sábado, 8 de fevereiro de 2014

"VOU CORTAR SUA PICA"

Esta semana que passou, algumas pessoas vieram me perguntar o que achei deste vídeo chamado "Pagu Funk", em que mulheres cantam juntas o que farão "se chegar lá na favela com esse papo de machista/ se ficar se aproveitando da b*ceta de novinha/ é militante de esquerda mas bate na companheira?/ é reacionário e fecha com Bolsonaro?", com o refrão "Vou cortar sua pica". 
O refrão é intercalado com imagens de outras mulheres, de rosto coberto e corpo nu, cantando o mesmo refrão. A música também fala que "a missão vai ser cumprida", e "vem mulher com a mão pro alto pra fazer revolução", "a mina que é chapa quente não aceita submissão", "os homens vão pra cozinha rebolando até o chão", "criancinha libertária quer viver sem opressão". 
Ironicamente, eu não vi o vídeo em nenhuma página feminista. Eu vi foi num fórum mascu, e imediatamente reconheci a linda menina que canta a música. 
É a Lidiane, que esteve na palestra (sobre estereótipos de gênero na mídia) e na aula inaugural (sobre gênero e educação) que dei na UFRJ, em 2012, assim como no debate (sobre estado laico) no ano passado. Em 2012, Lidi e outra querida, Ima, tiraram foto comigo e me deram estes desenhos, altamente subversivos (cuidado: um deles contém desenho de gatinho; clique para ampliar).
Antes ou depois do debate em abril, Lidi veio falar comigo, e o que ela me contou me encheu de admiração e orgulho: que ela estava trabalhando com mulheres pobres em situação de risco na Baixada Fluminense. 
Sabe aquilo pelo qual o feminismo sempre é criticado, de ser um movimento branco e de classe média que tem dificuldade em se aproximar das mulheres na periferia? Pois é, era justamente isso que Lidi estava fazendo. Está ainda, tenho certeza. 
Quando me perguntaram do vídeo, respondi brevemente que me falta contextualização. Que tudo que sei sobre ele é o que vejo, sem saber quando, onde ou pra quê foi feito. Já recebi respostas atravessadas do tipo "Se fosse vídeo do Woody Allen você também iria defender" (aham, tenho certeza que ao ver um vídeo de funk só com mulheres, a primeira coisa que vem à mente é "Woody, cadê você?"). 
Isso vindo de um site do BOPE (ext
direita) que prega o extermínio
Um blog mascu disse que euzinha aqui estou por trás do vídeo, que ele faz parte "dos frutos que a Feminista Lola está colhendo com os anos de ódio misândrico que ela prega no blogue dela" (ha ha, de fato, o que mais tem aqui é ódio misândrico!). O mascu também diz que Lidi é "uma fanática seguidora" minha, e ele prova -- Lidi deixou um comentário no meu blog, dois anos atrás, e, pasmem, foi a minha palestra! Quando os mascus virem o desenho de gatinho que Lidi me deu, eles vão pirar!
Não sei quanto a você, mas quando eu ouço uma palavra como "misandria", eu rio. Porque obviamente vem de mascus, que não creem em misoginia, mas têm certeza absoluta que o ódio contra homens existe (assim como eles dizem que vivemos num matriarcado, ou numa "sociedade b*cetista"). E a prova incontestável disso é um vídeo feminista! 
Sósia do Brad Pitt
Toda minha solidariedade a Lidi e às outras moças do vídeo, que certamente foram investigadas por "justiceiros mascus", e, claro, xingadas e ameaçadas, como é de praxe. Vale lembrar que o vídeo não foi postado apenas em veículos mascus, mas também em sites reaças e machistas "garden-type variety", com alcance infinitamente maior, como Kibe Loco, Não Salvo e Testosterona. Neles o vídeo foi postado como, sei lá, exemplo de que feministas são doidas, odeiam homens e não se depilam, logo, são horrendas (eu fico imaginando se eles já viram alguma mulher nua que não fosse photoshopada em revistas e filmes).
A maior parte dos comentários nesses sites é idêntica -- usando o grande poder argumentativo que aprenderam na quarta série, os rapazes (e algumas moças também) criticam os "peitos caídos" e as "pepecas peludas" das participantes do vídeo. Machistas não acreditam que feministas estão se lixando pro padrão de beleza ou pra aprovação dos homens, principalmente de homens machistas (que, nas raríssimas vezes que são fotografados, são tão bonitões quanto o Edu Testosterona). 
Bom, ontem a Alexandra, de Brasília, me mandou um email. Ela, com suas amigas, já havia escrito um guest post antes aqui pro blog. 

Ela conta o seguinte:

"Ano passado o CFEMEA (Centro Feminista de Estudos e Assessoria) organizou uma Residência Artística Feminista em Brasília que reuniu 30 artistas, de 8 regiões do Brasil, para pensar e experimentar pontos de contato entre arte e feminismo. Esse encontro gerou uma série de reflexões e criações artísticas, de várias linguagens, música, dança, fotografia, performance, vídeo, pintura, cultura popular, teatro e dança (a próxima residência artística feminista acontecerá semana que vem, em fortaleza).
Naquele momento, em nossos espaços de intimidades e empoderamento, gravamos um trecho de uma música do Pagu Funk que se chama “Vou Cortar sua Pica”. A música não é nova, é uma música que já roda em espaços feministas – em especial do Rio de Janeiro – há algum tempo. No entanto, está tendo uma repercussão fora do nosso esperado e é uma divulgação que está sendo feita, em grande parte, por blogs e perfis de redes sociais de extrema direita, de vários mascus que estão se sentindo agredidos pela música e distorcendo todo o nosso discurso.
O vídeo, que foi postado há uma semana, tem mais de 200 mil visualizações, e essa polêmica toda que ele tem gerado me mostra o quanto que a ideia simbólica de cortar a pica é cara pra muitos caras, mesmo que seja a pica em situações de violência como a que a gente explicita bem na música.
Particularmente, não queremos a castração de homens e não acreditamos que essa seja a solução. Há espaços e debates onde a doçura é insuficiente porque o coração é de pedra. A gente se utiliza da metáfora da violência pra ter voz, porque em certos casos só assim há interlocução, infelizmente. As pessoas tendem a ver as mulheres como sendo doces e frágeis, e é preciso romper, desafiar e afrontar no mesmo nível que somos afrontadas.
Essa polêmica tem nos causado consequências pessoais. Na segunda-feira, quando o vídeo começou ser mais visto, eu e a Lidiane tivemos nossas contas de emails atacadas mas, felizmente, não conseguiram entrar. Lidiane mesmo saiu do Facebook porque começaram a criar um meme com o rosto dela, e ela teme o que pode ser feito a partir dessa percepção de ódio em cima da canção."

Eu fiz algumas perguntas, e Alexandra respondeu: 
"Todo o vídeo foi feito durante uma Residência Artística Feminista (REAL) que aconteceu em Brasília, no final do ano passado. A realização da REAL Feminista no DF foi viabilizada pela reunião de esforços do Grupo Impulsor, formado por artivistas feministas do DF, pelo apoio e engajamento do CFEMEA e da Universidade Livre Feminista. 
A parte em que a Lidiane está em nossa volta foi a primeira noite da residência onde ela começou a cantar e comecei a gravar. A parte em que as meninas estão nuas e cantando o refrão foi feito no último dia da residência. Ao término da residência artística, quando voltei para casa, vi que tinha um material bacana em mãos. Montei a versão do vídeo, mostrei para as meninas (através de um grupo fechado do Facebook que fazemos parte), elas aprovaram e lançamos muito sem expectativa.
Linda arte da Dani
Mais importante do que questionar a necessidade de estarmos nuas no vídeo, é questionar as reações que os machistas de plantão têm dessa imagem e o quanto que isso os afeta ao ponto de nos deslegitimar. Vejo a nossa nudez como uma apropriação do próprio corpo, sem qualquer traje que esconda nossas partes, como um campo de batalha que permite nos sentirmos à vontade daquele jeito.
Como não tínhamos grandes expectativas com o vídeo, coloquei no meu canal pessoal do vimeo mais para compartilhar a música entre nossas colegas, colocar a discussão e causar um empoderamento entre a gente. Faço parte de uma coletiva que se chama Tete a Teta, onde faço performance e intervenções urbanas com minha companheira. Temos um canal de vídeo e postei o vídeo por lá.
Acho que ninguém imaginava a grande repercussão tão negativa que isso ia causar. Na REAL, chegamos a conversar sobre algumas produções que fizemos por lá, que isso poderia ser mal visto. Mas na mesma hora fechamos que mesmo que isso acontecesse, estaríamos juntas, e fechamos de enfrentar o monstro. Tanto é que mesmo com tudo isso acontecendo, vai acontecer a segunda edição da REAL, próxima semana, do dia 14 ao dia 16, em Fortaleza.
Além do vídeo do Pagu Funk, na REAL do DF fizemos fotos, vídeos, poemas, e as meninas do Tambores de Safo fizeram novas músicas falando de feminismo, de liberdade, de empoderamento etc. Enfim, foi uma experiência de muita criação e fortalecimento para cada uma, no seu processo de criação e identidade ARTivista.
Imagino o que se passa na mente de um mascu ao ver mulheres fora do padrão de beleza, à vontade com sua nudez, cantando em grupo que vão cortar a pica de quem mexer com elas. O quanto que essa subversão da norma destrói seu imaginário heteronormativo, tão caro como suas picas.
Nessas horas fico pensando no poder do uso da metáfora para extinção do machismo. 
Como se houvesse um poder da fala contra o falo quando se repete: vou cortar sua pica. Tanto que sabemos muito bem qual pica não é bem vinda. E sabemos isso no dia a dia, das ruas sem iluminação até a convivência com pais, tios e irmãos violentos em casa."

