quarta-feira, 6 de novembro de 2013

TRÊS INSTANTES DE PRECONCEITOS E LUTAS CONTRA ELES

Tenho pra hoje três notinhas que não gostaria deixar passar. 
A primeira é referente à notícia de que o feriado do Dia da Consciência Negra foi cancelado em Curitiba, a pedido da Associação Comercial do Paraná, que alegou que teria um prejuízo de R$ 160 milhões se as lojas ficassem fechadas na quarta, dia 20 de novembro.
O feriado virou lei em Curitiba no começo do ano. E já é feriado em 1047 cidades no Brasil, segundo a reportagem. 
A data, que lembra o dia da morte (em 1695) de Zumbi dos Palmares, já é comemorada há mais de 30 anos por ativistas do movimento negro, mas só foi incluída no calendário escolar nacional em 2003, e só em 2011 a Lei 12.519 instituiu o Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra. 
A data é um feriado facultativo, ou seja, depende de cada estado e município decidir se oficializa ou não o feriado. Todo ano aumenta o número de cidades que optam por paralisar os serviços públicos nesse dia (veja aqui se 20/11 será feriado na sua cidade). 
Os movimentos sociais do Paraná estão reclamando da liminar da Justiça, que obviamente considerou a data um dia menor. E isso logo na capital do Sul com o maior número de negros e pardos! 
Não há dúvida que a data é fundamental, e digna de ser marcada por um feriado. Não vamos nos deixar influenciar por revisionismos históricos, claramente ideológicos, que atendem à direita e que visam negar a importância de Zumbi. Já é bastante revoltante que o país com o maior número de negros fora da África não tenha heróis e heroínas negros. Neste país racista em que vivemos, é fundamental valorizar a negritude. 
E não tenho paciência nenhuma com quem vem me dizer que isso é racismo inverso, que estamos tentando instaurar uma ditadura negra (ou gay, ou feminista) no Brasil. Espero que a pessoa morda sua língua antes de perguntar: "mas e a valorização da branquitude?". Querida pessoa alienada, vivemos numa ditadura branca em que a branquitude não é apenas valorizada -- ela é apagada a tal ponto de ser vista como natural. Quer privilégio maior do que esse?
E também me poupe de mencionar o vídeo de um grande ator afro-americano, sempre divulgado à exaustão a cada 20 de novembro. Nele, um equivocadíssimo Morgan Freeman diz ao jornalista Mike Wallace que não quer um "Black History Month" (Mês da História Negra), que nos EUA é celebrado, com vários eventos de conscientização, em fevereiro. Freeman  (cujo o próprio nome, "homem livre", tem origens escravocratas) considera o mês comemorativo "ridículo", porque é contra confinar sua história em um só mês. E pergunta se Wallace, judeu, tem um mês pra ele, ou se quer um, sem se dar conta que eles (tanto Freeman quanto Wallace) estão no topo da pirâmide econômica. 
Freeman também pergunta qual mês é o da História Branca (resposta correta: todos). E continua: "Não quero um mês de história negra. História negra é história americana". Ele não se dá conta que a história é contada pelos vencedores, e que a invisibilidade de todos os grupos oprimidos nessa narrativa é proposital. O tiro de misericórdia da ignorância de Freeman, e dos que pensam como ele, vem na resposta que ele dá à ingênua pergunta de Wallace ("como vamos nos livrar do racismo?) -- "Parando de falar sobre isso". Tá certo, Freeman. É só parar de falar em racismo, homofobia, machismo, transfobia, gordofobia etc que todas essas mazelas magicamente desaparecerão do nosso mundo. 
Considero o Dia da Consciência Negra de extrema importância (os movimentos negros realizam eventos durante todo o mês de novembro, não só no dia 20). E penso que deveria ser feriado nacional. Aqui em Fortaleza, onde moro desde 2010, não é. Por sinal, em todo o Nordeste, região em que 70% da população é negra ou parda, apenas Alagoas -- estado em que se localizava o Quilombo dos Palmares -- instituiu feriado em todos seus municípios. Nem na Bahia, estado mais negro do Brasil, é feriado! 
Creio que deveríamos ter mais, não menos, feriados. Pelo menos uns dois por mês. Eu quero um modelo de sociedade em que a gente possa trabalhar menos, ter mais tempo pra lazer. E nesse ponto, por mais que eu defenda o Estado Laico, e por mais que a maioria dos nossos feriados ser de ordem católica, não quero que esses feriados sejam terminados. Talvez pudessem apenas mudar de nome? (eu gosto do natal!). Não sei, ainda não parei pra pensar a respeito. 
O chato é que novembro já é um mês com dois feriados fixos, dia 2, Finados, e dia 15, Proclamação da República. Ter outro feriado, no dia 20, deve ser bem puxado pros comerciantes, ainda mais por novembro ser um mês comercialmente aquecido, próximo ao natal. Porém, 20 de novembro foi o dia em que Zumbi foi assassinado, e foi o dia em que negros marcaram para lutar e comemorar a consciência negra. Portanto, sou a favor de mais um feriado em novembro. Que os comerciantes diminuam um pouco sua margem de lucro!
E pra quem reclama que brasileiro trabalha pouco, que no Brasil tem feriados demais, por isso que nosso país não vai pra frente, blá blá blá, putz, essa pessoa é meio ignorante, né? Primeiro que no Brasil se trabalha um monte, e a gente não consegue nem reduzir a jornada de 44 horas semanais pra 40. Eu morei um ano nos EUA, durante meu doutorado-sanduíche, e lá tinha feriado pra caramba, além de vários "breaks" (intervalos) nas universidades (aqui diz que os EUA têm dez feriados nacionais por ano; o Japão, dezesseis). Não se trabalha mais nos países ricos de jeito nenhum.

