terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

GUEST POST: NÃO ACREDITAVA EM MACHISMO ATÉ ENTRAR NO MERCADO DE TRABALHO

Relato da V.:

Meu nome é V. e acho que sou feminista desde sempre, afinal fui criada por mãe e tia, mas achava que piadas de loira e ditados como “mulher no volante, perigo constante” eram inocentes, apenas uma brincadeira. Estranhava um pouco quando via outras mulheres condenando essas atitudes severamente.
Entrei na faculdade de Letras e pude conhecer várias escritoras mulheres que haviam sido ignoradas pelo cânone literário simplesmente por serem mulheres. Ainda assim achava que havia certo exagero, que nos dias de hoje as coisas eram diferentes.
Aí eu entrei no mercado de trabalho... Fui trabalhar em um banco e todos meus chefes eram homens. Quando havia alguma promoção, geralmente quem conseguia o cargo eram outros homens. Foi aí que comecei a me dar conta das diferenças relacionadas a gênero no mercado de trabalho. Mas isso não é o pior.
Tive um gerente que adorava ser “carinhoso” com as estagiárias e funcionárias mais jovens, ou seja, nos passava cantadas baratas o tempo todo. Eu tentava não ser mal-educada, afinal ele era meu chefe. Geralmente respondia com o silêncio. Certa vez respondi que quando eu estivesse carente, procuraria meu namorado (olha o cúmulo, ter que apelar e mostrar que existe um macho para me defender). A resposta do meu gerente não poderia ser pior: “não sou ciumento”.
Um dia estourei, levantei a voz com o dedo em riste, pra todo mundo ouvir. Já que a racionalidade não havia surtido efeito, parti para o grito, literalmente. Pois bem, ele era meu gerente e éramos avaliados anualmente. Essa avaliação ficaria em nosso histórico para sempre, dela dependendo promoções e aumentos de salários. Não preciso nem dizer, né? Ele ferrou minha avaliação sem motivo algum.
Pouco tempo depois, tive a oportunidade de sair da agência em que trabalhava para ir trabalhar de madrugada no call center do banco. Como minha faculdade era diurna, era perfeito: além de conciliar horários, fugia do gerente machista metido a garanhão.
Como fui ingênua. Achei que me afastando do meu ex-gerente, meus problemas estariam resolvidos. A questão é que o problema é muito maior, o machismo está em toda parte.
Nesse novo setor em que fui trabalhar, tinha dois chefes, Carlos e Pedro (nomes fictícios).
Carlos era um misógino convicto. Dizia que não queria compromisso com mulher porque dava muito trabalho, preferia pagar por prostitutas. Inicialmente, até tentei argumentar, mas era apenas o meu discurso contra o senso comum, já que as outras colegas não se manifestavam. Os colegas homens concordavam, afinal “mulher dá muito trabalho mesmo”.
Pedro aparentava ser mais amigável porque, apesar de não contestar as ideias de Carlos, também não as corroborava. Eu estava enganada.
No primeiro sábado em que trabalhava sozinha com Pedro (isso ocorria a cada quinze dias), tive meu primeiro problema. Como o número de ligações que tínhamos que atender era baixo, Pedro resolveu dormir e pediu que eu o acordasse quando eu fosse embora (meu plantão terminava às 2:30 da manhã). 
Quando fui chamá-lo, ele não acordou (ou provavelmente fingiu que não acordou). Tive que sacudi-lo pelo ombro com certo vigor. Comentário dele ao acordar: “mas nem um beijinho pra me acordar?” Sério? De novo? Como eu já sabia que fair play não adiantaria, respondi algo como “até parece, ô mané”.
