terça-feira, 26 de agosto de 2014

GUEST POST: PRA VOCÊS LEREM ANTES DE ACORDAR

Ano passado publiquei um guest post lindo de uma adolescente, Maria Clara, que relatava seus muitos problemas mas também mostrava sua força imensa. Por isso, fiquei radiante ao receber ontem este email dela:

"Não sei se você se lembra de mim, mas um tempo atrás você publicou um relato meu no blog, sobre a minha infância e meu relacionamento com o meu pai. Desde lá bastante coisa aconteceu, mas eu nunca deixei de acompanhar o blog. Eu tava pensando em como minha vida tinha mudado (pra melhor) desde o ano passado e, como você é uma eterna otimista, pensei em dar um oi e contar as novidades. 
Então, passei na UFMG. Estou firme e forte aqui no direito, amando, e participando de várias coisas. Sou parte do Grupo de Estudos sobre Sexismo e Homofobia e o Silêncio do Direito, coordenado pelo Prof. Dr. Marcelo Maciel Ramos, e estou prestes a apresentar meu primeiro artigo no 1° Congresso de Diversidade Sexual e de Gênero organizado pela faculdade de Direito da UFMG. E Dr. José Luiz Borges Horta, um professor querido que me deu aula no primeiro período, acabou de me oferecer uma bolsa de pesquisa com ele como meu orientador.
Academicamente, me encontrei. Me reconectei com a família do meu pai, principalmente minha avó e meu tio, que perceberam que tinham ficado do lado errado da briga toda, mas ainda não tenho contato com meu pai. Graças a Cheesus isso não faz diferença nenhuma na minha vida hoje em dia. Ah, e me juntei a vários coletivos feministas. Tô super feliz. 
A única coisa que me incomoda um pouco é ter saído do interior pra encontrar a mesma atitude racista/machista/ignorante na capital. 
Infelizmente a federal ainda é uma clausura da classe média, mesmo com as cotas, mas os grupos de esquerda formados por alunos ainda me dão esperança. Faço questão de participar de todos os debates a favor das minorias na faculdade e de arranjar muita treta com reaça. Professores e alunos." 

Maria Clara, que escreve tão bem, também enviou um texto aprofundando a questão sobre como pensam muitos de seus colegas:

Quando se fala em feminismo, muita gente jovem questiona o real impacto da tão falada opressão sobre a mulher pela sociedade. Afinal, mulher também faz faculdade. Forma-se médica. Tem seu próprio dinheiro, pode fazer tudo que um homem faz. Pega quem quiser. Como diz muita gente, não vivemos mais na década de 50. Pra esse pessoal, o feminismo não é necessário porque a mulher e o homem já são iguais perante a sociedade. 
Muita feminista tarimbada ignora completamente esse questionamento e já o classifica como ignorante ou absurdo, porque é o tipo de pensamento que vem de um lugar de muito privilégio. Mas eu acredito que seja necessária uma análise um pouco maior do tipo de pessoa que dissemina esse discurso, pra que possamos ver de onde essa hostilidade ao feminismo surge.
Geralmente são pessoas brancas que pensam assim. Brancas e de classe média, que frequentaram escolas particulares com mais ou menos o mesmo número de homens e mulheres nas salas, onde as meninas se dedicavam mais aos estudos enquanto os meninos preferiam sentar no famoso "fundão" pra conversar sobre futebol ou algum outro assunto "de homem". Não havia muitos negros na sala, e os que havia normalmente eram bolsistas. Mas ninguém tinha preconceito, e até gostavam desse negro, pois ele também ria de piada racista, e sabia que ali ninguém pensava aquilo de verdade.
A mãe desse pessoal geralmente trabalha em um cargo bom e reclama do valor alto do salário da empregada doméstica que cuida da casa (geralmente negra, sempre pobre, "praticamente da família"), enquanto o pai trabalha duro e chega em casa toda noite esperando o jantar. Na mesa todos conversam sobre a novela e como o país está indo pro beleléu com esse bando de vagabundo na rua que a polícia tinha que matar, e pior ainda: com alguns desses vagabundos nas universidades graças às cotas, que são racistas. E aos políticos, que são corruptos. O pai desse pessoal geralmente sonega impostos. 
No final de semana esses jovens se encontram nas mesmas baladas, todos com mais ou menos o mesmo visual, e os caras tentam pegar o maior número de meninas possível enquanto as meninas tentam arranjar um cara legal pra namorar. Algumas não estão a fim de namorar, querem curtir mesmo, e assumem um papel mais parecido com o dos rapazes. Eles aceitam e até curtem, porque o que querem mesmo é pegar mina na balada, mas no outro dia quando se juntam com os amigos, comentam que esse tipo de mulher não dá pra namorar, só pra comer, porque é rodada. As amigas dessa menina também falam pelas costas que ela devia parar com esse comportamento, porque a reputação dela já está manchando a do grupo inteiro.
A maioria desse pessoal vai para a universidade após a conclusão do ensino médio. Tanto homens quanto mulheres. Os mais inteligentes para as federais, os outros para as particulares. Ninguém precisa de PROUNI, já que os pais são capazes de pagar R$ 2 mil de mensalidade sem que isso afete o orçamento familiar, e eles odeiam as cotas porque não é justo um negro da favela roubar a vaga dele só porque ele nasceu com um tom de pele mais escuro. Esses jovens acreditam na meritocracia.
Ao chegar nas universidades, esse pessoal vai perceber alguns padrões. Os cursos de exatas são dominados por homens. As mulheres geralmente escolhem as humanas ou biológicas. Letras e pedagogia são cursos de mulher, mas ironicamente a maioria dos professores da faculdade são homens. Mas isso não é machismo, é tudo predisposição natural. Mulher não gosta de matemática. 
Esse pessoal vê os coletivos feministas e os debates sobre racismo e vira os olhos. Pra eles faculdade tem que ser lugar de aprendizado, não de politicagem. Aliás, eles detestam politica igual ao pai, mas votam no partido que o pai recomenda, porque o PT está acabando com esse país. Repetem o papo de que a inflação está matando nossa economia, mesmo não tendo ideia do que é viver a inflação na casa dos dois dígitos. E acham que o Bolsa Família é roubo e programa eleitoreiro que tem que acabar, mas quando alguém da esquerda elogia o programa insiste que quem o criou foi o PSDB. Dizem que a Dilma é mal-comida, e que não importa se é nossa presidente, ou se pegou em armas contra a ditadura, ela é feia pra cacete, então não merece respeito.
Esse pessoal, por incrível que pareça, não percebe que o sexismo, o racismo e o elitismo são partes inerentes de sua vida. Que estruturalmente eles são beneficiados por esses sistemas de opressão constantemente. Mas nunca bateram em um negro na rua, ou botaram fogo em mendigo, então se colocam em um pedestal moral de onde se permitem criticar quem quer que lute contra sua visão ingênua do que é o mundo real, e que os incomode ao jogar na sua cara a realidade vivida por quem não nasceu em uma posição tão privilegiada. 
Pra vocês meus amigos, minhas amigas, com quem eu frequentei ensino médio e com quem eu atualmente frequento a universidade, tudo que eu tenho a dizer é: acordem.

