domingo, 10 de agosto de 2014

NO TEMPO DA VOVÓ ERA MELHOR. ERA MESMO?

No post sobre as mulheres contra o feminismo, a querida leitora NormalidadeRealidade deixou um comentário que faz pensar e rebate aquele velho pensamento reaça do "antes tudo era melhor"...

Foto meramente ilustrativa
Já que alguém falou aí do tempo da vovó:
Minha avó não teve uma vida mais serena sem o feminismo.
Sem estudo, ela viveu décadas com um monstro do qual ela dependia financeiramente. Ela viu os filhos passarem fome e teve todos os dentes arrancados aos 30 anos pra não dar despesa extra pro maridão, que gastava tudo com camisas de seda e sapatos lustrosos, pra ficar bonitão na esfera pública (que era toda dele), enquanto o mundo privado, da minha avó, era pura miséria. 
Assim: minha avó pediu para meu avô levá-la ao dentista (tinha que pedir, porque ela não tinha renda própria). Depois do orçamento, meu avô brigou com ela, disse que era muito caro. O dentista ficou horrorizado porque meu avô pagava tratamento sem pensar duas vezes sempre que uma das amantes dele precisava. Meu avô contratou então um "dentista" que arrancou todos os dentes da minha avó em casa mesmo. Minha avó conta que lembra do barulho dos dentes caindo num balde de metal.
Ela queria ser musicista quando era nova, comprou livros de música pra aprender a tocar viola, e meu bisavô a convenceu a jogar fora esse sonho porque ser violeira era coisa de mulher que não prestava. Quando ela tinha a minha idade, ela chorava porque tinha muita insegurança quanto à vida dela... Que obviamente seria casar e ter filhos.
Ela tinha sonhos, era linda, muito cortejada, inteligente, talentosa, e no fim ela teve que se reduzir à imagem da mãe e dona de casa, sofrida e sacrificada.
Meu avô se separou já depois que os dois eram idosos. Ele já tinha outros relacionamentos fazia muito tempo. Minha avó ficou sozinha, e ela podia cuidar da casa como bem entendesse, e cuidar da própria vida. 
Antes ela ficava o dia todo em casa, enquanto meu avô demandava as coisas para o conforto dele, tipo comida, roupa passada, cervejinha gelada ou café quente no quarto. E tudo o que fosse dela era frescura, né. Ela precisava estar sempre -- o dia todo -- a postos pra deixar a casa em ordem pro marido não reclamar (porque primeiro que ele não ia lavar uma cueca que seja, e segundo que era a obrigação dela). 
Ela foi mutilada física e emocionalmente, e teve sua personalidade tão multifacetada reduzida a uma maldita caixinha. Depois de já velhinha, quando meu avô foi embora viver com outra, ela se viu livre. Ela ficou tão feliz!
Sozinha, seu maior deleite era ter a casa só pra ela, sair quando bem entendesse, pra coisas importantes ou não, seja ir ao médico, seja pra ir jogar um bingo na igreja. 
E tinha também os pequenos prazeres como cantar -- lembra que ela adorava música? -- e falar consigo mesma, rezar, brincar com os netos, ver televisão comendo chocolate com os pés pro ar. Com os filhos adultos, e separada, ela pôde descobrir o que era ter tempo pra si mesma e aproveitar esse tempo. Descobrir o que ela gostava de verdade de fazer. O tempo dela voltou a ser dela, e ela pôde redescobrir que a felicidade dela também era importante.
A história da minha avó significa muito pra mim. Um dia pretendo escrever um livro sobre ela, porque a história é bem longa, bem variada, e me dá muita força.

Leia outros depoimentos para entender como não era melhor no tempo da vovó: não éramos felizes.

93 comentários:

Anônimo disse...

desonestidade pura dizer que antigamente todas as mulheres eram infelizes e depressivas,como se todas vivessem com monstros,todas apanhassem.
ainda hoje mesmo com o "maravilhoso feminismo",ainda tem mulheres que sujeitam a babacas,escolha delas.

Raven~ disse...

Minha avó e meu avô foram diferentes. Se amavam e sempre trabalharam juntos. Meu avô sempre ajudava.

Mas essa relação eu vi com a minha mãe e meu pai. Ela se destruiu por ele. E mesmo depois de separados minha mãe sente falta dele! Plmdds.

Esse tonto que acha que no tempo da avó era melhor, é só isso: Um tonto.

Não era melhor. Era só que ninguém reclamava de nada.

Anônimo disse...

Excelente, eu acho que só as histórias das 'avós que 'não precisavam do feminismo' daria um blog inteiro, um livro. Eu me lembro desse comentário, foi uma excelente idéia publicá-lo.

Bom domingo
Leila

lola aronovich disse...

Ahn, mascutroll das 12:15, por favor, aponte onde no post está a desonestidade pura de dizer que "antigamente todas as mulheres eram infelizes e depressivas". São VCS (e outrxs reaças do senso comum) que dizem que antigamente é que era melhor, quando havia a família tradicional, quando as mulheres não trabalhavam (mentira: mulheres pobres sempre trabalharam fora). "Naquela época", dizem vcs, não existia violência doméstica, estupro... Não que vcs se importem com violência ou estupro, mas vcs juram que "nos tempos da vovó" também não existia adultério, filhos fora do casamento, homossexualidade etc. Não há dúvida alguma que as mulheres hoje estão numa posição muito melhor que 40, 50, 60 anos atrás. Temos muito mais direitos e oportunidades hoje que "no tempo da vovó". Isso não necessariamente se traduz em "felicidade", já que felicidade é um conceito bastante relativo e pessoal. Mas é inegável que, para uma pessoa adulta, é muito melhor ser independente, ter sua própria renda, não depender do marido (ou da esposa) para fazer um tratamento dentário. Ou não?
E justamente porque ainda hoje existe violência doméstica é que o "maravilhoso feminismo" ainda está muito longe de se tornar obsoleto.


É verdade, Leila, dava um livro inteiro!

Anônimo disse...

Canso tanto de falar a mesma coisa q já devia andar com uma plaquinha na mão: só diz que "antigamente era melhor" quem não viveu lá.

Death disse...

A minha avó com certeza não tinha a menor saudades do meu avô.

Às vezes ele ficava numa onda meio deprê e botava umas músicas tristes pra ouvir durante o almoço ou o jantar, depois de comer todo mundo tinha q ficar na mesa, quem saísse antes dele terminar de ouvir as tais músicas deprimentes levava um belo tapão na cara.

Larissa Petra disse...

Coitada dessa mulher...
Minha avó querida, sempre conta casos bizarros da época dela que não tinham visibilidade nenhuma, violência doméstica, estupro, eram coisas que aconteciam e melhor "calar a boca pq senão oq as pessoas vão dizer."
Meu avô mesmo, era um cara super gente boa, mas achava errado mulher trabalhar, ele acreditava naquela "diferença natural entre os gêneros" que dizia que a função natural da mulher é ser mãe-esposa, e do homem pai-provedor...enfim, volta e meia o pessoal é saudosista e fica dizendo que antigamente td era melhor, mas era mesmo?! Só se for para se lembrar com carinho da juventude, das músicas, programas e coisas de antigamente, mas de resto...aa vida era difícil, em todos os aspectos, para as mulheres então...

Anônimo disse...

Olha que legal Lola, a notícia sobre os exames abusivos no concurso da agente de educação ganhou o mundo:

http://jezebel.com/women-must-submit-a-pap-smear-to-become-a-teacher-in-s-1619024357

Anônimo disse...

mascutroll.... sabe que isso n me ofende nem um pouco,qualquer um que discorde é mascu,normal.
sou mulher mas vamos fingir que sou homem para manter a ilusão de vcs.

não parece que vcs pensam que felicidade é algo relativo,não tem necessariamente neste post mas basta ver o mesmo que vc cita de mulheres contra feminismo, a raiva incrível que vcs sentem de donas de casa de antes e de hoje,chegaram a dizer que eram parasitas,inúteis e vagabundas que n queriam trabalhar(tudo em nome do respeito as escolhas das mulheres,claro).

está escancarado que vcs se julgam salvadoras do universo e que realmente estão autorizadas para falarem por todas as mulheres do mundo,então se vcs dizem que antes era uma merda está certo,todas sofriam horrores e o feminismo salvou a vida de todas.

vamos ver em quanto tempo aparece alguém para me chamar de burra e dizer q só quero chamar atenção de algum macho,apenas por n ser feminista e n engolir o que vcs dizem.
o respeito as nossas escolhas,é uma coisa muito linda no feminismo,fico emocionada.

Anônimo disse...

Feliz dia dos 'pais" a todas as mulheres que fazem este papel melhor que qualquer homem.

Anônimo disse...

