sábado, 5 de abril de 2014

GUEST POST: AS MUITAS HISTÓRIAS DE HORROR DE UMA SÓ LEITORA

T. tem várias histórias de horror pra contar. As reações quando ela tentou contar alguma dessas histórias mostram como a cultura de estupro é mesmo uma realidade.

É um prazer imenso poder falar com você. Eu tenho 21 anos e, desde que conheci seu blog, minha vida melhorou. Hoje eu levanto a bandeira do feminismo, já que ele tirou um peso gigantesco das minhas costas. Hoje eu me sinto um pouco mais livre ou, pelo menos, mais ciente das amarras que me prendem.
Eu cresci em uma família que, apesar de não ser muito religiosa, é bem machista. Tenho um tio homossexual que sofreu bastante até "ser aceito" pelos meus avós. Minha mãe sempre me ensinou que é normal "sofrer" para ficar bonita. Minha avó acredita que as mulheres devem cuidar do marido e dos filhos. Além disso, ela é totalmente contra a liberdade sexual feminina. Nada de masturbação! Nada de transar com o namorado! Nada de pílula do dia seguinte, nada de aborto! Isso é coisa de vagabunda. Mulher tem que se dar ao respeito
Nunca tive uma relação muito próxima com o meu pai (não nos falamos desde os meus 17 anos), mas eu sei que ele também tem esse tipo de pensamento. O meu tio, o mesmo que já citei antes, certa vez me disse que eu seria mais bem sucedida se gastasse meu tempo malhando a bunda, em vez de ficar estudando. Segundo ele, o importante era eu ser gostosa e arrumar um marido rico. O mais chocante é que eu era só uma criança quando ele me disse isso.
Além dessas coisas que sempre me reprimiram, eu também sofri muito com a tal ditadura da beleza. Eu me lembro das tentativas em vão de emagrecer, das dietas malucas desde a infância. E nunca foi por uma questão de saúde. Isso destruiu a minha autoestima irreversivelmente. Até hoje não consigo me achar bonita.
Também já sofri muitos abusos, como a maioria das mulheres. Desde a pré-adolescência, já ouvi muitas cantadas pornográficas na rua. Quando eu tinha 13 anos, um cara bem mais velho (um idoso, na verdade) disse que se um dia eu posasse nua na Playboy, ele compraria, e depois tentou me levar à força para a casa dele. Na sétima série, um garoto da minha turma (o mesmo que me chamava de gorda e dizia que nenhum homem nunca iria se interessar por mim) passou a mão nos meus seios por cima da camiseta, dentro da sala de aula, enquanto dizia coisas obscenas que gostaria de fazer comigo. 
Ano retrasado, na Virada Cultural de São Paulo, um desconhecido me apalpou entre as pernas, enquanto me olhava sorrindo. Eu tive vontade de gritar, de correr, de morrer, mas apenas engoli o choro e fingi que nada estava acontecendo, para a minha mãe não perceber. Mais tarde, no mesmo dia, um homem que parecia estar drogado me segurou pelo pulso com muita força. Eu pedi para ele me soltar. Ele disse que queria só conversar comigo. Começou a torcer meu pulso e ameaçou matar minha mãe. Ele tentava me levar pra um beco escuro, enquanto me chamava de loirinha vadia. Ele iria me estuprar e eu não conseguia me soltar, estava desesperada. Até hoje, não sei como consegui ter força e coragem para sair correndo, mas consegui.
Eu moro sozinha, perto da universidade onde estudo. É uma cidade universitária muito insegura à noite, principalmente para mulheres. É comum acontecerem ondas de estupros de estudantes lá. Uma noite, aproximadamente às 19h, eu e uma amiga fomos abordadas perto de casa e obrigadas a entrar em um carro com três homens. Era um sequestro relâmpago e eles só queriam nos roubar, mas durante as duas horas e meia que estivemos com eles, eu soube o tempo todo que se eles quisessem nos estuprar, não havia nada que pudéssemos fazer para evitar. 
Eu entrei em desespero quando um deles começou a dizer que nós éramos muito bonitas e a perguntar se tínhamos namorado. Muitas coisas passaram na minha cabeça. Comecei a bolar planos de fuga, tentei procurar alguma coisa que eu pudesse usar para matar os caras. Tive tanto medo! Naquele dia eu estava com uma blusa um pouco mais decotada e o tempo todo eu me sentia culpada. Eu sabia que se eu fosse estuprada, eu iria me culpar pelo resto da minha vida por estar usando uma blusa decotada e por estar à noite na rua. Eles não nos estupraram, mas eu nunca mais consegui andar sozinha depois das 19h sem estar acompanhada por um amigo homem, e nunca mais dei informações para desconhecidos na rua. 
Quando eu tinha 15 anos, um instrutor da academia onde eu fazia musculação disse que eu teria que fazer um novo exame médico. Eu disse que não podia fazer naquele dia, pois ia estudar na casa de um amigo. Ele insistiu até eu aceitar fazer o tal exame. Fomos para uma sala isolada e ele trancou a porta e disse para eu deitar. Quando eu deitei, ele pediu para eu tirar toda a roupa. Eu fiquei constrangida e não me mexi. Ele arrancou a minha calça e calcinha de forma bruta e tirou a minha blusa. Eu estava tão chocada que não reagi. 
