segunda-feira, 22 de setembro de 2014

UM DEBATE SOBRE PROPAGANDA ERÓTICA

Semana passada participei de um debate interessante na Publicidade da UFC.
Uma equipe de alunos da disciplina Laboratório em Publicidade desenvolveu uma campanha para uma doceria (fictícia?) chamada Deleite. O tema dessa campanha era apelo sexual e erotismo, para testar os limites. No primeiro momento, a equipe postou peças com mensagens eróticas mais suaves nos corredores daquele prédio da universidade. 
Depois foi intensificando, deixando o conteúdo cada vez mais agressivo, sempre associando mulher a algo comestível. A reação dos alunos foi variada, como sempre: alguns ficaram indiferentes, acharam que não era nada demais. Uns ignoraram, outros gostaram. E alguém afixou um cartaz escrito à mão onde se via "Doceria machista" (parabéns, meninas!).
No último momento, a equipe inventou que a campanha foi interditada pelo Conar, órgão regulador da propaganda no Brasil. Eu comentei com a professora que eu duvidava muito que o Conar proibisse aquela campanha, mas ela achou que proibiria sim. (Agora que vi a peça, vi que eles alegaram suspensão da doceria pelo Ministério Público). 
De toda forma, foi um teste bem bacana, que mexeu com o pessoal. E, pra finalizar, a equipe organizou um debate. Chamou o diretor de uma agência, a gerente de uma sex shop, e euzinha que vos fala.
O diretor de uma das maiores agências de propaganda do Ceará (recebeu o título de agência do ano em 2013) começando mostrando algumas peças produzidas por ele. Uma era de um tocador de dvd que abria e fechava, cada vez mais rápido. 
Outra -- segundo o diretor, o comercial mais premiado da história cearense -- é de um lubrificante íntimo. Mostra um palito de dente quebrado, parecendo duas pernas. Uma gotinha é posta em cima do palito, e as "pernas" se abrem.
Noutro comercial, este para um motel, um funcionário da limpeza passa o aspirador num museu, quando percebe que dois quadros (um de uma mulher nua, outro de um homem de terno e gravata) estão juntos, empilhados. Ele separa os quadros, mas eles se aproximam novamente. A mesma campanha tem um outro comercial, desta vez com um porta-retrato de Van Gogh entre dois quadros de nus femininos.
Num comercial da agência para outro motel que tem suítes temáticas, vemos uma mulher sem rosto, de quimono, tocando um instrumento. Há várias versões, uma para cada suíte.
O diretor também exibiu diversos outdoors feitos para aquele motel. Por exemplo, para a suíte inglesa, a chamada era "Pontualidade britânica. Venha tirar o atraso". Para a suíte italiana, o usado-à-exaustão "Quem tem boca vai a Roma". Para a suíte americana, um "Yes! Yes! Yes". Tudo bem. Mas qual a chamada pra suíte japonesa? "No Japão você come com dois pauzinhos". Essa peça foi a que mais recebeu risos dos alunos presentes que lotavam a sala.

Quando foi a minha vez de falar, eu elogiei as campanhas da agência, que anunciavam produtos relacionados a sexo (motéis, lubrificantes, vídeos eróticos) sem apelar para a cansativa objetificação da mulher.
Falei que as peças eram boas, "com exceção do outdoor pra suíte japonesa, que é racista". O diretor ficou ofendidíssimo com a acusação. Disse que a maldade estava nos meus olhos. Eu expliquei que associar japonês com pênis pequeno é racismo, assim como associar negro com pênis grande também é. E que eu tinha certeza que ele fez essa associação ao falar de "pauzinhos" pra suíte japonesa.
Expliquei também que, embora eu tenha sido redatora publicitária em outra reencarnação, a propaganda em geral, do jeito que é feita, se choca com os movimentos sociais, principalmente com o feminismo. Afinal, a publicidade trabalha com estereótipos para passar mensagens rapidamente identificáveis, enquanto o feminismo questiona e desconstrói esses mesmos estereótipos.
Eu também disse que o feminismo ensina a ver o mundo com outros olhos. Tipo: a gente vai a um museu (como o museu mostrado no comercial do motel) e nem percebe que quase todas as representações femininas são de mulheres nuas. E que quase todos os artistas que pintaram essas mulheres eram homens. 
Mencionei a excelente campanha de um movimento chamado Guerrilla Girls, que luta contra o sexismo nas artes. O que elas falam é basicamente que a única forma de uma mulher entrar num museu é tirando a roupa. Porque menos de 5% das artistas na seção de arte moderna são mulheres, mas 85% dos nus são femininos.
Ninguém precisa cursar Publicidade ou trabalhar na área para perceber que o corpo feminino é usado pra vender tudo e qualquer coisa. No debate, citei o caso de uma revendedora de motos, que ano passado pôs uma moça de shortinho e os dizeres "Compre que eu dou pra você". Abaixo, em letras diferentes, menores, vinha o que a mulher iria dar: o emplacamento grátis. Só isso já deixava evidente que o consumidor-alvo não era o público feminino.
Mas eu fiz mal em mencionar esse exemplo, porque o diretor da agência ficou com ele na cabeça. Pelo jeito, era o único modelo de anúncio machista que ele tinha ouvido falar. E o debate enveredou por uma direção que, valha-me deus, viu? Dali em diante o cara não falou mais nada minimamente inteligente. Ele disse que mulheres bonitas tinham que ser mostradas, porque é natural, todo mundo gosta, é assim que as coisas são, foram e sempre serão. Mas que isso não queria dizer que as mulheres deveriam sair com pouca roupa pra rua. Nessa hora o público se manifestou com um murmúrio de indignação coletiva (alunos homens inclusos).
O diretor tentou explicar que ele não via nada de errado em mulher com pouca roupa e "homens bem vestidos", mas que era perigoso pras mulheres saírem com roupa provocante, porque elas seriam atacadas na rua. Nesse momento eu tive que interromper pra apontar que eu era o completo oposto daquele cara. E não só porque ele é moralista. Nossa principal diferença é que ele acha que as coisas são naturais, e eu tenho certeza que são construções sociais. Ele vive para reafirmar o senso comum, e eu, para questioná-lo.
Ele me mostrou no celular dele um vídeo que ele considerava vulgar. Era de alguma mulher dançando funk. Eu percebi que ele, e vários alunos, consideravam que havia muita mulher objetificada na propaganda porque... elas queriam! A culpa era toda delas. Elas que se submetiam a isso. 
Eu não acreditava no que ouvia: essa galera pensa que a atriz de um comercial manda alguma coisa naquele comercial? Que foi ela quem criou o comercial? O diretor até deu um exemplo: e se a Gisele Bundchen quisesse fazer uma campanha super erótica com ela mesma, não pode? (como se a Gisele fosse criadora dos comerciais que faz! E isso vindo de um cara que tem uma agência!).
Infelizmente, uma aluna fez uma pergunta muito equivocada. Ela queria saber se a nudez feminina não era mostrada por tabu nosso, das mulheres. Que se a gente não visse como um tabu, se encarasse numa boa, não haveria nenhum problema. Eu respondi que, pra começar, não é tabu mostrar mulher nua. Tanto que a nudez feminina é mostrada a torto e a direito. Mas que a colocação dela me lembrava essas do pessoal que diz que "racista é quem protesta contra o racismo", que é um pessoal que acredita que racismo não existe, e se incomoda quando alguém fala o contrário.
Uma outra aluna (acho que se chama Gabriela), no entanto, foi no ponto, e perguntou pro diretor por que ele era contra mulheres com pouca roupa nas ruas, mas a favor de mulheres com pouca roupa na publicidade. O cara não soube responder, foi grosseiro com a menina, e depois teve que pedir desculpas, alegando o stress dos últimos dias.
Foi também muito legal um aluno mencionar a campanha dos homens pin-ups, já que isso serve para desconstruir estereótipos. Por que achamos ridículas essas poses para homens, mas não para mulheres?
Agora já esqueci as muitas outras asneiras que o diretor falou. Uma foi que ele ficou indignado quando, dez anos atrás, a Globo deixou de passar um prometido beijo gay no final de uma novela, então ele quis fazer um comercial que mostrasse esse beijo. Porém, segundo ele, não encontrou dois rapazes dispostos a se beijarem diante das câmeras. Sua conclusão foi que os maiores homofóbicos eram os próprios gays.
Eu perguntei pra ele se não podia ser que os rapazes não quisessem se beijar por medo da reação de uma sociedade homofóbica, e não porque eles fossem homofóbicos. O diretor respondeu que podia ser isso também.
Alunos do 6o semestre, responsáveis
pela campanha da Deleite
Na minha hora de concluir, eu tive que falar que não estava muito acostumada a ouvir aquele tipo de discurso ao vivo. Na internet é o habitual, lógico, mas no meu dia a dia, no trato com alunos, eu lido com gente disposta a pensar, de mente aberta, jovens críticos e questionadores.
Espero não ter sido muito grossa.