No inicio da civilização humana, os homens ao fecundarem as mulheres de suas tribos, tinha o compromisso de buscar o alimento para sua cria e as mulheres, que devido ao processo de parto, não tinham como sobreviver sem a proteção e proveniência masculina. Eles poderiam ser como os machos de muitas outras especies, que fecundam as fêmeas, e vão embora, sem nenhum compromisso com as cias e progenitoras da especie.
, mas não, em nome da proteção da especie, eles criaram o patriarcado.

Feliz dia do patriarcado.

Anônimo disse...

Sai daqui, babaca.

Sara disse...

Tb adorei o comentário da Normalidaderealidade no outro post.
As mulheres mais novas não tem a menor ideia de como era difícil a vida das mulheres, mas o machismo era tão naturalizado que bem poucas se davam conta, dos absurdos de desigualdades que éramos sujeitas diariamente.
Fico pasma quando vejo garotas jovens dizendo q o feminismo não é mais necessário, se elas soubessem como era, jamais diriam tamanha besteira.
Eu creio q sou mais velha do q a grande maioria das suas leitoras Lola, mas fui educada de maneira até mais liberal, em vista da grande maioria das minhas amigas, e escutava delas coisas inacreditáveis.
Uma delas tinha muitos irmãos e irmãs, e o pai q desconfiava da mãe dela, mesmo sem nenhuma prova, espancava a esposa na frente de todos os filhos, humilhando-a de maneira brutal.
E nessa época isso não era digno de sequer ser levado as autoridades, e muitas mulheres passavam por isso como se fosse natural e parte da vida de uma mulher.
Se fosse só esse relato de uma amiga, já seria bem triste, mas infelizmente já conversei com várias mulheres que passaram por situações que hje seriam consideradas impensáveis.
Tenho tb uma mãe de amigos, um amor de mulher que eu tenho como amiga, em uma oportunidade ela desabafou comigo, como foi a vida dela, é de chorar.
Mesmo tendo uma profissão antes de se casar, o marido (que hje é bem velhinho) não a deixava trabalhar em hipótese alguma, e preferiu ver os próprios filhos passarem fome durante um período de desemprego, do que deixa-la trabalhar.
Ela desesperada com essa situação, começou a fazer costuras escondida dele, pois ele qdo descobriu a espancou e insultou os clientes que ela tinha, sem contar a parte sexual tb, várias diziam q os maridos não as procuravam, essa amiga disse q a última relação q teve com o marido foi aos 40 anos de idade, e elas tinham q se conformar com isso, e nem reclamar podiam, pra não serem chamadas de vagabundas.
Mesmo minha mãe que nem era muito machista, quando servia a mesa, era meu pai quem tinha q se servir primeiro, e nem pensar em pegar uma porção maior q a dele, isso era uma regra q estava implícita na maior parte das casas.
Poderia ficar horas me lembrando de situações machistas e injustas que no passado eram tão comuns.
Só posso lamentar q ainda hje não são todas as mulheres q lutam pelo feminismo, se elas soubessem...

Anônimo disse...

Verdade :)

Anônimo disse...

Ah é.... O mundo de hoje é perfeito, e não precisamos reclamar de mais nada...

Anônimo disse...

Saiu uma reportagem na Epoca http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI98917-15228,00-POR+QUE+AS+MULHERES+SAO+TAO+TRISTES.html

Afirma que o feminismo permitiu as muleres fazerem escolhas por elas mesmas e elas continuam infelizes. Diz que os homens "ajudam em casa"e mesmo assim elas estao infelizes. E temrina dizendo que bons eram os tempos da vovó, quando ela seguia o curso natural da vida. Ridículo.

Anônimo disse...

O feminismo vem revolucionando o sistema, fazendo as mulheres terem direitos que são delas realmente.
Porque cansei de ver o meu querido pai chegaando embreagado. Exigindo coisas da minha mae. Seja por uma roupa ou simples vontade de usala sexualmente. Depois de ter ficado com queria na rua. Humilhando minha mae.
Hoje gracas a Deus. ELa e protegida por lei.

Anônimo disse...

Eu estou sem paciência então me perdoem por minha resposta à "mocinha" das 14:37:

E AS CUECA DO TEU MACHO, JÁ LAVOU?
Não? Então sai desse face que ele tá esperando!

Anônimo disse...

ops, perdão, tenho uma coisinha a explicar:

*face: Normalmente quando no facebook tem uma mulher comentando alguma coisa (por mais que não seja assuntos de desigualdade e feminismo) sempre tem babaca pra mandar ela ir lavar a louça.
Eu sei que aqui não é facebook, só estou usando a frase 'clássica" dos babacas ;)

lola aronovich disse...

Ahã, acredito muito que você seja mulher, mascutroll das 14:37. E mascutroll nem é pra ofender, é só uma constatação: eu abrevio masculnista pra mascu (pena que ninguém mais se assume masculinista no Brasil; aqui mesmo no blog, nenhum dos mascus que comentam aqui se assumem mascus), e vc(s) vêm aqui pra trollar, logo, mascutroll. Considere até um elogio, porque perto dos adjetivos mais descritivos que a gente poderia chamar vcs, mascutroll tá no lucro. E, se vc for mesmo mulher, o que eu duvido, vc tem algo em comum com os mascus: vcs lutam uma longa batalha perdida contra a língua portuguesa, não? É requisito escrever tão mal pra ser machista? Bom, já que vc não conseguiu encontrar no post onde está escrito o que vc jurou que estava escrito, fica um outro convite: encontre aqui no meu blog um só post (um só, não precisa ser dois) em que eu chamo donas de casa de "parasitas, inúteis e vagabundas". Acho que vc está confusa(o): são os mascus e demais machistas que acham que donas de casa são vagabundas parasitas que não querem trabalhar, não as feministas. O que eu acho de donas de casa é basicamente isso e isso. Mas continue procurando no blog os posts em que eu falo mal de mulheres que não trabalham fora. Aproveite e encontre também os posts em que eu digo que odeio homens e que todos os homens são estupradores. É que me acusam muito de dizer isso também.

lola aronovich disse...

Sobre uma reportagem na Época, não sei se é a mesma, anon das 15:54, mas esse é um assunto bastante comum -- de que as mulheres eram mais felizes antes. Aqui tem uma reportagem de 5 anos atrás da Época. Escrevi sobre ela.

Mallagueta Pepper disse...

só diz que "antigamente era melhor" quem não viveu lá.

Frase perfeita, sem tirar nem por. Eu jamais trocaria os dias de hoje por 50 anos atrás. Acho que nem por 10 anos atrás. Só mesmo se o mundo estivesse atravessando uma terceira guerra mundial, infestação de zumbis, invasão alienígena, etc. aí sim. Mas fora isso, nem pensar.

E pra mostrar que o caso da avó da Lola não foi isolado, minha avó apanhou do marido por 17 anos. Ela casou novinha, foi estuprada na noite de núpcias do casal, ficou toda mordida, não podia trabalhar, estudar, já aconteceu inclusive de meu avô rasgar um vestido lindo que ela tinha ganhado de presente, isso entre muitas outras coisas.

Ele não punha comida dentro de casa e ainda reclamava quando não tinha nada pra comer. Quando casaram, eles moravam num barraco mixuruca porque nem um lugar decente ele pode arrumar. Os dois só conseguiram morar num lugar melhor porque ela ajudou lavando roupa pra fora e tb servindo de servente de pedreiro. Alguém consegue imaginar uma mulher baixinha (menos de 1,60m), magrinha e delicada carregando sacos de cimento e baldes de areia? E alguém consegue imaginar essa mesma mulher apanhando de um sujeito que devia ter quase 1,70m e era forte como um touro? Pois é. Era a minha avó.

Depois de ajudar a construir a casa com dinheiro e serviço, sabem o que aconteceu? De tanto apanhar, ela decidiu pedir o divórcio. Mas na época a coisa estava tão feia que ela acabou tendo que fugir. O que aconteceu depois? O Juiz deu abandono de lar e falou que por causa disso ela não teria direito a nada, mas meu avô resolveu dar a metade da casa por causa da minha mãe e fez isso como se fosse uma caridade. Anos depois ele ainda teve o atrevimento de jogar na minha cara que eu dependia dele desde o nascimento só por causa disso, sendo que ele nunca sequer comprou um saquinho de leite pra mim.

Aí vem masCuzinho dizer que bom era nos tempos da vovó. Bom pra quem? Só se for pros misóginos estupradores e espancadores de mulheres, que podiam fazer o que bem entendiam porque não tinha nem delegacia da mulher. Se eles acham que vamos abrir mão de todos os direitos que conquistamos pra voltar a esses tempos, então eu sugiro que eles se matem de uma vez porque isso não vai acontecer.

NECROMAYHEM disse...