Ele disse que eu não precisava sentir vergonha, porque era só um exame. Ele me deixou só de sutiã e passou a mão no meu corpo inteiro, inclusive nas minhas partes íntimas, enquanto anotava uns números num caderninho. Não sei quanto tempo isso durou, mas eu sentia que aquele inferno nunca teria fim. Ele agia tão tranquilamente que eu realmente cheguei a pensar que aquilo fosse só um exame médico normal. Não tive forças para gritar ou sair correndo. Quando ele disse que tinha terminado o exame, ele me abraçou como se nada tivesse acontecido. Eu fui correndo pra casa e fiquei um tempão no banho, me sentindo suja, e chorando. Só tive coragem de contar para a minha mãe de madrugada.
Minha mãe ficou muito nervosa. Meu namorado brigou comigo por ter deixado um desconhecido passar a mão no meu corpo. Minha avó perguntou se eu já tinha paquerado o instrutor, e que tipo de roupa eu usava na academia. Todos disseram que eu poderia ter evitado se quisesse. Todos me culparam, ninguém me viu como uma vítima. Eu só tinha quinze anos e era virgem. 
Fiz um B.O. na delegacia, e descobri que o que o instrutor fez comigo era considerado “atentado violento ao pudor mediante fraude”. A delegada disse que eu teria que fazer um exame de corpo de delito. Eu não queria fazer, não queria passar por isso, mas minha mãe insistiu e eu fiz. 
Foi um dos momentos mais horríveis da minha vida. Eu me senti humilhada, vulnerável, sem poder sobre o meu próprio corpo enquanto várias pessoas me viam nua e me fotografavam deitada numa maca com as pernas abertas. Eu tinha vontade de vomitar. Eu sentia ódio daquele cara que era o culpado de eu estar passando por tudo aquilo. E o pior era que as mulheres que trabalhavam no hospital onde eu fiz o exame de corpo de delito não achavam grave o que tinha acontecido comigo, porque afinal, eu ainda tinha um hímen, então estava tudo bem! 
Quando voltei à delegacia, fui ridicularizada pela escrevente, que não entendia porque eu estava prestando queixa contra um cara que não tinha me estuprado. Um dos responsáveis pela delegacia, um homem, disse para eu desistir do caso, porque o instrutor da academia “bebia umas cervejas” com ele, então seria chato eu causar uma inimizade entre os dois. Aquilo estava me fazendo tão mal e eu estava tão cansada, que eu desisti. O instrutor até hoje trabalha na mesma academia, perto da minha casa, mesmo depois de a minha mãe falar o que tinha acontecido para os donos do estabelecimento. Ele disse que eu era uma louca mentirosa, que isso nunca tinha acontecido.
Recentemente, um amigo de infância teve uma discussão comigo sobre estupro. Ele não entendia a gravidade de um estupro. É o tipo de pessoa que acha que algumas mulheres estão pedindo para ser estupradas e que outras até gostam disso. Ele disse que eu era uma fraca, que o mundo tem muitos problemas piores que um “estuprozinho” qualquer. Ele falou tudo isso mesmo depois de saber das coisas que eu tinha passado.
Esse acontecimento com o instrutor da academia e todos os outros casos de machismo no meu dia a dia prejudicaram intensamente a minha vida afetiva e sexual. Mesmo depois de dois anos e meio de namoro, eu não aceitei transar com o meu namorado, porque cada vez que ele me tocava, eu me sentia mal. Depois que terminei o namoro, fui a festas universitárias e cheguei a trocar beijos com alguns rapazes, mas nunca deixava passar desse ponto, porque me sentia invadida e desrespeitada. Sentia um mal-estar físico, náuseas e vontade de sair correndo.
Acabei me cercando de amigos gays. Nunca mais me envolvi com nenhum homem. Só tinha paixões platônicas, impossíveis. E isso me deixava satisfeita, porque eu não queria que ninguém me tocasse. Ao mesmo tempo, sempre falei sobre sexo com meus amigos com bom humor e nunca demonstrei ter qualquer problema referente à minha sexualidade. Nunca me abri desse jeito com ninguém.
Recentemente, conheci um rapaz da minha idade, e as coisas mudaram bastante. Ele não é machista. Ficamos amigos e desde o começo era uma espécie de amizade colorida. Pela primeira vez, eu me senti respeitada de verdade por um homem. Ele nunca me tocou sem a minha permissão, nem fez qualquer tipo de pressão psicológica para que eu transasse com ele. Mesmo sem qualquer tipo de sentimento romântico por mim, ele me tratou tão bem como eu nunca tinha sido tratada antes. 
Nós temos uma relação de amizade muito verdadeira. Tive minha primeira relação sexual com ele, aos vinte anos. Sem traumas, sem medo, sem os sentimentos ruins que sempre me acompanhavam cada vez que um homem me tocava. Estou feliz por ter começado uma nova página na minha vida. Não sei se vou achar mais homens assim, mas agora tenho esperança. De certa forma, acho que dias melhores virão.
Obrigada, Lola, por ajudar tantas garotas como eu que já sofreram ou sofrem com o machismo. O seu blog foi o ponto de partida para que eu começasse a entender o que de fato é o movimento feminista. Hoje sou uma mulher mais forte e disposta a lutar por todas nós.

