domingo, 7 de setembro de 2014

GUEST POST: UM ABORTO DEPOIS DO ESTUPRO

Da D., uma história chocante, que pensei muito se valeria a pena publicar. Ficou na caixa de posts durante meses. Ontem esqueci que o post estava agendado, e ele foi publicado. 
Jandira dos Santos, desaparecida
desde o final de agosto
Pura coincidência ser publicado no período em que se fala de Jandira, moça que foi fazer um aborto clandestino, também no Rio, e desapareceu. É isso que a criminalização do aborto faz: transforma mulheres desesperadas em alvos fáceis.
No caso de D., por ter sido vítima de estupro, ela poderia ter tentado realizar um aborto legal, previsto na lei. Porém, se conseguir isso ainda continua difícil hoje, imagine quase vinte anos atrás...
O relato da D., por mais terrível que seja:

De todas as coisas terríveis que poderiam ter me acontecido após o estupro, seguramente, a gravidez era a principal delas. Sim, pois engravidar daquele monstro seria uma prova de que ele conseguira o intento a que se propusera, o de me subjugar, de me possuir, o de me marcar para sempre. Não tive dúvidas de que eu teria que me livrar daquilo o mais rápido possível. Por ser meu estuprador um professor, não retornei às aulas na faculdade, me afastei de amigos, família, não queria manter contato com pessoas que tinham carinho por mim. Só queria sumir.
Mas não tive coragem de acabar com a própria vida. Ter sido criada como católica foi uma de minhas ruínas, mas para o aborto, tive coragem. Vendi em segredo todas as minhas joias e livros da faculdade. Estava bem no começo da gestação, calculei que teria uns dois meses de segurança, e então inventei para meus pais que prestaria um concurso no Rio de Janeiro. Fui no final do mês, com a desculpa de me inscrever para o concurso, quando na verdade fui procurar uma clínica. 
Uma amiga enfermeira carioca me deu alguns endereços e me decidi por uma num bairro nobre. Fazer uma coisa dessas em um local distante torna-se um grande aliado, dá mais coragem e, se algo desse errado, minha tia morava perto.
Não posso esquecer a alegria de meu pai quando lhe disse ter passado no concurso. Ele fez tantos planos comigo. Pensei se ele ficaria tão feliz se eu lhe contasse da gravidez. Não poderia jamais lhe contar a respeito do estupro, pois ele conhecia meu estuprador, e o estimava demais.
Enterro dos integrantes do Mamonas
Assassinas, em março de 1996
No dia 6 de março de 1996, fui para o Rio, um dia inesquecível devido à morte dos Mamonas Assassinas. Eu me sentia da mesma forma, indo encarar minha sentença de morte. Fiquei na casa de uma prima da minha amiga enfermeira. A clínica era uma casa bonita, de esquina, onde funcionava também um centro de estética, um disfarce perfeito para o propósito real do lugar, pois não chamaria atenção mulheres entrando lá durante o dia inteiro.
Na noite anterior ao aborto (na clínica eles chamavam de “procedimento”), fiquei tentando perceber se havia alguma conexão entre eu e aquilo dentro do meu útero. Não sentia nada, só um vazio e uma vontade de que a manhã seguinte chegasse logo. Não me preocupei com a vida daquilo, porque não me dizia respeito: era uma piada de mau gosto de Deus, que deveria me achar muito trouxa. Ou seria um castigo por jamais ter sentido instinto maternal ou ter gostado de crianças? Ironia do destino, talvez.
Às oito da manhã do dia 08 de abril de 1996, exatamente às 7 e 52 da manhã, eu subi a escada que dava acesso à porta de entrada da clínica. Antes que eu tocasse a campainha, a atendente abriu a porta e sem sorrir ou demonstrar a menor simpatia, me pediu para aguardar em uma sala anexa à sala de espera. Passaram-se quinze minutos e um homem visivelmente tenso me chama do alto da escada. Subo de dois em dois degraus. Ele me aponta uma sala no fundo do corredor, onde a luz brilha diferente do resto da clínica: amarelada, como se fosse de lâmpada suja. Entrei e havia uma maca de consulta ginecológica. Fiquei em pé atrás da porta por alguns minutos. Um homem gordo entrou por uma porta no fundo da sala estreita, eu nem havia percebido ela lá. Ele entrou e sequer me encarou.
- Tira a roupa e sobe aí – o sotaque carioca sempre me pareceu insolente, irritante. Hoje, mais ainda.
Fiquei com vergonha de tirar a roupa na frente dele, mas eu precisava me livrar rápido daquilo. Arriei a calça jeans e a calcinha juntas. Não tirei a blusa. Subi na maca e abri as pernas rapidamente, de olhos fechados. Ele caminhou lentamente até mim e me olhou. Passou o dedo indicador pela tatuagem que tenho na altura da virilha e perguntou:
- Que quer dizer?
- São o bem e o mal que habitam em cada um de nós – falei entre dentes, pronta para dar um chute na cara dele. Mas eu precisava me livrar daquilo.
- Legal… – ele se virou e foi para frente de um armário, mexendo no que havia lá dentro.
O gordo se aproximou e enfiou nem sei quantos dedos em mim. Eu endureci e corpo e ele encostou-se às minhas pernas. Com a mão direita, massageava minha barriga:
- Relaxa o corpo, senão dói mais ainda.
Obedeci. Chega de dor na minha vida. Ele enfiou a cabeça no meio das minhas pernas e ficou lá, por uns cinco minutos. Introduziu um tubo comprido, transparente em mim e bombeou um líquido. Aquilo me queimou como ácido. Gemi e agarrei a lateral da maca. Mas não chorei.
- Calma, agora é rápido.
Não sei quantos minutos o procedimento levou. Só me lembro da queimação e da sensação de alívio. Finalmente, me livraria definitivamente daquela coisa.
- Pronto – ele não usou luvas, por isso não escutei o ruído do elástico estalando – não quis sair agora. Mas não se preocupa, até a noite sai. Só não vai pro pronto socorro, fica em casa e toma esse remédio – e jogou duas caixas de comprimidos na minha barriga.
- Ele ainda ta lá dentro? – não me conformava.
-Tá, calma, sai logo, logo – tirou o avental e foi para a porta secreta – não esquece: nada de hospital!
Mais uma ameaça para minha coleção. Levantei, zonza, com uma dor insuportável, me vesti e saí para a rua. Apanhei um ônibus e fui para casa de minha amiga. Deitei no chão do quarto e nem sei quanto tempo fiquei lá jogada. Já era noite, estava escuro e uma cólica violenta cortou minha barriga. Arrastei-me até o banheiro e consegui sentar na privada. As cólicas torciam minhas tripas e tive a certeza de que morreria, castigada pelo crime que eu cometera friamente.
A dor, de repente parou e algo escorregou de dentro de mim. Trêmula por causa da dor, ainda levei alguns minutos para me erguer da privada. Quando consegui, me virei e vi, caído no fundo da privada ensanguentada, um feto, que cabia na palma de minha mão. Fiquei olhando, fascinada, não conseguia parar de olhar. “Dou descarga?”, mas não tive coragem. Não sei de onde veio minha decisão de pegá-lo de dentro d’água. Delicadamente, peguei a toalha de rosto e deitei-o em minhas pernas. Fiquei olhando seu rosto: tinha já duas bolinhas pretas no lugar onde seriam os olhos, um nariz redondinho começando a surgir no rosto e dedinhos que começavam a apontar nas mãos e nos pés. A cabeça era pontuda, comprida, como a de um ET, mas, não sei se por remorso ou por culpa, vi uma semelhança nela com a família de minha mãe. E conversei com ele, meu Deus do céu, conversei com meu feto abortado. Pedi perdão por aquilo, mas um dia ele entenderia. Expliquei o que o pai dele havia me feito e juro ter ouvido sua voz me perdoando. De repente, percebi um tremor em seu peito, como se tentasse respirar. Gritei e me levantei, abraçando-o.  Nem percebi minha amiga chegando.
- Meu Deus do céu garota, o que cê ta fazendo? – ela tirou a toalha dos meus braços – Porra, cê ta perdendo muito sangue. Eles te deram algum remédio?
Apontei para as caixas na pia. Estendi as mãos, ainda não acabara de falar tudo para ele. Que jamais seria meu filho. Que eu não conseguiria deixá-lo crescer dentro de mim. Desmaiei.
Acordei dois dias depois. Minha amiga estava na janela, olhando para a rua. Quando percebeu que eu acordara, não me recebeu com um sorriso.
- E aí, como que cê ta?
- Não sei… onde…
- A hemorragia parou ontem à noite. Agora são duas da tarde. Cê dormiu de fraqueza por causa da perda de sangue – sem me olhar, falou com a voz baixa – joguei aquela coisa no mar, lá perto das pedras…
Não pude deixar de ficar feliz. Eu sempre amei o mar. E agora, Iemanjá tomaria conta dele. Sempre vou me referir a ele desse jeito, ele. Não sei se seria menina, ou menino. Mas pela coragem que ele demonstrou naquela hora terrível, me deu forças para continuar. Vivi ainda mais seis meses no Rio, procurando pelo que fazer. Mas meus pais descobriram a mentira sobre o concurso e voltei para casa, calada, quieta e ainda querendo morrer, coisa que só fui tentar dez anos depois. Mas isso é assunto para outra história.

116 comentários:

Felipe Dresden disse...