''inda tem mulheres que sujeitam a babacas,escolha delas.''

não só isso. elas escolhem psicopatas mesmo, machos alfas são psicopatas. a unica solução pra nós masculinistas é nos tornarmos zetas men going their own way e boicotarmos a vida social e sermos solitários, ate porque esse é o unico jeito de não se submeter a esses alfas psicopatas sem parar na prisão.

Aline J. disse...

12:15, se vocÊ tem o direito de votar, fia, você deve isso ao feminismo. Se você pode trabalhar fora sem pedir pro maridinho querido, se você pode sair de casa, você deve isso à quê?

Se não existisse feminismo, você estaria sujeita à um homenzinho de merda pra sempre. "MIMIMI, isso só aconteceu porque os homens deram os direitos de voto para as mulheres" Não foram OS homenzinhos de merda que deram os direitos que nós temos. Esses direitos foram conquistados com muito barulho, porque se dependesse dos caras, aaaah, hahahaha! Ainda estaríamos na idade da Pedra.

É a mesma coisa dizer que quem deu direitos aos negros foram os brancos? Ou os héteros deram direitos aos homossexuais? Na boa, sai desse mundinho. Quem exigiu os direitos? Quem lutou para ter tais direitos? Então fim de papo, homem hétero branco e imbecil não deu direitos porra nenhuma para ninguém.

Recadinho, 12:15: Seja mamãe, seja dona de casa, seja a PQP, é a tua vida. Só que normalmente mulher que é contra o feminismo só tem as mesmas ladainhas que todo mundo já tá cansado: "família tradicional", "papéis diferentes", "submissão não é escravidão" e isso em si já prova que se você pensa assim, você é sim burra.

Se vocÊ gosta, vai fazer a comida do seu amo (caso você for mulher e não mascu com dor no cu) e se quiser, repense um pouco sobre o "feminismo maravilhoso" de você poder ser considerada um ser humano e não um pedaço de carne pra servir homem.

lola aronovich disse...

Só liberei o comentário do Maionese (Necroyman sei lá o que) porque ele se assume masculinista! That's a first! Aliás, se tem uma coisa que muita feminista concorda com mascu é que mascu tem MESMO que fazer greve de casamento, greve de relacionamento, ficar sozinho, não sair do porão da casa da mamãe. Sério, vcs nunca ouvirão uma feminista dizer "Não fale assim, case, seja feliz" pra um mascu. Damos total apoio a que vcs continuem exatamente como sempre foram -- anti-sociais, solitários, sem ser percebido por ninguém, nem mulher, nem homem.
E outra coisa positiva que se pode dizer do Maionese (e outros mascus como ele) é que ele nunca prometeu a ninguém que, seguindo o modelo de vida dele, o cara pode ser feliz. O Maionese deixa evidente o tamanho da sua miséria e frustração.

Anônimo disse...

Agora sou obrigada á ser feminista, só porque está na moda.

Anônimo disse...

" gracas a deus"? Uma feminista que acredita em deus... Que patético.

Hamanndah disse...

Anonima das 14:37

Ja apanhou hj?
Ja encontrou marca de batom na cueca do maridao hj?
Ja lavou as cuecas sujas de merda dele hj?
Ja ouviu o maridao lhe gritar chamando de burra e inferior hj?

Mulheres como vc merecem ser esposas de mascus

Ensine sua filha que ela merece menos respeito que os homens e prepare-se para ser abandonada pelo maravilhoso...quando surgir o primeiro fio de cabelo branco...quando ele encontrar outra otaria, mais nova, que queira aguentar o machismo dele

Sera seu merecido destino

Adeus, sua babaca e aproveita e devolva a consercionaria o carro que vc deve ter comprado - Sem autorizaçao do marido, seu titulo de eleitor, queime-o. Sua conta corrente, aberta sem autorizacao do seu marido, encerre-a

Sua vida, que so existe em funçao dele, se enterre em vida...
BABACA. SEJA BEM MALTRATADA E HUMILHADA POR UM MARIDO MASCU E O QUE VC MERECE

Anônimo disse...

Mascu troll!!

Hamanndinha do teclado afiado disse...

Nao, querida anonima das 16:58. Vc nao e obrigada a ser feminista, vc tambem nao e obrigada a entrar em detestaveis blogs feministas..perder seu precioso tempo...que poderia ser aproveitado para lavar uma louça, costurar um bolso furado, curar uma bebedeira do seu marido...ouvir grosseria dele...ser tratada com brutalidade e carinho zero na cama..Va. levar sua vida de desrespeito e humilhaçao e deixem as feministas hetero serem felizes com os homens feministas que AMAMOS. SAO DELICIOSOS

Expat Patronum disse...

Olha o que saiu na folha de são paulo:

http://www1.folha.uol.com.br/fsp/cotidiano/179979-reacao-de-alunos-faz-professores-pararem-com-piadas-de-cursinho.shtml

Destaques:

"O professor lembra quando uma aluna saiu gritando 'machista!' ao ouvi-lo dizer que não gosta de lojas de bijuterias"

Em uma parte da reportagem um aluno fala de "preconceito de classe", em outra uma aluna fala pejorativamente "aqui só tem riquinhas"

Acho a soberba e falsa superioridade moral de algumas pessoas incrível.

Mallagueta Pepper disse...

Anônimo das 16:58 e 17:02



Não, pobre criança inocente. Vc não é obrigada a nada. Apenas pedimos pra que vc não cuspa no prato em que come só pra pagar de "mulher direita perfeita pra casar" pros masCuzinhos, só isso.

Agora, se vc acha que o feminismo é um grande absurdo e não precisa dele, então abra mão de todos os direitos como estudar, trabalhar, votar, ter acesso a saúde, propriedade privada, ter acesso a delegacia da mulher em caso de agressão, etc. e aí sim vc vai poder xingar o feminismo a vontade. Mas se vc ainda quer manter todos esses direitos, então lembre-se de que eles só existem porque mulheres lutaram no passado pra que nós tenhamos esses direitos.

Ain, mas eu não pedi nada, mimimi, elas fizeram porque quiseram, mimimi, nós temos todos os direitos, mimimi, o mundo é lindo, perfeito, cor-de-rosa, purpurinado, mimimi, ninguem precisa do feminismo, mimimi...

Vc não pediu nada, mas está usando. Então pelo menos deixe a hipocrisia de lado e pare de usar os direitos conquistados pelo movimento que vc tanto critica. E se vc prefere acreditar que o mundo é lindo e perfeito, fique a vontade, mas não tente nos obrigar a acreditar na sua ilusão.

E sobre feminista acreditar em Deus, deixa eu te contar um segredinho: nós vivemos num país que garante liberdade religiosa pra todos. Vai querer cagar regras sobre o que as feministas podem ou não acreditar, é? Logo uma pessoa que não faz nada pelo movimento? Sério mesmo? Jura? Oi?


Cara, isso sim é patético elevado ao cubo. Dá até pena ver tanta alienação.

Fernanda disse...

Eu nunca vi um discurso feminista empoderador.

É só vitimismo atras de vitimismo. Sorry feministas, mas eu me recuso em ser apenas uma vitima.

Koppe disse...

Quando pais e professores eram pequenos tiranos
Mitos autoritários ou a educação pelo medo.

(Por: Juremir Machado da Silva)

– Antigamente era muito melhor.

Quase sempre que alguém fala assim está com saudade de algo que não existiu. Um dos mitos mais persistentes afirma que antigamente a educação era melhor. Esse mito sustenta que os alunos respeitavam mais os professores, aprendiam mais e saiam prontos para a vida. Outra vertente desse mesmo mito diz que a relação entre pais e filhos eram mais amorosa, mais respeitosa e mais saudável. Conversa fiada. Nostalgia incompatível com a realidade. Antes de 1968 – data em que jovens se rebelaram em vários lugares do mundo, a começar por Paris, contra o autoritarismo nas relações cotidianas –, a educação no Brasil era péssima. Em 1964, quando Jango foi derrubado do poder por propor reformas de base altamente necessárias, tínhamos 40 milhões de analfabetos. Não era o respeito que imperava em tudo, mas o medo.

O pai era o chefe da família. Batia nos filhos e mandava na mulher. O marido traído matava a infiel e era absolvido pela justiça por ter defendido a sua honra. O esposo traidor não era incomodado. Nas escolas, os professores humilhavam moralmente os alunos ou aplicavam castigos físicos como ficar de joelho em grão de milho, tampinha de garrafa ou ficar de cara para a parede atrás da porta. Eu vi isso em vários colégios. Eu sofri isso. Muito fui para trás da porta. Vi muito colega ser insultado. Lembro de um menino, o Canifa, pobre, sem concentração, mais preocupado com a carroça do pai.

– Guri burro – dizia o professor quando ele errava a resposta.