31 comentários:

Zrs disse...

Tão cotidiano, tão comum para nós mulheres...sim, todas temos uma ou muitas histórias de terror para contar.

Anônimo disse...

desculpa, sei que vocês dizem o contrário, mas eu acredito que só mulheres padrão sofrem esse tipo de assédio na rua. minhas amigas, que são todas magras e belas, falam que toda vez que saem na rua mais de um cara mexe com elas. eu sou gorda e feia e isso nunca acontece comigo. acho que é até cruel ficar falando que toda mulher passa por isso, porque não é verdade. sei que é horrível dizer isso, mas às vezes eu bem que gostaria de ser assediada na rua, só para não me sentir tão invisível quanto normalmente me sinto...

Paula disse...

Anon das 14:19

obviamente vc é um mascu-troll a vida...

se realmente fosse uma mulher gorda, estaria ressentida te de ofenderem na rua, de homem ficar com vc escondido, de ser mal-tratada em loja e coisas do genero...

volta pro mar, oferenda...

Luiza disse...

Anônima, o post é sobre estupro mesmo. Essa garota foi estuprada. Não é apenas penetração que caracteriza estupro. Não estamos falando de assedio. E eu também não sou assediada com frequência em ruas e acho isso uma das coisas boas de estar fora do padrão. Deve ser um inferno passar por isso td dia. Vamos ter um pouco mais de empatia.

Anônimo disse...

olha, tá difícil acreditar no anonimo das 14h19. eu vejo mulher de todos os tipos ser assediada. hoje, com 50 anos, andando de bermuda larga, tenis e camisetão ainda sou assediada com cantadas nojentas.
aiaiai

Maria Valéria disse...

Sobre ser assediada na rua, nos meus 20 ate os 30 anos faziam aquela piadinha de fazer o ' teste da construção ' : se vc passasse em frente a uma obra e nenhum pedreiro mexesse com você, era porque vc tava muito feia.

Na época eu dava risada, hoje vejo o quanto isso e machista e nao falo mais essas coisas,

Hoje eu faço caminhadas na pracinha em frente de casa, em Campinas, num bairro de classe media / media alta. No inverno vou de camiseta de manga comprida e legging,mas no verão muitas vezes vou de short e regata, e depois das 20 h , senao nao agüento o calor ( aqui em sp tem horário de verão )
Algumas vezes escutei essas cantadas nojentas de rua : ou de gente que tava passando de carro, ou de homem babão que passa do meu lado e fala baixinho " gostosa" como se tivesse a maior intimidade comigo.
Por incrível que pareça,essas cantadas nojentas nao aconteceram de noite nao, foram sempre de dia,na frente de todo mundo.parece que o cara faz de propósito pra se exibir pro publico.( de noite tem menos gente na praça ). E seguro porque tem ponto de taxi e mercado do lado, entao sempre tem gente circulando.
Pros babões que passam do lado nao tenho coragem de fazer nada pois estão ali andando do meu lado,sigo em frente e pronto,
Mas pra quem passa de carro ja fiz mais de uma vez sinal obsceno , mesmo meu pai ( sendo delegado de policia e falando que e perigoso, que o cara pode voltar e me bater) me avisando pra nao fazer.
Da muita raiva pra gente se segurar e ficar quieta,
Eu chamo a atenção, porque sou alta e tenho corpo bonito, perna grossa, mesmo quando estou acima do peso, mas nao vou deixar de caminhar de short empurrar escaldada no verão por causa disso.
Entao ...quando eu me achava feia ( adolescência ) eu tambem daria tudo pra mexerem comigo na rua.
Anônima das 14 e pouco,o dia que vc receber uma cantada de rua vc vai se sentir uma droga e vai mudar de opinião.
Nao deseje isso pra vc nao,vai por mim.

MonaLisa disse...

Lembrei do filme Cairo 678.

Mila disse...

Isso é triste. Eu me identifiquei muito com a primeira parte do relato: sofro inúmeras pressões (emagrecer, passar em concurso, arrumar marido) e também já passou (ainda passa) pela minha cabeça que é melhor malhar a bunda que o cérebro.
Histórias de horror como essas são mais comuns do que se imagina. É só perguntar para qualquer mulher.

Anna Milani disse...