88 comentários:

Anônimo disse...

Que texto legal, essa descrição da vissão do mundo dos jovens privilegiados está ótima. Acho que Lola poderia ter trocado a ordem dos dois textos, porque quero compartilhar e espalhar por aí, mas o povo vai desistir de ler tudo ao não entender a primeira parte...

Anônimo disse...

Anônimo, é só copiar a segunda parte e colar no seu facebook, colocando o link do blog embaixo...

Anônimo disse...

Esteriótipos atrás de esteriótipos. Me encaixo perfeitamente neste grupo, exceto que meu pai não sonega imposto, minha família (e eu) não somos racistas e nem sexistas. Agora todo mundo que não gosta do PT recebe esse rótulo descrito no texto. Tá foda.

Maira.

Anônimo disse...

"Os mais inteligentes para as federais, os outros para as particulares".

Diria que são os que estudam mais ou são mais bem preparados (psicologica e academicamente), não necessariamente "mais inteligentes".
Vestibular não serve como prova de inteligência. De resto, concordo com o texto.

Thalita

Gle disse...

Não me contive e fui "obrigada" a ler o primeiro post dessa garota. Confesso que o nó na garganta foi tremendo e eu segurei o choro! No espiritismo é estudada a questão de que estamos encarnados nesta Terra em um determinado "nível moral". Encarnamos e desencarnamos diversas vezes para que possamos "evoluir moralmente" e compreender nossa "missão". Enfim, essa garota é especial e além de eu ver o ser evoluído que ela demonstra desde o início, ela tem a sede de tornar este mundo melhor de se viver.
Ela é linda! A alma dela é linda! E eu tô torcendo muito pra que ela continue sempre, sempre, sempre!!!! Com certeza esta será uma Advogada de dar orgulho pra este país.
PARABÉNS, Maria Clara. Já sou tua fã :D

Maria Clara Ferreira disse...

Oi, Maria Clara aqui! Gle, muito obrigada pelo seu comentario! E pra quem quer compartilhar, eu soltei esse texto no meu facebook. Ta aqui
https://www.facebook.com/mariaclara.ferreira.904/posts/936311326385277

Anônimo disse...

Puxa, caprichou nos esteriotipos, que visão de mundo preconceituosa,classista, e arrogante, acorde você garota, o mundo não é um nós x eles.

Ta-chan disse...



Todo mundo batendo palmas pro pai da Maira, que não sonega impostos!!!
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E pra ter combo, não somos racistas nem sexistas!

De boa, só fica ofendido, quem sabe que tem privilegio e não quer abrir mão disso.E pagar imposto não é motivo de orgulho, é obrigação.

pp disse...

Ei Maria Clara! Seu texto sobre os jovens de classe média e alta foi perfeito, é isso mesmo (me incluo nessa classe e já pensei assim)!

Quanto à sua vida, parabéns por estar melhor!!! Inclusive, conheço o Professor Horta, deve ser um privilégio participar de um projeto com ele! Parabéns!

Anônimo disse...

Quanto preconceito!

Anônimo disse...

Nossa, lembro quando li o post da M. quando a Lola postou pela primeira vez, e fiquei encantada com ela. Que bom que você está bem, você é linda, queria ser sua melhor amiga hahahahah

cellophanem

Janaina disse...

Acho muito complicada essa visão "nós feministas iluminadas" x "azelites opressoras malvadas/ mulheres machistas e ingratas". O mundo não é tão preto e branco, e as coisas não são tão simples.

Verô! disse...

Acho que a autora conseguiu resumir bem o pensamento de uma boa parcela da classe média/alta. Não quer dizer que todas as pessoas da classe média/alta são assim, mas um número considerável é. As pessoas não querem abrir mão dos seus privilégios e para sustentar seus argumentos confundem privilégio com mérito. Meritocracia de fato só existe se todo mundo tiver as mesmas condições de disputa, as mesmas oportunidades. Eu mesma já fui contra as cotas, estou repensando minha posição. Eu tinha raiva das cotas porque no ano em que fiz o vestibular a UERJ pela primeira vez aplicou as cotas, eu fiquei irada porque vi que disputaria menos vagas naquela universidade já que não era negra. Então eu comecei a reproduzir o discurso do "as cotas são racistas", "negros têm a mesma capacidade que eu" e esse blábláblá. Hoje eu percebo que racismo é uma sociedade que segrega sistematicamente os negros, que os negros têm sim as mesmas capacidades que eu, mas muitos não têm as mesmas oportunidades que eu tive.

Hoje Eu quero mais é que TODAS as universidades brasileiras estejam de portas abertas para toda a população, quero ver aquela menina e menino negros e pobres conseguindo cursar medicina na USP, UFRJ, UERJ, etc, ou direito, ou qualquer curso que desejarem. Precisamos urgentemente combater a cruel e desumana desigualdade do Brasil e espero que meus impostos sejam aplicados justamente para isso! Quero mais é que o dinheiro dos meus impostos seja usado para construir casas dignas para todos, quero mais é que seja usado para bancar os programas de redistribuição de renda como o bolsa família. Não, isso não é favor ou assistencialismo, é justiça social.

Vou pegar emprestado aqui uma frase da Marcha Mundial das Mulheres e readaptá-la: Precisamos seguir em marcha até que todas/os sejamos livres!

Anônimo disse...

O Brasil foi ferrado por Getúlio Vargas, pela Ditadura militar, pelos gastos do JK imbecil.

Todos os povos vão evoluino, as mulhers pobres ficam mais inteligentes, estudadas e passam a buscar melhores empregos. Com isso diminui o número de crianças. Foi assim no mundo todo. No entanto o tampinha do Getúlio incentivou a natalidade. O resultado foi um aumento desgraçado na pobreza e na desvalorização do pobre brasileiro.