FERREIRA, Maíra Costa et al. Correlação entre a incompetência esfincteriana anal e a prática de sexo anal em homossexuais do sexo masculino. Rev bras. colo-proctol. [online]. 2010, vol.30, n.1, pp. 55-60. ISSN 0101-9880. http://dx.doi.org/10.1590/S0101-98802010000100007.

INTRODUÇÃO: a incontinência anal (IA) é uma disfunção de origem multifatorial com impacto significativo na qualidade de vida do indivíduo. Dentre as diversas etiologias para IA encontra-se a traumática, provocada pela penetração de objetos no canal anal. A inclusão do ânus na atividade sexual, já vem sendo descrita, principalmente entre homossexuais do sexo masculino. A partir desta premissa, questionou-se nesta pesquisa a possibilidade da penetração do pênis no ânus se enquadrar como etiologia traumática da incontinência anal.

Anônimo disse...

Como é estranho não ter as imagens. Já estava acostumado, rs.
Ítalo M.

Anônimo disse...

Ela retirou o feto da privada e conversou com ele... que cena! Não sei vocês, mas fiquei muito tocada com isso. Sou pro-escolha mas fiquei imaginando: se fosse eu nessa situação acho que faria o mesmo, não teria coragem de dar descarga depois de ver aquele ser ainda inteiro :( Por mais que digam que não é um bebê, e eu sei disso, poxa, eu fiquei tocada. As vezes a razão sozinha não basta pra nos confortar... sou humana.

luciamarques disse...

Esse foi seu melhor post, me emocionei às lágrimas. Um aborto é um assassinato dos sentimentos da abortante, uma mulher que comete um aborto jamais se restabelecerá emocionalmente. A vida é um dom do qual não podemeos dispor, e ela começa no ato da concepção, no memento da cópula com a entrada do espermatozóide no óvulo. nesse isntante o sopro da vida está instalado no útero de uma fêmea.

Anônimo disse...

Como teria sido a vida dessa menina se ela fosse em um hospital, fazer o aborto dr maneira higiênica, sem julgamentos, coma familia do lado. Ela nao passaria por essa cena de horror. O aborto iria acontecer de qualquer maneira, mas se fosse legalizado pelo menos seria mais humano.

Bruxinha disse...

Não concordo com a comentarista que disse que uma mulher que faz aborto "jamais se restabelecerá novamente" pq conheço exemplos reais do contrário disso...mas acho que a moça do guest post deveria procurar ajuda pra superar pq vejo muita tristeza nas palavras dela..ainda assim creio que foi o melhor caminho após o abuso.

Anônimo disse...

Bem, vamos lá pra mais um comentário anônimo. Fiz um aborto. Ontem. Medicamentoso. Tomei o misoprostol (6 comprimidos) tive um pouco de cólica, e desceu. Ainda estou com sangramento e sem nenhuma dor e me desculpe aí luciamarques,eu maior sentimento é de alívio. Eu tava desesperada sim, de ter um filho a essa altura da vida, de um marido que considera o vídeo game mais importante q eu.

Anônimo disse...

Olha, e se fosse legalizado não haveria dor, sofrimento, nem sentimento de culpa nenhum.

Meu descobrir disse...

Chorei. Claro q ela fez o melhor pra ambos e sabemos disso como mulheres. Acho q a sensação de algo errado é pq a sociedade condena, imagino que lembrando como aqueles fatos passados tristes e seguimos...

Anônimo disse...

O aborto e uma violência contra a natureza da mulher,uma ruptura brusca. o feminismo como defensor dos direitos femininos, deveria esclarecer isto. Aborto não e um direito, e uma exceção, mas o "academicismo de bandeijão" vende a ideia de que uma mulher abortando um filho,e algo libertário.Não jugar e condenar e um dever, relativizar e um mau. Esta menina foi mais uma vitima disto, e quem acha que aborto sendo feito nos açougues do SUS, seria seguro, e um procedimento simples, nunca entrou em um hospital publico.

Anônimo disse...

Esse relato é mais um argumento em favor da legalização do aborto. Nada disso teria ocorrido se o mesmo tivesse sido feito corretamente, em um ambiente hospitalar, sem a condenação da lei e da sociedade. Não tenho a menor dúvida que 90% do sentimento de culpa vem da condenação social.
Eu fiz um aborto há mais de 10 anos. Não tenho a menor culpa, nem trauma, não foi nenhuma desgraça como os religiosos e machistas querem nos fazer crer. Foi o melhor que eu pude fazer naquele momento. Foi a escolha certa. E a possível. Fiz em boas condições, não tive dor, não vi nada. Apenas paguei caro. E acho isso muito injusto. Todas as mulheres deveriam poder fazer o que eu fiz, sem culpa, sem drama, sem correr perigo.

Anônimo disse...

Se o aborto fosse legalizado haveria menos dor e culpa...

Se a maternidade não fosse tão sacralizada, haveria menos dor e culpa...

Se sexo não fosse tabu, haveria menos dor e culpa...

Se a sexualidade feminina não fosse considerado algo tão sujo, errado e perigoso, haveria menos dor e culpa

Se a religião não tivesse domínio absoluto sobre as sociedades, haveria menos dor e culpa...

Se mulheres não fossem consideradas matrizes reprodutoras, haveria menos dor e culpa...

Se a vida e o bem estar de meninas e mulheres estivesse em primeiro lugar, haveria menos dor e culpa...

Se as pessoas encarassem e tentassem DE FATO resolver/prevenir gravidezes indesejadas haveria bem menos dor, culpa e infinitamente menos abortos...

e provavelmente não estaríamos aqui discutindo isso...


Jane Doe

Edson disse...

Esse relato é tão chocante e emocionante. Mas com certeza ela não seria feliz se tivesse um filho de um estupro. Foi um mal necessário.
O aborto é caso de saúde pública urgente!

Anônimo disse...

Que bom que o Felipe Dresden se preocupa com o ânus masculino. Termina o curso de medicina e faz residência em proctologia, o mundo precisa de médicos dedicados como você.

Anônimo disse...

Ah... esqueci do mais importante:

SE HOMENS NÃO ESTUPRASSEM, SE RESPEITASSEM AS MULHERES, SE ASSUMISSEM SUA RESPONSABILIDADE NA CONTRACEPÇÃO, haveriam BEM menos gravidezes indesejadas, logo menos aborto... nenhuma dor ou culpa...

Jane Doe

Anônimo disse...

E já que o Felipe Dresden se identifica tanto com os problemas de saúde do ânus masculino, quem sabe depois da residência ele não desenvolve algum método novo para tratar a incontinência anal? Melhoraria a qualidade de vida de muitos pacientes homossexuais. Grande proctologista seria o Felipe, mesmo antes de ser médico já vai se preocupando com a saúde do ânus do outros :)

Anônimo disse...

Faltam-me palavras pra dor dessa moça. Só o que posso é lhe oferecer minha compreensão e meu apoio nesse comentário. Que se eu pudesse a abraçaria e lhe diria que não sofra mais, porque não havia outro caminho. Que qualquer outra opção resultaria em muito mais dor, culpa e sofrimento que essa. Que a vida dela, sua mente, seu coração e se ela assim acreditar sua alma não poderiam ter paz e se reconstruir de outra maneira, e que ela é o mais importante. Que a vida só vale a pena com amor e dignidade, e que o que ela fez por esse feto foi o melhor que poderia fazer. Que deixá-lo partir logo ao invés de condená-lo a uma vida sem amor e sob a sombra do ato abominável cometido pelo criminoso é mais do que muitas ditas mães fazem por filhos que foram paridos só pra serem abortados em vida. Moça, viva sua vida, procure ajuda, reencontre-se, reconstrua-se, vença. Seja vitoriosa sobre esse criminoso e o mal que ele te fez. Acredito em você e te digo que és forte, guerreira. No final, você vencerá.

Patty Kirsche disse...

Nossa, que dureza isso... É inaceitável que a gente passe por isso pra exercer nosso direito humano de abortar nesse país. Porque a gente é cidadã brasileira, ajuda a construir esse país, paga impostos. E as igrejas que não pagam é que decidem sobre nossos corpos e sexualidades. Eu acho que deveria ter um êxodo de mulheres do Brasil até que o aborto fosse legalizado.

Caio Borrillo disse...

Estou... chocado, penalizado por tudo o que você passou. Não consigo imaginar o turbilhão de sensações que passou por sua cabeça... Mas não se culpe, você fez o certo.

Ninguém deveria ter que passar por esse tormento se o Estado fornecesse o básico, que é o acesso seguro ao aborto, sem essa hipocrisia religiosa que só fode com a vida das pessoas e mata mulheres.

Até quando o Estado vai ser conivente com a morte de mulheres? Por que essa cegueira, essa desonestidade? Patrulheiros do útero alheio que nunca poderão engravidar querendo dizer para as mulheres o que fazer com seus corpos... isso é inaceitável. =(

Patty Kirsche disse...

Ah, uma informação que acho legal compartilhar é que em Georgetown na Guiana o aborto é legal e barato. O único problema é chegar lá, porque não tem voo direto do Brasil. Mas, como pode ser útil pra quem mora na região norte, vou deixar aqui as referências.

Family Association of Guyana - Aborto cirúrgico custa 35 euros (cerca de R$115,00)
Ultrassom e aborto medicinal (com misoprostol) custam 15 euros (cerca de R$50,00)

Contato da Clínica Family Association of Guyana in Georgetown:
Telefone: 00 XX 592 225-4743
Endereço: 69 Croal Street, Georgetown, Guiana
Email: fpagrhc@gmail.com

Anônimo disse...

Texto lindo e chocante...