Eu não tenho uma história tão grave como essa pra contar, somente as cantadas de rua, que eu resolvo retrucando e mostrando o dedo médio. Porque sabe, se ficar calada, é pior ainda, aí é que os caras não param. E caso eles persigam, corra o mais rápido que conseguir, ou veja se consegue
reagir e bater no desgraçado[se for um idiota só e se você tiver condições físicas é claro] Um chute no meio das pernas também funciona.
Dificilmente eu corro, porque que eu me lembre, só um correu atrás de mim, e como ele era um ogro, eu saí correndo dando risada e me escondi dentro de uma loja.

Acho que a pior história de horror que aconteceu nem foi comigo, mas me atingiu como se fosse. Uma amiga sofreu um estupro. E eu ainda tenho que ressaltar que ela é gorda, ou seja: Não, quando uma mulher fora do padrão de beleza diz que foi estuprada, não é pra fazer pouco caso e fazer piadas babacas como o Rafinha Bastos 'estuprador de mulher feia merece abraço', onde já se viu! O ultimo filho da P#ta que disse isso na minha frente levou um soco tão forte que quebrou o nariz.

Bem, ela voltava de uma festa tarde da noite e aconteceu. Eu não tinha ido na festa porque estava doente, e confesso que fiquei me sentindo muito culpada. Só no dia seguinte eu fiquei sabendo. E o que mais doeu em mim foi vê-la passar pelas frases clássicas:
'Quem iria querer estuprar ela?'
'O que ela tava usando?'
'Por que foi embora sozinha?'
E outras merdas. Eu fiquei muito feliz que ela superou esses comentários e rebate à altura, ou simplesmente manda aquele olhar de pena pra quem comenta. Mas eu sei que ela nunca vai esquecer.

Anon das 14:19 [Mascutroll talvez...?]

Se vocÊ leu acima, entendeu que uma mulher fora dos padrões pode sim sofrer estupro/assédio. Cadê a sua teoria agora, de que só as bonitonas sofrem isso? Meu Deus, você daria tudo pra ser assediada, enquanto EU daria tudo pra essa droga parar. Repense isso aí, é melhor ser notada com um elogio bonito como um 'linda' do que uma cantada fracassada que rebaixa a mulher à um pedaço de carne.

Força aí pra autora do post.

Joselma Maria disse...

Pois é, e quantos acham que estrupo é só quando há a penetração. Muitas mulheres já sofreram esse tipo de assédio e estão caladas, com medo, e sabendo que os que deveriam estar do lado delas vão achar bobagem prosseguir em sua defesa...

Anônimo disse...

>consiga uma arma
>lembre do horário que a academia fecha
>vá um dia lá e fique esperando o instrutor sair sozinho
>sem ser vista, aponte para a cabeça dele
>puxe o gatilho
>fuja correndo como se não houvesse amanhã
>jogue a arma em algum rio ou bueiro
>???
>PROFIT

LOVE GÓTIC disse...

Querida nunca te vi e talvez nunca verei, mas te digo que não queira passar por assédio. Você se menospreza porque é gorda, mas isso não é o fim do mundo nem da vida. Não tente se encaixar na ditadura da beleza magra. Você pode ser feliz da maneira que você é. E assédio não é nada do que você ta pensando vai muito além dum psiu, dum grito de gostosa ou duma cantada barata. Tente se amar mais e ter um homem não é uma das maravilhas do mundo é melhor ter você mesma, seu carinho e sua alto estima em alta

Patrícia Gomes disse...

Conheço váááá´rias mulheres religiosas que são estupradas por seus maridos e não entendem q é estupro. Minha mãe foi estuprada por meu pai, que esperou que ela dormisse sob efeito de tranquilizante e então ele transou com ela. Ela queria se separar à época e ele não. No dia seguinte ele disse que ela estava grávida, ela não deu bola, 3 meses depois ele morreu e ela realmente estava grávida e só poderia ter sido naquele dia pq não transavam há muito tempo. Mas estupro só acontece nos becos e à noite e se a menina usar roupa curta e andar sozinha ou com outras vadias.

Anônimo disse...

Eu fui estuprada. Sou magra, mas não foi pela magreza que aquele maldito me violentou. Nunca me recuperei. Me enoja olhadas, assédios e fico constrangida quando algum homem fala bobagens para mim. Eu já até relatei aqui o meu caso. Fui estuprada por um pedófilo aos 12 anos. Eu era tão menina que nem tinha seios. Era um visinho que me levou pelo braço para a casa dele, alcolisado ele me lambia o rosto, eu tentava me cobrir me proteger e não evitei. Me culpei por estar na porta de casa desenhando amarelinha, me culpei por ser criança e não ter tido força para me soltar. Ele foi preso por ter estuprado a sobrinha de 9 anos. O tempo passou mudei de cidade e consegui um emprego para dar aulas numa escola rural. Tinha motorista e num dia em que faltou professor e somente eu fui para o interior o motorista parou numa estrada de terra e me vi nua novamente diante dum miserável ai que nojo. Ele me dxou nua e me jogou no banco de traz na estrada de terra me estuprou fiquei semanas com a marca da fivela do cinto de segurança no peito. Ele fez o que quiz anal e vaginal e ainda falou que não fez oral por que eu poderia morder o pênis dele. Quiz me trazer de volta mas corri pelo mato um vaqueiro me encontrou eu tava em choque pensei que também ia me violentar ele me deu a camisa e até hoje o motorista ta foragido. Mais um estupro, mais uma dor mais um trauma e ainda tem gente aqui que gostaria de ser assediada. Estou tentando me recuperar . Voltei a trabalhar, mas a empresa tem câmera, alarme e somos 4 mulheres não tem homem no mesmo departamento. O motivo? A dona da empresa também foi violentada. Horrível, tenho pesadelos e medo do motorista volta e sei lá me atacar, se vingar . :(
Não se culpem. Aqui no bloguinho descobri que sou a vitima. Nada justifica um estupro nem o peso, altura, cor ou roupa.

