sábado, 6 de setembro de 2014

UM PROBLEMA REAL CHAMADO ASSÉDIO MORAL

A Gle me enviou este email porque acha (e concordo com ela) que o tema de assédio moral no trabalho ainda não foi suficientemente abordado aqui no blog. 

Diante das mais diversas situações no ambiente de trabalho, acredito que essa seja a mais desconfortável: o assédio moral. É terrível quando você “precisa suportar algo” constrangedor (entre aspas porque na realidade você não precisa e não deve se submeter a isso). O que eu não imaginava era que o número de trabalhadores no Brasil com essa situação era tão grande! E o que não é novidade é que as vítimas mais frequentes são mulheres, pessoas negras e homossexuais. 
Essas informações saíram no jornal O Estado de São Paulo em junho: 
"- No Brasil, 42% dos trabalhadores já sofreram algum tipo de assédio moral no emprego, de acordo com levantamento da Organização Internacional do Trabalho (OIT). Para a entidade, o resultado da pesquisa comprova que o problema é grave no País e representa risco para a saúde pública. O Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) aponta que as vítimas mais frequentes são mulheres, pessoas negras e homossexuais.
Atualmente, tramitam na Justiça do Trabalho cerca de dois mil processos em que profissionais alegam que foram moralmente assediados por chefes ou colegas que ocupam o mesmo cargo. O advogado trabalhista Mauro Scheer Luís esclarece que, para que um ato seja considerado assédio moral, ele precisa causar algum tipo de abalo emocional, e não apenas um simples aborrecimento. Também não pode ser somente um caso isolado, mas sim uma prática repetitiva.
Para saber se você pode estar sendo vítima de assédio moral, confira abaixo os exemplos mais comuns nos ambientes corporativos do Brasil, listados pelo Ministério do Trabalho:
- O chefe amendronta o empregado e diz que ele pode perder o emprego
- A mesma ordem para tarefas simples é repetida centenas de vezes até desestabilizar emocionalmente o subordinado
- Sobrecarga de tarefas
- Sonegação de informações que impedem a continuidade do trabalho
- Desmoralização do funcionário em público, diante dos demais trabalhadores
- Rir, à distância e em pequeno grupo, direcionando os risos ao trabalhador
- Ignorar a presença do trabalhador
- Desviar da função ou retirar material necessário à execução da tarefa, impedindo o trabalho
- Troca de turno de trabalho sem prévio aviso
- Mandar executar tarefas acima ou abaixo do conhecimento do trabalhador
- Dispensar o trabalhador por telefone, telegrama ou correio eletrônico, estando ele em gozo de férias
- Espalhar entre colegas que o trabalhador está com problemas nervosos
- Sugerir que o trabalhador peça demissão devido a problemas de saúde
- Divulgar boatos sobre a moral do trabalhador
O que fazer nestes casos?
Uma vez que o assédio moral é percebido pela vítima, o Ministério Público do Trabalho recomenda que o primeiro passo é reunir o maior número possível de provas, como conversas de emails, documentos, vídeos e depoimentos de testemunhas.
O segundo passo é fazer a denúncia para as entidades que representam o trabalhador, como a CIPA (Comissão Interna de Prevenção de Acidentes) da empresa ou o sindicato da classe. Caso a empresa se mostre desinteressada em fazer um acordo ou reparar os danos sofridos, a vítima deve entrar em contato com o Ministério do Trabalho e Emprego.
O advogado Mauro Scheer diz que, quando o ′assediador′ é considerado culpado pela Justiça, ele ou a empresa devem pagar indenização para a vítima, cujo valor será definido de acordo com a necessidade do ofendido, a capacidade do ofensor, o grau de culpa, a extensão dos anos e a frequência dos atos ofensivos. É possível, também, que uma empresa seja condenada apenas por acumular um número muito alto de acusações na Justiça."
Como profissional da área Contábil, entendo o quão difícil e estressante é abrir um processo trabalhista (a reunião de provas, testemunhas, etc), mas também vejo que esta é a única forma de fazer com que essa realidade seja modificada. A questão é que ninguém merece ser assediadx moralmente, seja no ambiente de trabalho ou na sociedade como um todo.

