quinta-feira, 11 de setembro de 2014

GLOBO, NÃO SOMOS TUAS NEGA

Anteontem eu estava numa clínica, para mais um exame de rotina, e vi na TV o comercial para Sexo e as Negas, minissérie da Globo que estreia semana que vem. 
Eu nunca tinha ouvido falar. Ao ver o comercial, pensei: "Pode isso? Usar um termo pejorativo como 'nega' pra dar nome a uma série?". Também pensei, admito: 
"Pelo menos essas atrizes vão ter alguma chance de aparecer na TV", porque é absurdamente baixo o número de pessoas negras que vemos na televisão (uma concessão pública, só pra lembrar pela enésima vez) do país fora da África com a maior população negra. Não fiquei com a menor vontade de ver a série, mas não sou parâmetro: mal vejo TV mesmo.
Pouco depois de chegar em casa, fui checar o que os movimentos negros tinham a falar da série. Me surpreendi com a rápida mobilização. Já há três denúncias sete denúncias de racismo contra a série na Secretaria de Igualdade Racial (inclusive, a Globo foi autuada)! Uma página no Facebook propondo boicote nacional ao programa já tem quase 20 mil curtidas (as fotos das ativistas com cartazes foram tiradas da página). 
O Blogueiras Negras lançou um ótimo vídeo explicando por que a série é racista, e promete fazer outros 16 episódios de "AsNegaReal". O autor da série, Miguel Falabella, fez um desabafo no FB, e foi respondido por uma carta aberta assinada por vários movimentos negros. 
Hoje foi a vez de Cláudia Durans, candidata à vice-presidente pelo PSTU, chamar o programa de "lixo cultural" (leia seu excelente artigo). Ela propõe o boicote não só ao programa, mas aos patrocinadores (que ainda não sei quais são), já que "por trás da opressão está sempre o capitalismo". Diz Cláudia: “'minhas negas' é um daqueles 'bordões' ideológicos típico de machistas e racistas, divulgados particularmente por gente do setor social ao qual o autor se vincula". 
A narração do programa (assim como Sex and the City é narrado por Carrie) será de uma mulher branca, Cláudia Gimenez. Só mesmo uma visão muito colonialista pra colocar uma branca pra narrar o cotidiano de mulheres negras.
Tem dez anos que a Globo lançou a primeira novela com protagonista negra, Da Cor do Pecado
Quer dizer, repare no título. A novela não emplacou, e Thaís Araújo "foi gradativamente perdendo o protagonismo para uma personagem branca", como lembra Cláudia. Mas olha só como as coisas mudaram. Na época, se houve protestos dos movimentos negros (afinal, uma novela com protagonista negra se chamar "da cor do pecado", reforçando o clichê da exploração sexual a que mulheres negras estão submetidas há séculos?!), eles não chegaram à grande mídia. 
Ou talvez eu que não estava prestando atenção. De todo modo, é inegável que hoje os movimentos negros são muito mais numerosos e fazem mais barulho. Conquistaram sua voz. E isso é espetacular.
Portanto, respeito e confio no posicionamento das mulheres negras que estão protestando contra Sexo e as Negas
Se há alguma dúvida sobre como a televisão brasileira, em especial a Rede Globo, (mal)trata o negro e, principalmente, a negra, é só ver o excepcional documentário de Joel Zito Araújo, A Negação do Brasil (aqui, da parte 4 pra frente; aqui, inteiro).
Vou contar uma historinha que já contei antes. Quando um filme que eu amo, Silêncio dos Inocentes, foi lançado, em 1991, houve muitos protestos de movimentos LGBT. 
No grande thriller, vencedor de cinco Oscars, há um psicopata que sequestra moças gordinhas e tira-lhes a pele para costurar uma "roupa de pele" que ele possa vestir. Ele é retratado como um homem que tentou fazer uma cirurgia de mudança de sexo, mas foi recusado nos testes psicológicos. Numa cena especialmente problemática, ele, em drag, dança diante de um espelho, escondendo seu pênis. 
Na época, eu -- que sempre fui feminista e anti-preconceitos -- achei os protestos LGBT ridículos. Afinal, não pode ter um vilão transsexual? Eu fui uma das que repetiu "Ain, só pode ter vilão homem branco hétero agora?" (que vergonha). Levou algum tempo até que eu percebesse que opa, péra lá, quantas personagens trans eu já vi no cinema? Que papel elas faziam? Como eram representadas? 
Não foi difícil constatar que, até 91, pouquíssimas personagens trans mereceram ter qualquer espaço nas telas. E as que chegavam lá eram sempre ora vilãs, ora caricaturas, feitas pra que a gente, do alto da nossa "normalidade", risse delas. Não é que houvesse centenas de personagens trans (como há milhões de personagens cis) e, lá no meio dessa multidão, havia uma trans do mal. É que, quando foram fazer uma personagem trans, em Silêncio, optaram por fazer uma trans do mal!
A mesma coisa com mulheres negras, que não aparecem no nosso cinema nem na nossa tevê. Se houvesse bastante representação das mulheres negras na TV, no cinema, em toda a mídia, talvez a minissérie passasse em branco. 
Como não há, Sexo e as Negas vem fazer companhia a uma velha tradição racista que ou estereotipa as negras (e os negros também), ou simplesmente as apaga, como se não existissem. 
Uma coisa é certa: você nunca vai ouvir falar de uma série chamada Sexo e as Brancas.

E, pra terminar, ontem Vitória Trescastro, estudante de Jornalismo da UFPel, me enviou este texto:

A DESVALORIZAÇÃO DAS NEGAS
A estereotipação da mulher na televisão brasileira é um problema atual e recorrente, e a estereotipação da mulher negra é maior ainda. 
Em praticamente todos os programas, a mulher negra é retratada com empregos de baixa renda, usa um português considerado não culto, e só pensa e procura futilidades – não que haja problemas em qualquer um desses itens, mas por que a mulher negra nunca é vista como empresária de sucesso? Por que a mulher negra nunca é vista como intelectual? 
No novo programa da Rede Globo, Sexo e as Negas, a discriminação começa no nome: a sexualização da mulher fica mais aparente ainda. Não apenas a mulher negra – mas muito mais ela – sofre com isso. Todas nós, mulheres, sofremos com a desvalorização do nosso gênero na televisão. As mulheres são muito mais vingativas, traídas e traidoras nas telenovelas; e quando há uma libertação sexual, o ato se torna um fetiche masculino – tudo gira em torno do prazer e da ascensão do homem. 
O mundo é machista e a TV faz questão de concretizar isso, menosprezando a luta diária do movimento feminista, fazendo as militantes parecerem radicais e tolas. Talvez o lado mais triste seja ver mulheres concordando e reproduzindo o machismo imposto pelos grandes monopólios midiáticos e pela sociedade, baixando a cabeça para o preconceito e concordando que pensam em futilidades.
O problema não é pensar em futilidades, mas estereotipar a mulher como ser inferior, fraco, burro e fútil, que não é capaz de ocupar cargos importantes, que não consegue obter sucesso profissional, e que para ser plenamente feliz precisa de um homem. É visível a falta de entendimento de artistas como Miguel Falabella, que acham que podem ser ativos em um movimento que não lhes pertence.
Esse preconceito do escritor não é de hoje. Se voltarmos um pouco no tempo, o mesmo que hoje que escreve uma série -– ofensivamente -– intitulada Sexo e as Negas é quem inventou o bordão “Odeio pobre”. Falabella é branco e de classe alta, faz parte da “elite cultural” do país, é um formador de opinião que branda aos quatro ventos o seu preconceito enrustido contra as mulheres, os negros, os pobres, e se orgulha de sua "loirice aristocrática". 
Fico imaginando por que nenhuma das mulheres “protagonistas” na série (muitas aspas, pois a protagonista é, na verdade, Cláudia Jimenez, uma mulher branca) tem uma profissão de maior poder e prestígio. Às negras, parece dizer a TV, só resta o poder do sexo. É mais uma demonstração de como esse pensamento retrógrado, machista e elitista está incrustado na nossa sociedade.