Anônimo disse...

Pois eh... me lembro que quando eu tinha meus 13/14 anos fui encoxada no onibus varias vezes usando o uniforme da escola por homens mais velhos.

Sera q eu era padrao de beleza? Bem, eu pesava mais de 80kg na epoca, entao acho que esse argumento nao rola; Roupas provocantes? Poxa, sera q a calca cargo com camiseta e blusao de uniforme de uma escola publica/particular sao tao provocantes assim? Sera q a culpa era minha por 'ousar ir pra escola' em uma cidade grande do tipo Sao Paulo?

Vai ver as escolas deviam mudar o uniforme das meninas pra uma burca ne, quem sabe assim a gente para de provocar os tarados coitadinhos... -__-

HEADBANGER ZETA MGTOW disse...

foi na virada cultural e não queria ser assediada ou que tivesse drogado passando a mão nela? porra, eu não tenho mais vida social, nem vou À baladas, shows etc porque não quero que 20 pitboys se juntem pra me espancar e me matar, então eu fico em casa. será que uma mulher nõa é capaz de pensar da mesma forma que eu? porque essa necessidade grande de acreditar nas instituições desse país como a justiça, a policia etc eu não acredito em nada disso, por isso planejo minha vida de forma que eu não termine vítima de violencia. cuidado em mulher, fica saindo muito pra noitada, pode ser sequestrada e ir pro trafico humano. o mundo não é cor de rosas e pare de acreditar que existe uma justiça no mundo pra te proteger. será que mulher seria capaz de parar de sair pra baladas ou a vontade de ostentar e ser aprovada socialmente é grande demais?

Anônimo disse...

Anônimo das 14:19

Eu, que sou feia, pareço uma criança pequena, e sempre me visto que nem uma freira, já fui assediada.

É com menos frequência, porque eu não pareço alguma coisa que possui sexualidade, e na verdade eu nem pareço mulher - ou seja, eu não sou um objeto útil - mas já ouvi baixaria sim.

Uma vez dois homens me seguiram por uma rua deserta e eles só não me abordaram porque um deles falou "para, cara, ela é de menor". E eu sei que meninas desde os 13, 14 anos já são abordadas com frequência.

Já tentaram me agarrar a força, já tomei passada de mão, pra fui molestada no transporte público, já ouvi "elogios" que não eram bem vindos, e eu sou feia, pequena, uso muita roupa e não tenho corpo nem jeito de mulher.

É exercício de poder, não importa como você é.

LOVE GÓTIC disse...

Os homens nem se importam com peso ou roupa basta ser mulher. Uma vez um homem falou que bastava mijar sentada que ele traçava. Falou isso porque eu tava de calça e coturno, para a maioria visual gótico é só para homem. Pura besteira. Gosto de calças e bermudões e dai? E eu também não sou nenhum modelo de beleza. Mas a falta de respeito é para todas. Que bom que a autora superou é muito ruim trauma que atinge a sexualidade. Estupro é algo que marca muito a mulher. Dar a sensação que foi usada e jogada fora e ainda tem o medo.E para mim estupro é tudo que constrange, humilha e machuca a intimidade feminina. Obrigar a esposa a transar é estupro, tocar na mulher enquanto ela dorme, passada de mão também. Foi horrível eu na balada e um idiota colocou a mão por baixo da minha saia. Me agarrou na marra. Balada dance luzes acendendo e apagando ninguém notou ou fingiu que não notou. Me tocou com força e doeu me soltei e fui para casa me senti tão humilhada que nem tive coragem de falar aos amigos e fiquei no banho até me sentir limpa . Me senti estuprada pelo toque não me vejo radical em relação a estupro, basta constranger já violou.

Nane disse...

Olha, um dia todas nós sairemos do padrão ,pois envelheceremos.Hoje aos 46 anos, raramente sofro assédio e isso é muito bom! Vc não imagina a sensação de sair bem mais tranquilo na rua.Mas entendo o que vc sente.Só que grande parte da população está fora do padrão; homens inclusive!
Esses dias vi uma gorda dançando num bar. Ela era cliente, se levantou e deu um show! Dançava tão bem e tão "não to nem aí " que tive que aplaudir quando ela se sentou de volta a sua cadeira. Achei o máximo! Então acho q é por aí!