A vida seguiu e quando havia outras pessoas junto, Pedro era o homem mais respeitador do mundo, conversávamos sobre várias coisas, éramos amigos. Aquele incidente parecia ser um evento isolado. Mesmo assim, em outros sábados que tive que trabalhar sozinha com ele, convidava o porteiro para tomar chimarrão conosco (olha eu apelando para outro homem novamente para ser respeitada).
Um dia, infelizmente, o porteiro não estava ali. Para piorar, Pedro chegou mais de duas horas atrasado e alcoolizado (só fui perceber esse detalhe depois). Começou a contar seus problemas, que tinha brigado com a namorada, e eu fiquei com pena, de verdade. Ele estava sentado ao meu lado e começou a chorar. Ele pediu um abraço. Hoje eu me sinto a pessoa mais idiota do mundo por ter aceitado dar um abraço nele, mas naquele momento eu não vi maldade nenhuma. 
Só que quando eu o abracei, ele resolveu que queria me beijar. Virei o rosto, mas ele não me soltava. Ele só me soltou quando eu ameacei gritar.
Sempre pensei que no dia que eu sofresse uma agressão assim, eu iria revidar, tentar agredir a pessoa fisicamente, sei lá. Foi exatamente o contrário. Eu não sabia como agir, tinha que ir embora e esqueci minhas coisas sobre a mesa e até deixei o computador ligado.
Cheguei em casa meio atordoada e no outro dia fui contar para meu namorado. Acreditem, eu estava com medo de contar pra ele. Óbvio que ele ficou puto e, mesmo sendo uma pessoa calma, chegou a pensar em ir atrás do cara pra tirar satisfação. Em menos de um minuto ele desistiu da ideia.
Decidi então que na segunda-feira eu falaria com a chefa de Pedro a respeito. Ela ficou um pouco espantada e disse que “tomaria providências”.
Nesse mesmo dia, ele agiu como se nada tivesse acontecido. Quis me dar um beijo no rosto como ele fazia todos os dias com todas as colegas e eu recusei. Claro que ele não gostou e ficou me questionando. Simplesmente não conversei mais com ele.
Sabe o que foi pior? Ele fazia parte de uma chapa para pleitear a direção do sindicato dos bancários na minha cidade. Ele teve a coragem de dizer em uma entrevista que, caso sua chapa fosse eleita, lutaria pelo “fim do assédio moral e sexual” dentro do banco. Imaginem como eu me senti lendo isso.
Depois disso, o ambiente de trabalho ficou insuportável. Eram piadas e indiretas (que só eu entendia). Eu já estava insatisfeita com meu trabalho por vários outros motivos e resolvi sair.
Foi uma saída litigiosa, mas por outros motivos. Contei essa história para meu advogado, mas como eu não tinha provas nem testemunhas, não havia o que fazer. Pior: se eu o processasse sem ter provas, poderia mais tarde ser processada por calúnia.
Muita gente vai achar que não foi nada, que eu fiz tempestade em copo d’água, que a culpa foi minha. Eu mesma me culpava no início.
Hoje não consigo mais levar nenhuma piada machista na brincadeira, tento argumentar. Na maioria das vezes, é inútil. Raras vezes, a pessoa não admite, mas tenho a impressão de que algumas param pra pensar. Decidi largar aquele emprego estável e relativamente bem-remunerado para ser professora. Estou me formando agora. Espero de coração auxiliar alguns alunos a questionarem os papeis de gênero e não perpetuarem nossa cultura machista.