105 comentários:

Raven Deschain disse...

Puts. Nem tinha visto isso. Puts. Que cagada. Tb não assisto tv. E justo a emissora que mais malhou a menina que chamou o jogador de macaco?

Anônimo disse...

minha nossa !! vçs procuram machismo em todas as esquinas, concordo que é racismo. mas, se não gosta não assista ! simples assim, eu não gosto de novelas, logo eu não assisto. ao invés de reclamar da globo pq simplesmente não param de assistir.
quando a audiência cair os programas mudam, só ficar de mimimi não adianta,tomem uma atitude. outra coisa parem de transformar tudo em machismo, esse caso é racismo !
não misturem e deturpem.

Patty Kirsche disse...

Olha, vou dizer uma coisa... Eu sempre achei o Miguel racista. Nunca gostei das produções dele; sempre achei caricatas. Mas não é por essa razão que eu via o racismo. Na novela "A Lua Me Disse" tinha duas personagens negras que "não queriam" ser negras e adotavam apelidos de mulheres negras famosas. Sim, isso pq não gostavam de ser negras. Acho que uma delas havia adotado Whitney, em referência à cantora mesmo, e acabou fazendo amizade com a personagem da Débora Bloch, que era racista. E essa Whitney gostava de ficar com um rapaz branco por causa de suas "veias azuis". Bom, tudo isso pra reiterar aquela ideia de que o maior racismo é do negro, que é uma forma de dizer que esse é um problema que negros devem resolver. Ou seja... Pelo menos dessa vez houve uma grande mobilização. Podemos pelo menos ter esperança.

Verô! disse...

Concordo com você, Lola! Eu confio na palavra das mulheres negras e se elas dizem que a série é racista eu paro para ouvi-las! E digo mais, me dá gosto ver essa incrível mobilização dos movimentos negros. Sobre a série, faz muito, muito tempo que a Globo não tem minha audiência, entretanto, e me dirijo ao anônimo das 15:44, a Globo é, como bem lembrou a Lola, uma concessão pública e como tal, conforme reza nossa Constituição, deve cumprir uma função social. Ou seja, a questão é muito mais complexa do que simplesmente não assistir, a questão é que a Globo praticamente monopoliza uma concessão pública e com esse espaço ganha muito dinheiro e como se não bastasse ainda perpetua preconceitos. É por isso que um novo marco da mídia é um tema de primeira ordem a ser discutido. Sugiro que o anônimo, ou anônima, confira o site do Intervozes e leia um pouquinho antes de reproduzir esse discurso simplório.

Anônimo disse...

Falabella, nosso loiro nórdico que "entende tudo" de representação dos negros e outras minorias no Brasil.

Domingos Tavares disse...

Ao menos o personagem do Miguel Falabella em Sai de Baixo tratava-se de uma caricatura do típico classe média brasileiro, que é um sujeito preconceituoso, egoísta (ele chegava a ser estelionatário), que se acha da elite (sendo que o único que colocava dinheiro na casa era o personagem do Luiz Gustavo (Vavá), com as suas inúmeras tentativas de empreender) e tinha um forte complexo de vira-latas.

A direção do programa mostrou o seu preconceito mesmo foi em outrxs personagens, como a interpretada por Marisa Orth (Magda), que carrega toda uma carga de estereótipos negativos sobre mulheres.

Sem falar dos personagens pobres, como o do Tom Cavalcante (Ribamar), o da Márcia Cabrita (Neide Aparecida) e o da Cláudia Gimenez (Edileuza), que carregam aqueles estereótipos de pobre que normalmente são aplicados a personagens negros.

Anônimo disse...

verô, mantenho minha opinião de se vc não gosta de um programa pare de assistir. acho essa mobilização dos grupos negros muito interessante e torço para que tenha resultado.
mas, se todos parassem de assistir a globo ela iria a falência. não seria ótimo ? uma merda de emissora que só passa bobagens deixando de existir.
não concordo quando chamam de machismo pq pra mim isso é racismo, não sou obrigada a concordar com a lola e ninguém, se não gosta disso durma com seu problema.e faça um favor só sugira leitura quando te pedirem.

Mallagueta Pepper disse...

Ai ai... a gente explica, argumenta detalhadamente, falta pouco desenhar e ainda aparece gentinha burra e ignorante como o Anônimo das 15:44 com o eterno mimimi "ain, vcs exageram, veem machismo em tudo, nhenhenhe, as coisas não são assim, mimimi, vcs são umas chatas, blábláblá..." e todo esse discurso de gente reaça.

Claro, discurso típico de quem não sofre o preconceito e se acha no direito de dizer o que pode ou não ofender os outros. Infelizmente, é esse tipo de gentinha que elege nossos governantes.

Anônimo disse...

Eu chamo minha namorada de "minha nega" e não tem nada demais.

Anônimo disse...

Eu conheço um casal, em que o meu amigo chama a namorada dele, de origem oriental, de 'minha japinha"
E aee?!

Anônimo disse...

E o Pelé hem? ele fez alguma afirmações sobre o ocorrido com o goleiro do santos, e nas redes sociais tem um monte de branco de esquerda, querendo dizer como ele, negro deve se sentir.

Talita disse...

Outro dia vi o comercial da série e fiquei olhando pra TV meio que sem acreditar. O pior: quem fez está se achando super bem intencionado, não consegue ver que merda é essa... só lamento (e quero sair por aí com um martelo pra rachar a cabeça das pessoas pra ver se ajuda a entrar um pouco de informação rs).

Adorei saber de toda a movimentação do movimento negro, isso é muito importante. Não podemos achar normal esse tipo de coisa. Daqui a pouco vem o Pelé falar que "não é nada, onde já se viu reclamar?" ¬¬

Aqui tem um link do "A negação do Brasil" completo: http://vimeo.com/95471812
Assisti essa semana pra uma disciplina de extensão que estou fazendo e parei pra pensar em muita coisa que eu nunca tinha pensado, muito bom mesmo!

Lizi Edler disse...

Anônimo,

É muito comum que haja intersecção de preconceitos, especialmente, quando um indivíduo que sofre dupla opressão socialmente (no caso, pelo gênero e cor) está sendo representado na televisão. Há racismo na medida em que o negro é estereotipado e reduzido nos termos explorados pelo texto, assim como há machismo nos momentos em que a mulher é retratada como fútil, burra, menos capacitada. E isso não é uma crítica exclusiva a essa série, entende-se a grande parte das produções na televisão, cinema... É só observar mais atentamente para perceber.

Mas, é claro, você não precisa concordar. Apenas quis expor minha opinião.

Anônimo disse...

malagueta, alguém te perguntou algo ?
se não concordar com vçs somos todos ignorantes, só pq não acho que seja machismo não te dá o direito de me chamar de ignorante, isso vc que está sendo por não saber respeitar a opinião de outra pessoa.

te desejo educação no futuro, abraço

Anônimo disse...

meu namorado é branco e chamo ele de meu braquelo, sou racista ?

lola aronovich disse...

Jura, anon do mimimi, que vc vai responder cada comentário com "alguém te peguntou algo?" Tá ficando ridículo. Vc está numa caixa de comentários, onde as pessoas comentam, sabe?
E tentem fazer comentários mais inteligentes que "chamo minha namorada de neguinha e ela me chama de branquelo, somos racistas?"
Façam um esforço.