Por seu lado, a ditadura teve um modelo econômico baseado no arrocho salarial. Menos chances de os pobres evoluírem. E como pior coisa, criou a Globo para nos transformar em idiotas....


A humanidade vai evoluir apesar desses políticos canalhas. Aos poucos as pessoas estão tomando consciência dos seus direitos. Isso vai se refletir na Universidade. Fique tranquila.

Anônimo disse...

O mundo nunca foi perfeito. É preciso entender isso.

Mas a classe média é bem burrinha mesmo. Ela tem grana para se transformar em milionária,pode investir em imóveis, títulos do governo que rendem bons juros, mas quer viajar e curtir baladas, vinhos, restaurantes. Os ricos acham que a classe média é um bando de idiotas. Concordo.

Quero muito ficar rico,ter muitos imóveis para alugar assim poderei me sentir superior à Classe média, gastões otários.

Com diheiro, poderei ficar na piscina, enquanto os imbecis vão ralar para comprar apartamentos e carros a prazo. Vão dar juros para o sistema.


Fernando disse...

Esteriótipos atrás de esteriótipos. Me encaixo perfeitamente neste grupo, exceto que meu pai não sonega imposto, minha família (e eu) não somos racistas e nem sexistas. Agora todo mundo que não gosta do PT recebe esse rótulo descrito no texto. Tá foda.

Puxa, caprichou nos esteriotipos, que visão de mundo preconceituosa,classista, e arrogante, acorde você garota, o mundo não é um nós x eles.


Primeiramente, a grafia correta é "estereótipos".

Segundamente, vocês dois são um par de chatos por terem comentado isso na minha frente.

Brincadeiras à parte, esse texto é um exemplo perfeito de porque marxismo e demais coletivismos são tão populares entre a gurizada: eles criam uma ilusão de exclusividade na pessoa, algo do tipo "ah, meus colegas todos são reaças-fascistas-coxinhas-elite-branca, mas eu e o meu coletivo não".

A moça até que deu vários detalhes da vida privada de cada um, sabe até o que eles conversam no jantar e que o pai deles sonega impostos (palmas para esse herói). Ela merece parabéns, pois deve ter sido bem trabalhoso levar adiante essa investigação.

Fernando disse...

Meritocracia de fato só existe se todo mundo tiver as mesmas condições de disputa, as mesmas oportunidades.

Isso é algo difícil de acontecer. E se um é mais inteligente que a média, como fica? A gente bate na cabeça dele até ele ficar burro que nem os outros?

Anônimo disse...

Aí, Lola, mais uma pesquisa e Aecin, que muitos acusam de cheirar um pó branco, cai e Marina sobre. Que tal falar sobre duas mulheres num segundo turno? Já estamos vendo que o Brasil está um pouco menos machista, duas mulheres na ponta das pesquisas

Só do P$DB cair, já fico feliz, sofri na mão dos desgraçados e seus aliados do PFL, atual partido do DEMônio.

Anônimo disse...

A classe média é burra, gasta um dinheirão em viagens, em roupas em modas idiotas.

Anônimo disse...

QUANTO PRECONCEITO, SE NÃO CONCORDAMOS COM ELA SOMOS CLASSISTAS E RACISTAS PQ NÃO GOSTAMOS DE COTAS.

Anônimo disse...

lola, acho curioso como vc sempre deleta os comentários contrários ao que prega.
as feministas são muito extremistas e querem que todas nós vivamos da mesma forma.
triste isso.

Danilo disse...

"Diria que são os que estudam mais ou são mais bem preparados (psicologica e academicamente), não necessariamente "mais inteligentes".
Vestibular não serve como prova de inteligência. De resto, concordo com o texto."


Resposta: Inteligência é Q.I alto. Normalmente os mais inteligentes são o pessoal de exatas, principalmente a galera que faz curso superior de estatísticas e matemática avançada.

Danilo disse...

"Ninguém precisa de PROUNI, já que os pais são capazes de pagar R$ 2 mil de mensalidade sem que isso afete o orçamento familiar, e eles odeiam as cotas porque não é justo um negro da favela"

Resposta: Uma coisa é ser negro outra coisa é ser negro e pobre. Radicalmente falando o Brasil é uma favela. Ninguém é rico no Brasil com exceção dos milionários. Não considero rico um juíz federal que ganha 20 mil por mês. 20 mil por mês é o preço da ração de um cachorro de um milionário.

Anônimo disse...

Gente, o texto não é preconceituoso, a autora está pintando um quadro da classe média, um perfil. É muito óbvio que não são todos assim. Mas a maioria é. Quando vamos falar sobre qualquer coisa: "o brasileiro", "a criança", falamos de maneira geral, não é possível abarcar cada indivíduo. Sou professora substituta em universidade federal, esse post é um retrato fiel da juventude classe média. Existem - maravilhosas- exceções, mas o perfil é esse aí.
É irritante ver uma tapada dizendo: "sou classe média e meu pai não sonega impostos, mimimi"
E daí minha filha? Em que o seu pai, um único indivíduo, altera um perfil.
Foda é a sua burrice, bem típica da sua classe.

Anônimo disse...

AS estudantes de História, Geografia e outras carreiras que preparam para o sofrimento na sala de aula.Essas são mais pobrinhas, vestem-se mal ou são alternativas, ripongas, maconheiras.

De outro lado, as estudantes de ADM,Economia e Direito costumam ser patricetes bem vestidas, saradas e nop padrão gostosonas.

Numa federal é fácil saber de qual curso só de olhar para a aluna.


Mas a autora do post deve começar a se preparar para bons concursos,magistratura, MP, analista de agência reguladora agora, pois quando formar estará na frente de muitas patricetes baladeiras bêbadas.

Não esquente com os filhos da classe média pois eles vivem bêbados e drogados em sua maioria.

Anônimo disse...

Nossa, essa escola é realmente muito parecida com a minha, a maioria das meninas sentam na frente, perguntam, fazem as tarefas enquanto os meninos se juntão no fundo e ficam fazendo piadinhas, barulhos irritantes. Isso se deve um pouco ao fato de a menina ter de ser "perfeita" para os pais enquanto que os meninos, normalmente, só precisam entrar no clubinho de futebol para orgulhar o paizão.

Marianna Nascimento disse...

"Dizem que a Dilma é mal-comida, e que não importa se é nossa presidente, ou se pegou em armas contra a ditadura, ela é feia pra cacete, então não merece respeito."

sim, apenas sim!
detalhe que, se o mesmo pessoal que usa esse argumento achasse ela bonita, ia ser outro motivo pra desrespeitá-la. No machismo, não tem pra onde correr.

belo texto, um beijo! :*

Anônimo disse...

