exatas,

Achei seu comentário muito interessante. Gostaria muito de ver discussões do feminismo diante dos inúmeros avanços das neurociências e o impacto dos novos modelos de família dentro das teorias de gênero.

Anônimo disse...

Concordo com tudo que a Isabella disse.

Jonas, cara, vc na sabe oque tá falando admita. Para de ficar que dando pitaco sobre oque vc não manja nem empiricamente e nem tecnicamente. Vc não é médico, biólogo, nem mulher.
Vc só fica aí falando o óbvio, um monte de chavão básico e se achando o genial que está aconselhando alguém.


Usar arma pra se defender de possíveis estupros : vc sabe que é crime o porte de arma né? Então cala a boca por favor.


Alice

Anônimo disse...

Jonas é mais um babaca escroto machista que tem espaço nesse blog...
Ele deve servi de selecionador de público, só pode....

Anônimo disse...

"Vcs radefems são muito colonizadas".

Claro, pq a Teoria Queer, o movimento LGBT e o "feminismo interseccional" são tudo aqui do Brasil.

Me poupe.

Jonas Klein disse...

Anon 12:04

Ela acredito que saiba o que melhor para ela, eu apenas dei eu apenas expus uma questão técnica, que e conveniente ser levada em consideração...


Alice

Eu nem deveria ficar alimentando uma discussão inútil, mas só para não deixar o dito pelo não dito.

Como sempre muita critica pessoal embasada em achismo, mas nada rebater o meu argumento com outro argumento capas de derruba-lo, quando falta argumento isso e normal.

Quanto questão das armas, parece que você não sabe do que esta tratando ou procurar interpretar da pior forma as coisas, quando eu disse para você anda com um arma de forma ilegal?

"vc sabe que é crime o porte de arma né?" segundo a lei é, mas na minha visão do direito, aquilo que não pena restritiva de liberdade obrigatória na pratica, nem crime é, e um mero ilícito.

De qualquer forma se te pegam na rua com uma arma sem você ter porte, desde que arma não seja de porte proibido, numeração raspada, roubada nem você seja reincidente, você só paga um fiança na delegacia e vai pra casa.

Anônimo disse...

Gente, onde vocês radicais vivem que tá cheio de homem com berba se dizendo mulher e usando banheiro feminino na cara de pau?
Ou vi falar do polêmico episódio do EME em Curitiba, só. Se um homem quiser entrar em um banheiro feminino pra violentar alguém ou fazer gravações ele consegue se identificando como homem mesmo.

Death disse...

Faço das palavras da Isabella as minhas sobre a questão de gênero as minhas, ela resumiu muito do que eu penso

Anônimo disse...

Acho que agora o Jonas vai entender, quer ver?

Jonas, imagina q vc e um bandidão estão num duelo de armas. Questão de vida ou morte, legítima defesa.

Vc só tem uma bala no seu mega revólver.

Vamos dizer em números que vc tem 98% de chance de acertar um headshot no bandidão e salvar a sua vida;

Mas vc também tem 30% de chance de acertar a arma do bandido e desarmar-lo, mas não sabe o que vai acontecer depois.

Aonde vc vai mirar, na cabeça do bandido ou na arma dele?

Fabiano disse...

Parece que essa estória de arma está rendendo.

Tenho uma dúvida sobre o assunto:

Pelo que sei, é bem complicado conseguir a autorização para o porte de arma. Procede?

Anônimo disse...

Vei, Isabela, você soube explicar com palavras melhores que as minhas. Gostei da sua explicação, esse discurso do Panthro de tão forçado cansa.

Vicky

Anônimo disse...

Que "rendendo" o quê, Fabiano? Já deve ser a vigésima vez que o Jonas fala isso, já rebateram ele várias vezes em posts anteriores, ele só continua insistindo nessa conversa. Não adianta ficar jogando água fria no indivíduo.

Vicky

Anônimo disse...

Machinhos, não resistem em não falar de armas e seus falos.

Fabiano disse...

Vicky,

Disse que está rendendo justamente por ter vários comentários discutindo esse assunto. Eu não estou defendendo a posição que uma pessoa deva andar armada pelas ruas para legítima defesa.