Esses dias alguém, não sei quem, me enviou este cartum, que já é antigo, mas pelo jeito anda sendo divulgado novamente.
É um nojo, típica piada de estupro. Todas as piadas de estupro são iguais: elas dizem que as mulheres querem ser estupradas, que elas gostam, que é uma oportunidade de sexo, que elas vão querer mais. Tá bem longe de ser um discurso neutro. E, por coincidência, essas piadas ("é só uma piada!") repetem muito do que o senso comum diz sobre estupro. 
Daí tem gente que acredita. Eu diria, infelizmente, que a maior parte dos homens acha que estupro tem a ver com um desejo incontrolável de fazer sexo, e não com poder, com humilhação, com violência. E por isso, tantos homens caem na ladainha de que só mulheres jovens e dentro do padrão de beleza são estupradas. 
Por exemplo, este é um dos típicos tweets que recebi depois de relatar uma de muitas ameças de estupro. 
É clichê. Qualquer mulher ouve isso. Aliás, em geral as duas mensagens vem juntas. Primeiro, você é ameaçada de estupro. Em seguida, vem outra mensagem dizendo que ninguém vai querer te estuprar. Que você não "merece" essa dádiva divina de ser estuprada. Esse tipo de bullying é tão comum que dá vergonha alheia ver esses mesmos caras afirmarem que cultura de estupro não existe, que é invenção feminista.
Bom, um leitor querido, o Koppe, fez uma pequena alteração no cartum. 
Ficou bem melhor.

Pra quem ainda não viu, este trecho de 13 minutos do documentário Out There, do ator britânico e ativista LGBT Stephen Fry, vale muito a pena. A partir do 6o minuto, ele frita Jair Bolsonaro. Entre outras abominações, o deputado reaça tem a pachorra de dizer: "Não existe homofobia no Brasil" e "Tua cultura é diferente da nossa. Nós não estamos preparados ainda no Brasil -- porque nenhum pai, nem você, nem eu, tem orgulho de ter um filho gay". Reparou no ainda? Parece haver esperança.

61 comentários:

Camila Malheiros disse...

Um dia essa burguesia escrota de Curitiba não vai existir, pois terá morrido de fome. No futuro, quem for contra a consciência negra não terá emprego, não terá comida, não terá respeito.
Espero que esse dia chegue logo, pois minha paciência com essa gente já acabou.
Aconselho a todos os negros de Curitiba a saírem as ruas para protestar nesse dia e fechar as lojas a força.

Patty Kirsche disse...

Mas nos feriados o comércio abre também. Pelo menos aqui, em Sampa, todo dia é dia de shopping, bar, restaurante... Não há um dia no ano inteiro em que tudo realmente feche. A diferença é que precisa pagar um adicional para os/as funcionários/as. Mas também acaba tendo mais lucro, porque o movimento aumenta.

Eu também sou a favor de que as pessoas tenham mais tempo para projetos pessoais. Essa jornada de 44h/sem é violenta. Acho que deveria ser algo em torno de 35 ou 36h/sem no máximo. Ouvi algo sobre ser assim na França, mas não tenho certeza.

E sabe que a maioria das datas comemorativas cristãs são herança do paganismo? O Natal, por exemplo, veio do Sabbat de Yule.

Lord Anderson disse...

Patty

O Natal não seria mais inspirado na celebração da divindade romana Mithra?

Pelo menos é oq estudei, até a data do dia 25 seria o mesmo.

Anônimo disse...

Sobre o segundo tema, me lembro de uma vez um ex-colega de trabalho, machista e babaca, diga-se de passagem, disse para o outro: "nossa, olha essa notícia aqui, o cara estuprou uma velhinha de 92 anos!"
o outro, também idiota: "nossa, cara, quem tem tesão numa velha de 92 anos?"

Me deu tanta raiva ouvir aquilo.

Anônimo disse...

O Natal não veio unicamente do Sabbath Yule, várias outras religiões, sem ligações entre si comemoram o Solstício de Inverno, juntamente com o nascimento de alguma divindade.
Egito, Grécia, Índia, Celtas, tem algo sendo comemorado no solstício.
E todos estes são mais antigos que o Cristianismo.

Dandara Lequi disse...

Que absurdo Lola! Como sempre o lucro está acima de tudo. Está acima da dignidade, acima da liberdade, acima dos direitos humanos...
Sou filha de mãe branca e pai negro, me chamo Dandara por causa da escrava negra que foi exemplo de luta e resistência ao lado de seu companheiro Zumbi. Cresci sabendo quem foi essa mulher, mas na escola, NUNCA ouvi falar de Dandara. Nossa história é eurocêntrica e de visão exclusiva dos homens, é claro que Dandara não está na maioria dos livros de história.