Os pais batiam nos filhos de cinta ou com o que tivessem à mão. O ensino era baseado na decoreba. Era preciso saber de cor a lista dos imperadores romanos e dos afluentes do Amazonas. Quem se lembra? Para que servia mesmo? Para a implantação de um sistema de hierarquia social, uma sociedade dividida entre os que tinham lido “A pata da gazela” ou sabiam quem escreveu esse livro e os que o ignoravam. Nada mais do que um artifício de classificação e de distinção social. A repressão predominava. Era uma glória saber que o filho homem já não era virgem aos 15 anos de idade, iniciado por alguma prostituta. Era infamante que a filha mulher transasse com o namorado. Dava expulsão de casa, surra, ameaças de morte, estigma, desonra. Era preciso mentir, esconder, trapacear. O moralismo apodrecia as famílias, que viviam atoladas na hipocrisia.

Os filhos gays viviam no pavor, na discriminação e no armário.

O pai e o professor eram pequenos tiranos. Deviam ser chamados de senhor ou senhora. Era preciso levantar quando o professor entrava na sala. Cantava-se o hino nacional em posição de sentido. As escolas eram pequenos quartéis. Não se ensinava o respeito, mas a obediência cega. Sempre que podiam, obviamente, os alunos desrespeitavam, rebelavam-se e insurgiam-se contra o engessamento das relações. Em 1971, em três escolas de certo lugar, alunos defecaram em cima da mesa da professora. As punições severas só resolviam aparentemente os problemas. As rebeliões de 1968 foram liberadoras de quase tudo. Surgiu um mundo mais complexo. Agora é preciso ganhar o respeito do filho e do aluno. Antes, era possível impô-lo pela força. Acabou.

A educação pelo medo não emplaca mais. Os defensores da pedagogia da repressão lamentam.

Vão ficar na lamentação. O tempo não volta atrás.

Fonte: http://www.correiodopovo.com.br/blogs/juremirmachado/?p=6264

Maria Fernanda Lamim disse...

Só diz que antes era melhor quem nunca conversou com a própria avó, fato. A minha , como a maioria, apanhou, foi sexualmente abusada, foi proibida de trabalhar...e foi muito guerreira, brigando com o portuga doido que era meu avo pra minha mãe poder fazer faculdade (ele queria proibir , pq achava que mulher não tinha que estudar).
Cresci ouvindo as histórias dela. E por ter crescido vendo tudo isso, minha mãe se tornou militante feminista nos anos 80. Pude ver como a vida dela(com uma carreira, um relacionamento mais equilibrado com meu pai, mais auto estima) foi muito melhor que a da minha avo. Qualquer mulher que observar esses exemplos na própria família vai ver que precisa SIM do feminismo.

Hamanndah disse...

Vc se recusa a ser uma vitima? Então se vc apanhar do seu marido, nap vai dar queixa dele, hein!

Anônimo disse...

Tá cheio de troll, aqui.

Anônimo disse...

Se o mundo de hoje é muito melhor doque o mundo de antigamente, então doque vcs ainda reclamam??? Pensem antes de falar!

Mallagueta Pepper disse...

A Fernanda não quer ser vítima? Então se for estuprada, nada de ir dar queixa na delegacia, fofa, isso é só pras vítimas.

É hilário ver essas mulheres (se é que são mulheres mesmo) cuspindo no prato em que comem, mas abrir mão dos direitos que elas tem nem pensar, né? Vivem bradando como doidas que não precisam do feminismo, mas vá tirar algum direito delas pra ver o que acontece! Vão gritar e espernear feito lunáticas.

Na boa? Quando gente assim fala que o feminismo não as representa, eu fico muito feliz porque eu jamais iria querer representar alguém assim. Nunca, jamais, sob hipótese alguma!

Anônimo disse...

Minha mãe andou dizendo que antigamente é que era bom. Mas assim que eu contei que se tivesse nascido na época em que ela disse que queria nascer ela ainda teria que ser casada com meu pai, porque não existia divórcio e nem poderia trabalhar fora sem a permissão dele... bom, digamos que isso foi o suficiente pra ela ver o quanto as coisas são melhores pra gente nessa época.

E Fernanda, vitimismo? Eu te sugeriria digitar "crimes contra mulher" no google e ver se é vitimismo mesmo, mas deixa pra lá. Se você quer ser durona, seja oras. Alguém aqui tá te obrigando a ser o que quer que seja? Vai fazer algo útil da tua vida ao invés de comentar em blogs de gente que você claramente não gosta.

Anônimo disse...

Meus avos se separaram na decada de 70 depois de mais de 25 anos casados. Minha avo sofreu muito com ele, apanhava, sofria humilhacoes, etc. No fim foi meu avo quem pediu a separacao. E todos os filhos, 5 mulheres e 3 homens na epoca jovens de 20 e poucos anos, se revoltaram com a minha avo (desculpa a falta de acento, teclado americano!). A coitada vivia uma vida miseravel e continuou vivendo porque os filhos nao aceitaram a separacao. Meu avo foi morar longe e nao escutava as barbaridades ditas pelos filhos. Depois de alguns anos minha avo arrumou um namorado e queria se casar de novo. Quem disse que os filhos permitiram? Fizeram um escandalo e proibiram minha avo de encontrar o pretendente. Hoje minha avo eh uma mulher extremamente amargurada e os filhos nao dao conta dela. Hoje eles se arrependem muito de nao te-la deixado seguir o relacionamento porque ninguem tem tempo de cuidar dela. As vezes nao sao apenas os maridos que destroem a vida das mulheres, alguns filhos contribuem tambem.

Anônimo disse...

Se ela tem que abdicar dos direitos conseguidos através do feminismo, sugiro que, na mesma linha linha de raciocínio, as feministas abdiquem de tudo que foi criado dentro da sociedade patriarcal por pessoas não feministas.

Arnold Sincero disse...

Dolores vc não vai socegar até destruir a família brasileira não é!??

Pois saiba q eu estarei sempre aqui conbatendo virilmente e te observando pra vc ficar na linha. Você joga baixo as véz e tenta me atingir pela família mas nãõ consegue pqeu sou mais esperto

Arnold Sincero disse...

Antigamente era bom sim pq as pessoa eram igual formigas sabiam cada uma o seu papel na sosciedade.

Raven~ disse...

Lola, juro que não entendo alguns leitores seus.

Cacete, a pessoa lê todos os posts (e não entende nada, convenhamos), vem aqui todos os dias e só diz: Seus posts são uma bosta!

Mas continua voltando, o que me leva a crer que essas pessoas gostam é de CHAFURDAR NA MERDA mesmo. Eu hein? Tem esquisito pra tudo.

Eu não curto Paulo Coelho. Em vez de ficar falando mal, o que é um puta desperdício de tempo e bem, ele tá cagando se eu gosto ou não, eu simplesmente não leio.

Mas enfim... Mulher ou não. Mascutroll ou não... O fato é que vc anda entendendo errado o que a Lola anda escrevendo e bem, isso é burrice sim, afinal ela é clara como um riacho.

Recomendo uns telecursos 2000 em história e interpretação de texto que não fazem mal pra ninguém.

Sara disse...

São inúmeras coisas que poderia lembrar do machismo avassalador do passado, mas este tenho q contar aqui, quem sabe abre essas cabeças fúteis q se queixam do feminismo.
Só EU no meu círculo de amizades, tive DUAS amigas que se suicidaram, jovens com um futuro pela frente, a querem saber o motivo?? pois era muito comum até na minha época, era porque a família havia descoberto que não eram mais virgens ou pior ainda que haviam engravidado.
Pode ser inacreditável mas era muito comum mocinhas se matarem por um motivo estúpido como esse.

Anônimo disse...

https://33.media.tumblr.com/faed7b96078912133f21bd3f68bc0225/tumblr_n9ltcbuVD11qazfcpo2_500.png

Capitão América já sabia!

Anônimo disse...

Mascuzeta das 18:48 então abra mão do computador e da medicina nuclear, que tal? É, porque a primeira programadora foi Ada Lovelace e quem descobriu a radioatividade (que possibilitou os exames de raio-x e a radioterapia) foi Marie Curie. Já que você é um macho honrado, que tal abrir mão de tudo que foi construído por mulheres que iam contra as vontades da sociedade patriarcal, como essas duas senhoras? Mas claro, você não entende que essa sugestão de abrir mão dos direitos foi apenas uma maneira de mostrar a essas moças ingratas que elas não teriam direito nem mesmo a serem consideradas seres humanos sem o feminismo. É só um mascu...