25 comentários:

Anônimo disse...

para LoLa... fora do tema do post
Vanity Fair Columnist Christopher Hitchens, 2005
https://www.youtube.com/watch?v=G9ITT3NOLJk

Christopher Hitchens
Fighting Faith -- ago/2011 ~5 meses antes dele morrer
https://www.youtube.com/watch?v=pAkzyOEctNw

Chances are you know it all and yet more better than I do.
LisAnaHD

Anônimo disse...

Sou mulher, tenho 24 anos e já trabalhei em 2 lugares.
Só tive chefes mulheres (fico pensando até que ponto vai a diferença entre ter um chefe mulher ou homem).
No meu primeiro emprego trabalhei como vendedora, tive todos meus direitos certinhos, carteira assinada, etc., mas vivia sobre forte pressão psicológica de perder o emprego, presenciei vários casos de assédio contra outros colegas, as chefes viviam nos vigiando constantemente e não podíamos ficar paradas nunca. Não dormia direito, viva tensa e nervosa. Trabalhei por 8 meses, morava longe do emprego, não aguentei e pedi pra sair.
Meu 2° emprego foi como auxiliar contábil num escritório de contabilidade e essa experiência desencadeou uma depressão que só consegui superar com ajuda de antidepressivo e apoio da família.
Além de não assinar minha carteira, a minha ex-chefe praticava humilhações diárias com gritos, debochava da minha capacidade de cumprir tarefas, era excessivamente crítica e perfeccionista, me passava funções que não eram de minha competência, como pagar contas pessoais dela, ir resolver pendências dela, ter que limpar banheiro/ limpeza do escritório, ameaçava de demissão,etc.
Sem contar que ela era a favor da ditadura, racista e homofóbica, enfim, um horror.
Tinha uma colega de trabalho que sofria horrores, essa chefe a batia e beliscava, a chamava de jumenta e burra, sem contar que ela não recebia o salário,só fazia assinar o contracheque, pois pagava uma dívida por um erro que havia cometido (o que é ilegal).Descobri depois que essa mesma chefe já havia dado uns cascudos numa ex-funcionária.
Eu Fazia jornadas de 9 hrs por dia, para não trabalhar aos sábados, sendo que mesmo assim trabalhava a maioria dos sábados, sem pagamento de hrs extras, dando um total de 50 hrs semanais. Vivia cansada, estressada, acordava de noite assustada, tinha câimbras na perna por andar muito para entregar documentos (no sol),era angustiada,não tinha sem tempo pra nada e nem vontade de viver.Por causa dessa depressão pensei até em me matar. Ah, e só ganhava 1 salário mínimo. Só aguentei esse inferno por 3 meses.
O trabalho da área de contabilidade já é naturalmente estressante, e com um ambiente desses, é de pirar! Resumindo, peguei trauma de emprego.
Se eu, que sou "dentro dos padrões", tenho o privilégio de poder ficar um tempo sem trabalhar e tenho curso superior, passei por isso, imagine quem tem filhos e tem que trabalhar pra comer ou faz parte das minorias? Deve passar por coisas mais terríveis ainda!!!
Essas situações ocorrem pq não há uma fiscalização correta das empresas. E ainda tem quem queira diminuir os direitos trabalhistas...

Dona Coisa disse...

Eu trabalhei na Ouvidoria Geral da Pedrobras, há 10 anos atrás. Lá, apendi muito sobre o que era assedio moral, pois uma de nossas atribuições era justamente defender os trabalhadores. Infelizmente em pouco tempo descobri que minha chefe (uma heroina brasileira - falecida alguns anos atras) estava acediando moralmente uma subordinada. Fiz o que a cartilha da propria ouvidoria mandava e me coloquei ao lado dessa colega. O resultado foi a saída dela e o assedio moral vindo pra mim. Eu era muito jovem e nao tinha preparo para lidar com os milhares de telefonemas diarios dizendo que tudo o que eu fazia estava "HOR-RI-VEL", que eu era incopetente, que iam ler todos os emails que ja mandei na vida pra ver se eu não era espiã "do general" (entidade que a heroina brasileira dizia armar contra ela), fui reepreendia em publico e em particular, diariamente, por essa chefe, humilhada e obrigada a posar em fotos ao lado dela, sorrindo. Comecei a ficar doente e ela me ligava no hospital dizendo que tudo nao passava de fingimento. Entrei em depressão e finalmente consegui sair da empresa.