Quanto a jornada de trabalho comercial, ela é totalmente ridícula! Trabalhei por um período em uma grande loja de departamentos aqui da minha cidade e pude ver de perto o que é explorar trabalhador que não tem opção, que precisa do emprego! Não vou citar aqui as coisas horríveis que vi! Trabalhava no setor de perfumaria e éramos obrigadas a trabalhar sempre muito maquiada. Depois de um tempo isso suscitou uma insegurança muito grande em mim, passei a me achar feia quando não estava carregada de todos aqueles produtos. Todas as meninas que ali trabalhavam eram magras e razoavelmente dentro dos padrões de beleza (nunca vi nenhuma mulher gorda trabalhando nessas lojas) e nem por isso eram seguras e com auto-estima, aliás acho que cada vez mais tinham a auto-estima diminuída pela imposição de ter que ter a pele perfeita, o cabelo perfeito... Sempre fico triste quando penso que a maioria delas ainda está lá, por falta de uma opção mais digna! Que raiva!

Anônimo disse...

Camila Malheiros:

Quanto ódio no seu "cuore",meu bem! Gostaria de saber o que a burguesia curitibana te fez,hein?

E outra: e se você fosse empresária?? Qual seria a sua postura???

Sair às ruas para protestar,acho legítimo,mas fechar as lojas a força...Acho bastante equivocado! Pense bem!

Beijos!

Patty Kirsche disse...

Eu imagino que as comemorações de natal atuais sejam sincréticas, Lord Anderson. Eu só citei o Sabbat de Yule porque é o sabbat do solstício de inverno no hemisfério norte, e as tradições em sua celebração tinham de fato muito em comum com o natal cristão. Mas eu não falei que era a única origem do natal.

Se você começar a acompanhar a roda do ano, verá que outras comemorações cristãs são semelhantes. Aqui no hemisfério sul, tudo é comemorado em estações "opostas" porque as raízes são do hemisfério norte.

Mas só citei isso pra lembrar que nem todo feriado cristão é de fato puramente cristão. Pessoas pagãs também acabam celebrando a sua forma. Os significados não são rígidos.:)

Anônimo disse...

Sei la quem decide q tal dia é de dia dos negros e o resto do país é obrigado a comemorar? Tenha dó!
Chega de tanta imposição ,é isso q essas datas comemorativas e feriados são.

Fernanda disse...

Na França se instituiu as 35h/semana, mas não é tão simples assim. Depois, se quiser, da uma lida, tô com preguiça de explicar (é longo...).

Absurdo mesmo acabarem com esse feriado. Eu sou autônoma e vou trabalhar dia 20, mas ficaria bem feliz de ver a cidade parada. Literalmente: vamos descansar e nos divertir, mas também PARAR para uma reflexão sobre a consciência negra. Isso é importante. Parece basico, mas é assim que funciona. É pegando na mão e conduzindo, mesmo, passo a passo. E a divida que temos com os negros ainda esta muito longe de acabar.

Anônimo disse...

Zumbi ?

Aquele mesmo que vivia servido por escravos (todos negros) em seu quilombo ?

Não, obrigado

Carlos Eduardo disse...

Será que no dia de Tiradentes alguém pára para refletir sobre Tiradentes ?

E no 15 de novembro alguém aí para refletir sobre as imensas vantagens desta sobre a monarquia.

Vamos ser honestos, a maioria dos feriados são apenas excelentes desculpas para fugirmos do trabalho (sim, eu me incluo).

Anônimo disse...

A única coisa que prestou foi o vídeo do Fry (não que o dia do Zumbi não deva ser lembrado e que comédia, embora deve ser liberal, merece mais bom senso).

Só que querer mais feriados só mostra uma grande ignorância sobre a sustentabilidade de uma sociedade e economia.

Sugestão melhor seria então trocar o feriado do dia 15 pelo do dia 20, no final das contas proclamação da república é basicamente não comemorado mesmo, só se aproveita o dia sem trabalho mesmo.

Elisa disse...

Achei a post meio equivocado em insistir que tenha q ser feriado no dia da consciencia negra. O Brasil tem muitos feriados, e é fato que causam um "prejuizo" (me faltou um termo melhor)grande pra todos os lojistas e comerciantes. Acredito que seria mais proveitoso insistir pela realização de eventos que destaquem os negros e sua história no pais, mas sem necessariamente impor-se mais um feriado. Na minha opinião o que ocorre em Curitiba não é "por o lucro acima do individuo", é apenas uma questão prática pra quem vive do comércio, inclusive pequenos e micro empresarios. Não creio que o ser ou não feriado seja relevante, o que acho relevante é a falta de conscientização e destaque pra história negra.

Paula disse...

desculpa, Lolinha, mas essa justificativa de "mais feriado pela dignidade humana contra a sede desenfreada pelo lucro", no minimo, ingenua.

a grande maioria dos empresarios brasileiros eh dono de micro, mini ou media empresa.
eles, como todos nos, batalham muito para manter as contas em dia. ficaria dificil para esse povo ficar pagando hora extra frequentemente.

o Brasil eh um pais caro e burocratico para quem quer comecar o proprio negocio.

acho sim que a jornada de trabalho deva diminuir para 40h/s e que feriados sao lucrativos para a industria do entretenimento, mas o Brasil, como pais em desenvolvimento que eh, nao pode bancar tantos feriados como a Europa

Anônimo disse...