Arnold, por que essa preocupação com a família? Você não tem família mesmo. Pra que ficar se descabelando por algo que você não tem, e pelo andar da carruagem, não vai ter pq não vai achar nenhuma otária pra formar família com você? Se homens honrados vão fazer marriage strike e só quem vai casar serão feministas, liberais e capitães salva p*tas e, consequentemente, a família tradicional já tá perdida mesmo, pra que se preocupar com isso? Vai viver tua vida, ou melhor, vai arranjar uma vida pra ti e deixa o resto do mundo em paz.

Anônimo disse...

Você é bem desonesta lola,está negando que ouve insultos no post de mulheres contra feminismo? Eu não vi onde o anon de 14:37 disse que foi você especificamente que insultou geral.
Eu comentei lá e li tudo,continuo contra feminismo,vocês são tão paranoicas que acham que o mundo é dividido entre feministas e machistas.
Então se você não é uma sagrada feminista,só pode ser machista...Ótimos argumentos.
Olha ai o respeito as escolhas das mulheres,poço de hipocrisia.

yulia2 disse...
Vou resumir, essas que odeiam o feminismo são extremamente burras, alienadas( acha que antigamente não tinha traição, prostituição,e homem que batia em mulher), e preguiçosas pois não querem trabalhar, não querem crescer, quer um papaizinho pra sustenta-las. a verdade é essa!


Patty Kirsche disse...
Ah, mas não é só que são conservadoras... É que são burras mesmo. Olha quanta besteira elas escrevem? Isso é burrice mesmo; são anarfas de pai, mãe e dna.

Não sou feminista mas trabalho,não sou casada e moro sozinha e daí?
Se alguma mulher quiser ser dona de casa é um direito dela e vocês que ficam com mimimi de respeito as escolhas,deveriam é ficar quietas para honrar o que falam.
Se devo abrir mão do que feministas fizeram,joguem fora o pc de vocês agora,já que foi criado por um homem opressor.
Morem nas ruas,já que suas casas foram construídas por um homem,nem andem na rua,melhor voar,homens pavimentaram as ruas...
Argumento mais imbecil.

Anônimo disse...

De fato, o machismo reinante protegia homens violentos e para muitas mulheres a viuvez era um prêmio. Mas nem toda mulher era casada com psicopatas. Toda generalização é desonesta.

Anônimo disse...

O que é defender "virilmente"? Seria "machistamente"?

NECROMAYHEM disse...

''E outra coisa positiva que se pode dizer do Maionese (e outros mascus como ele) é que ele nunca prometeu a ninguém que, seguindo o modelo de vida dele, o cara pode ser feliz. O Maionese deixa evidente o tamanho da sua miséria e frustração.''

o simples fato de alguem acreditar em felicidade ja está sendo otimista e otimismo é muleta emocional não passa disso.

eu só creio que, uma vida como macho zeta mgtow, é muito mais tranquila e easy going do que uma vida voltada pro jogo sexual/social. eu vejo a masturbação como uma necessidade, mas não o sexo. eu vejo que todas as relações sociais são do aspecto dominancia/submissão e existe uma hierarquia entre os homens baseada no poder. a medida que o zeta vai abandonando a vida social, ele rejeita essa hierarquia.

lola, é ate bom voce achar que eu tenho que seguir esse caminho mesmo. pois por eu ser paciente mental, a psiquiatra horrorosa que sou forçado a me consultar, fica ate ameaçando me internar e dar mais medicaçaõ pesada só porque levo esse estilo de vida. quem dera se todo mundo na sociedade tivesse uma mente mais aberta como voce. eu não estou incomodando ninguem, apenas seguindo minha vida em solidão, parece que essas pessoas que trabalham pro sistema se incomodam demais com o fato de eu não me encaixar no padrão consumista.

parece que o numero de zetas está muito alto nos EUA, eu vejo que pelo menos 99% dos masculinistas la, são zetas. inclusive o elliot rodger não era masculinista pois ele nõa conhecia nada do ideal mgtow. a quantidade de informação mgtow no google é enorme, e aqui no brasil quase ninguem segue isso. com o aumento grande do numero de zetas la, se chegar a nível de 20% da populaçaõ masculina jovem, com certeza o poder dos psicopatas alfas vai cair totalmente, pois as baladas e bares vão ficar vazias e vai ter pouco beta pra eles dominarem ou espancarem, sem poder de dominação as mulheres vão virar as costas pra boa parte deles. talvez por isso, as elites globais(alfas) que controlam a psiquiatria, dão ordens pros agentes das elites(psiquiatras) punirem com mais medicação e internação todos que seguem o caminho do isolamento social, porque eles temem que o poder alfa diminua na sociedade, ate porque os mesmos são donos de multi nacionais e querem a economia se movimentando, os zetas não movimentam a economia. zeta é o unico caminho pra ajudar esse sistema ir pro buraco.

tem uns babacas adeptos do darwinismo social que comentam aqui, eles sempre apoiam o feminismo e consideram o masculinismo uma ameaça a evolução humana. o que é evolução humana? milhões de gays e transsexuais pelo mundo? alfas das elites forçando crianças inocentes a mudarem de sexo? isso não é evolução.

Anônimo disse...

Hoje ainda há mulheres com distúrbios psiquiátricos que passam por tudo isto e não tentam escapar.

Paula disse...

Loliinha!!!!

Deixei lá no seu Twitte... vejam esse filme, é maravilhoso e representa tudo que gente acredita!!!

https://www.youtube.com/watch?v=Wtdk6owFj2o

lola aronovich disse...

Continuo aguardando que vc aponte onde EU, euzinha, autora deste blog, xingo as donas de casa, as chamo de parasitas inúteis. Por enquanto quem está xingando aqui é vc, anon das 19:43, me chamando de desonesta. Eu que sou desonesta, e vc é quem não consegue apontar que eu disse qualquer uma das coisas que vc insiste que eu disse.


Maionese Necro, meu problema com sua doença mental é que, por causa da sua misoginia, vc acabe cometendo um atentado contra mulheres. Vc odeia toda a humanidade, tipo Elliot Rodger mesmo, bem típico mascu, sanctos, channers... Se o tratamento psiquiátrico é o que te faz não usar a violência física para descontar as suas frustrações na humanidade, então sou a favor desses tratamentos. Se apenas terapia e medicação não são suficientes para pessoas realmente doentes como vc e outros mascus, o que vc sugere?

Jéssica disse...

"joguem fora o pc de vocês agora,já que foi criado por um homem opressor"

Ada Lovelace criou a primeira linguagem de programação.
Grace Hopper criou a primeira linguagem de programação moderna, o compilador e cunhou o termo bug.
O primeiro computador, ENIAC, foi construído por mulheres (http://cdn1.sempretops.com/wp-content/uploads/computador4.jpg).

Se é para jogar fora as 'criações patriarcais', definitivamente o computador não é uma delas.

Jorge disse...

Feministas gostam de insultar a inteligência alheia,basta ver os comentários aqui dirigidos a quem não é feminista para ver o nível da loucura.
E muita coisa fica nas entrelinhas.

É certo que havia mulheres infelizes antes como também havia mulheres felizes em serem donas de casa(Minha avó por ex).
Então baixem a bola antes de pensarem que foram e são a salvação de todas as mulheres.
Ainda hoje existem mulheres felizes ou infelizes,sendo ou não donas de casas,com ou sem a ajuda de vocês.

É certo também que tiveram uma parcela de responsabilidade pelas mulheres poderem trabalhar mas PARCELA é bem diferente das mentiras que espalham,de que são TOTALMENTE responsáveis por isso,eu tenho certeza que a guerra e falta de mão de obra masculina/socialismo tiveram a ver com a história.

"Agora, se vc acha que o feminismo é um grande absurdo e não precisa dele, então abra mão de todos os direitos"

Se ficarem doentes,não tomem remédios,a maioria foi feita por homens,abdiquem de qualquer tecnologia,destruam seus celulares,pc,liquidificador,tv,dvd...
Se forem vítimas de algo,nem cheguem perto da polícia,lá tem homens!
Morem na rua,prédios,casas,quase tudo tem mão de algum homem opressor.
Não tomem vacinas descobertas por homens,morram com dignidade!

Absurdo né? Tão absurdo quanto esse pensamento babaca de vocês.

Felizmente achei uma mulher que não é uma feminista misândrica e pode ser um susto,mas ela trabalha! E mais absurdo ainda,é que ela não é minha empregada!!!!
E ambos cagamos para o feminismo/machismo,os dois são a mesma porcaria.

Continuem aí se consumindo na loucura e ódio.

Anônimo disse...