Acho que uma das piores partes foi ouvir de amigos e familiares que eu era fraca, que todo mundo passa por isso, que eu era louca de sair da Petrobras, que eu era louca de abrir mao do status e do dinheiro (pra uma recem formada, eu ganhava uma verdadeira fortuna + beneficios). Tive apoio de alguns e fui julgada pela maioria.

Dois anos depois de minha saida, fui procurada por outras pessoas que tinham sofrido assedio moral da mesma pessoa, COlegas. Entramos com um processo... e perdemos. Claro. A tal heroina brasileira, defensora da democracia e dos direitos do trabalhador jamais faria assedio moral, né?

Até hoje esse episódio me afeta.
Pelo menos eu aprendi a não abaixar a cabeça.
Eu reajo, grito de volta, peço demissão.
Eu não vou entrar em depressão por conta de sociopatas nunca mais.

Anônimo disse...

Estado Islâmico condena e decapita 3 mulheres e mais 4 por bruxaria:

http://g1.globo.com/mundo/noticia/2014/09/estado-islamico-decapita-7-acusados-de-praticar-bruxaria-em-mossul.html

Koppe disse...

Trechos do melhor texto que já li sobre como lidar com pessoas abusivas no trabalho:

"Não tem que brigar, não tem que dar a cara a tapa. A pessoa está em condição de superioridade hierárquica, é burrice dar soco para cima. Porém, é inteligentíssimo fazer coisas nos bastidores, preservando o anonimato, que aos poucos minem a credibilidade e a saúde mental de gente assim. Veja o lado bom: se o cara apresenta comportamento escroto, é sinal de muito equilibrado e seguro ele não é. Muitas vezes basta dar um totozinho e a coisa despenca. Tenha calma, sabedoria e paciência de se preparar para isso.

É necessário que você ESTUDE a pessoa. Estude mesmo. Perca tempo (na verdade considero investimento) conhecendo-o, mas não falando diretamente com ele. Use outras armas: redes sociais, internet, prestar atenção em conversas, trocar informações e impressões com colegas... vale tudo, desde que não deixe claro que está estudando seu chefe. Seja discreto.(...)

Depois de muito estudo, identifique pontos fortes e pontos fracos do chefe em questão. Não tem jeito, a convivência diária acaba fazendo com que as pessoas revelem coisas pessoais. Vai pescando, vai armazenando. Não se finja de amigo, porque aí é demais, as pessoas percebem falsidade em algum momento. O ideal é passar em branco, de preferência como uma pessoa neutra, “na dela” ou quem sabe até como babaca. Não chame atenção para você nem para o que você está fazendo. Atitudes como sair dizendo “Se tirar onda com minha cara vai se dar mal” e ameaças assim são proibidas. Você é uma sombra, uma sombra que trabalha o dia todo em silêncio.

Quando já tiver informações consistentes (e isso pode demorar meses, mas quem se importa, você estaria lá de qualquer forma) identifique o calcanhar de Aquiles: a insegurança maior, a pisada de bola maior, o ponto fraco que desestrutura. Pode ser o fato dele roubar da empresa, pode ser o fato dele ser um descontrolado de merda que excede o limite, pode ser o fato dele trair a esposa. Qualquer coisa que cause um estrago grande na vida da pessoa basta. Foco nisso, comece a plantar sementinhas. De forma anônima, claro.

Não tem que ter pressa, demora mesmo. Mas quando a recompensa vem, ela vem que vem! Comece a usar o ponto fraco para minar a confiança e a paz de espírito do chefe aos poucos. Seja criativo, você vai ter oito horas por dia, cinco dias na semana (no mínimo) para esperar aquela oportunidade ideal surgir: trocar um objeto de lugar, sumir com algo importante, mandar um recado implícito anônimo, começar a jogar no ventilador provas que incriminem, fazer algum tipo de terrorismo sutil que possa parecer loucura da pessoa... um passinho por vez, sempre sendo muito cuidadoso para não ser descoberto.

Não bata de frente nunca, não importa o quanto você seja provocado. Lembre-se, VOCÊ é o lado inteligente da briga. Sangue frio e bola para frente. Procure tomar o cuidado de criar álibis sempre que entrar em ação: faça questão de ser visto por muita gente bem longe da sala do seu chefe quando mexer lá, só bata o ponto meia hora depois que chegar, etc.