Publico aqui a carta aberta do Coletivo PaguFunk, que a Alexandra me enviou:

CARTA ABERTA DO COLETIVO PAGUFUNK
PaguFunk é um coletivo autônomo e apartidário de mulheres funkeiras que transmite através da cultura funk uma mensagem feminista, sobre nosso cotidiano e das nossas irmãs das/nas favelas e periferias. O nome é uma referência à militante política de esquerda e artista da década de 20, Patrícia Galvão, conhecida como Pagu. A opção pelo funk vem como afirmação de uma cultura popular , que historicamente é marginalizada e deturpada pelas classes dominantes em sua ânsia capitalista de se apropriar e/ou diminuir tudo o que vem da favela. 
As rimas da PaguFunk nasce em um território onde a cada 5 horas é registrado um caso de estupro. Na região onde apresenta os maiores índices de homicídios contra jovens do estado do RJ. Onde matam uma trans* por dia. 
É nesta conjuntura que mulheres optaram fazer versos e compartilhar suas vivências, como forma de transformar o cotidiano, onde é nulo o incentivo a produção e até mesmo do consumo não comercial dos aparelhos culturais e de entretenimento. 
Buscamos incentivar o empoderamento e autonomia através de uma postura do "Faça Você Mesma", através de saraus, cantando nas praças e organizando oficinas musicais e de gravação, em bibliotecas comunitárias feministas e populares. Repudiamos o viés colonizador, com o qual muitos grupos de fora agem nestes locais, só os usando como objetos de pesquisa ou "circo exótico". 
Temos profundo respeito pela cultura local e pelos saberes individuais e são essas pessoas que influenciam diretamente nosso modo de ação. Ação esta que tem como sonho e meta transformar a realidade local desesperadora que vivenciamos diretamente nas ruas, becos, nos dias de alagamento, nas filas dos hospitais, na violência policial, nos ônibus lotados que somos obrigadas a pegar quando vamos trabalhar, principalmente, no que tange a classe proletária, negrxs, mulheres e trans.
Nesta caminhada pela militância política já cantamos desde encontros estaduais de mulheres até em calçadão de bairro. E entre esses convites surgiu a oportunidade de participarmos da Residência Artística Libertária Feminista (REAL), onde foi gravado um vídeo que vem sofrendo vários ataques machistas e misóginos por parte de reacionários na internet. 
Este texto surge como meio de reflexão sobre algumas respostas negativas que este vídeo teve. Agradecemos também todas as companheiras, amigas, ativistas e militantes, pelas palavras de apoio, carinho, identificação e afinidade. O texto está cheio de chavões, frases já debatidas quase a exaustão dentro dos movimentos feministas e de mulheres, mas não conseguimos escapar disto, pois aparentemente ainda há pessoas que não entenderam, uma vez que a maioria das respostas negativas que tivemos, é baseada dentro do senso comum machista e a gama de misoginia e ódio que ele desperta. Não nos interessa, entretanto, debater ou conversar com estas pessoas, eles já escolheram um lado, já tem uma posição, um modo de atuação que é totalmente antagônico ao nosso, somos inimigas destes homens machistas e misóginos.
Então, mais uma vez, machismo e feminismo não são as mesmas coisas, o primeiro é derivado direto da estrutura patriarcal com que foi moldado o nosso processo civilizatório, nossa cultura e o reflexo disto em hábitos e costumes que levam a opressão, espancamento, morte, escárnio, estupro, depreciação e não aceitação de tudo aquilo que foge aos padrões masculinos e heteronormativos. 
Já o feminismo é uma resposta a isto, um meio legitimo de auto defesa de um grupo historicamente oprimido. Não somos nós mulheres, lésbicas, degeneradas, trans, homos, que saímos em gangues espancando, estuprando e torturando pessoas dissidentes do padrão patriarcal. Isto quem faz são eles, que impregnam o mundo com uma cultura de ódio que só beneficia uma ínfima parcela da população, enquanto a maioria é incentivada pela ideologia machista a duelar entre si. 
Para quem ainda não ouviu a música, ela fala de uns tipos bem específicos de homens, fala dos pedófilos, dos agressores, dos reacionários... Uma vez, ao cantarmos esta música em uma praça e sermos abordadas e questionadas por um homem sobre ela, nossa resposta foi "Se você não é pedófilo, nem agressor, nem machista, não tem nada a temer". Acho que esta resposta continua sendo válida. 
No entanto a nossa avaliação deste episódio é positiva, sabemos que nenhum grupo oprimido conseguiu o fim desta opressão de uma forma pacífica, foram necessárias revoltas, revoluções políticas, econômicas e culturais. Nos cabe aqui incentivar a outras mulheres que façam o mesmo, gravem vídeos, músicas, escrevam textos, saiam às ruas, se mostrem, vivam, respirem, amem outras mulheres, formem coletivos, produzam diversas formas de arte. 
Assim como ninguém é machista sozinho, afinal é necessária toda uma estrutura social que respalde isto, ninguém é feminista sozinha, é necessário respaldarmos e apoiarmos umas as outras. Os machistas odeiam essas coisas, perdem o espaço, eles estão acostumados com uma sociedade voltada aos interesses deles, quando mostramos outra, eles piram e perdem. Sabemos que estas respostas que o vídeo teve, significa perda de espaço que eles tiveram, por isto, continuaremos a fazer mais e mais. Ecoaremos nossas vozes nas ruas, nos protestos, nas marchas, nas manifestações, nas escolas, bibliotecas comunitárias incentivando uma educação popular feminista "por nós, pelas outras, por mim”.

Meu comentário: Meu apoio a essas guerreiras. Não sou filiada a partidos políticos, não faço parte de nenhum coletivo feminista (mais por total falta de tempo do que de vontade), mas admiro muito quem tem a disposição de fazer a luta na rua, na favela, na periferia, em espaços não virtuais. 
"Cortar a pica" não seria a linguagem que eu usaria, mesmo metaforicamente, porque ainda estou aliada a uma mentalidade (que, eu sei, muitxs julgam burguesa) de que é possível fazer a revolução com paz e amor. Mas reconheço que há inúmeros meios de lutar, e não é o meu jeito que está certo, e o de outras ativistas, errado. E também acho que os feminismos não são incompatíveis entre si. 
Entendo que há textos e imagens que fazemos para nós, para o nosso empoderamento, que é tão importante. E há aqueles que fazemos para outras pessoas, para, talvez, espalhar a nossa luta, para conquistar mais corações e mentes. Penso que o vídeo do Pagu Funk foi feito com o primeiro propósito, e que ele pode dar muito poder às mulheres, nenhuma das quais sairá por aí com um facão ou tesoura disposta a cortar picas. Concordo que não há diálogo com mascus, machistas e reaças. 
Sim, esses caras já pensam o que pensam de feministas (e de qualquer outro ativista), e eles não são terrivelmente criativos: eles chamam mulheres que lutam de mal amadas, lésbicas, machonas, barangas com inveja do pênis ou falta de rola (sem perceber que são ofensas contraditórias)... desde 1850, por aí. As sufragistas eram chamadas de exatamente as mesmas que coisas que qualquer feminista é chamada hoje.  
E eles têm muito medo porque sabem que seu mundo está ruindo. Porque sabem que a luta é forte, e justa, e necessária.

112 comentários:

RAQUEL LINK - me falaram que ia ter bolo disse...

LOLA querida, concordo com oque você falou, acho muito valido tudo falado no vídeo, mas acredito que alguns termos e a nudez talvez pudesse ser tirada.

Não pra não ofender alguém, mas sim pra que a gente agora tivesse discutindo a ótima mensagem das letras e não a polemica da nudez ou o termo cortar pica. entende?

Eu odeio quando uma atitude legal, se desvirtua por conta da maneira utilizada pra mensagem... sabe? parece que foi tudo pra nada...

Ana Carolina disse...

Não adianta, sempre que leio "misandria" lembro disso instantaneamente:

http://videosift.com/video/But-Im-A-Nice-Guy

Fernanda disse...

Concordo com a Lola, não cabe a nós estabelecermos as regras das pessoas se expressarem ou manifestarem no mundo. Assisti o video e achei muito legal.

De qualquer forma, até se for uma mensagem feminista com os Ursinhos Carinhosos eles vão criticar, ridicularizar, tentar desvirtuar a mensagem.

Acho que esse é um video para feministas, e ele cumpre a sua missão. Só o burburinho que causou ja vale muito.

Vanessa disse...

Ah, eu amei o video, acho que a nudez empodera e demonstra exatamente o que o meu feminismo acha: Não estou interessada na sua opinião sobre o meu corpo ou a minha militância, me respeite nua ou com roupa!

A minha luta também é essa, e inclusive fiquei um pouquinho emocionada quando vi o vídeo pela primeira vez. Até meu namorado ta cantando "Vou cortar sua pica!"

Iniciativa fantástica! Muita força e muito amor para as meninas.

Anônimo disse...

só o fato de estarem nuas para mim perdem um pouco do respeito,por que a mulher sempre tem que ficar pelada?
só a mensagem na musica n bastava?
n é preciso ficar nua para todo mundo ver para se apropriar do próprio corpo.

e ao mesmo tempo são contra exploração sexual das mulheres,contra mulheres que são pedaços de carne nos programas de tv,as "assistentes".

Anônimo disse...

n sei se é ingenuidade de vcs ,mas o que vcs acham q as pessoas vão achar ouvindo essa musica?
alguém aqui que ouve essas musicas escrotas de funk ou qualquer outro gênero dizendo q mulher é um pedaço de carne,senta novinha,rebola na minha pica, pensa que quem canta isso adora e respeita muito as mulheres?
provavelmente não.

então as chances de o povo achar que é só uma critica a violência são poucas,prato cheio para os mascus,agora eles tem uma "prova" de que feministas querem que homens morram e sejam mutilados

vcs acham q todo mundo vai sacar a intenção de vcs de cara,foi o mesmo com a marcha das vadias,vcs queriam tirar o peso do xingamento mas pra muita gente só estavam se orgulhando de serem promíscuas.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Todo o apoio e respeito às meninas, mas concordo com a Lola. Acho que mesmo como metáfora, essa expressão foi infeliz. Também acho que sempre que a gente vai produzir qualquer forma de linguagem, é preciso pensar na recepção, na compreensão da mensagem, e se é necessário ficar explicando depois o contexto, sinal que a mensagem não está clara. De repente algo que fica legal dentro do contexto de uma palestra, de um curso, perde o sentido fora deles, ou até toma um outro sentido. Acho que muitas pessoas que não são machistas, se verem o vídeo fora de seu contexto e das explicação das autoras, também não irá compreender ou gostar.