Muitos imigrantes portugueses ficaram ricos no Brasil e não estudaram até a 4ª série.

Muitos professores universitários estão cheios de dívidas. Inteligência não garante dinheiro forte no bolso.

Anônimo disse...

A faculdade é o início da vida adulta, é assim mesmo. Mas não esquente.

Citaram juiz federal como exemplo, mas é complicado o cara ganhar R$ 20.000,00 por mês e ter mulher preguiçosa e gastona, filhos problemáticos em escolas caras e amantes que não dividem a conta do motel e ligam a cobrar ....

Os ricos estão rindo de orelha a orelha,possuem mais mais chances, mais mulheres se esforçam para fazer sexo com eles , mas o típico representante da classe média "sua" para poder imitar esse estilo de vida...

Fernando disse...

É irritante ver uma tapada dizendo: "sou classe média e meu pai não sonega impostos, mimimi"
E daí minha filha? Em que o seu pai, um único indivíduo, altera um perfil.


Só pra que se veja o perigo de dizer uma coisa dessas:

"É irritante ver um tapado dizendo: "sou negro, pobre, moro na favela e nunca cometi nenhum crime, mimimi"
E daí meu filho? Em que você, um único indivíduo, altera um perfil."

Anônimo disse...

Ninguém é rico no Brasil com exceção dos milionários. Não considero rico um juíz federal que ganha 20 mil por mês. 20 mil por mês é o preço da ração de um cachorro de um milionário.

-- eu tb tenho essa mentalidade de riqueza. rico é quem tem dinheiro ilimitado que pode gastar mt e o dinheiro nunca vai acabar ou vai demorar pra acabar e até lá a pessoa já morreu.......qm ganha 20 mil por mês pode ser bem de vida mas bem de vida não quer dizer que é rico

Lucas Pin disse...

Fernando, é séria a sua pergunta? Você não deve entender o que é meritocracia então. Atendidas as condições de igualdade, se uma pessoa for mais inteligente que a outra e conseguir seus MÉRITOS por isso ai temos o que chamamos de MERITOCRACIA, justamente a pessoa que em condições e oportunidades iguais a todos conseguiu se sobressair. Esse lance de tornar um inteligente burro para se igualar aos demais não tem nada a ver...

Fernanda disse...

Gente, ela está dizendo que A MAIORIA da classe média é assim. No dia que a maioria não for assim talvez o texto mude.

O Danilo, sempre se superando. "ninguém é rico no Brasil com exceção dos milionários".
O.o

Maria Clara Ferreira disse...

Ta sofrido o debate nos comentários hein. Só pra falar Fernando, eu não precisei investigar, eu cresci nesse ambiente. Minha família por parte de pai é de classe média alta, e eu estudei em colégio particular a minha vida inteira. Aquela conversa é a conversa que eu ouvia na mesa de jantar. E na mesa de jantar da casa dos meus amigos. Esse texto é uma analise da minha realidade, e da realidade das pessoas ao meu redor. A minha sorte é que eu escapei desse pensamento ao estudar a questão dos movimentos sociais.
E deixa eu falar, fazendo direito em uma universidade conservadora da pra ver que a realidade ta feia. Tem uma piada que a gente gosta bastante, aquela que se os jovens nas universidades publicas são o futuro da nação, tadinha da nação.

E cellophanem, estamos ai pra isso

Fernando disse...

Fernando, é séria a sua pergunta?

Sim, claro que é.

Você não deve entender o que é meritocracia então.

Vejamos.

Atendidas as condições de igualdade

A coisa já começa mal. Como serão atendidas essas condições? Imagine-se na posição de um homem pobre, mas trabalhador e com senso de oportunidade, que consegue crescer e melhorar de vida. Aos poucos ele segue prosperando a ponto de conseguir deixar uma boa herança pro filho. Daí vêm militantes da igualdade socioeconômica que exigem que o filho desse homem abra mão da maior parte da sua herança, nem que pra isso tenham de usar a força contra ele. As perguntas que ficam:

1) Esse ato não poderia ser considerado como roubo? E se a pessoa se recusar, ela pode ser morta?

2) Se a pessoa abrir mão pacificamente dessa parte da herança, como garantir que ela passará por inteiro a seus destinatários "de direito", em vez de se perder nos descaminhos da burocracia gerada especialmente pra isso?

3) O próprio ato de punir esse milionário (desrespeitando a vontade do pai) e entregar sua fortuna a quem nada fez para obtê-la não deturpa o próprio conceito de meritocracia?

se uma pessoa for mais inteligente que a outra e conseguir seus MÉRITOS por isso ai temos o que chamamos de MERITOCRACIA, justamente a pessoa que em condições e oportunidades iguais a todos conseguiu se sobressair.

Parece-me arbitrário considerar apenas a inteligência como um diferencial digno. Afinal, que inteligência? Habilidades manuais, capacidade de uso da lógica, poder de persuasão? E porque outras características não podem ser consideradas como diferencial digno? Por que não beleza, ou altura, ou a capacidade de inspirar simpatia? E por que não a riqueza?

Esse lance de tornar um inteligente burro para se igualar aos demais não tem nada a ver...

Pelo contrário. A igualdade forçada é um grande nivelamento por baixo.

Fernando disse...

E se um é mais inteligente que a média, como fica? A gente bate na cabeça dele até ele ficar burro que nem os outros?

E se um é mais bonito que a média, como fica? A gente desfigura a cara dele até ele ficar tão feio quanto os outros?

E se um é mais alto que a média, como fica? A gente corta as pernas dele até ele ficar na altura dos outros? E se for baixo? A gente estica ele até a média usando aquelas camas de tortura? E se for gordo? A gente lipoaspira ele à força? E se for magro? A gente obriga ele a comer coisas gordurosas até ficar na média?

E se um é mais rico que a média, como fica? A gente mete um revólver na cara dele e rouba dele até que ele fique tão pobre quanto a média?

Anônimo disse...

Achei o texto extremamente preconceituoso,coloca toda uma classe sob um único perfil,seria o mesmo, salvo as devidas proporções, que a tv faz com os pobres e negros nas novelas, e sabemos que não é a realidade,ou seja, se não tiver a orientação politica de esquerda a pessoa precisa acordar?está iludida?

Teve uma professora ai que concordou com o texto, lamentável essa visão aguerrida e desumanizadora de parcela da população.Azar dos seus alunos.

Claudio disse...