Se você fizer as coisas bem feitinhas e tiver sabedoria de executar sua meta aos poucos, com cuidado e sutileza, uma hora a pessoa cai ou pede para sair. Gente abusiva não se trata com racionalidade, ou nos afastamos, ou se não for possível, tentamos afastar a pessoa. É justamente isso que estou propondo: afaste um chefe abusivo de você. Alguém vai se foder, então que seja ele. Não tem como escapar de armadilhas de alguém que convive com você oito horas por dia, uma hora a pessoa abaixa a guarda e aí ela leva. E não, seu chefe não é tão inteligente e fodão, se fosse não se portava assim, como um panaca. Pode bater que ele cai.

Faça tudo sozinho, de forma discreta e não comente nada com ninguém.(...)
Não saia do anonimato jamais.
"

Texto inteiro: http://www.desfavor.com/blog/2013/02/desfavor-bonus-defenda-se-empregadores-toscos/

Maria Fernanda Lamim disse...

trabalhei na Rede Globo (no Projac) por um ano. la presenciei e sofri todo tipo de assedio moral que voces possam imaginar. vi muito diretor famoso de novela agredir, humilhar e ate agredir fisicamente atores menos prestigiados e principalmente tecnicos (assistentes de producao e direcao, cameras, editores, etc). um desses diretores inclusive me assediou sexualmente.
e adivinha? NINGUEM processa a empresa. e por que? pq a Globo, qd se fala em teledramaturgia, praticamente nao tem concorrencia. todo mundo la dentro, da parte artistica e tecnica, MORRE de medo de "se queimar" no meio profissional.
na minha opiniao essa ainda e a maior barreira pra se combater o assedio moral: o medo de se perder o emprego e nao se ter mais oportunidades.

Joane Farias Nogueira disse...

Eu trabalho em um banco. Um lugar onde o assédio moral corre solto, e vem de cima para baixo.
Praticamente somos todos vítimas de vitimas lá dentro.
Eu tive um chefe que gritava comigo , me corrigia na frente de clientes. A agência inteira ouvia. Não soube me defender.
Muitos diriam que não foi assédio. Mas eu entrava na agência com medo , e só acalma quando saia. Cheguei a pedir pra ficar doente para não ter que ir trabalhar. Até que fiquei mesmo.
Vários episódios de pressão alta, e dores no corpo tão fortes que fiquei quase duas semanas sem conseguir me levantar da cama direito.
Meu marido tinha que me ajudar a colocar o sutiã.
De qualquer maneira, vejo que foi puramente psicológico.
A agência trocou de chefe, e eu nunca mais tive medo de ir trabalhar.
Eu via como ele agia, falava direito com os que eram altivos e rebaixava os mais passivos.
Estranho ver os dados de homens e mulheres, nenhum homem nunca teve uma crise choro? Sério? Nenhum perdeu a libido mais do que 15%?

Patty Kirsche disse...

Eu passei por isso quando fui servidora pública. A minha chefe implicava comigo por eu precisar de treinamento e fazia coisas idiotas tipo não responder quando eu avisava que ia almoçar.

Anônimo disse...

Perdão, Lola e demais,é off-topic, mas oportuno. Seria interessante a Lola e xs demais leitorxs opinarem a respeito do caso de racismo ocorrido na partida Grêmio X Santos, que envolveu o goleiro Aranha. É só uma sugestão, afinal, quem sou eu para pautar o blog alheio, rsrs.

Eu, pessoalmente me senti muito incomodada com a cobertura midiática do assunto, explorando excessivamente a imagem da moça, esquecendo-se dos outros nove torcedores que, claramente, ofenderam o goleiro. A imagem da moça foi veiculada repetidas vezes, já os dos demais - todos homens, inclusive um negro - não houve essa repercussão toda. É bem possível que muita gente saiba o nome, sobrenome e profissão da moça de cor e salteado, mas os demais - repito, todos homens - passaram praticamente incólumes, tendo seus nomes citados muito rapidamente.
Bem, lamentavelmente, a mídia conseguiu transformar a moça em inimiga número um do país, pegando-a para Cristo tendo sua casa apedrejada, emprego perdido, ameaça de estupro e de morte. É demais para minha racionalidade. O engraçado é ver que tal atitude em grande parte vem de gente reacionária, que, provavelmente, já teve atitudes racistas na vida.