89 comentários:

Gle disse...

G-zuis! Quanta ignorância num debate só. Sinceramente, acho que eu teria levantado e pedido com licença para sair. Tem uma galerinha que não adianta nem gastar saliva. Esse publicitário é um desses.

E sim, você foi grossa, sutilmente, hahahahaha! Sou tua fã, beijos.

Patty Kirsche disse...

Puxa, Lola... Dureza, hein? Eu tive um problema assim na minha TL do face na época daquele comercial horrível do "homem invisível". Como apareceu gente na minha postagem pra dizer que não era estupro pq as moças aceitaram aparecer na propaganda. Outra coisa, eu achei machista a propaganda no lubrificante abrindo as pernas dos palitos. Pq não podia aparecer uma ereção? Sempre existe essa associação de que conseguir fazer uma mulher abrir as pernas é algo como um desafio. Para homens heterossexuais, claro.

Bru disse...

"eu tive que falar que não estava muito acostumada a ouvir aquele tipo de discurso ao vivo."

Lola, considere-se privilegiada! MUITO privilegiada! Eu, na maioria das vezes, passo o contrário: na internet, em sites feministas, convivo virtualmente com gente mais cabeça aberta, mas ao vivo é muito preconceito, pessoas jovens com saudade da ditadura, mulheres proferindo coisas machistas e por aí vai...

Anônimo disse...

como sempre incoerentes,se incomodam com mulheres nuas na tv mas vão "protestar" semi nuas,qual é a diferença?

Anônimo disse...

Lola, fico feliz que você, no seu cotidiano, não ouve tantas asneiras. Comigo acontece justamente o contrário. O meio do curso de Letras de onde eu vivo, triste dizer, reitera muitos preconceitos. Quando leio gente, como Marcos Bagno, afirmando que existe ainda muito elitismo no meu curso, começando pelo próprio nome, eu entendo perfeitamente isso na pele (e tome isso ao pé da letra também, porque sou negra). Enquanto eu lia sobre esse teu debate, lembrei de tantas coisas que eu sou obrigada a ouvir. Algumas vezes, eu me disponho a debater. Semana passada, tive um debate a respeito da Globo e o seriado "O Sexo e as Negas": o rapaz com quem debati defendia a empresa dos ataques, que, segundo ele, eram precipitados e ainda disse uma coisa que me deixou boquiaberta: que esse tipo de critica relacionada à Globo está virando "senso comum" (?!). Noutras, eu evito justamente pra não ser grosseira (não que muitos não mereçam, apenas me poupo do aborrecimento. Quem nunca?). Muita paciência e calma, quando vc vive bombardeada por comentários assim! Desculpa o comentário mais pra desabafo do que sobre o teu debate.. Mas pronto, falei, estou mais leve! Haha

@dddrocha disse...

Lola, pra esse cara você foi grosseira apenas por discordar das ideias dele.
Não se preocupe, essa é a postura que devemos tomar com esses pensamentos retrógrados. Imagina a gente sempre passando a mão na cabeça e consolando quem devemos confrontar?

Anônimo disse...

Lola, a publicidade é uma desgraça. Já saí da aula chutando e empurrando cadeira por anúncio/fala misógina/homo/transfóbica. E claro, fiquei taxada como louca. Pq gênio é repetir o mesmo lugar comum, não buscar fazer uma coisa que não ofenda à ninguém e transmita a mensagem.

Anônimo disse...

Off Topic:

http://www.otempo.com.br/cidades/estudantes-da-ufmg-fazem-apologia-ao-estupro-e-geram-revolta-em-bh-1.919877

Kittsu disse...

"como sempre incoerentes,se incomodam com mulheres nuas na tv mas vão "protestar" semi nuas,qual é a diferença?"

justamente porquê o senso comum determina a obrigatoriedade do contrário a isso: Além de "recato" ao estar em público, que sejam corpos a mando da libido masculina, nunca como instrumento da própria vontade.
Incoerente é esse povo que compra playboy como se não houvesse amanhã e reclama quando há um protesto onde se utiliza a nudez.

LeiDe Mamariquinha disse...

Voce foi é muito bem.Tem que se portar deste jeito.
Sinceramente,nao quero cruzar com um desconhecido desses na vida...ate agora to tendo sorte.Ja na familia...
Quando tu diz que gostou de tais peças... wtf?!
Ainda bem que tu conserta la pra frente.Ja comigo é curto e grosso.Por exemplo,o marido da minha tia...pense num sujeito..toda vez que ele faz fala algo machista digo logo voce ta sendo machista voce ta sendo misogino(este é mais destruidor) eu o atormento a todo momento mesmo com ele respondendo algumas vezes com palavras de baixo calao la estou eu,inabalável no poder da Deusa.
O cara no inicio se mostrava simpatico,nao sabiamos suas opinioes sobre tais assuntos(o conheço desde o inicio do namoro com minha tia e nessa epoca nao conheciia a fundo o feminismo,tinha 14)e logo depois de casar com ela foi logo mostrando as garrinhas(jornada dupla pra ela) e nas opinioes.tia tem que ter é uma homem altura dela ja falei pra ela e ela liga?!
Acho que ele ta começando a se conscientizar,essa semana começou a lavar a louça.
Deixando o chato do marido da tia voltando ao assunto
Sempre quando o assunto é sexo jogam la uma mulher como uma boneca inflavel, tudo ali feito pra agradar o macho. So vejo isso repetidamente.
uma coisa é uma cantora rebolar mas ela ta cantando seus pensamentos,é agente,outra é ser apenas bonecinho sem vida coisa que se ver tambem em cantoras(prestatençao!) mas sua maioria tao caladas e sem cabeça.
isso é muito e bem nojento quando penso em minhas priminhas e outras da idade delas q tem isso jogado gratuitamente em outdoors e outras midias.Veio,q estrago!
uma ja ta saindo a minha cara quando pequena,sempre perguntando porque as mulheres assim e os homens nao.
e esse negocio de comer...sendo quem tem boca é a gente de grande e pequenos labios e tudo.
Isso é tao nonsense e tao objetificador ao extremo q nao sei como feministas reforçam isso em seus coros...
graças temos feministas iluminadas como a Lola.