Sou contra cotas, salvo se for para (descendentes) indígenas, pois eles são os verdadeiros brasileiros e foram roubados...

"comentam que esse tipo de mulher não dá pra namorar, só pra comer, porque é rodada."

Isso é bobagem. Então eles não vão namorar mulheres que sejam no mínimo mais ou menos fisicamente e que tenham pelos menos 21 anos de idade.

KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK

Danilo disse...

O Danilo, sempre se superando. "ninguém é rico no Brasil


Resposta: Aposto que pra você rico é a pessoa que ganha a partir de 6 a 10 mil reais por mês. Grandes bosta um salário desses dentro de uma esfera de riqueza de fato.

Um salário de 20 mil reais não dá nem pra comprar um carro popular no final do mês com este salário.

Até o conceito de riqueza pro brasileiro é um conceito pobre, haha.

Julia disse...

Tá sofrido mesmo. Os classe média sofre vieram de revoada chorar aqui.

Anônimo disse...

danilo eu vou apelar mais ainda do que tu disse. pobre é quem trabalha.

Carol F. disse...

Texto muito legal, Maria Clara. Muito claro e bem escrito. Pena que gerou um debate tão pobre de muita gente. Acho que atraiu gente meio burrinha, ou de Q.I. baixo, como alguns deles preferem.

Sabrina disse...

Quanta baboseira,então basta ser pobre e negra para ser feminista? kkkkkkkkkkk
Sou branca,moro em favela e não sou feminista,tem feminista aqui sim mas tem muitas que não são(negras ou brancas),esse movimento detesta estereótipos mas não perdem a chance de rotularem e generalizarem os outros.
Viva a hipocrisia feminista.

Podem defender a bolsa família mas isso não passa de esmola,um tapa buraco para o real problema de desigualdade,falta de oportunidades,educação decente,emprego decente.
Minha tia recebia,isso quando vinha né,atrasava uns 3 meses todo ano.
Ajudava sim,mas resolveu sua situação? Não.

Vocês não suportam ver que tem gente que não é feminista,tem que arranjar mil desculpas para a pessoa não querer ser de um movimento tão incrível.
Vocês simplesmente pegaram todos os bons sentimentos que um ser humano pode ter e atribuíram a si e ao feminismo.
Então quem não é feminista é burro,alienado e quem demonstra alguma preocupação com o outro,é feminista,querendo ou não.
Patológico isso.

Anônimo disse...

Fernando, não entendi o seu ponto:

"Só pra que se veja o perigo de dizer uma coisa dessas:

"É irritante ver um tapado dizendo: "sou negro, pobre, moro na favela e nunca cometi nenhum crime, mimimi"
E daí meu filho? Em que você, um único indivíduo, altera um perfil."

Você está querendo dizer que o perfil do negro que mora em favela é cometer crime? É isso mesmo? Se for isso,você é muito racista e classista! A autora do post apresentou um perfil da classe média: alienada e preconceituosa. Embora existam membros da classe média bastante politizados e conscientes, eles são minorias, pq a maioria é, infelizmente, como o descrito. Quando uma pessoa vem aqui dizer que o post é preconceituoso pq ela é classe média e diz não corresponder ao descrito, essa pessoa está fugindo da realidade, pq de maneira geral a classe média tem sim esse perfil. Um individuo não faz o perfil de uma classe social.
Agora, negros que moram em favela são em sua maioria honestos e nunca cometeram crimes. O seu comentário é absurdo e baseado no seu racismo, no que você acha que é o perfil do criminoso. Lembrando que racismo, além de ser um sinal claro de burrice é crime no Brasil.
Você fez uma comparação absurda e preconceituosa. Seu comentário não faz o menor sentido. Você é um idiota. Se me achar arrogante, o problema é seu. Não tenho nenhum interesse em dialogar com racistas que usam "argumentos" como os seus...

Raven Deschain disse...

Off topic: Rousselfie.

Ai meldels. Huashuahsua adorei.

Hanna Ribeiro disse...

"Aposto que pra você rico é a pessoa que ganha a partir de 6 a 10 mil reais por mês. Grandes bosta um salário desses dentro de uma esfera de riqueza de fato.

Um salário de 20 mil reais não dá nem pra comprar um carro popular no final do mês com este salário.

Até o conceito de riqueza pro brasileiro é um conceito pobre, haha."

Aí Danilo, nos poupe dos seus delírios. Em um mundo onde 1/3 da população não tem o que comer, um salário de 10 mil é um salário alto sim. A média salarial no Brasil está em torno de 1200 por mês, alguém que ganha 8 vezes mais que isso não é pobre. E pq alguém ia querer um carro popular no final de cada mês de trabalho? Ou comprar ração de 20 mil reais para seu cachorro? Seu ideal de riqueza é isso? Poder comprar um carro popular por mês? Ou gastar mais de 25 salários mínimos em ração para cachorro? Parece que você é só uma criança patética.
O padrão adotado é a média da população, não os milionários ( que são tão raros, tão poucos que nem chegam a constituir uma classe). O juiz que ganha 20 mil por mês, ganha muito mais que a maioria, então é sim um privilegiado. Um salário de 20 mil é suficiente para viver com conforto, sem precisar de nada. E não importa a sua opinião sobre isso, são fatos, o que o Danilo acha não interessa a ninguém. E isso não é um "padrão do Brasil", é um padrão mundial. Vc conhece algum lugar onde milionários sejam o padrão?
Continue com seus devaneios de consumo, ração de cachorro de 20 mil e o que mais você quiser, isso é problema seu.
É lamentável vc pensar assim pq a julgar pela sua inteligência, você nunca será rico, nunca vai ganhar nem mesmo os 20 mil por mês que considera tão pouco... "Grandes bosta" deve ser o seu salário, se é que vc tem um...

Fernando disse...

Ta sofrido o debate nos comentários hein. Só pra falar Fernando, eu não precisei investigar, eu cresci nesse ambiente. Minha família por parte de pai é de classe média alta, e eu estudei em colégio particular a minha vida inteira. Aquela conversa é a conversa que eu ouvia na mesa de jantar. E na mesa de jantar da casa dos meus amigos. Esse texto é uma analise da minha realidade, e da realidade das pessoas ao meu redor. A minha sorte é que eu escapei desse pensamento ao estudar a questão dos movimentos sociais.

Desculpa. É que tu falou com uma convicção... Achei que tu tinha lido até os livros contábeis das famílias pra concluir tão peremptoriamente que eles sonegavam HUE

E deixa eu falar, fazendo direito em uma universidade conservadora da pra ver que a realidade ta feia. Tem uma piada que a gente gosta bastante, aquela que se os jovens nas universidades publicas são o futuro da nação, tadinha da nação.