Mas vamos parar de hipocrisia, o atendimento que ela teria em um procedimento no SUS não seria lá muito melhor que o que teve na clínica clandestina particular.

No mais, força, moça, você fez o melhor.

Anônimo disse...

Fico me perguntando sobre o estuprador. Cabe sempre e a qualquer tempo denunciá-lo! Não se pode calar. Ou ficará ele lecionando e estuprando nos intervalos? ??!!''

Anônimo disse...

Apesar de ser amplamente favorável ao aborto, não sou otimista quanto à suposição de que o aborto legal no Brasil seria feito com menos dor.
Se mesmo com toda essa campanha pela vida que se faz, ainda temos um quadro absurdo de violência obstétrica, imagine isso com relação ao aborto. Muita gente comente de que se fosse legal, tudo seria muito melhor. Mas temo que não seria bem assim, especialmente na rede pública.
Torço pela legalização, mas também me preocupo em como as abortantes serão tratadas.

Anônimo disse...

Só uma pergunta. Sou homem, mas por achar estúpido os requisitos para se fazer Vasectomia no Brasil, fui para outro país e fiz o procedimento lá. Eu pergunto, uma mulher que quer abortar, pode fazer aborto em outro país? Não estou comparando aborto a vasectomia, mas são ambos procedimentos para se evitar filhos indesejados, que são chatos de mais de serem feitos no Brasil.

Se a resposta for sim, infelizmente, só as mulheres POBRES são obrigadas a sustentar um filho indesejado. E a proibição é só uma forma de gastar recursos públicos para fiscalizar a vida alheia.

Anônimo disse...

Completamente fora do assunto do post, mas achei interessante o estudo sugerido pelo Felipe Dresden. Segundo o estudo, a incompetência esfincteriana não parece depender da idade, da frequência das relações nem do tempo de prática.
Parece sugerir que o uso mais frequente e cuidadoso de lubrificantes pode ajudar a evitar o problema, principalmente nas primeiras relações do indivíduo, evitando lesões na musculatura do esfíncter.
Parabéns ao Felipe por ajudar a comunidade gay a ter mais saúde e mais prazer.

Trícia disse...

E ela ainda teve que passar pelo o horror de tudo isso DEPOIS DE TER SIDO E S T U P R A D A ! ... Estuprada por um calhorda que, certamente, tem uma reputação ilibada ... Ela sofreu duplamente, multiplamente ... Sofre até hoje, quase 20 anos depois ...

Aline J. disse...

Também não concordo com isso de "Um aborto é um assassinato dos sentimentos da abortante, uma mulher que comete um aborto jamais se restabelecerá emocionalmente". Minha amiga fez um aborto e ela foi mais feliz assim do que se tivesse tido o filho. Ela não ficou depressiva, chorosa e culpada.

Minha fé na humanidade caiu um pouco quando eu li comentários na notícia sobre a Jandira, como "Bem feito, quem mandou?"... Colega, você se diz pró-vida e comemora a morte de uma mulher que fez o que ela bem entendeu com o corpo DELA mesma? Parece que os "pró-vida" estão mais para "pró-vida-mulher-que-se-foda".

É contra o aborto? Não faça. Não meta o nariz na barriga alheia, você não tem poder sobre o corpo de outra pessoa.

Quando aos religiosos pau no cu e antiaborto em geral, eles são contra o aborto até a mãe/irmã/filha ser estuprada ou correr risco de vida. Principalmente os crentelhos, que dizem que mesmo quando a mulher é estuprada foi "um presente de deus". Ô presentão hein?

E aos que são a favor "só em caso de estupro", me respondam... Qual é a diferença entre um punhado de cél -ops, um "bebê", me perdoem- vindo de um estupro e um de não estupro? Continua sendo um "bebê" pra vocês, certo? É uma "vida", não é? Aí suponho que você vai ser contra aborto em qualquer caso... Até a estuprada/ou sumida que foi fazer aborto clandestino ser a tua mãe, irmã ou filha.

Anônimo disse...

Mensagem para os religiosos:

Acho que nossos pecados só Deus pode julgar. Eu, pessoalmente, jamais faria um aborto, mesmo em caso de estupro. Agora se outra mulher quiser abortar, então que aborte, Deus nos deu livre-arbítrio. Porque o Estado tem que criminalizar isso com base em um princípio religioso e não científico? O Estado é para todos, cristãos e não cristãos! Deixem que as pessoas escolham o que elas querem fazer. Se alguns acreditam que aborto é assassinato perante os olhos de Deus, então, meus caros, fiquem tranquilos! A sua própria crença já diz: Deus está vendo tudo! Pra que se preocupar em fazer o papel de Deus aqui na Terra punindo essas mulheres, se depois da morte Ele mesmo tomará suas providências? E quem somos nós pra saber quem Deus vai perdoar ou não?

Além disso, porque apoiar uma lei que condena à morte apenas as mulheres pobres? Meus caros religiosos, os bebês serão mortos do mesmo jeito, seja com lei criminalizando ou não. O pecador é pecador justamente porque ignora a lei de Deus, então se ele quiser pecar, vai pecar com lei civil ou sem lei civil, pois se ele não respeita a lei de Deus, quanto mais a lei humana! Vocês parecem que não enxergam isso ou fingem não enxergar...

Vejam bem, se com a criminalização morrem 100 bebês e 30 mulheres, sem a criminalização vão morrer 100 bebês e 1 mulher. Porque condenar essas 29 mulheres à morte? Vocês dizem: "mas a morte é punição para o pecado do aborto", só que vocês não são Deus! Deixem que Ele decida qual a punição. Ou então quer dizer que Deus só pune com a morte as mulheres pobres? Mas que Deus é esse que faz distinção entre classes econômicas pra decidir a punição? Isso não é cristianismo.

Vocês dizem "quem garante que o bebê abortado não ia ser um gênio e que ia mudar o mundo?". Mas então quem garante que com a descriminalização, uma dessas mulheres pobres que antes iria morrer durante o aborto, não se arrependa depois e vire cristã, espalhando a palavra de Deus por aí? Meus caros, como já mencionei acima, os bebês serão abortados com lei ou sem lei; o pecador vai pecar com lei ou sem lei, não é isso que vai impedi-lo de pecar. E se os bebês vão morrer do mesmo jeito, porque então não salvarmos pelo menos a vida dessas mulheres pobres? Quem garante que elas também não irão mudar o mundo? Pedro negou Cristo três vezes e se arrependeu, depois saiu a espalhar a Sua palavra para mudar o mundo.

Então meus caros religiosos, vamos acordar e parar de ser hipócritas e preconceituosos. Se Pedro se arrependeu, essas mulheres também podem se arrepender, não somos nós que devemos condená-las à morte.

Trícia disse...

Eu não paro de pensar no que aconteceu ANTES com menina! Claro que como tantxs outrxs aqui me senti profundamente tocada com o episódio do feto, mas ... Vou colar os trechos do guest post na sequência em que foram apresentados, olhem só:
" ... Por ser meu estuprador um professor, não retornei às aulas na faculdade, me afastei de amigos, família, não queria manter contato com pessoas que tinham carinho por mim" "Vendi em segredo todas as minhas joias e livros da faculdade. Estava bem no começo da gestação, calculei que teria uns dois meses de segurança, e então inventei para meus pais que prestaria um concurso no Rio de Janeiro. Fui no final do mês, com a desculpa de me inscrever para o concurso, quando na verdade fui procurar uma clínica" (Olha o malabarismo que ELA, vítima, teve que fazer, por causa DELE, ...) "... Não poderia jamais lhe contar a respeito do estupro, pois ele )o pai da moça) conhecia meu estuprador, e o estimava demais"
CARAMBA, PQP, eu não consigo parar de pensar NISSO: a moça foi vítima o TEMPO INTEIRO! E esse filho da puta impune ... Tô chorando até agora!
Tenho uma afilhada que foi vítima de estupro. Ela e o então namorado (hoje marido) foram assaltados, levados para um lugar ermo, e obrigaram-no a ser expectador do estupro da menina ... Ela tentou suicídio 2 vezes, teve depressão, trancou a faculdade e nunca mais voltou.
Sinceramente, ...

Anônimo disse...

Vejam bem, se com a criminalização morrem 100 bebês e 30 mulheres, sem a criminalização vão morrer 100 bebês e 1 mulher. Porque condenar essas 29 mulheres à morte? Vocês dizem: "mas a morte é punição para o pecado do aborto", só que vocês não são Deus! Deixem que Ele decida qual a punição. Ou então quer dizer que Deus só pune com a morte as mulheres pobres? Mas que Deus é esse que faz distinção entre classes econômicas pra decidir a punição? Isso não é cristianismo.


ah é 100 bebes morrem mas isso n importa.
vamos eliminar qualquer lei no mundo,depois deus que julgue se a pessoa matou,roubou...
o sangue frio de vcs é incrível,a mulher aborta e ainda descreve a cena como se fosse tudo lindo,o feto conversou com ela,um dia irá entender... embrulha o estômago.

@vbfri disse...

Para o anônimo de 16:28:

Se a mulher quiser abortar fora do Brasil (tipo, Holanda ou EUA), pode ir tranquilamente para esses países e resolver isso por lá. Com segurança, com eficácia, com tratamento médico adequado e respeitoso.
Ou seja, sim, a proibição do aborto só afeta a mulher pobre.

Joane Farias Nogueira disse...