Nessas vezes da vontade de ir para suecia.Acho que a maioria do povo de la é evoluido

Anônimo disse...

Lolinha, sou leirora do seu bloguinho há cerca de 4 meses, mas é a primeira vez que comento aqui. Infelizmente esse tipo de gente ta solta por ai, viu! Semana passada fui alugar um apartamento com mais duas amigas (sou estudante) e o corretor de imóveis que nos acompanhava em uma das visitas, ao ser perguntado sobre a tranquilidade do bairro, disse que era tranquilo, mas era bom evitar sair de casa a noite com roupas curtas, pois poderiamos correr o risco de sermos atacadas. Ora, quer dizer que eu nao posso mais andar na rua? Não posso mais usar as roupas que me fazem sentir bem? Claro que não aguentei e disse por sujeito "querido, além de correror de imóveis você também é fiscal da vida alheia?"

Claudio disse...

"Eu expliquei que associar japonês com pênis pequeno é racismo, assim como associar negro com pênis grande também é."

Pergunta para qualquer negro brasileiro se ele acha isso 'racismo'.

"Sua conclusão foi que os maiores homofóbicos eram os próprios gays."

Principalmente os que estão no armário e os que são assumidos 'tentam' heteros.

Mariane Oliveira disse...

Sou aluna de Jornalismo na UFC e não pude ir para o debate por motivos de: Aula. No dia em que os alunos começaram essa campanha, eu fiquei assustada e me perguntando como aquele tipo de propaganda machista poderia estar ali em uma Universidade tão conceituada como a UFC,depois por méritos de amigos,descobri que não passava de um trabalho dos alunos do 6 semestre de Publicidade.Contudo o que mais me assustou e no qual só fui me dar conta depois, é que pelo menos com os meus colegas do 1 Semestre,quase ninguém viu aquilo como objetificação da mulher ou algo machista,talvez por terem entrado agora e não se familiarizarem com os movimentos sociais,espero que futuramente eles possam fazer essa diferenciação entre Publicidade inteligente e Publicidade idiota e além disso possam praticar na sua vida profissional.
Ps:Amo muito o seu blog Lola <3

Kittsu disse...

"Nessas vezes da vontade de ir para suecia.Acho que a maioria do povo de la é evoluido"
pfffff *ri descontroladamente*


http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_06_03/Nazistas-na-Suecia-foram-autorizados-a-recrutar-estudantes-8323/

Rayara disse...

Oi Lola!

Eu fiquei muito feliz por você aceitar meu convite de participar da palestra, e muito triste porque acordei doente justo no dia e não pude ir.

Numa determinada fase da campanha, apelamos para o preconceito mesmo, conscientemente, inclusive para que, com a interdição da Doceria (que sim, é fictícia), mostrar que esse tipo de propaganda preconceituosa não deve mais ser tolerada. Mas que infelizmente nós sabemos que ainda passa batido por alguns (como passou por alguns alunos).

Porém, ouvi muito falar que você arrasou no debate e eu queria dizer que, como leitora do blog, fiquei muito orgulhosa de saber que você (nas palavras dos meus amigos) sambou e sapateou em cima do preconceito do outro convidado! Em nome de toda a equipe, agradeço novamente pela sua participação, pois ela acrescentou muito para o debate. E obrigada também pelo post falando sobre o nosso trabalho! Ainda te devendo um abraço para agradecer a sua presença no evento. :)

D Stoffel disse...

Quanta gente ignorante num lugar só a maioria homem depois falam que são inteligentes.
como assim ficam nuas porque querem, por acaso já viram g magazine ou algum tumblr por ai com esse tema.
só não é escancarado, por exemplo vai passar a miss brasil esse sábado e o mister nunca passou e tem todo ano também.

Anônimo disse...

Sobre o final do texto... bom, não adianta. Se você, mulher, contesta um homem ou uma pessoa mais velha mesmo que de forma calma e racional, você é taxada de mal educada. Percebi que somos treinadxs pra isso desde pequenxs, quando reclamam que não devemos "responder" aos mais velhos. Claro, depois cobram pra que as meninas não respondam a ninguém. Os meninos, pelo contrário, devem "se impor". Falo por experiência própria.

Quanto à propaganda da suíte japonesa que não mostra o rosto da mulher, acho q não é incomum. Uma vez visitei o site de um sex shop, e as modelos de lingeries e fantasias tbm não mostravam o rosto. Creio que tbm deve ser por causa de machismo, mas de um jeito diferente: imagina o que passaria uma mulher se algum cabaço mascu a apontasse na rua e dissesse "Olha ali a vadia que faz propaganda de motel/é modelo da sex shop?" Se uma mulher não pode nem usar short na rua que os babacas já dizem que ela 'tá pedindo'...

D Stoffel disse...

Eu vi uma que falava de espanhola e mostrava só os peitos da mulher acho que tinha a ver com a copa não me lembro direito, um outdoor. minha irmã tbm viu e me falou esse outdoor é machista.
nunca falam colocam o corpo de um homem
ou de um casal né.

Anônimo disse...

é como já falei teria que ter uma fiscalização das feministas pras propagandas machistas. parece que na europa já tem é muito bom

Anônimo disse...

Suécia dizem que lá é uma igualde boa entre os sexos mas não só lá noruega islandia,canadá.

Anônimo disse...

E morando no país da bunda tudo fica mais difícil ainda.

Anônimo disse...

Infelizmente não vejo muita soluções no Brasil não, as mente fechadas, machistas, o povo daqui é muito preconceituoso, o jeito é fazer as malas.

Marcia Baratto disse...

Imagina, dizer a 'sua 'verdade não é grosseria, é obrigação acadêmica.

Honestidade intelectual sempre, Lola! Nenhuma ativista de movimento social está no mundo para agradar.

Anônimo disse...

Sou aluna do curso de Publicidade, estive no debate e fiquei surpresa com o argumento do convidado. É surpreendente perceber como as pessoas permanecem apegadas ao discurso do 'sempre foi assim', 'não tem nada demais','as mulheres são livres até saírem de roupa ~provocante~ na rua' entre outas coisas ditas. Parabéns pela participação, realmente acredito que se alguém que não achava nada demais saiu dali questionando essa ideia, já foi uma conquista e isso graças a sua fala. Espero que as próximas gerações de publicitários ajudem a construir representações que se apoiem em mais do que o'sempre foi assim'.

Verô! disse...