Ah, tu cursa Direito? Me sana uma curiosidade: como é ver a ética ser sistematicamente ignorada em prol de uma das ideologias mais espúrias do século XX, o juspositivismo kelseniano?

Anônimo disse...

Sabrina, texto perfeito!

Juliana disse...

"Rousselfie" kkk tbm curti
E pra amargar a noite, viram que a filhinha da Beyonce virou alvo de piadas idiotas de novo, por causa do cabelo! http://www.papelpop.com/2014/08/namorada-de-chris-brown-sacaneia-cabelo-da-blue-ivy-na-tv-e-comunidade-beyhive-poe-ela-no-chao/

Anônimo disse...

O Fernando falou abobrinha, alguém explicou o conceito, em vez de por a viola no saco e reconhecer que não sabia o que era meritocracia, afinal ninguém é obrigado a saber tudo, escreveu um comentário enorme com mais abobrinhas ainda. Putz...

Fernando disse...

Você está querendo dizer que o perfil do negro que mora em favela é cometer crime? É isso mesmo?

Não, eu não poderia dizer isso. Nem poderia fazer qualquer juízo de valor sobre classe social, raça e criminalidade. Até procurei dados sobre quem comete mais crimes, mas não encontrei. Não sei se estatística criminal é um luxo no Brasil ou se o "politicamente correto" já chegou nesse campo também...

O que eu tentei dizer é que a ideia de que o negro pobre é criminoso é tão perigosa quanto dizer que a classe média é alienada e preconceituosa.

Se for isso,você é muito racista e classista!

E você é pegadora de novelo da Marilena Chauí.

A autora do post apresentou um perfil da classe média: alienada e preconceituosa.

Não, a autora destilou preconceito contra a classe média. Sinceramente não creio que ela tenha lido os demonstrativos contábeis das famílias pra concluir que eles sonegavam imposto.

Embora existam membros da classe média bastante politizados e conscientes, eles são minorias, pq a maioria é, infelizmente, como o descrito. Quando uma pessoa vem aqui dizer que o post é preconceituoso pq ela é classe média e diz não corresponder ao descrito, essa pessoa está fugindo da realidade, pq de maneira geral a classe média tem sim esse perfil. Um individuo não faz o perfil de uma classe social.

Sim, existem pontos fora da curva, eu sei disso, sempre existem pontos fora da curva. A questão é: onde é a curva?

Responder o resto do comentário seria apenas repetição do que eu já disse.

Anônimo disse...

Gente, sério que vocês acham alguém que ganha 20 mil por mês uma pessoa rica? Aposto que concordam com o governo que ganhar 700 reais por mês já quer dizer que saiu da pobreza.

O meu conceito de riqueza é o mesmo que alguns postaram aí: ter dinheiro ilimitado nessa vida. Comprar e gastar sem se preocupar com dinheiro.

E não gostei do post. Mostra uma visão tão estereotipada da classe média (e não rica)...

E também concordo com o anônimo que disse que esses coletivos e coisas semelhantes atraem alguns jovens na faculdade por darem a sensação de exclusividade e de verem coisas que os colegas não vêem, de terem "saído da Matrix". Mas não percebem que os seus colegas criticados, da classe média, pensam o mesmo de vcs...

Anônimo disse...

Condições de igualdade é, por exemplo, todo mundo ter direito a educação de qualidade desde criança.
Aí sim, tendo o mesmo ponto de partida, as mesmas oportunidades, quem estuda mais, se dedica mais, teria mais chances.
Isso seria meritocracia.
Tem nada a ver com cortar perna de gente alta, tomar herança de filho de pobre e coisas do tipo.

Fernanda disse...

Sim Danilo, grande bosta um salário desses num cenário de RIQUEZA. Você acha, sinceramente, que o Brasil é um cenário de riqueza?
Me desculpe mas, no Brasil, que definitivamente NÃO é um cenário de riqueza, uma pessoa que ganha 20.000 é rica, sim senhor.

Anônimo disse...

Vocês continuam argumentando que ganhar 20K por mês é ser rico, mas justificam-se dizendo que a riqueza é de certa forma proporcional, pois esse valor é muito mais do que ganha a grande maioria dos brasileiros. Mas não é assim que se olha a riqueza. Ter mais que os outros torna a pessoa mais rica que as demais, mas isso não quer dizer que ela é rica de verdade.

Uma pessoa que ganha 20K por mês ainda se preocupa com dinheiro. Por exemplo, enquanto as ricas vão para a Europa de primeira classe sem pesquisar preço de passagem e hotel, quem ganha 20K vai de econômica na baixa temporada e fica em hotel mais ou menos. Isso é ser mais rico do que as pessoas que não têm dinheiro nem para comer, obviamente, mas não é ser rico.

Anônimo disse...

Não bastavam as "respostas" do Danilo pra trazer a luz pras pobres leitoras e comentaristas da Lola, agora tem as abobrinhas distorcidas do Fernando.
Estão arrasando... só que não... rs

Julia disse...

Medo desse povo com esse conceito de riqueza de "dinheiro ilimitado".
Quem tem dinheiro ilimitado?
O Carlos Slim, o Bill Gates?

Pessoas assim é quem exploram outras com o objetivo de colecionar dinheiro pra comprar ração de cachorro por R$20 mil.

Anônimo disse...

Segundo a Dilma, classe média é família com renda per capta entre 300 e 1.200 reais.
Se o relato dessa moça vale de alguma coisa além de cagação de estereótipo, ele é sobre classe alta, classes altas nem devem ser demograficamente significantes...

Sara disse...

Essa garota do post é uma verdadeira máquina de estereotipação, ela só se esquece que é um tipo bem fácil de se estereotipar tb.
Desculpe a franqueza de gente assim quero distância segura.

Anônimo disse...

As meninas são estimuladas a estudar porque a sociedade "exige" que elas sejam perfeitas, mas elas são desestimuladas a estudar matemática e física? é um cenário familiar bem esquisito esse...
A verdade é que pouca gente de fato faz engenharia por gosto, faz porque é uma carreira extremamente segura e com boa remuneração. Homens buscam mais isso do que mulheres como profissão porque não esperam contar com a rede de segurança financeira de um possível parceiro ou da família, são mais estimulados a buscar empregos com bons salários que realização profissional.

Fernanda disse...