Mas sou totalmente leigo no assunto. Por isso queria saber, se mesmo que alguém fosse seguir o conselho do Jonas, se isso é realista ou não.

Jonas Klein disse...

Já que clamaram pela minha presença estou aqui.

Anon 18:29

O seu esta esta muito confuso, quem e bandidão eu ou o outro?

De qualquer forma, porque atirar na arma que e muito difícil de acertar(desarmar uma pessoa assim e muito difícil), se tem toda a região torácica e cabeça para acertar o que e 1000 vezes mais fácil?

Outra coisa revolver para mim nem se conta como arma hoje em dia, isso coisa de museu, arma para o dia adia tem que ser uma pistola, tendo pistola 19 + 1 uma cano, anda com revolver para que?

Acho que respondi a sua pergunta né?


Fabiano

Conseguir um registro de arma para ter só em casa não e muito difícil não, e muito trabalhoso sim mas e possível, já o porte de arma para andar com ela pela rua isso e difícil de conseguir, mas no Brasil tendo dinheiro ou costas quentes, da sempre para dar um jeito.

Anônimo disse...

Pois é Jonas!!!! Essa é a questão que vc não está entendendo!!!!

Pra que confiar na tabelinha (mesma probabilidade de sucesso q acertar na arma do adversário) se eu posso tomar a PDS (região torácica e cabeça para acertar o que e 1000 vezes mais fácil de acertar)

ENTENDEU AGORA?????

E outra, eu não entendo nada de arma como vc pq eu não uso e nem gosto de armas igual vc. Então já que eu não tenho experiência sobre o assunto eu não devo ficar Opinando!!!

A unica coisa q eu vou ser com isso é uma TREMENDA CHATA!!!!

Peloamordedeus!!! Consegue entender isso????

Jonas Klein disse...

Anon 21:23

Você malandrinha ennnn!!! mas realmente você me pegou desta vez.

So que no que se refere PDS, não e a mesma situação da historinha que você inventou, você pode não entender nada de armas, mas alguma coisa eu entendo disso, você pode não entender nada de anticoncepcional, mas alguma coisa eu sei sobre isso.

Por fim já vocês não derrubaram o meu argumento e por isso eu venci este debate, no que depender de mim esta discussão esta encerada, pois o que eu precisava dizer já foi dito, e você já começou apelar para desonestidade intelectual, deste assunto eu não trato mais nesta pagina.

Boa noite a toda(os)

Rafael disse...

Jonas, ninguém que entenda de armas diz essa merda:

"19+1, uma no cano"

Qualquer um com conhecimentos rudimentares, muito rudimentares mesmo, sabe que pistola é XX no pente (carregador) e 1 na agulha.

E para quem apregoa o uso da arma no dia-a-dia, um carregador de 19 é muito, muito inadequado.

Fê Cardoso disse...

"Por fim já vocês não derrubaram o meu argumento e por isso eu venci este debate"

Hhahahahahahhahahahaahhaahhahhahaahahhaahahhahahahaahahahahhahah

Jonas Klein disse...

O Rafael

Eu coloquei isso assim "19+1, uma no cano" pois para leigo e mais fácil entender, já que eu não queria entrar nas explicações mais técnicas, mas sei que não fica bem explicado assim.

Quanto ao carregador de 19 tiros ser inadequado, eu já não acho tão inadequado assim...


Fê Cardoso

Ria pois faz bem mesmo kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Anônimo disse...

Ahhhh eu desisto...joguei a toalha na tentativa de inserir alguma ideia na cabeça desse Jonas.....

O cara não consegue sequer fazer um comparativo entre situações hipotéticas. E ainda me vem com esse papo que venceu o debate e encerra o assunto, é mole? É muita arrogância!

Muito fácil dizer que ninguém derrubou seu argumento se vc não acredita nos argumentos expostos.

Todas estao falando que o metodo da tabelinha nao é aconselhável devido a sua baixa eficácia mas o cara não consegue entender.