Sawl


Anônima RIDÍCULA e sem amor próprio das 14:37

Querida, NÃO somos nós que chamamos donas de casa de
"parasitas, inúteis e vagabundas que n queriam trabalhar" até porque TODAS nós mesmo as que tem maridos de ótimo caráter e prestativos, somos "donas de casa" de certa forma.
NÃO somos contra, NEM odiamos donas de casa(que trabalham somente em casa), nós reconhecemos que é estafante e exaustivo este trabalho.
Quem as ofende, caríssima IGNORANTE são os mascus misóginos que você por ser uma imbecil sem amor próprio está doida pra casar com um pra ser saco de pancada e de chifre sua otária!!
Mascus não respeitam NENHUMA mulher, ficam vomitando moral e regras que mulheres deviam continuar sendo como as de "antigamente" e no entanto batem no peito pra dizer que as coisas mais importantes foram por homens, mas, estes homens tinham liberdade enquanto suas valorosas mulheres ficavam PRESAS em casa lavando suas cuecas e esperando eles virem de algum bordel!!
Se quiser continuar sendo uma sem vergonha na cara e sem amor próprio, ABRA a mão de todos os direitos que conseguiu graças ao Feminismo que tanto despreza e case com um mascu que te trate como lixo que é o que vc merece!


Anônimo ridículo das 15:20

Enfia o "Feliz Dia do patriarcado" no teu rabo seu fracassado de merda!
Não estamos no "No inicio da civilização humana" estamos no SÉCULO XXI, seu mascu viadinho e babaca!

Para "Arnold Sincero"
Coitada da tua mãe que pariu um lixo como você!! Deixa de ser um moleque ressentido e fracassado aprenda a ser homem de verdade que respeita as mulheres, seu traste!!

Sawl - Always the rebel

Sara disse...

anon 19.52hs, de onde tirou isso???
Muitos homens não eram ruins com suas esposas, mas saiba q esses sofriam com as chacotas dos outros, eram considerados fracos e afeminados.
Mas quando um homem tratava bem sua esposa era uma benevolência particular dele, não era norma na sociedade.
No passado até mesmo nas letras de musica, literatura e nas artes em geral, a violência doméstica era plenamente aceita.
Posso me lembrar de várias musicas de muito sucesso onde mulheres eram mostradas sofrendo ameaças de morte por amantes ciumentos, como se isso fosse a coisa mais normal do mundo, e pior na realidade isso acontecia mesmo, e sem nenhuma punição da justiça.

Aline J. disse...

Jorgão, quem pediu sua opinião?

Anônimo disse...

Apesar de achar que esta é uma história particular (marido monstro), concordo que a vida das mulheres era muito pior antigamente.
Quem defende essa forma de vida (das antigas) é que tem preguiça de viver ou não muito amor à vida. Sentem que se acomodar não dá problema e por isso seguem com essa ideia.

Aline J. disse...

Agora sério, sr. digníssimo Jorge:

Você é tão burro que dá pena. "machismo/feminismo" tudo a mesma merda?

#SDDSPESQUISA.

Anônimo disse...

Sawl,

"feliz dia do patriarcado" é um deboche feminista contra o dia dos pais. A versão light brasileira do "#endfathersday" americano.
O anônimo das 15:20 provavelemente é uma feminista.

Anônimo disse...

Façam isso, fiquem enclausurados e casem uns com os outros.

Bizzys disse...

Vejo várias pessoas falando que "também existiam mulheres felizes antigamente", mas a maioria dos exemplos aqui é de mulheres que sofreram nas mãos dos maridos machistas.

A minha avó materna, por exemplo, foi uma delas. Ela morreu quando eu era muito nova, então quem me contou a história dela foi a minha mãe, por isso não tem muitos detalhes. Mas os danos causados por um marido machista estão lá, sim.

Meu avô era muito rígido com os filhos, as meninas nunca podiam fazer o que os meninos podiam. Ele costumava beber, chegar em casa alterado e bater muito nas crianças. Pelo que minha mãe contou, um dia ele tentou agredir a minha avó, ela estava na cozinha, pegou um pedaço de madeira em brasa, bateu nele com toda a força e fez com que ele caísse de uma escada pequena que tinha na casa. Meu avô não sofreu nada muito grave, mas depois disso, ele nunca mais tentou bater na minha avó. Não sei se ele a agrediu antes, provavelmente sim, mas não quis perguntar para a minha mãe.

Por causa dos gastos com álcool e outras dívidas, meu avô perdeu tudo o que a família tinha, inclusive a casa. Precisaram morar de favor por muito tempo. Minha avô ajudava com as despesas ganhando dinheiro com costura e cozinhando para fora, mas era uma vida muito difícil...

Meu avô morreu muito antes de eu nascer, não sei como a minha avó viveu desde a morte dele, provavelmente melhor, mas tendo que batalhar muito para criar 6 filhos.

Não consigo imaginar como alguém pode dizer que viver dessa maneira pode ter sido "bom".

Arnold Sincero disse...

E só pra constar Dolores eu sou mascu e sempre ademiti isso aqui.

Anônimo disse...

Vocês é que não entenderam nada: antigamente era bom pro macharedo que podia cometer todo tipo de atrocidade e nada acontecia com eles.

Anônimo disse...

Esse post me fez lembrar de uma vez que eu estava na praia com minha filha e minha avó. Ela gosta muito de conversar viu uma outra senhora sorridente na areia e perguntou... -A senhora é viuva. A mulher disse que sim e minha avó completou. -Eu sabia, da para ver no seu rosto a felicidade.
Guardo essa conversa esperando ser feliz independente do meu estado civil.

Hamanndah disse...

Isso me lembra a avo de uma colega de trabalho. Ela dizia que a mulher tinha que ser uma puta na cama para satisfazer o homem. Minha colega entao perguntou-lhe que, sendo assim, ela deve ter tido muitos orgasmos. E ela respondeu, perguntando o que era isso? Minha colega, então , ensinou-lhe como consegui-lo. E foi assim, depois de viuva, ela experimentou o orgasmo pela masturbacao. Se o avo dela fosse mais carinhoso com a esposa e "puto", como ela era com ele, ela poderia conhecer. este tal de "orgasmo" ha muito mais tempo

Muito facil rotular uma mulher que nao sente prazer na cama como frigida, pudera, ser tratada mal nao e afrodisiaco nenhum e so faz tremer de raiva e/ou frustracao

Anônimo disse...

Lola, me emocionei muito com esse post.
Minha avó materna tem uma história muito parecida.
Meu avô era uma pessoa muito ruim, e chegou a deixar a minha avó, quando nova, a duas quadras do hospital (na frente do bar onde ele entrou) enquanto ela estava tendo uma hemorragia. Minha avó caminhou sozinha até o pronto-socorro para ser atendida.
Assim como no post, minha avó descobriu o que era a liberdade e a auto-determinação quando eles se separaram.
Curioso pensar que essas mulheres só se sentiram verdadeiramente felizes como indivíduos (não como mães) depois de se livrarem de seus maridos, verdadeiros algozes.

Anônimo disse...

Não acho que no tempo da minha avó as coisas fossem melhores (e espero que o futuro seja muito melhor que hoje) entretanto, vejo meus avós casados a 50 anos e enxergo um dos casais mais lindos do mundo! Ambos sempre trabalharam, pedreiro e doméstica, e meu avô nunca levantou a mão ou a voz pra minha avó. Sei que a maioria acha pouco mas ele cozinha, lava louça e a trata como se fossem namorados até hoje com presentes e surpresas.
Com certeza são 'exceção à regra', afinal vieram para SP do interior da Bahia e diga-se de passagem minha avó é infitamente mais machista que meu avô. Ela acha que é obrigação da mulher cuidar da casa e que somente o casamento e a maternidade podem fazer uma mulher plenamente feliz, enquanto ele tem o sonho de ter alguma neta engenheira...
Espero que um dia não precisemos mais do feminismo mas enquanto esse dia não chega continuemos a luta!

Anônimo disse...

Gente, fui pesquisar sobre esse tal de Elliot Rodger, gente, o rapaz era muito bonito. Se só estava tomando toco, era por ser chato mesmo - ou extremamente exigente, como conheço alguns...

Certeza de que se ele aceitasse uma mulher normal e não fosse tão violento na linguagem, ia arrumar namorada rapidinho! Conheço caras horríveis que têm namorada e/ou esposa, por que não ele?

Uma vez saí com um sujeito que era bonito mas completamente escroto, expliquei todos os motivos de não querer mais sair com ele depois. Ele não se desculpava, nada, só dizia: vamos sair de novo?

Assim ninguém aguenta.

E de qqr forma alguns tocos acho que todo mundo leva. Unanimidade não existe, então se a pessoa não aceita levar uns tocos, aos 22 anos de idade (idade do Rodger quando fez o vídeo e tudo mais), quando ainda se tem toda uma vida pra viver, poxa, a pessoa não sabe aceitar a vida e os "nãos".

O cara era completamente bizarro, agressivo, e culpava as mulheres por ele não ter ninguém.