Anônimo disse...

Sinceramente, não adianta florear em um milhão de caracteres. Não muda o que foi falado, sejamos diretos:

"se chegar lá na favela com esse papo de machista, vo corta tua pica"

Opiniões dissonantes, corretas ou não, merecem que se mutile alguém?

"se ficar se aproveitando da b*ceta de novinha, vo cortar sua pica"

Novinha no linguajar do funk não significa uma mulher jovem e que JÁ tem idade de consentimento, logo você ser "cafageste" com mulheres mais novas, é motivo para mutilar alguém?

"é militante de esquerda mas bate na companheira?, vo cortar sua pica"

Logicamente que agressão é errado, seja quem a fizer e contra quem, e lógico que acontece muito mais de homens contra mulheres. Mas vivemos num estado de direito, a vingança privada é algo ridiculamente bárbaro. A única violência justificável é a que é utilizada em legitima defesa, o que não parece ser o caso.

"e reacionário e fecha com o bolsonaro, vo cortar sua pica"

Novamente, se vc é de outro espectro ideologico, vou te mutilar, é certo isso?

Antes que fale que "cortar a pica" é metáfora, pode até ser, mas é metáfora para o uso de algum tipo de violência, que é sempre condenável quando usada fora do contexto de legítima defesa, seja por quem for, e seja vc estando "certo" ou "errado". Ou é legitima defesa, ou a violencia é condenável.

E antes que venha o mimimi "é só uma musica de empoderamento blablabla não quer dizer realmente que estamos incentivando o uso real de violencia", eu digo que é sempre assim que vai começando os movimentos de ódio, com "brincadeiras" e 'apenas me expressando".

Não defendo a censura desse tipo de manifestação, pois acho que o estado não deve ter o poder de julgar o que alguem pode ou nao falar, por mais escroto que seja (desde feministas querendo cortar picas, até comunistas defendendo genocídios, racistas, nazistas, capitalistas, seja quem for, deveria poder falar o que quiser), mas não defender a proibição de um discurso de ódio e incitação à violência é DIFERENTE de não defender que ele é ERRADO e PERIGOSO.

Esse é minha opiniao sobre isso. Errado, sim. Perigoso, sim. Idiota, sim. Deveria ser probido? Não, assim como nenhuma outra manifestação não deveria.

just my 2cents

Sara disse...

Essa frase valeu o post -

"As pessoas tendem a ver as mulheres como sendo doces e frágeis, e é preciso romper, desafiar e afrontar no mesmo nível que somos afrontadas."

Acho q as meninas podem fazer algo melhor, mas estão no caminho certo.
Sem correr risco nenhum de estar exagerando, estamos sendo dizimadas por essa sociedade machista e ninguém esta fazendo nada por nós, então é guerra, precisamos atacar tb, se a linguagem que nos dirigem é a violência, é só essa linguagem que o patriarcado entende.
Apoio todos os grupos feministas, até mesmo aqueles que são mais incompreendidos e atacados, pois acredito q se não houver união entre nós, o discurso machista só se fortalece...

Dora disse...

Lola, adorei, adorei ,adorei!
A explicação da moça e a carta delas tb, muito boa, esclarecida e meu total apoio.
Sim, tb não uso esta frase "cortar a pica", mas entendo perfeitamente a simbologia, ironia e resistência. Sim, pq diante da violência sofrida (que elas cantam), corta a pica seria a resistência à esta violência, e não uma violência.
Também acho que o incômodo vem da importância da pica para os homens , bem como por elas não estarem produzidas para atenderem o padrão de beleza, assim como a suposta agressividade (permitido apenas para homens).

Enfim, parabéns meninas, estamos juntas!

Dora disse...

Em tempo, existem nudezes e nudezes.
Para qual fim a nudez? A nudez de quem? Com qual proposito?
Por isso, achei tão bacana a nudez neste video.
É uma nudez libertária!

Dandara Lima disse...

Temos que conviver com artistas que oprimem a mulher em suas obras, mas quando reagimos vira "polêmica".
Todo apoio a Pagu Funk, ainda temos muito o que aprender em relação a sororidade!

Amana disse...

Gente, que coisa!...
Hoje eu estava atravessando a Avenida Brasil de ponta a ponta e pensando em muitas coisas. Lá pelas tantas, pensei na Lidiane e na última vez que estivemos juntas - numa mesa da I TRANSemana da UFRJ, em que ela levou a platéia a uma reflexão super profunda e contextualizada sobre os desafios de discutir o feminismo na Baixada, em áreas super violentas. Pensei nela, na luta dela e de seu coletivo, nas desigualdades da vida (mesmo na militância)...
E agora, esse post.

Pra mim, o melhor do vídeo é a carta aberta do Coletivo. Tá ali dito e explicado o contexto, a proposta, a ideia, o engajamento.
Espero que elas passem por isso, pensem e discutam (como já estão fazendo) a experiência e se fortaleçam. A gente sempre sai mais forte dessas situações, podem apostar nisso.

Abraço pra vocês!

Dani Libardi disse...

Lola, aqui é a Dani que fez um guest post sobre desenhar pessoas fora do padrão, td bem? Não precisa autorizar o comentário, é só pra vc mesma.

Tava lendo o post e assustei (de um jeito bom) quando vi m desenho meu, o "Redonda". Se vc puder colocar um link pra minha página de desenhos, ficaria feliz: https://www.facebook.com/daninopapel

bjos!

Fernanda disse...

A gente nasce pelado, careca e sem dente.

Honestamente não entendo essa pavor que as pessoas têm da nudez. Mesmo.

Meu corpo ta looonge de ser padrão e no entanto eu adoro uma peladice.

E significar a nudez do video como a nudez das fofoletes televisivas é tão incoerente que da até preguiça de argumentar.

Dani Libardi disse...

valeu o link, Lola! :)

Anônimo disse...

Amigas, sério que tem companheira cagando regra no feminismo das outras? Vamos prestar bastante atenção no contexto de elaboração da música e do vídeo antes de sair disparando críticas contra a nudez e palavrões das colegas.

Essas meninas do Pagufunk vem de uma realidade diferente da sua, feminista acadêmica. Cinco estupros por dia, amigas, e não é aquele estupro assim: "ah, o carinha foi forçando a barra e eu tava um pouquinho bebada, não sabia se queria ou não...". Não, não. É muita violência, amigas, é terror total!!! Não é uma piadinha machista dxs colegxs do trabalho, é porrada do companheiro ciumento/ou bêbado/ou que se acha no direito de. TODO DIA!!

Calma. É claro que tudo o que eu citei acima é violência. Desde a piadinha até a porrada. Mas então vamos exercitar a empatia e perceber que cada pessoa está inserida em um contexto. E, por isso, se expressa de acordo com o que vive. Se a violência consegue ser ainda maior no ambiente em que as meninas vivem, ainda mais massacrante e doída, deixem que as meninas usem também metáforas violentas e se expressem como quiserem!!!!

Então vamos apoiar a voz de cada uma das companheiras de luta, e cada qual utilize a linguagem que lhe for mais adequada. Se pra você, acadêmica, a melhor maneira é escrever um texto bem argumentado, que bom!Faça isso, contribua do seu modo para que a nossa realidade mude! E deixe que cada um dos outros coletivos contra a opressão faça a revolução do seu modo!!

Ao invés de vir aqui dizer como você gostaria que o vídeo fosse, FAÇA O SEU PRÓPRIO, META A CARA NO MUNDO E VAMOS ACABAR DE VEZ COM O PATRIARCADO!!!

E parem de dizer: assim como a Lola também achei a metáfora infeliz,blablabla.... porque tá faltando prestar atenção no texto. Ela disse que pessoalmente não usaria essas palavras, mas de longe ousou criticar a expressão das gurias! Só vi apoio, empatia e sororidade no texto da Lola!

Lolinha parabéns por ser essa pessoa que és!
Te amo!!

lola aronovich disse...

Claro, Dani querida! Ainda tenho a sua linda ilustração. Só falta emoldurá-la e pendurá-la na parede. Assim, quando vc fizer um vídeo desses e os mascus quiserem me ligar a vc, pelo menos uma conexão eles já vão encontrar! Obrigada, linda.


Amana, querida, que coincidência! Eu só conheci a Lidi muito superficialmente naqueles três momentos que conversamos, mas já deu pra ver que é uma menina muito especial. Muitas saudades de vc!

lola aronovich disse...

Ha ha, Fernanda, vc tem toda razão: machistas reclamariam até se fosse vídeo dos Ursinhos Carinhosos...


E um mascu já escreveu uma (mais uma) pérola! Ele, indignado, disse: "Pra Lola ela dá gatinhos, pra gente, elas cortam a pica!"
A gente podia fazer um novo meme: mascu quer desenho de gatinho!

Anônimo disse...

o video delas é chato, a musica é ruim, letra chata, nao tem ritmo.

sou mais vanessa popozuda e tati quebra barraco.

marina.

Sacerdotisa de Jah disse...

Acho esse negócio de ser contra nudez muito careta, beleza que para a Facool ou Trabalho temos de ir arrumadinhas, mas acho injusto ter de vestir roupa para ir atrás do Tio do Picolé ou ir no Mercadinho. Se pudesse ao menos ir de camisolinha curta sem nada embaixo...

Ah, Lola, sei que tu és a maior libertarista do Mundo, Liberdade é tudo, sexo oral contra o Capital. Fala ai da Maconha? Tu conhece gente quente pacacetete, queria a posição do bloguinho sobre a Maconha.