Anônimo disse...

lizi, interessante seu ponto de vista e muito bem colocado, e de forma educada.
eu acho que o racismo está mais evidente, e prefiro me posicionar contra ele ao invés do machismo, pq quando é um negro sendo retratado como bandido ou gari não causa tanto estranhamento a quem assiste, por estarmos "acostumados". prefiro ser contra o racismo sem me importar com o genêro.

Anônimo disse...

lola, faça vc um esforço em tentar deixar os comentários sem ataques, quem comenta não gosta de ser chamado de burro ou idiota.
eu acompanho seu blog desde o inicio, uma amiga que me apresentou eu nem sempre concordo com as opiniões mas, nunca ataquei ou xinguei alguém por esse motivo.
discordar sempre pode ser feito mas, sem ataques.
faça esse esforço.

Lizi Edler disse...

Anônimo,

Não entendi bem o seu ponto. Se você se coloca contra o racismo, isso impede que se coloque contra o machismo mesmo que ele esteja evidente?

Da mesma forma que a imagem do negro gari ou exercendo outra subfunção está naturalizada, a da mulher como objeto sexual (isso só para citar um dos milhares de exemplos) também está. Nas novelas, temos muito mais mulheres que são "esposas do dono da empresa", ou amantes dele, do que executivas, presidentes, ou em qualquer situação em que não haja dependência em relação a um homem.

Enfim, na minha opinião, é bem importante se colocar contra os dois.

Claudio disse...

Quero ver a glo.bo ser excluída da tv até o fim do ano, como fizeram com o Grêmio na copa do brasil.

Anônimo disse...

Li o artigo da Cláudia Durans sobre o assunto e achei que ela foi preconceituosa e machista ao criticar o seriado Sex in the City.

Anônimo disse...

lizi, eu prefiro me posicionar contra o racismo ao invés do machismo, pq acho um problema que me atrai mais. e vejo maior interesse em ser discutido, logo mais chance de ser resolvido. quanto ao machismo, não acho que se resolva com marcha das vadias ou mostrando os seios, cada um tem sua forma de protestar mas eu não faria isso. por isso não simpatizo com o feminismo, mostrar os seios na rua ou defender não ser julgada como vadia por ser promiscua seria me objetificar.

Mia Colucci disse...

Eu vi a chamadas na Globo já tinha ouvido falar que a série iria ao ar como versão de sex and city, mas achei muito pejorativo o nome e como ele fala nas chamadas "AS NEGA" como se fosse um deboche.
Tem gente falando que é a liberdade sexual da mulher, outros que é machismo. Muita gente falando que é frescura e que tudo agora é preconceito, não sei se vou mudar de opinião mas me recuso a assistir.

natalia disse...

Gente, a série nem começou. O nome é apelativo, claro, não há como negar isso. Li o desabafo do autor e me parece que se trata da vida de quatro mulheres negras, que vivem numa favela e sonham com um amor. Fato normal, a maioria sonha com isso, seja preto ou seja branco, viva numa favela ou num condomínio de luxo. Por isso penso que podemos assistir, pelo menos o primeiro episódio e se for, realmente, cheio de clichês, boicotar os próximos episódios.

lola aronovich disse...

Por quê? A Cláudia disse o que eu acho de SEX AND THE CITY também, ou pelo menos por que eu nunca me identifiquei com a série: é um grupo de amigas brancas e ricas que passam o tempo todo falando de compras e homens. Acho que a série tem algumas boas tiradas de vez em quando, algumas linhas e tal, mas não tem nada a ver com a minha realidade. Me poupe, ficar falando de sapato? Eu nem sabia o que era Jimmy Cho antes de ver alguns episódios da série.

Gle disse...

Mimimimimimimimimimimi... Nada contra quem quer se defender, mas pow, fica repetindo sempre a mesma coisa, que saco! O negócio é o seguinte, você não concorda com a postura da administradora do Blog, cai fora daqui! Ninguém é obrigadx a nada.
"Não gosta, não assiste." é a mesma coisa que dizer "Não gosta do blog, cai fora!".

Vamos ao post! Desde que iniciei meu ensino superior, me afastei da TV. Talvez pela internet me dar todo o suporte que buscava na TV (noticiários). Concluí o ensino superior e fui morar em uma casa que tinha TV a cabo da Claro, e adivinha? NEVER MORE REDE GLOBO. É lindo demais não precisar cruzar com os preconceitos da Globo diariamente. Nem sabia da série, mas já odeio. Na real, acho que eles não vão mudar o nome da série, infelizmente. A Globo tem MUITA GRANA e cala a boca de qualquer um! De qualquer coisa. Aqui no "BRAZEW" o dinheiro compra tudo, molhando a mão dos grandes tá tudo certo e não se fala mais nisso!
Como a Lola mesmo escreveu num post nesta semana: "ainda falta muito pra ter um Brasil mais tolerante e menos preconceituoso.".

P.s.: Também AAAAMO o "Silêncio dos Inocentes" :)

Mallagueta Pepper disse...

Anônimo 16:58, vc está expondo suas opiniões em um lugar onde pessoas leem e comentam. Se não aguenta, então corre pro colinho da mamãe e pede pra ela te fazer mingau.

Vc não tem respeito por quem é contra esses programas e reduz tudo ao simples "não gosta, não assiste". Como quer que eu te respeite?

Então, de acordo com o mesmo raciocínio, se não quer que te respondam, então não poste suas opiniões aqui. Elas não farão falta de qualquer forma.

Anônimo disse...

Quer mais discrminação que zorra total, mulher burra sexualizada, trans , negros. Tudo muito engraçado ZZZZZ fazer piada tudo bem afinal desde que o mundo é mundo todo mundo é motivo de piada,
mas já estão ridicularizando pessoas que são diariamente ridicularizadas e estereotipadas na vida toda.

Anônimo disse...

"Por quê? A Cláudia disse o que eu acho de SEX AND THE CITY também, ou pelo menos por que eu nunca me identifiquei com a série:"

falou a dona do conhecimento e verdade, lola só pq vc não entende de sapato, ninguém pode gostar ?

Anônimo disse...

Teve gente que defendeu miguel falabella pois ele está dando "espaço" as negras e ainda falando da liberdade da mulher. Mas vocês acham mesmo que a Globo que faz concurso pra negra rebolar nua na tv, vai fazer uma série que preste, vai rolar putaria e elas não vão ser vistas como livres nessa sociedade e sim como as mulheres negras putas.

Anônimo disse...

Eu gostei de sex and city mais ou menos é mais pra mulher de 30, pra quem gosta de uma série meio apimentada, é basicamente o que a lola falou só fala de homem, marido ou amante e compras.

Anônimo disse...

Eu mesma vendo a Globo com aquela garota, a covardia da Globo em colocar o foco numa pessoa só sendo que tinha várix falando macaco,inclusive um negro. Parece até machismo da globo

Mallagueta Pepper disse...

Agora falando sério, é um tremendo porre quando denunciam racismo/machismo/misoginia/homofobia/wathever em algo veiculado pela mídia e aí vem gente com o mesmo discurso batido "ain, se não gosta, não assiste" como se isso fosse meramente uma questão de gosto pessoal, como se não houvesse algo importante e mais profundo que precisa ser discutido.

Não dá pra ter paciência com quem tenta diminuir e desmerecer o preconceito que as pessoas sofrem dessa forma tão ridícula e infantil, como se a solução pra todos os preconceitos fosse simplesmente ignorar e fingir que eles não existem.

Anônimo disse...

Sou negra, e honestamente, as chamadas não me incomodaram tanto, e vou esperar a estreia pra ver como as personagens serão retratadas. O nome é ruim? com certeza, mas imagino que que a parte do "sexo" seja pra 'homenagear' a série original, e quanto ao "negas", não vejo como automaticamente racista, aqui na Bahia é muito comum o termo 'nego/nega' como forma usual e carinhosa entre conhecidos, e imagino que o mesmo ocorra em outros lugares. O fato de todas as personagens terem empregos 'baixos' é complicado, mas não sei como isso será abordado, então, por enquanto não pre-julgarei. Agora, a história ser contada por uma branca, aí é de doer mesmo.

dani disse...