Dado o nível das propagandas nem me surpreendo tanto com a estupidez desse publicitário. Outro dia assisti com uma amiga o ótimo documentário - com a ilustre participação da Lola - "O riso dos outros". Num dado momento minha amiga comentou que tinha esperança que os "comediantes" não fossem tão imbecis quanto pareciam, mas ao fim do documentário constatou que eles eram estúpidos mesmo. Essa é a triste constatação: essa gente é imbecil, rasa, as vezes nem vale a pena gastar nosso tempo com eles. Tem aquela metáfora fabulosa: com algumas pessoas não vale realmente a pena discutir, é como jogar xadrez com um pombo, por melhor que você jogue o pombo vai derrubar todas as peças, defecar no tabuleiro e sair voando todo pimpão. Eu prefiro gastar meu tempo debatendo com gente que está aberta à novas idéias, a rever seus preconceitos como eu mesma estou tentando fazer. Eu acho, Lola, que talvez aquele publicitário tenha saído do debate tão boçal quanto entrou, entretanto tenho certeza que você fez muita gente da platéia pensar.

Anônimo disse...

kittsu

eu não compro playboy porque sou mulher,continua incoerente,mulheres não são objetificadas só para a libido dos homens,também para passar a mensagem que não temos cérebro e que só conseguimos as coisas usando o corpo.

e eis que feministas só sabem protestar mostrando os peitos para conseguir algo,chamar atenção.
os últimos protestos que vi de feministas para mudar o mundo foi de uma vândala pixando o banheiro da faculdade semi nua,um video de umas 3 mulheres peladas mijando em pé para desafiar o patriarcado kkkk e outras peladas para mostrar que são fodonas e n se depilam.

é uma vontade incrível de aparecer,o efeito real dessa babaquice toda na sociedade é zero,nada muda.
li um livro de uma garota do paquistão que lutava pelo direito das mulheres estudarem e foi baleada pelo talibã por isso,ela e seu pai conseguiram que meninas pudessem estudar,agora tem um ong para ajudar nos estudos das crianças e fez tudo isso vestida,usando o cérebro,falando dos problemas e não mostrando a bunda para aparecer.

Victor disse...

Não entendo as feministas. Dizem que a mulher pode fazer "o que quiser com o corpo", mas quando ela quer ganhar dinheiro com o corpo dela, é exploração, objetificação, etc.

Se a mulher quiser vestir pouca roupa e andar na rua ela pode segundo o feminismo, mas qual seria o problema dela lucrar exibindo o corpo com pouca roupa num anúncio? Assim como a poligamia. Não vejo problema algum uma mulher ter vários parceiros. Por que tantas feministas insistem em aceitar que ela mantenha relações sexuais com muitos homens, mas ter relações sexuais com muitos homens e cobrar, é ser vítima do "patriarcado"?

Eu pessoalmente sou libertário e acho que ninguém deve se "intrometer" no que a mulher quer fazer. Seja de graça ou seja ganhando dinheiro. Eu reconheço a importância do feminismo se tratando de libertar a mulher, mas infelizmente noto uma mentalidade anti capitalista de muitas feministas.

Lembrando que eu sei que o feminismo moderno é bem amplo e que muitas feministas se posicionam de forma mais coerente com o direito da mulher lucrar explorando o próprio corpo. Ninguém diz que os modelos homens, fisiculturistas, etc; estão "objetificando os homens".

Anônimo disse...

Lubrificante serve pra incrementar a lubrificação vaginal ou anal, viagra é outra coisa.

Yeah disse...

Eu ainda não entendi do que se trata essa Doceria Deleite e qual o objetivo.

Anônimo disse...

Eu ri demais quando você fez a ilógica afirmação de que a nudez feminina não é tabu. Para te contrapor, basta mencionar a convulsão que a Marcha Das Vadias provoca nos conservadores.
Por mais que haja nudez (feminina e masculina) na publicidade, ela é sempre duramente criticada pelos moralistas que não conseguem ver com naturalidade um simples corpo humano que causa atração sexual em outros indivíduos. Nisso, eu parabenizo às feministas por terem conseguido apoio dos setores mais IMUNDOS da sociedade brasileira, como o da igreja do Silas Malafaia por exemplo, que aprova e dissemina vigorosamente a Teoria Da Objetificação. As forças moralistas têm aptidão de congregar-se mesmo provindo de fontes antagônicas.
ATENÇÃO: NÃO SOU A FAVOR DE PROPAGANDAS QUE VISAM PROLIFERAR ESTERIÓTIPOS. Qualquer propaganda que transgrida à dignidade humana e reforce preconceitos estabelecidos socialmente DEVE ser condenada. Contudo, é igualmente estúpido nivelar a publicidade sexual ao machismo sem desenvolver qualquer contextualização.

pp disse...

Gente que preguiça!!! Vou mostrar esse post pro meu namorado publicitário e tenho certeza que ele dirá: "imagino o nível do trabalho de um sujeito que fala essas coisas".

Laurinha disse...

Lola, você é diva né, ainda preocupada com a possibilidade de ser grossa com pessoas que são grossas, rs.
É o típico pensamento machista e classicista né. O cara ganha milhares - ou milhões - com uma propaganda que mostra mulheres seminuas, a modelo ganha um décimo do que ele ganha, se trabalhasse em outro emprego em que não tira a roupa ganharia um centésimo do que ele ganha. Mas na cabecinha de mamão dele não existe esse contexto. Ele tá certo, o público tá certo, só a mulher é a errada nessa história toda.
Talvez você tenha sido a primeira pessoa a estourar a bolha em que ele vivia, fazer ele realmente raciocinar sobre o papel dele na história toda, daí o nervosismo, a grosseria dele, porque é assim que muita gente reage diante de uma situação que incomoda.
A reação dele é parecida com a de um homem que paga uma prostituta e se revolta quando alguém fala do contexto real da prostituição, porque ninguém gosta de se ver como um dos vilões de uma história.

L. disse...

Já esperando o mimimi dos oprimidos homens heterossexuais brancos de classe média, preciso dizer que quase tudo o que vemos por aí em matéria de publicidade ilustra a visão de mundo de quem está por trás da publicidade - em sua esmagadora maioria homens brancos heterossexuais de classe média. E isso não fica evidente apenas em comerciais machistas diversos. Um exemplo: essa semana vi um comercial de carro em que um menino de uns 10 anos ou menos pede para o pai parar "mais para trás" na porta da escola para que os colegas e professores possam ver e invejar o carro da janela. Acho que não preciso explicar o que achei problemático nesse anúncio.
Essa matéria me parece pertinente, embora rasa: http://www1.folha.uol.com.br/mercado/2014/09/1517161-onda-politicamente-correta-matou-a-liberdade-criativa-diz-olivetto.shtml

Carol Bianchi Sampaio disse...

Nós somos objetos e gostamos disso. Quem não gosta de ser tratada com atenção, com distinção, ser objeto de atração dos homens são as mulheres feias, gordas e sem graça. Quando somos gostosas quero mais é ser vista como objeto de desejo, ter os homens aos meus pés. Quero ganhar presente, ser bajulada por homem rico e poderoso. Quem acha isso errado é hipócrita por não assumir que sente inveja das gostosas. Apenas existe poder na beleza e na sedução, por isso melhor aproveitar a juventude para ganhar dinheiro com os homens otários. E que a propaganda erótica seja nossa aliada para conquistar esses endinheirados, porque homem pobre eu quero mais é distância.

Juba disse...

"Carol", fale por si. Você não nos representa.

Anônimo disse...

Engraçado vc falar que dizer que negro tem pau grande é racismo, mas esquece que eles usam "Boa dotação" dele para se exibir. Alias, coisa que homens fazem em geral.