Tá aqui uma listinha de sites pra vc compreender melhor sobre anticoncepcionais, estude ai pra não fazer besteiras quando iniciar sua vida sexual (se isso acontecer claro):

http://www.qued.com.br/site/index.php/duvidas/A-tabelinha-tem-eficacia-Qual-a-porcentagem-de-dar-certo-esse-me

http://www2.uol.com.br/assuntodemulher/glossariocomp.htm

http://ginecenter.blogspot.com.br/2008/11/eficcia-dos-mtodos-anticoncepcionais.html

http://www.gineco.com.br/saude-feminina/metodos-contraceptivos/tudo-sobre-anticoncepcionais/

http://educacao.globo.com/biologia/assunto/fisiologia-humana/metodos-contraceptivos.html

http://www.tuasaude.com/tabelinha/

http://www.medicohebiatra.com.br/perguntas_mconcepcionais.asp

https://br.answers.yahoo.com/question/index?qid=20080216062033AA9VJmG

http://www.boasaude.com.br/artigos-de-saude/3951/-1/metodos-naturais-de-contracepcao-suas-vantagens-e-desvantagens.html


Pelo menos o Jonas ajuda muito para quebrar estereótipos: Não precisa ser mulher e loira para não ser inteligente.

E vou fazer igual todas aqui... só ignorar a partir de agora.

Anônimo disse...

Jonas, desculpe os insultos, me alterei.

Não considere o comentário sobre iniciar a vida sexual e o de ser intenligente, retiro o que disse sobre isso.

Mas o resto eu mantenho.

Anônimo disse...

Pedir desculpas pra quê?
Esse cara é mó babaca e machista.
Tem que entrar com voadoreira no peito, passou da fase de desenhar na tentativa de explicar alguma coisa pra esse analfa funcional.

Raven disse...

Não ofenda as loiras, anônima! =O

Huashua

Raven com login sumido.

Marcia Baratto disse...

Dando uma de intrometida: os desenhos estão lindos, mas também quero ler tudo de uma vez...

Death disse...

Anon A. recebeu meu email?

Anônimo disse...

A mulher não sofre pressão social para ser meiga e delicada, não. Isso é a natureza quem define. Vou definir com uma única palavra a diferença óbvia entre o sexo masculino e feminino: BOLAS. A força do homem está nas bolas, tanto física quanto psicológica. Logo não adianta as mulheres lutarem contra si mesmas, pois é da natureza ser mais emocional e tal, isso não quer dizer que seja inferior. Mas, há coisas que o homem desempenha melhor, isso é fato. O feminismo se perdeu completamente, não luta mais por direitos, hj o principal objetivo é ser como os homens. Talvez daqui uns 100 anos de evolução, as mulheres criem bolas e sejam mais fortes. Mas aí o ser humano será extinto, pq, não tem coisa pior que mulher querendo ser homem.

Anônimo disse...

O Jonas e o Panthro defendem coisas diferentes. Mas a postura de quem teve socialização machista é a mesma.
Os dois sofrem de homoexplicanismo.
Tenho paciência não.

Rê Bordosa disse...

Anônimo 23:22,

WTF é homoexplicanismo? O.o
É tipo um Homo sapiens dando explicações sobre algo?
Porque se for isso, acho que os dois realmente deram suas explicações, que julgaram pertinentes sobre alguns assuntos, mas tem uma grande diferença de postura entre o Jonas e o Panthro, que o próprio Panthro deixou clara:

"Quando você for expor um conhecimento, mostre como se estivesse oferecendo uma comida. Se a pessoa quiser ela pega, se não, não."