Globo machista e racista, homofóbica, zorra total só vive com mulheres com vestidos curtes e burras. tinha até um personagem de viviane araújo que subia escada pra o homem olhar a bunda dela.
Coisa nojenta.

Anônimo disse...

Miguel falabella péssimo autor todas as novelas dele foram fracassadas, apesar de ter gostado de saí de baixo.

Anônimo disse...

Miguel falabosta , quem é ele pra falar da vida da mulher negra.

Anônimo disse...

Não sei de um lado falam da liberdade da mulher, mas eu dúvido muito não vai ser interpretado assim. Até porque a maioria dos brasileiros são preconceituosos.

Anônimo disse...

No exterior tem feministas regulando propagandas machista aqui no BR deviam fazer o mesmo, a maioria dos publicitários são homens e machistas.
na tv também mas já iam dizer que não pode falar mais nada agora que é preconceito.

Anônimo disse...

O homem branco cis hétero diz que não vê nada de preconceito mas demonstra isso nos pensamentos argumentos atitudes.

Anônimo disse...

A mulher no brasil e no exterior é vista como atrativo sexual turístico quando tinha no cartão postal bunda de mulheres ao invés de paisagem.
Por isso vai só reforçar nós mulheres como um atrativo pra divertir homens, chega disso, olha o que eles fizeram com nós, somos julgadas sem nem abrir a boca só por ser mulher e brasileira, chega disso!

lola aronovich disse...

Ha ha, valeu Thomas. admito que gostei do "Lola e Raven, o recalque de vocês bate no meu abdômen trincado e volta". Ri bastante.


Anon aí defensora de Sex and the City, favor apontar onde no meu comentário está escrito que vc (ou qualquer outra pessoa) não pode gostar de sapato. Ou de só falar de sapato. Eu só expus meu motivo pra não ser fã da série. Isso é ser preconceituosa? Porque 4 mulheres brancas e ricas que passam o dia todo falando de sapato precisam muito de defesa, viu?

Anônimo disse...

Tem que fod*** o Grêmio mesmo. A torcida organizada chama os colorados de macacos desde sempre e nunca tomaram providências.

Anônimo disse...

"ai se não gosta simples, não assiste!"
"ai ai uiui, só pq você não concorda comigo não precisa ser grossa!"
"ai lola você como dona do blog não deveria deixar pessoas ofenderem nos comentários!"
"ai não concordo com você e isso aqui não é um debate, sou só eu ficando ofendid@ com quem não concorda comigo!"

cara, dá um tempo.
vai lá no bebedouro e volta pra hora da sonequinha do jardim de infância.

Anônimo disse...

Domingos Tavares, é isso que os reacinhas falam, que o personagem de Fallabela no Sai de Baixo é uma caricatura do classe média sofre, blablabla. Mas vcs esquecem é que todo mundo ria era das piadinhas que ele fazia sobre pobres, não da caricatura que ele representava. Então o personagem servia para ele falar o monte de bosta preconceituosa na tv fingindo que era brincadeira. E quantas dessas pessoas que riam das piadinhas não pensavam exatamente como o personagem?

Anônimo disse...

Ai mimimimi e chamar de japa e de branquelo não é racismo, mimimim. Sério que esse "argumento" ainda existe? ê gente que não lê e não reflete.

Anônimo disse...

O michel Falabella sendo um gay, devia ser um pouco mais sensato

Anônimo disse...

"aqui na Bahia é muito comum o termo 'nego/nega' como forma usual e carinhosa entre conhecidos,"

Amiga(o), acontece que a série não é baiana, a conotação de "nega" na série não tem necessariamente a mesma conotação carinhosa da Bahia (sou baiana também), então por favor né. Como se a Globo fosse de repente adotar o linguajar baiano do nada.. hahaha. A não ser que a série se ambiente na Bahia, é o caso? Acho que não.

Outro argumento infatil que ando lendo é "ai se se chamasse O Sexo e as Brancas vcs veriam racismo também??" - a questão é, NUNCAAAAAA que uma série vai se chamar assim. Simplesmente porque ser branco, numa série de tv, é o padrão. Quando vc vê uma personagem mulher branca, vc vê uma mulher. Quando vê uma mulher negra, vê uma mulher negra. Se vc não entende isso vc vive em outro mundo, um mundo próprio que só existe na sua cabeça e de outros alienados.

Anônimo disse...

"Miguel falabosta , quem é ele pra falar da vida da mulher negra"

ANON 17h56, VOCÊ DISSE TUDO!!!

Anônimo disse...

"Porque 4 mulheres brancas e ricas que passam o dia todo falando de sapato precisam muito de defesa, viu?"

Ué, lendo esse blog eu tinha ficado com a impressão que todas as mulheres são oprimidas pelo patriarcado, não? Ou basta ser rica e branca para que isso acabe? E no momento que uma mulher é chamada de "fútil" por causa dum hobby que ela tem, sim, eu acho que ela precisa de defesa.

Aline J. disse...

Só pela frase "não sou tuas nega" já percebe-se que 'nega' é um termo pejorativo. É como se fosse "eu não sou tuas nega, logo sou superior, negras podem ser tratadas de qualquer jeito, mas eu, branca(o) não!"

Nunca vamos ouvir um "Sai daqui que eu não sou tuas branca".

No começo não achei nada de mais, mas aí eu parei e pensei né... Eu sou uma branca querendo dizer com o quê uma negra tem que se ofender de verdade. Aí eu só vejo comentários:

"chamo fulana de minha nega e ela não liga"

Sua namorada não liga, mas isso não te dá o direito de chamar as outras de "nega".

E a maioria que fala que não é ofensa, por ironia da vida, são pessoas brancas. O cara que diz que a namorada não liga quando ele a chama de "nega", o cara é branco e sua namorada é BRANCA.

Acho que já deu esse pessoal branco tentando cagar regra sobre o quê os negros têm que se sentir ofendidos ou não.

Anônimo disse...

Eu só tenho uma dúvida... Não seria essa série uma demonstração de liberdade sexual das mulheres?

Mas eu duvido que vá ser interpretado assim... Porque o "Miguel Fallabosta" disse numa entrevista que a série é sobre "Mulheres que gostam de sexo e querem ir atrás de homem", alguma coisa assim. Ou seja... Vai ser só isso? Mulheres que ficam correndo atrás de homem? Acho que pode ser interpretado também como tipo... Mulher só serve pra sexo e mais nada. Há várias interpretações. Não faço ideia de qual seria a certa.

Essa foi foda, hein? Série com protagonistas negras mas narrada por uma branca?

Anônimo disse...