32 comentários:

Anônimo disse...

É isso, sexismo em todo lugar. Não foi pouca coisa o que vc passou não, foi terrível e devastador. As pessoas que banalizam dizendo q "vc tá exagerando" o fazem porque elas vêem isso acontecendo o tempo todo e, ao invés de se revoltar, acham q é normal.

acho que ganhamos uma ótima professora.

bjs
aiaiai

Anônimo disse...

Eu ia xingar os caras de porcos, mas porcos são animais adoráveis e não poderia ofende-los comparando-os com esses sujeitos.

Não basta estudar o mesmo tanto ou mais, trabalhar o dobro e ganhar 30% menos... tem que ser humilhada, abusada, coagida - não há mesmo limite para o machismo.

Jane Doe

Anônimo disse...

Olha , aí vai depender...pessoalmente,concordo com tudo o que a autora do guest post escreveu, PORÉM... em vista do post anteriore, parece que a opinião da Lola vai mudar se a chefe ou um dos assediadores for alguém famoso tipo o Woody Allen...

currículoculto disse...

A autora do guest post quer ser profa e tratar questões de genero com os alunos. excelente.

Só q tem muito muito machismo-sexismo nas escolas: não só da parte d@s estudantes mas principalm. entre os profes. No meu caso, qdo tentei trabalhar estas questões - vários profes me boicotaram, inclusive as mulheres, uma delas - evangélica -tentava colocar alunos contra mim, jogo sujíssimo, ética mandou lembranças...phoda, tem horas q sorrir e calar é estratégia de sobrevivência

Anônimo disse...

Essas cantadas baratas realmente são abomináveis. Só pode ser horrível mesmo ter gente do sexo oposto te chamando de linda e pagando coisas para você.

André disse...

currículoculto,

O que você diria se essa professora evangélica passasse a ensinar criacionismo na escola? Sei que pode ser muito trabalhoso, mas não seria o caso de tentar convencer instâncias superiores da necessidade de discutir sexismo em alguma matéria, de forma mais institucionalizada?

pp disse...

Lola, comentário um pouco off, mas vc viu esse video?

http://tvuol.uol.com.br/assistir.htm?video=fotografa-rejeita-padroes-de-beleza-e-raspa-os-cabelos-04024E983572D0C14326&tagIds=528936&orderBy=mais-recentes&edFilter=editorial&time=all&currentPage=1

Anônimo disse...

Nossa como mulher faz drama! Um babaca bebado tenta beijar a mulher e ela fica traumatizada??
Ficar puta com o cara é compreensível mas falar q isso foi devastador já é frescura demais.
E vcs falam como se n tivesse mulher fazendo o mesmo,forçando a barra e sendo tão sem noção quanto certos homens.

Sara disse...

É difícil entender como tem gente q parece q vive em uma bolha, e não é afetada pelo machismo, mas é compreensível, muitas vezes o machismo esta tão naturalizado que nem percebemos o mal q ele nos causa.
Mas isso geralmente não dura muito e cedo ou tarde vamos encarar nossa cota, bem vinda ao clube V.
Não ha muito o q te dizer, a não ser q pra mim, a única esperança esta na união das mulheres, na superação das nossas diferenças, pois lutamos contra todo um sistema feito pelos homens e para eles.

curriculoculto disse...

André:
Testemunhei prof. de ciências posicionando-se veementemente contra o aborto perante alun@s, além de falas catequizantes esporádicas do tipo deus é pai - lembrando q são mtos os estudantes evangélicos, a mentalidade sexista é mto forte no ambiente educacional. Profes e alunos fora do padrão sofrem bullying. Impor de cima pra baixo estudos sobre sexismo, creio q não é uma boa estratégia. Aliás, o pulo da gata é estimular os estudantes a pensarem por si próprios, propondo linhas de raciocínio q levem ao estranhamento do q eles considerem normal. Prof não deve impor suas crenças, ideologias, mesmo sendo feminista, de esquerda, atéia, tento me conter, mesmo pq, aluno detesta ouvir discurso de profe.

Maria Valéria disse...

"Essas cantadas baratas realmente são abomináveis. Só pode ser horrível mesmo ter gente do sexo oposto te chamando de linda e pagando coisas para você."

- quando a mulher nao esta a fim do cara e o cara insiste, enche o saco com investidas, e um SACO mesmo escutar cantadas
Mas ok, chegamos a um ponto que a mulher que escutar cantadas e investidas tem que se considerar ganhadora de um brinde , uau, o cara me acha linda e por isso tenho que dizer amém pra tudo o que ele diz (?!) , seria isso!??
Mais ainda, como o cara ' paga coisas pra gente ' , a gente tem que dizer amém pra tudo o que ele diz,mesmo que diga ou faça besteira .
Nao sabia que as mulheres estavam a venda...
Socorro !!! Kkkkk


Iaiá disse...

V., olha como o machismo realmente está em todos os lugares. Até nos comentários aqui tem uns caras que se recusam a entender o que nós já estamos cansadas de falar. A falta de empatia de alguns homens chateia demais. A verdade é que só a gente sabe o que é chegar no trabalho, só ter chefes do sexo oposto, não encontrar o mesmo respeito que os colegas homens, ter de lutar o dobro para provar nosso potencial, ter de aguentar sorrisinhos e condescendência dos chefes ou uma forma de assédio ainda pior, como você aguentou. Mas você fez sua parte, não deixou passar barato! Parabéns!!!