Estupeo tb e uma violencia contra a natureza feminina. Gerar um ser que nao é quisto tb é. O feminismo nao precisa dizer as mulheres o qto aborto é complexo, tenho certeza da inteligencia das mulheres p saberem disso sozinhas. Mas o mundo td e contra nossa natureza e mesmo assim temos q encara-lo.
Isso ainda e melhor que criar um filho nao quisto sozinha ou mesmo gera-lo.

Anônimo disse...

E vc acha que religiosos vão ler isso? Que religiosos estariam em um blog feminista...?

Patty Kirsche disse...

Falar só uma coisa pra galera da religião. Se "Deus" fez a humanidade, foi "ele" que nos deu a inteligência pra saber abortar, logo "ele" quer que a gente possa decidir. Precisa ter alguma coerência aí.

Vou passar mais uma dica pra quem tem dinheiro pra viajar pra abortar. A Cidade do México é um dos destinos mais baratos atualmente e não precisa visto.

Na Cidade do México a interrupção da gravidez pode ser feita até 16-18 semanas (desde a ultima menstruação). A intervenção no primeiro trimestre custa cerca de R$500 reais (2800 MXN). Se optar por anestesia geral terá um custo adicional.

Contato: CIPA A.C (Centro de Atencion Integral de la Pareja) cipaac@prodigy.net.mxTelefone: 00 XX 52 5556782504

http://clinicas-aborto-legal-y-seguro.org.mx/

Anônimo disse...

Nossa, que relato mais triste!
Mais triste ainda é ninguém aqui ficar comovida com o "punhado de celulas" tentando respirar...
Não sou religiosa, não acredito em Deus, mas não consigo entender como vocês não acham que é assassinato...

Anônimo disse...

Desculpe, mas abortar feto de 18 semanas é uma monstruosidade. Além de estar com o sistema nervoso funcionando, com mais um mês de gestação é bem capaz que conseguisse sobreviver fora do corpo da mulher.

Anônimo disse...

A vida inteira fui contra o aborto. Até que eu fiz um. Mês passado. Católica não praticante, casada, filhos. Tentei por 2 meses com 9 tipos de chás extremamente tóxicos e não deu certo, fica a dica. Então com 14 semanas consegui o misoprostol. A bolsa estourou, contrações (muitíssimo mais suaves do que as de um parto a termo), o feto desceu, ficou pendurado pelo cordão. 15 minutos depois desceu a placenta. não quis ver. Enterrei no quintal. Sinto alívio e culpa, tudo junto.
Mas era a opção mais razoável neste momento para a minha família. Não, sr. senso comum, na casa pobre, onde comem 4 não comem 5.

Força irmãs. Com ativismo e alguma sorte, talvez a próxima geração não precise mais passar por isso.

@dddrocha disse...

força, D.

Anônimo disse...

Tem gente que insiste em chamar aborto de assassinato. Nem o Codigo Penal de 1940 concorda com vcs. E desculpem, a unica " monstruosidade" que vejo aqui eh o que essa moça sofreu. Foi violentada varias vezes.

Thalita

Anônimo disse...

"Desculpe, mas abortar feto de 18 semanas é uma monstruosidade."

Monstruosidade é obrigar mulheres a recorrerem a métodos clandestinos para conseguir um aborto, coisa que, se fosse legal, simples e desburocratizada, seria resolvida bem antes das 18 semanas.

Joane Farias Nogueira disse...

E pq as pessoas se comovem mais com a mulher que passou por isso,que é quem mais paga por tudo
Paga por ser estuprada,por engravidar,por abortar ou nao. Acho muito triste vc ignorar isso em prop de uma pessoa -se vc assim prefere- que nao nasceu.

Sara disse...

Esse post mostra bem a face misógina da sociedade, que impõe um sem números de dores as mulheres, dores físicas e psicológicas, que não tem razão nenhuma de existirem, se ela apenas tivesse um atendimento digno ao decidir sobre seu corpo, e se não lhe fosse ensinado q nós mulheres existimos apenas para satisfazer aos homens e cumprir com a "sagrada missão" de gerar filhos.
E não bastasse todas essas dores, ainda existe "gente" q em uma demonstração de sadismo absurdo, ainda vem aqui de dedo em riste acusa-la de um crime.
Enquanto isso o calhorda imundo que provocou tudo isso, "ta em casa guardado por deus" com a consciência tranquila, respeitado e admirado até mesmo pela família de sua vítima, q beleza....

Anônimo disse...

"Não sou religiosa, não acredito em Deus, mas não consigo entender como vocês não acham que é assassinato..."

Aborto não é "matar", até os 3 meses de gestação. Até 3 meses o 'gestado' é apenas um embrião, sem cérebro, sem espinha, sem vida. Não se pode matar o que não tem vida.

Não sou eu quem estou falando:
http://noticias.terra.com.br/brasil/conselho-de-medicina-defende-aborto-ate-o-3-mes-de-gestacao,a433d71176c8d310VgnVCM3000009acceb0aRCRD.html

Agora se mesmo assim você acredita que é um 'ser humano', bom, aí é com você, né...

Anônimo disse...

Tive a sorte de precisar fazer um aborto qdo morava na Inglaterra, onde é tudo legalizado e gratuito. E só lembro que terminei uma gravidez qdo leio posts sobre o aborto, nunca me afetou e nunca me afetará, foi e sempre será minha escolha mais acertada naquele momento como seria hj caso engravidasse novamente, uso Mirena mas nao estamos 100% seguras, nao é mesmo? O q essa menina passou é realmente chocante, e com certeza o psicológico dela estava mto abalado pra ela ter "ouvido ele perdoa-la". Fico triste e decepcionada com esses cristaos que vem julgar, é a vida alheia que sempre os preocupa mais que qquer outra coisa. Triste relato e tristes comentários.

Joane Farias Nogueira disse...

Monstruosidade é ser obrigada a se submeter a isso por causa de um sistema que insiste em tutelar o corpo feminino.

Anônimo disse...

Tem gente que insiste em chamar aborto de assassinato. Nem o Codigo Penal de 1940 concorda com vcs. E desculpem, a unica " monstruosidade" que vejo aqui eh o que essa moça sofreu. Foi violentada varias vezes.

tem razão, por isso que aborto é crime.

Maria Valéria disse...

Acho bom colocar aqui a definição de aborto, que muitos nao entenderam :
- aborto : perda espontânea ou provocada do produto gestacional com idade gestacional ate 20 semanas, ou com peso menor que 500 gramas.
O embrião ou feto nao tem condições de sobreviver fora do útero, mesmo com a ajuda de aparelhos, a nao ser que a medicina tenha avançado muito.
Nunca ouvi falar de um caso de aborto em que tenham tentado manter o feto vivo com a ajuda de aparelhos, porque e inviável.
Acima dessa idade gestacional , nao se chama aborto , se chama : óbito fetal.
Importante diferenciar porque o feto com mais de 20 semanas pode - se tentar fazer com que sobreviva fora do útero,.com auxílio de aparelhos.
Para o óbito fetal, obrigatório atestado de óbito e investigação do por que,nos comitês de mortalidade materna e fetal, para o aborto nao se faz atestado de óbito.
Portanto, um feto de 18 semanas nao sobrevive fora do útero.
Isso nao quer dizer que concordo com o aborto feito nessa idade gestacional : sou a favor que seja legalizado no primeiro trimestre. Porém, entendo as razoes de quem fez com 18 semanas e nao julgo. Como disseram acima, a lei brasileira , se fosse mais avançada, teria evitado que a moça tivesse que esperar as 18 semanas para conseguir fazer .
Pela própria definição que citei acima, aborto nao pode ser considerado " assassinato " , muito embora conste na lei brasileira no rol de " crimes contra a vida " , se nao me engano ( corrijam - me se eu estiver errada ) , mas nao e " assassinato !
Nunca vi um " assassinato " onde nao ha atestado de óbito, a própria definição e consequências legais de um aborto invalidam chamá-lo disto.!!
Abraços

Anônimo disse...

Concordo plenamente!

Anônimo disse...

"Esse foi seu melhor post, me emocionei às lágrimas. Um aborto é um assassinato dos sentimentos da abortante, uma mulher que comete um aborto jamais se restabelecerá emocionalmente."

Fiz três abortos e as três decisões foram acertadíssimas. Não me arrependo um dia sequer, não tive trauma, só um alívio tremendo e falo isso pra quem quiser ouvir. Odeio esse papo de "nossa ela abortou e vai ficar com trauma pro resto da vida". O que traumatiza é abortar em açougueiro. Quando você é atendida direitinho, em meia hora você tá acordada só na observação esperando o médico te dar o OK pra ir pra casa e ACABOU, sente mais nada.

Gle disse...

E é nessa hora que eu penso: Preciso escrever urgente sobre aborto X religião.

Eu sou Espírita e sou a favor do aborto sim, mesmo que a minha religião tenha um pensamento um tanto diferente do meu! EU NÃO SOU ESCRAVA DA MINHA RELIGIÃO!

Anônimo disse...

Putz...sem querer fazer patrulha no texto alheio, mas tb essa pessoa que disse que abortou acertadíssimamente três vezes parece estar confundindo o procedimento com método anticoncepcional... do ponto de vista médico será que o corpo lá adiante não vai sentir as consequências disso?

Livia disse...

Pela primeira vez vou ficar do lado dos não feministas, não consigo deixar de ver o aborto como crime... mesmo com todos os argumentos apresentados. Ah, e tb sou ateia.
Vocês acham possível alguém ser feminista e não ser a favor do aborto?

Anônimo disse...