Essa história do feriado mostra bem a mentalidade dos esquerdistas: eu não quero que ninguém trabalhe porque este dia é importante porque eu estou dizendo e é assim que vai ser.

Por que não deixam cada comércio decidir se quer ou não fechar no dia? Por que tem que ser tudo na base na coerção? As pessoas deixarem de trabalhar no dia não irá diminuir o preoconteito racial no pais.

Marcia Sasao disse...

No Japão trabalha-se nos feriados. E as escolas fazem eventos nos finais de semana e feriados. É comum ver crianças com uniforme da escola aos domingos. Nas fábricas, quem não fizer hora-extra sofre bullying.
Não estou dizendo que isso é bom, mas não dá pra analisar o dia-a-dia de um povo baseando-se no seu calendário.

natasha disse...

detesto datas comemorativas e feriados porque sempre vem com a obrigação de comemorar alguma coisa.
quando não causa prejuízo para as empresas onde quase tudo fecha pq somos obrigados a celebrar sei la o que,causa para o bolso do povo,natal,páscoa,dia das crianças,dia dos namorados,tudo não passa de comércio para arrancar dinheiro de todo mundo.

e isso é mais um dos padrões da sociedade,já q eu odeio qualquer comemoração dessas pq é forçada,as pessoas já me olham estranho.
sou a antipática da familia pq no natal quando era obrigada a ir nas festas mal dava "feliz natal" para os outros.
hj em dia não apareço em festa nenhuma,nem de aniversário gosto,eu nasci em 1987,não faz sentido nenhum comemorar o dia e o ano que eu nasci,já passou e n volta mais.


a elisa está certa,deveria ser feito um evento sobre consciência negra e não mais uma imposição,mais um porre de feriado,a gente n pode ter dias livres no ano para ficar sem fazer nada sem que venha junto uma comemoração forçada?

isso me parece um disfarçe para a gente n parecer preguiçoso,tipo assim "n vou estudar ou n vou trabalhar,n pq eu seja um vagabundo,é o dia da independência do brasil!"

Eva disse...

"Mimimi mas o capital E O CAPITAL."

E as pessoas que se fodam.

Lord Anderson disse...

"Mas só citei isso pra lembrar que nem todo feriado cristão é de fato puramente cristão"

Olha, pelo pouco que sei, isso vale para a maioria dos feriados cristaos. Pelo menos dos catolicos que é oq conhecemos mais aqui no Brasil.

historiador disse...

(continua)

Os novos estudos sobre Palmares concluem que o quilombo, situado onde hoje é o estado de Alagoas, não era um paraíso de liberdade, não lutava contra o sistema de escravidão nem era tão isolado da sociedade colonial quanto se pensava. O retrato que emerge de Zumbi é o de um rei guerreiro que, como muitos líderes africanos do século XVII, tinha um séquito de escravos para uso próprio. "É uma mistificação dizer que havia igualdade em Palmares", afirma o historiador Ronaldo Vainfas, professor da Universidade Federal Fluminense e autor do Dicionário do Brasil Colonial. "Zumbi e os grandes generais do quilombo lutavam contra a escravidão de si próprios, mas também possuíam escravos", ele completa.

Não faz muito sentido falar em igualdade e liberdade numa sociedade do século XVII porque, nessa época, esses conceitos não estavam consolidados entre os europeus. Nas culturas africanas, eram impensáveis. Desde a Antiguidade e principalmente depois da conquista árabe no norte da África, a partir do século VII, os africanos vendiam escravos em grandes caravanas que cruzavam o Deserto do Saara. Na época de Zumbi, a região do Congo e de Angola, de onde veio a maioria dos escravos de Palmares, tinha reis venerados como se fossem divinos. Muitos desses monarcas se aliavam aos portugueses e enriqueciam com a venda de súditos destinados à escravidão.

"Não se sabe a proporção de escravos que serviam os quilombolas, mas é muito natural que eles tenham existido, já que a escravidão era um costume fortíssimo na cultura da África", diz o historiador carioca Manolo Florentino, autor do livro Em Costas Negras, uma das primeiras obras a analisar a história do Brasil com base nos costumes africanos. Zumbi, segundo os novos estudos sobre Palmares, seria descendente de uma classe de guerreiros africanos que ora ajudava os portugueses na captura de escravos, ora os combatia. Quando enviados ao Brasil como escravos, os nobres africanos freqüentemente formavam sociedades próprias – uma delas pode ter sido Palmares.

Anônimo disse...

Eu só quero saber uma coisa. Falam em "dívida históricas". Todos sabem que os judeus na Alemanha sofreram com o Holocausto e milhões de judeus morreram na Alemanha Nazista. Agora, eu lhes pergunto: "existe "Dia da Consciência Judaica" na Alemanha? A Alemanha instituiu COTAS para judeus nas universidades, concurso público e até na política para "reparar dívidas históricas"?

Anônimo disse...

Um dia essa burguesia escrota de Curitiba não vai existir, pois terá morrido de fome. No futuro, quem for contra a consciência negra não terá emprego, não terá comida, não terá respeito.
Espero que esse dia chegue logo, pois minha paciência com essa gente já acabou.
Aconselho a todos os negros de Curitiba a saírem as ruas para protestar nesse dia e fechar as lojas a força.