Paz e Amor

Sacerdotisa de Jah disse...

Não parece funk, e sim uma MPB mais animada.

Anônimo disse...

G-zuis, elas falam de "cortar a pica" de pedófilos, estupradores, machistas e agressores, para que tanto horror? Depois falam mal dos direitos humanos que, segundo eles, só defendem bandidos. Hipócritas.

livia disse...

detestei a música pq é funk e odeio funk.
para mim é incoerente usar o corpo para chamar a atenção e ao mesmo tempo reclamar de que somos vistas como objeto.
eu realmente n entendo qual é a necessidade e a utilidade de ficar pelada,mostrar o corpo.

sério que eu tenho que ficar peladona por ai para provar que me lixo para padrões de beleza?

aparecer vale mais do que vc tem a dizer? pq a impressão que passa é essa,querem aparecer a todo custo.

"Essas meninas do Pagufunk vem de uma realidade diferente da sua, feminista acadêmica."

moro no favela,detesto funk,é a generalização,todo favelado é semi analfabeto e usa essa linguagem escrota para falar pq é a sua realidade...

Anônimo disse...

Vocês sabem que se pegarem em armas, o nosso contra ataque será brutal e não teremos misericódia. As que restarem serão escravizadas e voltarão a ser propriedades de um homem.

Anônimo disse...

Concordo com a Lola, não cabe a nós estabelecermos as regras das pessoas se expressarem ou manifestarem no mundo. Assisti o video e achei muito legal.
=========
Quando alguem dito de direita expressa sua opinião, vocês caem matando em cima e querem censura.

Sacerdotisa de Jah disse...

Lola, pelo amor da Deusa, cadê o Desenho do Gatinho? Estou procurando há um tempão e não acho! )':

Julia disse...

Todo meu apoio às meninas. São guerreiras e estão fazendo acontecer. Algumas pessoas tem que entender que uma linguagem mais violenta é válida em certos contextos. Não dá pra sentar e discutir o patriarcado com todo mundo. Um "se fizer isso isso e aquilo vou cortar sua pica" pode ser muito mais efetivo como discurso. O problema é que tem gente que acha que mulher nunca deve reagir, ser agressiva, muito menos violenta, mesmo se for pra se defender. Muito chato ver feministas concordando de alguma forma com esse discurso.

lola aronovich disse...

Ha ha, Sacerdotisa, clique na imagem pra ampliar. Na foto em que eu tô segurando os desenhos, vejo o segundo desenho, do Fala Lola Fala. Do lado tem um gato, mas como ele foi feito com lápis amarelo, não dá pra ver direito. Mas os bigodes estão bem visíveis!


Gente, como eu não fiz um outro post, acho que quase ninguém viu. Mas, no post sobre Dylan acusando Woody Allen, eu incluí um update comentando a resposta do Woody. Aviso porque senão ninguém vai ler.
E gente, olha que fantástico! Finalmente encontrei uma ligação entre o Woody Allen e as feministas do funk. Vão aqui, quando falo da minha primeira palestra na UFRJ, e cliquem na quarta foto, pra ampliá-la. Sou eu posando ao lado de 3 lindas moças. Olhem a camiseta de uma delas!
O troll que disse "Se fosse o Woody no vídeo vc também o defenderia!" certamente sabia do que estava falando...

Anônimo disse...

Anon 22:11, não vi nenhum pedófilo ou estuprador se indentificando mas os reacionários ficaram se borrando de medo..

Anônimo disse...

Endosso a opinião da Raquel.
Acho válido algumas partes do funk(na verdade gosto de funk), entretanto, acho desnecessário a nudez (me lembrou bastante o femen)e o refrão "misândrico" que fala em cortar a pica.
O lance de usar as batidas do funk também é legal. Tem uma galerinha da classe média que se apropria do funk, pq hoje o funk é o novo cult.
Mas a questão central dessa conversa é que, infelizmente, foi deixado de lado a intenção positiva da música e elas acabaram virando motivo de chacota na internet.
Tinha visto no kibe loco. Fiquei pasma com a quantidade de comentários machistas (inclusive outras mulheres postavam mensagens machistas), e vi que na verdade eu não vi nada. Que eu tenho que sair do mundinho de Alice. Agora, só não dá pra fazer a Pollyana pq, sinceramente, eu não vejo nada de positivo nisso.

Fernanda disse...

Lolitinha, neste caso, você pode ler a tréplica da Dylan, ou você ja viu? O debate ta feio, girl, o caldo é grosso. Ela desmonta alguns dos argumentos dele e diz que não vai se calar.

Taqui ó: http://www.newser.com/story/181990/dylan-farrow-on-allens-response-i-wont-be-silenced.html

Anônimo disse...

Uma letra que diga "se você chegar na favela rodando bolsinha feito piriguete, vou cortar tua teta", pode?
Ou será considerada misoginia e apologia ao crime?

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Se a gente só puder opinar se for pra ser totalmente a favor e aplaudir, então avisem antes ué.
Já que discordar com educação e respeito é cagar regra, com direito a comentarista adivinhando a realidade de todo mundo e ditando o que a gente pode dizer ou não, o aviso antes pouparia o tempo de muita gente.

Anônimo disse...

"G-zuis, elas falam de "cortar a pica" de pedófilos, estupradores, machistas e agressores, para que tanto horror? Depois falam mal dos direitos humanos que, segundo eles, só defendem bandidos. Hipócritas. "

Eu articularmente sou libertário, logo não sou incoerente, pois sou contra "vingança" pessoal ou estatal, e na verdade contra qualquer início de violência contra a liberdade, vida, ou propriedade alheia.

A diferença é que essa letra não fala de legítima defesa (usar violência na medida do necessário para repelir injusta agressao à sua vida, liberdade ou propriedade), mas sim de vingança.

E ainda que fiquemos nos legalismos e não entremos no campo da ética, estaria errado pois "machismo" não é crime, "novinha" não se refere a mulheres que nao tem idade para consentir, ao menos nunca ouvi uma música ou funkeiro se referindo assim a meninas de 13 anos ou menos, as "novinhas" do baile são meninas de 15 para cima. Ao menos nos ambientes em que eu frequento. Logo, não se trata de pedofilia. Quanto a agressão do esquerdista na companheira, essa sim pode gerar legítima defesa. Mas "cortar a pica" não se enquadra em nenhuma hipótese que eu possa pensar de usar a iolência na medida do necessário para repelir uma agressão injusta, e sim na mutilação proposital. Claro que pode ser apenas uma metáfora, não sendo neecssariamente esta mutilação, mas o espírito é de VINGANÇA e não de LEGITIMA DEFESA.

Mas, omo disse no outro comentário, sou contra a mensagem, não o direito delas passaram a mensagem, por mais errada que esteja, assim como não desejo censurar comunistas, nazistas, fascistas, racistas, gayzistas, feministas, machistas ou nenhum outro "ista"... Já os coletiistas em geral, infelizmente, procuram censurar e cercear diversas liberdades das pessoas que tem opiniões dissonantes.

Nathália disse...

Bom saber a história que há por trás desse vídeo e das mulheres que fazem parte dele. A ideia é ótima, mas não é todo mundo que tem capacidade pra entender essa metáfora "vou cortar sua pica" e a maioria leva pro lado literal. O fato de as mulheres estarem nuas, muitas fora do padrão que a sociedade impõe, é genial, pois mostra que nos nossos corpos somos nós quem mandamos, não importa o que certos homens achem, vi alguns comentários até mesmo de outras mulheres, a maioria criticando a falta de depilação, como se a gente existisse só para satisfazer aos caprichos dos homens. Tão triste quanto um homem ser machista é uma mulher também ser.

Anônimo disse...

Lola, não sei se vc reparou, mas agora o seu perfil, está no rodapé da página, e tem dois "bullets" do lado, (pontos pretos que indicam um erro de formatação).

E nossa, bem, agora percebi que vc tem DOIS perfis.

ASS: Marmota na insonia, tomando café com coca e Red Bull.

lola aronovich disse...

Obrigada, anon das 00:21 (Marmota), eu reparei. É uma longa história, e não sei se consigo explicar. Eu tenho um perfil pra entrar no blog e outro pra todo o resto (twitter, email etc). Só que este perfil pra acessar o blog não tem email. Quando eu fui trocar (porque troquei de email, nos primórdios do blog, creio eu), o blogspot não permitiu. Enfim, agora que eu queria usar AdSense, vi que não poderia, porque tem que ter um perfil que tenha email. Por isso, coloquei o outro perfil meu (que também é Lola) como "colaboradora" do blog. Só que com isso sumiu o meu perfil do "quem sou eu". Mas, enfim, agora que o Google disse que o conteúdo do meu bloguinho é "adulto" e recusou que eu tenha AdSense, nem sei porque manter o outro perfil como colaboradora. Algumas pessoas disseram que dá pra tentar outras coisas que não sejam AdSense. Vamos ver no que dá. Não tenho muita fé não.


Fernanda, vi sim a tréplica da Dylan. Incluí no update, lá no post. Vamos ver como fica: Woody disse que não vai mais falar nisso, Dylan disse que não vai parar de falar nisso.

Anônimo disse...

Agora virou regra as feminista serem de esquerda?

Anônimo disse...

Sou feminista e liberal, sou errada por isso?

Anônimo disse...

Entao, sejam sinceras. Se eu fizer um vídeo dizendo que vou cortar o clitóris, mas so das feministas radicais que defendem o exerminio dos homens, vcs vao me entender. Se eu, que sou negro, fiz
er um vídeo dizendo que vou queimar brancos ate ficarem pretos, mas so brancos opressores, vocês vao entender a metáfora.

Violência e violência. Crianças também acessam a internet, e elas não vao entender a metáfora, e talvez nem saibam quem e Bolsonaro, mas so vao ver um bando de mulheres vestidas como criminosas ameaçando cortar a pica de homens.