Sawl

Prefiro NÃO opinar se acho racismo ou não porque a série ainda não estreou e prefiro primeiro ver pra depois comentar de forma positiva ou negativa.
Minha avó era negra(ela é falecida) e eu a amava muito e virava bicho quando alguém vinha falar merda racista perto de mim, da mesma forma que meu avô(tb falecido) era nordestino e eu não engolia desaforo de preconceito contra nordestino.
Quanto ao termo "nego, "nega", depende do contexto. Minha avó gostava de ser chamada de vó nega, kk, ela abria um sorriso lindo. :)
Mas, "nego", "nega", "amarelo", "branquelo" pode ser carinhoso ou ofensivo dependendo da INTENÇÃO de quem fala ou escreve!
Não vejo problema em uma série em que 4 mulheres estão em busca do prazer e do amor(embora NÃO seja o tipo de série que eu gostei, já falei e repito prefiro séries de ação e violência como: Breaking Bad, The Killing, Homeland, The Bridge e Game of Thrones, etc) mas sim a FORMA como isso é mostrado!
A série da qual "Sexo e as Nega" se baseou "Sex In The City" eu NÃO curtia(vi uns dois episódios e fiquei saturada)! Porque embora tivesse o lado positivo de quatro mulheres independentes e livres(cada uma do seu jeito) elas só falavam de homens(sim a gente fala, mas, parecia que na série aquelas mulheres viviam em função DELES!) e compras(sim, nós mulheres gostamos de compras, mas, não são TODAS que são compulsivas como elas!).
A série parecia que dizia o seguinte "você pode ser uma mulher independente, mas, SEMPRE será uma fútil pouco inteligente!"
A "adaptação brasileira" me incomoda(nas chamadas que vi) pelo fato das amigas serem TODAS de origem humilde(não é motivo de vergonha, mas, porque todas?), NENHUMA ser: médica, engenheira, cientista, empresária, executiva, etc, e de quebra TODAS se vestirem de forma vulgar e colorida(NÃO que seja errado se vestir da forma que quiser, mas, novamente a pergunta, porque TODAS tem a mesma forma de se vestir). Sem falar que é uma baita BOLA FORA a Claudia Jimenez narrar as aventuras das garotas em vista que no "Sex" americano quem narra é a PROTAGONISTA!
Enfim, apesar de algumas coisas que estão em incomodando na chamada e quase não ver nada na TV aberta(salvo o jornal da noite) vou dar uma "chance" no primeiro capítulo assim como tb darei uma chance para o Dupla Identidade em vista que esse tem MUITO MAIS minha cara!
O Falabella é uma autor super irregular(eu gostava muito do Sai de Baixo e do Toma Lá da Cá e odiei suas novelas - quando eu assistia tv aberta kkkk - e o tão aclamado Pé Na Cova - que de tão ruim torço pra acabar um dia, kk). Mas se a série for igual ao que tá nas chamadas prevejo um fracasso (merecido) retumbante.
O Zorra Total com seu humor rasteiro, vulgar, machista, homofóbico e racista já tá quase indo embora da Globo, só não foi porque trocaram toda direção e produção(quem quiser ver o resultado disso me fala depois, há muito tempo não vejo esta bosta! kk).
O "troco" em um programa, filme ou série ruim a gente dá na saudável SABOTAGEM deste produto e seus patrocinadores.


Sawl - always the rebel

Anônimo disse...

18:07, não acho que seja um problema termos fama de "liberais" (usei uma palavra bonita. O termo correto que tanto os brasileiros quanto estrangeiros usam é "puta"), acho isso ótimo. Ser puritana é uma bosta. O problema é que os caras acham que só porque brasileira é "tranzona" e pegadora, vão querer pegá-los também. Sabe, vão chegando, agarrando pelo cabelo, como se fosse uma boneca.

E não é bem assim, cadê a liberdade de escolha?

Uma vez eu tava na balada e já tinha ficado com uns três, aí chegou mais um me agarrando pelo braço e quando mandei cagar, ele me seguiu e ficou me xingando. E quando eu viajo pra fora do país, não é muuuuuito diferente não.

Então não, não acho que o problema seja a brasileira ser liberal. Acho que o problema são os caras que acham que só porque elas gostam de sexo vão querer fazer com todo mundo.

Anônimo disse...

OFF

Lola, você ficou sabendo disso?

http://www.brasilpost.com.br/2014/09/11/joao-antonio-donati_n_5804030.html

Alguém mostra isso pro 'Pastor' Silas Mala-Falha e companhia, que tanto insistem que não existe homofobia?

O mais engraçado é: "Suspeita de crime de homofobia". O menino SÓ foi encontrado com um papel escrito "vamos acabar com essas pragas" e o pessoal da polícia acha que tem que ser provado algo...

é sempre "suspeita de estupro" "suspeita de crime homofóbico"

Escrever "suspeita de assalto" ninguém quer.

Rosanna Andrade disse...

Gente, vou aproveitar a discussão do post para fazer uma pergunta sobre blackface.

Eu sei que é uma prática horrível, que estereotipa o negro, o rebaixa, e é muito utilizada no """humor"""" (vide o Zorra Total).

Recentemente eu vi dois casos que me parecem ser blackface e que me incomodaram, mas eu não sei se procede, ou se era algo aceitável para a caracterização do personagem.

Uma delas era o Tiago Abravanel, que para viver o Tim Maia em um Musical teve a pele escurecida. O mesmo aconteceu com o Rodrigo Santoro para fazer o Xerxes no filme 300.

Eu n sei se era blackface pq não era pra fazer humor, mas pra se aproximar das características físicas de personagens que existiram na vida real. Mas tbm aí não seria melhor escalar atores negros?

O que vcs acham?

Anônimo disse...

Curioso que aqui no Brasil, o único racismo que é encarado assim é em relação ao negro. Em outros países, você fazer afirmações raciais em relação a asiáticos, árabes etc. ainda que na forma de piadinhas (chinês troca o r pelo L, chinês, japonês e coreano é tudo igual, xing ling olhinho puxado) dá sim uma confusão do caralho. E eu acho bem certo isso.

Anônimo disse...

mais uma para o movimento negro se vitimizar.

Anônimo disse...

Da Cor do Pecado foi uma novela de muito sucesso, na verdade. Tanto que já reprisaram duas vezes, se não me engano. E a Thaís Araújo não perdeu o protagonismo, a vilã da Giovanna Antonelli é que roubou a cena, como sempre acontece com vilãs.

Maria Valéria disse...

Nao me surpreende isso vindo do Miguel Falabella, que deu uma entrevista em 1995 para a Veja,contando ( entre outras coisas ) que cuspiu numa senhora de idade que o abordou na rua no Carnaval.
Nunca gostei desse cara, nao vejo genialidade nenhuma, e jamais irei assistir a uma peca de teatro dele.

Anônimo disse...

Lola, o comentário do Thomas foi no outro post. Mas eu também ri.

Maria Valéria disse...

Agora falando sério, é um tremendo porre quando denunciam racismo/machismo/misoginia/homofobia/wathever em algo veiculado pela mídia e aí vem gente com o mesmo discurso batido "ain, se não gosta, não assiste" como se isso fosse meramente uma questão de gosto pessoal, como se não houvesse algo importante e mais profundo que precisa ser discutido.

Não dá pra ter paciência com quem tenta diminuir e desmerecer o preconceito que as pessoas sofrem dessa forma tão ridícula e infantil, como se a solução pra todos os preconceitos fosse simplesmente ignorar e fingir que eles não existem.


Adorei .matou a cobra e mostrou o pau.

Michelle Wise disse...

Por causa da notícia daquela racista que ofendeu o goleiro Aranha, a record foi nas ruas fazer um teste que demonstra com clareza como a população enxerga os negros:

Convocaram três negros bem sucedidos,um dentista,um modelo e uma empresária de grande sucesso e os colocaram atrás de um biombo.A repórter então falava as pessoas as características profissionais de cada um e pedia que lhes dissessem como eles imaginavam aquelas pessoas.

Adivinha? Brancos.

Apenas dois responderam negros e isso porque dentre os que disseram brancos tinha alguns negros.E outros que não permitiram que sua imagem fosse exibida.

E porque isso? A INFLUÊNCIA DA TELEVISÃO a começar com a GLOBO que em todas as novelas insistem em colocar o poder nas mãos dos brancos que são retratados como OS GRANDES em todas elas,são eles donos dos grandes papéis e cargos.

E quando resolvem falar de negros? Os favelados,os pobres,os ladrões e os coitados.E pior na tentativa de nos fazer acreditar que se importam com os negros resolvem retratar em algumas POUCAS exceções o racismo.