Sem falar que não só negros tem " a coisa" grande, mas dizem que sueco e anglos saxões tbm tem. Eu não sei porque nunca vi nenhum deles

Já no caso das mulheres negras acho racismo e machismo associarem elas ao "sexo gostoso"

Então Lola como vc trabalha essa questão do negro "bem dotado" na medida em que eles mesmos fazem uso de atributo como " capital sexual"? E não me venha com a velha desculpa ( sem ofensas) de que eles reproduzem o senso comum, tendo em vista que " boa dotação" é simbolo de virilidade, força e masculinidade para todo homem

Difícil, né? Por isso que não dá para taxar qualquer coisa de racismo por ai, assim de cara

Raven Deschain disse...

E ainda mostram que não entendem porríssima nenhuma de mulher. Quer dizer, comparar pernas a palitos e achar que é só por lubrificante que vai abrir, é o cúmulo da cabacisse.

Como eu disse algumas vezes, trabalhei/trabalho com algumas entidades de proteção animal então a primeira propaganda que me atentou para a asnice publicitária, foi aquela, idiota pra caramba, da Volks com o gato preto. Quero dizer, anos trabalhando por causa da quantidade de gatos pretos que aparecem mortos após agosto e a Volks faz AQUELA merda? Eu fui uma das que denunciou e postou indignamente na página da empresa. Como não assisto muita tv essa foi uma das que me marcou.

Boas notícias Lola. Trabalhei numa enorme produtora aqui em Curitiba, considerada a maior produtora do Sul das Américas e blah blah blah e todas as publicitárias são mulheres (muito gente boa por sinal), então das propagandas que eles vinculam é difícil ter merda machista. Tem estereótipo, isso lá tem.

Meldels. Morri com essa comentário dessa Carol nojenta aí.

Domingos Tavares disse...

@Carol Bianchi Sampaio
Como diz em uma frase atribuída a Voltaire, "Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo."

Certamente outras mulheres já responderam, mas posso acrescentar que eu, como homem, não desejaria ter ao meu lado uma mulher que queira ter os homens aos seus pés. Menos ainda uma que ache que homens sejam otários.

Eu só posso lamentar por suas visões dignas de um mascu.

Domingos Tavares disse...

A propósito, fiz uma visitinha ao perfil dela e denunciei por incitação ao ódio.

Anônimo disse...

Não sou feminista, mas também achei que essa Deleite passou dos limites, é de muito mau gosto e nojento. Deixem essa Carol falar o que quer. Voces não querem que as mulheres sejam o que quiserem? Ou por acaso ser o que quiser quer dizer ser o que o feminismo quer que as mulheres sejam? Eu sou eu e os outros são os outros e por isso ninguém me representa e nem quero ser representada. Se Carol quer ser assim que seja e as feministas não se deve achar no direito de representar todas as mulheres até porque muitas não querem isso.

Bruxinha disse...

Putz...partir do pressuposto que as pessoas são otárias pra receber bajulações pq teve a sorte de nascer bonita...eu, hein!!!

Ráisa Mendes disse...

Curti a crítica do Victor, das 20:41. Achei-a sincera e sem trollagens. Realmente observo muita divergência de opiniões feministas quanto a questão da prostituição, por exemplo.
Acho que tudo depende da intenção daquela atitude. Por exemplo, uma mulher andar com roupas curtas na rua pq aquilo dá prazer a ELA é algo totalmente válido na luta feminista. Agora, se uma mulher anda com pouca roupa num comercial voltado unicamente para o publico masculino, no qual a intenção daquele traje é dar prazer unicamente aos homens, aí sim é algo que deve ser alvo de críticas feministas.

É muito cômodo e simplista achar que "a mulher que estava no comercial fez aquilo pq quis". Devemos desconstruir coletivamente esse contexto de comerciais machistas.

No momento vivo numa cidade onde existem vários empregos que pagam salarios de tipo 400 reais p uma jornada de 10 horas diarias. A população é tão necessitada q se submete a isso. Acredito ser necessário uma luta coletiva contra essa realidade e não simplesmente falar que "se está ruim, saia desse emprego".

Ráisa Mendes disse...

Ah, essa propaganda da Yamaha é mt foda!
"Que que vc está fazendo em cima da minha moto?" kkkkkkkkkk


http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=mdoKqpxMgsE

Anônimo disse...

Bom, Victor, a questão é que numa sociedade machista como a nossa a objetificação feminina na publicidade serve pra justificar a que acontece na vida cotidiana. Essa objetificação se reflete como os babacas que agridem as mulheres q não querem ficar com eles na balada, nos encoxadores, nos abusos sexuais e estupros cometidos dentro de casa e, é claro, na culpabilização das vítimas de estupro. Afinal, se o sujeito é ensinado por todos os lados (pais, família, amigos, publicidade, sociedade) desde pequeno que mulher é objeto, é desse jeito que ele vai tratar as mulheres. Como coisa. Mas se de alguma maneira ele aprender o cotrário, pode refletir e chegar à conclusão de que mulheres são gente.

E 'prima' do trollzin de estimação das 20:09, vamos facilitar as coisas pra vc: nudez feminina qdo a mulher é mostrada como objeto não assusta os (pseudo) homens. Disso eles gostam e incentivam, pq a mulher-objeto não exige nada deles. Nem amor, nem respeito, nem que seja bom de cama, nem fidelidade. Eles podem tratar essa mulher exatamente como eu trato o meu micro-ondas. Não tenho que cuidar dele, nem respeitá-lo, nem lhe dar atenção, ou pagar pelo serviço dele. É só meter na tomada, ligar e pronto. E se quebrar é só mandar pro conserto ou comprar outro. Fácil, né? E esses babacas querem que a mulher seja exatamente assim. As mulheres que tiram a roupa na Marcha das Vadias, principalmente as q não se depilam ou não estão nos padrões de beleza, estão dizendo "Ei, seu mané, eu não sou um objeto, vc não pode me tratar como um micro-ondas, eu não existo pra te agradar , se você quiser me pegar vai ter q ser homem e me tratar como mulher". Aí gente tipo teu priminho troll se borra de medo, sabe? Eles não sabem se relacionar com gente, só com objetos (por isso que querem bonecas infláveis) e como esse tipo de babaca quer que o mundo se adapte a ele ao invés de acordar pra vida real, dá nisso. Objetificação feminina na publicidade, com suas influências perversas na vida real.

Jonas Klein disse...

O Lola, achei legal o seu artigo, agora como profissional de marketing que eu sou eu achei que aquela publicidade da moto encima da moto e aquele dizer "Compre que eu dou pra você" a coisa mais idiota, burra e sexista em termos de publicidade que eu já vi ate hoje o olha que já faz anos que mecho com marketing, mas essa me deixo de queixo caído.

E acho que nas faculdades de marketing uma das coisas que deveria ser obrigatória, era ensina os alunos a terem bom senso e inteligência quando forem se expressa no material de publicidade, pois uma publicidade mal feita pode ate destruir uma marca, por sinal o uso de apelos sexistas ou racistas e etc. já mostra que o objeto da divulgação não tem quase atrativo nenhum, ou que marqueteiro que desenvolveu aquele material de divulgação e um incompetente.

Anônimo disse...

