terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

GUEST POST: ABANDONEI A SEITA E ESTOU LIVRE

A. me mandou este relato:

Oi Lola, faz pouco tempo que conheço seu blog, mas ele já abriu minha cabeça pra muitas coisas e me fez reconhecer e entender várias situações que vivi. Queria dividir um pouco da minha história, que deve ser parecida com a de tantas outras, mas acho que é isso que nos une.
Nasci em uma comunidade alternativa liderada por um ditador pedófilo, uma seita constituída por jovens que eram atraídos pela promessa de sexo livre onde não teriam que trabalhar. As mulheres saíam às ruas pra conseguir comida, dinheiro, qualquer coisa, e muitas eram incentivadas por esse líder a se prostituirem em troca de "novas almas para Jesus". Foi assim que eu fui concebida. Nunca conheci meu pai biológico, nem sei o nome dele, e ele também nunca quis saber de mim nem da minha mãe. 
Tenho outros 4 irmãos e um pai de criação que amo muito, e moramos nessa seita até meus 6 anos. Apanhávamos muito de qualquer um que se achasse no direito. Éramos abusados sexualmente pelos adultos, e minhas irmãs nem dormiam à noite pra me proteger. Mas mesmo assim com 4 anos (nem sei como me lembro), um rapaz de 18 me chamou pro quarto dele e me ofereceu chocolate pra deitar na cama dele e brincar de avião. Lembro de estar sem roupa de bruços e algo encostando em mim, do resto eu não lembro.
Saímos dessa seita depois que meu pai encontrou vários hematomas no meu irmãozinho de um ano.
Me sentia no paraíso vivendo uma vida normal, mesmo me sentindo um ET por não saber nada sobre o mundo real, porque vivemos enclausurados na seita.
A época de escola foi a melhor da minha vida, me sentia livre e tinha a sensação de que poderia ser tudo o que quisesse. Me imaginava uma adulta bonita, independente, sem filhos e morando com uma amiga.
Com 15 anos tive meu primeiro namorado; ele tinha 21 e era virgem. Depois de 4 meses de namoro tivemos nossa primeira vez, e eu fiquei grávida. Tentei abortar tomando chás que só me fizeram vomitar por dias. Achei um lugar que vendia Cytotec, mas não tinha dinheiro pra comprar. Depois que contei pra minha mãe e disse que queria abortar ela concordou e fomos num médico que faria, mas depois de ver o ultrassom com 3 meses já não tive mais coragem.
Tive minha filha e fiz tudo o que era esperado de mim, virei dona de casa aos 16, nunca mais saí, me afastei dos amigos e fui morar com a minha sogra. Foram os piores anos da minha vida. Eu era deprimida, não saía de casa, tinha medo do mundo, me achava um lixo. Não aguentei, disse que queria me separar, voltei pra casa da minha mãe. Era como se pudesse respirar de novo. 
Dois meses depois, por dó, voltei com meu marido, que era todos os clichês machistas já citados aqui: mulher tem que cuidar da casa, dos filhos e dane-se. Nunca me ajudou e ainda ficava horas me torturando psicologicamente para que eu fizesse sexo. Ele dizia que eu era frígida, cheguei até a procurar terapia. Nesses dias de sermão sobre sexo eu era vencida pelo cansaço e fazia só pra não ter que ouvir mais. Depois chorava e me sentia usada e vazia. Foram muitos anos assim, ficamos juntos por 11 anos.
Mas um belo dia resolvi cuidar de mim e voltar a dançar, que é uma das minhas paixões. Entrei pro grupo de corrida, conheci uma porrada de gente nova. Me sentia viva, feliz, bonita. E isso incomodava o marido, que começou a falar que eu não era boa mãe e estava renegando meus filhos (tenho 2). Eu chorava muito com as acusações dele e quis me matar inúmeras vezes.
Conheci uma mulher, por quem me apaixonei, e ela me fez ter a coragem pra por um fim no meu casamento. Implorei pro meu marido por favor me deixar ir, me libertar. Não foi nada fácil, exigiu muita coragem, mas fui firme e segui em frente.
Hoje moro com minha esposa e filhos, ganho meu próprio dinheiro, tenho tempo pros meus filhos, e nunca, nunca mais senti culpa por nada!
Ele foi morar com uma mulher e está numa relação abusiva onde se sente sufocado e inferiorizado. Esses dias ele me pediu perdão por ter sido tão ruim pra mim e que hoje ele sabe o que eu passei e que qualquer vida é melhor que essa.
Nunca podemos julgar ninguém, porque o mundo dá muitas voltas. Nenhuma verdade é absoluta e todos estamos aqui pra aprender, e nos reinventarmos a cada dia.
Me descobrir uma mulher forte é maravilhoso, e essa sensação de empoderamento é indescritível Eu verdadeiramente amo ser mulher!