AS NOVELAS E OS FILMES,todos sempre criaram e criam a imagem de poder dos brancos e termina assim nesse teste que muitas vezes nem os negros acreditam que podem chegar muito longe ou que alguém negro possa chegar muito longe.

Anônimo disse...

Olha, eu gosto de alguns trabalhos do Miguel. Só acho que ele devia REALMENTE aprender mais sobre protagonismo e se colocar no lugar dele. Por exemplo, eu vi o musical Cabaret, dirigido por ele, e gostei bastante. Não me lembro de ter percebido nada racista ou homofóbico, ou machista. Belo contrário, ele coloca garotos lado a lado com as garotas do cabaré, de forma que não apenas as mulheres são sexualizadas. Isso, para mim, foi interessante. Claro, sendo o Falabella gay, ele tem mais propriedade para explorar personagens homossexuais, e talvez mais sensibilidade para evitar o preconceito. O que não acontece com personagens negros, pelo jeito.

Maria Fernanda Lamim disse...

engraçado, já vi outras feministas criticarem. Sex nd the City mas eu sempre gostei da série.
não acho que seja só sobre homens e compras, e sobre isso também, mas não só. a série abordou várias vezes questões como carreira, maternidade, terapia e até a relação com a cidade (Nova York ) de fforma bem inteligente.enfim,.minha opinião. :)
de resto, tb fiquei chocada com essa minissérie da Globo. péssima idéia. e o Falabella ainda se justificou evocando a "origem suburbana " dele:...tipo "esquece que eu sou homem e loiro, gente, eu nasci na Ilha do Governador". afe! :p

Mariane disse...

Miguel Falabella + série = preconceito e programa de qualidade duvidosa.

Anônimo disse...

Os comentaristas daqui são tão tolerantes com os discordantes quanto os do blog do Reinaldo Azevedo.

Lados opostos, mesma intolerância...

Anônimo disse...

Acabei de assistir uma chamada da série. E pra mim pareceu bem empoderador. Os homens diziam: ah mulher so quer casar, só quer alguém pra pagar as contas e bancar. E o narrador retruca: sabe de nada... E mostram cenas de uma.delas falando: quero só ficar e vc fica ai de boa. Não vi.racismo.
Ps: sou negra

Anônimo disse...

Ah o Thomas diverte...ele é mascu ou só machista mesmo? Pelo menos é educado e não escreve como o Arnold

Anônimo disse...

na propaganda tem um momento que me pareceu forçado, que me lembrou essa esquete aqui (em inglês, mas acho que dá pra entender sem o texto):
https://www.youtube.com/results?search_query=be+blacker

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Aqui da minha posição de "nem negra e nem branca" (porque no Brasil, a gente que tem a pele muito clara e cabelos crespos, acho que se identifica em certos momentos com os preconceitos sofridos pelos negros e em outros com os privilégios oferecidos aos brancos) fico achando que houve uma certa precipitação. Talvez assistir pelo menos o primeiro programa pra ver onde essa história ia dar, se haveria algo de positivo... Enfim...
Mas todo o respeito às pessoas que se posicionaram e meu total apoio à elas, afinal, só uma mulher negra, que sente na pele o que é ser uma mulher negra, pra ter esse lugar de fala da crítica ao que falam a seu respeito.

Anônimo disse...

Ele é muito "negro" cara, já sofreu preconceito ao entrar e sair de estabelecimentos, já foi revistado pela Polícia quando apenas estava voltando do seu trabalho, já foi chamado de macaco, já foi pré-julgado pela sua cor de pele, antes mesmo de avaliarem seu caráter. Ele entende muito cara, ela já passou por isso, você não vê? Se não abordasse um assunto tão sério, seria piada. É muito bom termos ao nosso lado todas as etnias, lutando e nos ajudando a acabar com o Racismo, que por sinal parece não ter fim, mas não é assim, não é, não foi, e nunca será desse jeito que iremos acabar com o Preconceito racial, "Sexo e as negas" que "negas"? Porque a negra tem que ser associada a sexo? Ela não sabe fazer outra coisa? Não trabalham em outro ramo? Só trabalham em serviços domésticos? Não existe negra médica, advogada, policial, professora, arquiteta, engenheira, empresária? A mulher negra, é só negra? Ela não é mulher? Eu sou negra, estudante, estou concluído meu ensino médio, pretendo prestar faculdade de direito, pretendo não, eu vou! E aí? O que tem a me dizer? Serei obrigada a ser doméstica porque é assim que a sociedade me classifica? Serei obrigada a ser fetiche erótico de homens porque é assim que sou vista? Como a "nega" boazuda que não serve pra mais nada a não ser fazer sexo e servir seu patrões brancos. Isto já passou da hora de ter um fim, já deu, nós negras, somos MULHERES, não somos produtos eróticos, seguimos a carreira que bem entendermos, de faxineira até executiva, nos deitamos com quem quisermos, não com aqueles que só nos querem para um momento de desejo e nada mais, nós mulheres negras somos conhecidas por sermos "fogosas", porque? As brancas não são? Porque não fizeram "Sexo e as Brancas", dizem que os negros gostam de fazer vitimismo, que reclamamos quando negros são colocados como moradores de periferia, domésticos, ladrões, prostitutas, traficantes e por aí vai, mas quantos negros nós vimos como protagonista de uma novela? Quantos negros nós vemos em propagandas comerciais? Quantos? Quantos? Dá até pra contar nos dedos, não é? Agora vamos ver do outro lado, quantos protagonistas brancos nós vemos? Quantos são apresentadores de programas? Aliás bem lebrado, eu particularmente não me recordo de NENHUM apresentador negro nesses últimos tempos, absolutamente nenhum, o negro no Brasil, sempre foi tratado como inferior, como bandido, prostituta, e o pior que muitas mais muitas pessoas pensam assim, e não adianta me dizerem o contrário, que não acreditarei, sabe porque? Porque eu sou Negra, eu sou mulher, eu já passei por isso, passo, e com toda certeza irei passar muitas outras vezes, aqui não estou citando uma coisa que "eu ouvi falar", "vi na internet", vi aqui ou vi lá, estou falando uma coisa que acontece comigo SEMPRE, e com muitas pessoas que conheço, tu pode até entender, se colocar em nosso lugar, apoiar, ajudar, lutar, clamar e implorar, porém nunca vai realmente ter esta sensação horrível, nunca vai ser humilhado por causa de seu tom de pele, só sente mesmo quem realmente é Negro, quem cresceu sofrendo discriminações, e que sofrerá até o último dia da sua vida, não é exagero não, isto é uma realidade, é triste, é angustiante, é humilhante, é insuportável, entretanto é a minha realidade.

Anônimo disse...

Sawl para Rosanna Andrade

O Tiago Abravanel teve que "escurecer" a pele mas foi pelo fato de ser mais claro que sue personagem verídico interpretado(o grandioso Tim Maia) mas ele revezava com outro ator igualmente ótimo o menos famoso Babu Santana(que aliás é negro, quanto ao fato de vc perguntar pq não escalar um ator negro.).
Não houve "blackface". Ele teve que usar maquiagem pra interpretar Tim Maia não houve falta de respeito e sim uma caracterização pra honrar o grande músico que foi Tim Maia.

No caso do Santoro, querida o Xerxes NÃO É NEGRO!! Ele é persa e se transforma em um semideus dourado. Portanto nem se cogita ter acontecido qualquer demonstração de blackface.
Quanto ao ridículo Zorra Total(embora eu não veja há um tempo) tem blackface SIM!!

Sawl - alwas the rebel

Anônimo disse...