Só faltava essa quem não concordar com você deve morrer ou ir pra cadeia né?

Anônimo disse...

"Mimimi mas o capital E O CAPITAL."

E as pessoas que se fodam.

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Nenhum país se desenvolve sem capital ingênua se comforme.

André disse...

Camila Malheiros,

Quanto pessimismo, espero que, no futuro, comemorar a negritude seja tão ridículo quanto comemorar a branquitude.

Laurinha (Mulher modernex) disse...

Faz muito mais sentido um feriado a respeito de um fato histórico que um religioso.
Tem feriado de "padroeira" das cidades, um santo ou santa, ignorando o tanto de gente que não segue a religião católica.

Fernanda disse...

Gente, os comentaristas do Sakamoto estão vindo pra ca?

Né possivel.

Ta bom de chuchar sal grosso nos quatro cantos do blog.

Ô branquitude média... saia dessa mediocridade que te consome!

Fernanda disse...

Ps: O Brasil tem muito mais feriados que a Europa, ja morei la e conheço bem o calendario. Isso é pra um dos desinformados que apareceu por aqui hoje.

Anônimo disse...

*conforme

Anônimo disse...

mais lenga lenga de divida histórica e supervalorização de negros em detrimento dos demais.
nordestinos sofrem bastante preconceito cadê o dia deles,japoneses,judeus... ah claro! racismo é exclusividade dos negros.
esses feriados n mudam coisa alguma,n vai apagar a escravidão de negros,n vai acabar com racismo,é tão útil quanto aquelas caminhadas pela paz...

Anônimo disse...

Adoro o blog, mas achei esse post - a parte sobre o feriado - desnecessário. Claro que feriado é muito bom pra descansar e ter um dia livre. mas vamos ser francos? Quem realmente pensa sobre a proclamação da república, o dia de tiradentes e outros feriados? Quem ficaria em casa pensando sobre a consciência negra? Seria só mais um dia pra dormir até mais tarde, ou no meu caso, tirar o dia pra estudar a matéria da faculdade acumulada, já que trabalho o dia todo e estudo a noite.

E, minha família tem comércio em Curitiba, as pessoas acham realmente que ter loja dá um lucro enorme e são todos milionários? Estão enganados! Há anos minha mãe, que cuida da loja, não tem férias decentes, isso quando tem! Muita coisa é resolvida depois do horário comercial, enfim, é muito trabalho manter uma pequena empresa, e o lucro nem de longe é o que as pessoas pensam.

Achei o comentário da Camila, lá em cima, péssimo! O feriado é facultativo, agora o comércio deve fechar as lojas a força porque as pessoas vão protestar por causa de um feriado? Por favor...menos, beeeeeem menos.

Anônimo disse...

Acho q vale lembrar q, pelo menos aqui em SP, só tem feriado quem trabalha no serviço público, e essa parece ser uma forte tendência.

Rose disse...

Sempre que uma mulher discorda de um homem e é incisiva nos argumentos, ele acaba ameaçando de estupro. Não há como negar que estupro é sim uma demonstração covarde de poder.

Anônimo disse...

Esperar que o dia da consciência negra ser feriado reflita no combate ao racismo é como achar que todos morreremos por ser feriado no dia dos finados.

Ninguém nega a determinação da data da consciência negra. Mas porque exatamente precisa ser feriado? Num mês já com dois outros feriados?

Feriados ferem atividades comerciais, deixam de gerar divisas e recolher impostos. É complicado achar que a folga do feriado e tola ideia que ela promove a conscientização é melhor do que estas divisas.

Anônimo disse...

De um lado temos Morgan Freeman, que alem de ser um grande ator, e negro, ou seja, faz parte do grupo oprimido.
De outro temos uma professora universitária, de classe media, branca, que quer dizer a um negro, Freeman, como ele deveria se sentir.

Anônimo disse...

Não esquerdistas, nós não vamos virar uma comunidade hippye gigante, o ser humano tem metas individuais, e so se consegue atingi-las através de esforço pessoal trabalho dedicado e estudo.

Tomem vergonha, e vão estudar engenharia, para ver se conseguem progredir na vida.

Anônimo disse...

Para o Anônimo das 20:04: sim, existiram políticas de reparação para judeus na Alemanha. No pós guerra, durante toda a década de 1950 e 1960 judeus recebiam inclusive bolsa para estudar em universidades alemãs. Entendia-se que o Estado havia colocado essas pessoas na situação difícil em que se encontravam e que era preciso uma reparação. O nome disso é justiça. Hoje em dia não há mais políticas de reparação na Alemanha, mas existiu por mais de 2 décadas após a guerra. Pesquise um pouquinho e você vai achar informações sobre isso.
As marcas da escravidão em nossa sociedade ainda não foram apagadas, foram 350 anos de escravidão ( a abolição tem apenas 125) e só agora, no século XXI, algo começou a ser feito. Um dia as cotas não serão mais necessárias, mas agora elas são fundamentais.

Sara disse...

Odeio intolerância seja lá de onde vier, sem mais...

Sara disse...