Anônimo disse...

é mentira falar q padrão de beleza n tem a ver com abuso,quando eu era magra,ouvia muita merda na rua,mas tive sorte de n abusarem de mim.
mas agora que estou obesa,as nojeiras sumiram(ainda bem).

Anônima disse...

Pois se por ventura estiver diante dum tarado ele não vai mandar você emagrecer para depois te estuprar. As nojeiras não sumiram talvez não falam para você ouvir. Não pense que você està a cima do risco. Proteja- se.

Anônimo disse...

Realmente, toda mulher tem uma história pra contar.
Sou homem e nunca tinha pensado que os abusos e assédios sexuais são tão frequentes no dia a dia de uma mulher. Depois que eu comecei a ler o blog da Lola que resolvi conversar sobre esses assuntos com alguns conhecidos. E praticamente TODAS as mulheres com quem eu conversei já sofreram algum tipo de agressão sexual ou verbal.

Hoje fico sempre com receio por minha irmã e por minha namorada. Elas já relataram que receberam cantadas e esses tipos de comentários vindo de pessoas que sabem que elas tem namorado. Já tive vontade de ir no emprego dela tirar satisfação com um cara, mas só não fui porque ia prejudicar ela.

O pior de tudo é isso. As pessoas acham normal tratar mulher desse jeito. Aí acontece uma espécie de "corporativismo" em que os homens defendem esse tipo de homem pois sabem que fariam igual. Já cansei de tentar convencer alguns amigos meus que as atitudes deles são machistas, mas parece que essa cultura está tão impregnada na cabeça das pessoas que eu é que sou visto como anormal.

Em relação à garota do post: moça, a culpa nunca foi sua. Espero que você seja muito feliz ao lado desse rapaz.

Anônimo disse...

Deixem de serem ridículas e insensíveis. Qualquer mulher sofre assédio. Sou obesa, peso quase 100 kg e todo santo dia tem um velho escroto pra falar merda. Sofremos menos assédio, mas ele ainda existe. Pq? Pq na cabeça desses nojentos não passamos de um pedaço de carne pra eles usufruírem, gordas ou magras e velhas.

Anônimo disse...

É claro!!!! Aqueles franceses idiotas, não bastava estar famintos, resolveram iniciar uma revolução!!! Cadê a fome na hora de cortar a cabeça do rei??? Tudo papo de pré-comunista! Temos que guardar nossa energia para SOBREviver, e não para construir uma possibilidade de VIDA para nós mesmos ou ao menos as gerações futuras. Vamos todos ficar quietinhos sustentando instituições que não nos representam ou protegem, como aqueles caras na França deviam ter feito!!! Olha o estado em que o mundo está! Não adiantou nada, né?

(Sério que eu perdi meu tempo respondendo a esse cara?)

Julia disse...

Anon 21:10, lembrava de ter lido essa história aqui nos comentários. Foi horrível demais o que você passou. Espero que você fique bem e se recupere logo. Um abraço.

Julia disse...

Anon 18:20, elas não deveriam ouvir esses tipos de comentários mesmo que não tivessem namorado, mesmo que fossem solteiras.

Anônimo disse...

Gente, to impressionada com tantas histórias. Tb já sofri assédio de um vigia da minha rua qdo criança, mas felizmente não lembro, vagas lembranças q não me atingem. Qdo era mais nova e andava a pé ouvia muitas besteiras tb. Há muito tempo sou casada (só saio com companhia à noite) e só saio de carro, então isso evita essa exposição. Mas vejam q absurdo: moro a uma quadra da academia mas evito ir a pé justamente pra evitar qq coisa chata, nem q seja buzina de carro. Todo mundo olha qdo um carro buzina pra uma mulher, é mto constrangedor. Enfim, por mim, dou graças nao precisar me expor, pelas outras, lamento profundamente. Marcante o caso da a foi estuprada pelo motorista do trabalho, q merda, acho q já escapei de mta coisa, agora é ficar atenta e não confiar em ninguém.

Priscila Marques disse...

Olá,
Não deve ter sido fácil toda essa experiência... na verdade parece que foi terrível. O importante é saber que nesse momento está melhor e seguindo sua vida, infelizmente as vezes passamos por cada coisa sem explicação e a saída é tentar superar.

Anônimo disse...