Anônimo disse...

Metáfora uma ova! se um homem estuprar minha filha,ou filho...CORTO messmo!!!

é só o que eles entendem...medo da castração...

Leandro disse...

E depois negam que são misândricas e dizem que a Solanas não tem nenhuma influência no movimento feminista. As mulher do video fala claramente em MUTILAR HOMENS e a autora do blog declara solidariedade à mulher que canta a música misândrica.

Anônimo disse...

Lola, na verdade, você queria que esse vídeo não tivesse acontecido.
Mas já que aconteceu, e você tem várias fotos junto com a Lidiane, então a única coisa que lhe resta é defendê-lo.
Todo apoio a você! Mas é uma mancha na sua carreira.

Sara disse...

Uma letra que diga "se você chegar na favela rodando bolsinha feito piriguete, vou cortar tua teta", pode?
Ou será considerada misoginia e apologia ao crime?

8 de fevereiro de 2014 23:33

Isso ja é realidade ha muito tempo, ou vc nunca viu um jornal??? e não é letra de funk, nos estupram, cortam nossas "tetas" jogam ácido em nossos rostos, nos cegam, nos violentam e nos matam cotidianamente, e nem precisamos nos vestir de periguete como vc diz, basta nascer mulher pra que essa realidade seja muito provável.
Essas meninas do pagu funk apenas querem que mulheres reajam a essa violência de que somos vitimas todos os dias.
Se vc se sentiu ofendidX por isso, gostaria imensamente de cortar a sua.

Anônimo disse...

Primeira música de funk que eu gosto. Parabéns as meninas.

Anônimo disse...

Anon das 00:09.

Penso que vc está errado, acho a violência super justificável quando é para se defender ou defender outra pessoa (incapaz, assustada, impotente, etc). E o vídeo não é bem exatamente "vingança" está mais para "justiceiras" mesmo, já que crimes contra as mulheres nesse país são tão impunes.

Loup~garou disse...

Eu não sei o que é mais elitista: falar mal do funk ou defendê-lo com explicações sofisticadas e academicistas como se um funkeiro fosse um bichinho de estimação preocupado com o zelo que os brancos universitários podem dar.

Não adianta conferir profundidade a uma mídia a posteriori. Se a mensagem é uma crítica social séria, ela o é desde o início.

O Facção Central faz um rap claro em suas intenções desde o início, mas quem recebe atenção e cuidados nos círculos intelectuais é o funk do Mr. Catra e da Valeska Popozuda, que estão fazendo uma grana e se lixando para lutas sociais, significados subversivos e dissertações de mestrado que fazem sobre eles.

Sobre o PaguFunk, é engraçado e só. Ficou claro que as garotas fizeram para elas mesmas e acabou "vazando" para os sites de humor.

Anônimo disse...

Uhum, pq ser justiceira é muito dioferente de vingança privada né? cada uma mesmo.

Machismo na Ilha da Magia disse...

Total apoio a estas mulheres.

Administro pg no FB com o título acima e estou disposta a SOMAR esforços nesta guerra - pq motivos pra luta não faltam.

O movimento feminista no Br está engatinhando, vejo mta disputa e joguinhos de poder e vaidades exacerbadas entre os diversos grupos e isto enfraquece a luta.A nossa cultura estimula a competição entre as mulheres seja por aparencia fisica ou ideológica. Ainda tá dificil pra mt@s entenderem q tem pessoas q não idolatram picas e estão vivendo bem sem elas, tanto no sentido figurado qto no literal...

Anônimo disse...

Todo apoio, meninas. O vídeo é massa!

Hugo disse...

Entendo o objetivo da música, mas acho que acabou reforçando estereótipos negativos em relação ao feminismo.

Vanessa disse...

Mas gente, pera um pouquinho.

Se estivéssemos em uma sociedade misândrica, em que a castração fosse a norma, fosse normal, fosse um problema real, aí "vou cortar sua pica" seria mais que ofensa.

A questão, é que NÃO estamos em uma sociedade misândrica. NÃO é a norma castrar, não é assim que as coisas funcionam.

No entanto é normal mutilar mulher em várias partes do mundo, como essa semana da visibilidade à mutilação feminina demonstrou para quem acompanhou.

Nesse contexto, as meninas falam em cortar a pica quando o homem faz coisas escrotas. E cortar a pica, na minha opinião, de forma figurada, uma vez que mutilar homem não resolve pica nenhuma (haha). Mas utilizar esse linguagem dá visibilidade, entende?

E outra, se você é contra a nudez, não fique nua. Simples assim.

As meninas se manifestaram dessa forma, para elas não tem problema ficar nuas. E, olha, para mim também não. O corpo feminino é proibido de ficar nu pois "provoca" os machos. Justamente por isso acredito na nudez como forma de protesto. Acho que a mensagem é: Ainda que eu esteja nua, me respeite e mais, me OUÇA! Me deixe decidir pelo MEU corpo.

E outra, como já comentaram aqui, a realidade dessas mulheres é muito mais crua e cruel que a das feministas de classe média, que tiveram oportunidades e tudo mais. Se para essas mulheres a nudez e a linguagem explícita é o caminho, deixa que seja, vamos apoiar nossas irmãs de luta, vamos nos utilizar da sorororidade! Não precisa gostar da forma como aquela mulher empoderada se manifestou, mas defenda o empoderamento e a manifestação dela, ela é você e eu, e se nós não somos capazes de nos apoiar em momentos decisivos, qual a utilidade do movimento? Para quem ele é?

E só mais uma coisa: Ah, não gostou pq não gosta de funk????????????????

Te rala!

A questão não é essa, sai do teu umbigo e do shopping e vai pra perifa apoiar essas mulheres que estão em situação muito mais vulnerável. Não é para gostar, é para apoiar.

Anônimo disse...

Vou coratar o seu clitoris

Cão do Mato disse...

Deixa ver se eu entendi: um comercial de cerveja onde homens invisíveis invadem banheiros femininos faz "apologia à cultura do estupro", mas uma "música" que tem como refrão "vou cortar sua pica" apenas faz uso de uma metáfora? Só uma perguntinha: as moças que bradam "vou cortar sua pica" apoiam o linchamento do jovem negro pela população do Rio? Acho que sim, né? Afinal, nos dois casos se trata de justiça pelas próprias mãos.

Anônimo disse...

Engraçado, lembro que a Lola criticou o Femen quanto àquela foto da manifestante segurando uma faca e testículos. Então quando o Femen faz é exagero, quando suas amiguinhas fazem é uma forma legítima de protesto?

Anônimo disse...

Detesto funk e sou da periferia do rj,por essa n esperavam n é,afinal só riquinho n gosta.
A musica é podre(como todo funk) e eu n tenho que gostar e nem apoiar nada.
Se a gente visse homem pelado em todo os lugares e isso fosse negado as mulheres,até faria sentido feminista querer ficar nua para protestar.
Para mim é só mais uma apelação.
Povo aqui nervosinho é bem hipocrita, se elas tem direito de achar o maximo ficarem peladas.outros tem direito de n achar.

Cris disse...

Estive lá, cantei, sorri e refleti: feminismo é arte, feminismo é liberdade! Pagu Funk revolucionando!

Anônimo disse...

Pelas respostas se vc quer ser feminista n pode pensar por conta própria e tem q apoiar qualquer coisa mesmo que vc n concorde.
Sem sentido esse protesto,se homens pudessem sair pelados por ai e mulheres n,ai eu concordaria.
Pura apelação,sempre que mulher vai protestar tem q mostrar a bunda? Para que? Elas querem difundir uma idéia ou ficar se exibindo?
A idéia se perde e só fica a bunda

Anônimo disse...

Lembrei da moça que foi escolhida a nova Globeleza da Globo e pelo fato de estar fora dos padrões estéticos atuais está sendo massacrada,xingada,até por mulheres.Manifestações de ignorância e preconceito,tanto raciais quento estéticos.

Anônimo disse...

Lola que bizarro vc ter um perfil do blogspot que não tem email, tem certeza? kkkk

Bom, ter um perfil de colaborador para adsense não influencia em nada, pq o Google avalia o conteúdo do site, não quem administra.

Já tentou o programa de remuneração da Amazon? Acho que eles tem menos nóia com "conteúdo adulto".

Ass: Marmota virada no Gyraia.

Sacerdotisa de Jah disse...

Sou cis, mas já tive namorada trans, já fiz sexo com trans, já fiz ménage com duas trans não operadas, então, acho que posso falar uma coisa por elas: Muito me chateia não ver nenhuma referência à transfobia na música. Não custaria fazer:

"Você não reconhece as travestis como mulheres?
Vou cortar sua pica,
Vou cortar suca pica!"

?

Estou triste, refleti nisso hoje.

lola aronovich disse...

Hmm, Sacerdotisa, assim como vc só pensou nisso hoje, eu só pensei nisso depois de ver seu comentário. Eu realmente acho que a música não se refere a trans (embora elas sejam citadas na carta aberta do Coletivo Pagu Funk), e incluir uma fala direta às trans na música é que poderia dar um tom transfóbico. Não tenho certeza, agora estou confusa. Ademais, tem muitas mulheres cis, inclusive algumas feministas, que erroneamente não reconhecem travestis como mulheres.


Marmota, é esquisito mesmo, mas um dos meus dois perfis no Google não tem conta de email anexada (porque o email que eu usava originalmente, anos atrás, foi deletado). Mas e aí? Sugira o que posso fazer pra substituir o AdSense!

Anônimo disse...

Única coisa que me consola é saber que o feminismo é plural e que posso continuar achando bastante desconfortável essa 'metáfora' violenta.
E sobre a nudez maior preguiça dessa gente que acha ultrarevolucionário ficar peladx. É tão normal, mas só conta se tiver alguém pra ver. Me parece que ficam peladxs num ímpeto narcisista e egoíco, 'vejam como sou livre, vejam como eu causo, vejam como sou mais progressistas que vocês'.