Tenho uma amiga que acabou de adotar um bebê, a mãe biológica nem viu a criança, logo que chegou na maternidade em trabalho de parto já avisou que não queria o filho, então a equipe avisou a assistência social e minha amiga recebeu o tão esperado e sonhado telefonema (esperado e sonhado por ela). Não seria muito melhor lutar por novas leis que incentivem e facilitem a adoção, do que o aborto? Concordo completamente que nenhuma mulher é obrigada a criar um filho sem estar preparada, mas tem muita gente que gostaria de ter um filho e não consegue. Não seria melhor para todo mundo?
Também não sou religiosa, e não tenho nem pretendo ter filhos...

Anônimo disse...

Neste pais abortar depois de um estupro é ser estuprada 2 vezes.
As mulheres se recuperam de um aborto sim, somos muito mais fortes que qualquer homem pode prever. MUITO MAIS.

Luiza Original disse...

Pronto, a Maria Valéria matou a pau.

Você pode ser contra o aborto por razões morais e religiosas, mas pelo amor, para de falar que é assassinato. Nem o código penal pune igual.

Trícia disse...

"Monstruosidade" pessoa querida, anônima e sensível das 21:05? Monstruosidade??????? Estou muito interessada em saber como vc definiria, então, a atitude do estuprador? Qual o adjetivo que vc tem prá ele, queridx? Prá valer! Responda aqui! A menina é que foi um monstro????? Ok ... Aguardo ansiosamente sua resposta!

Anônimo disse...

@anônima das 11h26
Sem considerar o sofrimento das vítimas de estupro e do significado de carregar uma gravidez nessas condições, a questão da adoção no Brasil também não é fácil.
Creio que sua amiga deu muita sorte, mas beja o que diz relatório sobre o tema no site do Senado: http://www.senado.gov.br/noticias/Jornal/emdiscussao/adocao/realidade-brasileira-sobre-adocao.aspx
Há um contigente enorme de crianças na fila para adoção, só que a maioria tem mais de 4 anos, que não corresponde ao perfil procurado pelas famílias que querem adotar.
A situação é muito mais complicada do que parece.
Isso sem contar que não está se levando em conta, aqui, o fator emocional que pesa sobre a vítima.

Ta-chan disse...

"Livia disse...

...Vocês acham possível alguém ser feminista e não ser a favor do aborto?"

Possível até pode ser, mas só se for pra vc não praticar um aborto.Dizer que as outras não podem abortar por vc ser contra é que não seria feminista.

"Anônimo Anônimo disse...

Tenho uma amiga que acabou de adotar um bebê, a mãe biológica nem viu a criança, logo que chegou na maternidade em trabalho de parto já avisou que não queria o filho, então a equipe avisou a assistência social e minha amiga recebeu o tão esperado e sonhado telefonema (esperado e sonhado por ela)."
Essa mulher é uma exceção, dependendo do lugar que a gestante disser que não quer a criança vão fazer um inferno na vida dela.E se abandonar na maternidade podem te indiciar por abando de incapaz.

"Não seria muito melhor lutar por novas leis que incentivem e facilitem a adoção, do que o aborto?"
Isso tbm é importante, mas o importante aqui é o direito da mulher de não ser incubadora.

"Concordo completamente que nenhuma mulher é obrigada a criar um filho sem estar preparada, mas tem muita gente que gostaria de ter um filho e não consegue. Não seria melhor para todo mundo?"
A questão do aborto não é só sobre criar um filho, é sobre o direito da mulher de não gestar.Ou vc acha que a gestação é tipo uma tatuagem, que só incomoda até cicatrizar?Ou tipo fazer supermercado dia de domingo, chato mas rapidinho passa?

"Também não sou religiosa, e não tenho nem pretendo ter filhos...

8 de setembro de 2014 10:25"
Bom pra vc.Espero que não tenhas uma gravidez indesejada.

Anônimo disse...

Tem gente que tem problemas de interpretaçao de texto. O aborto ainda eh crime,mas nao eh o mesmo que assassinato. Criaram tipos penais diferentes, nem o legislador de 1940 quis punir da mesma forma alguem que pratica um aborto e alguem que comete homicidio. Se nao entender agora, soh desenhando.

Thalita

donadio disse...

"Tem gente que insiste em chamar aborto de assassinato. Nem o Codigo Penal de 1940 concorda com vcs."

Acho que nada nem ninguém antes de, tipo, 1980, concorda. No Código Penal de 1940 é outro crime, com penas muito mais brandas. Na Bíblia é uma questão de direito civil quando cometido por terceiros (tem que pagar indenização ao futuro pai).

É quando o aborto começa a ser uma opção para mulheres solteiras (divorciadas, viúvas), e não um assunto a ser decidido pelo pater familias que começa essa estupidez de aborto=assassinato. Coisa piegas, Disneyesca, uma tentativa de usar o discurso "liberal" para finalidades obscurantistas - como se esse pessoal, uma vez nascido o infeliz, não fosse o primeiro a fazer o coro de "bastardo, bastardo, filho da puta, bastardo, você não tem pai, bastardo", sem o menor constrangimento.

Anônimo disse...

Putz...sem querer fazer patrulha no texto alheio, mas tb essa pessoa que disse que abortou acertadíssimamente três vezes parece estar confundindo o procedimento com método anticoncepcional... do ponto de vista médico será que o corpo lá adiante não vai sentir as consequências disso?

Engraçado que ninguém fala isso pra uma mulher que teve três filhos.

Tenho uma filha e fiz dois abortos. Não tenho nenhum arrependimento.

Anônimo disse...

E porque outra mulher não consegue ter um filho, eu sou obrigada a levar adiante uma gravidez que não quero? Somos todas barrigas de aluguel?

Anônimo disse...

"Tenho uma amiga que acabou de adotar um bebê, a mãe biológica nem viu a criança, logo que chegou na maternidade em trabalho de parto já avisou que não queria o filho, então a equipe avisou a assistência social e minha amiga recebeu o tão esperado e sonhado telefonema (esperado e sonhado por ela). "

Mentirosa. Isso só existe em filme americano. Sem passar pela destituição do poder familiar não há que se falar em adoção.

donadio disse...

"Mentirosa. Isso só existe em filme americano. Sem passar pela destituição do poder familiar não há que se falar em adoção."

Bom, não tenho tanta certeza. Aliás já vi um caso assim. Mas... é crime previsto no Código Penal; quem pratica isso precisa ficar na moita, para não ser processado. E a pena é maior do que a cominada ao aborto:

Art. 242 - Dar parto alheio como próprio; registrar como seu o filho de outrem; ocultar recém-nascido ou substituí-lo, suprimindo ou alterando direito inerente ao estado civil:

Pena - reclusão, de dois a seis anos.

Art. 243 - Deixar em asilo de expostos ou outra instituição de assistência filho próprio ou alheio, ocultando-lhe a filiação ou atribuindo-lhe outra, com o fim de prejudicar direito inerente ao estado civil:

Pena - reclusão, de um a cinco anos, e multa.

Anônimo disse...

Maria Alencar:

Assassina !
Eu não sei quanto a vocês, mas a única coisa que me passa pela cabeça é que essa mulher não é muito diferente do estuprador. A criança não em culpa de ter sido concebido em uma relação violenta. Ele(a) seria uma pessoa qualquer: teria seus medos, seus desejos, sua vitórias na vida e sua derrotas. Contudo seu destino foi um esgoto imundo e fedorento, imagine o quanto a criança sofreu ! A única precaução a se tomar é mentir sobre o destino do pai. Fora isso a criança cresceria normalmente. Temos que lembrar que a alma surge durante a concepção, logo ela é uma infanticida. Se ela fosse uma cidadã de Deus de verdade a mãe teria que aguentar o fardo de criar a criança pois nem tudo na vida nos escolhemos ! Em troca ela aprenderia a amar a cria e logo esqueceria a causa de sua existência. Simples assim ! Eu mesma fui despedida duas semanas atrás e não escolhi isso. É a vida ! Deus trabalha de formas misteriosas e nós reles pecadores é que não intendemos sua vontade. Mas tudo tem uma razão !
Esclarecidos esses fatos, qual a diferença entre um estuprador e essa mulher ? Nenhuma ! Ambos cometerem uma violência contra a vontade de Deus. Ambos devem ser condenados a cadeira elétrica e morrer por seus pecados imundos ( estupro e assassinato ). O inferno espera esses dois e quanto antes eles forem melhor.

Anônimo disse...

É sério isso d uma pessoa estar incentivando dar uma criança para adoção para pessoas interessadas poderem adotar? Filhx, visite uma ou dez casas de acolhimento e depois a gente volta a conversar

Anônimo disse...

"O aborto iria acontecer de qualquer maneira, mas se fosse legalizado pelo menos seria mais humano."

Duvido muito.

Anônimo disse...

@anonimo de 8 de setembro de 2014 12:56

Olha o depoimento:

http://maesamigas.com.br/ja-tinha-2-adotivos-quando-o-telefone-tocou/

Não parece ser mentira...

Anônimo disse...

""Monstruosidade" pessoa querida, anônima e sensível das 21:05? Monstruosidade??????? Estou muito interessada em saber como vc definiria, então, a atitude do estuprador? Qual o adjetivo que vc tem prá ele, queridx? Prá valer! Responda aqui! A menina é que foi um monstro????? Ok ... Aguardo ansiosamente sua resposta!"

A autora do texto não falou com quantas semanas estava, mas pela descrição do feto devia ser menos que 12. Eu critiquei o sistema mexicano, que outra moça indicou, que permite o aborto até 18 semanas, que eu considero uma monstruosidade sim, pois é um corpo com características humanas bem definidas e sistema nervoso em funcionamento.