Meu comentário: A., que história horrível! Sabe que, por coincidência, convivi com uma moça com o mesmo nome que o seu, que também vivia numa comunidade alternativa (e cristã)? Acho que era a mesma coisa que você diz, não sei: eles eram missionários, rezavam muito, só podiam se casar entre si, tinham muitos filhos, e muito cedo, eram adeptos de homeschooling etc). 
Não sei se há casos de abuso sexual naquela comunidade.
Bom, o importante mesmo é que agora você está bem com sua esposa, seus filhos, sua independência! Parabéns pela sua reviravolta. 

A., de novo: Então, sobre a seita, eu acho que é igual à dessa moça que você conhecia. 
Tínhamos homeschooling sim, e nunca saíamos de dentro da casa. Rezávamos muito, os adultos falavam em "línguas" nas reuniões espirituais. Cada um tinha um nome fictício que escolhia, e todos tinham muitos filhos. Tudo isso ainda existe, e é mundial. Convivíamos com gente do mundo inteiro e todos éramos alfabetizados em inglês. Todos tinham tarefas domésticas, tudo era dividido, você não podia ter nada só seu. 
A pedofilia foi abolida com o tempo, acho que perceberam que era errado, mas o líder, que era um velho americano nojento, mantinha relações sexuais com a filha, e a esposa dele com o filho, que de tantos traumas acabou matando sua babá e se suicidou. Ninguém saiu de lá sem traumas. 
Éramos expostos a sexo desde muito cedo, pois dormíamos sempre com um casal de adultos, tipo, vinte crianças e um casal, e eles faziam sexo todas as noites, e trocavam de parceiros. 
Então às vezes você via sua mãe com outros caras ou seu pai com outras mulheres. Cada filho era de um pai, assim como é na minha família.
E eu descobri que meu pai não era meu pai biológico só com 19 anos. A conversa foi assim:
Mãe: Filha, preciso te contar uma coisa. Seu pai é gay!
Eu: O quê? Como assim? Mas ele é realmente meu pai?
Mãe: Não filha, não é! O seu pai é alguém lá que eu nem sei o nome.
Imagina minha felicidade nesse dia, né.
Depois descobri que meu pai sempre foi gay e tinha entrado pra essa seita pra tentar se "curar". Ilusão. Mas tenho uma relação ótima com meu pai.
Eu acho que apesar dos pesares eu me saí bem, e não fico lamentando o passado, porque tô muito feliz com o presente.
Os únicos problemas agora são lidar com a filha pré-adolescente que me culpa pela separação e acha que eu destruí a família para ser lésbica. É foda viu. Mas eu supero, já superei tantas outras coisas.
Lola, muito muito obrigado por me ouvir! Parabéns pelo trabalho que você faz, por criar esse espaço onde todas as mulheres podem se sentir seguras e acolhidas, sem ser julgadas. você não sabe como é reconfortante. Por favor, não pare de fazer o que faz!

48 comentários:

Anônimo disse...

Seitas, seitas... nenhuma presta. Já fui de uma tal de Mahikari (tenho medo nenhum de escrever aqui), fazem lavagem cerebral total. Pra eles homossexual que morre ganha lugar em um dos infernos, algo assim. Trans então, vixe... Nem cirurgia era algo de deus, só era recomendada em casos extremos. Imagina eu crescer numa seita assim desde criança, com pais, avós e tios lá dentro. Graças a Deus (e não ao deus da Mahikari) que saí daquilo.

Fernanda disse...

Cara... que post é esse?! Tô aqui pensando sem saber direito o que é que ele me causou.

E é nessas horas que eu vejo que eu tenho mais é que ficar caladinha mesmo, porque a cada testemunho desses eu me dou conta que a vida pode ser muito, muito barra pesada.

Que comunidade é essa, meu Deus?! Isso existe até hoje? Que loucura é essa! Isso é no Brasil? Alguém pode me explicar?

Moça do post: você é PHODA. Vai ser resiliente assim la na casa do carajo. Hahahahaha! Que bom! Felicidades pra toda familia!

donadio disse...

"Meninos de Deus"?

Anônimo disse...