Anônimo disse...

Por elas, pelas outras, por mim!
RESISTÊNCIA PAGUFUNK!

Participei de uma roda da Pagufunk ontem e só dançando e ouvindo as vivências delas, de mulheres da favela, pra entender a energia e a beleza desse coletivo!

Anônimo disse...

Lola pq vc nao tenta o Amazon Affiliate Program?

Ele é bem mais "aberto" que o do Google e bem menos chato, o único problema seria restringir um pouco o seu público alvo...né, nem todo mundo vai comprar nos States...

mas segue dois links interessantes pra vc. Talvez todas suas dúvidas estejam lá.

https://affiliate-program.amazon.com/gp/associates/join/faq.html

https://affiliate-program.amazon.com/gp/associates/help/operating/participation/

Ass: Marmota chique nos pano.

Anônimo disse...

Há muito tempo o que vem me incomodando nessas discussões feministas de internet, é exatamente essa agressividade e esse maniqueísmo.
Com a desculpa da tal sororidade, não se pode discordar de nada ou dar sua opinião se esta for diferente do esperado pela maioria, porque aí você é acusada de estar desrespeitando ou não estar apoiando, ainda que sua intenção seja boa. Como se na sororidade não pudéssemos ser sinceras uma com a outra, trocar figurinhas, opinar, tal como fazemos com nossas amigas, sororidade pra muitas é só uma batendo palma pra outra e pronto. Agora, no meu entendimento feminismo é diálogo, troca de ideias, a pessoa diz o que achou legal ou não e o porquê, sem desrespeito mútuo.
Pior são os estereótipos e as ofensas. Se você não achou tão legal é porque você é branca, classe média, só olha pro seu umbigo, vive enfiada em shopping, não faz nada por quem está em situação mais vulnerável. Fica aquela coisa de "o meu feminismo é melhor ou mais importante que o seu". Tipo homem reparando quem tem a pica maior, já que o assunto é esse.
Fazendo uma crítica ao feminismo atual como um todo (e também me coloco nesse meio), acho que falta maturidade e saber dialogar, de verdade.

Suzana disse...

Deplorável o feminismo de hoje em dia,ficar nua é ser revolucionária...na verdade é bastante contraditório,vocês não lutam contra a exploração do corpo feminino?Mas sempre que podem dão um jeito de ficarem peladas.
Só o que eu penso vendo mulheres agindo assim é que querem seus 15 minutos de fama.
Vídeos como esse só ajudam a aumentar nossa fama de prostituta,ano passado fui estudar nos Estados Unidos e geralmente os homens me tratavam bem mas alguns quando descobriam minha nacionalidade mudavam da água para o vinho.
Começavam com cantadas baratas,tinham certeza que eu sendo brasileira,transaria com o primeiro que aparecesse.
Só faltaram perguntar quanto eu cobrava.

Anônimo disse...

Quem não viu o quanto isto é tosco é cego... não há política, não há idéias, não há literalmente nada. Elas nem sabem o que fizeram...

Anônimo disse...

O problema não é a nudez. O problema é fazer um discurso contra a violência doméstica, a violência sexual, a violência de gênero... com um hino que fala de praticar violência de gênero.
Discurso e prática tem que se afinar.
Pode ter sido uma brincadeira, uma metáfora, mas além de fazer essas mulheres se divertirem por alguns minutos, alguém acha mesmo que alguma mulher vai deixar de sofrer violência ou ficou mais empoderada por causa desse vídeo?
Porque tem gente defendendo o vídeo como se ele fosse a salvação da lavoura.
Sendo muito sincera, coisas assim mais prejudicam o nosso discurso do que ajudam.

Julia disse...

Querendo aparecer? Ficar peladx sempre foi uma forma de protestar, não foram feministas que inventaram ela. No mais, ficar peladA estando fora dos padrões é uma afronta SIM ao patriarcado. E pergunte a si mesma porque a nudez te incomoda tanto. Quanto aos gringos que te desrespeitaram coloque o desrespeito apenas na conta deles. Chega a ser irônico você colocar na conta de feministas o machismo desses gringos aí. Deixa de ser ridículx! Tem alguns comentários aqui com o mesmo teor do seu. Espero que sejam todos da mesma pessoa porque não é possível existir tanta gente burra.

Anônimo disse...

Letra misândrica, para dizer o mínimo. Além, é claro, de fazer apologia ao crime.
Justificável pela violência unilateral praticada pelos homens contra as mulheres? 306 mil resultados no Google dizem que não:
https://www.google.com.br/search?q=mulher+corta+penis

Anônimo disse...

Lola vc devia ter vergonha de pregar o ódio isso não tem nada haver com feminismo, isso está mais pra sexisismo, sou feminista e ñ sexisista.

donadio disse...

Alguns comentários:

1. detesto funk. Aliás, não: minhas tripas detestam funk; é algo que me faz mal fisicamente. E isso independe da letra que estiver acoplada ao bate-estaca. Se fizerem um funk do Manifesto Comunista, vou odiar do mesmo jeito.

2. detesto arte panfletária. Acho que a arte deve ser livre, como acho que o panfleto deve ser livre. Mas a combinação tem 99,99% de chances de ser ridícula; em geral me causa vegonha alheia.

3. é claro que a letra da peça é agressiva, mas isso nem é um problema; é uma letra punitivista e portanto reacionária.

4. evidentemente, criticar a peça não é o mesmo que propor a violência contra quem a produziu. Dizer que a "música" não presta, ou é ridícula, ou que não cumpre o papel que quem a fez provavelmente pretendia é uma coisa; querer com isso provar que o feminismo (ou a esquerda, ou os funkeiros, ou as mulheres da favela, ou quem mais seja) são "todos assim" e portanto merecem ser apedrejados e esquartejados é completamente diferente.

Boa sorte para as moças, e melhor inspiração/reflexão para a próxima; espero que o fuzuê não as prejudique, e que o direito delas de dizerem/cantarem o que quiserem não seja prejudicado. Mas gostar, não vou gostar não.

donadio disse...

"A idéia se perde e só fica a bunda"

Antológica. Genial.

Nem vou pedir para te citar, por que a idéia já está roubada. Domínio público imediato! :)

Anônimo disse...

Sim, Julia, são no mínimo duas pessoas diferentes. Digo isso pq eu escrevi um comentário que (talvez) se assemelha ao que você citou, mas não é mesmo. E sim a nudez não foi inventada pelo feminismo e sim é usada muitas vezes como forma de protesto. E acho que é isso que está cansativo, esse mais do mesmo. Depois nenhuma das mulheres mostradas parece estar tão por fora dos padrões assim. E me parece bastante presunçoso de sua parte achar que todxs que não concordam com você são 'burrxs'. Só para constar: apesar de não concordar com você não te acho burra. Não acho ninguém burro. Sou daquelas bem otimistas que acredita que o amor e a tolerância salvam.

Marina P disse...

Eu até entendo esse funk dentro de um espaço de criação, sem ser veiculado na net. Pode ser que dentro de um determinado contexto essa mensagem seja positiva, mas tenho muitas reservas com a mensagem violenta. Se a gente usa o argumento de que "cortar a sua pica" é metáfora, a gente abre espaço pra um monte de falas machistas serem interpretadas como metáforas. Ok, tem falsa simetria no meio disso aí, mas mesmo assim acho complicado. Outro argumento que vi bastante foi o de que o funk fala especificamente de certos tipos de homens: abusadores, agressores, etc. Ok, entendo, mas acho que se seguirmos nessa linda caímos no já conhecido erro de "direitos humanos para humanos direitos". Também acho complicado falar em "cortar a pica" de alguém por seu posicionamento político, por mais que eu o ache detestável.

Apesar de tudo isso, consigo entender em que contexto o vídeo foi gravado e intenção por trás dele... problema é que a gente muitas vezes tem uma intenção ótima só que o que fazemos com ela não reflete inteiramente essa intenção de forma fidedigna.

O termo sororidade remete à ideia de irmã, ser irmã, irmanar-se e não necessariamente concordar. Soror é uma forma da gente se referir às freiras. No fim das contas, para mim sororidade significa podermos contar umas com as outras, o que não quer dizer pensarmos sempre de forma igual. O feminismo é múltiplo então o sentido de "sororidade" nunca poderá ser defender toda iniciativa feminista porque em vários momentos as iniciativas são contraditórias, o que não diminui a força do movimento. A gente discute um monte se precisar, mas depois vamos tomar um café juntas sem nos matarmos, né? Acredito nisso. Provavelmente soa tolo, mas pra mim sororidade significa conseguir ir tomar o café junto depois da briga.

Marina P disse...

Aliás, esqueci de colocar aspas na "briga".

Paola Lins disse...

"Vou cortar sua pica" não é novidade na música popular brasileira. Tom Zé já profetizava no seu feminino (feminista) "Estúpido Rapaz":

Se você vem numa boa
Pode vir,
Também não tô à-toa.
Eu te boto no colo,
Te dou pão e mingau.
Mas se você vem de cacete,
Pode vir
Que eu vou de pedra e pau.

para ouvir a música com os olhos:

https://www.youtube.com/watch?v=XAsgp-LEVUE&feature=kp

<3

Janaina disse...

Alguem comentou aí em cima que "diante da violência sofrida (que elas cantam), corta a pica seria a resistência à esta violência, e não uma violência."
Poso estar enganada, mas esse argumento me lembra muito o que foi usado para defender os 'jusiceiros'no caso do adolescente amarrado a um poste : "não é um ataque, só estamos nos defendendo".
Nem toda forma de reação vai nos levar para frente, porque esse tipo de pensamento é um passo pra começar a se tentar justificar todo tipo de arbitrariedade. Não acredito que dê pra vencer o opressor sendo tão ruim quanto ele

Dora disse...

Janaina, fui eu que disse o que vc postou.
Imagina, minha intenção nunca foi essa, pelo contrário.
Esta afirmação minha serve para a resistência dos oprimidos, nunca o inverso como os linchamentos que os negros estão sofrendo.