Só que tem uma coisa né, as mulheres aceitam fazer essas peças publicitárias. Ninguém faz isso obrigado. Se você vai a um lugar e é pra trabalhar de biquini, não dá pra dizer que você está sendo coagida se não tiver uma arma apontada pra você. Tem milhões de serviços que não precisam tirar a roupa, camareira, faxineira, secretária, atendente de telemarketing, claro que não pagam tão bem mas dizer que a modelo NÃO TEM OPÇÃO, não tem outra opção na vida, é mentira, convenhamos.

Anônimo disse...

"Como diz em uma frase atribuída a Voltaire, "Eu discordo do que você diz, mas defenderei até a morte o seu direito de dizê-lo."

Voltaire nunca disse isso, soh pra constar.

Anônimo disse...

"Ele me mostrou no celular dele um vídeo que ele considerava vulgar. Era de alguma mulher dançando funk".
Isso é considerado vulgar, mas um anúncio de uma roupa de marca, com uma mulher branca seminua segurando um picolé insinuando um boquete é de mto bom gosto, né? O cara nem se tocou q tava sendo classista tb...

lia remz disse...

Carol, fale por você, não por todas as mulheres.

Aliás, você deveria ser a primeira a incitar o feminsimo, veja só: se mais mulheres forem feministas, menos elas vão querer serem objetos, logo, se você quer ser um objeto, terá muito menos concorrênca para pegar os véio ricos! Não é um sonho?

Beijos no seu coração!

Jonas Klein disse...

Anônimo das 15:50, eu te digo qual diferença, uma coisa e você protesta semi nua ou como seja, por alguma causa que você defende, outra coisa bem diferente e você explorar com apelo comercial e de forma muitas vezes ate descontextualizada a imagem do corpo das pessoas seja homens ou mulheres, o que televisão faz com muita frequência por sinal.

vivian disse...

"Só que tem uma coisa né, as mulheres aceitam fazer essas peças publicitárias. Ninguém faz isso obrigado."

Gente, como usam este argumento!
Pra mim a resposta é tão óbvia que nem consigo explicar!

O que vocês respondem quando alguém fala isso? Eu nem costumo discutir com gente que usa este... "nível" de argumentação, mas dado a repetição disso nos comentários, penso... o que se responde pra uma criatura destas? Partindo do pressuposto que ela queria entender algo, claro.

Anônimo disse...

Anon das 12:52 quer dizer que ninguém é obrigado a trabalhar, mesmo que seja um serviço desagradável ou que a pessoa considere degradante? Puxa, eu não sabia que agora a gente não precisa mais comer, se vestir, ter água limpa pra beber, um teto pra se abrigar, pagar contas e impostos, comprar remédios, etc e tal. Uau! Vou agora mesmo pedir demissão do emprego e me dedicar ao ócio, já que as contas vão parar de chegar, a comida vai cair do céu, as roupas vão brotar nas árvores e a água limpa e sem micróbios nocivos vai começar a chover direto na minha goela qdo eu estiver com sede.

SQN, mané. ¬¬

E aí vivian, que tal a minha resposta?

Laura disse...

A publicidade é o setor que mais perpetua o machismo ao meu ver.
Compro tudo para mim e minha casa em mercados mais alternativos por causa disso.
Assim como os programas de humor (?), as propagandas são feitas para homens. Como se a decisão de ir a um motel fosse do homem e não da mulher. Sendo que há estudos que dizem exatamente o contrário.
A propaganda está bem perdida. As pessoas normais, que não recebem para isso, estão se mostrando muito mais criativas do que todos esses planejadores de marketing. Criativas e eficientes eu diria.
Com esse tipo de discussão aumentando cada dia mais prevejo ou a mudança de mentalidade desse pessoal ou setor cada vez mais desacreditado pelos seres pensantes.

Anônimo disse...

Se a gordinha da rua for uma gordelicia, melhor que uma caveira igual a gisele bundchen, não? rsrsrsrs

Anônimo disse...

"Gente, como usam este argumento!
Pra mim a resposta é tão óbvia que nem consigo explicar!"

Então explica, porque se a mulher não está sendo obrigada a cumprir aquela função, tendo total liberdade de escolher a carreira que quiser, não vejo como ela está sendo "abusada" se permitindo participar dessas campanhas que exploram o corpo e a figura feminina. É escolha, não é?

Anônimo disse...

"Anon das 12:52 quer dizer que ninguém é obrigado a trabalhar, mesmo que seja um serviço desagradável ou que a pessoa considere degradante? Puxa, eu não sabia que agora a gente não precisa mais comer, se vestir, ter água limpa pra beber, um teto pra se abrigar, pagar contas e impostos, comprar remédios, etc e tal."

Non sequitur.

Anônimo disse...

Não tem termo pior do que "gordelícia". Não só enfatiza que a mulher é gorda (porque isso não pode ser esquecido, né) como dá a impressão de que ela é algo comestível (e eu sempre penso em coisas moles, como manteiga, porque se associa isso aos gordos). Não é elogioso. Nenhuma pessoa gosta de ser chamada assim.

Anônimo disse...

o problema vivian é que só criticam quem faz esses comerciais e nunca as mulheres que aceitam participar dele.
aí como sempre a mulher é a coitadinha que n sabe o que faz,elas tb são vítimas do patriarcado,nem tem idéia de que estão servindo como um pedaço de carne...

Anônimo disse...

Não tem termo pior do que "gordelícia". Não só enfatiza que a mulher é gorda (porque isso não pode ser esquecido, né) como dá a impressão de que ela é algo comestível (e eu sempre penso em coisas moles, como manteiga, porque se associa isso aos gordos). Não é elogioso. Nenhuma pessoa gosta de ser chamada assim.


como tá mal informado,já vi alguns sites sobre mulheres que se valorizam sendo gordas e tem várias que gostam de ser chamadas e se chamam de gordelícia.

donadio disse...

"como sempre incoerentes,se incomodam com mulheres nuas na tv mas vão "protestar" semi nuas,qual é a diferença?"

Você não sabe a diferença entre um protesto e uma propaganda comercial?

donadio disse...

"Já esperando o mimimi dos oprimidos homens heterossexuais brancos de classe média, preciso dizer que quase tudo o que vemos por aí em matéria de publicidade ilustra a visão de mundo de quem está por trás da publicidade - em sua esmagadora maioria homens brancos heterossexuais de classe média."

Quem está por trás da publicidade é o capital, não "homens brancos heterossexuais de classe média".

Outra coisa é que a visão de mundo da maioria dos homens brancos heterossexuais de classe média também é determinada pelo capital. Mas não confunda os escravos da casa com os donos da casa, que também são donos dos escravos da casa.

donadio disse...

"as mulheres aceitam fazer essas peças publicitárias"

É, elas se reúnem na Assembléia Mundial das Mulheres e decidem aceitar participar das peças publicitárias.

Quem sabe, aquelas mulheres individuais aceitam fazer parte das peças publicitárias, sem perguntar para as outras se é uma boa idéia?

Anônimo disse...

Tem muita mulher que gostam de ser esse objeto que voces tanto repudiam e aceitem isso. Por que podem CERTAS FEMINISTAS falar da bunda do Hulk e de Daniel Craig sem camisa?

Anônimo disse...