De tanto procurar na web opiniões diferenciadas, encontrei, se muito duas ou três. O povo parece estar anestesiado e não percebe que a forma noveleira que esse caso está sendo conduzido não contribui em absolutamente em nada para combater o racismo.

Mas o Luis Nassif se salva diante da burrice e mediocridade: http://jornalggn.com.br/noticia/e-hora-de-parar-o-linchamento-publico-contra-a-torcedora-do-gremio

Marcelle

Se você achar inapropriado, Lola, não poste meu comentário, por favor.

Maria Valéria disse...

Eu sofri disso quando fui residente .
Tive um preceptor que me humilhava na frente de outros residentes e alunos.
Vivia dizendo que um aluno de 5 ano de medicina tinha raciocínio melhor do que o meu, entre outras coisas piores.e falava tudo isso na frente dos outros, sem cerimônias.
Por muitas vezes , voltei pra casa chorando , quis desistir da residência e largar tudo.
Aguentei firme e conclui, peguei meu certificado e tranquei na gaveta.nunca mais quis exercer a especialidade na qual fiz residência ( hematologia ) .
Sei que casos de assédio moral são horríveis em qualquer lugar, mas com preceptores eu acho muito pior.
São professores universitários, são pessoas que deveriam estar nos orientando,e esse ai em vez de fazer isso passou três anos me fazendo sentir uma burra inútil.
Pra ser professor universitário nao poderia ser qualquer pessoa sabe ? Igual médico tem que gostar de mexer com gente, professor universitário , preceptor tem que ser humano.nao pode ser qualquer idiota.
Deveria ter um exame psicotécnico pra barrar esses idiotas antes que começassem a lecionar e a tirar a esperanças dos alunos que estão sob sua supervisão.
O que fiz depois ? Comecei a exercer outra especialidade, ( medicina de família e comunidade ) , na qual fiz pos graduação e tirei título de especialista, e vou muito bem, obrigada.
E aquele professor que reze pra nao me encontrar um dia por acaso, porque agora que sou uma pessoa mais esclarecida, mais forte, se eu o encontrar ele vai ouvir poucas e boas.

Anônimo disse...

Eu trabalho na Petro, sei exatamente de quem você está falando (qualquer um saberia, né?). Estou muito surpresa com a sua narrativa, realmente a pessoa de quem você está falando era vendida dessa forma, heroína brasileira. Eu ainda me lembro da apresentação dela quando entrei na empresa, falou que as mulheres na Petro (empresa pública! Entra-se via concurso!) ganhavam 40% menos que os homens.
Tive minha experiência desse tipo lá, tenho uma amiga que sofreu gravemente por anos... Muito sociopata por ali.

Anônimo disse...

Quem sofre muito e a classe de estagiarios. Nunca vou esquecer meu tempo de estagio, detesto lembrar que nao tive coragem de reagir.

ElDiablo disse...

Eu entendi errado ou colocar pressão para que o sujeito trabalhe mais pode ser enquadrado em assédio moral? Ta explicado porque quase ninguém empreende no Brasil e a minoria que tenta, vai a falência nos primeiros anos... Muito trabalhador preguiçoso, muita legislação, regulação e intervenção... Pra não falar dos impostos...

E antes de mais nada, sabe o que é um verdadeiro assédio moral? Passar anos investindo, trabalhando, poupando, para tentar abrir um negócio, para ficar 14 horas por dia, dedicando única e exclusivamente em não deixar o negócio falir. Sabendo que se fracassar, não só você, mas seus funcionários, clientes, a família de você e a família de seus funcionários, podem sofrer as consequências DE SUAS AÇÕES ERRADAS. Tudo o que você gastou abrindo o negócio, seu futuro, em fim. Tudo esta em jogo.

Quem reclama do "patrão explorador", nunca ficou até as 3 horas da manhã, tentando cortar custos porque é o único meio da empresa sobreviver e tendo que li dar com muitas obrigações insanas, encargos, impostos, etc.

Eu ainda pretendo ter meu negócio. Em um país onde isto seja valorizado, como Singapura.

Anônimo disse...

Joane, e nenhuma mulher tentou suicídio. Colocar pra fora através do choro é uma forma de desabafo e alívio.
Homens bebem e tentam suicídio em muito maior proporção.

Maria Valéria disse...