O que eu entendo é que a violência simbólica que elas usam e a linguagem é nada mais que a resistência contra milênios de opressão, por isso compreensível. U branco linchar negro nunca é resistência, pq o branco nã sofre opressão.

Anônimo disse...

Olá, eu sou a anônima (08/02/14 21h26) que fez o comentário inflado contendo o "cagar regras" e adivinhando como é a vida dos outros.

Quando li o post, o qual já esperava a alguns dias, e alguns comentários criticando a manifestação das meninas, a paixão tomou conta de mim. Escrevi um comentário tentando expressar o que estava pensando e sentindo, porém, da maneira errada - percebo isso agora. Não consegui conter a ira, e disparei diversos clichês e ditei como as pessoas devem se comunicar - sendo que sou absolutamente contra tudo isso. Fui incoerente e desagradável, admito isso com muita humildade e vim pedir desculpas por poluir este espaço de discussão saudável - que é tão necessário - com todos aqueles impropérios.

Agora, com mais serenidade, gostaria de reiterar a essência da mensagem que quis passar. O que me incomodou, de fato, não foi que algumas comentaristas discordaram ou não gostaram do vídeo, mas sim o "tom professoral" com o qual algumas feministas com maior instrução formal deram a sua opinião. A nossa sociedade costuma depreciar a cultura/saberes da periferia, e favorecer o conhecimento da elite, que é considerado o "mais correto". Assim, o que é produzido no modo acadêmico é o melhor, o mais certo, e os saberes populares costumam ser duramente criticados e desacreditados. Então dizer que as meninas não deveriam ter usado aquela metáfora violenta, é, na minha opinião, uma maneira de dizer: olha, o certo é fazer uma letra bem fundamentada e com boa argumentação, e que passe uma mensagem clara, ou seja, uma maneira acadêmica de produzir conteúdo.
Para mim, é como chegar numa roda de fandango - como pesquisador na área da cultura popular - e criticar a desafinação da rabeca ou da voz dos cantores. Sabe, a intenção deles não é atingir a suposta "afinação" que é valorizada na mídia atualmente, por exemplo. Aquela é a sua manifestação cultural, feita deles para eles mesmos, e é o reflexo de seus saberes e cultura (que não é mais ou menos legítima/inteligente/certa que qualquer outra, apenas é.)
O que notei na carta aberta do coletivo PaguFunk é que elas ressaltam que não gostam da maneira como as pessoas "mais instruídas formalmente" vêm de fora e chegam na favela, querendo ensinar e fazer estudos antropológicos, sem a humildade de saber que, na verdade, também tem muito a aprender com aquela cultura diferente da sua. Elas falam também que as músicas e manifestações são feitas inteiramente pelas moradoras da favela. Por isso, na minha opinião, por mais que não gostemos ou concordemos com alguns pormenores da manifestação cultural das meninas, jamais devemos dizer como elas devem ou deveriam se expressar. Especialmente porque elas não estão pedindo isso. Não estão pedindo orientação ou dicas para a elaboração de seus manifestos. Elas fizeram a canção para elas, do modo que desejaram. E como já disseram na carta, não foi uma manifestação planejada para mostrar os ideais feministas para o mundo, foi um momento absolutamente artístico e íntimo onde mulheres sentiram muito prazer cantando - sem a intenção de violentar ou ameaçar qualquer homem.
Continua...

Anônimo disse...

Continuando...
Se não concordamos com a mensagem, não devemos de forma alguma propagá-la ou aplaudi-la. Todavia, não podemos determinar que a maneira formal de produzir discursos é a mais desejável sempre em todas as ocasiões, e a maneira popular/periférica/não-elitizada é menos desejável. Pois acredito que isso seja preconceito. E sim, pedi sororidade não para que concordemos totalmente com o conteúdo do discurso das meninas, mas para que apoiemos seu direito de se manifestarem do jeito que desejarem, sempre.

Como ex-acadêmica e atual moradora da periferia, mãe(26 anos) de dois filhos, conheço um pouquinho os dois lados. É claro que de maneira bem limitada, pois só sei o que enxergo, ouço, e interpreto através dos meus próprios filtros.
E sei que só tive interesse pelo feminismo agora, na periferia, ouvindo relatos tristes de vizinhas e amigas, e presenciando cenas de violência que eu só conhecia dos jornais. É óbvio que nem todas as pessoas da periferia são assim ou assado, é impossível generalizar e muito feio criar estereótipos, mas de maneira geral, vejo e sinto diariamente uma violência física e emocional muito mais gritante aqui onde moro hoje, comparando com outros lugares onde já morei. Sofro também preconceito por ser mãe jovem, mesmo tendo sido essa a minha escolha - poderia abortar, mas não quis (e desejo que todas possam fazer as suas escolhas livremente) e por não ter concluído o ensino superior. Antes, quando acadêmica de uma universidade federal conceituada, minha voz tinha valor. Era só colocar as referências no rodapé. Hoje, em vários ambientes, sou discriminada por ser mãe, mulher, pobre. Meu discurso é constantemente desvalorizado, simplesmente porque meu rótulo social mudou.

Bem, aprendi muito com essa discussão, inclusive a deixar a paixão do momento passar antes de escrever e respeitar com sinceridade todas as opiniões divergentes da minha. Afinal, não posso ensinar aos meus filhos a serem pessoas gentis com gritos, ou a serem pessoas pacíficas com palmadas. E não posso exigir empatia e sororidade - adorei a explicação sobre a origem da palavra - sendo agressiva e "ditadora de regras".

Novamente peço desculpas - inclusive por este comentário muito longo - e espero crescer com essa discussão, adquirir mais conhecimentos e progredir na luta diária contra a opressão que sofremos. Aprender para lutar e fortalecer as mulheres como grupo social, este é o meu objetivo. A propósito, não tenho nenhum perfil na internet, mas meu nome é Laura, muito prazer.

Anônimo disse...

Eu sinceramente acho que a metáfora foi um tiro pela culatra. Só vai desmerecer mais o feminismo. Se até quem é feminista está lendo e sentindo asco, imagina as pessoas que são machistas por "conveniência"? Que só precisam de um empurrãozinho pra abrir os olhos?

Eu entendo que é como um "aviso" aos machistas, aos que abusam de garotas, aos que batem na esposa. Mas sei lá, não caiu bem.

Lígia

Julia disse...

Muito prazer, Laura. Já gostei de você.

Julia disse...

Quando é que as pessoas vão entender que já nos odeiam? Não temos que "jogar pra torcida" e sim por nós mesmas. No mais, coloca essas feministas de estômago fraco numa caravana pra elas conhecerem a realidade de violência das mulheres da favela, da periferia. Aí elas terão motivo pra sentir "asco".

Anônimo disse...

No mais, coloca essas feministas de estômago fraco numa caravana pra elas conhecerem a realidade de violência das mulheres da favela, da periferia.

ah é todo mundo que lê e comenta aqui é da classe média,só que não.

Suzana disse...

Julia
Burrice mesmo é dizer que luta contra o estigma de mulher objeto e ficar pelada sempre que pode.
Se alguém protesta é para lutar por algo ,passar um idéia e gente pelada só passa a bunda.
E eu só vejo mulher "protestando" nua,se isso não é exibicionismo,não sei o que é.

Incoerência e hipocrisia,é isso que eu vejo e o homens também,veem o movimento feminista teoricamente lutando para que mulher não seja mais explorada mas usam o corpo sempre que podem para chamar atenção.
Goste ou não,é essa a fama que nós temos por ai,prostitutas,mulheres que querem usar o corpo para tudo porque não tem conteúdo nenhum.

Sara disse...

Suzana anon 23.53hs

Porque vc acusa as meninas do pagu funk de incoerentes???
Se justamente elas aparecem peladas afrontando a norma da nossa sociedade, que mulher q expõe o corpo esta pedindo por violência.
Achei válida e totalmente dentro do contexto da mensagem q elas queriam passar, afinal elas estão nuas e ameaçando aqueles que se sentem justificados por praticarem a violência.
Por seu comentário nota-se que vc esta imersa nos ensinamentos do patriarcado e esses ficaram bem entronizados dentro de vc.
O corpo da mulher honesta e digna deve estar sempre muito bem guardado e longe dos olhos cobiçosos dos homens, vitimas dos ardis femininos q usam seus corpos para conquistarem seus objetivos.
Não acredito q vc seja feminista, alias tenho dificuldade até em acreditar q vc seja mulher, mas se for, reveja seus conceitos.
Pense no porque do corpo feminino te causar tanto asco e desprezo.

ThiagoE disse...

Um monte de argumento falso para no fim das contas dizer que é uma metáfora?
Isso me lembra correntes religiosas e idealismos que já fizeram atrocidades e depois falam que entenderam errado porque era só uma "metáfora".

Sabe Lola, como você tem conhecimento linguístico eu achei curioso como você deu volta para inserir um contexto em que falar "vou cortar sua pica" seja uma metáfora. Fazer eufemismo com uma expressão tão agressiva não passa de uma incoerência pragmática.

Ainda bem que existem feminismos.

Suzana disse...

Não tenho problemas com nudez e sim com o uso que se faz dela.
No caso dessas mulheres e de outras na mídia,está bastante óbvio que exploram o corpo e a sexualidade para conseguir algo e é isso que feministas dizem ser contra.
Eu não sou feminista mesmo,pelo que eu já vi é um meio cínico,hipócrita e arrogante,quem não concorda com voces não é mulher? sério?

B. disse...

"Pior são os estereótipos e as ofensas. Se você não achou tão legal é porque você é branca, classe média, só olha pro seu umbigo, vive enfiada em shopping, não faz nada por quem está em situação mais vulnerável. Fica aquela coisa de "o meu feminismo é melhor ou mais importante que o seu". "

Muito real isso. Uma vez, em um grupo feminista, falei que não gostava das músicas da Valesca Popozuda e expliquei meus motivos. Tive que ouvir que tinha preconceito com a Valesca afina, não sou da periferia, não "entendo" a periferia.