Já namorei dois assim, quis "salvá-los" pq nenhum deles nunca tinha sequer beijado na boca, quis tratar bem, dar carinho, consideração, tudo isso. E bem, eles me trataram igual merda.

Daí não sabem porque não arranjam ninguém.

Também vejo traços de narcisismo nele, o qual quase sempre é muito incômodo num relacionamento a longo prazo, vindo do homem ou da mulher.

Anônimo disse...

Kappo, antigamente a educação era arbitrária e terrível, porém hoje também não está boa.

Hoje o professor é tratado pessimamente, mal conseguindo abrir a boca pra dar aula e trabalhar.

Um meio termo certamente seria o melhor, mas isso demanda muitos anos de trabalho.

Anônimo disse...

Sara disse bem!Já falei em outro post...meu avô era bemmm diferente da maioria dos homens da época dele (talvez seja por isso que sempre o amei tanto!) e minha mãe conta que não foram poucas as vezes que ele tinha que aturar chacota de amigos que viam ele fazendo tarefa doméstica.Todas as tarefas que eram extenuantes era ele que fazia!Ele levou café na cama para minha avó 42 anos (tempo que ficaram casados - até ele falecer)!!!Para mim ele é motivo de orgulho, mas para aquela época ele ainda tinha que ficar ouvindo piada porque estava fazendo "coisas de mulher".Lívia

Natalia Alencar disse...

Me juntei ao rol de fãs dos comentários da Raven, hahahaha.

Sara disse...

anon 23.24hs já encontrei muitas dessas velhinhas por ai...
Nessa sexta feira passada entrei em um banco e peguei a senha do atendimento e fiquei aguardando sentada ao lado de uma senhorinha muito simpática e falante, começamos a conversar amenidades, até q ela falou de sua família e revelou q havia ficado viúva a menos de um ano, achei apropriado demonstrar meu pesar, mas ela não teve a menor vergonha em revelar q estava muito feliz, q seu marido tinha sido muito ruim pra ela, e que só agora ela tinha um pouco de liberdade.
Acho piegas quando vejo pessoas ao verem um casal bem idoso juntos, comentando e idealizando uma suposta união perfeita que as pessoas mais antigas cultivavam, mal sabem essas pessoas que muitas dessas velhinhas tem que demonstrar muito autodomínio para não saírem correndo e comprarem uma caixa de fogos de artifício para soltarem em comemoração, quando finalmente se veem livres de casamentos opressivos, que tiveram q suportar durante uma vida inteira.

Anônimo disse...

Já vi os dois casos!Trabalho atendendo idosos e algumas contam sem a menor cerimônia que a melhor coisa foi ter ficado viúva!Mas também conheço casais que estão juntos há 60 anos e andam de mãos dadas até hoje!!Tem um casal que atendo que eles fazem tudo juntos, tudo mesmo!Mas não é por ciume não!é por companheirismo mesmo....vc vê a cumplicidade, o amor dos dois!

Arnold Sincero disse...

Natália Alencar

deixa de ser feminazi e venha ser a minha gueicha do amor

Anônimo disse...

Minha mãe conta que quando a minha avó se casou com o meu avô, na noite de núpcias, minha avó não sangrou. Então meu avó a levou numa delegacia para que fosse comprovada a virgindade dela. Ela tinha o hímen complacente. Precisou passar por uma espécie de exame de corpo de delito para atestar que era pura. Já imaginaram a humilhação?
Meu avô era policial em SP, minha avó costurava camisas para as lojas do Brás. Ela estudou até a terceira série.
Minha mãe é a mais velha de sete irmãos, ela conta que cada vez que a minha avó engravidava, ela ficava louca de raiva. De ter mais um filho com o meu avô.
Brigavam o tempo todo. Meu avô bebia. Os filhos apartavam o pai com faca, revolver. Numa briga com a minha avó ele deu um tiro, pegou na parede do quarto onde eu estava, dentro do carrinho de bebê.
Foi assim desde que me entendo por gente. Ele já aposentado, mal parava em casa, vivia nos botecos até cair. Quando queria, pegava um trem ou ônibus e ia visitar parentes no RS, ficava fora por meses.
Minha avó foi uma pessoa amargurada. Ela renasceu qdo entrou para um grupo da terceira idade. Meu avô já doente, não conseguiu impedir que ela frequentasse o grupo, mas desmerecia tudo que ela fazia lá.
Lá ela teve amigas, viajou muito, aprendeu a fazer ótimas fotografias, fez teatro e descobriu um dom: fazia poesias.
Ela descobriu um câncer intestinal, operou, mas ainda no hospital optou por não se alimentar. Ela não queria voltar para casa. Apesar do médico garantir que nem quimio ela ia precisar, só da possibilidade dela ficar presa em casa com o meu avô, ela desistiu de viver. Foi preciso por sonda alimentar, ela não comia. Mas aí era tarde. ela morreu há 6 anos. Meu avô ano passado.
Pra ela a vida de antigamente não foi nada boa.
Eu prefiro a vida hoje. Eu posso estudar, trabalhar, votar, posso casar ou não, me separar, posso falar.
Preciso lutar por tudo isso, foi e é preciso lutar por tudo isso.
Por outro lado, minha sogra admira uma conhecida dela, senhora bem idosa que tem nas palavras dela "uma pele linda, quase sem rugas". Por que? Porque diz que o marido foi muito bom pra ela, não deixou faltar nada em casa, ela nunca precisou trabalhar, nem "passar nervoso", por isso está tão conservada. Já minha cunhada de 27 anos, sonha com o dia que conhecer um homem rico pra não precisar trabalhar, já que ela acha que mulher não tinha que trabalhar fora.
São opiniões completamente diferentes, mas eu ainda penso que graças a luta das mulheres hoje temos a escolha, podemos decidir.
Finalizo com um exemplo da minha mãe: uma vez, numa viagem de férias com meus pais e meus tios, paramos em Joinville. Tinha uma loja linda de roupas bordadas, entramos. Minha mãe e minha tia viram um roupão de banho lindo, todo bordado. Minha mãe escolheu o dela, fez o cheque e pagou(ela trabalhou em Banco, hj aposentada). Minha tia é esposa de médico, nunca trabalhou fora, mas sempre estava lá com a casa impecável, as roupas brancas do meu tio um brinco, os filhos bem cuidados. Ela pegou o roupão que tinha gostado e pediu pro meu tio comprar, ele disse não. Eles tem muito dinheiro, mas mesmo assim, ele disse não. Nunca vou esquecer o rosto dela, o jeito que ela se encolheu e devolveu a peça.
Desculpem...eu prefiro o hoje e sonho com um amanhã melhor.

Freda.

Danilo disse...

Não ter amigos e ser um anti-social não significa que ele não pega mulheres. O cara não precisa andar em bando e bancar o palhaço feliz pra poder pegar mulheres. Sempre peguei mulheres fora desses perfis de receita de bolo para conquistar mulheres. Eu ajo sozinho.

Anônimo disse...

Minha tia avó também passou um casamento muito difícil, o marido dela viajava e demorava muito rempo para voltar, ela não trabalhava, mesmo sendo uma das melhores alunas da escola. Eu ainda me lembro que quando ela teve sua primeira menstruação nem sabia o que era aquilo, de tanto tabu a cerca disso, mas foram as amigas dela da escola que a tranquilizaram e explicaram para ela. O marido morreu até cedo para os padrões da época, e quando apareceu outro homem querendo se relacionar com ela, ela nem quis saber, disse que nunca vai se casar de novo e que não quer saber mais de homem.

normalidaderealidade disse...

Minha amiga tem uma avó relativamente jovem - teve a mãe dela jovem, a mãe dela foi mãe adolescente. O avô da minha amiga era um bêbado, que batia nos filhos e na mulher, mas daqueles que no fim da vida se arrependeu. A avó da minha amiga virou viúva relativamente cedo (uns 60 anos, mais ou menos).

Uma manhã de dia de semana, seis horas, a avó da minha amiga acorda ela de manhã, segurando o pãozinho do café. As duas se sentaram à mesa sozinhas. E a avó dela confessou que conheceu um senhor num clube de dança, e, meio tímida, comentou que tinha acabado de ter o primeiro orgasmo da vida dela. Ela passou a noite fora conhecendo um prazer do qual ela nunca tinha experimentado.

Isso mudou a vida dela. Ela rejuvenesceu uns 20 anos do dia pra noite. Deixou o cabelo bonito, comprou roupas novas e lindas que ela sempre quis ter, e foi lá ser feliz com o namorado novo, aproveitando uma coisa que ela nunca tinha aproveitado antes.