Gle disse...

Continuo achando essa galera que é tão a favor de ter filhxs e "dar" no parto pra assistência social nunca teve contato com essa realidade. Vocês já viram a quantidade de crianças que moram nos orfanatos até os 18 anos e depois são jogadas na vida pq já atingiram a maioridade? Que educação vocês acham que elas receberam? É muito triste você entrar no orfanato e aquelas crianças grudarem em você pedindo pra levar elas pra casa! É uma dor sem tamanho o vazio que cada uma delas deve carregar no peito. Imagino elas crescendo no orfanato e as assistentes sociais tendo que explicar pra elas porque elas estão alí!
Isso tá certo? Colocar uma criaturinha no mundo onde não existe uma assistência de qualidade?
Sinceramente, se acontecesse comigo uma gravidez inesperada, eu com certeza abortaria, mesmo tendo que colocar a minha vida em risco. E eu não ficaria com um peso na consciência de forma nenhuma, porque eu acho que o maior peso que eu sentiria, era deixar um ser crescer dentro de mim para jogá-lo num orfanato depois.

Anônimo disse...

Não consigo entender essa obsessão de algumas pessoas pelo feto, essa novela da adoção também é um saco, quanta falácia, até parece que é fácil, além de não ser fácil colocar para adoção porque é que uma mulher vai carregar uma criança durante 9 meses se não a quer? Não vejo lógica na coisa? O mundo já está cheio demais, gente? Só tem que ter filho quem sente aquele chamado (que eu não tenho a mínima ideia do que pode ser), enfim, quem deseja mesmo.
Leila

Kittsu disse...

"O inferno espera esses dois e quanto antes melhor"... e vai ser tu que vai matar? Ou tu vai relegar a outra pessoa esse pecado? O que diferenciaria o executor dos outros pecadores, então?

Camila Gois disse...

Que relato terrível, sinto muito por tudo que a D. passou, te desejo muito força.

Sobre a adoção, eu não entendo nada sobre o assunto, mas meus vizinhos tem 3 filhos adotivos e todos foram adotados recém-nascidos, na maternidade, dessa forma que a anon das 10:25 descreveu. E foi tudo legalizado, quem entrou em contato com eles foi a Vara da infância, e tal... não teve orfanato, e foi bem rápido, no mesmo dia já levaram o bebê para casa...

Paola disse...

Ela e o estuprador não são tão diferentes assim,ambos cometeram um crime.
Ninguém tem direito de abusar dos outros e nem de acabar com a vida alheia.
Concordo que adoção não é tão fácil mas é melhor tentar melhorar isso do que legalizar aborto e fazer parecer que é muito legal e normal,que o feto não tem vida,que é parasita e outras baboseiras que quem é a favor disso diz.
E outro argumento que adoram é que o Brasil é atrasado e outros países mais evoluídos aprovam.E daí?
Isso não significa que é certo,a escravidão era aceita no mundo todo e nem por isso estava certo.
Isso é mais um erro dos seres humanos,mais nada.
E o que tem de falsa religiosa aqui não é brincadeira,uma aí é espírita mais apoia aborto? Então você não é espírita.

Camila Gois disse...

Agora que vi que o anon das 14:05 colocou um link com o depoimento da minha vizinha!! E essa história aconteceu no dia de hoje, há exatamente 3 anos atrás...

Sobre o aborto, eu jamais faria, independente de qualquer coisa. Mas, não condeno de forma alguma quem é a favor.

donadio disse...

"Olha o depoimento:

http://maesamigas.com.br/ja-tinha-2-adotivos-quando-o-telefone-tocou/

Não parece ser mentira...
"

Acho que há pelo menos um certo exagero. Aqui (http://www.tjrj.jus.br/institucional/inf_juv_idoso/cap_vara_inf_juv_idoso/adocao/procedimentos.jsp), a página do Tribunal de Justiça do RJ explica os procedimentos para adoção. Inclui:

"a adoção depende da concordância, perante o juiz e o promotor de justiça, dos pais biológicos, salvo quando forem desconhecidos ou destituídos do pátrio poder (muitas vezes se cumula, no mesmo processo, o pedido de adoção com o de destituição do pátrio poder dos pais biológicos, neste caso devendo-se comprovar que eles não zelaram pelos direitos da criança ou adolescente envolvido, de acordo com a lei)"

Ou seja, algo que dificilmente poderia ser resolvido pela própria maternidade, com a mãe biológica ainda na sala de recuperação...

Anônimo disse...

Eu sou contra o aborto, mas sou a favor da descriminalização. Cada um tem seu ponto de vista, não acho que as mulheres devem ser obrigadas a gestar um filho, acho que deveriam ter o direito de escolher. Mas não acho absurdo as pessoas serem contra, achar que é pecado, e comparar com assassinato... ué, é só ponto de vista da pessoa, se ela vê assim, deixa ela

Aline J. disse...

Maria Alencar, a prova de que a maioria dos religiosos come bosta no café da manhã.

donadio disse...

"Assassina !"

Olha, uma coisa é as pessoas discutirem, em tese, sobre se deveria ser crime ou não. Uma coisa é conversar, de maneira mais ou menos civilizada, sobre se é ou não a melhor opção concreta numa situação de fato.

Chamar alguém de "assassino" - por ter feito algo que era seu direito, de acordo com a legislação vigente no país - é algo absolutamente inaceitável, coisa de gente baixa, torpe, insensível, mal-educada, totalmente sem noção de convivência.

Você é uma pessoa desprezível, e se o seu Deus tiver a mínima noção de decência, é você quem não vai para junto Dele quando morrer.

Anônimo disse...

"Se ela fosse uma cidadã de Deus de verdade a mãe teria que aguentar o fardo de criar a criança pois nem tudo na vida nos escolhemos !"

Deus? Sério? Esse argumento de novo? A diferença entre essa mulher e o estuprador é que... Ele é cometeu um crime. Ela não matou ninguém, ao contrário do que vocês pensam. Vários argumentos foram apresentados, mas vocês religiosos estão cagando pra isso.

Espero que você não seja estuprada, mas se um dia acontecer, você vai mudar de opinião. É monstruoso obrigar uma mulher a parir filho de estuprador.

Um deus que condena uma mulher por abortar um filho concebido por estupro, mas que perdoa estuprador... Pelo menos o diabo não obriga uma mulher a levar uma gravidez indesejada adiante, seja em qualquer caso, então...

HAIL LÚCIFER!

Camila Gois disse...

Donadio, eu não entendo nada sobre a adoção, mas eu vi ela chegando com a bebê, com 2 dias de vida.
E ela tem muitas fotos na maternidade ainda, foi lá que buscaram.
Não sei como eles fizeram, e se foi realmente como contam...

Anônimo disse...

Ninguém chamou de ninguém de assassina, só disseram que PARA ELAS, abortar= tirar a vida = assassinato.
Do dicionário:
Assassínio ou assassinato é o ato de tirar a vida de outra pessoa intencionalmente e de forma ilegal.

Anônimo disse...

@Donadio

Acabei de achar o comentário que começa com "Assassina!!".

Achei que você se referia á esse comentário: "Nossa, que relato mais triste!
Mais triste ainda é ninguém aqui ficar comovida com o "punhado de celulas" tentando respirar...
Não sou religiosa, não acredito em Deus, mas não consigo entender como vocês não acham que é assassinato..."

Foi, mal...

Trícia disse...

Anônimo das 21:05 e, agora, 14:13 você AINDA NÃO RESPONDEU MINHA PERGUNTA! Qual é a sua acusação para o estuprador? Se a menina foi um monstro o que ele foi, então? Alguns estão dizendo por aqui que ela (a menina) se iguala ao estuprador, há!!!! Para mim, a partir do momento em que ele cometeu esse crime torpe ele foi, entre outras coisas, MUITO MAIS RESPONSÁVEL PELO ABORTO QUE ELA! Eu sou mãe, amo desesperadamente meu filho, daria minha vida por ele se for preciso, nunca cometi aborto, mas, honestamente, não sou sócia de Deus (sim, eu acredito em Deus!) para sair declarando sentenças de danação eterna no fogo do inferno, por aí! Faça me um favor, criatura, aprenda a se colocar no lugar dos outros!

Anônimo disse...

Aos religiosos de plantão, sendo eu crente e zeloso da Lei de Deus (não para me gabar, mas para dizer que não falo sem conhecimento de causa), todos pecam (erram), mas pior pecador é aquele que se senta no Trono para Julgar e para apontar o dedo para outros. Não aponte seu dedo para onde sua mão não alcança para ajudar.

Ninguém esteve na pele da moça para saber o que ela passou, ninguém aqui estendeu a mão para ela, ninguém aqui enxugou as lágrimas dela, ninguém aqui lhe confortou e ninguém aqui iria arcar com as despesas e com as dores dela.

Quantas crianças vocês já adotaram? Quantos orfanatos vocês ajudam? Para quantas moças como essa vocês se ofereceram para adotar e para criar a criança que vocês acham que ela não devia abortar? Quantas crianças de rua, as quais muitas mães fizeram o que vocês acharam certo, não abortando, vocês recolheram para ajudar? Crianças são abortadas pelo Brasil todos os dias, são abortadas das residências, das igrejas, das escolas, e morrem nas "fossas" sem amor e carinho.

Igrejas deveriam ser parecidas com orfanatos, asilos, com abrigos de mendigos, cheias de crianças correndo e idosos recebendo atenção, mas parecem tribunais e covis de ladrões e salteadores (não estou julgando pessoas, mas um sistema viral e desumano que se propaga no corpo da civilização).