B. disse...

O Facção Central faz um rap claro em suas intenções desde o início, mas quem recebe atenção e cuidados nos círculos intelectuais é o funk do Mr. Catra e da Valeska Popozuda, que estão fazendo uma grana e se lixando para lutas sociais, significados subversivos e dissertações de mestrado que fazem sobre eles.

Ufa, não sou só eu...Não aguento essa babação de ovo que alguns acadêmicos tem pela Valesca, Catra, Tati, Quebra-Barraco...

Anônimo disse...

Violência não justifica violência. Se todo oprimido puder fazer esse tipo de coisa. Imagina negros fazendo músicas assim, ameaçando queimar brancos em cruzes (mas eles podem, é só uma reação à violência, é uma metáfora, ou homossexuais ameaçando estuprar héteros (é uma metáfora). Cortar o clitóris (só de feministas, uma posição política que não concordo, como elas não concordam com o Bolsonaro). Ora, apenas metáfora.

donadio disse...

Loup~garou disse...

"Eu não sei o que é mais elitista: falar mal do funk ou defendê-lo com explicações sofisticadas e academicistas como se um funkeiro fosse um bichinho de estimação preocupado com o zelo que os brancos universitários podem dar.
"

Geralmente não concordo com o que você escreve, mas aqui acho que você está certo. É um pouco da ideologia do "bom selvagem", me parece. Se é pobre, deve ter bom coração, afinal, está intocado pela ganância e competitividade capitalistas. É só uma forma diferente de "outrização", de fetichizar o outro.

Anônimo disse...

Eu leio aqui faz um tempo, mas nunca tive coragem de comentar XD
Bem, quanto ao vídeo, eu achei... EXCEPCIONAL. Tá cheio de machista FDP fazendo música 'vou cortar tua teta' e aí, pode a violência e ninguém diz nada.
Eu detesto funk simplesmente porque expõe a mulher pra caramba. Tem letras que não dá pra aguentar.
Mas fora ser funk... Machistas só entendem à base da violência, não?
Ok, vamos usar o linguajar deles.

-Lia

Julia disse...

Felipe, primeiro traz exemplos das atrocidades cometidas pelo feminismo e mostra aqui. Antes disso é melhor ficar quieto!

Julia disse...

Me embrulha o estômago essa aversão que os privilegiados tem a um discurso mais agressivo dxs oprimidxs. Circula em fóruns reaças um poema e um vídeo de ativistas negros, este último falando sobre cotas. Não vou negar que sejam agressivos mas é uma agressividade necessária. Não é aquele "dá uma licencinha, por favorzinho". Não. É um "sai da frente que eu to passando". Não é pra gostar mesmo, não. A mim, branca, não incomodou em nada. Mas se incomodou os reaças eles estão no caminho certo. Vocês não são convidados numa festa em que temos que fazer de tudo pra se sentirem confortáveis. Se incomodar com a "agressividade" do discurso de grupos oprimidos em poemas, músicas, vídeos só mostra o quão chafurdados estão em seus privilégios. E, sinceramente, eu não ligo a mínima pra vocês.

Anônimo disse...

Que ótimo que você não dá a mínima e apóia uma música violenta, isso só reforça o estigma de que feministas são "Valerie Solanas em potencial". Eu posso usar mil razões pra justificar um caso de violência, mas eu pensei que vocês entendessem que violência é sempre violência, seja no discurso ou nas ações, seja no abuso em si, ou no psicológico da menininha.

Julia disse...

"Felipe, primeiro traz exemplos das atrocidades cometidas pelo feminismo e mostra aqui. Antes disso é melhor ficar quieto!"
Felipe, não. ThiagoE. Não sei onde li Felipe..

Julia disse...

Não sabia que era preciso apoiar músicas com discurso agressivo contra abusadores e reaças pra ser considerada seguidora de Solanas. Achava que bastava ser feminista.. Também não me consta que Solanas tenha cortado a pica de ninguém. Ela tentou matar o Andy Warhol.. o que eu desconfio que pra muitos homens é um crime menos grave...

Anônimo disse...

Julia, acontece que reaça é uma posição política diferente da sua. Se o oprimido pode fazer apologia à violência contra o opressor, onde está escrito que o contrário não é certo? Pelo que eu saiba, apologia à violência é crime em qualquer âmbito.

Veja o recente caso da Rachel Sheherazade, do marginal preso ao poste. Ela também, manifestou a opinião dela, como muitos brasileiros que se sentem oprimidos pelos criminosos, ao ponto de terem medo de sair de casa. E caíram em cima dela, por que fez apologia à violência, justiça com as próprias mãos.

E ela realmente está errada, pq apologia à violência não se justifica em nenhuma hipótese. Mas ela é reaça, e se sente oprimida. Então, segundo a sua teoria, ela pode, porque se sente oprimida.

Então é assim, qualquer um que se sente oprimido pode recorrer à violência ou a apologia à violência?

E esse negócio de ficar pelada não choca mais ninguém, o nu já está tão normal, televisão, internet. Vão ter que inventar uma nova forma de protestar, talvez transar na rua.

Eu acredito em um feminismo mais inteligente. Sinceramente, apesar de ela apoiar, não consigo imaginar a Lola tirando a roupa na rua ou cantando música de cortar a pica. Só acredito se eu ver.

Os fundamentalistas evangélicos por exemplo estão utilizando uma estratégia muito mais eficaz, em vez de chocar a sociedade. Estão se infiltrando em Brasília aos poucos.

ThiagoE disse...

Felipe, primeiro traz exemplos das atrocidades cometidas pelo feminismo e mostra aqui. Antes disso é melhor ficar quieto!"
Felipe, não. ThiagoE. Não sei onde li Felipe..


Pois é né Julia, não é primeira vez que você manda não opinar, calar a boca, não escrever, etc... Sempre com uma postura agressiva.
Acha que pode usar argumento de autoridade dentro do feminismo só porque é mulher. Nunca te ofendi, mas você nunca aceita um contraponto. Se não concorda, tudo bem, agora nunca vou deixar de dar minha opinião.

Julia disse...

"Se o oprimido pode fazer apologia à violência contra o opressor, onde está escrito que o contrário não é certo?"
As classes oprimidas vivem sendo violentadas todos os dias. Não é certo, mas não parece que quem oprime está muito preocupado com isso. A opressão já é uma violência, entende? O fato é que a violência contra os oprimidos é real, não está apenas em poemas, músicas e discurso. Eu vejo com muita naturalidade a agressividade como resposta de quem apanha todo dia. O contrário é que me deixaria preocupada. Significaria que a pessoa já está acomodada.

Já a CheiroAzedo é uma grande hipócrita como todo reaça. Basta você colocar no YouTube "Justin Bieber x Marginalzinho do poste" pra ver com seus próprios olhos como ela é complacente com o Justin, branco e rico, enquanto apoia a barbárie contra o menor negro e pobre.

E o nu choca sim, basta ver a repercussão que uns peitinhos podem alcançar. As pessoas não se conformam com mulheres usando seus corpos pra outra coisa que não seja sexual. É engraçado. Não vamos precisar transar na rua, por enquanto..

Quanto a estratégia dos fundamentalistas evangélicos, nunca poderemos ter a visão que eles têm. Psicopatia não é uma coisa que se pode desenvolver em si mesmo.

Julia disse...

Thiago, não é argumento de autoridade não, é só o meu jeitinho mesmo. E só escrevi isso porque sabia que você não teria nenhum exemplo de atrocidade cometida pelo feminismo pra apresentar.

Célio Augusto disse...

Achei o video estranho. É claro que machistas irão criticar qualquer video, mas este não é criticado apenas pelos machistas e sim pela maioria dos homens e por muitas mulheres tambem. Somente as mulheres feministas irão apoiar este material, e acredido que nem todas as feministas. Eu achei de tremendo mal gosto e não consegui entender esta msg que vc explica no post, talvez somente as feministas entendam desta forma, neste caso qual o ganho com isto?

Julia disse...

Célio, o vídeo é bem claro. Tem até legenda pra quem possa ter dificuldade pra acompanhar. Talvez a dificuldade de compreensão venha do fato que não é habitual ver mulheres com um discurso mais agressivo. Mas passado o choque inicial, dá uma respirada e assiste de novo que você vai entender.

Anônimo disse...

Ainda bem que, ao contrário de você, o MP considerou o video ilegal e o retirou do ar.

A missão foi cumprida.

Marcus Vinicius Dunder marcus disse...

A primeira vez que eu ouvi falar deste clip eu achei que fosse um vídeo de misandria. Ao ouvir o clip eu pude perceber que elas falam dos caras que abusam de crianças, dos caras hipócritas que supostamente de esquerda ( tendência reformistas e inovadoras) batem nas companheiras, daqueles que apoiam políticos extremamente preconceituosos e fascistóides como o Bolsonaro; que elas falam que os homens vão para a cozinha, o que não é nem deveria ser motivo de vergonha ou insulto. Em suma nada que promova o ódio ao homem. Com certeza tem uma mensagem forte de violência, que pode vir a ser taxada como questionável, porém, os que mais reclamam desta mensagem são aqueles que geralmente incitam a violência. A mulher no Brasil e no mundo é alvo de violência originária de questões de gênero, me explico, mulheres sofrem violência de homens pelo simples fato de serem mulheres. Sendo assim, chega a soar hipócrita reclamarmos da violência falada no vídeo quando ainda há tanta violência na realidade cotidiana. Não apoio a violência, mas não recrimino o grito destas moças que dão voz a muitas mulheres que ainda sofrem em silêncio.

Anônimo disse...

A Raquel Sheherazade é reacionária e machista. Então ela merece ser "punida". Ou só os homens?

Anônimo disse...

vcs só falam ou cumprem a idéia q está clara no refrão?

lola aronovich disse...

Vc só trolla ou lê a ideia que está clara no texto?