Não gosto de nenhum tipo de feriado, a não ser o dia do índio mas por motivos pessoais rssss, mas entendo q muita gente os aprecie para um descanso ou viagem, agora não conheço uma única pessoa que se lembre ou comemore alguma data especifica que mereça um feriado.
Nesse assunto do post mais uma vez não concordo com suas posições Lola, e assumo que meu pensamento se alinha muito ao do Freeman.
Venho de uma região do pais, a região central do Brasil, entre o Tocantins e Goias, onde o racismo não existe (embora sei q muita gente aqui vai debochar e contestar).
Muitas cidades daquela região nasceram oriundas de Quilombos que haviam por ali.
Ainda existem poucos grupos ali mais isolados que são chamados Calungas, mas a grande maioria esta totalmente integrado nessas cidades ao ponto de nem se lembrar mais desse passado.
Existem alguns monumentos nos centros dessas cidades, contando a historia, mas não vi mais nada além disso.
Estive agora em Outubro em uma grande festa que foi promovida em homenagem aos meus avós (já falecidos)e seus filhos, pelas fotos não resta duvida do que somos, uma grande mistura de gente,
mas com preponderância de nossa raiz negra, não muito longe dessas cidades no norte do Espirito Santo há algumas colônias que migraram do leste Europeu, que acabaram se fundindo com o povo dali.
Meus primos e primas estão espalhados pelo mundo, pra essa festa veio primos até da Suíça, mas é claro que grande parte ainda esta ali naquela região, e prosperaram alguns e outros nem tanto, mas não há um único indicativo de que os que tem o fenótipo negro foram prejudicados de alguma forma, até pelo contrário, estão muito bem obrigada. Sei q serei alvo de criticas de alguns raivosos, como fica evidente nessa caixa de comentários, mas não consigo ver em que pode ser de ajuda comemorar um feriado, ou instituir politicas que reafirmem diferenças.

Anônimo disse...

Nossa, quanto exagero, se você queria comprar uma camiseta na quarta-feira e foi feriado e a loja estava fechada, nunca mais na sua vida você vai comprar a camiseta?
O que muita gente não fala é que os feriados também movimentam a economia, as pessoas fazem coisas que costumeiramente não fariam (vão ao cinema, lanchonete...) e até mesmo quando viajam, a cadeia produtiva do turismo envolve muita coisa, o táxi, a companhia aérea ou a viação, o lanche, os itens que você compra para a viagem, entre outros. A questão é, pra que trabalhar tanto? Pra dominar o mundo Cérebro?
Maira

Anônimo disse...

Não é porque o Morgan Freeman é negro que ele não pode se enganar em relação ao racismo. Veja, ele é NEGRO, porém também é MILHONÁRIO e FAMOSO. Morgan Freeman não toma batida da policia, não é destratado em restaurantes, no comércio. Não é tratado como suspeito quando anda por aí.

A percepção de preconceito dele é diferente daquela dos negros "normais", que vivem aqui, no mundo real, onde somos reconhecidos de longe, mas não pelos filmes que fizemos...

Francesinha disse...

O Brasil é um país mestiço.Formando por brancos,negros e índios. Dia do indio ta no calendário, mas não ê feriado. Quem se manifesta em relação a isso? Sempre lucraram em cima do negro. Os escravos construíram o país. Agora um feríado não querem dedicar a consciência negra porque vai dar prejuízo? E os milhões que lucraram e lucram atê hoje? As cidades históricas construídas por mãos escravas lucram é com férias e feriados. Prestenção! Concordo com o feriado

Anônimo disse...

Lola quer comparar o Brasil com o Japão? Só rindo mesmo. O Japão, EUA e a Europa trabalharam muito no pós guerra para chegar a onde estão, eles podem se da ao luxo de menos horas de trabalho. Agora o Brasil nem chegou no desenvolvimento e você quer menos horas de trabalho e mais lazer?

Anônimo disse...

Sempre que uma mulher discorda de um homem e é incisiva nos argumentos, ele acaba ameaçando de estupro. Não há como negar que estupro é sim uma demonstração covarde de poder.

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Eu nunca fiz isso.

Raquel disse...

Linda, Lola, linda, Lola! Parabéns e continue escrevendo e mantendo a minha esperança em relação a internet e as pessoas (algumas) :D

Luiz disse...

Hum, vamos lá.

Outro dia escrevi para um amigo alemão professor em Berlin. Conheci o nos tempos que morei por lá. Perguntei o no email como estavam as coisas na Alemanha e ele me respondeu.

- Aqui estamos trabalhando mais para pagarmos as contas da Espanha e assim permitir que os espanhóis continuem indo para cama dormirem tranquilamente no meio do dia.

Não pude discordar dele, pois afinal a Alemanha foi chamada para pagar a conta da gastança espanhola, grega, portuguesa em nome da solidariedade com os incompetentes. De alguma forma os alemães pagam para os espanhóis tirarem uma siesta no meio da tarde. Eu defendo o direito das pessoas dormirem o tanto que quiserem, desde que não me chamem para pagar o almoço delas. Se roubarem o almoço eu defendo que vá para a cadeia.

Parece que além do sono, a autora quer também que pagamos o passeio dela em algum resort. Acho que seu sono é caro demais. Não quero pagar esta conta. Quer comemorar o dia dos judeus, dos poloneses ou o dia da espinhela caída, comemorem, mas não nos chamem para pagar a conta. Fez bem os curitibanos em reagirem. Eu sou judeu e quando quero comemorar alguma data do calendário judaico que acho importante simplesmente tenho meu ponto cortado. A única coisa que negocio com a instituição universitária onde trabalho é que minha falta não seja computada como punição administrativa, mas a regra é simples, não fui trabalhar não recebo. Pagar alguém para ficar a toa é o fim da picada.