Anônimo disse...

Poxa, que triste. Não haviam câmeras instaladas por lá? Já ajudava...

Anônimo disse...

Woody Allen não seria tão escroto com uma funcionária assim!*

*ao menos que ela tivesse menos de 10 anos.

Anônimo disse...

Assim que me formei em vet saí distribuindo meu currículo em várias clínicas. Fui em um mini-hospital que minha prima indicou, mas eles precisavam de alguém com mais experiência e me indicaram um outro petshop cujo dono queria iniciar serviços de vet lá. Fui.
Chegando lá o cara me olhou da cabeça aos pés e falou:
"Nossa, você é novinha mesmo hein." (eu tinha 23 anos na época, mas aparentava ter uns 17).

Durante a entrevista respondi tudo da maneira que vc NÃO deve responder. Só pra ele não me contratar. Sério, fiquei com nojo.

Depois de um tempo ganhando mal (só comissão), larguei a vet e fui fazer design. Apaixonei.
Voltei pra minha cidade e arrumei emprego. Apesar da minha turma da faculdade de design ser composta basicamente por mulheres e gays, aqui os homens que dominam o mercado (ahh, jura?) e a maioria deles nem tem formação superior e ainda se acham os maiorais, menosprezando quem faz faculdade.

Já fui xavecada por colega de trabalho (que só pq eu fui educada, ele achou q eu tava dando mole). Podei e depois disso ele só conversa comigo de cabeça baixa. (Sou meio grossa as vzs, mas nesse mundo, tem que ser mesmo).

Outro dia vim andando pro trabalho e tinha uma gari limpando a rua, dei bom dia pra ela. Uma colega viu e perguntou "vc dá bom dia pra gari e não dá bom dia pros seus colegas?"
Respondi que a gari, por ser mulher, não vai achar que estou dando mole pra ela por um simples bom dia.

Sério, odeio ter que bancar a versão feminina do Dr. House (sarcástica e escrota) pq se eu demonstrar aqui no trabalho a pessoa brincalhona que sou com a família, vão achar q to querendo "dar" pros caras.

Sara Marinho disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Sara Marinho disse...

Em relação ao post, revoltante.
Não passei por nada assim até hoje, mas na verdade, nunca trabalhei, só estagiei por um semestre. No meu estágio era tranquilo, tinha assédio, até tinha, mas como nunca veio de alguém em posição hierarquicamente superior a minha, não me incomodou de verdade, não me intimidou. E os caras eram inconvenientes, mas não sem noção, o que chegou a dar em cima de mim mesmo parou quando eu dei um gelo nele.
Tinha machismo, claro que tinha, um dia os estagiários estavam conversando e uma menina soltou que achava absurdo mulher chegar em homem, paquerando. Contra-argumentei, e ela me perguntou diretamente, se eu já havia feito isso, eu falei que sim, e ela mudou o discurso, acho que só para não ter um embate direto. Comentei alguns casos, citei o de uma amiga que pediu o atual namorado em namoro quando estavam se conhecendo, um cara riu e falou que não teria se casado se a mulher o tivesse pedido em casamento. A discussão sobre brinquedos rendia muito também, o povo achava que se desse uma boneca para um menino ele iria ser gay, essas coisas.

Sara Marinho disse...