Toda e qualquer pessoa que se intitula "guru" ou "mestre espiritual" é suspeita. Os verdadeiros "mestres" não ficam se mostrando e nem alardeando suas virtudes. Também não cobram para ensinar o que sabem. E não submetem os discípulos a práticas como pedofilia. Essas seitas fazem lavagem cerebral nas pessoas, algumas para manter os "fiéis" dentro do grupo, algumas para que os discípulos arrecadem dinheiro e mais fiéis...não devemos confundir, no entanto, seitas desse tipo com comunidades alternativas onde as pessoas entram de livre e espontânea vontade, podem sair quando quiserem, ou são convidadas a se retirarem quando cometem delitos ou ferem as regras do grupoi, como agredir pessoas, praticar pedofilia ou coisas similares.
Agora... se o líder da seita fosse o Woody Allen... será que a pessoas não iriam questionar a autora do post ??? ;)

Mari disse...

Parabéns por ter conseguido recomeçar sua vida, ao lado de uma pessoa que te ama de verdade.

E quanto a filha adolescente, não se preocupe que isso passa. =)

Anônimo disse...

Parabéns para essa moça.
Mudando de assunto: sabe o que é mais engraçado no feminismo? Na busca pela igualdade, a mulher ignora que, ao fazer isso - criar um movimento que busca forçar uma igualdade antinatural - está apenas reforçando o masculinismo da sociedade. Porque quem cria um movimento para postular alguma coisa o quer "de alguém" e neste caso o "alguém" são os HOMENS, ou seja, as feministas só atingirão seu objetivo quando os HOMENS decidirem que é a hora e CONCEDEREM às mulheres o direito de serem iguais.
Ou seja, trocando em miúdos: o homem sempre mandou no mundo e sempre mandará, porque até para serem iguais as mulheres precisam pedir (ou exigir, como queiram...) dos HOMENS.

Erisson disse...

Lembrei de um filme que assisti no final do ano passado. O filme se chama "Matha Marcy May Marlene" protagonizado pela Elizabeth Olsen.
O filme é sobre seita e abusos.
Assistam sem ler a sinopse, porque é um daqueles casos onde a sinopse já conta o filme todo.

Anônimo disse...

Parabéns a autora do Post que superou tudo isso! Nossa, que loucura, a gente tenta negar achando que é coisa só de filme, mas que existe, existe!

Seita pra mim, só de adoradores de gatos.

Anônimo disse...

Que história INCRÍVEL. =) Fiquei arrepiada.

Anônimo disse...

É triste eu dizer isso, mas esse post parece bem fake!!
Totalmente surreal...
To achando que a autora do guest-post leu 1Q84.

Thalita disse...

Gente, que tolinha eu, que achava q essas seitas eram coisa de filme... Tô chocadíssima com tudo isso!

Sara disse...

A. sua história pode ser tudo menos normal, q experiências incomuns vc teve q passar.
Sempre achei q devíamos tentar outros tipos de família, e outros conceitos de moralidade tb, mas o q vc viveu foi totalmente fora da nossa realidade.
Concordo com o comentário da Fernanda e tb nem sei te dizer como sua história me afetou.
De qualquer forma espero q vc seja feliz com sua família, pelo menos vc não partiu para o extremo oposto do que foi criada, como muitas vezes ouvimos falar que acontece, de crianças q crescem nessas comunidades alternativas e acabam virando o tipo de gente mais careta e retrograda.
Como exemplo lembro da Baby Consuelo q era uma cantora muito famosa na minha época, mas q seguia as ideias hippies e foi viver em uma comunidade alternativa, até o nomes dos filhos dela eram super malucos e estranhos, hje ao que eu saiba ela se tornou evangélica dessas bem radicais e suas filhas tb, inclusive até trocaram os nomes malucos q ela havia dado a elas.

Anônimo disse...

Essa seita deve ser os Meninos de Deus. Quase entrei...

Anônimo disse...

Pela descrição creio que essa seita só pode ser a tal dos "Meninos de Deus" http://pt.wikipedia.org/wiki/Meninos_de_Deus

Sabia dessa coisa de "amor livre" apregoado por eles, mas não imaginava que existissem abusos de crianças e práticas incestuosas.

Anônimo disse...

Aqui mais coisas sobre essa seita: http://revistatrip.uol.com.br/print.php?cont_id=30905

Anônimo disse...

Filhos pré adolescentes... Esses dias eu li meu diário e fiquei com asco da garota irritante que eu fui. Não desanime, você já superou barreiras imensas, você é incrível! Sua filha vai aos poucos, com os ensinamentos e os erros da própria vida dela, perceber que você merece ser feliz e só procurava a própria felicidade. Tenho certeza de que ela vai ser uma garota legal como eu. Hehehe.

Abraço, Lígia.

Ana disse...