Lola , me desculpe, entendo completamente a revolta dos grupos de mulheres negras, mas penso que poderiam pelo ao menos avaliar depois que tiver a estréia. Mas reitero compreender por causa do nome. TAmbém achei de mau gosto. Creio que li que a intenção está relacionada aquela expressão "não sou tuas negas", que possui a conotação de não reibaixar a mulher negra. Mas continuo achando ruim. Eu adoro Sex and the city e não acho superficial. Veja o caso da Sarah j Parker, ela é do considerado padrão de beleza? Não. Por isso acho que é exelo para as mulheres que se sentem desvalorizadas. Fora que há o empoderamento feminino, liberdade sexual, homossexualidade, discute a maternidade, etc etc. Nessa linha não vejo a "versão brasileira" como negativa. São protagonistas negras belíssimas, inteligentes e poderosas. Deve-se tomar cuidado com os discursos das redes sociais sobre o assunto. Observei junção de interesses de grupos reacionários (religiosos), bradando sobre o atentado a "moral e bons costumes", com uma série que fala de sexo. Quando há interesse grupos com ideologias completamente diferentes de repente se aproximam.

Anônimo disse...

quanta frescura e preconceito,a série nem começou,ninguém viu nada mas já afirmam que é racista e machista?
povinho bem arrogante e presunçoso,alguém perguntou para as atrizes o que elas acham disso?
porque estou vendo algumas pessoas negras que não ficam nesse mimimi todo,vendo racismo em tudo,não se ofenderam com nada.

dessa disse...

Eu vi a propaganda do sexo e as negas no dia que a torcedora do gremio estava na fatima bernardes onde todo mundo julgava a garota que chamou o aranha de macaco a garota pediu perdão sou gaúcha e sei que essa menina so entro na onda da torcida em gritar macaco foi um grande erro, dai me pergunto a menina errou, mas uma serie que tem uma super proprodução acha que ta tudo ok? Usar o termo as "negas" pode agora uma torcedora que abriu a boca na hora errada tem que ser lixada e se fuder claro ela tem que pagar, mas miguel nao vai ser lixado vai ganhar dinheiro com o preconceito nogento dele ja que a emissora que aborda o assunto preconceito é a que mais apoia essa sacanagem.

Anônimo disse...

Assisti o vídeo das Blogueiras Negras e concordo coma crítica do viés antropológico/zoológico.
Não achei certas escolhas do programa favoráveis, principalmente as estéticas (q idéia idiota foi essa de colocar cada atriz com uma cor de cabelo?!).
Mas, acho válido a crítica que estão fazendo de censura prévia, poderia ser resolvida com a boa vontade da emissora em mostrar o piloto, abrir espaço para crítica dos grupos interessados.
Outro ponto q acho perigo é a crítica de quem pode falar de tal gênero/cor/idade são autores dessa classificação. Ok, existe racismo, machismo e outros ismos e nesse ambiente é difícil vc conseguir com que autorxs negrxs/mulheres/minorias se sobressaiam, mas... Se a gente for pensar assim, quando que Harry Potter seria escrito (sem entrar no mérito da qualidade)? Teríamos Buffy? E Xena? E a Mulher Maravilha?
Vamos concordar que, apesar de todos os pesares e defeitos de casa uma dessas obras, elas são importantes na cultura pop e ajudaram a moldar (os sonhos) de uma geração (ou mais!), independente de quem as tenha escrito.

Anônimo disse...

Não assistir não vai fazer mudar alguma coisa Anônimo das 15:44.
O programa vai continuar lá passando a mesma merda.
E deve ser homem com certeza. O título da novela da cor do pecado era machista sim. Pra quê colocar no título da novela uma frase referenciando o corpo, coisa que já faziam na época da escravidão? "Elogiar" as negras unicamente pelo seu "corpo moreno cheiroso e gostoso", como dizia a música da abertura? Hein?
E a novela nem girava em torno da Preta, outros personagens tiveram depois papéis de mais destaque que o dela. como a Bárbara ( Giovanna Antonell) como vilã.

Anônimo disse...

Sou negra e achei bem esquisita essa zoada toda para uma série que ainda não estreou. Qual o problema do "nêga"? Sou nega ué, tenho vergonha disso não. Ou é pra ter vergonha e ficar ofendida? Xi... já já confiscam minha carteirinha de preta também.

Anônimo disse...

Eu só acho engraçado que aqui ninguém aceita que alguém tire conclusões precipitadas sobre o nome "putinhas aborteiras", "marcha das vadias" ou até o próprio "feminismo" sem antes saber do que se trata, mas pra julgar qualquer coisa fora do movimento somente pelo título é uma facilidade absurda, ninguém nem sabe como vai ser esta merda e já jogaram as pedras.

Eu sou negro e sei muito bem o que é ser chamado de macaco praticamente todo dia e continuo rindo toda vez que escuto isso, seria eu um racista?
Eu cresci ouvindo que chorar e correr pra saia da mamãe por qualquer besteira era coisa de maricas (já que aqui tem que desenhar tudo, maricas=fraco/chorão, não me refiro a homossexuais), essa "mamãe" pode ser a própria mãe, os órgãos de regulação, o governo, etc..

A vida é dura, a vida é foda, quem não aguenta pode ir beber leite quente, mas assim que terminar o leitinho vai ter um mundo inteiro esperando pra te massacrar, seja um trouxa que te chama de macaco, seja uma feminista te xingando em um comentário ou o maldito governo, que vai te cobrar 4 meses de salário em imposto pra ficar inchado e dar pitaco em tudo.

Paula disse...

ahh, gente... tem como não amar??

https://www.youtube.com/watch?v=JLUr88_TCcM

Raven Deschain disse...

O quê?? O Xerxes não é mais dourado? Agora que não assisto saporra!

Raven Deschain disse...

Falando em racismo, já tá lá o Pelé falando merda.



Abdômen trincado? Sério que ele falou isso? Huashuashuahsuahsua

Anônimo disse...

Anonimo das 18:35, não quis dizer que a globo adotaria a forma de falar baiana, só dei o exemplo e ainda citei que o mesmo pode ocorrer em outros lugares. Por isso acho que o termo nego/nega não é necessariamente racista, e vai depender muito de como for abordado no série. Vou assistir o primeiro episódio pra tirar minhas conclusões. Sou mulher negra, e como disse, as chamadas não me incomodaram tanto, vou esperar a estreia pra ter uma opinião mais consolidada.

Domingos Tavares disse...

@Anom das 18h26
Sim, é verdade. Os reacinhas classe média sofre se identificaram muito com o Caco Antibes, sem sequer perceber a caricatura. Basta trocar Dinamarca por Estados Unidos e veremos um exército de Cacos Antibes comentando nas redes sociais.

E aparentemente, os personagens pobres estavam lá para "homologar" as piadas sexistas e classistas que ele contava. Eu vejo o Caco mais como sendo a "cereja do bolo" do que como o bolo em si.

Mas, em minha opinião, a personagem mais problemática continua sendo a esposa dele, Magda. Foi como eu disse, ela carrega vários estereótipos negativos historicamente atribuídos a mulheres: burra, fútil, destrambelhada, etc. E as pessoas que assistiam ao programa riam da personagem, não das piadas que ela contava. E não tem como negar que as piadas envolvendo a Magda são extremamente machistas. Tão machistas que eu não consigo imaginar como as mulheres não se sentiam ofendidas com aquilo.

Anônimo disse...

Nem viram o produto ainda, que alias é uma obra aberta, quem disse que as protagonistas irão ascender socialmente ou não estão em vias de? Além do mais, ´negros não podem ser retratados também como manobristas, domésticas? Mas não é isso a lamentável realidade?Sim, entendo a questão da identificação, mas pelas chamadas não me parece que as personagens terão o caráter duvidoso, e sim serão mulheres empóderadas, para ficar no termo caro ás feministas.

Rafael

Anônimo disse...