Vamos ao tema cotas. Primeiro. Diferente do que foi dito em um comentário a Alemanha nunca ofereceu cota nenhuma para os judeus. O que a Alemanha fez foi oferecer de volta aos judeus que tinham conseguido entrar por causa de seus méritos nas universidades alemãs e tinham sido expulsos de lá pelos nazistas a oportunidade de novamente as ocupa-las. Muitos recusaram. Houve sim reparação aos judeus que foram perseguidos. Nada mais justo. Minha bisavó era comerciante na Romênia e quando os nazistas chegaram lá ela simplesmente teve sua loja fechada e seus patrimônio foi confiscado. Meu bisavô consegue fugir de lá mas ela não conseguiu o visto e para salvar a filha, meu bisavô que tinha o visto veio para a Bolívia e minha bisavó ficou com os pais dela. Pouco tempo depois ela tem que pagar a passagem de trem que a envia para um campo de concentração em Bikernau. Consegui-se salvar, ela nunca soube responder como.

O que os cotistas não gostam é de que se diga que as medidas deles são racialistas. Ou seja não gostam de ouvir a verdade. Mas quando se adota que o critério para alguém entrar no custo de engenharia elétrica é a cor da pele do sujeito e não os seus conhecimentos sobre circuitos elétricos estamos diante de uma estrovenga perigosíssima que é o uso de critérios raciais como parâmetro para políticas de estado. Cor da pele não deveria ser usado para tirar nem por ninguém do espaço público. (Recuso usar o termo Raça porque este é um termo usado por racistas e racista é toda pessoa que faz da raça o parâmetro principal para suas escolhas políticas. Não faz diferença se é o Frei Davi ou o Mussolini que faz uso delas).

Luiz disse...

Medidas para combater o racismo são necessárias. Ele continua ainda existindo. Cota não resolve esse problema do racismo pelo contrário, piora. Divide o país. Cria uma fricção desnecessária e em meu ponto de vista a melhor saída é distensionar. Precisamos lembrar da escravidão para não repeti-la. Precisamos lembrar do holocausto judeu para que minhas filhas não tenham que passar pelo mesmo martírio que meus antepassados viveram na Europa nazista. Não precisamos de cotas e suas variantes populistas insufladas e estimuladas por grupelhos políticos facistóides que se auto intitulam representantes dos negros e que tem a petulância e a falta de senso de ridículo para tentar ensinar o Morgan Freeman, o brilhante pensador Walter Willians ou o ótimo jornalista Heraldo Pereira a serem negros e que por esses não aceitarem se acham no direito de esculacharem suas reputações e de todos os outros 'negros' que recusam a viverem no cercadinho que esses militantes fascistoides acham que devam viver. Freeman, Willians e Pereira espero que sejam cidadãos do mundo não por causa da cor de suas peles mas por causas de seus bons filmes, pela qualidade de seu trabalho como economista e pela qualidade de seu trabalho jornalistico. Seus detratores devem serem recolhidos as suas insignificâncias pois caso triunfem o mundo será um lugar pior.

PS. Estado Laico de conveniência. Quer dizer que o estado deve ser laico mas tem que preservar os feriados religiosos? E se possível aumentá-los? Estamos diante de um caso ímpar de coerência de conveniências. Os conservadores liberais tem um termo fantástico para definir isso. Capitalista de capital alheio ou caçadores de renda em oposição aos caçadores de trabalho.

Não é verdade que nos EUA tem mais feriados que no Brasil. Outra coisa a relação de trabalho lá é bem diferente da nossa. O Estado lá tem bem menos poder. Lá se paga pelo tanto que você trabalha. Vivi na Alemanha e para se ter uma idéia nem salário mínimo existe. Patrão e empregado sentam a mesa e discutem os pontos do contrato de trabalho. Simples assim. As partes ficam obrigadas a cumprirem o que assumiram no papel.

É hilário e patético tentar ensinar um negro a se comportar como um negro. Para ser sincero tem até um resquício de racismo nisso. No meu conjunto de valores Morgam Freeman pode ser o que ele quiser, inclusive dono de um jato particular. Tem talento e dinheiro para tanto. Morgan está na pirâmide econômica porque trabalhou muito para chegar lá. Eu o aplaudo e o admiro por isso. Nunca precisou de uma bolsa BNDES para fazer os filmes dele. Ele que já representou tantos papeis como ator é como pessoa simplesmente Morgan Freeman, um indivíduo.

Helen Pinho disse...

a alemanha envergonha-se profundamente de ter protagonizado o holocausto, tiveram sim medidas para trazer igualdade para as vítimas e seus descendentes, achar um alemão que diga: "isso é passado", "não fui eu que fiz", "não tenho culpa", "judeos deixem de bobagem, isso foi a muito tempo atrás, vão trabalhar" olha é muito difícil, nunca vi. como nós nos colocamos diante do fato histórico da escravidão no brasil?

izabel disse...