Os comentários do Panthro foram ótimos: educados, embasados e bem difíceis de refutar... Acho que por isso mesmo, na falta de capacidade de refutar os argumentos dele surgem essas críticas bostas que só dizem "machista" e não conseguem apontar onde ta o machismo.
O Panthro foi machista em seus comentários até agora? Porque? Por acreditar em diferenças entre cérebro de homem e de mulher? Por acreditar que gênero de fato existe? O único feminismo possível então é o radical, que não acredita e quer desconstruir gênero e toda pessoa que discordar é machista?
Machismo não é acreditar que homens e mulheres tem diferenças biológicas (seja no cérebro ou na genitália). Machismo é acreditar que essas diferenças definem o papel do indivíduo na sociedade, que uma mulher é menos capaz por exemplo de trabalhar com exatas, ser independente, etc e o homem mais capaz... Ou que baseado nessas diferenças biológicas alguém "tenha que" isso ou "não possa" aquilo.
O gênero por si só, enquanto IDENTIDADE apenas, não oprime ninguém.
O Panthro apenas falou de diferenças biológicas, ele não usou essas diferenças para respaldar nenhum discurso machista. Podem largar as estacas e apagar as tochas por enquanto, ta muito cedo pra inquisição.

Anônimo disse...

Eu entendo que ninguém é obrigado a concordar com ninguém, mas sério, preciso defender o Panthro também. O cara é sempre impecável em suas opiniões, tanto em coerência quanto em respeito. Também acredito em diferenças no cérebro de homens e mulheres, mas isso é só um aspecto do ser humano, não pode ser visto de forma rígida e reducionista.
Agora o anônimo das 23:08... Deve ter usado as bolas que ele tanto ama pra raciocinar e digitar.

Dan

Rê Bordosa disse...

Dan, com certeza o anônimo usou as bolas... E provavelmente ele deve ter saído das bolas do Olavo de Carvalho.

Anônimo disse...

"não tem coisa pior que mulher querendo ser homem."

......

Ué, metade de você já é pior que todo o Churume de uma cidade. Tenho pena de quem tem que conviver com você.

Vicky

Mr Grey disse...

Lola, se eu te pagasse 100mil dólares, vc deletaria todos seus posts esquerdistas do blog e deixaria um único post pedindo desculpas por ter sido tão socialista?

Aguardo resposta,

atenciosamente

Mr. Grey

Anônimo disse...

Dizer "eu visitei a China e curti a viagem" agora é socialista, nossa! Se eu pedir comida chinesa aqui no Brasil sou socialista tbem? E pq a Lola tem que deixar de ter a visão política dela? Que caga regras!
E se achando o Mr. Grey Ricão, tadim.

lola disse...

Eu nao me vendo, Mr. Grey. Mas obrigada de qualquer jeito por querer me dar 100 mil dolares.

Donatien Alphonse François disse...



Perfeita sua opinião! Õ-Õ

Rê Bordosa disse...

Obrigada, Donatien!
:)

Rê Bordosa disse...

Me lembrei de um exemplo, do que falei ali em cima:

No casamento de uma prima, o padre me sai com esse discurso:
"o homem é a cabeça e a mulher é o corpo"

Eu fiquei enfurecida, tive que contar até 10 pra não interromper a cerimônia e ir até lá com meu corpo é chutar a cabeça do pau daquele padre infeliz!
Fuçando na internet um tempo depois me deparo com a mesma frase (que ao que me parece ta na bíblia), num desses sites que forçam a barra pra dizer que a ciência dá respaldo pra absurdos bíblicos... Bullshit!
A frase era citada e havia um texto logo abaixo explicando como aquilo "fazia sentido" e é "cientificamente comprovado", porque segundo eles, "já foi provado pela ciência que mulher é mais emotiva e por isso é levada pela emoção e não consegue tomar decisões racionais e por isso o homem deve assumir o comando da situação e mimimimi".
Um absurdo total. O máximo que estudos científicos já concluiram é que o cérebro possui alguma diferenças, mas nenhum consenso do que exatamente essas diferenças implicam (aparentemente só na identidade e auto-imagem mesmo). A ciência atual não estabelece nenhuma limitação à mulher devido à anatomia do cérebro... Mas os machistas, os força-barras, os desonestos intelectuais sempre vão tentar distorcer discursos científicos a favor de suas ideologias.
Exemplo de distorções: https://www.youtube.com/watch?v=M22yGwwu3Ow (nesse caso um lunático, Olavão, distorcendo o discurso/estudo pouco confiável e confuso de um cientista para tentar respaldar suas crenças).

Quem é o machista da história, um cientista que diz que gênero existe ou o babaca que distorceu seus estudos?