Olha Anônimo de 26 de agosto de 2014 22:42, você está um pouco equivocado...
Meus colegas metroviários que já tem um certo tempo d eempresa (portanto ganham mais que eu, que nunca viajei de avião), viajam na classe econômica em baixa temporada, e estão BEM LONGE de ganhar 20 mil por mês.

Quanto a questão da meritocracia, como alguém aí em cima disse, seria muito justa se, e apenas SE, todos tivessem acesso às mesmas condições de ensino, saúde e moradia, entre outras coisas. É muito fácil conquistar as coisas por mérito estudando a vida toda em escola particular, fazendo cursinho pré vestibular e comendo todas as calorias necessárias para uma excelente nutrição... e não venham com exemplos como Joaquim Barbosa e etc, que são exceções e, justamente por isso, são tão aclamados como exemplo.

Luiz Prata disse...

Parabéns, Maria Clara, por tudo.

Danilo disse...

Resposta: De acordo total com a Sabrina. Na verdade, as mulheres que moram em favelas, ou melhor, as mulheres que são de classe baixa elas cagam e andam pro feminismo. O que o feminismo faz ou deixa de fazer elas não dão a mínima. Um outro ponto, não existe a Direita no Brasil isso é alucinação da galera esquerdista. Ser de Direita no Brasil é você ser branco, heterossexual e cristão, se for contra cotas e aborto, ixiii, irão te chamar de neo nazista. Para o pessoal da esquerda é proibido você ser branco , heterossexual e cristão só estes componentes descritos você será o extrema direito mais radical.

Danilo disse...

Resposta: Eu ainda acho que feministas no Brasil são raras. De cada 20 mulheres entrevistadas apenas duas se consideravam feministas mesmo numa pesquisa realizada no segundo semestre de 2011. Mulher só é feminista na internet.

donadio disse...

"eu acredito que seja necessária uma análise um pouco maior do tipo de pessoa que dissemina esse discurso, pra que possamos ver de onde essa hostilidade ao feminismo surge."

Eu concordo com isso, mas acho que a análise que você faz é fraca, muito caricatural. A classe média é muito mais contraditória e cheia de nuances do que isso. E nem sempre a classe média alta, que predomina nas universidades públicas, é mais reacionária que a classe média baixa, que está em grande parte excluída delas.

A sonegação de impostos é difícil para quem é de classe média. Quem vive de salário tem seus impostos descontados em folha - e a maioria da classe média, mesmo da classe média alta, vive de salário.

Quem realmente sonega impostos são os empresários, os fazendeiros, gente que não tem nada em comum com a classe média.

Acho que você fica muito na individualização. Sexismo e racismo não são fenômenos individuais. Claro que existem indivíduos que reproduzem o racismo e o sexismo de forma deliberada e consciente, mas eles são uma pequena minoria. O racismo e o sexismo se reproduzem, na maioria das vezes, através do discurso acrítico, não-pensado. E esse não poupa ninguém; todos nós estamos mais ou menos submetidos a ele (por isto, não existem indivíduos não-racistas ou não sexistas; podemos - e devemos - aspirar a sermos críticos do nosso próprio racismo e sexismo, mas acreditar que não somos nunca vetores dessas - e de outras - ideologias é complicado, e geralmente é mais denegação do que outra coisa).

Mais ainda, esse tipo de comportamento que você descreve não está de forma alguma restrito à direita política ou seus acólitos. Muita gente vota no PT, defende as políticas do governo Dilma, e acha, por exemplo, que "bandido bom é bandido morto", ou que existe um tal "pessoal dos direitos humanos" que "defende bandido".

Há menos coerência no mundo do que supõem as nossas vãs filosofias. E, ei, isso é uma coisa boa.

Fernando disse...

Condições de igualdade é, por exemplo, todo mundo ter direito a educação de qualidade desde criança.
Aí sim, tendo o mesmo ponto de partida, as mesmas oportunidades, quem estuda mais, se dedica mais, teria mais chances.
Isso seria meritocracia.
Tem nada a ver com cortar perna de gente alta, tomar herança de filho de pobre e coisas do tipo.


Muito bem.

Mas há dois detalhes que devem ter te escapado:

1) Quem financiaria essa educação de qualidade? Os próprios pais, por intermédio de escolas particulares? Ou essa seria uma obrigação difusa (via impostos), de modo que pessoas sem filhos e já fora da escola pagassem por algo que eles não quisessem?

2) Se há um reconhecimento de que pessoas são inerentemente diferentes no quesito inteligência, qual é a real necessidade de uma educação padronizada?

Anônimo disse...

Vi muito mais homofobia, racismo e violência contra mulher no bairro pobre onde cresci do que no lugar de classe média onde vivo, como disseram, que texto preconceituoso!

Carolina M. disse...

MAria Clara, eu queria ter escrito este texto, sem mudar virgula! Abçs,

Ta-chan disse...

Off:

Acho tem varias pessoas que comentam por aqui regularmente, que posta anonimo quando é pra destilar sofrimento de classe média e preconceitos em geral.

Mas a Sara é uma grande exceção.Ela não tem vergonha nenhuma de mostrar a opinião dela.Discordo de 90% do que ela escreve, incluindo o comentário desse post, mas é bom o fato da pessoa ser honesta e ter coragem de dar a cara a tapa.Tem muitas aqui precisando seguir o exemplo...

Anônimo disse...

Nunca entendi essa demonização chauísta da classe média, já que nem é ela que "tem demais", mas sim os grandes empresários e herdeiros tradicionais... E é justamente por não "ter demais" que classe média tem medo de perder os privilégios.

Raven Deschain disse...

Off topic de novo:

http://www.buzzfeed.com/catesevilla/41-fotos-feministas-ao-redor-do-mundo-antes-e-agora


Só não curti o feminícidio entre aspas.

Anônimo disse...

Fernando, impostos são usados, ou deveriam ser, para o bem comum. Uma educação de qualidade pra todos não é aproveitada somente pra quem tem filhos, mas por toda a sociedade. Pense em profissionais melhores, serviços melhores, a própria educação afasta muita gente de uma vida sem perspectivas, pense em redução da criminalidade, redução da violência, mais pessoas com capacidade de desenvolver projetos que beneficiam a sociedade, uma porção de outras coisas.
E educação de qualidade não quer dizer educação padronizada. Aliás, uma boa educação escolar é aquela que dá as pessoas conhecimento e capacidade de reconhecer e desenvolver suas aptidões.

Anônimo disse...