Vocês que trabalharam na petrobras, me deixaram curiosa para saber quem foi a tal " heroína brasileira " !!
Nao da pra contar aqui, em anônimo ?? Se nao der nao tem problema....

Mulher envolvida em política no Brasil. falecida ha alguns anos, so consigo lembrar da Ruth Cardoso, mas nao sei se ela era " heroína " , pra mim, pelo menos nao era....nao tinha nada contra nem a favor,...

Agora fiquei curiosa !!! Hehehe

Anônimo disse...

Foster?

Anônimo disse...

anon do Islã, em vez de ficar aqui enchendo o saco pq não se muda pra lá ajudar as moças?

Maria Valéria disse...

Não pode ser a Foster, a " heroína nacional " ja e falecida, segundo o relato...

Anônimo disse...

90% dos bancários (público ou privado) já passaram por assédio moral.

Dona Coisa disse...

Aos curiosos, vamos chama-la de Guta. Mais que isso é só perguntar pro Google que ele conta mais sobre a heroina.

(o pior é que eu a via assim, quando entrei)

Joane Farias Nogueira disse...

Anonimo 6 de setembro de 2014 22:26
As mulheres tentak mais suicidio,homens empregam mais violencia e portanto vao ter mais exito.
Comentei isso porque considero q muito homem escondeu essa informacao,assim como posso crer q alguma mulher possa ter omitido o fato de ter tentado se sucidiar por vergonha. Pergumte qtos pensamentos de suicidio apareceram e garanto q a respostas vai ser diferente.
Qts vezes considerei tomar rivotril ate nao acordar por causa do chefe q tinha. Detalhe ,nao tenho nem um ano de banco.

Gle disse...

Primeiro, muito obrigada por ter postado, Lola!
Lí, como de costume, todos os comentários. A área contábil é realmente uma das mais estressantes. Quem trabalhou em escritório contábil, ou com tributos deve imaginar o que eu digo. É um deus nos acuda diário. Todo mês a mesma correria e você é severino mesmo! Faz barba, cabelo e bigode (principalmente se o escritório for familiar, pois assim como os escritórios de advocacia, são o tipo de "herança" que passa de pai pra filho).
Eu trabalhei 3 anos em escritório contábil. 2 anos em uma multinacional, um BPO com quase 400 funcionários e foi exatamente nesse lugar que eu entrei em depressão. Trabalhava das 8h às 22h de segunda a sexta e passei muitos finais de semana ralando lá dentro. As minhas horas extras davam o valor do meu salário muitas vezes. Financeiramente eu estava muito bem! Porém, minha saúde estava indo ladeira abaixo.
Estou contando isso pra que a gente reflita até onde "ganhar bem" vale à pena. Conforto todo mundo gosta! É ótimo comprar o que você quer, sair, viajar. O problema é quando a tua conta tá cheia, mas vc tá tão saturada que não consegue curtir nada.
Hoje eu trabalho numa empresa com cerca de 50 funcionários. Uma empresa pequena. Aqui eles me valorizam como pessoa, não como mais uma. Aqui não sofro com assédio moral e muito menos com noites de sono perdidas. Não respondo por ninguém, apenas por mim. Eu me encontrei profissionalmente, amo o que eu faço! Tô fazendo minha primeira pós já pensando na segunda. Faço meus free lancer como consultora tributária porque amo o que eu faço. Porque eu deito a cabeça no travesseiro e agradeço por trabalhar aqui.
Moral da história: o importante é fazer o que você ama, ter respeito e exigir o respeito.
Espero que cada uma dessas pessoas desse post, que já sofreu de tantas formas assédio moral, possa encontrar um lugar legal para trabalhar. TODOS MERECEMOS!

Domingos Tavares disse...

@ElDiablo
Eu entendi errado ou colocar pressão para que o sujeito trabalhe mais pode ser enquadrado em assédio moral?

Você entendeu errado.

Botar pressão para trabalhar mais é cobrar exatamente o trabalho que se espera dele. Por exemplo, se você contrata um técnico em informática, espera-se que ele conserte computadores e não fique responsável pela manutenção de mesas e cadeiras;

Mas note que isso não quer dizer que o chefe possa humilhá-lo, fazer ameaças absurdas, definir metas impossíveis, cometer injustiças...

Se não sabe o que é respeito e bom senso, você jamais será um líder bem-sucedido. No máximo será o "dono psicopata" com uma empresa com atendimento péssimo.