Foi uma história bonitinha :)


Minha avó não quer mais homem nem pintado de ouro. Vários senhores já foram até que bem desrespeitosos dizendo que ela "tava inteirona", meu avô já chegou na casa dela, tirou toda a roupa ("Mari, ele ficou pe-la-di-nho!") e ela expulsou ele sem pensar duas vezes. O negócio dela é ficar sozinha e aproveitar o tempo com as coisas que ela ama. E eu apoio, apesar dela não cozinhar mais aqueles doces incríveis nas festas de família, que, segundo ela, eram "pura encheção de saco", hahahaha

Anônimo disse...

Sério, quando vejo um mascu falando nesse negócio de "aceitar ser zeta/beta" " masturbação é necessidade sexo não", eu nem leio, porque eu fico com uma pena desgraçada da pessoa e tenho medo de querer levar pra casa e passar a mão na cabeça. Como alguém se alia a um movimento que diz que você é um bosta e acha isso bom? Aceitar uma mentira com medo de correr atrás da felicidade não faz de ninguém mais realista, só faz de você um perdedor, fikdik...
Lígia

Raven~ disse...

("Mari, ele ficou pe-la-di-nho!")

Huashua consigo até imaginar a cena.

Anônimo disse...

Patético é sua falta de tolerância.

Anônimo disse...

Mari, sua história me lembrou minhas tias-avós..Elas não casaram porque um dos irmãos, solteirão - tipo o patriarca - não deixava, todos os pretendentes ele colocava defeito. Aí elas (eram 3!) só viviam na cozinha e faziam de tudo, doces, bolos, tudo!!! Até que este irmãos morreu e elas foram morar sozinhas as três. Nunca mais fizeram NADA na cozinha a não ser o trivial...UM dia minha mãe falou para elas que tinha tanta saudade de comer aqueles doces gostosos de antigamente que elas faziam...ao que a tia respondeu: se quiser eu compro pra vc na padaria!kkkkkkkkkkk....aí q minha mãe viu q elas nunca gostaram q ficar enfiadas na cozinha n!!era pura repressão mesmo!

Anônimo disse...

Olha,eu li alguns comentários sobre como as mulheres eram felizes. Acredito que sim. Lido o relato lembrei da minha avó..
Minha vó SÓ sofreu nesta vida por ser MULHER, mulata. Elas nasceu no Sul do país.Ela nunca entrou muito em detalhes, mas era ao redor de Pelotas. Ela já tina 2 irmãos e quando nasceu foi desprezada por ser, adivinha, mulher.Depois de humilhar, maltratar ela por anos, a então mãe dela, a " emprestou", para um senhora que morava em uma vila alemã. Lá ela disse que foi feliz. Aprendeu a costurar, sempre separada das pessoas, mas não era maltratada como em casa. Mais tarde,ela começou a ter um namoradinho, negro, com quem ela trocou cartas depois que meu avô morreu.
O pai dela, quando descobriu, a surrou tanto, cortou o cabelo dela e disse que ia casar ela com algum fulano. Ela fugiu. Mudou de nome. E foi parar em santa catarina. Fazendo o que sabia que era costurar, limpar terreno e usar plantar medicinais para ajudar pessoas . Conheceu meu avô, que era estrangeiro. Meu avô era um amor de pessoa segundo ela. Ele a chamou para ir para são paulo com ele. Ela disse , que achava que ele tinha alguma coisa. Mas nada.. meu avô a trouxe e a botou para trabalhar com ele, o que não era nada, se ele não tomasse todo o dinheiro dela, para jogar e com outras mulheres. Fora as surras, meu avô quebrou braços, dedos, dentes. Minha avó odiava tanto ele, que nunca quis ter filhos. Ela abortava direto, por via de plantas ( e olha que tem gente que acha que planta não faz nada) e ajudava outras mulheres a fazerem o mesmo). Quando tinha uns 30 , começou a demonstrar os traços de vitiligo,o que fez ela se sentir pior ainda. Mesmo assim, ela teve 5 filhos. A primeira é minha mãe, que como ela foi ensinada, odiou por ser mulher. Meu avô já tinha 50 anos quando ela nasceu.Mas ele precisava dela, com 14 anos ela sustentava a casa, e parte dos vicios dele. Minha mãe fez ele parar de bater nela. Minha mãe diz que minha avó só soube o que era sentimento quando teve netos.Ela se sentiu amada e amou. Mas mesmo assim no final da vida, a gente via o quanto de dor ela carregava.

Anônimo disse...

"Canso tanto de falar a mesma coisa q já devia andar com uma plaquinha na mão: só diz que "antigamente era melhor" quem não viveu lá."

Frase perfeita, nada a acrescentar nela. É exatamente como eu penso.

Anônimo disse...

Sabe, eu frequentou o blog da Lola ha muito tempo, e até hj não vi um post em que ela chame alguma mulher de parasita, inútil e vagabunda, quem dirá td isso junto.
E alias, não vejo ngm aqui dizendo que fala por tds, até pq o blog mostra diversos relatos sobre situações reversas, pelo visto quem generaliza aqui é vc

Mimis

Anônimo disse...

O tal Danilo "pega" mulheres. Que medo. Ainda bem que, pelo menos, ele age sozinho, sem cúmplices.

Anônimo disse...

Muito comum esse tipo de comentário "na época dos meus avós era tudo melhor". As pessoas falam isso como se soubessem como eram as coisas naquela época. Algumas ainda citam taxas de divórcio, que pra mim não prova nada, visto que antigamente o divórcio era praticamente proibido...
Olhando para minha familia, não considero que nenhuma das minhas avós foram realmente felizes. Elas não tiveram liberdade... Minha vó paterna foi largada pelo meu vô. Ele saiu de casa e na época ela ficou esperando por anos. Apesar deles terem voltado a morar juntos, eles nunca mais tiveram uma relação de casados. Hoje ela está doente (alzheimer) e uma das coisas que mais vejo é meu vô lamentar suas escolhas no passado. Ele se culpa muito pelo estado que ela está hoje, pois pensa que devia ter sido mais paciente e ter dado mais felicidade pra ela.
Minha outra vó era super submissa, ela não podia falar sua opinião de forma plena. Escutei muitas vezes meu vô mandando ela calar a boca e falar que ela não sabia de nada. Lembro dela ficar triste e chorar escondida, principalmente para o marido não ver. Acho que meu vô nem sabia que ela ficava tão chateada, já que ela escondeu seus sentimentos a vida toda..
Apesar desses detalhes, os relacionamentos deles teve amor e felicidade, apenas penso que elas se privavam demais e que se talvez tivessem tido mais liberdade, se elas teriam sido mais felizes. Mesmo assim não culpo meus avôs, as famílias que eram educadas para ser dessa forma. É muito difícil, por exemplo, te criarem pra ver tudo azul. Você dificilmente vai enxergar outra cor.

Lidiany CS disse...

Nossa Lola, que história triste. Pior de tudo é que lembrei imediatamente da história da minha avó. Ela tb sofreu bastante na mão do meu avô, passou por bastante coisa, inclusive castigos físicos e psicológicos que incluía minha mãe e seus irmãos. Enquanto isso, meu avô tb tinha amantes e fazia o que queria na vida pública.
Convivi pouco com minha avó, pois ainda era criança quando ela faleceu. Felizmente sei que ela conseguiu se separar e se livrar dele quando suas filhas já estavam adultas.
Terrível que antigamente essa opressão fosse tão comum e que os homens se orgulhassem disso. E ainda mais nojento é ouvir o povo dizer que antigamente era melhor do que hoje. =(

L. disse...

O(a) anônimo(a) que disse que só acha que antigamente era melhor quem não viveu lá definiu perfeitamente.

Minha avó se casou com meu avô quando tinha uns 20 anos de idade, talvez menos. Quando ela tinha 36 (e meu pai uns 14), meu avô saiu de casa e foi morar com a amante, que estava grávida. "Saiu de casa" não é força de expressão, um dia ele simplesmente saiu e não voltou mais. Depois ele se divorciou da minha avó e se casou com a outra mulher, com quem viveu até sua morte. Não sei se ele não permitia que minha avó trabalhasse fora ou se ela não queria mesmo, mas sei que ele não era agressivo e não ficava muito em casa. O fato é que mesmo com ele tendo ficado casado com a outra mulher por uns 40 anos, minha avó sempre esperou que ele fosse voltar. Alguns anos antes de ele morrer até pareceu que isso poderia acontecer mesmo, mas ele acabou continuando casado com a ex-amante e morreu em 2006. Quando era mais nova, cheguei a perguntar por que ela não tinha se casado. Ela respondeu que achava que os filhos (dois homens) não iam aprovar. Não sei se isso de fato aconteceria porque meu pai, apesar de ter opiniões machistas, não costuma ter atitudes repressoras. De qualquer forma, só o fato de isso ter que ser levado em consideração já me parece absurdo. Hoje minha avó tem 87 anos, vive sozinha e é bastante amargurada.