Isso me lembra muito um ep. de Criminal Minds. Lavagem cerebral total :/

Força, moça! Como já disseram aí, vc é foda!

Julia disse...

Ixi, Fernanda. Também me assustei com esse post. Triste saber que há gente que enfrenta barras muito mais pesadas com muito mais coragem do que eu acho que teria. Oferecer meu apoio a elas é o mínimo que posso fazer.

Anônimo disse...

Comentário sobre Woody Allen até nesse post? pff

Lola tem que mudar o nome do seu blog pra "Escreva, Lola, escreva sobre Woody Allen" porque é sobre isso que vc fala em todos os seus posts, né

Anônimo disse...

A filha dela ve a mãe traindo e largando o pai por uma mulher e ainda tem q gostar? N é crise de adolescente ,ela tem bom senso e n paga de moderninha.

Helena disse...

Seu relato me lembrou esse artigo da Vice
http://www.vice.com/pt_br/read/os-estupros-fantasma-da-bolivia

É bem interessante (e triste).

lola aronovich disse...

Oi, anon das 19:12? Eu perdi a hora que citei o Woody Allen neste post (ou mesmo no de ontem, sobre A CAÇA). Me diga onde que cito o Woody. Aliás, não só neste post, como também no da Caça, nos dois de domingo... Só citei Woody no post (único post) que escrevi sobre a acusação de Dylan. E no sábado, no post sobre o Pagu Funk, em que cito rapidamente uma crítica a mim (tipo essas besteiras que pessoas como vc inventam). É vc que tá lendo WOODY WOODY WOODY em tudo que escrevo. Aliás, por que tô respondendo a trolls?

Anônimo disse...

O que se esperar de algo que saiu do movimento hippie.

Anônimo disse...

"Eles acreditam que esse princípio sobrepuja todas as outras leis bíblicas, exceto aquelas que proíbem homossexualidade masculina, que acreditam ser pecado. Bissexualidade feminina é permitida, no entanto, homossexualidade feminina com total exclusão de homens não é permitida"

Espertos não?

Kittsu disse...

Ok, anônimo dos homens que mandam no mundo... agora vai lá perguntar pra sua mãe se já pode tomar o chambinho do lanche... hahaha

Anônimo disse...

Também achei surreal o relato, mas já ouvi muitas histórias que também pareciam e eram absolutamente verdadeiras. Talvez narrar todo o sofrimento de uma vida em poucas linhas dê esta impressão de que não é possível que aconteça tanto com uma pessoa só. Mas essas coisas acontecem e os que por elas passam são verdadeiros sobreviventes.

Joyce Mello disse...

Nossa que história.... que superação.

Julia disse...

E você, anon das 19:25, é tão"antiguinho" que leu a parte em que ela vivia uma relação abusiva com o marido e não achou nada de mais, né? Ter bom senso deve ser continuar um casamento de merda...

Julia disse...

Anon 20:15. Que conveniente não? To tentando encontrar as diferenças entre essas seitas e as religiões em geral, por enquanto achei mais semelhanças.. Tem sempre um malucO que tira as ideias da b.. da cabeça dele e sai espelhando por aí.

Anônimo disse...

A história se repete:

http://vestibular.uol.com.br/noticias/redacao/2014/02/11/em-trote-calouros-da-casper-libero-simulam-sexo-oral-na-avenida-paulista.htm

Verô! disse...

Como é possível que uma seita dessa possa ainda existir sem a intervenção das autoridades? Não é o caso de ser feita uma denúncia formal? Isso é gravíssimo.

Anônimo disse...

Querida Lola, sou a anônima das 19:02 que fez ironia sobre o Woody Allen (e vc não percebeu que era ironia rsrs).

Estava me referindo ao comentário de outro anônimo, das 14:31, que escreveu no final: "Agora... se o líder da seita fosse o Woody Allen... será que a pessoas não iriam questionar a autora do post ???"

Daí a razão do meu comentário irônico hehe

Anônimo disse...

Então Lolinha mais calma aí, já chegou com pedras pra cima de mim, tudo bem sei que deve ter muitas coisas pra fazer mas... não sou troll poxa, sou sua fã até :'( Era só um comentário irônico

Anônimo disse...

divorcio existe julia,traição n tem desculpa.

lola aronovich disse...

Desculpaí então, anon, não captei sua ironia. É que tem gente dizendo a sério que eu só falo do Woody Allen. Hoje um mascu escreveu no blog dele que eu falo do Woody Allen em todo post... e claro que eu só faço isso porque ele é judeu, e eu também sou (sendo que não sou, porque minha mãe não é judia, é católica. Pra eu ser judia eu teria que fazer todas as coisas que as pessoas não judias fazem pra se converter ao judaísmo -- que eu nem sei quais são. Mas o mascu colocou na cabecinha dele que todas as líderes feministas são judias, e pra ele eu sou uma líder feminista, sem dizer a única feminista que ele conhece; logo, sou judia. Não dá pra argumentar contra uma lógica tão brilhante).