Anon da 17:12, posso estar mal-informadA (pois é, nem todo mundo que posta opinião discordante é homem) quanto a ter mulheres que gostem do termo, porque todas que conheci, incluindo eu, não gostam e acham depreciativo. Mas não tem nada a ver com se valorizar. Todo mundo pode e deve se gostar, independente de termos, ok?

Anônimo disse...

Muito simples, anon das 22:22. Porque isso não significa que as mulheres que falam da bunda do Hulk e do Daniel Craig vão estuprá-los ou molestá-los se os encontrarem no meio da rua. Os corpos desses homens não são considerados propriedades públicas onde qualquer uma pode meter a mão e estuprar. Homens, ao contrário, estão acostumados a ver mulheres e seus corpos como propriedade pública, e acham que tem o direito de meter a mão, molestar, estuprar e vai por aí.

Anon das 16:53, non sequitur? Vc não precisa trabalhar pra ganhar dinheiro e ter acesso a itens de primeira necessidade como comida, roupa, água limpa, etc? Ah, é mesmo, mascu não entende de ganhar dinheiro e pagar contas... vivem do dinheiro da mamãe e do papai e se não tem grana pro danoninho, eles choram e esperneiam antes de ir mimizar na internet pros manos sobre como o mundo é injusto...

Anônimo disse...

Pra se criticar algo tem que se levar em conta o contexto.
O problema não é meia dúzia de propagandas onde mulheres são colocadas como objetificadas.
O problema é toda uma cultura, milhares de músicas, propagandas, programas fazendo isso.
Tenho uma amiga que é muito bonita, não teve muitas oportunidades de estudo na juventude, ela trabalha como faxineira, ganha pouco mais de um salário por mês, no fim do dia tá quebrada depois de oito horas esfregando chão e privada. Se ela aceitasse se prostituir, sair com alguém por dinheiro (como várias vezes já lhe ofereceram ou insinuaram) ou trabalhar em algum programa de auditório de biquini ganharia muito mais dinheiro do que ganha.
Mas aí se a mulher faz essa opção, é tratada como se ela fosse a causa do problema. O mundo não é tão simples assim.
Aliás, pra nosso sistema, e pros machistas, quanto menos mulher com estudo e boa profissão, melhor pra eles; mais mulheres vulneráveis e mais fáceis de se submeteram a essa lógica.

Anônimo disse...

Diva

Para
Carol Bianchi Sampaio

Querida vc tem TODO direito de ser uma imbecil validadora, sem amor próprio, sem dignidade e sem inteligência, mas, torço pra essa linda garotinha da foto NÃO ser tua filha!!
Uma pessoa com uma mente tão estreita, com tantos preconceitos e que se reduz à um mero pedaço de carne e enxerga os homens pela conta bancária, NÃO é digna de ser mãe e sim digna de pena.


Anônimo das 22:22

Vivemos em uma democracia e cada um tem suas escolhas.
As mulheres que se sentirem bem sendo tratadas como objetos tem o direito de serem tratadas como quiserem, mas, não é justo que TODAS as mulheres sejam colocadas no mesmo patamar, que as mulheres sejam generalizadas e não sejam tratadas como cidadãs tão importantes quanto os homens!
Falar da bunda do Hulk ou do peitoral do Daniel Craig em um grupo, é diferente de chegar no cara e assediar grosseiramente ele!!
Um bonitão famoso, ou não, dificilmente é tratado com o objeto e assediado de forma grosseira, enquanto que com as mulheres bonitas acontece o inverso(assédio e desrespeito rolam à solta vide o inferno que as atrizes e cantoras estão passando por causa do FDP do hacker que as expos e elas que estão sendo julgadas NÃO ele).
Entendeu, ou quer que eu desenhe?

vivian disse...

Anônima das 14:30 e Donadio ajudaram bastante =D obrigada!

Anônimo disse...

Como assim em um grupo? Eu vi isso num blog duma feminista e se está num blog é pra todo mundo ver, até Hulk e Daniel Craig. Ou seja, é que nem falar na cara deles e ainda sair espalhando. Se feminismo é isso, tratar os homens do jeito que elas não gostariam de serem tratadas, então é uma ideologia absurda e que de igualdade não tem nada.Eu não acredito que por causa de, por exemplo, propagandas com "gostosas" os homens vão ver todas as mulheres como objeto. Por causa de um cara "gostoso", voce acharia todos os homens "gostosos"? Duvido que ache. Mas mesmo assim sou contra esse tipo de propaganda porque cansa, é nojento e vulgar.

Victor disse...

Acontece, que a mulher que esta usando o corpo pra lucrar, seja em anúncios ou prostituição, pode estar por "não ter opção", bem como muitas pessoas que assumem outros empregos. Nem por isto devemos proibir tais empregos.

E perceba-se que embora em menor escala, existem homens que usam o corpo pra lucrar. O problema da mulher não é a exploração comercial do corpo dela, é a objetificação do mesmo.

Com ou sem propaganda sexistas, existirá mulheres sendo objetificadas.

Meu medo é que lucrar usando o corpo, acabe virando privilégio masculino por causa das feministas. Ou seja, um homem virar modelo, colírio da Capricho ou qualquer coisa do tipo e lucrar, vai ser algo sem problemas para ele. Já a mulher não poderá fazer o mesmo e caso tenha que optar por uma vida mais confortável nisto ou um sub emprego, irá ficar no sub emprego.

Não importa se ela se sinta orgulhosa, valorizada e jamais se veja como objeto.

Aliais, este argumento de objetificação, pode ser usado pra QUALQUER PROFISSÃO. Eu posso ser visto como um objeto de produção perante meu patrão. Isto torna minha profissão ilegítima Perceberam ai minha crítica?

Mesma coisa com a prostituição. Inúmeras mulheres OPTAM por isto devido a grana fácil e as prostitutas de luxo podem muito bem escolher os clientes. Eu já sai com algumas delas e uma já me disse depois do programa, que se não gostar do cliente, inventa qualquer desculpa, mas não pega o cliente.

Direito dela fazer isto, bem como é de um autônomo recusar cliente.

Eu reconheço também que existem casos de exploração, mulheres que são obrigadas a trabalhar nisto, mas trabalhos forçados também acontecem nas fazendas e devemos coibir os abusos, não punir os clientes e funcionários honestos.

Além do mais, supondo que a prostituição receba uma lei parecida com a Suécia, onde só o cliente é criminalizado. Isto favoreceria o turismo sexual. Muita gente que quer se divertir e tem dinheiro, vai ir pros países vizinhos da AL e as mesmas coisas irão acontecer lá. Outro problema de uma lei parecida com a Sueca, é a exposição da mulher, que realizar a denúncia contra seu cliente e cafetão.

Anônimo disse...

Falaram, falaram e continuaram sem explicar como que a mulher que ACEITA ficar de bumbum empinado em cima de uma moto para uma campanha publicitária está sendo explorada ou coagida a fazer isso, sem poder escolher outra forma de ganhar a vida sem usar os atributos do corpo.

Cheio de Luz disse...

A mídia como um todo explora a mulher objeto; a exposição da nudez parcial ou erotização desnecessária só vem a fortalecer o machismo ainda impregnado nas mentes dos publicitários; que cada vez mais demonstram ter pouca capacidade de criar, de seduzir a atenção do público alvo sem recorrer à exposição sensualizada da mulher;é preciso que tenha debates como esse relatado por Lola onde se possibilita uma discussão sobre o uso distorcido da imagem da mulher na T.V.Boa iniciativa!