A missão do Danilo no blog da Lola é provar que feministas não existem, que gente de direita não existe no Brasil. Boa sorte! Aliás, olha seu amiguinho Fernando aí reclamando de que os impostos que paga estão indo pra escola pública e ele não tem filhos, então não é justo. E achando que educação tem que ser particular. Se isso não é pensamento típico de direita, eu não sou feminista, sou um unicórnio.
Mas usando uma expressão bem feia mas que você gosta tanto, acho que infelizmente tá todo mundo aqui andando e cagando pra sua opinião.
Mas né, boa sorte aí de qualquer forma...

lola aronovich disse...

Outra grande missão do Danilo é provar que feministas que são mães não existem. E nem feministas que são casadas com homens que ganham menos. Enfim, acho que podemos abreviar tudo pra "feministas não existem mesmo". Quer dizer, só na internet.

Anônimo disse...

LoLa e Anônima eu também acho isso que o objetivo do Danilo no blog da LoLa é provar a inexistência de Feministas assim como os ateus tentam provar a inexistência de Deus, opsokoapoops. LoLa você podia fazer um guest post "feministas não existem segundo o pensamento do mascu Danilo" eu ia ter dor de barriga rindo, oiospsokps

Anônimo disse...

"Os mais inteligentes para as federais, os outros para as particulares." Rárárá

Anônimo disse...

E na situação atual politiqueira hahaha mesmo. Em alto som

Sara disse...

para não chocar as sensibilidades, me retrato aqui, peço desculpas a ilustríssima autora do post.
Acho até q seus parvos coleguinhas de faculdade deviam lhe render homenagens, afinal eles são iluminados com sua sensatez e brilhantismo.
Se não fosse ela o único ser de bom senso e pensante dos círculos infectos de falta de consciência social, racismo e outras mazelas q ela frequenta, o q seria do mundo não é??

Anônimo disse...

Ta-chan

muito engraçado a pessoa reclamar de quem comenta anonimamente,quando a mesma põe a foto de um gato e usa um apelido,qual é a diferença?

Fernando disse...

Fernando, impostos são usados, ou deveriam ser, para o bem comum.

Dado que o restante do parágrafo é consequência lógica dessa frase, vou me ater a ela.

Disseste bem: deveriam ser. Só que, como o administrador atual da educação está operando fora do mercado (ou seja, sem poder se apoiar no mecanismo de lucros e prejuízos) não é possível qualquer alocação racional dos recursos que recebe dos "contribuintes". Dado que não há a possibilidade de falir, não há qualquer incentivo para se gerir bem o dinheiro. E essa é uma das grandes razões de se haver corrupção.

Aliado ao tempo em que este administrador já está "tomando conta" da educação, parece perfeitamente natural para as pessoas essa profusão de candidatos prometendo "mais verbas pra educação" - mais dinheiro pra ser mal gerido.

E educação de qualidade não quer dizer educação padronizada. Aliás, uma boa educação escolar é aquela que dá as pessoas conhecimento e capacidade de reconhecer e desenvolver suas aptidões.

Certo. E por que não deixar a educação se guiar pela lógica da produtividade, em vez de guiá-la por discurseira piegas sobre como o estado é responsável por prover o pão do saber? E também: o que será que levou os pais da autora do texto a matricularem-na numa escola particular? Teria sido a qualidade visivelmente superior ou algum inverificável "elitismo"?

Recomendo a leitura de "Educação: Livre e Obrigatória", de Murray Rothbard, para maiores esclarecimentos.

Viviane Menezes disse...

A diferença, anônimo das 16h16, é que, mesmo com apelido e desenho de gato, você pode clicar no perfil dela e ler alguns dados sobre a pessoa. Postar como anônimo não nos permite isso. De nada pela explicação!

Ta-chan disse...


"Anônimo disse...

Ta-chan

muito engraçado a pessoa reclamar de quem comenta anonimamente,quando a mesma põe a foto de um gato e usa um apelido,qual é a diferença?
27 de agosto de 2014 16:16 "

Tu não tem nem um misero apelido pessoa!Eu existo e vc é um anonimo no meio de sabe-se lá quantos.

Ta-chan disse...

Precisa de retratação não Sara! :)

Vivemos num pais democrático e vc tem todo o direito de ter e expressar sua opinião.E todos sabemos que suas ferraduras são trocadas todos os dias.

Mas acho que seu comentário irônico ficou agressivo e infantil.A autora fez um esboço da #CMS brasileira e não ofendeu ninguém em particular.

Raven Deschain disse...

Adorei a foto Ta-chan! *-*

Belo cabelo.

Ta-chan disse...

Obrigada Raven :*!

Adna Rosa disse...

Também estudo em federal e realmente, muitas vezes a realidade é essa. Mas como feminista, vejo que as vezes temos boas oportunidades de plantar a sementinha do questionamento ao machismo nas pessoas. Por exemplo, um colega da faculdade me disse: "Ah! Vai ter segundo turno da Marina X Dilma, que sacanagem! Duas velhas feias!", respirei fundo e perguntei: "Fulano, o que um presidente faz?", "Governa um país", respondeu meu colega, então respondi: "Então elas não estão lá para ser o que você considera bonita, se estivessem, seria um concurso de miss, elas estão lá para mostrar sua capacidade de gerencia o país". Vejam bem, o comentário desse rapaz foi muito infeliz, mas a minha impressão é que ele estava apenas repetindo o que todo mundo diz, por mais obvio que seja, é nesses pequenos acontecimentos da vida que se pode mostrar às pessoas que o machismo ainda persiste.

Anônimo disse...

Adna, eu concordo plenamente. Eh plantando sementinhas desse tipo que muitas pessoas abrem a cabeça. Coisa pequena, que não ofende... é o que eu digo e repito: se a gente não falar para pessoas que convivem com a gente coisas desse tipo, vai falar pra quem?
Gritar em blogfeminista sem sua valdiade, mas não perco uma oportuniade de mostrar esse outro lado para as pessoas.

Anônimo disse...

Ta-chan,

Não to falando que é motivo de orgulho pagar impostos.
Estou falando que não é certo traçar um tipo de classe e falar que "aposto que o pai dessa gente sonega imposto". é muito estereótipo nesse texto não acha? é igual falar que todo negro é ladrão, todo gay é promiscuo e toda loira é burra. esse texto não é mto diferente dos preconceitos que vemos todos os dias.
O texto praticamente fala: são todos brancos, burros, elitistas, sonegadores de impostos, não gostam de probre e bla bla bla... não é bem assim.

Ah! e não entendi o combo do racismo e sexismo.

Maira.