Sempre entendi que o que Morgan Freeman quis dizer era que a história negra é concormitante a história branca, que se relacionam e que uma faz parte e influencia a outra. Que para ele não deve ser separadas, devem ser apresentadas juntas.
E sobre não falar sobre racismo é uma espécie de ideário que estamos longe de alcançar. Afinal o preconceito também é passado como algo oral. Algumas vezes sinto que os preconceitos parecem como entidades, enquanto só é algo possível de existir devido a tradição oral. Só que isso estamos longe de alcançar.

izabel disse...

Sobre os feriados, já ouviu falar como são no japão? É o dia do esperte, dia da educação, dia do menino e da menina, feriado das mudanças de estação...

Joana disse...

Depois falam que no Brasil não existe preconceito...
"Cor da pele não deveria ser usado para tirar nem por ninguém do espaço público". Perfeito, não deveria mesmo, mas as pessoas "sem preconceito" só se incomodam quando a cor que entra é a negra, agora quando vemos qualquer área com praticamente 100% de brancos ( universidades, cargos públicos, cargos de chefia...) daí os "sem preconceito' acham que esta tudo certo, tudo dentro do mérito.
É tão explícito o preconceito e a luta ávida para manter os privilégios e não querer encarar a sociedade com igualdade que seja melhor para todxs que me dá uma preguiça sem fim de argumentar...

Joana disse...

Sobre Morgan freeman, o seu posicionamento nada mais é do que tentar se aliar ao "opressor" para tentar usufruir um pouco do seu prestigio, tendo um pensamento racista ele acredita que será melhor aceito pelos racista que são a classe dominante. Assim como a mulher que tem atitudes machistas para tentar ser "bem vista" pelo seu opressor. Essas atitudes só provam o quanto somos racistas e machistas. Pobres de nós!

Dani Silva disse...

Se não existisse o racismo não haveria tanta campanha contra cotas, tanta gente falando que o negro que usar as cotas se assume como burro, os negros precisam estar sempre provando que são bons, inteligentes, é esgotante falar sobre isso,sim, em concurso público não de pode existir discriminação, mas em qualquer empresa privada o loirinho pobre tem mais chance do que um negrinho visto com suspeito e se for mulher negra, então, é que se f. Então se não dá pra mandar na empresa privada que se dê a igualdade pelo serviço privado. Ninguém fala em mexer em outros feriados, só esse incomoda, é como colocar o dedo em uma ferida bem escondida, que até quem sofre fala que não tá doendo pra ver se passa por si só, mas não passa!

Anônimo disse...

Margem de Lucro não está diretamente relacionado com movimento especifico de um dia, aqui é mais o faturamento que muda, a margem muda muito pouco, apenas muda devido a diluição dos custos fixos sem um pouco menor, mas o termo mais apropriado é o faturamento.
Abraços!

Anônimo disse...

a alemanha envergonha-se profundamente de ter protagonizado o holocausto, tiveram sim medidas para trazer igualdade para as vítimas e seus descendentes, achar um alemão que diga: "isso é passado", "não fui eu que fiz", "não tenho culpa", "judeos deixem de bobagem, isso foi a muito tempo atrás, vão trabalhar" olha é muito difícil, nunca vi. como nós nos colocamos diante do fato histórico da escravidão no brasil?

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Tá esquecendo dos neonazistas que são milhares na Alemanha.

Anônimo disse...

Difícil conseguir um feriado para celebrar algo que não existe.Pelos comentários se percebe que as pessoas não têm consciência da diferença de oportunidades entre brancos e negros. Eu, que sou branca, habitante da "capital européia" demorei para perceber que a ladainha "todo mundo é misturado, o preconceito é contra pobre, não depende de cor" não procede. Descobri que as empresas já nem contratam negros por medo de um processo caso alguma piadinha inocente escape...para ver como as pessoas não se dão conta do quanto são racistas...as piadas escapam...Como se não bastasse entrar com ação contra o feriado por pavor de pagar hora-extra (quem trabalha no comercio sabe que o dobro de uma ninharia ainda é ninharia) ainda não gostam muito de contratar pessoas negras. São bons motivos para eu querer tacar o terror no comércio? Dia 20 de novembro será reconhecido como o dia da vergonha branca.

Anônimo disse...

Compare a duração do holocausto com a da escravidão ...

Ms.Minna disse...

Mas peraí zumbi nao tinha escravos tb? Porque ele é considerado o deus da libertação dos negros?

Josy Onetta disse...

Fiquei com essa impressão também Fernanda. tenso rsrs

Anônimo disse...

nunca leia os comentários. nunca leia os comentários. nunca.

Anônimo disse...

Se comportar 'igual ao opressor' é também um julgamento para qualquer pessoa que foge do padrão de como um negro deve se comportar por ser negro e se foge do padrão é um 'negro traidor', negra que faz chapinha no cabelo então nossa. Tem também padrão de como uma mulher deve se comportar de acordo com a aprovação das feministas, por exemplo. Por incrível que pareça feministas também tem seus padrões e também julgam e são preconceituosas com mulheres que fogem do padrão que as feministas decidiram criar sobre a mulher e que foge desse padrão é traidora, opressora, etc. Esses movimentos de minorias estão virando fábricas de padrões cada vez mais rígidos, autoritários, exclusivos e quem não os segue é agredido, julgado, sofre de bullying. Será mesmo que este é o caminha da liberdade que tanto dizem lutar.