Filhinha, crendo ou não, Deus (que não é homem nem mulher, mas Espírito) conheceu a sua dor, e te conhece melhor do que você mesma. Não sei se o feto para quem você pediu perdão era um ser vivente, com alma e tudo, mas mesmo se for, estando mais próximo da perfeição, ele te perdoará, pois eu sendo esse pecador miserável que sou, perdoaria você, quanto mais aqueles que estão próximos da luz celestial. Para aquelx que criou todos nós não existe morte como conhecemos, como elx dá o fôlego de vida elx tira, como elx tira elx pode tornar a dar novamente.

Em Deus tudo se faz de novo, não espere reencarnação para ser alguém melhor, viva a reencarnação nossa de cada dia, de cada manhã, cada abrir dos olhos, cada nascer do Sol, o ontem foi apagado, o hoje é real. Reescreva a sua história, ajude a outras mulheres com a sua experiência, seja feliz.

Viva em Paz.

Paola disse...

Mew, eu chorei lendo esse relato...

Anônimo disse...

É engraçado como mesmo feministas aqui presentes enxergam o processo da adoção. Não, não é uma monstruosidade- é alguém que sabe que não pode/ não quer criar uma pessoa e decide que outros mais bem preparados o farão. Estudo o tema, e garanto que o processo não é complicado, se comunicado desde o período gestacional. TODOS os recém nascidos sem doenças são adotados.
NOS EUA é super comum jovens que não desejam abortar mas não querem criar uma criança darem os filhos para adoção sem essa culpa terrível de pecado pelo qual nos temos.
OBS: Sou favorável ao aborto, mas tbm acho que doar o filho é uma opção tão válida quanto e mtas vezes pouco pensada/demonizada.

Anônimo disse...

Interessante, as mesmas pessoas que falam que aborto ,mesmo em caso de estupro, é crime são as mesmas que falam que " estuprador é doente,eles são minorias entre os homens, a maioria dos homens são de bem". Ora, se os estupradores
são doentes, o filho também pode ter herdado o gene estuprador do pai. E aindo acrescento que essa mesma gente que fala que " a mãe é tão ruim quanto o estuprador" são os mesmos que defendem os seus pastorizinhos pedófilos e culpam garotas de oito anos por terem provocado.

Anônimo disse...

Por que os religiosos gostam de estupradores e pedófilos? é sério, até hoje eu nunca vi um padre,bispo ou pastor ajudando as mulheres estupradas, pelo contrário, elas são pecadoras e irão para o inferno por terem se " oferecido, provocado", enquanto os pevertidos são "perdoados por nosso JUSTO deus, que perdoa todos os homens" (as mulheres que se f*dam). Tem algum crente/evangélico/católico que odeia estuprador e acha pelo menos uma decisão digna da mulher que aborta em caso de estupro?

Anônimo disse...

@luciamarques

Se você se auto denomina "fêmea", boa sorte.

Sou um SER HUMANO do sexo feminino, uma PESSOA, portanto, dotada de consciência, com direito à auto-determinação, com uma VIDA multidimensional que jamais se aproximará nem se reduzirá às SUAS crenças particulares, luciamarques.

Que você RESPEITE as outras pessoas da mesma forma que quer ser respeitada.

Anônimo disse...

Paola, eu sei que você preferiria cuidar do seu filho, fruto de estupro e que tivesse a "cara do pai" ao inves de abortar. Acontece que, nem todas as mulheres são religiosas, é direito da mulher abortar nesse caso, e nem todas são destituidas de amor próprio. Mas o que seu/sua marido/esposa/namoradx ( se você tiver) vai achar de ter de cuidar de um fruto de estupro?

Hamanndah disse...

Anonimo de 8/9 das 16:32, faço minhas as suas palavras. vc foi perfeito em seu posicionamento

Anônimo disse...

Maria Alencar:

Sabe aquelas palavras de Jesus que dizem pra não julgar, pra que você não seja julgado? Não? É, eu imaginei. Não sei quem vocês crentes seguem ultimamente, mas garanto que não é Jesus. Basta ler o Novo Testamento e usar dois neurônios pra ver que o que vocês falam não tem NADA a ver com o que Ele disse. Sorte que dessa barca furada eu pulei faz tempo...

Paola E Maria Alencar:

As senhoras não perceberam ainda que a autora, xs comentaristxs e basicamente todo mundo que frequenta esse blog exceto pelos anti-mulher ocasionais estão excretando e caminhando pros sentimentos e pras crenças de vocês? Apenas mantenham em suas cabeças que vocês não apitam NADA no corpo das outras mulheres, ok? Apitem à vontade nos seus próprios corpos, tenham quantos filhos de estupro quiserem, mas vocês Não.Tem.Nenhum.Direito. Sobre.O.Corpo.Alheio. Dá pra entender ou eu preciso desenhar pra entenderem?

Anônimo disse...

Anônimo das 16:32, finalmente alguém sensato!
Fico muito feliz por ainda encontrar pessoas religiosas que ainda sentem empatia pelo próximo!

Eu mesma, acho que não teria coragem de fazer um aborto.. só acontecendo pra saber. Entretanto é foda ficar falando esse tipo de coisa na cara da mulher, já foi estuprada, passa por um aborto traumatizante e ainda tem que ser julgada pelos outros?
E sem querer entrar no mérito de aborto ser algo ruim ou não, já que cada um tem sua crença; se for ruim acredito que quem se diz tão religioso deve saber que isso não é justificativa pra tratar mal a pessoa que faz um...

Thata disse...

P/ Anonimo 08/09 10:25

Seria melhor pra todo mundo: ninguém se dar direitos sobre o corpo da mulher.
Se você acha "muito melhor" "lutar por novas leis que .... facilitem a adoção", vá à luta que VOCÊ acha melhor.

Aliás, parece que você ainda não começou a agir nessa causa que defende [e coloca como alternativa ao aborto. Obviamente, as duas coisas são complementares, ao invés de excluirem-se mutuamente (como você afirmou)].

Parece também que você não tem noção do processo legal de adoção, nem da realidade dos Abrigos, nem do complexo debate acerca da destituição do poder familiar etc.

Por tudo isso, e seguindo sua lógica, a atitude mais coerente seria VOCÊ, através do SEU corpo, começar a gestar crianças para essa "muita gente que gostaria de ter um filho e não consegue".

Anônimo disse...

Tricia, você leu meu último comentário explicando que era uma crítica ao prazo de aborto dado no México, anunciado por uma outra comentarista aqui?

Domingos Tavares disse...

Às vezes penso que o estuprador deveria ser obrigado não apenas a pagar o aborto, como também todo o tratamento psicológico de sua vítima e uma indenização pelos danos cometidos a ela.

Além disso, pegar uns bons anos de cadeia, sendo que o carcereiro seria obrigado a colocar o estuprador junto com criminosos mais violentos E anunciar a eles que trata-se de um estuprador.

Sim, tive um lapso de direita. Mas é o que eu sinto sobre o cara que é culpado por essa história acontecer.

No restante, defendo com mais força que o Estado deveria se mexer para facilitar as denúncias de estupro e equipar/treinar as polícias para prender rapidamente os estupradores. E puni-los com o rigor merecido.

Quanto ao direito ao aborto, acho que a mulher deveria ter o direito de escolher se vai ou não ter a criança. Se ela decidir abortar, que tenham locais seguros e limpos para que elas façam isso. Eu também acho que mulheres morrendo em um aborto clandestino é um problema grave de saúde pública. E se ela decidir levar adiante, que tenha todo o suporte do Estado para que essa mãe possa criar a criança do melhor jeito possível, incluindo escolas, creches e postos de saúde realmente bons, em conjunto com um controle eficaz da criminalidade e uma sociedade que não julgue mais aquela mulher por ser mãe solteira.

Pena que não vou ver isso em meu tempo de vida. =/

Camila Gois disse...

@ anon das 16:32

Parabéns pelas palavras!!! Foi um um dos melhores comentários que já li por aqui! Fiquei até emocionada!
Abraço

Rosanna Andrade disse...

"Livia disse...
Pela primeira vez vou ficar do lado dos não feministas, não consigo deixar de ver o aborto como crime... mesmo com todos os argumentos apresentados. Ah, e tb sou ateia.
Vocês acham possível alguém ser feminista e não ser a favor do aborto?"

Com todo o respeito, ser contra o aborto que OUTRAS mulheres fazem não pode ser considerado de forma alguma um posicionamento feminista. É querer regular com base nas suas crenças (e crenças nem sempre são religiosas, me refiro a formas de ver o mundo) as decisões de outra mulher sobre o que se passa no corpo dela.

Particularmente, acredito que deve ser uma violência tremenda prosseguir com uma gestação que não se deseja.

Claro que não seria incoerente uma feminista declarar que ELA jamais faria um aborto, pelo motivo que for. Seu corpo, suas regras.

Acho que vc continua feminista, pois é assim que vc se declara e enxerga politicamente, mas há uma incoerência no seu discurso. Acho que todos nós temos dessas coisas de vez em quando.

Mas o posicionamento anti-escolha, não é feminista mesmo. Por mais que o feminismo seja pural, e tenha suas discordâncias internas, acho que nesse tema temos uma unanimidade entre as diversas vertentes.

Maria Valéria disse...