T.... Eu sinto tanto por tudo pelo que passou, de verdade, mas também admiro muito a sua coragem de se abrir e "superar". Tenho 20 anos e passei por muitas coisas parecidas, mesmo na infância, desde assédio verbal a abuso físico e isso me afeta muito até hoje. Não consigo estabelecer uma relação afetiva e muito menos sexual. Fico muito desconfiada de qualquer aproximação masculina e só tenho amigos gays. Me vi particularmente afetada, principalmente pelo episódio deplorável com o dito "instrutor", pois vivi uma situação similar, aos treze anos , quando um agente, que trabalhava para a agência de modelos a qual eu pertencia, me manipulou para me tocar dizendo que: "como eu estava crescendo, precisava verificar se meus pelos púlbianos estavam muito altos", na hora fiquei paralizada e extremamente constrangida e não pude fazer nada pois estavamos sozinhos, chorei todo o caminho de volta para casa, mas não mencionei o ocorrido para ninguém, apenas parei de frequentar a agencia, agora vejo que foi um ato de total covardia da parte do cara (que era um adulto) e me sinto mal por não ter dito nada, pois ele podia fazer o mesmo, ou pior, com outras meninas. Também tive disturbios alimentares e ainda sofro de depressão por conta do peso de guardar tudo pra mim. Só consegui me abrir sobre uma agressão vivida na infância quando minha própria mãe confessou que havia sido estuprada por um parente aos nove anos de idade, foi um choque e também muito triste descobrir que ela tinha passado por isso, e que com ela ainda houve a máxima violência da consumação. Já pensei em procurar ajuda médica, mas tenho muito receio e vergonha de me expor e até de me "fragilizar", pois tenho tentado seguir em frente e me esforçado para afastar os fatos da memória, mas é difícil quando qualquer "gracinha" ou avanço sugestivo de um homem me infligem um desconforto e temor terrível. Bem, tudo o que posso fazer, por hora, é desejar força e equilibrio emocional para mim e todas as mulheres que precisam conviver com marcas como estas, e torcer para ter a sorte de encontrar o menor número possivel de depravados que eu puder evitar. O blog é ótimo Lola, tem me ajudado bastante a aceitar meu passado e que eu não tenho culpa de nada do que me causaram. Bjo :>

Anônimo disse...

Poema. Protesto de Carlos de Assunpção

Mesmo que voltem as costas
Às minhas palavras de fogo
Não pararei de gritar
Não pararei
Não pararei de gritar

Senhores
Eu fui enviado ao mundo
Para protestar
Mentiras ouropéis nada
Nada me fará calar

Senhores
Atrás do muro da noite
Sem que ninguém o perceba
Muitos dos meus ancestrais
Já mortos há muito tempo
Reúnem-se em minha casa
E nos pomos a conversar
Sobre coisas amargas
Sobre grilhões e correntes
Que no passado eram visíveis
Sobre grilhões e correntes
Que no presente são invisíveis
Invisíveis mas existentes
Nos braços no pensamento
Nos passos nos sonhos na vida
De cada um dos que vivem
Juntos comigo enjeitados da Pátria

Senhores
O sangue dos meus avós
Que corre nas minhas veias
São gritos de rebeldia

Um dia talvez alguém perguntará
Comovido ante meu sofrimento
Quem é que esta gritando
Quem é que lamenta assim
Quem é

E eu responderei
Sou eu irmão
Irmão tu me desconheces
Sou eu aquele que se tornara
Vitima dos homens
Sou eu aquele que sendo homem
Foi vendido pelos homens
Em leilões em praça pública
Que foi vendido ou trocado
Como instrumento qualquer
Sou eu aquele que plantara
Os canaviais e cafezais
E os regou com suor e sangue
Aquele que sustentou
Sobre os ombros negros e fortes
O progresso do País
O que sofrera mil torturas
O que chorara inutilmente
O que dera tudo o que tinha
E hoje em dia não tem nada
Mas hoje grito não é
Pelo que já se passou
Que se passou é passado
Meu coração já perdoou
Hoje grito meu irmão
É porque depois de tudo
A justiça não chegou

Sou eu quem grita sou eu
O enganado no passado
Preterido no presente
Sou eu quem grita sou eu
Sou eu meu irmão aquele
Que viveu na prisão
Que trabalhou na prisão
Que sofreu na prisão
Para que fosse construído
O alicerce da nação
O alicerce da nação
Tem as pedras dos meus braços
Tem a cal das minhas lágrima
Por isso a nação é triste
É muito grande mas triste
É entre tanta gente triste
Irmão sou eu o mais triste

A minha história é contada
Com tintas de amargura
Um dia sob ovações e rosas de alegria
Jogaram-me de repente
Da prisão em que me achava
Para uma prisão mais ampla
Foi um cavalo de Tróia
A liberdade que me deram
Havia serpentes futuras
Sob o manto do entusiasmo
Um dia jogaram-me de repente
Como bagaços de cana
Como palhas de café
Como coisa imprestável
Que não servia mais pra nada
Um dia jogaram-me de repente
Nas sarjetas da rua do desamparo
Sob ovações e rosas de alegria

Sempre sonhara com a liberdade
Mas a liberdade que me deram
Foi mais ilusão que liberdade

Irmão sou eu quem grita
Eu tenho fortes razões
Irmão sou eu quem grita
Tenho mais necessidade
De gritar que de respirar
Mas irmão fica sabendo
Piedade não é o que eu quero
Piedade não me interessa
Os fracos pedem piedade
Eu quero coisa melhor
Eu não quero mais viver
No porão da sociedade
Não quero ser marginal
Quero entrar em toda parte
Quero ser bem recebido
Basta de humilhações
Minh'alma já está cansada
Eu quero o sol que é de todos
Ou alcanço tudo o que eu quero
Ou gritarei a noite inteira
Como gritam os vulcões
Como gritam os vendavais
Como grita o mar
E nem a morte terá força
Para me fazer calar.
Organização Negra Nacional Quilombo ONNQ 20/11/1970 –
quilombonnq@bol.com.br

Jama Libya disse...