Anon das 3:19
Cê falou um monte de coisa mas não disse nada. Qual é o teu ponto? Se vc consegue "sublimar" ofensas, esse é o teu jeito de lidar com a vida, não queira impô-lo a todos, até pq diferente do q dizem, racismo não acaba se a gente ignorar ele.
E de acordo com o dicionário: maricas= homem q se ocupa de trabalhos próprios (sic) de mulheres. Homem efeminado.

Quanto a quem não vê machismo na série, homens negros por acaso são hiperssexualizados na sociedade? Símbolo da "cor do pecado"? São constantemente associados com promiscuidade? Homens negros eram estuprados pelas senhoras da casa grande? Opressões podem (e geralmente) agem juntas

Maria Valéria disse...

Concordo com as críticas de " vocês nem assistiram ao programa e ja estão julgando " , ok, mas para mim não se trata do programa e, sim, do nome/ título dele , achei de um profundo mau gosto.
E confesso, que ja tenho um preconceito ao cubo com o MF, por declarações horríveis que ele ja deu em entrevista,, entao minha primeira reação vai ser achar que nada que venha desse cara vai ser bom ...:/

Ana Nazaré disse...

Sempre, a mulher sexualizada, mulher só é boa se tiver bunda! Tá louco...Isso não é gostar de mulher ! Pena que poucas pessoas tem consciencia..ainda bem q existem pessoas q c dedicam a apontar esses problemas...

Anônimo disse...

Lola, não sei se você está acompanhando o caso da torcedora que chamou o jogador de macaco.
Hoje tentaram colocar fogo na casa dela...
É óbvio que o que ela fez não é certo, tem que ser punida, responder a um processo, mas meios legais e não justiça pelas próprias mãos...
Pra mim a impressão é que esse escracho público é mais pelo fato de ser uma mulher pega fazendo algo errado do que necessariamente raiva da população por ela ser racista.
Não acredito que fariam tudo isso se tivesse sido um homem.
Aliás, tinha vários homens fazendo o mesmo, mas ela por ser mulher está pagando o pato praticamente sozinha né.

Anônimo disse...

Pra mim a impressão é que esse escracho público é mais pelo fato de ser uma mulher pega fazendo algo errado do que necessariamente raiva da população por ela ser racista.

vamos parar com paranoia?nem tudo é machismo!
lembram daquele cara que entrou na escola em bangu atirando em todos?
muita gente atacou a casa dele,os parentes dele e se ele estivesse vivo é provável que tentariam agredir o cara também.

Anônimo disse...

Fala de elitismo e opressão, mas acha que ser empregada doméstica ou trabalhar em profissões consideradas e rotuladas como "subalternas" é indigno. Sucesso, na visão de vocês, é ser empresário ou intelectual (para o critério de vocês, é claro).

"Que série elitista, colocando a negra como empregada doméstica, esse emprego indigno de pobre. Tinha que colocá-la como empresária."

A visão de sucesso de vocês é bem pobre, por ser elitista.

Vitor Ferreira disse...

Eu discordo um pouco do texto final, da convidada. O "odeio pobre" do Caco Antibes, era uma crítica a classe média/alta e falida, que "come sardinha mas arrota caviar". Caco Antibes era isso, muita empáfia, arrogância e classismo, de quem não aceita sua condição e se espelha em um padrão que jamais alcançará.

No mais, tenho minhas ressalvas sobre o episódio, mas prefiro deixar as críticas para as negras.

Luana disse...

Lizi, vc é uma mulher inteligente, n sei como vc tem tanta paciência pra argumentar com esse povo, parece jogar pérolas aos porcos...

Anônimo disse...

Se o Falabela fosse negro, o "Sexo e As Negas" seria ok?

Não seria preconceito também crucificar um autor antes mesmo de a série estrear, só porque ele é branco?

Eu acho bem pouco inteligente fazer isso. Porque no final é mais propaganda para a série dele, mais atenção ainda. Os movimentos são experts nesse tipo de desserviço.

homem branco hétero disse...

Se eu assistir essa série, estarei dando suporte ao racismo? Pergunta tola, mas é que apesar do nome ser ruim, eu pensei que talvez ela pudesse ter umas sacadas bacanas, vou dar uma olhada pelo menos no episódio piloto.
Entendo que devemos boicotar esse tipo de produto, mas a própria Lola disse que gosta de Silêncio dos Inocentes, posso gostar de Sexo e as Nega? Ou Bayonetta? rsrs

Anônimo disse...

Quando vi a chamada do programa pensei: anos e anos explicando aos meus aluno o teor da palavra nega e os motivos pelos quais não deve ser usada e a globo vem com essa. E o Migsuel Falabela, com seu "humor" pautado em proconceitos torna a perpetuar ódio. Queremos que a série seja excluída.

Erres Errantes disse...

""foi gradativamente perdendo o protagonismo para uma personagem branca"

A novela em que isso aconteceu não foi Da Cor do Pecado, e sim Viver a Vida, a primeira novela das 21 horas com uma protagonista negra, de novo Thaís Araújo.

Anônimo disse...

A novela em que a Thais Araújo perdeu o protagonismo foi uma das nove, do Manoel Carlos, e não Da Cor do Pecado

Beatriz Medeiros Noleto disse...

Se o Miguel Falabella é racista eu não sei, mas não tem nada a ver com o Caco Antibes. O personagem é tão ridículo que só deve ser interpretado como uma crítica bem ácida. E "participar de um movimento que não lhe pertence"? Como assim? Então é preciso ser mulher para ser feminista, gay para defender os homossexuais, negro para ser contra o racismo? Eu, hein. Eu não vi a série, nem tinha a intenção de ver, porque eu tenho preguiça da globo e de suas produções enlatadas e dos seus horários "depois da novela tal". Mas me pareceu que o uso do "negas" aí não era pejorativo, mas uma ressignifação. Uma paródia de sex and the city poderia ficar legal, na medida em que a globo consegue.
Então o título em si não é uma coisa ruim. Mas tinha que ser uma delas narrando, né? Aí eles cagaram tudo. Uma pena.

Beatriz Medeiros Noleto disse...

Concordo, anonimo 14:12

Anônimo disse...

Anônimo das 14:12, quem disse que tal emprego é INDIGNO? Ninguém, porque o ponto não é esse. O ponto é que há falta de representatividade do negro no Brasil. Há empregadas brancas e negras na vida real, assim como nas novelas. Mas é praticamente impossível ver negros em outros tipos de emprego na televisão. Não queira polemizar se nem sabe como.

Anônimo disse...

Beatriz acho que sim a pessoa pode muito bem participar de um evento que não lhe pertence mas querer mandar e dizer o que é e como é não da né?

Anônimo disse...

Sexo e negas é uma serie divertida e muito boa.O barulho negativo vem do próprio negro que acha que tudo é motivo de preconceito racial.Ratificando o que esta escrito no blog; a novela da cor do pecado foi um sucesso de audiência aqui no Brasil e consagrou a atriz Thais Araújo e umas das novelas brasileiras se não for a mais exportada para o exterior.

Anônimo disse...

Eu morei em outro país e os cidadãos estrangeiros se assustam com o péssimo exemplo a família das novelas da Globo e pensam que todos brasileiros são assim - me perguntavam pq será q somos assim ( eu nao sabia o que falar). Nas novelas até o mocinho ( herói) é infiel , a infidelidade é tratada como normal, comum e a pura realidade que as pessoas já estão achando isso normal e deixando os valores de lado " pq isso é normal , é a realidade" e entao vamos fazer na boa sem remorso. Diferente são as novelas turcas que passam o exemplo de amor e valores da família. Ninguém é perfeito, todos estamos sujeitos a cometer erros, mas nao devemos tratá-los como coisas normais , naturais e englobar isso de maneira simples e prática a nossa cultura. O imoral deve ser motivo de arrependimento e vergonha , deve-se lutar contra ele ou ao menos fugir, tentar superar e esconde-los dos olhos das criancinhas e famílias que estao vendo a TV