Hécate Morr disse...

Parabéns para menina do post que conseguiu se libertar.
Sempre fui de ter neura com comunidades alternativas; Há um tempo atrás fui chamada para viver em uma wicca, cheguei a conhecer, mas não me passou confiança, ainda mais que estava no seu começo.

Amanda disse...

Mas é claro que a Lola não é judia! Como ela pode ser judia se ela é feminazista? Os nazistas não gostam de judeus, que burro esse mascu

Daniel Terense disse...

Nada a ver comparar uma seita em que é cometido abuso contra crianças com o movimento hippie e o amor livre. Uma coisa é amor livre, que é saudavel, nao prejudica ninguem, outra é o que acontece nessa seita, que é pedofilia, exploraçao da prostituiçao, agressao contra menores, etc.
E essa filha dela é uma idiota, que acha que os pais tem que ficar juntos pra sempre, essa babaquice toda. E aparentemente e homofobica tbm ("...eu destruí a família para ser lésbica..."). Ela tem todo o direito de buscar a felicidade dela.

Anônimo disse...

Anônimo das 15:49 também fiquei surpresa com a semelhança com algumas coisas em 1Q84, tem mesmo bastante paralelos com a história da autora do post. Mas vai saber, a realidade muitas vezes é mais estranha que a ficção. Super acredito nela.
E A. parabéns pela história de superação e pela força!

Ana Carolina disse...

Para enriquecer a narrativa da A, essa reportagem fantástica sobre seitas e abuso sexual:

http://www.vice.com/pt_br/read/os-estupros-fantasma-da-bolivia

Loup~garou disse...

Esse post é um (bom) sinal que a unidade familiar continua sendo importante.

Anônimo disse...

TENHO QUE FAZER CORO: LOLA, NÃO PARE DE FAZER O QUE FAZ!
e, amiga do depoimento: força! Tenho certeza que vc fala a verdade, porque quem tem vidas desestruturadas e confusas sofre sempre o preconceito de quem nunca enfrentou tais provas duras. Acredito em você. Sua filha vai cair a ficha. Leia Paula, de Allende, e deixe sua filha ler um dia. O amor é mais.

Anônimo disse...

Em vez dos mascus lutarem contra os problemas duzomis, eles preferem alfinetar feministas com diarreias cerebrais. Ficam relinchando em fóruns as mais improváveis teorias sobre feminismo, tentando deslegitimar uma luta por direitos SÓ PORQUE é coisa de esquerda. Ou vão dizer que é mentira? Sabem porque eles não saem nas ruas pra lutar pelo masculinismo? Porque ir às ruas é revolucionário! Revolução -> Esquerda -> Marxismo. Ba dum ts

Que guest post, meu deus :o força, moça!
E Lola, entendo totalmente a questão do Woody Alan. O cara tem talento, e uma visão artística incrível.

Anônimo disse...

Como é possível que uma seita dessa possa ainda existir sem a intervenção das autoridades? Não é o caso de ser feita uma denúncia formal? Isso é gravíssimo.
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Da mesma forma que as religiões afros existem, liberdade de culto. Até que se prove um crime tá liberado.

Anônimo disse...

Tá comparando as religiões afros com essa papagaiada? Se este "culto" permite pedofilia e força mulheres a prostituição as autoridades deveriam intervir sim e prender o charlatão inventor da palhaçada toda.

alexandre cristo disse...

Infelismente o Brasil é um país machista e preconceituoso. Por isso ainda afirmo que somente com uma educação melhor aplicada, direcionada e ampla é que poderemos começar a pensar em transformar ações e pensamentos acerca da diversidade.

Anna disse...

Cresci numa comunidade dos Meninos de Jesus e minha experiência foi bem diferente. Nunca fui abusada sexualmente ou psicologicamente. Foi uma das fases mais lindas da minha vida. Hoje sou adulta saudável e devo o meu relacionamento íntimo e saudável com Deus por causa deles. Eu penso que realmente pode ter acontecido, assim como há padres pedófilos, pastores ladrões, mas penso que são exceções! Lamento sua experiência.

Anna disse...

Eu vivi minha infância nos Meninos de Deus, hoje À Família, e foi a fase mais linda da minha vida e nunca fui abusada sexualmente ou psicologicamente.