O PROTESTO 1955 / 2O15. 60 ANOS do Poeta CARLOS DE ASSUMPÇÃO o mestre que completa 88 anos de muitos parabéns num sábado de muita luz 23 de maio glorioso que realça valoriza nossa luta a historia sempre viva do poeta guerreiro Cassump de Ébano como disse o herói poeta angolano Agostinho Neto.
CARLOS DE ASSUMPÇÃO seu nome esta realçado entre os maiores poetas do mundo e assim no Brasil nas principais obras da cultura afro brasileiro"A Mão Afro-Brasileira" Emanoel Araújo. “Enciclopédia Brasileira da Diáspora Africana” Nei Lopes. “Enciclopédia Quem é quem na negritude brasileira” Eduardo de Oliveira.Enciclopédia“África Mãe dos Gênios Negros Afros Brasileiros” Jorge J. Oliveira entre outras obras. Os Dizeres dos grandes mestres sobre Carlos Assumpção diz Abdias do Nascimento é o meu poeta, Solano Trindade Protesto é minha alma, Geraldo Filme me arrepia, Clovis Moura a lira de nossas revoltas, Barbosa sinto cada letra, Prof. Eduardo Oliveira minha inspiração, Luís Carlos da Vilaa alma da Kizomba,Tião Carreiro uma alegria triste, Milton Santos Diz tudo, Grande Otelo é o Poema Hino Nacional da luta da Consciência e Resistencia Negra Afro-brasileira.
CARLOS DE ASSUMPÇÃO – O maior poeta da militância negra da historia do Brasil autor do poema o PROTESTO Hino Nacional da luta da Consciência eResistencia Negra Afro-brasileira. O poetaAssumpção é o maior ícone das lideranças e dos movimentos negrose afros brasileiras e uma das maiores referencias do mundo dos ativistas e humanistasem celebração completa 88 anos de vida. CARLOS DE ASSUMPÇÃO nasceu 23 de maio de 1927 em Tiete - SP. Por graças e as benções de Olorum 88 anos de vida com sua família, amigos e nós da ORGANIZAÇÃO NEGRA NACIONAL QUILOMBO O. N. N. Q. FUNDADO 20/11/1970 (E diversas entidades e admiradores parabenizam o aniversario de 88 anos do mestre poeta negro Carlos Assumpção) temos a honra orgulho e satisfação de ligar para a histórica pessoa desejando felicidades, saúde e agradecer a Carlos de Assunpção pela sua obra gigante, em especial o poema escrito em 1955 o Protesto que para muitos é o maior e o mais significante poema dos afros brasileiros o Hino Nacional dos negros. “O Protesto” é o poema mais emblemático dos Afros Brasileiros e uns das América Negra, a escravidão em sua dor e as cicatrizes contemporâneas da inconsciência pragmática da alta sociedade permanente perversa no Poema “O Protesto” foi lançado 1958, na alegria do Brasil campeão de futebol, mas havia impropriedades e povo brasileiro era mal condicionado e hoje na Copa Mundial de Futebol no Brasil 2014 o poema “O Protesto” de Carlos de Assunpção está mais vivo com o povo na revolução para (Queda da Bas. Brasil.tilha) as manifestações reivindicatórias por justiça social econômica do povo brasileiro que desperta na reflexão do vivo protesto.
O mestre Milton Santos dizia os versos do Protesto e o discurso de Martin Luther King, Jr. em Washington, D.C., a capital dos Estados Unidos da América, em 28 de Agosto de 1963, após a Marcha para Washington. «I have a Dream» (Eu tenho um sonho) foram os dois maiores clamores pela liberdade, direitos, paz e justiça dos afros americanos. São centenas de jornalistas, críticos e intelectuais do Brasil e de todo mundo que elogia a (O Protesto) (Manifestação que é negra essência poderosa na transformação dos ideais do povo) obra enaltece com eloquência o divisor de águas inquestionável do racismo e cordialidade vigente do Brasil Mas a ditadura e o monopólio da mídia e manipulação das elites que dominam o Brasil censuram o poema Protesto de Carlos de Assunpção que é nosso protesto histórico e renasce e manifesta e congregam os negros e todos os oprimidos, injustiçados desta nação que faz a Copa do Mundo gastando bilhões para uma ilusão de um mês que poderá ser triste ou alegre para o povo brasileiro este mesmo que às vezes não tem ou economiza centavos para as necessidades básicas e até para sua sobrevivência e dos seus. No Brasil
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