Anônimo disse...

Quem sabe, aquelas mulheres individuais aceitam fazer parte das peças publicitárias, sem perguntar para as outras se é uma boa idéia?

E elas precisam?

Quais as outras ocupações que elas precisam primeiro pedir a opinião do restante das mulheres?

Ô vontade de mandar na vida alheia hein...

Anônimo disse...

Peraí, ô das 22:51. Pra mim pareceu que voce está dizendo que homens são psicopatas. Mulher que estupra, assedia e coisas do tipo existe. Uma feminista que critica as cantadas, a objetificação sexual da mulher, a mão boba dos homens e ao mesmo tempo fala da bunda do Hulk e de Daniel Craig sem camisa... Realmente não existe justificativa boa pra isso.

Anônimo disse...

Que preguiça desses mascustrolls.
Mais claro do que tudo que foi dito, impossível.
Mas se não conseguem ou não querem compreender ou concordar, aí já é outra história.
Ninguém é obrigada a ficar mastigando as coisas, repetindo o beabá ou perdendo tempo com machista.


Anônimo disse...

Se quer pagar pra ter sexo, pague, mas ficar iludindo o próprio ego de que a prostituta sente por você o mesmo tesão do cara com quem ela transa sem precisar pagar por isso, já é se iludir demais...

Anônimo disse...

Quanto desespero e abstração, pra se sentirem boas pessoas, mesmo participando de uma lógica nojenta.
Vamos fingir que todo mundo tem oportunidades iguais, que vida de prostituta é muito fácil, que elas escolhem os clientes, que sentem tesão e não nojo por vários deles, que a opção entre ganhar um salário mínimo se matando de trabalhar e se prostituir é realmente muito tranquila, que a maioria, se tivesse uma outra opção tão lucrativa quanto, simplesmente não estaria ali, que muitas que estão ali não vem de histórias de exploração sexual e abuso já quando criança ou adolescente e simplesmente permaneceram no caminho.
Podem continuar tentando se enganar com linhas e mais linhas repetindo a mesma coisa. Mas aqui não vai ser o lugar que vão acreditar na auto-enganação de vocês. Então continuem tá, mas não cola e nem vai colar.

Anônimo disse...

Anônimo
24 de setembro de 2014 14:28

O que tu sugere, então? Proibir a prostituição? Diminuir a carga tributária pra desobstruir o empreendedorismo e assim dar mais opções aos pobres?

Esse pessoal sempre apela pra emoção mas nunca propõe nada. Nesse sentido diferem muito pouco dos conservadores.

Anônimo disse...

que a opção entre ganhar um salário mínimo se matando de trabalhar e se prostituir é realmente muito tranquila, que a maioria, se tivesse uma outra opção tão lucrativa quanto, simplesmente não estaria ali,


Sempre há escolhas e isso que vocês não admitem nunca para sempre se colocarem como vítimas,como vc mesmo disse,a mulher podia estar se matando de trabalhar ou se prostituindo,escolheu a prostituição.Sem essa de que não teve escolha,tinha outro caminho mas preferiu o mais fácil só por causa de dinheiro se sujeitando a vários tipos de humilhação.

donadio disse...

"E elas precisam?"

Claro que não. Mas aí não são "as mulheres" que fazem isso ou aquilo, são mulheres individuais. Difícil de entender?

"Ô vontade de mandar na vida alheia hein..."

Vou mandar na sua vida, agora: aprenda a compreender o que está escrito, pra depois começar a cagar regra.

donadio disse...

"Sempre há escolhas"

Sempre há escolhas. Para alguns a escolha é entre ser empresário ou ser rentista, ou entre passar as férias na Europa ou em Miami.

Para outros, a escolha é entre trabalhar na faxina ou na prostituição.

A primeira escolha é bem melhor do que a segunda, de forma que nem todas as escolhas são iguais.

Anônimo disse...

Donadio
24 de setembro de 2014 15:52

Eu lancei mão do recurso de extrapolação, muito comum em questões de concursos públicos (repare nos enunciados que tiverem "Pode -se inferir a partir do texto que").

No teu caso específico, eu inferi, não a partir do texto, mas do ranço esquerdista autoritário que tu exala nos teus comentários, que tu defenderia uma espécie de absurdo desses. Tudo pela causa, né?

Anônimo disse...

Sem entender o contexto de diferença de gênero que existe hoje, é inútil explicar por que objetificar as mulheres na nossa sociedade é bem diferente de "objetificar" os homens.

Estudem gente. Se vocês querem mesmo entender a lógica e a estrutura da coisa, google it.

Ficar repetindo senso comum não convence ninguém - arrisco dizer que não convence sequer a si próprios.


Sandra disse...

Sem entender o contexto de diferença de gênero que existe hoje, é inútil explicar por que objetificar as mulheres na nossa sociedade é bem diferente de "objetificar" os homens.


Você não acha hipocrisia reclamar da objetificação que as mulheres sofrem mas fazer o mesmo com os homens?
Não interessa se mulheres sofrem muito mais que isso,é hipocrisia reclamar de algo e fazer o mesmo.
Perde toda a credibilidade.

Anônimo disse...

Uma vez eu vi uma entrevista com a Anitta ou Paula Fernandes ou alguém assim que dizia como seus fãs homens eram absolutamente respeitosos com elas e um outro cantor, acho que sertanejo, dizendo que as fãs mulheres sempre acabavam rasgando as roupas dele, tentavam invadir o quarto de hotel e essas coisas.

Anônimo disse...

Sandra,

E quem disse que são as mesmas pessoas?

Já lancei a ideia.
Se você estiver MESMO INTERESSADA em aprender, vai achar todas as respostas e nem terá mais esta dúvida.

Agora, não sou eu aqui que vai tentar convencer ninguém na internet.

Há braços,

donadio disse...

"No teu caso específico, eu inferi, não a partir do texto, mas do ranço esquerdista autoritário que tu exala nos teus comentários, que tu defenderia uma espécie de absurdo desses. Tudo pela causa, né?"

Pois inferiu errado.

Obviamente não existe uma entidade chamda "as mulheres" que toma decisões coletivas. Existem mulheres individuais, que tomam decisões individuais. Daí que não se pode dizer "as mulheres aceitam fazer essas peças publicitárias" como forma de invalidar o discurso das mulheres que se queixam dessa peças publicitárias. Entendeu, ou precisa extrapolar em forma de desenho?

Me aponta aí algum absurdo que já defendi.

E que "causa", e de que forma essa estupidez de "tudo pela causa" poderia se aplicar ao que eu disse?

Anônimo disse...

É obrigação de todo fã ser respeitoso com seu ídolo, porque é obrigação de toda pessoa ser respeitosa. Veja que as cantoras comentam algo que, em tese, nem deveria ser comentado (como a honestidade de quem devolve dinheiro que acha)... porque é pra se "admirar".

Joana Tabata disse...

Ai Lola, leio o blog há alguns anos e acho que nunca comentei mas ameeeeeei sua conclusão: "tive que falar que não estava muito acostumada a ouvir aquele tipo de discurso ao vivo. Na internet é o habitual, lógico, mas no meu dia a dia, no trato com alunos, eu lido com gente disposta a pensar, de mente aberta, jovens críticos e questionadores".
Quero adotar pra vida <3