Em relação ao que o André falou:
olha, o professor leva sua carga subjetiva para sala de aula, não tem jeito.
No meu ensino fundamental em escola pública, chegávamos a ter momentos de oração, e os professores, principalmente os de crianças pequenas, falavam muito de Deus.
No meu ensino médio em escola privada, muitos professores destilavam largamente sua opinião política, criticando determinados partidos (principalmente o PT, que não está tão a esquerda mais, mas se identifica enquanto esquerda e está no poder), chegou ao cúmulo de um professor passar grande parte da aulas de cursinho, em que os estudantes estão desesperados para ter o conhecimento técnico necessário para passar no vestibular, falando mal do PT e da Dilma, pois era ano de eleição.
Esse professor específico era muito cara de pau, evidentemente passava dos limites, mas em geral eles faziam aparecer sua opinião dando aula, e nem tem como não fazer isso, não é uma atividade neutra. Mas o ideal é que o professor se controle um pouco, acho errado o professor que empurra a religião deles nos alunos, mas também reprovo veementemente o professor que critica a religião do aluno em sala de aula, deve ser muito cuidadoso se um assunto desse surgir na aula.

5 de fevereiro de 2014 09:59

Anônimo disse...

Em toda a minha vida profissional passei por pouquíssimas situações de assédio de colegas de trabalho do mesmo nível hierárquico. De chefe, nunca passei.

Sou uma pessoa antissocial e não curto proximidade física com pessoas estranhas (que não são da minha família, tipo, mão, vó, irmão e marido, saca...). Então, quando qualquer pessoa começa encostar muito em mim, já faço cara feia.

Me comporto de maneira fria e quando percebo que algum "colega" está cheio de amor pra dar, já dou meu tratamento especial de freezer pra afastar o sem noção.

Tem muito homem que não consegue não sexualizar suas relações com mulheres em qualquer ambiente. É impressionante, parece que alguns deles vivem num cio sem fim, quer conseguir sexo de qualquer maneira em qualquer lugar é um objetivo na vida!

Musicista Feminista disse...

Isso vem muito disfarçado. Faço música e um dia antes da aula tinha uma rodinha com uns 8 caras tocando rock. E eu ouvi aquilo e sentei junto. Muitas vezes ele não sabiam de quem era a música, ou o nome, ou de que banda era. E eu respondia, caindo de paraquedas na conversa. E eles com uma cara de "como ela sabe isso e eu não?" É muito mascarado, na faculdade todo mundo é meio amiguinho, mas na hora do emprego eles mostram a cara.

Musicista Feminista disse...

Vão tomar no cú esses anônimos que vem aqui perpetuar a ignorância!!!
"Só pode ser horrível mesmo ter gente do sexo oposto te chamando de linda e pagando coisas para você". Sim é, pq vc está fazendo isso mané? Pq quer mostrar que manda dando dinheiro e que a sua opinião sobre ele importa? Eu tenho capacidade de trabalhar e pagar minhas coisas e tenho espelho em casa para ver como sou, não preciso da opinião de terceiros.

MrDissidiaFan disse...

Coisa séria o que aconteceu com essa V.

Tomara que ela se recupere.

Larissa Domingos disse...

So acho que a V tinha uma arma poderosa e nao usou: a fofoca. Que nem seria uma fofoca, ja que os fatos eram reais. Eu teria contado pra todo mundo q o pedro me agarrou e foi trabalhar bebado, por ex, e deixaria a informação correr. Assim, quem acreditaria qd ele dissesse que vai lutat contra o assedio sexual? Que moral esse cara teria no trab se todos soubessem que ele foo trabalhar bebado?

Anônimo disse...

Desculpe, mas me pareceu apenas um flerte. Como começar um relacionamento sem flerte?

Maria Valéria disse...

"Desculpe, mas me pareceu apenas um flerte. Como começar um relacionamento sem flerte?"

Resposta : parando de INSISTIR com o flerte quando a pessoa diz " nao" .
Simples assim, mas muitos homens acham que a palavra " nao " nao existe no vocabulário feminino.

Fernanda disse...

Ah, concordo com a currículo oculto. Sou professora de ciências e discussões de gênero são trabalhosas (com os professores nem tento; nunca vi classe mais conservadora, com algumas exceções). Tento ao máximo mostrar aos alunos que as opiniões são tendenciosas, inclusive a minha, e tento com questionamentos fazerem eles reverem os papéis de gênero. Na escola que trabalhava os meninos ficavam descaradamente olhando para as meninas, elas se incomodavam. Conversei com eles, mas aí veio uma professora e falou que sempre fala pras alunas que elas tem que se acostumar, que é assim mesmo. Fora o fato dos professores homens MUITAS vezes (muitas não é todas, pro povo que não entende) darem em cima de aluna. Teve um nessa mesma escola que foi até demitido, porém só depois que os pais se mobilizaram. E aí você tem que ouvir que eram só brincadeiras. NOJO!