Nao acho que se o aborto for legalizado as mulheres irão sofrer violência dos profissionais que fazem o procedimento .
O código de ética medica e muito simples : quem quiser fazer aborto em casos permitidos por lei, faz, quem nao quiser,nao e obrigado a fazer.
Entao, aqueles médicos que diriam " olha a aborteira safada ai " ,que olhariam torto, ja de cara nao seriam aqueles que aceitariam fazer o procedimento, os que aceitariam seriam aqueles de mentalidade mais aberta, isso pelo menos teoricamente ne ?-:)
Lembrando que o que mais me preocupa se o aborto for legalizado aqui seriam as filas do SUS ( pensando em legalizar no primeiro trimestre e de ser feito a tempo, de nao deixar passar desse prazo ) , e outra coisa : se no serviço medico o plantonista nao aceita fazer aborto, e a mulher esta ali, e dever dele chamar o diretor clínico para que chame outro medico que aceite fazer, sem essa de " volta no mes que vem ,ta "?
Essa a minha opinião !
Abraços

Anônimo disse...

QueridXs até quando nós vamos ficar nessa discussão sobre quem é ou não a favor do aborto?
Ninguém em sã consciência é a favor do aborto! Não acredito que alguém aqui quer que todas as gravidezes indesejadas sejam obrigatoriamente abortadas. Não, pessoas. Se alguém ainda não entendeu, não é isso que estamos discutindo aqui.
A questão aqui é o direito de escolha. É não impor suas crenças e ensinamentos às outras mulheres. É não julgar pessoas quando elas não seguem as regras que vocês, suas igrejas, seus ensinamentos têm como o certo.

Anônimo disse...

Três vezes? Não existe camisinha e pílula onde vc mora nao?

Anônimo disse...

Paola e demais idiotas que se julgam melhores que os outros: vocês são uns boçais. Ignorantes ou mal-intencionados. Aborto em caso de estupro NÃO é crime.
Leiam o comentário da Maria Valéria, ela explica direitinho porque um aborto não tem nada a ver com assassinato. Essa palavra, que parece causar orgasmos múltiplos na boca de alguns, está equivocada. Além de um equívoco, é cruel e arrogante.Vão se informar antes de vir aqui vomitar as maravilhosas "verdades" de vocês.
A vida ainda há de lhes ensinar alguma coisa. A vida guarda muitas surpresas. Esperem e vão conhecer algumas. Espero que virem gente.

Anônimo disse...

Acabo de ler o comentário da monstra que chama a autora do post de "assassina". Moça, você é um monstro. Você não tem um pingo de generosidade, empatia, caridade. Você é um ser do mal. Devia ter vergonha de falar de Deus depois da crueldade e arrogância com que tratou a autora do post. Vá se confessar, rapidinho. Fala com seu Deus aí, e peça com todas as suas forças que ele não seja cruel como você, do contrário, quem vai queimar no fogo do inferno por toda eternidade é você.
Que tipo de pessoa essas religiões estão formando???
Deus nos livre dos religiosos!

Anônimo disse...

Enfia teu deus no c*. Comparando estupro com ser demitida. Que o diabo te carregue, malditx!

Anônimo disse...

Bom, pelo menos não podemos acusar os religiosos de serem incoerentes...

Pensem bem... na verdade eles não estão preocupados com as "vidinhas" e os pobres bebezinhos... (cara, alguém ainda acredita que isso é sobre a vida e o bem estar infantil????).
A guerra contra o aborto e contracepção NUNCA foi sobre vida, mas sempre foi PUNIR o sexo - principalmente - PUNIR AS MULHERES POR FAZEREM SEXO!!!! Mesmo quando o sexo foi feito contra a vontade da mulher, como nesse caso.

A maternidade sempre foi e sempre será a forma mais eficaz de subjugar uma mulher. No caso do filho indesejado (aqui especificamente resultado do estupro) é a lembrança constante de que ELA pecou, ELA errou, ELA é impura e suja... e pessoas que erram e pecam devem ser sumariamente e cruelmente punidas para servirem de exemplo aos fiéis...

Punir, perseguir, torturar, degredar, odiar, guerrear, executar, causar pânico, dor, sofrimento, angustia e medo sempre foi - e é até os dias de hoje - a política das religiões!! Por isso que eu digo que religiosos não são incoerentes, eles só estão seguindo "a cartilha divina".


Jane Doe

Anônimo disse...

"Paola e demais idiotas que se julgam melhores que os outros: vocês são uns boçais. Ignorantes ou mal-intencionados. Aborto em caso de estupro NÃO é crime."

É SIM. Nenhuma forma de aborto no Brasil é permitida. Dizer que NÃO SE PUNE é diferente de dizer que NÃO É CRIME e existem consequências práticas do vernacular em um sistema legal em que as palavras têm efeito mortífero sobre as leis, como qualquer estudante de primeiro ano de Direito já tem condições de saber.

Anônimo disse...

"Ninguém em sã consciência é a favor do aborto! Não acredito que alguém aqui quer que todas as gravidezes indesejadas sejam obrigatoriamente abortadas. Não, pessoas. Se alguém ainda não entendeu, não é isso que estamos discutindo aqui. "

Eu sou a favor do aborto e minha consciência é plena.

Acho escroto demais isso de "ninguém é a favor do aborto". Como assim? Se eu engravidar de um estuprador ou em um momento em que filho na minha vida vai ser uma tragédia, é claro que eu vou ser totalmente a favor do aborto. Posso até fazer uma carinha de trauma depois porque né, pega mal você se livrar numa boa do problema sem nenhum trauma, então que tal pararmos com essa hipocrisia?

Anônimo disse...

Sou católica praticante e acho que a primeira coisa que temos que aprender é NÃO JULGAR. Não adianta apontar o dedo e dizer que não faria isso e tal se você nunca sofreu um estupro!Às vezes a pessoa que disse a vida inteira que não abortaria, aborta; e aquela que sempre foi a favor do aborto, acaba assumindo a criança. É o tipo de evento que muda a cabeça das pessoas. Adoção é uma possibilidade? Sim e não porque a pessoa pode não conseguir ver seu corpo de transformando por 09 meses!Acredito que caso seja obrigada a levar adiante uma gravidez assim pode até chegar ao ponto de cometer um suicidio.Caso deseje entregar o filho pra adoção, há a possibilidade sim de entrega-lo na maternidade!Sou assistente social e já vi mães que assinaram termo na justiça abrindo mão da criança e a mesma foi para o casal que estava na fila de espera da adoção! Só que antes a equipe multiprofissional do judiciário é obrigada a ver se não há NINGUÉM na família disposta a ficar com a criança. Porque a preferencia é manter a criança na familia (avós, tios, etc).

donadio disse...

"Além disso, pegar uns bons anos de cadeia, sendo que o carcereiro seria obrigado a colocar o estuprador junto com criminosos mais violentos E anunciar a eles que trata-se de um estuprador."

Pronto, mais um que acha que a solução para o problema do estupro é... mais estupro.

E que criminosos condenados podem ser instrumento de justiça.

Ê mundo.

donadio disse...

"Punir, perseguir, torturar, degredar, odiar, guerrear, executar, causar pânico, dor, sofrimento, angustia e medo sempre foi - e é até os dias de hoje - a política das religiões!"

É.

O único motivo pelo qual eles são "a favor da vida" é por que sem vida não há sofrimento. E o sofrimento dos outros é o alimento espiritual deles.

Anônimo disse...

Eu sou espírita e sou contra o aborto, nunca faria em mim, mas sou a favor da descriminalização, que cada um use de seu livre arbítrio e veja o que deve fazer. O Anônimo 16:32 mostra que é possível ser religioso, acreditar em Deus, e não ser um idiota.

Anônimo disse...

Anônimo 12:19: Cara, vc é mala. Aposto que é estudante de início de curso de Direito. Crime é fato típico, ilícito e culpável, punível não está na lista, mas e daí? Qual a diferença prática de não ser crime e não ser punível? Se vc não sabe (não chegou no semestre ainda), mesmo um fato que algo que não é crime pode ter ação penal iniciada, e só depois lá na frente a ação é extinta, como é o caso de vc matar alguém por legítima defesa.

Anônimo disse...

A opinião de um obstetra, da Organização mundial da saúde, de gente que se importa com a vida e a saúde das mulheres:
http://apublica.org/2013/09/lei-e-eficaz-para-matar-mulheres-diz-pesquisador/

Anônimo disse...

Eu queria entender a lógica por trás do pensamento "então vou sair matando por aí, já que a lei não impede ninguém de abortar!".

Precisa mesmo dizer a diferença? Quando uma pessoa é assassinada, eu penso na vida que ela perdeu; o que fazia, se tinha sonhos. Tinha alguém especial que ficou pra trás, chorando? Tinha filhos pequenos, que serão afetados pra sempre pela falta da mãe/pai?

Feto não é sujeito de direito. Ninguém sabe, ninguém viu. O cara não liga nem pras criancinhas da África, vai ligar pra feto? Ou alguém tem visão de raio-x pra saber se tem feto na barriga das desconhecidas por aí e fica "aaah que fofo!"?
Feto não desejado não é amado por ninguém, acorda. No máximo dos máximos a mulher talvez, TALVEZ pense nele de vez em quando. E só.
Ó a beleza do pai do Bernardo. O cara suportou a cria até a mãe do menino morrer. Nenhum parente quis a guarda, mesmo sabendo que ele era maltratado. Não ligam nem pras criancinhas vivinhas, ainda ficam dando a histérica por quem nem está vivo. Vão se tratar.

Anônimo disse...

E se a vida começa na concepção, de acordo com os pró-vida, porque não estão protestando nas clínicas de fertilização?