Ta explicado porque quase ninguém empreende no Brasil e a minoria que tenta, vai a falência nos primeiros anos... Muito trabalhador preguiçoso, muita legislação, regulação e intervenção... Pra não falar dos impostos...

É mesmo? Aqui a explicação dada é outra:

http://economia.terra.com.br/conheca-5-fatores-que-levam-uma-pequena-empresa-a-falencia,80087e29dd66b310VgnCLD200000bbcceb0aRCRD.html

E preguiçosos, é? Como se mais da metade dos trabalhadores brasileiros vão além das 44 horas semanais e tem média de 41 horas semamais de jornada de trabalho?

http://super.abril.com.br/cotidiano/brasileiro-nao-gosta-trabalhar-681521.shtml

Detalhe: Brasileiros trabalham MAIS do que franceses e alemães. E recebem MUITO MENOS pelo trabalho. Ou seja, não é problema do trabalhador.

E as legislações, regulações e intervenções são necessárias para que pessoas com o mesmo pensamento que você não escravizem pessoas. E o pior é que ainda existem empresários que usam trabalho escravo aqui mesmo no Brasil.

E antes de mais nada, sabe o que é um verdadeiro assédio moral? Passar anos investindo, trabalhando, poupando, para tentar abrir um negócio, para ficar 14 horas por dia, dedicando única e exclusivamente em não deixar o negócio falir. Sabendo que se fracassar, não só você, mas seus funcionários, clientes, a família de você e a família de seus funcionários, podem sofrer as consequências DE SUAS AÇÕES ERRADAS. Tudo o que você gastou abrindo o negócio, seu futuro, em fim. Tudo esta em jogo.

Mas não é pior do que ficar aguentando ônibus lotado, jornada de 10~12 horas corridas, sem ao menos poder ir almoçar, ser apontado como o bode expiatório da empresa por causa de um erro DO DONO em troca de um salário miserável, que mal dá para pagar o jantar.

Quem reclama do "patrão explorador", nunca ficou até as 3 horas da manhã, tentando cortar custos porque é o único meio da empresa sobreviver e tendo que li dar com muitas obrigações insanas, encargos, impostos, etc.

Mas já varou a noite junto com esse empresário, assessorando-o na tarefa de cortar custos, já teve de cancelar as férias por causa de "incêndio" no trabalho porque o chefinho foi passear na zoropa, já teve de levar trabalho para ser feito em casa porque o chefe varou até as 3 da manhã para transformar a equipe em uma "euquipe", já teve de fazer vários trabalhos para os quais não foi contratado, já teve de prestar "favorezinhos" fora do horário de trabalho... Tudo isso sem receber nenhum tostão a mais.

Quem reclama que chefe trabalha muito, nunca trabalhou de carteira assinada.

Eu ainda pretendo ter meu negócio. Em um país onde isto seja valorizado, como Singapura.

Vá pela sombra.

Carolina S disse...

Nossa,como será que o dono da franquia da.cacau show conseguiu empreender e teve sucesso no Brasil? Eu sou administradora de empresas por formação e.sei que o empreendedor tem que matar um a três leões por dia,mas isto é no mundo todo.temos problemas específicos. Sim mas se vc fracassou colega,e provável que tenha sido uma incompetência sua mesmo. Outra coisa, no paraíso EUA, todos são Bill Gates ou Steve Jobs? Não , eles foram muito além de ter tido boas oportunidades, tiveram idéias e ou "pegaram "as dos outros e colocaram pra funcionar.agora,maltratar outros seres humanos a pretexto de aumentar produtividade, quando na verdade o assediador quer e jogar as frustrações na vítima e um pouco demais. Todos os livros de gestão de pessoas atuais,empresas como o Google incentivam a felicidade do trabalhador, pois descobriram através de estudos sérios que quem está bem trabalha mais e é mais criativo. Agora,todos são cobrados por resultados na vida,até minha mãe me cobrar,mas precisa infernizar w torturar o outro.nem lá em Singapura isso da certo.
Carol h

Firewest disse...

Oi Lolinha, gostaria muito de dizer que adorei este post, já passei por diversos empregos tbm e nenhum consegui ficar. Sempre o problema de A) chefe ou B) colegas insuportáveis. Não sei mais o que fazer, cheguei a conclusão que perdi a fá na humanidade.