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Pois é. O cara tentar te beijar à força é um simples flerte...
Incrível essa dificuldade em ter empatia.
Quando lerem um relato assim, então, tentem colocar a mãe de vocês, irmã, namorada, esposa, no lugar da pessoa que está relatando. Quem sabe assim a ficha cai.

Anônimo disse...

Não entendo mulheres q leem 50 tons de cinza. Só vejo mulher lendo essa paranóia, talvez porque elas gostam de se sentir com objeto, na mairia das vezes o machismo está nas mulheres e não nos homens

Julia disse...

Kkkkkk que gracinha! Minha vontade é tacar o 50 tons de cinza 50 vezes na cabeça de quem vem com essa conversa. Primeiro que ninguém gosta de se sentir objeto. Pessoas são pessoas. É bem fácil perceber a diferença. Se alguém enxerga pessoas como objeto o problema é todo dessa pessoa. Não li essa merda e não entendi porque você colocou um livro com temática sadomasoquista no meio da conversa. Quer justificar alguma coisa? Tente de novo. No mais não me consta que ler livros fosse equivalente de assediar, constranger, violentar, estuprar, agredir..

Anônimo disse...

E foi ser professora...
Sinto muito, mas se vc não quer presenciar ou ser vítima de machismo e todo tipo de preconceito foi pro lugar errado, a escola é como os outros lugares, potencializado pelo fato de estar lotado de jovens sem a menor noção e com vontade de fazer palhaçada

Anônimo disse...

Será que alguém pode me ajudar a como reagir a brincadeiras maliciosas de duplo sentido no trabalho?
já percebi que essa pessoa do no meu trabalho só faz esses tipos de brincadeiras comigo, já foram inumeras vezes, a única coisa que eu faço é rir sem graça pois não quero demonstrar o quanto isso me deixou envergonhada.
A última brincadeira e o tom parecia muito mais uma ofensa, foi feita em frente a um cliente, parecia que era pra me deixar bem sem graça, vocês não imaginam a cara com que o cliente me olhou...fiquei muito mal nessa hora e arrependida do meu comentário perto do sujeito, o assunto era sobre um cachorro de grande porte, eu inventei de dizer "puxa, mas que enorme" e a pessoa saiu dizendo, obrigado, então tu já deu uma conferida? Fiquei sem reação, o cliente me olhando com uma cara de espanto e eu ali sem reação, estou pensando em mudar de emprego, acho tudo isso de muito mal gosto e desagradável e acho que se eu pedisse para ele parar ele faria pior.

Amedrontada disse...

Minha situação é bem diferente e amena da relatada pela moça, mas gostaria de ajuda... Há um senhor que faz a limpeza da sala onde eu trabalho que, há alguns dias, começou a ter certas atitudes que me incomodam. Antes ele vinha sempre à tarde, com a esposa (que tbm é responsável pela limpeza). Mas, de alguns dias para cá, tem aparecido na sala em horário diferente do dela, às vezes mais de uma vez, quer me abraçar e beijar no rosto, chama de linda e tal... Não tenho gostado nada disso. Ele é um velhinho, está perto de se aposentar e as alunas (trabalho numa instituição de ensino) gostam muito dele, mas não sei se ele tem o mesmo tipo de atitude com elas. Às vezes penso que estou exagerando, desconfiando de um senhor de idade, mesmo porque a própria esposa dele já me disse que ele me elogia na maior naturalidade e candura. Mas, poxa, não gosto dos abraços, não gosto da proximidade! Tenho vergonha de contar isso a algum colega de trabalho (mesmo pq essas coisas nunca aconteceram quando algum deles está por perto), não sei se estou "dando brecha" pra esse tipo de situação, pq nunca fui grosseira (fico calada ao receber os elogios). Como faço para dar um basta nessa situação sem gerar conflitos?